negocio Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/negocio/ Mon, 21 Nov 2022 21:13:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png negocio Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/negocio/ 32 32 Etapas para um plano de negócios eficaz https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/ https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/#comments Wed, 06 May 2020 18:56:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4079 Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado. O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas […]

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Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado.

O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?

Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Elaborando pessoalmente o seu plano, você tem a oportunidade de preparar o documento sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem feito será seu plano.

 

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1. Análise de Mercado

Mercado consumidor

Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Precisamos levantar quais são os potenciais compradores do produto e/ou serviço. Pensando nos produtos do agronegócio, algumas perguntas devem ser respondidas:

  • Quais são as possíveis empresas compradoras do meu produto?
  • A quantos Km de distância estão da minha empresa?
  • Qual a capacidade de processamento (litros/dia, cabeças/dia, sacos/dia)
  • Quanto da capacidade de processamento está sendo ocupada?
  • Quais as exigências dos possíveis clientes quanto à qualidade?
  • Quais são as formas de pagamento que essas empresas praticam?

Mercado concorrente

Por se tratar, em sua maioria, de commodities agrícolas padronizadas, sendo a competição devido ao preço de venda, o impacto dos demais produtores do mesmo produto neste mercado é bastante restrito. Devemos pensar em produtos concorrentes para que o plano de negócios esteja alinhado:

  • Quais são os produtos que estão concorrendo com o produto da empresa?
  • Como tem se comportado o consumo destes produtos concorrentes?
  • Qual o volume de produção destes produtos concorrentes?

Mercado fornecedor

O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.

Uma das partes importantes do plano de negócios, inclui estudar as possibilidades de fornecedores, levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços. É muito importante levantarmos quais serão os possíveis fornecedores de insumos e serviços para a empresa, pois desta forma conseguimos identificar qual estrutura de mercado está vigente e, portanto, se há concentração de fornecedores.

Planeje como irá buscar informações sobre o mercado consumidor, concorrente e fornecedor. Crie uma agenda de trabalho, conhecer o mercado é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do plano de negócio.

2. Plano de Marketing

No plano de negócios, devemos descrever os produtos que serão vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, embalagem, apresentação, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio. Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.

Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.

Preço

No caso do Agronegócio, onde trabalhamos com commodities, a definição do preço se dá pelo mercado. Precisamos fazer uma pesquisa para estabelecermos um preço possível de venda. Este valor será usado nas análises financeiras de viabilidade do negócio.

Estrutura de comercialização

A estrutura de comercialização, é uma parte importante do seu plano de negócios e  diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.

O produto que estamos comercializando nos permite uso de estratégias de comercialização? Quais?  Faremos usos destas estratégias? Quais vantagens esperamos com estas estratégias de comercialização?

Localização do negócio

Neste momento, você deve identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justificar os motivos da escolha do local. A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades.

3. Plano Operacional

Arranjo físico

Definição de onde ficarão cada setor da empresa e a necessidade de pessoal para execução das tarefas, faz parte do plano de negócios.  Traduzindo, é a definição dentro do mapa da fazenda, onde será o setor produtivo, onde ficarão as lavouras, as instalações, galpão de máquinas etc. O ideal é contratar um profissional qualificado para apoiar nessa tarefa.

Capacidade produtiva

É importante estimar a capacidade instalada da empresa. Isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.

Processos operacionais

Dentro do plano de negócios, esse é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique quais trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários.

Necessidade de pessoal

Após a descrição de todas as tarefas, faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Nesta hora é interessante fazer o levantamento do valor da folha de pagamento. Não podemos esquecer dos encargos incidentes.

4. Plano Financeiro

Para que o plano de negócios seja altamente eficaz, nessa etapa, determinaremos o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar, assim como, quais os resultados esperados de acordo com as definições feitas anteriormente.

Descrição dos investimentos

Levantar todos os bens que a empresa precisa para funcionar de forma adequada: terra, máquinas, móveis, equipamentos, veículos, maquinários, ferramentas. Após saber as quantidades necessárias, precisamos levantar os preços de cada um e no seu conjunto o valor total a ser desembolsado em investimento.

Capital de giro

O capital de giro é o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Resumindo:  é colocar valor nas operações diárias e estoque necessários.

Despesas pré-operacionais

Compreendem os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender/produzir. São exemplos de investimentos pré-operacionais: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.

Investimento total

Agora que já estimamos os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais do seu plano de negócios, é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.

É o somatório de investimentos + capital de giro + pré-operacionais.

Faturamento

Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda (estabelecido no plano de marketing), que deve ser baseado em informações de mercado.

Estimativa de custo de produção

Aqui, será calculado o custo com materiais, serviços, insumos e depreciação para cada unidade produzida. Essa informação é importante para a gestão do negócio.

Cálculo de indicadores de viabilidade

  • Lucratividade : É um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas.
  • Lucratividade = (Lucro Líquido x 100) /Receita Total
  • Rentabilidade: É um indicador de atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital investido aos sócios. É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (mês ou ano). É calculada através da divisão do lucro líquido pelo investimento total. A rentabilidade deve ser comparada com índices praticados no mercado financeiro. Rentabilidade = (Lucro Líquido x 100) / Investimento Total
  • Prazo de retorno do investimento: Assim como a rentabilidade, também é um indicador de atratividade. Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu em seu negócio. Prazo de Retorno do Investimento = Investimento Total/Lucro Líquido
  • Análise de sensibilidade: A análise de sensibilidade identifica as variáveis que determinam o sucesso do projeto, mas não mede o risco associado a essas variáveis. É evidente que qualquer estudo de viabilidade econômica tem inerente sempre um fator de incerteza e a análise de sensibilidade não foge a esta regra. Recomenda-se, pois, que para além de estudos de mercado sobre o setor que a análise de sensibilidade possa avaliar diferentes tipos de cenários e não apenas os cenários otimistas onde todas as variáveis são perfeitas.

5. Construção de Cenários

Após a finalização do seu plano de negócio devemos simular valores e situações diversas para a empresa. Devemos construir cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição nas despesas). A partir daí, pensaremos em ações para evitar e nos prevenir frente às adversidades, ou então para potencializar situações favoráveis. Faremos quantas simulações julgarmos necessárias.

6. Avaliação Estratégica

Aplicando a matriz SOWT levantaremos pontos fortes e pontos fracos interna e externamente identificando pontos que merecem mais atenção e ações para correção e pontos que são fortalezas do negócio. Por fim, devemos avaliar cada uma das informações e lembrarmos de que o plano de negócio tem por objetivo nos ajudar a responder à pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, devemos adaptar o planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado. Devemos refazer o plano de tempos em tempos.

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Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? https://blog.rehagro.com.br/investir-em-pessoas-para-o-sucesso-das-empresas-rurais/ https://blog.rehagro.com.br/investir-em-pessoas-para-o-sucesso-das-empresas-rurais/#comments Tue, 10 Jul 2018 14:56:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4704 A cada dia ouvimos comentários e questionamentos sobre pessoas que trabalham nas empresas rurais: Quais os desafios da gestão de pessoas no agronegócio? Qual a importância das pessoas dentro do sucesso do nosso negócio? O que seria das empresas rurais sem as pessoas? Quanto tempo é investido na capacitação das pessoas? Por que permanecem tão […]

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A cada dia ouvimos comentários e questionamentos sobre pessoas que trabalham nas empresas rurais:

  • Quais os desafios da gestão de pessoas no agronegócio?
  • Qual a importância das pessoas dentro do sucesso do nosso negócio?
  • O que seria das empresas rurais sem as pessoas?
  • Quanto tempo é investido na capacitação das pessoas?
  • Por que permanecem tão pouco tempo nas empresas?
  • É fácil encontrarmos pessoas qualificadas?

Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.

 

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Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.

Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.

São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.

Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:

  • “é difícil mexer com pessoas”;
  • “mexer com roça até que é bom, o difícil são as pessoas”;
  • “a única coisa que é ruim na minha fazenda é o povo”;
  • “não tem gente querendo trabalhar”;
  • “as pessoas não sabem trabalhar direito”.

Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.

Webinar estratégias para diminuir rotatividade de pessoas nas fazendas

Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.

Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.

Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.

Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.

Recrutando e selecionando pessoas em propriedades rurais

Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.

A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.

Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.

Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.

A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.

Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.

empresas ruraisExemplo de “descrição de cargo”

Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.

O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.

Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.

Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.

A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.

No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.

Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.

Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.

Treinando colaboradores de empresas rurais

Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:

  • Quanto tem custado treinar as pessoas de sua equipe?
  • Quanto tem custado não treinar essas pessoas?
  • Qual é mais caro?
  • Quanto pode custar ter uma pessoa sem preparo e sem treinamento trabalhando na propriedade?

Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.

empresas ruraisTreinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio

Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.

Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.

O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.

Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:

  • O líder deve se preparar melhor para liderar um time de melhor nível. Pessoas capacitadas precisarão de um líder mais capacitado.

Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.

  • Talvez a maior dificuldade seja manter a capacitação como prioridade no dia a dia.

A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.

O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.

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