plantação Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantacao/ Wed, 18 Jan 2023 20:19:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png plantação Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantacao/ 32 32 Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/ https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/#respond Wed, 10 Aug 2022 19:14:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8538 Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor. Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio. […]

O post Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor.

Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio.

Tela de viveiro de café com malha preta

Telado de viveiro com malha preta (Foto: Diego Baquião).

Tela de viveiro de café com malha vermelha

Telado de viveiro com malha vermelha (Foto: Diego Baquião)

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Tela vermelha x tela preta

A formação de mudas de café, normalmente se dá em viveiros sombreados ou parcialmente sombreados com uma passagem de 50% da radiação.

Nas propriedades é comum o uso do telado de coloração preta para esse fim, entretanto, estudos sugerem a utilização de malhas de coloração vermelha, isso porque a radiação vermelha e azul são as mais eficientes para otimizar várias respostas fisiológicas desejáveis nas plantas.

Os comprimentos de onda que são melhor absorvidos pelas plantas são principalmente 430 nm e 660 nm, que se refere as cores azul e vermelho respectivamente, apresentando nas plantas diferenças morfológicas devido a resposta dos pigmentos fotossintetizantes a esses comprimentos de onda.

Telas coloridas em viveiro de café

Por isso a utilização de telas coloridas tem por objetivo causar mudanças no espectro de radiação disponível para planta, proporcionando ajustes metabólicos no sistema fotossintético.

Contudo, apesar da coloração azul ser um dos comprimentos de onda mais absorvidos pelas plantas, ela excita a clorofila a um estado energético mais elevado do que a absorção de luz vermelha, no entanto, nesse estado de excitação a clorofila é extremamente instável liberando parte da energia absorvida na forma de calor, o que não ocorre com a luz vermelha.

Viveiro de café com telado na cor vermelha

Viveiro com malha de coloração vermelha (Foto: Diego Baquião).

Estudos comparativos de telas coloridas

Henrique et al., (2001), avaliou o crescimento de mudas de cafeeiro sob diferentes malhas coloridas, e observou que a tela vermelha apresentou massa seca total superior quando comparado aos outros ambientes.

Além disso, a malha de coloração vermelha também proporcionou maior teor de carboidrato nas raízes, sendo essa cor a mais eficiente na promoção de crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Fato que é extremamente vantajoso considerando as adversidades que essas mudas podem sofrer no campo.

Gráfico mostrando massa seca de raiz e massa seca total
Massa seca de raiz e massa seca total. (Fonte: UFLA – 2011).

Gráfico mostrando diferença de teores de amido em massa de matéria seca de acordo com a cor do telado

Teores de amido em massa de matéria seca de folhas e raízes de mudas de cafeeiro. (Fonte: UFLA – 2011).

Conclusão

Dessa forma, apesar da malha de coloração vermelha apresentar um custo superior quando comparado a malha preta, nota-se que as plantas se desenvolvem mais no telado vermelho, e por isso, elas possuem maiores chances de sobrevivência no campo, além do maior arranque inicial do crescimento.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

O post Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/feed/ 0
Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/#comments Sun, 17 Apr 2022 18:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7328 Você que lida com o meio agrícola, quer conquistar mais produtividade com resultados mais duradouros? Se sim, já pensou em adequar seu sistema de plantio? À medida em que toda a fazenda se alinha a uma boa estratégia, os lucros tendem a aparecer e é o caso quando falamos do sistema de plantio direto. O sistema […]

O post Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você que lida com o meio agrícola, quer conquistar mais produtividade com resultados mais duradouros? Se sim, já pensou em adequar seu sistema de plantio? À medida em que toda a fazenda se alinha a uma boa estratégia, os lucros tendem a aparecer e é o caso quando falamos do sistema de plantio direto.

O sistema de plantio direto (SPD) é um dos pilares fundamentais para a produção sustentável, pois ajuda na construção da fertilidade do solo, e a rotação/sucessão de culturas. Assim, o cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. Como por exemplo, o plantio do milho, sobre a palhada de trigo, mas o ideal é rotacionar com leguminosa e gramíneas.

A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na manutenção da umidade, aeração, temperatura e atividade macro e microbiológica do solo. Atualmente, estima-se que existam, no Brasil, cerca de 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Lembrando que, além da exploração das raízes em busca de nutrientes, as mesmas buscam por água, então, dependendo do seu empreendimento agrícola, é interessante adotar um sistema de irrigação.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Sistema de plantio direto e rotação de cultura

Com o sistema de plantio direto, o solo permanece úmido por mais tempo, ou seja, pode reduzir o gasto com água, já a rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Além disso, a rotação de culturas é uma das práticas efetivas na redução de nematoides no solo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

A união dos dois métodos: SPD e rotação de cultura, é muito utilizada no Brasil, com cultivares de soja e milho na próxima safra, e essa prática aumenta significativamente o rendimento de ambas as culturas.

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, sendo prioritária a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessária uma adequada correção da acidez, até as profundidades de 30 a 40 cm. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário na superfície, sem incorporação. A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo.

Webinar Calagem e gessagem

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura, há uma maior produção da palhada, o que fortalece o tamponamento, resiliência e estabilidade nos solos de fertilidade construída. Isso tudo, ainda favorece o funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

Na prática, por outro lado, há relatos de produtores que adotaram o SPD e tiveram problemas de compactação do solo. Nesse caso, o problema pode ser causado pelo tráfego de máquinas pesadas, principalmente se o solo ainda estiver muito úmido.

Solos sob SPD bem manejados, com mínimo revolvimento do solo, rotação de culturas e produção de palhada, não apresentam limitações físicas de manejo. Os bioporos, criados pelas raízes das culturas anteriores e mesofauna do solo, proporcionam que raízes das culturas sucessoras penetrem camadas mais compactadas.

A adoção do SPD reduz a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação. Favorece também a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência no uso da água, redução de custos, estabilidade produtiva e econômica, com melhoria das condições de vida do produtor.

Fique atento, pois apesar de você ter acabado de aprender e entender mais sobre o sistema de plantio direto e rotação de culturas no Brasil, pode estar se perguntando se esses métodos beneficiam alguma praga. E um dos maiores problemas desse sistema é o quanto ele favorece percevejos, atraídos pelos restos de culturas e eles fazem parte das principais pragas para soja, por exemplo!

Saiba mais sobre produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/feed/ 1
Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/#respond Thu, 19 Aug 2021 20:02:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9662 Neste Webinar, Maurício de Bortoli, consultor bi-campeão do CESB, apresenta dicas práticas de como construir um sistema “antifrágil” para a cultura da soja. Ele também mostra como reduzir os impactos das intercorrências dos ambientes onde plantamos e, assim, reagir a essas condições. Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra! Para mais conteúdos exclusivos […]

O post Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Neste Webinar, Maurício de Bortoli, consultor bi-campeão do CESB, apresenta dicas práticas de como construir um sistema “antifrágil” para a cultura da soja. Ele também mostra como reduzir os impactos das intercorrências dos ambientes onde plantamos e, assim, reagir a essas condições.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva no nosso canal no Youtube!

O post Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/feed/ 0
Geada no café: como evitar prejuízos na propriedade https://blog.rehagro.com.br/geada-nos-cafezais-como-evitar-prejuizos-na-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/geada-nos-cafezais-como-evitar-prejuizos-na-propriedade/#comments Tue, 20 Apr 2021 13:52:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4781 A geada nas lavouras de café no sul de Minas Gerais é uma realidade que causa medo nos produtores rurais. Isso porque é o fenômeno natural que pode levar as plantas de café a morte e perder toda a produção do próximo ano. Um exemplo clássico é o estado do Paraná que teve a cultura […]

O post Geada no café: como evitar prejuízos na propriedade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A geada nas lavouras de café no sul de Minas Gerais é uma realidade que causa medo nos produtores rurais. Isso porque é o fenômeno natural que pode levar as plantas de café a morte e perder toda a produção do próximo ano. Um exemplo clássico é o estado do Paraná que teve a cultura dizimada na década de 70 devido aos danos ocasionados pelo fenômeno.

A planta de café está entre as culturas mais sensíveis à geada. A sensibilidade está ligada a estrutura da parede celular, que no exemplo do café é sensível ao congelamento por se romper facilmente.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O frio por si só, causa um retardamento no crescimento da planta e as bordas das folhas novas amarelecem e podem ate a escurecer. Quando a geada atinge a planta, as partes atingidas atingem coloração escura, com aspecto de queima.

A geada pode atingir apenas as partes externas da planta (geada de capote), atingir o tronco em lavouras de até 1,5 anos (canela de geada) ou ainda queimar a planta como um todo. Os pontos da planta atingidos são caracterizados por grande formação de brotações (palmeamento) (MATIOELLO, et al, 2016).

Lavoura de CaféFonte: Luiz Paulo Vilela

Considerando o ponto de vista agronômico, a geada é um fenômeno que causa morte das plantas ou de algumas de suas partes em função da redução da temperatura ambiente. A morte da planta se dá devido a formação de gelo nos espaços intercelulares das plantas, que podem danificar o tecido de duas formas:

  1. Formação de cristais de gelo que rompe o tecido celular;
  2. Desidratação da célula, visto que o gelo é formado apenas por água pura e que consequentemente aumenta a concentração no meio intercelular e assim forma um potencial osmótico entre o meio inter e o intracelular.

Geada branca e geada negra

Ao contrário do que muitos pensam, o sol que atinge o gelo formado superficialmente no tecido vegetal não é a causa da queima das plantas. As geadas agronômicas são divididas em geada branca ou geada negra. A geada branca é quando há congelamento do orvalho e deposição na superfície do material vegetal, devido a condensação do vapor de água atmosférico.

A geada branca ocorre quando a temperatura de congelamento do ar é menor do que a temperatura de congelamento da planta, ou seja a umidade do ar está alta.

Geada Branca em Folha de CaféGeada branca em folha de cafeeiro no município de Nova Resende – MG (Foto: Diego Baquião).

Em condições em que a umidade do ar está baixa (o ar do ambiente está seco), o frio é capaz de congelar a seiva da planta antes mesmo de formar cristais de gelo na superfície vegetal. Portanto, não é visível como a geada branca e é denominada de geada negra. Diferente da geada negra, a geada branca em alguns casos pode ser reversível.

Como já citado, a geada ocorre nas noites que a temperatura ambiente esta baixa, ou seja, noites frias. Os meses de inverno (junho, julho e agosto) são os mais propensos a ocorrência do fenômeno, por serem secos e com as noites longas. Dias com o céu limpo (sem nuvens) e noites sem vento, também favorecem a redução da temperatura noturna.

Resistência das plantas a geada

Vários são os fatores que influenciam na resistência das plantas a geada, um deles é o estádio de desenvolvimento, em que nas fases de frutificação e maturação, a atividade fisiológica é maior, acarretando assim em maiores danos, ao passo que, uma injuria em plantas com menor atividade fisiológica causa menos danos.

O estado nutricional também influencia na resistência das plantas a geada, nesse sentido, quando se tem maior concentração de potássio diminui a temperatura de congelamento no interior da folha.

Como evitar prejuízos com geadas

Dentre os manejos existentes para reduzir o prejuízo com geadas, a escolha da área é a melhor prevenção. Realizar plantios acima da “linha de geada” (mínimo de 4 anos sem ocorrência de geada) para evitar locais de risco.

Para saber onde é formada a linha de geada é interessante buscar o histórico da área e realizar bate papos com os vizinhos e pessoas mais velhas. Os locais abaixo da lavoura devem promover a drenagem do ar frio (evitar vegetação densa) e manter vegetação de porte alto acima da lavoura para evitar a entrada de ar frio na lavoura.

Manter a cultura no limpo, é uma medida recomendada para se realizar quando se tem risco de geada, isso porque a vegetação no solo faz com que o solo não receba calor durante o dia.

Também, a eliminação da palhada é recomendada nesses casos, uma vez que a palhada apresenta baixa condutividade térmica e baixa capacidade calorífica, dessa forma, ela aquece rapidamente, e também esfria rapidamente.

Portanto, em casos de risco de geada não é recomendada manter a braquiária na entrelinha do cafeeiro para cobrir o solo, nem mesmo a palhada da braquiária, mantendo o solo nu nas entrelinhas.

Cafeeiro com entrelinha mantida no limpoEntrelinha do cafeeiro mantida no limpo (Foto: Diego Baquião).

A boa condução da lavoura também é uma medida preventiva, visto que, uma lavoura bem cuidada oferece uma maior resistência a geada.

As propriedades que dispõe de irrigação devem fazer uso da mesma, pois o processo umidifica o ar e eleva o ponto de congelamento.

Quando observado o risco de geada, realizar uma adubação foliar com sulfato de potássio tem mostrado bons resultados por dois motivos: o nutriente potássio na planta aumenta o ponto de congelamento da seiva e o processo de pulverização, além de aplicar água, também causa uma turbulência no ar frio, dispersando-o no ambiente.

Também, o chegamento de terra junto ao tronco de cafeeiros é uma prática para proteger as plantas da “canela de geada”. Em que, caso ocorra a geada, a terra protege as gemas ortotrópicas e mesmo que as folhas e ramos plagiotrópicos sejam afetados, haverá rebrota.

Foi realizado um experimento em Londrina – PR, a fim de avaliar os efeitos do tempo de permanência de terra em contato com o tronco, no crescimento de cafeeiros jovens durante o período sujeito a geadas, e a eficiência desta prática na proteção contra o fenômeno da “canela de geada”.

Por meio desse estudo, foi observado que o tempo de permanência do solo junto ao tronco não interferiu no crescimento das plantas. Já em relação aos tratamentos cujos caules das plantas foram protegidos antes da ocorrência das geadas, estes não apresentaram nenhuma planta com sintomas de “canela de geada”, enquanto que nos demais, em que as plantas não foram protegidas, houve pelo menos uma planta afetada.

O que fazer após a geada

Após a ocorrência da geada, não é possível verificar exatamente até onde queimou, e os estragos causados para se tomar a decisão do que deverá ser feito no momento. Dessa forma, é necessário esperar para que os danos apareçam e se tome a melhor decisão, sendo assim, não é recomenda a poda imediata logo após a geada em lavouras de café.

Portanto, após o aparecimento dos danos causados pela geada e dependendo da sua intensidade é recomendado a realização de podas mais leves ou podas mais drásticas, como é o caso da recepa, ou mesmo não ser recomendado nenhum tipo de poda, e realizar apenas desbrotas.

Lavoura de café após a geadaDanos observados nas lavouras de café devido a ação da geada. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Aumente os seus lucros com o café!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

O post Geada no café: como evitar prejuízos na propriedade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/geada-nos-cafezais-como-evitar-prejuizos-na-propriedade/feed/ 1
Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/ https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/#comments Mon, 16 Nov 2020 17:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8476 O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito. Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área […]

O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito.

Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.

Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.

A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.

Coeficiente de variação do estande de plantio

A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.

Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.

Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Coeficiente de variação

Onde:

  • CV = coeficiente de variação;
  • δ = desvio padrão;
  • μ = média.

Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.

Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.

Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

Fatores que interferem em uma boa plantabilidade

Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.

O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.

A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.

A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.

Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.

Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.

Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.

Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:

  • Nas semeadoras mecânicas a escolha do disco e anel apropriado é um dos fatores que interferem diretamente na qualidade da semeadura. Para sementes redondas deve-se optar por anel rebaixado, quanto ao disco deve-se optar pelo disco que entre apenas uma semente em cada furo;
  • Nas pneumáticas deve-se atentar a pressão do vácuo em cada uma das linhas, falta de vácuo pode causar falha e excesso de vácuo pode causar dupla. Outro fator é quanto a pressão do pneu da roda motriz, conferir a pressão garante uma melhor uniformidade de deposição das sementes.

A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.

Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.

Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.

Checklist semeaduraCheck list antes de iniciar a semeadura

Levantamento de plantasLevantamento de plantas

FertilizantesFertilizantes

Alavanque os resultados de sua produção!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/feed/ 1
Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos https://blog.rehagro.com.br/consorcio-milho-braquiaria/ https://blog.rehagro.com.br/consorcio-milho-braquiaria/#respond Mon, 13 Apr 2020 13:00:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7343 O consórcio milho (Zea mays) com braquiária (Urochloa spp.) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o gado […]

O post Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O consórcio milho (Zea mays) com braquiária (Urochloa spp.) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o gado e resíduo de palha.

A diferença entre um objetivo e outro consiste na população e distribuição de plantas. Para formação de pasto é desejado maior população de plantas comparado a menores populações para produção da palha.

Lavoura com consórcio milho braquiária

A sucessão soja/milho safrinha apresenta baixos níveis de cobertura do solo, principalmente nos meses de agosto a outubro, entre a colheita do milho e a semeadura da soja, provocando decomposição da palha produzida nas safras anteriores, redução nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

No Brasil o consórcio de milho com plantas de cobertura no outono/inverno é uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produção e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econômico.

Solos sob SPD necessitam de um aporte de 12 toneladas de palha por ano, o manejo de milho consorciado com braquiária pode proporcionar grande incremento de palha no sistema de produção.

Além disso, os benefícios dessa tecnologia têm a possibilidade de atingir todos os produtores rurais independente do nível tecnológico adotado na fazenda, pelo aumento da produtividade das culturas e da sociedade como um todo pelos benefícios sociais e ambientais decorrentes do uso dessa prática agrícola.

Implantação do consórcio milho-braquiária

No consórcio de milho com braquiária tem sido adotada uma taxa de semeadura de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do híbrido para cada região e de 7 a 15 quilos por hectare de braquiária, dependendo das condições edafoclimáticas da região.

A quantidade ideal de sementes de braquiária a serem utilizadas no consórcio deve ser calculada em função do valor cultural das sementes. Sempre que possível deve adquirir sementes de empresas idôneas, registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que contenham todas estas informações disponíveis na etiqueta colada à embalagem.

Cálculo sobre a quantidade de sementes da braquiária a ser utilizada no consórcio

Onde:

  • QS – quantidade de sementes kg/ha
  • VC – valor cultural das sementes.

A semeadura da braquiária pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de plantas daninhas, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produção de forragem.

Em condições de safrinha deve ser semeada a braquiária na profundidade de 3 cm. Na distribuição superficial das sementes de braquiária, a germinação de plantas depende da intensidade de chuva após a semeadura e da movimentação superficial do solo pela operação de plantio.

O consórcio do plantio de milho com linhas intercaladas às linhas do milho apresenta maior eficiência para espaçamentos de 0,75 a 1,0 m entre linhas de milho, tendo em vista a produção de palha para cobertura do solo.

Essa modalidade pode ser realizada intercalando as linhas das semeadoras de milho, e adicionando discos de semeadura de braquiária.

Como forma alternativa pode ser plantado linhas intercalares de milho e realizar a semeadura da braquiária com semeadora de grãos pequenos.

Outra forma de cultivo do consórcio e a semeadura de ambos na mesma linha, que pode ser utilizado em cultivos de milho em espaçamento reduzido, tanto para a produção de palha quanto para a produção de forragem. Para esse plantio é utilizado uma terceira caixa para sementes de braquiária, e posicionadas a saídas das sementes juntamente com a sementes de milho.

O sistema de consórcio com braquiária em área total pode ser utilizado para cultivos de milho em espaçamento reduzido e normal, sendo indicado para produção de palha e para produção de forragem.

A diferença desta modalidade para a modalidade em linha é o posicionamento das sementes de braquiária, que neste caso é distribuída em área total.

Normalmente, as sementes da braquiária são distribuídas na superfície do solo antecedendo ou simultaneamente à semeadura do milho, e parcialmente incorporadas pela passagem da máquina durante o plantio.

Uso de herbicidas no controle de plantas daninhas e no travamento da braquiária

Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito à redução da capacidade competitiva interespecífica das espécies cultivadas, no entanto, sem deixar de levar em consideração o controle integrado de plantas daninhas. Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a adoção de sistemas de cultivo de ILP, porém com grande capacidade de expansão.

Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesejáveis da competição interespecífica entre a cultura do milho e as espécies forrageiras é o uso de herbicidas.

Graças ao baixo custo operacional, em função da utilização de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supressão adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produção de massa.

Um dos fatores limitantes para utilização desta técnica é a disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as espécies forrageiras (Tabela 1).

Um dos principais agravantes da utilização de herbicidas diz respeito à dose e ao estádio da forrageira no momento da aplicação, sendo indicado após iniciar formação do perfilho (Figura 1).

Planta braquiária após controle de plantas daninhas

Braquiária após o controle de plantas daninhas.

Tabela com a relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras

Relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras.

Aliar o manejo adequado das espécies forrageiras evitando a competição interespecífica entre as culturas do milho e as espécies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em consórcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, já que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira é a mesma necessária para o adequado controle da flora invasora.

 Além disso, a baixa disponibilidade de técnicas e, principalmente de mecanismos de ação de herbicidas que se adéquam ao sistema de consórcio limita ainda mais a implantação do sistema. Outro agravante é o crescente aumento no aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas, dificultando a recomendação de até então utilizados, como atrazine e nicosulfuron.

A redução da população de plantas daninhas é outro benefício dos sistemas consorciados, sendo observados reduções significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produção. Quando uma forrageira é utilizada como cobertura é adequadamente implantada e conduzida, os benefícios podem ser observados a longo prazo.

O consórcio milho braquiária aumenta a massa total de resíduos e inibe a presença de plantas daninhas de difícil controle no ano de seu cultivo. A reinfestação por buva ocorre após um ano sem consórcio e de capim amargoso após dois anos sem consórcio, porém em menores quantidades do que na sucessão soja-milho safrinha.

Dessa forma, tendo a braquiária integrada ao sistema de produção de grãos ou até mesmo ao ILP (Figura 2), possibilita a produção de alimentos com menor emissão de gases de efeito estufa, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegetação o ano todo.

Lavoura consorciada milho-braquiária

Lavoura de milho consorciada com braquiária.

Aumente a lucratividade de suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

Aprenda a aumentar os lucros de sua produção de grãos com o Curso Gestão na Produção de Grãos do Rehagro. Clique e saiba mais!

Curso Gestão na Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/consorcio-milho-braquiaria/feed/ 0
Centenas de cultivares de café: qual plantar? https://blog.rehagro.com.br/webinar-centenas-de-cultivares-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-centenas-de-cultivares-de-cafe/#respond Fri, 14 Feb 2020 18:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6886 Em novembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar sobre centenas de cultivares de café. O palestrante foi Vinicius Andrade, Engenheiro Agrônomo pela UFLA, Doutor em genética e melhoramento de plantas pela IAC e Consultor em Cafeicultura e Pesquisador do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar […]

O post Centenas de cultivares de café: qual plantar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>

Em novembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar sobre centenas de cultivares de café. O palestrante foi Vinicius Andrade, Engenheiro Agrônomo pela UFLA, Doutor em genética e melhoramento de plantas pela IAC e Consultor em Cafeicultura e Pesquisador do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso 4º Webinar Café! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!

O post Centenas de cultivares de café: qual plantar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/webinar-centenas-de-cultivares-de-cafe/feed/ 0
Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/#comments Wed, 27 Mar 2019 17:19:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5655 Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão. Você sabia que a polinização […]

O post Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão.

Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.

O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Processo de Polinização do Milho

Expressão Genética

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados. 

Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.

Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica. 

Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.

Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.

Polinização do Milho

Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

  • Ao entrar no período de florescimento, as plantas de milho emitem as inflorescências, que são a masculina – pendão (Figura 1) e feminina – espiga (Figura 2).

Inflorenscências Pendão e Espiga

  • Pendão: órgão responsável pela produção e liberação dos grãos de pólen do milho.
  • Dispersão: é por meio dele que ocorre a principal forma de dispersão, que é através do vento, que acaba carregando os grãos de pólen até uma distância de 500 metros sem que sua viabilidade seja afetada.
  • Considerações: a dispersão pode durar de 5 a 8 dias, os quais, permanecem viáveis por até 24 horas após sua liberação, podendo variar de acordo com as condições ambientais.
  • Estilo-estigma: popularmente chamado de “cabelo” do milho, é o responsável por levar o grão de pólen até o óvulo do milho.
  • Dispersão: após a dispersão do pólen, o mesmo cai nesse estilo-estigma, dando início ao processo de fecundação dos óvulos.
  • Considerações: condições adequadas para que o estilo-estigma permaneça viável: Temperaturas entre 16º C e 35ºC; Umidade relativa superior a 65%.
  • Curiosidade: cada “cabelo” do milho corresponde a um óvulo que, quando fecundado, formará um grão. É importante ressaltar que cada espiga pode produzir de 500 a 1000 óvulos.
  • Alerta: condições ambientais como tempo seco, neste período, faz com que o estilo-estigma perca umidade e isso resultará em baixa germinação do tubo polínico e consequentemente, baixa fecundação do óvulo e assim, não formará grãos causando falhas na espiga.

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

Por isso, se você quiser saber ainda mais sobre a produção de milho em nosso país, obtenha o e-book Produção de Milho no Brasil. Clique no botão abaixo e receba gratuitamente:

Produção de milho no Brasil

Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.

Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Lagarta-da-espiga

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.

Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.

Torne-se especialista em produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/feed/ 3
Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/#respond Wed, 28 Nov 2018 12:59:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5574 O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco. O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão. Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios […]

O post Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco.

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.

Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.

Características do mofo-branco

Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.

Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:

Mofo Branco no FeijãoFigura 1 – Escleródios de mofo-branco

Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:

  1. Miceliongênica: a qual ocorre a produção de hifas, que podem estar presentes em sementes e dar origem à uma nova disseminação da doença na lavoura;
  2. Carpogênica: nesse caso ocorre a produção dos apotécios, estruturas em formato de cogumelo (Figura 2), que liberam os ascósporos (Figura 3) no ambiente. Os ascósporos são disseminados pelo vento e são estas as estruturas capazes de infectar a planta.

Tipos de germinação do mofo brancoFigura 2                                                                     Figura 3

Fonte: COBB & DILLARD, 2004.

O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.

O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:

Ciclo de infecção do mofo brancoFonte: APS Home

Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.

Sintomas do mofo-branco no feijoeiro

Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.

Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.

Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Manejo do mofo-branco na lavoura de feijão

Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.

Rotação de culturas

Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.

Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.

Aquisição de sementes

O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.

Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.

Tratamento de semente (TS)

O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.

Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.

Escolha da cultivar

Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.

Espaçamento e densidade de semeadura

Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.

Época de plantio

Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.

Uso de fungicidas

As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.

Uso de produtos biológicos

O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.

O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.

Seja especialista na produção de grãos!

A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.

Seja esse profissional referência no mercado de grãos. Especialize-se e ganhe destaque no setor!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

O post Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/feed/ 0
Cigarra-do-cafeeiro: veja como controlar essa praga https://blog.rehagro.com.br/cigarra-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/cigarra-do-cafeeiro/#comments Wed, 28 Nov 2018 12:42:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5567 Inseto pertencente a ordem hemíptera, a cigarra-do-cafeeiro é um inseto sugador que possui metamorfose incompleta. É uma praga que não ataca somente o cafeeiro (Polífago), dessa forma, ela pode atacar outras espécies de plantas. Segundo Souza et al. (1983), na cafeicultura da região do Sul de Minas, ocorrem três espécies de cigarra, sendo elas: Quesada […]

O post Cigarra-do-cafeeiro: veja como controlar essa praga apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Inseto pertencente a ordem hemíptera, a cigarra-do-cafeeiro é um inseto sugador que possui metamorfose incompleta.

É uma praga que não ataca somente o cafeeiro (Polífago), dessa forma, ela pode atacar outras espécies de plantas.

Segundo Souza et al. (1983), na cafeicultura da região do Sul de Minas, ocorrem três espécies de cigarra, sendo elas:

  1. Quesada gigas;
  2. Fidicinoides sp.;
  3. Carineta sp.

No entanto, a Q. gigas é predominante e causa maiores prejuízos, essa espécie possui em torno de 5 a 7 cm e apresenta trânsito de agosto a novembro, por isso, deve-se ficar atento com a ocorrência dessa praga.

Tipos de cigarras-do-cafeeiroAdultos de Q. gigas, macho (esquerda) e fêmea (direita). (Fonte: Paulo Rebelles Reis – EPAMIG)

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Ciclo da cigarra-do-cafeeiro

As fêmeas adultas após terem sido copuladas pelos machos, depositam seus ovos nos ramos das plantas hospedeiras e após a eclosão dos ovos, há a formação da fase ninfa móvel, que desce até o solo através de um filamento produzido pela própria ninfa, a fim de buscar uma raiz do cafeeiro e iniciar sua alimentação da seiva.

Terminada a fase de ninfa móvel e já totalmente desenvolvida, elas abandonam o solo, deixando buracos no solo em sua saída, sobem no caule do cafeeiro e fixam-se no tronco, passando assim para a fase ninfa imóvel (Souza et al., 2007).

Posteriormente a essa fase, ocorre a ecdise (mudança do exoesqueleto) emergindo o adulto, dessa forma estando prontas ao acasalamento.

cigarras do cafeeiro na terraNinfas móveis de Q. gigas no solo (Fonte: Paulo Rebelles Reis – EPAMIG)

cigarras do cafeeiro em lavoura de caféCigarra-do-cafeeiro.

Danos e prejuízos da cigarra-do-cafeeiro

Apesar de ser uma praga que não ataca apenas a cultura do café, as cigarras podem trazer prejuízos ao cafeeiro, quando não manejadas corretamente.

Devido a sua alimentação da seiva das raízes, pode acarretar em prejuízos ao aproveitamento de água e nutrientes, resultando em:

  • Morte das raízes;
  • Clorose;
  • Queda precoce de folhas;
  • Prejuízos a granação dos frutos;
  • Queda na produção;
  • Diminuição da vida útil das lavouras;
  • Definhamento progressivo e morte das plantas, em casos mais severos.

Monitoramento e controle da cigarra

Embora nos últimos anos as cigarras não tenham apresentando grandes problemas em diversas lavouras cafeeiras, devido ao controle com produtos eficientes via solo, ainda podemos encontrar lavouras com infestação dessa praga. Para a tomada de decisão do controle, deve-se realizar o monitoramento, com o intuito de verificar a infestação.

O monitoramento é feito nos talhões, após observar a presença de orifícios circulares de saída de ninfas móveis do solo, na projeção da copa do cafeeiro e a presença de exúvias no caule.

Deve-se escolher 10 plantas ao acaso, e realizar trincheiras de um lado dessas plantas, retirando as ninfas encontradas, para posteriormente serem contabilizadas e multiplicadas por dois, para que represente ambos os lados da planta amostrada. Caso sejam encontradas mais de 35 ninfas móveis, deve-se realizar o controle (Souza et al., 2007).

O controle químico pode ser feito com inseticidas do grupo químico neonicotinóide, como imidacloprid e thiamethoxam, devendo observar a dosagem recomendada e o modo de aplicação para cada produto. Com o intuito de realizar uma boa distribuição, para melhor contato e absorção pelas raízes.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café Arabica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

O post Cigarra-do-cafeeiro: veja como controlar essa praga apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/cigarra-do-cafeeiro/feed/ 2
Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/ https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/#comments Wed, 31 Oct 2018 13:35:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5321 Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer. Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato […]

O post Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer.

Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato de em algumas situações a perda de controle da praga implicar em uma alta % de desfolha do cafeeiro, refletindo em grande perda de produtividade.

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Danos causados pelo bicho-mineiro

Essa praga tem grande importância na cultura do café, pois provoca redução da área foliar e queda de folhas, com consequente diminuição da fotossíntese, resultando assim em queda na produção.

Geralmente, em condições de ataque intenso, é observado maior desfolha no topo da planta.

Ciclo do bicho-mineiro

Com metamorfose completa, esse inseto passa pelas fases: ovo, lagarta, pupa ou crisálida e adulto, sendo a lagarta que causa o dano ao cafeeiro, visto que elas se alimentam do parênquima paliçádico causando lesões e deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”, que diminuem a área fotossintética, e em altas infestações podem causar grande desfolha.

A duração do ciclo evolutivo do bicho-mineiro pode variar entre 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas, em que situações de baixa umidade e altas temperaturas resultam em encurtamento do ciclo, proporcionando assim um ataque mais intenso e severo.

Ciclo do bicho-mineiro

Condições favoráveis para incidência

O ataque do bicho-mineiro é mais severo em regiões e períodos de seca segundo Zambolim et al. (2007), dessa forma períodos de estiagem favorecem essa praga.

Fernandes et al. (2009) realizou um trabalho mostrando os efeitos das variáveis ambientais na densidade populacional de bicho-mineiro, como mostra o gráfico abaixo, evidenciando que as maiores densidades da praga correspondem a períodos com baixa precipitação e baixa umidade relativa.

Assim, visto a observação de aumento de temperatura nos meses mais secos do ano (maio a setembro), esta praga tem se tornado um grande problema nas regiões do Cerrado Mineiro, Goiás e Bahia, e, no Sul de Minas tem-se observado ano a ano um aumento da pressão da praga nestes períodos.

Incidência de bicho-mineiro

Além das condições já citadas, o bicho-mineiro tem preferência por espaçamentos mais abertos e pelas faces mais ensolaradas, como mostra um trabalho feito por Custódio et at. (2008), que houve uma maior incidência de bicho-mineiro na face norte, devido ao menor período de molhamento foliar e maior ressecamento, evidenciando a preferência dessa praga pelas faces de maior exposição das folhas ao sol.

Monitoramento do bicho-mineiro

O monitoramento é uma prática aliada para tomada de decisões mais acertadas. Visto que, essa prática permite entender como está a infestação dessa praga na lavoura. Este acompanhamento pode ser através de amostragens de folhas na área.

Na amostragem de folhas é importante que a lavoura seja dividida em talhões homogêneos, posteriormente pode iniciar o monitoramento escolhendo plantas ao acaso no talhão e coletando o 3° ou 4° par de folhas, com caminhamento em zigue-zague para melhor representatividade da área.

Após a coleta, realiza-se a separação de folhas com larvas vivas e folhas minadas sem larvas vivas, para que se tenha a porcentagem de cada uma delas. Após a contagem de cada conjunto de folhas, esse valor é dividido pelo número total de folhas coletadas e multiplicado por 100. O valor resultante será a porcentagem de folhas com larvas vivas e folhas apenas minadas de bicho-mineiro. A partir disso, parte para a tomada de decisão.

É importante que o técnico esteja sempre atento aos locais e áreas com maior risco de infestação, pois como vimos, o ciclo da praga pode encurtar e a infestação aumentar em um curto espaço de tempo. Por isso a importância de se conhecer o histórico da área e estar sempre atento as condições climáticas para realização do monitoramento e controle na época adequada.

Caso, ao entrar com um controle na lavoura tenha mais do que 15% de minas com larvas vivas, deve-se primeiro entrar com inseticida de choque (carbamato ou fosforado) e após aproximadamente 7 a 12 dias entrar com um inseticida residual (diamida, espinosina).

À vista disso, é importante que o técnico ou responsável esteja sempre atento as condições de bicho-mineiro na área, visto que essa praga pode ocorrer o ano todo, com maior ataque em algumas épocas do ano. Por isso a importância de se atentar para essas épocas com maior severidade da praga.

Controle do bicho-mineiro

Dentre os vários métodos de controle, podemos citar o controle cultural, genético, biológico e químico.

No controle cultural, tratos culturais adequados, para proporcionar um maior enfolhamento das plantas.

O controle genético consiste na busca de cultivares resistentes ao bicho-mineiro, entretanto, para esse controle a decisão ocorre no plantio, por isso a importância de um bom planejamento.

O controle biológico ocorre naturalmente com predadores e parasitas de bicho-mineiro, podendo citar respectivamente as vespas, que perfuram as minas e retiram as larvas (Souza et al. 1998) e os microhimenopteros que é capaz de parasitar uma larva ou pupa.

Entretanto, o uso indiscriminado e inadequado de inseticidas pode acarretar em morte de inimigos naturais com consequente desequilíbrio da população de bicho-mineiro, causando severos danos.

No controle químico, pode-se utilizar os grupos químicos registrados para a cultura, como Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tomando o cuidado com as doses utilizadas, as misturas de ingredientes ativos, ou mesmo a não rotação deles, que podem causar tanto a morte de inimigos naturais como o aumento de resistência do inseto.

Controle químico do bicho-mineiro

Grupos químicos para manejo do bicho-mineiro na cultura do café

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você.

Curso Gestão na Produção de Café

O post Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/feed/ 1
Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/#respond Thu, 18 Oct 2018 13:27:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5242 A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas? No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. […]

O post Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas?

No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.

Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.

Produção de milho no Brasil

Fisiologia e fenologia do milho

O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.

Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.

Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.

Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):

  • Germinação e emergência: período compreendido entre a semeadura e o aparecimento da plântula acima do solo.
  • Crescimento vegetativo: período compreendido entre o aparecimento da primeira folha verdadeira até o início do florescimento. Esta etapa apresenta variações, as quais são caracterizadas pelo número de folhas.
  • Florescimento: período entre a abertura da flor masculina (pendão) e plena fecundação (início da formação dos grãos).
  • Frutificação: período que se estende após a fecundação até o enchimento completo dos grãos. A fase de enchimento dos grãos é caracterizada por diferentes estádios, dependendo do grau de desenvolvimento dos mesmos.
  • Maturidade fisiológica: período final da frutificação o qual é caracterizado pelo aparecimento do “ponto preto” no grão.

Estádios fenológicos do milhoCiclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow

Estágios de desenvolvimento e exigências climáticas

  • Germinação/Emergência: temperatura e umidade adequados favorecem o processo germinativo, dando início à formação de uma planta jovem. Temperatura de 18°C após a semeadura, permite que de 3 a 5 dias ocorra a germinação, para isso é necessário que a semeadura seja feita sob boas condições de umidade.
  • V4 – Milho com quatro folhas desenvolvidas: nesta fase ocorre a definição do potencial produtivo da lavoura, é muito importante se atentar ao controle de plantas daninhas e pragas. Outro ponto importante é a realização da adubação nitrogenada.
  • VT – Etapa de pendoamento: nesta fase, ocorrência de altas temperaturas, aliadas à baixa disponibilidade hídrica, luminosidade e deficiência nutricional, podem antecipar de forma expressiva a emissão do pendão, bem como maturação dos grãos de pólen antes que a espiga esteja apta a desenvolver suas funções, ou seja, pode ocorrer falta de sincronismo entre a emissão dos órgãos feminino e masculino.
  • R1 – Período de florescimento e polinização: as condições favoráveis nesta etapa são: temperatura entre 16-35°C e umidade relativa superior a 65%. Umidade relativa abaixo de 50% e temperatura superior a 35°C podem reduzir a viabilidade dos grãos de pólen, reduzindo a fecundação e consequentemente a produtividade.
  • R2 – Grãos leitosos a R5 Grãos duros: nesta etapa, a ocorrência de período nublado, deficiência hídrica, redução de área foliar por ataque de pragas e doenças e desequilíbrio nutricional, reduzirão consideravelmente a taxa de acúmulo de matéria seca nos grãos, reduzindo o peso dos mesmos e produtividade.

Influência da temperatura para o milho

Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.

Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.

Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.

Sabendo-se alguns dos  efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:

  • Germinação: entre 25-30°C;
  • Emergência a floração: entre 24-30°C;
  • Temperatura média diária: 21°C apresenta maior rendimento de grãos;
  • Temperatura média noturna: 19ºC.

Seja especialista na produção de grãos!

A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.

Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.

Com eles, você pode dominar:

  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação;
  • Gestão financeira e econômica.

Seja esse profissional referência no mercado de grãos. Especialize-se e tenha destaque no setor!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

O post Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/feed/ 0
Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-conceitos-basicos/ https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-conceitos-basicos/#respond Thu, 21 Jun 2018 18:43:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4447 Um solo fértil é um solo com grande capacidade de fornecer nutrientes para a planta. Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta. […]

O post Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Um solo fértil é um solo com grande capacidade de fornecer nutrientes para a planta.

Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta.

Para alcançar o máximo de fertilidade é preciso conhecer o solo da propriedade, peculiaridades e características para que o manejo seja muito bem feito e que os resultados na lavoura sejam fantásticos.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Pontos importantes e determinantes para a fertilidade do solo

  • 17 elementos químicos são necessários para a nutrição das plantas, sendo 14 deles fornecidos pelo solo. O primeiro papel do solo é de fornecedor esses elementos químicos essenciais para que a planta se desenvolva.
  • A água é o principal fator limitante de produção máxima, sendo a fertilidade o segundo.
  • Cada solo tem uma capacidade diferente de fornecer nutrientes para as plantas em função de suas características químicas, físicas e biológicas.
  • O manejo dos nutrientes para o solo é específico para cada tipo de solo e de cultura.

Algumas características são tão determinantes para se trabalhar a fertilidade do solo que são denominadas “Leis da Fertilidade do Solo”.

E-book Calagem na cultura do café

Leis da fertilidade do solo

É necessário conhece-las para definir as ações e conseguir atuar na melhoria da fertilidade do solo e alcançar máxima produtividade:

Lei do Mínimo

“A produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam disponíveis e em quantidade adequada”.

A Lei do Mínimo nos permite concluir que a planta precisa de todos os 14 nutrientes em suas quantidades adequadas para uma produção sustentável e em grande escala.

Lei dos Incrementos Decrescentes

“Ao se adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção é obtido com a primeira dose. Com aplicações sucessivas do nutriente, os incrementos de produção são cada vez menores”. 

A Lei dos Incrementos Decrescentes dita que o aumento da produção com aplicação de fertilizantes e corretivos não é linear.

O manejo correto da fertilidade é responsável pela maior parcela dos ganhos de produtividade obtidos com o uso de práticas culturais recomendadas para as diversas culturas.

Isto quer dizer que, se avaliarmos a fertilidade do solo de maneira correta, aplicaremos a quantidade correta de fertilizantes e corretivos necessária para explorarmos o máximo de produção que aquela cultura pode nos oferecer. Por isso, conhecer os conceitos básicos sobre fertilidade do solo é fundamental.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

O post Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-conceitos-basicos/feed/ 0
Qual a melhor época para plantar cana-de-açúcar? https://blog.rehagro.com.br/plantio-da-cana-de-acucar/ https://blog.rehagro.com.br/plantio-da-cana-de-acucar/#comments Mon, 18 Jun 2018 12:42:43 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4350 A cana-de-açúcar é uma cultura de grande importância para a pecuária brasileira, amplamente cultivada pelos produtores devido ao fácil manejo, simples condução da lavoura e capacidade de produzir grandes quantidades de volumoso por unidade de área. Se bem manejada, esta cultura pode produzir 150 a 200 toneladas/ha de massa verde em um único corte. A […]

O post Qual a melhor época para plantar cana-de-açúcar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A cana-de-açúcar é uma cultura de grande importância para a pecuária brasileira, amplamente cultivada pelos produtores devido ao fácil manejo, simples condução da lavoura e capacidade de produzir grandes quantidades de volumoso por unidade de área.

Se bem manejada, esta cultura pode produzir 150 a 200 toneladas/ha de massa verde em um único corte. A época de plantio deve ser baseada no objetivo da sua produção.

A baixa produtividade obtida por alguns produtores está diretamente ligada à utilização de práticas inadequadas de manejo como: controle de pragas e doenças, combate a plantas daninhas, adubação de cobertura, época de corte, dentre outras.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Escolha das variedades de cana

A escolha da variedade a ser implantada vai depender de uma série de fatores como:

  • Resistência a pragas e doenças;
  • Ausência de joçal;
  • Resistente ao tombamento;
  • Produtividade alta;
  • Ciclo da cultura;
  • Época de colheita;
  • Fertilidade do solo;
  • Área total de plantio;
  • Tipo de colheita;
  • Época de colheita;
  • Ciclo de maturação.

Época de colheita de cana-de-açúcarTabela 1. Época de Colheita em Função do Ciclo de Maturação das Variedades /Fonte: Oliveira (2010)

Plantio das mudas

Com base na finalidade do canavial e de acordo com o planejamento anual da fazenda, são definidas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:

  1. Cana-de-ano;
  2. Cana-de-ano-e-meio;
  3. Cana-de-inverno.

cana de açucar

Antes do plantio da cana, devem ser observados alguns fatores como:

  • Aquisição de mudas sadias;
  • Correção do solo;
  • Enterro correto das mudas;
  • Adubação de acordo com a análise de solo;
  • Combate eficiente de plantas daninhas;
  • Espaçamento e densidade de plantio de acordo com a capacidade produtiva do cultivar a ser implantado.

O cumprimento de todas essas etapas e o monitoramento da cultura ao longo de todo o ciclo, aliado às condições ambientais favoráveis durante o ciclo da cultura, garante ao produtor a chance de explorar todo potencial produtivo da cana-de-açúcar.

Épocas de plantio da cana-de-açúcar

Cana de ano

Esse método é muito utilizado por pecuaristas com urgência de alimentos para os animais, pois proporciona rápida produção de alimento. O canavial apresenta baixa produtividade no primeiro ano.

Nesse sistema, o plantio da cana é realizado no início da estação chuvosa (outubro a dezembro). A planta tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de março a abril e nos próximos meses inicia-se o processo de maturação. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.

Abaixo, segue o custo de formação de um canavial na região central de Minas Gerais.

Tabela com custo de formação de um canavialTabela 2. Custo de Formação de Canavial na Região Central de Minas Gerais Safra 2011/2012

No sistema de cana-de-ano, deve ser tomado grande cuidado durante o plantio em solos sujeitos à erosão, já que ficará exposto durante toda a estação chuvosa.

Cana de ano e meio

É um método onde a cultura terá de 15 a 18 meses para se desenvolver, obtendo-se assim altas produtividades logo no primeiro ano. É um método muito usado por usinas e destilarias.

A cana de ano e meio é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março) época em que a planta encontra condições ideais de temperatura e umidade para seu desenvolvimento, permitindo assim brotação rápida e completo pegamento das mudas, reduzindo também o índice de doenças nos toletes.

O crescimento da planta é retomado com a chegada do inverno (abril a setembro) e finalmente tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de outubro a abril. Nos meses seguintes, a planta inicia o seu processo de maturação até completar 15 a 18 meses. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.

Uma grande vantagem desse sistema é que o plantio não coincide com a colheita e há um melhor controle de plantas daninhas e também menor incidência de doenças.

Na figura abaixo, é possível perceber o comportamento do desenvolvimento de uma cana-de-ano em relação a cana-de-ano-e-meio.

Ciclos da cana-de-açúcar e variações de temperatura e pluviosidadeFigura 1: Ciclos de Cana-de-açúcar e variações na temperatura e pluviosidade na Região Centro-sul do Brasil. Fonte: Castro (1999) citado por Maximiliano (2002)

Cana de inverno

Esse sistema é adotado em propriedades em que há disponibilidade de irrigação, pois o plantio é realizado na época seca do ano.

O canavial apresenta altas produtividades já no primeiro ano, pois é possível controlar a disponibilidade de água no solo.

Experimento conduzido por Moura et al (2005) no município de Capim-PB, comprovaram que a irrigação contribui para uma maior produção de matéria verde do canavial quando comparada com um tratamento sem irrigação.

Produção de cana-de-açúcar com diferentes adubaçõesFigura 2. Produção de Cana-de-açúcar em relação a Diferentes Adubações de Cobertura em Áreas Com e Sem Irrigação /Fonte: Adaptado Moura, et al (2005)

O melhor sistema é aquele que atenderá as necessidades de cada produtor. Para isso, é necessário avaliar bem cada sistema levando em consideração a finalidade de sua produção e os recursos disponíveis em sua propriedade.

A cana-de-açúcar é uma cultura que se bem conduzida exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. Porém, só será produtivo durante todo esse tempo com produtividade alta se forem seguidas todas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e controle eficiente de plantas daninhas, colheita no período correto conforme recomendado pelo técnico responsável.

O post Qual a melhor época para plantar cana-de-açúcar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/plantio-da-cana-de-acucar/feed/ 14
Gesso agrícola: entenda qual o objetivo da sua utilização https://blog.rehagro.com.br/gessagem-agricola/ https://blog.rehagro.com.br/gessagem-agricola/#comments Fri, 15 Jun 2018 20:00:56 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4329 A aplicação de gesso agrícola é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S) para as plantas, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade. Obtenção de gesso agrícola As […]

O post Gesso agrícola: entenda qual o objetivo da sua utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A aplicação de gesso agrícola é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S) para as plantas, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade.

Obtenção de gesso agrícola

As rochas fosfáticas, principalmente a fluoropatita, são matéria prima para obtenção dos diversos fosfatos presentes no mercado, o Superfosfato Simples, Superfosfato Duplo, o MAP (Fosfato Monoamônico) e DAP (Fosfato Diamônico).

A partir dessas reações surgem os subprodutos os Sulfatos de Cálcio, CaSO4.2H2O (gesso agrícola). O gesso agrícola também pode ser obtido através de jazidas de gipsita.   

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Recomendação da gessagem

É recomendado o uso do gesso agrícola quando o resultado da análise de solo apresentar as seguintes características nas camadas subsuperficiais:

  • Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m): > 30%.

Um método muito usado é o proposto pela CFSEMG, onde a recomendação de gesso é baseada na textura do solo, conforme mostrado na tabela a seguir.

Tabela mostrando a necessidade de gesso agrícola

A quantidade de gesso deve ser calculada com base na área coberta (SC) pelo corretivo. No caso de culturas perenes, 75% e se culturas anuais 100%. A profundidade que o gesso deverá atingir (PF) também influi na quantidade de gesso. Com base nesses dados, utiliza-se a fórmula abaixo:

QG (t/ha) = NG x (SC/100) x (PF/20), onde,

  • QG = quantidade recomendada de gesso em t/ha;
  • SC = superfície coberta pelo gesso;
  • PF = espessura que o gesso deverá atingir.

Existem vários métodos de recomendação de gesso, porém o mais utilizado é o proposto por Souza et al (1997):

  • Para culturas anuais a NG (kg/ha) = 50 x % argila;
  • Para culturas perenes a NG (kg/ha) = 75 x % argila.

Área onde foi aplicado gesso no solo Área após aplicação de gesso

Após ser incorporado no solo, o gesso sofre uma dissolução e disponibiliza os íons de Ca e S formando pares iônicos com os íons já presentes na solução do solo e devido a sua alta mobilidade no perfil do solo, carrega os cátions para as camadas mais profundas. Abaixo, segue a reação de dissolução do gesso no solo:

2 CaSO4.2H2O + 2 H2O = Ca+2 + SO4-2 + CaSO40 + 3 H2O

A aplicação pode ser feita junto com o calcário em área total, mas nunca substituí-lo. Caso não seja recomendado a aplicação do calcário, não é necessário incorporar o gesso uma vez que ele é muito móvel no solo.

Webinar Calagem e gessagem na produção de grãos

Benefícios da gessagem

A aplicação do gesso agrícola fornece uma série de vantagens como:

  • Fornecer Cálcio e Enxofre;
  • Maior desenvolvimento do sistema radicular;
  • Melhora a absorção de água e nutrientes pelas raízes mais profundas;
  • Aumenta da resistência das plantas à veranicos;
  • Melhora a absorção de outros nutrientes pela planta.

Desenvolvimento do sistema radicular Desenvolvimento do Sistema Radicular

Comparação do sistema radicular sem gesso e com gessoComparação do sistema radicular

Na imagem acima, Djalma Martinhão (Pesquisador da Embrapa-CPAC) demonstra a melhoria no sistema radicular na camada subsuperficial após a adição do gesso, quando se compara as imagens A (sem adição de gesso) e a B (com adição de gesso).

Conforme demonstrado na figura, percebe-se claramente que a toxidez por alumínio e a deficiência do Ca não ocorrem somente na camada superficial

A recomendação do gesso é obtida através da análise das camadas subsuperficiais do solo. Essa prática proporciona um aumento do sistema radicular e fornecimento de Ca e S para as camadas mais profundas. O gesso não precisa ser incorporado, pois é bastante móvel no solo.

Obtenha safras com alta produtividade!

O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

Curso Fertilidade do Solo e Nutrição das Plantas

O post Gesso agrícola: entenda qual o objetivo da sua utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/gessagem-agricola/feed/ 9
Mancha aureolada do cafeeiro: como fazer o controle https://blog.rehagro.com.br/controle-da-mancha-aureolada-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/controle-da-mancha-aureolada-do-cafeeiro/#comments Thu, 14 Jun 2018 12:52:22 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4218 A mancha aureolada é uma doença que tem se destacado na cafeicultura brasileira nos últimos anos. Ela é causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. Garcae e foi constatada pela primeira vez em 1955, na região de Garça, no Estado de São Paulo. Tal enfermidade era mais comum nas regiões cafeeiras mais frias, como os estados […]

O post Mancha aureolada do cafeeiro: como fazer o controle apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A mancha aureolada é uma doença que tem se destacado na cafeicultura brasileira nos últimos anos. Ela é causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. Garcae e foi constatada pela primeira vez em 1955, na região de Garça, no Estado de São Paulo.

Tal enfermidade era mais comum nas regiões cafeeiras mais frias, como os estados do Paraná e São Paulo, porém, nos últimos anos tem-se constatado também nas zonas cafeeiras do Cerrado Mineiro (Triângulo e Alto Paranaíba), Sul de Minas e áreas de elevada altitude das Matas de Minas.

Tem maior severidade, em sua maioria, em lavouras novas, com até 4 anos, mas lavouras velhas que foram podadas e viveiros de mudas podem ser altamente vulneráveis.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Penetração da bactéria na planta

A bactéria penetra na planta de café por diversos mecanismos, sendo basicamente através de ferimentos, os quais podem ser causados por ataque de outras doenças/pragas, ventos, chuvas de granizo ou podas, e através de aberturas naturais, como estômatos, hidatódios, nectários e flores.

Formas de penetração da bactéria da mancha aureolada no cafeeiroFigura 1. Formas de penetração da bactéria. FONTE: Agrios, 2005.

Sintomas da mancha aureolada

A mancha aureolada ataca folhas, ramos, frutos novos e rosetas, podendo ser encontrada tanto em viveiros, quanto no campo. A bactéria ataca de forma sistêmica os ramos, que inicialmente ficam com uma coloração escura (Figura 3).

Em seguida, ataca as folhas e o sintoma se caracteriza por uma mancha necrótica de coloração parda, podendo ser envolvida por um halo-amarelado (Figura 2), consequentemente levando à queda das folhas e diminuição da produção de fotoassimilados pela planta.

Já nos órgãos florais do cafeeiro, causa a queda de flores e frutos chumbinhos (Figura 4), e consequentemente diminuição da produção. O ataque da doença pode causar a morte da planta em até 1 ano, sintoma que as vezes pode ser confundido com outras doenças, como rizoctoniose.

Folha com Mancha AureoladaFigura 2. Folha com lesão característica da Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.

Ramo de cafeeiro seco Figura 3. Ramo de cafeeiro totalmente seco por ataque de Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.

Roseta com Mancha AureoladaFigura 4. Roseta atacada pela bactéria da Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.

Condições favoráveis para a doença

Como mencionado, a bactéria causadora da mancha aureolada entra na planta por meio de aberturas causadas por ferimentos ou naturais. Como nas aberturas naturais o controle fica limitado, deve-se dar foco aos ferimentos, evitando-os.

A mancha aureolada ocorre pela combinação de fatores que estão ligados ao ambiente, ao hospedeiro e ao patógeno, como:

  • Locais onde tem acúmulo de ar e ventos frios;
  • Problemas após podas no cafeeiro;
  • Lavouras atingidas por chuvas de pedra;
  • Altitudes elevadas;
  • Redução da temperatura e aumento da umidade relativa;
  • Excesso de nitrogênio na planta;
  • Mudas fracas que vão para o campo são mais suscetíveis a doença.

A mancha aureolada pode ser confundida com a cercosporiose, mas essa dúvida pode trazer prejuízos para a produção. Saiba mais sobre a cercosporiose com o nosso e-book completo e gratuito!

E-book Cercosporiose do cafeeiro

Manejo da mancha aureolada

Primeiramente, é preciso entender que o manejo da mancha aureolada, como de qualquer outra bactéria, é complicado, pois o melhor controle é evitar sua entrada na planta, iniciando com plantio de mudas sadias e livres da bactéria.

Visto que a única forma de tentar controlar a doença é por meio de aplicações de bactericidas, que são pouco eficientes e podem ocasionar facilmente resistência da bactéria ao produto, o controle é difícil e oneroso.

Controles químicos estão obtendo melhores resultados, por meio de pulverizações preventivas com cúpricos no campo, e Hidróxido de Cobre e Casugamicina no viveiro, único antibiótico com registro para a cultura do café em viveiros no mercado.

Nota-se, como estratégia de muitos produtores, pulverizações seguidas com Casugamicina, quando a bactéria já está na planta. Porém, após a introdução da doença na planta, esta tática de controle muitas vezes é uma medida irracional do produtor em controlar a doença, pois tem eficiência muito baixa.

Desta forma, tem-se recomendado o uso da Casugamicina e Hidróxido de Cobre em viveiros, e em lavouras adultas o uso de cúpricos de maneira preventiva nas regiões sujeitas à enfermidade, já que não existe registro para o Casugamicina em lavouras adultas. Recomendações:

No viveiro

  • Hidróxido de cobre;
  • Casugamicina.

No campo

  • Hidróxido de cobre: 2 – 2,5 kg/ha;
  • Oxicloreto de cobre: 3 – 4 kg/ha;
  • Hidróxido de cobre: 2 kg + mancozeb 2 kg.

Os melhores resultados já obtidos no controle da bactéria da mancha aureolada foram através do uso de Oxicloreto de cobre na dosagem de 4 Kg/ha sem uso de misturas. Além disso, é importante aplicação de cúpricos antes da colheita, pelo fato de que essa operação causa ferimentos na planta, possibilitando a entrada da bactéria.

Em períodos muito chuvosos, o recomendado é reduzir o intervalo entre as aplicações e realizá-las de 15 a 25 dias entre aplicações, e sempre utilizar na concentração da calda mais alta de registro.

Quanto à resistência genética, percebe-se que a bactéria Pseudomonas atinge todos os cultivares, não tendo ainda estudos para avaliação de resistência. Porém, nota-se que a cultivar Mundo Novo é a mais suscetível a essa doença.

No campo, a principal tática a ser utilizada consiste basicamente em impedir ferimentos que possam servir de porta de entrada para a bactéria e o uso de produtos a base de cobre. Sendo assim, o recomendado é a utilização de quebra-ventos, como brachiaria e crotalária nas entrelinhas, e árvores, como o eucalipto, fora da lavoura, principalmente em lavouras novas.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café Arábica, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção.

Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

O post Mancha aureolada do cafeeiro: como fazer o controle apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/controle-da-mancha-aureolada-do-cafeeiro/feed/ 1