plantio de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantio-de-cafe/ Tue, 10 Jan 2023 14:06:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png plantio de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/plantio-de-cafe/ 32 32 Pontos importantes na escolha de mudas de café para o plantio https://blog.rehagro.com.br/mudas-de-cafe-como-escolher/ https://blog.rehagro.com.br/mudas-de-cafe-como-escolher/#respond Tue, 20 Sep 2022 13:54:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15323 A formação de lavouras se inicia com o planejamento, preparo do solo e compra ou produção de mudas. A etapa do viveiro é de grande importância dentro do processo e precisa de atenção e certo nível de detalhamento, visto que, nesta fase as plântulas de café são sensíveis e as mudas formadas serão a base […]

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A formação de lavouras se inicia com o planejamento, preparo do solo e compra ou produção de mudas.

A etapa do viveiro é de grande importância dentro do processo e precisa de atenção e certo nível de detalhamento, visto que, nesta fase as plântulas de café são sensíveis e as mudas formadas serão a base para se obter lavouras produtivas.

Diante disso, alguns pontos podem e devem ser observados durante a aquisição de mudas:

 

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1. Estádio

As mudas, para serem levadas à campo, devem ter de quatro a seis pares de folhas, pois com menos de quatro pares, se houver alguma intempérie que cause desfolha, a muda terá o seu desenvolvimento comprometido e assim, maiores chances de morrer.

Já as mudas com mais de seis pares de folhas podem dificultar o manejo durante o plantio e aumentar o risco de tombamento.

Muda de café com bom desenvolvimento

Muda com bom desenvolvimento para ir à campo. Foto: Diego Baquião

2. Uniformidade das mudas

É importante observar no viveiro a uniformidade das mudas em relação a cor, tamanho e arquitetura. Essas características podem estar ligadas a aspectos genéticos, o que auxilia na identificação de cultivares diferentes.

Além disso, as plantas devem estar em estádios similares para obtermos lavouras uniformes.

Mudas de café em viveiro

Viveiro de mudas. Foto: Diego Baquião

3. Presença de doenças

No viveiro, as principais doenças encontradas são: Rhizoctoniose, Bacterioses, Cercosporiose e Phoma. Elas podem ser identificadas da seguinte forma:

Rhizoctoniose

Causam lesões de 1 a 3 cm de extensão, que circundam o caule e provocam o estrangulamento. Consequentemente, paralisa a circulação da seiva e a planta fica sujeita à quebra. Em condições de alta umidade, é possível observar um bolor cinzento sobre a lesão.

Bacterioses

É caracterizada por lesões foliares de coloração parda e escura, que podem ou não ser acompanhadas por um halo amarelado, o que provoca, posteriormente, a seca das folhas e pode chegar até a morte das mudas.

Cercosporiose

As folhas apresentam manchas circulares de coloração castanho clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado, o que acarreta a desfolha.

Muda de café com cercosporiose

Muda de café com alta infestação de cercosporiose. Foto: Joana Oliveira

Phoma

As folhas apresentam manchas irregulares de coloração escura, iniciando geralmente nos bordos, o que pode provocar curvatura.

Sanidade das mudas e do solo

É preciso observar a sanidade das mudas antes de levá-las à campo. O controle em campo pode se tornar muito mais difícil, devido às plantas já ficarem estressadas após o transplantio.

No início, principalmente, manter todas as folhas é essencial para o desenvolvimento e pegamento das mudas, e isso é dificultado na presença de doenças.

Além das doenças foliares, deve-se ter atenção ao solo. O recomendado para o substrato de viveiros é utilizar terra de barranco de áreas que nunca foi cultivado café, isso principalmente para evitar nematoides.

Em viveiros certificados é exigido a análise do substrato para garantir a sua sanidade. Uma das maiores fontes de disseminação de nematoides, todavia, são mudas contaminadas. Assim, é indicado realizar a análise particular do substrato das mudas adquiridas antes de levá-las para o plantio.

Deve-se ter em mente que uma vez a doença levada para lavoura, provavelmente, você terá problemas com ela durante todo seu ciclo, sobretudo, quando se trata de bacterioses e nematoides.

Dessa forma, realizar o diagnóstico ainda no viveiro pode te poupar dinheiro e evitar dores de cabeça.

 4. Sistema radicular das mudas

Uma muda de qualidade é aquela que possui sistema radicular bem desenvolvido. As raízes são essenciais no pegamento da planta no campo. Assim, é preciso ter boa proporção entre parte aérea e sistema radicular, cerca de 1 para 1 em relação ao peso.

Mudas de café com boa qualidade

Parte aérea e raiz de mudas. Foto: Diego Baquião

Dessa forma, no viveiro, é preciso pedir autorização para abrir alguns saquinhos e verificar o volume de raízes, a consistência do substrato e a presença de pião-torto.

O substrato deve ter consistência firme, os saquinhos devem estar bem cheios para evitar que no plantio ocorra a desagregação e soltura da muda, o que a torna inviável ou dificulta o plantio.

Substrato de solo

Foto: Diego Baquião

Além disso, é importante verificar as raízes para avaliar a presença de pião-torto. Essa anormalidade ocorre pelo entortar da raiz pivotante do café. Isso pode acontecer pelo plantio incorreto, por anomalias das sementes etc.

Ao olhar somente a parte aérea da muda com pião-torto no viveiro, possivelmente não terá diferença das outras. O problema é observado quando as mudas já estão no campo.

Por isso, abrir alguns saquinhos te permite identificar irregularidades com as raízes, assim evita futuros contratempos.

Muda de café com pião-torto

Planta com pião-torto. Foto: Diego Baquião

5. Aclimatação

A aclimatação é a preparação da muda para o plantio. Durante a formação do viveiro as plantas são mantidas sob o sombrite.

Ao final do processo, porém, é necessário retirar o sombrite para que as mudas se adaptem às condições de campo. Nessa fase, as plantas podem apresentar coloração verde-claro ou até mesmo aspecto amarelado.

Assim, nem sempre as mudas com folhas muito verdes, tenras e grandes são as melhores. Isso pode ser por falta de aclimatação e em campo sua resistência inicial é menor em comparação às mudas aclimatadas.

Conclusão

Com isso, a qualidade das mudas está relacionada a fatores genéticos, bom desenvolvimento da parte aérea e radicular, boa sanidade e, basicamente, o que proporciona tudo isso, são os cuidados durante a formação das mudas.

Visualmente, mudas de qualidade têm caule mais grosso, folhas coriáceas, de coloração verde-claro e estão livres de pragas e doenças.

Diante disso, procure sempre viveiros confiáveis e certificados, que utilizem substrato, sementes, produtos e equipamentos adequados.

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Plantio de café: 6 recomendações para a sua lavoura https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/ https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/#comments Tue, 18 Jan 2022 18:04:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11038 O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos. […]

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O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos.

O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não a principal.

Diante disso, alguns pontos são cruciais na implantação do cafeeiro, e serão abordados nos próximos tópicos.

 

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1. A época de plantio interfere no crescimento e produtividade do café?

Sim. Estudos foram realizados analisando cafeeiros implantados em diferentes épocas do ano, e a partir dos resultados obtidos pode-se concluir que o plantio antecipado é benéfico para o desenvolvimento das plantas de café.

No período de outubro até o início de dezembro, as chances de ocorrer veranicos são menores, além disso, o cafeeiro terá mais tempo para crescer e desenvolver.

Assim sendo, haverá maior potencial produtivo na primeira safra, e o cafeicultor terá retorno mais rápido do seu investimento durante a formação da lavoura.

É recomendado que o plantio seja feito até dia 15 de dezembro (a depender de como está a distribuição de chuvas no ano), após esse período os riscos de perdas são consideravelmente maiores.

Lavoura e plantio de caféLavoura e plantio. Fonte: Joana Oliveira.

2. Quais as diferenças do plantio do café com mudas de saquinho e tubete?

Características das mudas de saquinho

  • Utiliza-se solo na produção das mudas, podendo haver inóculo de nematoides;
  • Geralmente tem menor custo;
  • Maior risco de pião-torto;
  • Maior desenvolvimento do sistema radicular;
  • Melhor resistência em campo.

Características das mudas de tubete

  • Menor risco de contaminação por nematoides, pela utilização de substrato ao invés de solo na formação das mudas;
  • Maior investimento inicial com instalações do viveiro e tubetes para produção de mudas;
  • Exige menor espaço na produção e no transporte;
  • Fácil manuseio no viveiro e em campo;
  • Menor demanda de mão-de-obra.

Em grande parte das regiões produtoras de café, o plantio é feito por mudas de saquinho, todavia, este cenário tende a inverter, principalmente pelo risco de contaminação por nematoides desse material.

Dessa forma, no caso das mudas de saquinho é importante adquirir em viveiros confiáveis, e fazer a análise de nematoides antes de levá-las a campo, visto que a contaminação do solo com nematoides pode ser irreversível, trazendo grandes prejuízos.

Plantio de café utilizando mudas com saquinhoPlantio de mudas com saquinho. Fonte: Joana Oliveira. 

As mudas de tubetes são mais sensíveis, principalmente nos primeiros 15 dias a campo, já que há pouca reserva em seu substrato e o desenvolvimento radicular pode ser menor, dessa forma, sua resistência a veranicos é reduzida e a época de plantio é ainda mais importante nessas situações.

Após o estabelecimento, ambos tipos de mudas apresentam bons resultados se manejadas e conduzidas corretamente.

3. O preparo do solo influencia no desenvolvimento do cafeeiro?

Sim, no entanto, é importante analisar a necessidade de preparar o solo, principalmente quanto à subsolagem. Essa ressalva se dá ao fato de, assim como a compactação irá inibir o desenvolvimento das plantas, a subsolagem sem necessidade também pode afetar negativamente.

É importante que o solo tenha certa resistência, havendo o ponto intermediário ideal entre a alta compactação e o solo muito solto.

Dessa forma, para analisar de forma precisa a estrutura do solo, é interessante retirar amostras indeformadas por meio de cilindros de diâmetro conhecido. O recomendado é fazer 3 pontos de amostragem para cada talhão homogêneo e retirar amostras por horizonte, assim, variando o número de amostras de acordo com o tipo de solo.

Determinada a necessidade, é importante realizar o preparo no momento certo, uma vez que o preparo em solos secos ocasionará formação de torrões, e em solos molhados o problema não será resolvido, podendo aumentar a compactação em certos pontos.

Com isso, é ideal preparar o solo quando o mesmo estiver friável, ou seja, na faixa intermediária entre seco e molhado, pois nessa faixa o solo fragmenta mais facilmente.

Solo sendo preparadoPreparo do solo. Fonte: Joana Oliveira. 

4. Qual a influência da fertilidade e correção do solo no crescimento e produção do cafeeiro?

A fertilidade, junto com a física do solo, são pontos decisivos para o sucesso da lavoura. Solos corrigidos e com boa fertilidade são expressivamente superiores em crescimento e em produção.

Alguns dos principais casos de sucesso de plantios de café são observados em áreas cultivadas anteriormente com cereais. Isso porque, nesses casos, a fertilidade já está construída, obtendo assim altas produtividades nas primeiras safras.

5. Quais insumos são utilizados no plantio de café?

Alguns insumos são indispensáveis no plantio, como fósforo e calcário. No caso do fósforo é recomendado, na adubação de sulco, aplicar parte de fósforo solúvel e outra parte de fósforo insolúvel. Isso porque nessa etapa o cafeeiro tem alta demanda do nutriente, necessitando da fonte solúvel.

O fósforo é um nutriente relativamente imóvel no solo, absorvido sobretudo por difusão e interceptação radicular. É importante, portanto, que o nutriente esteja o mais próximo possível das raízes do cafeeiro para que haja absorção.

Por isso a adubação do sulco pode ser a oportunidade do cafeicultor acrescentar fósforo no sistema de maneira eficiente, sendo a fonte insolúvel uma boa opção para essa finalidade.

Em relação ao calcário, nos últimos anos houve alterações sobre a concepção da quantidade a ser aplicada. Diante disso, maiores doses têm sido utilizadas, especialmente no plantio.

A variação do limite de calagem acontece de acordo com a forma de aplicação. Ou seja, se o insumo será aplicado apenas em superfície, junto com a subsolagem ou será incorporado em profundidade, variando também de acordo com a fertilidade do solo.

A recomendação mínima em área de abertura no plantio tem sido de em média 3 toneladas por hectare em área total, e em alguns casos com acréscimos no sulco de plantio.

A época de aplicação é outro ponto primordial. O calcário deve ser aplicado em área total no mínimo 60 dias antes do plantio, e o fósforo deve ser acrescentado no sulco, preferencialmente, no dia do plantio.

É importante ressaltar que, quando associados, esses dois insumos reagem e perdem sua função, dessa forma, não devem ser misturados diretamente. Quando aplicados simultaneamente no plantio, é preciso bater a cova ou o sulco.

Outros insumos que podem ser utilizados no plantio são os compostos orgânicos, o gesso agrícola, o polímero hidroretentor e outros. Estudos comprovam os benefícios do composto para o solo e para o desenvolvimento das plantas. Apesar de conter nutrientes, no plantio é utilizado principalmente como condicionador do solo.

Todavia, é necessário que o composto esteja estabilizado para ser utilizado no sulco de plantio, para evitar fermentações e danos ao sistema radicular do cafeeiro.

O gesso pode ser aplicado como condicionador do solo, e atua:

  • Na neutralização do alumínio;
  • No fornecimento de Ca;
  • No fornecimento de S;
  • Favorece o desenvolvimento radicular do cafeeiro.

Ele pode ser aplicado no plantio, ou na linha após o plantio antes do “chegamento” de terra.

Já o polímero hidroretentor, também conhecido como hidrogel, é utilizado de forma preventiva, a fim de reter água no solo e auxiliar as mudas de café, principalmente, em períodos de estiagem.

Cafeeiro com gesso e composto orgânicoUtilização de gesso e composto orgânico em cafeeiros em formação. Fonte: Joana Oliveira. 

6. Como determinar o espaçamento e posicionamento da lavoura?

Estes são dois pontos importantes no planejamento de plantio, pois afetam diretamente na produtividade das lavouras.

O espaçamento irá determinar o estande de plantas do talhão. Para determinar o melhor espaçamento, deve-se levar em consideração:

  • Se a lavoura será mecanizada ou não;
  • Qual a bitola dos maquinários da propriedade;
  • Porte da cultivar implantada.

Atualmente, tem-se observado maiores produtividades em espaçamentos menores, como de 0,5 a 0,75 m entre plantas, e de 3,2 a 3,6 m nas entrelinhas de plantio, variando de acordo com os critérios citados anteriormente.

Em relação ao posicionamento e alinhamento da lavoura, o ideal para região de Minas Gerais é com a face exposta a 315° Noroeste/Sudeste, pois nesse posicionamento as plantas pegarão sol dos dois lados durante o ano todo. Esse tipo de técnica ajuda a:

  • Diminuir os problemas com pragas e doenças;
  • Aumentar a capacidade fotossintética das plantas;
  • Elevar a produtividade.

Em determinadas condições é difícil manter esse alinhamento devido a topografia dos terrenos, assim é preferível alinhamentos que facilitem, otimizem os manejos e apresentem menores riscos de escoamento e erosões.

Considerações sobre as técnicas de plantio de café

Esses foram os 6 questionamentos cruciais a se levar em conta na fase de plantio.

Dominar essas e outras técnicas pode diferenciar o seu cultivo, possibilitando atingir altas produtividades.

No entanto, muitos cafeicultores ainda ficam com dúvidas se devem optar pelo plantio tradicional ou investir em um plantio mais tecnológico. Pensando nisso, criamos um webinar gratuito com dois profissionais da área, cada um apontando as características principais de cada um desses sistemas. Confira:

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Como fazer mudas de café em tubetes? Veja como é o processo https://blog.rehagro.com.br/producao-de-mudas-de-cafe-por-tubetes/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-mudas-de-cafe-por-tubetes/#respond Wed, 20 Oct 2021 18:50:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7398 Você sabe como produzir mudas de café em tubetes? Os tubetes são recipientes de formato cônico, fabricados com polietileno rígido, e apresentam ranhuras internas que direcionam as raízes para baixo, evitando seu enovelamento. Eles possuem um orifício na sua parte inferior, para drenagem da água, e, além disso, evitam que as raízes de enrolem no […]

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Você sabe como produzir mudas de café em tubetes?

Os tubetes são recipientes de formato cônico, fabricados com polietileno rígido, e apresentam ranhuras internas que direcionam as raízes para baixo, evitando seu enovelamento.

Eles possuem um orifício na sua parte inferior, para drenagem da água, e, além disso, evitam que as raízes de enrolem no fundo.

 

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Tamanho do tubete

O tamanho do tubete a ser utilizado é decisão importante a ser tomada, visto que, temos volumes de tubete de 50 ml, 180 ml e 280 ml.

Nesse sentido, quanto maior o volume do tubete, melhor, no entanto, o mais econômico e que proporciona a produção de mudas boas é o de 180 ml, pois o tubete com volume de 280 ml é mais caro, ocupa um volume maior no viveiro, e além disso, demanda uma maior quantidade de substrato, dessa forma, proporcionando um maior custo de produção das mudas.

Como é feita a produção de mudas em tubete?

Para produção de mudas de café em tubetes as sementes podem ser pré-germinadas em caixas de areia até a fase esporinha.

Para isso, as sementes são colocadas em um canteiro com areia e sobre a areia é colocada palhada de braquiária seca, essa braquiária é irrigada, para manutenção da umidade. Sobre palhada é colocada lona, essa lona é retirada a cada 7 dias para realização da irrigação novamente.

Assim que as sementes estiverem na fase de esporinha elas já podem ser retiradas das caixas de areia e semeadas nos tubetes.

Para retirar as sementes do canteiro de areia pode-se utilizar uma peneira coletando uma quantidade de areia com sementes misturadas e mergulhar a peneira em uma caixa de água, ficando a areia na caixa de água, e as sementes sobre as peneiras. Dessa forma, as sementes já estão prontas para serem semeadas.

Quando as sementes são pré-germinadas, realiza-se o semeio de apenas uma semente por tubete, dessa forma, dispensando a prática de raleio, que é comumente realizada na produção de mudas por saquinho de polietileno, visto que, são colocadas duas sementes por saquinho, e posteriormente, devem ser retiradas uma das plantas, a menos vigorosa.

Semeio de mudas de café em tubetes

Uma outra alternativa, é semear duas sementes por tubetes, como é feito no semeio do saquinho convencional, no entanto, quando realizado dessa forma, é necessário que se realize a prática do raleio posteriormente, retirando uma das plantas.

Para o semeio, os tubetes (180 ml) devem ser preenchidos com substrato misturado com adubo de liberação controlada. Após preenchidos os tubetes com substratos, molha-se o substrato e faz uma marca no substrato com chucho, para se realizar o semeio das sementes. Após o semeio, preenche o tubete com substrato novamente.

Pelo fato dos substratos serem mais friáveis que o solo utilizado na produção de mudas por saquinho de polietileno convencionais, em que se utiliza uma mistura de solo e material orgânico (por exemplo esterco), há uma maior facilidade para o crescimento do sistema radicular das mudas produzidas no substrato.

Após o semeio é colocado palhada de braquiária sobre os tubetes na bancada, essa palhada permanece até a fase de palito de fósforo, a fim de que não haja problemas na fase de joelho. Após o estádio de palito de fósforo retira-se a palhada das bancadas.

A irrigação é realizada duas vezes por dia, uma no período da manhã e outra no período da tarde, durante cerca de 20 a 30 minutos cada uma delas, até a formação do primeiro par de folhas.

Até essa fase é importante que não falte água para essas mudas, uma forma prática de avaliar se o substrato está bem molhado é pegar um tubete e apertá-lo bem, se após isso soltar água, é porque ele está bem molhado, no entanto, se ao apertar não pingar nenhuma gota de água, possivelmente o substrato não está tão úmido.

Tempo de produção das mudas de café

As mudas produzidas por tubetes, quando se realiza a pré-germinação em areia ficam prontas para ir para o campo antes que as mudas produzidas por saquinho de polietileno, demorando menos de 180 dias para estarem prontas com 4 pares de folhas, enquanto que as mudas produzidas por saquinho demoram cerca de 210 dias.

Plantio de mudas de café em tubetes

O plantio com tubete apresenta um maior rendimento devido ao seu tamanho reduzido, e a facilidade de manuseio.

Além disso, para o plantio de mudas por tubetes não é necessário a realização da prática de corte do fundo do saquinho, que é comumente feito nas mudas produzidas por saquinho, isso porque os tubetes apresentam uma abertura na extremidade inferior que não permite que as raízes se enrolem.

Esse plantio pode ser realizado manualmente, com matracas ou com plantadoras. Um ponto importante a ser destacado, é a época de plantio para a utilização desse tipo de muda, sendo recomendado seu plantio principalmente nos meses de outubro e novembro, para que a muda permaneça por mais tempo no período das chuvas e dessa forma, proporcione melhores condições para sua adaptação do campo.

Após o plantio das mudas, os tubetes e toda a estrutura do viveiro podem ser reutilizados nos anos subsequentes, dessa forma, diluindo os custos do investimento inicial.

Quer saber sobre outras fases do processo? Leia este artigo sobre implantação de lavoura de café.

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O que torna um café especial? Saiba quais são os parâmetros analisados https://blog.rehagro.com.br/o-que-torna-um-cafe-especial/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-torna-um-cafe-especial/#respond Thu, 12 Aug 2021 19:35:31 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9618 A maior exigência do mercado e dos consumidores de café, tem estimulado a produção de cafés com qualidade superior, conhecidos também como cafés especiais. Esse termo “cafés especiais” foi utilizado pela primeira vez no discurso de Erna Knutsen, em uma conferência internacional de café em 1978 na França. Os cafés especiais eram aqueles originados de […]

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A maior exigência do mercado e dos consumidores de café, tem estimulado a produção de cafés com qualidade superior, conhecidos também como cafés especiais.

Esse termo “cafés especiais” foi utilizado pela primeira vez no discurso de Erna Knutsen, em uma conferência internacional de café em 1978 na França. Os cafés especiais eram aqueles originados de locais especiais, que possuíam microclima favorável e produziam grãos com aspectos sensoriais únicos e exclusivos (Rhinehart, 2009).

Apesar de ser um fato verídico, na época a procura por esses cafés denominados especiais, ainda era pequena.

Ênfase do café especial

Foi a partir da fundação da Specialty Coffee Association of America (SCAA), que os cafés de qualidade elevada começaram a ter destaque e valorização mundial. A SCAA incentivou o consumo desses cafés com campanhas de divulgação do produto, bem como as várias pesquisas relacionadas à sua qualidade.

Enquanto isso, no Brasil o surgimento de várias associações também contribuiu para a valorização dessa classe de cafés. Dentre elas, podemos citar a Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA).

A partir da década de 1990, a busca e o consumo de cafés especiais aumentaram fortemente e o Brasil teve melhorias relevantes, tanto no mercado interno quanto externo.

O que classifica o café como especial

Os cafés especiais não possuem definição específica, porém, todos os cafés especiais devem apresentar um elevado potencial de expressão de aroma e sabor na hora de sua prova na xícara e precisam ser notavelmente bons (Giomo e Borém, 2011).

Para um café ser considerado especial, ele deve obter no mínimo 80 pontos na escala de classificação de cafés especiais da atual Specialty Coffee Association – SCA e isso equivale a um café de bebida mole, de acordo com a Instrução Normativa n° 8, de 11 de junho de 2003. Além disso, em sua amostra não poderá conter defeitos físicos de nenhum tipo de origem.

Figura 1. Prova de xícaras para determinação da qualidade do café

Fonte: Joana Oliveira

O que diferencia o café especial

Para um café ser considerado de qualidade, não é apenas a bebida que conta, mas também as condições em que os grãos foram produzidos. Se diferenciando dos cafés comuns pelos seguintes fatores:

Origem ambiental e social dos plantios

A determinação de um café especial vai além das características sensoriais da bebida, englobando também aspectos sociais, culturais e ambientais.

Diante disso, diferentes regiões originam cafés com diferentes características, por isso há peculiaridades regionais. Estes são fatores importantes para a valorização, quando apresentam atributos desejáveis e/ou são produzidos em regiões específicas.

Assim, a Identificação Geográfica (IG) é uma das formas de reconhecer uma região pela produção de determinado produto, como ocorre na cafeicultura. Além disso, a vinculação dessa origem, unido à tradição, também auxilia na valorização desse café. É o caso quando falam em “Cafés do Cerrado Mineiro” e os “Cafés da Alta Mogiana”.

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Cultivares

Algumas cultivares apresentam geneticamente um maior potencial de produzir cafés com qualidade superior. Uma das mais conhecidas por esse aspecto é o Bourbon Amarelo, no entanto, novas cultivares estão aliando também a resistência à doenças e boa produtividade, como a Arara e a MGS Paraíso 2.

Figura 2. Lavoura da cultivar Arara.

Fonte: Joana Oliveira

A localização

A localização é determinante na qualidade dos grãos devido aos fatores que ela engloba.

De modo geral, maiores altitudes, solos com fertilidade construída, temperaturas amenas e bom volume de chuvas, são condições ideais para obtenção de bons cafés. No entanto, existem outras variáveis como a mineralogia do solo, a incidência de doenças e pragas entre outros que podem impactar no produto final.

Figura 3. Aspergillus ochraceus (fungo rosa) em grãos de café, é um fungo maléfico, que é beneficiado em condições climáticas ideais. 

café especial

Fonte: Joana Oliveira

Aspecto dos grãos

Existem grãos de diferentes peneiras, diferentes formatos e com diferentes características intrínsecas e extrínsecas. Esses fatores são analisados e avaliados por meio da classificação física dos lotes, que também determina a qualidade do produto.

Figura 4. Classificação física dos cafés 

café especial

Foto: Larissa Cocato.

Colheita e pós-colheita

Os frutos que chegam à maturidade fisiológica, apresentam desenvolvimento completo e com isso, maior complexidade de compostos armazenados. Assim, para produzir um café especial, o ideal é trabalhar apenas com cafés maduros, podendo haver essa separação durante a colheita de forma seletiva, ou durante o processamento.

Posteriormente, os cafés podem ser submetidos à fermentação, que apesar de opcional, tem se tornado uma prática frequente nas fazendas. Ela ajuda no realce e/ou com novas características à bebida, mas é necessário cautela e conhecimento para sua realização, pois há chances de ocorrerem fermentações indesejadas, o que prejudica o lote.

Já o beneficiamento e o armazenamento são processos indispensáveis e podem afetar diretamente a qualidade, portanto também exigem cuidado. 

Figura 5. Secagem de frutos de café maduros para determinação do potencial de qualidade do lote. 

café especial

Fonte: Joana Oliveira.

Preparo do café

A torra, a moagem e o método de preparo utilizados são chaves para validar todo o processo anterior, mas se feitos incorretamente, desqualificam a bebida.

Figura 6. Diferentes níveis de torra em café.

café especial

Fonte: Joana Oliveira.

Crescimento do segmento

Pode-se dizer que os cafés especiais representam um mercado que está em constante crescimento, onde segundo algumas certificadoras a demanda mundial pelo produto cresce cerca de 15% ao ano.

Tal fato, faz com que os cafés especiais sejam uma ótima opção diante das oscilações de preço das commodities, onde o valor de sua venda é normalmente de 30% a 40% superior aos cafés convencionais. Em algumas situações pode ultrapassar os 100%, gerando maior renda, principalmente aos pequenos cafeicultores.

Mercado do café

De acordo com o relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a exportação de cafés especiais correspondeu a 7,9 milhões de sacas em 2020, o maior volume dos últimos cinco anos.

O volume representa 17,7% do total de café embarcado em 2020, com avanço de 4,4% em relação ao volume exportado no ano de 2019. Os principais mercados consumidores dos cafés especiais brasileiros foram: Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, respectivamente.

O mercado está aquecido, competitivo e cada vez mais exigente. Produtores que almejam grandes produções e com foco em qualidade, precisam conhecer as técnicas capazes de tornarem isso possível.

Larissa Cocato

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Todo produtor deseja melhorar a rentabilidade de sua fazenda e muitos optam pelo aumento da área de plantio, no entanto, nem sempre ela é a única opção quando pensamos em obter maior lucratividade.

Podemos dispor de dois pilares estratégicos, sem necessariamente envolver a expansão da área:

  1. Aumento de produtividade;
  2. Produção de cafés de qualidade.
 

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Aumento da produtividade

Quando se fala em aumento da produtividade, deve-se ter em mente que ela não é sinônimo de aumento desordenado dos custos de produção. 

É possível sim, alcançar altas produtividades, sem necessariamente elevar de forma desproporcional os custos de produção, e para isso é importante saber que:

  • A lavoura deve ter um stand adequado de plantas;
  • Optar por uma cultivar produtiva com histórico de bons resultados em sua região;
  • Focar também na construção da fertilidade do solo e fornecimento adequado de nutrientes;
  • Fazer o manejo adequado de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Realização de práticas de manejo nos momentos adequados. 

Dessa forma, você consegue explorar o máximo da capacidade produtiva das plantas, alcançando altas produtividades por hectare, e assim, obtendo mais lucratividade na sua propriedade.

Lavoura do cultivar Catuaí 99.

Lavoura do cultivar Catuaí 99. Fonte: Luiz Paulo Vilela.

Webinar Análises financeiras e econômicas na cafeicultura

Produção de cafés de qualidade

Não é novidade que, nos últimos tempos, houve uma mudança no hábito de consumo de cafés. Isso tem ocorrido porque os consumidores passaram a apreciar mais a bebida, e com isso, a busca por cafés especiais tem crescido.

Portanto, é uma ótima oportunidade para os produtores conseguirem agregar mais valor ao seu produto.

Quando se pensa em uma produção de cafés de qualidade, estamos falando desde um manejo adequado na lavoura, até as práticas de pós-colheita. Tudo isso reflete em um café com melhor valor de mercado e sem aumentar a área de plantio.

Saca de café torrado aberta com um caneco dentro.

Café processado e torrado em grãos

Nesse sentido, práticas adequadas de pós-colheita do café são imprescindíveis para a obtenção de cafés de qualidade.

Esse processo envolve diversos cuidados:

  1. Cuidados após a colheita do café;
  2. Cuidados no processamento do café, seja ele natural ou cereja descascado;
  3. Cuidados no processo de secagem do café – em terreiros e/ou secadores;
  4. Cuidados na armazenagem adequada desse café.

É preciso ser criterioso nesse período, tratando o café como fruto – que de fato ele é – para conseguir elevar a qualidade do café!

Ainda na linha de cafés de qualidade, a produção de cafés fermentados também pode ser uma estratégia.

Existem diversas práticas na cafeicultura que podem valorizar ou deteriorar o produto.

A secagem em terreiros é uma delas! Saber qual tipo se adequa à sua fazenda e como realizar o manejo desse café no terreiro, é um dos passos para conseguir elevar a qualidade final dos grãos de café.

Aumente o lucro de suas safras!

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Larissa Cocato

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Lavoura de café: 6 principais pontos na implantação https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/ https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/#comments Mon, 03 Jun 2019 12:34:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5882 Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira! Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção.  O investimento inicial é […]

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Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira!

Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção. 

O investimento inicial é alto e, por ser uma cultura perene, é uma lavoura que irá permanecer no campo por muitos anos.

Dessa forma, uma decisão errada mostrará seus reflexos por mais tempo, ao contrário do que acontece em culturas anuais. 

Veja os 6 principais pontos que merecem sua atenção para garantir melhores condições de crescimento para o cafeeiro e maior produtividade.

1. Escolha da cultivar

Para a escolha da cultivar, devem ser analisadas algumas de suas características, como: o período de maturação de cada uma delas, sua proporção na fazenda, adaptação à região, resistência às doenças e possibilidade de mecanização.

2. Mudas de qualidade

Elas podem ser produzidas ou compradas de viveiros idôneos, lembrando que devem sempre ser levadas ao campo mudas vigorosas, sadias e com sistema radicular bem desenvolvido, a fim de proporcionar um maior volume de solo explorado, com maior absorção de água e nutrientes para superar as adversidades e o período de adaptação no campo.

3. Correção da fertilidade do solo

A correção da fertilidade do solo é uma etapa crítica no manejo do cafeeiro e deve ser realizada cuidadosamente nas áreas de implantação, uma vez que a falta de nutrientes prejudica a produtividade e qualidade do café.

O calcário corrige o pH do solo, que influencia a disponibilidade dos nutrientes para as plantas, e fornece cálcio, que é importante na formação da parede celular das células.

Recomenda-se sua incorporação em maiores profundidades, como no mínimo 40 cm, já que o cafeeiro desenvolve o sistema radicular em camadas mais profundas: podem ser encontradas raízes de 2 metros de profundidade.

4. Aragem, subsolagem e gradagem do solo

Como a cultura permanecerá no campo por muitos anos, um bom preparo do solo também é um ponto fundamental.

Práticas como aragem, gradagem e subsolagem reduzem a compactação do solo, desmembram torrões e proporcionam melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Subsolagem e gradagem no solo

Subsolagem e gradagem do solo (Fonte: Diego Baquião)

5. Alinhamento e preparo do sulco de plantio

O alinhamento do sulco deve ser feito corretamente para que seja realizado um plantio centralizado, evitando problemas posteriores, como, por exemplo, durante a colheita.

Preparo do sulco

Fonte: Diego Baquião

No preparo do sulco de plantio, é recomendada a adição de:

  • Calcário;
  • Matéria orgânica, como o esterco;
  • Gesso;
  • Fósforo.

Calagem no solo

Calagem no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

Esterco e gesso no sulco de plantio Fornecimento de esterco e gesso no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

6. Época de plantio

Atenção para a época de plantio! Os meses de outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam melhores condições para o plantio, uma vez que proporcionam maior disponibilidade de água para o desenvolvimento das plantas, como observado nas fotos abaixo.

Em plantios mais tardios, há menor quantidade de chuvas e as plantas terão menor tempo de adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica, o que compromete seu desenvolvimento.

Plantio de café em fevereiro

Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em dezembro

Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em outubro

Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

E então? Pronto para implantar sua lavoura?

Se sua resposta é SIM, segue mais uma dica pra você começar a colocar a mão na massa! 

Uma estratégia sensacional usada no manejo dos cafeeiros em formação é a utilização da Braquiária na entrelinha do café, que funciona como quebra-ventos e traz outros inúmeros benefícios, como a manutenção da umidade do solo, diminuição do risco de erosão e do uso de herbicidas, além de ser eficaz no controle de plantas daninhas. 

E-book Braquiária na entrelinha do cafeeiro

E lembre-se: conhecer a fundo o manejo de todo o processo produtivo do café é fundamental. 

Leia também sobre como identificar as principais doenças que podem acometer o cafeeiro e fique de olho!

Sucesso na produção!

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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