plantas Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantas/ Wed, 18 Jan 2023 13:40:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png plantas Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantas/ 32 32 Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/ https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/#respond Wed, 10 Aug 2022 19:14:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8538 Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor. Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio. […]

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Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor.

Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio.

Tela de viveiro de café com malha preta

Telado de viveiro com malha preta (Foto: Diego Baquião).

Tela de viveiro de café com malha vermelha

Telado de viveiro com malha vermelha (Foto: Diego Baquião)

 

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Tela vermelha x tela preta

A formação de mudas de café, normalmente se dá em viveiros sombreados ou parcialmente sombreados com uma passagem de 50% da radiação.

Nas propriedades é comum o uso do telado de coloração preta para esse fim, entretanto, estudos sugerem a utilização de malhas de coloração vermelha, isso porque a radiação vermelha e azul são as mais eficientes para otimizar várias respostas fisiológicas desejáveis nas plantas.

Os comprimentos de onda que são melhor absorvidos pelas plantas são principalmente 430 nm e 660 nm, que se refere as cores azul e vermelho respectivamente, apresentando nas plantas diferenças morfológicas devido a resposta dos pigmentos fotossintetizantes a esses comprimentos de onda.

Telas coloridas em viveiro de café

Por isso a utilização de telas coloridas tem por objetivo causar mudanças no espectro de radiação disponível para planta, proporcionando ajustes metabólicos no sistema fotossintético.

Contudo, apesar da coloração azul ser um dos comprimentos de onda mais absorvidos pelas plantas, ela excita a clorofila a um estado energético mais elevado do que a absorção de luz vermelha, no entanto, nesse estado de excitação a clorofila é extremamente instável liberando parte da energia absorvida na forma de calor, o que não ocorre com a luz vermelha.

Viveiro de café com telado na cor vermelha

Viveiro com malha de coloração vermelha (Foto: Diego Baquião).

Estudos comparativos de telas coloridas

Henrique et al., (2001), avaliou o crescimento de mudas de cafeeiro sob diferentes malhas coloridas, e observou que a tela vermelha apresentou massa seca total superior quando comparado aos outros ambientes.

Além disso, a malha de coloração vermelha também proporcionou maior teor de carboidrato nas raízes, sendo essa cor a mais eficiente na promoção de crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Fato que é extremamente vantajoso considerando as adversidades que essas mudas podem sofrer no campo.

Gráfico mostrando massa seca de raiz e massa seca total
Massa seca de raiz e massa seca total. (Fonte: UFLA – 2011).

Gráfico mostrando diferença de teores de amido em massa de matéria seca de acordo com a cor do telado

Teores de amido em massa de matéria seca de folhas e raízes de mudas de cafeeiro. (Fonte: UFLA – 2011).

Conclusão

Dessa forma, apesar da malha de coloração vermelha apresentar um custo superior quando comparado a malha preta, nota-se que as plantas se desenvolvem mais no telado vermelho, e por isso, elas possuem maiores chances de sobrevivência no campo, além do maior arranque inicial do crescimento.

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Plantas de cobertura do solo: conheça as principais https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/ https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/#respond Thu, 28 Jul 2022 15:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14008 A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A […]

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A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos.

As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A diversidade das plantas de cobertura é essencial para um sistema produtivo e para a manutenção da saúde do solo.

 

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O aporte de resíduos orgânicos é fundamental para a cobertura do solo, no intuito de protegê-lo do impacto das gotas de chuva e da erosão, corroborando para uma boa qualidade estrutural, não somente pela adição de matéria orgânica proveniente da rotação de culturas, mas também pelo fornecimento de substrato orgânico como fonte de energia para as populações de microrganismos do solo, que agem na produção do carbono da biomassa microbiana, atuando como agente de estabilização dos agregados do solo, contribuindo com o sequestro de carbono, ciclagem e dinâmica de nutrientes.

Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos, aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes. Sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção, ou não, do sistema de plantio direto.

O preparo do solo e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo e, consequentemente, os fluxos de água e ar. A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois compromete a função do solo pelas mais diferentes causas, seja por erosão, compactação, redução nos estoques de carbono do solo e perda de matéria orgânica e nutrientes, acarretando menores produtividades.

O Sistema de Plantio Direto

O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um componente chave para o manejo sustentável do solo, sendo definido pela aplicação de três princípios:

  1. Não revolvimento ou menor distúrbio mecânico do solo;
  2. Cobertura do solo pela palhada;
  3. Diversificação das espécies de cultivo (rotação de culturas, sucessão de culturas e consórcio de culturas).

No Brasil, estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.

Os principais fatores para a adoção generalizada do SPD são:

  • Redução nos custos de produção e economia de tempo;
  • Flexibilidade técnica na semeadura, aplicação de corretivos, fertilizantes e controle de plantas daninhas;
  • Produtividade igual ou maior e mais estabilidade ao longo do tempo;
  • Maior proteção do solo contra erosão hídrica e eólica;
  • Maior eficiência na absorção de nutrientes pela planta;
  • Redução de custos e redução dos problemas de controle de pragas e doenças;
  • Maior eficiência no armazenamento e captação de água pelas plantas.

A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano. A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo indeterminado, cada uma cultivada em uma estação do ano.

Sendo assim, modelos de sistemas de produção envolvendo a rotação de culturas se tornam mais complexos, envolvendo maior diversificação de espécies vegetais em comparação à sucessão de culturas.

Para dimensionamento do sistema de produção que apresente resiliência, a adoção de estratégias para diversificação de espécies vegetais que envolvam rotação, sucessão e consórcio de culturas, se torna fator fundamental.

A implantação de um sistema de produção diversificado deve garantir não causar transtornos operacionais ou econômicos, tendo em vista que a diversificação de culturas aumenta o grau de complexidade das tarefas a serem executadas. Sendo assim, para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões com clima subtropical e tropical, estão como exemplo na figura a seguir.

Distribuição temporal de espécies vegetais

Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.

Dentre as plantas de cobertura utilizadas para estimular a produção de cobertura morta, as leguminosas são as mais requeridas, pois apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora.

As leguminosas com potencial de utilização para adubação verde, se destacam:

  • A crotalária (Crotalaria juncea);
  • O guandu-anão (Cajanus cajan);
  • O feijão-de-porco (Canavalia ensiformis);
  • A mucuna-preta (Mucuna aterrima).

As gramíneas apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa vegetal.

Opções de plantas de cobertura para SPD

1. Braquiárias (Urocloa brizantha, U. decubens, U. ruziziensis)

Época de semeadura

  • U. brizantha – outubro a fevereiro;
  • U. decumbens – outubro a fevereiro;
  • U. ruziziensis – novembro a fevereiro.

Semeadura

  • U. brizantha – 320 PVC em linha, 520 PVC à lanço;
  • U. decumbens – 300 PVC em linha, 600 PVC à lanço;
  • U. ruziziensis – 350 PVC em linha, 550 PVC à lanço.

*PVC, ponto de valor cultural; Quantidade mínima de sementes = PVC / %VC, onde %VC = valor cultural

Ciclo até o florescimento

Época de florescimento dependerá da cultivar selecionada e, para alguns casos, também do fotoperíodo.

  • U. brizantha – 70 a 180 DAS*;
  • U. decumbens – 70 a 120 DAS;
  • U. ruziziensis – 40 a 50 DAS.

*DAS = dias após a semeadura

Hábito de crescimento

  • U. brizantha – touceiras eretas;
  • U. decumbens – touceiras decumbentes;
  • U. ruziziensis – touceiras semieretas.

Produção de biomassa

brizantha:

  • Biomassa: 12 a 27 t/ha/ano;
  • Massa seca: 8 a 20 t/ha/ano.

decumbens:

  • Biomassa: 20 a 30 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 15 t/ha/ano.

ruziziensis:

  • Biomassa: 20 a 40 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 16 t/ha/ano.

2. Crotalárias (Crotalaria breviflora; C. juncea; C. ochroleuca; C. spectabilis)

Época de semeadura

breviflora

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a janeiro – Algumas restrições.

juncea

  • Antecipado: Setembro; Recomendado: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardio: Dezembro a Março.

ochroleuca

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a março – Tardia.

spectabilis

  • Época ideal: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardia: Dezembro a fevereiro.

Semeadura

C. breviflora;

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, totalizando 12 kg/ha. De 2 a 3 cm de profundidade;
  • Lanço: 25 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

juncea

  • Linha: 25 a 40 sementes/m, totalizando, 25 a 40 kg/ha. Com espaçamento de 0,25 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço.

ochroleuca

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, 10 kg/ha, profundidade de 2 a 3 cm;
  • Lanço: 12 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

spectabilis

  • Linha: 30 sementes/m, totalizando 12 a 15 kg/ha. Com espaçamento de 0,40 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço;

Ciclo até o florescimento

breviflora

  • Florescimento ocorre de 90 a 100 dias após o plantio.

juncea

  • Florescimento ocorre de 70 a 130 dias após o plantio.

ochroleuca

  • Florescimento ocorre de 120 a 135 dias após a semeadura.

spectabilis

  • Florescimento ocorre de 110 a 140 dias após o plantio;

Produção de biomassa

breviflora

  • Biomassa: 15-20 t/ha; Massa seca: 3-5 t/ha.

juncea

  • Biomassa: 35-60 t/ha; Massa seca: 10 – 15 t/ha.

ochroleuca

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 7-10 t/ha.

spectabilis

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 4 – 6 t/ha.

3. Girassol (Helianthus annuus)

Época de semeadura

  • Sul e Centro Sul: Setembro a janeiro;
  • Safrinha – Centro do Brasil: Janeiro a março.

Semeadura

  • 3-20 kg/ha (época ideal);

Ciclo até o florescimento

  • 60 – 80 dias após a semeadura;

Produção de biomassa

  • 40 – 70 t/ha; Massa seca: 7 – 15 t/ha.

4. Milheto (Pennisetum glaucum)

Época de semeadura

  • Antecipado: Setembro;
  • Época ideal: Outubro à novembro;
  • Segunda safra – tardio: Dezembro a maio;

Produção de forragem

  • 15 a 20 kg/ha, 17 a 34 cm de espaçamento entre linhas; Cobertura do solo: 15 – 40 kg/ha e 15 cm de espaçamento entre linhas; Reforma de pasto á lanço: 20 a 25 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 45 – 50 dias;

Produção de biomassa

  • 50 – 60 t/ha; Massa seca: 8 – 15 t/ha.

5. Painço (Panicum miliaceum)

Época ideal de semeadura

  • Setembro a dezembro;
  • Safrinha: Janeiro até a primeira quinzena de março.

Semeadura

  • 12 a 15 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • Ocorre cerca de 40-45 dias após à semeadura.

Produção de biomassa

  • 6 a 12 t/ha

6. Trigo mourisco (Fagopyrum esculentum)

Época ideal de semeadura

  • Outubro a dezembro;
  • Com restrições: Janeiro a Março.

Semeadura

  • 60-65 kg/ha;
  • A lanço: 70-80 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

  • 35 a 50 dias;

Produção de biomassa

  • 15 a 28 t/ha; Massa seca: 3 a 6 t/ha.

7. Aveia (Avena sativa; Avena strigosa)

Época de semeadura

sativa

  • Março a julho.

strigosa

  • Março a julho.

Semeadura

sativa

  • 50 a 60 kg/ha.

strigosa

  • 60 a 90 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

sativa

  • 80 a 110 dias.

strigosa

  • 80 a 110 dias.

Produção de biomassa

sativa

  • Biomassa: 30 a 50 t/ha; Massa seca: 7 a 15 t/ha.

strigosa

  • Biomassa: 30 a 60 t/ha; Massa seca: 5 a 10 t/ha.

8. Canola (Brassica napus)

Época de semeadura

  • Março a junho;

Semeadura

  • 3 a 4 kg/ha de sementes;

Ciclo até o florescimento

  • 50 a 70 dias;

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; Massa seca: 2 a 3 t/ha.

9. Centeio (Secale cereale)

Época de semeadura

  • Março a Julho

Semeadura

  • 40 a 60 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • 60 a 90 dias

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; massa seca: 4 a 10 t/ha

10. Cevada (Hordeum vulgare)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 100 a 150 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 80 a 90 dias;

Produção de biomassa

  • 3 a 5 t/ha de massa seca.

11. Triticale (X Triticosecale)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 80 a 120 kg de sementes/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 70 a 85 dias;

Produção de biomassa

  • 9 a 10 t/ha; Massa seca 4 a 7 t/ha.

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Principais plantas tóxicas para bovinos https://blog.rehagro.com.br/principais-plantas-toxicas-para-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/principais-plantas-toxicas-para-bovinos/#respond Thu, 19 May 2022 15:57:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13160 Quais são as principais plantas tóxicas presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde dos seus animais. Neste e-book você irá encontrar: Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade; Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade; Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e os […]

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Quais são as principais plantas tóxicas presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde dos seus animais.

Neste e-book você irá encontrar:

  • Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade;
  • Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade;
  • Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e os possíveis tratamentos.

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Como obter sucesso no plantio de grãos? https://blog.rehagro.com.br/como-obter-sucesso-no-plantio-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/como-obter-sucesso-no-plantio-de-graos/#respond Thu, 24 Mar 2022 13:00:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9298 A fase de plantio de grãos, quando feita corretamente, aumenta a produção, facilita a colheita e reduz a incidência de daninhas. Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio. Neste e-book, você […]

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A fase de plantio de grãos, quando feita corretamente, aumenta a produção, facilita a colheita e reduz a incidência de daninhas.

Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio.

Neste e-book, você descobrirá como ter sucesso garantido e aumentar os lucros da sua produção. Clique no botão abaixo e faça o download GRATUITO!

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Uso de drones na agricultura: mapeamento e pulverização localizada de plantas daninhas https://blog.rehagro.com.br/mapeamento-e-pulverizacao-localizada-de-plantas-daninhas-com-drones/ https://blog.rehagro.com.br/mapeamento-e-pulverizacao-localizada-de-plantas-daninhas-com-drones/#respond Fri, 10 Dec 2021 15:00:52 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8643 Informações obtidas por sensoriamento remoto apresentam importância cada vez maior entre as ciências agrárias e geociências. Dentre as vantagens do sensoriamento remoto, destacam-se: Baixo custo para obter informações espacialmente contínuas e em escalas local, regional ou global; Possibilidade de gerar estimativas de parâmetros biofísicos/bioquímicos da vegetação com base em modelos físicos ou empíricos; O fato […]

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Informações obtidas por sensoriamento remoto apresentam importância cada vez maior entre as ciências agrárias e geociências. Dentre as vantagens do sensoriamento remoto, destacam-se:

  • Baixo custo para obter informações espacialmente contínuas e em escalas local, regional ou global;
  • Possibilidade de gerar estimativas de parâmetros biofísicos/bioquímicos da vegetação com base em modelos físicos ou empíricos;
  • O fato de não requerer intervenção no ambiente (não destrutivo);
  • Apresentar viabilidade econômica e de tempo de execução.

Ao integrar um potencial de alta resolução espacial com uma grande repetitividade, os drones podem acompanhar de forma adequada a fenologia de culturas agrícolas, demandas dos processos de manejo da lavoura e qualificar a tomada de decisões.

Fixando as condições das câmeras, a escala cartográfica de uma imagem de drone pode equivaler a uma resolução espacial de poucos centímetros a decímetros, dependendo da altura do voo.

Esse é um dos pontos mais atrativos dos dados de drone considerando a demanda das aplicações desses produtos na agricultura de precisão.

 

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A importância dos índices de vegetação

Os índices de vegetação representam um dos principais produtos gerados a partir das imagens multiespectrais/hiperespectrais adquiridas por meio de drones.

Em geral, operações algébricas são aplicadas para promover esse realce, numa base pixel-a-pixel. Independente do índice e da escala que forma abordado, devemos sempre procurar trabalhar com os dados de reflectância de superfície.

Os números digitais presentes nas imagens devem ser transformados em reflectância para evitar os erros associados a discretização diferenciada de cada banda. A reflectância (efetivamente o fator de reflectância) é uma propriedade do alvo e assim, comparações podem ser feitas em séries históricas de dados de um sensor.

Os índices de vegetação são utilizados para caracterizar a dinâmica da vegetação e para estimar parâmetros biofísicos como o índice de área foliar.

Em tese, o índice de vegetação ideal deveria maximizar a resposta do verdor da vegetação e minimizar a influência dos fatores não desejados (exemplos: efeitos direcionais, atmosfera, contribuição do substrato). Devido ao processo de normalização de boa parte dos índices, espera-se reduzir a influência das diferenças na resolução espacial e espectral dos sensores.

A identificação e o monitoramento de plantas daninhas são necessários, pois cada espécie apresenta seu potencial de estabelecimento e sua agressividade, sendo sua interferência diferente entre as culturas. A identificação correta de plantas daninhas permite compactuar com o manejo integrado de plantas daninhas e ainda monitorar as espécies tolerantes na área.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Agricultura de precisão no uso de defensivos agrícolas

No manejo de plantas daninhas, a agricultura de precisão permite o gerenciamento local das culturas.

Atualmente os drones, possibilitam fazer levantamentos nas áreas agrícolas, permitindo, assim, o uso de agricultura de precisão para o posterior manejo do sistema agrícola e das ações de melhor manejo. O uso desta tecnologia no manejo de plantas daninhas tem se mostrado eficiente, com redução entre 40 a 60% no número de aplicações de herbicidas.

Entre as mais diversas técnicas de aplicação de defensivos agrícolas que são encontradas no mercado, as que mais se destacam são as que se baseiam no princípio de fracionamento hidráulico das gotas. Quando se observa somente o modo cujo defensivo agrícola atua sobre o alvo, é errôneo, pois não se observar a técnica de aplicação de defensivos podem acarretar a contaminação do ambiente.

Para os aplicadores, um dos maiores desafios é minimizar essa contaminação ambiental, devido à forte pressão que a sociedade tem colocado, a fim de uma produção agrícola socialmente sustentável e ambientalmente segura. As aplicações com essas características são conseguidas, com o domínio da técnica de aplicação e a correta escolha da ponta de pulverização.

Atualmente, a tendência é a redução do volume de pulverização, pois adotando esse procedimento, se reduz o número de reabastecimentos, e como consequência, há redução do volume de água necessário para as operações, aumentando então, a capacidade operacional.

Têm-se observado a aplicação de baixos volumes e a redução do diâmetro de gotas, fatores estes que, apresentam maiores capacidades de coberturas atingindo então as diversas partes do alvo com maior facilidade.

Benefícios da pulverização com drones

Os drones voltados para a pulverização, são equipamentos capazes de operar em áreas de difícil acesso e em locais que aviação agrícola não consegue atuar.

Os gastos com insumos se reduzem em até 80%, otimizando recursos e aplicando defensivos no momento e local correto, além dos impactos ambientais serem reduzidos. Esses equipamentos podem atender tanto pequenas culturas quanto grandes, em situações que, pulverização com aviões não é viável economicamente, e em áreas de risco, que podem ser próximas à rede elétrica e árvores.

As aplicações realizadas de maneira aérea, não se diferem das aplicações com equipamentos terrestres. O uso da tecnologia aérea se apresenta como mais econômica e vantajosa, uma vez que reduz o tempo da aplicação e que, o produto pode ser aplicado em condições adversas de solos irrigados ou encharcados, possibilitando assim, maior qualidade e uniformidade de aplicação, que não provoca danos seja de amassar a cultura ou compactação de solo.

No processo de produção agrícola, a aplicação de defensivos agrícolas é um dos mais exigentes, pois além de atender a área de cultivo, existem os cuidados com a preservação do meio ambiente.

Uma máquina sofisticada terá pouco valor, se sua operação não seguir as especificações técnicas. Já é possível utilizar um drone tipo avião para mapear uma grande lavoura e assim, gerar mapas com o posicionamento de focos de plantas daninhas, e assim, pulverizar com herbicidas utilizando o drone multirotor nestes locais em dois ou três dias.

A economia de herbicidas chega em até 95%, em relação à pulverização de uma área total.

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Para que uma planta tenha pleno desenvolvimento, ela precisa de: água, luz do sol e de um solo nutricionalmente adequado. Claro que sempre existirão exceções, mas de modo geral, essa é a base.

A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar:

  • Tipo da cultivar;
  • Época de aplicação;
  • Quantidade de nutriente disponível no solo;
  • O tipo de nutriente que essa cultivar requer.

Sobre os 2 últimos, o solo acaba tendo um foco, afinal ele atua como reservatório de minerais necessários às plantas. Para saber a composição, é preciso fazer, ao menos, uma análise de solo.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 1: Esquema didático com elementos do solo

Dinâmica no solo

O sistema é aberto, pois os elementos são constantemente removidos de um lado, a uma fase sólida (reservatório) e acumulados no outro, a planta. 

A solução do solo é o compartimento de onde a raiz retira ou absorve os elementos essenciais.

Quando a fase sólida (matéria orgânica + minerais) não consegue transferir para a solução do solo quantidades adequadas de um nutriente qualquer, é necessária sua aplicação mediante o emprego do fertilizante, que contém o elemento em falta. 

Na prática, a adubação consiste em cobrir a diferença entre a quantidade do nutriente exigida pela planta e o fornecimento pelo solo, multiplicado por um fator, para compensar as perdas do adubo, ocasionadas principalmente quando o pH do solo encontra-se fora da faixa adequada.

Figura 2. Adubação – Fonte: Sítio da Mata

Estabelecer a essencialidade dos elementos é muito mais complexo do que apenas a análise química. 

As plantas absorvem do solo, sem muita discriminação, os elementos essenciais, os benéficos e os tóxicos, podendo estes últimos, inclusive, levá-las à morte. “Todos os elementos essenciais devem estar presentes nos tecidos das plantas, mas nem todos os elementos presentes são essenciais” (Arnon e Stout, 1939).

Nitrogênio nas plantas

O N é exigido pelas culturas em maiores quantidades do que qualquer outro nutriente, exceto potássio (K). Nitrato e amônio inorgânicos são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 3. Fórmulas químicas do Nitrato, Amônio e Nitrato de Amônio – Fonte: Sandy Azevedo

Nitrogênio (N) no solo

A quantidade de N armazenada na matéria orgânica do solo, apresenta pouca quantidade decomposta e disponível para as culturas.

Normalmente a decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta. Estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo são disponibilizados 20kg/ha de N.

Webinar Manejo de nitrogênio para altas produtividades

Fósforo (P) nas plantas

O P é um componente vital no processo de conversão da energia do sol em alimentos, fibras e óleos nas plantas. Tem papel fundamental na fotossíntese, no metabolismo de açúcares, no armazenamento e transferência de informações genéticas.

Fósforo nos solos

As raízes das plantas absorvem o P quando este está dissolvido na solução do solo.

Os solos naturalmente apresentam baixa concentração de P, devido a esse fator o solo deve ser continuamente reabastecido com esse elemento para repor o que foi absorvido pelas plantas. 

As raízes das plantas geralmente absorvem P na forma de íons ortofosfato inorgânicos (HPO42- ou H2PO4).

A disponibilidade de P às plantas são influenciadas por fatores como:

  • Quantidade de minerais de argila;
  • Concentração de P;
  • Fatores que afetam a atividade radicular (aeração e compactação);
  • Teor de umidade do solo;
  • Temperatura;
  • Atividades radiculares das culturas;
  • pH do solo.

Potássio (K) nas plantas

O K está envolvido em diversas funções essenciais como: 

  • Regulação da pressão osmótica nas células das plantas;
  • Troca de gases;
  • Movimento das folhas em resposta à luz;
  • Ativação das enzimas que auxiliam na ocorrência de reações químicas;
  • Síntese de proteínas;
  • Ajuste no pH dentro das células das plantas;
  • Aumento da fixação de CO2 durante a fotossíntese;
  • Transporte de compostos químicos;
  • Equilíbrio das cargas elétricas em várias partes das células.

As plantas supridas com quantidades adequadas de K são capazes de resistir mais ao estresse climático e aos danos causados por pragas e doenças em comparação com plantas deficientes em K.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 4. Sintoma clássico de deficiência de potássio em milho – Fonte: IPNI (1993).

Potássio nos solos

O K é absorvido pelas plantas quando está disponível na solução do solo, sendo alguns fatores que contribuem para a sua disponibilidade: 

  • K redistribuído de outras áreas;
  • Água de irrigação;
  • Precipitação;
  • Fertilizantes;
  • Esterco;
  • Biossólidos e deposição de sedimentos;
  • Intemperismo de minerais primários contendo K, como micas e feldspatos;
  • K liberado das camadas internas de filossilicatos como ilita, vermiculita e esmectita;
  • Dessorção de K das superfícies e arestas dos filossilicatos “K trocável”.

O K trocável é medido pela análise de solo e é considerado prontamente disponível às plantas. 

Os filossilicatos que liberam K também podem “fixar” este nutriente em posições entre as camadas, desta forma removendo-o da solução do solo.

Enxofre (S) nas plantas

O sulfato solúvel (SO42-) é a fonte para nutrição de S para as plantas.

O S é exigido para a síntese de proteínas, auxiliando na produção de sementes e da clorofila necessária para o processo fotossintético. 

É um componente necessário de três aminoácidos (cisteína, metionina e cistina) requeridos para a síntese proteica. Exigido para a formação de nódulos em leguminosas.

Macroelementos em plantas e solos

Figura 5. Nódulos em raízes – Fonte: Fabiano Bastos via 3rlab

Enxofre nos solos

A maior parte do S do solo é, geralmente, encontrada na matéria orgânica e nos restos culturais.

Este nutriente está presente em uma variedade de compostos orgânicos que não estão disponíveis para a absorção pelas plantas, até serem convertidos em sulfato solúvel.

A velocidade na qual os microrganismos do solo convertem esse composto orgânico de S é determinada por temperatura, umidade e outros fatores ambientais.

Uma pequena fração do S do solo é encontrada na forma de sulfato. O sulfato geralmente é solúvel, e se movimenta na solução do solo para as raízes.

Cálcio (Ca) nas plantas

O Ca é classificado como um macronutriente secundário que é requerido em quantidades relativamente grandes pelas plantas na forma de Ca2+.

O Ca desempenha papel fundamental na estrutura da parede celular e na integridade da membrana. Ele também promove:

  • A elongação das células das plantas;
  • Participa de processos enzimáticos e hormonais;
  • Desempenha papel nos processos de absorção de outros nutrientes;
  • Proporciona estabilidade às plantas;
  • As paredes celulares fortes auxiliam na prevenção de invasão por fungos e bactérias.

Cálcio nos solos

A solubilidade do Ca depende de fatores do solo, como: 

  • pH do solo

Solos com maior pH apresentam mais Ca disponíveis em sítios de troca de cátions;

  • Capacidade de troca de cátions (CTC)

O Ca disponível é afetado tanto pela CTC do solo, quanto pela saturação de Ca nos sítios de troca de cátions do solo.

O Ca tem grande influência nas propriedades do solo, especialmente porque previne a dispersão de argila.

O fornecimento abundante de Ca pode auxiliar na redução do encrostamento e da compactação do solo, levando à melhora da percolação da água e à redução do escoamento superficial.

Magnésio (Mg) nas plantas

Nas plantas, o Mg é essencial para muitas funções como: 

  • Catalisa a produção de clorofila.

Sendo o átomo central de sua molécula;

  • Desempenha papel como um componente dos ribossomos. 

As “fábricas” que sintetizam as proteínas nas células;

  • Estabiliza certas estruturas dos ácidos nucleicos.

As moléculas que transferem informações genéticas quando novas células são formadas;

  • Ativa ou promove a atividade de enzimas.

Moléculas com formatos específicos requeridos para acionar certas reações químicas necessárias para o crescimento e o desenvolvimento adequado das plantas;

  • Desempenha papel como um elemento essencial para gerar ATP.

Uma “bateria” que armazena energia na planta;

  • Assegura que os carboidratos produzidos nas folhas sejam exportados para outros órgãos da planta.

Os carboidratos são usados nas plantas para energia e estrutura.

Magnésio nos solos

O Mg disponível às plantas está presente na solução do solo, sendo o Mg trocável e da solução do solo as formas deste nutriente medida pelas análises de solo e considerado prontamente disponíveis para as plantas.

Quando as raízes das plantas absorvem água, a água localizada em grande distância se move para as raízes, repondo a absorvida. O Mg que está dissolvido na solução do solo se move com essa água. 

Esse processo, denominado fluxo de massa, é responsável por manter a planta suprida com Mg.

Obtenção dos nutrientes

Os nutrientes requeridos pelas plantas podem ter diversas origens, mas boa parte vem dos minerais. O fósforo, por exemplo, advém de rochas fosfáticas. Só a agricultura consome mais de 90% delas, o que tem tornado isso escasso.

Para analisar o quanto seu solo requer esse nutriente, é necessária uma análise química, que pode ser feita pelos extratores Mehlich 1, Mehlich 3 ou Resina.

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Cigarrinha-do-milho e enfezamentos: como prevenir e realizar o controle? https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/#comments Fri, 05 Feb 2021 13:11:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8769 A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus). O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus […]

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus).

O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus maidis com importância relativa de pragas e doenças.

Cigarrinha do milho em uma folha de milho.

Sintomas dos enfezamentos

Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se em maior intensidade na fase de produção das plantas de milho, porém pode se manifestar na fase vegetativa quando o hospedeiro se encontra sob grande pressão desde a emergência, ou na fase de florescimento. 

O enfezamento pálido, caracteriza-se pelas manchas cloróticas e independentes, produzidas na base das folhas, posteriormente coalescem e formam bandas grandes; os entre nós se desenvolvem menos e a planta tem altura reduzida. 

O enfezamento vermelho, caracteriza-se pela severidade dos sintomas na planta com incidência do enfezamento e pela maior intensidade da cor vermelha, que chega a ser púrpura nas folhas mais velhas, e por abundante perfilhamento nas axilas foliares e na base das plantas. 

Os sintomas do MRFV consistem na ocorrência de pontos cloróticos, manchas, ou linhas-curtas, distribuídas, de forma uniforme na parte superior de folhas jovens, e geralmente nas nervuras secundárias e terciárias.

Com o passar do tempo os pontos tornam-se mais numerosos e coalescem, ao longo das nervuras formando riscas com mais de 10 cm de comprimento, podendo ser facilmente observadas quando colocadas contra a luz.

Webinar Cigarrinhas e Enfezamentos

Utilização de híbridos

Na literatura são citadas como plantas hospedeiras de D. maidis: milho (Zea mays), tripsacum (Tripsacum dactiloides) teosinto (Euchlaena mexicana), sorgo (Sorghum bicolor), braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e milheto (Pennisetum glaucum).

Os ovos de D. maidis podem ser depositados de forma isolada, em pares ou em grupos de cinco ou seis na superfície superior das folhas, sendo inseridos nos tecidos da planta, de preferência na metade basal das primeiras folhas das plantas jovens.

As ninfas se alimentam da seiva da planta e dificilmente abandonam o sítio de alimentação durante o seu desenvolvimento, sendo que após a muda é fácil a observação das exúvias presas nas folhas.

A duração dos estádios ninfais de D. maidis varia com a temperatura. A 23,4°C e 83 % UR, os ínstares I, II, III, IV e V tiveram duração média de 2,0; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,0 dias, respectivamente. Estudos da biologia dessa cigarrinha em temperaturas variando de 10 a 32ºC, apresenta cinco ínstares com duração média variando de 23,0 (10ºC) a 3,2 dias (32ºC). 

Os adultos da cigarrinha do milho medem cerca de 3 mm de comprimento e são de coloração palha, podendo apresentar coloração mais escura nas regiões geográficas altas e em tons claros com manchas em baixas altitudes.

A longevidade média dos adultos é de 16,3 dias para machos e de 42,1 dias para fêmeas a 23,4ºC e 83% de UR. Entretanto, essa longevidade varia em função da temperatura, atingindo 66,6 dias a 10ºC e 15,7 dias a 32,2ºC. O período de pré-oviposição é de 8,5 dias, o de oviposição de 29,6 dias e a fecundidade média é de 128,7 ovos/fêmea. 

A utilização de híbridos com resistência genética, apresenta-se como um importante método de controle de pragas e doenças virais na cultura do milho. Características físicas, morfológicas e/ou químicas das plantas podem alterar o comportamento dos insetos ou interferir na sua biologia, dando proteção às plantas permitindo a seleção de híbridos resistentes.

A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é a principal transmissora de doenças conhecidas como os enfezamentos e a virose do raiado fino, provocando perdas de até 90% no milho cultivado em algumas regiões.

Folha de milho no solo com vírus do raiado fino causado pela cigarrinha do milho.Vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino vírus) (CULTIVAR)

A infestação da cigarrinha de milho é influenciada pelo híbrido de milho plantado, havendo materiais que podem apresentar maior ou menor infestação.

A severidade fitossanitária demonstrou ser crescente em função do número de cigarrinhas/plantas, havendo híbrido que demonstraram maior ou menor suscetibilidade.

A intensidade da infestação por cigarrinhas no milho influenciou diretamente a severidade fitossanitária de forma que o aumento do número de cigarrinhas proporcionou maior severidade com reflexo nos parâmetros produtivos.

Manejo e pulverização da cigarrinha do milho

A adoção do manejo integrado de pragas deve se considerados aspectos como a eliminação de hospedeiros, definição de épocas de semeadura, controle biológico e controle químico.

O tratamento de sementes com inseticidas neonicotinóides (imidacloprid, thiametoxan e clotiandina) tem sido importante por realizar o controle na primeira população migrante no cultivo, apresentando eficiência até os 15 dias após a emergência da cultura. 

A adoção de pulverizações com organofosforado (acefato) nos estádios V4/V5 e V8/V9, a fim de promover o controle da cigarrinha para reduzir os prejuízos.

A adoção destas pulverizações tende a complementar a estratégia do tratamento de sementes, sendo fundamental para o controle de populações migrantes de outras culturas.

Plantação de milho com enfezamento causado pela cigarrinha do milho.Enfezamento do milho (EMBRAPA)

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Alessandro Alvarenga

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Fenologia do café: saiba quais são as fases https://blog.rehagro.com.br/fenologia-do-cafe-saiba-tudo-sobre-o-assunto/ https://blog.rehagro.com.br/fenologia-do-cafe-saiba-tudo-sobre-o-assunto/#comments Wed, 09 Dec 2020 14:14:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8635 O café arábica (Coffea arabica L.) leva dois anos para completar o ciclo fenológico de frutificação, ao contrário da maioria das plantas, quem completam seu ciclo reprodutivo no mesmo ano fenológico. Nesse sentido, de acordo com Camargo e Camargo (2001), o ciclo fenológico é constituído de seis fases distintas, sendo duas vegetativas e quatro reprodutivas: […]

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O café arábica (Coffea arabica L.) leva dois anos para completar o ciclo fenológico de frutificação, ao contrário da maioria das plantas, quem completam seu ciclo reprodutivo no mesmo ano fenológico.

Nesse sentido, de acordo com Camargo e Camargo (2001), o ciclo fenológico é constituído de seis fases distintas, sendo duas vegetativas e quatro reprodutivas:

  1. Vegetação e formação de gemas foliares;
  2. Indução e maturação das gemas florais;
  3. Florada;
  4. Granação dos frutos;
  5. Maturação dos frutos;
  6. Repouso e senescência dos ramos terciários e quaternários.

Fenologia do café

Esquematização das seis fases fenológicas do cafeeiro arábica, durante 24 meses, nas condições climáticas tropicais do Brasil. Adaptado CAMARGO E CAMARGO (2001).

 

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Primeira fase

A primeira fase, caracterizada pela vegetação e formação das gemas foliares, vai de setembro a março.

São sete meses de dias longos, com fotoperíodo acima de 13 e 14 horas de luz efetiva ou acima de 12 horas de brilho solar.

Segunda fase

A segunda fase, também vegetativa, é caracterizada pela indução, maturação e dormência das gemais florais, normalmente no período de abril a agosto – período com dias curtos.

Com os dias mais curtos, intensifica-se o crescimento das gemas florais. Essas gemas, depois de completarem se desenvolvimento, entram em dormência e ficam prontas para antese.

Nos meses de julho e agosto, referido como período de repouso, as gemas dormentes produzem um par de folhas pequenas, etapa que separa o primeiro ano fenológico do segundo.

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Terceira fase

A terceira fase, já dentro do período reprodutivo, é caracterizada pela florada e expansão dos frutos, período que compreende os meses de setembro a dezembro. Em que, após uma restrição hídrica, seguido por chuva ou irrigação abundante, acarreta na florada da cultura.

Por isso, se nesse período, ocorrer grande restrição hídrica, pode ocasionar abortamento das flores. Após a fecundação, forma-se os chumbinho e a expansão dos frutos.

Fenologia do café

Florada na cultura do café (Foto: Larissa Cocato)

Fenologia do café

Florada do café (Foto: Larissa Cocato).

Quarta fase

A quarta fase, ainda no período reprodutivo, é caracterizada pela granação dos frutos, que ocorrem nos meses de janeiro a março do ano subsequente em que houve a formação dos grãos.

Nesse período, a restrição hídrica pode acarretar em grandes prejuízos na granação dos frutos.

Fenologia do café

Frutos de café (Foto: Larissa Cocato)

Quinta fase

Na quinta fase, também período reprodutivo, é caracterizada pela maturação dos frutos, que ocorre nos meses de abril a junho.

Maturação dos frutos do cafeeiro

Maturação dos frutos (Foto: Equipe Rehagro Café).

Sexta fase

Na sexta, e última fase do ciclo fenológico da cultura, caracterizada pela senescência, que ocorre no período de julho a agosto, ocorre a autopoda do cafeeiro, em que ramos produtivos não primários, secam e morrem.

Considerações sobre a fenologia do café

Apesar das 6 fases distintas que ocorrem dentro de dois anos para completar o ciclo fenológico de frutificação do cafeeiro, dentro do mesmo ano cronológico e da mesma planta, estará ocorrendo duas fases.

Por exemplo, no período de janeiro a março do mesmo ano cronológico, na mesma planta e no mesmo ramo está ocorrendo a 1ª fase, caracterizada pela vegetação e formação das gemas foliares, assim como, estará ocorrendo também no mesmo ramo a granação dos frutos.

Webinar Cultivares de café

Larissa Cocato

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Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/ https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/#comments Mon, 16 Nov 2020 17:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8476 O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito. Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área […]

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O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito.

Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.

Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.

A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.

 

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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.

Coeficiente de variação do estande de plantio

A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.

Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.

Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Coeficiente de variação

Onde:

  • CV = coeficiente de variação;
  • δ = desvio padrão;
  • μ = média.

Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.

Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.

Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

Fatores que interferem em uma boa plantabilidade

Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.

O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.

A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.

A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.

Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.

Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.

Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.

Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:

  • Nas semeadoras mecânicas a escolha do disco e anel apropriado é um dos fatores que interferem diretamente na qualidade da semeadura. Para sementes redondas deve-se optar por anel rebaixado, quanto ao disco deve-se optar pelo disco que entre apenas uma semente em cada furo;
  • Nas pneumáticas deve-se atentar a pressão do vácuo em cada uma das linhas, falta de vácuo pode causar falha e excesso de vácuo pode causar dupla. Outro fator é quanto a pressão do pneu da roda motriz, conferir a pressão garante uma melhor uniformidade de deposição das sementes.

A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.

Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.

Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.

Checklist semeaduraCheck list antes de iniciar a semeadura

Levantamento de plantasLevantamento de plantas

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Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/ https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/#respond Fri, 06 Nov 2020 18:32:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8471 O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa. As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo. A agregação […]

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O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa.

As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.

A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.

 

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Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

Microrganismos no solo

Microrganismos e estabilidade do solo

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.

A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.

Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.

As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.

Bactérias promotoras de crescimento

Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.

Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.

Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.

Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.

O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.

Webinar Manejo de nitrogênio para altas produtividades

Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.

A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.

As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.

A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.

As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.

Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.

Inoculantes bacterianos

Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.

Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.

De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.

Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.

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Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/ https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/#respond Sat, 03 Oct 2020 19:35:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5222 O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade? Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três […]

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O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?

Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:

  1. Uniformidade da maturação dos grãos;
  2. Antecipação da colheita;
  3. Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.

 

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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.

Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.

Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

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Controle de plantas daninhas

Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.

Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.

Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.

Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.

Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.

A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.

A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.

Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Soja após dessecação

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Peso de mil grãos de soja após dessecação

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.

As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Produtividade da dessecação da soja

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.

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CTC do solo: o que é e como interpretá-la em uma análise de solo https://blog.rehagro.com.br/ctc-do-solo-entenda-o-que-e-e-como-interpreta-la/ https://blog.rehagro.com.br/ctc-do-solo-entenda-o-que-e-e-como-interpreta-la/#comments Thu, 13 Aug 2020 14:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8043 Entenda sobre a CTC do solo, como interpretá-la e como manejar um solo visando o seu aumento. Nós preparamos uma explicação simples, com algumas dúvidas frequentes em relação a este item. O que é CTC (Capacidade de Troca de Cátions)? É a capacidade que os coloides do solo possuem para reter cátions (elementos de carga […]

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Entenda sobre a CTC do solo, como interpretá-la e como manejar um solo visando o seu aumento.

Nós preparamos uma explicação simples, com algumas dúvidas frequentes em relação a este item.

O que é CTC (Capacidade de Troca de Cátions)?

É a capacidade que os coloides do solo possuem para reter cátions (elementos de carga positiva), sendo diretamente dependente de cargas negativas presentes.

 

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Quais seriam exemplos de cátions?

  • Al3+;
  • H+;
  • Ca2+;
  • K+;
  • Mg2+.

Nos nossos solos brasileiros, nós temos a predominância de cargas negativas. Dessa forma, quanto maior a quantidade de cargas negativas no meu solo, mais eu consigo reter esses cátions.

Esta ocupação pode ser por elementos bons (nutrientes), como Ca2+, K+, Mg2+, ou pode ser ocupado por elementos ruins, como é o caso do Al3+ e do H+. E estes últimos podem estar ocupando cargas de outros elementos que são bons.

A partir disso, é importante a seguinte colocação: “nós não podemos afirmar impreterivelmente que um solo com CTC alta é muito melhor que um solo com CTC baixa”. Mas, por que?

Pois é muito importante considerar com o que a CTC daquele solo está sendo ocupada no solo!

Existe diferença em relação a CTC, em solos argilosos e arenosos?

Sim, solos mais argilosos tem a CTC maior que solos arenosos, pois areia não tem carga.

E isso pode interferir no manejo desses diferentes tipos de solo, em solos mais arenosos deve-se ter o cuidado na adubação, focando em mais parcelamentos, e realizar manejos que visam o aumento da CTC desses solos.

Mas por que devemos ter a prática de aumentar a CTC nos nossos brasileiros?

A maioria dos nossos solos brasileiros possuem argila de baixa atividade, com predominância de argilas oxídicas e argilas 1:1 (caulinita), argilas essas que apresentam baixa CTC, e são altamente dependentes do pH.

Um exemplo simples: argilas oxídicas por exemplo, possuem em média uma CTC total (a pH 7,0) de 4 cmolc/dm3, as argilas 1:1, possuem em média uma CTC total (a pH 7,0) de 8 cmolc/dm3. Já os coloides orgânicos (húmus), possuem uma CTC total (a pH 7,0) de cerca de 200 cmolc/dm3.

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Como faço para aumentar a CTC?

Existem duas formas:

  1. Aplicando argila no solo, prática esta inviável;
  2. Aplicando matéria orgânica, como por exemplo esterco, composto orgânico, ou mesmo palhas, como a palha de braquiária, casca de café, que vão decompor e aumentar a matéria orgânica do seu solo. Dessa forma, você estará aumentando a carga negativa do seu solo, e consequentemente a capacidade de segurar os elementos.

Dessa forma, a argila e a matéria orgânica é quem são responsáveis por segurar os elementos para que eles não se percam!

Portanto, após um manejo visando aumentar a CTC de um solo, o que cabe a nós posteriormente é colocar elementos bons, que é através de calcário, gesso e fertilizantes, para que sejam retidos coisas boas nas nossas cargas negativas.

Então, precisamos focar em práticas que visem aumentar a CTC do nosso solo, e além disso focar em fornecer nutrientes, para que estes fiquem retidos em nossas cargas.

Como as plantas absorvem esses nutrientes do nosso solo?

Primeiramente, o nosso solo, é composto pela fase sólida e pela fase líquida.

Essas duas fases, estão em equilíbrio entre si. Nesse sentido, o que está retido na argila e na matéria orgânica (fase sólida), está em equilíbrio com a solução do solo (fase líquida).

As plantas não conseguem absorver diretamente os elementos que estão presos na fase sólida, elas absorvem o que está dissolvido na fase líquida! Mas quem “manda” os nutrientes para a fase líquida é a fase solida!

Por isso, de forma simples: a argila e a matéria orgânica, retém os elementos e manda para a fase líquida, as plantas absorvem os elementos a partir da fase líquida!

Dessa forma, todas as práticas que eu faço visando aumentar a minha CTC, melhoram o meu armazenamento de nutrientes, e consequentemente acarretando em mais nutrientes disponíveis para a planta.

Como calcular e interpretar a CTC em uma análise de solo?

Como calcular a CTC?

CTC efetiva (t)

CTC efetiva (t) = K + Ca + Mg + Al

Considerando um exemplo de análise de solo, com: (Ca= 0,80 cmolc/dm3, Mg= 0,30 cmolc/dm3, K = 0,08 cmolc/dm3 e Al= 0,90 cmolc/dm3), temos:

CTC efetiva (t) = 0,08 + 0,80 + 0,30 + 0,90 = 2,08 cmolc/dm3

CTC potencial (T)

CTC potencial (T) = K + Ca + Mg + H+Al

Considerando um exemplo de análise de solo, com: (Ca= 0,80 cmolc/dm3, Mg= 0,30 cmolc/dm3, K = 0,08 cmolc/dm3 e H+Al= 5,64 cmolc/dm3), temos:

CTC potencial (T) = 0,08 + 0,80 + 0,30 + 5,64 = 6,82 cmolc/dm3

O que significam esses valores?

6,82 cmolc/dm3, é capacidade que meu solo tem de armazenar nutrientes a pH 7,0, mas ele está com pH de 5,20, então a capacidade real de armazenar nutrientes é 2,08 cmolc/dm3.

Portanto, de toda a minha capacidade que eu poderia explorar que é 6,82 cmolc/dm3, como eu não tenho o pH próximo de 7,0, eu estou usando apenas 2,08 cmolc/dm3!

E, o que eu posso fazer para que esta CTC efetiva de 2,08 cmolc/dm3 chegue próximo a 6,82 cmolc/dm3, e aumente a capacidade do meu solo?

Aumentando meu pH! Então se eu aumento meu pH, eu consigo aumentar a minha CTC efetiva e dessa forma, consigo armazenar mais nutrientes.

Como aumentamos o pH?

Calcário. Por isso, a CTC é item importante a ser observado e manejado de acordo com as condições dos nossos solos!

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café Arábica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Boro na produção de soja e milho: principais características https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/#respond Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7775 A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo […]

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A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B).

O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.

Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o Azospirillum no milho e o Rhizobium na soja.

 

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Outro ponto a ser levado em conta sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no desempenho na colheita da cultura.

Saiba mais sobre a utilização de micronutrientes no sistema de produção de grãos, com o webinar gratuito: “Utilização de micronutrientes”.

Webinar Utilização de micronutrientes

Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, doenças e as principais daninhas é igualmente importante.

Para quem produz ou pretende produzir, será benéfico para traçar estratégias de manejo, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.

Inclusive, as análises mostram que alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles. O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.

O uso de boro está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:

  • Absorção iônica;
  • Transporte e metabolismo de carboidratos;
  • Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;
  • Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.
  • Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.

E mais! A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.

Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:

  • Inibição do crescimento da planta, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.
  • Causa alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.

Boro no solo

No solo, o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H3BO3), que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, o que exige, portanto, uma adubação cautelosa.

A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H3BO3 e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. 

A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.

A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. 

No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.

Boro nas plantas

O boro é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.

A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:

  1. Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);
  2. Crescimento meristemático;
  3. Integridade e funcionamento da parede celular;
  4. Transporte de auxinas (AIA);
  5. Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;
  6. Atua no metabolismo de carboidrato.

Características de deficiência de boro

A deficiência de boro aparece, inicialmente, causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical.

Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.

Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.

Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.

Planta com deficiência de boroSintomas de deficiência do Boro

Fontes de boro

A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.

A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.

Basicamente, existem duas classificações para os boratos:

  1. Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento: conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.
  2. Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento: conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.

O boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).

Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.

A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.

A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os colóides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.

As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.

Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da Mancha-amarela em trigo, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.

É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.

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Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/#comments Wed, 27 Mar 2019 17:19:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5655 Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão. Você sabia que a polinização […]

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Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão.

Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.

 

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Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.

O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Processo de Polinização do Milho

Expressão Genética

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados. 

Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.

Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica. 

Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.

Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.

Polinização do Milho

Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

  • Ao entrar no período de florescimento, as plantas de milho emitem as inflorescências, que são a masculina – pendão (Figura 1) e feminina – espiga (Figura 2).

Inflorenscências Pendão e Espiga

  • Pendão: órgão responsável pela produção e liberação dos grãos de pólen do milho.
  • Dispersão: é por meio dele que ocorre a principal forma de dispersão, que é através do vento, que acaba carregando os grãos de pólen até uma distância de 500 metros sem que sua viabilidade seja afetada.
  • Considerações: a dispersão pode durar de 5 a 8 dias, os quais, permanecem viáveis por até 24 horas após sua liberação, podendo variar de acordo com as condições ambientais.
  • Estilo-estigma: popularmente chamado de “cabelo” do milho, é o responsável por levar o grão de pólen até o óvulo do milho.
  • Dispersão: após a dispersão do pólen, o mesmo cai nesse estilo-estigma, dando início ao processo de fecundação dos óvulos.
  • Considerações: condições adequadas para que o estilo-estigma permaneça viável: Temperaturas entre 16º C e 35ºC; Umidade relativa superior a 65%.
  • Curiosidade: cada “cabelo” do milho corresponde a um óvulo que, quando fecundado, formará um grão. É importante ressaltar que cada espiga pode produzir de 500 a 1000 óvulos.
  • Alerta: condições ambientais como tempo seco, neste período, faz com que o estilo-estigma perca umidade e isso resultará em baixa germinação do tubo polínico e consequentemente, baixa fecundação do óvulo e assim, não formará grãos causando falhas na espiga.

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

Por isso, se você quiser saber ainda mais sobre a produção de milho em nosso país, obtenha o e-book Produção de Milho no Brasil. Clique no botão abaixo e receba gratuitamente:

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Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.

Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Lagarta-da-espiga

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.

Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.

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Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/#respond Wed, 28 Nov 2018 12:59:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5574 O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco. O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão. Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios […]

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O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco.

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.

Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.

 

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Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.

Características do mofo-branco

Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.

Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:

Mofo Branco no FeijãoFigura 1 – Escleródios de mofo-branco

Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:

  1. Miceliongênica: a qual ocorre a produção de hifas, que podem estar presentes em sementes e dar origem à uma nova disseminação da doença na lavoura;
  2. Carpogênica: nesse caso ocorre a produção dos apotécios, estruturas em formato de cogumelo (Figura 2), que liberam os ascósporos (Figura 3) no ambiente. Os ascósporos são disseminados pelo vento e são estas as estruturas capazes de infectar a planta.

Tipos de germinação do mofo brancoFigura 2                                                                     Figura 3

Fonte: COBB & DILLARD, 2004.

O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.

O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:

Ciclo de infecção do mofo brancoFonte: APS Home

Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.

Sintomas do mofo-branco no feijoeiro

Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.

Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.

Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Manejo do mofo-branco na lavoura de feijão

Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.

Rotação de culturas

Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.

Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.

Aquisição de sementes

O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.

Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.

Tratamento de semente (TS)

O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.

Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.

Escolha da cultivar

Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.

Espaçamento e densidade de semeadura

Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.

Época de plantio

Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.

Uso de fungicidas

As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.

Uso de produtos biológicos

O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.

O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.

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Você sabe o que é cochonilha verde? Saiba como é o ataque https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-o-que-e-cochonilha-verde/ https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-o-que-e-cochonilha-verde/#respond Wed, 31 Oct 2018 13:19:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5316 Cochonilha verde (Coccus viridis) é um inseto de formato oval, achatado de consistência mole, que atacam as folhas e ramos novos do cafeeiro. Elas succionam a seiva das plantas e introduzem toxinas no sistema vascular das plantas. Seu ataque ocorre em reboleiras e nota-se simultaneamente a presença de formiga, devido a produção de substâncias que […]

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Cochonilha verde (Coccus viridis) é um inseto de formato oval, achatado de consistência mole, que atacam as folhas e ramos novos do cafeeiro. Elas succionam a seiva das plantas e introduzem toxinas no sistema vascular das plantas.

cochonilha-verde

Seu ataque ocorre em reboleiras e nota-se simultaneamente a presença de formiga, devido a produção de substâncias que favorecem o aparecimento da fumagina.

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Buva no cafeeiro: como realizar o manejo dessa planta daninha? https://blog.rehagro.com.br/buva-no-cafeeiro-conyza-spp/ https://blog.rehagro.com.br/buva-no-cafeeiro-conyza-spp/#respond Thu, 04 Oct 2018 19:15:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5261 A buva ou voadeira (Conyza spp.) é uma planta anual, com alta produção de sementes, podendo produzir até 200.000 sementes por planta. Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.   Sem tempo para ler agora? […]

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A buva ou voadeira (Conyza spp.) é uma planta anual, com alta produção de sementes, podendo produzir até 200.000 sementes por planta.

Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.

 

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A planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada (Lorenzi, 2014), essa incidência de plantas daninhas podem interferir no desenvolvimento da cultura de interesse, devido a competição por água, luz, CO2 e nutrientes.

Nesse sentido, devemos ficar atentos a ocorrência de plantas invasoras, principalmente aquelas de difícil controle.

BuvaBuva (Conyza spp)

Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiroOcorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro.

Opções de manejo da buva

A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de outras plantas daninhas, como por exemplo a Buva.

Além disso, este manejo protege o solo e reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, visto que, serão realizadas apenas triações químicas na linha.

Nesse sentido, deve se estar atento a ocorrência dessas plantas na linha de plantio, uma vez que a buva pode exercer grande competição com o cafeeiro, e seu controle pode ser dificultado.

No controle químico, pode-se utilizar herbicidas inibidores da protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin, Carfentrazone-ethyl e Saflufenacil, ou também pode se utilizar o Metsulfuron.

A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.

E-book Braquiária

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Agricultura e mudanças climáticas: impactos e modificações no cenário agrícola https://blog.rehagro.com.br/mudancas-climaticas-globais/ https://blog.rehagro.com.br/mudancas-climaticas-globais/#respond Mon, 30 Jul 2018 12:51:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4867 As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera e causando mudanças no clima do planeta. Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra. Certamente, num futuro próximo, devido às […]

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As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera e causando mudanças no clima do planeta. Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra.

Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças climáticas globais, ocorrerão modificações no cenário agrícola brasileiro.

Os impactos podem ser positivos, negativos ou neutros, pois as mudanças podem diminuir, aumentar ou não ter efeito sobre as plantas, doenças, pragas e outros organismos em cada região ou época, além dos demais componentes do agroecossistema.

 

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A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera tem atingido níveis significativamente altos nos últimos 650 mil anos. Desde 2000, a taxa de crescimento da concentração de CO2 está aumentando muito rapidamente em relação às décadas anteriores. O mesmo tem ocorrido para o gás metano (CH4), óxido de nitrogênio (N2O) e outros gases do efeito estufa.

Os modelos de previsão de mudanças climáticas do Centro de Distribuição de Dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) apresentam resultados bastante variáveis quanto ao comportamento da América do Sul. Contudo, todos preveem aumento de temperatura para todo o continente.

Quanto à precipitação as projeções indicam aumento de chuva em algumas regiões e diminuição em outras, podendo inclusive haver inversão em função da época do ano.

Sem dúvidas as mudanças climáticas também ocorrerão no Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais, como secas, enchentes e deslizamentos de encostas. Essas mudanças afetam diretamente a agricultura e as áreas florestais brasileiras

Alguns estudos simulando os impactos sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos já foram apresentados para o trigo, milho, soja, café, feijão e arroz.

Esses estudos têm previsto perdas econômicas anuais provocadas pelo aumento de 1ºC na temperatura, chegando a valores de 375 milhões de dólares para o café, somando os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, e 61 milhões de dólares para o milho em São Paulo.

Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre pragas, doenças, solos e outros aspectos do sistema produtivo agrícola.

Ao se considerar que a condição climática será de fato alterada, com base nos cenários previstos pelo IPCC (10) é possível formular algumas hipóteses sobre a dinâmica da agricultura no Brasil e no mundo.

Culturas anuais

Uma hipótese aceitável é sua migração para zonas temperadas, com boa possibilidade de ganho de produtividade nas espécies de ciclo fotossintético C4, denominação dada ao grupo de plantas das gramíneas (milho, sorgo e cana-de-açúcar)

Esse grupo apresenta características anatômicas e fisiológicas implicam em maior habilidade dessas plantas em conviver em ambientes mais quentes e com elevada irradiância solar, tornando-as supostamente mais aptas a suportar as condições que devem imperar nos verões das regiões temperadas.

Já as plantas C3 (feijão, soja, café), em contrapartida apresentam maior sensibilidade às condições de oferta ambiental abundante em relação à temperatura e à radiação solar.

Neste tipo de ambiente ocorre o fenômeno conhecido como fotorrespiração nessas espécies que é tido como um processo de autodefesa do aparelho fotossintético, principalmente em plantas expostas às altas intensidades luminosas, com o objetivo de dissipar o acúmulo de moléculas que, em condições ideais de temperatura e radiação, são úteis à célula, mas que, quando produzidos intensamente, podem se acumular e danificar as estruturas fotossintéticas.

Com base nessa breve comparação, parece razoável inferir que as espécies C4 estejam mais preparadas para a elevação da temperatura do que as espécies C3.

As porcentagens de perdas de área indicam níveis diferentes de impactos sobre as diferentes culturas, sendo que o milho, gramínea de ciclo C4, sofrerá menos com as altas temperaturas, pois apresenta aumento da taxa de fotossíntese para temperaturas de até aproximadamente 30ºC. Estimativas preliminares para a cana-de-açúcar para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, também apontam nessa direção.

Webinar Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB

Culturas perenes

Mostram melhor desempenho em ambientes tropicais com menor sazonalidade, onde as condições de temperatura e disponibilidade de água ocorrem de maneira adequada à manutenção do seu ciclo fenológico ao longo do ano.

Ao se considerar os novos cenários projetados pelos modelos climáticos, nos quais a temperatura deve se elevar ao longo de todo o ano e com mais intensidade no inverno e a chuva deve se concentrar durante os meses de verão, acentuando e prolongando o período de seca no inverno, é razoável formular a hipótese de que a deficiência hídrica neste período aumentará em comparação ao que se observa atualmente.

Consequentemente, as espécies perenes teriam maior dificuldade em suportar o estresse por falta d’água durante o período mais seco do ano, sendo mais prejudicadas que as culturas anuais.

Porém, as respostas fisiológicas às diferentes condições ambientais não são lineares e mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de adaptação.

Um exemplo é o comportamento de plantas crescendo em estufas com aumento da concentração de CO2, ocorrendo um fenômeno conhecido como “fertilização por CO2”. Em condições de campo esse comportamento não é tão claro.

Patógenos de plantas

Estão normalmente presentes em sistemas naturais e agrícolas, sendo um dos primeiros organismos a demonstrarem o efeito das mudanças climáticas devido à numerosa população, facilidade de reprodução e dispersão e curto espaço entre gerações.

Dessa forma, eles constituem um grupo fundamental como indicador biológico que precisa ser avaliado quanto aos impactos das mudanças climáticas além de serem responsáveis por perdas de produção e uma ameaça potencial à sustentabilidade dos agroecossistemas.

Insetos-praga

Alguns estudos têm demonstrado que a introdução de fungos endofíticos (vivem dentro da planta sem causar danos) em plantas de importância agronômica as torna mais resistentes a alterações do clima.

Dessa forma, a elevação do nível de CO2 atmosférico, por exemplo, pode afetar, além das relações entre a planta hospedeira e o microrganismo endofítico, também as relações entre insetos herbívoros e as plantas, e destes com os endofíticos.

Tal alteração ambiente pode causar efeitos na composição nutricional e em fatores aleloquímicos das folhas, sendo que para muitas plantas, a redução do valor nutricional resulta do aumento do conteúdo de amido e carboidratos e declínio no teor de nitrogênio. Essas alterações causam mudanças no consumo e crescimento de insetos herbívoros.

Como as folhas apresentam aumento da relação carboidrato/nitrogênio em ambientes com elevado teor de CO2, os insetos compensam parcialmente essa mudança aumentando as taxas de consumo.

É importante salientar que as respostas fisiológicas das diferentes plantas, patógenos e insetos às diferentes condições ambientais não são lineares e, mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de se adaptação. É preciso avançar nas simulações de cenários agrícolas que sejam mais próximos do futuro real e processos fisiológicos.

O desenvolvimento de pragas e doenças com base na alteração climática, as mudanças de métodos nos sistemas produtivos e as projeções de avanços tecnológicos devem ser passíveis de modelagem matemática e incorporáveis aos modelos hoje utilizados para que possamos compreender melhor as mudanças que estão por vir.

O Brasil por possui uma matriz energética relativamente limpa e, resolvida a questão do desmatamento e das queimadas, poderá deixar de ser um dos maiores emissores do mundo para ocupar uma posição de destaque no cenário ambiental global.

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Tifton 85: manejo químico de plantas daninhas em pastagens https://blog.rehagro.com.br/pastagens-de-tifton-2/ https://blog.rehagro.com.br/pastagens-de-tifton-2/#comments Thu, 28 Jun 2018 17:22:07 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4548 A baixa produtividade das pastagens no território brasileiro pode ser justificada por diversos fatores, no entanto, um dos mais relevantes é a capacidade de plantas daninhas em causar a degradação das áreas de pastagem. As plantas daninhas causam maiores danos e prejuízos aos produtores agrícolas do que as pragas e doenças, constituindo-se a maior barreira […]

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A baixa produtividade das pastagens no território brasileiro pode ser justificada por diversos fatores, no entanto, um dos mais relevantes é a capacidade de plantas daninhas em causar a degradação das áreas de pastagem.

As plantas daninhas causam maiores danos e prejuízos aos produtores agrícolas do que as pragas e doenças, constituindo-se a maior barreira para o desenvolvimento de muitas regiões do mundo. Além disso, promovem anualmente, perdas nas atividades agrícolas de aproximadamente 30%.

 

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As plantas daninhas presentes nas áreas de pastagem podem afetar diretamente a “utilização da forragem” por parte do animal em pastejo e a conversão alimentar:

1. Animais evitam as áreas infestadas por plantas daninhas, ocorrendo a seleção de pastejo, o que prejudica a utilização da pastagem;

Pastagem de tiftonPastagem de tifton – Seleção de pastejo devido a presença de plantas daninhas.

2. Ambientes sombreados aumentam a relação haste/folha, diminuindo a qualidade da forrageira, prejudicando a conversão (GOULART et al., 2007).

De acordo com estudos realizados por Goulart e Corsi (2009) as plantas daninhas dificultam o pastejo em suas proximidades.

Plantas sem espinhos (ex: leiteiro) tem ação de impedir o acesso animal em até um raio de 1 m, enquanto que plantas com espinho (ex: Joá) impedem o consumo em um raio de até 1,5 m.

O objetivo deste artigo é discutir sobre o manejo químico de plantas daninhas em pastagens de tifton 85, levando em consideração as principais moléculas de ação herbicida disponíveis no mercado.

Manejo químico de plantas daninhas

Antes de iniciar o manejo químico é muito importante realizar o levantamento das plantas daninhas infestantes, identificando as espécies presentes, levando em consideração a frequência de ocorrência, densidade populacional e a dominância sobre a forrageira.

Feito isso o próximo passo é definir qual herbicida é o mais indicado para tal situação.

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Ingredientes ativos presente nos herbicidas

1. 2,4d, Aminopiralide, Fluroxipir e Triclopir

Os herbicidas que possuem em sua fórmula estes ingredientes ativos, são indicados para o controle em pós-emergência de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas e semi-arbustivas.

2. 2,4d + Picloram

São indicados para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas, semi-arbustivas, arbustivas. Quando destinados ao controle de arbustos, elimine a parte aérea da planta, próximo ao solo e logo em seguida aplique o herbicida sobre o toco.

Obs: Cuidado com o ingrediente ativo “Picloram”, pois possui um longo período residual.

De acordo com Silva e Silva (2007), citado por Bibiano et al. (2012), o Picloram apresenta uma longa persistência nos solos (meia vida de 20 a 300 dias), ocorrendo sua degradação mais rápida em condições de calor e alta umidade.

Em função de seu longo efeito residual, em muitos casos, quando são implantadas culturas sensíveis como o feijão, soja, olerícolas, frutíferas entre outras, em áreas onde foi utilizado herbicida à base de picloram, ocorrem problemas de fitotoxidade que podem ser notados visualmente (BIBIANO et al 2012).

Bibiano et al. (2012) demonstrou em um ensaio experimental realizado na casa de vegetação na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina/MG, o efeito da contaminação do solo sobre a germinação em plantas de feijão.

Marca comercial utilizada foi o padron® (Picloram. sal trietanolamina 388 g/L), nas seguintes doses 0,000; 0,004; 0,008; 0,017; 0,033; 0,066; 0,133, 0,266 l .ha-1.

Plantas de feijão com diferentes doses de PicloramPlantas de feijão tratadas com diferentes doses de Picloram em pré-emergência, aos 5 dias após a semeadura (1 = 0,266 l.ha-1 de padron®)

3. MSMA

São indicados para o controle em pós-emergência de mono e dicotiledôneas que se reproduzem por sementes, apresentando melhores resultados no controle das monocotiledôneas. São muito utilizados para o controle de plantas do gênero brachiaria.

4. DIURON

Utilizados para o controle de plantas daninhas mono e dicotiledôneas em pré e pós-emergência, no entanto costuma ser mais eficiente no controle das dicotiledôneas.

O uso de produtos que apresentam associações entre os ingredientes ativos Diuron + MSMA é muito comum entre os produtores rurais. Geralmente, este manejo é adotado em áreas que apresentam altas infestações de monocotiledôneas (ex: braquiária, capim-colchão, etc), dicotiledôneas (ex: caruru, joá, guanxuma, etc) e possuem um vasto banco de sementes.

Estes tratamentos apresentam bons resultados em virtude dos produtos à base de Diuron serem excelentes no controle de dicotiledôneas e na pré-emergência das plantas daninhas em geral e os produtos a base de MSMA serem bastante eficientes no controle das monocotiledôneas.

Antes de realizar qualquer manejo químico, é imprescindível consultar um profissional especializado. A utilização de herbicidas de maneira errônea ou em momentos inoportunos causam impactos negativos no custo de produção além de prejudicar o meio ambiente.

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Quando se pensa nos diversos fatores que influenciam a produção dos cafezais brasileiros, temos que levar em consideração a relação entre mato e cafezais.

O mato é formado por plantas herbáceas, chamadas de ervas ou plantas daninhas, ou plantas invasoras do cafezal. Corresponde às ervas que crescem no meio das lavouras de café, aproveitando as áreas livres, principalmente em lavouras de formação e podadas.

Por um lado, o mato representa uma concorrência em água, luz e nutrientes com os cafeeiros, por outro, também traz benefícios como proteção do solo contra erosões e excesso de temperatura, promove maior infiltração de água, reciclagem de nutrientes e, em lavouras de formação, também atua como quebra ventos, por meio da manutenção de mato em uma faixa central da rua da lavoura, principalmente em áreas onde ocorre muita incidência de vento.

 

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Para conseguir que as plantas daninhas atuem como quebra vento, pode-se trabalhar com capinas mecânicas alternadas, ou seja, roça uma rua e pula uma.

Veja o exemplo na foto abaixo:

Cafeeiro com mato na entrelinha

Lembrando que é muito importante deixar a linha do cafeeiro limpa, o controle do mato nessa faixa é chamado de trilhação.

A trilhação pode ser feita com enxadas ou com herbicidas. É essencial deixar essa faixa limpa porque ali são feitas as adubações e as aplicações de defensivos de solo e qualquer mato que esteja lá concorre com o cafeeiro.

A época mais importante para o controle do mato, quando se estabelece maior concorrência entre essas plantas e o cafeeiro é entre outubro e março.

Porém, sem um controle adequado, as plantas daninhas se multiplicam e crescem de forma rápida, retirando do solo os nutrientes e água necessários ao crescimento do cafeeiro.

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Estudos mostram que lavouras onde o mato não foi controlado o ano todo tiveram uma perda de ate 43% da produção, lavouras sempre limpas não tiveram perdas e com capina de outubro a março tiveram 7%. (fonte: Miguel et all, Anais do 8º CBPC, p. 44-6).

O mato pode abrigar pragas do cafeeiro, como adultos do bicho-mineiro, nematóides e cigarrinhas, dificultando o controle. Por outro lado, atrai vespas inimigas naturais das pragas.

Quando se fala de mato em lavouras de café, cada um tem o seu posicionamento a respeito da condução. O importante é estar aberto às novidades e fazer testes para que as lavouras de café paguem os custos e tenham produtividade.

Leia mais sobre como alguns pontos podem ser importantes e determinantes para a fertilidade do solo.

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Plantas tóxicas para bovinos: veja as principais https://blog.rehagro.com.br/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/#comments Thu, 14 Jun 2018 19:13:39 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4296 Plantas tóxicas para os bovinos são aquelas que, ingeridas espontaneamente pelos animais em condições naturais, causam danos à saúde ou até mesmo levam à morte os animais. A importância econômica das intoxicações deve-se, principalmente, a fatores como: diminuição da produção, morte dos animais e custos com medidas profiláticas e de controle. O comportamento tóxico das […]

O post Plantas tóxicas para bovinos: veja as principais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

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Plantas tóxicas para os bovinos são aquelas que, ingeridas espontaneamente pelos animais em condições naturais, causam danos à saúde ou até mesmo levam à morte os animais.

A importância econômica das intoxicações deve-se, principalmente, a fatores como: diminuição da produção, morte dos animais e custos com medidas profiláticas e de controle.

O comportamento tóxico das plantas é bastante variável, pois existem fatores que influenciam sua toxicidade como solo, clima, estádio vegetativo da planta, parte da planta, período de ingestão.

Neste artigo, você irá conhecer algumas das principais plantas tóxicas para os bovinos.

 

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1. Senecio spp. — Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole

  • Família: Compositaceae.

É uma planta anual, que floresce a partir do mês de outubro e apresenta inflorescências amarelas, comportando-se como invasora de culturas e pastagens nativas. É encontrada na região Centro-Sul do Brasil.

Os animais se intoxicam pela ingestão acidental da planta com feno e silagem, pois, a mesma é pouco palatável. Seu princípio ativo são os alcalóides pirrolizidínicos hepatotóxicos e causadores de lesão crônica irreversível.

Sinais clínicos nos bovinos

Agressividade, incoordenação, tenesmo (prolapso retal), diarreia, falta de apetite, paralisia ruminal, fezes com sangue, elevada atividade cardíaca.

Achados de necropsia

Edema de mesentério, abomaso e intestino; líquido no abdômen; hemorragias peri e endocárdicas; fígado aumentado de tamanho (aguda) ou diminuído (crônica); vesícula biliar aumentada de tamanho, com parede engrossada e edemaciada e lesões nodulares. Lesões de espongiose no sistema nervoso.

Senecio Senecio spp.

2. Tetrapterys multiglandulosa spp. — Cipó-preto, Cipó-ruão e Cipó-vermelho

  • Família: Malpighiaceae.

É uma planta perene, presente em todos os estados da região Sudeste. A intoxicação ocorre mais no período da seca, quando os animais passam por restrição alimentar, pois a planta tem baixa palatabilidade, exceto os brotos jovens, que apresentam boa palatabilidade.

Mesmo na seca a planta se mantém verde nos pastos, atraindo os animais. Os princípios tóxicos são os heterosídeos flavônicos e esteróides na folha jovem, taninos condensados, alcalóides quaternários e esteróides na folha madura.

Sinais clínicos nos bovinos

Edema de barbela e na região esternal, jugular com pulso positivo, aborto, relutância do animal em andar, emagrecimento progressivo, fezes ressequidas.

Achados de necropsia

Áreas mais claras no coração (epicárdio), miocárdio endurecido, fígado com aspecto de noz-moscada, edemas subcutâneos (região esternal).

Tetrapterys multiglandulosaTetrapterys multiglandulosa spp.

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3. Conium maculatum Cicuta, funcho-selvagem

  • Família: Umbeliferae.

É uma planta perene, com 180 cm de altura, caule oco, recoberto com manchas púrpuras, folhas pinatipartidas, lembrando as de salsa. A planta é encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os princípios tóxicos são os alcalóides (coniína, coniceína) voláteis.

Sinais clínicos nos bovinos

Dificuldade de deglutição, dificuldade de locomoção, incoordenação, tremores musculares, prolapso da terceira pálpebra, dificuldade respiratória, salivação, eructação intensa, regurgitação do conteúdo ruminal, movimento de pedalagem, abortos e nascimentos de bezerros com defeitos teratogênicos.

Achados de necropsia

Presença de espuma e fragmentos verdes nas vias respiratórias, presença de líquido ruminal aspirado no pulmão.

Conium maculatumConium maculatum

4. Solanum malacoxylon — Espichadeira – variedade glabra e pilosa

  • Família: Solanaceae.

São descritas intoxicações naturais em bovinos acima de 15 meses. A planta é encontrada no pantanal do Mato Grosso em terrenos argilosos e região alagadiça. Nos meses de julho a setembro, há uma incidência maior de intoxicação.

O princípio ativo que deixa essa planta tóxica é o calcinogênico (vitamina D), que provoca aumento da absorção de cálcio, levando à calcificação distrófica no endocárdio, artérias, tecidos moles e tendões.

Esse princípio ativo também provoca inibição da maturação dos condrócitos das cartilagens epifisais e articulares, levando à parada do crescimento longitudinal, os tecidos moles sofrem degeneração e calcificação patológica e a deposição óssea intramedular provoca inibição da eritropoiese.

Sinais clínicos nos bovinos

Emagrecimento progressivo, pelos ásperos, sinais de fraqueza, abdômen retraído, dificuldade de locomoção e andar rígido, apoio das pinças dos cascos no chão, principalmente nos membros anteriores.

Após movimentação brusca, os animais intoxicados apresentam insuficiência cardíaca e respiratória, caracterizadas por cansaço e dispneia, carpo ligeiramente flexionado e cifose, decúbito, pulso arterial duro, arritmias cardíacas.

Achados de necropsia

Mineralização em diversos órgãos, principalmente nos sistemas cardiocirculatório e pulmonar; endocárdio e válvulas cardíacas espessadas, com perda da elasticidade; aumento e rigidez das grandes artérias (faciais e ilíacas), que se apresentam esbranquiçadas, endurecidas e espessadas, mostrando na camada íntima elevações irregulares e placas esbranquiçadas; calcificação associada a enfisema pulmonar; anasarca e ascite; rins com pontilhados esbranquiçados.

Tratamento: não existe tratamento.

EspichadeiraEspichadeira

5. Mascagnia — Pubiflora, Rigida, Coriacea, Elegans

  • Família: Malpighiaceae;
  • Nomes vulgares: Mascagnia pubiflora: corona, timbó, cipó-prata / Mascagnia rígida: tingui, salsa-rosa, péla-bucho, quebra-bucho / Mascagnia coriaceae: suma-roxa, suma, quebra-bucho / Mascagnia elegans: rabo-de-tatu.

A planta é encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, e Espírito Santo. Por causa da boa palatabilidade, é ingerida junto com a forragem durante todo o ano.

Entretanto, quando a planta está brotando, a toxicidade é maior e a movimentação dos animais que ingeriram a planta favorece a intoxicação. O princípio tóxico da planta é o Glicosídeo digitálico.

Sinais clínicos nos bovinos

Relutância em levantar e caminhar, tremores musculares, quedas, movimento de pedalagem, convulsões, morte. O animal pode ter alterações cardíacas e neuromusculares de evolução superaguda, com morte súbita.

Achados de necropsia

Em bovinos que morrem após doses únicas, não são encontradas alterações consistentes na necropsia, porém podem ser observados:

  • Mascagnia pubiflora: Petéquias no epicárdio, superfície de corte do miocárdio pálida, congestão hepática e pulmonar.
  • Mascagnia rigida: Muco na porção final do intestino grosso, hemorragias nos pulmões e rins, congestão hepática.

Tratamento: não se conhece.

MascagniaMascagnia

6. Palicourea marcgravi — Cafezinho, erva-de-rato, erva-café, café-bravo, roxa, roxinha

  • Família: Rubiaceae.

Uma das plantas tóxicas de maior importância no Brasil com ampla distribuição, exceto na região Sul, apresentando alta palatabilidade e elevada toxicidade com efeito cumulativo.

É ingerida em qualquer época do ano, porém o número maior de intoxicações ocorre na seca, quando os animais penetram nas matas e capoeiras. O princípio tóxico é o ácido monofluoracético e a planta seca apresenta cerca de quatro vezes mais do que a planta verde.

Sinais clínicos nos bovinos

Desequilíbrio do trem posterior (os animais caem), tremores musculares, movimentos de pedalagem, dispneia, membros distendidos, taquicardia, convulsão e morte; Os sinais aparecem em poucas horas após a ingestão da planta (5 a 24 horas) e apresentam um quadro superagudo( o animal pode morrer em 1 a 15 minutos).

Achados de necropsia

Como a morte ocorre rapidamente, muitas vezes não se observam lesões macroscópicas. Em algumas ocasiões, observam-se mucosas cianóticas, congestão de pulmões, rins e fígado, e hemorragias na meninge e rins.

Tratamento: não existe tratamento específico

Planta CafezinhoCafezinho

7. Cestrum — Coerana, canema, anilão, maria-preta, pimenteira

  • Família: Solanaceae.

Esta planta ocorre especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina, sendo que os Cestrum axillare e Cestrum corymbosum desenvolvem-se em partes úmidas, o Cestrum sendtenerianum desenvolve-se em capoeiras.

O princípio tóxico da planta são as saponinas (digitogexina e gitogenina).

Sinais clínicos nos bovinos

Apatia e anorexia, narinas secas, pêlos arrepiados, ranger de dentes, andar relutante, sonolência. Quando em pé, o animal mantém a cabeça baixa ou apoiada em obstáculos, isolamento, diminuição dos movimentos do rúmen, salivação abundante, agressividade, hiperexitabilidade, tremores musculares.

Algumas horas após o início dos sintomas, os animais permanecem decúbito esternal e às vezes com a cabeça voltada para o flanco, movimentos de pedalagem, extremidades frias.

Achados de necropsia

As alterações macroscópicas mais significativas são observadas no sistema digestivo. Fígado com cirrose e coloração mais clara, com aspecto de noz-moscada, coração com hemorragia do tipo petequial, sufusões no epicárdio, miocárdio e endocárdio.

Tratamento: não existe tratamento específico

CoeranaCoerana

8. Senna ocidentallis — Fedegoso

  • Família: Leguminosae.

Planta causadora de miopatia e cardiomiopatia degenerativas em várias espécies. Esta leguminosa é encontrada nas pastagens ao longo de beiras de estrada, em lavouras, em solos ricos ou bastante fertilizados.

As intoxicações ocorrem mais na época seca do ano quando os pastos estão secos e também pela ingestão de cereais e feno contaminado com sementes ou outras partes da planta. Os princípios tóxicos são o N-metilmorfoline e o Oximetilantraquinona.

Sinais clínicos nos bovinos

Diarreia com cólica e tenesmo em 2 a 4 dias após a ingestão, fraqueza muscular, ataxia dos membros posteriores e relutância em se mover. Mioglobinúria, decúbito esternal e lateral. Os animais podem adoecer mesmo após duas semanas de cessada a ingestão da planta.

Achados de necropsia

Áreas pálidas nos músculos esqueléticos, principalmente nas grandes massas musculares; lesões cardíacas discretas (palidez difusa do miocárdio), presença de grandes coágulos cruóricos nos dois ventrículos; fígado aumentado e pálido, com manchas escuras na cápsula; rúmen repleto e fétido; pulmões avermelhados, pouco crepitantes e com espuma na traqueia e brônquios.

Tratamento: não há tratamento eficaz

Planta FedegosoFedegoso

9. Pteridium aquilinum — Samambaia, samabaia-do-campo, samambaia-das-taperas

  • Família: Polypodeaceae.

É uma planta que vegeta em lugares de maior altitude em solos ácidos e arenosos, após derrubada de matas, nas beiradas de estradas e capoeiras. A samambaia é tóxica verde ou seca e tem poder cumulativo.

Ela possui uma tiaminase do tipo I, que é metabolizada para outras substâncias como o fator de anemia aplástica, fenóis, tiazol, pirimidina, ácido cinâmico, chiquímico e fator determinante de hematúria.

As intoxicações por samambaiaocorrem mais quando os animais estão com fome, habituados a comer a planta, em fenos contaminados com a mesma, ou no caso de bovinos que recebem escasso material fibroso.

Sinais clínicos nos bovinos

  • Tipo laríngeo da intoxicação: animais começam a apresentar pelos arrepiados, perda de peso e andar cambaleante, tristeza, indiferença, hemorragias cutâneas e das cavidades naturais como boca e fossas nasais, edema de garganta, aumento da temperatura corporal.
  • Tipo entérico da intoxicação: anorexia, depressão, enterite, fezes diarreicas de cor escura e com coágulo de sangue, mucosas pálidas com petéquias, temperatura elevada, hemorragias no local de picada de insetos ou de agulhas.
  • Forma crônica da intoxicação: a principal alteração clínica é a presença de hematúria enzoótica (sangue), mas também são frequentes os carcinomas epidermóides no esôfago, faringe rúmen, com tosse, dificuldade de apreensão e deglutição dos alimentos. Achados de necropsia
  • Forma aguda da intoxicação: palidez das mucosas da vagina e gengiva, petéquias na mucosa vaginal, hemorragias na forma de sufusões na serosa das cavidades abdominais e torácica. Também são observadas hemorragias nas fáscias musculares e sufusões no endocárdio, úlcera na mucosa intestinal. Tanto o fígado, como rins e pulmões, apresentam áreas de infarto e necrose.
  • Forma crônica da intoxicação: bexiga com conteúdo urinário de cor vermelha e, às vezes, com coágulos sanguíneos. Tanto na faringe, como no esôfago e rúmen, são observados papilomas de diversas formas, carcinomas na base da língua, nódulos firmes na bexiga.

Tratamento: não há tratamento terapêutico eficaz.

SamambaiaSamambaia

10. Ricinus communis — Mamona, carrapateira, palma-de-cristo, regateira

  • Família: Euforbiaceae.

A intoxicação natural pela planta tem sido registrada na região nordeste, devido à fome. Quanto aos princípios tóxicos, as folhas possuem a ricinina, responsável por sintomas neuromusculares, que não possui efeito cumulativo e as sementes possuem uma toxalbumina, a ricina, além de uma fração alergênica (complexo proteína-polissacarídeo), uma lípase, traços de riboflavina, ácido nicotínico e óleo de rícino.

Sinais clínicos nos bovinos

  • Quando os animais ingerem as folhas e pericarpo dos frutos: inquietação, andar desequilibrado, necessidade de deitar após certa marcha, tremores musculares, sialorreia, eructação excessiva, atonia ruminal.
  • Quando os animais ingerem as sementes: diarreia sanguinolenta, dores abdominais, anorexia, incoordenação, insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda (uremia).

Achados de necropsia

Gastroenterite hemorrágica Tratamento: Soro anti-rícino, Antiespasmódicos, hidratação parenteral.

MamonaMamona

11. Stryphnodendron spp. — Barbatimão

  • Família: Leguminosae.

Árvore descrita nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Maranhão e Piauí. Os princípios tóxicos da planta são os taninos, presentes na casca da árvore e as saponinas, presentes nos frutos.

As intoxicações ocorrem com mais frequência de junho a setembro, principalmente em animais que estão passando fome, que comem as favas que caem no chão.

Sinais clínicos nos bovinos

Apatia, anorexia, ressecamento do focinho, atonia ruminal, emagrecimento progressivo, sonolência, hipotermia, tremores musculares, lacrimejamento, sialorreia, erosões na mucosa bucal, lesões de pele, polaciúria (micções muito frequentes e pouco abundantes).

Achados de necropsia

Gastroenterite discreta, intestinos quase vazios, fígado levemente amarelado, bile com cor vermelha escura a amarela, rins pálidos e ligeiramente aumentados de volume, baço com discreta hiperemia.

Tratamento: administração de purgantes oleosos e salinos, soro glicosado e anti-histamínico, aplicação de pomadas e ungüentos nas lesões de pele.

BarbatimãoBarbatimão

12. Lantana spp. — Chumbinho, camará, cambará, margaridinha

  • Família: Verbenaceae;

Planta com ampla distribuição pelo Brasil sendo descrita nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

As intoxicações ocorrem mais situações de escassez de alimento e superlotação de pastagens, após as primeiras chuvas, pois a planta brota mais rapidamente. Os princípios tóxicos são o Lantadene B e Lantadene A.

Sinais clínicos nos bovinos

  • Curso agudo da intoxicação (24- 48 horas): Apatia, anorexia, midríase, icterícia, fezes moles e com sangue, edema de faces e membros, urina de cor escura, lacrimejamento, sialorreia, fotossensibilização.
  • Curso crônico da intoxicação (15-42 dias): Manifestações de fotossensibilização hepatógena como eritema, edema inflamatório das partes claras, com exsudato seroso e face ventral da língua ulcerada; diminuição ou parada dos movimentos do rúmen, inquietação, icterícia, urina de coloração marrom, fezes ressecadas, nefrose, mumificação da pele nos animais que não morrem.

Achados de necropsia

Icterícia generalizada, fígado aumentado de tamanho e de coloração alaranjada, vesícula biliar distendida e edemaciada, rins com edema de pélvis e urina de coloração marrom, pele com lesões de fotossensibilização.

Tratamento: soro glicosado, purgantes salinos, pomadas a base de vitamina A e zinco nas lesões de pele, corticóide, antibióticos, anti-histamínicos, rumenotomia com remoção do conteúdo e substituição por conteúdo ruminal normal.

LantanaLantana spp.

13. Enterolobium spp. — Contortisiliquum, Schomburgkii, Gummiferum

  • Família: Leguminosae;
  • Nomes vulgares: Enterolobium contortisiliquum: Orelha-de-macaco, timbaúba, tamboril-da-mata / Enterolobium schomburgkii: Tamboril-da-mata / Enterolobium gummiferum: Tamboril-do-campo, orelha-de-onça, vinhático-do-campo.

Distribuição da planta: E. Contortisiliquum: Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul / E. Shomburgkii: Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais /  E. Gummiferum: Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e região Centro-Oeste do Brasil.

Os animais se intoxicam através da ingestão da fava, que tem boa palatabilidade, e as intoxicações são mais freqüentes durante a seca. Os princípios tóxicos são as saponinas (gitogenina, digitogenina).

Sinais clínicos nos bovinos

  • Curso agudo da intoxicação: Diminuição ou ausência completa de apetite, apatia, fezes extremamente diarreicas, sede intensa, desidratação, diminuição da frequência cardíaca e respiratória, corrimento nasal seroso bilateral.
  • Curso crônico da doença: Apatia, anorexia, diarreia com fezes pretas e fétidas, mucosa ocular ictérica, lesões de pele do tipo fotossensibilização.

Achados de necropsia

  • Curso agudo da doença: Presença de sementes de Enterolobium spp. no rúmen, fígado aumentado de volume e com pontilhado branco na superfície do parênquima, gastroenterite catarral, intestinos vazios e mucosas congestas, icterícia generalizada.
  • Curso crônico da doença: icterícia generalizada, lesões de pele tipo fotossensibilização, lesões necróticas de pele e tecido subcutâneo.

Tratamento: soro glicosado, antidiarreicos, pomadas cicatrizantes.

Enterolobium ContortisiliquumEnterolobium contortisiliquum

Plantas Cianogênicas

  • Graminae: Shorgum vulgare: sorgo, Shorgum halepense (sorgo-de-alepo), Shorgum sudanense (sorgo-sudão, capim-sudão);
  • Leguminosae: Trifolium repens (Trevo-branco);
  • Rosaceae: Prunus sphaerocarpa (Pessegueiro-bravo);
  • Caesalpinaceae: Holocalyx glaziovii (Alecrim-de-campinas);
  • Euphorbiacea: Manihot spp. (Mandioca).

Os ruminantes são os animais mais sensíveis, devido ao pH ruminal, ao contrário dos monogástricos, os quais o pH do estômago inativa as enzimas hidrolíticas da planta. As plantas cianogênicas contêm o ácido cianídrico (HCN), formando compostos cianogênicos, geralmente glicosídeos ou hidroxinitrilos, inibindo a fosforilação e resultando em asfixia tissilar.

Sinais clínicos nos bovinos

Dispneia, tremores musculares, excitação, salivação, lacrimejamento, incoordenação, opistótono, decúbito, convulsões, dilatação de pupilas.

Achados de necropsia

Mucosas avermelhadas; sangue vermelho-brilhante, que coagula com dificuldade; petéquias no abomaso e intestinos; rúmen com cheiro de amêndoas amargas, musculatura escura.

Tratamento

Na maioria das vezes os animais já são encontrados mortos devido a rapidez da intoxicação cianídrica, além disso não há um tratamento específico de recuperação imediata. O tratamento é feito com uma solução aquosa de tiossulfato de sódio 20% via endovenosa.

A melhor forma de evitar a intoxicação pelas plantas tóxicas citadas acima é a profilaxia, e essa consiste em manejar adequadamente as pastagens evitando assim o aparecimento de invasoras, além de evitar o acesso dos animais famintos em áreas com incidências dessas plantas.

Portanto, um bom planejamento nutricional é o melhor caminho para solucionar esse problema no campo.

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E-book Plantas tóxicas para bovinos

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