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Diversificação das pastagens: consiste no estabelecimento de pastos com diferentes espécies de gramíneas e com variável nível de suscetibilidade às cigarrinhas.
Nos períodos de maior incidência do inseto, os pastos formados com gramíneas de suscetibilidade alta (Brachiaria decumbens cv Basilisk, Brachiaria ruziziensis) e tolerantes (Brachiaria humidicola) devem ser submetidos a pastejo leve, enquanto os animais são manejados nos pastos com capins resistentes (Brachiaria brizantha cv Marandu, Panicum maximum cv Massai).

Assim, os suscetíveis mantém seu vigor, suportando os danos causados pela praga. Recomenda-se evitar a formação de extensas áreas de pastagens com uma única espécie, na tentativa de impedir que a resistência seja superada.
Através da subdivisão dos pastos e controle da pressão de pastejo. Durante o período de maior ocorrência do inseto (novembro a abril), evitar o superpastejo, principalmente das gramíneas suscetíveis.
As gramíneas com hábito de crescimento rasteiro devem ser mantidas a altura entre 25 cm e 30 cm e as de crescimento cespitoso entre 40 e 45 cm, o que mantém o vigor das plantas e permite a preservação dos inimigos naturais das cigarrinhas.
Recomenda-se que pastagens de capins suscetíveis sejam rebaixadas, sem sobra de matéria senescente durante o período de maior concentração de postura de ovos em diapausa (março/abril).
Pastagem de tífton danificada por cigarrinhas
Com o decorrer do tempo de utilização dos pastos, há uma constante e crescente queda no vigor da rebrota das forrageiras e infestação por plantas invasoras. Além disso, o ataque de pragas e doenças e o manejo inadequado resultam no processo de degradação das pastagens.
A reposição periódica dos nutrientes limitantes ao crescimento das gramíneas (fósforo, potássio e nitrogênio) deve ser determinada pela análise de solo e exigências da forrageira, a fim de manter as plantas vigorosas e resistentes ao ataque não só das cigarrinhas, mas de outras pragas também.
Baseia-se no princípio de que as cigarrinhas alimentam-se exclusivamente de gramíneas, assim quando essas estiverem consorciadas com leguminosas, há redução do substrato livre para praga. Quando as leguminosas são plantadas em faixas, essas atuam como barreira na dispersão dos adultos.
Além disso, deve-se considerar que pastagens consorciadas, quando bem manejadas, apresentam melhor valor nutritivo que reflete positivamente no desempenho animal.
Ao se adquirir sementes para formação e reforma de pastagens, deve-se certificar de que apresentam boa qualidade e ausência de ovos de cigarrinhas em quiescência.
O uso indiscriminado da queimada traz prejuízos à ecologia (extermínio dos inimigos naturais) e propriedades físico-químicas e biológicas do solo, que contribuem no processo de degradação das pastagens.
Deve-se restringir a pastos que tradicionalmente apresentam altas infestações através de queimada controlada durante a estação seca, buscando-se inviabilizar os ovos quiescentes, o que nem sempre é alcançado, podendo ter pouco ou nenhum controle. Recomenda-se, portanto, evitar o uso de tal medida.
O emprego de inseticidas no controle de adultos de cigarrinhas, só se justifica em caso de pastagens que tenham um alto valor agregado, como às destinadas à produção de sementes.
Para efetuar o controle, deve-se monitorar a população das ninfas, através de observações periódicas no campo. Recomenda-se, o controle somente após a constatação da existência de 20 a 25 ninfas de últimos instares (quase adultos)/m2.
Como existem ninfas de diferentes instares (“idades”), pode ser necessário repetir a aplicação sete dias após. Jamais utilizar inseticidas após a constatação do amarelecimento, pois a expressão dos sintomas se dá cerca de três semanas após o ataque das cigarrinhas adultas, período no qual os insetos responsáveis pelo dano já completaram seu ciclo. Ao conciliar o controle químico ao biológico numa mesma área de pastagem, deve-se optar por inseticidas compatíveis ao agente biológico.
O maior desafio ao controle químico das formas jovens das cigarrinhas, evitando-se assim que o adulto injete a saliva tóxica e cause o dano às pastagens, é fazer com que os produtos consigam vencer a barreira de proteção oferecida pela espuma na base da planta forrageira.
Os inimigos naturais atuam em maior ou menor grau para redução da população das cigarrinhas, devendo-se adotar medidas que visem manter e/ou aumentar as suas populações, na busca do equilíbrio biológico.
Em condições de campo, as cigarrinhas são parcialmente controladas por vários inimigos naturais, entre eles o mais importante é o fungo Metarhizium anisopliae que coloniza as ninfas e os adultos. No entanto, a efetividade do fungo depende dos fatores ambientais, principalmente, temperatura e umidade relativa do ar.
Também tem-se observado larvas das moscas, Salpingogaster nigra e Salpingogaster pygophora, penetrando a massa espumosa para se alimentarem das ninfas e outros inimigos naturais, tais como: aranhas, formigas, microhimenópteros e nematóides entomopatogênicos.
O fungo M. anisopliae tem-se mostrado uma alternativa válida no controle das cigarrinhas em canaviais, com eficiência variando de 10 a 60%.
Em regiões ecologicamente favoráveis ao entomopatógeno, o uso do fungo tem superado o efeito real dos inseticidas químicos na evolução da praga. Embora ainda não se tenha definido um nível de dano econômico para a cigarrinha-das-pastagens, sugere-se que sejam feitos levantamentos populacionais da praga antes do controle, levando-se em consideração todas as medidas citadas anteriormente.
Para tanto, no período de máxima precipitação, quando ocorre a maior incidência do inseto, sugere-se realizar levantamentos de insetos a cada 15 dias.
O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.
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]]>O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.
A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.
Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de animais geneticamente melhorados e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.
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A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos sistemas de produção, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.
Essa estratégia realiza a união de dois sistemas de produção: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.
A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.
O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:
O que deve ser levado em consideração no planejamento é “Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.
O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte. As figuras abaixo demonstram algumas possibilidades na implementação da ILP.


Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na recuperação do pasto. A ideia é que este processo se repita.
O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende então, da realização de um bom planejamento.
Diante disso, se empregada de forma correta, a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.
Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.
O sistema consiste em uma importante estratégia de eficiência produtiva, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós implementação.
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]]>O post Suplementação de vacas de corte a pasto: quando e como fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil, a alimentação de bovinos de corte está baseada em pastagens, constituindo a principal fonte de nutrientes para os animais durante todo o ano.
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Entretanto, em muitas situações, o uso exclusivo destas gramíneas não tem admitido a maximização da produção animal, dada a oscilação de qualidade e quantidade da forragem intrínseca ao clima tropical. Dessa forma, surge a necessidade de suplementação alimentar.
Nessa perspectiva, uma categoria animal que merece atenção dos produtores, são as vacas, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é fundamental para melhoria nos índices aludidos.
Segundo os pesquisadores Bellows e Short em sua pesquisa em 1994, ao final da estação de monta, muitas vacas não estão prenhes e isso é uma das causas de maiores prejuízos no segmento de bovinocultura de corte de ciclo completo.
Em muitas situações o não retorno à atividade reprodutiva pode ser motivo de descarte da matriz. Além disso, a partir do conhecimento prévio sobre a partição de energias, sabe-se que a atividade reprodutiva é a menos prioritária.
Assim, a nutrição tem sido ponderada como um dos fatores determinantes da duração do anestro pós-parto em bovinos de corte.
As vacas diagnosticadas como vazias ao final da estação de monta e que não for definido descartá-las, devem adquirir e/ou manter escore de condição corporal que permita o retorno à atividade reprodutiva no início da estação de monta seguinte.
Com isso, o uso de suplementos de baixo consumo é fundamental no manejo nutricional adequado para promover ganhos moderados e/ou manter a condição corporal destes animais a custos compatíveis.
Reaver o escore de condição corporal pós-parto pode ser muito custoso, pois a estação de parição comumente coincide com o fim do período seco, quando a quantidade e a qualidade de forragens disponíveis são ainda pequenas, demandando uma maior quantidade de suplementos.
Além disso, as exigências nutricionais das matrizes são grandes, devido à gestação e produção de leite em sua maioria. Desse modo, entende-se a importância de melhorar a condição corporal das vacas antes do parto, uma vez que, além das solicitações de nutrientes serem menores, há o efeito anabólico causado pela progesterona, hormônio responsável pela manutenção da gestação.
Dessa maneira, consegue-se um maior ganho de peso com uma suplementação menor. Fêmeas parindo em bom estado nutricional são fundamentais para uma nova cria e se obter bons índices reprodutivos futuros.
O objetivo de suplementar a vaca pós-parto, que normalmente coincide com o período seco, é aprimorar o desempenho animal, melhorando a utilização da pastagem disponível.
A estratégia usada é fornecer uma pequena quantidade de nutrientes que favoreçam os microrganismos do rúmen e, consequentemente, aumento no consumo e na digestibilidade. Assim, utilizam-se suplementos que contenham teores de proteína bruta acima de 40%.
Além da fonte proteica e mineral, a adição de uma fonte energética colabora no consumo do suplemento e fornece a oferta de esqueletos carbônicos no rúmen. Nessa situação, o uso da ureia acima de 30% do PDR total é aceitável.
Em geral, em época de chuva, apenas a pastagem cultivada é suficiente, desde que bem manejada e suplementada com uma mistura mineral adequadamente balanceada.
Portanto, é válido salientar que o produtor precisa estar consciente da importância de oferecer aos animais pastagens de boa qualidade, manejadas corretamente.
Deve-se levar em consideração que qualquer tomada de decisão relativa à suplementação alimentar de vacas deve ser precedida de um planejamento cauteloso, com ênfase na análise econômica, uma vez que os custos dessa suplementação podem ser elevados.
No entanto, as necessidades de cada categoria são importantes, inclusive das matrizes, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é essencial para melhoria nos índices esperados pelo pecuarista.
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]]>O post Como intensificar as pastagens com o alto preço dos fertilizantes? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Estamos enfrentando aumento no preço de fertilizantes, por causa da guerra. Nesse webinar, Adilson Aguiar, pesquisador e consultor (Consupec/FAZU), debateu sobre como intensificar o pasto (adubando) nesse momento de aumento de preço de fertilizantes.
Quer saber mais? Assista ao webinar “Intensificação de Pastagens vs Preço de Fertilizantes: como ser lucrativo nesse cenário?”!
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]]>O post Pastagens degradadas: identificação e como recuperar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O uso constante do pasto, como qualquer recurso finito, gera a degradação. Estima-se que aproximadamente 20% das pastagens mundiais (plantadas e naturais) estejam degradadas ou em processo de degradação.
Esse processo ocorre principalmente pelo manejo inadequado da mesma, ações como: escolha equivocada da espécie forrageira, ausência de adubações periódicas e desrespeito a taxa de lotação, são alguns exemplos de catalisadores do esgotamento do pasto.
Nesse artigo você irá descobrir as principais características de uma pastagem degradada e também aprenderá o passo a passo para recuperação da mesma.
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A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade.
A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.
O processo de degradação se divide em duas causas principais: degradação agrícola e degradação biológica.
Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.
Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.
Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.
A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os quatros níveis de degradação:

Fonte: EMBRAPA.
Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação (reforma), do pasto.
A recuperação das pastagens, quando possível, é uma prática viável tecnicamente e economicamente, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.
Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.
As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em corrigir as deficiências do solo. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:
O primeiro passo para a recuperação do pasto, é identificar e calcular as áreas a serem recuperadas. Além da identificação visual do grau de degradação, é essencial realizar a demarcação e o cálculo da área, aplicativos como o Google Earth podem auxiliar nesse processo.
A recuperação do pasto possui como base a coleta de amostra de solo para análise, é só a partir dessa etapa que podemos entender as reais necessidades químicas daquela terra.
Fazer a análise de solo é sinônimo de economia! Para realizar a coleta, confira as seguintes dicas:
A análise física do solo ou análise granulométrica, determina a porcentagem de argila, silte e areia. Além disso, é essa análise que determina a textura do solo, um dos parâmetros essenciais para a caracterização. Dessa forma, a partir dessa análise é possível interpretar adequadamente os teores de nutrientes encontrados naquele solo.
Já a análise química do solo aborda a quantidade de nutrientes já presentes naquela terra, a partir dela é possível calcular quanto de nutrientes será necessário para suprir a demanda. No que diz respeito ao pasto, as demandas mais comuns são: calagem, gessagem e adubação.
A correção do solo possui como objetivo adequar a acidez do solo, para isso utiliza-se a técnica de calagem. Nessa etapa, é realizada a aplicação do calcário na superfície do solo sem utilizar grades, arados, etc, para sua incorporação.
O uso de calcário na superfície irá promover uma maior integridade do sistema radicular da forrageira já degradada, além disso esse mineral melhora as propriedades físicas do solo e aumenta a atividade microbiana e a eficiência dos fertilizantes. Atenção: para uma melhor reação com os ácidos do solo, é importante aplicar o mineral em solo úmido.
A próxima recomendação a ser seguida é a gessagem. O gesso agrícola é um condicionador do solo, com ele é possível elevar o percentual de de cálcio sem elevar o pH da terra, outra vantagem desse insumo é o aumento do volume de solo explorado pelas raízes da forrageiras, dessa forma as raízes se tornam mais profundas permitindo que as plantas superem o veranico.
O gesso agrícola deve ser aplicado em lanço, após a calagem, sem necessidade de incorporação.
As recomendações de calagem e gessagem sempre devem ser feitas por um profissional aparado pela análise de solo.
Outra etapa essencial no processo de recuperação das pastagens, é a realização da fertilização corretiva. Essa etapa deve ser feita após, pelo menos, 90 dias da execução da calagem.
A adubação fosfatada (reposição de fósforo) é a mais importante para garantir o sucesso da recuperação da pastagem, esse nutriente não está disponível para as plantas em solos ácidos (por isso é importante realizar a calagem). A adubação corretiva de fósforo (fosfatagem) pode ser realizada a lanço e em cobertura, e deve ser definida com base no teor de argila do solo.
Outra fertilização a ser realizada é a potassagem (reposição de potássio), a correção pode ser feita com a aplicação do cloreto de potássio na pastagem, que é a principal fonte do insumo na agricultura. O potássio é importante para o processo de fotossíntese da forragem, sendo essencial para o balanço hídrico e para o crescimento da pastagem.
Por fim, mas não menos importante, é imprescindível realizar a adubação de manutenção. Essa técnica pode ser feita por cobertura, logo após a saída dos animais do piquete.
A garantia de uma boa produção de pastagens vai além da manutenção periódica, é importante manter um equilíbrio no sistema solo, planta e animal.
Escolha sempre a forrageira adequada para o seu sistema produtivo e realize com antecedência o planejamento forrageiro, lembre-se: quanto maior for a qualidade do pasto maior será a produtividade na sua fazenda.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
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]]>O post Manejando pastagens para alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado: Rodrigo Amorim, pesquisador da EMBRAPA – Gado de corte.
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]]>O post Manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos.
Quem esteve no comando do evento online foi Adilson Aguiar, Professor do Rehagro e da FAZU/CONSUPEC.
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]]>O post Formulação de dietas para bovinos leiteiros: veja passos essenciais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.
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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele poderá ser utilizado na composição da dieta.
As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.
As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.
O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.
Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.
Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.
É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!
Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:
A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.
Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.
As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:
O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.
Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.
Curva de lactação / Fonte: Ideagri
A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.
Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.
Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.
Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!
Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.
Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.
Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?
A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.
Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.
Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.
“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.
Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.
É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.
Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.
O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.
Úlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações
A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.
Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.
O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte
Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.
Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.
Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.
Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.
Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.
Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

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]]>O post Tifton 85: manejo químico de plantas daninhas em pastagens apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As plantas daninhas causam maiores danos e prejuízos aos produtores agrícolas do que as pragas e doenças, constituindo-se a maior barreira para o desenvolvimento de muitas regiões do mundo. Além disso, promovem anualmente, perdas nas atividades agrícolas de aproximadamente 30%.
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As plantas daninhas presentes nas áreas de pastagem podem afetar diretamente a “utilização da forragem” por parte do animal em pastejo e a conversão alimentar:
1. Animais evitam as áreas infestadas por plantas daninhas, ocorrendo a seleção de pastejo, o que prejudica a utilização da pastagem;
Pastagem de tifton – Seleção de pastejo devido a presença de plantas daninhas.
2. Ambientes sombreados aumentam a relação haste/folha, diminuindo a qualidade da forrageira, prejudicando a conversão (GOULART et al., 2007).
De acordo com estudos realizados por Goulart e Corsi (2009) as plantas daninhas dificultam o pastejo em suas proximidades.
Plantas sem espinhos (ex: leiteiro) tem ação de impedir o acesso animal em até um raio de 1 m, enquanto que plantas com espinho (ex: Joá) impedem o consumo em um raio de até 1,5 m.
O objetivo deste artigo é discutir sobre o manejo químico de plantas daninhas em pastagens de tifton 85, levando em consideração as principais moléculas de ação herbicida disponíveis no mercado.
Antes de iniciar o manejo químico é muito importante realizar o levantamento das plantas daninhas infestantes, identificando as espécies presentes, levando em consideração a frequência de ocorrência, densidade populacional e a dominância sobre a forrageira.
Feito isso o próximo passo é definir qual herbicida é o mais indicado para tal situação.
Os herbicidas que possuem em sua fórmula estes ingredientes ativos, são indicados para o controle em pós-emergência de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas e semi-arbustivas.
São indicados para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas, semi-arbustivas, arbustivas. Quando destinados ao controle de arbustos, elimine a parte aérea da planta, próximo ao solo e logo em seguida aplique o herbicida sobre o toco.
Obs: Cuidado com o ingrediente ativo “Picloram”, pois possui um longo período residual.
De acordo com Silva e Silva (2007), citado por Bibiano et al. (2012), o Picloram apresenta uma longa persistência nos solos (meia vida de 20 a 300 dias), ocorrendo sua degradação mais rápida em condições de calor e alta umidade.
Em função de seu longo efeito residual, em muitos casos, quando são implantadas culturas sensíveis como o feijão, soja, olerícolas, frutíferas entre outras, em áreas onde foi utilizado herbicida à base de picloram, ocorrem problemas de fitotoxidade que podem ser notados visualmente (BIBIANO et al 2012).
Bibiano et al. (2012) demonstrou em um ensaio experimental realizado na casa de vegetação na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina/MG, o efeito da contaminação do solo sobre a germinação em plantas de feijão.
Marca comercial utilizada foi o padron® (Picloram. sal trietanolamina 388 g/L), nas seguintes doses 0,000; 0,004; 0,008; 0,017; 0,033; 0,066; 0,133, 0,266 l .ha-1.
Plantas de feijão tratadas com diferentes doses de Picloram em pré-emergência, aos 5 dias após a semeadura (1 = 0,266 l.ha-1 de padron®)
São indicados para o controle em pós-emergência de mono e dicotiledôneas que se reproduzem por sementes, apresentando melhores resultados no controle das monocotiledôneas. São muito utilizados para o controle de plantas do gênero brachiaria.
Utilizados para o controle de plantas daninhas mono e dicotiledôneas em pré e pós-emergência, no entanto costuma ser mais eficiente no controle das dicotiledôneas.
O uso de produtos que apresentam associações entre os ingredientes ativos Diuron + MSMA é muito comum entre os produtores rurais. Geralmente, este manejo é adotado em áreas que apresentam altas infestações de monocotiledôneas (ex: braquiária, capim-colchão, etc), dicotiledôneas (ex: caruru, joá, guanxuma, etc) e possuem um vasto banco de sementes.
Estes tratamentos apresentam bons resultados em virtude dos produtos à base de Diuron serem excelentes no controle de dicotiledôneas e na pré-emergência das plantas daninhas em geral e os produtos a base de MSMA serem bastante eficientes no controle das monocotiledôneas.
Antes de realizar qualquer manejo químico, é imprescindível consultar um profissional especializado. A utilização de herbicidas de maneira errônea ou em momentos inoportunos causam impactos negativos no custo de produção além de prejudicar o meio ambiente.
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]]>O post Irrigação de pastagens: saiba quais são as instruções técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Com a irrigação das pastagens, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais simples do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. Sem as flutuações na produção, devido a veranicos, o sistema torna-se mais estável, em regiões que não tem problemas de temperaturas e fotoperíodo.
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A irrigação e a fertirrigação em pastagem são técnicas cujas aplicações vêm crescendo no Brasil, possibilitando obter forrageiras de melhor valor nutricional e maiores índices de produção de matéria seca, além de favorecer o manejo racional do sistema de produção animal.
Segundo Dovrat, em um trabalho realizado em 1993, em muitos países, técnicos e produtores inicialmente usaram a irrigação na tentativa de solucionar o problema da estacionalidade de produção das pastagens, que é determinada pelo déficit dos fatores temperatura, luminosidade e água.
A irrigação da pastagem pode reduzir custos de produção e tempo de trabalho para alimentar o rebanho, comparada a outras alternativas de suplementação no outono-inverno, tais como a silagem e o feno, conforme Figura 1. Isso ocorre pela utilização de menor área, uso de água de baixa qualidade e possibilidade de prolongar o período de pastejo durante a estação seca.
Segundo Drumond e Aguiar (2005), em regiões onde a temperatura não é fator limitante, a irrigação pode ser uma alternativa para a produção intensiva de carne e leite em pequenas áreas, sendo possível reduzir custos de produção e de mão-de-obra.
De acordo com Andrade (2000), a irrigação de espécies forrageiras deve ser a última etapa a ser cumprida num sistema de produção pecuário ou de agricultura-pecuária. Todos os demais cuidados relativos ao planejamento da propriedade, a genética animal, o manejo do rebanho, a recuperação e a adubação das pastagens já devem ter sido tomados.
Figura 1 – Comparação de custos de produção de tonelada de matéria seca /Fonte: Adaptado de Drumond; Aguiar (2005).
Em 2002, os pesquisadores Aguiar e Silva mediram o acúmulo de forragem de uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada em condições de campo (Tabela 1), na Fazenda Santa Ofélia, localizada no município de Selvíria, MS.
Eles observaram que a participação da forragem acumulada na estação de inverno foi 61% da acumulada na estação de verão. A média de lotação foi de 6,89 UA ha-1, muito superior à média brasileira.
Tabela 1 – Acúmulo de matéria seca (t ha-1) estacional, anual e taxa de lotação em uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada para o ano pastoril 2001/2002, Selvíria, MS.
Legenda: MS – Matéria Seca / UA – Unidade Animal/ Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).
Aguiar ainda apresenta dados importantes dos potenciais de produção de leite em diferentes sistemas de produção na Austrália, de acordo com o nível tecnológico adotado (Tabela 2).
O que chama a atenção nesses trabalhos realizados em outros países é que não é comum encontrar dados de irrigação de pastagens para bovinos de corte. Isso contraria a realidade atual no Brasil diante da grande adoção da irrigação de pastagens pelos pecuaristas de gado de corte, sendo a maioria dos dados disponíveis para os sistemas de produção de fazendas.
Tabela 2 – Capacidade de carga e produção por hectare de vários pastos sem suplementação na Austrália / Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).
Em outro experimento realizado, Aguiar (2002) cita que na Fazenda Escola da Fazu em Uberaba, com capim Tifton 85, ocorreu diferença significativa entre os tratamentos irrigado e sequeiro ao longo de um ano, exceto no inverno.
A diferença foi devido a maior produção de forragem nas estações de primavera, verão e outono, quando as condições climáticas permitiram uma resposta da planta à irrigação. Entretanto, quando ocorreu redução da temperatura, ou seja, no inverno, não houve diferença entre os tratamentos irrigado e sequeiro (Tabela 3).
Tabela 3 – Massa de forragem (kg de MS ha-1) em pastagem irrigada e pastagem não irrigada de Tifton 85, submetido a manejo intensivo do pastejo, Uberaba, MG /Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).
A maioria dos sistemas de irrigação de pastagem disponíveis poderia ser utilizada para irrigar espécies forrageiras. Porém, na prática, vários fatores limitam esta generalização, como custos de investimento e operação do sistema, disponibilidade de mão de obra para operação, topografia, solo, clima, espécie forrageira, presença do animal e questão cultural.
No Brasil, a maioria dos projetos de irrigação de pastagem está sendo realizada por aspersão, com o uso de pivô central, aspersão em malha e, em menor escala, aspersão convencional com canhão e autopropelido.
Tem como características principais a utilização de tubos de PVC de baixo diâmetro, que constituem as linhas laterais que, ao contrário da aspersão convencional, são interligadas em malha.
Além disso, possui baixo consumo de energia; adaptação a qualquer tipo de terreno; possibilidade de divisão da área em várias subáreas; facilidade de operação e manutenção; possibilidade de fertirrigação e baixo custo de instalação (entre R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00) e manutenção, conforme as Figuras 2 e 3, de Drumond e Fernandes (2001).
Figura 2 – Aspersão em malha com aspersor pequeno
Figura 3 – Aspersão em malha com mini-canhão
É o equipamento mais utilizado na irrigação de pastagem, devido às facilidades de instalação, manejo e fertirrigação. Além disso, este sistema permitiu a automação de todo o processo. Tem custo de instalação de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00.
A divisão da área em piquetes tem sido realizada de formas diferentes. Algumas favorecem o manejo da pastagem e dos animais e outras favorecem o manejo da irrigação e da fertirrigação.
É realmente difícil encontrar uma maneira que favoreça as duas situações. A mais utilizada é a forma de “pizza” (Figura 6), pois dentre outras coisas, favorece em muito o processo de fertirrigação.
A área de lazer pode ser feita no centro ou na periferia do Pivô. Quando instalada no centro, têm-se observado problemas de compactação na região de estreitamento e formação de grande quantidade de lama na ocasião de uma chuva. A vantagem é a facilidade construção, manejo, distribuição de bebedouros e cochos de sal mineral, conforme Figuras 4 e 5 (DRUMOND; AGUIAR, 2005).
Figura 4 – Divisão em pizza, com área de lazer no centro do Pivô (Fonte Valley).
Figura 5 – Exemplo de pastagem irrigada com pivô central.
A técnica de irrigar pastagens possibilita uma melhoria na qualidade da forragem e um aumento significativo na produção de matéria seca por área, com consequente acréscimo na taxa de lotação (UA/ha), proporcionando a obtenção de índices satisfatórios de lucratividade, tornando a atividade altamente competitiva no agronegócio nacional.
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]]>O post Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dentro deste contexto, o controle de verminoses constitui uma prática importante, que tem como objetivo evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.
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Calcula-se que os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos estão por volta de 330 milhões de dólares/ano.
Além dos danos financeiros causados diretamente pelos parasitas, a utilização de antiparasitários é feita na maioria das vezes de maneira inadequada, aumentando ainda mais os prejuízos causados pelas verminoses.
No Brasil, os gastos com medicamentos antiparasitários no ano de 2000, foram de 223 milhões de dólares. Nem por isso o controle das verminoses é satisfatório. Segundo Bianchin (2000), as épocas de vermifugação são inadequadas, além disso, 80% das doses de anti-helmínticos são utilizadas erroneamente, no Brasil.
A partir destes fatos, se faz necessário a implantação de um programa de controle de verminoses eficaz e de baixo custo, que vise a eliminação dos agentes em épocas corretas, como uso racional de medicamentos antiparasitários.
O controle das verminoses pode ser baseado no ataque às formas de vida livre ou parasitária, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.
Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destacam-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.
A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias. Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.
Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.
No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses. Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:
Custo/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte : Embrapa Gado de Corte
Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.
Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes estão nas pastagens em épocas de chuva.
No entanto, durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens, e grande parte dos vermes está presente nos animais.
Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.
Com isso, a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.
Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários. Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.
O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.
A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.
No entanto, estudos vêm demonstrando que bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados. Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário ou médico veterinário, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.
Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.
No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.
Nos animais a partir da desmama até 24-30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal (Bianchin et al.,1996).
A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.
A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.
Categoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)
Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).
Por fim, o produtor deve ter em mente que o controle estratégico, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas.
Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações.
Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.
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]]>O post Cisticercose bovina: como evitar prejuízos com essa doença apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Como parte do agronegócio, a pecuária responde por 7% do PIB brasileiro. Dentro deste cenário, torna-se de suma importância o desenvolvimento de um programa de sanidade animal para o controle de enfermidades que causam perda de produção e produtividade à pecuária nacional, como é o caso da cisticercose.
O complexo teníase/cisticercose é uma zoonose determinada pela Taenia saginata e está relacionada com aspectos socioeconômicos e culturais. Apresenta distribuição cosmopolita e representa um grave problema de saúde pública, estando amplamente difundido na maioria dos países em que há criação bovina, principalmente naqueles em desenvolvimento.
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No Brasil, acredita-se que a prevalência da cisticercose bovina está entre 0,7 e 5,3%.
O ciclo da T. saginata depende de dois hospedeiros, um definitivo e um intermediário, e uma fase de vida livre. O hospedeiro definitivo dessa tênia é exclusivamente o homem e os hospedeiros intermediários, na maior parte das vezes, são os bovinos.
Há, portanto, três fases no ciclo de vida deste parasitas: adulto no hospedeiro definitivo, ovos no ambiente e cisticercos (fase larval) no hospedeiro intermediário.
A cisticercose é uma enfermidade parasitária, vulgarmente denominada cisto, que acomete os hospedeiros intermediários. A infecção se dá pela ingestão de ovos de Taenia sp. que podem estar junto ao pasto ou a água.
Esses ovos são originados do verme adulto que se encontra no hospedeiro definitivo. Dessa forma, para que alcancem o ambiente e contaminem seus hospedeiros intermediários são eliminados através das fezes humanas.
Esses ovos da T.saginata se transformam em larvas, o Cysticercus bovis, que se desenvolvem, de preferência, no tecido conjuntivo intermuscular, sendo os músculos de maior incidência o masseter, o lingual, o cardíaco, o esofágico e o diafragmático; e ocasionalmente no fígado, pulmão, olhos, cérebro, baço, rins e linfonodos.
Ciclo de vida da Taenia saginata / Fonte: Portal São Francisco
Apesar de os bovinos normalmente evitarem pastar ao redor de fezes, hábitos humanos de pouca higiene, como defecar diretamente no ambiente ou em sanitários sem as devidas fossas, muitas delas instaladas sobre córregos e rios, contribuem para o problema.
Além disso, a viabilidade dos ovos no meio ambiente permite que o animal se contamine sem que, necessariamente, ingira fezes. Alguns fatores auxiliam a dispersão dos ovos, tais como: a contaminação fecal do solo, o transporte através do vento, aves, anelídeos e artrópodes (moscas, besouros, traças, formigas, pulgas e ácaros).
O homem também pode desenvolver cisticercose quando ingere ovos da Taenia saginata. No entanto, o quadro mais comumente encontrado no homem é a teníase, que é a presença da forma adulta do parasita no intestino delgado.
Os ovos de Taenia podem permanecer viáveis na pastagem por períodos de 4 a 12 meses. Eles são resistentes ao tratamento convencional de esgotos, porém o tratamento convencional da água como floculação, sedimentação e filtração é suficiente para eliminá-los.
Para a utilização de fezes como fertilizantes, a maneira mais prática de inviabilizar os ovos de tênia seria pela elevação da temperatura através da compostagem aeróbica, uma vez que os ovos são sensíveis às altas temperaturas.
Como a cisticercose não dá qualquer sinal ou sintoma que necessite de tratamento medicamentoso, medidas preventivas ou profiláticas, o criador e o veterinário não detectam a doença durante a produção. Só vão dar conta da importância da enfermidade no momento do abate pelas perdas financeiras que ocasiona devido ao aproveitamento condicional e até condenação total de vísceras e carcaças.
As perdas econômicas com a cisticercose animal são da ordem de 10% a 15% do valor da produção. As carcaças ou órgãos parasitados com o Cysticercus bovis podem ter destinos variados, dependendo do grau de acometimento. Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento devem ser condenadas as carcaças com infestações intensas pelo Cysticercus bovis ou quando a carne é aquosa ou descorada.
De acordo com o Art. 185 do Decreto 9013/17, do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), os prejuízos dependerão do grau de infestação da carcaça.
O diagnóstico da cisticercose bovina é realizado durante a inspeção post mortem que ocorre durante o abate nos matadouros, e consiste basicamente na avaliação visual macroscópica de cisticercos em tecidos e órgãos da carcaça.
Em geral, na rotina de inspeção, a carcaça será considerada por infecção intensa se encontrados, pelo menos, oito cistos viáveis ou calcificados, ou dois ou mais cistos localizados, simultaneamente em pelo menos dois locais de eleição examinados na linha de inspeção, ou quatro ou mais cistos localizados no quarto dianteiro ou no quarto traseiro.
Coração, músculos da mastigação, língua, diafragma e seus pilares e massas musculares da carcaça são as principais áreas analisadas.
Para o aproveitamento condicional, considerando uma pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, pode-se utilizar o uso do calor quando encontrado mais de um cisto viável ou calcificado, ou tratamento pelo frio ou salga quando encontrado um cisto viável, ou até mesmo destinado ao consumo humano quando observado apenas um cisto já calcificado, em todos os casos, sempre após a remoção e condenação das áreas atingidas.
Para frigoríficos e criadores, em particular, e para a pecuária brasileira como um todo, a cisticercose causa prejuízos que vão além de perdas materiais devido ao aspecto moral da questão, pois põe em cheque a qualidade da carne, um dos itens mais importantes da pauta de exportação.
Não há nenhum teste ou reação sorológica confiável que identifique previamente e de maneira segura se os animais estão contaminados por cisticercose, dessa forma o seu diagnóstico baseia-se na visualização do cisticerco nos tecidos no momento do abate.
Alguns autores recomendam o tratamento de animais de áreas que sabidamente são acometidas pela patologia. Para isso, cita-se o uso de Mebendazol ou Praziquantel nas doses, respectivamente, de 25 a 50 mg/kg de peso e 50 a 100 mg/kg de peso. É importante observar o período de carência desses medicamentos para programar o abate.
Na rotina, os técnicos têm associado um endectocida (Ex: Albendazol) ao protocolo sanitário usado nos animais antes destes entrarem para o confinamento, 75 a 90 dias antes do abate. Administra-se por via oral 1 mL para cada 20 kg de peso vivo, essa ação tem diminuído a incidência de cisticercos nas carcaças bovinas.
A cisticercose é uma zoonose e o homem pode ser acometido de duas maneiras: pela ingestão da carne contaminada com cisticercos que vão se desenvolver para a fase adulta do verme (teníase); e pela ingestão direta de ovos (cisticercose humana).
O homem adquire a tênia ao ingerir carne contaminada crua ou mal cozida contendo cisticercos que são liberados durante a digestão da carne.
A tênia vive no intestino delgado do homem e, normalmente, o hospedeiro alberga apenas um parasita. Isso pode ser devido à imunidade desenvolvida pelo próprio hospedeiro, impedindo o desenvolvimento de outras tênias da mesma espécie.
Após 60 a 70 dias da ingestão dos cisticercos, já começam a serem eliminadas as primeiras proglotes. A teníase pode se apresentar de forma assintomática, porém alguns pacientes manifestam alterações no apetite (anorexia ou apetite exagerado), náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, emagrecimento, irritabilidade e fadiga.
Mas, a grande importância do complexo teníase-cisticercose para a saúde pública está no fato de que o homem, além de hospedeiro definitivo da tênia, pode se tornar hospedeiro intermediário e abrigar a fase larval. A enfermidade está ligada a hábitos alimentares, sendo mais frequente em pacientes com maior contato com o meio rural.
A infecção se dá através de água ou alimentos contaminados com fezes humanas contendo ovos das tênias. A contaminação do homem pode ocorrer ainda por autoinfecção, devido à falta de hábitos higiênicos ou por movimentos retrógrados do conteúdo intestinal (refluxo, vômitos).
A cisticercose humana gera grandes transtornos devido à localização do parasita em tecidos nobres, como os do globo ocular (oftalmocisticercose) e do sistema nervoso central (neurocisticercose), sendo que em outras localizações, como a subcutânea, a muscular e a visceral (forma disseminada), o cisticerco representa, de maneira geral, achado sem maiores implicações.
O parasita vive entre 18 meses e 2 anos e em 60 a 90% dos casos os cistos se localizam no sistema nervoso central. Essa enfermidade é considerada a mais grave das infecções parasitárias do sistema nervoso humano.
O tratamento da neurocisticercose pode ser simplesmente sintomático, ou antiparasitário, ou ainda cirúrgico, dependendo do número, tamanho, localização e grau de atividade dos cistos.
Interromper o ciclo evolutivo do parasita deve ser a estratégia fundamental, a fim de evitar a infecção nos animais e nos homens.
Podem ser citadas como recomendações:
Agora que você já sabe que a cisticercose é um problema de saúde pública e limitador de faturamento, saiba quais as medidas adequadas para evitar que essa doença cause ainda mais prejuízos aos seus negócios.
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]]>A forrageira pode ser cultivada em solos arenosos, mistos e argilosos, devidamente corrigidos e adubados, não suportando apenas terrenos encharcados e ambientes sombreados.
Por não produzir sementes viáveis, o tifton é cultivado por meio de estruturas vegetativas, os estolões. As maneiras mais comuns de implantação da gramínea são em sulcos, em covas ou a lanço.
Recomenda-se realizar o plantio durante o período das águas (outubro a janeiro). O plantio em outras épocas é recomendado apenas em áreas irrigadas, em virtude das mudas serem muito sensíveis à falta de água e desidratarem facilmente.
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Acompanhe abaixo as etapas que englobam o plantio do tifton:
1. Escolha da área para cultivo
2. Análise química do solo
3. Correção do solo: se necessário, efetue as correções do solo – calagem, gessagem, potassagem, fosfatagem, além da adubação com outros macro e micronutrientes.
4. Preparação do solo para plantio: subsolagem, aração e gradagem. Essas operações servem para descompactar, destorroar e nivelar a área, melhorando assim as condições físicas do solo. Além disso, servem para diminuir a presença de plantas invasoras no momento da implantação da cultura.
5. Abertura dos sulcos de plantio: os sulcos de plantio podem ser abertos com o auxilio de uma enxada (pequenas áreas) ou com trator e um equipamento apropriado para abertura de sulcos. Recomenda-se que os sulcos fiquem espaçados de 0,5 a 1,0 metros, com profundidade de 10 a 15 cm.
6. Corte das mudas: as mudas de tifton, ou estolões, podem ser cortadas manualmente com uma enxada, ou com um equipamento acoplado ao trator (ceifadeira). Sempre que possível, deve-se cortar as mudas no dia do plantio. Se for necessário armazená-las, elas devem ficar sob a sombra e serem molhadas diariamente.
As mudas destinadas à formação de pastagens devem estar maduras e vigorosas, com cerca de 100 dias de idade, originadas de áreas livres de pragas, doenças e ervas.
Uma boa muda de tifton deve possuir raízes, colmos/estolões vigorosos e uma grande quantidade de gemas (Seghese, 2009). Mudas jovens, pequenas e tenras não devem ser utilizadas porque desidratam facilmente no sulco de plantio. (Moreira, 2003).
7. Distribuição das mudas: as mudas devem ser distribuídas de maneira uniforme na área de plantio. De acordo com Seghese (2009), são necessários de 4 a 5 t/ha, 3 t/ha e 2,5 t/ha de mudas, para o plantio a lanço, em covas e sulcos, respectivamente.
8. Cobertura das mudas: deve-se enterrar cerca de dois terços da muda (enterrio parcial), deixando o terço apical sem cobrir. Esta etapa pode ser realizada manualmente com o auxílio de uma enxada ou com uma grade niveladora semiaberta. As folhas e colmos que ficam para fora do solo são capazes de realizar uma pequena taxa de fotossíntese, ajudando no desenvolvimento das gemas que darão origem às novas raízes.
9. Compactação leve do solo: Esta etapa pode ser realizada com um rolo compactador ou pelo pisoteio (quando o plantio for realizado em uma área pequena), sendo importante para aumentar o contato da muda, mais especificamente das gemas que irão originar as raízes, com solo.
Quando em condições adequadas de umidade e temperatura, após cerca de 90 a 120 dias, a pastagem deve estar cobrindo cerca de 70% da área.
Neste momento, deve-se fazer o primeiro pastejo da área, passando com animais leves (ex: bezerras, novilhas), deixando que eles consumam cerca de 30% da forrageira disponível. Esta operação é importante para estimular a brotação e enraizamento do tifton.
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