O post Fertilizantes nitrogenados: benefícios e eficiência na produção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A população humana está projetada para atingir 11 bilhões neste século, com o maior aumento nas nações em desenvolvimento. Este crescimento, em conjunto com o aumento do consumo per capita, exigirá grandes aumentos na produção de biocombustíveis e alimentos, o que vai exigir maior consumo de fertilizantes, como o nitrogênio.
Em última análise, a capacidade global de produção de alimentos será limitada pela quantidade de terra e recursos hídricos disponíveis e adequados para a produção agrícola, e pelos limites biofísicos no crescimento da cultura.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!

Estimativa alimentação mundial – dados da FAO (Fonte: UFRGS)
Quantificar a capacidade de produção de alimentos em cada hectare de terras agrícolas atuais, de uma maneira consistente e transparente, é necessário para informar as decisões sobre:
Tudo o que visa afetar o rendimento futuro da safra e uso da terra deve ser analisado, para construir ações para incremento da produtividade pelos produtores por meio de suas redes de conhecimento.
A capacidade de produção da safra pode ser avaliada estimando-se o rendimento potencial e os níveis de rendimento com limitação de água, como referência para a produção agrícola sob, respectivamente, condições irrigadas e de sequeiro.

Milho irrigado – Fonte: Embrapa
A diferença entre a produtividade potencial e as produtividades obtidas, apresentam como oportunidade de incremento na produtividade, por meio do conhecimento dos fatores que causam a redução na produtividade, a fim de realizar o cultivo de forma sustentável.
A agricultura intensiva requer grandes quantidades de energia e isso influencia fortemente os preços dos alimentos.
As fazendas modernas são grandes consumidoras de combustível e eletricidade. Além disso, a produção de fertilizantes à base de nitrogênio também gasta energia e seu custo é fortemente influenciado pelos preços do petróleo e do gás natural.
Outro fator a considerar é que os solos tropicais são limitados por fósforo, cujos estoques mineráveis estão diminuindo e frequentemente localizados longe das regiões agrícolas tropicais. Os custos de produção, transporte e aplicação de fósforo irão aumentar claramente com os preços da energia.

Recorde de rocha fosfática pela Vale – Fonte: Exame
Apesar das demandas globais por energia, provavelmente irão dobrar até 2050, os avanços tecnológicos para acessar petróleo e gás natural em formações de xisto profundas podem ajudar a manter os preços da energia relativamente estáveis nas próximas 1–2 décadas.
No curto a médio prazo, suprimentos estáveis de energia poderiam apoiar a intensificação agrícola se os preços das safras aumentassem mais rapidamente do que os custos da energia.
Melhorias na eficiência do uso de nitrogênio na produção agrícola são críticas para enfrentar os desafios triplos de segurança alimentar, degradação ambiental e mudança climática. Essas melhorias dependem não apenas da inovação tecnológica, mas também de fatores socioeconômicos que atualmente são mal compreendidos.
A aplicação de fertilizantes sintéticos de nitrogênio (N) e fósforo (P), além de aumentar a produtividade agrícola, a aplicação em áreas agrícolas altera drasticamente:
As taxas de uso de fertilizantes N e P por unidade de área cultivada aumentaram em aproximadamente 8 vezes e 3 vezes, respectivamente, desde o ano de 1961 quando os levantamentos da IFA (International Fertilizer Industry Association) e da FAO (Food and Agricultural Organization) em nível de país a entrada de fertilizantes tornou-se disponível.

Padrões temporais de nitrogênio (N) e fósforo (P) globais de uso de fertilizantes em termos de quantidade total (tot) e taxa média por unidade de área de cultivo (média) por ano. Os gráficos de pizza mostram a proporção do uso de fertilizantes N e P nos cinco principais países consumidores de fertilizantes e outros no ano de 2013 – Fonte: Lu & Tian (2017) – Traduzido.
Considerando a expansão das áreas de cultivo, o aumento no consumo total de fertilizantes é ainda maior.
A entrada de fertilizante P mostra um padrão semelhante com o Brasil como o maior consumidor. É observado um aumento global na razão N/P do fertilizante em 0,8 g N g −1 P por década durante 1961–2013.
O nitrogênio é crucial para a produtividade das culturas. No entanto, hoje em dia mais da metade do N adicionado às plantações é perdido para o meio ambiente. Além de desperdiçar o recurso, isso gera:
Durante as últimas cinco décadas, a resposta dos sistemas agrícolas ao aumento da fertilização com nitrogênio evoluiu de forma diferente nos diferentes países do mundo.
Enquanto alguns países melhoraram seus desempenhos agroambientais, em outros o aumento da fertilização produziu baixos benefícios agronômicos e maiores perdas ambientais.
De forma geral, países que usam uma proporção maior de insumos de N da fixação simbiótica de N, em vez de fertilizantes sintéticos, têm uma melhor eficiência de uso de N.
A eficiência fotossintética e a tolerância ao estresse são exemplos de características que foram aprimoradas pela seleção natural por milhões de anos antes da domesticação das safras. Melhorar ainda mais essas características muitas vezes requer a aceitação de compensações que teriam reduzido a aptidão dos ancestrais da cultura onde eles evoluíram.
Exemplo: as melhorias no potencial de rendimento vêm, principalmente, da reversão da seleção anterior para a competitividade individual da planta, que entrava em conflito com a eficiência da comunidade planta, ou de compensações entre a adaptação às condições do passado e do presente.
Identificar compensações evolutivas, que impõem concessões agronômicas mínimas, pode apontar o caminho para melhorias adicionais no potencial de rendimento e outras características de nível de comunidade.
Os genótipos de culturas que beneficiam as culturas subsequentes merecem mais atenção. As inovações radicais nunca testadas pela seleção natural podem ter um potencial considerável, mas tanto as compensações quanto as sinergias costumam ser difíceis de prever.
O milho, por exemplo, é um dos cereais mais cultivados e importantes na alimentação humana e animal. Mesmo com os avanços genéticos, é inegável seu alto consumo de fertilizantes, em especial o nitrogenado. Mas o quão impactante é isso?
Nutricionalmente, a planta e o solo requerem atenção e, claro, isso culminará no preço final.
O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.
Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:
O post Fertilizantes nitrogenados: benefícios e eficiência na produção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Nitrogênio no café: funções, deficiência e cálculo de recomendação de adubação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O transporte desse elemento é feito via xilema, na corrente transpiratória.
O nitrogênio é um nutriente altamente móvel, dessa forma, os sintomas de deficiência ocorrem inicialmente nas folhas velhas.
O pH ácido inibe a absorção do NH4+ e favorece a do NO3–, já em pH neutro/alcalino o contrário é observado, possivelmente, devido a efeitos competitivos do H+ e OH– no processo de absorção do NH4+ e do NO3–, respectivamente. (FAQUIN, 2005).
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Molécula de clorofila
Os sintomas de deficiência desse nutriente na cultura do café é uma clorose – um amarelamento – que aparece inicialmente nas folhas velhas.
Em condições de deficiência podem ser observadas folhas pequenas, devido ao nitrogênio atuar na formação de folhas. Além disso, pode ser observada desfolha, morte dos ramos, acarretando em menor atividade fotossintética.
Sintomas de deficiência de nitrogênio em café (Foto: Diego Baquião)
Lavoura com deficiência de nitrogênio. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Já em condições de excesso de nitrogênio, pode acarretar em favorecimento de doenças como a Phoma e Bacterioses.
Exemplo de cálculo, seguindo a fórmula da Fundação PROCAFÉ:
N (Kgs/ha) = (produção (em sacas ha)x 2,6) + (próxima safra (em sacas ha) x 3,6)
Condições da lavoura:
N (Kgs/ha) = (40 sacas x 2,6 kg de N) + (28 sacas x 3,6 kg de N)
N (Kgs/ha) = 104 + 100,8 = 204,8 kg de N
Após calculada a dose de nitrogênio necessária, deve se escolher o fertilizante a ser utilizado.
Dentre as fontes de fertilizantes nitrogenados, podemos citar:
Fonte: Raij et al. (1997)
Para o exemplo, vamos utilizar o nitrato de amônio, que contém 33% de nitrogênio:

Para os fertilizantes nitrogenados, temos que considerar a eficiência dos mesmos. Para a uréia consideramos uma eficiência de 70%, já para o nitrato consideramos uma eficiência de 90%.
Para o nosso exemplo, como utilizamos nitrato:

Em seguida, calcula-se a porcentagem a ser aplicada em cada parcelamento, que pode ser considerada: 30%, 40% e 30%. Por fim, faz-se a conta da quantidade de adubo por metro linear ou por planta (considerando o espaçamento).
O indicador que utilizamos em nossos clientes de consultoria para verificar a eficiência, é quantos quilos de nitrogênio tenho gasto por saca de café produzida. Para chegar a este número deve-se dividir o total de nitrogênio gasto por safra pelo total de sacas de café produzida.
É importante avaliar este indicador por biênios, pois avaliando em um ano somente poderá ser mascarado pela bienalidade da produção.
O benchmarking para este indicador é a faixa de 6 a 8 kg de N/sc.
A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação de ureia no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30% (DOMINGHETTI et al., 2016).
Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da hidrolise da ureia no solo.
Parâmetros para análise de folha do cafeeiro, para o nutriente nitrogênio ao longo dos meses do ano
** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti
Com base nesses parâmetros de Malavolta e Vitti podem ser realizados ajustes nas adubações com nitrogênio para o café.
Por isso, devemos ter atenção para se realizar uma recomendação adequada de nitrogênio para a cultura do café, evitando assim problemas com deficiências desse nutriente que pode afetar o metabolismo e consequentemente a produtividade da cultura.
É importante também estarmos atentos aos índices de nitrogênio na análise de folha e aos indicadores de N por saca de café produzida na média de duas safras, a fim de verificar se estamos aplicando mais ou menos nitrogênio que o necessário para a cultura, sempre buscando uma alta produtividade e lucratividade ao produtor.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

O post Nitrogênio no café: funções, deficiência e cálculo de recomendação de adubação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Manejo de nitrogênio para altas produtividades de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>
Entender como manejar o nitrogênio com foco em produtividade é essencial para alcançar colheitas de soja e milho de forma satisfatórias, mas existem processos que interferem em sua eficiência, consequentemente no resultado final. Como por exemplo:
Neste webinar, você verá isso e muito mais. Inclusive com sessão de perguntas e respostas.
O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.
Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.
Com eles, você pode dominar:
Seja esse profissional referência no mercado de grãos. Se especialize e se destaque no setor!
O post Manejo de nitrogênio para altas produtividades de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>