O post Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.
O manejo em pré-semeadura ou “dessecação” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.
A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.
A utilização isolada do glyphosate já não é mais garantia de uma boa dessecação.
Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o capim amargoso e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. Além disso, existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.
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A planta daninha vassourinha de botão (Spermacoce sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.
Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.
As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.
A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao glyphosate, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.
As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recursos, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.
O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.
Existem diferentes métodos para controle de plantas daninhas, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.
Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).
Os herbicidas são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.
O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.
Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o glyphosate, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.
Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de Spermacoce sp. com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.
Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao glyphosate. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.
A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.
Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%, equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.
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]]>O post Como obter sucesso no plantio de grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio.
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]]>O post Sistema Santa Fé: o que é como implantá-lo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Boa parte dessas plantas daninhas, também chamadas de invasoras, se desenvolvem junto à cultura e, além de causarem prejuízos no desenvolvimento da cultivar, seu controle impacta no custo da produção.
Há diversas maneiras de conseguir esse controle contra essas daninhas. Cada método tem suas particularidades e depende de vários fatores para escolher o melhor. Alguns deles são:
Sobre esse último, controle cultural, basicamente consiste em favorecer o crescimento da cultura principal em detrimento das plantas daninhas, por meio de boas práticas agrícolas, como: rotação de cultura, variação de espaçamento, uso de plantas de cobertura verde, dentre outros.
No uso da cobertura verde, desde 2000, tem se falado e se implementado muito o Sistema Santa Fé.
O Sistema Santa Fé consiste no aproveitamento intensivo das áreas agrícolas, reduzindo os custos porque consegue o aproveitamento da mesma área o ano todo, com lavouras anuais de cereais na safra de verão.
Na entressafra são produzidas forrageiras, como a braquiária, para fornecimento de palhada boa o bastante para um plantio direto.
O engenheiro agrônomo, consultor e especialista em fertilidade, Flávio Moraes, afirma que:
“Sim, é um sistema com vários benefícios e pode ser usado como uma forma de manejar plantas daninhas.”
No vídeo de, aproximadamente 4 minutos a seguir, você pode conferir como que esse tipo de sistema funciona, porque ele beneficia tanto, principalmente no caso do milho e quais os parâmetros seguir para fazer dar certo.
Lembrando que, inicialmente pode haver uma competição entre milho e a braquiária. Então como proceder? Flávio Moraes te explica no vídeo a seguir:
Ele cita o exemplo da buva, que é uma planta daninha de difícil controle, mas que no consórcio de milho com braquiária, por criar um ambiente desfavorável a ela, acaba ajudando a controlar o surgimento dessa planta invasora.
Posteriormente, esse tipo de técnica, acaba por inibir a germinação de outras plantas daninhas.
Isso significa retorno positivo ao produtor!
Como dito, plantas daninhas causam enormes prejuízos, quando não controladas. A palavra de “ordem” é essa: controlar.
Essas plantas são apenas um dos problemas que os produtores precisam lidar ao longo do desenvolvimento da cultura e, quando essas são anuais, como soja, milho e demais cereais, o cuidado é ainda mais intenso.
Há ainda as pragas e doenças que impactam em diversas fases da safra. Então, como se preparar para cada uma delas e garantir mais segurança para uma colheita satisfatória?
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]]>O post Como realizar o controle do capim-amargoso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além de causar enormes prejuízos, ela é de difícil controle. Há algumas que já adquiriram resistência a um dos principais, se não o principal, herbicida: glyphosate (glifosato). Por esse motivo, o custo para seu controle é ainda maior.
Essa planta daninha ainda possui outras características que dificultam e atrapalham a tentativa de controle, como:
E, quando o assunto é milho, o controle é ainda mais delicado, afinal, os 2 são da família das poaceae (gramíneas). É o que salienta o consultor em grãos e engenheiro agrônomo, Flávio Moraes:
Os principais graminicidas que podem controlar o amargoso, podem ter efeitos prejudiciais à cultura do milho.
No entanto, há uma solução sim para áreas com infestação de capim amargoso e nesse vídeo a seguir de apenas 3:03 minutos, Flávio explica qual técnica seguir, melhor época e dá dicas. Confira:
Cuidado com o herbicida o qual você vai optar para fazer o controle do capim-amargoso, isso porque além de alguns afetarem o milho, há aqueles que são residuais.
Flávio também exemplifica o que fazer nesses casos.
A cada ano que passa, a expectativa de produção de milho por hectare aumenta. A última média prevista pela Conab diz que, para a safra 2021/22 é de 90 sacas de milho por hectare, mas há quem consiga produzir acima de 200!
O impacto dessa gramínea é tão forte que, no caso da soja, por exemplo, pode ter perdas de 6 sacos por hectare.
Há outras plantas daninhas tão prejudiciais quanto, além das doenças e pragas. Para atingir altas produções e lucratividade, é preciso ter o controle e a segurança em suas lavouras.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Uso de drones na agricultura: mapeamento e pulverização localizada de plantas daninhas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao integrar um potencial de alta resolução espacial com uma grande repetitividade, os drones podem acompanhar de forma adequada a fenologia de culturas agrícolas, demandas dos processos de manejo da lavoura e qualificar a tomada de decisões.
Fixando as condições das câmeras, a escala cartográfica de uma imagem de drone pode equivaler a uma resolução espacial de poucos centímetros a decímetros, dependendo da altura do voo.
Esse é um dos pontos mais atrativos dos dados de drone considerando a demanda das aplicações desses produtos na agricultura de precisão.
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Os índices de vegetação representam um dos principais produtos gerados a partir das imagens multiespectrais/hiperespectrais adquiridas por meio de drones.
Em geral, operações algébricas são aplicadas para promover esse realce, numa base pixel-a-pixel. Independente do índice e da escala que forma abordado, devemos sempre procurar trabalhar com os dados de reflectância de superfície.
Os números digitais presentes nas imagens devem ser transformados em reflectância para evitar os erros associados a discretização diferenciada de cada banda. A reflectância (efetivamente o fator de reflectância) é uma propriedade do alvo e assim, comparações podem ser feitas em séries históricas de dados de um sensor.
Os índices de vegetação são utilizados para caracterizar a dinâmica da vegetação e para estimar parâmetros biofísicos como o índice de área foliar.
Em tese, o índice de vegetação ideal deveria maximizar a resposta do verdor da vegetação e minimizar a influência dos fatores não desejados (exemplos: efeitos direcionais, atmosfera, contribuição do substrato). Devido ao processo de normalização de boa parte dos índices, espera-se reduzir a influência das diferenças na resolução espacial e espectral dos sensores.
A identificação e o monitoramento de plantas daninhas são necessários, pois cada espécie apresenta seu potencial de estabelecimento e sua agressividade, sendo sua interferência diferente entre as culturas. A identificação correta de plantas daninhas permite compactuar com o manejo integrado de plantas daninhas e ainda monitorar as espécies tolerantes na área.
No manejo de plantas daninhas, a agricultura de precisão permite o gerenciamento local das culturas.
Atualmente os drones, possibilitam fazer levantamentos nas áreas agrícolas, permitindo, assim, o uso de agricultura de precisão para o posterior manejo do sistema agrícola e das ações de melhor manejo. O uso desta tecnologia no manejo de plantas daninhas tem se mostrado eficiente, com redução entre 40 a 60% no número de aplicações de herbicidas.
Entre as mais diversas técnicas de aplicação de defensivos agrícolas que são encontradas no mercado, as que mais se destacam são as que se baseiam no princípio de fracionamento hidráulico das gotas. Quando se observa somente o modo cujo defensivo agrícola atua sobre o alvo, é errôneo, pois não se observar a técnica de aplicação de defensivos podem acarretar a contaminação do ambiente.
Para os aplicadores, um dos maiores desafios é minimizar essa contaminação ambiental, devido à forte pressão que a sociedade tem colocado, a fim de uma produção agrícola socialmente sustentável e ambientalmente segura. As aplicações com essas características são conseguidas, com o domínio da técnica de aplicação e a correta escolha da ponta de pulverização.
Atualmente, a tendência é a redução do volume de pulverização, pois adotando esse procedimento, se reduz o número de reabastecimentos, e como consequência, há redução do volume de água necessário para as operações, aumentando então, a capacidade operacional.
Têm-se observado a aplicação de baixos volumes e a redução do diâmetro de gotas, fatores estes que, apresentam maiores capacidades de coberturas atingindo então as diversas partes do alvo com maior facilidade.
Os drones voltados para a pulverização, são equipamentos capazes de operar em áreas de difícil acesso e em locais que aviação agrícola não consegue atuar.
Os gastos com insumos se reduzem em até 80%, otimizando recursos e aplicando defensivos no momento e local correto, além dos impactos ambientais serem reduzidos. Esses equipamentos podem atender tanto pequenas culturas quanto grandes, em situações que, pulverização com aviões não é viável economicamente, e em áreas de risco, que podem ser próximas à rede elétrica e árvores.
As aplicações realizadas de maneira aérea, não se diferem das aplicações com equipamentos terrestres. O uso da tecnologia aérea se apresenta como mais econômica e vantajosa, uma vez que reduz o tempo da aplicação e que, o produto pode ser aplicado em condições adversas de solos irrigados ou encharcados, possibilitando assim, maior qualidade e uniformidade de aplicação, que não provoca danos seja de amassar a cultura ou compactação de solo.
No processo de produção agrícola, a aplicação de defensivos agrícolas é um dos mais exigentes, pois além de atender a área de cultivo, existem os cuidados com a preservação do meio ambiente.
Uma máquina sofisticada terá pouco valor, se sua operação não seguir as especificações técnicas. Já é possível utilizar um drone tipo avião para mapear uma grande lavoura e assim, gerar mapas com o posicionamento de focos de plantas daninhas, e assim, pulverizar com herbicidas utilizando o drone multirotor nestes locais em dois ou três dias.
A economia de herbicidas chega em até 95%, em relação à pulverização de uma área total.
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]]>O post Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O fator biótico pode ser manejado e controlado de forma que a redução da produtividade seja baixa ou nula, porém devemos nos atentar ao realizar esse manejo para que não haja uma seleção de resistência dessas plantas daninhas.
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A resistência de plantas daninhas é um tema que vêm sendo tratado nos últimos anos, entretanto é algo que já ocorre há muito tempo. Somente após o lançamento da soja com transgenia, que confere a resistência ao glifosato, que isso ficou mais evidente, pois uma molécula que oferecia controle eficiente de todas as daninhas na cultura da soja passou a ser utilizada com frequência nas áreas, e isso proporcionou a seleção de biótipos resistentes ao longo das safras, como exemplifica a figura abaixo.

Dessa maneira com o passar dos anos, doses elevadas do herbicida não surtiam efeito no controle e a tecnologia que era de grande ajuda, já não poderia ser utilizada sozinha.
No Brasil no final de 2018 já tínhamos 50 casos de resistência de plantas daninhas, sendo que 16 delas são casos de resistência múltipla (resistência a dois ou mais mecanismos de ação).
Para evitar a seleção devemos sempre optar pelo uso de herbicidas pertencentes a diferentes mecanismos de ação. Para exemplificar podemos falar de herbicidas muito usados na cultura da soja e que pertencem ao mesmo mecanismos de ação Lactofen, Fomesafen e Flumioxazim, todos inibidores da PROTOX, e agem no mesmo local na planta, e assim uma aplicação sequencial com esses princípios ativos aumentaria muito as chances de seleção das PD com genes de resistência.
Quando falamos no fator intrínseco da planta que possibilita a resistência, temos alguns mecanismos que podemos elencar como a causa da ineficiência do herbicida, como: a alteração do local de ação do herbicida; a amplificação gênica; metabolização e compartimentalização do herbicida.
A alteração de local de ação é constituída por mutações que mudam a conformação do sítio de ação da molécula fazendo com que a rota que o herbicida iria inibir continue funcionando normalmente, geralmente ocorre a troca de aminoácidos da sequência da enzima afetada.
Pode ser observada em plantas como Bidens pilosa (picão preto) Eleusine indica (pé de galinha) e Amaranthus palmeri (caruru) e os principais produtos afetados por esse mecanismo são inibidores da ALS, Triazinas e Dinitroanilinas.
A amplificação gênica também chamada de super expressão pode ser definida de forma mais simples como a multiplicação acelerada das cópias de DNA que codificam para a enzima alvo do herbicida, dessa forma a aplicação da dose normalmente recomendada não é suficiente para controlar a planta.
Como exemplo temos a enzima EPSP inibida pelo glifosato. Com uma alta produção dessa enzima ou de algumas enzimas que estão presentes no caminho de inibição do herbicida, a planta não sentirá tanto e não será controlada com a aplicação da dose normal. Apesar desse mecanismo ter sido encontrado em plantas de caruru e relacionado ao herbicida glifosato, podem ocorrer com outros herbicidas.
Outro fator que faz com que a planta daninha seja resistente ao herbicida é a metabolização do mesmo, podendo fazer com que ele seja degradado rapidamente, perdendo seu papel de herbicida ou até mesmo conjugado com outra molécula presente na planta, ou seja, a planta produz algum composto responsável por se ligar ao herbicida e assim ele não consegue se ligar ao local de inibição e esses compostos formados são menos tóxicos.
As principais enzimas responsáveis por essa degradação ou conjunção são a monoxigenase do citocromo P450 e a Glutationa. A atrazina é seletiva para o milho somente por conta da ação da glutationa que está presente na planta, fazendo com que haja uma destoxificação via essa enzima, a glutationa.
O isolamento do herbicida também é um mecanismo de resistência, menos frequente, porém não menos importante, ele consiste na compartimentalização da molécula maléfica à planta em locais onde não se atingirá o sítio de ação necessário, como o isolamento do herbicida no vacúolo celular, sendo assim o efeito é nulo sobre a síntese de proteínas, aminoácidos e outros compostos essenciais.
Temos como um exemplo bastante conhecido, a Buva (Conyza spp.) que possui biótipos resistentes a glifosato. A planta de buva resistente possui a capacidade de sequestrar essa molécula e isolá-la no vacúolo.
Plantas de buva (conyza spp.) após a dessecação para plantio. Foto: Breno Ferraz
Devemos primeiro observar como foi a falha do controle, se foi em faixas, reboleiras, em plantas isoladas ou praticamente em área total e observar se foi somente uma espécie de planta que resistiu ao controle.
Depois de observado esses pontos, prosseguimos com a análise dos fatores da tecnologia de aplicação realizando algumas perguntas que irão validar que tudo foi feito de maneira correta, como:
Faixa de plantas daninhas não controladas por motivos da qualidade de aplicação. Foto: Alessandro Alvarenga
Depois de avaliados esses pontos e não se encontrar falhas que proporcionaram esse não controle, há uma possibilidade de que essas plantas daninhas sejam resistentes ao herbicida e é necessária a retirada de sementes dessas plantas para que se faça testes com diferentes doses do herbicida e só assim chegarmos à conclusão da resistência.
Sendo assim para efetuar o controle das mesmas devemos optar por outro mecanismo de ação na hora da aplicação, podendo utilizar dois ou mais mecanismos de ação diferentes para controle, pois a chance de sobrevivência dessas plantas à aplicação de dois produtos de mecanismos distintos é bem menor.
Outro ponto é a aplicação no momento em que as plantas estão mais jovens, pois algumas espécies como a buva e capim amargoso são de mais fácil controle quando estão jovens, possibilitando assim uma maior eficiência e menor infestação.
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]]>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:
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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.
Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.
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Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.
Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.
Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.
Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.
Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.
A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.
A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.
Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.
As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.
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]]>O post Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.
A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.
Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.
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O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de plantas daninhas com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.
Devido à elevada utilização de herbicidas pré-emergentes nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado maior preocupação quanto à contaminação do ambiente e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.
Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.
Sua permanência e degradação no solo são processos chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.

No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida glyphosate deu-se no ano de 1998. A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.
Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao glyphosate favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.
Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.

No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.
Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja. Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.
Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo glyphosate, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência. Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do desenvolvimento da soja é determinante para o nível de dano na cultura.
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O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao glyphosate.
Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.
Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da cultura da soja.
Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (carryover), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.
O potencial de carryover depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.
O consecutivo incremento da área de plantio do milho segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de carryover dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.
Diante disso, Rodrigues & Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a semeadura do milho em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.
Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.
No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.
Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada, tomando-se o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle, a fim de reduzir o risco do impacto ambiental que o efeito residual (carryover) possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.
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]]>Em geral, a maioria é controlada por meio de herbicidas, por ser um meio mais rápido, barato e fácil. Há, ainda, a remoção das daninhas por meios mecânicos, mas este método é mais lento e de custo mais elevado.
O uso de herbicidas acaba sendo, portanto, a única opção viável para controlar a vegetação indesejada. No entanto, se os herbicidas não forem usados corretamente, podem ocorrer danos à cultura e ao meio ambiente, como por exemplo, afetar agentes de polinização, como as abelhas.
O uso incorreto de herbicidas pode causar contaminação e poluição ao meio ambiente, incluindo cursos de água e solos.
A água é um recurso limitante, e representa até 11% do custo de um cultivo e tem relação direta e indireta com as demais práticas, como citado anteriormente. Se é viável ou não investir, portanto, em um sistema de irrigação, vai depender de muitos fatores.
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Conforme mencionado, o uso incorreto e em excesso de herbicidas ocasiona danos ao meio ambiente e isso inclui os cursos d’águas. Dentre os problemas envolvendo água e o uso incorreto desses defensivos, estão:
As propriedades do solo também podem ser afetadas com o uso de herbicidas, conforme citado abaixo:
A introdução da aplicação específica de herbicida (pulverização de precisão), reduz o risco potencial de poluição ambiental, bem como os custos de produção para os agricultores.
O uso de pulverização de herbicidas, em área total, resulta na decisão errada de aplicação em todas as áreas de produção.
Isso ocorre porque as plantas daninhas tendem a crescer em grupos e são povoadas aleatoriamente em todo o talhão. Em um talhão de pousio, o uso de uma pulverização em área total resulta em aplicação em áreas de cultivo que não tenham plantas daninhas no campo, mas que acabam sendo pulverizadas, desperdiçando produtos químicos.
A aplicação específica de herbicida no local, tem o potencial de reduzir as aplicações de herbicida em 10 a 80%, com pesquisas indicando que áreas de culturas livres de plantas daninhas, que não são pulverizadas, podem render até 10% a mais de produtos.
A garantia da qualidade da pulverização de precisão específica do local é necessária para que os agricultores garantam que as plantas daninhas sejam controladas de maneira eficaz usando essa técnica.
Claro que, reduzindo o custo, otimizando o trabalho, fazendo um controle eficiente, a tendência é também obter um maior desempenho nas colheitas.
A visão computacional tem a capacidade de discriminar ervas daninhas do solo e tem o potencial de discriminar ervas daninhas de outras plantas vizinhas. Isso pode ser alcançado através do uso de uma variedade de técnicas, algoritmos e sensores, incluindo tecnologias:
O desenvolvimento de sensores espectrais de banda estreita permitiu que plantas individuais fossem detectadas com sucesso.
Os sistemas atuais de detecção de ervas daninhas disponíveis no mercado, como WeedSeeker e WEEDit, usam tecnologia de luz vermelha, infravermelha e NIR para discriminar o verde de ‘marrom’ para controlar ervas daninhas em pousios.
A clorofila química vegetal, que ocorre naturalmente, reage com essas frequências de luz refletindo comprimentos de onda espectrais específicos. A vegetação saudável absorve a energia da luz azul e vermelha para uso na respiração, fotossíntese e na fabricação de clorofila.
A energia da luz verde é refletida por pigmentos na folha da planta e, portanto, visualizamos as plantas como verdes. A clorofila reflete a energia da luz NIR e, portanto, uma planta saudável que floresce com pigmentos de clorofila refletirá muito mais energia da luz NIR do que a de uma planta ou solo não saudável sozinho.
Esses sensores usam esses dados de refletância para discriminarem entre solo e vegetação, mostrando o avanço tecnológico da agricultura de precisão.
O aspecto mais benéfico do mapeamento de plantas daninhas é a redução no uso de herbicidas. Para que isso seja eficaz, são necessárias informações confiáveis sobre a população e distribuição de plantas daninhas.
O mapeamento de plantas daninhas é uma abordagem que envolve a produção de um mapa detalhado de plantas daninhas, combinado com outros metadados para aplicação agrícola de precisão, principalmente mapas de tratamento de taxa variável.
Esse mapa de ervas daninhas pode ser integrado a outras informações disponíveis, ao tomar decisões sobre estratégias de controle de ervas daninhas, para aumentar o rendimento e a qualidade da colheita.
O mapeamento pode ser realizado por observação humana ou sensoriamento remoto. A observação humana é demorada, ineficiente e trabalhosa. Portanto, o sensoriamento remoto é uma opção mais viável.
O sensoriamento remoto pode produzir mapas de plantas daninhas em que fragmentos dessas plantas são de tamanho suficiente, no entanto, é limitado em resolução espacial e requer tempo considerável e despesas com aquisição e processamento de imagens.
A detecção imediata é uma opção alternativa à detecção remota. Possui recursos para detecção em tempo real e pulverização local de plantas daninhas. A detecção imediata apresenta alta resolução espacial e, com a ajuda da iluminação artificial, pode iluminar o solo e determinar as propriedades espectrais das plantas daninhas.

Curvas espectrais de solo e vegetação adquiridas em laboratório, com alta resolução espectral, mostrando a localização das bandas espectrais (B) do sensor Thematic Mapper a bordo do satélite Landsat 5. NIR = Infravermelho próximo. A partir das bandas 3 (B3) e 4 (B4) pode ser calculado o índice de vegetação NDVI. (Fonte: Demattê et al. (2020)).

Mapeamento de plantas daninhas por meio do uso de imagens de satélite. (Fonte: Sensix)
A robótica na agricultura tem a capacidade de revolucionar o setor agrícola, mudando a maneira de pensar dos agricultores e, como resultado, aprimora as práticas agrícolas.
A detecção e controle automáticos de plantas daninhas apresentam-se como uma tecnologia promissora para a sustentabilidade, desenvolvimento e produção agrícola. Ajudam a reduzir o químico aplicado sob a forma de herbicidas, reduzindo também a degradação ambiental.
Esses sistemas demonstram a promessa da tecnologia robótica para controle de plantas daninhas. É o futuro agrícola!
Agora, você já sabe sobre o sensoriamento remoto para as plantas daninhas e como é a sua ação.
O sensoriamento para detecção de pragas também vem sendo desenvolvido por meio da Inteligência Artificial, que pode determinar a qualidade da safra com mais precisão, diminuir danos por erros humanos e, consequentemente, levar ao aumento da lucratividade!
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.
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]]>Em virtude das facilidades de uso do glifosato, seu uso intensivo tem selecionado plantas tolerantes nos cafezais.
Podemos citar o caso do capim amargoso (Digitaria insularis), a buva (Conyza spp), a corda de viola (Ipomoea spp), capim pé de galinha (Eleusine indica) entre outras. Nestes casos, o manejo deve ser realizado conjugando ao glifosato outros herbicidas com modo de ação diferentes.

Capim amargoso (Digitaria insularis) na entrelinha do cafeeiro. (Foto: Diego Baquião).
O capim amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha perene pertencente à família Poaceae, com altura em torno de 50 a 100 cm, formando pequenas touceiras. Sua reprodução se dá através de curtos rizomas e sementes (Lorenzi, 2014), sendo difícil seu controle após a floração, pelo fato dos principais herbicidas que possuem ação sobre esta planta são herbicidas que agem no meristema apical da planta.
Essa espécie apresenta grande potencial de infestação, por apresentar pequenas sementes pilosas, que podem ser carregadas facilmente pelo vento a longas distâncias.

Capim Amargoso em Lavora de Café (Foto: Diego Baquião)
Os herbicidas que possuem ação nesta espécie daninha, são os inibidores de Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCAse). Estes herbicidas são seletivos para o cafeeiro, visto que a planta de café não possui esta enzima. Dentre os herbicidas deste grupo podemos citar:
Esta enzima, ACCAse, é uma enzima presente no meristema de crescimento da planta, portanto o estádio de desenvolvimento da planta é chave para o sucesso no controle, assim, devemos ter as seguintes ações:
Aplicação de Glifosato + Inibidor de ACCAse + Óleo
2. Plantas de Capim Amargoso já florescidas:
Capina mecânica via roçadeira ou trincha com aplicação de Glifosato + Inibidor de ACCAse + Óleo quando as plantas de Amargoso iniciarem a rebrota com boa área foliar para absorção do produto.

Buva (Conyza spp) (Foto: Larissa Cocato)
A buva ou voadeira (Conyza spp) é uma planta anual, com alta produção de sementes, podendo produzir até 200.000 sementes por planta. Em virtude da sua resistência ao glifosato, seu controle no cafeeiro ficou mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.

Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro. (Foto: Larissa Cocato).
No controle químico, pode-se utilizar inseticidas inibidores da Protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin e Saflufenacil.
Também pode se utilizar herbicidas inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS), como por exemplo o Metsulfuron. Vale destacar que esse herbicida é sistêmico e pode acarretar em problemas no desenvolvimento radicular se atingir o cafeeiro. A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.

Capim pé de galinha (Eleusine indica) (Foto: Flávio Moraes)
O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) é um monocotiledonia da família Poaceae (Gramineae), anual, com aproximadamente 30 a 50 cm de altura, formando densas touceiras (Lorenzi, 2014). Sua reprodução é via sementes, com produção média de 40 mil sementes por planta.

Capim pé de galinha (Eleusine indica). (Foto: Flávio Moraes).
Para o manejo do Capim pé de galinha, deve-se realizar a triações em plantas jovens na entressafra e capina química no preparo da colheita.
Como em alguns casos, essa planta daninha adquiriu resistência ao glifosato, pode-se optar pela utilização de inibidores da ACCase, como fluazifop ou haloxyfop, em pós-emergência, que proporcionam bom controle do capim-pé-de-galinha. Além disso, pode ser utilizado o flumioxazin (inibidores da PROTOX). No entanto, em outros casos, o glifosato sequencial tem resolvido. Salienta-se a importância de se rotacionar mecanismos de ação.

Figura 7. Manejo cafeeiro com braquiária na entrelinha (Foto: Luiz Paulo Vilela.)
A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de plantas daninhas. Além disso, este manejo protege o solo, reduzindo assim o risco de erosão, acarreta em aumento do teor de matéria orgânica no solo, reduz a amplitude térmica no solo e também reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, isso porque o controle químico será realizado apenas na linha de plantio (projeção da “saia” do cafeeiro), e a braquiária na entrelinha do cafeeiro será manejado por meio de roçadas.
Para a condução dessa gramínea na área, recomenda-se que se realize a roçada antes do seu florescimento, para que não ocorra a germinação de sementes próximas ao cafeeiro. Além disso, é importante que essas plantas sejam manejadas respeitando a distância de 1 metro de cada lado da linha do cafeeiro (Souza et al., 2006), a fim de que essas plantas não exerçam competição com o cafeeiro, podendo acarretar em prejuízos.
Portanto, devemos ficar atentos a realização de um controle eficiente de plantas daninhas nas lavouras de café, buscando sempre manejar essas plantas invasoras nas suas fases iniciais, para que seu controle possa ser mais eficiente e não haja competição com a cultura de interesse. Nesse sentido, destaca-se também a importância de se rotacionar mecanismos de ação dos herbicidas, a fim de não selecionarmos plantas resistentes.
Além disso, podemos contar com estratégias de manejo que auxiliem na supressão de plantas daninhas, como é o caso na utilização de braquiária na entrelinha do cafeeiro.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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]]>Indiretamente, elas também podem prejudicar as plantas cultivadas, por meio da exsudação de substancias alopáticas (tóxicas) ou por serem hospedeiras de pragas e doenças.
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Na cultura do café é comum encontrar as plantas daninhas:
Recentemente um sério problema que é agravante no manejo de plantas daninhas, são as plantas daninhas resistentes aos principais herbicidas utilizados.
Nesse sentido, das plantas anteriormente citadas, o capim amargoso e buva se destacam com resistência pronunciada a diversos herbicidas utilizados na cafeicultura, dificultando assim seu manejo. Aliado a isto, as espécies do gênero Ipomoea e a espécie Commelina benghalensis possuem grande tolerância ao herbicida glifosato, um dos herbicidas mais utilizados na cafeicultura.
Diversos trabalhos relacionam perdas no crescimento do cafeeiro quando em competição com plantas daninhas. Neste sentido, Ronchi et al. (2003) verificaram interferência severa no conteúdo relativo de macro e micronutrientes na parte aérea de plantas de café quando em competição com B. pilosa.
Também, plantas de café que conviveram com o Capim marmelada (U. plantaginea) tiveram suas características de crescimento reduzidas, como altura, índice de área foliar e diâmetro do coleto, principalmente em maiores densidades desta planta (FIALHO et al., 2011).
Dessa forma, a interferência das plantas daninhas resulta em diminuição do teor de nutrientes nas folhas, menor crescimento e consequentemente, menor produção do cafeeiro (RONCHI et al., 2003; FIALHO et al., 2011; DIAS, ALVES & LEMES, 2009).
Portanto, é necessário que se realize o manejo dessas plantas invasoras, a fim de que as mesmas não exerçam competição com a cultura. Para tal, existem diversos métodos de controle, dentre eles: o manejo preventivo, o controle cultural, o controle mecânico, o controle físico, o controle biológico e o controle químico.
O manejo preventivo de plantas daninhas consiste no uso de práticas que visam evitar a introdução, estabelecimento e/ou a disseminação de determinadas espécies em áreas ainda não infestadas por elas.
Neste sentido, práticas como a limpeza de máquinas e implementos que serão utilizados na área, são medidas essenciais para evitar a disseminação das mesmas.
O controle cultural consiste no uso de práticas que favoreçam o desenvolvimento da cultura em detrimento da planta daninha.
Como exemplo, tem-se a utilização do capim braquiária na entrelinha do cafeeiro, visto que, além de suprimir o crescimento de outras plantas daninhas na rua do cafeeiro, também reduzem o risco de erosão do solo, aumentam o teor de matéria orgânica do mesmo, reduzem a amplitude térmica do solo, e, em lavouras novas podem ser utilizados como quebra ventos.
As espécies de capim braquiária mais indicadas para o plantio em consórcio nas entrelinhas do cafeeiro são: Urochloa decumbens e Urochloa ruziziensis. A espécie Urochloa brizantha (braquiarão) não é muito indicada devido seu crescimento entouceirado não cobrir totalmente o terreno e dificultar o manejo de varrição.
Esse manejo com o capim braquiária, acarreta em redução do uso de herbicidas, isso porque o controle químico será realizado apenas na linha de plantio (projeção da “saia” do cafeeiro), e o capim braquiária na entrelinha do cafeeiro será manejo por meio de roçadas (controle mecânico).
Preconiza-se a roçada antecedendo o florescimento desta gramínea, visando a manutenção do banco de sementes do solo e também para que não ocorra a germinação de sementes próximas ao cafeeiro.
O controle mecânico consiste no uso de práticas de eliminação de plantas por meio do efeito mecânico.
Como exemplo, tem-se a capina manual, as roçadas, sejam elas manuais ou mecanizadas. Aliado a isto, tem-se como forma mecânica de se manejar plantas daninhas o uso de grades e arados.
O controle físico de plantas daninhas em cafeeiros consiste no uso de técnicas que impliquem no impedimento físico ao crescimento/germinação das plantas daninhas.
Práticas como a utilização de restos vegetais ou coberturas não vivas no solo são recorrentemente utilizadas em cultivos cafeeiros.
Como exemplo de controle físico, tem-se a utilização de cobertura morta, com restos vegetais do Capim braquiária (palhada) ou mesmo a utilização de casca de café em cobertura. Salienta-se que, os restos culturais de qualquer planta de cobertura consorciada na entrelinha do cafeeiro, quando manejadas corretamente, podem servir como medida física de controle.
Além disso, o filme de polietileno também é considerado um controle físico, conhecida como Mulching, que já é amplamente utilizada na horticultura, e tem sido empregado em algumas áreas no cultivo do café.
Trabalhos como os de Castanheira (2018) e Voltolini (2019) relatam das vantagens desta tecnologia para a otimização do manejo das plantas daninhas e também dos recursos essenciais ao desenvolvimento do cafeeiro, como água e nutrientes.
Esta forma de controle se dá com a utilização de agentes biológicos para erradicar plantas indesejadas, no entanto, a aplicabilidade deste método ainda é um entrave.
Neste sentido, também a alelopatia é considerada uma forma de controle biológico, que consiste na inibição química exercida devido a liberação de compostos de uma planta, esteja ela viva ou morta, sobre a germinação ou desenvolvimento de outras plantas.
A integração com animais também pode ser alternativa para o controle das plantas daninhas por meio do pastoreio.
O controle químico se dá por meio da utilização de herbicidas, visando o controle das plantas daninhas. Esse método é amplamente utilizado, devido a sua eficácia, custo reduzido, facilidade de aquisição dos produtos e também por existirem moléculas seletivas ao cafeeiro.
Existem diversos mecanismos de ação dos herbicidas, dentre eles: inibidores de ACCase, inibidores de ALS, inibidores de EPSPs, mimetizadores de auxina, inibidores do FS I, inibidores do FS II, inibidores da PROTOX, inibidores da biossíntese de carotenoides, inibidores do arranjo de microtúbulos e inibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia muito longa, que devem ser utilizados de acordo com as plantas daninhas presentes na área.
Em cafeeiros, a maior utilização se dá com os inibidores de EPSPs, com o uso do Glyphosate. Outra alternativa são os inibidores da ACCase, que atuam exercendo controle sobre as plantas daninhas monocotiledôneas e são seletivas ao cafeeiro.
Outro mecanismo de ação que apresenta moderada seletividade às plantas de cafeeiro são os inibidores da ALS, que também são eficientes no controle das plantas daninhas (eudicotiledôneas).
Para o manejo de plantas daninhas em cafeeiros é importante que se faça o manejo integrado, que contempla a combinação dos métodos citados anteriormente, capazes de manter o cafeeiro livre de competição, e além disso, reduzir o impacto ambiental negativo.
Um exemplo de sucesso no manejo integrado de plantas daninhas em cafeeiros é a consorciação com o capim braquiária, que é uma medida de controle cultural. Contudo, por meio da roçada (manejo mecânico), os restos culturais são depositados nas linhas de café, exercendo controle físico sobre a germinação das plantas daninhas.
Aliado a isto, o manejo correto é preconizado com a utilização de herbicidas para fazer a “trilhação” da lavoura, ou seja, manter a linha “no limpo”. Alguns trabalhos relatam da ocorrência de exsudação de composto das raízes do capim braquiária que atuam inibindo o crescimento de algumas plantas daninhas.
Portanto, para o sucesso no manejo das plantas daninhas em cafeeiros é essencial a adoção destas medidas de controle e principalmente a tomada de decisões de escolha por estratégias de sucesso como o uso de capim braquiária nas entrelinhas do cafeeiro.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.
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A planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada (Lorenzi, 2014), essa incidência de plantas daninhas podem interferir no desenvolvimento da cultura de interesse, devido a competição por água, luz, CO2 e nutrientes.
Nesse sentido, devemos ficar atentos a ocorrência de plantas invasoras, principalmente aquelas de difícil controle.
Buva (Conyza spp)
Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro.
A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de outras plantas daninhas, como por exemplo a Buva.
Além disso, este manejo protege o solo e reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, visto que, serão realizadas apenas triações químicas na linha.
Nesse sentido, deve se estar atento a ocorrência dessas plantas na linha de plantio, uma vez que a buva pode exercer grande competição com o cafeeiro, e seu controle pode ser dificultado.
No controle químico, pode-se utilizar herbicidas inibidores da protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin, Carfentrazone-ethyl e Saflufenacil, ou também pode se utilizar o Metsulfuron.
A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O mato é formado por plantas herbáceas, chamadas de ervas ou plantas daninhas, ou plantas invasoras do cafezal. Corresponde às ervas que crescem no meio das lavouras de café, aproveitando as áreas livres, principalmente em lavouras de formação e podadas.
Por um lado, o mato representa uma concorrência em água, luz e nutrientes com os cafeeiros, por outro, também traz benefícios como proteção do solo contra erosões e excesso de temperatura, promove maior infiltração de água, reciclagem de nutrientes e, em lavouras de formação, também atua como quebra ventos, por meio da manutenção de mato em uma faixa central da rua da lavoura, principalmente em áreas onde ocorre muita incidência de vento.
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Para conseguir que as plantas daninhas atuem como quebra vento, pode-se trabalhar com capinas mecânicas alternadas, ou seja, roça uma rua e pula uma.
Veja o exemplo na foto abaixo:

Lembrando que é muito importante deixar a linha do cafeeiro limpa, o controle do mato nessa faixa é chamado de trilhação.
A trilhação pode ser feita com enxadas ou com herbicidas. É essencial deixar essa faixa limpa porque ali são feitas as adubações e as aplicações de defensivos de solo e qualquer mato que esteja lá concorre com o cafeeiro.
A época mais importante para o controle do mato, quando se estabelece maior concorrência entre essas plantas e o cafeeiro é entre outubro e março.
Porém, sem um controle adequado, as plantas daninhas se multiplicam e crescem de forma rápida, retirando do solo os nutrientes e água necessários ao crescimento do cafeeiro.
Estudos mostram que lavouras onde o mato não foi controlado o ano todo tiveram uma perda de ate 43% da produção, lavouras sempre limpas não tiveram perdas e com capina de outubro a março tiveram 7%. (fonte: Miguel et all, Anais do 8º CBPC, p. 44-6).
O mato pode abrigar pragas do cafeeiro, como adultos do bicho-mineiro, nematóides e cigarrinhas, dificultando o controle. Por outro lado, atrai vespas inimigas naturais das pragas.
Quando se fala de mato em lavouras de café, cada um tem o seu posicionamento a respeito da condução. O importante é estar aberto às novidades e fazer testes para que as lavouras de café paguem os custos e tenham produtividade.
Leia mais sobre como alguns pontos podem ser importantes e determinantes para a fertilidade do solo.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
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]]>O post Tiririca (Cyperus rotundus): como realizar o manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essas plantas invasoras podem trazer diversos malefícios, além da competição por água, luz, CO2 e nutrientes, elas podem servir como hospedeiras de pragas e doenças.
Destaca-se este problema no período mais seco, com falta de chuvas, devido a agressividade dessas plantas, principalmente as gramíneas, que possuem o metabolismo C4, dessa forma, apresentando maior eficiência do uso da água quando comparado ao cafeeiro, com metabolismo C3.
Por isso, essas plantas possuem grande poder de competição com cafeeiro, podendo resultar em atrasos no desenvolvimento das plantas, com posterior redução da produtividade.
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Nesse sentido, a tiririca (Cyperus rotundus L.) é uma planta daninha pertencente à família Cyperaceae, com altura em torno de 10 a 60 cm e reprodução quase exclusiva por tubérculos.
Devido a sua alta agressividade, essa planta pode exercer grande competição com o cafeeiro.
Tiririca (Cyperus rotundus). Fonte: techieoldfox
Por isso, como mostram as fotos abaixo, as plantas de café que possuem plantas de tiririca próximas, sentiram mais do que as plantas de café que estão com o solo exposto, isso porque, a competição das plantas invasoras não é somente por água, mas também por nutrientes.
Plantas de café sentido a seca e a mato competição exercida por plantas daninhas. (Foto: Diego Baquião)
Plantas de café na mesma época, sentindo menos a seca, sem a presença de plantas daninhas na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Souza et al. (1999) determinaram os teores de nutrientes e a relação C/N presente na matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (Tiririca), e encontraram os valores abaixo:
Valores dos macronutrientes da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Valores dos micronutrientes, carbono e a relação C/N da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Dessa forma, o manejo adequado de plantas invasoras é de grande valia, visando não possuir interferências no crescimento e desenvolvimento do cafeeiro.
Deve-se realizar um manejo de plantas daninhas em lavouras em formação e em lavouras adultas.
Esse manejo deve ser feito antes que as plantas invasoras atinjam o florescimento, principalmente quando jovens, pois seu controle é mais fácil, e a competição pelos nutrientes do cafeeiro será pequena.
O controle pode ser feito através da utilização de herbicidas, controle mecânico ou mesmo manejando plantas de cobertura na entrelinha.
No controle químico, pode se utilizar os herbicidas:
Destacando a importância de se rotacionar os modos de ação, evitando possíveis plantas resistentes, em alguns casos encontra-se plantas com determinada resistência e neste caso pode ser utilizado a aplicação sequencial do herbicida como é o caso do glyphosate.
A utilização de plantas de cobertura na entrelinha, além de atuar no controle de plantas invasoras por competição física, também atuam protegendo o solo contra erosão, ciclam nutrientes e estruturam o solo.
Entretanto, quando não manejadas, elas também podem exercer competição com o cafeeiro, por isso, recomenda-se que a braquiária fique com distancia de pelo menos 1 metro do cafeeiro.
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]]>A buva (Conyza spp.), também é uma planta daninha que apresenta resistência ao glifosato, com elevada adaptação aos sistemas produtivos e alta produção de sementes.
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O capim-amargoso é uma planta perene com capacidade de formar perfilhos, possui um sistema radicular composto por rizomas curtos que acumulam grandes quantidades de amido.
Produz sementes pilosas durante todo o ano e se dispersam facilmente pelo vento, podendo alcançar longas distâncias.
Planta adulta de capim-amargoso.
Inflorescência tipo panícula do capim-amargo.
A buva é uma planta anual com alta produção de sementes, podendo chegar a 200 mil sementes por planta, apresenta formato piramidal e germina muito bem no período de entressafra, sendo esse um bom momento para controle.
Planta adulta de buva
Podemos classificar as sementes como fotoblásticas positivas (necessitam de luz para germinar) ou fotoblásticas negativas (não precisam de luz para germinar).
A buva é uma espécie fotoblástica positiva, com isso, a adoção do sistema de plantio direto reduz a ocorrência desta planta daninha pois a palhada formada sob o solo impede a passagem de luz, impossibilitando a germinação.
Por isso, é muito importante colocar palha no sistema utilizando espécies com potencial para tal função. como por exemplo, a braquiária.
Para impedir o surgimento de plantas daninhas resistentes a moléculas de herbicidas, é preciso adotar a rotação de princípios ativos de herbicidas, pois, desta forma se reduz a pressão de seleção.
Neste tipo de rotação, é recomendado que se utilize princípios ativos com diferentes mecanismos de ação, por isso a importância de se buscar acompanhamento técnico para melhor posicionamento de produtos.
As plantas de capim-amargoso apresentam maior sensibilidade a herbicidas nos estádios iniciais de desenvolvimento, desta forma, é preciso evitar que a planta se estabeleça e comece a formar rizomas e grandes touceiras.
Os herbicidas são muito eficientes quando as plantas apresentam entre 3 e 4 folhas, quando se inicia o perfilhamento, ou no rebrote a eficiência reduz muito, esta é ainda menor quando se forma touceiras.
Para fazer o controle químico destas plantas infestantes, é preciso fazer um levantamento da incidência destas plantas avaliando o estádio fenológico.
Abaixo são apresentados alguns ingredientes ativos que podem ser utilizados para o controle destas daninhas em estádio inicial de desenvolvimento (entre 2 e 4 folhas).
Ingredientes ativos utilizados para controle de capim-amargoso e buva.
A aplicação sequencial depende do nível de infestação destas plantas daninhas. Se o manejo não foi realizado de maneira correta na entressafra, as aplicações sequenciais podem ser uma boa alternativa para o controle, podendo ser feita a dessecação e após 10 dias mais uma aplicação.
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