O post Importância da suplementação mineral para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.
Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.
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Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.
Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.
Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica.
O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.
Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.
Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.
Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.
O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.
O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.
Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.
Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.
Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.
Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.
O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.
Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.
Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.
São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.
Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.
Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.
Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.
É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.
Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.
Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.
O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.
O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.
São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.
O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução
O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.
A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.
Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.
Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.
Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.
Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.
Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.
Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.
O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:
A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.
Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.
A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.
Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.
Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
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]]>O post Pastagens degradadas: identificação e como recuperar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O uso constante do pasto, como qualquer recurso finito, gera a degradação. Estima-se que aproximadamente 20% das pastagens mundiais (plantadas e naturais) estejam degradadas ou em processo de degradação.
Esse processo ocorre principalmente pelo manejo inadequado da mesma, ações como: escolha equivocada da espécie forrageira, ausência de adubações periódicas e desrespeito a taxa de lotação, são alguns exemplos de catalisadores do esgotamento do pasto.
Nesse artigo você irá descobrir as principais características de uma pastagem degradada e também aprenderá o passo a passo para recuperação da mesma.
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A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade.
A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.
O processo de degradação se divide em duas causas principais: degradação agrícola e degradação biológica.
Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.
Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.
Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.
A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os quatros níveis de degradação:

Fonte: EMBRAPA.
Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação (reforma), do pasto.
A recuperação das pastagens, quando possível, é uma prática viável tecnicamente e economicamente, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.
Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.
As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em corrigir as deficiências do solo. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:
O primeiro passo para a recuperação do pasto, é identificar e calcular as áreas a serem recuperadas. Além da identificação visual do grau de degradação, é essencial realizar a demarcação e o cálculo da área, aplicativos como o Google Earth podem auxiliar nesse processo.
A recuperação do pasto possui como base a coleta de amostra de solo para análise, é só a partir dessa etapa que podemos entender as reais necessidades químicas daquela terra.
Fazer a análise de solo é sinônimo de economia! Para realizar a coleta, confira as seguintes dicas:
A análise física do solo ou análise granulométrica, determina a porcentagem de argila, silte e areia. Além disso, é essa análise que determina a textura do solo, um dos parâmetros essenciais para a caracterização. Dessa forma, a partir dessa análise é possível interpretar adequadamente os teores de nutrientes encontrados naquele solo.
Já a análise química do solo aborda a quantidade de nutrientes já presentes naquela terra, a partir dela é possível calcular quanto de nutrientes será necessário para suprir a demanda. No que diz respeito ao pasto, as demandas mais comuns são: calagem, gessagem e adubação.
A correção do solo possui como objetivo adequar a acidez do solo, para isso utiliza-se a técnica de calagem. Nessa etapa, é realizada a aplicação do calcário na superfície do solo sem utilizar grades, arados, etc, para sua incorporação.
O uso de calcário na superfície irá promover uma maior integridade do sistema radicular da forrageira já degradada, além disso esse mineral melhora as propriedades físicas do solo e aumenta a atividade microbiana e a eficiência dos fertilizantes. Atenção: para uma melhor reação com os ácidos do solo, é importante aplicar o mineral em solo úmido.
A próxima recomendação a ser seguida é a gessagem. O gesso agrícola é um condicionador do solo, com ele é possível elevar o percentual de de cálcio sem elevar o pH da terra, outra vantagem desse insumo é o aumento do volume de solo explorado pelas raízes da forrageiras, dessa forma as raízes se tornam mais profundas permitindo que as plantas superem o veranico.
O gesso agrícola deve ser aplicado em lanço, após a calagem, sem necessidade de incorporação.
As recomendações de calagem e gessagem sempre devem ser feitas por um profissional aparado pela análise de solo.
Outra etapa essencial no processo de recuperação das pastagens, é a realização da fertilização corretiva. Essa etapa deve ser feita após, pelo menos, 90 dias da execução da calagem.
A adubação fosfatada (reposição de fósforo) é a mais importante para garantir o sucesso da recuperação da pastagem, esse nutriente não está disponível para as plantas em solos ácidos (por isso é importante realizar a calagem). A adubação corretiva de fósforo (fosfatagem) pode ser realizada a lanço e em cobertura, e deve ser definida com base no teor de argila do solo.
Outra fertilização a ser realizada é a potassagem (reposição de potássio), a correção pode ser feita com a aplicação do cloreto de potássio na pastagem, que é a principal fonte do insumo na agricultura. O potássio é importante para o processo de fotossíntese da forragem, sendo essencial para o balanço hídrico e para o crescimento da pastagem.
Por fim, mas não menos importante, é imprescindível realizar a adubação de manutenção. Essa técnica pode ser feita por cobertura, logo após a saída dos animais do piquete.
A garantia de uma boa produção de pastagens vai além da manutenção periódica, é importante manter um equilíbrio no sistema solo, planta e animal.
Escolha sempre a forrageira adequada para o seu sistema produtivo e realize com antecedência o planejamento forrageiro, lembre-se: quanto maior for a qualidade do pasto maior será a produtividade na sua fazenda.
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]]>Para explicarmos mais sobre esse assunto, antes precisamos entender mais sobre interceptação luminosa.
Pode ser explicado pelo acúmulo total de forragem atingido em uma taxa máxima constante enquanto existir área foliar suficiente para interceptar quase toda a luz incidente
Ou seja, é o exato momento onde a planta apresenta 95% de área FOLIAR capaz de captar a luz!
Então, como a forrageira se comporta quando é pastejada ou após começar a rebrotar no início do período das águas?
O Professor e Consultor Bruno Gottardi, responde essa e outras perguntas além de explicar mais sobre a interceptação luminosa e a importância do manejo correto de pasto neste vídeo especial do nosso quadro “ Por Dentro do Ensino”.
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A forrageira preferencialmente vai produzir folha, porque é o mecanismo que ela possui para captar a luz solar, consequentemente assimilar energia e carboidrato e se manter uma planta produtiva.
Após ser submetida ao pastejo ou corte no momento que os animais saem do piquete, inicia-se a produção de folha, até um determinado ponto onde cessa o aumento do índice de área foliar, pois a luz solar não consegue mais penetrar o dossel e atingir a base dessa planta.
Consequentemente, o caule da forrageira começa a alongar para tentar colocar essas novas folhas acima do dossel e captar mais luz, a partir do momento em que essa luz solar não chega na base da planta ocorre a senescência das folhas, ou seja, a morte.
Pensando na forrageira não há benefício nenhum em atingir esse ponto, pois não há acúmulo de folhas e morte desse material.
É necessário o estresse do pastejo para abrir espaço e aumentar a entrada de luz solar na base da planta e dessa forma iniciar o estímulo para o aparecimento de novos perfilhos basais que são importantes para a produção eficiente dessa forragem.
O Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, traz os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você conseguir aplicar tudo na sua fazenda!
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]]>De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a pasto.
As características descritas acima, representam um potencial em se produzir pastos de qualidade. Por consequência, permitem que se produza arrobas a baixo custo. Contudo, somente o potencial produtivo não se faz suficiente para que a produção atinja níveis satisfatórios. Também é necessário que transformemos esse potencial em real produção de carne.
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É importante que otimizemos todas essas “vantagens naturais” com objetivo de melhorar e maximizar a produção animal.
Existem várias estratégias e ferramentas que nos permitem aumentar a produção de arrobas em dado hectare. Seguem alguns exemplos de poderosas ferramentas que auxiliam na busca por melhores desempenhos dos animais e áreas:
Entretanto, há dois fatores, de certa forma abrangentes, que são indispensáveis na busca pelo aumento da eficiência produtiva de animais criados a pasto: manejo da pastagem e o manejo do pastejo.
Exatamente o conjunto de ações que realizamos envolvendo os componentes solo-planta-animal serão denominados manejo da pastagem. Já a condução que proporcionamos aos animais para colheita da forragem produzida é o manejo do pastejo.
Somente adequando e aumentando ao máximo a eficiência no manejo da pastagem e do pastejo vamos conseguir, de fato, transformar todo nosso potencial produtivo em maiores produções de arrobas.
Dentre essas ações e ferramentas que utilizamos no manejo da pastagem, uma estrutura chama muita atenção por sua importância e também por ser, em muitos casos, negligenciada, a cerca. Isso mesmo, para se ter um pastejo adequado, é fundamental que tenhamos em nossa propriedade uma boa e eficiente estrutura de cerca.
A cerca na pecuária vem sendo utilizada e evoluindo ao longo dos últimos anos. Desde a época onde as cercas eram confeccionadas de pedra e valas até os dias de hoje, onde encontramos modernos sistemas automatizados de cerca e até mesmo cercas de campo magnético.
Além de proteger contra a fuga dos animais de uma propriedade, existe uma série de vantagens em se ter uma boa cerca. Veja algumas delas:
Alguns exemplos são:
Existem, como citado acima, alguns tipos de cerca que podem auxiliar o produtor em diferentes finalidades. Cerca de arame farpado, cerca com arame liso “paraguaia”, cerca elétrica são os principais tipo de cercas encontrados em sistemas de pecuária de corte no Brasil.
Cada uma delas tem sua particularidade, seus benefícios e suas deficiências. Para conseguirmos alcançar o objetivo tratado nesse texto como principal, da cerca, devemos conhecer as características de cada um desses tipos e estabelecer qual será a melhor opção para nosso sistema.
A cerca de arame farpado, talvez seja ainda a cerca mais utilizada por pecuaristas no Brasil e no mundo. Sua utilização se destaca em terrenos onde a topografia é mais acentuada, por exemplo:
Pela menor elasticidade do arame farpado, esse tipo de cerca necessita de um menor espaçamento entre os postes de madeira.
No geral, o espaçamento não deve ser muito maior do que 3 a 5 metros entre os postes, exigindo ainda maior número de fios na cerca. As duas últimas características citadas, imprime na cerca de arame farpado, um maior custo de instalação quando comparamos com os outros dois tipos de cerca citados anteriormente.
Entretanto, pela menor necessidade de esticadores e pela praticidade na instalação, a mão de obra para se utilizar na instalação e manutenção desse tipo de cerca é fácil de se encontrar.
A cerca de arame liso, ao contrário da cerca de arame farpado tem maior elasticidade. Isso permite que o espaçamento entre os postes de suporte seja maior, mesmo necessitando de esticadores com menor intervalo.
No geral, cercas de arame liso permitem distância, não maiores do que 8m entre os postes. Justamente pela necessidade dos esticadores, a mão de obra para instalação e manutenção desse tipo de cerca requer um pouco mais de experiência.
A cerca de arame liso é recomendada, normalmente, para regiões mais planas e sem muita mudança de direção. Assim como na cerca de arame farpado o número de fios recomendado para uma boa cerca de arame liso são 5 fios.
Uma grande problemática, quando pensamos em cercas de arame farpado ou arame liso, principalmente em se tratando de divisões internas das propriedades, é o fato desses modelos de cercas serem fixas, ou seja, não há a possibilidade de movimentação ou mudança do local da cerca, sem que haja um grande desprendimento de tempo e recursos financeiros.
A cerca elétrica é uma alternativa que se opõe as cercas convencionais de arame farpado ou liso, por poderem ser móveis e de grande praticidade, podendo ser utilizada para conduzir o pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.
Ao contrário do que se parece, a técnica não necessariamente precisa estar próximo a fontes de energia tradicionais, existem modernos eletrificadores que são alimentados por painéis solares.
Esta pode ser até 4 vezes mais barata do que as cercas convencionais, entretanto, exige uma mão de obra qualificada e um projeto bem elaborado. Os aparelhos utilizados na cerca elétrica devem, necessariamente, serem de boa qualidade, para garantir o choque no fio. Esse fio não é muito esticado para melhor eficiência.
Avaliando essas características, percebemos que não existe um modelo de cerca ideal, e que cada sistema deve entender suas peculiaridades e alternativas, para então escolher o melhor tipo a ser utilizado.
Existe ainda a possibilidade de se utilizar outros tipos de maneira consorciada, por exemplo o entorno de um módulo de pastejo feito com um modelo de arame liso e suas divisórias realizada de maneira móvel com a elétrica. Conte para nós, qual melhor se adéqua ao seu sistema?
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]]>Nesse e-book você verá as principais técnicas de manejo e como colocá-las em prática, conforme a sua realidade. Antes de optar por adotar qualquer prática de manejo, no que diz respeito à condução de pastagens, deve-se estar atento às necessidades fisiológicas das gramíneas tropicais.
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