palha de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/palha-de-cafe/ Tue, 13 Dec 2022 20:31:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png palha de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/palha-de-cafe/ 32 32 Casca de café: uma ótima alternativa de reaproveitamento https://blog.rehagro.com.br/casca-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/casca-de-cafe/#comments Thu, 14 Jun 2018 18:13:39 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4273 A casca de café é um subproduto da própria fazenda, que após o beneficiamento resulta em uma grande quantidade desse material, que possui excelente potencial para a lavoura. Ela oferece melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Benefícios da casca de café […]

O post Casca de café: uma ótima alternativa de reaproveitamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A casca de café é um subproduto da própria fazenda, que após o beneficiamento resulta em uma grande quantidade desse material, que possui excelente potencial para a lavoura. Ela oferece melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.

Casca de café

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Benefícios da casca de café

Além de ser uma fonte de adubo orgânico liberando gradualmente os nutrientes, a casca de café também tem como benefícios:

  • Melhora a retenção de umidade do solo;
  • Controle da erosão;
  • Diminuição da temperatura do solo;
  • Aumento da CTC (capacidade de troca de cátions);
  • Melhora a atividade biológica do solo.

Além disso, ela atua no controle de crescimento de plantas invasoras na projeção da saia do café, tanto de maneira física, impedindo a germinação de sementes, como também de forma alelopática, como mostra o trabalho de Santos et al. (2001), que houve influência das coberturas mortas de casca de café (Coffea arabica L.) e casca de arroz (Oryza sativa L.) sobre o controle do Caruru-de-macha (Amaranthus viridis l.) em lavoura de café.

Fato extremamente vantajoso, visto que além de todos os benefícios citados acima, a casca de café pode ter influência no controle de plantas daninhas, podendo dessa forma diminuir os custos com triações na lavoura.

A casca de café fornece nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), com teores em torno de 1,5 de N, 0,15 de P e 3,0 de K, como mostra a tabela abaixo com a composição de NPK em alguns adubos orgânicos usados na cultura do café.

Esses macronutrientes possuem grande participação no metabolismo das plantas.

Composição de NPK de alguns adubos utilizados na cultura do caféFonte: Matiello et alli, Cultura do Café no Brasi l- Manual de Recomendações, Mapa Fundação Procafé, Ed 2010.

O potássio além de outras funções na planta é um nutriente com grande influência na qualidade de bebida. Vários autores comprovam esta afirmativa, como o estudo de (Silva et al., 1999) que avaliando diferentes fontes e doses de potássio concluíram que o aumento das doses desse elemento químico influencia diretamente na qualidade de bebida.

Estudos sobre a casca de café

Garcia e colaboradores (2004) concluíram que a palha do café em coco, a palha do café despolpado e o pergaminho do café cereja descascado apresentam boas características para uso como adubo orgânico, porém, o pergaminho apresenta menor densidade e baixo valor nutricional.

Entretanto, deve-se estar atento também a lixiviação de potássio, um estudo comparando cinco tipos de resíduos do benefício de café, sendo eles:

  1. Casca do café cereja despolpado;
  2. Casca do café “bóia” separado no lavador;
  3. Casca do café “natural” seco em coco sem passagem pelo lavador;
  4. Casca de café um ano compostada;
  5. Casca de café enriquecida e compostada por três anos.

Foi observado que na dose de 300 kg há-1 K2O obteve-se menor lixiviação de K com aplicação de K mineral nas cascas de café compostadas por um ano e café bóia.

Já as cascas de café cereja e do café natural seco em coco (normalmente utilizada na lavoura) apresentaram valores de lixiviação intermediários e a casca de café enriquecida e compostada por três anos foi o material que mais lixiviou (Zoca, 2012).

Dessa forma, a aplicação de K na forma de resíduos do benefício não evita perda por lixiviação, por isso deve-se considerar as possíveis perdas desse potássio oferecido pela casca de café.

Barros e colaboradores (2001) realizaram um trabalho comparando a produtividade da lavoura com a aplicação de palha de café seca, esterco e adubação exclusivamente química, e observaram que a associação de adubo químico e orgânico é extremamente benéfico a produção do cafeeiro em relação a adubação exclusivamente química, e além disso, nas doses 1,0, 2,0, e 4,0 Kg/cova de palha de café seca houve aumento crescente na produção.

Produção anual, média de cinco safras (1997/2001), em cafeeiros do cultivar Catuaí 44, do ensaio de doses e modos de aplicação de palha de café e esterco de gado associado ao adubo químico, na formação e produção do cafeeiro. Martins Soares – MG – 2001.

Recomendações da casca de café

A recomendação para a casca é a aplicação de 5 a 10 toneladas por hectare. A aplicação dessa casca de café seca é feita em cobertura.

Deve-se sempre considerar o equilíbrio entre o potássio, cálcio e magnésio no solo, visto que a palha de café possui um alto teor de potássio e baixo teor de magnésio e cálcio, ressaltando que no solo esses nutrientes devem sempre ficar na relação adequada.

Outro importante fator a considerar é a respeito da utilização em lavouras de plantio, pois necessitam de pouco potássio .

casca do café

Em relação ao armazenamento dessa casca, é recomendada que ela seja aplicada nas lavouras logo após a colheita.

Caso não seja possível essa prática, deve-se proteger com lona, para evitar a perda dos nutrientes por lixiviação devido a ação da chuva, ou realizar a compostagem da mesma com qualquer outra forma de esterco, enriquecendo ainda mais o material que poderá ser utilizado em lavouras em produção ou no sulco de plantio.

Mistura de esterco e palha de caféMistura de esterco de curral e palha de café. Fonte: Diego Baquião

Aplicação de casca de caféAplicação da casca de café. Fonte: Diego Baquião

Por ser um resíduo da fazenda, não são necessárias despesas adicionais para a compra desse adubo orgânico, os custos gerados são apenas de sua aplicação na lavoura, considerando a importância de uma prática que não encareça os custos de produção, uma vez que quanto maior esses custos, menor o lucro do produtor.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

O post Casca de café: uma ótima alternativa de reaproveitamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/casca-de-cafe/feed/ 3
Como é feito o manejo de secadores de café? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/#respond Thu, 14 Jun 2018 17:13:54 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4264 A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas. No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando […]

O post Como é feito o manejo de secadores de café? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas.

No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação da secagem em secadores mecânicos.

secar café

Como é feito

  • O café colhido é lavado e levado para o terreiro.
  • Após atingir a meia seca, esse café será levado ao secador, salientando nesse caso a importância do lote ser homogêneo quanto ao teor de água e estado de maturação, uma vez que cada tipo de café possui um teor de umidade diferente, como mostra a tabela abaixo. Por isso deve-se evitar sempre de misturar lotes diferentes, que possam ter diferentes teores de água.

Teores de umidade nos diversos tipos de cafés colhidos

  • A carga de café não deve preencher totalmente o secador, deixando uma folga de 15 cm, na parte superior após o carregamento, para permitir a movimentação do café dentro do secador.
  • Inicialmente, recomenda-se que o secador opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água.
  • Após isso, o ar poderá ser aquecido.
  • Recomenda-se que a temperatura da massa de café não ultrapasse:
    40°C para cafés cereja, 35°C para cafés em pergaminho e 30°C para frutos verdes (Ribeiro). Temperaturas mais altas que as indicadas para cada tipo de cafés podem acarretar em manchas nos grãos ou em alguns casos fermentações indesejadas.
  • Durante a noite, é recomendado interromper o fornecimento de energia para promover uniformização da água no café, além de menor consumo de energia elétrica e combustível.
  • No dia seguinte, deve-se reiniciar o processo, o secador nas primeiras horas operando com ar natural e posteriormente aquecer o ar.
  • Esse manejo deverá ser conduzido até atingir 12% de teor de água.
  • Após isso, recomenda-se deixar o café na moega de descanso cobertos por pano e lona ou palha de café, para que o teor de umidade chegue em 11%, isso porque descarregar o café quente na tulha pode umedecer o local, e resultar em possíveis problemas, o que não é desejado.

Curso Gestão na Produção de Café

 

O post Como é feito o manejo de secadores de café? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/feed/ 0