O post Período de transição seca-águas: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um ganho médio diário (GMD) satisfatório.
Quando avaliamos uma propriedade de produção a pasto na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Em épocas de maior pluviometria obtém-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuta, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.
Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.

Foto: Pedro Amorim, consultor técnico do Rehagro.
Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção forrageira é limitada.
Entretanto, existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.
A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma estratégia de suplementação para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.

Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro.
Esse período conhecido com outono ou período de transição, reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens. A produtividade dos pastos diminui, a folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.
De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.
Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.
O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.

Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro.
A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.
Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por Kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por Kg de peso vivo).
Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados à pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.
Já animais suplementados com suplemento proteico energético apresentam desempenho 80% maiores do que animais também suplementados com suplemento mineral, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.
Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.
Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.
Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses.
Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na terminação a pasto, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.
A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por Kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.

Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro.
Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.
Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.
É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.
A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

O post Período de transição seca-águas: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Presente em diversos sumários e avaliações genéticas existentes no Brasil, a habilidade materna é uma das características mais valorizadas. Essa qualidade pode ser medida pelas DEPs (Diferença Esperada de Progênie) maternais e possibilita a escolha de reprodutores capazes de produzir filhas com aptidão para desmamar bezerros mais pesados.
A habilidade materna, portanto, corresponde a todos os aspectos da relação mãe-cria, englobando desde a facilidade ao parto, produção de leite e amamentação, até comportamentos como acolhida e proteção da cria. Essa qualidade contribui diretamente para a desmama de bezerros sadios, pesados e com bom desenvolvimento muscular.
A habilidade materna é medida por meio do peso do bezerro em quilos, aos 120 dias de vida. Dessa forma, quanto maior a habilidade materna, maior será o peso do bezerro aos quatro meses.
A habilidade materna possui influência direta sobre todo o sistema produtivo. Dentre sua importância, podemos destacar o ganho de peso nos primeiros meses de vida, gerando bezerros mais pesados a desmama.
Há também uma menor dependência de ração nesse período, afinal, quando existem vacas que produzem uma quantidade adequada de leite para os animais, o aporte de suplementação é menor pois a demanda nutricional é suprida majoritariamente pelo leite.
Outro ponto importante a ser considerado, é que ao se utilizar touros que produzem boas filhas, há um maior ganho em fêmeas de reposição que são destaque dentro da fazenda, aumentando assim o ganho genético do rebanho.
A elevação do ganho genético a partir da habilidade materna cria uma base sólida no rebanho que, quando consolidada, permite o investimento do produtor em outras diretrizes, como o acabamento de carcaça, por exemplo.
A seleção para habilidade exige alguns cuidados. Deve-se respeitar um equilíbrio, visto que em alguns casos o desbalanço traz malefícios.
A seleção exacerbada para essa característica traz mudanças anatômicas para o sistema mamário da vaca e a predisposição a danos, pois quando se seleciona muito para produção de leite, há o maior desenvolvimento do úbere e aumento dos tetos, aumentando a exposição a danos.
Essa maior seleção para habilidade materna, além disso, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de patologias mamárias como a mastite. Outro ponto importante é a elevação das exigências nutricionais e dos custos para manutenção das fêmeas.
Todos esses fatores somados podem contribuir para redução da fertilidade dos animais, prejudicando todo o sistema produtivo.
A habilidade materna é de extrema importância para pecuária de corte, contribuindo para todo o sistema produtivo.
Contudo, é fundamental manter o equilíbrio para seleção dessa característica, cabendo aos produtores e ao técnicos o bom senso de adequar essa característica a cada particularidade dos sistema produtivos.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

O post Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post 5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>De maneira mais localizada ou regional, esses fatores influenciadores se destacam desde o início das atividades comerciais e com o passar dos anos e o avanço do fenômeno da globalização, a magnitude desses fatores aumentou em proporção e abrangência.
Um fator muito significativo que interfere diretamente na dinâmica do mercado, ficou conhecido como “lei da oferta e da demanda”, onde o preço dos produtos varia de acordo com a quantidade da procura por determinado produto versus a disponibilidade desse mesmo produto no mercado.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Ao analisarmos o agronegócio, em específico o cenário da cadeia produtiva de carne, esses dois fatores, globalização e lei da oferta e demanda, nos mostra uma tendência importante e significativa.
Durante as duas últimas décadas alguns mercados antes restritos, abriram suas economias gerando um aumento significativo na demanda por produtos ligados ao agro.
Em suma, o cenário interno e global demanda por mais produtos e de melhor qualidade, o que leva à uma necessidade de aumento imediato da produção. Existe a demanda por carne, e precisamos aumentar nossa produção.
Tendo em vista esse cenário macro destacado acima, concluímos então que por diversos fatores, existe uma necessidade de se aumentar e principalmente intensificar a produção de carne no Brasil.
Mesmo com a grande disponibilidade territorial, única no mundo, a cadeia produtiva da carne precisa aprimorar suas técnicas de produção para que em um mesmo espaço de terra seja possível produzir uma maior quantidade de carne.
Apesar de já encontrarmos sistemas de produção altamente intensivos onde todas as fases de produção, cria, recria e engorda, são feitas em sistemas de confinamento dos animais, a grande maioria da carne produzida no país é ainda oriunda de sistemas de criação a pasto. O pasto, quando bem trabalhado, permite ao pecuarista explorar a produção de arroba de maneira mais rentável.
Geralmente a arroba mais barata produzida é a produzida à pasto, ressaltando a necessidade de ser bem trabalhada. Em diversas ocasiões é possível encontrar sistemas de produção totalmente a pasto, onde o valor final da arroba é extremamente oneroso, principalmente pela ineficiência e deficiência nas etapas do processo de produção.
Para se ter eficiência, rentabilidade, e retorno com a atividade pecuária de animais criados à pastos, inevitavelmente então, devemos aumentar a competitividade de nossa atividade e a maneira mais segura de alcançarmos isso é justamente intensificando nossa produção.
Levando em consideração apenas criações a pasto, temos então algumas diretrizes para seguir, onde alcançamos então maiores níveis de intensificação e possivelmente com isso, melhores índices de rentabilidade e lucratividade.
Basicamente em um sistema intensificado o que se alcança é uma maior produtividade, ou seja, uma maior produção de carne em um mesmo espaço físico.
Teoricamente temos então um problema de fácil resolução. Aumentamos a quantidade de animais em determinada área, chegando assim a uma maior produtividade. A prática e a dinâmica do negócio, porém, não são tão simples assim. Para se alcançar esses objetivos, uma série de fatores e práticas devem ser levadas em consideração.
Para aumentarmos a quantidade de animais em uma mesma área tendo em vista o aumento da taxa de lotação em cada fase do sistema cria, recria ou engorda, a métrica é semelhante. Aumentamos a quantidade de pastagem de determinada área e teremos então a possibilidade de aumentarmos a carga animal daquela área.
É bem verdade que o aumento da taxa de lotação é tido como o principal ou um dos principais fatores responsáveis pelo aumento dos níveis de intensificação de uma propriedade de criação a pasto, entretanto, para cada uma dessas fases temos uma série de outros fatores que colaboram e podem levar ao aumento da produção de carne em um mesmo espaço ou em uma mesma área.
A partir de agora, vamos citar e discutir alguns dos principais fatores associados ao aumento da produtividade em cada uma das fases de produção.
De maneira geral, a fase de cria, dentro de um sistema de produção de carne é a fase responsável por fornecer a “matéria prima” de toda a cadeia produtiva.
É na fase de cria que se produz o bezerro que será fornecido à recriadores e, futuramente, entrarão na fase de engorda. Como produto da fase de cria então, temos o bezerro.
Para isso, a fase de cria é composta basicamente, além do bezerro, pelo conjunto de matrizes responsáveis por gestar e amamentar esses bezerros e touros que serão responsáveis pela cobrição dessas matrizes.
Importante salientar que esse último citado, o touro, pode ser substituído por uma importante tecnologia disponível no sistema: a IATF, que vamos citar dentro do tópico de reprodução.
Seguindo a lógica anteriormente citada, a intensificação nessa fase então proporciona, basicamente, uma maior quantidade de arrobas produzidas de bezerros em um determinado espaço e tempo, um ano, por exemplo.
Sendo assim vamos discutir nesse tópico algumas importantes alternativas e ferramentas que podem ser utilizadas para alcançar esse esperado aumento de produção em bezerros.
O primeiro ponto a se destacar é um fator comum a todas as fases do processo de produção:
Quando trabalhamos o aumento da taxa de lotação de maneira eficiente, podemos em uma mesma área aumentar a quantidade de matrizes naquela pastagem.
Esse fator por si só implica em uma maior produção de bezerros por hectare, o que levaria ao aumento final da quantidade de arroba de bezerros produzido em um hectare durante o ano. Alguns estudos mostram que o aumento da taxa de lotação em um sistema de cria pode levar a um aumento em até 300% nas taxas de lucratividade dessa fase.
Para aumentar a taxa de lotação no sistema de produção à pasto, alguns fatores devem ser avaliados e levados em consideração. Muito porque, além da melhoria na oferta e qualidade dos pastos, outros fatores estão associados e relacionados ao aumento da taxa de lotação, como por exemplo a suplementação.
Nesse momento vamos avaliar e comentar apenas os fatores inerentes ao pasto e ao manejo das pastagens e, posteriormente, citaremos esses outros fatores dentro dos próximos tópicos.
O aumento da capacidade de uma determinada área suportar uma carga animal maior, passa inicialmente e principalmente pela melhoria da qualidade e pelo aumento da oferta de pasto aos animais que ali estão pastejando.
Antes de se tratar da melhoria de uma pastagem já estabelecida, é importante ressaltar que ao longo dos anos de utilização incorreta de uma pastagem esta, pode por diversos fatores, entrar em um estado de degradação.
Estima-se que cerca de 80% das pastagens brasileiras se encontram em algum estado de degradação e pastagens degradadas representam menor capacidade produtiva, que se tardiamente observada, pode levar até a perda total do potencial produtivo de uma área originalmente empastada, sendo necessário a implantação de uma nova pastagem no determinado local.
O processo de implantação de uma nova pastagem requer várias frentes de análise e cuidados, a que se estende desde o momento da escolha da forrageira a ser utilizada até o manejo dos animais.
O momento da escolha da forrageira é fundamental para o bom desenvolvimento das pastagens e nele devem ser levados em consideração diversos fatores, entre eles:
Após uma escolha criteriosa e assertiva da forrageira a ser utilizada, o processo de implantação dessa forrageira também deve seguir um criterioso processo, para então termos um pasto com qualidade e quantidade de forragem suficientes para o bom desempenho dos animais.
Considerando então um pasto bem formado, com solo corrigido e adubado dentro de suas necessidades e exigências, onde a forrageira escolhida possa expressar o seu máximo potencial, temos que estar atentos ao manejo e a manutenção dessas pastagens.
A manutenção é fundamental para a continuidade de sua alta produtividade e será necessário de tempos em tempos, respeitando sempre a singularidade de cada sistema, processo de adubação e correção dessa área.
O melhor fator, provavelmente, o mais importante para se manter uma pastagem expressando suas melhores produções, é o manejo correto.
Quando manejamos de maneira adequada respeitando sempre as alturas de entrada e saída de cada pastagem, evitamos o processo de degradação dos pastos, minimizando o aparecimento de plantas invasoras, baixa produtividade, poder de rebrota, entre outros. O manejo correto da forrageira permite que ela tenha uma importante força de rebrota, sempre vigorosa, não permitindo o desenvolvimento de outras plantas no local.
Existem alguns métodos de pastoreios diferentes, entre eles podemos destacar o método rotacionado com carga variável, onde um lote de animais pasteja determinada área dividida em piquetes. Esse método rotacionado em piquetes de tamanhos adequados à carga animal, permite que se aumente a quantidade de animais utilizando uma mesma área, aumentando assim as taxas de lotação.
Se considerarmos como exemplo um aumento muito plausível de 20% de matrizes em um pasto vigoroso, sendo manejado de maneira adequada, teremos por consequência, sem aumentar a área destinada para a produção, um aumento de até 20% na produção do produto bezerro ao final de um ciclo de produção.
Sistemas de cria a pasto por muito tempo foram tidos como uma atividade de baixa rentabilidade por pecuaristas. Entretanto percebeu-se que uma fase de cria bem feita e explorada de maneira adequada, aparando as arestas em suas deficiências aproveitando de maneira mais eficiente seu potencial, pode representar para o sistema como um todo um alto ganho de potencial, bem como apresentar ótimos retornos econômicos para os criadores.
A nutrição de fêmeas para a produção de bezerro deixou de ser negligenciada ao se perceber os saltos nos ganhos de produtividade. Quando se aprimora a nutrição dos animais nessa fase, a suplementação das matrizes e dos bezerros não somente melhora os desempenhos reprodutivos e de ganho de peso, respectivamente, como influencia no desempenho das crias durante toda a vida dos animais.
Muitos estudos estão sendo realizados e mostrando que vacas com bom aporte nutricional, principalmente durante o terço médio de gestação (fase onde ocorre a multiplicação de células musculares no feto, chamada “hiperplasia”) dão origem a bezerros com melhores desempenhos não somente até a desmama mas também durante o período de recria e engorda dos animais.
O primeiro ponto a se destacar na nutrição em uma propriedade de cria é referente a nutrição das matrizes. Vacas criadas a pasto sofrem com a sazonalidade na produção forrageira, ou seja, durante o verão, período chuvoso onde as condições de precipitação de chuva, temperatura e incidência luminosa são ideias para o desenvolvimento forrageiro, obtém-se pastagens de melhor qualidade.
Já no inverno ou período seco do ano onde ocorre a diminuição das chuvas, dos dias e também da temperatura, os pastos na grande maioria das propriedades brasileiras sofrem uma piora significativa nos níveis nutricionais de suas pastagens, principalmente a diminuição dos níveis de proteína.
Por esses fatores citados, entende-se como necessário um programa de suplementação das fêmeas, específico para cada uma dessas estações do ano. Durante o período com maior qualidade e quantidade de oferta de forragem, em várias situações, a suplementação mineral apenas, é suficiente para a manutenção do escore de condição corporal dessas matrizes.
Mesmo no verão, porém, em algumas situações principalmente buscando o aumento da taxa de lotação, se lança mão da utilização de um fornecimento de suplementação energética desses animais, proporcionando assim uma melhor desempenho e um alto aproveitamento das pastagens.
Ao contrário do período das águas onde temos pastagens de alta qualidade, durante o período de estiagem precisamos auxiliar essas vacas com um suplemento mais específico, contendo principalmente níveis mínimos de proteína, aumentando assim a capacidade de aproveitamento da forragem nessa época do ano.
Dois aspectos devem ser ressaltados quando falamos sobre programas de suplementação para vacas. O primeiro deles, comum a programas de suplementação em outras categorias de animais, é a necessidade de boas pastagens.
A suplementação das fêmeas se dá como um suporte à dieta principal desses animais: O pasto. Sendo assim, quando falamos em suplementar, mesmo que apenas com mineral sem adição de fontes de nitrogênio não proteico, subentende-se como pré-requisito uma pastagem de qualidade e com quantidade.
O segundo fator importante a ser ressaltado é referente ao objetivo de um programa de suplementação de vacas. A manutenção de um bom escore de condição corporal é suficiente para que essas matrizes tenham bons desempenhos reprodutivos e sejam capazes de gestar e amamentar suas crias. Nesse caso em específico, o objetivo não é a engorda ou o ganho de peso excessivo dessas fêmeas.
Outra categoria de destaque dentro da fase de cria, onde a nutrição requer alguns cuidados, é o próprio bezerro. Basicamente e imediatamente após o parto, o único alimento demandado pelos bezerros é o leite materno.
Chamamos atenção para esse período para um fato extremamente importante, a colostragem. Uma boa colostragem nas primeiras horas de vida, permite um desenvolvimento em termos de saúde imunológica dos animais, por outro lado, falhas na colostragem podem causar diversos problemas, inclusive a morte.
Com o passar dos dias após o nascimento em um processo tanto social de imitar a mãe quanto natural do desenvolvimento, o bezerro passa a ingerir as primeiras quantidades de pasto, ainda como pré ruminante, pois nessa fase da vida o principal alimento dessas crias é ainda o leite.
A principal ferramenta nutricional, considerando uma mãe bem nutrida produzindo leite com qualidade e em quantidade suficiente para o bezerro, nessa fase da vida, é a suplementação.
O Creep-feeding torna-se então uma importante alternativa. Trata-se da utilização de um cocho privativo aos bezerros, onde as matrizes não têm acesso. Um cercado com dimensões específicas permite o acesso somente dos bezerros ao cocho.
Essa ferramenta ajuda para que os animais antes da desmama tenham acesso a um suplemento balanceado e ajustado às suas necessidades. Importante destacar que a conversão alimentar nessa fase da vida é altíssima, e a resposta dos bezerros ao suplemento é igualmente alta.
Em tempos de bons preços de venda dos bezerros, sem dúvidas programas de suplementação dessa categoria se tornam extremamente atrativos. A utilização do creep-feeding permite a desmama de bezerros mais pesados, comparando com bezerros não suplementados.
Outro fator importante sobre a suplementação de bezerros é referente ao desempenho futuro desses animais. Animais suplementados no período de aleitamento, dão origem a animais com melhores desempenhos durante a fase de recria e engorda, desde que nessas fases o produtor mantenha os níveis satisfatórios e ajustados no quesito nutricional.
Um adendo importante sobre a suplementação de bezerros deve ser ressaltado, principalmente em relação aos produtores de ciclo completo. Quando suplementamos um bezerro, espera-se que durante as próximas fases da vida desse animal, mantenha-se bons níveis de suplementação e cuidados com a nutrição.
Muito comum bezerros suplementados quando entram na fase de recria extensiva sem suplemento ou em pastagens de baixa qualidade, desempenharem aquém do seu potencial. Sendo assim, programas de suplementação de bezerros devem ser seguidos por boas práticas de suplementação durante a cria e também durante a engorda.
Por fim, de menor destaque, propriedades que utilizam de touros para monta natural, devem estar atentas ao escore de condição corporal desses animais. Manter um touro com bom escore durante o ano, permite que esse animal desempenhe com qualidade durante o período da estação de monta, onde eles serão mais exigidos.
A estação de monta é um período do ano onde as matrizes de uma propriedade são desafiadas à reprodução. O processo de inseminação das fêmeas pode acontecer tanto por monta natural, onde os touros são utilizados na vacada, quanto por inseminação artificial. Às vezes até pelos dois, sendo comum vacas serem inseminadas uma ou mais vezes, fazendo depois um repasse com os touros.
Existem vários motivos que justificam a utilização da estação de monta. Hoje um sistema intensivo de cria a pasto inevitavelmente terá que estabelecer, de acordo com suas particularidades, uma estação de monta.
Dentre os diversos motivos para a utilização de monta, um se destaca. Já citado anteriormente, a sazonalidade de produção forrageira é um importante motivador para a implantação de uma estação de monta. É sabido que no decorrer de um ano existem várias estações que refletem em características climáticas diferentes e cada uma dessas características causa, por consequência, o aumento ou a diminuição da oferta de forragem nos pastos.
O objetivo principal para a implantação de uma estação de monta é então, ajustar o período reprodutivo das fêmeas precisamente no período do ano onde obtém-se a maior disponibilidade de forragem. Para uma boa resposta reprodutiva e para emprenhar e gerar um bezerro saudável, a fêmea aumenta sua demanda por forragem.
A estação, então, sincroniza esse aumento da necessidade com o momento onde há maior oferta nos pastos. Além de atender a demanda da vacada, a estação de monta por consequência apresenta uma série de outros benefícios, inclusive para os bezerros.
Cada propriedade deve adequar sua estação de monta de acordo com as características da região onde ela se encontra. Uma propriedade onde o início das chuvas ocorre primeiro, pode antecipar sua estação. Em contrapartida, nas regiões onde a chuva demora um pouco mais para começar, a estação pode ser retardada em alguns dias ou até meses.
Outro fator que pode variar entre propriedades é o período de duração de uma estação de monta. Uma referência importante para esse período é uma estação de 90 dias ou três meses.
Nesse modelo é possível que todas as matrizes sejam inseminadas uma ou mais vezes e o mais importante, permite que toda vaca produza ao menos um bezerro por ano, que é o grande objetivo de um sistema de cria.
Em algumas situações específicas no entanto, relacionadas principalmente ao quesito clima, algumas propriedades realizam a estação por um período de tempo maior. É importante salientar que quanto menor o tempo da estação, maior a capacidade de selecionar as fêmeas e maior a concentração de partos, o que também é um fator positivo.
Uma propriedade que não adota uma estação de monta bem estabelecida e deseja então iniciar essa ferramenta tão positiva, deve resguardar alguns cuidados. No início a estação pode ser maior, em torno de 5 ou 6 meses e ao decorrer dos anos pode ser ajustada para os três meses, que é o habitual.
Alguns fatores que não estão relacionados à vaca também são encontrados em uma propriedade que pratica uma estação bem estabelecida e funcional.
Quando se tem um período de acasalamento no início das águas, o nascimento dos bezerros ocorre em um período mais seco do ano, o que para o bezerro pode ser muito positivo. Bezerros que nascem no período chuvoso do ano apresentam maiores problemas relacionados à sanidade.
Estudos ainda mostram que o desempenho dos bezerros nascidos no início da estação de nascimento (meses de agosto e outubro), apresentam desempenhos superiores de ganho de peso, tanto na desmama quanto durante a recria e engorda, quando comparados aos bezerros nascidos no final do período de nascimento.
Esse fato se deve por vários motivos, além do aspecto sanitário já mencionado, o período de desmama dos bezerros ocorre em uma época do ano mais favorável ao animal que inicia sua vida como dependente apenas de forragem.
Um outro aspecto importante que devemos destacar relacionado aos bezerros, é em relação à sua seleção. Quando limitamos o período de nascimento dos animais, a comparação entre eles é mais justa e possibilita avaliar quais os animais apresentam o melhor desempenho dentro de uma mesma categoria, recebendo as mesmas condições nutricionais.
A concentração dos partos destes animais permite ainda ao pecuarista um maior poder de negociação desses bezerros. À medida que temos um grande número de animais para venda, aumentamos então nossas condições em busca de melhores preços.
A seleção das matrizes também se dá de maneira mais eficiente em uma propriedade que utiliza da estação de monta. Ao final de cada estação, é possível identificar e descartar as matrizes que não lograram com êxito no período reprodutivo, devendo então serem descartadas.
Por fim, o estabelecimento do período de nascimento dos bezerros e de inseminação das fêmeas auxilia no manejo da propriedade. Estas fases demandam de cuidados específicos e de mão de obra qualificada e quando conseguimos concentrar essas atividades, aumenta a possibilidade de planejamento para esses períodos, além de aumentar também a facilidade em determinar o momento de receita com bezerros machos, com as bezerras excedentes e com as vacas de descarte, possibilitando maior controle financeiro da atividade.
A estação de monta é uma realidade para as propriedades de cria e devem ser consideradas um objetivo para os pecuaristas que ainda não adotam esse manejo, bem como um ponto de melhoria constante para aqueles que já o fazem. São muitos os benefícios decorrentes de uma prática relativamente de baixo custo para o pecuarista.
A procura de produzir mais em menos tempo, leva a um maior investimento na fase de cria, mantendo o animal menos tempo em confinamento e pasto. Consequentemente, essa ação leva a lucros maiores e para que isso seja possível, a genética do rebanho é um fator essencial a ser discutido e levado em consideração pelos produtores.
Dentro do melhoramento genético na pecuária de corte, temos seleção e cruzamento. A seleção permite que escolha o animal que será utilizado como parental da próxima geração, já o cruzamento é entre as diferenças raças.
O melhoramento genético deve ser direcionado de acordo com o sistema de produção desejado, porém o mais comum é que este processo seja feito de forma aleatória, sem objetivos concretos. É necessário um planejamento correto, pois quando não é feito de forma incisiva, a evolução será um retrocesso no desempenho produtivo dos animais.
De acordo com o especialista Roberto Carvalheiro (GenSys) “todo criador é um selecionador”, pois escolhe quais animais colocará em reprodução, quais de suas vacas e quais touros (ou sêmen) utilizará, tomando assim decisões de seleção genética.
Porém, segundo o especialista, “nem todo selecionador promove melhoramento genético do seu rebanho”. A escolha das características a serem selecionadas deve ser tomada da melhor maneira possível, considerando todos os seus prós e contras.
Em um melhoramento genético do rebanho, primeiramente é preciso traçar um objetivo que desenvolva um cruzamento que fornecerá a melhoria de características. Deste modo irá trazer benefícios futuros para a produção, permitindo um maior valor agregado ao produto final.
O planejamento genético é essencial para a fase de cria e todo o retorno que o animal agrega para a fazenda, começa nessa fase. Um animal com alta genética necessita de uma maior atenção na questão da nutrição e ambiência, diferentemente de um animal de genética inferior. O objetivo deve ser traçado juntamente com a disponibilidade de estrutura da fazenda. Não adianta ter um animal com alto potencial genético e não ter condições ideais para ele poder expressá-las.
Quando se trabalha com seleção, o técnico ou o produtor deve observar quais são as características que um determinado touro expressa e qual a porcentagem de passá-la para a geração futura. Isso é feito utilizando índices de seleção de touros que combinam as características definidas como critérios de seleção nas proporções desejadas e/ou necessárias para melhoria da atividade.
Recomenda-se a definição de índices baseados nas deficiências observadas nos indicadores zootécnicos da propriedade. A partir desses índices, define-se o sêmen de touros testados e aprovados, disponíveis em catálogos específicos, de acordo com o valor das Diferenças Esperadas nas Progênies (DEPs), que representa o valor genético dos touros para cada característica utilizada como critério de seleção.
É necessário ficar atento, já que a seleção de uma determinada característica pode afetar outras de acordo com as correlações genéticas existentes. Assim, a seleção direta, aquela realizada para a característica-alvo, pode afetar outra característica, resultando na seleção indireta caso a correlação existente seja favorável.
Existem muitos programas genéticos disponíveis e muitas empresas investem pesado na consultoria. Com a produtividade crescendo cada vez mais, os produtores veem a necessidade de investir na genética do rebanho. A orientação e a determinação de um objetivo andam juntos e o investimento deve ser feito de forma consciente. O produtor só conseguirá bons resultados se todos os pilares da pecuária de corte estiverem sendo respeitados.
Por isso, a evolução genética do rebanho é de extrema importância, principalmente em um país que é o primeiro em exportação de carnes e derivados. Produzir com qualidade vai além da genética que o animal proporciona. O potencial genético é atingido quando a nutrição, manejo e ambiência são respeitados.
De maneira mais ou menos intensiva, o melhoramento animal vem sendo realizado de maneira instintiva, ou científica, desde que o homem começou a domesticar os animais e percebeu que poderia potencializar a produtividade e aptidão para a produção ao longo das gerações.
Em específico para cria, temos algumas opções para o melhoramento genético, onde focamos na seleção pensando exclusivamente na produção de bezerros machos com maiores índices produtivos e fêmeas com maiores capacidades reprodutivas. Pensando inicialmente na primeira parte, “melhor produção de bezerros machos” devemos focar em algumas características no momento de selecionar e escolher quais os animais serão utilizados em determinada propriedade voltadas ao ganho de peso.
Lembramos que o produto principal de uma fazenda, exclusivamente de cria, é a produção e venda dos bezerros. Sendo assim, a utilização de animais que comprovadamente transmitem à suas crias grandes potenciais de produção com determinados dias de vida, como por exemplo aos 120 dias, permite maiores ganhos com a venda de arroba de bezerros por ano.
Utilizar animais que comprovadamente produzem proles com grande potencial de peso ao desmame pode ser uma excelente alternativa para uma fazenda de cria.
Um ponto importante para se ressaltar, que tem grande impacto na produção de bezerros, está relacionado à carga genética das matrizes dentro do rebanho. Diferente dos objetivos direcionados apenas ao ganho de peso à desmama, por exemplo, a construção ou o melhoramento de um plantel de matrizes deve respeitar critérios muito além dos de ganho de peso.
Fatores como precocidade (idade ao primeiro parto, probabilidade de parto precoce, idade à puberdade de machos), habilidade materna, fertilidade e Stayability dentre outras características, devem ser avaliados quando pensamos em melhorar e ou construir um rebanho de matrizes.
Outro ponto a se avaliar em relação à genética ou melhoramento genético, é em relação a propriedades que não são exclusivas de cria ou mesmo aquelas que são de produção única de bezerros mas que atendem a um mercado específico com determinada exigência.
Essas propriedades, além de um bom plantel de matrizes com proles bem desenvoltas no quesito ganho de peso, podem focar seu processo seletivo e seu melhoramento genético em características para marmoreio, acabamento de carcaça e assim por diante, agregando valor e qualidade ao seu produto.
Quando alcançamos um rebanho de matrizes com carga genética satisfatória dentro dos objetivos da propriedade, damos um grande passo rumo ao sucesso da produção.
A utilização de touros melhoradores, permite uma evolução de qualidade no rebanho em pouquíssimo tempo. Um trabalho de melhoramento pode exigir paciência por parte do produtor, entretanto, o adicional genético em uma propriedade, é percebido já nas suas primeiras crias.
Independente do seu objetivo e de suas metas com um programa de melhoramento genético, um ponto é comum para todas as situações. Esse ponto é um planejamento de programa muito bem delineado. Como um todo deve ser bem estruturado, seguir esse planejamento e acompanhar as métricas estabelecidas. Assim proporcionará maiores probabilidades de sucesso no programa.
Trabalhar a reprodução de uma propriedade é uma importante e necessária alternativa no processo de intensificação da fase de cria. Melhorar os índices reprodutivos de uma propriedade trará um impacto positivo, direto e significativo nos resultados finais do sistema de produção.
Existem algumas alternativas importantes para o aperfeiçoamento do processo reprodutivo dentro de uma fazenda. O principal seja talvez a utilização da IATF. A inseminação artificial em tempo fixo permite, dentre outras coisas, o incremento genético rápido e com custos acessíveis à propriedade.
A intensificação do processo reprodutivo está também muito ligada a outra ferramenta já mencionada: a estação de monta. Falar sobre intensificação do sistema de cria citando reprodução é fundamental. Vamos destacar a importância e o impacto que a estação de monta tem em uma propriedade, em específico nos resultados reprodutivos.
O alinhamento entre IATF e EM é então a chave para o sucesso reprodutivo em uma propriedade de cria, entretanto, alguns cuidados e práticas são de grande importância durante a utilização da IATF em uma EM.
O Escore de Condição Corporal (ECC) é de grande importância quando se trata de reprodução. Um ECC aceitável está entre 5 a 6 no parto e/ou no início da estação de monta. Respeitando esse ECC, promovemos um menor tempo para o 1o estro, produção suficiente de colostro e garante um bezerro saudável e com uma alta taxa de desmama.
É importante que o produtor avalie sua produtividade pelo número de bezerros desmamados e não nascidos. Uma variação de ECC de 4 para 6 aumenta em 20% a 30% a taxa de prenhez. Por isso, são necessárias tecnologias que aumentem o ECC antes delas parirem e que as mantenham até a próxima.
No sistema de produção de bovinos, a eficiência reprodutiva é um fator fundamental, visto que apresentam ciclo reprodutivo longo, e geram somente um descendente a cada parto. Assim sendo, a inseminação artificial ou acasalamento permite maior vida útil dos animais e mais nascimento de bezerros. Para se atingir o peso ideal vai depender do nível do manejo, ambiência, sanidade e nutrição.
A nutrição deve ser balanceada desde antes da gestação. A fêmea deve ter uma alimentação energética e o controle de escore deve ser feito, visando uma gestação de qualidade e nascimento de bezerro com peso ideal. O cuidado pós-parto, deve ser intensificado.
Animais com ECC acima de 7, dificultam o parto, além de se tornarem inviáveis financeiramente, devido ao maior gasto financeiro.
As vacas recém-paridas possuem um alto requerimento de energia. Dessa forma, o ECC também é essencial nessa fase. A energia está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca (CMS). Quanto maior o CMS, maior será o balanço energético líquido (BEL).
O início da lactação é um período de balanço negativo de nutrientes (Balanço Energético Negativo – BEN). O período de pós-parto requer um alto suprimento de energia, mas o animal tem redução do CMS. Se tiver carência nutricional, esse consumo naturalmente será mais baixo, aumentando o BEN e afetando negativamente a reprodução.
O BEN, não permite que o animal volte à reprodução, pois toda reserva energética do animal que seria utilizada para promover o ciclo reprodutivo é desviado, indo então para a produção de leite e no final somente para a mantença do mesmo. Essa condição deve ser avaliada sistematicamente quando se visa uma reprodução eficiente e rentável, não basta só alimentar o animal, o acompanhamento da condição deles é de suma importância.
A reprodução é uma etapa que muitas vezes é negligenciada pelo produtor, muitas vezes por falta de respaldo técnico. O processo de reprodução não se inicia no momento do cio do animal. Toda a preparação advinda anteriormente irá influenciar os resultados posteriores. A pecuária não cabe mais amadorismo, novas tecnologias chegaram e para uma maior rentabilidade, será preciso segui-las.
Seguindo esses passos, sempre atentos ao preço de venda dos bezerros desmamados, à qualidade desses animais, concomitante a um trabalho de gestão avaliando custos e processos, a cria pode e será uma atividade de viabilidade importante dentro da cadeia produtiva da pecuária.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.

O post 5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva.
Confira na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!
O post Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O desmame é o momento em que ocorre a separação do bezerro de sua mãe. No Brasil esse manejo tradicionalmente é realizado por volta dos 8 meses de vida do animal, sendo um período caracterizado por um grande estresse, tanto para a matriz quanto para a cria.
Em relação ao peso correto para desmama, é indicado realizar o manejo em bezerros que pesem entre 180 kg e 210 kg. Esse peso somado à idade (8 meses) contribui para o desmame saudável dos animais.
O respeito a esses parâmetros é importante, pois nesse período o bezerro terá uma imunidade robusta contra doenças que podem acarretar a mortalidade do animal.
Ademais, é na fase da desmama que o bezerro já é considerado um completo ruminante, sendo capaz de utilizar a forragem sólida como fonte de energia e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.
Além disso, é importante levar em consideração outros fatores como: peso da vaca, idade, estado corporal da vaca e do bezerro, a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis, à época do ano e a produção de leite da vaca.
Esse manejo pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha vai de acordo com a finalidade do produtor, variando com os sistemas de produção.
Confira a seguir os quatro principais modelos de desmama no Brasil:
Esse manejo consiste na separação definitiva do bezerro, mais cedo que o momento tradicional, aos 8 meses de idade.
Essa prática é recomendada para os períodos nos quais há escassez de forragem, objetivando reduzir o estresse da lactação e os requerimentos nutricionais da vaca (em especial novilhas), antecipando assim o restabelecimento da atividade reprodutiva.
É recomendado que essa prática ocorra no período de monta, a fim de alcançar a reconcepção imediata das fêmeas.
Pode ser realizada com a remoção temporária do bezerro, por um período que pode variar de 48 a 72 horas, cerca de 40 dias após o parto.
A remoção temporária do estímulo da amamentação provoca um aumento na liberação do LH (hormônio luteinizante), auxiliando assim o retorno do ciclo estral. Contudo, vacas de péssimo estado corporal não respondem a este estímulo.
Em algumas propriedades há a manutenção do contato visual mãe/cria, visando melhorar o bem-estar dos animais.
Nesse tipo de manejo, as vacas e os bezerros são mantidos lado a lado, separados apenas por uma cerca.
Essa técnica consiste na separação realizada de uma vez (sem contato visual e auditivo).
Uma dica é retirar a matriz do pasto e deixar o bezerro, afinal aquele lugar já é conhecido para ele e dessa forma o estresse será menor.
O período de desmame é um dos mais estressantes na vida do animal: a total dependência do rúmen, o distanciamento da mãe e a adaptação ao novo ambiente são desafios normalmente encontrados durante esta fase da vida.
O estresse desse manejo causa diversas perdas na produtividade do rebanho, afetando além do ganho de peso e da eficiência alimentar, a saúde e a reprodução dos animais.
Dessa forma, cuidados com os processos presentes nesse manejo, são essenciais para reduzir os efeitos negativos e minimizar a queda do desempenho dos animais.
Os cuidados com a desmama se iniciam antes mesmo do bezerro nascer, afinal os manejos nesse período terão influência direta sobre o futuro do animal.
Esse processo começa nos cuidados com a mãe. As vacinas irão ajudar a estimular uma resposta imunológica que fornecerá proteção ao patógeno no colostro. É fundamental garantir a ingestão do colostro em quantidade e qualidade suficientes, nas primeiras 24 horas de vida dos bezerros.
Outro ponto de atenção é a realização de um programa completo de sanidade: vacinação, combate a endoparasitas e ectoparasitas. O correto manejo sanitário vai contribuir para a construção de uma imunidade robusta dos animais.
Nos primeiros dias após a separação, deve-se evitar distúrbios aos recém-desmamados e caso os bezerros sejam transportados é necessário reduzir ao máximo o estresse desse manejo.
No dia do embarque, os bezerros devem ser manipulados por manejo racional e além disso, os animais devem embarcar prontamente. Evite os horários mais quentes do dia e se possível realize a comercialização e o transporte dos animais para propriedades mais próximas, quanto maior o trajeto, maior será o estresse.
Ao descarregar os animais, disponibilize um tempo para descanso e priorize o silêncio, forneça prontamente água fresca e ração de boa qualidade.
O desmame dos bezerros é com certeza um momento de grande impacto na vida dos animais, por isso é essencial estabelecer ações que visem reduzir os fatores estressantes. O planejamento deve ser multifatorial, levando em consideração o objetivo do produtor e o sistema da fazenda.
Estabelecer um plano específico para cada rebanho é o diferencial para alcançar os melhores resultados produtivos e o Rehagro pode te auxiliar nesse desenvolvimento.
O curso de Pós-Graduação em Pecuária de Corte aborda todos os pilares da produção, inclusive a desmama! Veja mais informações:

O post Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos de corte.
Neste artigo você vai conhecer as 5 liberdades do bem estar animal, as principais técnicas e as vantagens de implementar manejos correlacionados na sua fazenda.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O bem-estar animal (BEA) é uma ciência que estuda a relação de respeito entre o homem com os outros animais.
A partir do envolvimento de diversos pesquisadores e profissionais da agricultura e pecuária do Reino Unido, foram criadas 5 liberdades que devem ser garantidas para que o BEA ocorra. São elas:
Para que o bem-estar animal seja alcançado é necessário respeitar as 5 liberdades, proporcionando práticas de criação e produção adequadas.
Essas práticas exigem o envolvimento de todos: produtores, funcionários, veterinários e zootecnistas.
A adoção de boas práticas no manejo de bovinos de corte é fundamental em todas as fases da vida dos animais, afinal, técnicas que promovem o bem-estar animal podem aumentar a produtividade e ajudar a minimizar problemas na rotina da fazenda.
Com essa visão, existem alguns métodos de manejo e instalações que promovem o bem-estar animal na atividade pecuária, são eles:
A conscientização sobre o bem-estar animal para os funcionários da fazenda é fundamental, pois são eles os responsáveis pelo manejo do dia a dia. Capacitação e treinamento dos funcionários quanto ao BEA, promove a maior qualidade na execução das atividades pecuárias.
Compreender o comportamento dos animais pode auxiliar os métodos de condução dos mesmos, facilitando o manejo e reduzindo o estresse. Não utilizar ferrão ou outros objetos pontiagudos para o manejo, uma técnica que pode auxiliar a condução é o uso de bandeiras, que são movimentadas atrás dos animais, para que sigam em frente.
É essencial fornecer água limpa e suplementos nutricionais de boa qualidade durante todo o ano, que sejam suficientes para atender as necessidades de crescimento, mantença e produção dos animais.
Oferecer espaço suficiente para que os animais possam manter suas atividades e expressar o comportamento normal dentro do grupo, disponibilizar condições que evitem sofrimento físico e mental (como dor, desconforto, medo e angústia).
Promover cuidados de saúde, sob responsabilidade do médico veterinário, visando prevenir, diagnosticar e tratar doenças, objetivando eliminar ou reduzir o sofrimento dos animais.
Disponibilizar sombra em quantidade suficiente para protegê-los do excesso de calor durante as horas mais quentes do dia.
Dentre as vantagens do bem-estar animal, podemos destacar a influência direta sobre o aumento da produtividade, a melhora dos índices zootécnicos e a redução da mortalidade.
Esse aumento de eficiência se dá pelo fato de que esses animais adoecem menos e assim, ganham peso mais rápido, reduzindo os custos com a criação e, como consequência, aumento nos lucros.
Outra vantagem é o aumento da qualidade dos produtos, afinal quando o conhecimento e o respeito ao comportamento além das necessidades dos bovinos são aplicados, evitamos o estresse e os danos à carcaça.
Esses fatos, proporcionam melhores resultados econômicos pois aumentam o valor agregado, melhoram a qualidade do produto final e possibilitam maior acesso ao mercado.
Além disso, a prática melhora a qualidade de trabalho na fazenda, proporcionando menor nível de estresse durante as atividades, praticidade, menos acidentes e aumento da segurança dos vaqueiros no manejo.
Sendo assim aumenta a eficiência no curral e proporciona melhor qualidade de vida a todos os envolvidos no processo, animais e seres humanos.
Os conceitos de bem-estar animal, bem como a produção de carne com segurança, sanidade e sustentabilidade estão cada vez mais presentes na pecuária de corte.
Promover essas práticas na rotina da sua fazenda não apenas melhora a produtividade e qualidade, como também facilita o trabalho dos funcionários e agrega valor à pecuária de corte nacional como um todo.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

O post Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Importância da suplementação mineral para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.
Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.
Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.
Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica.
O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.
Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.
Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.
Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.
O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.
O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.
Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.
Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.
Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.
Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.
O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.
Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.
Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.
São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.
Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.
Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.
Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.
É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.
Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.
Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.
O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.
O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.
São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.
O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução
O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.
A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.
Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.
Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.
Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.
Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.
Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.
Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.
O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:
A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.
Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.
A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.
Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.
Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
No Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

O post Importância da suplementação mineral para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post E-book Sistema Digestório dos Bovinos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você pode incrementar seus resultados desde que entenda os motivos que tornam o rúmen tão importante e as formas práticas de maximizar a digestão dos animais na cria, recria e engorda.
Ficou interessado? Então esse e-book técnico completo sobre Sistema Digestório dos Bovinos é para você!
Vamos abordar os principais pontos sobre o desenvolvimento do rúmen e como ele influencia grandemente o desempenho dos animais ao longo da vida.
Todo o nosso conteúdo é escrito por nossos especialistas e professores com experiência prática no campo e dedicam-se a compartilhar com você todo o conhecimento adquirido ao atender mais de 110 propriedades em todo o Brasil.
O post E-book Sistema Digestório dos Bovinos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Uso do controle biológico no combate à cigarrinha-das-pastagens e ao carrapato apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>E MAIS: Além das cigarrinhas, também vamos falar sobre controle e tratamento de CARRAPATOS, uma praga muito conhecida pelos produtores que todo ano causa prejuízo a saúde dos animais.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!
O post Uso do controle biológico no combate à cigarrinha-das-pastagens e ao carrapato apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.
A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.
Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de animais geneticamente melhorados e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos sistemas de produção, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.
Essa estratégia realiza a união de dois sistemas de produção: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.
A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.
O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:
O que deve ser levado em consideração no planejamento é “Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.
O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte. As figuras abaixo demonstram algumas possibilidades na implementação da ILP.


Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na recuperação do pasto. A ideia é que este processo se repita.
O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende então, da realização de um bom planejamento.
Diante disso, se empregada de forma correta, a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.
Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.
O sistema consiste em uma importante estratégia de eficiência produtiva, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós implementação.
O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.
Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Febre aftosa: impactos econômicos e vacinação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Um grande fator de impulsionamento do setor está na exportação de carne bovina para todo o mundo. Já faz alguns anos que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta, sendo assim, garantir qualidade e segurança na produção é fundamental para que continuemos aumentando a importância para economia e também com o nobre papel de alimentar pessoas ao redor do mundo.
Alguns fatores, entretanto, são impeditivos para as exportações. Casos de doenças descobertas e descritas podem levar a um grande entrave nas relações comerciais com outros países, gerando grande prejuízo econômico e produtivo para o Brasil.
A Febre Aftosa é uma doença bastante falada na pecuária, porém, existem alguns pontos de atenção para os produtores que devem ser entendidos.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A enfermidade é causada por um vírus altamente contagioso que acomete os animais de cascos fendidos (biungulados, casco dividido em duas unhas), tais como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.
Apesar de apresentar baixa mortalidade entre animais adultos, é uma doença que leva a grandes impactos socioeconômicos na pecuária, principalmente na de corte, pois ao se identificar um foco, fica proibido o comércio de carne tanto local quanto para exportação.
Por se tratar de uma doença de notificação obrigatória, ao identificar um animal com os sinais clínicos, é preciso notificar o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) rapidamente, no intuito de ação imediata por parte do órgão competente, visando a disseminação da doença.
A notificação se tornou obrigatória e o criador que não notificar, está passível de pagamento de multas.
Como foi falado, para notificar ao MAPA, você deve estar atento aos sinais clínicos do seu rebanho. A doença possui manifestações clínicas que podem ser confundidas com outras enfermidades, como, por exemplo, a diarreia viral bovina.
Sendo assim, o fechamento do diagnóstico só poderá ser realizado por um especialista, que neste caso é o médico veterinário inspetor do Serviço Veterinário Oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPI).
O próprio nome da doença já sugere um dos seus principais sinais clínicos, pois os animais contaminados apresentam febre e vesículas (bolhas), características de aftas nos lábios, línguas e cascos.

Descrição da febre aftosa e seus sinais clínicos
Além dos principais e mais sugestivos sinais clínicos da doença, você pode observar outros, como:
Todos esses sinais são atribuídos à temperatura corporal do animal, que se encontra acima do normal levando à calafrios e pela dor e extremo desconforto gerados pela formação e/ou rompimento das vesículas (aftas).

Vesículas rompidas na língua de bovino, provenientes de febre aftosa. Foto: Coletânea de imagens do MAPA.
O único método para descobrir se as lesões são provocadas ou não pelo vírus da febre aftosa é por meio de diagnóstico laboratorial, ou seja, deve ser realizado exames e enviá-los aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (LANAGRO).
As perdas causadas pela febre aftosa são grandes, principalmente devido à dor que o gado sente ao se alimentar, beber e locomover. Tudo isso leva a um intenso emagrecimento e, consequentemente impacto sobre o bem-estar animal e grandes perdas produtivas.
O prejuízo econômico causado pela doença se dá devido aos trâmites comerciais, pois, além de afetar o comércio interno, também afeta o comércio externo, impedindo assim, a comercialização de animais, produtos e subprodutos originados de animais suscetíveis.
Pode parecer um “exagero” e até mesmo confuso, países vedarem a comercialização de animais assim, mas é entendível, uma vez que, existem alguns países livres da ocorrência de febre aftosa, ou seja, décadas em que não foi diagnosticado nenhum foco da doença.
Desta forma, devido ao alto poder de transmissão, a doença pode atravessar de forma muito rápida as fronteiras internacionais, principalmente carne com osso. Devido ao impacto gerados no mercado cárneo após a doença, tais países implantaram algumas normas sanitárias para impedir o estabelecimento da enfermidade.
A implementação das regras, porém, trouxe alguns efeitos negativos sobre a pecuária, o que levou a graves consequências socioeconômicas, uma vez que o faturamento é menor do que poderia ser se contemplasse todos os países e regiões.
A forma de transmissão se dá principalmente por meio do contato de animais infectados com os saudáveis, solo, fômites, bebedouros ou lagos contaminados, aerógena, ou meios da própria fazenda como currais, troncos e bretes.
A entrada de carcaças contaminadas em outros países ou estados, é um alto veículo de transmissão, diante disso, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou algumas regras que podem ser encontradas no Código Sanitário para Animais Terrestres.
Contudo, principalmente para exportação, essa barreira sanitária trouxe alguns efeitos negativos para o mercado exportador, pois elas fecham as fronteiras de forma total ou parcial se for identificado algum foco de febre aftosa. Tudo isso, traz impacto econômico à pecuária de corte, podendo reduzir preços dos cortes.
A forma de prevenção contempla a adoção de vacinação obrigatória somente em bovinos e bubalinos nas zonas livres de febre aftosa com vacinação. Cada estado contempla um período específico para vacinação, normalmente nos meses de maio e novembro.
Para você saber quando deve vacinar os seus animais em 2022, acesse o link do calendário de vacinação.
Uma grande discussão vem se tornando frequente em torno da não obrigatoriedade da vacinação em alguns estados.
Para alguns, a seguridade obtida ao longo dos anos de vacinação obrigatória, seria suficiente para tornar determinado estado livre de febre aftosa sem vacinação, como o estado de Santa Catarina que apresenta esse status desde 2007. Para outros, o risco de se adotar tal medida é alto e de grande potencial para causar prejuízos.
No ano de 2021, seis estados (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso) e o Distrito Federal, alcançaram reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal, e ao final do ano de 2022, após a vacinação de novembro, também terão a obrigatoriedade da vacinação suspensa.
Segundo a Radioagência Nacional, com essas medidas 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados anualmente no Brasil.
Febre Aftosa não representa risco à saúde pública, sendo raros os casos em humanos.
O que fazer se observar animais com sinais clínicos sugestivos da doença?
Quando observar qualquer animal com alguma das alterações características, mesmo que você não seja o produtor, comunique imediatamente à unidade local da Defesa Agropecuária.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Acesse a nossa página e saiba mais informações:

O post Febre aftosa: impactos econômicos e vacinação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esse fato pode gerar o famoso “efeito sanfona”, no qual os animais engordam na época das chuvas e emagrecem na época da seca.
Dessa forma, é essencial planejar estratégias de manejo nutricional a fim de evitar a queda do desempenho e o abate tardio dos animais, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) pode ser uma dessas estratégias.
Confira a seguir como funciona essa modalidade de terminação e quais são os pontos importantes e as suas principais vantagens.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A Terminação Intensiva a Pasto, conhecida também por sua sigla TIP, é uma modalidade de terminação que traz a aplicação dos conceitos do confinamento e aumenta a capacidade de lotação dos pastos.
Essa técnica consiste em fornecer suplementação na forma de ração, suprindo as exigências nutricionais dos bovinos, não atendidas pela pastagem. O objetivo dessa técnica é promover a terminação toda a pasto, sem a necessidade da construção de um confinamento.
O bovino irá comer a mesma quantidade de ração no pasto como se estivesse confinado. A forrageira, no entanto, será a fonte de alimento volumoso, reduzindo os custos operacionais advindos do fornecimento desse alimento.
A TIP promove por meio do suplemento, o fornecimento de proteína, energia e mineral exigido para a fase de terminação, tendo o pasto como fonte de fibra para a manutenção da saúde ruminal.
Os bovinos recebem até 2% de seu peso vivo em ração concentrada objetivando a deposição de gordura na carcaça, dessa forma a TIP incrementa os níveis de produção, ganho de peso por animal, rendimento de carcaça e peso por área. Além disso, a TIP é de fácil adaptação pelos animais, eleva o bem estar e pode ser feita o ano todo.
A terminação intensiva a pasto é um sistema de suplementação e, por isso, é importante ficar atento ao consumo e ao ganho de peso dos animais – mensurar tais índices é essencial para o sucesso da TIP.
Outro ponto importante é o dimensionamento correto dos cochos. Uma dica é trabalhar com cerca de 30 a 40 cm lineares por unidade animal (450 kg). O ajuste da lotação no pasto também deve ser feito, apesar de elevar a taxa de lotação, a adequação do número de animais ao que o pasto suporta é fundamental para a TIP.
O fornecimento de água em quantidade e qualidade adequada é essencial para o sucesso da TIP na fazenda, afinal a ingestão de água está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca.
Além disso, é imprescindível respeitar o horário de fornecimento do suplemento: mudanças na rotina do fornecimento podem mudar o comportamento ingestivo dos animais, refletindo negativamente no desempenho.
É importante realizar a adaptação dos animais à dieta, sempre iniciando o fornecimento com uma quantidade menor, aumentando gradativamente até fechar o total a ser fornecido. A avaliação do escore de condição corporal dos bovinos (ECC), associada à leitura do escore de fezes pode auxiliar no processo de adaptação.
Por último mas não menos importante, o correto dimensionamento, manejo e diferimento do pasto é fundamental para uma boa terminação intensiva. Dessa forma, há uma garantia de uma boa oferta de forragem no período seco do ano.
Dentre as principais vantagens, podemos destacar que o sistema intensivo de terminação está, diretamente, relacionado à sustentabilidade da pecuária, afinal permite produzir uma maior quantidade de carne em uma menor área de terra.
Já pelo lado financeiro, a estratégia de terminar bovinos a pasto elimina os custos com a construção de um confinamento e reduz custos com maquinário.
Além disso, com esse sistema é possível alcançar melhor conversão dos animais, redução de perdas e maior velocidade na terminação do rebanho, aumentando a rentabilidade econômica do pecuarista.
A Terminação Intensiva de Bovinos a pasto, quando bem estruturada, pode ser uma excelente alternativa para o produtor que não pode investir em um confinamento.
Aqui no Rehagro temos o Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, os nossos mais experientes consultores te auxiliam a realizar uma gestão produtiva e lucrativa na sua fazenda! Para mais informações, visite a nossa página:

O post Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.
Um baixo investimento na saúde dos animais significa grandes riscos para a sua produção, afetando diretamente os lucros da atividade.
Para te ajudar, unificamos as informações mais importantes no nosso e-book abordando exclusivamente esses sistemas de produção, o confinamento e a engorda a pasto.
Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar acessar as informações.
O post Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os preços recebidos, por exemplo.
Assim, quando a oferta de gado mais gordo aumenta, os preços caem e outras categorias (gado magro, bezerros e barragens) também se desvalorizam. Sob pressão econômica, os criadores venderam mais vacas para abate. O abate de fêmeas aumenta a oferta de carne e os preços caem ainda mais.
Com a redução do número de matrizes, a produção de bezerros, a reposição de animais do rebanho reprodutor e a futura oferta de gado para abate foram afetados. Alguns anos depois, a escassez de touros para abate e novilhas para substituir as vacas descartadas obrigou os preços a subir, reiniciando o ciclo.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Quando ocorre baixa no ciclo: há um aumento na oferta de bezerros e redução no abate de fêmeas, além da redução no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.
Quando ocorre alta no ciclo: há uma redução na oferta de bezerros e aumento no abate de fêmeas, além do aumento no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.
Veja isso na imagem abaixo:

Desde 2020, a pecuária está no auge do ciclo pecuário, com preços mais altos para gado gordo, bezerro e boi magro. O abate de bovinos caiu em 2020 pela primeira vez em três anos, para 29,7 milhões de cabeças, com significativamente menos vacas, segundo o IBGE.
Essa redução da participação das fêmeas gera uma valorização dos machos. Podemos, portanto, argumentar que a oferta de animais para abate é a referência para a pecuária e o abate de fêmeas altera o patamar de preços.
Como resultado, o pequeno número de animais a serem abatidos, combinado com uma oferta limitada de gado engordado para abate e um boom nas exportações de carne, manteve os preços da arroba elevados.
É importante, no entanto, notar que preços mais altos não significam lucros mais altos. Isso porque os preços dos substitutos e insumos (principalmente milho e soja) também estão elevados, aumentando os custos de produção. No gráfico abaixo, podemos ver a variação anual do abate entre 1999 e 2010.

Entender o ciclo da pecuária e as fases de preço alto e baixo, nos permite planejar ações de compra, custos de produção, investimentos e o melhor momento para vender.
Por isso, entender o ciclo da pecuária é essencial para orientar a tomada de decisões “na porta”, que é o único lugar que temos controle.
O preço da arroba é um dos fatores que afeta a rentabilidade da pecuária de corte. Os pecuaristas, no entanto, têm o poder de ditar o que acontece na fazenda, incluindo ganho de peso, taxas de lotação e custos de produção.
Um planejamento cuidadoso e uma boa estratégia de abastecimento podem reduzir custos e aumentar a produção, resultando em mais arrobas a um preço satisfatório.
Durante as fases altas do ciclo, é importante ficar atento à coleta dos animais. Isso ocorre porque o ciclo de produção é longo, e o mercado muda quando o bezerro se transforma em uma vaca gorda que pode ser abatida. É até possível estar baixo no ciclo quando os preços de venda estão em desvantagem.
Como resultado, o preço de venda terá um impacto negativo e seus lucros serão menores, principalmente se a produtividade e os custos não estiverem bem ajustados.
Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.
O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.
Saiba mais informações, em nossa página:

O post Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.
Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.
Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.
O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, recria e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção. Com isso, o peso dos bezerros a desmama é fundamental para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute das propriedades.
Entre o nascimento e a desmama, há a etapa da vida do animal onde se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente de 25 a 35% do peso final do abate.
O leite proporciona nutrientes imprescindíveis e de grande relevância para o desempenho da cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido e mais saudável ele cresce.
A relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria), no entanto, diminui bastante de intensidade depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de três a quatro meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte se origina de outras fontes que não somente do leite materno.
Para suprir as possíveis deficiências nutricionais e potencializar os ganhos dos animais nessa etapa da vida, determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O creep-feeding ou cocho privativo, é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.
Ainda que haja indicativos da melhoria na eficiência reprodutiva da vaca, o creep-feeding favorece principalmente ao bezerro, tendo como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no cocho.
Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Para que isso ocorra, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo:

O creep-grazing ou pasto privativo, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como azevém, aveia, tifton, milheto etc.
As instalações (exigências são parecidas às do creep-feeding), são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.

Além dessas duas formas de suplementação, pode ser utilizada a desmama precoce, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.
Para a maior eficiência do sistema, porém, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.
Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta, sem que elas fiquem por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.
Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em pastagens adequadas, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do creep-grazing (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).
Além do pasto, é aconselhado suplementar os bezerros com uma ração concentrada – a mesma do creep-feeding – até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.
É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.
A suplementação utilizada, no creep, por exemplo, deve receber a devida atenção no momento da formulação, contendo em média, de 18 a 20% de proteína.
Em alguns casos, é interessante a utilização de produtos palatabilizantes na suplementação para fomentar e aumentar o consumo por parte dos bezerros.
Outro ponto de importância para o sistema como um todo é a possibilidade de fornecer aos animais nessa fase da vida, aditivos na suplementação, como salinomicina, monensina dentre outros. Estes, atuam como coccidiostáticos, no controle da coccidiose, o que apresenta grande importância para a fase de grande acometimento da eimeriose.
Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.
A capacidade e a melhoria desse indicador está diretamente relacionado ao nível de intensificação da propriedade, quanto maior a taxa de lotação da propriedade, maior a eficiência nos manejos reprodutivos e sanitários com as matrizes e suas crias, e o peso de desmama influenciam diretamente nesse indicador de tamanha importância para propriedades de cria.
A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.
Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.
Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro. É essencial, no entanto, observar se um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.

O post Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Vaca louca: conheça a doença e suas formas de prevenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O nome popular se originou pelos sinais neurológicos apresentados pelos bovinos acometidos. O príon gera lesões cerebrais (encefalopatias) com vacúolos em forma de esponja (espongiforme), assim, os animais apresentam um comportamento incomum e agressivo.


Fonte: Liceu Sabin, Grego 2018.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) foi diagnosticada pela primeira vez em 1986 na Europa. Ficou mundialmente conhecida após um surto epidêmico na Grã Bretanha em 1992.
Estima-se que mais de 100 mil casos tenham ocorrido e os animais tiveram que ser sacrificados. Além disso, ficou evidenciado como uma doença zoonótica e isso levou a suspensão do consumo de carne bovina no país, gerando grandes impactos socioeconômicos.
O Príon é uma proteína celular normal presente em vários tipos de células do corpo dos ruminantes, mas o agente infectante apresenta afinidade pelo tecido neural. O agente é altamente estável e resistente ao congelamento, ressecamento e calor do cozimento normal, da pasteurização e da esterilização a temperatura e tempo usuais.
Dessa forma, há relatos que indicam que o surto foi devido a ingestão de alimentos contaminados por EEB.
Não há evidências científicas de que a EEB se transmita horizontalmente, ou seja, pelo contato direto entre bovinos ou entre bovinos e outras espécies contaminadas.
A possibilidade de contaminação vertical (da vaca para o bezerro), contaminação ambiental e por meio de fômites contaminados de tecido bovino é muito baixa. Uma atenção maior deve-se dar ao solo, pois o príon sobrevive lá por três anos, por isso recomenda-se que os cadáveres de animais com a doença sejam incinerados.
Existem duas principais formas de adquirir a doença:
É a forma mais conhecida da doença, decorrente da ingestão de carne contaminada pelo consumo de rações feitas com proteína animal, como por exemplo, farinha de carne e ossos.
Apesar de ser pouco discutido, é uma forma que deve ser investigada e merece bastante atenção, pois nela, naturalmente, o príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso e gera alterações cerebrais.
Os primeiros casos atípicos de EEB foram diagnosticados, quase que simultaneamente, na França e Itália, em 2004. Outros casos foram sendo identificados pelo mundo e os resultados do primeiro estudo sobre a epidemiologia das EEB atípicas analisou demonstrou que a média de idade dos bovinos acometidos era de 12 anos (variando entre 7 e 18 anos, sendo significativamente maior do que a média de idade da EEB clássica (média de 7 anos, variando entre 3 e 15 anos).
Para muitos pesquisadores e especialistas, o cenário mais condizente para origem da EEB atípica é a forma espontânea em decorrência de um processo natural de envelhecimento, com algumas características em comum com outras doenças, como por exemplo, o mal de Alzheimer.
Até o óbito, a doença evolui de 14 semanas até 1 ano, porém, os sinais clínicos podem ser observados logo no início, caso tenha um diagnóstico preciso e habilidoso para interpretação precoce desses sinais.
Abaixo, segue uma tabela com todos os sinais que podem ser observados para auxiliar na identificação da EEB:

Além dos sinais clínicos, é necessário realizar diagnósticos diferenciais para outras doenças que, por também afetarem o sistema nervoso, podem apresentar os mesmos sinais clínicos da EEB.
O uso de exames laboratoriais auxilia na identificação. Pode ser realizado o exame de sangue e exame de urina (urinálise). Outro exame que pode ser realizado é do líquido cerebrospinal, pois as encefalites causam alteração nesse líquido e a EEB não causa alterações.
É importante lembrar que as doenças neurológicas que mais acometem os ruminantes no Brasil, o botulismo e a raiva, apesar de não cursarem com alterações no líquido cerebrospinal, apresentam sinais neurológicos quase idênticos. Diante disso, a atenção deve ser redobrada.
A retirada de proteína de origem animal da alimentação de ruminantes, em especial as farinhas de carne e osso, é o método mais indicado para profilaxia da EEB.
Em especial, é preciso atentar-se à bovinos idosos destinados ao abate, pois eles podem servir como fonte de contaminação por meio das farinhas obtidas na utilização visceral.
Ainda sobre bovinos idosos, devem ser frequentemente monitorados, e/ou serem abatidos em uma faixa etária segura entre 2 e 4 anos. Além de se resguardar da EEB atípica, não trará prejuízos econômicos à produção pela longa permanência no sistema.
No Brasil, apesar de proibido, ainda é muito comum a utilização de cama de frango (maravalha ou serragem) na alimentação de ruminantes. Os produtores, porém, correm sérios riscos de contaminação.
O monitoramento da EEB nos frigoríficos deve contemplar: dos cérebros de ruminantes suspeitos de raiva que apresentaram exames com resultado negativo, o acompanhamento dos rebanhos que tiveram animais importados da Europa nos últimos anos, acompanhamento do histórico da qualidade e do teor dos componentes da ração animal.
De acordo com classificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil é considerado território de risco irrisório para a ocorrência da EEB.
Em setembro de 2021, contudo, uma notícia chocou o país e o mercado de exportação: em Minas Gerais, um bovino começou a apresentar sinais clínicos e o diagnóstico foi confirmado como EEB.
O caso ganhou repercussão internacional e desencadeou um movimento de queda nos contratos futuros do boi gordo na B3 e no mercado físico, em virtude de maior cautela do setor quanto a uma possível restrição nas exportações de carne bovina. Pouco após o choque, foi divulgado que o bovino tinha 10 anos e que a EEB era atípica. O impacto econômico, porém, já havia acontecido.
A Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como “vaca louca”, por ser uma doença pouco comum e que ainda tem um entendimento escasso sobre a sua patogenia, necessita de esforços profiláticos e diagnósticos precoces para impedir a disseminação.
Além disso, deve-se ter muita responsabilidade na identificação dos sinais clínicos, no diagnóstico e, sobretudo, histórico animal (nutrição e idade) para que não seja atribuída uma EEB clássica a uma EEB atípica, a fim de que, o mercado cárneo não sofra as consequências econômicas desse “mal entendido”.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

O post Vaca louca: conheça a doença e suas formas de prevenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pastagens degradadas: identificação e como recuperar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O uso constante do pasto, como qualquer recurso finito, gera a degradação. Estima-se que aproximadamente 20% das pastagens mundiais (plantadas e naturais) estejam degradadas ou em processo de degradação.
Esse processo ocorre principalmente pelo manejo inadequado da mesma, ações como: escolha equivocada da espécie forrageira, ausência de adubações periódicas e desrespeito a taxa de lotação, são alguns exemplos de catalisadores do esgotamento do pasto.
Nesse artigo você irá descobrir as principais características de uma pastagem degradada e também aprenderá o passo a passo para recuperação da mesma.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade.
A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.
O processo de degradação se divide em duas causas principais: degradação agrícola e degradação biológica.
Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.
Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.
Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.
A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os quatros níveis de degradação:

Fonte: EMBRAPA.
Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação (reforma), do pasto.
A recuperação das pastagens, quando possível, é uma prática viável tecnicamente e economicamente, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.
Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.
As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em corrigir as deficiências do solo. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:
O primeiro passo para a recuperação do pasto, é identificar e calcular as áreas a serem recuperadas. Além da identificação visual do grau de degradação, é essencial realizar a demarcação e o cálculo da área, aplicativos como o Google Earth podem auxiliar nesse processo.
A recuperação do pasto possui como base a coleta de amostra de solo para análise, é só a partir dessa etapa que podemos entender as reais necessidades químicas daquela terra.
Fazer a análise de solo é sinônimo de economia! Para realizar a coleta, confira as seguintes dicas:
A análise física do solo ou análise granulométrica, determina a porcentagem de argila, silte e areia. Além disso, é essa análise que determina a textura do solo, um dos parâmetros essenciais para a caracterização. Dessa forma, a partir dessa análise é possível interpretar adequadamente os teores de nutrientes encontrados naquele solo.
Já a análise química do solo aborda a quantidade de nutrientes já presentes naquela terra, a partir dela é possível calcular quanto de nutrientes será necessário para suprir a demanda. No que diz respeito ao pasto, as demandas mais comuns são: calagem, gessagem e adubação.
A correção do solo possui como objetivo adequar a acidez do solo, para isso utiliza-se a técnica de calagem. Nessa etapa, é realizada a aplicação do calcário na superfície do solo sem utilizar grades, arados, etc, para sua incorporação.
O uso de calcário na superfície irá promover uma maior integridade do sistema radicular da forrageira já degradada, além disso esse mineral melhora as propriedades físicas do solo e aumenta a atividade microbiana e a eficiência dos fertilizantes. Atenção: para uma melhor reação com os ácidos do solo, é importante aplicar o mineral em solo úmido.
A próxima recomendação a ser seguida é a gessagem. O gesso agrícola é um condicionador do solo, com ele é possível elevar o percentual de de cálcio sem elevar o pH da terra, outra vantagem desse insumo é o aumento do volume de solo explorado pelas raízes da forrageiras, dessa forma as raízes se tornam mais profundas permitindo que as plantas superem o veranico.
O gesso agrícola deve ser aplicado em lanço, após a calagem, sem necessidade de incorporação.
As recomendações de calagem e gessagem sempre devem ser feitas por um profissional aparado pela análise de solo.
Outra etapa essencial no processo de recuperação das pastagens, é a realização da fertilização corretiva. Essa etapa deve ser feita após, pelo menos, 90 dias da execução da calagem.
A adubação fosfatada (reposição de fósforo) é a mais importante para garantir o sucesso da recuperação da pastagem, esse nutriente não está disponível para as plantas em solos ácidos (por isso é importante realizar a calagem). A adubação corretiva de fósforo (fosfatagem) pode ser realizada a lanço e em cobertura, e deve ser definida com base no teor de argila do solo.
Outra fertilização a ser realizada é a potassagem (reposição de potássio), a correção pode ser feita com a aplicação do cloreto de potássio na pastagem, que é a principal fonte do insumo na agricultura. O potássio é importante para o processo de fotossíntese da forragem, sendo essencial para o balanço hídrico e para o crescimento da pastagem.
Por fim, mas não menos importante, é imprescindível realizar a adubação de manutenção. Essa técnica pode ser feita por cobertura, logo após a saída dos animais do piquete.
A garantia de uma boa produção de pastagens vai além da manutenção periódica, é importante manter um equilíbrio no sistema solo, planta e animal.
Escolha sempre a forrageira adequada para o seu sistema produtivo e realize com antecedência o planejamento forrageiro, lembre-se: quanto maior for a qualidade do pasto maior será a produtividade na sua fazenda.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

O post Pastagens degradadas: identificação e como recuperar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Produção a pasto: qual o responsável pelo sucesso? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para explicarmos mais sobre esse assunto, antes precisamos entender mais sobre interceptação luminosa.
Pode ser explicado pelo acúmulo total de forragem atingido em uma taxa máxima constante enquanto existir área foliar suficiente para interceptar quase toda a luz incidente
Ou seja, é o exato momento onde a planta apresenta 95% de área FOLIAR capaz de captar a luz!
Então, como a forrageira se comporta quando é pastejada ou após começar a rebrotar no início do período das águas?
O Professor e Consultor Bruno Gottardi, responde essa e outras perguntas além de explicar mais sobre a interceptação luminosa e a importância do manejo correto de pasto neste vídeo especial do nosso quadro “ Por Dentro do Ensino”.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A forrageira preferencialmente vai produzir folha, porque é o mecanismo que ela possui para captar a luz solar, consequentemente assimilar energia e carboidrato e se manter uma planta produtiva.
Após ser submetida ao pastejo ou corte no momento que os animais saem do piquete, inicia-se a produção de folha, até um determinado ponto onde cessa o aumento do índice de área foliar, pois a luz solar não consegue mais penetrar o dossel e atingir a base dessa planta.
Consequentemente, o caule da forrageira começa a alongar para tentar colocar essas novas folhas acima do dossel e captar mais luz, a partir do momento em que essa luz solar não chega na base da planta ocorre a senescência das folhas, ou seja, a morte.
Pensando na forrageira não há benefício nenhum em atingir esse ponto, pois não há acúmulo de folhas e morte desse material.
É necessário o estresse do pastejo para abrir espaço e aumentar a entrada de luz solar na base da planta e dessa forma iniciar o estímulo para o aparecimento de novos perfilhos basais que são importantes para a produção eficiente dessa forragem.
O Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, traz os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você conseguir aplicar tudo na sua fazenda!
Vamos conversar mais sobre:
E muito mais!
Acesse nossa página para mais informações.
O post Produção a pasto: qual o responsável pelo sucesso? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Sêmen bovino: por quanto tempo permanece viável no botijão? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens.
Porém, para ser realizada com sucesso a IATF precisa de alguns materiais básicos como: aplicador, luvas, descongelador, botijão de sêmen, entre outros.
Boas práticas durante o protocolo de inseminação são fundamentais para manter a integridade do material genético, principalmente quando se trata do botijão de sêmen afinal é dentro desse recipiente térmico que o material é mantido.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Inicialmente, ele deve ser guardado em local fresco, sem incidência direta de luz solar, transportado com muito cuidado sempre na vertical e nunca deve ser inclinado para não correr o risco do conteúdo vazar.
Nitrogênio líquido. Ele é responsável por conservar as doses de sêmen em -196ºC durante tempo indeterminado desde que a quantidade seja mantida acima do mínimo.
Para que isso seja possível é necessário fazer a verificação periódica da quantidade de nitrogênio e garantir a integridade do material, para isso usamos a régua graduada, onde a quantidade mínima de nitrogênio não deve ser menor que 15 cm.

Utilização da régua graduada para mensurar a quantidade de nitrogênio líquido no botijão de sêmen. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro)
O nitrogênio líquido evapora rapidamente por isso o botijão não pode ficar muito tempo aberto, após o manejo é necessário fechá-lo, caso precise retirar mais doses de sêmen entre as inseminações é necessário abri-lo novamente.
Quando retiramos as doses de sêmen não devemos remover completamente a caneca (estrutura onde ficam as racks que armazenam as palhetas de sêmen), o ideal é que esta fique em contato com nitrogênio líquido por mais tempo, e todo o processo seja realizado de forma rápida.

Manejo correto para a retirada de amostras. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
Vários estudos comprovam que caso o descongelamento não seja realizado da forma correta os espermatozoides morrem durante o processo de descongelamento o impacta diretamente a taxa de prenhez da propriedade.
Atualmente existem muitas marcas disponíveis no mercado, porém o professor Douglas Costa dá uma indicação prática importante:
Não coloque muitas doses de uma vez no descongelador, pois isso fará com que a temperatura caia muito de forma rápida, logo, as paletas irão descongelar de forma irregular, comprometendo o material
Exemplo: caso o descongelador tenha 4 divisões uma opção é separá-lo com diferentes paletas de animais e raças distintas como na imagem.

Sugestão de como distribuir palhetas de sêmen no descongelador. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
No nosso E-book Manual Sanitário da Estação de Monta você aprenderá dicas simples para controlar as principais doenças reprodutivas que podem afetar o seu rebanho.
A inseminação artificial oferece grandes benefícios aos produtores que optam por essa técnica, contudo a sua eficiência está diretamente ligada a mão de obra qualificada, instalações, manejo dos animais e dos equipamentos.
Quer saber mais sobre reprodução? Conheça a nossa Pós-Graduação Online em Produção de Gado de Corte. Além desse tema, também conversaremos sobre manejo nutricional, gestão financeira e econômica, sanidade animal e muito mais.
Saiba mais informações.
O post Sêmen bovino: por quanto tempo permanece viável no botijão? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem a seguir:

Porém, o mais importante não são os números (777) antes, é crucial entendermos de onde eles vêm.
São estudos de longa data comprovando que bezerros desmamados com 7 arrobas, seguindo de 7 arrobas produzidas na recria caracterizadas por serem as mais desafiadoras, e as 7 arrobas na terminação encaixa-se em um ótimo modelo em termos zootécnicos e principalmente econômico.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O MAIS IMPORTANTE QUE DEVEMOS LEVAR É O CONCEITO E NÃO O NÚMERO.
Isso está ligado ao propósito do produtor dentro da propriedade, pois você pode buscar outros objetivos, e diferentes valores na hora de determinar as metas e mesmo assim conseguir resultados expressivos.
Você tem uma meta produtiva para cada fase do desenvolvimento dos bovinos de corte?
Para te ajudar com isso, separamos esse vídeo do Dr. Gustavo Siqueira, pesquisador da APTA, explicando o porque tão importante quanto conhecer a técnica, é ter um bom planejamento e gestão para desenvolver, mensurar e melhorar o seu sistema.
Busque sempre o maior ganho de peso a desmama, a melhor meta de ganho na recria, e a maneira mais eficiente de terminar os animais, baseado na realidade da propriedade.
Por isso o boi 777 traz a relevância de ter uma meta para cada etapa produtiva, afinal não adianta investir muito na cria, em detrimento da recria, ou vice e versa. É importante ter um equilíbrio do sistema e melhorar de forma contínua.
Logo, temos os conceitos de gestão, contornar, medir, analisar e consertar os problemas.
Quando falamos desse assunto não podemos deixar de falar sobre o nosso Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele você vai encontrar os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você aplicar.
Vamos conversar mais sobre:
E muito mais!
Acesse nossa página para mais informações.
O post Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Cinética ruminal: o que é e qual a importância para o desempenho dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Logo, a cinética ruminal pode ser descrita como a curva de desaparecimento de cada fração dos alimentos, e explica a relação entre ingestão, digestão e desempenho dos animais.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
No vídeo do quadro especial do Rehagro “ Por Dentro do Ensino”, o professor Dr. Danilo Milen explica que na medida que retiramos a forragem da dieta e aumentamos os níveis de concentrado, o volume ruminal diminui, e devido esse incremento nos níveis de concentrado temos mais nutrientes por quilo da dieta.
Esse aporte de substrato aumenta a fermentação e devido a redução no volume ruminal, proporcionalmente reduzimos a motilidade do rúmen, causando a queda na taxa de passagem e o aumento da degradação.
Pensando nisto, quando adotamos estratégias para desempenho máximo, muitas vezes são caracterizadas por fornecer aos animais dietas mais desafiadoras com altos níveis de concentrado, visando maximizar a quantidade de matéria seca dentro do rúmen e por isso, precisam de cuidados redobrados para não causar nenhum distúrbio digestivo.
É importante desenvolver o rúmen e a microbiota dos bezerros, pois quando esses forem submetidos a dietas com alto potencial fermentativo tenham papilas ruminais com capacidade de retirar os ácidos do rúmen rapidamente.
A motilidade ruminal. Logo, quanto menores os níveis de MS, maior será o estímulo que a parede ruminal faz, quanto maiores os níveis de MS menor será o estímulo, veja nas imagens abaixo.

Fonte: Professor Dr. Danilo Millen
Na Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte temos o passo a passo para você formular dietas para animais a pasto e confinamento, mantendo-se sempre atento a doenças digestivas além das particularidades do desenvolvimento ruminal de cada categoria.
Vamos conversar também sobre:
Tudo isso e muito mais!
Não perca essa oportunidade de tornar-se o melhor profissional da sua região!
O post Cinética ruminal: o que é e qual a importância para o desempenho dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Suplementação a pasto: maximize resultados na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa.
A suplementação com energia e/ou proteína na produção de gado de corte pode ser estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
É importante destacar que o desempenho do gado de corte a pasto é limitado especialmente pela ingestão de nutrientes, determinada pela composição bromatológica e pelo consumo de forragem feito pelo animal.
Pesquisadores mostram que animais mantidos em pastagens tropicais durante a seca, com baixos teores proteicos e energéticos, recebendo apenas suplementação mineral, normalmente apresentam perda de peso durante esse período.
Nesse caso, o baixo teor de proteína na forragem limita a fermentação ruminal, a degradação da fração fibrosa do alimento e a ingestão de forragem.

O consumo de forragem de animais em pastagens é um processo complexo, afetado por diversos fatores, alguns relacionados ao animal em si, como sexo, peso e composição corporal, nível de produção e potencial genético e fatores relacionados à pastagem, como a disponibilidade de forragem, a estrutura do pasto, a composição bromatológica da forragem e, finalmente, a suplementação ou não com alimentos concentrados.
Animais mantidos exclusivamente em pastagens tropicais durante o período quente e chuvoso do ano apresentaram ganho de peso diário entre 0,500 e 0,890 kg cab-1, com médio ao redor de 0,700 kg cab-1, segundo uma pesquisa de Ramalho, em 2006 e Santos e colaboradores em 2007.
Dessa maneira, mesmo na estação chuvosa, com forragens apresentando maior qualidade quando comparada ao período seco do ano, os animais não conseguem expressar todo o potencial genético.
Muitas vezes, esse potencial é limitado pela falta de energia, e, também, por proteína, quando em pastagens mais pobres. A suplementação com concentrado pode constituir-se em ferramenta auxiliar para:
Adotando a suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens, pode-se manipular a dieta através de dois mecanismos: aumentando a taxa de digestão ruminal e/ou acelerando a taxa de passagem de componentes indigestíveis.
Porém, adequar níveis de proteína e energia que propicie maior crescimento microbiano e maior utilização da fibra é um grande desafio. Desafio este, que aumenta quando pensamos nas interações entre suplemento e forragem, dependente da quantidade e qualidade de forragem, quantidade e tipo de suplemento oferecido.
Em sistemas de produção já estabelecidos, a suplementação surge como uma ferramenta de auxílio às pastagens, visando produções compatíveis com a capacidade genética dos animais.
No entanto, é importante se atentar às estratégias compatíveis e adequadas para cada categoria animal, época e sistema, a fim de que não comprometa a eficiência econômica da propriedade. Uma alternativa para diminuir os custos adicionais com suplementação é a utilização de suplementos de baixo consumo.
Em uma pesquisa, novilhos Nelores foram suplementados com 1,5g/kg PV e o resultado foi melhor do que o obtido com animais suplementados apenas com sal mineral. Isso se deve ao fato de que nem sempre maiores resultados biológicos significam maiores respostas econômicas.
Ao avaliar o efeito da suplementação com sal mineral ou suplemento proteico, na época das águas, fornecido na quantidade de 1g/kg de peso corporal, estudiosos observaram diferença estatística nos ganhos médios diários, 0,630 e 0,812 kg/dia nos animais dos tratamentos com sal mineral e suplemento proteico, respectivamente.
Em outro estudo, foi testado o efeito da suplementação com mistura proteica energética fornecido na quantidade de 6g/kg PC contra um grupo controle e obteve-se resultados superiores nos animais que receberam suplementação (1,06 contra 0,77 kg/animal/dia).
As respostas à suplementação são maiores na época seca do ano, sendo principalmente devido a incrementos de 45 a 65% na taxa de degradação da fibra em detergente neutro potencialmente degradável da forragem de baixa qualidade, quando emprega-se suplementação exclusiva com compostos nitrogenados.
Assim, para manejar a nutrição dos animais de corte mantidos a pasto é importante conhecer a dinâmica do manejo das forragens, se atentar a qualidade e quantidade da forragem ofertada, e a interação com a quantidade e tipo de suplemento fornecido, de acordo com diferentes épocas do ano e metas a serem alcançadas.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
O post Suplementação a pasto: maximize resultados na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post 5 benefícios sobre o curso Gestão na Pecuária de Corte do Rehagro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Estas e outras questões tendem a tirar o sono de muitos produtores, afinal, se manter na atividade é um desafio, que requer atenção constante, planejamento e gerenciamento.
A boa notícia é que atualmente existem muitas oportunidades para aprender cada vez mais sobre a pecuária de corte, porém como separar as informações errôneas ou equivocadas, de dados corretos, testados e aprovados? Tendo em vista que todos nós buscamos mais segurança para tomar decisões.
Neste artigo vamos te mostrar 5 evidências de que a capacitação em Gestão da Pecuária de Corte oferece mais do que apenas o básico, e sim um conjunto de técnicas e práticas para potencializar os recursos e maximizar o potencial de produção da sua fazenda.
Um dos principais diferenciais do curso é sua aplicabilidade, por isso vamos trabalhar em um projeto prático. Este será o momento para você mostrar suas ideias, explicar sua realidade na propriedade, e nossos professores poderão auxiliá-lo de forma personalizada.
As suas dúvidas serão respondidas em até 48 horas pelos nossos tutores, através do grupo criado no aplicativo WhatsApp ou da nossa plataforma, para ter segurança durante o desenvolvimento das atividades.
Nosso conteúdo foi criado por profissionais com experiência de campo e com visão das diversas realidades das propriedades rurais.
Por isso, serão abordados temas como:
Para ter sucesso em seu negócio, você deve planejar estrategicamente, ter uma visão ampla de sua propriedade e, o mais importante, tratá-la como o negócio que ela é.
Ao fazer isso, você poderá enxergar seus próximos passos, entender suas despesas e alavancar seus resultados.
Você poderá conhecer diversos profissionais de todo o Brasil, trocar experiências, acompanhar o mercado e fechar parcerias, tudo estará ao seu alcance no WhatsApp!
Assuma o controle do seu negócio e torne-se mais produtivo e eficiente, profissionalizando a gestão da sua fazenda.
Tenha mais informações sobre nosso Curso Gestão da Pecuária de Corte, clicando no banner abaixo!
O post 5 benefícios sobre o curso Gestão na Pecuária de Corte do Rehagro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Recria intensiva a pasto – RIP: saiba como aplicar essa estratégia apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além dos ganhos “diretos” com aumento da produtividade, existe um fator determinante que corrobora com o processo de intensificação que é a diluição dos custos operacionais relacionados àquele sistema de produção, ou seja, produzir mais, em menos tempo e na mesma área permite a otimização dos custos envolvidos na operação da atividade.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
E dentre as tradicionais fases de um sistema de produção, cria, recria e engorda, a recria apresenta uma grande oportunidade dentro desse cenário apresentado acima que permite maior giro do negócio.
Ao longo dos próximos parágrafos vamos tratar sobre uma estratégia ainda pouco difundida e que pode representar grandes oportunidades, a Recria Intensiva a Pasto (RIP), e como esta estratégia, desenvolvida e pesquisada pelos professor Dr. Gustavo Siqueira e Dr. Flávio Dutra do APTA, se transformou em uma excelente alternativa para solucionar problemas de desempenho na fase da recria.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A RIP é um programa de suplementação realizado com os animais em fase de recria, período da vida do animal após a desmama até sua entrada em fase de terminação ou engorda, onde é chamado de boi magro.
Normalmente é considerado como recria o tempo em que os animais saem de 210 Kg ou 7 arrobas, até os 420 Kg, 14 arrobas.
Essa métrica da recria sendo de 7 a 14@ serve como balizamento, mas é muito comum encontrar sistemas que trabalham e consideram pesos diferentes para essa fase (desmama a boi magro), principalmente, em propriedades mais intensivas, onde o ganho ao longo da recria é maior, tanto à desmama quanto na entrada dos animais na fase de engorda seja ela a pasto ou em confinamento.
Há ainda propriedades que por diversos motivos desmamam bezerros mais leves e ou entram com os animais mais pesados na engorda, concentrando o maior ganho de peso na fase que a fazenda tem mais facilidade de obter melhores resultados.
A utilização da recria intensiva a pasto se dá principalmente pela alta demanda de animais para engorda, seja pela própria propriedade ou pelo mercado de maneira geral.
Intensificar a recria, permite que mais animais fiquem aptos a entrar na fase de engorda em menos tempo, isso aumenta consequentemente a oferta de animais para a engorda.
O longo período destinado a recria dos animais é entendido como um gargalo importante para as propriedades, criar estratégias para diminuir esse tempo de recria, aumentando a eficiência do sistema produtivo e a rentabilidade dentro dessa fase é de suma importância para a pecuária nacional.
A RIP dentre as estratégias disponíveis apresenta uma solução interessante para essa fase da vida dos animais, principalmente para proprietários que já trabalham com um certo nível de intensificação.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A RIP, consiste basicamente em um alto fornecimento de suplementação para os animais em recria. Espera-se que nessa estratégia seja alcançado ganho em torno de 800 gramas a 1 Kg de peso vivo por dia, por animal.
Levar os animais de 200 para 400 Kg em 8 meses, em uma recria já com bons níveis de produtividade os animais tendem a ganhar, em um ano, cerca de 200 Kg de peso vivo.
Com a estratégia para aumentar o consumo de suplementação dos animais é possível obter esse mesmo ganho individual no período de 8 meses, o que possibilita a diluição dos custos não alimentares de maneira significativa, além de ainda proporcionar um fornecimento de maior número de animais, em menos tempo, para a fase de engorda.
Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A suplementação dentro dessa estratégia de recria, exige um cuidado especial. O grande objetivo dessa fase de vida dos animais é que ele se desenvolva, cresça e coloque carcaça, para isso é importante o ganho de “massa magra”, o foco deve ser o desenvolvimento muscular dos animais.
Para isso ser possível, a suplementação dos animais deve ser realizada com suplementos específicos com elevado teor de proteína para potencializar o crescimento e ganho de massa magra do animal.
Durante o período da seca, época em que as pastagens são inferiores quanto a disponibilidade e quantidade de proteína, os níveis de proteína do suplemento devem girar em torno de 25 %.
Já no momento de maior disponibilidade de forragem, período das águas, o suplemento é balanceado com níveis de proteína em torno de 20 a 22%, fornecendo assim entre 14-16% PB na dieta.
Fonte: Arquivo retirado das aulas do curso de Pós Graduação em Produção de Gado de Corte do Rehagro.
O consumo estipulado para que seja alcançado os desempenhos esperados, de 700g a 1kg/dia por animal, gira em torno de 1% do peso vivo dos animais, ou seja um animal em recria, de 300 Kg de peso vivo, terá seu consumo diário de suplemento em torno de 3kg.
A água é um componente essencial na produção animal em qualquer fase da vida e em qualquer nível de intensificação produtiva, sem água é impossível a produção animal, na pecuária, e principalmente em sistemas intensivos.
A água, de qualidade e com boa disponibilidade, exerce um grande e decisivo papel na produtividade dos animais, pois ela está diretamente relacionada ao desempenho dos animais.
Para um sistema de recria intensiva a pasto, um detalhe que se faz importante nesse quesito da água é a localização dos bebedouros.
Normalmente, os bebedouros ou as fontes de água dos animais são colocadas bem próximas ao cocho de suplementação, entretanto, quando há um objetivo de se suplementar esses animais com quantidades maiores de suplemento a tendência é que bebedouros muito próximos aos cochos tem um acúmulo de sujeira superior ao que teria em situações de suplementações de menor consumo.
Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Esse fato exige que os bebedouros sejam higienizados com uma frequência maior do que o de costume, recomendando-se ainda que, quando possível, sejam instalados bebedouros mais distantes dos cochos.
Bebedouros distantes 100 a 150 metros dos cochos permitem fácil acesso aos animais e evitam que grandes restos de alimento da boca dos animais caiam na água.
No percurso caminhando entre o bebedouro e o cocho os animais “limpam” a boca. Nesse tipo de suplementação, o que atrai a ida dos animais ao cocho é a própria ração, ao contrário do que acontece com a suplementação mineral, em que é indicado que os bebedouros fiquem próximos aos cochos para maximizar o consumo desse suplemento.
Portanto, nesse sistema intensivo os detalhes fazem toda a diferença para melhores resultados.
A necessidade de pastagem em quantidade e qualidade ótimas para a produção continua sendo fundamental em um sistema de recria com fornecimentos de suplemento de elevado consumo, entretanto, o impacto da menor disponibilidade de forragem no desempenho dos animais é menor quando se comparado a animais suplementados com consumos inferiores, como 0,3%, por exemplo.
Isso ocorre devido ao efeito substitutivo, onde grande parcela da exigência do animal e consumo ocorre via suplementação.
Um animal consome em média de 2,2% de seu peso vivo em matéria seca (MS) por dia, quando fornecemos 1% do PV via suplemento isso significa que o animal terá que pastejar “apenas” para consumir os outros 1,2% do PV, que é um pouco mais que 50% de sua demanda diária, reduzindo assim o tempo de pastejo e também o impacto da quantidade de forragem no desempenho dos animais.
Esse fator ganha grande importância quando pensamos em exploração da área possível para produção, sendo possível produzir maiores quantidades de animais e consequentemente de arrobas em uma mesma área, sem perder, é claro, o desempenho individual dos animais. Em outras palavras, há um aumento da taxa de lotação na propriedade e produção de arrobas por hectare.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinicius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Como a maioria das ferramentas e tecnologias disponíveis para o processo de intensificação na produção animal, a RIP apresenta alguns desafios importantes.
O primeiro desafio a se chamar atenção está na estratégia nutricional geral da propriedade. Quando é realizado um programa nutricional, é de extrema importância que pensemos na fase seguinte à que o animal está, e principalmente, qual a estratégia nutricional para essa próxima fase, e isso ganha uma importância ainda mais relevante quando avaliamos a RIP.
Animais provenientes da recria intensiva a pasto devem seguir, prioritariamente, para um sistema de engorda igualmente intensivo, confinamento ou mesmo para uma TIP, terminação intensiva a pasto.
Caso contrário, há uma grande probabilidade de que, o investimento realizado na recria se perca na fase da engorda por a estratégia não atender a demanda nutricional maior do animal. A suplementação crescente deve ser uma meta e uma constante para sistemas intensivos.
Outro cuidado importante e de grande relevância para a ferramenta está relacionado ao ajuste preciso da dieta para que o animal em recria desempenhe bem e principalmente ele “cresça” sem que necessariamente inicie o processo de deposição de gordura nos tecidos.
Níveis de proteínas da dieta adequados para essa fase de crescimento, como ressaltadas anteriormente, são necessárias justamente para que se consiga manipular de forma extremamente eficiente a composição do ganho desses animais, proporcionando a ele condições de expressar seu potencial genético.
Toda essa preocupação e cuidados são necessários para evitar que esses animais “achatem” nesta fase.
O termo “achatar” é utilizado para definir uma situação onde animais de recria consomem uma dieta muito energética e pouco proteica, em que os animais passam a depositar gordura em sua carcaça, quando isso ocorre, esses animais diminuem o crescimento em massa magra, ou seja, deposição de músculo e, consequentemente de carcaça, refletindo em animais futuramente terminados com gordura em excesso, mas com baixo peso de carcaça. Parte dessa gordura será retirada no processo de abate, o que economicamente não se torna viável ao produtor.
Esses fatores reforçam e desaconselham a utilização de dietas de terminação nessa fase da vida dos animais, além de serem mais caras comprometem o crescimento animal.
O fornecimento de suplementação de elevado consumo dos animais em recria, requer uma série de cuidados e estratégias, também, voltados para a infraestrutura e logística da propriedade.
O espaçamento de cocho de ser semelhante a de animais em terminação 30-40 centímetros por cabeça, a distribuição do volume de alimento e a estrutura de água de qualidade exigem que a propriedade esteja preparada para a realização da RIP, ou podem por falhas nessa estrutura não obterem os resultados esperados.
Fonte: Arquivo pessoal de Hugo Martins, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Independente da época ou situação de produção, a eficiência na aquisição de insumos para a alimentação dos animais compõem uma das ou a principal determinante do sucesso econômico da atividade.
Em tempo de insumos superando as cotações a cada dia, em um sistema de alto risco pelos níveis de intensificação, o planejamento e a gestão da compra de insumos para a formulação do suplemento pode ser o principal fator para o sucesso dessa ferramenta.
A estratégia da recria intensiva a pasto vem sendo estudada com grande afinco pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios do estado de São Paulo (APTA- Colina), que desenvolve pesquisas para aprimorar a ferramenta e explorar o máximo potencial possível da mesma.
A implementação dessa tecnologia deve ser feita de forma criteriosa após uma boa análise das condições da fazenda. Um dos grandes gargalos apresentados na pecuária de corte se encontra justamente na fase de recria, normalmente longa e sem desempenhos satisfatórios, a RIP é uma grande ferramenta disponível, que quando bem trabalhada, pode solucionar esse problema.
Além disso, essa ferramenta pode proporcionar um aumento de oferta de boi magro por parte de confinadores ou mesmo dentro de sistema de ciclo completo, com isso aumenta-se a capacidade de acelerar o sistema e aumentar o giro e a rentabilidade do negócio.
Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:
As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.
O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.
Para saber mais informações, visite nossa página:

O post Recria intensiva a pasto – RIP: saiba como aplicar essa estratégia apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post O impacto dos acordos climáticos para produção agropecuária brasileira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assista na íntegra!
Não se esqueça de curtir, compartilhar e se inscrever em nosso canal. Ative também o sininho das notificações!
O post O impacto dos acordos climáticos para produção agropecuária brasileira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post O orçamento anual deve seguir o ano pecuário ou o ano civil? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ele é o ponto de partida para que possamos traçar metas para aquele ano e alcançar os resultados desejados na propriedade.
Mas sabemos que, na maioria dos sistemas produtivos do Brasil, o ano pecuário ou ano safra, que vai de 1 de julho a 30 de junho, é diferente do ano civil ou ano calendário, de 1 de janeiro a 31 de dezembro.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Então, fica a dúvida: quando devo fazer meu orçamento anual em um sistema de pecuária de corte? Ele deve ser feito para o ano civil ou deve acompanhar o ano pecuário?
A dica do nosso especialista Prof. Guilherme Lamego, coordenador de projetos de gestão na Pecuária de Corte, é a seguinte:
“De modo geral, trabalhamos pensando o planejamento da atividade de 1 de julho a 30 de junho. Minha recomendação é planejar um ano que irá coincidir com nossas principais atividades produtivas, sem quebrá-las no meio.”
Por exemplo, em uma fazenda de cria, não é indicado “quebramos” a estação de parição no meio. Ou “quebrarmos” a venda de animais do confinamento, que foram recriados ao longo de todo o ano e colocados na engorda.
É como se, na agricultura, fosse feito um orçamento que cortasse a safra no meio. Você colheria a safra anterior, mas no custo de plantio, estaria plantando já a próxima safra.
Não faria muito sentido olhar para um ano que cortaria essas atividades no meio, certo?
Na pecuária de corte, é o mesmo raciocínio, lembrando somente que ela terá um ciclo mais longo do que a agricultura.
“Às vezes vamos colher aquela safra, tendo resultados com aquele bezerro que começou a ser produzido, em dois, três anos”, lembra o Prof. Guilherme.
“O ideal é que comecemos o planejamento técnico, antes mesmo de entrarmos no financeiro, alguns meses antes de iniciarmos nosso ano pecuário. Se o ano começa em 1 de julho, vou começar esse planejamento ao redor de abril, maio, para que eu possa ter vários ciclos de validação com as pessoas envolvidas e até que no fim de junho eu já tenha o orçamento pronto, validado para rodar o ano pecuário.”
Ele ainda ressalta que, ao longo do ano pecuário, é indicado fazer todas as checagens de previsto versus realizado.
Na hora de colocar a mão na massa e encarar o dia a dia das fazendas, várias dúvidas como essa aparecem.
Por isso, devemos estar preparados para enfrentar os reais desafios da produção, que aparecem na prática.
Para isso, o Rehagro criou o Curso Gestão na Pecuária de Corte, que já capacitou mais de 1.800 profissionais para dominarem todas essas questões e assumirem o controle de suas propriedades, permitindo que alcançassem melhores resultados financeiros.
Feito para quem não tem tempo a perder, todo o conteúdo desse treinamento é aplicável à realidade da produção de gado de corte, ajudando profissionais a conduzirem os rebanhos rumo à máxima eficiência!
Caso você tenha interesse em aprender a melhorar a produtividade, lucratividade e sustentabilidade da fazenda em que você atua, venha conhecer essa capacitação!
O post O orçamento anual deve seguir o ano pecuário ou o ano civil? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Como obter bois de ciclo curto e uma pecuária mais produtiva? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Se tratando de proteína de origem animal, mais especificamente quando pensamos em carne bovina, o destaque é igualmente significativo. Detemos o título de maior rebanho comercial do mundo e de maiores exportadores de carne bovina.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Em 2020, o Brasil exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de carne, o que representa mais de 14% do mercado internacional.
A tendência é de que esses números cresçam nos próximos anos, não somente em valores absolutos, ou seja em quantidade produzida e exportada, mas também em importância, aumentando o percentual que representamos na produção mundial. Algumas projeções, como a da USDA (Departamento de agricultura dos Estados Unidos) mostram que as exportações nacionais devem crescer em torno de 49% nos próximos 10 anos.
Todas essas perspectivas, no entanto, precisam de um suporte indispensável do próprio produtor. O pecuarista precisa corresponder a essa demanda e entregar não somente a quantidade demandada pelo mercado, mas principalmente, entregar um produto de qualidade que seja ainda capaz de gerar uma rentabilidade interessante ao fazendeiro.
Para isso precisamos avaliar nosso sistema de produção, sermos mais eficientes em produzir e gerar resultado. Um grande passo na busca desse objetivo vem sendo alcançado gerando por consequência o encurtamento do ciclo produtivo do boi.
Esse é um importante objetivo que podemos e precisamos buscar em nossos sistemas de produção, a média de idade de abate de bovinos diminuiu de forma importante no Brasil nos últimos anos.
Devemos continuar focados nesse trabalho, buscando produzir com eficiência e qualidade, reduzindo o tempo necessário para a produção de um animal pronto para o abate, isso não somente representa a melhoria na produtividade em todas as fases do sistema produtivo, como possibilita a maximização da produção por hectare.
Por diversos motivos a produção pecuária no Brasil foi conduzida de maneira extensiva e até extrativista durante longos anos.
Possibilitado pela grande margem de lucratividade por arroba comercializada há época, grandes lotes de animais eram destinados a extensas áreas de pastagens, sem maiores preocupações com a suplementação ou qualidade dessas pastagens os animais passavam 5, 6, 7 anos para atingirem as condições necessárias para o abate.
Com o avanço e a concorrência de outras atividades como a agricultura, o encurtamento das margens do negócio pecuário e o aumento da demanda pela carne, ficou evidente a necessidade de se acelerar o processo produtivo.
Ao contrário de sistemas extensivos, onde não há eficiência na produtividade por indivíduo nem tão pouco por hectare, sistemas intensivos permitem que os animais desempenhem melhores ganhos, as produtividades por hectare são muito superiores e o tempo de produção reduz de forma significativa.
O Brasil reduziu de forma impactante o tempo para o abate dos animais nos últimos anos e isso se fez possível graças a uma série de ações buscando o que hoje denominamos intensificação do sistema produtivo, em cada uma das fases do sistema.
A cria é a fase do sistema responsável por produzir bezerros que serão disponibilizados para o mercado ou serão utilizados na própria fazenda para recria e posteriormente engorda dos animais.
A fase conta com diferentes categorias:
Existem diferentes formas de se intensificar a fase da cria, a implementação de tecnologias e a consequente melhoria dos indicadores reprodutivos como taxa de concepção, taxa de prenhez a melhora no desempenho dos bezerros, com aumento do peso a desmama desses animais, são alternativas que precisamos alcançar ao longo desse processo.
O processo de intensificação dessa fase do sistema de produção passa pelo aumento da taxa de lotação das propriedades, a sensibilidade na melhoria dos resultados é significativa quando aumentamos a taxa de lotação das propriedades de cria, e com isso, é necessário que se invista em alternativas para o aumento da taxa de lotação em sistemas de cria.
A recria é o período da vida dos animais compreendido entre a desmama até a fase seguinte conhecida como engorda para os machos ou entrarem para reprodução no caso das fêmeas. Em alguns sistemas produtivos, a fêmea também é destinada ao abate, atendendo, muitas vezes, mercados de carne gourmet.
É o período de crescimento dos animais, que normalmente vai de 7 até 14@ nos machos, é de extrema importância entender que nessa fase da vida dos animais o grande objetivo é de crescimento e incremento de musculatura nos animais.
Isso impacta diretamente no planejamento nutricional dos animais, para deposição de musculatura é indispensável dietas bem balanceadas em proteína, principalmente.
Nessa fase da vida dos animais, temos uma grande oportunidade para melhoria no processo de intensificação, aumentar a taxa de lotação das propriedades, produzir mais animais em um mesmo espaço, e principalmente, melhorar o desempenho desses animais ao longo do ano.
A suplementação adequada ao longo das diferentes épocas do ano, permite que os animais desempenhem de forma satisfatória e crescente ao longo do ano, “entregando” cada vez mais rápido e em melhores condições para a fase de engorda.
A fase de engorda é a fase que desenvolve os animais entregues pela recria até o momento do abate, de 14 a 20@, por exemplo.
Nessa fase diferente da recria em que os animais depositam músculo, o grande objetivo é a deposição de gordura e o acabamento de carcaça, por isso as dietas devem ser ricas em energia.
Por algumas características observadas nessa fase do sistema de produção, a intensificação e o encurtamento da produção dos animais nessa fase, se desenvolveu muito nos últimos anos. A engorda de forma intensiva e eficiente se destaca quando comparada às outras fases do sistema de produção.
Grandes confinamento, alternativas de terminação a pasto e a mudança no perfil da dieta dos animais ao longo da engorda, permite que tenhamos resultados satisfatórios na aceleração dessa etapa do ciclo.
O que é possível observar hoje no cenário da cadeia produtiva da carne, é uma grande redução no tempo total na produção dos animais. De forma geral, principalmente pelos avanços e melhorias na engorda, a idade de abate dos animais reduziu nos últimos anos, mas ainda existe uma grande lacuna de oportunidade que precisa ser preenchida.
A afirmação é possível, pois existem propriedades trabalhando com eficiência e rentabilidade, abatendo animais pesados e bem acabados, com idades inferiores a 15 meses de idade, provavelmente não será a realidade da média nacional, mas esses casos demonstram que há uma possibilidade real de melhoria dentro dos sistemas.
Além do aumento da população mundial, e consequentemente o aumento da demanda por proteína de origem animal, o aumento do giro na produção do boi, permite melhores retornos financeiros e econômicos aos produtores.
Sim, a intensificação e consequente aceleração na produção é invariavelmente associada a maiores investimentos e despesas com a nutrição dos animais.
Entretanto, quando avaliamos o sistema como um todo, e observamos a possibilidade de maximizar a produtividade por hectare, a diluição do ágio existente entre as categorias e principalmente a diluição do custo operacional (todo o custo não nutricional envolvido na atividade) por cabeça, aumentando o giro do negócio, a conta se demonstra muito atrativa.
O aumento do giro, o boi de ciclo curto e o processo de intensificação são possíveis devido a um somatório de fatores. É indispensável entendermos que cada um dos pontos abaixo exerce um importante papel nesse processo.
A maximização na produção e principalmente um bom manejo que proporcione a colheita eficiente das pastagens pelos animais é o grande foco para o alcance do objetivo de produzir o boi do ciclo curto.
Cerca de 80% das áreas de pastagem no Brasil se encontram, segundo a Embrapa, em algum nível de degradação. Isso contradiz a busca pela produção eficiente, principalmente quando buscamos o encurtamento do ciclo produtivo.
Precisamos necessariamente, produzir mais forragem e de melhor qualidade na época propícia para isso, época das águas, e também precisamos conduzir nossas pastagens de maneira eficiente para que durante o período de menor produção, época da seca, nossos animais tenham acesso a uma massa seca que associada à suplementação adequada, proporcionará bons desempenhos aos animais, mesmo que durante esse período.
A utilização de estratégias de manejo, como pastoreio rotacionado, diferimento das pastagens, subdivisão das áreas de pastos, permitem maior eficiência na colheita além de preservar as pastagens do processo de degradação.
A produção a pasto nos permite a produção da arroba mais barata dentro do sistema de produção, desde que bem manejada e conduzida, permite bons desempenhos e longevidade ao sistema.
A adubação das áreas voltadas a produção de gramíneas tropicais para pasto, aumenta a cada ano e permite produção de forrageiras em excelentes volumes e de grande qualidade, propiciando aos animais condições ótimas para que expressem o máximo de seu potencial produtivo.
A pastagem será o ponto de maior relevância para a garantia do desempenho esperado dos animais em todas as fases do ciclo de produção.
Diversas estratégias nutricionais podem e devem ser utilizadas para a maximização do desempenho dos animais, permitindo e potencializando a produção do boi de ciclo curto.
As matrizes produtoras de bezerros, foram por anos negligenciadas pelo pecuarista, hoje já está claro que a nutrição das fêmeas ao longo do período reprodutivo é indispensável, não somente, para a eficiência da fase da cria, mas também para o bom desempenho dos animais ao longo de toda sua via.
O grande objetivo para essa categoria, é fornecer uma nutrição adequada para que essas fêmeas possam manter seu escore de condição corporal adequado, ao longo de todo o ano, e principalmente para que essas matrizes possam parir com um bom escore de condição corporal.
Quanto aos bezerros, a primeira fase da vida dos animais, é exatamente a fase que dará um start na busca pelo boi de ciclo curto, precisamos “arrancar” com a velocidade necessária para que não haja comprometimento do planejamento.
O principal alimento para a primeira etapa da vida dos animais, é o leite materno. Além do aporte materno e para maximização dos ganhos, nesse momento, a principal estratégia e ferramenta que utilizamos, pensando no aspecto nutricional, é a utilização do creep-feeding.
O creep-feeding é uma estrutura que utilizamos onde somente os bezerros acessam o cocho, que será abastecido com uma suplementação específica para essa categoria.
Os suplementos para os bezerros, devem conter em torno de 18 a 20% de proteína, pensando nas exigências de crescimento desses animais. Outro ponto importante é a utilização de ingredientes palatáveis incentivando o consumo desses animais.
O maior desempenho dos animais da recria é extremamente importante nesse processo de redução do ciclo, associado sempre, à maior produção por hectare.
Para atingir esses objetivos é necessário focar nas estratégias nutricionais pensando nas diferentes épocas do ano. Durante o período das águas, onde a oferta e a qualidade forrageira são excelentes, o intuito é maximizar a produção.
Ao longo do período de estiagem, o desafio é aproveitar ao máximo a massa de forragem devidamente diferida para as secas. A suplementação terá um papel determinante em fornecer proteína para esses animais, auxiliando na digestibilidade da forrageira e garantindo desempenhos satisfatórios.
Além das duas estações bem definidas, podemos ainda traçar estratégias nutricionais de suplementação para o período de transição águas-secas ou suplementação de outono, já pensando nos ajustes relacionados à mudança do perfil do capim.
A suplementação na recria deve, preferencialmente, ser crescente, a cada estação a disponibilidade da dieta (capim mais suplemento) deve proporcionar aos animais condições para um ganho excelente.
É justamente nesse momento e com essas ações que conseguimos reduzir o tempo da recria e por fim dar um importante passo para a produção do boi de ciclo curto.
Outras estratégias para a recria vêm sendo utilizadas de maneira crescente no Brasil, estratégias de suplementação de volumoso para os animais durante o período de estiagem, a utilização de suplementação de alto consumo (recria intensiva a pasto), permitem uma aceleração ainda maior da recria.
A engorda, como dito anteriormente, é a fase mais avançada no quesito nutrição de todas as fases.
São várias as opções nutricionais que permitem desempenhos excelentes nessa fase da vida dos animais, confinamento, terminação intensiva a pasto, semiconfinamento, são estratégias produtivas eficientes e que, quando bem conduzidas, permitem alcances significativos de desempenho dos animais.
Além de proporcionar boas condições de pastagem e nutricional aos animais, um fator é muito importante na busca produtiva do boi de ciclo curto: a genética.
A evolução genética dos animais do Brasil é relevante quando analisamos os últimos anos, animais precoces com grande capacidade produtiva se destacam e se encaixam perfeitamente no objetivo de produzir o boi de ciclo curto.
De acordo com a Nutreco, em média, no mundo todo, a produtividade dos animais encontra-se 30 a 40% abaixo do seu potencial genético, por conta de condições inadequadas de saúde.
Essa afirmação expressa muito bem a importância da sanidade no sistema produtivo em que almejamos a produção intensiva dos animais, sem uma perfeita gestão dos aspectos sanitários, todos os trabalhos acima citados serão insuficientes.
A sanidade representa, em média, 5 a 8% dos custos de uma propriedade de gado de corte, isso significa muito pouco quando pensamos nos benefícios que uma sanidade bem conduzida pode representar.
O objetivo é traçar uma estratégia sanitária de acordo com os desafios de cada propriedade, identificar os principais gargalos e focar na prevenção das doenças, principalmente das subclínicas.
A definição correta do sistema de produção adotado em uma propriedade é fundamental para o sucesso da fazenda, tanto para aumento da produtividade e principalmente para a rentabilidade do negócio.
A escolha do sistema é uma importante fase do projeto que deve estar presente em toda propriedade, e o primeiro passo do projeto, fundamental para a definição do sistema, é a realização de um diagnóstico.
Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade, onde hipoteticamente podemos compará-lo a uma fotografia, em que ao final do processo de diagnóstico obtemos um “retrato”.
Esse retrato associado às características gerais da propriedade permitem a escolha correta da fase ou das fases do sistema que vamos realizar na propriedade.
Somente com um sistema adequado às características da fazenda é possível o sucesso na produção animal.
A gestão do negócio como um todo é fundamental para o sucesso produtivo, a gestão financeira e econômica acompanha de forma relevante essa afirmação.
Conhecer os custos de produção e identificar cada um dos gargalos na propriedade, permite não somente a tomada de decisão correta, mas principalmente a avaliação de todas as outras estratégias que estão sendo realizadas.
Afinal de contas, o grande objetivo de todo o processo na produção do boi de ciclo curto, é o aumento da rentabilidade e remuneração da atividade pecuária.
Seguindo principalmente esses fatores supracitados o “encurtamento do ciclo”, a produção do boi de ciclo curto, ou a intensificação dos sistemas de produção permitem a maximização da utilização das propriedades, explora ao máximo o potencial genético dos animais, e quando bem realizada, garante a lucratividade do negócio.
Sabemos que o encurtamento do ciclo pode garantir uma lucratividade para a produção de gado de corte. Uma outra forma de aumentar esse lucro é saber qual o seu orçamento para definir o preço de venda.
Agora você já sabe alguns dos passos necessários para obter boiadas de ciclo curto e maximizar a margem de lucro das propriedades.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página.

O post Como obter bois de ciclo curto e uma pecuária mais produtiva? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Manejando pastagens para alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado: Rodrigo Amorim, pesquisador da EMBRAPA – Gado de corte.
Se você não teve a oportunidade de assistir essa discussão sobre manejo de pastagens, clique no link abaixo:
Fique por dentro de outros eventos que realizamos. Assista outros webinars!
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em vídeo-aulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
Para saber mais informações, visite a nossa página:
O post Manejando pastagens para alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Perspectivas do mercado da carne em 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>
Em fevereiro de 2021, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Perspectivas do mercado da carne em 2021”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Para ter acesso a este e outros assuntos, siga-nos no Instagram! É só clicar AQUI.
Para assistir outros Webinars, clique AQUI!
O post Perspectivas do mercado da carne em 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>
Em dezembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte no estado da Bahia: “Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado que atua diretamente na região:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Para ter acesso a este e outros assuntos, siga-nos no Instagram! É só clicar AQUI.
Para assistir outros Webinars, clique AQUI!
O post Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Rotinas do confinamento do gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com uma especialista renomada:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!
O post Rotinas do confinamento do gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Bovinocultura de corte: utilização de coprodutos na nutrição apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Utilização de coprodutos na bovinocultura de corte”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos um especialista bastante reconhecido no mercado: Prof. Antônio Branco, Expert em Nutrição de Ruminantes. PHD.
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.
Para saber mais informações, visite a nossa página clicando na imagem abaixo:
O post Bovinocultura de corte: utilização de coprodutos na nutrição apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Produtividade e consumo de bovinos no pasto: veja fatores que interferem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A seleção realizada pelos animais em pastejo é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está diretamente relacionado com o consumo de bovinos, uma vez que as características e a estrutura do pasto afetam o consumo por bocado.
Essa seleção pode estar associada ainda à contaminação do local por fezes e urina, à localização de água e sombreamento, que também podem influenciar o pastejo e seleção pelo animal (Sollenberger e Vanzant, 2011). A ingestão diária de forragem é uma função da taxa de consumo e o tempo de pastejo (Sollenberger et al., 2013).
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A produtividade animal de animais em pastejo é determinada pelo consumo de matéria seca, que é influenciado por uma série de fatores separados em três importantes grupos:
De modo geral, a variável resposta, tanto das plantas forrageiras como dos animais são dependentes da estrutura do pasto e da interação com o animal, sendo esta fundamental na tomada de decisão do manejo da pastagem para favorecer o consumo de matéria seca.
Mas afinal, quais seriam os fatores relacionados às características estruturais do pasto que influenciam o consumo de matéria seca por bovinos em pastejo? Como mensurá-las e utilizá-las para aumentar a produtividade animal?
Além de conhecer quais são esses fatores e como eles interferem na produtividade, vamos entender nesse texto, quais os impactos que o manejo incorreto imprimem nos sistemas de produção.
A estrutura do pasto pode ser definido como arranjo e distribuição das plantas sobre o solo em um mesmo ambiente (Laca e Lemaire, 2000), sendo esta importante, por determinar a facilidade de apreensão dos componentes da planta, e isso pode afetar a quantidade ingerida de nutrientes.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues
A relação folha/colmo, índice de área foliar, massa de forragem, densidade de folhas verdes e altura média são componentes da estrutura do pasto responsáveis por influenciar a ingestão de forragem pelos animais, pois alteram as variáveis do comportamento ingestivo (Mayne et al., 2000; Gontijo et al., 2006).
Na dimensão vertical, a altura e a distribuição dos componentes (folha, colmo) são as principais variáveis, e na dimensão horizontal é a massa de forragem, sendo essas as variáveis mais importantes que devem ser consideradas na avaliação da estrutura (Cabral et al., 2011).
Maiores alturas implicam em maturidade da planta e alongamento de colmo, havendo progressiva lignificação, que confere aumento na força de ruptura (Jacobs et al., 2011) e induz os animais a selecionarem a forragem a ser consumida, reduzindo a massa do bocado e aumentando o tempo por bocado.
Com isso a taxa de consumo diminui, devido às limitações da estrutura do pasto (Benvenutti et al., 2009), ou seja, alta presença de colmos podem ser uma barreira física ao processo de pastejo, dificultando o consumo (Casagrande et al., 2010).
A altura do pasto na condição de pré-pastejo apresenta alto grau de associação com os valores de interceptação luminosa pelo dossel, conforme observado em pesquisas realizadas com forrageiras tropicais.
Altura de pré-pastejo de espécies forrageiras sob lotação intermitente com base em 95% IL.
Dessa forma, estratégias de manejo determinadas pelo controle de altura do pasto é uma variável consistente para determinar as respostas da pastagem e dos animais, em estudos sobre taxa de ingestão de forragem.
Assim, torna-se mais prático entender as modificações na estrutura do pasto, e das respostas dos animais a essas variações.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
A massa de forragem pode ser definida como peso total de forragem por unidade de área, acima da altura de corte do capim, sendo usualmente expressa em kg/ha de MS.
Conhecer as diversas variações de massa de forragem entre espécies de forrageiras é importante para tomada de decisões do manejo do pastejo (Pellegrini et al., 2010).
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
A partir do momento que 95% de toda a luz incidente é interceptada pela planta, a produção de folhas velhas aumenta e de folhas novas diminui, causando redução no acúmulo de folhas e intenso acúmulo de colmo e material senescente.
Nessa situação, a altura e a massa de forragem dos pastos aumentam, porém o valor nutritivo fica comprometido por apresentar menores proporções da parte mais digestível (folhas).
Uma relação folha:colmo elevada, pode caracterizar uma planta com maior teor de proteína e boa digestibilidade o que confere boa aceitabilidade pelos animais e alta ingestão.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
As folhas representam o componente com maior quantidade de tecidos não lignificados, como mesófilo, o que confere melhor qualidade nutricional e menor tempo de retenção no rúmen, consequentemente maior taxa de passagem (Humphreys, 1991).
O colmo apresenta maior presença de tecidos lignificados (epiderme e esclerênquima) onde menos de 50% da parede é prontamente digestível e utilizada pelo animal, o que compromete a eficiência de pastejo, como consequência da redução na relação folha:colmo.
Por isso, a relação folha:colmo pode atuar também como indicador da facilidade de apreensão da forragem pelo animal (Paula et al., 2012).
Fonte: Senar.
O comportamento ingestivo de animais em pastejo é sensível a variações na estrutura do pasto (Palhano et al., 2007), onde qualquer falha ocorrida no dimensionamento da oferta de forragem pode repercutir em amplo impacto no desempenho animal.
A quantidade e qualidade de massa verde produzida é determinada pelo acúmulo de forragem que ocorre durante o período de rebrotação das plantas (pós pastejo) (Pedreira et al., 2009).
Em lotação rotativa, após a saída dos animais dos piquetes, o pasto começa a rebrotar, visando recompor a área foliar, interceptar luz e crescer novamente, acumulando nova quantidade de forragem para ser utilizada no próximo pastejo (Da Silva, 2009).
Dessa maneira, a interceptação luminosa (IL), associada à altura, tem sido a estratégia mais usada para manejar pastagens sob lotação rotativa, visando controlar as características estruturais do pasto (Pedreira et al., 2007).
O consumo total de forragem de um animal em pastejo é o resultado do acúmulo de forragem consumida em cada bocado, e da frequência com que realiza, durante todo tempo em que passa se alimentando (Carvalho et al., 2009).
A ingestão de forragem por bocado é muito sensível a variações na estrutura no pasto particularmente na sua altura (Coleman, 1992). Quando a massa do bocado é reduzida, ocorre queda correspondente na taxa de consumo, a menos que um incremento compensatório na taxa de bocados seja observado.
Desse mesmo modo, o consumo diário de forragem também será afetado se qualquer redução na taxa de consumo não puder ser compensada por um incremento no tempo de pastejo.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
Os fatores associados à estrutura do pasto, bem como ao comportamento ingestivo dos animais, incluem seleção da dieta, tempo de pastejo, massa de bocado e taxa de bocados, sendo o bocado a unidade mais importante referente ao consumo.
Segundo Carvalho et al. (2007) o consumo pode ser dado pelo produto da massa de bocado, do tempo e número de refeições ao longo do dia.
O tempo em pastejo é definido como o tempo em que o animal está apreendendo a forragem e mastigando-a e/ou deslocando-se com a cabeça baixa, podendo variar de acordo com a estrutura do pasto refletindo a facilidade de colheita da forragem.
A massa de forragem, altura, densidade, baixo teor de fibra das folhas, presença de barreira física (colmo) são características da estrutura do pasto que determinam os mecanismos utilizados pelos animais durante o processo de pastejo (Reis e Da Silva, 2011), interferindo o tempo de pastejo.
A variável tempo de pastejo é inversamente proporcional ao consumo, ou seja, quanto maior a massa de bocado, menor será o tempo de pastejo (Santos et al., 2010). Atividades como deslocamento, seleção, busca, manipulação e colheita do alimento estão inseridas na variável tempo de pastejo.
Sob baixa oferta de forragem, o tempo de pastejo aumenta, assim como a frequência de bocados, buscando atender a demanda diária de ingestão de matéria seca e consequentemente as exigências nutricionais diárias.
Segundo Ribeiro et al. (2012), o tempo destinado ao pastejo de bovinos não deve ultrapassar de 12 a 13h, vez que tempos acima desses valores podem influenciar negativamente as atividades ruminais dos animais.
A massa do bocado, pode ser definida como o produto entre a densidade volumétrica pelo volume do bocado, sendo este, função da área do bocado e profundidade. É a variável mais importante na determinação do consumo de animais em pastejo, e mais influenciada pela estrutura do pasto.
Diferente da massa de bocado, a taxa de bocado é o número de bocados em determinado período de tempo, sendo usada para calcular a taxa instantânea de consumo, dada em bocados/min (Hodgson, 1985). Sob condições de menor oferta de forragem, a taxa de bocado tende a aumentar, porém, o incremento não é suficiente para evitar diminuição na taxa de consumo, com isso o animal compensa no aumento de tempo de pastejo (Maggioni et al., 2009).
Em algumas situações a massa de bocado é inversamente proporcional à taxa de bocados, o que confirma que dosséis com maiores massas de forragens demandam mais movimentos mandibulares e mastigação do que de bocados e apreensão.
Os componentes da estrutura do pasto afetam diretamente a ingestão de matéria seca por influenciarem o comportamento ingestivo dos bovinos. O controle da intensidade e frequência de pastejo, visa oferecer ao animal uma estrutura com elevada relação folha:colmo, que favorece o processo de pastejo.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
Para saber mais informações, visite a nossa página:

O post Produtividade e consumo de bovinos no pasto: veja fatores que interferem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Como fazer um plano de contas em propriedade de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Apesar de pouco eficiente, a pecuária extensiva apresenta riscos relativamente baixos. A busca pela eficiência produtiva e o aumento da rentabilidade passa pelo inevitável processo de intensificação, trazendo consigo o aumento dos riscos para a pecuária.
Concomitante ao aumento de riscos na atividade, tem-se o aperfeiçoamento e a eficiência nos controles produtivos, controles zootécnicos e principalmente econômicos e financeiros.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A gestão financeira e econômica na pecuária de corte permite, dentre outros fatores, a minimização dos riscos gerados pelo aumento da intensificação do sistema de produção e o conhecimento dos custos de produção. Conhecer os custos de produção é extremamente importante para a busca do aperfeiçoamento dos processos produtivos e para a garantia da margem de lucratividade.
Essa gestão da propriedade exige controle, sendo que dentro desse controle há uma estrutura que se destaca e deve estar muito bem estruturada e alinhada com o sistema produtivo da propriedade, o plano de contas.
O plano de contas representa um conjunto de contas que irá caracterizar e classificar toda movimentação financeira e econômica da fazenda em uma nomenclatura comum, permitindo análises assertivas e eficientes quanto às movimentações.
De maneira resumida, o plano de contas irá separar todos os custos com a alimentação do rebanho em uma conta chamada “nutrição” ou todos os custos com manutenção e insumos para oficina em uma conta “máquinas”, por exemplo. E assim será realizada a separação de todas as movimentações de entrada e saída da propriedade.
O plano de contas pode ser mais ou menos detalhado, de acordo com a estrutura da propriedade e com o nível de detalhamento desejado pela administração da fazenda.
Planos muito detalhados exigem o maior treinamento e qualificação da mão de obra responsável pelos lançamentos, sendo que um plano menos específico inviabiliza o aprofundamento nas análises posteriores. Entretanto, é importante começar de forma mais simplificada e ir evoluindo o nível de detalhamento à medida que a equipe fica mais capacitada para tal função.
O primeiro ponto a se avaliar na propriedade onde se tem interesse em estruturar as rotinas financeiras e aperfeiçoar o gerenciamento financeiro e econômico da fazenda, é avaliar se já existe um plano de contas presente nessa propriedade e se há uma rotina de levantamento e tabulação de dados.
Não necessariamente denomina-se “plano de contas”, mas em ocasiões específicas há uma separação grosseira das contas, onde separam contas de uma maneira bem macro, exemplo contas do “rebanho” e contas “máquinas”.
Entendendo a organização das contas atuais da propriedade é possível então iniciar-se o processo de implantação de um plano de contas estruturado daquela fazenda.
Onde há a intenção de se detalhar ao máximo as contas da atividade vamos estabelecer “níveis” de contas. Primeiro nível de contas, faremos uma classificação ampla, exemplo “Despesas”. Já no segundo nível, iniciaremos a estratificação dessa conta, “Despesas operacionais” é um exemplo, e assim segue-se a estratificação, até o detalhamento do produto.
Ao longo do texto, vamos exemplificar um plano de contas real, utilizado em uma propriedade de corte, para que o entendimento fique perfeito.
O primeiro nível de um plano de contas quando pensamos em saídas, é o nível mais abrangente é justamente o que denominamos “Despesas”. Todo o fluxo financeiro que sai da propriedade deverá ser classificado em alguma conta dentro das despesas.
Ao aprofundarmos nossa análise chegamos em um segundo nível. Como neste nosso exemplo faremos a avaliação de um plano de contas muito detalhada, o nosso segundo nível contará com três grandes contas: operacionais, financeiras e investimentos.
Quando somamos então, todas as saídas das contas “Operacionais”, “Financeiras” e “Investimento” temos o total da conta de nível “Despesas”.
Na conta “Financeiras” – que está dentro das Despesas (Nível 1) → Financeiras (Nível 2) – vamos incluir todas as saídas da propriedade que estão relacionadas a “Amortização”, “Distribuição de lucro” e “Juros”, por exemplo, cada um desses itens representará uma conta de terceiro nível.
Mas pode-se estratificar ainda mais as Despesas Financeiras de Amortização, incluindo dentro dessa conta uma conta de quarto nível, ou conta gerencial, por exemplo, conta para “Empréstimo de custeio”, por fim cada um dos Empréstimos de Custeio receberá sua identificação, e ficaria assim: Empréstimo n°x, chegando ao quinto nível de estratificação do plano de contas.
Sendo assim temos:
Nível 1 🡪 Nível 2 🡪 Nível 3 🡪 Nível 4 🡪 Nível 5
Despesas 🡪 Financeiro 🡪 Amortização 🡪 Empréstimo custeio 🡪 Empréstimo n°x
Essa mesma lógica funcionará de maneira semelhante para as outras despesas:
Despesas 🡪 Investimentos 🡪 Veículos, por exemplo.
E por fim destacamos as Despesas Operacionais (Nível 2), exatamente nessa conta, são lançadas todas as despesas relacionadas diretamente à produção.
A produção pode ser pecuária ou agrícola em uma grande propriedade, e por isso destacamos o terceiro nível com “Despesas Operacionais Pecuária” ou “Despesas Operacionais Agricultura”, sendo que a soma de todas as despesas da pecuária e agricultura será o total de Despesas Operacionais.
Desse modo, teremos:
Nível 1 🡪 Nível 2 🡪 Nível 3 🡪 Nível 4 🡪 Nível 5 🡪 Nível 6
Despesas 🡪 Operacionais 🡪 Pecuária 🡪 Alimentação 🡪 Insumo Energético 🡪 Produto (milho)
Fonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.
A imagem acima, mostra um exemplo do detalhamento de um plano de contas seguindo a lógica que abordamos.
Podemos fazer dessa mesma forma o detalhamento para todos os insumos de todos os custos e despesas envolvidos no rebanho.
Fonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.
Na figura acima, é possível avaliar um plano de contas, até o quarto nível, relacionados às Despesas Operacionais da Pecuária.
Essa estrutura permite um perfeito entendimento de onde estão sendo alocados as principais despesas da propriedade, e auxiliará o entendimento da composição dos custos de produção do produto final.
Fonte: Arquivo pessoal de Gustavo Melo, técnico do Rehagro.
Assim como é feito o detalhamento das despesas, as receitas também devem ser detalhadas, sendo importante que se entenda o perfil das receitas da propriedade. A lógica é a mesma, se estabelece um Nível 1, “Receitas”, onde todas as receitas são encontradas e a partir dela é realizada a estratificação.
Fonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.
O detalhamento das receitas é tão importante quanto o detalhamento das despesas.
Controlar e avaliar as finanças de uma propriedade é fundamental para o sucesso da atividade. Só é possível angariar esforços na redução de custos de maneira efetiva, quando se conhece o perfil dos custos da fazenda. Por isso, o plano de contas é uma estrutura que facilita e permite uma avaliação detalhada da composição dos custos.
A facilidade de se entender, por exemplo, quanto se gastou ao longo de um ano com insumos energéticos, com energia elétrica, manutenção de máquinas etc, permite que se entenda melhor as despesas da propriedade e ainda que se centralize os esforços para a redução dos custos que realmente impactam no sistema de produção.
O importante é que cada propriedade estabeleça um plano de contas fiel à sua realidade e que, esse plano, seja alimentado regularmente.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

O post Como fazer um plano de contas em propriedade de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Brachiaria: principais espécies e como realizar o manejo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil, país de grande destaque mundial na produção de alimentos, alguns fatores foram determinantes para esse processo.
Apelidado de o “celeiro do mundo”, o país apresenta uma série de características que possibilitaram a detenção desse título, e permitiram que nos tornássemos o maior exportador de carne bovina do mundo, exportando expressivas 1,84 milhões de tonelada no ano de 2019, com perspectivas de crescimento significativos, mesmo em um cenário ático em 2020 e de difíceis previsões.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Dentre os fatores que permitiram esses destaques, as dimensões continentais, solo, precipitações, médias de temperatura, possibilitam a produção forrageira, durante praticamente todos os meses do ano, e justamente essa forrageira produzida, será utilizada para o consumo dos ruminantes.
Para isso, entretanto, é necessário que haja confluência entre os fatores citados como favoráveis a produção forrageira, a própria espécie forrageira e o animal, de modo que nesse cenário, algumas espécies forrageiras se destacaram de maneira significativa.
Fonte: Acervo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.
Essas forrageiras associam com eficiência produção, nas condições geoclimáticas encontradas na maior parte do país, com a produtividade em quantidade e qualidade suficientes para proporcionar um bom escore corporal e desempenho aos animais, quando alinhados com um plano nutricional adequado para a estação do ano.
As espécies forrageiras do gênero Brachiaria ssp. são o grande destaque quando pensamos em ampla utilização e propulsão da pecuária nacional. Oriundas da África oriental, região de países como Quênia e Tanzânia, as braquiárias foram introduzidas no Brasil, na década de 50 com a Brachiaria decumbens.
Justamente por semelhanças nas características geoclimáticas da região de origem desse gênero, com as características encontradas no Brasil, as braquiárias se adaptaram e se tornaram ao principal gênero utilizado na pecuária de corte.
Trazido algum tempo depois da Brachiaria decumbens, em 1984, a Brachiaria brizantha, principalmente o cultivar Marandú, conhecido popularmente entre pecuaristas e técnicos por “braquiarão”, se tornou a espécie forrageira mais utilizada na produção de pastagens, ainda em 1994 já representava cerca de 45% das pastagens cultivadas no trópico brasileiro com destaque para sua utilização nas regiões amazônica, centro-oeste e sudeste do país.
Fonte: Embrapa.
Assim como as outras braquiárias, o braquiarão é uma espécie perene, ou seja, sua cultura permanece por anos em uma pastagem, sem a necessidade de replantar aquela forrageira, desde que seja manejada adequadamente.
Uma característica importante dessa espécie, que difere ela da maioria das outras espécies do gênero, está relacionado ao seu hábito de crescimento com colmos eretos e sub eretos, podendo atingir alturas entre 1 e 1,5 metros, o que pode ser considerado, inclusive, como um facilitador para o manejo.
Em geral, as folhas são lanceoladas (em forma de lança) sem ou com poucos pelos e seus rizomas são curtos, 30 a 50 mm de comprimento, cobertos de escamas amareladas e brilhantes o que sinaliza uma boa capacidade de tolerância ao pastejo.
Além dessas características físicas/anatômicas, que impactam no sistema de pastejo dessa espécie forrageira, algumas características relacionadas à produção devem ser levadas em consideração no momento da escolha pela utilização dessa gramínea.
O braquiarão apresenta boa produção de forragem, considerável exigência à fertilidade do solo e resistência à cigarrinha das pastagens quando comparada às outras espécies do gênero como a Brachiaria decumbens. Além disso, possui alto valor nutritivo, também comparado à outras espécies de braquiárias.
O somatório das características, em pastagens bem manejadas e adubadas, refletem em um material com proteína de alta degradabilidade ruminal e baixas quantidades de carboidratos estruturais de degradação lenta.
Fonte: Acervo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.
Um ponto de atenção, significativo, deve ser tratado quando falamos sobre o cultivar Marandu é a síndrome da morte do braquiarão, também conhecida como “morte súbita do braquiarão”. É um problema de grande impacto nas regiões central e norte do país. A utilização dessa espécie forrageira deve ser criteriosamente avaliada em regiões que apresentam esse desafio.
Entre os cultivares de Brachiaria brizantha, existem diferenças que também devem ser levados em consideração, e a ressalva se faz necessária.
O cultivar Xaraés, MG5 quando comparado ao Marandu apresenta alta produtividade e rápida rebrota e florescimento tardio, prolongando o pastejo nas águas.
Entretanto, a alta produtividade está associada à maiores desafios no manejo, com característica significativa em alongamento de caule e perda maior na qualidade à medida que a forrageira atinge a maturidade, mas a “perda” em valor é compensado pela produtividade e eficiência de uso por área.
Braquiária Xaraés. Fonte: Embrapa.
Ainda mais recente do que a Xaraés, lançada em 2003, a Embrapa disponibilizou recentemente a Brachiaria brizantha BRS Paiaguás. Esse material apresenta um porte menor do que as outras brizanthas, com porte semelhante à decumbens, de folhas e colmos finos.
A Paiaguás, apresenta boa produtividade nas secas e fácil manejo, sendo uma boa opção para os sistemas de integração, entretanto, não é recomendada em áreas com grandes desafios à cigarrinha das pastagens por ser bastante susceptível.
Braquiária Paiaguás. Fonte: Embrapa.
Outra variedade interessante de Brachiaria brizantha, também lançada pela Embrapa, é BRS Ipyporã, que apresenta como característica marcante a elevada resistência à cigarrinha-das-pastagens e também à Mahanarva spp. Além disso, possui um melhor valor nutritivo que representa boas condições de proporcionar maiores ganhos individuais aos animais.
Braquiária Ipypora. Fonte: Embrapa.
A tabela abaixo traz um resumo das principais características dessas braquiárias que o produtor deve atentar-se antes de introduzi-la na propriedade.
Fonte: Adaptado da aula professor Ricardo Reis, Pós-Graduação Produção e Manejo de Pastagem para Bovinos de Corte do Rehagro.
Além das características citadas, e aliadas a elas, a utilização desse gênero pode representar outros benefícios, como a utilização em relevos mais acidentados, com boa cobertura de solo, evitando processos de degradação e erosão do solo.
Independente de qual espécie será utilizada em seu sistema de produção, a exigência por um bom manejo é indispensável. Respeitar as alturas de entrada e saída de cada uma das espécies, corrigir e adubar o solo onde estão estabelecidas essas pastagens, controlar pragas e invasoras, sempre será um pré-requisito para o sucesso na produção.
A Brachiaria brizantha é uma das principais responsáveis pela evolução e pelo avanço na intensificação da produção de gado de corte no Brasil, sua utilização é cabível em grande parte das regiões produtoras do país, por isso entender o funcionamento e as principais característica de seus cultivares pode definir a escolha da utilização e o sucesso na produção bovina a pasto.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

O post Brachiaria: principais espécies e como realizar o manejo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de novos agentes investidores.
Esses pontos tornam a profissionalização da cadeia produtiva da carne mais importante do que nunca e reforçam a necessidade da implementação de projetos estruturados e muito bem definidos.
A definição de um projeto pecuário envolve uma série de fatores, cuja variação ocorre pela peculiaridade de cada propriedade. Fazendas com distintas características internas e externas demandam, por consequência, projetos específicos àquelas peculiaridades.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Portanto, dois pontos são, ou deveriam ser, comuns a todo e qualquer projeto pecuário:
Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade. Podemos compará-lo a uma fotografia, já que ao final do processo de diagnóstico, obtemos um “retrato” de como está a propriedade naquele determinado momento, sendo possível, a partir daí, construir planos estratégicos para alcançar a eficiência e a melhoria de todo o processo produtivo.
Como citado anteriormente, o objetivo dos projetos pecuários, podem variar de acordo com diversas características que são específicas de cada propriedade, entretanto, para o diagnóstico, podemos estabelecer uma série de itens a serem avaliados, que são comuns na maioria das fazendas.
Importante ressalva, está ligada ao processo de diagnóstico, todos e quaisquer dados levantados devem ser registrados de maneira que qualquer pessoa entenda e tenha a capacidade de leitura e interpretação daquela informação. Desde um profundo conhecedor daquela propriedade a alguém que nunca foi na fazenda.
O levantamento da área real da propriedade permite dentre outros aspectos o dimensionamento inicial do projeto pecuário. Com esse dado é possível entender, inclusive, qual a dimensão do projeto a ser estabelecido perante a região da propriedade. Um ponto importante também sobre o levantamento da área real da propriedade está ligado às adequações legais, georreferenciamento, reserva legal, dentre outras.
Área de pastagem com bovinos de uma fazenda cliente do Rehagro Consultoria. Fonte: Acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
No tipo de exploração deve ser levantado, basicamente, qual a fase do sistema de produção de gado de corte aquela fazenda realiza: cria, recria, engorda, ciclo completo ou alguma variação entre essas, por exemplo uma propriedade que trabalha com recria e engorda, produção de touros, etc.
O levantamento correto dessa informação é importante para definir o projeto pecuário, seja pela alteração do tipo de exploração ou permanência na mesma, sendo muito comum muitas propriedades confundirem esses tipos de exploração e perderem o foco de atuação no sistema.
Vale ressaltar que oportunidades de mercado momentâneas não devem ser usadas como a base de um projeto a médio e longo prazo, uma vez que este deve ter uma estrutura consolidada.
O sistema de criação apresenta como é realizada o tipo de exploração, qual o nível de intensificação realizado naquela fazenda no momento do diagnóstico. Se é uma fazenda extensiva, semi-intensiva ou intensiva.
Essa definição parece um pouco subjetiva, alguns pontos de avaliação e indicadores são importantes então para se definir o sistema de criação, tais como, a produtividade da fazenda @/ha/ano, se utilizam ou não de adubação das pastagens, se há algum sistema de engorda, como confinamento, kg de bezerro desmamado, dentre outras opção de serem avaliadas.
Produção de bovinos de corte em pastagem irrigada. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
Conhecer o objetivo do proprietário é fundamental para o sucesso do projeto pecuário e esse levantamento deve ser, impreterivelmente, realizado durante o diagnóstico, pois pode-se nesse momento detectar melhor quais as características fundamentais que a propriedade possui para alcançar esse objetivo.
É comum que o proprietário ou os proprietários tenham dificuldade em definir o objetivo com aquela propriedade, para isso, algumas perguntas podem ser feitas para obter uma visão amplificada dos anseios e desejos do proprietário.
Essas perguntas podem auxiliar o proprietário na definição do objetivo. Importante ressalva deve ser feita, alguns objetivos podem se chocar com alguma impossibilidade observada durante o diagnóstico, e assim o objetivo pode ser redefinido, antes do início do projeto.
Nesse momento de conversa com o proprietário deve-se estar atento ao perfil comportamental, e até mesmo ao perfil investidor (arrojado, conservador, intermediário). Essa informação auxilia no potencial de risco que o projeto deve ou não contemplar.
Conhecer criteriosamente a região onde a propriedade está inserida é fundamental. Nesse item devem ser levantados dados como características das propriedades vizinhas, se são criadores, invernistas, se tem muito confinamento na região, etc. Essas informações ajudam a definir o projeto e qual “produto” principal será produzido na fazenda.
Avaliar se a região detém acesso a insumos importantes para a produção, como grãos, distribuição de medicamentos, ração ,deve ser avaliado. Quantos ou se há algum frigorífico no entorno da propriedade, é uma informação indispensável para definir um sistema de engorda, pois sem que haja qualquer indústria frigorífica minimamente próxima, pode tornar inviável a implantação do projeto.
Observar qual a cidade mais próxima, se existe disponibilidade de mão de obra e ou serviços básicos como hospitais, casa agropecuárias e outros. Nesse cenário devemos levantar, também, quais são os possíveis parceiros comerciais, clientes e fornecedores.
Durante esse levantamento deve-se avaliar também a estrutura logística da propriedade, qual a capacidade de escoamento da produção, se a malha rodoviária regional permite acesso de carretas, tanto para compra de insumos, quanto para a venda de animais.
O levantamento de dados climáticos, é fundamental em qualquer projeto. Analisar o histórico de precipitações anual e mensal, temperatura média, mínima e máxima, permitem a implantação do planejamento forrageiro, definição da estação de monta, época de confinar, época de plantio, entre outros exemplos, da propriedade.
Além dessas definições, outro ponto importante quanto às precipitações está ligado ao planejamento nutricional, pois um programa de suplementação, está diretamente ligado à qualidade da forrageira, só é possível determinar o suplemento mais adequado quando dominamos com exatidão, qual será o status da forrageira naquela determinada época do ano.
Exemplo de levantamento meteorológico dos últimos 30 anos de determinada região. Fonte de dados do INMET.
A avaliação do rebanho, em números e condições, é outra avaliação a ser feita durante o diagnóstico.
Além da quantidade absoluta de animais presentes na propriedade no momento do diagnóstico, deve-se caracterizar esse rebanho.
Com levantamento desse quesito é possível calcular um indicador de grande importância, a quantidade de unidade animal (UA; 1 UA = 450 kg de PV) presente na fazenda.
Avaliação do status nutricional dos animais. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
O diagnóstico dos pastos é, provavelmente, a parte de maior importância para a continuação do projeto pecuário, após a avaliação das pastagens e suas estruturas é possível determinar a atual capacidade produtiva para sistemas de produção a pasto.
O levantamento dessas informações permite a definição dos investimentos em reforma, recuperação e manutenção das pastagens.
O processo de avaliação deve ser minucioso, e realizado de preferência pela mesma pessoa em toda a área da propriedade, pois a maioria dos itens são avaliados de maneira visual. Alguns indicadores como o GMD (ganho de peso médio diário) dos animais permite uma inferência quanto a qualidade das pastagens onde os animais se encontram, entretanto, a avaliação de pasto por pasto deve ser feita.
O ideal é que a avaliação seja feita montada, o responsável deverá percorrer todos os pastos da propriedade avaliando e fazendo anotações. Hoje já podemos contar com tecnologias como drones para uma avaliação da área e captura de imagens, o que enriquece a acurácia das informações.
Os principais itens avaliados são:
A identificação dos pastos deve ser realizada com a ajuda de um colaborador que conheça as divisões. Pode ser feita, preferencialmente, enumerando os pastos ou pelo nome comum utilizado na propriedade, desde que todos saibam qual é o pasto indicado.
Essa identificação assim como o levantamento do tamanho do piquete é importante para a realização dos futuros manejos, cálculos de capacidade suporte e de custos referentes à reforma/manutenção daquela área.
Aqui basicamente é apontado qual ou quais são as espécies forrageiras predominantes naquele pasto em específico.
Pasto com presença predominante do braquiarão. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
O levantamento da área empastada mostra qual o percentual da área daquele determinado pasto que está realmente encoberto da espécie forrageira ali presente.
Existem alternativas tecnológicas interessantes que auxiliam nesse levantamento como citado acima, os drones, por exemplo. Entretanto, é recomendado que o responsável faça esse apontamento a cavalo, e para isso ele deve percorrer toda a área de cada pasto, reforçando então a necessidade de ser o mesmo colaborador a fazer o levantamento de toda a área, por se tratar de uma avaliação subjetiva, devendo ser o mesmo critério adotado para toda a propriedade.
Exemplo de área efetivamente empastada circulada em vermelho. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
Assim como o levantamento da área empastada, a avaliação da área degradada deve ser feita de maneira visual e criteriosa. A princípio é feito o levantamento percentual da área degradada em relação a área total do pasto, e posteriormente calculado valor em hectares da área degradada.
Para caracterizar a área degradada, levantada no item anterior, é importante que caracterize a degradação, o que é degradação e quais são os níveis de degradação. Existem diferentes maneiras de se caracterizar a degradação, o mais comum é o estabelecimento de “notas” para essa degradação, criar uma nota de 0 a 4 por exemplo, para cada nível de degradação.
Classificação de níveis de degradação das pastagens. Fonte: Adaptado de Adilson Aguiar.
Apesar de estar presente nos níveis de degradação, o levantamento da área infestada por plantas daninhas é importante para a realização do planejamento de recuperação das áreas, quantidade de herbicida necessário, e qual herbicida a ser utilizado.
Além da área, deve-se avaliar também qual a principal espécie invasora.
O levantamento da área de reforma pode variar de acordo com os critérios adotados pelo técnico responsável, em suma, utiliza-se a subtração da área total do pasto pela área degradada ou área não empastada.
O critério é relativo, pode-se determinar, por exemplo, que será reformada todos os pastos em que menos de 50% da área esteja empastado, ou aqueles pastos em que a mais de 50% da área esteja com níveis iguais ou superiores a 2 na classificação do nível de degradação. A experiência do técnico que está fazendo o diagnóstico que irá direcionar os critérios de reforma.
Assim como a área de reforma, é importante a determinação de um critério para área de recuperação, por exemplo, pastos com mais de 30% da área infestada ou com 30 a 50% da área degradada devem ser recuperados.
Ao percorrer os pastos, aproveita-se para avaliar a qualidade e o estado de conservação das cercas de cada pasto. Pode-se estabelecer notas de classificação, por exemplo, de 0 a 3, onde 0 não tem cerca, 1 cerca em péssimo estado de conservação, 2 cerca razoável e 3 cerca em perfeito estado de conservação.
O diagnóstico das aguadas também acompanha o levantamento das características dos pastos. Pode-se definir níveis ou notas para o status das aguadas, com notas máximas à bebedouros artificiais limpos e em perfeito estado de conservação até notas mínimas que representam aguada natural, sujas, com indícios de erosão, impróprias para o consumo dos animais.
É sempre válido nesse momento coletar amostras para análises laboratoriais da qualidade de água, uma vez que esta está diretamente relacionada ao desempenho dos animais e possíveis problemas sanitários.
Construção de bebedouro artificial. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
A avaliação dos cochos deve levar em conta dois aspectos importantes: a quantidade de cocho e dimensões do cocho, quantos metros de cocho cada piquete tem e também qual a qualidade e o estado de conservação desses cochos.
Assim como utilizamos para aguada, podemos estabelecer critérios de nota para o estado de conservação dos cochos, onde posteriormente será possível definir a melhor ação referente a cada cocho para cada um dos pastos da propriedade. Esses dados devem ser correlacionados com a quantidade de animais naquele pasto para se avaliar o espaçamento de cocho.
Esse levantamento também será importante para a definição do programa de suplementação. Há cocho suficiente para uma suplementação de médio a alto consumo?
Medição de espaçamento de cocho feita pelo técnico Hugo Pereira. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
É importante, que durante o diagnóstico seja levantado qual o programa nutricional é atualmente adotado em cada categoria animal da propriedade nas diferentes épocas do ano, e se a estratégia condiz com o estado de condição corporal avaliado no levantamento do rebanho.
Quando avaliamos o plano nutricional, um ponto de atenção que deve ser levantado se refere às características nutricionais dos insumos utilizados e as condições de armazenamento na propriedade.
Suplementação de alto consumo de animais criados a pasto. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
Além da avaliação visual realizada durante o diagnóstico do rebanho, é importante que se faça uma pesquisa do calendário sanitário realizado na fazenda, quais são e quando são aplicadas as vacinas e os vermífugos durante o ano e em quais categorias animais, incluindo as campanhas de vacinação.
Além de definir uma série de importantes investimentos a serem realizados no projeto pecuário, o levantamento das benfeitorias e dos maquinários é extremamente importante quando pensamos em capacidade produtiva daquela propriedade.
Esta informação será também utilizada para averiguar se as benfeitorias são suficientes para armazenar os insumos necessários no processo produtivo ou então, até mesmo, se o refeitório atende as exigências mínimas para os colaboradores.
Quanto ao maquinário, deve-se levantar: quais os maquinários? Quantos tratores e qual o ano desses tratores? Todos esses itens devem ser descritos quanto ao estado de conservação, modelo, marca e ano. Além de avaliar possíveis investimentos e planos de manutenção, com esse levantamento é possível calcular a depreciação que será levado em consideração para as análises econômicas da propriedade.
A avaliação da mão de obra vai um pouco além da quantificação de colaboradores que trabalham atualmente na propriedade. Deve ser levantado qual o cargo e a função de cada colaborador, bem como a remuneração desses colaboradores.
Entender o quadro de funcionários, as funções e a hierarquia na propriedade pode definir importantes ações durante o projeto pecuário. Por isso, é recomendado a elaboração do organograma atual da fazenda.
Por último, e não menos importante, é o levantamento dos indicadores produtivos e econômicos da fazenda. Embora, muitas fazendas não possuam esses dados estruturados ou não fazem coletas dessas informações, é fundamental investigar o quanto a fazenda está produzindo e qual sua eficiência de produção, independente do sistema. Para isso, há indicadores chaves para cada sistema de produção que devemos estar atentos.
Os dados financeiros seguem as mesmas premissas dos indicadores. Quanto mais informações se obter na hora do diagnóstico melhor será o direcionamento e a qualidade do projeto.
Aproveite para conferir o nosso webinar gratuito sobre os indicadores de alto impacto na pecuária de corte e coloque em prática os ensinamentos para obter um projeto pecuário de sucesso.
A realização do diagnóstico deve ser realizada de forma criteriosa para assegurar a veracidade da condição atual da fazenda.
O sucesso de um projeto pecuário depende da integração bem sucedida entre uma série de pilares: nutrição, sanidade, reprodução e uma boa gestão financeira e de equipes. Resultados financeiros satisfatórios só vêm quando todos esses aspectos caminham juntos e estão em dia.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página:

O post Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Mercado de carne gourmet: como se adaptar às tendências? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O aumento da renda per capita e, consequentemente, do poder aquisitivo da população, incide diretamente no aumento do consumo de proteínas de origem animal. O crescimento da demanda por carne vermelha é diretamente proporcional ao aumento da renda da população.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Outros fatores com implicações e alterações mais lentas, como mudança cultural, também influenciam no aumento ou na diminuição do consumo de proteína vermelha.
Corte Ancho. Fonte: Instagram Cara Preta – @carapreta
Associado a esses fatores supracitados, o grande processo de difusão na utilização das redes sociais e outras formas de propagação de marcas e produtos via internet, democratizou o conhecimento da população por produtos que outrora eram considerados produtos exclusivos de faixa socioeconômica com maior poder aquisitivo.
Focados no mercado do agronegócio, não teríamos subsídios consistentes para afirmar quando esse processo ocorreu ou mesmo se somente os fatores citados interferiram no processo. Entretanto, em uma simples avaliação de mercado percebemos uma grande variedade de produtos “gourmet”, de diversos segmentos e setores.
Como em quase todos os outros setores, a cadeia produtiva da carne está cada dia mais pressionada a entregar um produto de melhor qualidade. É preciso entregar padrão e confiabilidade ao cliente, principalmente os produtores de carne nobre, que viram a concorrência aumentar, e perceberam também a elevação do nível de exigência de seu cliente.
Corte Denver Steak. Fonte: Instagram Cara Preta – @carapreta
A principal diferença está ligada à experiência proporcionada ao consumidor, quando consome um ou outro corte.
Para isso, é necessário todo um trabalho visando não somente o produto cárneo em si, mas também as estratégias de marketing ligadas ao produto, que transmitem sentimentos de exclusividade, valor agregado e, por fim, grande satisfação ao consumir aquele corte “gourmet”.
Corte Tomahawk da raça Angus. Fonte: Instagram Cara Preta – @carapreta
O processo produtivo da proteína de origem bovina, é semelhante quando avaliamos o processo de maneira ampla. É necessário fornecer alimento de qualidade aos animais com aptidão na produção de carne até atingirem o peso ideal para abate.
O que difere a produção de carcaça commodity para uma carcaça que dará origem a cortes nobres está relacionado aos fatores envolvidos nesse processo, como:
Quando avaliamos somente o produto “carne”, e deixamos um pouco de lado os fatores ligados ao marketing do negócio, pensamos em uma carne macia, saborosa e com boa aparência. Para atingir esses fatores, temos importantes alternativas ligadas diretamente ao processo produtivo dentro da fazenda. Podemos começar pela escolha da raça que dará origem ao alimento.
Devido à grande adaptabilidade ao perfil geoclimático brasileiro, o gado Nelore se tornou ao longo dos anos a principal raça produzida em todo o território nacional.
Por questões de evolução natural, as características da carcaça de um animal dessa raça apresentam deficiência em importantes fatores. Dentre eles, podemos citar os que implicam na maciez e sabor aos cortes cárneos, principalmente quando pensamos em marmoreio e acabamento de carcaça.
Touro Angus (FSL 2925 SHERLOCK) e touro Nelore (684 FIV da Terra Brava), clientes Rehagro Consultoria. Fonte: Terra Brava e FSL Angus.
Existem excelentes programas de melhoramento genético que tendem a mudar esse perfil ao longo dos anos. Porém, de maneira geral, a escassez dessas características ainda está presente na raça. Animais da raça Nelore, criados de maneira extensiva, darão origem a carcaças direcionadas ao mercado de commodity de modo geral.
Para tanto, vimos ao longo dos últimos anos um aumento expressivo na utilização de cruzamentos com raças de origem europeia.
Essas raças, em sua grande maioria, apresentam características que imprimem importantes vantagens à carne, como precocidade de acabamento, que são capazes de colocar gordura na carcaça com maior velocidade e facilidade, podendo apresentar ainda uma característica muito importante de marmoreio.
A principal raça utilizada no Brasil para realização desses cruzamentos é a raça Aberdeen Angus. Normalmente, são utilizados touros Angus em vacas nelores com intuito de produzir descendentes meio sangue, em que a heterose produzida nesse cruzamento é capaz inserir grandes mudanças na prole, tornando o produto final um produto diferenciado quando pensamos nas características organolépticas da carne.
Todavia, a busca por produtos de ainda maior especificidade para atingir um público ainda mais exigente, fez com que muitos produtores buscassem outras alternativas, como a realização de mais um cruzamento.
Angus em vacada meio sangue, dando origem a um animal 75% ou ¾ Angus, ou então, utilizando outra raça, como o Wagyu, raça de origem japonesa com grande capacidade de imprimir marmoreio nas carcaças dos animais.
Um ponto de extrema importância, que devemos estar atentos, é a nutrição. Se um sistema não tiver uma nutrição adequada para os animais, ele será ineficiente, independente da raça utilizada para a produção.
O animal pode apresentar 100% de Angus em sua carga genética, porém, se não tiver uma criação adequada, dificilmente será viável economicamente para o sistema e ainda poderá dar origem a uma carcaça com classificação indesejável para ser utilizada no mercado de cortes nobres.
Animais de qualidade em confinamento. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Bruno Gottardi, consultor sênior do Rehagro.
Dessa forma, devemos estruturar uma série de estratégias nutricionais que, somadas, darão origem ao produto desejado.
Espera-se que os sistemas de produção voltados à produção de carnes diferenciadas produzam animais com eficiência e sustentem-os em uma nutrição adequada para a possibilidade de se expressar o potencial genético esperado.
Somando-se os quesitos “Raça” e “Nutrição”, acima citados, teremos a possibilidade de abater animais jovens, em um curto espaço de tempo. Alguns projetos já têm abatido animais entre 12 e 13 meses de idade, o que é um indicador expressivo e desafiador, mas alcançável.
O resultado disso é a obtenção de carcaças e cortes cárneos que apresentam características de alta aceitação no mercado e valor agregado. Existem outros nichos de mercado que requerem outras características de criação, o que o produtor precisa é detectar o seu objetivo, agregando valor ao seu produto.
Um grande desafio para a produção de carne gourmet é a padronização. De forma geral, esses cortes apresentam um grande valor agregado, são mais caros, e direcionados a um público exigente, que deseja encontrar a mesma qualidade de sabor e maciez 100% das vezes em que adquirir o produto.
Quando pensamos em um sistema tradicional na pecuária brasileira de animais criados à pasto, esse desafio é ainda maior.
Há a necessidade de se entregar ao mercado “todos os dias” um produto de igual qualidade, mesmo com tantas diferenças nas características envolvidas no setor produtivo dentro das fazendas. Muda-se o clima, característica da pastagem, mas a entrega deve ser de um produto semelhante durante todo ano. Essa padronização aumenta o poder de negociação do produtor pelo seu produto.
Além dessas características, a resposta entre os indivíduos também é muito variável, é comum observarmos animais de genética semelhante desempenhando de maneira diferentes a desafios comuns. Esse desafio implica em uma grande necessidade de controle e implantação de processos, em todas as etapas da cadeia produtiva.
Algumas alternativas são apresentadas com intuito de minimizar todos esses impactos. A intensificação dos sistemas de produção que almejam atingir esse público crescente é uma necessidade real, embora seja de maior risco, a intensificação exige e permite maior controle, que será benéfico à padronização.
Alguns sistemas de produção abdicaram, por exemplo, de tratar dos animais em sistema de pastejo, utilizam de mecanismos de produção e armazenamento de forragem que serão destinados aos animais em confinamento durante todos os 12 meses do ano e para todas as categorias, de mamando a caducando, os animais são criados confinados.
Essas estratégias são importantes quando necessitamos de produzir com excelência durante todo o ano.
O “farm to table”, expressão em inglês que apresenta que o produto foi produzido, processado e comercializado de forma direta, o consumidor adquire diretamente do produtor, e isso transmite dentre outras coisas confiança e garantia de procedência do produto.
Programas de verticalização de produção utilizam dessa estratégia de marketing para atrair a atenção e as vendas de seus produtos, mostrando a história e todo o processo produtivo. Muitos países já têm essa cadeia bastante concretizada, como o caso da Austrália, onde o produtor detém a marca no varejo.
Assim como o mercado de carnes “tradicional”, o mercado de cortes nobres sofre influência do mercado globalizado.
O Brasil, principal exportador de carne bovina mundial, por diversos motivos estabeleceu como principal nicho de exportação a carne commodity, perdendo espaço para mercados de carne gourmet para países como Austrália, Argentina e Estados Unidos.
Grandes produtores de carne gourmet vêm alcançando novos mercados de exportação, e pela grande capacidade produtiva, podemos afirmar que em um curto espaço de tempo o Brasil terá boas condições de se estabelecer nas primeiras colocações e ser reconhecido como um grande exportador de carnes especiais.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
Para saber mais informações, visite a nossa página:

O post Mercado de carne gourmet: como se adaptar às tendências? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Como garantir margem de lucro na pecuária de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao longo dos anos, a pecuária de corte sofreu um ajuste nas margens de lucro. A grande expansão do setor agrícola, bem como a competição com outras atividades, dentre outros fatores, fez com que essas margens ficassem mais justas.
Estima-se que ao longo dos últimos 50 anos, a pecuária de corte deixou de entregar margens de 50 a 70%, para entregar, nos dias de hoje, margens próximas a 10 e 20%. Consideramos atividades e propriedades bem gerenciadas, que trabalham com foco na maximização da produtividade, otimização dos recursos e redução consciente dos custos.
Apesar de subutilizada, uma estratégia importante e que vem ganhando espaço na atividade pecuária de corte é a utilização de estratégias de “travar preços”. Existem diversas opções de se garantir preços de venda no mercado futuro, bem como existem estratégias que garantem o preço dos principais insumos utilizados na operação.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Com operações relativamente simples, conseguimos no dia de hoje saber exatamente quanto pagaremos na tonelada de milho. Como exemplo, podemos saber o que utilizaremos no próximo giro do confinamento e ainda estabelecer por quanto venderemos a arroba dos animais abatidos ao final do ciclo produtivo, seja ele de recria, engorda a pasto ou confinamento.
Basicamente, as estratégias que vêm sendo utilizadas na pecuária de corte são estratégias para garantir o preço de venda da arroba ao final de um ciclo produtivo. Dentre as opções de travar o preço de venda da arroba, é preciso conhecer cada uma delas para fazer a escolha mais assertiva.
São acordos realizados entre duas partes, uma compradora e uma vendedora de um produto em específico. No nosso caso, vamos utilizar nosso produto de interesse, a arroba.
Sendo assim, é estabelecido um preço para o valor da arroba entre a parte compradora e a parte vendedora. Além do preço, estabelece-se também a padronização do produto, quantas arrobas serão entregues, garantias para o negócio, e o prazo de vencimento para a entrega.
Esses acordos são realizados especificamente na bolsa de valores. Existem critérios, normas e trâmites que devem ser entendidos e respeitados, teremos um momento para tratar desses assuntos específicos.
Mercados de opções funcionam como uma espécie de seguro. Assim como um seguro de um automóvel, você pode pagar por um seguro de queda ou de alta no valor da arroba.
Opções de compra (CALL) dão direito ao pecuarista de comprar a um preço pré-estabelecido uma determinada quantidade de arrobas. Já a opção de venda (PUT) dá o direito de vender a arroba a um preço também pré-determinado.
Essas operações geram um custo que deve ser considerado no momento da operação e embutido no custo de produção da arroba. Essa alternativa pode garantir o preço mínimo da arroba em um cenário, por exemplo, de queda no preço dessa commodity.
O contrato a termo é a operação mais difundida entre os pecuaristas, em que o produtor estipula um prazo para sua boiada ser abatida, e em contato direto com um frigorífico, acorda a entrega do gado com um preço previamente combinado.
Todas essas alternativas, tem um fim muito claro e objetivo: garantir margem. Se não for para garantir margem na pecuária de corte, não há sentido em se estabelecer alguma dessas estratégias citadas.
É muito importante o domínio e o conhecimento de cada uma dessas alternativas, que são realmente uma grande ferramenta ao alcance de todos os pecuaristas.
Entretanto, um questionamento chama a atenção quando pensamos em garantir margem: saber o preço de venda do meu produto final, é suficiente para garantir uma margem satisfatória?
Não, não é suficiente. Para realmente garantir uma margem precisamos de ir mais além. Saber o preço de venda é um passo importante, mas entender e conhecer profundamente os custos de produção é tão importante quanto, ou mais importante do que conhecer os preços de venda da arroba. Isso porque a margem dependerá do seu custo de produção.
Saber o seu orçamento é fundamental para definir o preço de venda e consequentemente qual será o seu lucro. Assista ao webinar a seguir e aprenda a aumentar a lucratividade:
O primeiro passo para o entendimento claro, e a garantia de alcance de uma margem, é sem dúvida o levantamento de todos os custos relacionados ao processo de produção, independente do sistema de produção adotado, do mais complexo ao mais simples.
O levantamento de todos os custos envolvidos na atividade deve ser realizado de forma criteriosa e precisa. A forma com que esse levantamento é realizado, depende muito das características de cada processo de produção.
O ideal é que a responsabilidade do levantamento desses custos seja de pessoa experiente e de confiança. Um software de gestão é um grande aliado para essa etapa do processo. No mercado existem boas ferramentas que auxiliam na coleta e na organização dos dados.
O segundo passo, que ocorre de maneira concomitante ao levantamento dos custos de produção, deve ser a apropriação dos custos levantados para o setor da fazenda específico.
Saber precisamente, onde foi gasto determinado insumo, ou onde foi despendida determinada hora trabalhada, é fundamental para o entendimento dos custos. O levantamento dessa etapa exige experiência e seriedade do colaborador responsável.
Com todos os custos devidamente anotados e apropriados, entramos no terceiro passo, analisar os custos e estudar melhorias na utilização dos insumos.
Não é satisfatório que uma grande quantidade de informação sobre os custos de produção seja levantada, se esses dados e essas informações não forem avaliadas. A partir dessa avaliação, serão tomadas ações e decisões no processo de otimização e diminuição dos custos.
Um quarto passo de grande importância nesse processo é a eficiência e a eficácia em gerir o estoque da propriedade. Estoques mal geridos podem representar um grande empecilho para o alcance de boas margens dentro de uma propriedade de corte.
Compras estratégicas, são grandes apoiadoras nessa gestão de estoques, comprar insumos em determinadas épocas do ano, pode reduzir significativamente o custo de produção.
Portanto, estabelecer prazos e critérios de compra é um importante passo para o sucesso na obtenção de margem satisfatórias.
Em suma, o grande objetivo da utilização de “travas” na pecuária de corte, é garantir margem, e para se garantir essa margem somente a trava não é suficiente.
Levantar, analisar e reduzir de maneira consciente os custos de produção é tão importante quanto garantir o preço de venda da arroba.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.
Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

O post Como garantir margem de lucro na pecuária de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>
Este é o 12º Webinar Gado de Corte, palestra ao vivo e gratuita, realizada no dia 12/02/2018, pelo Rehagro em parceria com o 3RLab.
O tema é “Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão”.
À frente da discussão está Bruno Pedreira, Doutor em Ciência Animal pela USP e Pesquisador Embrapa.
Participe dessa incrível experiência do agronegócio!
Clique no link abaixo e faça sua inscrição!
O post Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Sequestro da recria: como aumentar sua margem de lucro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase são irrisórios ou muitas vezes inexistentes quando não há nenhum tipo de planejamento quanto ao uso de tecnologias para contornar esses desafios.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O fato supracitado imprime uma segunda dificuldade aos produtores: o custo. Um importante fator impactante na rentabilidade do negócio na pecuária de corte é o custo operacional, ou seja, o custo ligado à operação do sistema.
Quanto maior o período de dias em que os animais ficam na propriedade, maior será o custo operacional por cabeça. Diferentemente, os custos ligados à nutrição onde, em tese, quanto maior o investimento, maiores são os ganhos e melhores são os resultados.
Sequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.
Os custos ligados ao operacional não significam melhores ganhos. Minimizar esses custos é fundamental para um bom retorno financeiro econômico da atividade.
Um animal que passa por todo um período das secas, sem ganhar peso, por exemplo, continua acumulando custo operacional sem produzir. Isso encarece muito o custo da arroba produzida ao final do processo produtivo.
Pensando nesses dois fatos importantes, sazonalidade na produção de forragem e diluição dos custos operacionais, algumas estratégias podem ser utilizadas dentro da propriedade com intuito de acelerar o processo de ganho dos animais.
Essas estratégias podem ser utilizadas independente da fase de vida do animal, cria, recria ou engorda.
Entretanto, uma estratégia vem chamando atenção: várias propriedades estão lançando mão do chamado “sequestro da recria”, “confinamento da recria” ou “resgate”. Elas também são alternativas de nomes a serem utilizados para classificar o processo de tratar no cocho os animais da recria no período da seca.
A estratégia é fornecer toda a dieta desses animais no cocho por um período pré-determinado. A estrutura utilizada pode ser de confinamento ou então reservada uma área da fazenda para esse fim.
O planejamento para que se tenha espaçamento de cocho adequado, insumos e logística para todo o período de resgate é fundamental para o sucesso da operação.
Como forma de exercício pensamos em uma propriedade de ciclo completo, onde os bezerros são desmamados no mês de maio. Esses bezerros serão apartados da mãe e deixarão de ter o fornecimento do leite em um período do ano altamente desafiador.
O momento de grande estresse pela desmama dos animais é sequenciado pelo momento que eles passam a depender exclusivamente de forragem em uma época de baixa oferta e qualidade.
Esse período (primeira seca dos animais), é um momento de grande desafio por parte dos produtores, uma vez que os animais estão em uma fase muito importante da vida. Um erro no manejo dessa categoria, pode proporcionar o fracasso de todo o sistema produtivo.
Além do desafio dos animais propriamente dito, um outro fator deve ser levado em consideração quando pensamos na estratégia de sequestro da recria: o “descanso” das áreas de pasto, no momento de escassez de chuva.
A produção de forragem nessa época do ano é limitada. Manter altas taxas de lotação nesse período é um risco, pois os animais procuram as rebrotas desse capim devido ao maior valor nutricional. Isso pode comprometer o desempenho das pastagens por um bom tempo, proporcionando aparecimento de invasoras e iniciando um processo de degradação.
Não significa que utilizar os pastos no período da seca seja um erro, pelo contrário, existem excelentes estratégias para utilização dos pastos durante essa época do ano. Entretanto, o sequestro da recria pode ser uma grande alternativa para poupar e recuperar as pastagens, mantendo os animais na propriedade e principalmente, com bom desempenho produtivo.
Sequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.
O tempo de resgate desses animais é variável, e depende muito do objetivo do produtor. Alguns pecuaristas trabalham com período de tempo mais curto, 60 a 90 dias de sequestro, a fim de favorecer a rebrota dos pastos.
Já outros produtores trabalham com confinamento da recria em um período maior de dias. Nesse último cenário, além dos ganhos com as pastagens, aceleram ainda mais o processo produtivo pela redução considerável do tempo da recria. Esses trabalham com até 150 dias de cocho da recria.
Colocar os animais no cocho para receberem a dieta no período das secas é de grande valia para as pastagens como dito anteriormente. Para os animais, essa ferramenta também é extremamente eficiente.
Animais oriundos de uma cria intensiva, com creep-feeding, bons pastos, filhos de matrizes com boa habilidade materna, entram nesse sistema logo após a desmama com 7 a 8 @ e mantêm a crescente no seu desenvolvimento.
Um detalhe importante e que deve ser levado em consideração, é exatamente o quando podemos permitir que esses animais ganhem peso durante o sequestro da recria, principalmente em resgates mais longos.
Não é recomendado que os animais ganhem mais de 600, 700 gramas por dia. O custo da produção da arroba nesse período até se justifica para um recriador, mas para pecuaristas que desejam dar sequência no processo produtivo desses animais no período das águas, esse custo pode ficar muito elevado.
Outro adendo importante é a exigência desses animais no “pós-sequestro”. Animais oriundos de uma cria bem-feita, que passam pelo resgate, são animais que requerem uma continuidade no processo de desenvolvimento. Sendo assim, é esperado que no período sequente das águas esses animais sejam devidamente suplementados para manterem o desempenho.
Portanto, o resgate de animais após a desmama é uma ferramenta muito eficiente. Ela requer infraestrutura, logística e investimentos, mas quando bem executada, proporciona grandes benefícios aos produtores.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.
Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

O post Sequestro da recria: como aumentar sua margem de lucro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pecuária de corte: quais são as suas fases e suas características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao longo dos últimos anos, o setor do agronegócio vem chamando a atenção e roubando a cena no cenário nacional e internacional, despontando como a atividade responsável por alavancar a economia nacional.
O setor abrange diversas atividades, como hortifrutigranjeira, piscicultura, fruticultura, produção de grãos e uma série de outras frentes produtoras e a pecuária. Nessa última destacam-se a pecuária leiteira e a produção de carne, principalmente bovina.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O início da exploração da pecuária brasileira se confunde com o período de colonização, os primeiros bovinos chegaram ao Brasil já nas primeiras navegações pós Cabral. Por isso, foi fundamental para o processo de interiorização sendo a principal fonte de proteína para os exploradores e servindo também como meio de transporte em épocas de difícil deslocamento.
Já em tempos mais recentes a abundância de terras inexploradas e sem grandes produções, a atividade passou por um grande processo de expansão. Logo, grandes propriedades foram formadas para a produção de gado, na grande maioria das vezes, de forma extensiva.
Neste processo destaca-se a importância da participação do gado zebuíno, importado principalmente da índia.
O gado zebuíno, por suas características, se mostrou extremamente adaptado ao nosso clima e ainda hoje representa a maior parte do rebanho brasileiro.
Como citado acima, no início das atividades era possível a utilização de grandes propriedades. A baixa concorrência proporcionava aos criadores grandes margens de lucratividade.
Estima-se que à alguns anos, 30 a 50 anos atrás, as margens de lucratividade na pecuária de corte giravam em torno de 50 a 70%, por esse motivo era possível a produção de carne de maneira mais extensiva, sem muita inclusão de tecnologia e com baixo desfrute. Logo, não era incomum encontrar animais sendo abatidos com 6, 7 anos de idade e mesmo assim a atividade se mostrava um negócio altamente rentável.
Com o avanço da agricultura, principalmente pelo centro-oeste do Brasil, pela cobrança do mercado por produtos cárneos de melhor qualidade e mais padronizados, juntamente com a pressão da sociedade por uma produção ambientalmente mais justa, a pecuária se viu obrigada a intensificar suas atividades.
Para o processo de intensificação da cadeia produtiva da carne, é necessária a maior utilização de tecnologias, em todos os níveis de produção. Permitindo assim uma maior produtividade, em um menor espaço de tempo, utilizando também de menores faixas de terras.
Em suma, intensificar significa produzir na mesma propriedade mais carne com mais qualidade e em menos tempo.
A pecuária de corte é dividida basicamente em três fases:
Quando uma propriedade exerce e produz as três fases denominamos de ciclo completo. Cada uma dessas fases tem um perfil produtivo e um produto final, sendo respectivamente bezerro, boi magro e boi gordo.
O processo de intensificação pode ocorrer em cada uma dessas fases proporcionando assim maiores rendimentos produtivos e melhores rentabilidades em cada uma delas, isoladamente ou como num todo.
A cria é a fase do sistema onde utilizamos as fêmeas (matrizes) com intuito de produzir bezerros para o mercado.
Nessa fase do sistema temos alguns pontos de atenção importantes, como a necessidade de mão de obra qualificada. Além da mão de obra especializada para trabalhar com a reprodução das matrizes (inseminação, diagnóstico de gestação dentre outras atividades) os funcionários que lidam no dia-dia com o gado devem estar bem preparados e atentos para as demandas na época de nascimento dos bezerros.
Outros fatores importantes de atenção inerentes a fase de cria são:
Um exemplo claro de avanço tecnológico nos últimos anos nessa fase é a IATF (inseminação artificial em tempo fixo), o que permitiu concentrar os nascimentos na época mais adequada do ano, obter bezerros de melhor qualidade, entre outros benefícios.
Os produtos da fase de cria são bezerros para o mercado, adquiridos principalmente por recriadores. Bezerras excedentes que serão utilizadas por outros plantéis de cria ou por recriadores e por fim vacas de descarte que normalmente não produziram bezerros e serão utilizadas para o abate.
Após a desmama dos bezerros, que ocorre normalmente entre 6 a 8 @, esses bezerros de aproximadamente 7-8 meses entram na fase denominada de recria.
A fase de recria, que abrange a fase do animal desmamado até o momento da engorda, apresenta também pontos de atenção que devem ser levados em consideração.
Como produto teremos o boi magro, que é entendido como o animal que cresceu em tamanho e estrutura corporal, mas que ainda não se encontra pronto para o abate. Assim, os principais pontos de atenção para essa fase são:
Após atingirem o peso desejado e se tornarem boi magro (normalmente com peso em torno de 14@), os animais saem da recria e entram na fase onde passarão por um processo de aumento de peso, principalmente pela deposição de gordura.
A fase de engorda é uma fase que demanda maior necessidade de pastagens mais nobres e suplementação por grãos. É a fase onde temos que colocar gordura na carcaça para obtermos o produto boi gordo. Devemos estar atentos aos seguintes fatores:
Por questões fisiológicas a deposição de gordura, demanda de alta quantidade de energia por parte dos animais, isso implica em maiores custos e consequentemente exige muita atenção.
O proprietário que opta pela adoção da produção no sistema ciclo completo, além de se atentar a todos os fatores já citados ainda deve se atentar à:
De forma sucinta, essas são as fases da bovinocultura de corte. Outros aspectos e frentes de negócio ainda completam a cadeia produtiva da carne, como os frigoríficos, as lavouras de alimentos, indústrias farmacêuticas dentre outros.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página.

O post Pecuária de corte: quais são as suas fases e suas características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Indicadores de alto impacto na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Conheça nossa capacitação online Gestão na Pecuária de Corte, que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam nessa área, em todos os sistemas de criação. Aprenda técnicas e ferramentas usadas para aumentar a lucratividade das fazendas, de forma muito clara, direta e prática.
O post Indicadores de alto impacto na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Perímetro escrotal de bovinos: importância da seleção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente o rebanho brasileiro possui aproximadamente 74,5 milhões de matrizes de corte em reprodução (ANUALPEC 2012).
Se considerarmos que somente 6% destas matrizes são inseminadas (ASBIA 2012), temos aproximadamente 70 milhões de matrizes que necessitam serem entouradas anualmente. Com uma relação média touro/matriz de 1/40, a necessidade é de 1,75 milhões de reprodutores ativos.
Para termos eficiência reprodutiva na pecuária de corte, aumentar a taxa de desfrute e consequentemente a rentabilidade da cadeia produtiva, é essencial que os reprodutores e as matrizes sejam criteriosamente selecionados para as características reprodutivas que influenciam diretamente nos resultados.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Rebanhos detentores de elevada precocidade sexual e fertilidade possuem maior disponibilidade de animais, tanto para venda como para reposição, permitindo maior intensidade seletiva e, consequentemente, progressos genéticos mais elevados e maior lucratividade (BERGMANN,1998).
Embora os programas de melhoramento genético mais tradicionais tenham dado maior ênfase às características de desempenho ponderal, hoje já se sabe que a utilização de características reprodutivas como critério de seleção é indispensável para a melhoria do sistema produtivo (TOELLE& ROBISON, 1985).
Sabemos da importância da fertilidade em um rebanho, portanto, selecionar animais com idade mais precoce ao primeiro parto é estar pensando também em viabilidade econômica.
Para otimizar os índices reprodutivos e consequentemente a produtividade dos rebanhos de cria, é de fundamental importância definir os critérios de seleção para os rebanhos a serem explorados, conforme suas necessidades de evolução genética.
Bovino com 19 meses e 40 cm de circunferência escrotal / Crédito: Rehagro – Corte.
A seleção para Perímetro Escrotal (PE) é de média à alta herdabilidade, ou seja, sofre pouca influência do meio ambiente, e em pouco tempo pode ser incorporada ao rebanho.
Já a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) é de baixa à média herdabilidade, sofre influência do meio, e demora mais para ser fixada ao rebanho.
Com isso sabemos que selecionar animais para maior Perímetro Escrotal (PE), nos ajuda muito no processo do ganho genético do rebanho para características reprodutivas, devido à rapidez na fixação desta, e nos demonstra que a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) e demais características reprodutivas devem ser trabalhadas juntas, pois como o ganho é aditivo, mesmo que de baixa herdabilidade vão ser fixadas no rebanho no decorrer da seleção.
Segundo BERGMANN (1998), face às dificuldades operacionais para implementação de programas de seleção para idade à puberdade, torna-se importante a utilização de características indicadoras de precocidade sexual, que tenham variabilidade genética adequada, que sejam de mensuração fácil, e que tenham correlação genética favorável com a idade à puberdade e outras características economicamente importantes.
Quando não são conhecidas, a idade à puberdade e a data da primeira fecundação da fêmea bovina, as informações reprodutivas disponíveis são a ocorrência ou não do parto e a data do parto.
Destas informações, a característica que emerge como indicativa do início da atividade reprodutiva das fêmeas jovens é a idade ao primeiro parto (BERGMANN, 1998), que é uma característica de fácil mensuração (PEREIRA et al., 2000; FRIES, 2003). A utilização de fêmeas sexualmente mais precoces terá reflexo direto na eficiência, rentabilidade e competitividade da pecuária bovina nacional (FRIES, 2003).
Nos machos, o perímetro escrotal é a mais recomendada dentre as características indicadoras de precocidade sexual, (BERGMANN, 1998).
Existem duas características importantes correlacionadas diretamente com Perímetro Escrotal (PE), ligadas à produtividade e rentabilidade, que são: maior peso ao desmame (210 dias) e maior peso ao ano (365 dias), em rebanhos que priorizam esta seleção.
Existem também correlações entre perímetro escrotal e ganho médio diário do nascimento à desmama, indicando que ao selecionar para maior perímetro escrotal, irá reduzir a idade ao primeiro parto de suas filhas. Quando touros com maior perímetro escrotal são selecionados para a reprodução, indiretamente aumenta-se o ganho médio diário do nascimento à desmama (210 dias).
Outra característica interessante na seleção de reprodutores selecionados para maior Perímetro Escrotal (PE), é que touros jovens apresentam alta motilidade (60-80%), indicando melhor qualidade seminal e esta característica pode ser utilizada como um dos critérios na seleção de animais de alto potencial reprodutivo.
Selecionar machos para Perímetro Escrotal (PE) ao ano (365 dias) e ao sobreano (450 dias) é de extrema importância para identificar os animais melhoradores desde a idade jovem, com medidas de PE estabelecidas como critério de seleção, serão mantidos somente os animais superiores e consequentemente aqueles que mais vão contribuir para a evolução genética do rebanho.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página.
O post Perímetro escrotal de bovinos: importância da seleção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Semiconfinamento de bovinos de corte: veja como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge como uma estratégia para manutenção do equilíbrio de alimentos no sistema de produção, visando incrementar os níveis de produção animal (desempenho e ganho por área).
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A utilização de suplementos concentrados permite corrigir deficiências específicas de nutrientes na forragem para maximizar a atividade de digestão da fração fibrosa e, consequentemente, utilizar mais eficientemente os carboidratos estruturais, além de complementar a dieta em situações de escassez de forragem.
Nas situações onde o consumo é limitado pela baixa oferta de forragem, um suplemento pode substituir a forragem proveniente do pasto, constituindo às vezes o único alimento disponível. Os níveis de concentrado e as estratégias a serem usadas são dependentes da categoria animal e das metas de ganho de peso.
O semiconfinamento na pecuária de corte consiste em fornecer ração concentrada aos animais de 1 a 2% do peso corporal (PC), sendo caracterizadas pela grande produção de ácidos graxos de cadeia curta no rúmen, provocando quedas de pH, sendo necessários períodos de adaptação e possível uso de aditivos.
Os ganhos de peso irão variar de acordo com a oferta de forragem, potencial genético dos animais, níveis de concentrado na dieta e alguns outros fatores.
A suplementação com altas quantidades de concentrado na pecuária de corte permite maiores ganhos de peso, melhor rendimento de carcaça e acabamento, melhorando a eficiência do sistema de produção.
Em uma época de insumos caros como, por exemplo, o milho e a soja, é necessário encontrar alternativas as quais nos dão flexibilidade para trabalhar e possibilidade de ter o nosso custo de arroba produzida reduzido.
Diante dos altos desembolsos apresentados pelo sistema de confinamento em infraestrutura e máquinas, a suplementação de alto consumo a pasto na produção de gado de corte vem se tornando uma ferramenta cada vez mais atrativa por apresentar menor imobilização de capital e índices econômicos também satisfatórios.
Além disso, é importante destacar que durante a fase de terminação, a eficiência de conversão (kg MS/kg PC), é reduzida quando comparada na recria.
Isso se deve ao fato da diminuição do acúmulo de músculo e aumento do crescimento do tecido adiposo, o qual necessita de mais energia para sua deposição, sendo necessária a adequação correta da suplementação nessa fase.
Normalmente, o período de terminação do gado de corte se dá em um momento em que as pastagens apresentam baixa qualidade e baixa taxa de crescimento, limitando o consumo pelos mesmos. Dessa forma, torna-se desafiador produzir em uma situação extremamente desvantajosa.
Dessa forma, para terminar o gado de corte a pasto, em uma época com baixa oferta de forragem e baixo valor nutritivo, deve-se explorar o efeito substitutivo, deixando de ingerir forrageira para ingestão de concentrado, permitindo maior fornecimento de energia.
Nesse cenário, a forragem deixa de ser o componente principal da dieta, sendo importante apenas para a manutenção do ambiente ruminal minimamente saudável.
Ao comparar o sistema de confinamento convencional com o semiconfinamento, ou confinamento a pasto, recebendo altas quantidades de concentrado, a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA) concluiu que a taxa de ganho de peso vivo é diferente entre os dois sistemas, sendo vantajoso para o confinamento convencional.
Porém, quando observaram o ganho em carcaça, a diferença foi de apenas 0,043kg de carcaça por dia, ganhando 1 kg de peso vivo, chamando atenção para a forma de análise ao comparar as duas estratégias.
Nesse caso, como as dietas foram isoenergéticas, o rendimento do ganho (peso de carcaça final – peso de carcaça inicial/ peso vivo final – peso vivo inicial) foi afetado principalmente pelas mudanças no conteúdo do trato gastrointestinal e tamanho dos órgãos digestivos. Quando os animais são suplementados com grandes quantidades de concentrado, o consumo de fibra na dieta se torna muito pequeno.
Com isso, tem-se o aumento da taxa de passagem, em função da maior digestibilidade da dieta, resultando em diminuição do conteúdo do trato digestivo. Assim, o rúmen não precisa armazenar tanto o alimento e acaba reduzindo o tamanho.
Portanto, o semiconfinamento na produção de gado de corte pode tornar-se uma ferramenta extremamente interessante e estratégica.
Para os profissionais que forem utilizar essa ferramenta, é importante darem atenção para o ganho em carcaça e não apenas em peso vivo, uma vez que na terminação a pasto pode ser subestimada, quando não consideradas essas diferenças.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!
O post Semiconfinamento de bovinos de corte: veja como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pastejo rotacionado: veja a importância para sistemas de criação de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Manejo de pastejo é associação entre solo-planta-animal, onde todos estes devem estar em harmonia para atingir uma alta produtividade com sustentabilidade.
Método de pastejo é a técnica ou procedimento de manejo de pastagem. Existem vários métodos de pastejo, do mais simples ao mais complexo, sendo eles, respectivamente:
O pastejo rotacionado é o método utilizado para intensificação da produção. Este método aumenta o ganho por área, mas dependendo da pressão de pastejo pode diminuir o ganho individual por animal. Ele dá a possibilidade de utilização de altas cargas animais, de 2 a mais de 5 U.A/ha média ano.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Para a implantação do pastejo rotacionado, deve-se levar em consideração o número de animais a serem manejados dessa forma e o potencial de crescimento da forrageira. A partir do diagnóstico da situação atual, as áreas degradadas devem ser recuperadas.
Áreas com forrageiras de alto potencial, com baixa carga animal em método de pastejo contínuo ou rotacionado, resultam em áreas de pasto desuniforme. Aparecem, então, áreas sub pastejadas, onde o pasto está “sobrando” (Figura 1) junto de áreas de superpastejo, onde se observa o oposto. Assim, o gado passa a evitar as áreas sub pastejadas, pois o capim fica passado.
Já as áreas de superpastejo (Figura 2), acontecem pelo hábito dos bovinos em pastejar sempre a rebrota do capim. Isso traz graves consequências, pois abre uma porta para o aparecimento de plantas invasoras, além de expor a superfície do solo nesses locais.
Comumente, essas áreas são próximas aos bebedouros e comedouros. Deve-se, então, para então implementar o método de pastejo rotacionado, uniformizar o pasto, colocando um lote grande de animais nessas áreas, a fim de obrigá-los a comer o que está sobrando, ou então roçar.
A escolha da forrageira é muito importante. Cada forrageira possui uma característica agronômica distinta, que se adequa melhor em determinadas condições climáticas, topografia, fertilidade e característica física do solo, dentre outras.
É necessário um período de descanso pós-pastejo que deve ser respeitado para que a planta consiga se recuperar e acumular reservas orgânicas. As forrageiras que possuem essa característica, então, encaixam-se muito bem ao método rotacionado.
Algumas forragens que funcionam muito bem no pastejo rotacionado são:
Figura 1 – Área de subpastejo.
Figura 2 – Área de superpastejo.
Para implantação desse método, o primeiro passo é mapear toda a área de pastagem efetiva da fazenda com GPS (Sistema de Posicionamento Global) e criar um mapa em um software como por exemplo o AutoCAD® (Figura 3).
Feito o mapa, são desenhadas as divisões das áreas em módulos e piquetes (Figura 4). Para saber o número de piquetes que se deve fazer, existe uma conta bem simples, mas antes é preciso fazer uma observação sobre período de ocupação e período de permanência.
O primeiro é o tempo total em que o piquete fica ocupado por animais no caso de mais de um lote (manejo de desponte/repasse). Já o período de permanência é o período em que um determinado lote permanece no piquete.
Assim, pode-se dizer que quando apenas um lote ocupa um piquete, o PP=PO. É importante conhecer essas diferenças para não errar na hora de calcular o número de piquetes.

Onde:
Figura 3 – Mapa da fazenda desenhado no AutoCAD®, a partir do GPS. Fonte: aula de elaboração de projetos para pecuária de corte, Paulo César Costa, Equipe Rehagro.
Figura 4 – Divisões dos módulos e piquetes para o pastejo rotacionado. Fonte: aula de elaboração de projetos para pecuária de corte, Paulo César Costa, Equipe Rehagro.
Definido o número de piquetes, o próximo passo é instalar as cercas na propriedade. As divisões dos piquetes podem ser feitas com cercas elétricas, pois, o investimento na implantação tem sido de duas a quatro vezes mais baixo quando comparado com a implantação de cercas convencionais, de arame liso ou farpado.
Os piquetes devem ser quadrados ou retangulares. O comprimento não deve passar de 3 vezes o da largura. Para economizar em instalações, construir praças de alimentação com saleiro e água, comuns a mais de um piquete tem sido bastante indicado, como mostrado na Figura 5.
Não é interessante fazer piquetes muito grandes para que não ocorra o sub e super pastejo. Os bovinos têm uma característica forte, eles preferem pastejar a uma distância de até 200 metros da fonte de água, deixando de comer em áreas cuja distância ultrapassam 600 metros. Eles só pastejam após 1,6 km de distância da água, quando 40 a 50% da forragem já tiver sido consumida.
Depois de preparadas as instalações, deve ser iniciado o manejo. O lote entra no primeiro piquete do módulo, ocupa esse piquete por um determinado tempo (PO), depois segue para o próximo piquete e assim por diante (ver Figura 5), completando então o ciclo de pastejo (CP).
O ciclo de pastejo nada mais é que a soma do período de ocupação (PO) com o período de descanso (PD). O período de ocupação (PO) é o tempo em que os animais ficam no piquete e o período de descanso (PD) é o tempo entre os pastejos.
Para simplificar então temos o seguinte cálculo:

Onde:
Figura 5 – Piquetes de rotação de pastagem, com praça de alimentação (círculo vermelho) comum entre 4 piquetes mostrando como deve funcionar um rotacionado.
A altura de entrada é uma característica particular de cada forragem e é um dos pontos mais importantes para um manejo de pastejo rotacionado adequado. Erros neste ponto causam perdas na produção do capim, levando à baixa produtividade ao longo do ano.
Foram conduzidos inúmeros estudos e experimentos para estabelecer a altura de entrada de cada forragem. Sabe-se que quando a planta atinge o valor de 95% de interceptação luminosa, rapidamente ela passa do estágio vegetativo para o reprodutivo, alongando suas hastes, aumentando a distância entre folhas e dificultando a colheita dos animais.
No momento em que a planta recebe na sua base apenas 5% de raios de luz, haverá boa quantidade de folhas em relação a hastes e material morto, como mostra o Gráfico 1.
Gráfico 1 – Situação quando temos interceptação luminosa em 95%. Fonte: Aspectos agronômicos para produção intensiva de leite a pasto – Sila Carneiro da Silva e Domício do Nascimento.
Tabela 1 – Essa tabela indica algumas alturas de entrada e saída de diversas forragens em diferentes épocas do ano. Fonte: Como planejar o pastoreio – Adilson Aguiar.
A altura de saída também é um ponto importante, mas não tão importante quanto a altura de entrada. Se mal manejada na altura de saída, a planta terá dificuldade no seu restabelecimento pós-pastejo.
Mas o que é o ideal? Devemos analisar então se é um sistema intensivo, com uma alta quantidade de nitrogênio no solo, associado a uma alta eficiência na coleta dos animais. Nesses casos, a altura de saída pode ser mais baixa.
Para definirmos o tempo ideal de cada piquete, devemos estar atentos a inúmeros fatores, como:
Esse período deve ser bem respeitado para que o pasto residual consiga, então, rebrotar rápido e com vigor, para que a produção seja boa.
É possível perceber que a viabilidade de implementação deste método é alta para sistemas de criação mais intensivos de bovinos de corte, pois o ganho/área é muito superior ao de outros métodos de pastejo.
Porém, o manejo não é simples. É necessária muita atenção para que não ocorram erros, principalmente ao observar a altura de entrada. Erros na altura de entrada podem levar a prejuízos enormes e o que poderia apresentar ótimos resultados pode se tornar um desastre.
Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:
As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.
O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.
Para saber mais informações, visite nossa página:
O post Pastejo rotacionado: veja a importância para sistemas de criação de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>