O post Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.
O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.
O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.
Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.
A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.
Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.
Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.
Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.
A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:
Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.
A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.
Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.
A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.
Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.
Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.
Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.
Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.
Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.
A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.
O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.
A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.
Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.
Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.
Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.
Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.
Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

O post Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Compactação do solo: como ocorre e práticas para corrigir apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Quando há um aumento da densidade do solo com consequente redução da porosidade do mesmo, resulta em interferência na permeabilidade do solo e na disponibilidade de nutrientes e água. Isso ocorre, devido à pressão exercida no solo, pelo tráfego de tratores, máquinas agrícolas, entre outras causas.
Vários são os problemas que um solo compactado pode apresentar, dentre eles, diminuição das trocas gasosas no solo, que são de grande importância para diversas reações que ocorrem, diminuição da infiltração da água, podendo ocasionar em escoamento superficial e erosão do solo.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
O solo contém macro e microporos. Os solos arenosos por possuírem partículas maiores, apresentam maior espaço poroso constituído por macroporos (poros maiores), já os solos de textura argilosa apresentam maior quantidade de microporos (poros menores).
Os poros de menor diâmetro, estão relacionados com a retenção de água e habitat de fungos, e os poros de maior diâmetro, estão relacionados às trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico, ao fluxo de água por infiltração, e ao crescimento radicular.
O crescimento das raízes está diretamente ligado ao número de macroporos, uma vez que o sistema radicular necessita de oxigênio para a respiração das raízes e nas reações que ocorrem no solo para absorção de nutrientes.
Por isso, solos compactados apresentam uma redução na porosidade, afetando assim o desenvolvimento radicular, e além disso, raízes mal desenvolvidas irão absorver menos nutrientes e consequentemente a parte aérea será afetada nesse processo.
No solo há um equilíbrio dinâmico entre a solução do solo, a fração sólida e a fração gasosa, sendo que o ar do solo é composto por uma solução gasosa composta principalmente de N2, O2, vapor d’água, CO2 e outros gases e a solução do solo de vários eletrólitos.
Um solo ideal apresenta 45% de material mineral, 5% de matéria orgânica, 33,5% de microporos e 16,5% de macroporos. O crescimento das plantas é afetado diretamente pelo conteúdo de água e oxigênio e pela resistência do solo a penetração de raízes.
Para as plantas, a compactação do solo é uma situação extremamente prejudicial, uma vez que traz prejuízos ao crescimento radicular, dificultando e até mesmo limitando seu crescimento. O valor de resistência a penetração indicado como impeditivo ao desenvolvimento do sistema radicular da maioria das culturas é de 2Mpa (Taylor et al., 1966).
A água tem grande influência na resistência a penetração, uma vez que o aumento da densidade do solo e diminuição no teor de água, resulta em aumento dessa resistência, enquanto que se os teores de água aumentam, acarreta em diminuição da resistência a penetração.
Por isso é interessante realizar medições de compactação com solos próximos a sua capacidade de campo, primeiramente a critério de comparação com os parâmetros que se tem de resistência a penetração e também porque solos secos não irão proporcionar condições favoráveis para o crescimento das raízes.
Dessa forma, o solo na sua capacidade de campo representa a situação que a planta vai encontrar para o desenvolvimento das suas raízes no campo, uma vez que as raízes irão crescer em solo úmidos.
O tipo de solo também influência nessa resistência em que solos mais argilosos, apresentam valores mais elevados de resistência do solo, quando comparados a solos arenosos. Silva em 2001, em Latossolo Vermelho-Amarelo fase arenosa, mostrou que as camadas abaixo de 20 cm apresentaram valores de resistência a penetração significativamente maiores, quando comparado as camadas mais superficiais.
Para medição de resistência a penetração do solo, pode-se utilizar penetrômetros, equipamentos portáteis que podem ser levados para o campo.
É importante salientar, que devido ao teor de água influenciar na resistência a penetração, ao aferir os dados é importante que o solo esteja na sua capacidade de campo, pois os parâmetros que se tem são em solos nessas condições.
Esses equipamentos podem determinar se o solo está compactado e qual a camada que apresenta maior resistência a penetração, para dessa forma tomar decisões de práticas com o intuito de descompactar esse solo.
Medição de resistência a penetração através de penetrômetros portáteis – Consultor Luiz Paulo Vilela.
Algumas práticas de manejo do solo e das culturas provocam alterações nas propriedades físicas do solo, por isso estar atento as condições de manejo é de grande importância, para que minimizem o impacto de degradação do solo com consequente compactação, que pode trazer grandes prejuízos ao desenvolvimento da cultura.
Práticas de preparo do solo com subsoladores, arados e grades também ajudam no processo de descompactação do solo, entretanto o excesso dessas práticas também podem apresentar alguns efeitos negativos, pois podem acarretar em maiores chances de erosão hídrica, uma vez que ocorre mobilização das camadas do solo.
Por outro lado, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene e permanecer no campo por muitos anos, uma preparação do solo bem feita traz grandes benefícios ao desenvolvimento da cultura, com o revolvimento das camadas adensadas de forma a facilitar o desenvolvimento das raízes do cafeeiro e dessa forma normalizar a penetração de água e o arejamento do solo.
Muitos técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador, realizando assim uma boa preparação do solo.


Estudos sugerem que a prática da subsolagem (2 hastes) com a adição de 5 ton/ha de palha de café e o retorno do cisco ou a utilização da subsolagem (2 hastes) e voltar o cisco e enterrá-lo aumenta a produtividade de forma significativa.
Além disso, esse trabalho mostrou que o cisco e a palha isolados proporcionaram um aumento de produtividade de 6,9 e 6,2 sacas de café ben.ha-1 respectivamente, enquanto que a subsolagem apresentou um incremento de 10,8 sacas de café ben.ha-1em dois anos, quando comparada a testemunha.
Dessa forma, mostrando a importância da prática de subsolagem nas lavouras e da adição de matéria orgânica (Santinato et al., 2015).
Para promover a descompactação de lavouras em produção, pode-se optar pela técnica da subsolagem na entrelinha, com o intuito de revolver as camadas mais compactadas facilitando assim o desenvolvimento de raízes do cafeeiro, esses equipamentos formam fissuras com mínima mobilização do solo.
Santinato em 2013, realizou um trabalho comparando número de passadas com o subsolador (uma e duas passadas) e o número de hastes(uma, duas, três e quatro) em quatro safras consecutivas em Araguari-MG. Ele verificou que a subsolagem deve ser realizada utilizando duas hastes (Tabela 1) e de dois em dois anos, devido aos melhores resultados de produtividade.

Em lavouras podadas, técnicos optam pela realização da subsolagem na entrelinha a cada dois anos, promovendo melhores condições para o solo, aproveitando o período em que é realizado a poda para subsolar a entrelinha, devido aos incrementos em produtividade mostrados nos trabalhos acima.
Salientando que a época ideal para realização desta operação é em períodos mais secos, a fim de destorroar o solo formando blocos, com menos riscos de erosão hídrica.
O manejo com a Braquiária também é muito importante neste sistema, visto que quando se promove a descompactação do solo e não há sistema radicular para “estabilização”, a compactação volta rapidamente, por isso, as gramíneas tem grande importância para a formação e estabilização dos agregados (Salton et al., 2008) do solo após a descompactação.
Além disso, a utilização da braquiária também reduz os riscos de erosão, contribui para um aporte de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes, após as roçadas e acumulo de palhada na projeção da saia.
Dessa forma, a utilização da braquiária é importante para complementar o processo subsolagem com o intuito de descompactação do solo, visando melhorar as condições do solo e poder impactar positivamente na produtividade.
A matéria orgânica melhora a agregação das partículas do solo, através de exsudados orgânicos produzidos por microrganismos do solo, provenientes da sua decomposição (Mairhofer et al., 2012), melhorando assim a porosidade do solo e acarretando em melhor infiltração de água, disponibilidade de nutrientes e diminuição da compactação do solo.

Por isso, para se planejar um plantio deve-se estar atento as todos os fatores que impactam no crescimento, desenvolvimento e consequentemente na produtividade das plantas.
Esse planejamento visa preparar o solo corretamente e adotar práticas de manejo em lavouras já implantadas, como a subsolagem na entrelinha, a utilização de braquiária e adição de matéria orgânica, que proporcionem melhores condições para o solo, garantindo um bom desenvolvimento do sistema radicular e consequentemente melhores produtividades.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
Com o curso Gestão na Produção de Café Arábica, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!
O post Compactação do solo: como ocorre e práticas para corrigir apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>