pecuária leiteira Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/pecuaria-leiteira/ Fri, 06 Jan 2023 19:45:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png pecuária leiteira Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/pecuaria-leiteira/ 32 32 Eficiência e sustentabilidade na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 03 Jan 2023 15:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16896 Muito provavelmente a sustentabilidade seja o tema de maior atenção da sociedade nos últimos anos. Ainda mais quando se pensa nas atividades do agronegócio. Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor […]

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Muito provavelmente a sustentabilidade seja o tema de maior atenção da sociedade nos últimos anos. Ainda mais quando se pensa nas atividades do agronegócio.

Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor e do agronegócio.

Ações rotineiras realizadas nas fazendas produtoras de leite reduzem a pegada ambiental e intensificam a produção sustentável.

Algumas dessas ações, justamente por serem de rotina, acabando caindo no modo automático e podem passar desapercebidas como sendo um evento de sustentabilidade.

Relembrá-las é sempre importante para que possam servir de exemplo e estímulo para as fazendas, não somente pela questão ambiental, mas também pelo aspecto econômico que elas representam à cadeia.

 

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Como as fazendas de leite brasileiras praticam a sustentabilidade ambiental?

Dados do último levantamento anual das 100 maiores propriedades leiteiras do Brasil feito pelo MilkPoint traçou como as fazendas estão atuando em relação à sustentabilidade ambiental. O fato é que todas as fazendas que compõe o ranking praticam pelo menos uma ação sustentável.

Trazer estas informações para a luz da sociedade é fundamental. Afinal, vide a representatividade e a importância do agronegócio e da pecuária leiteira nos quesitos sociais e econômicos.

O acondicionamento dos dejetos em esterqueiras para serem utilizados em lavouras e pastagens é a prática mais aplicada nas fazendas leiteiras do país, seguido pela geração e utilização de energias renováveis e pelo uso racional da água. Essas são apenas algumas das ações sustentáveis que fazem parte da extensa lista que é realidade nas propriedades.

Todas estas medidas são motivadas por fatores determinantes, como a preocupação ambiental dos produtores para manutenção dos recursos naturais, adequação à legislação ambiental, retorno financeiro das ações sustentáveis, atendimento das tendências de consumo e das demandas das empresas do setor lácteo.

Pautas ambientais na pecuária leiteira são comuns, se fazem necessárias e são atendidas com grande expressividade.

Reciclagem da água

Engana-se quem pensa que o uso da água em propriedades leiteiras não é sustentável. Fazendas tecnificadas são projetadas para que grande parte do volume de água seja reutilizado diariamente em ciclos nas atividades corriqueiras, como limpeza de corredores, pista de trato e sala de espera.

Dados da Embrapa Gado de Leite mostram que a reciclagem de água nas fazendas leiteiras é responsável por uma economia hídrica de 82,5 a 86,0% em relação aos processos que não reaproveitam água residuária. O percentual economizado pode ser até maior em sistemas que possuem captação de água pluvial.

Estas informações afirmam e reafirmam que a reciclagem da água para limpeza das instalações nos sistemas de bovinos leiteiros gera redução considerável no consumo de água “limpa” e de energia elétrica. Prática sustentável de grandes benefícios para o meio ambiente, para a eficiência da fazenda e para o bolso do produtor.

Fertirrigação e biogás

Uma situação bastante usual encontrada nas fazendas leiteiras é o direcionamento das águas residuárias a sistemas de tratamento hídrico.

Junto ao volume de água vão também os dejetos sólidos e líquidos dos animais. Ao passar por etapas específicas de separação é possível obter produtos de grande valor ao final do processo com concentração de nutrientes.

A fertirrigação é uma das possibilidades de uso dos dejetos líquidos.

Estudos mostram que o aproveitamento de águas residuárias ricas em nutrientes na fertirrigação de lavouras e pastagens contribui para o aumento da produtividade da cultura, na qualidade do alimento, na economia de fertilizantes químicos e na melhoria de características físicas, químicas e biológicas do solo. Por meio deste biofertilizante é possível ter saneamento ambiental e restituir parte dos nutrientes consumidos pelas culturas.

Os benefícios vão além. A fermentação da biomassa dos dejetos em ambiente controlado, conhecido como biodigestor, é capaz de entregar uma fonte de energia para a fazenda, o biogás.

Com a canalização do biogás e ajustes relacionados à parte de energia nas instalações é possível viabilizar o funcionamento de diversos setores da fazenda, como, por exemplo, sistemas de ordenha, resfriamento térmico e escritório. A economia com energia elétrica se torna evidenciada nessa situação, contribuindo para redução desse item no custo de produção do leite.

Fazendas que dispõe de fertirrigação e biogás tendem a serem mais eficientes na produção de leite, tanto pelo aumento da produtividade e da qualidade da comida dos animais, na economia de fertilizantes químicos e no consumo de energia elétrica, quanto pelo uso racional dos recursos e dos insumos.

Fertilizantes pela cama

O modelo de criação dos rebanhos também pode ser um grande aliado à produção sustentável de leite. O sistema de Compost Barn, por exemplo, pode fornecer um excelente fertilizante orgânico para as áreas de produção de comida.

A cama dos animais, que geralmente é constituída por serragem, maravalha ou casca de café, passa por um processo de compostagem em que os microrganismos utilizam a matéria orgânica como substrato. Matéria orgânica que é formada pelo material da cama adicionado dos dejetos das vacas.

Após o ciclo de compostagem, a cama é retirada de forma total ou parcial e direcionada para as áreas de agricultura.

Assim como na fertirrigação, o uso da cama de compostagem nas lavouras também reduz a necessidade de fertilizantes químicos e contribui para melhorar as condições do solo e a produtividade das culturas, otimizando o custo de produção do volumoso.

A qualidade orgânica e química do material é elevada e o valor agregado nesse tipo de fertilizante orgânico também. Produtores que optem por não utilizar a cama compostada nas áreas de agricultura da propriedade conseguem vendê-la por preços atrativos no mercado.

Aumento de produtividade

Explorar positivamente a capacidade do sistema de produção é o caminho. Fazendas que adotam essa premissa caminham a passos largos para ter eficiência na atividade.

Tomando como base os exemplos citados anteriormente, uma fazenda que reutiliza águas residuárias, realiza fertirrigação e incorpora a cama de compostagem nas áreas de lavoura, por exemplo, é plenamente capaz de aumentar a produção de volumoso em quantidade e qualidade sem precisar aumentar um hectare sequer de área plantada.

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Claro, sem deixar de associar essas práticas a uma condução agronômica coerente. Isso significa produzir mais com a mesma quantia de recursos.

Se a quantidade e a qualidade da comida produzida são maiores, logo mais vacas poderão ser alimentadas e a média de produtividade diária de leite por vaca também tende a aumentar.

Esse processo é conhecido como intensificação do uso da terra e o resultado dele é maior produção de leite com a mesma área. Em outras palavras, isso se resume em reduzir a pegada ambiental da atividade, contribuir para o sequestro de carbono e mitigar o impacto sobre os recursos naturais.

Conclusão

Assim como em toda atividade, seja ela do setor do agronegócio, industrial ou de comércio, há aqueles que contribuem para o meio ambiente por meio de uma produção sustentável e rentável e aqueles que ainda não despertaram para os benefícios desta prática.

Críticas construtivas e provocações sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira são sempre positivas, desde que sejam baseadas em fatos e não em deduções distorcidas com base em crenças e inverdades.

Uma tendência que já é realidade é a demanda da sociedade por uma produção de leite com sustentabilidade. Demanda que é bastante válida e necessária, afinal toda e qualquer atividade deve ser pautada em pilares sustentáveis, que envolve não somente a parte de ser ecologicamente correta, mas também de ser socialmente justa e economicamente viável.

A busca pela eficiência da fazenda é constante e anda lado a lado com a sustentabilidade. Trabalhar com práticas e processos de forma integrada, permite que os benefícios se retroalimentem.

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Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/#respond Tue, 27 Dec 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16868 Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV. É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV.

É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!

 

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O que é o período de espera voluntário e qual a sua função?

De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.

Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.

Mas como definir o PEV de uma fazenda?

A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Tabela com duração do período de espera voluntário

Fonte: De Vries (2011).

Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.

Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.

Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.

A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.

Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.

Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Tabela com informações da duração do PEV

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387

Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.

O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.

Como as fazendas têm trabalhado o PEV?

No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.

Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.

Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.

Webinar Redução de perdas gestacionais

Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.

Impactos do período de espera voluntário no rebanho

Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.

Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.

Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.

Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).

Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.

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Entendido um pouco mais sobre o PEV e sua relação com o desempenho dos animais, que tal aprofundar seus conhecimentos na reprodução de bovinos leiteiros? 

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Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 20 Dec 2022 12:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16831 Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio! Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre […]

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Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio!

Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.

Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?

 

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Definindo a taxa de serviço

Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.

Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.

No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.

Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.

Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100

Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.

Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100

Taxa de serviço %= 50%

Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.

O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).

Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.

A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.

O que seria uma boa referência para taxa de serviço?

Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.

O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.

Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.

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Qual o impacto da taxa de serviço no sistema de produção?

A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.

Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.

E quais as consequências de um intervalo entre partos maior?

Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.

Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).

De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.

O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.

Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.

Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.

Como otimizar a taxa de serviço?

Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.

Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.

  • Como será o primeiro serviço pós-parto?
  • Qual será a estratégia para as reinseminações?
  • O que será feito com as vacas vazias ao toque?

Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.

O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.

Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.

Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).

Conclusão

A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.

Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.

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Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira? https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 06 Dec 2022 13:15:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16526 A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira? Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais […]

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A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira?

Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.

Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.

 

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Como fazer com que as vacas produzam mais leite?

Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.

Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.

Genética

Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.

Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.

Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.

Reprodução

Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.

O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.

Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.

Nutrição

Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.

Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.

Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.

Conforto

O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.

O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).

Saúde

A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.

Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.

Manual de controle da mastite

Aumento da capacidade de vacas em lactação

Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.

No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.

Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.

  • A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?
  • Será necessária a construção de novas instalações?
  • Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?
  • A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?
  • A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?
  • Será necessário a compra de algum maquinário?

Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.

Aumente a produtividade de sua fazenda!

Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.

Desejamos sucesso na atividade leiteira em sua fazenda e conte com o Rehagro para o planejamento e tomadas de decisão! Contribuímos diretamente para a produção de mais de 1 milhão de litros de leite por dia, nas fazendas sob nossa consultoria.

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Bruno Guimarães

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Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/#respond Thu, 01 Dec 2022 18:23:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16461 A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã. Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.   Sem tempo para ler agora? Baixe […]

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A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã.

Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.

 

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Fases da alimentação das bezerras leiteiras

O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.

Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.

O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.

  1. Na primeira fase os animais são considerados pré-ruminantes e ingerem praticamente apenas o leite, a ingestão de alimentos sólidos é mínima.
  2. A segunda fase é chamada de transição, e dura até o desaleitamento. Nessa fase os animais aumentam a ingestão de alimentos sólidos e com isso a microbiota se multiplica rapidamente.
  3. A terceira fase se inicia no desaleitamento e perdura por toda vida, a alimentação é realizada apenas por alimentos sólidos. Nessa fase a energia é advinda da fermentação de carboidratos, das proteínas e dos lipídios, sendo que a proteína vem das bactérias e das fontes de proteínas não degradáveis no rúmen.

É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.

O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.

Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.

E-book criação de bezerras leiteiras

Os alimentos concentrados na dieta sólida

Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.

Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg  de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.

Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.

A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

Bezerro bebendo água

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.

Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.

Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.

A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.

A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.

Os alimentos volumosos na dieta sólida

Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:

  • Aumento do consumo de concentrado;
  • Estímulo ao desenvolvimento da camada muscular do rúmen;
  • Promoção de ruminação;
  • Manutenção da integridade da parede ruminal;
  • Redução de problemas comportamentais;
  • Aumento do Ph ruminal.

Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.

Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.

Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.   

O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.

Conclusão

Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.

O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.

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Brisa Sevidanes

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4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/#respond Thu, 17 Nov 2022 20:00:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15998 Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios. No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento […]

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Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios.

No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.

Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.

A título de exemplificação, o benchmarking de 2021 das fazendas de pecuária leiteira atendidas pelo Rehagro, apresentou um lucro operacional médio de R$0,59/litro e R$12.587,00/ha/ano.

Esses mesmos resultados nas propriedades mais eficientes, foram de R$0,75 e R$21.637,00. Cerca de 413.000 litros de leite produzidos por dia e acompanhados pela consultoria do Rehagro, contribuíram para esses valores.

Confira algumas dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!

 

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Como será a evolução do rebanho no futuro?

Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.

  • Quantas vacas estarão em lactação ano a ano?
  • Você terá novilhas excedentes para vender e incrementar o caixa da fazenda?
  • Com o número de partos futuros, será necessário ajustar o bezerreiro ou a capacidade atual atenderá?

Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela evolução de rebanho, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.

A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus indicadores zootécnicos e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.

Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.

Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?

A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade. Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.

Webinar Indices Zootécnicos

Como fazer a fazenda leiteira ter capacidade de produzir toda comida do rebanho?

Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca”. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.

E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O planejamento forrageiro.

Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.

De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais. Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.

Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de silagem de milho para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.

A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).

Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.

Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.

Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.

Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.

Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.

Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda. Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.

Como será o comportamento financeiro da fazenda?

Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.

  • Quanto a fazenda produzirá de leite no ano?
  • Qual será o gasto previsto com manutenção de maquinários?
  • De quanto será o desembolso com a próxima safra?
  • Qual será a receita com a venda da recria excedente?

Sempre falamos que o orçamento deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.

Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.

A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.

É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.

Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.

Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.

Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.

Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável. Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.

Como realizar uma gestão por indicadores?

Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.

Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.

A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda. E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como taxa de prenhez, taxa de mortalidade e contagem de células somáticas (CCS), por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.

O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.

Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.

Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.

Conclusão

A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.

Saber planejar a atividade e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.

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Bruno Guimarães

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Como os produtores estão gerenciando suas propriedades em busca de eficiência? https://blog.rehagro.com.br/gestao-eficiente-de-propriedades-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-eficiente-de-propriedades-leiteiras/#comments Wed, 16 Nov 2022 13:08:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15962 Você quer saber como os produtores que buscam eficiência estão gerenciando suas propriedades? Assista a este Webinar! O consultor sênior da Equipe Leite Rehagro, Matheus Balduino, conversou sobre esse tema em uma bate-papo super interessante. Vale a pena conferir na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal! Quer conhecer […]

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Você quer saber como os produtores que buscam eficiência estão gerenciando suas propriedades? Assista a este Webinar!

O consultor sênior da Equipe Leite Rehagro, Matheus Balduino, conversou sobre esse tema em uma bate-papo super interessante.

Vale a pena conferir na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!

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Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/#respond Fri, 07 Oct 2022 13:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15532 O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante. Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras. […]

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O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante.

Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras.

Neste artigo nós iremos responder as seguintes dúvidas: O que é período de transição e qual a sua importância?

 

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Período de transição

O período de transição é o período entre a 3º semana pré-parto e a 3º pós-parto. É caracterizado por intensas alterações fisiológicas, nutricionais e metabólicas, ocorrências que expõem a vaca leiteira a distúrbios de saúde.

O que acontece com a vaca nesse momento?

Durante esse período, eventos como o rápido crescimento fetal, o desenvolvimento da glândula mamária, a colostragem e o início da produção de leite, aumentam consideravelmente as exigências nutricionais do animal.

No entanto, o consumo de alimentos não acompanha as exigências das vacas, na prática a ingestão de matéria seca cai expressivamente. Observe a representação abaixo:

Gráfico com consumo de matéria seca no período de transição de vacas leiteiras

Fonte: Educapoint

O desequilíbrio entre a quantidade de matéria seca ingerida e a quantidade exigida, ocasiona o balanço energético negativo. O organismo do animal, em uma tentativa de reverter esse quadro, começa a mobilizar fontes de energia alternativa a partir das reservas corporais. Essa ação, predispõe a vaca a uma série de doenças relacionadas ao metabolismo, como exemplo principal a cetose.

A importância do período de transição

O período de transição possui grande importância dentro do ciclo produtivo, afinal durante esse período as vacas ficam susceptíveis a doenças que podem afetar o parto, a lactação futura e o desempenho reprodutivo dos animais.

Dentre as doenças que podem ocorrer no período de transição, é possível destacar a cetose e esteatose hepática, hipocalcemia (febre do leite ou febre puerperal), mastite, acidose, laminite e o deslocamento de abomaso.

Esse período possui impacto direto na produtividade e na lucratividade da fazenda, afetando a quantidade de leite produzida e os gastos com sanidade dos animais.

Diante disso, é essencial planejar processos que visem minimizar os danos negativos do período de transição, visando reduzir a ocorrência e os gastos com as doenças recorrentes. Esse planejamento deve considerar principalmente o manejo nutricional adequado no pré-parto, afinal ele é fundamental para reverter ou reduzir o quadro de balanço energético negativo.

Webinar Período de Transição em vacas leiteiras

Conclusão

O período de transição é de extrema importância dentro do ciclo produtivo da fazenda, entender como ele ocorre e como prevenir as intercorrências ocasionadas por ele é essencial para se ter sucesso dentro da pecuária leiteira.

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Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:12:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15347 Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados. Da mesma forma que em outras atividades, […]

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Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados.

Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.

Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.

Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.

Será que o leite foi um bom negócio?

 

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Eficiência e lucratividade na pecuária leiteira

Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?

Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.

Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.

Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?

Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.

Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.

Webinar Indices Zootécnicos

Resultados obtidos pelas fazendas

Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.

A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?

Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.

Lucro operacional conforme tamanho da área

O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Lucro operacional de acordo com tamanho da fazenda

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.

Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?

Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.

No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Lucro operacional de acordo com IILB

Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!

Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).

O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Lucro operacional de acordo com nota IILB

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.

Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!

Premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite

Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.

Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.

Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.

Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!

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Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira!

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Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 12:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15342 A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos. Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro. O […]

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A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos.

Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.

O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.

O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.

 

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DEL médio e retorno sobre o custo alimentar

Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.

A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.

Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.

Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.

Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).

Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.

Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.

Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.

Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.

Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.

A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Tabela com comparativo de retorno sobre custo alimentar

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos

Quais os ganhos financeiros ao otimizar os indicadores reprodutivos?

Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.

Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.

A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.

Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.

Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.

Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:

  1. Estratégia para o primeiro serviço;
  2. Estratégia para as re-inseminações;
  3. Estratégia para as vacas vazias no diagnóstico reprodutivo.

Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.

Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?

Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?

Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.

Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.

No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:

110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)

Para:

96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)

Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.

Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.

Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:

Período de lactação médio dessa fazenda:

376 dias – 45 dias = 331 dias.

Dessa forma o DEL médio será de:

331/2 = 166 dias.

O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.

Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.

Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).

Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.

Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!

Conclusão

Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.

O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.

Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.

Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!

Saiba mais!

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Bruno Guimarães

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Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/#respond Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14879 A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das […]

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A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras.

O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.

Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!

 

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O que é a cetose bovina?

A cetose é uma das principais doenças metabólicas das vacas leiteiras e geralmente acomete animais de alta produção no pós-parto. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.

A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado balanço energético negativo.

Na cetose primária esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.

Já nos quadros de cetose secundária, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.

Webinar Período de transição

Quais são os sintomas da cetose?

A cetose pode se apresentar na forma clínica e na forma subclínica.

Na cetose clínica há perda de escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados.

Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.

Em casos de cetose subclínica, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. 

A cetose subclínica gera grandes impactos produtivos e econômicos na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca.

Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.

Quais são as causas da cetose bovina?

O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.

Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como problemas de casco, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.

E-book Afecções de casco

Tratamento da cetose

O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa – a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.

Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os níveis de BHBA (beta- hidroxibutirato).

Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.

Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.

O uso de drench em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (drench), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.

Prevenção da cetose bovina

A prevenção da cetose se inicia antes da secagem dos animais com a implementação de um manejo nutricional adequado e balanceado.

Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.

A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.

A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.

O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50  (na escala que varia de 1-5).

Por fim, a promoção de um ambiente confortável, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.

Considerações

Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.

Se você deseja melhorar a sua capacidade de formulação de dietas para gado de leite, não perca tempo e inscreva-se na Pós-graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros!

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Bruno Guimarães

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Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/#respond Fri, 12 Aug 2022 13:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14163 Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais? Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos […]

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Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais?

Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.

Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.

Baixe gratuitamente a Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.

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Mastite subclínica: o que fazer e como tratar https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/ https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/#respond Thu, 11 Aug 2022 19:27:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14251 “Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?” Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro. […]

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“Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?”

Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Identificação da mastite subclínica

Com os testes de CMT (California Mastitis Test) ou CCS (Contagem de Células Somáticas) eletrônica, podemos identificar as vacas que têm mastite subclínica.

A partir da identificação desses animais, podemos tomar algumas medidas, como:

  • Segregação do animal;
  • Fazer uma linha de ordenha;
  • Destinar o leite desse animal para consumo dos bezerros.

Essas ações vão fazer com que o leite da vaca com mastite subclínica não vá direto para o tanque ou que isolemos esses animais em um grupo de vacas que também têm a mastite subclínica.

E o que mais pode ser feito?

Além disso, esse animal que tem mastite subclínica, principalmente as vacas que têm mastite subclínica em mais de uma coleta, ou seja, que na coleta passada e na coleta atual têm uma CCS acima de 200.000 e, portanto, é considerada uma vaca crônica, são animais que possivelmente irão apresentar um resultado positivo quando eu fizer uma cultura microbiológica do leite. São animais que são economicamente mais viáveis da gente separar o leite, mandar para um laboratório ou fazer a cultura dentro da própria fazenda e, assim, identificar quais bactérias estão causando a mastite subclínica.”, explica o especialista Nathan Fontoura.

Confira sua explicação na íntegra no vídeo abaixo, em apenas 3 minutos:

No vídeo acima, o Prof. Nathan explica que nem sempre haverá algo a ser feito, mesmo nas vacas nas quais conseguimos identificar o microrganismo que está causando a mastite subclínica.

Se for identificada uma bactéria Gram-positiva, como um Streptococcus agalactiae ou um Streptococcus dysgalactiae, que tem um comportamento de contagioso, temos visto resultados em trabalhos científicos, e também na prática, que comprovam a viabilidade econômica do tratamento desse animal ainda na lactação.

Porém, algumas outras bactérias com Staphylococcus aureus, Pseudomonas e inúmeros outros microrganismos como algas e leveduras, não vão responder ou vão responder muito pouco ao tratamento durante a lactação e também no período seco, não sendo economicamente viável o tratamento desses animais.

Resumindo, a CCS eletrônica e o CMT podem ser uma pré-informação para selecionar as vacas nas quais iremos realizar a cultura microbiológica para termos uma correta tomada de decisão de tratar ou não aquele animal durante a lactação.

Porém, só podemos tomar essa decisão de maneira assertiva após o resultado da cultura microbiológica, para saber se o tratamento daquele animal é economicamente viável ou não.

Pronto para aprender mais?

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Escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras: Planilha + guia https://blog.rehagro.com.br/planilha-escore-de-saude-respiratoria-bezerras/ https://blog.rehagro.com.br/planilha-escore-de-saude-respiratoria-bezerras/#respond Thu, 11 Aug 2022 13:22:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14159 Uma das principais doenças que acometem bezerras em aleitamento e em pós-desmame é a Doença Respiratória Bovina (DRB).  Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações. Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras. O […]

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Uma das principais doenças que acometem bezerras em aleitamento e em pós-desmame é a Doença Respiratória Bovina (DRB). 

Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações.

Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras.

O modelo de pontuação mais utilizado para detecção de DRB em bezerras é o Escore Respiratório de Wisconsin, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, Estados Unidos.

Baixe gratuitamente o kit planilha + guia explicativo sobre o escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras, aprenda a identificar e ter um diagnóstico rápido e melhore sua produção evitando prejuízos.

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Planilha + Guia Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/ https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/#respond Thu, 11 Aug 2022 12:40:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14156 A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite. O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor. Com esse material você poderá calcular, de […]

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A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite.

O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.

Com esse material você poderá calcular, de acordo com a CCS encontrada no tanque:

  • A perda de produção diária de leite;
  • A perda de produção mensal de leite;
  • A perda de faturamento mensal;
  • A perda de faturamento anual.

Dessa forma, você pode descobrir o quanto está deixando de lucrar na sua propriedade e pode mostrar para os seus clientes o prejuízo que eles vêm tendo em decorrência à lata CCS do tanque.

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Baixar Planilha e Guia de Células somáticas no leite

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Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14001 As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como […]

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As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.

Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.

Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?

Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.

 

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Conhecendo a IATF

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.

A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.

O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Inseminação artificial sendo feita em vaca

Tipos de protocolos de IATF

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Variações de protocolos de iatf

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.

Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.

Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.

Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.

Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.

Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.

Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.

Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.

O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

Protocolos IATF

Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?

A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:

  1. Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular – Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.
  2. Estrógeno alto durante o proestro – Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.
  3. Progesterona baixa no momento da inseminação – A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.
  4. Progesterona alta nos momentos pós inseminação – Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.

O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.

Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.

Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.

Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.

IATF como potencialização da reprodução

Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.

Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!

Saiba mais!

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Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/ https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/#respond Thu, 21 Jul 2022 16:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13972 A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal. O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal. Além disso, […]

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A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal.

O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.

Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.

 

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O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.

Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:

No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.

Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.

Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.

Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.

Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.

Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.

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Benchmarking Rehagro Leite 2021 https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021-2/ https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021-2/#respond Wed, 29 Jun 2022 21:10:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13492 Descubra com o e-book “Benchmarking Rehagro Leite 2021” se você está no caminho certo com a sua produção de leite! Confira os resultados das propriedades leiteiras atendidas pelo Rehagro em 2021; Compare com os números obtidos na(s) propriedade(s) onde você atua; Veja as dicas para melhorar ainda mais os seus lucros e sua atuação na […]

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Descubra com o e-book “Benchmarking Rehagro Leite 2021” se você está no caminho certo com a sua produção de leite!

  • Confira os resultados das propriedades leiteiras atendidas pelo Rehagro em 2021;
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Vitor Barros – Coordenador do Núcleo de Gestão do Rehagro Leite;

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Além disso, você fica sabendo:

  • Quanto os produtores atendidos pelo Rehagro têm lucrado com o leite?
  • Quanto eles têm produzido?
  • Qual é o custo operacional médio dessas fazendas?
  • O que as propriedades com melhores números têm em comum?
  • Quais fatores têm impacto sobre o lucro operacional?
  • Indicadores relacionados à nutrição e reprodução do rebanho.
  • Caminhos para melhorar os seus resultados.

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Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/#respond Mon, 27 Jun 2022 19:05:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13467 Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção? Então, esse conteúdo é pra você! Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal? A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra […]

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Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção?

Então, esse conteúdo é pra você!

Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?

A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.

 

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Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.

Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:

  • Se devemos tratar;
  • Se devemos não tratar;
  • Se devemos direcionar um tratamento mais específico para os micro-organismos identificados na amostra.

E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?

Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:

Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:

1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.

Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.

2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.

Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.

Considerações finais

Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.

Já é um grande avanço, não é mesmo?

Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.

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7 fatores que interferem no consumo de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/#respond Wed, 22 Jun 2022 16:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13429 O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso? Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Espaço de […]

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O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso?

Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.

 

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1. Espaço de cocho

Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.

Então, temos que garantir para essas vacas um espaço de cocho adequado, para que haja a menor queda possível no consumo de alimento.

2. Frequência, horário do trato e aproximação de comida

O ideal é fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.

Empurrando a comida para que estimule essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente em pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.

3. Manejo no período de transição

Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o manejo no período de transição com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:

4. Adaptação social

É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de hábito gregário, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.

Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.

Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.

5. Qualidade da forragem

Qualidade de forragem é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.

Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.

Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra e que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.

6. Condição corporal ao parto

É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa condição no momento do parto.

7. Conforto

É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.

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4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/#respond Wed, 22 Jun 2022 14:00:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13425 Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite. Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo. […]

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Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite.

Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.

Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.

Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:

 

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1. Diminuição do DEL no rebanho

Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?

Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.

Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo: 

2. Maior proporção de vacas em lactação

Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.

Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.

Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.

3. Acelera a transição de vacas primíparas para a segunda lactação, em que o animal produz mais

Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.

É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.

4. Maior retorno sobre o custo alimentar

Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.

Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.

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Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/ https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/#respond Tue, 21 Jun 2022 16:00:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13409 Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder? Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu! Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o […]

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Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder?

Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu!

Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o parto é a retenção de placenta.

 

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O que é a retenção da placenta?

É a não expulsão dos anexos fetais em um período mínimo de 12 horas após o parto.

A expulsão da placenta ainda é uma fase do parto. Depois que a vaca pariu e a placenta ainda está pendurada, ela ainda está tendo um parto.

Em até 12 horas, assumimos que a liberação dessa placenta é um processo fisiológico, comum, normal. No entanto, a partir de 12 horas, assumimos que isso seja algo patológico.

Quem já observou a placenta de uma vaca, pôde ver estruturas que parecem bolas, que chamamos de placentoma. O placentoma é formado pelo cotilédone fetal e pela carúncula materna, que estão unidos por um tecido de colágeno, um tecido conjuntivo que está prendendo essa estrutura.

Na vaca que está com a placenta retida, essa estrutura não foi degradada, e ela continua presa, como se aquela cicatriz não tivesse sido digerida.

Por isso, falamos hoje que a retenção de placenta é muito mais uma doença imune do que uma doença metabólica.

Por quê? Por algum motivo, o sistema imune da vaca não foi capaz de degradar essa estrutura, que continua ali ligada.

Qual o problema da retenção da placenta?

De início, nenhum.

A vaca que teve retenção de placenta não tem mais risco de morrer. Alguns trabalhos mostram que vacas que têm retenção de placenta produzem menos leite, mas em contrapartida, vários trabalhos mostram que a produção de leite é a mesma.

O principal ponto de atenção é que vacas com retenção de placenta têm a fertilidade comprometida. No entanto, não há nada que possa ser feito para minimizar esse problema.

Vemos que várias pessoas ainda utilizam prostaglandina, estradiol, ocitocina, mas não existe essa recomendação na literatura.

Hoje, a recomendação para retenção de placenta é não fazer nada.

Dê condições para que a vaca tenha consumo, para que ela coma, para que ela não tenha que disputar tanto no cocho, mas em termos de intervenção, não há algo para ser feito para a retenção de placenta.

Se aplicamos prostaglandina, antibiótico parenteral ou intravenoso, esse tratamento não vai fazer com que a placenta seja liberada mais rapidamente, não vai tratar a retenção de placenta.

Quando tratamos a retenção de placenta com antibiótico, o foco é reduzir a incidência da metrite.

Confira o vídeo com a explicação na íntegra com o especialista em reprodução, Guilherme Pontes.

Continue aprendendo!

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7 dicas para reduzir a ocorrência de doenças em vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 21 Jun 2022 14:06:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13412 Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras? Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada Formule uma dieta para fechar a […]

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Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras?

Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!

 

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1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada

Formule uma dieta para fechar a exigência das vacas no pré e no pós-parto.

2. Faça com que a vaca aumente o consumo de matéria seca (CMS)

Dê boas condições para a vaca, reduza a disputa de cocho, separe novilhas de vacas no pré-parto, separe primíparas de multíparas, se for possível.

Se não for possível separá-las, trabalhe com espaçamento de cocho um pouco maior.

3. Dê conforto para as vacas

Faça com que essas vacas tenham conforto térmico adequado, que elas não passem por períodos de estresse, com picos de cortisol.

4. Tenha um ambiente limpo

Na prática, acostumamos nossos olhos a ver coisas ruins. As vacas precisam parir limpas. Vacas que têm um escore de sujidade maior na região perineal, na região da garupa, têm mais chances de ter metrite.

Então, foco na limpeza!

Confira a seguir o vídeo completo, com as 7 dicas na íntegra!

5. Escore de condição corporal (ECC) adequado na secagem e no parto

Tenha um bom manejo de vacas secas. As vacas precisam secar com um escore entre 3 e 3,5 e parir entre 3 e 3,5.

6. Manejos adequados durante toda a lactação e período seco

Se eu erro durante a lactação, essa vaca vai secar mais gorda. Se ela seca mais gorda, ela tem mais chances de adoecer na próxima lactação.

7. Tenha uma escolha de touros adequada

Se eu errar na escolha do touro e passar a ter muito auxílio a parto, muitos natimortos, eu passo a ter mais riscos de ter metrite, retenção de placenta, consequentemente reduzir o consumo dessas vacas, aumentando cetose e assim por diante.

Saiba mais!

Quer continuar aprendendo sobre como cuidar melhor do seu rebanho para melhorar sua produção de leite?

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Venha conhecer o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

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Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/ https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/#respond Mon, 20 Jun 2022 21:12:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13403 Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas. Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas.

Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.

 

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1. Alta progesterona durante a condução do protocolo

Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.

2. Baixíssima progesterona no momento da inseminação

Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.

Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.

Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.

Confira o vídeo com o especialista na íntegra:

3. Alta progesterona após a inseminação

Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.

Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo. 

4. Duração adequada

Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.

Afinal, qual o melhor protocolo IATF?

Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.

Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas

Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.

Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.

Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características. 

Saiba mais!

Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Pós-Graduação em Pecuária Leiteira: especialização online com foco prático https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/ https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/#respond Tue, 07 Jun 2022 19:31:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13344 E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online? Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro? Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o […]

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E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online?

Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro?

Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o conhecimento é aplicável ao dia a dia das propriedades. É unânime!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


São mais de 25.000 alunos que indicam com segurança a melhor faculdade 100% focada em Agronegócio do Brasil.

Máxima aplicabilidade do conteúdo

Todas as aulas da Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira são dadas por professores que também são consultores, e carregam uma grande bagagem de experiência no campo.

Eles ensinam aquilo que você vai levar para a fazenda em que você atua, seja a sua ou de seus clientes, aplicar lá e colher os resultados em forma de lucratividade.

Nossos consultores, professores dessa especialização, atendem hoje mais de 110 fazendas de todos os portes, em vários estados do Brasil. Elas totalizam mais de 1 milhão de litros de leite por dia! Essas são algumas delas:

Fazendas atendidas pelo Rehagro

No nosso curso de pecuária leiteira, você terá acesso às mesmas técnicas e ferramentas usadas por elas.

Você aprenderá, passo a passo, o que nossos melhores profissionais fazem em suas rotinas para poder aplicar na sua também. Veja dados reais das fazendas atendidas.

Você terá aulas online gravadas, de 15 minutos por dia, que você pode assistir quando e onde quiser, e os encontros online ao vivo, frente a frente com nossa equipe, para tirar todas as suas dúvidas.

Além disso, temos o grupo fechado de WhatsApp, pelo qual você também se comunica com nosso time e troca experiências com colegas de todo o Brasil.

As dúvidas ainda podem ser tiradas pelo e-mail e pela plataforma de ensino Canvas.

Imagem da plataforma de ensino do RehagroPágina inicial da Plataforma de Ensino Canvas, utilizada na Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

Por qualquer canal que você escolha perguntar, sua resposta chegará a você em até 24 horas. É nosso compromisso!

Apoio individualizado para você aplicar esse conhecimento

Ainda perdido em como você vai pegar todo o conhecimento e levar aí para o seu campo de atuação? A gente te ajuda a fazer isso através dos projetos aplicados.

Você escolhe uma propriedade e conta com apoio individualizado para fazer um projeto voltado para ela para as diversas áreas dos módulos: nutrição, reprodução, qualidade do leite, criação de bezerros, gestão financeira e todas as outras.

Você não estará sozinho!

BÔNUS!

Para melhorar, os alunos inscritos recebem um super bônus:

  • 3 meses de acesso gratuito ao Ideagri, software de gestão pecuária usado por mais de 5.000 fazendas do Brasil;
  • Treinamento exclusivo para dominar o uso do software e empregá-lo nas fazendas em que você atua .

Transforme os resultados da sua produção de leite!

Já são mais de 1.600 profissionais formados na Pós-Graduação em Pecuária Leiteira!

Com nosso conhecimento prático, eles transformaram seus resultados na produção de leite.

E agora é o momento certo para que você faça o mesmo!

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/ https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/#respond Tue, 07 Jun 2022 18:37:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13326 Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor! Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores? Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – […]

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Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor!

Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores?

Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – para você, que está querendo melhorar a sua atuação na pecuária leiteira.

Saiba mais sobre cada uma delas!

Ensino à distância (EAD) ou Online

Mesmo antes da pandemia, o ensino à distância (EAD) ou online já vinha ganhando o coração de muitas pessoas no Brasil. E o isolamento acabou acelerando essa tendência, que continua forte mesmo com o final das restrições.

Como vantagens, as aulas online apresentam:

Flexibilidade de horário

Sabemos que a rotina de quem trabalha com leite não é para os fracos! São muitas horas de trabalho e 1.001 coisas para resolver em um dia a dia mega corrido.

Assim, no Rehagro, cada aluno pode escolher o horário em que vai assistir às aulas.

No intervalo do almoço deu uma folga? Vamos lá! Sentou pra tomar seu café da tarde e está com o celular na mão? Já começa a assistir! Não parou pra nada hoje? Veja sua aula à noite.

Você monta seu horário para assistir às aulas online gravadas e assiste quantas vezes quiser!

Se você estiver se perguntando: “Mas como é possível encaixar uma aula inteira no meu dia?”, leia já o tópico abaixo!

Aulas dinâmicas

Para que a flexibilidade de horário possa realmente funcionar na sua rotina, os cursos online do Leite no Rehagro têm aulas dinâmicas, de 15 minutos por dia.

Nossa intenção é que 100% do ensino seja proveitoso para você.

Por isso, vamos direto ao ponto, com conteúdo 100% aplicável à sua rotina na propriedade.

E se você tiver qualquer dúvida, temos a solução para você!

Suporte dedicado a você e encontros online ao vivo

Está assistindo a sua aula e não entendeu um detalhe explicado pelo professor? Envie uma mensagem pela própria plataforma do Rehagro, por WhatsApp ou por e-mail e tenha sua dúvida respondida em até 24 horas.

Além disso, são agendados, com antecedência, encontros online ao vivo, pelo Zoom!

Neles, você fica frente a frente com os professores e colegas de todo o Brasil. É o momento para trocar informações, ideias, entender melhor como você pode aplicar aquele conhecimento na sua propriedade e ficar por dentro do conteúdo.

Eles acontecem à noite e, caso você não possa participar, eles ficam gravados para que você possa assistir depois, no horário em que preferir! Facilitamos a sua vida!

Suporte online individualizado

Eu não sei o que você já ouviu falar sobre o Rehagro, mas a maioria dos nossos 25.000 alunos tem algo unânime a dizer: nossos cursos são 100% aplicáveis.

Levamos isso tão a sério, que oferecemos suporte online individualizado para que cada aluno aplique o que aprendeu, por meio dos projetos aplicados.

Temos o compromisso de fazer com que nossos cursos tenham resultados reais na sua realidade, não importa onde você estiver em todo o Brasil, o sistema de produção que você trabalhe, o tamanho da propriedade. Temos o ensino certo para você.

Grupo de WhatsApp com colegas de todo o Brasil

No WhatsApp, temos o grupo da turma trocando experiências e discutindo os tópicos abordados nas aulas. Todos apaixonados pela produção de leite, assim como você, conversando sobre compra de insumos, uso de softwares, técnicas, notícias e como tornar a atividade cada vez mais lucrativa.

Economia com deslocamento

Com o ensino online do Rehagro, você economiza tempo e dinheiro se deslocando até o local da aula! Veja o curso da sua casa ou da sua propriedade.

Da cozinha, da sala ou do quarto!

Da sala de ordenha, da varanda da fazenda, ou encostado ali naquela cerca.

Tendo internet, está tudo certo!

Saiba mais!

Apesar do nome, o ensino à distância de qualidade pode oferecer grande proximidade entre você, professores e colegas.

Então, escolha a escola certa para fazer o curso online!

Confira aqui os cursos online disponíveis na pecuária leiteira:

Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira

Ensino presencial

Pensa naquela prosa boa! Lembra da última que você teve uma? Provavelmente, a que veio na sua cabeça aconteceu em carne osso! Aquela frente a frente, olhando no olho, não é mesmo?

Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.

Você é uma dessas pessoas?

Integração com colegas e professores

Sim, presencialmente a gente fala mais, a gente espera o fim da aula e vai lá perguntar algo pro professor, a gente faz amizade com os colegas, troca informação de onde o vizinho está comprando milho melhor.

Ali na sala de aula, estarão colegas da sua região. Assim, aparecem oportunidades de troca de informações valiosas para você e a sua produção de leite.

Compromisso de horário marcado

Para algumas pessoas, ter aquele horário fixo marcado para assistir às aulas é algo muito positivo.

Naquele dia, naquela hora e naquele local, ela tem o compromisso com seu crescimento na pecuária leiteira. E isso é sagrado para elas!

Como você funciona melhor?

Saiba mais!

Procure cursos presenciais que fiquem próximos de você, para facilitar sua vida!

E quando estiver lá, aproveite para fazer o melhor networking! Solte a língua, faça contatos e aproveite!

Conheça aqui as localidades dos cursos presenciais da pecuária leiteira do Rehagro:

Curso Presencial Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Presencial em Pecuária Leiteira

Híbrido (Semipresencial)

Um pouco lá, um pouco aqui. O método híbrido, ou semipresencial, tem aulas online e aulas presenciais!

É ideal para quem quer aproveitar as vantagens das duas modalidades: poder assistir parte das aulas em casa, economizando o deslocamento, e ainda ter o contato presencial com professores e colegas.

Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros funcionando neste formato.

As aulas online são todas ao vivo, com máxima interação entre alunos e professores e as aulas práticas de formulação de dietas no software são presenciais, com treinamento intensivo para que o profissional saia preparado para formular dietas para todas as categorias de bovinos leiteiros, inclusive vacas de alta produção.

Saiba mais!

Conheça melhor o curso:

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Mãos à obra!

Agora que você já conhece as principais características de cada modalidade de ensino, conta pra gente: qual é a que mais combina com você?

Vem pro nosso site e tenha mais informações dos nossos cursos na área da produção de leite!

Cursos Pecuária Leiteira

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Benchmarking Rehagro Leite 2021 https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021/ https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021/#respond Tue, 12 Apr 2022 12:26:07 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12359 Neste Webinar, Vitor Barros (Coordenador Núcleo Gestão leite Rehagro) e Ernane Campos (Gerente Negócios Leite Rehagro) apresentaram o benchmarking Rehagro Leite de 2021. Ficou interessado? Assista ao conteúdo na íntegra! Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative o sino!

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Neste Webinar, Vitor Barros (Coordenador Núcleo Gestão leite Rehagro) e Ernane Campos (Gerente Negócios Leite Rehagro) apresentaram o benchmarking Rehagro Leite de 2021.

Ficou interessado? Assista ao conteúdo na íntegra!

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Biosseguridade na bovinocultura leiteira: qual a sua importância? https://blog.rehagro.com.br/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/#respond Thu, 07 Apr 2022 19:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12261 Por definição, o termo biosseguridade é conhecido como um conjunto de normas e procedimentos que visam prevenir a introdução e reduzir a circulação de agentes infecciosos em um sistema de produção. Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis […]

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Por definição, o termo biosseguridade é conhecido como um conjunto de normas e procedimentos que visam prevenir a introdução e reduzir a circulação de agentes infecciosos em um sistema de produção.

Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis e fazem parte de um mesmo ecossistema sanitário, que é a saúde única.

A título de conhecimento, biosseguridade e biossegurança são termos semelhantes, mas não sinônimos, sendo geralmente empregados de forma inadequada.

A biosseguridade refere-se à saúde animal, enquanto a biossegurança, por sua vez, remete a saúde humana. Por mais que haja estas diferenças, o que realmente importa no final é o objetivo único e igualitário de ambos os termos, que é de garantir o equilíbrio saudável da tríade epidemiológica ambiente, agente e hospedeiro.

 

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Implementar e assegurar processos com biosseguridade é um ponto fundamental na pecuária leiteira. Afinal, qualquer variação capaz de desestabilizar a tríade epidemiológica possui grande potencial para comprometer o desempenho dos animais e, como consequência, os resultados financeiros e econômicos da propriedade.

Biosseguridade desde as fases iniciais de vida dos bezerros

Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.

Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.

Vazio sanitário em fazenda leiteiraExemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)

A cada vez que uma bezerra é desmamada ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.

Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.

O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.

No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.

Controle do rebanho e da entrada de animais externos à fazenda

Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.

Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e mastite por Staphylococcus aureus, por exemplo.

Brucelose e tuberculose são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.

Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.

Exame de tuberculose em bovino leiteiroRealização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães – Técnico Equipe Leite Rehagro)

A tripanossomose bovina consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.

Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.

A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.

O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do Trypanossoma vivax, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.

Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.

Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do Staphylococcus aureus.

A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.

E-book Manual de controle da mastite

Saúde da glândula mamária, qualidade do leite e biosseguridade

Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por Staphylococcus aureus na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente S. aureus.

O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, CCS elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (S. aureus, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma spp. etc).

É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.

A biosseguridade no setor de ordenha não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.

Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.

Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.

O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.

Ordenha de vacas leiteirasUso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)

Garantindo a biosseguridade em sua propriedade!

Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida. Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.

Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.

Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.

A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.

Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Como melhorar a gestão de uma fazenda leiteira? https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/#respond Mon, 29 Nov 2021 13:07:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10290 Imagine uma situação em que você precisa ir a um local em uma determinada cidade. Muito provavelmente você adotará uma das duas atitudes: perguntar a alguém como chegar no local ou buscar em um GPS as coordenadas e os caminhos possíveis. Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a […]

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Imagine uma situação em que você precisa ir a um local em uma determinada cidade. Muito provavelmente você adotará uma das duas atitudes: perguntar a alguém como chegar no local ou buscar em um GPS as coordenadas e os caminhos possíveis.

Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a dificultar e atrasar a sua chegada no local são bem maiores.

Este mesmo exemplo pode ser aplicado como uma analogia na pecuária leiteira. Vamos supor que a produção de leite ou a reprodução de seu rebanho não está boa e você decidiu otimizá-la. O que checar? Por onde começar? Quais atitudes tomar? Quais caminhos seguir?

 

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Ter informações seguras, confiáveis e certeiras da rotina da propriedade fazem toda a diferença nesta situação. Tais informações permitem o cálculo de indicadores que norteiam as ações dentro da fazenda, justamente por atuarem como um GPS que guia a gestão da propriedade.

Além disso, estes indicadores atuam também como termômetros, mensurando o desempenho do rebanho.

A gestão eficiente de uma fazenda leiteira só é alcançada por meio de indicadores. Tê-los em mão, portanto, é uma questão de empenho, rotina e dedicação.

Indicadores pecuária leiteiraDados de uma fazenda de produção de leite.

Conhecendo mais sobre indicadores da pecuária leiteira

Os indicadores são importantes ferramentas de gestão e de tomada de decisão. Eles se baseiam em dados reais que são utilizados para gerar números e taxas que apontam o desempenho de determinada ação ou processo.

Um exemplo comum a todos, são os indicadores que expressam o rendimento de desempenho de um veículo.

Um determinado carro pode ter uma autonomia de 480 km com 40 litros de combustível, enquanto um outro pode rodar 600 km com os mesmos 40 litros. Ou seja, o primeiro veículo possui um rendimento de 12 km/litro e já o segundo veículo possui um rendimento de desempenho maior, com 15 km/litro.

Veja que no exemplo citado temos mais de uma opção de expressarmos os indicadores, com diferentes unidades de medida.

O mesmo acontece na gestão de uma fazenda da pecuária leiteira. Podemos e devemos calcular indicadores para os mais diversos setores da atividade: produção de leite, reprodução, qualidade do leite, sanidade, gestão econômica e financeira etc.

Exemplos de indicadores na pecuária leiteira

A própria média de produção de leite do rebanho é um exemplo clássico de um indicador bastante acompanhado nas fazendas.

Para obtermos este número, basta dividirmos o volume total de leite produzido no dia pelo número de vacas em lactação. Se uma fazenda produziu 7.952 litros de leite no dia de hoje com um rebanho de 250 vacas em lactação, logo seu indicador de média de produção por vaca é de 31,8 litros de leite.

Perceba que este número é dinâmico e dependente de variáveis, assim como qualquer indicador. Neste exemplo, o volume total de leite produzido e o número de vacas em lactação são as variáveis que influenciarão no indicador de média de produção dos animais.

A mesma premissa é válida para diversos outros indicadores. Olhando agora para a reprodução, ao analisarmos o desempenho reprodutivo de um rebanho sempre verificamos números como taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez. Todos eles são indicadores e também possuem um perfil bastante dinâmico, ou seja, variam constantemente.

Exemplos de indicadores de uma fazenda leiteiraExemplos de indicadores de uma fazenda de pecuária leiteira.

Outros dois pontos bastante importantes que são monitorados por indicadores nas fazendas são a qualidade do leite e a sanidade.

  • Qual a CCS do leite?
  • Qual a incidência de novos casos de mastite?
  • Qual a incidência de pneumonia nas bezerras?
  • Qual a mortalidade da recria?
  • Qual a taxa de descarte involuntário do rebanho?

Controle da mastite

Como obter os indicadores?

Conforme já discutido, a gestão eficiente de uma fazenda só é feita com base em indicadores. Os indicadores só são obtidos a partir de dados confiáveis. A coleta de dados confiáveis exige empenho, rotina e dedicação.

Portanto, a geração de indicadores se resume inicialmente no compromisso de implementar uma cultura de mensuração de desempenho e coleta de dados nas fazendas.

Pesagens de leite, partos, inseminações, secagens, casos de mastite, ganho de peso, desmama, mortes, dentre outros, são somente alguns exemplos de itens que compõem o grande universo de anotações que devem ser feitas na rotina de uma propriedade leiteira.

Com os dados em mãos, agora é hora de calcular os indicadores. Alguns são relativamente tranquilos de serem calculados sem o auxílio de ferramentas computacionais mais sofisticadas, como a média de produção de leite diária do rebanho, por exemplo.

Já para o cálculo de outros indicadores, como a taxa de serviço, o recomendado é que sejam utilizados softwares específicos de gerenciamento zootécnico do rebanho, visto apresentarem uma maior complexidade de tratamento dos dados e terem uma dinamicidade geralmente alta.

Concentrar todas as anotações e mensurações da fazenda (ou grande parte delas) em uma única base de dados, como em um software de gerenciamento zootécnico, pode ser benéfico, pois permite uma melhor análise e aproveitamento das informações. Lembrando que essa base de dados deve ser abastecida constantemente para que os indicadores gerados retratem a realidade atual da fazenda.

ficha de controle da mastiteExemplo de uma ficha de anotação e controle da mastite de uma fazenda leiteira

Tenha a fazenda nas mãos

Uma conhecida frase de Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo brasileiro, diz que:

O Brasil é um país onde as pessoas acham muito, observam pouco e não medem praticamente nada.

Devemos ter consciência disso, compreender a importância de mensurar e coletar dados e internalizar este processo cada vez mais na pecuária leiteira, independente do tamanho do rebanho ou da propriedade.

Somente com a obtenção e análise de indicadores é que teremos a fazenda nas mãos, com condições seguras e confiáveis para tomarmos decisões assertivas na atividade. Qualquer coisa fora disso já permeia o caminho do achismo, colocando em grande risco o sucesso do negócio.

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Bruno Guimarães

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Planejamento e gestão tributária no agronegócio https://blog.rehagro.com.br/planejamento-e-gestao-tributaria-no-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-e-gestao-tributaria-no-agronegocio/#respond Wed, 10 Nov 2021 15:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9971 Neste Webinar, Régis Henrique e Mauro Rossales, consultores Rehagro, batem um papo sobre: planejamento e gestão tributária no agronegócio. Assista ao conteúdo na íntegra! Não se esqueça de curtir, compartilhar e se inscrever em nosso canal.

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Neste Webinar, Régis Henrique e Mauro Rossales, consultores Rehagro, batem um papo sobre: planejamento e gestão tributária no agronegócio.

Assista ao conteúdo na íntegra!

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Eficiência reprodutiva das vacas leiteiras: principais problemas enfrentados https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-reprodutiva-das-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-reprodutiva-das-vacas-leiteiras/#respond Tue, 31 Aug 2021 18:03:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9691 Quando pensamos na eficiência de uma fazenda leiteira automaticamente nos lembramos de ações rotineiras realizadas nos setores da reprodução, nutrição, sanidade etc. que, em conjunto, impactam diretamente no resultado da propriedade. Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos […]

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Quando pensamos na eficiência de uma fazenda leiteira automaticamente nos lembramos de ações rotineiras realizadas nos setores da reprodução, nutrição, sanidade etc. que, em conjunto, impactam diretamente no resultado da propriedade.

Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos constatar grande assertividade nestas ações que refletem na eficiência geral do negócio.

No entanto, para chegar em um nível considerável de eficiência é necessário percorrer constantemente caminhos contendo uma série infindável de variáveis que interferem no resultado.

 

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Entender o sistema como um todo, realizar o diagnóstico da propriedade para identificar os principais problemas e colocar em prática propostas de melhoria tende a ser um excelente recurso para clarear estes caminhos e amenizar as variáveis.

Dentre os setores que compõem uma fazenda leiteira, talvez a reprodução seja o de maior expressividade em termo gerais quando analisamos o impacto no sistema de produção como um todo, seja ele a curto, médio ou longo prazo.

Entretanto, isso não significa que a reprodução caminhe sozinha. Ela é altamente dependente dos outros setores e áreas, como nutrição, sanidade, recria, genética, produção de comida, mão de obra, dentre outros.

Quantificando os problemas relacionados à reprodução

Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira? Você é capaz de quantificá-las?

Seriam 5, 10, 15 ou até mesmo 50 possibilidades? Ou, quem sabe, até mais?! Há aqueles que dizem que os problemas relacionados à reprodução são infinitos!

De fato, não está errado quem pensa que são infinitas as possibilidades de problemas, pois tudo o que envolve a rotina de uma fazenda de leite pode interferir na reprodução dos animais, literalmente tudo.

Falta de comida, deficiência nutricional, volumoso de baixa qualidade, estresse térmico, doença, carrapato, ausência de rotina… Até mesmo se o responsável pelo manejo dormir mal ou não estiver bem, isto afeta a reprodução das vacas!

No entanto, há de concordar que se trabalharmos com o volume de intermináveis problemas a chance de conseguirmos alinhar a reprodução do rebanho de forma notável é mínima ou praticamente nula.

Devido a isso, para que haja sucesso reprodutivo, torna-se importante centralizarmos a energia e o foco das ações em poucos problemas, desde que eles sejam representativos e abranjam todos os aspectos da reprodução.

Respondendo então à pergunta realizada no início deste tópico:

Pergunta: Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira?

Resposta: 3! Isto mesmo, apenas TRÊS possibilidades de problemas!

Mas quais são eles?

Detalhando os problemas que afetam a eficiência reprodutiva

Conforme mencionado, são três as possibilidades de problemas reprodutivos em vacas leiteiras:

  1. Taxa de serviço: as vacas não estão sendo servidas (inseminadas, cobertas etc.).
  2. Taxa de concepção: as vacas não estão ficando gestantes.
  3. Perda de prenhez: as vacas não estão mantendo a gestação.

Quais os motivos específicos para cada uma destas possibilidades?

Taxa de serviço

A taxa de serviço consiste em um indicador amplamente utilizado para acompanhar e monitorar a reprodução das fazendas leiteiras.

Dos pontos que interferem em seu sucesso os principais são:

  • As condições anovulatórias (anestro);
  • A insuficiência na detecção de cio;
  • Ausência de rotina e de programas reprodutivos na fazenda.

A retomada da ciclicidade ovariana após o parto ocorre de forma gradual, estando bastante relacionada com o status metabólico do animal.

Vacas que passam por um período de transição desafiador (3 semanas antes do parto até 3 semanas após o parto), por exemplo, geralmente apresentam maior queda no consumo alimentar e, como consequência, necessitam mobilizar maior quantidade de reserva corporal para tentar atender as exigências nutricionais do organismo, desenvolvendo um balanço energético negativo mais acentuado.

Estes eventos contribuem para que parte da energia que seria utilizada para reprodução seja direcionada e priorizada para a mantença do animal e para produção de leite, reduzindo a atividade dos ovários e a expressão de cio.

Portanto, ajustar os manejos e reduzir ao máximo possível os desafios no período de transição é essencial para a reprodução das vacas no pós-parto.

Além da ciclicidade ovariana, a grande maioria das propriedades não detectam os episódios de cio com eficiência. Este fato pode estar relacionado ao nível de produção de leite dos animais, pois as vacas modernas de alta produção normalmente expressam cios de menor duração e intensidade e, além disso, boa parte das atividades de estro ocorrem no período noturno, momento em que geralmente não há colaboradores na fazenda.

Entretanto, grande parte das falhas na detecção de cio acontecem devido à ausência de rotinas e programas reprodutivos.

É bastante comum nos depararmos com fazendas que acreditam que a observação de cio somente nos instantes em que as vacas são guiadas dos lotes para a ordenha já é suficiente e que isto consiste em uma rotina reprodutiva. Um grande engano!

As rotinas reprodutivas devem ser elaboradas e seguidas de forma sistemática e fiel. Devem ser definidos dias específicos para que os manejos pré-determinados aconteçam, como por exemplo o dia para início e continuação dos protocolos de inseminação, observação de cio todos os dias com auxílio de ferramentas (bastão de cera, raspadinha etc.), dentre outros.

Estabelecer rotinas reprodutivas é sinônimo de organização e padronização do serviço, fornecendo melhores condições para a otimização da reprodução e visualização do cenário real do rebanho através de indicadores coerentes e que façam sentido.

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Taxa de concepção

Os fatores que influenciam na taxa de concepção são mais complexos, pois conforme já mencionado, tudo de forma geral na fazenda impacta na fertilidade das vacas. Podemos mencionar como alguns dos principais fatores que influenciam bastante na taxa de concepção:

  • Doenças;
  • Condição anovulatória;
  • Nutrição;
  • Estresse térmico;
  • Técnica de inseminação.

Doenças, condição anovulatória e nutrição estão intimamente relacionados.

Vacas que possuem consumo de matéria seca abaixo da necessidade nutricional e que, além disso, consomem dieta desbalanceada são mais propensas a desenvolverem doenças, tanto metabólicas quanto infecciosas. Vacas mal nutridas e doentes reduzem consideravelmente a condição ovariana e a fertilidade e, consequentemente, possuem menor taxa de concepção.

Portanto, a lição é clara: alimentar corretamente as vacas e prevenir a ocorrência de doenças contribui tanto para a taxa de serviço quanto para a taxa de concepção.

Vários estudos científicos objetivaram quantificar qual o impacto do estresse térmico na reprodução de vacas leiteiras. De forma majoritária e até mesmo unânime, os resultados comprovam que os animais submetidos ao estresse térmico possuem pior desempenho reprodutivo quando comparados àqueles criados em situações de conforto térmico.

A elevação da temperatura corporal das vacas exige a ativação de processos fisiológicos de termorregulação que alteram as rotas de equilíbrio do organismo, prejudicando a concepção.

Água, sombra, vento e tempo são os quatro pilares essenciais para a execução de um sistema adequado de resfriamento térmico dos animais.

Dentre os fatores citados, a técnica de inseminação tende a ser o que é mais bem compreendido. Logicamente, quando os passos da inseminação não são seguidos corretamente, a reprodução é afetada. Armazenamento e manejo do sêmen, temperatura de descongelamento, montagem dos equipamentos, higiene do processo e deposição correta do sêmen são alguns dos pontos que influenciam diretamente no resultado positivo da técnica.

Realizar auditorias periódicas pode ser uma boa estratégia para cercar surpresas negativas com este fator.

Perda de prenhez

O sucesso reprodutivo de um rebanho não consiste apenas em servir adequadamente as vacas de modo que elas obtenham boa concepção. É necessário que as gestações sejam mantidas para efetivamente gerarem um parto. Logo, as perdas de prenhez devem ser baixas.

De forma geral, a perda de prenhez está estreitamente relacionada com a taxa de concepção, sendo que grande parte dos problemas com concepção baixa envolvem uma perda de prenhez alta.

Ou seja, é muito comum que fazendas com baixa taxa de concepção possuam alta taxa de perda de prenhez antes do primeiro diagnóstico de gestação.

Logo, os fatores que influenciam na taxa de concepção e na perda de prenhez se assemelham bastante. Em vista disso, além dos fatores já citados no tópico sobre taxa de concepção, a técnica pela qual a vaca está emprenhando também possui relação com a perda gestacional (fertilização in vitro – FIV, transferência de embrião -TE, inseminação artificial – IA etc.).

Como exemplo, animais que emprenham por FIV geralmente possuem uma perda de prenhez superior aos animais que emprenham por IA.

Conclusão

Conforme discutido ao longo do texto, são inúmeros os problemas que influenciam na reprodução dos rebanhos leiteiros. Entretanto, estes problemas podem ser resumidos em basicamente três: taxa de serviço, taxa de concepção e perda de prenhez.

Realizar o diagnóstico situacional da reprodução do rebanho e identificar em qual destes pontos se encontra o problema reprodutivo da fazenda é essencial. Ter foco no direcionamento das ações de melhoria possibilita que a otimização da reprodução seja certeira e mais efetiva.

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Um plano nutricional bem estabelecido para as bezerras leiteiras representa um ponto primordial para garantia da saúde e crescimento pleno do animal.

Tanto a dieta sólida quanto a dieta líquida atuam, primeiramente, na colonização do trato digestivo, e em seguida, no desenvolvimento dos órgãos relacionados a digestão de alimentos e absorção de nutrientes.

Assim como em outras áreas da criação de bezerras, a nutrição também possui certas crenças que precisam ser desmistificadas, a exemplo da narrativa incorreta de que a oferta de água às bezerras recém-nascidas deve ser feita somente a partir da desmama.

 

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Colostro

Entende-se como colostro a primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva.

O consumo desta secreção por parte da bezerra imediatamente após o nascimento está associado a proteção do organismo pela transmissão de imunoglobulinas, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos não permite a passagem de grandes moléculas. É por isso que o fornecimento de colostro é de suma importância para garantir que os bezerros obtenham as imunoglobulinas e outras proteínas séricas maternas.

Além da oferta imunológica e proteica, uma outra função do colostro é o fornecimento de energia, vitaminas e minerais para o bezerro recém-nascido.

O ideal é que o colostro seja oferecido duas vezes ao longo do primeiro dia de vida da bezerra, sendo a primeira oferta nas primeiras 6 horas de vida da bezerra na quantidade de 10% do peso corporal, e a segunda oferta na quantidade de 5% do peso corporal cerca de 12 horas após a primeira colostragem.

Banco de colostro

Banco de colostro. (Fonte: Grupo Rehagro).

Dieta líquida para bezerras

Alguns dos fatores relevantes quando se discute sobre dietas líquidas para as bezerras referem-se à qualidade e a quantidade fornecidas para essa categoria animal.

O fornecimento de leite na maneira correta auxilia no bom desenvolvimento e desempenho dos animais, promovendo assim um ganho de peso adequado e uma diminuição de doenças, como diarreia e pneumonia. A seguir serão abordados alguns aspectos relacionados a oferta de dieta líquida às bezerras leiteiras.

Temperatura

A temperatura em que o alimento líquido é fornecido é muito importante, pois quando se tem o fornecimento da dieta líquida em uma temperatura abaixo de 10º C o animal precisará gastar energia para aquecer tanto o seu organismo quanto o alimento ingerido.

Com isso, parte da energia que seria utilizada para crescimento terá que ser direcionada para regular a temperatura, havendo assim uma redução no desempenho do animal provocado por esse gasto energético.

O ideal é que, durante a oferta, o leite apresente temperatura próxima a temperatura do corpo do animal (aproximadamente 39ºC), pois isto influencia no processo de digestão e absorção, além de estimular o reflexo de fechamento da goteira esofágica.

Frequência

Para definição da frequência de aleitamento deve-se levar em consideração a influência na vida do animal e no manejo geral da propriedade. Fornecimentos realizados uma vez ao dia podem aumentar o estresse nos animais, aumentar os casos de diarreia e ocasionar distúrbios que acometem o abomaso, por exemplo.

Recomenda-se que esse tipo de manejo alimentar seja evitado nos animais que possuem um consumo mais restrito de leite. O mais indicado é que o aleitamento seja feito no mínimo duas vezes ao dia, pois isso proporciona melhor aproveitamento da dieta e reduz o estresse do animal.

Volume

Os sistemas de aleitamento mais conhecidos que determinam o volume de leite ofertado às bezerras são o sistema convencional e o intensivo, tendo esse último as suas subdivisões.

No sistema convencional o fornecimento de leite é de cerca de 10% do peso corporal do animal (aproximadamente 4 litros/animal/dia), caracterizando-se por contribuir para um desaleitamento e um consumo de concentrado mais precoce devido a ingestão reduzida.

Neste caso, as exigências nutricionais do animal geralmente não são totalmente atendidas, sendo necessário o consumo de outros alimentos para suprir a demanda.

Outro aspecto desse tipo de manejo de aleitamento é a redução de custos com a nutrição, pois o principal fator que encarece a dieta dessa categoria animal é justamente a quantidade de leite designada para a alimentação das bezerras. Entretanto, esse manejo de aleitamento convencional está caindo em desuso por levar a baixos ganhos de peso e ao aumento na incidência de doenças.

No sistema de aleitamento intensivo as bezerras recebem um volume de leite de 15% ou até mais de 20% do seu peso corporal, o que favorece o ganho de peso e a futura produção de leite. No caso do sistema intensivo à vontade o consumo de leite é liberado, podendo chegar a mais de 20% do peso do animal, sendo fornecidos de 6 a 12 litros/dia ou tendo o aumento nos teores de sólidos da dieta líquida.

Nessas formas de aleitamento o desmame é dificultado, pois o animal tem a sua ingestão de dieta sólida reduzida pelo grande volume de leite consumido.

No sistema intensivo, o animal recebe volumes maiores de leite no início, e, de forma gradativa, a quantidade de leite fornecido vai sendo reduzida, o que leva o animal a consumir mais alimentos sólidos. Com isso, não ocorre prejuízo no desaleitamento dos animais.

E-book criação de bezerras leiteiras

Tipos de alimentos da dieta líquida

Leite integral

É um dos alimentos que promovem o melhor desempenho dos bezerros devido ao alto valor nutritivo, sendo considerado o principal alimento para a alimentação dessa categoria.

Devido ao leite integral ser o principal produto utilizado na comercialização das propriedades, geralmente, a sua utilização deve ser bem planejada para que seja financeiramente viável para o sistema.

Leite impróprio para venda

Não é incomum que o leite impróprio para a venda seja fornecido para as bezerras, entretanto essa prática pode ser prejudicial para os animais que consomem esse tipo de produto.

Geralmente, o leite proveniente de vacas doentes que se encontram em tratamento medicamentoso é fornecido para as bezerras, sendo que esse tipo de leite pode apresentar alta quantidade bacteriana, acarretando em algumas patologias, como a diarreia.

Outro problema associado a utilização do leite dessas vacas é que o tratamento com antibióticos pode levar a resíduos desses produtos no leite, fazendo com que os bezerros ingiram os resíduos, contribuindo assim para ocorrência de resistência bacteriana.

O leite proveniente de vacas com mastite possui um teor de nutrientes variáveis e uma baixa qualidade microbiológica, por isso esses tipos de leite não são indicados aos animais muito novos.

Sucedâneos lácteos

Um dos problemas relacionados ao uso de sucedâneo é o alto teor de fibra e de amido presente na formulação de alguns produtos comerciais, além da adição de gorduras e proteínas de baixo aproveitamento pelo animal, que quando somados podem gerar problemas intestinais nos bezerros.

Os sucedâneos não lácteos são produzidos com extratos vegetais, e uma das possíveis matérias-primas é a soja, caracterizada pela baixa digestibilidade que ocasiona um baixo desempenho do animal.

Outro fator que deve ser levado em conta com a utilização da soja são os fatores anti-nutricionais que podem levar a reações alérgicas intestinais, provocando diarreias nos animais. Já no caso dos sucedâneos lácteos há alguns subprodutos advindos do soro. Essas fontes não possuem fatores anti-nutricionais, como ocorre com as fontes de proteína vegetal.

Água para bezerros

O fornecimento de água para os bezerros deve ser iniciado logo nos primeiros dias de vida, devido a água ser um componente essencial para o organismo dos animais e de extrema importância em todos os processos fisiológicos.

Dentre todos os componentes da nutrição, a água é considerada como sendo o de maior importância justamente pela capacidade de limitar o consumo dos demais componentes caso não seja ingerida. A sua participação vai desde a dessedentação dos animais, termorregulação corporal, até o auxílio no desenvolvimento ruminal por criar um ambiente aquoso propício para fermentação bacteriana.

Independente da época do ano e da temperatura, a ingestão de água pelos bezerros torna-se imprescindível para estimular o consumo de alimentos secos. O consumo de matéria seca pelos bezerros está diretamente ligado à ingestão de água, e caso a ingestão de água seja reduzida, o consumo de matéria seca também será reduzido.

Bebedouro com água limpa para bezerras

Oferta de água de qualidade para bezerras. (Fonte: Bruno Guimarães, Grupo Rehagro).

A manutenção da limpeza e higiene dos bebedouros consiste em outro ponto importante. Um estudo mostrou que no lote onde houve uma limpeza diária dos baldes para fornecimento de água os animais obtiveram um resultado de 9% a mais na eficiência no desmame quando comparados aos bezerros que tiveram seus baldes de fornecimento limpos a cada duas semanas (6%).

Outro efeito positivo promovido pela higiene dos bebedouros foi o ganho de peso com 160-170 dias, mostrando que o ganho de peso durante o período de crescimento desses animais foi mais satisfatório. Quando a água ofertada aos animais é de baixa qualidade, a ingestão hídrica é reduzida, e, consequentemente, acarretará numa redução do consumo de matéria seca e no desenvolvimento dos animais.

A boa higiene dos bebedouros também faz com que a presença de algumas doenças seja evitada, como no caso de parasitoses e de algumas infecções bacterianas e virais que podem ocorrer pela falta de higiene dos bebedouros.

A supervisão laboratorial da água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral. O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc.

Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

Tabela com parâmetros para análise da qualidade da água para bezerras

Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante. Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico.

A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente. Associado à adição do cloro a água, deve-se realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.

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Importância do colostro bovino para bezerros: Saiba 4 dicas úteis https://blog.rehagro.com.br/colostro-para-bezerros-leiteiros-4-dicas-uteis/ https://blog.rehagro.com.br/colostro-para-bezerros-leiteiros-4-dicas-uteis/#respond Wed, 04 Aug 2021 15:01:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9561 A colostragem é um dos primeiros cuidados essenciais a serem oferecidos para as bezerras leiteiras. Alguns de seus benefícios são o crescimento e desenvolvimento do animal e redução das taxas de mortalidade antes do desmame. O colostro é a principal fonte de anticorpos para bezerras e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde […]

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A colostragem é um dos primeiros cuidados essenciais a serem oferecidos para as bezerras leiteiras. Alguns de seus benefícios são o crescimento e desenvolvimento do animal e redução das taxas de mortalidade antes do desmame.

O colostro é a principal fonte de anticorpos para bezerras e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde e a sobrevivência dos animais, protegendo-os contra as doenças.

Neste artigo, saiba mais sobre os conceitos básicos sobre o colostro, sua importância e confira quatro dicas para realização de uma boa administração do colostro.

 

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O que é colostro?

Colostro é a secreção oriunda da glândula mamária obtida durante a primeira ordenha pós-parto em fêmeas mamíferas.

Graças à sua composição rica em gordura, proteína (principalmente imunoglobulinas G – IgG), leucócitos, fatores de crescimento, hormônios e fatores antimicrobianos, o colostro materno possui a função de fornecer imunidade, fortalecer e aquecer o recém-nascido.

A tabela a seguir apresenta uma comparação da composição nutricional do colostro bovino com o leite bovino:

Tabela com a composição do colostro bovino

Importância da colostragem e da imunidade passiva

O colostro bovino representa a principal fonte de anticorpos para o neonato, visto que a placenta bovina é do tipo sindesmocorial, impedindo a passagem de grandes moléculas da mãe para o feto.

Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).

Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.

E-book criação de bezerras leiteiras

Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem redução da mortalidade no período pós-desmame, melhor taxa de ganho de peso, redução da idade ao primeiro parto, aumento do volume de leite produzido na primeira e segunda lactação e redução das chances de descarte durante a primeira lactação.

No entanto, quais são os pilares que garantem uma boa colostragem?

Diretrizes para uma boa colostragem

As diretrizes do modelo atual de criação de bezerras leiteiras apontam quatro aspectos básicos como sendo os pilares para se alcançar uma colostragem adequada e, consequentemente, eficiência na TIP. São eles:

  1. Tempo;
  2. Qualidade imunológica;
  3. Qualidade microbiológica;
  4. Quantidade de colostro.

1. Tempo até a colostragem

O ideal é que a colostragem de bezerras seja realizada em até duas horas após o nascimento, sendo permitido realizar em até seis horas.

O período entre o nascimento do animal e a colostragem é de extrema importância, pois após as seis primeiras horas de vida a taxa de absorção das imunoglobulinas do colostro materno cai consideravelmente devido à alteração estrutural das vilosidades intestinais.

2. Qualidade imunológica

Logicamente, a concentração de anticorpos no colostro bovino é outro aspecto que contribui para o sucesso da transferência de imunidade passiva. Nesse caso, o anticorpo colostral utilizado para mensuração da qualidade imunológica é a IgG.

O recomendado é que 90% das amostras de colostro bovino apresentem concentração de IgG maior que 50 g/L.

Um método indireto de se mensurar a concentração de IgG do colostro materno é através do refratômetro de Brix, seja ele óptico ou digital, sendo que valores iguais ou superiores a 22°Brix indicam boa qualidade imunológica.

No entanto, vale ressaltar que os valores de imunoglobulina estipulados como meta durante a avaliação do refratômetro variam conforme o desafio de cada propriedade. Raça, idade da vaca, duração do período seco, manejo alimentar no pré-parto e vacinação constituem alguns dos fatores que interferem na qualidade imunológica do colostro bovino.

3. Qualidade microbiológica

Os parâmetros de qualidade microbiológica avaliados no colostro são a contagem bacteriana total e a quantidade de coliformes totais, sendo que as metas consideradas ideais são < 100.000 UFC/ml e < 10.000 UFC/ml, respectivamente.

Diversos estudos demonstram haver correlação entre a quantidade sérica de IgG e a contagem total de coliformes, sendo que quanto maior a quantidade de coliformes menor é a concentração de IgG.

A qualidade microbiológica do colostro bovino está totalmente relacionada com a adoção de práticas de higiene durante a sua ordenha, manipulação e armazenamento.

4. Quantidade de colostro ingerida

Por muito tempo se trabalhou somente com uma única oferta de colostro na quantidade de 10 a 12% do peso corporal (PC) da bezerra nas 6 primeiras horas de vida.

Atualmente, estudos científicos vêm demonstrando os benefícios de uma segunda oferta de colostro na quantidade de 5% do peso corporal da bezerra.

Deste modo, o modelo atual de criação de bezerras leiteiras recomenda um plano de colostragem baseado em duas ofertas de colostro ao longo das primeiras 24 horas de vida, sendo a primeira ingestão do colostro materno em até 6 horas (10 a 12% do PC) e a segunda oferta ocorrendo nas demais 18 horas antes da bezerra concluir o primeiro dia de vida (5% do PC).

Uma alternativa interessante para a segunda oferta consiste no resfriamento do volume excedente utilizado para a primeira colostragem.

Sempre atentar para o correto armazenamento do colostro bovino refrigerado: de preferência em sacos plásticos resistentes e higienizados, em temperatura de 2 a 8°C e por um período não superior a 48 horas.

Colostro bovino sendo dado via sonda esofágica

Colostragem via sonda esofágica. (Fonte: Fazenda Queima Ferro).

Portanto, atenção!

Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.

O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.

Lembre-se a colostragem apresenta diversos benefícios e é imprescindível para a proteção das bezerras contra as doenças, sendo sua principal fonte de anticorpos.

Para saber mais, confira uma aula completa e gratuita sobre programas sanitários na recria de bezerras:

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Bruno Guimarães

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Principais agentes causadores de mastite: saiba quais são e como preveni-los https://blog.rehagro.com.br/patogenos-causadores-de-mastite-quem-sao-eles-e-como-preveni-los/ https://blog.rehagro.com.br/patogenos-causadores-de-mastite-quem-sao-eles-e-como-preveni-los/#comments Fri, 23 Jul 2021 15:10:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9497 Quando o assunto é mastite e qualidade do leite, uma pergunta bastante frequente é: “Qual o melhor antibiótico para tratar as vacas?”  Assim como ocorre com outras doenças, definir o tratamento assertivo para a mastite depende de alguns fatores, como: O conhecimento do agente; Histórico de mastite da vaca; Dados de contagem de células somáticas […]

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Quando o assunto é mastite e qualidade do leite, uma pergunta bastante frequente é: “Qual o melhor antibiótico para tratar as vacas?” 

Assim como ocorre com outras doenças, definir o tratamento assertivo para a mastite depende de alguns fatores, como:

 

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Um estudo publicado em 2018 identificou que apenas 20% a 30% dos casos de mastite clínica leve (presença de alterações visíveis no leite) se beneficiaram com o uso de antimicrobiano, reforçando a importância de conhecermos os dados de cada caso para as tomadas de decisão.

Ainda mais importante que definir as estratégias com as vacas doentes, é atuar de forma preventiva para reduzir os riscos de mastite e contaminação das vacas sadias. Sendo assim, conhecer os patógenos presentes no rebanho e suas principais características são partes fundamentais nesse controle.

Dentre os agentes causadores de mastite, em média, 95% são bactérias, enquanto os demais casos são causados por fungos, leveduras e algas. Vamos conhecê-los um pouco mais!

Existem várias formas de classificar esses patógenos, sendo a estratificação com base no comportamento etiológico dos agentes a mais comum.

Agentes contagiosos

Os agentes contagiosos são aqueles cujo reservatório principal é a vaca (pele dos tetos e úbere).

A transmissão desses agentes ocorre durante a ordenha, tanto pelas mãos dos ordenhadores quanto pelo equipamento de ordenha.

Sendo assim, manter o equipamento de ordenha em bom funcionamento, com manutenções preventivas e corretivas em dia, além de garantir uma boa rotina de ordenha, são pontos fundamentais no controle e prevenção desses agentes no rebanho.

Dentre os principais agentes contagiosos temos o Corynebacterium bovis, Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Mycoplasma spp.

Corynebacterium bovis

  • Bactéria gram positiva;
  • Habitante do canal do teto;
  • De característica contagiosa, porém pouco patogênica;
  • Alta taxa de cura na terapia da vaca seca.

Staphylococcus aureus

  • Bactéria gram positiva;
  • Formação de fibrose e micro abscessos, com eliminação intermitente no leite, sendo necessárias coletas seriadas para identificação do agente;
  • Capaz de formar biofilme, sendo baixa a taxa de cura espontânea e de tratamentos durante a lactação;
  • Taxa de cura é maior para casos de novilhas e vacas em início de lactação, sendo usual a terapia estendida;
  • Moscas, peles e mãos dos ordenhadores podem atuar como fonte de transmissão.

Streptococcus agalactiae

  • Bactéria gram positiva;
  • Maioria dos casos são subclínicos com aumento de CCS acima de 1 milhão de células/ml;
  • Sensível a penicilina e cefalosporinas, com taxas de cura próximas a 100% em protocolos de 3 dias;
  • Agente altamente contagioso e de rápida disseminação no rebanho, sendo recomendada realização de tratamento para os casos clínicos e subclínicos;
  • Agente possível de ser erradicado do rebanho ao seguir protocolos de tratamento, biosseguridade e segregação das vacas positivas.

Mycoplasma spp.

  • Bactéria sem parede celular;
  • Não crescem em meio de cultura tradicional, sendo recomendada técnicas como PCR para seu diagnóstico;
  • Não respondem a tratamentos com antimicrobianos;
  • Agente capaz de migrar via hematógena para outros órgãos e ser transmitido via aerossol, podendo causar quadros de otite, artrite e pneumonia em vacas e bezerros;
  • Seu controle está relacionado a identificação e ações de biosseguridade como o descarte de animais positivos.

Manual de controle da mastite

Agentes ambientais

Os patógenos ambientais são aqueles cujo reservatório principal é o ambiente.

A transmissão desses agentes ocorre principalmente entre ordenhas e seu controle está relacionado a reduzir a exposição dos tetos a esses agentes, através dos manejos no ambiente de permanência das vacas e rotina de ordenha, garantindo tetos limpos e desinfetados.

Dentre os principais agentes ambientais temos a Escherichia coli, Klebsiella spp. e Streptococcus uberis.

Escherichia coli

  • Bactéria gram negativa;
  • Associada a mastites severas – maior patogenicidade e resposta imunológica intensa;
  • Alta taxa de cura espontânea, podendo chegar a mais de 80%;
  • Frequentemente isolado em mastites no período seco e início de lactação;
  • Apresenta-se na forma clínica com curta duração, na maioria dos casos sem necessidade de tratamento antimicrobiano.

Klebsiella spp.

  • Bactéria gram negativa;
  • Fatores de risco para o agente incluem sujidade do úbere, manejo inadequado do ambiente de permanência das vacas e tetos com hiperqueratose;
  • Geralmente associada a casos crônicos e aumento de CCS;
  • Pouco responsiva a tratamento com antimicrobianos, sendo recomendada a terapia no momento da secagem;
  • Terapias utilizando cefalosporinas possuem taxa de cura próxima a 60%.

Streptococcus uberis

  • Bactéria gram positiva;
  • Frequentemente isolado em mastites no período seco e início de lactação;
  • Caracterizado como agente ambiental, podendo ser transmitido vaca-a-vaca na ordenha;
  • Sensíveis a penicilinas e cefalosporinas;
  • Terapia estendida (5 a 8 dias) para os casos clínicos aumentam a taxa de cura.

Outros agentes causadores

Além dos agentes descritos acima, outros agentes comumente associados a casos de mastite são os considerados “Staphylococcus não aureus”.

São bactérias gram positivas e oportunistas. Habitam a pele e canal dos tetos, sendo pouco patogênicas e com altas taxas de cura espontânea e em terapias durante a secagem e lactação.

Outros agentes preocupantes no controle da mastite são agentes refratários. São patógenos não responsivos a tratamentos e que estão presentes na água e matéria orgânica.

Alguns exemplos desses agentes incluem Serratia (bactéria gram negativa), Pseudomonas (bactéria gram negativa), Prototheca (alga) e leveduras.

Principais pontos de controle dos agentes

Agentes contagiosos

  • Rotina de ordenha com foco em uso de luvas e desinfecção dos tetos após a ordenha;
  • Bom funcionamento do equipamento de ordenha;
  • Diagnóstico de CCS ou CMT;
  • Segregação de vacas crônicas e com agentes contagiosos;
  • Estratégias no tratamento de casos clínicos e subclínicos;
  • Terapia da vaca seca;
  • Descarte de animais;
  • Biosseguridade.

Agentes ambientais

  • Manejo do ambiente para reduzir acúmulo de matéria orgânica e umidade;
  • Rotina de ordenha com foco em limpeza e desinfecção dos tetos antes da ordenha;
  • Diagnóstico de CCS ou CMT;
  • Estratégias no tratamento de casos clínicos e subclínicos;
  • Terapia da vaca seca.

Conclusão

Ao conhecer um pouco mais sobre os principais agentes relacionados aos casos de mastite, notamos a importância do diagnóstico para a decisão de tratamento e como medidas simples que podem ser feitas diariamente na propriedade podem contribuir para a redução da transmissão dos agentes e contaminação das vacas.

Para isso, é indispensável a definição das rotinas e padronização dos processos junto aos funcionários do setor, além de trabalhar nos pontos de controle da mastite.

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Gabriela Magioni

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Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite https://blog.rehagro.com.br/uso-da-cultura-microbiologica-do-leite-no-controle-da-mastite/ https://blog.rehagro.com.br/uso-da-cultura-microbiologica-do-leite-no-controle-da-mastite/#respond Fri, 23 Jul 2021 14:52:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9490 Dentre os pontos de controle da mastite, a cultura microbiológica do leite é uma ferramenta fundamental pois permite a identificação dos microrganismos responsáveis pelos casos de mastite clínica e subclínica no rebanho, auxiliando nas tomadas de decisões de maneira assertiva. A técnica consiste em coletar amostras de leite e semear em placas com meio de […]

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Dentre os pontos de controle da mastite, a cultura microbiológica do leite é uma ferramenta fundamental pois permite a identificação dos microrganismos responsáveis pelos casos de mastite clínica e subclínica no rebanho, auxiliando nas tomadas de decisões de maneira assertiva.

A técnica consiste em coletar amostras de leite e semear em placas com meio de cultura seletivo que favorecem o crescimento dos micro-organismos para a correta identificação, seja em laboratórios, seja na própria fazenda.

Para que essa ferramenta possa auxiliar na rotina das propriedades leiteiras é muito importante que a coleta seja feita corretamente, reduzindo assim os riscos de contaminação das amostras.

 

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Passo a passo para a coleta de amostras de leite

1. Os cuidados com a coleta se iniciam na preparação dos tetos através dos procedimentos de rotina de ordenha.

2. É fundamental o uso de luvas limpas, além de realizar o teste da caneca, a imersão dos tetos com solução pré-dipping com ação de 30 segundos e a secagem da lateral e ponta dos tetos utilizando papel toalha, garantindo tetos limpos para a coleta.

3. Após a preparação dos tetos, é necessário desinfetar a ponta do teto utilizando gaze ou algodão com álcool 70%. Caso a coleta seja feita em mais de um teto, cada teto deve ser desinfetado com uma gaze ou algodão, iniciando o procedimento dos tetos mais distantes para os tetos mais próximos, reduzindo os riscos de contaminação.

4. A coleta deve ser feita utilizando tubos estéreis. Nesse momento é importante evitar o contato da tampa do tubo com sujidades, além de evitar o contato dos tetos com o tubo de coleta. Realizar a coleta com o frasco inclinado, como mostra a figura abaixo, reduz o risco de contato da amostra com sujidades do úbere.

5. Caso a coleta seja feita em mais de um teto (amostra composta), é recomendada que a coleta seja realizada primeiramente nos tetos mais próximos e posteriormente nos tetos mais distantes. Vale ressaltar que para os casos de mastite clínica, a recomendação é realizar uma coleta para cada teto.

6. Após a coleta, deve-se identificar o tubo (vaca e quarto mamário) e manter a amostra refrigerada até o processamento.

Coleta de amostra do leite para cultura microbiológicaAdaptado de Bewley, 2019

Casos de mastite clínica

A utilização da cultura microbiológica para os casos de mastite clínica, ou seja, quando há presença de alterações visíveis no leite, tem se tornado cada vez mais usual na rotina das fazendas leiteiras.

Isso porque, com a identificação do agente causador da mastite dentro de 24 horas, é possível definir a necessidade ou não de tratamento antimicrobiano e a duração do tratamento, reduzindo assim o uso de antimicrobianos e dos custos relacionados aos medicamentos e descarte de leite.

Outro ponto importante é que a cultura dos casos de mastite clínica auxilia na identificação do perfil de patógenos do rebanho para tomadas de decisão, se tornando uma ferramenta ainda mais relevante no controle da mastite e qualidade do leite.

Resultados de pesquisa mostram que em média 30% dos casos de mastite clínica apresentam resultado de cultura negativa, ou seja, sem crescimento de patógenos e consequentemente, sem necessidade de tratamento antimicrobiano.

Além disso, alguns agentes ambientais como os coliformes, apresentam alta taxa de cura espontânea, contribuindo para a redução dos tratamentos, sendo comum encontrar propriedades cujo uso de medicamentos para mastite clínica reduziu em 50%.

Para os resultados de cultura positiva, a decisão do tratamento e sua duração variam conforme o patógeno. Sabe-se que a terapia prolongada (5 a 8 dias) pode auxiliar na taxa de cura de mastites causadas por Streptococcus ambientais, por exemplo, enquanto outros agentes como o S. agalactiae possui boa taxa de cura com terapia de 3 dias.

Vale lembrar que a decisão de tratamento dos casos de mastite clínica envolve outros aspectos além do resultado da cultura microbiológica, como:

Manual de controle da mastite

Casos de mastite subclínica

Outra finalidade da cultura microbiológica é realizar a coleta de amostras compostas (quatro quartos) de todas as vacas em lactação ou de vacas ou quartos de alta CCS, para identificação dos patógenos prevalentes no rebanho e definição de plano de ação de acordo com os agentes identificados.

Essas coletas podem ser realizadas seguindo o histórico de CCS ou CMT do rebanho.

Podemos realizar a cultura microbiológica para definir o perfil de patógenos que estão causando novas infecções, ou seja, vacas com CCS menor que 200 mil células/ml no mês anterior e CCS maior que 200 mil células/ml no mês atual.

Outra possibilidade é identificar vacas crônicas, ou seja, com CCS maior que 200 mil células/ml por 2 a 3 meses consecutivos, e realizar a cultura microbiológica para identificar os patógenos causadores de infecções de longa duração.

Outros casos

A ferramenta da cultura microbiológica pode ser uma excelente aliada da sanidade e biosseguridade do rebanho, através da identificação dos patógenos em vacas de compra, evitando a entrada de patógenos como o S. aureus e S. agalactiae, cuja transmissão acontece de forma rápida no rebanho.

A realização de coleta de amostras em vacas no pós parto também é uma opção bastante interessante, uma vez que podemos identificar pontos de melhoria nos manejos de secagem e ambiente do pré parto, identificar a presença de agentes contagiosos e casos de primíparas com S. aureus.

Conclusão

Identificar os patógenos presentes no rebanho e definir as estratégias de acordo com os desafios encontrados na propriedade são passos fundamentais para o controle da mastite, melhoria na saúde da glândula mamária e qualidade do leite. Esses patógenos podem trazer grandes prejuízos financeiros ao produtor.

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Gabriela Magioni

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Ações financeiras para momentos de crise https://blog.rehagro.com.br/acoes-financeiras-para-momentos-de-crise/ https://blog.rehagro.com.br/acoes-financeiras-para-momentos-de-crise/#respond Fri, 11 Jun 2021 13:00:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9355 Neste e-book, aprenda dicas práticas para melhorar a saúde financeira da sua fazenda quando as coisas não vão bem. Saiba como organizar ou buscar soluções para a gestão financeira da sua propriedade leiteira em momentos de crise. Clique no botão abaixo para ter acesso ao material e boa leitura!  

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Ações financeiras para momentos de criseNeste e-book, aprenda dicas práticas para melhorar a saúde financeira da sua fazenda quando as coisas não vão bem.

Saiba como organizar ou buscar soluções para a gestão financeira da sua propriedade leiteira em momentos de crise.

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E-book Manual de prevenção e controle da mastite bovina https://blog.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina/#respond Tue, 01 Jun 2021 15:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9313 O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e monitorar a saúde da glândula mamária. O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção. Saiba mais sobre o […]

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O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e monitorar a saúde da glândula mamária.

O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.

Saiba mais sobre o assunto no nosso e-book gratuito! Faça o download clicando no botão abaixo!

Manual de controle da mastite

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Criação de bezerras leiteiras: primeiros cuidados e principais doenças https://blog.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras/#respond Thu, 27 May 2021 19:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9309 Para ter sucesso na criação de bezerras leiteiras, é preciso conduzir corretamente o manejo sanitário logo nos primeiros dias de vida. Após o nascimento, ações como a colostragem e a cura de umbigo, são imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. Caso estas ações não sejam realizadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, […]

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Para ter sucesso na criação de bezerras leiteiras, é preciso conduzir corretamente o manejo sanitário logo nos primeiros dias de vida.

Após o nascimento, ações como a colostragem e a cura de umbigo, são imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. Caso estas ações não sejam realizadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.

Criação de bezerras leiteiras

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E-book Estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-a-deteccao-de-cio-nas-fazendas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-a-deteccao-de-cio-nas-fazendas-leiteiras/#respond Thu, 20 May 2021 15:00:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9303 O sucesso de um projeto leiteiro é definido a partir da máxima eficiência reprodutiva, levando ao aumento da eficiência de produção e alimentação das vacas. Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar […]

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O sucesso de um projeto leiteiro é definido a partir da máxima eficiência reprodutiva, levando ao aumento da eficiência de produção e alimentação das vacas.

Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar são maiores. Os métodos para detecção de cio refletem na taxa de serviço das vacas.

Saiba como traçar estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras no nosso e-book gratuito! Clique no botão abaixo e faça o download.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

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Análises financeiras do médio e pequeno produtor de leite https://blog.rehagro.com.br/analises-financeiras-do-medio-e-pequeno-produtor-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/analises-financeiras-do-medio-e-pequeno-produtor-de-leite/#respond Wed, 19 May 2021 13:58:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9318 Quando o assunto é as finanças da fazenda, muitos produtores têm dificuldades para definir e organizar as contas. Foi pensando nisso, que Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo de Gestão do Leite Rehagro, preparou o Webinar sobre “Análises financeiras do médio e pequeno produtor de leite’’, com foco no lucro. O evento foi […]

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Quando o assunto é as finanças da fazenda, muitos produtores têm dificuldades para definir e organizar as contas. Foi pensando nisso, que Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo de Gestão do Leite Rehagro, preparou o Webinar sobre “Análises financeiras do médio e pequeno produtor de leite’’, com foco no lucro. O evento foi apresentado em maio de 2021.

Devido ao sucesso da transmissão, disponibilizamos o conteúdo na ÍNTEGRA!

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Gestão da nutrição – o que avaliar na prática? https://blog.rehagro.com.br/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/#comments Wed, 24 Mar 2021 13:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9042 Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição – o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos […]

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Gestão da nutrição

Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição – o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:

  • Ricardo Peixoto, Doutor em Ciências Veterinárias com foco em produção animal, consultor sênior e coordenador da Pós-graduação em Pecuária do Rehagro.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

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Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento https://blog.rehagro.com.br/condicao-anovulatoria-incidencia-eficiencia-reprodutiva-e-tratamento/ https://blog.rehagro.com.br/condicao-anovulatoria-incidencia-eficiencia-reprodutiva-e-tratamento/#respond Tue, 23 Mar 2021 17:00:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9059 Em setembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva, fatores de risco e tratamento”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, […]

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Em setembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva, fatores de risco e tratamento”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante conhecido no mercado:

  • Pedro Monteiro, da Universidade de Wisconsin/EUA

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

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Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/#respond Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8436 É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as […]

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É bastante comum nos depararmos com perguntas como:

  • Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?
  • Quando devo vermifugar os animais?
  • Com qual frequência devo vermifugar?
  • Qual o melhor vermífugo?

Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.

Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.

Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.

 

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Verminoses em bovinos

As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.

Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.

Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.

Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.

Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:

  • Emagrecimento;
  • Anemia;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia;
  • Abdômen dilatado;
  • Pelos arrepiados e sem brilho.

No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.

O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.

É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.

Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.

Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.

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Principais verminoses de bovinos leiteiros

Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.

Ovos de vermes em microscópioFormato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

OPG e OOPG – Materiais e técnica

Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.

Materiais utilizados

  • Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;
  • Copo plástico (50 mL);
  • Água;
  • Solução de Sheater: para preparar a solução de Sheater deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água.;
  • Peneira pequena;
  • Balança de pesagem mínima de 1 grama;
  • Pipeta de Pasteur (3 mL);
  • Câmara de McMaster;
  • Microscópio óptico.

Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.

Exames de OPG e OOPGColeta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

Técnica

Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.

  1. Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheater.
  2. Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.
  3. Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.
  4. Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheater.
  5. Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheater.
  6. Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.

Técnica de exames de OPG e OOPGRealização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

Resultados de exames de OPG e OOPG

Interpretando os resultados

  • Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;
  • 300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;
  • Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.

Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.

Considerações sobre OPG e OOPG

A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.

O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.

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Bruno Guimarães

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Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras? https://blog.rehagro.com.br/conforto-termico-para-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/conforto-termico-para-vacas-leiteiras/#comments Fri, 18 Sep 2020 19:00:52 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8140 Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras?”. O encontro foi comandado pela especialista Fernanda Ferreira, diretamente da University of California. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. […]

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conforto térmico

Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras?”.

O encontro foi comandado pela especialista Fernanda Ferreira, diretamente da University of California.

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Gestão de índices zootécnicos com foco no lucro https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-indices-zootecnicos/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-indices-zootecnicos/#respond Wed, 09 Sep 2020 13:26:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8131 Em julho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão de índices zootécnicos com foco no lucro. O palestrante foi Matheus Moreira, Coordenador Técnico da Equipe Leite do Rehagro e Mestrando em Zootecnia/Reprodução Animal pela UFMG. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o […]

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Em julho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão de índices zootécnicos com foco no lucro. O palestrante foi Matheus Moreira, Coordenador Técnico da Equipe Leite do Rehagro e Mestrando em Zootecnia/Reprodução Animal pela UFMG.

índices zootécnicos

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Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras https://blog.rehagro.com.br/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/#respond Mon, 10 Aug 2020 17:30:41 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8037 Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar […]

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webinar recria de bezerras

Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.

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Gestão financeira de fazendas de leite https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/#respond Thu, 06 Aug 2020 19:00:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8009 Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, não perca a chance de […]

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fazendas de leite

Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados.

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Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira https://blog.rehagro.com.br/mercado-do-leite-momento-atual-e-perspectivas-da-cadeia-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/mercado-do-leite-momento-atual-e-perspectivas-da-cadeia-leiteira/#respond Fri, 31 Jul 2020 15:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8012 Em 11/06/2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira”. O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para o debate de ideias: Clóvis Corrêa – Rehagro Maurício Coelho – Grupo Cabo Verde […]

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mercado do leite

Em 11/06/2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira”.

O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para o debate de ideias:

  • Clóvis Corrêa – Rehagro
  • Maurício Coelho – Grupo Cabo Verde
  • Danilo Ferreira – Fazenda Céu Azul
  • Roberto Jank – Agrindus
  • Glauco Carvalho – Embrapa
  • Ronei Volpi – Câmara Setorial do Leite/Comissão Nacional do Leite 
  • Flávia Fontes – #BEBAMAISLEITE

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Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-nas-fazendas/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-nas-fazendas/#respond Tue, 16 Jun 2020 17:30:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7755 Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. […]

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Período de transição em fazendas

Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida.

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Oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite https://blog.rehagro.com.br/vacinacao-para-bovinos-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/vacinacao-para-bovinos-de-leite/#respond Fri, 05 Jun 2020 19:09:53 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7740 Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos […]

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vacinação para bovinos

Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção https://blog.rehagro.com.br/perdas-gestacionais-para-aumentar-a-taxa-de-concepcao/ https://blog.rehagro.com.br/perdas-gestacionais-para-aumentar-a-taxa-de-concepcao/#respond Fri, 22 May 2020 17:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7580 Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção. O palestrante foi Guilherme Correa, Mestre em Ciência Animal com foco em reprodução de vacas leiteiras. O especialista também é Consultor na Equipe Leite do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no […]

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perdas gestacionais

Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção. O palestrante foi Guilherme Correa, Mestre em Ciência Animal com foco em reprodução de vacas leiteiras. O especialista também é Consultor na Equipe Leite do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Brucelose bovina: o que é, principais sintomas e como evitar https://blog.rehagro.com.br/brucelose-na-pecuaria-leiteira-2/ https://blog.rehagro.com.br/brucelose-na-pecuaria-leiteira-2/#comments Thu, 30 Apr 2020 17:00:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7448 A brucelose consiste em uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias do gênero Brucella que acomete o homem e os animais, e, portanto, é uma zoonose. Os bovinos são acometidos pela Brucella abortus, comprometendo especialmente o sistema reprodutivo. Os sinais clínicos mais comuns da brucelose bovina envolvem: Abortos no terço final da gestação; Nascimentos de bezerros […]

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A brucelose consiste em uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias do gênero Brucella que acomete o homem e os animais, e, portanto, é uma zoonose. Os bovinos são acometidos pela Brucella abortus, comprometendo especialmente o sistema reprodutivo.

Os sinais clínicos mais comuns da brucelose bovina envolvem:

  • Abortos no terço final da gestação;
  • Nascimentos de bezerros prematuros e fracos;
  • Orquite nos machos.

Apesar da implementação de programas para erradicação da doença, a brucelose apresenta caráter endêmico em diversos países, principalmente naqueles em desenvolvimento.

Os prejuízos para a cadeia leiteira envolvem perdas econômicas significativas relacionadas à redução da eficiência do rebanho devido à queda dos índices produtivos e reprodutivos. Além disso, a ocorrência de brucelose bovina em uma determinada propriedade ocasiona perda de credibilidade da unidade de produção, principalmente no quesito relacionado a venda de animais.

 

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A brucelose no homem

A transmissão da brucelose bovina para o homem pode ocorrer através do contato direto ou indireto com animais infectados e anexos fetais contaminados.

Uma outra fonte importante de veiculação do agente é o consumo de produtos de origem animal contaminados, principalmente carne, leite e seus derivados que não passaram por um processamento térmico adequado.

Grupos de risco

  • Tratadores e veterinários: na manipulação de restos placentários, fluidos fetais e carcaças de animais que podem estar infectados e manuseio da vacina B19 (que é patogênica para o homem);
  • Magarefes, trabalhadores de laticínios e donas de casa: no contato com carne ou leite que podem estar contaminados.
  • Laboratoristas: na produção de vacinas e antígenos.

Os quadros mais graves de brucelose no homem são causados pela Brucella melitensis, mas a doença causada pela Brucella abortus (agente em discussão) é caracterizada por sintomas inespecíficos como febre e sudorese noturna, além de dores musculares e articulares.

Muitas vezes ela é confundida com gripe recorrente, mas pode, em alguns casos, evoluir para complicações como tromboflebite, espondilite e artrite periférica.

Vaca com bruceloseRestos placentários e fluidos fetais contaminados são grandes fontes de transmissão

Como prevenir a brucelose bovina?

O controle e a prevenção da brucelose bovina estão diretamente ligados a interrupção da cadeia de transmissão do agente. A disseminação da Brucella pode ser interrompida principalmente pelo diagnóstico e eutanásia dos animais positivos e pelo aumento de indivíduos resistentes na população, sendo a vacinação das fêmeas uma importante estratégia de controle.

Vacina para brucelose

Duas são as vacinas existentes hoje no Brasil contra a brucelose bovina: B19 e RB51. A vacinação contra brucelose é obrigatória em todas as bezerras de 3 a 8 meses de idade. A vacina a ser utilizada nesta fase é a B19, composta por amostra viva liofilizada de Brucella abortus.

Por ser uma vacina viva, somente o médico veterinário cadastrado no órgão oficial do Estado ou vacinador auxiliar, treinado e sob a responsabilidade desse profissional, estão autorizados a aplicá-la.

Fêmeas vacinadas com idade superior a 8 meses podem apresentar produção de anticorpos aglutinantes que interferem no diagnóstico da doença após os 24 meses de idade. Ou seja, um animal não infectado poderá apresentar resultado positivo no teste diagnóstico.

Quando a bezerra é vacinada antes de completar os 8 meses a concentração de anticorpos estimulados pela vacinação reduz rapidamente e os animais acima de 24 meses são totalmente negativos nos testes sorológicos. Os machos não devem ser vacinados.

A vacinação de fêmeas bovinas contra brucelose através da vacina RB51 (não indutora da formação de anticorpos aglutinantes) é regulamentada pela IN MAPA nº. 33, de 24/08/2007. A utilização da RB51 é permitida nos casos de fêmeas bovinas com idade superior a 8 meses que nunca foram vacinadas com a vacina B19 entre os 3 a 8 meses de idade ou em fêmeas adultas, não reagentes aos testes diagnósticos atualmente utilizados, presentes em propriedades com focos de brucelose.

A característica de não induzir a formação de anticorpos aglutinantes e com isso não interferir no diagnóstico sorológico da doença faz com que a RB51 seja permitida no Brasil como método de vacinação estratégica de fêmeas adultas na pecuária.

Vale ressaltar que a vacina oficial, preconizada pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), continua sendo a B19, e seu uso deve ser incentivado nas fêmeas bovinas entre os 3 a 8 meses de idade em todos os rebanhos, de leite e de corte.

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Diagnóstico da brucelose

Para diagnóstico da brucelose bovina os testes mais recomendados são o Teste de Soroaglutinação com Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o 2-Mercaptoetanol (2-ME). O material utilizado para os dois testes são amostras de soro sanguíneo.

Amostras de sangue acondicionadas em tubos para exame de brucelose

Amostras de sangue para realização dos testes. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).

O AAT deve ser realizado por um médico veterinário habilitado e trata-se de um teste individual de triagem que indicará com certeza apenas os animais que são negativos (não reagentes no teste).

Os animais que apresentarem reação deverão ter suas amostras encaminhadas para o teste confirmatório (2-ME) em laboratório credenciado.

O resultado positivo no 2-ME indica presença de infecção e os animais com este resultado deverão ser sacrificados. Há possibilidade de o resultado ser inconclusivo e, neste caso, o animal deverá ser testado novamente no 2-ME.

Na ocorrência de dois resultados inconclusivos no 2-ME também deverá ser realizado o sacrifício do animal. Animais reagentes no AAT, de acordo com a conduta do médico veterinário, poderão já ser sacrificados sem a necessidade de confirmação.

É importante lembrar que animais submetidos a estes testes no intervalo de 15 dias antes até 15 dias depois do parto deverão ser testados novamente entre 30 e 60 dias após o parto, pois a queda de imunidade neste período pode influenciar no resultado dos testes.

Outros testes como o Teste do Anel do Leite (TAL) e Fixação do Complemento (FC) são menos utilizados e poderão ser indicados em algumas situações específicas. A figura abaixo representa a recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para conduta de acordo com os resultados dos exames:

Ações para o diagnóstico da brucelose bovinaConduta recomendada pelo MAPA perante os resultados. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).

Testes para diagnóstico da brucelose bovinaTestes para diagnóstico da Brucelose Bovina. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).

Programa de controle da brucelose bovina

O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem o objetivo de reduzir a incidência e prevalência dessas doenças nos rebanhos bovinos e bubalinos e certificar um número significativo de propriedades livres ou monitoradas para brucelose e tuberculose.

O programa introduziu medidas como a vacinação contra a brucelose em todo o território nacional e definiu estratégias para a certificação de propriedades livres ou monitoradas.

A vacinação é obrigatória para as bezerras de 3 até 8 meses de idade. Já a certificação de propriedade livre de brucelose ou tuberculose é uma iniciativa voluntária.

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Manejo reprodutivo de vacas leiteiras: saiba a importância https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/#respond Mon, 20 Aug 2018 18:22:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4942 A cada ano a produção de leite no país aumenta cerca de 5%. A produção anual já ultrapassou 34 bilhões de litros/ano. No entanto, esse volume ainda não consegue atender a demanda do mercado consumidor, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Dentre os fatores capazes de impulsionar a produção está o desempenho reprodutivo, uma vez […]

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A cada ano a produção de leite no país aumenta cerca de 5%. A produção anual já ultrapassou 34 bilhões de litros/ano. No entanto, esse volume ainda não consegue atender a demanda do mercado consumidor, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

Dentre os fatores capazes de impulsionar a produção está o desempenho reprodutivo, uma vez que a produção de leite começa a partir do parto.

 

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Para exaltar a importância do manejo reprodutivo de vacas leiteiras, o período ideal, em dias, entre um parto e outro deve ser mantido entre 365 e 395 dias.

Quando este intervalo entre partos passa, por exemplo, de 12 para 18 meses, podem ocorrer perdas de até 3,2kg de leite na produção/dia/animal.

Problemas uterinos no pós-parto podem ser uma das causas para isso. Além disso, com uma vida útil de 6 anos, o animal deixa de produzir 2 bezerros quando comparado com um animal com intervalo entre partos (IEP) de 12 meses. Em vacas mestiças, a redução desse intervalo se torna ainda mais importante, uma vez que a persistência da lactação é mais curta (aproximadamente 275 dias), no mínimo 30 dias menos do que vacas taurinas.

Além de enxergar os números, identificar e contornar as possíveis variações dos índices zootécnicos para se solucionar os problemas reprodutivos, estratégias de manejo podem ser implantadas nas propriedades.

Métodos para eficiência na detecção do cio

O sinal primário do cio é a aceitação da monta.

Como sua duração é de apenas 8 horas, são indicadas pelo menos duas observações por dia, com duração mínima de 30 minutos.

O funcionário deve evitar outras atividades concomitantes e procurar os sinais secundários que podem ocorrer do início ao final do cio, como:

  • Monta em outras vacas;
  • Presença de muco;
  • Apoio da cabeça em outras vacas;
  • Edema de vagina;
  • Urina frequente;
  • Inquietação.

Assim, é importante observar em um local de melhor visibilidade, mas principalmente onde os animais tenham facilidade em andar (o piso de terra menos abrasivo é melhor para observação porque elas irão montar mais umas nas outras) e anotar as informações (horário, número do animal).

O auxílio do rufião e de dispositivos para detecção de cio podem contribuir muito para melhora dos índices reprodutivos, exemplos de dispositivos são o Pedômetro, Kamar®, Heat Watch®, Estrotec®.

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Cuidados na inseminação artificial ou monta natural

A sincronia entre viabilidade dos gametas e o momento da inseminação é vital para fecundação e desenvolvimento do embrião.

O óvulo é liberado do ovário entre 10 e 14 horas após o final do cio, e permanece viável entre 6 e 12 horas. Já o espermatozoide fica viável por até 24 horas.

Cerca de 5 a 30% das inseminações ocorrem no momento errado do ciclo, o que inviabiliza a prenhez.

A inseminação pode ser realizada de duas formas diferentes com bons resultados, utilizando a regra AM/PM, ou seja, as vacas que apresentaram cio pela manhã são inseminadas à tarde e as vacas que apresentarem cio à tarde inseminadas na manhã seguinte.

Recentemente, alguns estudos demonstraram que a inseminação em um único horário, na parte da manhã, conserva a boa fertilidade.

Quando a quantidade de inseminações ultrapassa o ideal de 1,6 doses por prenhez, entre as causas, podemos associar à fertilidade das vacas (qualidade do óvulo, estado nutricional do animal, condição uterina entre outras causas) dos touros ou do sêmen adquirido.

Em caso de monta natural a repetição de cio pode estar associada à baixa libido do touro, doenças de casco, pênis, prepúcio, ou a patologias sexualmente transmissíveis.

Se a vaca repetiu o cio após a inseminação artificial, quase sempre os problemas estão associados a problemas na manipulação do sêmen. A seguir, as práticas corretas:

  • Técnica de descongelamento: “banho-maria” com temperatura de 35-37°C por 40 segundos;
  • Remoção da palheta do canister em até 6 segundos;
  • Manutenção do botijão de sêmen (nível de nitrogênio, movimentação exagerada, conservação em local fresco, seco e bem ventilado);
  • Técnica de inseminação: depósito da dose após a cérvix da vaca, sem traumas, e em até 10 minutos da retirada do botijão.

Existe uma remota possibilidade da qualidade do sêmen ter sido comprometida ainda na central de coleta, mas ainda sim pode acontecer e cabe ao técnico identificar.

Exames ginecológicos em vacas leiteiras

Ideal é que exames ginecológicos que sejam realizados nas vacas regularmente, principalmente nos animais que apresentarem:

  • Distocias;
  • Retenção de placenta;
  • Descarga purulenta fétida ou purulenta após 15 dias do parto;
  • Ausência de cio 50 dias pós-parto;
  • Retorno ao cio após três serviços;
  • Aborto em qualquer momento da gestação;
  • Comportamento anormal de cio;
  • Intervalo anormal entre cios.

O monitoramento pode ser realizado através da palpação retal a partir de 50 dias ou da ultrassonografia a partir dos 40 dias da monta ou IA. Mais do que o diagnóstico de prenhes é importante para detecção das vacas que não estão prenhas. Isso permite o rápido retorno do animal ao manejo reprodutivo.

A palpação transretal se mostra eficaz na detecção de animais que não estão ciclando, especialmente no início da estação de cobertura, sendo possível verificar ovários relativamente pequenos e ausência de corpo lúteo.

Entretanto, a detecção manual do corpo lúteo não é encorajada mesmo para os mais experientes, pois dependerá de sua protrusão do ovário que nem sempre acontece. A ultrassonografia, no entanto, pode identificar o corpo lúteo no ovário e a condição dos folículos ovarianos.

São muitos os aspectos que influenciam na reprodução a serem observados na busca de sistemas capazes de proporcionar resultados zootécnicos e financeiros desejados. Mas sem dúvida, o manejo ajustado pode minimizar e muito estes problemas.

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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Contagem bacteriana total (CBT) no leite: saiba como reduzir https://blog.rehagro.com.br/leite-como-reduzir-a-contagem-bacteriana-total/ https://blog.rehagro.com.br/leite-como-reduzir-a-contagem-bacteriana-total/#comments Mon, 18 Jun 2018 18:20:09 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4382 Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade? O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O Ministério de […]

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Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade?

O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.

O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2018 e 2019 a Instrução Normativa nº 77 com o objetivo de criar novos padrões de qualidade para o leite produzido no Brasil, fixando condições e requisitos mínimos de higiene-sanitária para a obtenção e coleta da matéria-prima, produção e comercialização do leite.

Basicamente, o leite, para ser caracterizado como de boa qualidade, deve apresentar as seguintes características:

  • Composição química adequada;
  • Reduzida contagem de células somáticas (CCS), não podendo ultrapassar a média geométrica trimestral de 500.000 CS/mL de leite;
  • Baixa contagem de bacteriana total (CBT) com limite de média geométrica trimestral de 300.000 UFC/mL de leite;
  • Ausência de agentes contaminantes (antibióticos, pesticidas, adição de água e sujidades).

Os produtores que não se adaptarem às novas normas estão sujeitos a sanções por parte dos laticínios.

 

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A indústria tem adotado programas de “pagamento por qualidade”, com enfoque sobre os teores de gordura e proteína, influenciados pela nutrição, sobre a CCS, principalmente relacionada com a saúde da glândula mamária, e, sobre a CBT, reflexo das condições de higiene na ordenha e armazenamento do leite.

E o que o produtor pode fazer para produzir leite com maior porcentagem de gordura e proteína? Quais práticas podem ser implementadas na fazenda para reduzir a CCS e a CBT do leite, garantindo sua bonificação máxima?

As respostas para essas perguntas envolvem práticas de manejo relacionadas a diferentes segmentos dentro da propriedade.

Como alterar a composição do leite?

A composição média do leite pode variar em função de vários fatores como raça, estágio da lactação, idade do animal, estação do ano, alimentação e a saúde da glândula mamária.

De todos os fatores descritos acima, apenas os dois últimos podem ser manipulados pelo produtor rural, alterando a composição do mesmo.

Vários são os componentes do leite. O que se apresenta em maior proporção é a água, em torno de 87,5% do leite, sendo os demais formados principalmente por gordura, proteína e lactose, todos sintetizados na glândula mamária.

As proteínas representam entre 3% e 4% dos sólidos encontrados no leite de vaca. A porcentagem de proteína varia, dentre outros fatores, com a raça e é proporcional à quantidade de gordura.

Isso significa que quanto maior a porcentagem de gordura no leite, maior será a de proteína. O potencial de alteração do teor de proteína do leite por meio da nutrição é modesto, em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.

A gordura é o componente que mais apresenta variação (3-9%) e pode ser influenciada por uma série de fatores nutricionais que interagem entre si como a quantidade e qualidade da fibra fornecida e a proporção volumoso/concentrado da dieta.

Dessa forma, a alimentação balanceada e com ingredientes de boa qualidade podem afetar de forma positiva a porcentagem de gordura e proteína do leite produzido.

A contagem de células somáticas (CCS)

Uma das causas que exerce influência extremamente prejudicial sobre a composição e as características físico-químicas do leite é a mastite, acompanhada por um aumento na CCS no leite.

Normalmente são células de defesa do organismo que migram do sangue para o interior da glândula com o objetivo de combater agentes agressores e células de descamação da glândula mamária, por isso animais mais velhos tendem a apresentar CCS mais alta.

A CCS no leite, faz parte de um exame laboratorial específico, que expressa o número de células somáticas por mililitro de leite, também pode ser quantificada pelo California Mastitis Test (CMT).

Quando analisada individualmente, é um método de diagnóstico da mastite subclínica; quando analisada no tanque, pode servir como indicativo do padrão de qualidade do leite cru.

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e as indústrias estão preocupados com as consequências da mastite nos rebanhos brasileiros, pois essa doença reduz a concentração dos componentes do leite (caseína, principalmente), reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor.

Ou seja, a mastite causa prejuízo para todos, desde o produtor rural até o consumidor.

Manual de controle da mastite

Como diminuir a CCS do leite?

A resposta para esta pergunta está na prevenção contra a mastite.

Deve-se, portanto:

  • Manter a máxima higiene durante a ordenha (luvas e equipamentos limpos e desinfetados);
  • Retirar os 3-4 primeiros jatos de cada teto em uma caneca de fundo escuro, e tratar imediatamente os tetos que apresentarem grumo, sangue pus ou leite aquoso, identificar e separar o animal. Fazendas que utilizarem o sistema de cultura na fazenda, aguardar as 24 horas e tomar decisão de acordo com o resultado.
  • Imergir os tetos em solução bactericida antes da ordenha (pré-dipping);
  • Secar com papel ou toalhas, com atenção especial a ponta dos tetos;
  • Acoplar as teteiras em tetos limpos e secos;
  • Imergir imediatamente os tetos em solução bactericida após a ordenha (pós-dipping);
  • Alimentar os animais logo após a ordenha para que os mesmos permaneçam em pé até o fechamento do esfíncter;
  • Estabelecer linha de ordenha, de acordo com o limite operacional de cada fazenda, mas sempre buscando ordenhar animais sadios na frente;
  • Regular a bomba de vácuo para evitar injúrias nos tetos;
  • Descartar vacas com problemas de mastite crônica;
  • Realizar terapia de vaca seca;
  • Anotar em planilhas simples, informações importantes, como a identificação das vacas e dos tetos que tiveram mastite clínica e as datas de ocorrência, o nome dos antimicrobianos usados para o tratamento das mastites e as datas de aplicação.

Contagem bacteriana total (CBT)

A CBT indica a contaminação bacteriana do leite e reflete a higiene de obtenção e conservação do mesmo. É expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL).

De acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), a CBT admitida no leite cru refrigerado é de até 300.000 UFC/mL, em uma média geométrica trimestral.

As bactérias estão em todos os lugares, como na água, na poeira, na terra, na palha, no capim, nos corpos e pelos das vacas, nas fezes, na urina, nas mãos do ordenhador, nos insetos e em utensílios de ordenha sujos.

As bactérias são classificadas como patogênicas, capazes de causar doenças ao homem e deteriorantes, capazes de alterar os componentes do leite, tornando-o impróprio para o consumo e para a indústria.

Como diminuir a contagem bacteriana total do leite?

Como as bactérias estão em todos os lugares, o produtor deve adotar as seguintes medidas para que o leite não seja contaminado:

  • Manter a sala ou local de ordenha sempre limpos; usar roupas limpas para ordenhar as vacas;
  • Utilizar água de boa qualidade (potável);
  • Lavar as luvas e mantê-las desinfetadas durante a ordenha;
  • Imergir os tetos em solução desinfetante antes e após a ordenha;
  • Secar os tetos com um papel toalha descartável por teto;
  • Lavar os equipamentos e utensílios após cada ordenha com água aquecida, usando os detergentes de acordo com o manual do fabricante dos mesmos;
  • Trocar borrachas e mangueiras do equipamento de ordenha na frequência recomendada pelo fabricante ou quando ocorrerem rachaduras;
  • Lavar os tanques de refrigeração, usando água aquecida e detergentes adequados cada vez que o leite for recolhido pelo transportador.

Mesmo que o produtor mantenha a máxima higiene na ordenha, alguma contaminação vai ocorrer no leite.

Mas se o leite for refrigerado imediatamente após a ordenha, isso vai inibir a multiplicação das bactérias e evitar que o leite seja rapidamente deteriorado.

Por isso, a IN 77 estabelece que o leite deve estar a 4ºC quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta. O tempo máximo de conservação do leite na propriedade deve ser de, no máximo, 48 horas.

Leite de qualidade deve ser uma meta de todo produtor, uma vez que representa benefícios para toda a cadeia produtiva. Ganha o produtor, que poderá receber mais pelo seu produto, a indústria com a melhoria da matéria-prima e, também, o consumidor, que terá acesso a produtos de melhor qualidade e mais seguros.

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8 dicas para um projeto de sucesso na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/8-dicas-para-um-projeto-de-sucesso-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/8-dicas-para-um-projeto-de-sucesso-na-pecuaria-leiteira/#respond Thu, 14 Jun 2018 20:22:07 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4315 A primeira etapa obrigatória para a definição de um projeto de excelência é determinar o que você deseja fazer, ter um objetivo. Esse será o alvo de todo o trabalho. Na execução de um projeto de sucesso na pecuária leiteira, a definição do objetivo é como antes de iniciar uma viagem: precisamos definir o destino […]

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A primeira etapa obrigatória para a definição de um projeto de excelência é determinar o que você deseja fazer, ter um objetivo. Esse será o alvo de todo o trabalho.

Na execução de um projeto de sucesso na pecuária leiteira, a definição do objetivo é como antes de iniciar uma viagem: precisamos definir o destino para onde se está indo.

 

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1. Definição do objetivo

Todas as decisões a serem tomadas na elaboração de um projeto estarão sendo muito influenciadas pelo objetivo. Por isso deve-se dar atenção a uma clara definição do mesmo.

O objetivo de um projeto ou sistema de produção deve ser definido pelo(s) empresário(s). Somente o empresário ou a alta gestão de uma empresa pode definir o objetivo e toda empresa será um reflexo direto ou indireto do que pensa sua alta gestão.

É fundamental tomar alguns cuidados na definição do objetivo:

Defina um objetivo verdadeiro

É comum as pessoas dizerem que o objetivo de um negócio é ter o máximo retorno do capital investido, por saberem que essa é a proposta do mundo capitalista e que propostas diferentes seriam recriminadas ou até discriminadas.

Sempre que se define um objetivo, é importante que haja um aprofundamento nessa análise para se evitar uma definição superficial que não expresse os verdadeiros sentimentos do empresário.

Existem sistemas que não têm como objetivo central a máxima remuneração do capital, isso deve ser percebido e tratado com naturalidade.

Esses sistemas precisam ser tratados de acordo com o verdadeiro objetivo.

Qualidade de vida, adequação ao ideal de vida do empresário, nível de “stress” provocado pelo sistema, realização de um sonho pessoal, prazer e status podem ser fatores que alteram o objetivo de um sistema e devem ser considerados.

Se aprofunde no objetivo

A definição do objetivo deve ser feita de forma profunda, analisando a definição no contexto pessoal e profissional do empresário. Se o objetivo for o lucro, deve-se pensar qual é o objetivo daquele lucro.

  • Para onde a empresa e o empresário querem verdadeiramente ir?
  • O crescimento será indeterminado ou existe uma pretensão de crescer até determinado ponto e cuidar de outras prioridades?
  • Que nível de sacrifício se está disposto a fazer para atingir esse objetivo?
  • Esse projeto é o principal projeto de vida do empresário ou é só mais um projeto?
  • Quanto tempo o empresário pode esperar para atingir esse objetivo?
  • Qual a importância desse projeto na estabilidade futura desse empresário?

2. Perfil do empresário

Na definição do projeto é fundamental que se faça uma boa análise do perfil do empresário. Pondere as seguintes características:

Origem

O empresário tem origem relacionada com a atividade ou está interessado recentemente e não tem conhecimento amplo do negócio?

Gosto pessoal

As preferências pessoais do empresário devem ser conhecidas e levadas em consideração. Desde que isso não seja tecnicamente contra indicado deve-se tentar adequar o projeto às preferências pessoais do empresário.

Assim como a adequação de um funcionário a uma função relacionada com suas preferências pessoais é um fator de motivação, a adequação de um projeto às preferências do empresário deve motivá-lo.

Cuidado apenas para não abrir mão de definições técnicas importantes em função de preferências pessoais. Nesse caso, exercite a capacidade de argumentação e convença o empresário das razões para a melhor opção.

Disponibilidade de tempo e interesse em fazer a gestão do empreendimento

O empresário planeja fazer a gestão ou irá delegar para uma pessoa contratada? Se planejar fazer a gestão, qual é sua capacidade e experiência administrativa. Em uma gestão contratada o sistema pode substituir a pessoa e buscar o perfil ideal.

Quando o gestor é o próprio empresário, ele não pode ser substituído e por isso o sistema tem que investir em seu crescimento e estar compatível com suas limitações.

Capacidade de delegar responsabilidades

Especialmente nas situações em que a gestão será entregue a pessoas contratadas deve-se identificar a capacidade do empresário de fazê-lo com competência. Muitas vezes, a interferência errada do empresário que tem dificuldades de delegar poderes reais ao gestor complica o sistema.

A definição da estrutura administrativa é fundamental para uma boa definição do sistema. Um sistema deve ter complexidade compatível com a estrutura administrativa.

Capacidade de investimento

O dimensionamento e a velocidade de implementação de um sistema vão depender diretamente da capacidade de investimento do empresário.

Pretensão de lucro

Cada pessoa tem uma pretensão financeira diferente, em função do próprio horizonte que vislumbra. Isso é fundamental nos processos de contratação; não se deve contratar alguém que pretende ganhar R$ 5.000,00 por mês para ser ordenhador.

Da mesma forma, deve-se considerar a pretensão do empresário para a definição de um projeto. Um empresário acostumado a trabalhar com negócios milionários não deve ter uma fazenda com 40 vacas em lactação, pois não vai tratá-la como um negócio importante.

Por outro lado, um produtor rural que passou a vida gerenciando uma fazenda que cresceu dos 200 para os 600 litros diários vai se realizar se um projeto bem feito for capaz de levá-lo a uma produção de 1500 litros diários e não vai conviver bem com a ideia de possuir um mega projeto com 1000 vacas em lactação.

3. Definição das condições pré-existentes

A fazenda

Algumas vezes um projeto pode ser executado para um cliente que ainda não tem a fazenda. Nessa situação pode-se definir a fazenda ideal em função dos outros fatores de definição do sistema.

No entanto, na realidade prática oque acontece na maioria das vezes é o início do trabalho de definição do projeto para um cliente que já tem a fazenda. Nesse caso a fazenda é um fator muito importante de definição do sistema a ser usado e por isso deve-se fazer um bom diagnóstico.

  • Extensão da fazenda e das glebas: é fundamental que a área seja medida para que as decisões possam ser precisas. O investimento de medição de uma fazenda é feito uma vez só e vai melhorar todas as tomadas de decisão.
  • Topografia: com a fazenda medida pode-se fazer uma avaliação da topografia de cada gleba. Sugerimos a definição das áreas mecanizáveis e não mecanizáveis. Essa característica está intimamente ligada à possibilidade de intensificação.
  • Qualidade de solo: deve-se fazer uma boa avaliação da qualidade dos solos a serem trabalhados. A participação de um agrônomo com boa experiência é fundamental nessa etapa e a análise dos solos será fundamental para que se tenha uma visão adequada do nível de fertilidade pré-existente. A identificação da qualidade dos solos vai influenciar diretamente a escolha das opções forrageiras, determinar os trabalhos de recuperação a serem feitos e pode influenciar o cronograma de implantação do projeto.
  • Possibilidade de irrigação: a disponibilidade de água para irrigação e o estudo da viabilidade de outorga dessa água devem ser avaliados para que se pondere a viabilidade ou não de envolver irrigação no projeto.
  • Culturas pré-existentes: de preferência de posse do mapa com as medidas precisas de cada gleba, deve-se definir quais as culturas pré-existentes na fazenda. Nas glebas de pasto definir que espécie está presente e a condição em que está vegetando (bom estado ou degradado). Nas glebas de cultura (milho, soja, etc) é importante que se tenha uma referência das produções anteriores e que se faça uma avaliação do estado das glebas.

4. Clima e pluviometria

Na fase de diagnóstico é fundamental que se faça um bom estudo das condições climáticas da região. A variação climática ao longo do ano deve ser analisada cuidadosamente.

Deve-se buscar informações de estações meteorológicas próximas, de preferência com dados de muitos anos, para evitar ser influenciado por informações pouco precisas.

A temperatura e umidade ao longo do ano têm grande influência na definição da raça a ser usada, do desempenho animal esperado e das instalações a serem definidas. As opções forrageiras, estratégias agronômicas e a viabilidade de uso de irrigação também serão influenciadas pela temperatura e umidade.

O regime pluviométrico também deve ser bem estudado para dar base à montagem das estratégias agronômicas e de manejo animal.

5. Mercado

Faça uma análise de mercado dos produtos que serão vendidos pelo sistema. Se o sistema vai vender leite “in natura”, procure avaliar o mercado regional. Quem são os compradores, qual tem sido sua política, como o mercado regional se comporta ao longo do ano e como se compara com o de outras regiões do país.

Faça também uma análise do mercado nacional e mundial, tentando vislumbrar as tendências futuras.

Avalie também a possibilidade de verticalização do sistema. Para isso, pondere quais são os centros potencialmente consumidores, a que distância se situam e que perfil de produto poderia atendê-los.

Pondere também se o empresário tem perfil para assumir mais esse desafio e se o dimensionamento do sistema está compatível com o tipo de verticalização.

Analise o mercado de animais. A comercialização de animais pode ser importante para o sistema. Entenda como é o perfil do mercado de animais da região e avalie a possibilidade de atuar em outros mercados.

Associe isso à capacidade do empresário de fazer um bom marketing e boa condução das vendas. Avalie também, se for o caso, o mercado para compra de animais para implantação do projeto.

Faça um estudo no mercado dos produtos a serem comprados pelo sistema. Veja as opções regionais de subprodutos, analise a distância e a disponibilidade dos produtos que serão usados na alimentação e veja o mercado de corretivos e fertilizantes. Algumas regiões ganham competitividade por estarem situadas estrategicamente próximo ao mercado de insumos.

6. As pessoas

É muito importante que se faça uma análise do perfil das pessoas envolvidas no processo. Procure se aproximar das pessoas que trabalham nos diversos níveis da empresa.

Uma análise dessas pessoas vai apontar fatores importantes na definição do desafio de implementar o projeto e pode direcionar definições do sistema de produção a ser implementado. Alguns fatores devem ser observados:

  • As pessoas estão satisfeitas e têm uma relação positiva com a empresa?

A resposta a essa pergunta vai sinalizar a capacidade dos gestores de motivar a equipe e envolvê-los nos desafios da empresa. A implementação de sistemas mais complexos vai exigir esse tipo de habilidade.

  • As pessoas têm influência dos aspectos econômicos em suas decisões?

É comum a existências de empresas que por estarem ao longo dos anos trabalhando sem um planejamento adequado têm equipes que trabalham muitas vezes motivadas e satisfeitas mas sem qualquer relação com a eficiência econômica da atividade.

Nesse quadro, as decisões são geralmente voltadas para alta eficiência produtiva, mas desvinculadas de eficiência econômica. A alteração desse quadro vai demandar medidas firmes e por isso é importante que ele seja identificado.

  • As pessoas têm qualidade de vida?

Faça uma avaliação da qualidade de vida das pessoas. Avalie a qualidade das casas, do transporte, veja se as folgas, horários e férias são respeitados. Ao se intensificar um processo é fundamental que as pessoas tenham condições de vida adequadas para que possam evoluir com o treinamento.

  • Identifique as pessoas receptivas e as resistentes

Vão existir pessoas altamente receptivas e satisfeitas com o processo de mudança e outras que muitas vezes por se sentirem ameaçadas tornam-se resistentes. Procure conhecê-los melhor.

Incentive aquele que é receptivo e avalie o resistente. Muitas vezes uma condução habilidosa transforma o adversário em forte aliado. Tome cuidado para não tirar conclusões apressadas, procure conhecer bem as pessoas.

  • Qual o nível cultural das pessoas envolvidas?

Procure saber sobre a escolaridade e a experiência das pessoas que estarão envolvidas. A complexidade do sistema proposto ou a velocidade de implantação poderão ser influenciadas por esses fatores.

  • Qual a abertura para que se faça alguma alteração na equipe?

O empresário já tem confiança suficiente em seu trabalho para permitir que você proponha alguma mudança na equipe? Isso pode ser útil para que pessoas de difícil recuperação sejam substituídas.

Quando a implantação de um projeto envolve mudança de postura na equipe a substituição de algumas pessoas é quase inevitável. A inserção na equipe de pessoas de sua confiança e que já conheçam sua metodologia de trabalho pode ser um grande facilitador.

É importante que essa análise dessa hipótese seja feita na fase de diagnóstico para que se proponha um cronograma compatível com a velocidade de formação da equipe.

7. O rebanho

Determine a composição do rebanho atual. Divida os animais por categoria.

Faça uma avaliação individual dos animais. Defina uma metodologia para tal. Uma sugestão pode ser classificar por grau de sangue e também classificar a qualidade do animal. Exemplo:

  • Animal perfeito, altamente desejável para o sistema.
  • Animal com algum pequeno defeito, mas desejável para o sistema.
  • Animal com defeito, mas aceitável para o sistema.
  • Animal com defeito que o impede de permanecer no sistema, mas pode ser vendido sem ser para corte.
  • Animal de corte.
  • Faça uma avaliação da condição sanitária do rebanho. Verifique a condução anterior da sanidade, se os dados não forem absolutamente confiáveis refaça os exames. Problemas como tuberculose, brucelose, mastite e problemas de casco devem ser identificados antes mesmo de começar o trabalho. Evite detectar tarde demais algo capaz de mudar o contexto.
  • Faça um bom levantamento dos índices zootécnicos atuais. Isso vai permitir a boa definição do quadro anterior ao projeto e uma visão do desafio a ser assumido.

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8. Documente a realidade anterior

Não se esqueça de fazer uma boa caracterização da realidade anterior. Tire fotos, registre os índices zootécnicos e econômicos anteriores. Preocupe-se em fazer um bom arquivo do antes.

Como em qualquer processo de venda é muito importante que se tenha boas ferramentas.

A memória das pessoas é curta e quando se acostumam a uma nova realidade podem se esquecer da realidade anterior. 

Para uma adequada valorização dos resultados obtidos, prepare uma apresentação com o antes e o depois.

Isso pode ser fundamental para a motivação da equipe para novos desafios, pode ser ferramenta de venda de outros projetos ou pode ser usado para evidenciar o custo/benefício do recurso investido no projeto.

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Para que práticas eficientes de manejo de ordenha das vacas sejam adotadas, é necessário um bom conhecimento da fisiologia da lactação e dos fatores que interferem com a síntese de leite.

A produção de leite depende, dentre outros fatores, da manutenção do número de células alveolares, da capacidade de síntese dessas células e da eficiência do reflexo de ejeção de leite.

Os hormônios têm papel importante na lactação, mas sem a remoção frequente do leite, mesmo com um adequado perfil hormonal, a síntese não persiste.

Por outro lado, a lactação não é mantida por um longo tempo, mesmo com uma frequente remoção do leite. Desta forma, a secreção e a remoção do leite estão estritamente associadas.

 

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Qual a quantidade ideal de ordenhas?

A frequência das ordenhas e, consequentemente, o aumento ou a redução nos intervalos entre ordenhas alteram a produção e a composição do leite.

Erdman e Varner, em 1995, avaliaram os resultados experimentais sobre alteração na frequência de ordenhas em animais da raça Holandesa e encontraram os seguintes resultados fixos:

  • A redução no número de ordenhas, de duas para uma, provocou queda na produção de leite de 6,2kg/dia;
  • O aumento nas ordenhas, de duas para três, provocou um aumento de 3,5kg leite/dia, aumentou a quantidade de proteína e gordura produzida e provocou queda na porcentagem de proteína e gordura;
  • O aumento nas ordenhas, de duas para quatro, provocou um aumento de 4,9kg leite/dia, aumentou a quantidade de proteína e de gordura e provocou queda na porcentagem de proteína e gordura.

Estudos conduzidos na província de Quebec, no Canadá, com vacas Holandesas de 8.000kg de leite/lactação em média, mostraram as alterações de produção, em porcentagem, relatando os seguintes números:

  • Quando passou de duas para três ordenhas, a produção de leite aumentou 11,6% e a proteína, 0,4%, entretanto a gordura teve uma diminuição de 1,07%. Esse trabalho nos fornece mais alguns dados interessantes que muitas vezes esquecemos de levar em consideração quando pretendemos alterar a frequência das ordenhas.
  • Quando se passou de 2 para 3 ordenhas, teve-se um aumento de 10,9% nos gastos com concentrado, 3,75% nos gastos com forragens e 2,5 horas de trabalho diário.

Clarck et al (2006) compararam sistemas de vacas leiteiras a pasto, sendo realizada uma ou duas ordenhas diárias, avaliando a produção de leite, produção de Matéria Seca (MS) e contagem de células somáticas (CCS) de vacas Holstein-friesians e Jerseys.

  • As vacas Hosltein-Friesians ordenhadas uma vez produziram 31,2% a menos de leite e 29,4% menos de MS, quando comparada com as Hosltein-Friesians ordenhadas duas vezes ao dia.
  • As Jerseys ordenhadas uma vez produziram 22,1% a menos de leite e 19,9%  a menos de MS. A produção de leite por hectare foi 17,7% e 9% menores para Hosltein-Friesians e Jerseys, ordenhadas uma vez em relação às ordenhadas duas vezes ao dia, respectivamente.
  • Vacas ordenhadas uma vez possuíram maior CCS durante todo o ano para as duas raças.

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Pontos importantes na decisão do número de ordenhas

Apesar do aumento de produção, alguns outros pontos são importantes na tomada de decisão da alteração do número de ordenhas.

Por exemplo, para vacas em pasto, dependendo da distância do pasto à sala de ordenha, o aumento do número de ordenhas irá elevar o gasto energético desses animais, já que elas terão de ir mais vezes/dia à sala de ordenha.

Segundo o Agriculture Research Council (EUA) as vacas gastam 0.03 Mcal de Energia Líquida por kilo de peso vivo para andar 1 km na vertical, isso significa que, em terras com grande declividade o gasto energético com deslocamento pode se elevar consideravelmente, sendo esse um fator que pode não levar esses animais a um aumento de produção esperado.

Quando estamos trabalhando com vacas confinadas, os desgastes dos cascos, já que os animais irão andar mais sobre concreto, um menor tempo disponível para elas ficarem se alimentando e deitadas, pois terão de gastar parte do tempo caminhando até a sala de ordenha, na sala de espera e em ordenha, podem ocorrer.

Mas, independente se as vacas são confinadas ou a pasto, o fato é que os bovinos ingerem alimentos durante o dia com picos de consumo no nascer e no pôr do sol, e que quanto mais tempo as vacas passam na sala de ordenha, menos tempo elas têm para se alimentar e descansar, atividades fundamentais para manter níveis elevados de produção.

É preciso também lembrar que um maior número de ordenhas, apesar de benéfico à saúde da glândula mamária, exige mais do animal, sendo necessário um bom manejo nutricional. Logo, o custo da alimentação é também um fator importante a ser considerado.

Além dos maiores custos com alimentação, é preciso considerar outros custos envolvidos, tais como a capacidade operacional da sala de ordenha, a necessidade de mão-de-obra extra, maiores gastos com materiais de ordenha, energia elétrica, manutenção de máquinas, forma de pagamento do leite ( se por produção ou percentagem de sólidos) e etc.

Todos esses pontos são de grande importância na decisão de aumentar ou diminuir o número de ordenhas, lembrando sempre que cada fazenda é um caso diferente e devemos ter em mente as vantagens e desvantagens dessas mudanças.

O que importa ao final é que as alterações proporcionem um maior retorno financeiro para a empresa rural.

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