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]]>O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?
Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Elaborando pessoalmente o seu plano, você tem a oportunidade de preparar o documento sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem feito será seu plano.
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Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Precisamos levantar quais são os potenciais compradores do produto e/ou serviço. Pensando nos produtos do agronegócio, algumas perguntas devem ser respondidas:
Por se tratar, em sua maioria, de commodities agrícolas padronizadas, sendo a competição devido ao preço de venda, o impacto dos demais produtores do mesmo produto neste mercado é bastante restrito. Devemos pensar em produtos concorrentes para que o plano de negócios esteja alinhado:
O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.
Uma das partes importantes do plano de negócios, inclui estudar as possibilidades de fornecedores, levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços. É muito importante levantarmos quais serão os possíveis fornecedores de insumos e serviços para a empresa, pois desta forma conseguimos identificar qual estrutura de mercado está vigente e, portanto, se há concentração de fornecedores.
Planeje como irá buscar informações sobre o mercado consumidor, concorrente e fornecedor. Crie uma agenda de trabalho, conhecer o mercado é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do plano de negócio.
No plano de negócios, devemos descrever os produtos que serão vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, embalagem, apresentação, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio. Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.
Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.
No caso do Agronegócio, onde trabalhamos com commodities, a definição do preço se dá pelo mercado. Precisamos fazer uma pesquisa para estabelecermos um preço possível de venda. Este valor será usado nas análises financeiras de viabilidade do negócio.
A estrutura de comercialização, é uma parte importante do seu plano de negócios e diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.
O produto que estamos comercializando nos permite uso de estratégias de comercialização? Quais? Faremos usos destas estratégias? Quais vantagens esperamos com estas estratégias de comercialização?
Neste momento, você deve identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justificar os motivos da escolha do local. A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades.
Definição de onde ficarão cada setor da empresa e a necessidade de pessoal para execução das tarefas, faz parte do plano de negócios. Traduzindo, é a definição dentro do mapa da fazenda, onde será o setor produtivo, onde ficarão as lavouras, as instalações, galpão de máquinas etc. O ideal é contratar um profissional qualificado para apoiar nessa tarefa.
É importante estimar a capacidade instalada da empresa. Isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.
Dentro do plano de negócios, esse é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique quais trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários.
Após a descrição de todas as tarefas, faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Nesta hora é interessante fazer o levantamento do valor da folha de pagamento. Não podemos esquecer dos encargos incidentes.
Para que o plano de negócios seja altamente eficaz, nessa etapa, determinaremos o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar, assim como, quais os resultados esperados de acordo com as definições feitas anteriormente.
Levantar todos os bens que a empresa precisa para funcionar de forma adequada: terra, máquinas, móveis, equipamentos, veículos, maquinários, ferramentas. Após saber as quantidades necessárias, precisamos levantar os preços de cada um e no seu conjunto o valor total a ser desembolsado em investimento.
O capital de giro é o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Resumindo: é colocar valor nas operações diárias e estoque necessários.
Compreendem os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender/produzir. São exemplos de investimentos pré-operacionais: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.
Agora que já estimamos os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais do seu plano de negócios, é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.
É o somatório de investimentos + capital de giro + pré-operacionais.
Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda (estabelecido no plano de marketing), que deve ser baseado em informações de mercado.
Aqui, será calculado o custo com materiais, serviços, insumos e depreciação para cada unidade produzida. Essa informação é importante para a gestão do negócio.
Após a finalização do seu plano de negócio devemos simular valores e situações diversas para a empresa. Devemos construir cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição nas despesas). A partir daí, pensaremos em ações para evitar e nos prevenir frente às adversidades, ou então para potencializar situações favoráveis. Faremos quantas simulações julgarmos necessárias.
Aplicando a matriz SOWT levantaremos pontos fortes e pontos fracos interna e externamente identificando pontos que merecem mais atenção e ações para correção e pontos que são fortalezas do negócio. Por fim, devemos avaliar cada uma das informações e lembrarmos de que o plano de negócio tem por objetivo nos ajudar a responder à pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, devemos adaptar o planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado. Devemos refazer o plano de tempos em tempos.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio onde são abordados temas como Plano de negócios, Fluxo Financeiro, Gente e Gestão, Fundamentos do Marketing e mais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.
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]]>Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.
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Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.
Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.
São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.
Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:
Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.
Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.
Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.
Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.
Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.
Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.
A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.
Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.
Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.
A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.
Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.
Exemplo de “descrição de cargo”
Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.
O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.
Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.
Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.
A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.
No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.
Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.
Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.
Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:
Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.
Treinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio
Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.
Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.
O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.
Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:
Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.
A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.
O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.
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Autor: Emerson Alvarenga / Médico Veterinário, Coordenador e facilitador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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