O post Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva.
Confira na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!
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]]>O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.
A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.
Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de animais geneticamente melhorados e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.
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A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos sistemas de produção, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.
Essa estratégia realiza a união de dois sistemas de produção: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.
A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.
O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:
O que deve ser levado em consideração no planejamento é “Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.
O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte. As figuras abaixo demonstram algumas possibilidades na implementação da ILP.


Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na recuperação do pasto. A ideia é que este processo se repita.
O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende então, da realização de um bom planejamento.
Diante disso, se empregada de forma correta, a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.
Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.
O sistema consiste em uma importante estratégia de eficiência produtiva, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós implementação.
O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.
Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

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]]>O post Como intensificar as pastagens com o alto preço dos fertilizantes? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Estamos enfrentando aumento no preço de fertilizantes, por causa da guerra. Nesse webinar, Adilson Aguiar, pesquisador e consultor (Consupec/FAZU), debateu sobre como intensificar o pasto (adubando) nesse momento de aumento de preço de fertilizantes.
Quer saber mais? Assista ao webinar “Intensificação de Pastagens vs Preço de Fertilizantes: como ser lucrativo nesse cenário?”!
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]]>O post 5 benefícios sobre o curso Gestão na Pecuária de Corte do Rehagro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Estas e outras questões tendem a tirar o sono de muitos produtores, afinal, se manter na atividade é um desafio, que requer atenção constante, planejamento e gerenciamento.
A boa notícia é que atualmente existem muitas oportunidades para aprender cada vez mais sobre a pecuária de corte, porém como separar as informações errôneas ou equivocadas, de dados corretos, testados e aprovados? Tendo em vista que todos nós buscamos mais segurança para tomar decisões.
Neste artigo vamos te mostrar 5 evidências de que a capacitação em Gestão da Pecuária de Corte oferece mais do que apenas o básico, e sim um conjunto de técnicas e práticas para potencializar os recursos e maximizar o potencial de produção da sua fazenda.
Um dos principais diferenciais do curso é sua aplicabilidade, por isso vamos trabalhar em um projeto prático. Este será o momento para você mostrar suas ideias, explicar sua realidade na propriedade, e nossos professores poderão auxiliá-lo de forma personalizada.
As suas dúvidas serão respondidas em até 48 horas pelos nossos tutores, através do grupo criado no aplicativo WhatsApp ou da nossa plataforma, para ter segurança durante o desenvolvimento das atividades.
Nosso conteúdo foi criado por profissionais com experiência de campo e com visão das diversas realidades das propriedades rurais.
Por isso, serão abordados temas como:
Para ter sucesso em seu negócio, você deve planejar estrategicamente, ter uma visão ampla de sua propriedade e, o mais importante, tratá-la como o negócio que ela é.
Ao fazer isso, você poderá enxergar seus próximos passos, entender suas despesas e alavancar seus resultados.
Você poderá conhecer diversos profissionais de todo o Brasil, trocar experiências, acompanhar o mercado e fechar parcerias, tudo estará ao seu alcance no WhatsApp!
Assuma o controle do seu negócio e torne-se mais produtivo e eficiente, profissionalizando a gestão da sua fazenda.
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]]>O post O impacto dos acordos climáticos para produção agropecuária brasileira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Planejamento e gestão tributária no agronegócio apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post 5 dicas importantes para a condução da atividade da pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser certeiro, prevenindo imprevistos e surpresas desagradáveis.
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Independente do status da propriedade leiteira – se ela já se encontra em atividade, se iniciou a produção de leite há pouco tempo ou se ainda está apenas no papel – é importante conhecer de forma profunda e detalhada os pontos que a permeiam e que influenciam no seu resultado.
Esses pontos devem abranger não somente a propriedade de forma específica, mas também as pessoas envolvidas, a região onde ela está localizada e o mercado comprador/consumidor.
A melhor forma de conhecer a fazenda é por meio da ferramenta de Diagnóstico da Propriedade. Com ela é possível entender melhor o projeto, identificando as oportunidades, os riscos, alinhando as ações e atuando para melhorias.
Conforme já mencionado, o diagnóstico deve compreender fatores internos e externos da propriedade. O diagnóstico nada mais é do que um retrato da propriedade em um momento específico do tempo, relatando de forma detalhada todo o perfil da fazenda e da região.
Para organizar o raciocínio, podemos dividir os fatores em cinco grandes grupos:
Avaliar qual a aptidão econômica da região, se há facilidade de obtenção de mão de obra qualificada, quais são os compradores de leite, se existe mercado de compra e venda de animais, quais os possíveis fornecedores de insumos, qual a facilidade de acesso e escoamento da produção etc.
Tais fatores permitem reconhecer se a propriedade está/estará inserida em algum determinado polo leiteiro que a beneficie, até mesmo agregue valor à produção de leite.
Diz respeito à localização da propriedade, ao clima da região com as médias históricas de temperatura e pluviosidade ao longo do ano, ao relevo, ao tipo de solo, à disponibilidade de água, etc.
O conhecimento dessas variáveis permite, por exemplo, que saibamos qual o potencial agrícola da propriedade para a produção de comida dos animais.
Não basta apenas conhecer o relevo e o clima da propriedade: é necessário mensurar a sua área total e descrever a ocupação de cada divisão, como a extensão destinada à área de preservação permanente (APP), reserva legal, área mecanizável, área de manejo extensivo etc.
Compreender a divisão das áreas auxilia, por exemplo, na determinação de quantos hectares estão disponíveis para o plantio de milho para silagem ou então, quantos hectares podem ser trabalhados com pasto.
Além das áreas, devemos caracterizar também as instalações e os maquinários presentes na propriedade.
Essas informações fazem a diferença quando pensamos na depreciação e na necessidade de aquisição/construção de novas unidades.

Conhecer o perfil daqueles que lidam diretamente e diariamente com a propriedade faz toda a diferença.
Em relação aos colaboradores, qual é a mão de obra envolvida atualmente na propriedade com a produção de leite? Elaborar um organograma descrevendo o número de envolvidos com suas respectivas funções e remuneração recebida é uma excelente ideia!
Isto vale tanto para os colaboradores fixos quanto para aqueles esporádicos, como técnicos/consultores ou prestadores de serviço, por exemplo.
Esta etapa é de fundamental importância, assim como as demais já citadas. Por meio dela, podemos ter uma noção se os objetivos do proprietário e dos colaboradores estão alinhados com aquilo que a propriedade está retornando e com o potencial que ela pode entregar.
Enfim, daremos foco específico aos animais e às rotinas. Categorizar o rebanho em grupos é o ideal, quantificando qual o número de vacas em lactação, vacas secas, recria de 0 a 12 meses, recria de 12 a 24 meses e recria acima de 24 meses, por exemplo.
Se, porventura, a propriedade possuir touro ou criação de machos leiteiros, estes também devem ser contabilizados na composição do rebanho em uma categoria específica. Junto com a composição do rebanho devemos informar qual o padrão racial dos animais e qual a distribuição de grau sanguíneo em casos de animais mestiços no rebanho.
Qual o sistema de produção adotado pela fazenda? Extensivo, semi-intensivo ou intensivo? A pasto, semiconfinamento ou confinamento total? Essa informação é básica e essencial para o diagnóstico!
A verificação e a descrição dos manejos realizados na propriedade devem ser muito bem-feitas, possibilitando compreender de forma clara quais ações são feitas na rotina.
Todas estas perguntas relacionadas ao manejo, além de várias outras, estão atreladas aos indicadores da propriedade. Sendo assim, o recomendado é que, caso a fazenda trabalhe com indicadores, eles sejam mencionados juntos aos respectivos manejos, de modo a entender em que nível está a eficiência dos processos.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

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]]>O post O orçamento anual deve seguir o ano pecuário ou o ano civil? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ele é o ponto de partida para que possamos traçar metas para aquele ano e alcançar os resultados desejados na propriedade.
Mas sabemos que, na maioria dos sistemas produtivos do Brasil, o ano pecuário ou ano safra, que vai de 1 de julho a 30 de junho, é diferente do ano civil ou ano calendário, de 1 de janeiro a 31 de dezembro.
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Então, fica a dúvida: quando devo fazer meu orçamento anual em um sistema de pecuária de corte? Ele deve ser feito para o ano civil ou deve acompanhar o ano pecuário?
A dica do nosso especialista Prof. Guilherme Lamego, coordenador de projetos de gestão na Pecuária de Corte, é a seguinte:
“De modo geral, trabalhamos pensando o planejamento da atividade de 1 de julho a 30 de junho. Minha recomendação é planejar um ano que irá coincidir com nossas principais atividades produtivas, sem quebrá-las no meio.”
Por exemplo, em uma fazenda de cria, não é indicado “quebramos” a estação de parição no meio. Ou “quebrarmos” a venda de animais do confinamento, que foram recriados ao longo de todo o ano e colocados na engorda.
É como se, na agricultura, fosse feito um orçamento que cortasse a safra no meio. Você colheria a safra anterior, mas no custo de plantio, estaria plantando já a próxima safra.
Não faria muito sentido olhar para um ano que cortaria essas atividades no meio, certo?
Na pecuária de corte, é o mesmo raciocínio, lembrando somente que ela terá um ciclo mais longo do que a agricultura.
“Às vezes vamos colher aquela safra, tendo resultados com aquele bezerro que começou a ser produzido, em dois, três anos”, lembra o Prof. Guilherme.
“O ideal é que comecemos o planejamento técnico, antes mesmo de entrarmos no financeiro, alguns meses antes de iniciarmos nosso ano pecuário. Se o ano começa em 1 de julho, vou começar esse planejamento ao redor de abril, maio, para que eu possa ter vários ciclos de validação com as pessoas envolvidas e até que no fim de junho eu já tenha o orçamento pronto, validado para rodar o ano pecuário.”
Ele ainda ressalta que, ao longo do ano pecuário, é indicado fazer todas as checagens de previsto versus realizado.
Na hora de colocar a mão na massa e encarar o dia a dia das fazendas, várias dúvidas como essa aparecem.
Por isso, devemos estar preparados para enfrentar os reais desafios da produção, que aparecem na prática.
Para isso, o Rehagro criou o Curso Gestão na Pecuária de Corte, que já capacitou mais de 1.800 profissionais para dominarem todas essas questões e assumirem o controle de suas propriedades, permitindo que alcançassem melhores resultados financeiros.
Feito para quem não tem tempo a perder, todo o conteúdo desse treinamento é aplicável à realidade da produção de gado de corte, ajudando profissionais a conduzirem os rebanhos rumo à máxima eficiência!
Caso você tenha interesse em aprender a melhorar a produtividade, lucratividade e sustentabilidade da fazenda em que você atua, venha conhecer essa capacitação!
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]]>O post Lançamento do índice Ideagri do Leite Brasileiro 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesta edição foram feitos upgrades nas bases de cálculos, além de uma apresentação da nova ferramenta de simulação. O evento foi apresentado por Ernane Campo, Gerente de Negócios Leite do Grupo Rehagro.
Aperte o play no vídeo abaixo e acompanhe, na íntegra, a apresentação deste lançamento que contou com a participação dos números de várias fazendas produtoras de leite do país!
Para assistir a mais conteúdos exclusivos sobre o agronegócio, inscreva-se no nosso canal e ative o sininho!
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]]>O post E-book Manual de prevenção e controle da mastite bovina apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.
Saiba mais sobre o assunto no nosso e-book gratuito! Faça o download clicando no botão abaixo!
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]]>O post E-book Estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar são maiores. Os métodos para detecção de cio refletem na taxa de serviço das vacas.
Saiba como traçar estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras no nosso e-book gratuito! Clique no botão abaixo e faça o download.
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]]>O post Webinar Bolsa – Aula 2: ferramentas de proteção de margem na pecuária apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você aprenderá com grandes especialistas como operar na bolsa, de forma prática e sem complicações, para garantir melhores margens de lucro para seu negócio.
Assista ao conteúdo na íntegra!
Aperte o play no vídeo abaixo e até a próxima aula! Se quiser assistir a aula anterior, clique AQUI.
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]]>O post Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em dezembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte no estado da Bahia: “Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado que atua diretamente na região:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
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]]>O post Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante conhecido no mercado:
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]]>O post Rotinas do confinamento do gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com uma especialista renomada:
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Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!
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]]>O post Produtividade e consumo de bovinos no pasto: veja fatores que interferem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A seleção realizada pelos animais em pastejo é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está diretamente relacionado com o consumo de bovinos, uma vez que as características e a estrutura do pasto afetam o consumo por bocado.
Essa seleção pode estar associada ainda à contaminação do local por fezes e urina, à localização de água e sombreamento, que também podem influenciar o pastejo e seleção pelo animal (Sollenberger e Vanzant, 2011). A ingestão diária de forragem é uma função da taxa de consumo e o tempo de pastejo (Sollenberger et al., 2013).
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A produtividade animal de animais em pastejo é determinada pelo consumo de matéria seca, que é influenciado por uma série de fatores separados em três importantes grupos:
De modo geral, a variável resposta, tanto das plantas forrageiras como dos animais são dependentes da estrutura do pasto e da interação com o animal, sendo esta fundamental na tomada de decisão do manejo da pastagem para favorecer o consumo de matéria seca.
Mas afinal, quais seriam os fatores relacionados às características estruturais do pasto que influenciam o consumo de matéria seca por bovinos em pastejo? Como mensurá-las e utilizá-las para aumentar a produtividade animal?
Além de conhecer quais são esses fatores e como eles interferem na produtividade, vamos entender nesse texto, quais os impactos que o manejo incorreto imprimem nos sistemas de produção.
A estrutura do pasto pode ser definido como arranjo e distribuição das plantas sobre o solo em um mesmo ambiente (Laca e Lemaire, 2000), sendo esta importante, por determinar a facilidade de apreensão dos componentes da planta, e isso pode afetar a quantidade ingerida de nutrientes.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues
A relação folha/colmo, índice de área foliar, massa de forragem, densidade de folhas verdes e altura média são componentes da estrutura do pasto responsáveis por influenciar a ingestão de forragem pelos animais, pois alteram as variáveis do comportamento ingestivo (Mayne et al., 2000; Gontijo et al., 2006).
Na dimensão vertical, a altura e a distribuição dos componentes (folha, colmo) são as principais variáveis, e na dimensão horizontal é a massa de forragem, sendo essas as variáveis mais importantes que devem ser consideradas na avaliação da estrutura (Cabral et al., 2011).
Maiores alturas implicam em maturidade da planta e alongamento de colmo, havendo progressiva lignificação, que confere aumento na força de ruptura (Jacobs et al., 2011) e induz os animais a selecionarem a forragem a ser consumida, reduzindo a massa do bocado e aumentando o tempo por bocado.
Com isso a taxa de consumo diminui, devido às limitações da estrutura do pasto (Benvenutti et al., 2009), ou seja, alta presença de colmos podem ser uma barreira física ao processo de pastejo, dificultando o consumo (Casagrande et al., 2010).
A altura do pasto na condição de pré-pastejo apresenta alto grau de associação com os valores de interceptação luminosa pelo dossel, conforme observado em pesquisas realizadas com forrageiras tropicais.
Altura de pré-pastejo de espécies forrageiras sob lotação intermitente com base em 95% IL.
Dessa forma, estratégias de manejo determinadas pelo controle de altura do pasto é uma variável consistente para determinar as respostas da pastagem e dos animais, em estudos sobre taxa de ingestão de forragem.
Assim, torna-se mais prático entender as modificações na estrutura do pasto, e das respostas dos animais a essas variações.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
A massa de forragem pode ser definida como peso total de forragem por unidade de área, acima da altura de corte do capim, sendo usualmente expressa em kg/ha de MS.
Conhecer as diversas variações de massa de forragem entre espécies de forrageiras é importante para tomada de decisões do manejo do pastejo (Pellegrini et al., 2010).
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
A partir do momento que 95% de toda a luz incidente é interceptada pela planta, a produção de folhas velhas aumenta e de folhas novas diminui, causando redução no acúmulo de folhas e intenso acúmulo de colmo e material senescente.
Nessa situação, a altura e a massa de forragem dos pastos aumentam, porém o valor nutritivo fica comprometido por apresentar menores proporções da parte mais digestível (folhas).
Uma relação folha:colmo elevada, pode caracterizar uma planta com maior teor de proteína e boa digestibilidade o que confere boa aceitabilidade pelos animais e alta ingestão.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
As folhas representam o componente com maior quantidade de tecidos não lignificados, como mesófilo, o que confere melhor qualidade nutricional e menor tempo de retenção no rúmen, consequentemente maior taxa de passagem (Humphreys, 1991).
O colmo apresenta maior presença de tecidos lignificados (epiderme e esclerênquima) onde menos de 50% da parede é prontamente digestível e utilizada pelo animal, o que compromete a eficiência de pastejo, como consequência da redução na relação folha:colmo.
Por isso, a relação folha:colmo pode atuar também como indicador da facilidade de apreensão da forragem pelo animal (Paula et al., 2012).
Fonte: Senar.
O comportamento ingestivo de animais em pastejo é sensível a variações na estrutura do pasto (Palhano et al., 2007), onde qualquer falha ocorrida no dimensionamento da oferta de forragem pode repercutir em amplo impacto no desempenho animal.
A quantidade e qualidade de massa verde produzida é determinada pelo acúmulo de forragem que ocorre durante o período de rebrotação das plantas (pós pastejo) (Pedreira et al., 2009).
Em lotação rotativa, após a saída dos animais dos piquetes, o pasto começa a rebrotar, visando recompor a área foliar, interceptar luz e crescer novamente, acumulando nova quantidade de forragem para ser utilizada no próximo pastejo (Da Silva, 2009).
Dessa maneira, a interceptação luminosa (IL), associada à altura, tem sido a estratégia mais usada para manejar pastagens sob lotação rotativa, visando controlar as características estruturais do pasto (Pedreira et al., 2007).
O consumo total de forragem de um animal em pastejo é o resultado do acúmulo de forragem consumida em cada bocado, e da frequência com que realiza, durante todo tempo em que passa se alimentando (Carvalho et al., 2009).
A ingestão de forragem por bocado é muito sensível a variações na estrutura no pasto particularmente na sua altura (Coleman, 1992). Quando a massa do bocado é reduzida, ocorre queda correspondente na taxa de consumo, a menos que um incremento compensatório na taxa de bocados seja observado.
Desse mesmo modo, o consumo diário de forragem também será afetado se qualquer redução na taxa de consumo não puder ser compensada por um incremento no tempo de pastejo.
Fonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.
Os fatores associados à estrutura do pasto, bem como ao comportamento ingestivo dos animais, incluem seleção da dieta, tempo de pastejo, massa de bocado e taxa de bocados, sendo o bocado a unidade mais importante referente ao consumo.
Segundo Carvalho et al. (2007) o consumo pode ser dado pelo produto da massa de bocado, do tempo e número de refeições ao longo do dia.
O tempo em pastejo é definido como o tempo em que o animal está apreendendo a forragem e mastigando-a e/ou deslocando-se com a cabeça baixa, podendo variar de acordo com a estrutura do pasto refletindo a facilidade de colheita da forragem.
A massa de forragem, altura, densidade, baixo teor de fibra das folhas, presença de barreira física (colmo) são características da estrutura do pasto que determinam os mecanismos utilizados pelos animais durante o processo de pastejo (Reis e Da Silva, 2011), interferindo o tempo de pastejo.
A variável tempo de pastejo é inversamente proporcional ao consumo, ou seja, quanto maior a massa de bocado, menor será o tempo de pastejo (Santos et al., 2010). Atividades como deslocamento, seleção, busca, manipulação e colheita do alimento estão inseridas na variável tempo de pastejo.
Sob baixa oferta de forragem, o tempo de pastejo aumenta, assim como a frequência de bocados, buscando atender a demanda diária de ingestão de matéria seca e consequentemente as exigências nutricionais diárias.
Segundo Ribeiro et al. (2012), o tempo destinado ao pastejo de bovinos não deve ultrapassar de 12 a 13h, vez que tempos acima desses valores podem influenciar negativamente as atividades ruminais dos animais.
A massa do bocado, pode ser definida como o produto entre a densidade volumétrica pelo volume do bocado, sendo este, função da área do bocado e profundidade. É a variável mais importante na determinação do consumo de animais em pastejo, e mais influenciada pela estrutura do pasto.
Diferente da massa de bocado, a taxa de bocado é o número de bocados em determinado período de tempo, sendo usada para calcular a taxa instantânea de consumo, dada em bocados/min (Hodgson, 1985). Sob condições de menor oferta de forragem, a taxa de bocado tende a aumentar, porém, o incremento não é suficiente para evitar diminuição na taxa de consumo, com isso o animal compensa no aumento de tempo de pastejo (Maggioni et al., 2009).
Em algumas situações a massa de bocado é inversamente proporcional à taxa de bocados, o que confirma que dosséis com maiores massas de forragens demandam mais movimentos mandibulares e mastigação do que de bocados e apreensão.
Os componentes da estrutura do pasto afetam diretamente a ingestão de matéria seca por influenciarem o comportamento ingestivo dos bovinos. O controle da intensidade e frequência de pastejo, visa oferecer ao animal uma estrutura com elevada relação folha:colmo, que favorece o processo de pastejo.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
Para saber mais informações, visite a nossa página:

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]]>A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos.
Quem esteve no comando do evento online foi Adilson Aguiar, Professor do Rehagro e da FAZU/CONSUPEC.
Se você ainda não assistiu a explicação do palestrante, clique no link abaixo:
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]]>A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. O agro não para!
Quem esteve no comando do evento online foi Felipe Amadeu, Consultor Técnico em Agricultura e Consultor Técnico do Rehagro. Amadeu é especialista em produção de volumoso, pastagem e integração lavoura-pecuária.
Se você ainda não assistiu a explicação do palestrante, clique no link abaixo:
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]]>Essa mudança é constante e busca o aumento da produtividade e a otimização dos recursos disponibilizados para a pecuária.
Dentre os aspectos importantes dessa mudança, está a associação de duas importantes frentes produtivas do agronegócio: lavoura e pecuária. Essa associação se passa desde sistemas altamente integrados, como sistemas de Integração Lavoura Pecuária (ILP), e também ao aproveitamento de insumos e recursos advindos da outra atividade.
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A pecuária se beneficia de produtos e coprodutos advindos da agricultura. A lavoura também se favorece com a utilização de produtos oriundos da pecuária, como por exemplo, na utilização de adubos orgânicos.
A utilização desses subprodutos ou coprodutos do se associa perfeitamente com o aumento da busca pela intensificação dos sistemas de produção da atividade pecuária. Pecuaristas utilizam cada vez mais de ferramentas como confinamento, sequestro de recria, semiconfinamento, dentre outras alternativas, onde a dieta dos animais é fornecida no cocho.
A utilização dos coprodutos, contribui também em uma frente importante para o agronegócio como um todo. “Reaproveitar” esses insumos implica, consequentemente, em menores desperdícios e a maximização na utilização de insumos é de extrema valia para a “pegada” ambiental.
Um aspecto importante a se destacar, em relação aos coprodutos do algodão, está ligado ao preço desses insumos. Geralmente, são insumos relativamente baratos, o que torna a composição dos nutrientes neles presentes de baixo custo.
Entretanto, comumente observa-se que a utilização desses insumos é regionalizada, principalmente pela questão que se tange ao frete. O valor acaba impactando no custo final da tonelada, tornando então a utilização da maioria dos coprodutos regionalizada.
Segundo a CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento, a região Centro Oeste, obteve a maior produção de algodão no Brasil da safra 2019-20. Com 1.936,9 mil toneladas produzidas, os valores foram quase duas vezes maiores do que a produção de algodão estimada para a safra 2010-11.
Esse grande avanço na produção, aumentou significativamente ao longo dos últimos anos a disponibilidade e a oferta de importantes coprodutos do algodão, como os que veremos a seguir.
O caroço de algodão é um alimento proteico-energético e de alto valor nutritivo, rico em fibra, proteína e energia. Os níveis de energia presentes no caroço são provenientes principalmente da grande quantidade de óleo presente no caroço com extrato etéreo (EE) em média de 20% da MS (matéria seca).
É justamente essa característica que limita a utilização de grandes quantidades do caroço na dieta, sendo recomendados quantidades em torno de 15% da matéria seca da dieta, dependendo do teor de EE da dieta final.
Volumes muito superiores a esses adicionados sem critério na dieta, podem se transformar em um problema, tendo em vista que altos níveis de óleos insaturados no rúmen, causam distúrbios na fermentação ruminal pela morte de bactérias ruminais, redução na degradação da fibra e redução no consumo. Esses são os principais efeitos que observamos quando o valor é superior a 8% EE na dieta (% MS), resultando em queda no desempenho.
Outros dois pontos podem ser limitantes à utilização do caroço de algodão de forma descriteriosa: a grande impressão da interferência do caroço de algodão no aroma e sabor da carne de animais suplementados com altas concentrações de caroço, sugere que em programas de produção de carne gourmet, não se utilize ou se utilize com bastante cautela o caroço de algodão.
Embora ainda contraditório na literatura, muitos frigoríficos recusam animais alimentados com esse insumo para exportação para mercados específicos.
Além disso, o caroço de algodão apresenta em sua composição um composto fenólico chamado gossipol, esse composto tem efeito que pode prejudicar o desempenho reprodutivo dos machos, sendo prejudicial também para os bezerros.
Seguindo com as características bromatológicas importantes do caroço de algodão, ele apresenta em sua composição de 44 a 50% de FDN (fibra detergente neutro), 27% de celulose, 10% de hemicelulose e de 13 a 15% de lignina. Essas características tornam o caroço um alimento de alto teor de fibra, tornando-o uma excelente alternativa para dietas de alto concentrado.
Adicionalmente a essas características, seu tamanho e presença do flinter é capaz de promover ruminação. Por isso, muitos nutricionistas utilizam esse benefício para reduzir a quantidade de volumoso em dietas de terminação, sem comprometer a saúde ruminal.
Caroço de algodão. Fonte: Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Além do caroço de algodão, um importante coproduto obtido da produção de algodão é a torta de algodão. A torta é obtida no processo de prensagem do caroço para a retirada do óleo, também apresenta alta fibra e pode ser utilizada em dietas com alta inclusão de concentrado.
Entretanto, não apresenta bons níveis de energia como o caroço, se tornando um alimento proteico. Mas existem no geral, duas formas disponibilidades no mercado: a torta gorda contendo 5% de óleo e a torta magra, que em contrapartida apresenta menos de 2% de óleo em sua composição.
A torta apresenta em média 27% de PB (proteína bruta) em sua composição bromatológica, baixo teor de proteína degradável no rúmen (PDR) e como característica, também bom teor de potássio.
Torta de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.
O farelo de algodão é obtido além do processo de prensagem, quando são utilizados produtos químicos (solventes) na extração do óleo do caroço, e possui quantidade relativamente superior de proteína em relação à torta.
Ele tem uma desvantagem perante aos outros produtos, pela grande diferença de níveis de proteína e outros nutrientes, de acordo com a forma que é processada e pela adição ou não de casca. Por isso, é preciso ficar atento à análise bromatológica desse insumo.
Temos diferentes tipos de farelo disponíveis no mercado. O farelo mais comumente indicado ao consumo de bovinos é rico em casca, contendo 25 a 36% de PB. O farelo de algodão também é uma grande alternativa, mas é sempre interessante comparar o preço da proteína com outros insumos que possuem maior teor proteico em sua composição, como por exemplo o farelo de soja.
Quando se existe a possibilidade de um alimento com custo relativamente baixo de MS, o capulho de algodão ganha ainda mais destaque.
Obtido no momento da extração do algodão, o capulho apresenta características principais, voltadas mais para proporcionar fibra efetiva na dieta do que por suas características nutricionais. Isso principalmente quando avaliamos os baixos valores de EE e NDT e altos valores de FDNfe.
Com dietas cada dia mais energéticas, a necessidade e a busca por alimentos com fibra efetiva ganha um espaço considerável.
Esse insumo, quando utilizado como a única fonte de volumoso na dieta, é aconselhável a adição de água para ajustar a MS da dieta e evitar que deprecie o consumo do animal.
Capulho de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.
Um coproduto, também rico em fibra e que pode ser utilizado na dieta de ruminantes, é a casca do caroço de algodão. Contendo em torno de 3 a 8% de línter é um alimento de boa palatabilidade e de fácil mistura, inclusive com outros coprodutos como a torta.
Casca do caroço de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Independente do insumo que você optar, é sempre recomendado avaliar o custo-benefício de sua aquisição. Devemos avaliar:
Por serem coprodutos do algodão, os valores nutricionais podem alterar consideravelmente, afetando a composição final da dieta e, consequentemente, nos resultados de desempenho.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo aos finais de semana para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
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]]>Os sinais clínicos mais comuns da brucelose bovina envolvem:
Apesar da implementação de programas para erradicação da doença, a brucelose apresenta caráter endêmico em diversos países, principalmente naqueles em desenvolvimento.
Os prejuízos para a cadeia leiteira envolvem perdas econômicas significativas relacionadas à redução da eficiência do rebanho devido à queda dos índices produtivos e reprodutivos. Além disso, a ocorrência de brucelose bovina em uma determinada propriedade ocasiona perda de credibilidade da unidade de produção, principalmente no quesito relacionado a venda de animais.
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A transmissão da brucelose bovina para o homem pode ocorrer através do contato direto ou indireto com animais infectados e anexos fetais contaminados.
Uma outra fonte importante de veiculação do agente é o consumo de produtos de origem animal contaminados, principalmente carne, leite e seus derivados que não passaram por um processamento térmico adequado.
Os quadros mais graves de brucelose no homem são causados pela Brucella melitensis, mas a doença causada pela Brucella abortus (agente em discussão) é caracterizada por sintomas inespecíficos como febre e sudorese noturna, além de dores musculares e articulares.
Muitas vezes ela é confundida com gripe recorrente, mas pode, em alguns casos, evoluir para complicações como tromboflebite, espondilite e artrite periférica.
Restos placentários e fluidos fetais contaminados são grandes fontes de transmissão
O controle e a prevenção da brucelose bovina estão diretamente ligados a interrupção da cadeia de transmissão do agente. A disseminação da Brucella pode ser interrompida principalmente pelo diagnóstico e eutanásia dos animais positivos e pelo aumento de indivíduos resistentes na população, sendo a vacinação das fêmeas uma importante estratégia de controle.
Duas são as vacinas existentes hoje no Brasil contra a brucelose bovina: B19 e RB51. A vacinação contra brucelose é obrigatória em todas as bezerras de 3 a 8 meses de idade. A vacina a ser utilizada nesta fase é a B19, composta por amostra viva liofilizada de Brucella abortus.
Por ser uma vacina viva, somente o médico veterinário cadastrado no órgão oficial do Estado ou vacinador auxiliar, treinado e sob a responsabilidade desse profissional, estão autorizados a aplicá-la.
Fêmeas vacinadas com idade superior a 8 meses podem apresentar produção de anticorpos aglutinantes que interferem no diagnóstico da doença após os 24 meses de idade. Ou seja, um animal não infectado poderá apresentar resultado positivo no teste diagnóstico.
Quando a bezerra é vacinada antes de completar os 8 meses a concentração de anticorpos estimulados pela vacinação reduz rapidamente e os animais acima de 24 meses são totalmente negativos nos testes sorológicos. Os machos não devem ser vacinados.
A vacinação de fêmeas bovinas contra brucelose através da vacina RB51 (não indutora da formação de anticorpos aglutinantes) é regulamentada pela IN MAPA nº. 33, de 24/08/2007. A utilização da RB51 é permitida nos casos de fêmeas bovinas com idade superior a 8 meses que nunca foram vacinadas com a vacina B19 entre os 3 a 8 meses de idade ou em fêmeas adultas, não reagentes aos testes diagnósticos atualmente utilizados, presentes em propriedades com focos de brucelose.
A característica de não induzir a formação de anticorpos aglutinantes e com isso não interferir no diagnóstico sorológico da doença faz com que a RB51 seja permitida no Brasil como método de vacinação estratégica de fêmeas adultas na pecuária.
Vale ressaltar que a vacina oficial, preconizada pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), continua sendo a B19, e seu uso deve ser incentivado nas fêmeas bovinas entre os 3 a 8 meses de idade em todos os rebanhos, de leite e de corte.
Para diagnóstico da brucelose bovina os testes mais recomendados são o Teste de Soroaglutinação com Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o 2-Mercaptoetanol (2-ME). O material utilizado para os dois testes são amostras de soro sanguíneo.

Amostras de sangue para realização dos testes. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
O AAT deve ser realizado por um médico veterinário habilitado e trata-se de um teste individual de triagem que indicará com certeza apenas os animais que são negativos (não reagentes no teste).
Os animais que apresentarem reação deverão ter suas amostras encaminhadas para o teste confirmatório (2-ME) em laboratório credenciado.
O resultado positivo no 2-ME indica presença de infecção e os animais com este resultado deverão ser sacrificados. Há possibilidade de o resultado ser inconclusivo e, neste caso, o animal deverá ser testado novamente no 2-ME.
Na ocorrência de dois resultados inconclusivos no 2-ME também deverá ser realizado o sacrifício do animal. Animais reagentes no AAT, de acordo com a conduta do médico veterinário, poderão já ser sacrificados sem a necessidade de confirmação.
É importante lembrar que animais submetidos a estes testes no intervalo de 15 dias antes até 15 dias depois do parto deverão ser testados novamente entre 30 e 60 dias após o parto, pois a queda de imunidade neste período pode influenciar no resultado dos testes.
Outros testes como o Teste do Anel do Leite (TAL) e Fixação do Complemento (FC) são menos utilizados e poderão ser indicados em algumas situações específicas. A figura abaixo representa a recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para conduta de acordo com os resultados dos exames:
Conduta recomendada pelo MAPA perante os resultados. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
Testes para diagnóstico da Brucelose Bovina. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem o objetivo de reduzir a incidência e prevalência dessas doenças nos rebanhos bovinos e bubalinos e certificar um número significativo de propriedades livres ou monitoradas para brucelose e tuberculose.
O programa introduziu medidas como a vacinação contra a brucelose em todo o território nacional e definiu estratégias para a certificação de propriedades livres ou monitoradas.
A vacinação é obrigatória para as bezerras de 3 até 8 meses de idade. Já a certificação de propriedade livre de brucelose ou tuberculose é uma iniciativa voluntária.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
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]]>Ao longo dos últimos anos, o setor do agronegócio vem chamando a atenção e roubando a cena no cenário nacional e internacional, despontando como a atividade responsável por alavancar a economia nacional.
O setor abrange diversas atividades, como hortifrutigranjeira, piscicultura, fruticultura, produção de grãos e uma série de outras frentes produtoras e a pecuária. Nessa última destacam-se a pecuária leiteira e a produção de carne, principalmente bovina.
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O início da exploração da pecuária brasileira se confunde com o período de colonização, os primeiros bovinos chegaram ao Brasil já nas primeiras navegações pós Cabral. Por isso, foi fundamental para o processo de interiorização sendo a principal fonte de proteína para os exploradores e servindo também como meio de transporte em épocas de difícil deslocamento.
Já em tempos mais recentes a abundância de terras inexploradas e sem grandes produções, a atividade passou por um grande processo de expansão. Logo, grandes propriedades foram formadas para a produção de gado, na grande maioria das vezes, de forma extensiva.
Neste processo destaca-se a importância da participação do gado zebuíno, importado principalmente da índia.
O gado zebuíno, por suas características, se mostrou extremamente adaptado ao nosso clima e ainda hoje representa a maior parte do rebanho brasileiro.
Como citado acima, no início das atividades era possível a utilização de grandes propriedades. A baixa concorrência proporcionava aos criadores grandes margens de lucratividade.
Estima-se que à alguns anos, 30 a 50 anos atrás, as margens de lucratividade na pecuária de corte giravam em torno de 50 a 70%, por esse motivo era possível a produção de carne de maneira mais extensiva, sem muita inclusão de tecnologia e com baixo desfrute. Logo, não era incomum encontrar animais sendo abatidos com 6, 7 anos de idade e mesmo assim a atividade se mostrava um negócio altamente rentável.
Com o avanço da agricultura, principalmente pelo centro-oeste do Brasil, pela cobrança do mercado por produtos cárneos de melhor qualidade e mais padronizados, juntamente com a pressão da sociedade por uma produção ambientalmente mais justa, a pecuária se viu obrigada a intensificar suas atividades.
Para o processo de intensificação da cadeia produtiva da carne, é necessária a maior utilização de tecnologias, em todos os níveis de produção. Permitindo assim uma maior produtividade, em um menor espaço de tempo, utilizando também de menores faixas de terras.
Em suma, intensificar significa produzir na mesma propriedade mais carne com mais qualidade e em menos tempo.
A pecuária de corte é dividida basicamente em três fases:
Quando uma propriedade exerce e produz as três fases denominamos de ciclo completo. Cada uma dessas fases tem um perfil produtivo e um produto final, sendo respectivamente bezerro, boi magro e boi gordo.
O processo de intensificação pode ocorrer em cada uma dessas fases proporcionando assim maiores rendimentos produtivos e melhores rentabilidades em cada uma delas, isoladamente ou como num todo.
A cria é a fase do sistema onde utilizamos as fêmeas (matrizes) com intuito de produzir bezerros para o mercado.
Nessa fase do sistema temos alguns pontos de atenção importantes, como a necessidade de mão de obra qualificada. Além da mão de obra especializada para trabalhar com a reprodução das matrizes (inseminação, diagnóstico de gestação dentre outras atividades) os funcionários que lidam no dia-dia com o gado devem estar bem preparados e atentos para as demandas na época de nascimento dos bezerros.
Outros fatores importantes de atenção inerentes a fase de cria são:
Um exemplo claro de avanço tecnológico nos últimos anos nessa fase é a IATF (inseminação artificial em tempo fixo), o que permitiu concentrar os nascimentos na época mais adequada do ano, obter bezerros de melhor qualidade, entre outros benefícios.
Os produtos da fase de cria são bezerros para o mercado, adquiridos principalmente por recriadores. Bezerras excedentes que serão utilizadas por outros plantéis de cria ou por recriadores e por fim vacas de descarte que normalmente não produziram bezerros e serão utilizadas para o abate.
Após a desmama dos bezerros, que ocorre normalmente entre 6 a 8 @, esses bezerros de aproximadamente 7-8 meses entram na fase denominada de recria.
A fase de recria, que abrange a fase do animal desmamado até o momento da engorda, apresenta também pontos de atenção que devem ser levados em consideração.
Como produto teremos o boi magro, que é entendido como o animal que cresceu em tamanho e estrutura corporal, mas que ainda não se encontra pronto para o abate. Assim, os principais pontos de atenção para essa fase são:
Após atingirem o peso desejado e se tornarem boi magro (normalmente com peso em torno de 14@), os animais saem da recria e entram na fase onde passarão por um processo de aumento de peso, principalmente pela deposição de gordura.
A fase de engorda é uma fase que demanda maior necessidade de pastagens mais nobres e suplementação por grãos. É a fase onde temos que colocar gordura na carcaça para obtermos o produto boi gordo. Devemos estar atentos aos seguintes fatores:
Por questões fisiológicas a deposição de gordura, demanda de alta quantidade de energia por parte dos animais, isso implica em maiores custos e consequentemente exige muita atenção.
O proprietário que opta pela adoção da produção no sistema ciclo completo, além de se atentar a todos os fatores já citados ainda deve se atentar à:
De forma sucinta, essas são as fases da bovinocultura de corte. Outros aspectos e frentes de negócio ainda completam a cadeia produtiva da carne, como os frigoríficos, as lavouras de alimentos, indústrias farmacêuticas dentre outros.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
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]]>Conheça nossa capacitação online Gestão na Pecuária de Corte, que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam nessa área, em todos os sistemas de criação. Aprenda técnicas e ferramentas usadas para aumentar a lucratividade das fazendas, de forma muito clara, direta e prática.
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]]>O post Exigências minerais para bovinos: conheça quais são elas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Elementos inorgânicos necessários em gramas são referidos como macrominerais. São eles:
Os elementos inorgânicos necessários em miligramas ou microgramas são referidos como microminerais. São eles:
De uma maneira simples, a quantidade destes minerais necessária para manter um animal vivo (mantença), mais a quantidade presente no leite, adicionada da quantidade presente necessária ao feto, define o requerimento de uma vaca leiteira.
A soma total do mineral disponível na dieta menos o requerimento do animal, define a quantidade que precisa ser suplementada.
As exigências minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta (McDowell, 1999).
As deficiências minerais são causa de algumas das principais doenças metabólicas que acometem os bovinos leiteiros, afetando a produtividade do rebanho. Estas desordens estão relacionadas com o desequilíbrio entre ingestão, absorção e exigências.
Os minerais presentes nos alimentos (forragem ou concentrado) não são tão bem absorvidos pelo animal. A disponibilidade dos minerais é maior nos sais comumente usados (calcário, cloreto de sódio, etc.).
Por exemplo, somente 30% do cálcio contido nas forragens são absorvidos pelo animal.
Além disso, é preciso lembrar que também que existem interações entre os minerais no rúmen e no intestino do animal.
O nutricionista se baseia em seus conhecimentos sobre a disponibilidade e as interações presentes, o que lhe permite trabalhar com números para atender os requerimentos do animal.
Dentre os macrominerais, o cálcio tem um requerimento muito alto para a vaca leiteira, já que entre outras funções, está presente em grande quantidade no leite.
O cálcio também atua na formação de ossos e dentes, na contração muscular e na coagulação sanguínea. A quantidade requerida por vacas em lactação é o dobro daquela necessária para animais adultos não lactantes.
Para gestantes, o requerimento é maior nas últimas semanas de lactação, quando ocorre maior calcificação dos ossos do feto. Animais jovens apresentam maiores exigências deste mineral, devido à maior deposição em tecidos esqueléticos.
Atenção para suplementação excessiva! A proporção de cálcio absorvida diminui com o aumento de cálcio dietético acima das exigências minerais.
O Fósforo é o mineral que tem mais funções no corpo em relação a todos os outros. É também um dos minerais mais caros, e comumente é oferecido muito acima do requerimento.
A suplementação acima da exigência não apresenta impacto na produção e no consumo. Por outro lado, a deficiência de fósforo leva a infertilidade ou diminuição da performance reprodutiva.
Se a fonte de sódio para a dieta for cloreto de sódio, o requerimento de cloro será atingido ou ultrapassado.
A perda de cloro pelo animal devido ao suor em temperaturas altas é pequena. Em adição, em um experimento utilizando 1.444 vacas foi observado que o aumento de cloro de 0,15% até 1,62% da dieta resultou em um declínio linear na ingestão de matéria seca e produção de leite.
Portanto, deve ser tomado cuidado quando da utilização da prática de aumento da porcentagem de NaCl no verão, devido ao estresse térmico.
O potássio é um mineral que, muitas vezes, já está balanceado nas dietas comumente oferecidas para o gado leiteiro.
O magnésio apresenta como maior ponto de absorção no animal o rúmen e o retículo. A absorção de magnésio diminui drasticamente quando o pH do rúmen está acima de 6.5, o que pode explicar a ocorrência de tetania das pastagens (tetania hipomagnesêmica).
O enxofre faz parte dos aminoácidos metionina, cisteína, homocisteína e taurina. Também está presente nas vitaminas do complexo B (tiamina e biotina).
A metionina, tiamina e biotina não podem ser sintetizados pelas células animais e devem ser oriundos da dieta ou dos microrganismos ruminais.
O cobalto é um dos componentes da vitamina B12. Se houver cobalto suficiente, os microrganismos ruminais podem produzir uma grande parte da vitamina B12 requerida pela animal.
Os sinais da deficiência de cobalto são falhas no crescimento, perdas de peso, degeneração do fígado, menor resistência às infecções (MacPherson et al, 1987)
Dentre os microminerais, o zinco, cobre e o selênio foram os minerais que mais foram estudados. Tem sido recomendada a adição acima do requeridos destes minerais, quando respostas em saúde do animal (melhora qualidade do casco, baixa contagem de célula somática e melhora queratina no teto do úbere) têm sido observadas.
É muito comum empresas adicionarem vitaminas juntamente aos minerais no mesmo produto. As vitaminas também possuem um papel essencial para o funcionamento da célula no animal.
Os cálculos para o requerimento de vitaminas são semelhantes ao cálculos utilizados para os requerimento dos minerais. As vitaminas são classificadas em solúveis em óleo (A, D, E e K) e solúveis em água (vitaminas B e C).
As vitaminas A e E são requeridas, mas as vitaminas K e D não. Vitamina D é sintetizada na pele, utilizando energia contida na luz solar. A vitamina K é sintetizada por microrganismos presentes no rúmen e no intestino.
A vitamina A é necessária para o metabolismo das células da retina e não deve estar presente em quantidades superiores a 66.000 UI/kg de MS.
A vitamina E é um nome genérico para compostos solúveis em óleo chamados tocoferol e tocotrienol. Dentre estes, alfa-tocoferol é substância mais comum encontrada nos alimentos. Juntamente com selênio e zinco compõe o grupo de substâncias que atuam no sistema antioxidativo da célula. Sua suplementação tem sido muito praticada e apresenta resultados positivos na saúde animal.
O NRC de 2001 assume que o requerimento para o grupo de vitaminas do complexo B (biotina, acido fólico, inositol, niacina, acido pantotênico, B1, B2, e B12) é atingido através da síntese pelos microrganismos ruminais.
Entretanto, a suplementação de vitaminas do complexo B (biotina, niacina e B12) tem sido estudado e tem apresentado resultados positivos.
O método mais eficiente de fornecer minerais para bovinos é através de suplementos minerais combinados com concentrados, assegurando maior exatidão na quantidade a ser ingerida diariamente.
O consumo de minerais à vontade, por outro lado, é a maneira mais comum de oferecer minerais aos bovinos a pasto. O sal comum é o veículo usado para dar palatabilidade à mistura mineral, ao mesmo tempo em que também funciona como regulador de consumo.
Quando fornecido separadamente, é essencial que o mineral esteja sempre disponível no cocho, evitando que os animais o encontrem vazio ao buscar a suplementação (foto). O cocho deve ter cobertura, já que alguns componentes são solúveis em água.

Existem trabalhos mostrando que, quando animais têm acesso livre a minerais, os requerimentos não são atingidos.
Em um experimento onde foram coletadas 3.618 amostras de água em propriedades americanas, os autores concluíram que somente a água pode ser suficiente para suprir os requerimentos de alguns minerais.

Na forma orgânica, o mineral é ligado a um carboidrato, aminoácido ou proteína. São chamados também de quelato (mineral quelatado).
Os minerais orgânicos possuem uma maior disponibilidade para a célula animal que os minerais inorgânicos. Entretanto, resposta em parâmetros digestivos, produtivos e reprodutivos ainda não são claras.
O atendimento pleno às exigências minerais de bovinos leiteiros é premissa à saúde e produtividade. A determinação da quantidade a ser suplementada, assim como o cálculo e formulação adequada de dietas, não é tarefa simples.
Desta forma, para ser eficiente, evitando deficiências e também excessos, o trabalho do técnico com formação apropriada para tal é fundamental.
Este profissional, por meio de análise de cada realidade é capaz de determinar as possibilidades a serem exploradas por cada sistema de produção.
Caso você tenha interesse em se aprofundar no assunto, venha conhecer a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros do Rehagro.
Em formato híbrido, ela possui máxima interatividade, sendo composta por videoconferências online ao vivo e aulas práticas presenciais de formulação de dietas.
O profissional sai preparado para formular dietas para vacas de alta produção e todas as outras categorias de bovinos leiteiros, com domínio do software que é líder mundial, usado pelos melhores nutricionistas: o AMTS.
As aulas são dadas por grandes especialistas, que trazem conteúdo 100% aplicável ao dia a dia da atuação nas propriedades leiteiras.
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]]>O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.
O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2018 e 2019 a Instrução Normativa nº 77 com o objetivo de criar novos padrões de qualidade para o leite produzido no Brasil, fixando condições e requisitos mínimos de higiene-sanitária para a obtenção e coleta da matéria-prima, produção e comercialização do leite.
Basicamente, o leite, para ser caracterizado como de boa qualidade, deve apresentar as seguintes características:
Os produtores que não se adaptarem às novas normas estão sujeitos a sanções por parte dos laticínios.
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A indústria tem adotado programas de “pagamento por qualidade”, com enfoque sobre os teores de gordura e proteína, influenciados pela nutrição, sobre a CCS, principalmente relacionada com a saúde da glândula mamária, e, sobre a CBT, reflexo das condições de higiene na ordenha e armazenamento do leite.
E o que o produtor pode fazer para produzir leite com maior porcentagem de gordura e proteína? Quais práticas podem ser implementadas na fazenda para reduzir a CCS e a CBT do leite, garantindo sua bonificação máxima?
As respostas para essas perguntas envolvem práticas de manejo relacionadas a diferentes segmentos dentro da propriedade.
A composição média do leite pode variar em função de vários fatores como raça, estágio da lactação, idade do animal, estação do ano, alimentação e a saúde da glândula mamária.
De todos os fatores descritos acima, apenas os dois últimos podem ser manipulados pelo produtor rural, alterando a composição do mesmo.
Vários são os componentes do leite. O que se apresenta em maior proporção é a água, em torno de 87,5% do leite, sendo os demais formados principalmente por gordura, proteína e lactose, todos sintetizados na glândula mamária.
As proteínas representam entre 3% e 4% dos sólidos encontrados no leite de vaca. A porcentagem de proteína varia, dentre outros fatores, com a raça e é proporcional à quantidade de gordura.
Isso significa que quanto maior a porcentagem de gordura no leite, maior será a de proteína. O potencial de alteração do teor de proteína do leite por meio da nutrição é modesto, em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.
A gordura é o componente que mais apresenta variação (3-9%) e pode ser influenciada por uma série de fatores nutricionais que interagem entre si como a quantidade e qualidade da fibra fornecida e a proporção volumoso/concentrado da dieta.
Dessa forma, a alimentação balanceada e com ingredientes de boa qualidade podem afetar de forma positiva a porcentagem de gordura e proteína do leite produzido.
Uma das causas que exerce influência extremamente prejudicial sobre a composição e as características físico-químicas do leite é a mastite, acompanhada por um aumento na CCS no leite.
Normalmente são células de defesa do organismo que migram do sangue para o interior da glândula com o objetivo de combater agentes agressores e células de descamação da glândula mamária, por isso animais mais velhos tendem a apresentar CCS mais alta.
A CCS no leite, faz parte de um exame laboratorial específico, que expressa o número de células somáticas por mililitro de leite, também pode ser quantificada pelo California Mastitis Test (CMT).
Quando analisada individualmente, é um método de diagnóstico da mastite subclínica; quando analisada no tanque, pode servir como indicativo do padrão de qualidade do leite cru.
O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e as indústrias estão preocupados com as consequências da mastite nos rebanhos brasileiros, pois essa doença reduz a concentração dos componentes do leite (caseína, principalmente), reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor.
Ou seja, a mastite causa prejuízo para todos, desde o produtor rural até o consumidor.
A resposta para esta pergunta está na prevenção contra a mastite.
Deve-se, portanto:
A CBT indica a contaminação bacteriana do leite e reflete a higiene de obtenção e conservação do mesmo. É expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL).
De acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), a CBT admitida no leite cru refrigerado é de até 300.000 UFC/mL, em uma média geométrica trimestral.
As bactérias estão em todos os lugares, como na água, na poeira, na terra, na palha, no capim, nos corpos e pelos das vacas, nas fezes, na urina, nas mãos do ordenhador, nos insetos e em utensílios de ordenha sujos.
As bactérias são classificadas como patogênicas, capazes de causar doenças ao homem e deteriorantes, capazes de alterar os componentes do leite, tornando-o impróprio para o consumo e para a indústria.
Como as bactérias estão em todos os lugares, o produtor deve adotar as seguintes medidas para que o leite não seja contaminado:
Mesmo que o produtor mantenha a máxima higiene na ordenha, alguma contaminação vai ocorrer no leite.
Mas se o leite for refrigerado imediatamente após a ordenha, isso vai inibir a multiplicação das bactérias e evitar que o leite seja rapidamente deteriorado.
Por isso, a IN 77 estabelece que o leite deve estar a 4ºC quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta. O tempo máximo de conservação do leite na propriedade deve ser de, no máximo, 48 horas.
Leite de qualidade deve ser uma meta de todo produtor, uma vez que representa benefícios para toda a cadeia produtiva. Ganha o produtor, que poderá receber mais pelo seu produto, a indústria com a melhoria da matéria-prima e, também, o consumidor, que terá acesso a produtos de melhor qualidade e mais seguros.
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