minerais Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/minerais/ Sun, 11 Dec 2022 22:29:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png minerais Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/minerais/ 32 32 Importância da suplementação mineral para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15828 A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais […]

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A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.

Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.

Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.

 

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Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.

Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.

Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. 

O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.

Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.

Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.

Macrominerais

  • Cálcio (Ca);
  • Fósforo (P);
  • Cloro (Cl);
  • Magnésio (Mg);
  • Potássio (K);
  • Sódio (Na);
  • Enxofre (S).

Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.

Cálcio

O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.

Fósforo

O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.

Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.

Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.

Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.

O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.

Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.

Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.

Potássio, sódio e cloro

São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.

Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.

Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.

Enxofre

Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.

É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.

Microminerais

  • Cromo (Cr);
  • Cobalto (Co);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Iodo (I);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Selênio (Se);
  • Zinco (Zn).

Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.

Cromo

Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.

Cobalto

O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.

Cobre

O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.

Outros microminerais

São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.

O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução

O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.

A suplementação mineral

A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.

Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.

Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.

Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.

Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.

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Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.

Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.

O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:

  • 50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;
  • 70 – 80 cm para animais em recria e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.

A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.

Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.

A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.

Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.

Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.

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Exigências minerais para bovinos: conheça quais são elas https://blog.rehagro.com.br/exigencias-minerais-de-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/exigencias-minerais-de-bovinos/#comments Thu, 21 Jun 2018 20:41:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4450 Para que os bovinos sejam capazes de manter seus processos metabólicos (crescimento, produção de leite, reprodução, etc) uma grande quantidade de exigências minerais são necessárias.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Elementos inorgânicos necessários em gramas são referidos como macrominerais. São eles: Cálcio; Fósforo; Sódio; Cloro; Potássio; Magnésio; Enxofre. Os […]

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Para que os bovinos sejam capazes de manter seus processos metabólicos (crescimento, produção de leite, reprodução, etc) uma grande quantidade de exigências minerais são necessárias.

 

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Elementos inorgânicos necessários em gramas são referidos como macrominerais. São eles:

  • Cálcio;
  • Fósforo;
  • Sódio;
  • Cloro;
  • Potássio;
  • Magnésio;
  • Enxofre.

Os elementos inorgânicos necessários em miligramas ou microgramas são referidos como microminerais. São eles:

  • Cobalto;
  • Cobre;
  • Iodo;
  • Ferro;
  • Manganês;
  • Molibdênio;
  • Selênio;
  • Zinco.

De uma maneira simples, a quantidade destes minerais necessária para manter um animal vivo (mantença), mais a quantidade presente no leite, adicionada da quantidade presente necessária ao feto, define o requerimento de uma vaca leiteira.

A soma total do mineral disponível na dieta menos o requerimento do animal, define a quantidade que precisa ser suplementada.

As exigências minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta (McDowell, 1999).

As deficiências minerais são causa de algumas das principais doenças metabólicas que acometem os bovinos leiteiros, afetando a produtividade do rebanho. Estas desordens estão relacionadas com o desequilíbrio entre ingestão, absorção e exigências.

Absorção e interação entre minerais

Os minerais presentes nos alimentos (forragem ou concentrado) não são tão bem absorvidos pelo animal. A disponibilidade dos minerais é maior nos sais comumente usados (calcário, cloreto de sódio, etc.).

Por exemplo, somente 30% do cálcio contido nas forragens são absorvidos pelo animal.

Além disso, é preciso lembrar que também que existem interações entre os minerais no rúmen e no intestino do animal.

O nutricionista se baseia em seus conhecimentos sobre a disponibilidade e as interações presentes, o que lhe permite trabalhar com números para atender os requerimentos do animal.

Macrominerais

Cálcio

Dentre os macrominerais, o cálcio tem um requerimento muito alto para a vaca leiteira, já que entre outras funções, está presente em grande quantidade no leite.

O cálcio também atua na formação de ossos e dentes, na contração muscular e na coagulação sanguínea. A quantidade requerida por vacas em lactação é o dobro daquela necessária para animais adultos não lactantes.

Para gestantes, o requerimento é maior nas últimas semanas de lactação, quando ocorre maior calcificação dos ossos do feto. Animais jovens apresentam maiores exigências deste mineral, devido à maior deposição em tecidos esqueléticos.

Atenção para suplementação excessiva! A proporção de cálcio absorvida diminui com o aumento de cálcio dietético acima das exigências minerais.

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Fósforo

O Fósforo é o mineral que tem mais funções no corpo em relação a todos os outros. É também um dos minerais mais caros, e comumente é oferecido muito acima do requerimento.

A suplementação acima da exigência não apresenta impacto na produção e no consumo. Por outro lado, a deficiência de fósforo leva a infertilidade ou diminuição da performance reprodutiva.

Sódio

Se a fonte de sódio para a dieta for cloreto de sódio, o requerimento de cloro será atingido ou ultrapassado.

A perda de cloro pelo animal devido ao suor em temperaturas altas é pequena. Em adição, em um experimento utilizando 1.444 vacas foi observado que o aumento de cloro de 0,15% até 1,62% da dieta resultou em um declínio linear na ingestão de matéria seca e produção de leite.

Portanto, deve ser tomado cuidado quando da utilização da prática de aumento da porcentagem de NaCl no verão, devido ao estresse térmico.

Potássio

O potássio é um mineral que, muitas vezes, já está balanceado nas dietas comumente oferecidas para o gado leiteiro. 

Magnésio

O magnésio apresenta como maior ponto de absorção no animal o rúmen e o retículo. A absorção de magnésio diminui drasticamente quando o pH do rúmen está acima de 6.5, o que pode explicar a ocorrência de tetania das pastagens (tetania hipomagnesêmica).

Enxofre

O enxofre faz parte dos aminoácidos metionina, cisteína, homocisteína e taurina. Também está presente nas vitaminas do complexo B (tiamina e biotina).

A metionina, tiamina e biotina não podem ser sintetizados pelas células animais e devem ser oriundos da dieta ou dos microrganismos ruminais.

Microminerais

O cobalto é um dos componentes da vitamina B12. Se houver cobalto suficiente, os microrganismos ruminais podem produzir uma grande parte da vitamina B12 requerida pela animal.

Os sinais da deficiência de cobalto são falhas no crescimento, perdas de peso, degeneração do fígado, menor resistência às infecções (MacPherson et al, 1987)

Dentre os microminerais, o zinco, cobre e o selênio foram os minerais que mais foram estudados. Tem sido recomendada a adição acima do requeridos destes minerais, quando respostas em saúde do animal (melhora qualidade do casco, baixa contagem de célula somática e melhora queratina no teto do úbere) têm sido observadas.

Vitaminas

É muito comum empresas adicionarem vitaminas juntamente aos minerais no mesmo produto. As vitaminas também possuem um papel essencial para o funcionamento da célula no animal.

Os cálculos para o requerimento de vitaminas são semelhantes ao cálculos utilizados para os requerimento dos minerais. As vitaminas são classificadas em solúveis em óleo (A, D, E e K) e solúveis em água (vitaminas B e C).

As vitaminas A e E são requeridas, mas as vitaminas K e D não. Vitamina D é sintetizada na pele, utilizando energia contida na luz solar. A vitamina K é sintetizada por microrganismos presentes no rúmen e no intestino.

A vitamina A é necessária para o metabolismo das células da retina e não deve estar presente em quantidades superiores a 66.000 UI/kg de MS.

A vitamina E é um nome genérico para compostos solúveis em óleo chamados tocoferol e tocotrienol. Dentre estes, alfa-tocoferol é substância mais comum encontrada nos alimentos. Juntamente com selênio e zinco compõe o grupo de substâncias que atuam no sistema antioxidativo da célula. Sua suplementação tem sido muito praticada e apresenta resultados positivos na saúde animal.

O NRC de 2001 assume que o requerimento para o grupo de vitaminas do complexo B (biotina, acido fólico, inositol, niacina, acido pantotênico, B1, B2, e B12) é atingido através da síntese pelos microrganismos ruminais.

Entretanto, a suplementação de vitaminas do complexo B (biotina, niacina e B12) tem sido estudado e tem apresentado resultados positivos.

Mineral na dieta ou no cocho separado?

O método mais eficiente de fornecer minerais para bovinos é através de suplementos minerais combinados com concentrados, assegurando maior exatidão na quantidade a ser ingerida diariamente.

O consumo de minerais à vontade, por outro lado, é a maneira mais comum de oferecer minerais aos bovinos a pasto. O sal comum é o veículo usado para dar palatabilidade à mistura mineral, ao mesmo tempo em que também funciona como regulador de consumo.

Quando fornecido separadamente, é essencial que o mineral esteja sempre disponível no cocho, evitando que os animais o encontrem vazio ao buscar a suplementação (foto). O cocho deve ter cobertura, já que alguns componentes são solúveis em água.

Vacas leiteiras se alimentando no cocho

Existem trabalhos mostrando que, quando animais têm acesso livre a minerais, os requerimentos não são atingidos.

Quantidade de minerais exigidos na água

Em um experimento onde foram coletadas 3.618 amostras de água em propriedades americanas, os autores concluíram que somente a água pode ser suficiente para suprir os requerimentos de alguns minerais.

Quantidade de minerais presentes na água

Orgânico vs. Inorgânico

Na forma orgânica, o mineral é ligado a um carboidrato, aminoácido ou proteína. São chamados também de quelato (mineral quelatado).

Os minerais orgânicos possuem uma maior disponibilidade para a célula animal que os minerais inorgânicos. Entretanto, resposta em parâmetros digestivos, produtivos e reprodutivos ainda não são claras.

Determinação das necessidades e suplementação

O atendimento pleno às exigências minerais de bovinos leiteiros é premissa à saúde e produtividade. A determinação da quantidade a ser suplementada, assim como o cálculo e formulação adequada de dietas, não é tarefa simples.

Desta forma, para ser eficiente, evitando deficiências e também excessos, o trabalho do técnico com formação apropriada para tal é fundamental.

Este profissional, por meio de análise de cada realidade é capaz de determinar as possibilidades a serem exploradas por cada sistema de produção.

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