O post Gestão no Agronegócio: o que é? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Basicamente é:
Uma empresa rural ou urbana precisa de ferramentas gerenciais simples e que sejam aplicáveis à sua realidade.
Muitas vezes, metodologias complexas, que prometem análises extremamente detalhadas, não saem do papel, levando ao insucesso da sua utilização. Antes de tudo, é preciso definir aonde se quer ir.
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Antes de definir as metas, é necessário lembrar que toda meta deve ter objetivo, prazo e valor. Muitas são as fazendas que não sabem para onde estão indo, qual é o objetivo do trabalho ou do projeto e quando pretendem atingir este objetivo.
Depois de definida a meta, é preciso planejar e definir ações que nos permitam percorrer um caminho em direção a esta meta, através de bons planos de ação. Problemas irão surgir ao percorrer este caminho e, quando eles aparecerem, ferramentas gerenciais que levem a uma boa análise devem ser utilizadas na busca de soluções.
A seguir serão discutidos, de forma sucinta, passos a serem seguidos para se modificar a gestão das empresas rurais:
Método PDCA: método de controle de processos segundo Campos, V.F. (1996).
Para que o conhecimento técnico e gerencial seja colocado em prática, é preciso investir tempo no treinamento da equipe. Desta forma, praticando a gestão, as pessoas estarão adquirindo “conhecimento prático”.
Nesta fase, a liderança da empresa ou setor deverá buscar levar o conhecimento à equipe, servindo de facilitador à aplicação do mesmo.
Geralmente, para que as metas sejam atingidas, é essencial realizar mudanças e, para que elas ocorram com sucesso, devem-se difundir os conhecimentos necessários e auxiliar na sua aplicação.
Um gestor precisa ter mente aberta e ser capaz de olhar o mundo e adequar seu negócio. A gestão de um negócio precisa estar continuamente monitorando o mundo a sua volta e sempre estar questionando se as decisões tomadas anteriormente, mesmo àquelas acertadas, ainda são as melhores.
Uma mudança na conjuntura pode fazer com que o sistema precise ser repensado. Os conceitos precisam ser constantemente revistos e a pessoa deve estar disposta a evoluir. A gestão precisa se mostrar aberta e dinâmica, pois velocidade de ação nesses momentos pode ser questão de sobrevivência.
Cada vez mais se torna necessário à profissionalização do agronegócio, com o produtor rural tratando sua propriedade como um negócio, uma empresa, se tornando um empresário rural e exigindo do produtor uma visão administrativo-financeira do negócio.
Algumas ferramentas podem auxiliar o produtor, como o orçamento e o fluxo de caixa.
Orçamento é um plano detalhado de aquisições e uso de recursos materiais e financeiros. Permite que o responsável pelos controles financeiros, quer seja o empresário, ou o gestor, ou um assistente técnico, acompanhe o fluxo de recursos da empresa. Representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos e formais.
O orçamento tem uma grande ligação com o longo prazo da empresa e continuação da organização, pois também possibilita estabelecer o elo gerencial entre a atuação de curto prazo da empresa e suas estratégias maiores.
Estrategicamente o orçamento é muito importante, pois permite que o empresário trace metas para compra de mercadorias/insumos, vendas de animais em períodos mais propícios, etc. Ao implantar a metodologia de gestão por resultados em uma propriedade rural, é comum que sejam levantados questionamentos como:
Estas são algumas perguntas fundamentais a serem respondidas para que se tenha eficácia na construção do orçamento. Para todas elas, é fundamental que os três pilares básicos da gestão (LIDERANÇA / CONHECIMENTO TÉCNICO / FERRAMENTAS DE GESTÃO) estejam devidamente alinhados e consolidados.
Quando se almeja construir um orçamento, deve-se ter como ponto de partida qual é o resultado desejado. É comum identificar planejamentos orçamentários feitos sem que seja avaliado o resultado a ser atingido. Na gestão por resultado, o orçamento partirá tendo como base o resultado financeiro e econômico previamente definido pelo proprietário.
A base para o orçamento de uma fazenda de leite é a evolução de rebanho, onde serão consideradas as variações de quantidade de animais em cada categoria ao longo do ano, de acordo com o objetivo do proprietário. O orçamento traçado pode ser baseado em números de outras propriedades que tenham o mesmo segmento e padrão de produção da empresa analisada e, logicamente, tenham bons números para serem usados como modelo. Outros números que podem ajudar a traçar o orçamento são os da própria fazenda, desde que ela tenha esses dados anotados.
O fluxo de caixa é a demonstração das saídas e entradas de recursos financeiros na empresa, funcionando assim como uma grande agenda dos compromissos financeiros da propriedade.
Através do fluxo de caixa o proprietário ou gestor obtém informações do caixa mensal e até mesmo diário da empresa rural utilizando essa ferramenta para auxiliar na tomada de decisões.
O conhecimento do momento de maior entrada ou saída de capital da empresa possibilita ao gestor:
Como ferramenta de gestão, deve sempre ser avaliado em conjunto com o orçamento detalhado mensal, pois somente com o fluxo de caixa não será possível enxergar o futuro da empresa, principalmente os compromissos futuros ainda não estabelecidos.
O acompanhamento do orçamento ajuda o empresário rural a não perder o foco do projeto estabelecido, pois o capital que está na conta bancária e que parece estar sobrando, quando melhor analisado, pode ser usado para a compra estratégica de insumos da safra.
Para iniciar a análise de fluxo de caixa, é preciso registrar quanto a empresa tem em caixa, ou seja, o saldo atual. E então, coletar os dados em notas fiscais, contas a pagar e a receber. Planilhas de Excel ou softwares específicos podem ser utilizados para auxiliar nos registros.
Já pensou estar inserido no mercado de trabalho antes mesmo de se formar?
Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.
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]]>O post Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!
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A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.
O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira
No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.
A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.
A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira
No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.
Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.
Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.
A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Foto: Joana Oliveira
Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.
Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.
No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:
Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.
Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.
Exemplo:
i = 700 vibração/ 1000 m/h = 0,7 (Colheita seletiva)
Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.
Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Foto: Joana Oliveira
A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:
Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.
Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.
Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:


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]]>O post Como garantir uma forragem de qualidade para o gado leiteiro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais.
Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma forragem de qualidade para o rebanho?
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Antes de tudo é necessário entender que nem sempre a espécie forrageira que melhor se adapta na sua fazenda não será a mesma que melhor se adaptará a propriedade de outro produtor.
Esta é uma questão multifatorial e que depende da realidade de cada fazenda. A situação prática a seguir ajudará a esclarecer isso.
Considere uma fazenda produtora de leite cujo sistema de produção é a base de pasto rotacionado. Logo, a principal forragem para esta fazenda será justamente o pasto.
Da mesma forma, não condiz uma fazenda com sistema de produção confinado ter como principal forragem o pasto, certo? Estes exemplos, por mais básicos e lógicos que sejam, servem para retratar o raciocínio que devemos ter. Em outras palavras, a forragem produzida deve ser coerente com o objetivo da fazenda.
As características de área da propriedade também interferem diretamente. Variáveis como clima, topografia, altitude, perfil de solo, média anual de temperatura e pluviosidade fazem toda a diferença no momento de decidir qual forragem produzir.
Em regiões com boa distribuição de chuvas, por exemplo, é factível a produção de culturas mais exigentes, ao passo que em regiões com regime pluviométrico desafiador pode ser mais interessante a produção de culturas mais rústicas e tolerantes.
Em ambos os cenários citados é possível viabilizar a produção forrageira com qualidade. Tudo depende de um diagnóstico situacional bem-feito, que identifique de forma criteriosa as oportunidades da fazenda.
Ou seja, devemos sempre identificar o padrão de rebanho leiteiro que estamos trabalhando (exigência e produtividade, principalmente), em qual sistema de produção e em qual região juntamente às suas condições.
Independente da espécie forrageira produzida, um ponto é certo. Para ter qualidade de comida é necessário planejamento! Planejamento para que a forragem seja de qualidade e em quantidade adequada para o rebanho.
Essas são algumas das principais perguntas que devem ser respondidas no momento de planejar a produção de comida para o rebanho leiteiro. Boa parte da energia de todo o planejamento deve ser direcionada a estas perguntas.
Uma conhecida frase retrata muito bem este pensamento de planejamento: “Se eu tivesse apenas uma hora para cortar uma árvore, eu usaria os primeiros quarenta e cinco minutos afiando meu machado.”
Seja pasto ou lavoura, uma condução agronômica afiada é fundamental. Boas diretrizes se fazem necessárias para o manejo do solo, seleção de mudas/sementes, determinação da época de plantio, tratos culturais e organização da colheita. Sem isso não é possível ter muitas esperanças de elevada produtividade com uma forragem de alta qualidade ao final.
Alguns processos, é claro, são específicos da espécie forrageira que está sendo trabalhada e o seu objetivo. Se considerarmos a pastagem, um ponto a se preocupar é o manejo do pasto e do pastejo.
A área será dividida em piquetes/talhões? Qual a capacidade de suporte da pastagem? Qual será a taxa de lotação? Como os animais serão manejados nos piquetes? Qual será o período de ocupação? Haverá alguma ação de agricultura durante o período de descanso do pasto?
Pensando agora no uso das lavouras para silagem é importante que se pense, por exemplo, no ponto de colheita dessa lavoura, no maquinário a ser utilizado, no processamento do material, na compactação e vedação do silo, no tempo de armazenamento… Enfim, são muitos os pontos de atenção.
E assim, devemos raciocinar para qualquer que seja a forragem. Seja ela pasto, lavoura, pré-secado, ou qualquer outra. O foco principal deve ser em quais medidas devem ser feitas para que a produção e a qualidade da forragem sejam otimizadas ao máximo.
Um dos principais gargalos das fazendas leiteiras é a produção de comida, em especial a produção de forragem. A palavra-chave para contornar esse desafio é planejamento.
No entanto, antes de planejar é necessário identificar qual forragem será produzida. Para isso, é preciso levar em consideração aspectos específicos do rebanho e da propriedade, conforme citado no texto. De tal maneira, associar a boas práticas agronômicas.
Somente dessa forma é que se torna possível produzir com garantia uma forragem de qualidade para o gado leiteiro. Afinal, antes de ser um bom produtor de leite, é necessário ser um bom agricultor!
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
As aulas são online, 100% aplicáveis à sua realidade e você pode assistir de qualquer lugar do Brasil!

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]]>O post Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.
Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.
Baixe gratuitamente a Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.
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]]>O post Planejamento e gestão tributária no agronegócio apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assista ao conteúdo na íntegra!
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]]>O post O orçamento anual deve seguir o ano pecuário ou o ano civil? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ele é o ponto de partida para que possamos traçar metas para aquele ano e alcançar os resultados desejados na propriedade.
Mas sabemos que, na maioria dos sistemas produtivos do Brasil, o ano pecuário ou ano safra, que vai de 1 de julho a 30 de junho, é diferente do ano civil ou ano calendário, de 1 de janeiro a 31 de dezembro.
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Então, fica a dúvida: quando devo fazer meu orçamento anual em um sistema de pecuária de corte? Ele deve ser feito para o ano civil ou deve acompanhar o ano pecuário?
A dica do nosso especialista Prof. Guilherme Lamego, coordenador de projetos de gestão na Pecuária de Corte, é a seguinte:
“De modo geral, trabalhamos pensando o planejamento da atividade de 1 de julho a 30 de junho. Minha recomendação é planejar um ano que irá coincidir com nossas principais atividades produtivas, sem quebrá-las no meio.”
Por exemplo, em uma fazenda de cria, não é indicado “quebramos” a estação de parição no meio. Ou “quebrarmos” a venda de animais do confinamento, que foram recriados ao longo de todo o ano e colocados na engorda.
É como se, na agricultura, fosse feito um orçamento que cortasse a safra no meio. Você colheria a safra anterior, mas no custo de plantio, estaria plantando já a próxima safra.
Não faria muito sentido olhar para um ano que cortaria essas atividades no meio, certo?
Na pecuária de corte, é o mesmo raciocínio, lembrando somente que ela terá um ciclo mais longo do que a agricultura.
“Às vezes vamos colher aquela safra, tendo resultados com aquele bezerro que começou a ser produzido, em dois, três anos”, lembra o Prof. Guilherme.
“O ideal é que comecemos o planejamento técnico, antes mesmo de entrarmos no financeiro, alguns meses antes de iniciarmos nosso ano pecuário. Se o ano começa em 1 de julho, vou começar esse planejamento ao redor de abril, maio, para que eu possa ter vários ciclos de validação com as pessoas envolvidas e até que no fim de junho eu já tenha o orçamento pronto, validado para rodar o ano pecuário.”
Ele ainda ressalta que, ao longo do ano pecuário, é indicado fazer todas as checagens de previsto versus realizado.
Na hora de colocar a mão na massa e encarar o dia a dia das fazendas, várias dúvidas como essa aparecem.
Por isso, devemos estar preparados para enfrentar os reais desafios da produção, que aparecem na prática.
Para isso, o Rehagro criou o Curso Gestão na Pecuária de Corte, que já capacitou mais de 1.800 profissionais para dominarem todas essas questões e assumirem o controle de suas propriedades, permitindo que alcançassem melhores resultados financeiros.
Feito para quem não tem tempo a perder, todo o conteúdo desse treinamento é aplicável à realidade da produção de gado de corte, ajudando profissionais a conduzirem os rebanhos rumo à máxima eficiência!
Caso você tenha interesse em aprender a melhorar a produtividade, lucratividade e sustentabilidade da fazenda em que você atua, venha conhecer essa capacitação!
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]]>O post Como a inteligência artificial pode auxiliar na produtividade agrícola? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste artigo, abordaremos justamente como a Inteligência Artificial (IA) tem atuado no manejo e monitoramento de lavouras, trazendo mais produtividade, maiores escaladas e precisão nos negócios agrícolas.
O setor agrícola, agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras.
O acesso a um grande número de equipamentos e tecnologias de ponta, como o sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros, revolucionou totalmente este setor.
A inteligência artificial é uma tecnologia vital na atualidade da agricultura digital, que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. Ela pode melhorar a eficiência agrícola de várias maneiras.
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Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.
Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.
A IA não só oferece a possibilidade de reduzir o custo e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.
A tecnologia pode determinar rapidamente:
Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.
Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a germinação e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).
O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.
Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.
A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.
Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.
A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.
Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo.
Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.
Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.
Além disso, trazem mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.
Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.
Com a ajuda da tecnologia de visão computacional e dados coletados com base em drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta e acelerar a agricultura de precisão.
Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje.
As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo, levantamento e mapeamento do solo.
Desafios ambientais como mudança climática e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.
Ele ajuda a lidar com as mudanças climáticas, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.
No processo da agricultura de precisão, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das mesmas com a ajuda da inteligência artificial. Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas aplicar na zona certa.
Ajuda a impedir a aplicação excessiva desses defensivos e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.
Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Apesar de um grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda existe uma falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo. Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura, pode ser um fator de restrição à digitalização do setor agrícola.
Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA global no mercado agrícola.
As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:
Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.
Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
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]]>O post Colheita do café: a importância de um bom planejamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Por isso, diante desses fatores é importante o produtor e o técnico responsável observar a época de maturação dos frutos de sua região para fazer um bom planejamento de sua colheita e evitar atrasos que possam comprometer a safra subsequente.

Lavoura do cultivar Catuaí 62 (Foto: Luiz Paulo Vilela).
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A colheita do café é uma das operações que mais impacta no custo de produção, logo a escolha do método de colheita para cada lavoura é essencial para uma boa relação custo-benefício para o produtor. Ou seja, para definir a melhor estratégia de colheita que se encaixa em seu sistema de produção é importante saber a produtividade esperada de cada lavoura, a disponibilidade de máquina, mão de obra, número de dias que serão gastos para sua realização e a capacidade que os terreiros ou secadores mecânicos suportam.

Terreiro de café com café cereja descascado. (Foto: Paulo Henrique).
A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada, variando de acordo com a escala de produção, nível tecnológico, mão de obra e com o objetivo de cada fazenda.
O sistema de colheita manual é muito utilizado, e nele as operações da colheita são realizadas a partir do trabalho braçal. Quando falamos nesse tipo de colheita, geralmente lembramos dos produtores de regiões montanhosas, essa forma de colheita é um método muito utilizado por eles, e sabendo do impacto que o custo com mão de obra representa na colheita do café, é importante que esses produtores invistam na cultura, principalmente no aumento da produtividade e na qualidade da bebida.
Por isso é recomendado que a colheita ocorra no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento acarretando prejuízo ao produtor na época da comercialização.
No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente que provocam a vibração e queda dos frutos. É uma forma onde o rendimento é maior em relação à colheita manual.
O sistema de colheita mecanizado é muito utilizado em terrenos onde não há limitações com declividade. Isso permite um rendimento operacional maior e consequentemente reduzindo os custos de colheita. Para uma colheita mecanizada bem feita, é importante regular a velocidade da operação, vibração das hastes, tensão dos freios dos cilindros e verificar o número de passadas necessárias na lavoura.

Colheita mecanizada. (Foto: Paulo Henrique).
A colheita seja ela mecanizada ou manual, pode ser considerada um fator de estresse à planta, a partir disso a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura no período pós-colheita, levando a lavoura a maior produção de ramos plagiotrópicos para a safra subsequente.
De acordo com o trabalho de Bordin et al. (2019), que teve como objetivo quantificar as estruturas reprodutivas do cafeeiro após submetê-lo a diferentes épocas de colheita, os autores observaram que: realizando a colheita mais precoce a planta tem maior tempo para se recuperar do estresse causado pela colheita e pelo forte dreno advindo dos frutos. Além disso, o atraso na colheita também compromete o manejo de lavoura em que se vai realizar a poda e os tratos culturais.

Média das estruturas reprodutivas* quantificadas em cada parcela experimental: colheita precoce, colheita ideal e colheita tardia.
Por isso, um bom planejamento de colheita visando colher a planta antes, torna-se imprescindível para um bom crescimento e produção da safra seguinte.
Além disso, a colheita antecipada das lavouras é uma estratégia importante também em lavouras que serão podadas. Isso porque as plantas podadas mais cedo, têm mais tempo para seu crescimento vegetativo. Neste caso, pode-se optar até mesmo pela utilização de aceleradores de maturação, a fim de liberar essa planta o quanto antes.
A colheita do café deve ser vista como o início de um novo ciclo. Por isso, é importante planejar a colheita para não comprometer a safra subsequente e, assim, obter bons resultados.
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]]>O post Gestão financeira na cultura do café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse sentido, o econômico demonstra a eficiência, através do lucro. O financeiro demonstra o caixa. A eficiência de uma operação econômica se apura pelo DRE, que falaremos a respeito mais adiante. O financeiro se controla pelo fluxo de caixa. O econômico deve ser considerado pelo regime de competência, período no qual se realizou o fato, e o financeiro pelas datas efetivas em que ocorreram pagamentos e recebimentos. Econômico é aquilo que gera o financeiro, por exemplo a venda de café é um ato econômico e o recebimento dessa venda é um ato financeiro.
A Gestão Econômica e Financeira existe para que o gestor do negócio possa através dos indicadores financeiros tomar decisões estratégicas para sua fazenda, uma vez que esses indicadores trazem em números a realidade e a saúde financeira do negócio. Como benefício, ela proporciona que o gestor tenha o seu negócio em mãos, e dessa forma, possa ser mais assertivo em suas decisões.
O orçamento é parte de um plano financeiro estratégico, que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinando período de tempo.
Abaixo, temos um exemplo de orçamento:

Com um orçamento bem feito, o gestor consegue ter um controle mais eficiente das finanças da sua fazenda, evitando a escassez de recursos financeiros ou os gastos desnecessários com despesas que não são prioritárias.
O orçamento é feito antes do início da safra de café, contendo mês a mês, a previsão de todos os gastos e receitas que irão ocorrer naquele período. Esse orçamento contempla todos os tipos de receitas e despesas, desde receitas de vendas, até o gasto com manejo das lavouras, colheita, pós-colheita, armazenamento, etc. Se a fazenda já tiver um histórico do financeiro, fica mais fácil a sua realização.
É importante que dentro de cada mês seja especificado os gastos, para que posteriormente possa se comparar, se o recurso proposto para aquela atividade foi suficiente, se houve desvio, ou se não foi realizado.
A partir desta previsão, é possível se ter uma estimativa do valor que será gasto naquela referida safra e também, dos gastos por atividade mês a mês. Dessa forma, o orçamento possibilita ter uma visão do quanto de dinheiro será necessário no período, auxiliando assim, uma melhor tomada de decisão. O orçamento também é interessante para planejar as vendas de café, de acordo com a necessidade de recursos financeiros durante o período.
O fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro, em que, por meio dela é possível visualizar todas as entradas e saídas de dinheiro, tendo assim uma visão completa do negócio. A partir do fluxo de caixa, é possível ver quanto está entrando e saindo de dinheiro.
Abaixo, temos o exemplo de um fluxo de caixa, de uma propriedade que possui mais de uma atividade agrícola:

O benefício da utilização do fluxo de caixa está relacionado ao controle financeiro da sua fazenda. Ao organizar todas as receitas e despesas de acordo com data e categoria, é possível ter uma visão clara de todas as movimentações que ocorreram no período em questão. Dessa forma, você consegue também saber qual a sua necessidade de caixa para os próximos 30 ou 60 dias, por exemplo.
Para a construção do Fluxo de Caixa, o primeiro passo é saber quanto seu negócio tem em caixa, no segundo momento é necessário que você tenha uma Plano de Contas bem definido, para que você consiga alocar cada gasto e cada receita a Conta Gerencial referida, e assim, quando você quiser analisar as origens das receitas e dos gastos você consiga fazer de forma clara. Após essas etapas realizadas, registre todas as entradas e saídas diárias do caixa da sua fazenda em uma planilha ou em um software de gestão. Para isto, é necessário realizar a conciliação bancária dos lançamentos para que não aconteça lançamentos equivocados e/ou a falta deles. Assim, atualizando diariamente os lançamentos você terá seu Fluxo de Caixa do período.
É uma etapa importante que visa detalhar e padronizar todas as movimentações financeiras da fazenda. Com ela, os registros financeiros são classificados e codificados formando assim cada conta gerencial, para que o escritório da fazenda tenha uma melhor visão sobre a origem e sobre o uso de cada operação financeira. Temos abaixo o exemplo de uma parte de um plano de contas:

Os centros de custos são uma maneira de separar a fazenda em vários setores, e cada um deles com suas responsabilidades operacionais, financeiras e econômicas. Eles são uma maneira eficiente de agrupar despesas e receitas. Os centros de custos são de suma importância para a gestão financeira, uma vez que facilitam as análises de cada parte do negócio, assim, se consegue analisar a contribuição de cada área do negócio para a lucratividade da fazenda. Como exemplo de centro de custos temos: Safra café 2020/2021 e administrativo.
A partir da realização de um orçamento e um fluxo de caixa correto, com todas as contas conciliadas, é possível a realização de um check de metas mensal ou por determinado período definido. Nesse check de metas, você compara qual era o orçamento para determinada atividade no período, o que já foi realizado, o que extrapolou o programado, o porquê desse desvio, ou o que houve de não planejado. Podendo atuar de forma pontual nos itens que ultrapassaram o orçamento.
Para isso, é imprescindível que seja realizada uma conciliação bancaria, para se poder confiar nos números, visto que, ela audita as movimentações que serão comparadas ao orçamento.
Portanto, a gestão financeira gerencia a disponibilidade de dinheiro daquele negócio, e a partir das ferramentas propostas acima, consegue-se tomar decisões mais assertivas com base em números. Tendo conhecimento do recurso que temos, e de quanto de recurso iremos demandar em determinados períodos, dessa forma, tendo um planejamento da safra, e a partir dele, sendo mais assertivos. Afinal, “QUEM PLANEJA, ÀS VEZES ERRA! MAS QUEM NÃO PLANEJA, ÀS VEZES ACERTA!”
Para mais informações, leia o artigo Gestão de pessoas: você está fazendo do jeito certo?
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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]]>O post Irrigação na cultura de café: como manejar para uniformização da florada? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre irrigação na cultura de café. O palestrante foi Alexandre Mudrik, mestre em recursos hídricos com 15 anos de experiência em gestão de irrigação. Durante a transmissão, Mudrik discutiu sobre a viabilidade econômica do negócio e sobre o manejo da uniformização da florada.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao vídeo! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!
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]]>O post Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que a atividade leiteira no país seja sustentável e eficiente, é necessário a otimização dos recursos, sem perder de vista a viabilidade econômica e lucratividade.
Dessa forma, é imprescindível que o trabalho na propriedade rural seja baseado no diagnóstico da situação atual, planejamento técnico e financeiro, organização, execução e controle de processos, dados e resultados.
Neste sentido, o planejamento é o primeiro passo para a construção de um caminho que vai de encontro ao seu objetivo. Ele auxilia no processo de tomada de decisão, tornando-as mais eficazes e efetivas, concentrando esforço e recurso na medida certa, para se alcançar o melhor resultado.
E vale lembrar: quanto mais tempo você gasta em um planejamento bem feito, menos tempo você gasta na execução para alcançar seu objetivo.
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É frequente encontrar em empresas rurais decisões sendo tomadas sem embasamento concreto, apenas pelo “achismo”.
Vemos recursos sendo investidos em setores da fazenda sem o direcionamento ideal e de forma inadequada, enquanto o principal gargalo e pontos a melhorem sequer foram identificados.
Ouvimos dizer, por exemplo, relatos de baixos índices de mortalidade das bezerras ou alto custo com medicamentos das vacas sem que sejam utilizados instrumentos eficientes para mensuração e análises dos resultados.
Assim, é de se questionar:
Felizmente, existem diversas ferramentas que nos auxiliam no processo de planejamento. Dentre elas, a gestão de metas é uma forma de enxergar a propriedade e buscar melhorias para o sistema de produção.
Para a construção das metas, a técnica SMART é muito popular no meio empresarial e vem se destacando cada vez mais no agronegócio brasileiro.
Conhecida como meta inteligente, é uma forma de construir metas claras, precisas e diretas. A sigla vem do inglês e nos mostra os cinco pilares sobre os quais as metas devem ser definidas:
Sua meta deve ser clara e objetiva.
É preciso que seja bem detalhado o que está sendo medido, para que os esforços sejam focados no real objetivo da meta e não ocorra erro de entendimento ou confusão nos processos.
Para que possamos saber se o resultado está sendo atingido, devemos medi-los ou quantifica-los.
Metas não mensuráveis não são desejáveis uma vez que dificultam a análise e dependem da percepção de quem recolhe os dados.
O histórico da fazenda deve ser levantado para que, a partir dos últimos resultados se planeje uma meta possível de ser atingida. Não adianta querer uma mudança drástica nos resultados da fazenda se não é possível alcança-la no tempo proposto.
É importante que o responsável pela atividade faça parte da construção dessa meta, uma vez que ele deve opinar se consegue cumpri-la dentro do prazo, com os recursos que tem a sua disposição. Vale ressaltar que metas inalcançáveis geram frustração e desmotivação da equipe.
A meta deve ser relevante, ou seja, atrelada aos processos que causam impacto real na produção e estão em conformidade com o objetivo da fazenda.
A estratégia aqui é focar nos pontos que mais precisam melhorar ou que a mudança seja mais significante econômica e produtivamente.
O resultado a ser alcançado deve ser significativo e desafiador, o esforço para bater a meta, ao contrário das metas inalcançáveis, geram maior motivação aos envolvidos na atividade.
Os prazos de início e conclusão devem ser estabelecidos. Quando não se tem uma data limite para que o resultado seja alcançado, a tendência é que as atividades sejam proteladas, e sempre deixadas para o futuro. Por isso é necessário a formulação de um cronograma e definição de prazos para a execução das metas.
Para ajudar na visualização dessa SMARTização das metas, confira o exemplo abaixo:
Meta: aumentar a eficiência econômica da recria
Seu diferencial é que ela pode ser aplicada a todos os setores e níveis da fazenda. Você pode usar como meta pessoal, dos colaboradores, do rebanho, lavoura ou do controle econômico e financeiro.
O importante é que o processo de construção das metas seja adequado, detalhado e bem embasado, evitando assim, que se estabeleça metas inalcançáveis ou que não sejam relevantes para o negócio.
Para se alcançar as metas é necessário a construção de um plano de ações, devendo considerar a força de trabalho, necessidade de treinamento e capacitação, recursos disponíveis, metodologia de checagem e aprimoramento dos processos produtivos, dentre outros.
É interessante ainda que os resultados sejam divulgados para toda a equipe de trabalho, fornecendo feedbacks para os responsáveis que fazem parte da gestão e da operação das ações, seja quando não bateram as metas dentro do tempo previsto ou quando alcançaram bons resultados.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!


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]]>O post Como detectar o cio em vacas leiteiras de forma eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesta fase, o fato de a produção de leite ser maior possibilita uma otimização do retorno sobre o custo alimentar. No entanto, para que haja maior proporção de vacas em fase inicial de lactação e otimização do retorno sobre o custo alimentar é necessário, dentre outros fatores, que haja eficiência reprodutiva.
Uma situação observada comumente no campo em grande parte das fazendas é a baixa taxa de serviço nos rebanhos leiteiros. Ou seja, uma menor proporção de vacas é servida (coberta, inseminada, etc) em comparação com o ideal.
O objetivo deste texto baseia-se em apresentar e discutir os principais métodos que auxiliam na detecção de cio e, consequentemente, no aumento do indicador da taxa de serviço e na maximização da eficiência reprodutiva.
É importante salientar que não basta apenas garantir o serviço reprodutivo para a vaca, sendo necessário também que ele ocorra no momento adequado e que a gestação se mantenha de forma saudável e venha a gerar um parto.
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O cio, também conhecido como estro, é comumente referido como o dia zero (D0) do ciclo estral das fêmeas bovinas, consistindo no período da fase reprodutiva no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual (aceitação de monta), seguida de ovulação.
A duração média do cio é de aproximadamente 12 a 18 horas, sendo que a ovulação ocorre de 12 a 16 horas após o término do cio, ou 28 horas após o início do estro. No entanto, em vacas leiteiras de alta produção tem-se observado que a duração média do cio se encontra inferior a 8 horas.
O início das atividades que caracterizam o cio tende a ocorrer durante a noite, madrugada ou começo da manhã, conforme demonstrado pela figura a seguir.

No período do cio, os elevados níveis circulantes de estradiol promovem alterações anatômicas e comportamentais nas fêmeas bovinas.
Um conjunto de comportamentos e alterações características são manifestadas pelos animais antes, durante e depois do estro, sendo importante que o colaborador responsável pela observação de cio conheça tais comportamentos para que redobre sua atenção.
As principais alterações comportamentais das vacas devido ao cio envolvem:
Associado às alterações comportamentais estão as mudanças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea. Dentre elas, as principais são:
A pergunta que fica é a seguinte: “Por que é tão difícil observar o cio?”.
De forma resumida, se deve ao fato de que as vacas leiteiras modernas apresentam uma série de fatores que contribuem para esta menor observação de cio, sendo os principais: maior produção de leite, menor duração do cio e maior desbalanço hormonal.
Estudos científicos, conforme demonstrado pelo gráfico a seguir, apontam que a duração do cio (horas) está associada a produção de leite (kg/dia), sendo que o cio tende a ser menor quanto maior for a produção de leite da vaca.
Este fato está relacionado em grande parte com a taxa de metabolismo das vacas, onde naquelas de alta produção tende a ser mais elevado, depurando de forma mais acelerada os hormônios esteroides e interferindo na duração do estro.

Outros estudos observaram a distribuição da duração do estro em vacas holandesas.
O encontrado foi de que aproximadamente 60% das vacas demonstraram atividade de cio por no máximo 8 horas. Destas vacas, 50% ficaram menos de 4 horas em estro. Veja o gráfico abaixo:

Os dados e as informações apresentadas nos dois gráficos reforçam ainda mais a importância da adoção de estratégias e ferramentas auxiliares de identificação de cio.
É corriqueira a situação de vacas que não são identificadas em cio, não são trabalhadas reprodutivamente e contribuem para redução dos indicadores de eficiência reprodutiva e produtiva da fazenda.
A observação de aceitação de monta representa o método clássico para identificação de cio, no entanto apresenta alguns fatores limitantes para sua utilização isolada em rebanhos com maior produção de leite.
Conforme citado anteriormente, os sinais de cio frequentemente são expressos mais no período noturno, momento em que, geralmente, não há ninguém observando cio.
Além disso, o elevado consumo de matéria seca que é necessário para suprir as exigências nutricionais da alta produção de leite faz com que se eleve a taxa do metabolismo hepático das vacas, aumentando assim a depuração dos hormônios esteroides relacionados à reprodução. Esse fato contribui para redução da duração e intensidade dos sinais de estro.
A seguir serão discutidos alguns métodos/ferramentas que auxiliam no controle dos problemas relacionados à identificação de cio.
A raspadinha consiste em um dispositivo semelhante a uma raspadinha de loteria que é colada na base da cauda do animal. No momento em que o animal é montado, a tinta da tira adesiva é removida, o que torna possível identificar que o animal aceitou monta.
Uma grande vantagem da utilização dessa ferramenta é identificar os animais que manifestaram cio durante a noite ou em momentos sem observação de cio. Uma das desvantagens é que utilizar em todo rebanho pode se tornar inviável economicamente.
Um ponto de atenção deve ser considerado quanto a utilização desta ferramenta em novilhas, uma vez que esta categoria animal normalmente apresenta cios mais intensos em comparação às vacas e possui instinto curioso, podendo contribuir para que a raspadinha seja desgastada com maior facilidade e até mesmo se solte do animal.
Uma das alternativas adotadas pelas fazendas para contornar esta situação consiste em associar o uso da raspadinha com o bastão de cera, que será discutido mais à frente. Esta associação aumenta a segurança e a certificação da identificação de cio.

São ferramentas que se baseiam no aumento da atividade dos animais quando estão em estro. Além disso, alguns desses medidores atualmente conseguem realizar outras funções como identificar possíveis animais doentes, avaliação de estresse térmico e monitorar alimentação.
Os principais medidores disponíveis no mercado até o momento são pedômetros, colares e, recentemente, os brincos.
Por se tratar de dispositivos tecnológicos sujeitos a falhas, devemos nos lembrar de solicitar auditorias periódicas nestas ferramentas através do fabricante para que os resultados gerados sejam coerentes com as ocorrências de cio.
Caso as informações sejam repassadas incorretamente pelos dispositivos, as ações realizadas na rotina reprodutiva da fazenda também estarão incorretas.

Consiste em pintar a base da cauda do animal e observar se o bastão passado foi apagado, indicando que o animal aceitou monta.
Esse manejo é realizado, geralmente, após a ordenha, na saída dos animais, aproveitando a passagem dos animais pelos currais de manejo. Fazendas que possuem canzis conseguem realizar esse manejo em momentos desvinculados da ordenha.
Todas as vacas em lactação devem ser pintadas para padronizar o manejo e evitar equívocos, inclusive vacas recém-paridas, vacas prenhes e vacas descarte.
No entanto, caso o rebanho seja menor e a situação reprodutiva dos animais seja facilmente conhecida de perto torna-se possível realizar o manejo do bastão de forma direcionada. Ou seja, em um rebanho de 30 vacas, por exemplo, sabemos de forma fácil e rápida quais são os animais que estão sendo e devem ser trabalhados na reprodução (vacas aptas, vacas inseminadas, vacas gestantes etc.).
Um outro tipo de manejo que algumas propriedades adotam é o uso de uma cor específica de bastão para cada situação reprodutiva. Por exemplo: as vacas inseminadas recebem bastão de cor amarela, as vacas gestantes recebem bastão de cor verde e as vacas aptas e vazias recebem bastão vermelho.
Vale ressaltar que esta estratégia deve ser pensada conforme a rotina da propriedade e do rebanho, justamente para que o emprego de cores variadas de bastão não complique as atividades e prejudiquem a eficiência desta técnica.

O aumento da produção de leite e a otimização do custo alimentar das propriedades leiteiras passam, além de outros pontos, pela obtenção de eficiência reprodutiva.
Uma reprodução bem ajustada pode ser responsável por alcançar um DEL médio baixo no rebanho, ou seja, alcançar uma maior proporção de vacas em início de lactação produzindo mais leite.
A associação de métodos auxiliares de detecção de cio com outras ferramentas, tecnologias e estratégias torna-se interessante quanto mais intensificado for o sistema de produção. Identificar os pontos críticos de cada propriedade torna-se essencial para encontrar as oportunidades e atuar de modo a otimizar não só a reprodução, mas todos os setores da fazenda.
Além disso, adotar e seguir fielmente uma rotina reprodutiva é tão importante quanto o uso de ferramentas auxiliares de detecção de cio.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
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]]>A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem de lucratividade satisfatória.
Para se obter boa eficiência produtiva é importante que o manejo nutricional de bovinos de corte seja fundamentado em conhecimentos técnicos e aprofundados, revertidos em práticas eficientes de manejo nutricional. Isso permite que sejam adotadas estratégias para melhorar a eficiência alimentar dos animais e também a eficiência econômica do sistema.
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Alimentação combinada com manejo nutricional de gado de corte pode ser considerado um assunto complexo, pois são diferentes variáveis que podem influenciar no sucesso deste manejo. Pensando em pecuária de corte brasileira, o dinamismo na atividade é ainda maior.
As diferenças nos sistemas de produção variam de região para região, e mesmo de forma regional podem variar muito em função de quantidade de raças de animais utilizadas, condições climáticas e ambientais que mudam ao longo do território nacional, variedade da composição nutricional da dieta utilizada para os animais nos diferentes sistemas, diversidade de forrageiras disponíveis, entre outras variações observadas.
Os níveis de intensificação de cada sistema, também interferem muito nesse dinamismo. O país apresenta uma diversidade muito grande em tipo e níveis de intensificação dos sistemas, onde é possível observar desde sistemas altamente extensivos, de criações a pasto, como sistemas de ciclo completo com 100% dos animais confinados, recebendo a dieta no cocho.
Fonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
Embora todas estas variações citadas, existem alguns princípios que devem ser levados em consideração para se fazer um bom manejo nutricional de bovinos de corte, independente das variáveis como raça, condições climáticas e espécies forrageiras disponíveis.
Aqui, vamos explorar 5 pilares importantes para obter sucesso no manejo nutricional dos bovinos de corte.
O manejo nutricional adotado no sistema deve estar alinhado com os objetivos almejados para cada categoria. Os requerimentos nutricionais dos animais quanto aos nutrientes como proteína, energia, minerais e vitaminas variam conforme a categoria animal e também quanto a meta de desempenho produtivo.
Os bezerros, por exemplo, estão em uma fase onde o tipo de ganho é predominantemente o desenvolvimento dos tecidos musculares e ósseos, necessitando de uma dieta com níveis de proteína e minerais superiores às dietas dos animais mais erados, que por sua vez precisam de uma dieta mais energética, por estarem em uma fase onde o crescimento do esqueleto e desenvolvimento dos músculos já estão mais estabilizados e o aumento de deposição de tecido adiposo (gordura) torna-se mais acentuado.
Isso implica em planejar uma alimentação com os níveis adequados de nutrientes para garantir a efetividade do bom desempenho dos animais, sem contudo, perder eficiência econômica, seja pela falta de fornecimento de nutrientes, o que impossibilita o ganho de peso desejado, ou pelo excesso de nutrientes na alimentação, provocando aumento no custo de produção e desperdício de dinheiro.
Além dos objetivos traçados por exigências específicas de cada categoria, estabelecer o objetivo de ganho da categoria também é fundamental, desmamar bezerros com 240 kg, por exemplo, ou obter ganhos de 1,2 Kg por dia na engorda, são objetivos importantes de serem traçados em cada categoria.
Quando se fala em bovinos mantidos a pasto, a qualidade e a quantidade da forragem estão entre os principais fatores que influenciam a produtividade animal. As plantas forrageiras são responsáveis por fornecerem energia, proteína, minerais e vitaminas aos animais em pastejo com um baixo custo alimentar.
Contudo, estas estão sujeitas à estacionalidade de produção, apresentando boa qualidade e produtividade durante o período das chuvas, mas com perdas quantitativas e qualitativas durante os períodos secos do ano, como ilustrado na imagem.
A imagem representa a sazonalidade de produção forrageira em algumas regiões do Brasil, acompanhando as estações de seca e chuva.
Quando os bovinos não têm disponibilidade de pastagens com níveis mínimos de fibra e nutrientes, o desempenho produtivo destes animais é comprometido. Neste cenário, a probabilidade de que ao final do ciclo produtivo os animais não tenham apresentado o desempenho satisfatório é alta, o que provoca impacto negativo sobre a rentabilidade do sistema.
Para que isso não aconteça, é fundamental o planejamento nutricional antes do início do ciclo produtivo, para garantir que os níveis mínimos de nutrientes alimentares sejam oferecidos aos animais para atender suas exigências e o animal continue ganhando peso durante o período estabelecido.
Dessa forma, permite-se que os animais possam apresentar o desempenho satisfatório para que os objetivos produtivos e econômicos do sistema sejam alcançados.
Em um bom manejo nutricional, busca-se em geral maximizar a produção biológica e/ou econômica para determinado cenário socioeconômico, minimizar custos produtivos e garantir a sustentabilidade do sistema.
Fonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro.
Durante o período de maior disponibilidade de forragem, podemos utilizar de suplementação também, diferente do período seco, onde além de corrigir as deficiências nutricionais das pastagens, aumentamos o consumo do capim mais seco.
Durante as águas, o pensamento é em maximizar os ganhos, ganhar ainda mais desempenho no período onde as pastagens são favoráveis, a conta não é simples, e não devemos simplesmente suplementar para ganhar mais, a estratégia deve compor um planejamento global e ser rentável economicamente.
Em função da estacionalidade produtiva das pastagens, estratégias alimentares que ajudem a sanar este problema devem ser adotadas, entre elas está a suplementação.
Bons resultados produtivos podem ser obtidos com a utilização da suplementação quando ela é realizada com um bom planejamento e apresenta coerência com a categoria animal e com o ganho desejado. É preciso estar atento, pois este cenário pode mudar em função de alguns fatores, como:
Critérios que devem ser observados para suplementar:
Fonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
É importante ressaltar que independente do tipo e nível de suplementação adotado, o objetivo desta estratégia deve ser sempre garantir a utilização eficaz da forragem e seus nutrientes pelos animais, potencializando o desempenho individual e aumentando a produção por hectare.
Ao se analisar o fator custo alimentar, os nutrientes obtidos através das forrageiras é consideravelmente inferior ao da suplementação, o que ressalta a importância da boa eficiência do pastejo.
Estratégias de suplementação podem ser utilizadas também para garantir sucesso em estratégias pontuais, como preparar novilhas para a estação de monta, desmamar bezerros, dentre outros.
Outro fator importante para se estabelecer o manejo nutricional dos animais, é a realização de uma análise sobre a viabilidade econômica. Não adianta fornecer alimentação diferenciada aos animais, garantindo bom desempenho, se ela não apresentar custo benefício favorável ao sistema. Em outras palavras, a produtividade animal tem que pagar o investimento realizado com a suplementação.
Por exemplo, em um sistema de cria onde a disponibilidade de forragens não atende aos requerimentos nutricionais das vacas em determinado período do ano, elas precisarão ser suplementadas.
Antes de qualquer decisão, deve-se realizar a análise da viabilidade econômica e o custo benefício da adoção desta estratégia. Isso pode ser realizado de diferentes maneiras, dentre elas, uma análise onde são levados em conta parâmetros como custo do suplemento, o tempo de suplementação e as taxas de desmame conseguidas (kg de bezerro desmamado/vaca/ano).
Somente através dessa análise e planejamento será possível garantir que o sistema apresente índices produtivos adequados com rentabilidade satisfatória.
Ressalva importante é que não devemos levar em conta somente os custos diretos com o suplemento, seja ele concentrado ou volumoso, os cálculos devem ser amplos levando em consideração, toda a logística e a operação envolvida no programa nutricional.
Sabe-se que produzir, entender, monitorar e controlar dados em uma empresa é fundamental para o sucesso do negócio. Na bovinocultura de corte isso não é diferente, principalmente quando se observa as margens de lucro, cada vez mais reduzidas na atividade.
Fonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro.
Sendo assim, após um bom planejamento nutricional com a realização de estudos e análises que demonstram a viabilidade da estratégia, é fundamental o monitoramento da mesma ao longo de sua execução.
Isso permitirá que durante a execução desse manejo, caso aconteça algum desvio como, por exemplo, desempenho produtivo insatisfatório, seja possível avaliar a causa do problema e também uma intervenção que o sane e possibilita que se tenha sucesso no final do ciclo produtivo.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.
Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.
Para saber mais informações, visite a nossa página:

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]]>O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?
Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Elaborando pessoalmente o seu plano, você tem a oportunidade de preparar o documento sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem feito será seu plano.
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Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Precisamos levantar quais são os potenciais compradores do produto e/ou serviço. Pensando nos produtos do agronegócio, algumas perguntas devem ser respondidas:
Por se tratar, em sua maioria, de commodities agrícolas padronizadas, sendo a competição devido ao preço de venda, o impacto dos demais produtores do mesmo produto neste mercado é bastante restrito. Devemos pensar em produtos concorrentes para que o plano de negócios esteja alinhado:
O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.
Uma das partes importantes do plano de negócios, inclui estudar as possibilidades de fornecedores, levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços. É muito importante levantarmos quais serão os possíveis fornecedores de insumos e serviços para a empresa, pois desta forma conseguimos identificar qual estrutura de mercado está vigente e, portanto, se há concentração de fornecedores.
Planeje como irá buscar informações sobre o mercado consumidor, concorrente e fornecedor. Crie uma agenda de trabalho, conhecer o mercado é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do plano de negócio.
No plano de negócios, devemos descrever os produtos que serão vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, embalagem, apresentação, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio. Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.
Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.
No caso do Agronegócio, onde trabalhamos com commodities, a definição do preço se dá pelo mercado. Precisamos fazer uma pesquisa para estabelecermos um preço possível de venda. Este valor será usado nas análises financeiras de viabilidade do negócio.
A estrutura de comercialização, é uma parte importante do seu plano de negócios e diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.
O produto que estamos comercializando nos permite uso de estratégias de comercialização? Quais? Faremos usos destas estratégias? Quais vantagens esperamos com estas estratégias de comercialização?
Neste momento, você deve identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justificar os motivos da escolha do local. A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades.
Definição de onde ficarão cada setor da empresa e a necessidade de pessoal para execução das tarefas, faz parte do plano de negócios. Traduzindo, é a definição dentro do mapa da fazenda, onde será o setor produtivo, onde ficarão as lavouras, as instalações, galpão de máquinas etc. O ideal é contratar um profissional qualificado para apoiar nessa tarefa.
É importante estimar a capacidade instalada da empresa. Isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.
Dentro do plano de negócios, esse é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique quais trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários.
Após a descrição de todas as tarefas, faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Nesta hora é interessante fazer o levantamento do valor da folha de pagamento. Não podemos esquecer dos encargos incidentes.
Para que o plano de negócios seja altamente eficaz, nessa etapa, determinaremos o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar, assim como, quais os resultados esperados de acordo com as definições feitas anteriormente.
Levantar todos os bens que a empresa precisa para funcionar de forma adequada: terra, máquinas, móveis, equipamentos, veículos, maquinários, ferramentas. Após saber as quantidades necessárias, precisamos levantar os preços de cada um e no seu conjunto o valor total a ser desembolsado em investimento.
O capital de giro é o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Resumindo: é colocar valor nas operações diárias e estoque necessários.
Compreendem os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender/produzir. São exemplos de investimentos pré-operacionais: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.
Agora que já estimamos os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais do seu plano de negócios, é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.
É o somatório de investimentos + capital de giro + pré-operacionais.
Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda (estabelecido no plano de marketing), que deve ser baseado em informações de mercado.
Aqui, será calculado o custo com materiais, serviços, insumos e depreciação para cada unidade produzida. Essa informação é importante para a gestão do negócio.
Após a finalização do seu plano de negócio devemos simular valores e situações diversas para a empresa. Devemos construir cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição nas despesas). A partir daí, pensaremos em ações para evitar e nos prevenir frente às adversidades, ou então para potencializar situações favoráveis. Faremos quantas simulações julgarmos necessárias.
Aplicando a matriz SOWT levantaremos pontos fortes e pontos fracos interna e externamente identificando pontos que merecem mais atenção e ações para correção e pontos que são fortalezas do negócio. Por fim, devemos avaliar cada uma das informações e lembrarmos de que o plano de negócio tem por objetivo nos ajudar a responder à pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, devemos adaptar o planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado. Devemos refazer o plano de tempos em tempos.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio onde são abordados temas como Plano de negócios, Fluxo Financeiro, Gente e Gestão, Fundamentos do Marketing e mais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.
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]]>O post Pontos importantes no planejamento da colheita apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em março deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pontos importantes no planejamento da colheita. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Coordenador e Consultor da Equipe Café do Rehagro.
O Webinar aborda a importância do planejamento estratégico, além da visão de longo prazo durante o período que antecede a colheita e causa preocupação e estresse em atingir bons resultados.
Vilela nos ensina que a colheita atual não é o fim do processo, mas sim, o início do próximo ciclo. É necessário realizar um trabalho com excelência para não comprometer o ano seguinte.
O especialista nos instiga com as seguintes perguntas:
Luiz Paulo traz soluções para todos os questionamentos!
Diante disso, percebemos que o tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao vídeo! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O post Manejo sanitário de bovinos de leite: entenda a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.
As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.
Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite.
Estes são citados como as principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção.
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Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.
Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!
Para que a vaca inicie uma lactação é necessária uma gestação seguida de parto. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no início da lactação.
Logo a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.
Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD e outras.
Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima eficiência reprodutiva e econômica para o sistema.
Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros são as grandes perdas em consequência a lesões podais. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.
Os custos estão relacionados a menor produção de leite, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.
Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.
Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.

Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a mastite.
“A mastite continua sendo a doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”
Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:
Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.
Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.
Dentre os principais fatores de risco estão:
Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.
É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.
Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente maior eficiência do sistema e maior lucratividade.
Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.
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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>Nesse e-book, você encontrará informações sobre:
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]]>O post Gestão de pessoas em fazendas: você está fazendo do jeito certo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao longo da história da humanidade, o trabalho e a educação têm desempenhado juntos, quatro funções na vida das pessoas:
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Muitas mudanças centradas no indivíduo vêm ocorrendo em nossos dias dentro das empresas, sejam elas empresas rurais ou não.
A nossa empresa é tão boa quanto os nossos funcionários. Nossos colaboradores são tão bons quanto o nosso gerenciamento. Então, podemos pensar que a diferença das empresas está nos processos e estes são realizados por pessoas.
A diferença das pessoas está na maneira de gerenciar. No entanto, o discurso é muito diferente da prática. Estudos em empresas nacionais demonstram que os principais problemas enfrentados na gestão de pessoas estão relacionados com a comunicação, relações humanas, delegação e liderança. Sendo que a somatória destes representa 55% dos problemas.
Isto confirma a importância de trabalhar os recursos humanos da nossa empresa. A necessidade de conhecimento que envolvem aspectos do relacionamento humano é praticamente uma constante, independentemente do nível hierárquico na empresa.
Com base nestes conhecimentos pode-se desenvolver e evoluir habilidades e competências para gestão de pessoas dentro do negócio. Entendemos que não somente os conceitos e conhecimentos técnicos são responsáveis para o sucesso do negócio e sustentabilidade. Precisamos, também, entender de gente.
Estes conhecimentos que envolvem os recursos humanos da empresa compõem a base da gestão de pessoas e podem ser agrupados em áreas como autoconhecimento, perfil pessoal e comportamental, habilidades de comunicação, competências de liderança, planejamento e ferramentas gerenciais, habilidades certas nos cargos certos e desenvolvimento interpessoal.
Atualmente, qualquer tarefa que se pense, necessita de pessoas qualificadas nos aspectos pessoais e profissionais, buscando uma relação respeitosa e madura entre todos os envolvidos no sistema de produção.
O autoconhecimento consiste em entender como as experiências que vivemos podem influenciar nossa forma de pensar e agir. Trabalha e desenvolve a inteligência emocional, nossa capacidade de gerenciar e administrar nossas emoções, ter autocontrole, por exemplo.
As pessoas são diferentes, pensam diferentes. Conhecer, analisar e identificar o perfil pessoal e comportamental de si mesmo assim como da equipe de trabalho é outra área de extrema importância para saber como lidar com as pessoas. Estamos falando em desenvolver habilidades de liderança, características essenciais de gestores de sucesso. Desenvolver nossa comunicação e relacionamento interpessoal.
Estas habilidades e competências estão associadas ao planejamento e utilização de ferramentas de gestão. Analisar o cenário externo no ambiente econômico, político e legal, tecnológico, sociocultural, natural e demográfico sob a ótica otimista, pessimista e provável, ajuda a nortear o caminho da propriedade.
Outra análise importante ocorre dentro da empresa, é a análise interna. Nesta análise devemos considerar os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças. Ainda podemos avaliar novas empresas do mercado e produtos substitutos, o poder de barganha com fornecedores e clientes, e a rivalidade de concorrentes.
Após este levantamento teremos uma decisão embasada, de maneira consistente, para definirmos o objetivo da empresa. Então, é somente com a definição do objetivo que podemos traçar metas para alcançá-lo. Mas, para atingirmos as metas precisamos ter um plano de ação.
O Plano de ação é desenvolvido com a ferramenta conhecida como 3Q1POC, que permite alcançarmos resultados planejados. É uma sigla representada por 6 caracteres fundamentais para o processo de planejamento e permite maiores chances de cumprimento das ações, define as responsabilidades, monitora as atividades previstas e realizadas facilitando a visualização por parte de todos.
Outras ferramentas gerenciais de gestão são: organograma, regulamento interno, descrição de cargos e tarefas, agenda macro, checklist, anotação de anomalias e auditorias.
Já pensou estar inserido no mercado de trabalho antes mesmo de se formar?
Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.
Autor: Emerson Alvarenga, Médico Veterinário | Coordenador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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]]>O post Milho para silagem: 5 dicas para obter alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra.
Alguns assuntos que serão abordados já fazem parte da rotina de muitas propriedades, no entanto, alguns procedimentos ainda são pouco comuns em parte delas.
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Lavoura de milho para silagem na Região de Sete Lagoas, MG
Acredita-se que esse seja o primeiro passo a ser dado para o planejamento de todas as safras em qualquer fazenda. Com o aumento dos valores dos corretivos e fertilizantes, atualmente esses insumos podem representar quase 60% dos custos para produção de silagem de milho.
Assim, se o técnico conhecer bem a fertilidade da área, através de uma boa análise de terra é possível em muitos casos utilizar uma fórmula menos concentrada e reduzir o impacto do insumo fertilizante no custo final da lavoura.
Só para se ter uma ideia da importância da recomendação adequada de adubação, basta dizer que muitos produtores utilizam como adubo de plantio 400 kg/ha de NPK 08 28 16 ano após ano. Isso é justificado em muitos casos pelos baixos níveis de fósforo encontrados nos primeiros anos de cultivo em muitas áreas.
No entanto, à medida que as glebas são cultivadas, os teores de fósforo vão aumentando no solo. Assim, pode-se chegar numa situação em que o produtor passa a utilizar, por exemplo, a formulação NPK 10 20 10. Essa simples mudança de formulação poderá significar uma economia de cerca de 400 reais/ha, sem reflexos em perdas de produção.
Se for considerado um custo de 3.000 reais/ha, o produtor teria uma economia de 13%. No entanto, isso só será possível se o produtor contar com apoio técnico apropriado e utilizar essa ferramenta eficientemente em suas áreas.
A adubação deve ser equilibrada, e ser feita de acordo com as necessidades da cultura, expectativa de produção e fertilidade do solo, dentre outros. Assim, no exemplo anterior, o produtor de silagem poderia estar usando uma adubação excessiva em fósforo, com maior custo e baixa em potássio.
O milho é uma das culturas com maior necessidade de potássio para se atingir uma boa produtividade. Como 70 a 80% do potássio é armazenado nas folhas e colmo, quando se trata de uma lavoura de grãos, a maior parte do nutriente retorna ao solo, ao contrário de uma lavoura de silagem, em que toda planta é colhida.
Os dados para exemplificar esse fato foram extraídos de resultados de pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo. Na Tabela 1, a seguir, é feita uma comparação entre as necessidades de potássio para uma lavoura de grãos e para uma lavoura de silagem, em áreas com diferentes tetos produtivos.

Tabela 1. Extração média de nutrientes (kg/ha) pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem, para diferentes produtividades.
P para P2O5 e K para K2O multiplicar por 2,29 e 1,20, respectivamente. Fonte: Adaptado de Coelho et al. (2002)
Para reposição do potássio extraído, parte do nutriente pode ser adicionado no adubo de plantio (até 50 kg/ha), parte via adubação de cobertura, junto com o nitrogênio e parte antes ou imediatamente após a semeadura, aplicado a lanço. As quantidades e a melhor forma de aplicação deverão ser definidas pelo técnico, juntamente com o proprietário e/ou gerência da fazenda.
Principalmente nas propriedades do Brasil Central, muitos produtores ainda cultivam suas áreas no sistema convencional, ou seja, colhem a silagem do milho com solo úmido, colocam o gado na “palhada” durante a época seca do ano e preparam o solo para um novo plantio no final do ano.
Geralmente, o preparo corresponde a uma aração, seguida de uma gradagem pesada e uma ou duas gradagens niveladoras, anteriores ao plantio.
Por outro lado, são inegáveis as dificuldades do sistema de semeadura direta nessas propriedades, pelo reduzido tamanho das áreas, dificuldade de equipamentos, compactação de alguns solos argilosos, em que a colheita ocorre com solo úmido.
Área de milho sob plantio direto na Região de Sete Lagoas, MG – palhada de braquiária
Áreas de milho sob plantio direto na Região de Norte de Minas – palhada de Crotalária
Mesmo diante dessas dificuldades práticas, é possível reduzir a frequência no preparo do solo, de três a quatro operações para uma ou duas, na pior das hipóteses. O que tem gerado bons resultados é a semeadura de uma cultura para cobertura morta do solo, imediatamente após o corte do milho (fevereiro-março).
A planta de cobertura deverá ser semeada o mais rápido possível após a colheita, para se aproveitar a umidade do solo e as chuvas remanescentes. Essa semeadura pode ser realizada com um único implemento, que subsola o solo, distribui as sementes e faz uma leve compactação das sementes com um rolo destorroador, ao invés das arações ou gradagens.
Além disso, o uso do subsolador é feito no final do período chuvoso, reduzindo os riscos com erosão. Como esse implemento não é comum em todas as propriedades, pode-se fazer a terceirização desse serviço, a aquisição do implemento em algumas propriedades ou mesmo compra associada.
Pode-se também utilizar um único implemento para preparo do solo, como o subsolador, e distribuir as sementes com o distribuidor de fertilizantes. A espécie de cobertura a ser utilizada depende da região e dos objetivos do técnico e proprietário. Pode-se inclusive fazer uma safrinha de sorgo, girassol ou feijão, dependendo da situação.

A presença de plantas de cobertura tem a função de proteção do solo, retenção de umidade, reciclagem de nutrientes e aumento da matéria orgânica, dentre outros.
Cerca de 60 dias antes da semeadura do milho, a área já deverá ter sido roçada, para que haja brotação e/ou germinação de ervas e a área seja manejada para um novo plantio.
O tempo entre a dessecagem e a semeadura é variável (15 a 30 dias) com a planta de cobertura. Esse tempo é importante para a redução da população de alguns insetos prejudiciais à cultura (lagartas, vaquinhas, besouros, dentre outros), além de permitir uma boa condição de plantio.
Para evitar riscos é sempre recomendável esperar um acumulado de chuva para o início da semeadura (cerca de 80 a 100 mm, dentro de 8 a 10 dias), além de previsões futuras de chuvas. No entanto, deve-se evitar desrespeitar a data recomendada de plantio para cada região.
Para a região central do Brasil existem dados na literatura mostrando perdas de 30 a 60 kg/ha para cada dia de atraso, após o dia 15 de novembro.
A qualidade da semeadura é essencial para que qualquer híbrido expresse seu potencial, quando todos os outros atributos estão adequados (correção de solo, adubação e clima apropriado).
Para que isso ocorra, além de um preparo de solo e/ou dessecagem (áreas de cultivo mínimo ou plantio direto), deve-se fazer uma pré-regulagem da semeadora com antecedência, escolha correta dos discos, no caso dos sistemas mecânicos e um bom tratamento de sementes de acordo com pragas da região, a fim de se evitar perdas de população que comprometam a produtividade final da lavoura.
Geralmente, é recomendado o tratamento de sementes a base de carbamatos (tiodicarbe) para reduzir a população inicial das pragas de solo e mastigadores (lagartas). Para regiões com problemas de insetos sugadores, geralmente as sementes são tratadas com produtos a base de imidacloprid ou tiametoxan.
No caso específico do complexo de enfezamentos, doenças veiculadas pela cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, a principal medida a ser adotada é o uso de híbridos resistentes à doença.
Por outro lado, os híbridos também não podem ser escolhidos por modismo ou acaso. Os híbridos deverão ser escolhidos de acordo com sua adaptabilidade à região, época de plantio, altitude (abaixo de 400 metros, acima de 700 metros ou transição, entre 400 e 500 metros), tolerância às principais doenças que ocorrem na região e o potencial de produção.
É recomendado plantar mais de um híbrido na propriedade, principalmente porque as glebas são diferentes entre si. Nenhum híbrido é perfeito, sempre têm pontos fortes e fracos, que devem ser considerados por ocasião da seleção.
Após a semeadura, devem ser efetuadas as operações de manejo (manejo de ervas, pragas, doenças, adubação, etc.). O milho é uma planta muito sensível à presença de ervas até o fechamento da lavoura (aproximadamente 40-50 dias após a semeadura).
Dessa forma, durante todo esse período a lavoura deverá ser monitorada. A melhor época de efetuar o controle de ervas é quando o milho atingir por volta de 3 a 4 folhas abertas, denominados de estágio V3 e V4 (12 a 20 dias, após a semeadura, dependendo do híbrido, época de semeadura, umidade, região, etc.).
Deverão ser avaliadas as ervas predominantes no local e aplicados os herbicidas de acordo com as espécies presentes (folhas largas ou estreitas).
O milho é uma cultura atacada por diversas pragas, sendo as principais a lagarta-do-cartucho, cigarrinhas-das-pastagens, broca-da-cana, lagarta-elasmo, lagarta-rosca, percevejos, dentre outras.
No caso das lagartas, mesmo com o tratamento de sementes, geralmente ocorrem prejuízos se não forem tomadas medidas de controle, posteriormente, ao se detectar os insetos na lavoura. O manejo dependerá da infestação na área.
Dessa forma, assim que houver 15 a 20% das plantas de milho raspadas pela lagarta-do-cartucho, será feito o controle. Existem no mercado mais de 100 produtos registrados para esse fim.
Além do controle de ervas e pragas, deve-se ficar atento com a melhor época de fazer a adubação de cobertura do milho. Como o milho é uma cultura que define seu potencial produtivo muito cedo (4 a 6 folhas abertas), não pode estar sujeito a nenhum estresse nessa época, principalmente relacionado à falta de nutrientes.
Assim, convencionou-se que a adubação de cobertura deverá ser realizada quando o milho estiver com 4 folhas totalmente formadas. Em certos casos, principalmente em solos arenosos e/ou áreas irrigadas essas adubações deverão ser divididas em mais de uma etapa.
A adubação deverá ser feita 7 a 10 dias após a capina, quando for utilizado algum herbicida do grupo sulfonil-uréia (Sanson ou Equip Plus) na capina. A quantidade de adubo empregada será de acordo com o potencial de cada área e estimativa de produção da lavoura.
O adubo será aplicado nas entrelinhas da cultura de milho e enterrado a 5 cm de profundidade, para se evitar perdas do nitrogênio por volatilização, na forma de amônia. Nos casos em que fonte de nitrogênio for o nitrato ou o sulfato de amônio e a propriedade dispuser de bons equipamentos para distribuição, a adubação de cobertura poderá ser feita a lanço.
No entanto, de nada adianta seguir todos esses passos de manejo para o milho para silagem a risca e negligenciar no momento correto da colheita. Para que a silagem tenha boa qualidade, além da lavoura produtiva e sadia, o material deverá ser colhido com matéria seca entre 30 a 33%, bem picado, a fim de que todos os grãos sejam bem danificados.
Outro ponto muito importante é qualidade da compactação e o tempo de fechamento do silo. Quanto maior a compactação e mais rápido o fechamento dos silos, melhor será a silagem.
Milho no ponto ideal de colheita (1/2 do amido formado e com 32% de matéria seca).
Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!
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]]>O post Cana-de-açúcar: uma cultura de fácil condução apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.
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Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha, embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.
Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas. Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas que vão desde a correção do solo para o plantio das mudas até a colheita da planta.
O primeiro passo para uma boa correção é ter um profundo conhecimento desse solo.
Para isso é preciso ter em mãos os resultados da análise de solo, colhida e interpretada por um técnico responsável. Essa prática será um fator decisivo no sucesso da lavoura, pois é a partir dela que será feito o planejamento de adubos e fertilizantes.
Quando a amostragem de solo e a interpretação desses dados não são feitas corretamente, corre-se o risco de compra excessiva ou insuficiente de corretivos e fertilizantes, ocasionado assim uma queda de produtividade.

A calagem tem como principal objetivo reduzir a acidez do solo, elevando o valor do pH.
O valor de pH em água considerado ideal para um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das culturas é de 5,5 a 6,5. Nesta faixa, as plantas terão condições ideais para absorção e aproveitamento dos nutrientes extraídos do solo.
A acidez do solo, quando excessiva, pode causar limitações no desenvolvimento da cultura comprometendo a sua produtividade. Sabe-se que para uma boa correção da acidez do solo é necessário a aplicação no mínimo 90 dias antes do plantio.
Dentre as características já citadas, o calcário tem várias vantagens com fornecimento de Ca e Mg para o solo, aumentar a eficiência de outros fertilizantes, melhora a atividade microbiana.
O uso do gesso agrícola é determinado através da interpretação da análise de solo e tem como principais funções fornecer Ca e redução da toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais (20 a 40 cm). Recomenda-se a aplicação do gesso agrícola quando: Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m%): > 30%.
As mudas devem ser obtidas da cana-planta com 10-12 meses de idade, devem estar sadias, com colmos eretos e bom desenvolvimento. Para o plantio de 1 hectare serão necessários 10 toneladas de colmo.
Devem ser plantas vigorosas, resistente a pragas e a doenças, com alta produção de colmos e sacarose, ausência de joçal e floração.
É recomendado o espaçamento entre linhas de 1,0-1,5m, dependendo do tipo de solo e da variedade a ser plantada. Profundidade do sulco em torno de 0,40 m cobrindo as mudas com 0,10m de terra. As plantas são dispostas no sulco no sentido pé com ponta de maneira que fique de 15 a 18 gemas por metro e os toletes picados a cada 3 a 4 gemas.
Após a distribuição das mudas no sulco e picagem dos toletes é recomendado o tratamento com inseticida para evitar a o ataque de pragas iniciais que atacam a cultura, principalmente formigas e cupins.
Antes do plantio das mudas, deve-se ter um cuidado no combate das plantas daninhas, para que não tragam problemas na condução da lavoura.
Atualmente, têm sido usadas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:
Neste caso, realiza-se o plantio junto com início da estação chuvosa (setembro a novembro). Mesmo apresentando menor potencial produtivo no primeiro ano é o método mais utilizado pelos pecuaristas, pois a produção de volumoso é rápida.
No entanto, o que se observa nas propriedades é essa regra não está sendo seguida. Isso devido ao atraso nas atividades pré-plantio e também à escassez de chuvas em muitas regiões, reduzindo ainda mais o potencial produtivo da lavoura no primeiro ano após o plantio.

Outro cuidado que deve ser tomado é a escolha de áreas que apresentem menor risco de erosão, já que o solo ficará exposto durante grande parte da estação chuvosa.
Uma exigência é procurar solos com grande disponibilidade de água e nutrientes já que a cultura iniciará a formação dos colmos e terá pouco tempo com boa disponibilidade de água para se desenvolver, isso se tratando de áreas não irrigadas.
Esse método é recomendado nas fazendas somente em casos de urgência por alimento.
É um sistema muito adotado por usinas e destilarias. O canavial tem altas produtividades já no primeiro ano, pois terá de 15 a 18 meses para crescer e desenvolver. Pode ser cultivada em solos de baixa a alta fertilidade e cultivares de ciclo precoce, médio e tardio.
Neste método de cultivo, a cana é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março). A planta inicia o seu desenvolvimento no fim do período chuvoso. Com a chegada do inverno, o desenvolvimento da planta fica mais lento durante cinco a seis meses (abril a setembro). Nos meses seguintes (outubro a abril), a planta paralisa o seu crescimento e só então amadurece nos meses seguintes até completar 15 a 18 meses.
Uma grande vantagem desse sistema é que a cultura aproveita os meses do ano com condições ideais de umidade e temperatura para o desenvolvimento das plantas, garantindo o pegamento das mudas.
Esse método é adotado em propriedades onde há irrigação disponível, obtendo altas produtividades já no primeiro ano. Neste sistema, podem ser plantados cultivares de ciclo precoce, médio ou tardio.

Deve-se tomar um cuidado imenso com o ataque de formigas após o plantio das mudas, pois essas pragas podem reduzir o seu estande necessitando, em alguns casos, de fazer o replantio da área.
Recomenda-se o plantio de variedades de todos os ciclos (precoce, médio e tardio) para se ter disponível plantas com alto teor de energia e matéria seca ao longo do ano.
A escolha da cultivar é um fator de suma importância para o sucesso da sua lavoura. Desejam-se variedades adaptadas à região e compatíveis com o sistema de produção, com boa resistência a pragas e doenças, alta produtividade de matéria seca.
Aconselha-se o combate no pré-plantio das plantas daninhas para que não haja problemas após a implantação da lavoura. Culturas infestadas podem ter a produção comprometida pela infestação por plantas daninhas, diminuindo o estande e reduzindo a vida útil do canavial.
Uma má condução do canavial pode comprometer a sua lavoura e aumentar o custo por hectare, tornando assim a sua produção inviável financeiramente.
É indispensável o acompanhamento do técnico durante a condução da lavoura, pois ele terá ferramentas e dicas práticas para uma boa condução da lavoura, levando-o a altas produtividades e canaviais bem duradouros.
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]]>O post Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.
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Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.
Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.
São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.
Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:
Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.
Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.
Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.
Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.
Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.
Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.
A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.
Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.
Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.
A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.
Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.
Exemplo de “descrição de cargo”
Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.
O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.
Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.
Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.
A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.
No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.
Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.
Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.
Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:
Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.
Treinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio
Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.
Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.
O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.
Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:
Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.
A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.
O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.
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Autor: Emerson Alvarenga / Médico Veterinário, Coordenador e facilitador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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]]>A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos criados nessas condições: a pastagem.
Seja para garantir um bom ECC (escore de condição corporal) de vacas em pastagens de brachiaria, ou seja para maximizar o desempenho da recria em pastagens de mombaça, o principal foco e objetivo do produtor deve ser a eficiência na produção e na colheita da pastagem.
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O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. É de grande importância que o produtor saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, sempre ajustar a taxa de lotação e realizar correções de solo e adubação de forma correta, quando for necessário.
Adotando eficientes práticas de manejo da pastagem você certamente aumentará a produtividade e a rentabilidade do seu negócio.
O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o planejamento. Independente dos desafios ou alternativas a serem seguidos, o planejamento é fundamental para o sucesso do negócio, e assim também deve ser a dinâmica na produção dos animais criados a pasto.
Entender e planejar as etapas do processo e as variáveis daquele sistema é o primeiro passo para o sucesso.
Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade, temos o objetivo de recriar dois mil animais. Antes de alocar os animais na propriedade, devemos perguntar:
As respostas para essas perguntas nem sempre são simples. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou comprar todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade), a espécie forrageira utilizada, e principalmente o objetivo desejado para determinado lote.
Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas.
Quando esses cuidados não são levados em consideração, o produtor pode ter prejuízos. A superlotação é um deles, pois a alta taxa de lotação em áreas de pastagem acarreta o surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das áreas.
Isso traz consequências para o potencial produtivo da fazenda, pois ocasiona menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda, virando uma “bola de neve”, cada ano menos produtiva.
A sequência desse processo por longo período de tempo acarreta a necessidade ou quase obrigatoriedade do produtor realizar a reforma do pasto para continuar com processo produtivo na fazenda, aumentando de forma significativa o custo de produção e reduzindo a rentabilidade do negócio.
A manutenção das pastagens com a utilização de corretivos, fertilizantes e o combate às plantas invasoras são medidas fundamentais para que as pastagens entreguem excelente produtividade, elevando a capacidade de suporte da fazenda.
Assista a uma aula incrível e completa sobre o assunto, com o especialista Rodrigo Amorim, da Embrapa Gado de Corte:
As forrageiras são culturas perenes, ou seja, não precisam ser reformadas ano após ano como as culturas anuais do milho, sorgo e soja. Plantas perenes são resistentes, mas precisam de manutenção e, principalmente, de um manejo adequado para permanecerem vigorosas e produtivas.
O ideal é que anualmente seja realizada, de maneira criteriosa, uma avaliação das pastagens contemplando, inclusive, análises do solo nos piquetes, sendo possível, a partir dessa análise, o planejamento e as intervenções necessárias que garantirão a perpetuidade da área produtiva.
Cada espécie forrageira requer um nível de exigência em fertilidade, pluviometria e até mesmo são mais ou menos resistentes às variações de temperatura, principalmente à baixas temperaturas.
Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida, é a fertilidade da área a ser implementada. Colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres em nutrientes, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.
Sendo assim, o primeiro erro a ser observado é a escolha inadequada da espécie forrageira e, principalmente, a ausência de manutenções corretamente realizadas nas áreas empastadas.
É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada. Cada espécie forrageira detém em suas características anatômicas e fisiológicas, fatores que determinam suas condições de crescimento, de rebrota, de emissão de folhas e caules, que impactarão diretamente na forma como devem ser manejadas.
Cada gramínea deve ser manejada, independente do sistema de pastoreio, rotativo ou contínuo, respeitando a altura correta de entrada e saída dos animais. Essas alturas são definidas após a observação do que chamamos de interceptação luminosa, ou seja, do momento exato de crescimento da planta onde as folhas emitidas bloqueiem cerca de 95% dos raios solares que chegam à base da planta.
Esse momento em específico foi determinado através de pesquisas, pois a partir dele a planta começa a apresentar a presença de material senescente (morto) em sua base, e principalmente por iniciar a emissão de caules, na busca por maior luminosidade.
Além disso, sabemos que quanto maior a proporção de caule em relação às folhas, menor tende a ser o desempenho dos animais que consomem aquela forrageira.
A altura de saída ou o resíduo deixado após o pastoreio dos animais também deve ser respeitada e é de grande importância para que se tenha naquele dossel uma rebrota adequada. Quando não manejamos dentro desses critérios, corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel, entre outros fatores prejudiciais à produção.
Desrespeitar o desenvolvimento das plantas e realizar o manejo imperfeito da colheita dos pastos é erro determinante no fracasso da produção de gado a pasto.
O ajuste de carga, ou seja, relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.
Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento da forrageira seja afetada de forma negativa.
Dica importante: não adianta adubar o solo para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido.
Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.
Adubar e não colher o pasto da forma correta também é um grande erro que devemos evitar em nossas propriedades.
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