macronutrientes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/macronutrientes/ Tue, 03 Jan 2023 23:37:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png macronutrientes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/macronutrientes/ 32 32 Importância da suplementação mineral para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15828 A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais […]

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A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.

Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.

Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.

 

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Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.

Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.

Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. 

O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.

Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.

Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.

Macrominerais

  • Cálcio (Ca);
  • Fósforo (P);
  • Cloro (Cl);
  • Magnésio (Mg);
  • Potássio (K);
  • Sódio (Na);
  • Enxofre (S).

Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.

Cálcio

O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.

Fósforo

O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.

Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.

Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.

Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.

O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.

Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.

Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.

Potássio, sódio e cloro

São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.

Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.

Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.

Enxofre

Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.

É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.

Microminerais

  • Cromo (Cr);
  • Cobalto (Co);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Iodo (I);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Selênio (Se);
  • Zinco (Zn).

Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.

Cromo

Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.

Cobalto

O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.

Cobre

O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.

Outros microminerais

São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.

O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução

O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.

A suplementação mineral

A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.

Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.

Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.

Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.

Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.

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Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.

Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.

O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:

  • 50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;
  • 70 – 80 cm para animais em recria e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.

A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.

Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.

A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.

Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.

Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.

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Nutrientes para o cafeeiro: quais são os mais importantes? https://blog.rehagro.com.br/nutrientes-para-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/nutrientes-para-o-cafeeiro/#respond Mon, 07 Nov 2022 15:08:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15810 O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente. A interação entre as diferentes fases, junto com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que […]

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O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente.

A interação entre as diferentes fases, junto com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que possibilitam a vida na Terra.

Assim, o solo tem funcionalidades no sequestro de carbono, na purificação da água e degradação de contaminantes, na regulagem do clima, na ciclagem de nutrientes, e principalmente na produção de alimentos, fibras, combustíveis, entre outras diversas funções.

 

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Composição do solo

  • Fase sólida do solo
    • É constituída pela parte inorgânica (minerais) e orgânica (matéria orgânica). Juntas representam 50% da constituição do solo.
  • Fase líquida ou solução do solo
    • Fonte imediata de nutrientes para as plantas;
    • Está em constante equilíbrio com a fase sólida do solo.
  • Fase gasosa ou ar do solo
    • Não influencia diretamente na absorção dos nutrientes;
    • Influencia indiretamente na dinâmica e disponibilidade dos nutrientes, devido a reações redox.

Representação da composição do solo

Representação gráfica hipotética da composição do solo. 

É importante ressaltar que as proporções das fases variam de acordo com cada solo e os percentuais descritos são a base do que se espera encontrar no solo.

Dinâmica do solo

As diferentes fases do solo são interligadas e estão constantemente realizando trocas, juntamente com as raízes das plantas. Nos colóides do solo, ou seja, na fase sólida do solo, existem cargas negativas (ânions) e cargas positivas (cátions) e assim como nos ímãs, as cargas opostas se atraem.

Diante disso, existe a CTC (Capacidade de Troca de Cátions) e a CTA (Capacidade de Troca de Ânions), sendo a CTC mais importante em nossa realidade, visto que os solos brasileiros por serem, de modo geral, altamente intemperizados, são constituídos principalmente de cargas negativas, atraindo então as cargas positivas.

Série Liotrópica

Visto que a nutrição das plantas depende diretamente das cargas, a “série liotrópica” demonstra a ordem preferencial de retenção de cátions na fase sólida do solo:

H+ >>Al3+>Ca2+>Mg2+>K+ ~NH4 + >Na+

Ou seja, o solo tende apresentar maior teor de cálcio do que de magnésio, maior teor de magnésio do que de potássio, e assim por diante.

Diante disso, o que explica a série liotrópica?

  • Tipo de ligação (ex: H+ é ligado fortemente/ligação covalente, não sendo trocável);
  • Carga ou valência;
  • Raio do íon quando hidratado (ex: explica porque Ca2+ tem prioridade de retenção que o Mg2+).

Base da nutrição de plantas

A composição química das plantas se baseia em:

  • C, H e O – 90 a 95% do total – ar e água são os fornecedores;
  • Mineiras – 5 a 10% do total – solo é que fornece.

Estrutura da planta de café

Estrutura da planta de café.

Desse modo, assim como nós seres humanos, as plantas também precisam se nutrir. Nesse sentido, existem algumas leis que regem a fertilidade do solo e a nutrição de plantas, como:

Lei do mínimo

Onde diz que o crescimento e a produção das lavouras são limitados pelo nutriente que se encontra em menor quantidade no solo (Liebig, 1843).

Lei dos acréscimos não proporcionais

Mostra que o aumento da produção não é proporcional ao aumento do fator limitante, ou seja, se elevarmos gradativamente a aplicação de determinado fertilizante, a resposta das plantas em produção não aumentará linearmente ao aumento das doses de fertilizante (Mitscherlin, 1909).

Lei do máximo

Diz que o excesso de um nutriente no solo pode intoxicar a planta ou reduzir a eficácia e disponibilidade de outros. Como exemplo, o nitrogênio em excesso se torna tóxico para as plantas e o excesso de potássio que irá competir com Ca e Mg e inibir a absorção dos mesmos (Voisin, 1973).

Lei da restituição

Os nutrientes retirados pelas culturas, do desenvolvimento à produção, devem ser restituídos ao solo para evitar seu empobrecimento. Então quando tiramos a produção da lavoura estamos levando junto os nutrientes. Em uma lavoura com produção de 40 scs/ha já teríamos que fornecer 1,5 ton a cada dois anos, fora a correção da acidez ocasionada pela adubação nitrogenada (Voisin, 1973).

Nutrientes para o cafeeiro

Alguns nutrientes são essenciais para a composição e funcionamento metabólico das plantas, eles são chamados de macro e micronutrientes. Os macronutrientes são os demandados em maiores quantidades enquanto os micronutrientes são exigidos em menores quantidades.

Dentre os macronutrientes estão:

Já dentro dos micronutrientes estão:

  • Boro (B);
  • Cloro (Cl);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Zinco (Zn).

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Esses nutrientes podem ser absorvidos por fluxo de massa (deslocamento do íon no mesmo sentido da água), por interceptação radicular (a raiz se encontra com o nutriente à medida em que vai crescendo) ou por difusão (íon vai de um ponto de maior concentração para um ponto de menor concentração).

Raízes do cafeeiro

Raízes do cafeeiro.

Em situações em que a proporção do nutriente do solo está baixa em relação à demanda da planta, pode ocorrer a deficiência que causa anomalias principalmente nas folhas, por onde é feito o diagnóstico visual. Todavia, é importante realizar análises periódicas de solo e de folha para evitar que isso aconteça.

Nutrientes onde a deficiência inicial ocorre em folhas velhas, são os que conseguem mobilizar novamente as reservas de folhas velhas para folhas novas, que são alguns macronutrientes, com exceção por exemplo do cálcio.

Já quando a deficiência inicial ocorre em folhas novas, pode indicar a falta de micronutrientes que não conseguem redistribuir das folhas velhas para as novas no caso de déficit.

Folhas do cafeeiro com deficiência de ferro

Folhas com deficiência de ferro. 

Manejo nutricional

Para recomendar fertilizantes, sejam eles foliares ou de solo, é preciso em primeiro lugar ter em mãos as análises de folha e de solo.

Assim é necessário levar em consideração, principalmente, o histórico produtivo e de doenças da lavoura, a expectativa de safra, analisar como está o solo e as relações entre os nutrientes.

A partir disso é possível fazer uma recomendação adequada, sempre pensando no equilíbrio do solo e nas condições da lavoura.

Com isso, há redução de gastos desnecessários e melhores resultados produtivos, mantendo a sustentabilidade e a funcionalidade de cada nutriente dentro das plantas.

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Macroelementos essenciais às plantas e solos: saiba quais são e sua importância https://blog.rehagro.com.br/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/ https://blog.rehagro.com.br/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/#respond Tue, 28 Sep 2021 12:51:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9770 Para que uma planta tenha pleno desenvolvimento, ela precisa de: água, luz do sol e de um solo nutricionalmente adequado. Claro que sempre existirão exceções, mas de modo geral, essa é a base. A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar: Tipo da cultivar; Época de aplicação; Quantidade de nutriente disponível […]

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Para que uma planta tenha pleno desenvolvimento, ela precisa de: água, luz do sol e de um solo nutricionalmente adequado. Claro que sempre existirão exceções, mas de modo geral, essa é a base.

A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar:

  • Tipo da cultivar;
  • Época de aplicação;
  • Quantidade de nutriente disponível no solo;
  • O tipo de nutriente que essa cultivar requer.

Sobre os 2 últimos, o solo acaba tendo um foco, afinal ele atua como reservatório de minerais necessários às plantas. Para saber a composição, é preciso fazer, ao menos, uma análise de solo.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 1: Esquema didático com elementos do solo

Dinâmica no solo

O sistema é aberto, pois os elementos são constantemente removidos de um lado, a uma fase sólida (reservatório) e acumulados no outro, a planta. 

A solução do solo é o compartimento de onde a raiz retira ou absorve os elementos essenciais.

Quando a fase sólida (matéria orgânica + minerais) não consegue transferir para a solução do solo quantidades adequadas de um nutriente qualquer, é necessária sua aplicação mediante o emprego do fertilizante, que contém o elemento em falta. 

Na prática, a adubação consiste em cobrir a diferença entre a quantidade do nutriente exigida pela planta e o fornecimento pelo solo, multiplicado por um fator, para compensar as perdas do adubo, ocasionadas principalmente quando o pH do solo encontra-se fora da faixa adequada.

Figura 2. Adubação – Fonte: Sítio da Mata

Estabelecer a essencialidade dos elementos é muito mais complexo do que apenas a análise química. 

As plantas absorvem do solo, sem muita discriminação, os elementos essenciais, os benéficos e os tóxicos, podendo estes últimos, inclusive, levá-las à morte. “Todos os elementos essenciais devem estar presentes nos tecidos das plantas, mas nem todos os elementos presentes são essenciais” (Arnon e Stout, 1939).

Nitrogênio nas plantas

O N é exigido pelas culturas em maiores quantidades do que qualquer outro nutriente, exceto potássio (K). Nitrato e amônio inorgânicos são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 3. Fórmulas químicas do Nitrato, Amônio e Nitrato de Amônio – Fonte: Sandy Azevedo

Nitrogênio (N) no solo

A quantidade de N armazenada na matéria orgânica do solo, apresenta pouca quantidade decomposta e disponível para as culturas.

Normalmente a decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta. Estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo são disponibilizados 20kg/ha de N.

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Fósforo (P) nas plantas

O P é um componente vital no processo de conversão da energia do sol em alimentos, fibras e óleos nas plantas. Tem papel fundamental na fotossíntese, no metabolismo de açúcares, no armazenamento e transferência de informações genéticas.

Fósforo nos solos

As raízes das plantas absorvem o P quando este está dissolvido na solução do solo.

Os solos naturalmente apresentam baixa concentração de P, devido a esse fator o solo deve ser continuamente reabastecido com esse elemento para repor o que foi absorvido pelas plantas. 

As raízes das plantas geralmente absorvem P na forma de íons ortofosfato inorgânicos (HPO42- ou H2PO4).

A disponibilidade de P às plantas são influenciadas por fatores como:

  • Quantidade de minerais de argila;
  • Concentração de P;
  • Fatores que afetam a atividade radicular (aeração e compactação);
  • Teor de umidade do solo;
  • Temperatura;
  • Atividades radiculares das culturas;
  • pH do solo.

Potássio (K) nas plantas

O K está envolvido em diversas funções essenciais como: 

  • Regulação da pressão osmótica nas células das plantas;
  • Troca de gases;
  • Movimento das folhas em resposta à luz;
  • Ativação das enzimas que auxiliam na ocorrência de reações químicas;
  • Síntese de proteínas;
  • Ajuste no pH dentro das células das plantas;
  • Aumento da fixação de CO2 durante a fotossíntese;
  • Transporte de compostos químicos;
  • Equilíbrio das cargas elétricas em várias partes das células.

As plantas supridas com quantidades adequadas de K são capazes de resistir mais ao estresse climático e aos danos causados por pragas e doenças em comparação com plantas deficientes em K.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 4. Sintoma clássico de deficiência de potássio em milho – Fonte: IPNI (1993).

Potássio nos solos

O K é absorvido pelas plantas quando está disponível na solução do solo, sendo alguns fatores que contribuem para a sua disponibilidade: 

  • K redistribuído de outras áreas;
  • Água de irrigação;
  • Precipitação;
  • Fertilizantes;
  • Esterco;
  • Biossólidos e deposição de sedimentos;
  • Intemperismo de minerais primários contendo K, como micas e feldspatos;
  • K liberado das camadas internas de filossilicatos como ilita, vermiculita e esmectita;
  • Dessorção de K das superfícies e arestas dos filossilicatos “K trocável”.

O K trocável é medido pela análise de solo e é considerado prontamente disponível às plantas. 

Os filossilicatos que liberam K também podem “fixar” este nutriente em posições entre as camadas, desta forma removendo-o da solução do solo.

Enxofre (S) nas plantas

O sulfato solúvel (SO42-) é a fonte para nutrição de S para as plantas.

O S é exigido para a síntese de proteínas, auxiliando na produção de sementes e da clorofila necessária para o processo fotossintético. 

É um componente necessário de três aminoácidos (cisteína, metionina e cistina) requeridos para a síntese proteica. Exigido para a formação de nódulos em leguminosas.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 5. Nódulos em raízes – Fonte: Fabiano Bastos via 3rlab

Enxofre nos solos

A maior parte do S do solo é, geralmente, encontrada na matéria orgânica e nos restos culturais.

Este nutriente está presente em uma variedade de compostos orgânicos que não estão disponíveis para a absorção pelas plantas, até serem convertidos em sulfato solúvel.

A velocidade na qual os microrganismos do solo convertem esse composto orgânico de S é determinada por temperatura, umidade e outros fatores ambientais.

Uma pequena fração do S do solo é encontrada na forma de sulfato. O sulfato geralmente é solúvel, e se movimenta na solução do solo para as raízes.

Cálcio (Ca) nas plantas

O Ca é classificado como um macronutriente secundário que é requerido em quantidades relativamente grandes pelas plantas na forma de Ca2+.

O Ca desempenha papel fundamental na estrutura da parede celular e na integridade da membrana. Ele também promove:

  • A elongação das células das plantas;
  • Participa de processos enzimáticos e hormonais;
  • Desempenha papel nos processos de absorção de outros nutrientes;
  • Proporciona estabilidade às plantas;
  • As paredes celulares fortes auxiliam na prevenção de invasão por fungos e bactérias.

Cálcio nos solos

A solubilidade do Ca depende de fatores do solo, como: 

  • pH do solo

Solos com maior pH apresentam mais Ca disponíveis em sítios de troca de cátions;

  • Capacidade de troca de cátions (CTC)

O Ca disponível é afetado tanto pela CTC do solo, quanto pela saturação de Ca nos sítios de troca de cátions do solo.

O Ca tem grande influência nas propriedades do solo, especialmente porque previne a dispersão de argila.

O fornecimento abundante de Ca pode auxiliar na redução do encrostamento e da compactação do solo, levando à melhora da percolação da água e à redução do escoamento superficial.

Magnésio (Mg) nas plantas

Nas plantas, o Mg é essencial para muitas funções como: 

  • Catalisa a produção de clorofila.

Sendo o átomo central de sua molécula;

  • Desempenha papel como um componente dos ribossomos. 

As “fábricas” que sintetizam as proteínas nas células;

  • Estabiliza certas estruturas dos ácidos nucleicos.

As moléculas que transferem informações genéticas quando novas células são formadas;

  • Ativa ou promove a atividade de enzimas.

Moléculas com formatos específicos requeridos para acionar certas reações químicas necessárias para o crescimento e o desenvolvimento adequado das plantas;

  • Desempenha papel como um elemento essencial para gerar ATP.

Uma “bateria” que armazena energia na planta;

  • Assegura que os carboidratos produzidos nas folhas sejam exportados para outros órgãos da planta.

Os carboidratos são usados nas plantas para energia e estrutura.

Magnésio nos solos

O Mg disponível às plantas está presente na solução do solo, sendo o Mg trocável e da solução do solo as formas deste nutriente medida pelas análises de solo e considerado prontamente disponíveis para as plantas.

Quando as raízes das plantas absorvem água, a água localizada em grande distância se move para as raízes, repondo a absorvida. O Mg que está dissolvido na solução do solo se move com essa água. 

Esse processo, denominado fluxo de massa, é responsável por manter a planta suprida com Mg.

Obtenção dos nutrientes

Os nutrientes requeridos pelas plantas podem ter diversas origens, mas boa parte vem dos minerais. O fósforo, por exemplo, advém de rochas fosfáticas. Só a agricultura consome mais de 90% delas, o que tem tornado isso escasso.

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Deficiência de magnésio no cafeeiro: principais sintomas e como fornecer https://blog.rehagro.com.br/deficiencia-de-magnesio/ https://blog.rehagro.com.br/deficiencia-de-magnesio/#comments Thu, 14 Jun 2018 18:30:05 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4284 As plantas absorvem o magnésio (Mg) da solução do solo na forma de Mg2+. Ele é acessado pelas raízes principalmente pelos mecanismos de interceptação radicular e fluxo de massa, contudo a absorção de Mg pode ser fortemente afetada pela alta disponibilidade de K+ e Ca2+, devido a inibição competitiva. De maneira geral as plantas de […]

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As plantas absorvem o magnésio (Mg) da solução do solo na forma de Mg2+. Ele é acessado pelas raízes principalmente pelos mecanismos de interceptação radicular e fluxo de massa, contudo a absorção de Mg pode ser fortemente afetada pela alta disponibilidade de K+ e Ca2+, devido a inibição competitiva.

De maneira geral as plantas de café absorvem quatro vezes mais cálcio em relação ao magnésio. Esse nutriente apresenta papel importante como componente estrutural da clorofila e ativação enzimática, participando assim, de vários processos vitais no metabolismo das plantas, como fotossíntese, respiração, síntese de carboidratos e outros.

Sintomas de deficiencia de magnésio no café

Folhas de cafeeiro com sintomas de deficiência de magnésio

Referências para avaliação da análise de solo em cafeeiroPadrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café

  • A presente tabela refere-se a um solo de Textura e CTC médias ( 6-12 ).
  • mg/dm³ = ppm ;  Cmol/dm³ = eq.mg/100g.
  • Para o Alumínio e para o H + Al a condição de menores níveis é a mais adequada, por isso os valores são decrescente. (Fonte: PROCAFÉ).
 

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Atualmente alguns consultores e produtores trabalham para deixar o teor de Magnésio no solo acima de 1,5 Cmol/dm³, visto as altas produtividades alcançadas ocasionando em maior extração no solo.

Referências para avaliação da análise de folha do cafeeiroPadrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de folha na cultura do café

Atualmente um dos fatores que mais ocasionam deficiência deste nutriente nas plantas é o alto teor de potássio no solo.

Em muitos casos a utilização de adubação com Potássio nas lavouras tem sido exagerada somando-se com a falta de fornecimento de Magnésio. No solo uma boa relação Ca:Mg:K seria 9:3:1 ou 25:5:1 o que na maioria dos casos não ocorre.

Deve-se tomar muito cuidado pois neste caso a lavoura apresenta agravamento nos sintomas das doenças que dificilmente são controladas por fungicidas.

Sintomas de deficiência de magnésio

Por ser um nutriente móvel, a deficiência de magnésio ocorre inicialmente nas folhas velhas, com clorose entre as nervuras, devido à redução no teor de clorofila.

Sintomas de deficiência de magnésio no café

Fornecimento de magnésio

O fornecimento do magnésio é feito normalmente por calcário com maiores teores de magnésio. Salientando a importância de se suprir a demanda de Mg via calcário, visto que, as outras fontes de Mg são mais dispendiosas quando comparado ao fornecimento pelo calcário.

Em lavouras que apresentarem deficiência desse nutriente, faz se o fornecimento por óxido de magnésio (45-54% de Mg) (Alcarde, 2007) ou por sulfato de magnésio (9% de Mg). Entretanto, esses casos são menos comuns, devido aos custos.

Além disso, alguns técnicos realizam aplicações via foliar com Mg no início e no fim do período seco, devido à dificuldade de absorção nesse período.

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Parâmetros para se trabalhar na interpretação de uma análise de solo“.

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