nematoides Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/nematoides/ Thu, 15 Dec 2022 14:00:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png nematoides Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/nematoides/ 32 32 Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/#respond Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13990 As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e […]

O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.

As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.

O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada – quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de aplicações de fungicidas, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.

O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.

Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.

Principais doenças da soja

  • Antracnose;
  • Cancro da haste;
  • Doença de final de ciclo – DFC;
  • Ferrugem asiática;
  • Mancha-alvo;
  • Mancha olho-de-rã;
  • Míldio;
  • Mofo-branco;
  • Oídio;
  • Podridão vermelha da raiz;
  • Nematoide de cisto;
  • Nematoide das galhas;
  • Nematoide das lesões radiculares;
  • Nematoide da haste verde da soja.

1. Antracnose

  • Agente causador: Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.

Sintomas

Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a queda e o apodrecimento de vagens. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.

No enchimento de grãos (R5 e R6), as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.

Condições favoráveis

Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.

Disseminação

Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.

Manejo da antracnose

O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.

2. Cancro da haste

  • Agente causador: Diaporthe aspalathi; D. caulivora.

Sintomas

As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras, alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas.

As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As folhas ficam amareladas e com necrose entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.

Condições favoráveis

Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.

Manejo do cancro da haste

As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).

3. Doença de final de ciclo – DFC

  • Agente causador
    • Crestamento foliar: Cercospora kikuchii;
    • Mancha-parda: Septoria glycines.

Sintomas

Cercospora kikuchii pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.

Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.

Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.

Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.

Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.

Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.

Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.

Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.

Condições favoráveis

Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais.

Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar

Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.

O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas – os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de C. kikuchii, com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.

4. Ferrugem asiática

  • Agente causador: Phakopsora pachyrhizi.

Sintomas

Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.

Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.

Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.

Condições favoráveis

A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.

Disseminação

A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo da ferrugem asiática

As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:

  1. Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);
  2. Utilização de cultivares resistentes;
  3. Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;
  4. Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.

Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).

Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.

5. Mancha-alvo

  • Agente causador: Corynespora cassiicola.

Sintomas

Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.

As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.

Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.

Condições favoráveis

As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.

Disseminação

O fungo C. cassiicola pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.

Manejo da mancha-alvo

Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.

Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

6. Mancha olho-de-rã

  • Agente causador: Cercospora sojina.

Sintomas

Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para manchas com centros de coloração castanho-claro na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.

Condições favoráveis

As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.

Disseminação

O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.

Manejo da mancha olho-de-rã

A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de C. sojina.

7. Míldio

  • Agente causador: Peronospora manshurica.

Sintomas

Os sintomas nas folhas iniciam por lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.

Condições favoráveis

A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.

Disseminação

O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.

Manejo do míldio

Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.

8. Mofo-branco

  • Agente causador: Sclerotinia sclerotiorum.

Sintomas

Os primeiros sintomas são manchas aquosas, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.

O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.

Condições favoráveis

A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.

Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.

Disseminação

A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.

Manejo do mofo-branco

O manejo do mofo-branco deve ser realizado pela integração de medidas de controle, tais como:

  • Utilização de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas;
  • Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;
  • Rotação e/ou sucessão com culturas não hospedeiras;
  • Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;
  • População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;
  • Emprego de controle químico, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;
  • Emprego do controle biológico por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;
  • Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.

9. Oídio

  • Agente causador: Erysiphe diffusa.

Sintomas

O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.

Condições favoráveis

É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).

Disseminação

A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.

Manejo do oídio

O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.

10. Podridão vermelha da raiz

  • Agente causador: Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.

Sintomas

O sintoma de infecção na raiz inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.

Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.

Condições favoráveis

Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.

Manejo da podridão vermelha da raiz

Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.

11. Nematoide de cisto

  • Agente causador: Heterodera glycines.

Sintomas

Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.

Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.

Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.

Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.

Disseminação

A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.

Manejo do nematoide de cisto

Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.

Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.

12. Nematoide das galhas

  • Agente causador: Meloidogyne spp.

Sintomas

Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.

Condições favoráveis

Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.

Disseminação

O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.

Manejo do nematoide das galhas

A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de Meloidogyne.

13. Nematoide das lesões radiculares

  • Agente causador: Pratylenchus brachyurus.

Sintomas

As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.

Disseminação

Pratylenchus brachyurus também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.

E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.

Manejo do nematoide das lesões radiculares

Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)<1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.

Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.

14. Nematoide da haste verde da soja

  • Agente causador: Aphelenchoides besseyi.

Sintomas

As plantas apresentam folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar. Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.

Condições favoráveis

Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.

Disseminação

A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.

Manejo do nematoide da haste verde da soja

Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.

Saiba mais!

O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

Veja mais sobre o assunto com o e-book completo e gratuito!

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Alessandro Alvarenga

O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/feed/ 0
Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/#respond Fri, 15 Jan 2021 12:54:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8730 No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis). Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição […]

O post Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis).

Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. Tubixaba tuxaua também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Outro nematoide emergente, Aphelenchoides besseyi, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.

No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.

Não obstante, pela primeira vez, em 2015, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as pragas consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.

Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.

Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.

Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.

As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no sistema radicular do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos. Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à coexistência de mais de 100 espécies de fitonematoides, envolvendo cerca de 50 gêneros.

Nematoide-das-galhas

Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja. Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero Meloidogyne reconhecidas em todo o mundo.

Na cultura da soja nacional destacam-se Meloidogyne javanica e M. incognita. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.

Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.

Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.

Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.

Nematoides das galhas

Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.

No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.

É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a germinação das sementes, preferindo sempre as raízes jovens.

O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.

Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.

Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de outras doenças, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para Fusarium solani f. sp. glycines.

Nematoide-de-cisto-da-soja

O nematoide-de-cisto-da-soja, Heterodera glycines, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo. É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.

Nematoide de cisto da soja

Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para Meloidogyne, e completa-se em torno de três semanas.

A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.

Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas. Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), potássio (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por defensivos agrícolas, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.

Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.

Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.

Nematoide-das-lesões-radiculares

Os nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.

Nematoide das lesões radiculares

É um endoparasita migrador que causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.

Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários. Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.

Nematoide-reniforme

Rotylenchulus reniformis é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.

Até pouco tempo atrás, esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.

Nematoide reniforme

Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.

A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.

Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.

O manejo de R. reniformis pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a Meloidogyne spp. ou P. brachyurus, além do uso de cultivares resistentes.

As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a R. reniformis.

Práticas de controle dos nematoides

Atualmente, práticas de controle biológico fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno” alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.

Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.

São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:

  • Fungos predadores com a produção de hifas modificadas em armadilhas para captura;
  • Fungos endoparasitas com produção de esporos que servem de alimento para nematoides;
  • Fungos oportunistas ou predadores de ovos, que colonizam e perfuram cascas de ovos de nematoides;
  • Fungos tóxicos, com produção de toxinas que imobilizam o nematoide antes da penetração das hifas.

As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.

A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.

O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a análise nematológica, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.

Obtenha melhores resultados na produção de grãos!

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/feed/ 0
Análise nematológica: como amostrar o solo e raízes? https://blog.rehagro.com.br/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/ https://blog.rehagro.com.br/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/#comments Fri, 20 Jul 2018 12:56:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4757 Todo produtor deseja produzir cada vez mais e a agricultura é uma das poucas profissões nas quais o principal objeto e local de execução do trabalho, não variam: o solo! Então, saber fazer uma análise através da amostragem do solo e descobrir se há patógenos é primordial! Atenção, pois eles podem estar presentes no solo! […]

O post Análise nematológica: como amostrar o solo e raízes? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Todo produtor deseja produzir cada vez mais e a agricultura é uma das poucas profissões nas quais o principal objeto e local de execução do trabalho, não variam: o solo! Então, saber fazer uma análise através da amostragem do solo e descobrir se há patógenos é primordial!

Atenção, pois eles podem estar presentes no solo! Conhecendo bem os fitonematoides, por exemplo, pode reduzir em até 12% sua perda na lavoura!

Genericamente chamados de fitonematoides, os nematoides parasitos de plantas, são vermes microscópicos e translúcidos. Medem de 0,3 a 3,0 mm e causam perdas anuais médias à produção agrícola mundial, estimadas em 12%, o que corresponde a bilhões de dólares de prejuízo.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Amostragem de raízes

Praticamente, todas as espécies de plantas cultivadas, seja em plantio convencional ou plantio direto, sofrem danos causados por, pelo menos, uma espécie de nematoide. Algumas culturas, inclusive, são hospedeiras de várias espécies.

A maioria dos nematoides ataca, principalmente, partes subterrâneas, cujas lesões ficam visíveis em forma de caroço, recebendo o nome de galhas.

Fitonematóides nas raízesFoto: Dra. Neucimara Rodrigues Ribeiro

As galhas são os sintomas típicos da infecção por espécies de Meloidogyne.

Galhas MeloidogyneFoto: EMBRAPA – Soja

Quando adultas, as fêmeas possuem o corpo arredondado (forma de melão ou cabaça) e translúcido.  Sob condições favoráveis podem produzir até 500 ovos, em um período de 4 a 6 semanas.

Outras espécies de nematoides causam diferentes tipos de lesões, a exemplo dos nematoides das lesões radiculares, Pratylenchus spp.

Nematoides PratylenchusFotos: Dr. Jaime Maia dos Santos

Esses nematoides causam a necrose, o descolamento e a quebra do córtex (a casca se solta facilmente) das raízes.

Danos causados pelos nematoides

As alterações radiculares resultam em danos diretos, que depreciam o produto colhido, no caso de cultivares de soja, por exemplo, ocasionam a perda de vigor e clorose nas folhas.

Recomendações gerais para coleta de amostras nematológicas

A amostra deve ser representativa da área, de modo que permita conclusões seguras quanto à avaliação quantitativa e qualitativa da população de nematoides presentes. Para isso, vários cuidados devem ser tomados com relação ao tamanho e número das subamostras, profundidade e padrão da amostragem.

As amostras de solo devem ser coletadas na rizosfera das plantas com sintomas, incluindo-se no mesmo recipiente as raízes com injúrias ou galhas que forem encontradas.

Procedimentos para a amostragem do solo

As ferramentas necessárias para as coletas são: enxadão e/ou enxada, sacos plásticos, balde, etiquetas, caneta e ficha de campo.

1. Coletar amostras de SOLO e de RAÍZES;

2. As amostras devem estar com umidade natural, evitando-se ao máximo, condições de encharcamento ou excessivo ressecamento. NÃO SE DEVE ADICIONAR ÁGUA AO VOLUME COLETADO.

3. As amostras de solo e de raízes devem ser tomadas de 0 a 30 cm de profundidade, abrindo-se o solo em forma de V, tomar amostras junto às plantas que mostrem sintomas moderados de nematoses, evitando-se aquelas fortemente depauperadas

Amostra de solo

4. Coletar preferencialmente as raízes mais finas.

5. Durante a amostragem, deve-se caminhar em zigue-zague. Em áreas que apresentam o sintoma em reboleira, a amostragem deve ser feita nas plantas que se encontram na periferia, como mostra o esquema abaixo:

Amostra em zigue zagueAmostrar em zigue-zague ou na periferia da Reboleira

6. As subamostras de solo e raízes, coletadas nos baldes, devem ser misturadas, tomando-se uma amostra composta de, no mínimo, 500 gramas de solo e em torno de 50 gramas de raízes.

7. As amostras de solo + raízes deverão ser acondicionadas em saco plástico e devidamente identificadas. A FICHA DE IDENTIFICAÇÃO deve conter o maior número de informações possíveis tais como:

  • Número da amostra;
  • Local da amostragem;
  • Nome e telefone do proprietário;
  • Cultura atual (nome científico e/ou vulgar);
  • Culturas anteriores;
  • Tipo do solo;
  • Ocorrência de plantas daninhas;
  • Tratos culturais realizados;
  • Nome do coletor;
  • Data da Coleta;
  • Lavar as mãos e as ferramentas após cada coleta para evitar contaminação das amostras.

8. Lavar as mãos e as ferramentas, após cada coleta para evitar contaminação das amostras;

9. Manusear as amostras com cuidado, para evitar contaminação;

10. Enviar as amostras o quanto antes para o laboratório, NÃO deixá-las expostas ao sol. Se precisar, as amostras podem ser armazenadas, por algum tempo, na parte inferior da geladeira.

Qual a quantidade de amostras que deve-se coletar?

Para as culturas anuais, como soja, milho, trigo ou perenes, coletar aproximadamente, dez subamostras por hectare, misturá-las em um recipiente e destas fazer uma amostra composta por hectare.

De todo modo, caso o solo esteja com problemas de nematoide, a troca de sistema de plantio pode ser eficiente. Há relatos de redução de alguns nematoides quando adotado o sistema de plantio direto, porém, quando o assunto é redução de patógenos do solo, a rotação de cultura ainda é a mais recomendada.

E agora que você sabe a importância de amostrar solos e raízes por causa dos nematoides que causam vários danos, você também saberia identificar doenças em milho com sintomas semelhantes? Afinal, se avaliarmos apenas os sintomas visuais, nem sempre dá para afirmar, mas o diagnóstico preciso, é muito importante.

Seja especialista na produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Ele é completo, online e aborda:

  • Fisiologia dos principais grãos, como: milho, soja, feijão, trigo e sorgo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação e outros;
  • Gestão financeira e econômica.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Análise nematológica: como amostrar o solo e raízes? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/feed/ 1