O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.
A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.
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Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.
A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.
Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.
As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.
Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.
Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.
Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.
Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.
O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.
Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.
A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.
As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.
A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.
As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.
Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.
Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.
Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.
De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.
Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.
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]]>O post Conheça as principais pragas da cana-de-açúcar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Conhecer os principais insetos praga que atacam este cultivo, bem como os danos que podem ser causados é um passo muito importante no manejo da lavoura, o qual poderá contribuir significativamente para maiores produtividades.
Você conhece as principais pragas que afetam o cultivo da cana-de-açúcar? Quais os danos são causados por elas? Nesse texto será possível conhecer um pouco mais sobre as pragas que podem reduzir de maneira expressiva, os lucros do produtor.
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Em seu estádio juvenil, a broca da cana é encontrada na forma de lagarta, a qual causa grandes prejuízos ao cultivo.
A lagarta jovem apresenta coloração branco-amarelada, cabeça marrom escuro e possui pontuações e manchas marrons pelo corpo, como pode ser visualizado na imagem abaixo:

A mesma se alimenta inicialmente das folhas e depois penetra o colmo da planta pelas partes mais moles, ou seja, pela região do nó, fazendo galerias, as quais podem ser longitudinais ou transversais.
Na imagem abaixo, é possível observar o início do broqueamento causado pela lagarta, bem como as alterações de coloração provocadas.

Esta praga pode ocorrer em todo o estádio de desenvolvimento da planta, podendo causar prejuízos diretos e indiretos. Conheça estes danos:
Danos diretos devido a abertura de galerias no colmo:

Danos indiretos causados pela broca:


O grande desafio de se manejar esta praga de solo, teve início após a proibição, em algumas regiões, da queima da lavoura para corte. Se por um lado esta proibição trouxe benefícios ao meio ambiente, por outro lado, representou desafio técnico no controle da mesma.
Atualmente, o sistema de colheita de cana “crua”, o qual não se tem a queima da palha, permite maior sobrevivência da cigarrinha-das-raízes, devido à formação de um microclima úmido favorável.
As formas jovens desta praga são conhecidas como ninfas, e tanto nesta forma quanto na forma adulta, elas causam bastante dor de cabeça aos produtores.
Como ninfas, as cigarrinhas se alimentam das raízes superficiais da cana, liberando uma espécie de espuma branca, que se acumula na parte inferior da planta ao nível do solo, como pode ser observado na figura abaixo:

Estes danos causados pelas ninfas nas raízes da planta, impedem ou dificultam o fluxo de água e nutrientes na mesma. Com isso, pode haver desidratação, “chochamento” e afinamento do colmo, levando ao aparecimento de rachaduras na parte externa.
Já os danos causados pelos adultos da cigarrinha são:

Alimentam-se da base da touceira da cana e do sistema radicular, podendo os destruir e causar a morte das plantas;
Podem causar danos desde o plantio, com a destruição das gemas e consumo das reservas dos toletes sementes, impedindo a germinação dos mesmos. Bem como, ao longo do desenvolvimento do canavial, o qual causa danos às raízes, bases do colmo e perfilhos.
Causa problemas também durante a fase de maturação, na cana adulta, o qual penetram o colmo e provocam secamento e morte dos mesmos;
Devido à sua vasta distribuição geográfica e dos custos para controle, as formigas cortadeiras tem se tornado uma praga importante e que tem causado grandes prejuízos. Estas se alimentam principalmente das folhas novas, causando desfolha característica;
Esta broca causa danos por abrir galerias no colmo, deixando-o oco, podendo gerar sintomas de “coração morto” na brotação da soqueira. Quando em alta intensidade na lavoura, pode ser necessário reformar o canavial, uma vez que reduz a longevidade do mesmo.
“Qual a melhor época para plantar cana-de-açúcar?”
“Controle biológico da cana-de-açúcar“
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]]>O post Análise do líquido ruminal: quais os parâmetros para avaliação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Existe uma relação de simbiose de muitas vantagens para ambos: o animal fornece à microbiota substratos e ambiente ideal para o crescimento, enquanto os microrganismos fornecem aos hospedeiros ácidos graxos voláteis, proteína microbiana e vitaminas.
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A maioria dos transtornos metabólicos causa alterações iniciais detectáveis, primeiramente e também principalmente, no líquido ruminal.
A análise do líquido ruminal pode ser realizada mediante provas e equipamentos muito simples e baratos. A coleta de líquido ruminal pode ser feita por sonda esofagiana. Como na coleta pode haver contaminação da amostra com saliva, recomenda-se que os primeiros 200 mL sejam desprezados.
A avaliação do líquido ruminal, além de auxiliar na detecção de anomalias digestivas provocadas pela dieta ou patologias, pode ser utilizada como ferramenta importante de prevenção de doenças metabólicas, assim como no tratamento de diferentes doenças digestivas, através da substituição da flora, por transfaunação (transferência de suco de rúmen de um animal são para o doente), utilizando de 5 a 9 litros de um doador.
Realizada através da sonda esofágica com bomba de via dupla ou que tenha capacidade de conexão na máquina de ordenha, de modelo longo (2 ou 3 metros), que alcance preferencialmente até o suco ruminal ventral.
São necessários até 500 mL de fluido para a realização das provas laboratoriais, que deve ser processado em até 8 horas após a coleta, quando acondicionados a temperaturas entre 20 a 22º C. Se as amostras forem mantidas sob refrigeração entre 1 e 4ºC, deve-se examiná-las no máximo em 24 horas. O ideal é realizar as provas logo após a coleta, evitando-se assim alterações bioquímicas indesejáveis.
Transferência de suco de rúmen utilizando a sonda esofágica.
A hora da coleta influencia no resultado, por isso depende da variável que se quer estudar. Em animais sem sinais clínicos, o ideal é que a coleta seja realizada de 3 a 5 horas depois da alimentação.
Suco de rúmen coletado.
A cor depende até certo ponto do alimento ingerido pelo animal, variando do verde oliva ao verde amarronzado, até o verde acinzentado.
Em bovinos a pasto ou que recebam feno de boa qualidade, a cor é verde escura. Quando a alimentação básica do animal é silagem ou palha (alimento seco), a cor é amarela acastanhada.
Se o animal ingeriu muitos grãos e concentrados, a cor pode ficar do branco leitoso à acinzentada.
Já nos casos de estase ruminal (fluxo digestivo parado) prolongada, é esverdeada e enegrecida, devido à putrefação.
É ligeiramente viscosa, com conteúdo aquoso. O excesso de espuma está associado ao timpanismo espumoso, como, por exemplo, no timpanismo primário ou na indigestão vagal.
É aromático e forte, mas não é repugnante. Odor de mofo ou podre em geral indica putrefação de proteína. Um cheiro desagradável intenso é indício de formação excessiva de ácido lático decorrente de sobrecarga por carboidratos ou grãos. Quando inodoro também está alterado, indicando suco ruminal inativo.
Pode ser obtido usando kits de tiras ou fitas para avaliação de pH. Varia de acordo com o tipo de alimento e o tempo da última refeição e a obtenção de uma amostra. O pH normal varia de 6,2 a 7,2.
Detecta-se pH alto (8,0 a 10,0) na putrefação de proteína ou se a amostra estiver misturada com saliva. Já um pH baixo (4,0 a 5,0) é encontrado após consumo de carboidrato. Em geral, um pH abaixo de 5,0 indica sobrecarga por grãos e acidose lática.
Consiste em deixar em repouso uma parte da amostra do conteúdo e medir o tempo em que aparecem os eventos de sedimentação e flutuação.
O tempo normal esperado é de 4 a 8 minutos. Modificações neste tempo podem estar relacionadas a anormalidades como a ausência de flutuação decorrente de acidose.
Adicionam-se 0,5 mL de azul de metileno solução 0,03% em uma amostra de 10 mL do líquido ruminal. Mede-se o tempo transcorrido desde a adição do mesmo dentro do colorante até sua completa degradação dentro da amostra. Com a microflora normal, este tempo fica entre 3 e 6 minutos.
Nos casos de indigestão simples, é maior do que 8 minutos, podendo ficar acima de 30 minutos nos casos de acidose aguda.
As características mais importantes a serem avaliadas são a densidade de população e a intensidade de movimentos destes microrganismos. Por seu tamanho, podem ser observados a olho nu em uma amostra recém-coletada.
A observação poderá ser feita de forma direta em um tubo de vidro ou em uma gota de líquido em uma lâmina com lamínula sob o microscópio óptico com o aumento de 100 vezes.
Microrganismos do rúmen.
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