O post Como estabelecer as metas de uma fazenda? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ter metas, visão e valores bem definidos é a base para que o negócio enxergue com clareza o seu objetivo. Quando falamos em definir metas, é interessante que esses pontos já sejam alinhados entre as lideranças. Como sequência, devemos realizar uma análise de cenário, que irá nortear as ações que são necessárias e quais as prioridades para o momento.
Como já trouxemos em nossos conteúdos, a Matriz SWOT é uma excelente ferramenta a ser utilizada quando falamos em análise de cenário. A SWOT começou a ser desenvolvida por professores da Universidade Stanford ainda na década de 1960, tendo como principal criador: Albert Humphrey.
Com ela é possível identificar as oportunidades, fraquezas, forças e ameaças do nosso negócio. Feita a análise, deve-se estipular as ações para alcançar os objetivos da fazenda, e as ações necessárias para esse processo, que serão chamadas metas.
As metas são atividades pontuais e específicas a serem realizadas para alcançar algo maior, o chamado: objetivo. Podemos pensar que as metas são degraus de uma escada que vai de encontro ao objetivo, o ponto mais alto.
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No momento da definição das metas, devemos sempre ter o cuidado de analisar e considerar os recursos disponíveis pois recomenda-se que as sejam no modelo SMART, criado em 1981 por George Doran nos Estados Unidos após a publicação de um artigo com o nome “There’s a S.M.A.R.T. Way to Write Management’s Goals and Objectives”, com o intuito de contextualizar o modelo como sendo uma forma eficaz para a criação de metas com eficiência na obtenção de resultados.
Segundo George Doran (1981) as metas e objetivos de uma empresa devem seguir os seguintes aspectos:
Doran (1981) relata também em seu artigo que esses critérios não determinam que todos os objetivos sejam quantificados em todos os níveis de gestão. Em alguns casos, não é realista quantificar, principalmente em posições de gestão intermediárias.
Gestores e empresas podem se desviar do benefício de um objetivo mais abstrato, em busca de alcançar a quantificação. A ideia do resultado final com seu plano de ação bem definido é o mais importante, os gestores devem focar nessa combinação e não apenas no objetivo.
Seguindo esses critérios há uma maior motivação e engajamento por parte da equipe envolvida, uma vez que metas fora deste padrão são de certa forma “inalcançáveis” e não despertam o interesse de continuidade. Além disso, as metas devem ser condizentes aos valores, visão e missão da empresa.
1. Ter missão, visão e valores bem definidos e claros para os colaboradores.
Qual o objetivo maior da minha empresa? Quais os valores prezamos em nosso dia a dia para alcançar este objetivo? O que eu espero do meu negócio no futuro?
2. Realizar a análise de cenário da propriedade no modelo SWOT.
Quais são as minhas forças, oportunidades, ameaças e fraquezas?
3. Estabelecer os objetivos.
Quanto eu quero produzir e/ou atender em determinado tempo?
4. Estabelecer as metas em modelo SMART.
Quais as ações necessárias para atingir o objetivo anterior?
5. Alinhamento das lideranças e exposição das definições e do planejamento feito para a equipe, para que desta forma haja constância de ações e ideias por parte de todos.
Podemos contar, para isso, com as ferramentas gerenciais: reuniões, agenda macro, plano de ação e com o quadro gestão à vista. As reuniões se fazem importantes desde o início do processo como forma de alinhamento e as demais ferramentas tem o intuito de compilar e expor o que foi definido, melhorando assim a comunicação interna.
Após este alinhamento e exposição, seguimos para o acompanhamento das metas, tarefa que deve ser mantida com frequência.
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]]>Basicamente é:
Uma empresa rural ou urbana precisa de ferramentas gerenciais simples e que sejam aplicáveis à sua realidade.
Muitas vezes, metodologias complexas, que prometem análises extremamente detalhadas, não saem do papel, levando ao insucesso da sua utilização. Antes de tudo, é preciso definir aonde se quer ir.
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Antes de definir as metas, é necessário lembrar que toda meta deve ter objetivo, prazo e valor. Muitas são as fazendas que não sabem para onde estão indo, qual é o objetivo do trabalho ou do projeto e quando pretendem atingir este objetivo.
Depois de definida a meta, é preciso planejar e definir ações que nos permitam percorrer um caminho em direção a esta meta, através de bons planos de ação. Problemas irão surgir ao percorrer este caminho e, quando eles aparecerem, ferramentas gerenciais que levem a uma boa análise devem ser utilizadas na busca de soluções.
A seguir serão discutidos, de forma sucinta, passos a serem seguidos para se modificar a gestão das empresas rurais:
Método PDCA: método de controle de processos segundo Campos, V.F. (1996).
Para que o conhecimento técnico e gerencial seja colocado em prática, é preciso investir tempo no treinamento da equipe. Desta forma, praticando a gestão, as pessoas estarão adquirindo “conhecimento prático”.
Nesta fase, a liderança da empresa ou setor deverá buscar levar o conhecimento à equipe, servindo de facilitador à aplicação do mesmo.
Geralmente, para que as metas sejam atingidas, é essencial realizar mudanças e, para que elas ocorram com sucesso, devem-se difundir os conhecimentos necessários e auxiliar na sua aplicação.
Um gestor precisa ter mente aberta e ser capaz de olhar o mundo e adequar seu negócio. A gestão de um negócio precisa estar continuamente monitorando o mundo a sua volta e sempre estar questionando se as decisões tomadas anteriormente, mesmo àquelas acertadas, ainda são as melhores.
Uma mudança na conjuntura pode fazer com que o sistema precise ser repensado. Os conceitos precisam ser constantemente revistos e a pessoa deve estar disposta a evoluir. A gestão precisa se mostrar aberta e dinâmica, pois velocidade de ação nesses momentos pode ser questão de sobrevivência.
Cada vez mais se torna necessário à profissionalização do agronegócio, com o produtor rural tratando sua propriedade como um negócio, uma empresa, se tornando um empresário rural e exigindo do produtor uma visão administrativo-financeira do negócio.
Algumas ferramentas podem auxiliar o produtor, como o orçamento e o fluxo de caixa.
Orçamento é um plano detalhado de aquisições e uso de recursos materiais e financeiros. Permite que o responsável pelos controles financeiros, quer seja o empresário, ou o gestor, ou um assistente técnico, acompanhe o fluxo de recursos da empresa. Representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos e formais.
O orçamento tem uma grande ligação com o longo prazo da empresa e continuação da organização, pois também possibilita estabelecer o elo gerencial entre a atuação de curto prazo da empresa e suas estratégias maiores.
Estrategicamente o orçamento é muito importante, pois permite que o empresário trace metas para compra de mercadorias/insumos, vendas de animais em períodos mais propícios, etc. Ao implantar a metodologia de gestão por resultados em uma propriedade rural, é comum que sejam levantados questionamentos como:
Estas são algumas perguntas fundamentais a serem respondidas para que se tenha eficácia na construção do orçamento. Para todas elas, é fundamental que os três pilares básicos da gestão (LIDERANÇA / CONHECIMENTO TÉCNICO / FERRAMENTAS DE GESTÃO) estejam devidamente alinhados e consolidados.
Quando se almeja construir um orçamento, deve-se ter como ponto de partida qual é o resultado desejado. É comum identificar planejamentos orçamentários feitos sem que seja avaliado o resultado a ser atingido. Na gestão por resultado, o orçamento partirá tendo como base o resultado financeiro e econômico previamente definido pelo proprietário.
A base para o orçamento de uma fazenda de leite é a evolução de rebanho, onde serão consideradas as variações de quantidade de animais em cada categoria ao longo do ano, de acordo com o objetivo do proprietário. O orçamento traçado pode ser baseado em números de outras propriedades que tenham o mesmo segmento e padrão de produção da empresa analisada e, logicamente, tenham bons números para serem usados como modelo. Outros números que podem ajudar a traçar o orçamento são os da própria fazenda, desde que ela tenha esses dados anotados.
O fluxo de caixa é a demonstração das saídas e entradas de recursos financeiros na empresa, funcionando assim como uma grande agenda dos compromissos financeiros da propriedade.
Através do fluxo de caixa o proprietário ou gestor obtém informações do caixa mensal e até mesmo diário da empresa rural utilizando essa ferramenta para auxiliar na tomada de decisões.
O conhecimento do momento de maior entrada ou saída de capital da empresa possibilita ao gestor:
Como ferramenta de gestão, deve sempre ser avaliado em conjunto com o orçamento detalhado mensal, pois somente com o fluxo de caixa não será possível enxergar o futuro da empresa, principalmente os compromissos futuros ainda não estabelecidos.
O acompanhamento do orçamento ajuda o empresário rural a não perder o foco do projeto estabelecido, pois o capital que está na conta bancária e que parece estar sobrando, quando melhor analisado, pode ser usado para a compra estratégica de insumos da safra.
Para iniciar a análise de fluxo de caixa, é preciso registrar quanto a empresa tem em caixa, ou seja, o saldo atual. E então, coletar os dados em notas fiscais, contas a pagar e a receber. Planilhas de Excel ou softwares específicos podem ser utilizados para auxiliar nos registros.
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]]>O post O que faz um gestor de fazendas? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Todo negócio, seja no meio rural ou não, depende de pessoas para funcionar, é como uma engrenagem que está em constante movimento, sem pessoas, não há movimento, não há o que o gestor gerir e nas fazendas.
O gestor supervisiona pessoas, recursos e máquinas. É importante que haja capacitação para desempenhar este papel mesmo em casos de sucessão familiar.
Alguns processos devem fazer parte da rotina de um gestor, como:
Todos esses processos acabam se encontrando em algum momento, por isso a importância da capacitação de quem assume esse papel.
As demandas de um gestor não são poucas. Exercer tudo isso com eficiência e assertividade não é fácil, mas existem uma variedade de ferramentas gerenciais que podem auxiliar na prática.
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Para o gerenciamento nas fazendas podemos destacar algumas ferramentas, como:
O Plano de ação é um documento utilizado para registrar as tarefas e demandas a serem cumpridas, quando, como e por quem.
Para a elaboração é necessário que os objetivos já tenham sido bem definidos e que as metas sejam mensuráveis, de preferência em modelo SMART.
Para a composição do plano, um modelo recomendável para utilização em propriedades rurais é o 5W2H. Ele permite que as tarefas fiquem dispostas de forma clara, visual e objetiva.
É um documento que registra as tarefas e responsabilidades asseguradas à função dentro de uma empresa. Auxilia no direcionamento e referência das demandas de cada colaborador.
Além disso, auxilia também no processo de recrutamento e seleção, casando as habilidades e competências necessárias para o cargo com o candidato.
O Organograma é um tipo de gráfico que representa a estrutura da organização do negócio. De forma visual, ele contribui para o processo de comunicação e delegação de tarefas dentro da propriedade.
Para a sua elaboração, além das metas e objetivos bem definidos é importante também que os colaboradores tenham seus cargos bem definidos.
A Agenda Macro é uma ferramenta que auxilia na visão das atividades a serem gerenciadas em um período maior de tempo, com o objetivo de antecipar a tomada de decisão.
Essa ferramenta também é importante para melhorar a comunicação e interação da equipe, proporcionando uma visão mais clara das responsabilidades traçadas para cada membro.
Uma das ferramentas gerenciais mais importantes são as reuniões. Implantar a cultura de reuniões frequentes auxiliam na melhoria da comunicação, clareza das rotinas, e confiança entre equipe.
Para isso é importante que o gestor saiba produzir reuniões de forma assertiva, se preparando com antecedência e assuntos definidos.
Existem também quatro princípios que orientam as funções do gerenciamento, são eles: planejamento, organização, liderança e controle.
Colocando esses princípios em prática o gestor promove a realização e consequentemente atinge ou se aproxima do cumprimento das metas estipuladas para o negócio.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio, onde são abordados temas como comunicação e feedback, liderança e desenvolvimento de equipe, gestão responsável e as principais ferramentas gerenciais utilizadas no Agronegócio.
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]]>O post Gestão de tarefas na fazenda: como realizar a organização? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dormimos cada vez mais tarde e acordamos mais cedo. Com isso, é fundamental prezar pela organização, para evitar que tarefas necessárias não sejam cumpridas.
Dessa forma, trouxemos para você 6 dicas para organizar as suas tarefas e alcançar as metas de maneira eficaz!
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Para que haja constância nas demandas do negócio, é necessário que sejam bem definidos os objetivos e as metas. Além disso, é necessário que eles estejam claros para a equipe.
Dessa forma, ocorre um direcionamento assertivo das tarefas a serem cumpridas.
As ferramentas gerenciais existem para auxiliar a administração e a organização das tarefas do negócio, seja ele grande ou pequeno.
O uso de ferramentas como Agenda Macro, Organograma, Quadro Gestão à Vista, promovem maior clareza do que deve ser executado, em qual período de tempo e por quem.
Conhecendo o perfil comportamental dos indivíduos da equipe, as funções podem ser estabelecidas de forma mais assertiva e as tarefas devidamente delegadas, no intuito de facilitar o relacionamento e a comunicação no dia a dia.
A forma como você se comunica é muito importante. No momento de delegar uma tarefa é essencial que haja clareza, e o mínimo de falhas na comunicação.
Você é o principal responsável pela comunicação, seja como ouvinte ou falante, lembre-se disso. Procure verificar o que foi entendido após delegar a tarefa. Crie um ambiente de confiança.
A reunião é uma ferramenta gerencial de extrema importância para todo negócio. Ao realizar reuniões você reforça o relacionamento e interação de sua equipe, têm uma visão mais ampla da rotina dos processos e têm a oportunidade de ouvir um todo, buscando fortalecer a confiança entre a equipe.
Os feedbacks são fundamentais para direcionar a execução de tarefas, manter aquelas que são executadas corretamente e corrigir falhas. Promove uma relação de maior segurança entre líder e liderado.
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]]>O post Estratégias para reduzir a alta rotatividade de pessoas nas fazendas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>* Principais problemas enfrentados na gestão das empresas;
* Estratégias para reduzir a alta rotatividade de pessoas nas fazendas produtoras de leite;
* Como atuar para manter os colaboradores engajados e muito mais.
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]]>O post Gestão de pessoas em fazendas: você está fazendo do jeito certo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao longo da história da humanidade, o trabalho e a educação têm desempenhado juntos, quatro funções na vida das pessoas:
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Muitas mudanças centradas no indivíduo vêm ocorrendo em nossos dias dentro das empresas, sejam elas empresas rurais ou não.
A nossa empresa é tão boa quanto os nossos funcionários. Nossos colaboradores são tão bons quanto o nosso gerenciamento. Então, podemos pensar que a diferença das empresas está nos processos e estes são realizados por pessoas.
A diferença das pessoas está na maneira de gerenciar. No entanto, o discurso é muito diferente da prática. Estudos em empresas nacionais demonstram que os principais problemas enfrentados na gestão de pessoas estão relacionados com a comunicação, relações humanas, delegação e liderança. Sendo que a somatória destes representa 55% dos problemas.
Isto confirma a importância de trabalhar os recursos humanos da nossa empresa. A necessidade de conhecimento que envolvem aspectos do relacionamento humano é praticamente uma constante, independentemente do nível hierárquico na empresa.
Com base nestes conhecimentos pode-se desenvolver e evoluir habilidades e competências para gestão de pessoas dentro do negócio. Entendemos que não somente os conceitos e conhecimentos técnicos são responsáveis para o sucesso do negócio e sustentabilidade. Precisamos, também, entender de gente.
Estes conhecimentos que envolvem os recursos humanos da empresa compõem a base da gestão de pessoas e podem ser agrupados em áreas como autoconhecimento, perfil pessoal e comportamental, habilidades de comunicação, competências de liderança, planejamento e ferramentas gerenciais, habilidades certas nos cargos certos e desenvolvimento interpessoal.
Atualmente, qualquer tarefa que se pense, necessita de pessoas qualificadas nos aspectos pessoais e profissionais, buscando uma relação respeitosa e madura entre todos os envolvidos no sistema de produção.
O autoconhecimento consiste em entender como as experiências que vivemos podem influenciar nossa forma de pensar e agir. Trabalha e desenvolve a inteligência emocional, nossa capacidade de gerenciar e administrar nossas emoções, ter autocontrole, por exemplo.
As pessoas são diferentes, pensam diferentes. Conhecer, analisar e identificar o perfil pessoal e comportamental de si mesmo assim como da equipe de trabalho é outra área de extrema importância para saber como lidar com as pessoas. Estamos falando em desenvolver habilidades de liderança, características essenciais de gestores de sucesso. Desenvolver nossa comunicação e relacionamento interpessoal.
Estas habilidades e competências estão associadas ao planejamento e utilização de ferramentas de gestão. Analisar o cenário externo no ambiente econômico, político e legal, tecnológico, sociocultural, natural e demográfico sob a ótica otimista, pessimista e provável, ajuda a nortear o caminho da propriedade.
Outra análise importante ocorre dentro da empresa, é a análise interna. Nesta análise devemos considerar os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças. Ainda podemos avaliar novas empresas do mercado e produtos substitutos, o poder de barganha com fornecedores e clientes, e a rivalidade de concorrentes.
Após este levantamento teremos uma decisão embasada, de maneira consistente, para definirmos o objetivo da empresa. Então, é somente com a definição do objetivo que podemos traçar metas para alcançá-lo. Mas, para atingirmos as metas precisamos ter um plano de ação.
O Plano de ação é desenvolvido com a ferramenta conhecida como 3Q1POC, que permite alcançarmos resultados planejados. É uma sigla representada por 6 caracteres fundamentais para o processo de planejamento e permite maiores chances de cumprimento das ações, define as responsabilidades, monitora as atividades previstas e realizadas facilitando a visualização por parte de todos.
Outras ferramentas gerenciais de gestão são: organograma, regulamento interno, descrição de cargos e tarefas, agenda macro, checklist, anotação de anomalias e auditorias.
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Autor: Emerson Alvarenga, Médico Veterinário | Coordenador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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]]>O post Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.
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Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.
Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.
São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.
Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:
Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.
Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.
Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.
Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.
Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.
Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.
A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.
Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.
Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.
A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.
Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.
Exemplo de “descrição de cargo”
Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.
O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.
Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.
Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.
A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.
No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.
Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.
Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.
Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:
Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.
Treinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio
Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.
Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.
O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.
Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:
Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.
A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.
O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu o Curso Gestão de Pessoas e Equipes, onde são abordados temas como Comunicação e Feedback, Liderança e Desenvolvimento de Equipe, Gestão Responsável e as principais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.
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Autor: Emerson Alvarenga / Médico Veterinário, Coordenador e facilitador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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