mancha Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/mancha/ Thu, 05 Jan 2023 20:52:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png mancha Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/mancha/ 32 32 Principais doenças do café: identificação e sintomas https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/#comments Thu, 20 Feb 2020 17:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6994 Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção! Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade. Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na […]

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Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção!

Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade.

Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na identificação das principais doenças que podem afetar o cafeeiro.

 

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Ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) 

Os sintomas da Ferrugem se iniciam com pequenas manchas cloróticas translúcidas, localizadas na face inferior das folhas.

Essas lesões se desenvolvem, formando massas pulverulentas de coloração amarelo-alaranjado.

Folha com sintomas de ferrugem-do-cafeeiroFerrugem-do-cafeeiro. Fonte: Equipe Rehagro

Cercosporiose (Cercospora coffeicola)

A Cercosporiose pode atacar tanto folhas quanto frutos em desenvolvimento.

Nas folhas, os sintomas característicos são manchas circulares de coloração castanho-clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado.

Nos frutos, os sintomas são pequenas manchas necróticas e deprimidas, de cor marrom a negra, estendendo-se no sentido dos pólos do fruto.

Cercosporiose no cafeeiroCercosporiose. Fonte: Equipe Rehagro

Phoma (Phoma spp)

Cafeeiro com sintomas de phomaPhoma. Fonte: Equipe Rehagro

Os sintomas da Phoma são manchas irregulares de coloração escura nas folhas, iniciando, geralmente, nos bordos, podendo provocar curvaturas.

Nos ramos, pode-se observar lesões deprimidas e escuras, que podem envolver todo diâmetro do ramo e causar seca da extremidade ou do ponteiro.

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Mancha aureolada (Pseudomonas Syrigae)

Os sintomas da Mancha aureolada são manchas de cores pardas, circundadas por um grande halo amarelo.

Folha de cafeeiro com mancha aureolada

Mancha aureolada. Fonte: Equipe Rehagro

Rizoctoniose (Rhizoctonia solani)

Cafeeiro com sintomas de Rizoctoniose

Rizoctoniose. Fonte: Equipe Rehagro

Saiba mais!

A Cercosporiose é uma doença causadora de enormes perdas na produção e prejuízos ao produtor! O fungo causa queda das folhas, diminuindo o desenvolvimento da planta e afetando a produtividade.

Além disso, os frutos apresentam um processo de maturação acelerada, resultando em mal granados ou em queda precoce dos mesmos em vários estádios de crescimento, podendo resultar em fermentações indesejadas.

Saiba mais sobre essa doença, seu ciclo, condições favoráveis a ele e sobre seu controle no nosso E-book Cercosporiose do Cafeeiro.

E-book Cercosporiose do cafeeiro

Fique de olho nesses vilões que podem comprometer sua produção e os seus lucros!

Além da identificação de doenças, a identificação e controle das pragas, como o bicho mineiro e a broca do café, que são grandes causadoras de defeitos nos grãos de café, também é fundamental.

E lembre-se de que as medidas preventivas de controle são sempre o melhor caminho para evitar prejuízos.

Para isso, é necessário o cuidado desde a implantação da lavoura, passando pela realização cuidadosa de todas as etapas do manejo até uma colheita e pós-colheita de qualidade.

Larissa Cocato

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Mancha-alvo na cultura da soja: quais os sintomas e como tratá-la https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/ https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/#respond Mon, 25 Nov 2019 16:30:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6544 A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima. Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura […]

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A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima.

Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura e as que demandam uma atenção maior, são as que podem afetar a soja em qualquer época. É o caso da mancha-alvo, que trataremos neste artigo.

mancha-alvo (Corynespora cassiicola) é uma doença fúngica, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo, por isso é preciso uma atenção maior a ela!

 

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A sobrevivência deste patógeno depende de dois pontos principais: restos culturais e sementes.

No caso dos restos culturais, o patógeno pode sobreviver, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto, afinal, esses restos de culturas passadas, unindo com a umidade, favorecem diversos fungos e um deles é o da mancha-alvo.

E o outro ponto a ser observado, são as sementes. É o principal meio de disseminação da mancha-alvo! Elas precisam, portanto, serem de boa procedência e qualidade.

Ainda assim, é preciso observar que as condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).

Sintomas causados pela mancha-alvo

Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, o que pode causar podridões nas flores e vagens da planta.

O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme vai crescendo, apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.

As imagens a seguir, mostram os indícios dos sintomas em uma folha e na haste.

Folha e haste com sintomas de mancha-alvoFonte: EMBRAPA

Quando essa doença fúngica afeta a área das folhas, pode ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha de forma precoce, e isso, por si só, irá comprometer o enchimento de grãos. Ou seja, é preciso ficar atento durante todos os estádios fenológicos da planta!

Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura.

Quando essa doença ocorre nas lavouras de soja, em níveis elevados pode reduzir e comprometer a produtividade da soja em até 50%!

Portanto, nesse artigo, serão apresentados também, resultados de um estudo que buscou criar as ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo da mancha-alvo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.

Na imagem a seguir, é possível notar, tanto na folha normal de soja, quanto em escala em análise, os níveis de severidade da doença mancha-alvo.

Observe que da esquerda para a direita, o nível da severidade aumenta (de 1% a 52%) e, consequentemente, a incidência do sintoma mais visível que são as manchas circulares com halo amarelo e anéis concêntricos castanhos, aumentando e escurecendo, à medida que a doença avança.

Escala diagramática para avaliação da mancha-alvo da soja

Coleta de dados para utilização da escala diagramática

Muitos podem estar se perguntando: para que devo usar a escala diagramática? 

O uso desta escala serve para auxiliar o produtor ou engenheiro agrônomo a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura.

No entanto, a forma e o momento ideal para se fazer o controle da doença, fica a critério do responsável. Lembrando que, se for sistema de plantio direto, não apenas favorece doenças fúngicas como a mancha-alvo, mas também pragas, como o percevejo.

Caso proceda com a coleta de dados da escala diagramática, pode-se coletar um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias. Neste período, se for feita a aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas, mesmo assim.

Após a obtenção e conferência dos dados, os mesmos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar o gráfico. Com os dados e o gráfico feitos, será possível avaliar o progresso da doença e/ou eficácia do controle, caso já esteja fazendo.

Estratégias de manejo da mancha-alvo

Para a não ocorrência da mancha-alvo nas lavouras de soja, ou a menor incidência das mesmas, algumas estratégias podem e devem ser tomadas. Assim, o risco de comprometimento da produtividade da lavoura diminui. São eles:

  1. Uso de cultivares resistentes;
  2. Uso de sementes sadias e de boa procedência (como mencionado, a principal incidência da doença vem de sementes infectadas);
  3. Tratamento de sementes;
  4. Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;
  5. Uso de fungicidas.

Como pode perceber, o manejo existe desde a escolha da cultivar, ou seja, antes mesmo de implementar a lavoura, passa pelo tratamento de sementes, para evitar a incidência, mas também há manejo, caso a doença já esteja instalada.

Atenção, porém, ao optar pela 5ª estratégia: uso de fungicida!

É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.

Abaixo estão apresentados os resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:

Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:

  1. bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;
  2. piraclostrobina + fluxapiroxade;
  3. piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;
  4. trifloxistrobina + protioconazol;
  5. picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.

Qual combinação de produtos usar para o controle da mancha-alvo em soja? Isso depende muito da escolha do responsável técnico da área, pois como pode perceber, as cinco combinações se mostraram eficazes.

Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.

Bom… A mancha-alvo você já aprendeu, e pôde perceber que por ser fúngica, demanda alta umidade e temperatura amena. Existem várias doenças dessa natureza em grãos e a maioria se manifesta visualmente por manchas, que é o caso da mancha-amarela que já foi detectada em mais de 60% dos levantamentos em campo!

A diferença de uma lavoura farta para uma básica ou deficiente em produção está em saber manejar cada etapa do ciclo da cultura, bem como proteger a lavoura em todo o processo.

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Cercosporiose do cafeeiro https://blog.rehagro.com.br/cercosporiose-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/cercosporiose-do-cafeeiro/#respond Wed, 29 Aug 2018 12:58:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5019 Mancha de olho pardo ou Cercosporiose é uma doença que pode atacar desde mudas no viveiro causando intensa desfolha, afetando o crescimento e desenvolvimento das plantas, ou mesmo lavouras adultas, que além da queda de folhas pode proporcionar queda de frutos. Veja nesse e-book: Ciclo de desenvolvimento da doença Como identificar os sintomas de Cercosporiose […]

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Mancha de olho pardo ou Cercosporiose é uma doença que pode atacar desde mudas no viveiro causando intensa desfolha, afetando o crescimento e desenvolvimento das plantas, ou mesmo lavouras adultas, que além da queda de folhas pode proporcionar queda de frutos. Veja nesse e-book:

  • Ciclo de desenvolvimento da doença
  • Como identificar os sintomas de Cercosporiose nas folhas e nos frutos
  • Principais danos causados
  • E ferramentas de controle da doença.

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Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/#comments Fri, 20 Jul 2018 18:05:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4807 Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura. Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte. A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix […]

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Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura.

Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte.

A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix que ataca o cafeeiro. É a doença mais importante em termos de necessidade de controle e se caracteriza pelo aparecimento de pústulas com esporos de coloração amarelo escura a marrom na superfície das folhas, a partir da emergência até o estádio de maturação, provocando desfolha.

 

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Conforme as folhas caem a planta diminui a taxa fotossintética, perde a capacidade de produzir carboidrato e consequentemente de auxiliar no crescimento do cafeeiro. Os esporos da ferrugem são espalhados pelo vento, germinam e penetram nas folhas.

De início, não é possível perceber nenhuma alteração aparente na planta, o que vai ocorrer algum tempo após a infestação, quando o fungo se reproduzir e esporular. Nesse momento, as manchas começam a surgir e a doença já causou danos à plantação.

A Hemileia vastatrix é um fungo biotrófico que sobrevive somente no cafeeiro; ou seja, precisa se reproduzir na plantação.

Folha com sintomas de ferrugem do cafeeiro

Sintomas da ferrugem no cafeeiro

Ao ser atacada pela ferrugem, a planta apresenta:

  • Manchas cloróticas, possíveis de serem vistas com as folhas colocadas contra a luz;
  • Manchas na face inferior da folha de coloração amarelo-alaranjada;
  • Aparecimento de massa pulverulenta de uredosporos sobre a mancha;
  • Necrose de partes do tecido foliar.

Folha de cafeeiro com ferrugem

Condições favoráveis para o desenvolvimento da ferrugem

As condições climáticas para o desenvolvimento da ferrugem são alta umidade e calor e a incidência é maior entre novembro e dezembro. A partir de janeiro, começam a surgir as manchas cloróticas, pois é o período mais chuvoso.

Lavouras adensadas também apresentam maiores sintomas de ferrugem, pois têm microclima propício ao desenvolvimento do fungo. A carga de frutos por plantas também influencia na incidência da ferrugem: quanto mais as plantas produzem, mais suscetíveis ficam à doença.

Danos da ferrugem no cafeeiro

A ferrugem do cafeeiro causa os seguintes danos:

  • Desfolha acarretando em prejuízos já naquela safra;
  • Redução da produção;
  • Prejuízos para a próxima safra do cafeeiro.

Monitoramento da ferrugem no cafeeiro

O monitoramento correto deve:

  • Dividir as lavouras em talhões uniformes;
  • Caminhar nas linhas aleatoriamente;
  • Coletar de cinco a dez folhas por planta no terceiro ou quarto par;
  • Localizadas no terço médio da planta;
  • Coletar cerca de 100 a 300 folhas por talhão.

Também é importante realizar o cálculo de incidência. Assim:

Cálculo da incidência da ferrugem no cafeeiro

NÍVEL DE CONTROLE = 5% de incidência

Controle da ferrugem

O manejo de controle contra a ferrugem deve ser preventivo, feito por meio da aplicação de fungicidas cúpricos a base de cobre, moléculas de triazol e estrobilurina, nos meses de novembro até março a abril, dependendo das condições de chuva do ano.

Pensando num método mais prático de controle, no geral, sem as condições climáticas que vão influenciar no manejo, fazemos:

  • Novembro: Aplicação do fungicida cúprico;
  • Dezembro: Aplicação Triazol + Estrobilurina;
  • Janeiro: Aplicação Triazol + Estrobilurina.

Dependendo das condições externas, repetimos em fevereiro e nos meses seguintes a aplicação de Triazol + Estrobilurina.

Caso a lavoura já esteja contaminada, o ideal é entrar com um fungicida rapidamente – alguns desses fungicidas de controle – de preferência o triazol, que é mais rápido, para evitar maiores danos. Geralmente, os mais utilizados são os que controlam a ferrugem por mais tempo; aqueles que têm um período residual maior.

É muito importante conhecer esse período residual do fungicida para saber quantas aplicações devem ser feitas – em alguns casos, duas aplicações serão suficientes para controlar a ferrugem, em outros não, vamos precisar fazer quatro ou mais pulverizações, dependendo da incidência, condições climáticas favoráveis e do fungicida.

Os erros mais comuns no controle da ferrugem normalmente estão relacionados ao prazo de prevenção. É necessário que o produtor esteja atento à incidência da doença, percebendo se está havendo aumento da infestação para conseguir agir com o fungicida.

Outro problema recorrente em fazendas são tratores, implementos mal regulados, pontas de pulverização não aptas à pulverização, manejo – não misturar os produtos corretamente na calda, não colocar na ordem certa no tanque etc.

Nas lavouras de café trabalha-se com o turbo atomizador, ligado com bastante pressão para o vento direcionar as gotas de fungicida no pé de café. Normalmente a ferrugem se instala onde é mais úmido, nas folhas mais velhas. Então, temos que fazer com que essas gotas cheguem no meio da planta, onde a incidência da doença é maior.

No caso dessas aplicações em ambientes de fazenda, as chuvas também são problema, pois ao invés de aplicar o fungicida no período de seca, de carência de chuvas, o produtor faz o contrário.

O fungicida precisa de no mínimo 4h a 6h para penetrar bem na planta. Após esse período pode chover que não há problemas. Mas, se a pulverização for feita às 14h, por exemplo, e chover às 16h, teremos perda com a aplicação do fungicida, que não será absorvido totalmente pela planta, sendo lavado parcialmente.

Assim, mantenha em mente que o controle preventivo é a chave para evitar grandes perdas causadas por essa doença.

Além da ferrugem, é preciso ficar de olho nas outras doenças que podem acometer o cafeeiro, como a Cercosporiose e a Mancha Aureolada.

Também é necessário o monitoramento rigoroso das pragas que afetam o cafeeiro e podem causar defeitos nos grãos.

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Larissa Cocato

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