plano Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plano/ Sun, 11 Dec 2022 22:30:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png plano Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plano/ 32 32 Etapas para um plano de negócios eficaz https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/ https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/#comments Wed, 06 May 2020 18:56:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4079 Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado. O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas […]

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Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado.

O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?

Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Elaborando pessoalmente o seu plano, você tem a oportunidade de preparar o documento sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem feito será seu plano.

 

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1. Análise de Mercado

Mercado consumidor

Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Precisamos levantar quais são os potenciais compradores do produto e/ou serviço. Pensando nos produtos do agronegócio, algumas perguntas devem ser respondidas:

  • Quais são as possíveis empresas compradoras do meu produto?
  • A quantos Km de distância estão da minha empresa?
  • Qual a capacidade de processamento (litros/dia, cabeças/dia, sacos/dia)
  • Quanto da capacidade de processamento está sendo ocupada?
  • Quais as exigências dos possíveis clientes quanto à qualidade?
  • Quais são as formas de pagamento que essas empresas praticam?

Mercado concorrente

Por se tratar, em sua maioria, de commodities agrícolas padronizadas, sendo a competição devido ao preço de venda, o impacto dos demais produtores do mesmo produto neste mercado é bastante restrito. Devemos pensar em produtos concorrentes para que o plano de negócios esteja alinhado:

  • Quais são os produtos que estão concorrendo com o produto da empresa?
  • Como tem se comportado o consumo destes produtos concorrentes?
  • Qual o volume de produção destes produtos concorrentes?

Mercado fornecedor

O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.

Uma das partes importantes do plano de negócios, inclui estudar as possibilidades de fornecedores, levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços. É muito importante levantarmos quais serão os possíveis fornecedores de insumos e serviços para a empresa, pois desta forma conseguimos identificar qual estrutura de mercado está vigente e, portanto, se há concentração de fornecedores.

Planeje como irá buscar informações sobre o mercado consumidor, concorrente e fornecedor. Crie uma agenda de trabalho, conhecer o mercado é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do plano de negócio.

2. Plano de Marketing

No plano de negócios, devemos descrever os produtos que serão vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, embalagem, apresentação, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio. Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.

Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.

Preço

No caso do Agronegócio, onde trabalhamos com commodities, a definição do preço se dá pelo mercado. Precisamos fazer uma pesquisa para estabelecermos um preço possível de venda. Este valor será usado nas análises financeiras de viabilidade do negócio.

Estrutura de comercialização

A estrutura de comercialização, é uma parte importante do seu plano de negócios e  diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.

O produto que estamos comercializando nos permite uso de estratégias de comercialização? Quais?  Faremos usos destas estratégias? Quais vantagens esperamos com estas estratégias de comercialização?

Localização do negócio

Neste momento, você deve identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justificar os motivos da escolha do local. A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades.

3. Plano Operacional

Arranjo físico

Definição de onde ficarão cada setor da empresa e a necessidade de pessoal para execução das tarefas, faz parte do plano de negócios.  Traduzindo, é a definição dentro do mapa da fazenda, onde será o setor produtivo, onde ficarão as lavouras, as instalações, galpão de máquinas etc. O ideal é contratar um profissional qualificado para apoiar nessa tarefa.

Capacidade produtiva

É importante estimar a capacidade instalada da empresa. Isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.

Processos operacionais

Dentro do plano de negócios, esse é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique quais trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários.

Necessidade de pessoal

Após a descrição de todas as tarefas, faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Nesta hora é interessante fazer o levantamento do valor da folha de pagamento. Não podemos esquecer dos encargos incidentes.

4. Plano Financeiro

Para que o plano de negócios seja altamente eficaz, nessa etapa, determinaremos o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar, assim como, quais os resultados esperados de acordo com as definições feitas anteriormente.

Descrição dos investimentos

Levantar todos os bens que a empresa precisa para funcionar de forma adequada: terra, máquinas, móveis, equipamentos, veículos, maquinários, ferramentas. Após saber as quantidades necessárias, precisamos levantar os preços de cada um e no seu conjunto o valor total a ser desembolsado em investimento.

Capital de giro

O capital de giro é o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Resumindo:  é colocar valor nas operações diárias e estoque necessários.

Despesas pré-operacionais

Compreendem os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender/produzir. São exemplos de investimentos pré-operacionais: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.

Investimento total

Agora que já estimamos os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais do seu plano de negócios, é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.

É o somatório de investimentos + capital de giro + pré-operacionais.

Faturamento

Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda (estabelecido no plano de marketing), que deve ser baseado em informações de mercado.

Estimativa de custo de produção

Aqui, será calculado o custo com materiais, serviços, insumos e depreciação para cada unidade produzida. Essa informação é importante para a gestão do negócio.

Cálculo de indicadores de viabilidade

  • Lucratividade : É um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas.
  • Lucratividade = (Lucro Líquido x 100) /Receita Total
  • Rentabilidade: É um indicador de atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital investido aos sócios. É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (mês ou ano). É calculada através da divisão do lucro líquido pelo investimento total. A rentabilidade deve ser comparada com índices praticados no mercado financeiro. Rentabilidade = (Lucro Líquido x 100) / Investimento Total
  • Prazo de retorno do investimento: Assim como a rentabilidade, também é um indicador de atratividade. Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu em seu negócio. Prazo de Retorno do Investimento = Investimento Total/Lucro Líquido
  • Análise de sensibilidade: A análise de sensibilidade identifica as variáveis que determinam o sucesso do projeto, mas não mede o risco associado a essas variáveis. É evidente que qualquer estudo de viabilidade econômica tem inerente sempre um fator de incerteza e a análise de sensibilidade não foge a esta regra. Recomenda-se, pois, que para além de estudos de mercado sobre o setor que a análise de sensibilidade possa avaliar diferentes tipos de cenários e não apenas os cenários otimistas onde todas as variáveis são perfeitas.

5. Construção de Cenários

Após a finalização do seu plano de negócio devemos simular valores e situações diversas para a empresa. Devemos construir cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição nas despesas). A partir daí, pensaremos em ações para evitar e nos prevenir frente às adversidades, ou então para potencializar situações favoráveis. Faremos quantas simulações julgarmos necessárias.

6. Avaliação Estratégica

Aplicando a matriz SOWT levantaremos pontos fortes e pontos fracos interna e externamente identificando pontos que merecem mais atenção e ações para correção e pontos que são fortalezas do negócio. Por fim, devemos avaliar cada uma das informações e lembrarmos de que o plano de negócio tem por objetivo nos ajudar a responder à pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, devemos adaptar o planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado. Devemos refazer o plano de tempos em tempos.

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Planejamento rural: melhore sua produtividade e aumente os lucros https://blog.rehagro.com.br/check-de-metas-e-plano-de-acao-nas-propriedades-rurais/ https://blog.rehagro.com.br/check-de-metas-e-plano-de-acao-nas-propriedades-rurais/#respond Wed, 27 Nov 2019 16:17:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6571 O que todo produtor deveria saber é que para alcançarmos uma melhor rentabilidade na fazenda, é fundamental termos uma gestão eficiente. É necessário ter foco em planejamento, organização, direção e controle, fazendo uso dos indicadores de desempenho de grande importância, além de conhecer os pontos positivos e negativos do negócio, que podem ser identificados no […]

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O que todo produtor deveria saber é que para alcançarmos uma melhor rentabilidade na fazenda, é fundamental termos uma gestão eficiente.

É necessário ter foco em planejamento, organização, direção e controle, fazendo uso dos indicadores de desempenho de grande importância, além de conhecer os pontos positivos e negativos do negócio, que podem ser identificados no plano de negócios.

Para isso, podem ser usadas ferramentas de gestão que auxiliam no cumprimento do check de metas, no controle de índices zootécnicos e que ajudam a diminuir os gargalos na produção.

Neste artigo, vamos conhecer mais sobre duas delas, que podem ser aplicadas de forma simples e prática no seu dia a dia.

 

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Ciclo PDCA

A PDCA é uma ferramenta criada por William Edwards Deming, professor de gerenciamento de qualidade nos EUA. As siglas vêm do inglês, que significam Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Checar) e Act (Agir).

Ela pode ser utilizada para realização de planos de ação e check de metas e seu objetivo é reduzir custos, elevar lucros e aumentar a satisfação do cliente através do controle da qualidade. O método segue um ciclo de quatro etapas, sendo que cada uma delas tem uma finalidade, como descrito abaixo:

  1. Planejar – onde se define objetivos e metas;
  2. Executar – onde as tarefas são realizadas;
  3. Checar – quando o check e investigação de cada processo entram em ação;
  4. Agir – onde caso existam erros ou falhas no sistema anterior, será feita uma intervenção no processo ou em caso de ações corretas, haverá uma padronização.

Ciclo PDCACiclo de quatro etapas da ferramenta PDCA. Fonte: Longaray et al.; 2015.

O planejamento do check de metas é a etapa mais longa do processo, uma vez que exige programação de todos os gastos e receitas, pois só assim é possível prever o resultado esperado. Um exemplo seria mensurar insumos das atividades da fazenda, registrando detalhes e respondendo perguntas como:

  • Quanto se tem comprado?
  • A que preço?
  • Até quando duram os estoques?
  • Quais são as oportunidades nessa compra ou nesses gastos?
  • Qual seria o objetivo em um determinado tempo?

As metas estabelecidas devem ter objetivos (aonde se quer chegar), valor (o que se quer ganhar) e prazo (em quanto tempo será realizado). Em outras palavras, almeja-se uma meta “SMART”:

  • Específica;
  • Mensurável;
  • Atingível;
  • Relevante;
  • Temporal.

Para tudo o que for executado, é de grande importância que todos os envolvidos estejam cientes das ações individuais e tenham dimensão do trabalho em equipe, que sejam treinados e recebam acompanhamento sempre que necessário.

O principal objetivo do check de metas é evitar problemas como esquecimento e descumprimento de tarefas fundamentais para o desenvolvimento da fazenda. Para analisar as metas é necessário ter objetividade e clareza, a fim de evitar contratempos, como erro de comunicação e entendimento, que só atrasarão o processo.

Finalizar, identificando erros, propondo ações corretivas, apresentando feedback para os envolvidos nas ações propostas e realizando procedimentos operacionais padrões. 

Ferramenta 5W2H

O 5W2H é outra ferramenta que surgiu no Japão com o intuito de facilitar o planejamento de qualquer demanda, auxiliando a realização dos planos de ação e check de metas.

Ela traz maior controle do que foi ou não realizado dentro da fazenda em um determinado prazo, propondo ações objetivas e delegando responsáveis para cada tipo de tarefa.

Ferramenta 5W2H

Os impactos da aplicação de ferramentas de gestão

A tabela abaixo foi realizada através do DRE (Demonstração do resultado do exercício) de três fazendas parceiras do Rehagro.

Sabendo que a Fazenda A fica no Pará, a Fazenda B em Goiás e a Fazenda C no Piauí entende-se que as realidades das mesmas não são iguais, portanto a tabela não tem por finalidade compará-las, mas enfatizar os resultados de empresas que colocaram a gestão em prática:

Índices DREFonte: Equipe da Consultoria em Pecuária de Corte do Rehagro.

A variação percentual do Lucro Bruto na fazenda “A” foi de 237%, na fazenda “B” de 183% e na fazenda “C” de 2784%.

Tais objetivos só foram alcançados através da identificação de perdas na produção, visando oportunidades com auxílio de planos de ação e reuniões periódicas para check de metas. É notório que o atingimento das metas com o cumprimento das tarefas é parte fundamental para motivação do grupo de funcionários.

O Fluxo de caixa é a ferramenta de gestão que direciona quais serão os próximos passos e  te ajudar a entender seus custos e lucros.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Aplique o planejamento rural e aumente os seus lucros

Independente da ferramenta de plano de ação a ser usada na empresa, o fundamental é ter metas claras, objetivas e mensuráveis.

É importante listar funções, detalhar a execução das mesmas, estabelecer prazos, delegar tarefas e monitorar o andamento das mesmas.

Outra ferramenta de gestão essencial para que o pecuarista alcance bons resultados financeiros na propriedade é o fluxo de caixa.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

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Cristiano Rossoni

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