O post Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio.

Telado de viveiro com malha preta (Foto: Diego Baquião).

Telado de viveiro com malha vermelha (Foto: Diego Baquião)
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A formação de mudas de café, normalmente se dá em viveiros sombreados ou parcialmente sombreados com uma passagem de 50% da radiação.
Nas propriedades é comum o uso do telado de coloração preta para esse fim, entretanto, estudos sugerem a utilização de malhas de coloração vermelha, isso porque a radiação vermelha e azul são as mais eficientes para otimizar várias respostas fisiológicas desejáveis nas plantas.
Os comprimentos de onda que são melhor absorvidos pelas plantas são principalmente 430 nm e 660 nm, que se refere as cores azul e vermelho respectivamente, apresentando nas plantas diferenças morfológicas devido a resposta dos pigmentos fotossintetizantes a esses comprimentos de onda.
Por isso a utilização de telas coloridas tem por objetivo causar mudanças no espectro de radiação disponível para planta, proporcionando ajustes metabólicos no sistema fotossintético.
Contudo, apesar da coloração azul ser um dos comprimentos de onda mais absorvidos pelas plantas, ela excita a clorofila a um estado energético mais elevado do que a absorção de luz vermelha, no entanto, nesse estado de excitação a clorofila é extremamente instável liberando parte da energia absorvida na forma de calor, o que não ocorre com a luz vermelha.

Viveiro com malha de coloração vermelha (Foto: Diego Baquião).
Henrique et al., (2001), avaliou o crescimento de mudas de cafeeiro sob diferentes malhas coloridas, e observou que a tela vermelha apresentou massa seca total superior quando comparado aos outros ambientes.
Além disso, a malha de coloração vermelha também proporcionou maior teor de carboidrato nas raízes, sendo essa cor a mais eficiente na promoção de crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Fato que é extremamente vantajoso considerando as adversidades que essas mudas podem sofrer no campo.

Massa seca de raiz e massa seca total. (Fonte: UFLA – 2011).

Teores de amido em massa de matéria seca de folhas e raízes de mudas de cafeeiro. (Fonte: UFLA – 2011).
Dessa forma, apesar da malha de coloração vermelha apresentar um custo superior quando comparado a malha preta, nota-se que as plantas se desenvolvem mais no telado vermelho, e por isso, elas possuem maiores chances de sobrevivência no campo, além do maior arranque inicial do crescimento.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
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]]>O post Adubação racional do cafeeiro: como planejar e realizar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.
Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.
Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.
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O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.
É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.
Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.
É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.
Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.
A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.
Fonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.
Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.
A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.
É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.
Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.
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]]>O post Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O sistema de plantio direto (SPD) é um dos pilares fundamentais para a produção sustentável, pois ajuda na construção da fertilidade do solo, e a rotação/sucessão de culturas. Assim, o cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. Como por exemplo, o plantio do milho, sobre a palhada de trigo, mas o ideal é rotacionar com leguminosa e gramíneas.
A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na manutenção da umidade, aeração, temperatura e atividade macro e microbiológica do solo. Atualmente, estima-se que existam, no Brasil, cerca de 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.
Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.
Lembrando que, além da exploração das raízes em busca de nutrientes, as mesmas buscam por água, então, dependendo do seu empreendimento agrícola, é interessante adotar um sistema de irrigação.
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Com o sistema de plantio direto, o solo permanece úmido por mais tempo, ou seja, pode reduzir o gasto com água, já a rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.
Além disso, a rotação de culturas é uma das práticas efetivas na redução de nematoides no solo.
Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
A união dos dois métodos: SPD e rotação de cultura, é muito utilizada no Brasil, com cultivares de soja e milho na próxima safra, e essa prática aumenta significativamente o rendimento de ambas as culturas.
Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, sendo prioritária a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.
Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessária uma adequada correção da acidez, até as profundidades de 30 a 40 cm. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.
Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário na superfície, sem incorporação. A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo.
A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.
Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura, há uma maior produção da palhada, o que fortalece o tamponamento, resiliência e estabilidade nos solos de fertilidade construída. Isso tudo, ainda favorece o funcionamento do sistema.
Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.
Na prática, por outro lado, há relatos de produtores que adotaram o SPD e tiveram problemas de compactação do solo. Nesse caso, o problema pode ser causado pelo tráfego de máquinas pesadas, principalmente se o solo ainda estiver muito úmido.
Solos sob SPD bem manejados, com mínimo revolvimento do solo, rotação de culturas e produção de palhada, não apresentam limitações físicas de manejo. Os bioporos, criados pelas raízes das culturas anteriores e mesofauna do solo, proporcionam que raízes das culturas sucessoras penetrem camadas mais compactadas.
A adoção do SPD reduz a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação. Favorece também a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência no uso da água, redução de custos, estabilidade produtiva e econômica, com melhoria das condições de vida do produtor.
Fique atento, pois apesar de você ter acabado de aprender e entender mais sobre o sistema de plantio direto e rotação de culturas no Brasil, pode estar se perguntando se esses métodos beneficiam alguma praga. E um dos maiores problemas desse sistema é o quanto ele favorece percevejos, atraídos pelos restos de culturas e eles fazem parte das principais pragas para soja, por exemplo!
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]]>O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo e clima, além de investir em práticas que possam tornar a agricultura sustentável e otimizar os benefícios ambientais, econômicos e sociais.
Isso mostra claramente que a sustentabilidade não depende apenas da conservação e valorização dos recursos naturais, mas também de ganhos de produtividade e rentabilidade aos agricultores.
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A prática do Plantio Direto tem causado uma revolução na agricultura brasileira, pois tem permitido o desenvolvimento de uma produção sustentável baseada na agricultura de conservação, envolvendo cobertura permanente do solo e sistemas de cultivo diversificados com mais de uma colheita por ano.
O plantio direto também levou à redução dos custos de produção, uma vez que são necessárias menos operações agrícolas, economizando combustível e custos de mão de obra.
Além disso, a qualidade e a saúde do solo podem ser melhoradas e restauradas, em particular os níveis de carbono e biodiversidade do solo podem aumentar os rendimentos agrícolas, ao longo do tempo, reduzindo a aplicação de fertilizantes, devido à redução da erosão, colocação mais precisa de fertilizantes e melhoria da saúde do solo. Por fim, minimiza-se o impacto das gotas de chuva no solo e o escoamento da água, mitigando os processos erosivos.
No Brasil, o plantio direto foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1970, por iniciativa de agricultores pioneiros do Paraná, como forma de controlar inicialmente o escoamento de água e a erosão do solo, mas posteriormente para melhorar a saúde e a produtividade do solo, integrando outras práticas complementares para construir sistemas conservacionistas.
Foi uma resposta ao uso de sistemas de preparo intensivo em áreas de produção de grãos que causavam severas perdas por erosão e degradação do solo, afetando a capacidade produtiva e a produtividade das culturas, nas décadas de 1970 e 1980.
Entre 2006 e 2017, um aumento de 84,9% na área de lavouras na prática do plantio direto foi registrada no Brasil, passando de 17,9 para 33,0 milhões de ha.
Esse aumento da área de plantio direto foi observado em todas as cinco grandes regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). O número de propriedades sob a prática do plantio direto também passou de 507 mil para mais de 553 mil, ou seja, um aumento de 9,2%.
A maior expansão da área de plantio direto no Brasil entre 2006 e 2017 ocorreu na região Centro-Oeste, de 6,5 a 13,7 milhões de ha, um aumento de 110,4%. Essa expansão ocorreu com maior intensidade em Mato Grosso, atualmente o estado com maior área de plantio direto e área média de plantio direto no ranking nacional, superando a região Sul nesse período.
A expansão da área de plantio direto também foi de alta intensidade nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Na região Sudeste, a área sob a prática do plantio direto expandiu de 1,4 para 2,9 milhões de ha, um aumento de 107,4% entre 2006 e 2017.
Há dois estados principais em termos de terras agrícolas nesta região: estado de São Paulo predominantemente no Atlântico Bioma Floresta onde a área de NT expandiu 113,0 % e o estado de Minas Gerais predominantemente no bioma Cerrado onde houve um aumento semelhante de 103,0 % na área de plantio direto.
A área sob plantio direto na região Nordeste passou de 1,2 para 3,3 milhões de ha, correspondendo a um aumento de 184,2%. Este aumento foi o resultado de diferentes fenômenos e esconde tendências opostas dentro dele.
Por um lado, um aumento acentuado da área total de plantio direto foi registrado nos estados da Bahia (BA), Maranhão (MA) e Piauí (PI), que pertencem à nova área de expansão dentro do bioma Cerrado denominada MATOPIBA. que inclui os três estados (MA, PI, BA) juntamente com o estado do Tocantins (TO) localizado na região Norte.
Na região Norte, a área total do plantio direto aumentou de 0,2 para 1,2 milhão de ha, ou seja, um aumento de 431%. Os estados do Tocantins, Pará e Rondônia, que juntos respondem por 93% da área do NT na região, foram os mais destacados.
A área de cultivo anual no Brasil aumentou de 36,6 milhões de ha em 2006 para 52,7 milhões de ha em 2017, um aumento de 43,9% durante este período.
Enquanto isso, a área de cultivos anuais sob a prática do plantio direto nas propriedades que o utilizam como sistema exclusivo de manejo do solo no Brasil aumentou de 18,7 para 32,1 milhões de ha, ou seja, um aumento de cerca de 71,5%.
Com isso, o percentual de cultivos anuais sob plantio direto passou de 51,2 % em 2006 para 61,0 % em 2017. Sendo a prática do plantio direto um dos três princípios da agricultura sustentável, sua adoção e disseminação tem contribuído para a correspondente expansão da área de agricultura sustentável no Brasil.
Assim, o aumento da área de plantio direto indica uma melhora na sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura brasileira.
Os sete principais estados com maior adoção da prática de TN em 2017 são Mato Grosso (86,6%), Paraná (81,9%), Rio Grande do Sul (76,8%), Santa Catarina (71,3%), Goiás (70,7%), Distrito Federal (69,9%) e Mato Grosso do Sul (69,3%).
A adoção do sistema plantio direto foi um dos principais fatores que contribuíram para a expansão e ganhos de produtividade liderados por agricultores na agricultura brasileira.
A introdução do plantio direto em áreas de vegetação nativa reduz os estoques de carbono do solo entre 4% e 8% na camada de 0-30 cm após 20 anos de uso da terra em várias regiões do Brasil.
Esses dados mostram que a manutenção dos ecossistemas naturais deve ser uma prioridade para evitar possíveis perdas de carbono do solo com consequentes emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, ocasionado pelo revolvimento do solo.
Por outro lado, a adoção de plantio direto em áreas anteriormente manejadas por sistemas convencionais e pastagens é uma alternativa potencial para promover o sequestro de carbono em solos agrícolas nas diferentes regiões do Brasil.
Especificamente, a conversão do cultivo convencional para plantio direto promoveu aumentos médios nos estoques de carbono do solo não apenas nas camadas superficiais do solo (0-30 cm), mas também em perfis mais profundos (0-50 cm), e que variaram entre 9% e 25%.
Em áreas ≥ 20 anos após a conversão de cultivo convencional para plantio direto a taxa de sequestro foi de 0,63 Ton de C ha-1 ano-1, ou 17% do carbono do solo, enquanto em áreas ≥ 20 anos após a conversão de pastagem para plantio direto, a taxa de sequestro foi de 0,53 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% de carbono orgânico do solo.
O sequestro de carbono orgânico do solo é evidentemente uma função do tempo desde a conversão de cultivo convencional para plantio direto, com uma taxa de sequestro de 0,39 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo entre 4 e 10 anos após a conversão, e 0,59 Ton C ha-1 ano-1 ou 16% carbono orgânico do solo entre 17 e 26 anos.
Para a conversão de pastagem para plantio direto, o sequestro de carbono orgânico do solo varia com o tempo, onde em áreas com menos tempo desde a conversão (2-7 anos) a taxa de sequestro é de 0,05 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo, e em áreas com em um período mais longo (12-20 anos) a taxa de sequestro é de 0,45 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% carbono orgânico do solo.
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]]>O post Como obter sucesso no plantio de grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio.
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]]>O post Ambiente físico do solo: principais características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma das maneiras que tem se difundido para preservar o solo e fornecer demais benefícios às culturas, é o sistema de plantio direto (SPD). Ele é definido pela aplicação de três princípios:
Visita técnica para análise da plantação de feijão sobre palhada de milho no Sul de Minas Gerais – Fonte: Sandy Azevedo
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No Brasil estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob SPD.
Os principais fatores para adoção generalizada do SPD:
As formas de preparo do solo, o tráfego de máquinas e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo.
A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois esta compromete a função do solo pelas mais diferentes causas:
Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos. Aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes, sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção ou não do SPD.
A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano.
A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo determinado, cada uma cultivada em uma estação do ano.
A implantação de um sistema de produção diversificado não deve causar transtornos operacionais ou econômicos, pois a diversificação de culturas aumenta a complexidade das tarefas a serem executadas.
Para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões do sul e sudeste, e centro-oeste norte e nordeste, estão como exemplo na Figura 2:
Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.
Para o cultivo de plantas de cobertura, a capacidade de promover a absorção de nutrientes em camadas profundas do solo e acumulá-las na parte aérea, proporciona benefícios para a cultura sucessora após a degradação da palhada na superfície do solo.
Dentre as plantas de cobertura utilizadas como adubos verdes, se destacam:
Assim, os adubos verdes são importantes para a agricultura por promoverem a ciclagem rápida de nutrientes, favorecendo seu uso pela cultura em sequência, principalmente daqueles com potencial de lixiviação como o nitrogênio e potássio ou dos que podem ser fixados em solos intemperizados, como o fósforo.
O preparo do solo está relacionado ao seu nível de compactação. Ele visa criar condições favoráveis para um bom estabelecimento e desenvolvimento das culturas, com alto custo e alta demanda de energia.
Um dos principais objetivos do preparo do solo é influenciar os processos do solo, predominantemente na modificação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
A compactação do solo está se tornando cada vez mais uma preocupação à medida que os equipamentos agrícolas se tornam maiores e mais pesados. Por exemplo, o peso dos tratores tem aumentado de 4 ton ha-1 na década de 1940 para 20 a 45 ton ha-1 na década de 2000.
Trator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018.
As mudanças causadas pela compactação do solo deterioram as propriedades físicas do solo, como:
A água é um fator importante, não só na produção de biomassa das plantas cultivadas, mas também na manutenção da fertilidade do solo do ponto de vista físico e químico.
Ele é utilizado para proteger e gerenciar a estrutura física do solo das mudanças indiscriminadas de tráfego extensivo de máquinas agrícolas.
O tráfego desorganizado de máquinas agrícolas promove aumento na densidade do solo, sua resistência e reduzindo sua porosidade.
As plantas de cobertura semeadas durante o inverno, com restrição hídrica, reduzem a compactação superficial do solo (0-0,06 cm), proporcionando maior produtividade de milho e soja cultivados no verão.
O uso de plantas de cobertura de inverno, aliado a ausência de tráfego de máquinas, pode reduzir a densidade do solo e aumentar a macroporosidade. Por outro lado, diminui a capacidade de suporte de carga e aumenta a suscetibilidade da superfície do solo à compactação.
Quando o solo apresenta compactação e mesmo assim o produtor quer utilizar a área com a adoção de SPD, a máquina, no entanto, pode ser uma aliada. É o caso dos escarificadores e subsoladores.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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]]>O post Silagem de milho: como produzir com qualidade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o enfoque era a produção máxima de volume de massa verde por hectare, como forma de obter um alimento de baixo custo.
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Na década de 60 e 70, com a evolução do nível genético das vacas, passou-se a buscar a produção de uma silagem com maior teor de grãos. Estudos, na época, demonstravam que os grãos eram mais digestíveis que folhas e colmos. Entretanto, não havia um conhecimento da constituição química dessas silagens.
Nesse sentido, estudos recentes demonstraram que silagens com menores teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), que representa a fração fibrosa do alimento na parte verde da planta, combinada com alta proporção de grãos, resultam em silagem de melhor qualidade.
Mais recentemente, em estudos conduzidos em Lavras – MG, foi demonstrado que a constituição do grão de milho influenciava a qualidade da silagem. Neste trabalho, foi demonstrado que híbridos de milho com textura mole têm maior digestibilidade do que os híbridos de milho com textura dura.
Estes novos pensamentos são somatórios, ou seja, a produção de uma silagem de boa qualidade deve ter alta produção de toneladas por hectare, com alta proporção de grãos de textura mole e com baixo teor de Fibra em Detergente Neutro.
A produção de uma silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes:
Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas na qualidade final do produto. Nesse artigo, o foco será os dois últimos processos na produção de silagens.
O ponto de colheita é uma importante variável na produção da silagem de milho. Vários estudos foram conduzidos buscando determinar qual o melhor momento para colheita do volumoso e qual parâmetro pode ser utilizado para fazer essa determinação.
É importante entender que a planta de milho acumula matéria seca com o avançar de sua maturidade, mas também aumenta o seu teor de fibra em detergente neutro e lignina. À medida que o tempo passa, sua digestibilidade diminui.
O ponto ideal de colheita é quando a planta possui 30-35% de matéria seca (MS) ou 65 a 70% de umidade. Esse estágio é, geralmente, atingido quando a linha do leite está entre 1/2 e 2/3 do grão.
No entanto, a correlação entre linha de leite e porcentagem MS não é muito grande. Existe uma grande variação entre híbridos e anos de plantio e ela serve como uma referência prática. Portanto, a melhor maneira de se determinar o ponto adequado de colheita do milho e sorgo é através da determinação da matéria seca, utilizando-se, por exemplo, o aparelho de micro-ondas ou aparelhos de medição de umidade, como o Koster.
Forragens ensiladas com alto teor de umidade (20 a 27% de matéria seca) possuem um processo de fermentação muito ativo e, geralmente, estão associadas a altas perdas de nutrientes por efluentes. Além disso, são consumidas em menor quantidade por animais em relação a forragens ensiladas com teores ótimos de matéria seca (30-35%).
Conforme demonstrado na figura 1, há um aumento no teor da matéria seca e amido do milho com o avanço de sua maturidade fisiológica. Portanto, com 2/3 da linha do leite é alcançado o máximo de amido na silagem.
Por outro lado, o teor de fibra na planta reduz até 2/3 da linha do leite. Esses dois fatores são explicados devido ao aumento da proporção de grãos na planta, que ocorrem até 2/3 da linha do leite (Bal et al. 1997). Então, com 2/3 da linha do leite há o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra na silagem de milho.
Figura 1 – Teor de Matéria Seca (MS), Amido e Fibra em Detergente Neutro (FDN) de silagens de milho em quatros estágio de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)
O estádio ideal de colheita do milho tem duração aproximada de dez dias. Após esse período, o teor elevado de MS da planta aumenta as perdas na colheita e dificulta a compactação. Assim, atrasos na colheita por falhas no planejamento, chuvas, quebra de maquinário, entre outros fatores, podem prejudicar sensivelmente a qualidade da silagem produzida, o que certamente será traduzido em menor desempenho dos animais.
Quando se corta a planta de milho com o grão ainda leitoso, colhe-se somente o equivalente a 50% do potencial produtivo de grãos e 75% da forragem. Já no ponto ideal de colheita, quando a linha do leite está na metade do grão e a planta apresenta teor de matéria seca próxima a 35%, colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem.
Figura 2 – Produção de leite de vacas alimentadas com silagem em quatro estágios de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)
A produção de leite e produção de proteína na silagem com 2/3 da linha do leite foi maior do que para a silagem no estágio leitoso. Estatisticamente, não houve diferença para os outros estágios de maturação na produção de leite.
No entanto, a produção de proteína foi maior para silagem no estágio de 2/3 da linha do leite. Portanto, esses dados reforçam que o ponto ideal de colheita é quando a planta atinge 35% de matéria seca, existindo uma flexibilidade entre 32 e 35% de MS na planta inteira.
O aumento na altura de corte pode ser uma estratégia para aumentar a concentração energética e diminuir o teor da Fibra em Detergente Neutro (FDN) na silagem. O teor de FDN está correlacionado à degradabilidade da matéria seca, que determina a quantidade de fibra da planta, correspondente às frações de celulose, hemicelulose e lignina (Mendes, 2006).
Segundo Dias (2002), os teores de lignina e FDN são inversamente proporcionais à degradabilidade in vitro da matéria seca. Ao aumentar a altura de corte no momento da ensilagem, há redução na relação colmo/espiga, o que faz com que haja melhorias nas características nutricionais do alimento.
Vasconcelos (2004) observou diminuição na produção de matéria seca de 18,6 para 15,32 ton/ha quando a altura de corte foi aumentada de 0,1 m para 0,8 m respectivamente, representando uma redução de 17,7% na produtividade de matéria seca. Também foi constatado por Caetano (2001) redução na produção de matéria seca/ha. Segundo ele, essa redução foi de 25,6% quando aumentou a altura de corte de 0,5 m para 0,8 m.
Lauer (1998) citado por Caetano (2001) observou redução de 15% na produção de matéria seca/ha quando aumentou a altura de corte de 0,15 m para 0,45 m. O autor também atestou aumento da produção de leite em torno de 12% para a mesma elevação na altura de corte. Tal resultado se deu devido ao menor teor fibra e fração indigestível na silagem, resultando, assim, em uma redução de apenas 3% na produção de leite estimada por área.
Vasconcelos (2004) observou aumento de 10,9% (7,3 a 7,93%) no teor de proteína bruta (PB), redução de 8,8% (50,16 a 45,75%) no teor da FDN e redução de 14,85% (25,87 a 22,0%) no teor de FDA. Isso se deve à menor participação do colmo na massa ensilada, sendo que este apresenta alto teor de fibra.
Os principais constituintes da silagem de milho são carboidratos não fibrosos e FDN, sendo que o amido representa cerca de 70% da fração grão e a FDN 50% da fração haste (Sapienza, 1996). Qualquer alteração nessas duas frações representa modificações significativas na qualidade nutricional da silagem. Vale ressaltar que o aumento na altura de corte pode trazer melhorias nas características físico-química do solo, pois haverá maior residual de matéria vegetal na área (Caetano, 2001; Vasconcelos, 2004).
Portanto, o produtor deve priorizar suas necessidades de obtenção de máxima produção de forragem versus alta qualidade da silagem, para determinar qual altura de corte será adotada, sendo que isso pode variar em diferentes anos em função do potencial produtivo e qualidade da cultura (Shaver, 2000 citado por Caetano, 2001).
As perdas na produção de matéria seca deverão ser compensadas pela melhoria na qualidade nutricional da silagem. Para isso é necessário realizar uma análise econômica, e avaliar os custos de produção, para que assim possa haver maior segurança na tomada de decisão.
Em uma silagem de boa qualidade, o que se procura é picar o material em tamanhos de partícula de 6 a 15 mm, mantendo um tamanho médio de 8 mm.
Quando o corte da planta é inadequado, as partículas grandes dificultam a compactação, e a menor quebra dos grãos levará a um menor aproveitamento dos mesmos, fazendo com que apareçam inteiros nas fezes dos animais.
Silagens com tamanhos de partículas grandes reduzem a ingestão das vacas e, consequentemente, podem reduzir a produção de leite. A solução não está na troca do híbrido ou na antecipação do corte, mas em procedimentos simples como afiar as facas de corte da ensiladeira duas vezes ao dia e aproximá-las das contra-facas. Estas medidas, que não têm custo algum, resolvem facilmente esses problemas.
A redução no tamanho de partícula é favorável ao processo de fermentação da massa vegetal no silo pela compactação facilitada, pelo incremento na área de superfície da forragem, permitindo maior interação entre substrato e microrganismo, além de reduzir os custos de estocagem (Muck et al., 2003).
O processo de enchimento e compactação deve ser feito de forma a distribuir por todo silo camadas uniformes de espessura média ao redor de 20 a 30 cm. Essas camadas devem ser espalhadas de forma a ficarem inclinadas em direção à entrada do silo ou porta.
A compactação deverá ser feita com passagens consecutivas do trator ou pá carregadeira sobre a massa já distribuída. O objetivo desta compactação é a expulsão do ar, controlando a respiração, a elevação da temperatura e favorecendo a ação das bactérias produtoras de ácido láctico e do rápido abaixamento do pH do material ensilado.
A densidade da silagem vai depender do tipo de implemento usado para compactação, como também do tempo total gasto na compactação por tonelada de forragem. A densidade da compactação é maximizada pela utilização de tratores mais pesados com pneus que aplicam um maior peso por unidade de superfície.
Devemos utilizar rodas mais finas para que possam fazer uma maior pressão por unidade de área.
Figura 3 – Perdas de MS em cinco diferentes compactações. Adaptado de Ruppel et al. (1995)
O processo de ensilagem é constituído de quatro fases:
Durante a fase anterior ao fechamento do silo, de pré-vedação, as células da planta e microrganismos aeróbicos presentes consomem o oxigênio, carboidratos solúveis e proteínas são convertidos em água, CO2, calor e amônia livre. Esta fase continua até que todo o oxigênio seja utilizado ou excluído, ou os carboidratos solúveis sejam consumidos.
Quando os níveis de oxigênio diminuem, a fase de fermentação ativa inicia. A produção de ácidos reduz o pH, chegando na faixa de 3,4 a 4,5. Nessa faixa baixa de pH, mantendo o material livre de oxigênio, o crescimento de todos os microrganismos é inibido e a silagem entra na fase estável.
Nesta fase, a qualidade nutricional da silagem pode ser mantida quase indefinidamente. No entanto, após a abertura do silo e exposição da silagem ao ar, o crescimento de microrganismos (bactérias, leveduras) é retomado com o consumo de ácido láctico, permitindo o aumento do pH e o crescimento de microrganismos que causam a diminuição da qualidade nutricional do material ensilado. Portanto, perdas significativas de matéria seca da silagem podem ocorrer durante a fase pós-abertura.
Quanto mais rápido o oxigênio é excluído da massa ensilada, mais rápido é observada a queda de pH durante a fermentação, inibindo o crescimento de microrganismos indesejáveis, que contribuem para diminuição da qualidade nutricional da massa ensilada. Portanto, os processos de colheita da forragem, transporte, compactação e vedação devem ser rápidos visando diminuir as perdas durante a fermentação e a queda do valor nutricional do material ensilado.
A densidade e a matéria seca (MS) do material ensilado determinam a porosidade da silagem, afetando a taxa com o que o ar penetra na massa ensilada durante a descarga do silo, deteriorando a silagem. Além disso, quanto maior a densidade, maior a capacidade de estocagem do silo. Portanto, maiores densidades do material ensilado diminuem os custos anuais de estocagem por aumentar a quantidade de silagem estocada e por diminuir as perdas do material ensilado no silo.
A contribuição mais expressiva da etapa de vedação do silo está em evitar a penetração de ar do ambiente externo para o interior. A vedação consiste em não permitir a entrada de ar e é feita através da cobertura do silo por uma lona e, sobre ela, uma camada de terra.
As lonas pretas comumente usadas nas fazendas têm trazido problemas como rasgos, furos, entre outros. Por isso, lonas de dupla face têm dado um melhor resultado. Além disso, tem a vantagem de refletir o calor, o que ajuda a não esquentar o material ensilado. As lonas a serem utilizadas devem ter 150 micras ou mais, para que possam durar mais tempo.
Outro ponto importante é cobrir a lona com terra, restos de capins e pneus, pois ajudam a protegê-la contra os raios solares, que podem danificá-la.
Outra operação relevante é cercar os silos com cerca de arame e tela para proteger a lona de possíveis animais que possam furá-la, como tatu, galinha, cães e o próprio rebanho, que pode se soltar e subir sobre os silos.
A face de retirada do silo deve ser mantida o mais plana possível e perpendicular ao solo e laterais. Isso minimiza a área de superfície exposta ao ar. A taxa de retirada do silo deve ser suficiente para prevenir a silagem exposta ao aquecimento e perdas associadas.
Em temperaturas mais altas, como as encontradas no Brasil central, recomenda-se a retirada de fatias de silo de pelo menos 30-35 cm por dia. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que favoreça a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem.
Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, diminuindo perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo deve ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.
Vedar o material ensilado com lona e colocar pesos sobre o material ensilado não é 100% efetivo no controle de perdas. Perdas por fermentação aeróbica sempre ocorrem em diversas magnitudes e o descarte das porções perdidas nem sempre é uma prática comum em fazendas. A inclusão de silagem deteriorada nas dietas de animais possui um grande impacto sobre o desempenho.
A adição de silagem deteriorada a dietas diminui o consumo de matéria seca e a digestibilidade de nutrientes (PB e FDN), além da produtividade animal. Portanto, o descarte das partes deterioradas de silos é uma prática de manejo importante.
Para fazer silagens de boa qualidade, práticas de manejo devem ser adotadas de maneira integrada, já que a negligência de um procedimento pode levar a uma descontinuidade de um processo adequado de preservação da forragem.
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]]>O post Como melhorar o lucro sem expandir área de plantio de café? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Podemos dispor de dois pilares estratégicos, sem necessariamente envolver a expansão da área:
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Quando se fala em aumento da produtividade, deve-se ter em mente que ela não é sinônimo de aumento desordenado dos custos de produção.
É possível sim, alcançar altas produtividades, sem necessariamente elevar de forma desproporcional os custos de produção, e para isso é importante saber que:
Dessa forma, você consegue explorar o máximo da capacidade produtiva das plantas, alcançando altas produtividades por hectare, e assim, obtendo mais lucratividade na sua propriedade.

Lavoura do cultivar Catuaí 99. Fonte: Luiz Paulo Vilela.
Não é novidade que, nos últimos tempos, houve uma mudança no hábito de consumo de cafés. Isso tem ocorrido porque os consumidores passaram a apreciar mais a bebida, e com isso, a busca por cafés especiais tem crescido.
Portanto, é uma ótima oportunidade para os produtores conseguirem agregar mais valor ao seu produto.
Quando se pensa em uma produção de cafés de qualidade, estamos falando desde um manejo adequado na lavoura, até as práticas de pós-colheita. Tudo isso reflete em um café com melhor valor de mercado e sem aumentar a área de plantio.

Café processado e torrado em grãos
Nesse sentido, práticas adequadas de pós-colheita do café são imprescindíveis para a obtenção de cafés de qualidade.
Esse processo envolve diversos cuidados:
É preciso ser criterioso nesse período, tratando o café como fruto – que de fato ele é – para conseguir elevar a qualidade do café!
Ainda na linha de cafés de qualidade, a produção de cafés fermentados também pode ser uma estratégia.
Existem diversas práticas na cafeicultura que podem valorizar ou deteriorar o produto.
A secagem em terreiros é uma delas! Saber qual tipo se adequa à sua fazenda e como realizar o manejo desse café no terreiro, é um dos passos para conseguir elevar a qualidade final dos grãos de café.
No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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]]>O post Adubação nitrogenada no cafeeiro: saiba a importância e evite perdas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Considerando que buscamos sempre a produtividade máxima econômica, (ponto onde a produção gera a maior rentabilidade da atividade) torna-se necessária obtenção do equilíbrio entre os diferentes nutrientes a fim de buscarmos incremento produtivo de nossas lavouras.
Este correto equilíbrio nos fará ter base para produções elevadas a partir de adubações anuais de reposição e suprimento da demanda produtiva da safra seguinte.
Gráfico retirado do site da ANDA.
Para tanto, práticas como a avaliação da fertilidade do solo, diagnóstico das deficiências da lavoura (podem ser reais ou induzidas), análise da demanda de macro e micro nutrientes, proporção entre nutrientes no solo e folhas, identificação das carências através de sintomas foliares, devem ser realizadas a fim de obtermos um diagnóstico atual e, a partir deste ponto, começarmos a planejar as práticas seguintes de manejo.
Passamos então ao exame do potencial atual das lavouras e delineamento das metas para o futuro em termos de produtividade.
A relevância desses detalhes é reforçada pelo elevado preço dos adubos nitrogenados, assim como sua considerável participação no custo de produção.
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O nitrogênio é importante na expansão da área foliar, no crescimento da vegetação e na formação dos botões florais, sendo essencial na atividade fotossintética.
As deficiências de nitrogênio ocorrem principalmente na época de granação dos frutos, em função de adubações insuficientes, problemas no sistema radicular, falta de chuva que impede a sua absorção do solo ou excesso, pois adubos nitrogenados são facilmente lixiviados, principalmente os nitratos.
A deficiência é crítica nas lavouras com alta carga pendente e principalmente se estas lavouras forem de primeira safra, visto que apresentam baixa relação folha fruto.
Nas plantas com deficiência, as folhas adultas da base do ramo para a extremidade e, principalmente, nos ramos com carga, perdem o brilho e a cor verde escura, passando para verde limão.
Quando a deficiência se acentua as folhas amarelecem, iniciando pelas nervuras e caminhando para as folhas mais novas, chegando ao ponto de desfolha e seca de ponteiros depauperando a planta.
A matéria orgânica é a principal fonte de nitrogênio no solo, onde cerca de 85% do N encontra-se na forma orgânica, e o seu teor depende do processo de mineralização.
De acordo com a recomendação oficial, as doses de N baseiam-se em função do rendimento esperado e do teor de nutriente na folha para cafeeiros em produção.
São recomendadas, em média, doses de até 450 Kg por ha de N por ano agrícola, fornecidos no período chuvoso, de setembro a março, compreendendo as fases de floração, frutificação e desenvolvimento vegetativo. Existem poucos trabalhos de pesquisa realizados para fundamentar uma recomendação específica de adubação de formação, ou seja, antes da 1ª safra.
A eficiência da adubação nitrogenada é conhecida apenas indiretamente, por meio da resposta da cultura em termos de produção.
O melhor aproveitamento dos fertilizantes pelo cafeeiro, principalmente o N, está relacionado com o efeito de doses e parcelamentos e, sobretudo com a época de adubação. A absorção de nitrogênio pelo café é intensificada a partir do quarto mês do florescimento, coincidindo com o período de granação e maturação.
A época de aplicação dos adubos nitrogenados é determinada em função de:
É recomendado que as adubações nitrogenadas sejam feitas em três a quatro parcelas, devido a alta quantidade aplicada por ano e seus problemas com volatilização e lixiviação.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.
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]]>O post Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença de Al tóxico e principalmente pelo impedimento físico.
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A causa direta do excesso de Al tóxico é o engrossamento das raízes nas camadas superficiais do solo e restrição do crescimento da parte aérea em situação de limitação de chuvas.
As raízes não apresentam bom desenvolvimento em solos ácidos devido ao excesso de Al e/ou deficiência de Ca. De maneira geral, o crescimento das raízes é prejudicado pela presença de Al tóxico às plantas (Al3+e AlOH2+).
Solos manejados adequadamente sob sistema de plantio direto, não têm apresentado restrição ao crescimento de raízes devido à falta de Ca e/ou Al tóxico. Além disso, parte do Al tóxico pode ser complexado por ligantes orgânicos.
Desenvolvimento de raízes. (Foto: Alessandro Alvarenga)
Nas condições do Sul do Brasil, a acidez do solo limitou o crescimento radicular e a produção de trigo pela falta de água na fase do desenvolvimento vegetativo.
A calagem superficial proporcionou aumento de 66% no crescimento radicular até 60 cm de profundidade e aumento de até 140% na produtividade de trigo. Nos estudos de Joris et al. (2013), a calagem aumentou a densidade e o comprimento das raízes, absorção de nutrientes e produção de milho e soja sob estresse hídrico, comparado aos locais sem aplicação de calcário.
Segundo Caires et al. (2001), o crescimento radicular da soja não foi afetado pelas condições de acidez do solo com 1,5, 1,2 e 0,8 cmolc dm-3 de Ca e 28, 32 e 40% de saturação por Al, nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-40 cm, respectivamente.
A concentração das raízes apenas na camada superficial do solo proporciona menores produtividade das culturas. Com a correção da acidez do solo no perfil, as culturas apresentam maior desenvolvimento radicular, proporcionado maiores produtividades.
A acidez subsuperficial apresenta-se como fator determinante para o crescimento do sistema radicular, tendo grande importância para o aumento do reservatório de água disponível durante os períodos de estresse hídrico. Além disso, a aplicação de calcário na superfície do solo, apresenta baixa eficiência na correção da acidez subsuperficial.
Nesse sentido, Veronesse et al. (2012) observaram que plantas de cobertura associadas à calagem promoveram melhoria nos parâmetros de acidez do solo, quando a dose aplicada é maior ou igual que a recomendada para saturação por bases (V) de 50%.
Plantas de cobertura apresentam como função, a liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular, formando complexo orgânico com alumínio (Al), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Dessa forma, além de neutralizar o Al tóxico, esses ácidos podem aumentar a mobilidade de Ca e Mg no perfil do solo.
A calagem com resíduos de aveia preta e nabo forrageiro, promoveu o aumento do pH e o teor de Ca, reduzindo o teor de Al na camada de 0 a 20 cm de profundidade.
Calagem com nabo forrageiro. (Foto: Geraldo Gontijo)
O crescimento das raízes acompanha os efeitos químicos do solo, sendo favorável ao gradiente de correção da acidez, e após nove anos da calagem em superfície com dose de 3 ton ha-1 aumentou os teores de pH e Ca e reduziu os teores de Al até 60 cm de profundidade.
Franchini et al. (2001) observaram que a prática da calagem em superfície sem resíduo vegetal promoveu crescimento de raízes de trigo até 10 cm de profundidade, enquanto a calagem em superfície com resíduos de aveia e nabo favoreceu o crescimento das raízes até 20 cm de profundidade.
A manutenção da palhada proporciona melhores condições de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas.
A aplicação superficial de calcário sobre palhada de aveia preta não provocou aumentos no crescimento de raiz de milho e soja. Girardello et al. (2017) acrescentam que o menor crescimento do sistema radicular das culturas, inviabiliza o acesso a um maior volume de água e nutrientes em períodos de veranicos.
Plantas de sistema radicular robusto (braquiárias e milheto) contribuem para mobilização de nutrientes, recuperando aqueles deslocados para zonas inferiores (K, S, B) e auxilia a incorporação de outros menos móveis (P e Ca), além de aportar carbono e agregar os benefícios da matéria orgânica do solo em camadas mais profundas.
(Foto: Flávio Moraes)
Além da acidez, a restrição física pode apresentar como principal fator de impedimento ao crescimento radicular. A resistência do solo à penetração superior a 1,3 MPa afeta o desenvolvimento do sistema radicular no perfil. Isso porque reduz a macroporosidade do solo, a qual apresenta como indicador para a restrição do crescimento radicular do milho.
Diagnósticos qualitativos como a distribuição das raízes no perfil do solo, e quantitativos como o grau de acidez no perfil do solo, apresentam-se como ferramentas para auxílio na verificação da qualidade do manejo adotado e no estabelecimento de limites de acidez, que não afetam o desenvolvimento radicular das plantas em sistemas de produção de grãos.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar o solo quanto à compactação.

Imagem 1 – Penetrômetro
Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas.
Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.
O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.
O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.

Imagem 2 – Trator com escarificador e subsolador acoplados
Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.
Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:
O déficit desses fatores acaba gerando consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.
Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.
A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo.
Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.
A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.
Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.
Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.
Já na pesquisa de Bellé (et. al, 2014) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.
O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro et. al, 2017).
A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper et. al, 2005).
A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.
Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Ele observaram que:
A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores.
No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.
Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.
Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de rotação e sucessão de culturas.

Imagem 3 – Rotação de culturas – Fonte: Instituto Agro
Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante a área sem escarificação.
Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior et. al) observaram que os sistemas de preparo de solo, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de milho.
Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Imagem 4 – Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido – Fonte: Embrapa
Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.
Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.
Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.
Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.
O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo, mas igualmente importantes são os fatores químicos e biológicos.
Sobre isso, os bioindicadores podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.
Por isso, o Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
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Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.
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]]>O post 11 perguntas comuns em relação ao plantio de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura.
Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que poderão te ajudar.
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Deve-se levar em conta a época de maturação dos frutos do cultivar para possibilitar o escalonamento de colheita na propriedade, a resistência ou não a ferrugem, porte da planta, possibilidade de mecanização (porte alto em lavoura manual não é recomendado) e a resistência à colheita mecanizada (desprendimento do fruto).

Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).
Sim! De acordo com os resultados do estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.
O estudo comparou 6 épocas (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março), e de acordo com os resultados, o autor observou que a partir do mês de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.
Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica.

Lavoura do cultivar Catuaí 99 na terceira safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Por isso, recomenda-se que o plantio seja realizado mais cedo, preferencialmente nos meses de outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas), para que tenham maior disponibilidade de água para seu crescimento e dessa forma, plantas mais desenvolvidas apresentam maior possibilidade de melhores produtividades na primeira safra.
São polímeros que são valorizados pela sua capacidade de absorver água, dessa forma podendo suprir as plantas em épocas de escassez.
Na agricultura, tem sido mais utilizado os polímeros sintéticos como propenamida (denominados de poliacrilamida ou PAM). Esses polímeros têm a capacidade de absorver de 150 a 400 vezes sua massa seca.
O polímero hidroretentor ou gel hidroretentor é um condicionador de solo, e pode ser usado para aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo, minimizando os problemas associados à disponibilidade irregular ou deficitária de água.
Depende das condições. Estudos mostram que plantios mais tardios**, tiveram menor percentual de mortalidade quando foi utilizado o gel hidroretentor adicionado a cova de plantio.
Já para plantios realizados mais cedo, com boa disponibilidade água para as plantas, a utilização deste polímero não acarretou em diferenças significativas.
Por isso, sua utilização em condições de déficit hídrico e/ou plantios tardios é uma boa estratégia, no entanto, em plantios em que se tem boa disponibilidade de água, sua utilização não proporciona diferenças.
**Vale destacar que recomendamos sempre que o plantio seja realizado mais cedo – outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas).
Isso é problema no plantio. Toda boa muda vai ter pião torto, pois o pião/raiz vai desenvolver bem, chegar no fundo e entortar.
Na hora do plantio é preciso cortar o fundo do saquinho. Já o tubete não tem esse problema, pois quando a raiz chega na parte inferior ela seca devido a presença de luz.

Muda com pião torto. (Foto: Larissa Cocato).
Nessas áreas deve-se atentar para teores de zinco (se estiverem altos podem causar intoxicação na lavoura), compactação do solo e residual de algum herbicida.
Nas questões química, pragas e doenças não há problema.
Se for uma pastagem degradada tem que fazer uma boa correção do solo, fornecer todos os nutrientes necessários e atentar para que não tenha compactação.
A definição de espaçamento correto é complexa de ser falada, pois existem variáveis que irão definir qual o melhor a ser utilizado para a área.
Um espaçamento com bom funcionamento é de 50 a 60 cm entre plantas, independente se a colheita será manual ou mecanizada. No caso da mecanizada um ponto mais importante é a largura da rua que pode ser entre 3,30 m e 4,0 m de acordo com a região.

Lavoura com espaçamento 3,60 m x 0,60. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Não tem uma melhor fonte. Deve ser levada em consideração as características de cada uma, como por exemplo teor de P, custo, se possui outros nutrientes como o nitrogênio no MAP, o cálcio e o enxofre no Super Simples, por exemplo.
Ainda, existem as fontes de fósforo protegido que devem ser analisadas também com relação a custo e recomendação do fornecedor.
Não. Isso acontece com as fontes de fósforo reativos, que sofreram separação do cálcio em sua composição através da utilização de ácidos.
As outras fontes não têm, mas possuem liberação lenta apresentando eficiência baixa.
Pode. Quando se realiza o chegamento de terra é aconselhável ter uma pessoa vindo depois do trator para desafogar essas mudas e se o implemento não estiver bem regulado ainda pode causar o tombamento ou quebra dessas mudas e ferimentos.
Um ponto importante também é ter umidade no solo para não formar torrões que também podem atrapalhar o desenvolvimento das mudas.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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O post 11 perguntas comuns em relação ao plantio de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Época de plantio do café: qual a influência no desenvolvimento do cafeeiro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>De acordo com um estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.
O autor comparou o plantio de café em 6 épocas, sendo elas nos meses: outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março, com o intuito de verificar a melhor época de plantio.
Figura 1. Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).
As avaliações de crescimento, foram realizadas em duas épocas, uma no período seco (julho) e outra no período chuvoso (janeiro), e observou-se que ambas apresentaram a mesma tendência, à medida que o plantio foi realizado mais tardiamente, resultou em menor altura, diâmetro do caule e crescimento dos ramos plagiotrópicos das plantas.
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Os gráficos abaixo mostram a tendência de diminuição da altura de plantas (cm), diâmetro de caule (mm) e comprimento dos ramos plagiotrópicos (cm), à medida que os plantios são realizados mais tardios.
Figura 2. Altura de plantas (cm) nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).
Figura 3. Diâmetro do caule (mm) nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).
Figura 4. Comprimento do ramo plagiotrópico nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).
Dessa forma, de acordo com os resultados deste estudo, nota-se que a partir de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.
Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica. Por isso, aqueles plantios realizados mais cedo, apresentam um maior incremento no crescimento das plantas de café.
Além disso, vale destacar que, plantios mais tardios, além de afetar esse crescimento e desenvolvimento inicial das plantas, podem acarretar uma maior taxa de replantio, aumentando assim o custo de implantação da lavoura e afetando diretamente nos resultados do produtor.
Figura 5. Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Figura 6. Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Figura 7. Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Dessa forma, os meses outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam boas condições para o plantio, proporcionando assim uma maior disponibilidade de água para o desenvolvimento dessas plantas, como foi observado nas fotos acima.
Desenvolvimento de lavoura do cultivar Catuaí 62, com espaçamento 3,70 m x 0,50 m, com plantio em novembro de 2019.
Essa lavoura está com manejo utilizando a Braquiária Ruziziensis na entrelinha, com linhas alternadas. Município: Jacuí/MG. (Foto tirada em junho de 2020 – 7 meses de idade)
Figura 8. Lavoura de Catuaí com plantio em novembro de 2019. (Foto: Diego Baquião).
Vários são os fatores que influenciam para se ter sucesso na implantação de uma lavoura de café.
Dentre eles, a época de plantio é um fator que pode interferir no crescimento e desenvolvimento inicial das plantas, dessa forma, plantio realizados mais cedo trazem maiores crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente maior possibilidade de maiores produtividades nas primeiras safras, proporcionando assim aos cafeicultores um retorno mais rápido do investimento na formação da lavoura.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Braquiária na entrelinha do cafeeiro: um guia com os benefícios e como manejar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esse manejo acarretava em aquecimento excessivo da superfície do solo, evaporação da água do solo mais rápido, impacto direto da água da chuva no solo e além disso, podendo acarretar em erosão do solo.
No entanto, atualmente muitos produtores já realizam o manejo do mato na entrelinha do cafeeiro. O consórcio consiste no cultivo da braquiária na entrelinha do cafeeiro, respeitando uma distância de um metro de cada lado da linha, a fim de não haver competição com o cafeeiro.
Após o corte da braquiária, seu resíduo é colocado na linha do cafeeiro, trazendo muitos benefícios.
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Muitos são os benefícios proporcionados por esse consórcio, isso porque, o resíduo da braquiária mantido na linha do cafeeiro:
A braquiária na entrelinha do cafeeiro atua diminuindo o risco de erosões do solo, seu sistema radicular ajuda na estruturação do solo, devido a decomposição de parte das raízes que ocorre após a ceifa dessa gramínea.
Outro aspecto importante, é a redução no uso de herbicidas no cafeeiro, isso porque, a sua utilização é feita somente na linha do cafeeiro, uma vez que a entrelinha é manejada com roçadas.
Além disso, em lavouras novas, esse consórcio atua como quebra vento, evitando problemas de tombamento de mudas, que é comum em áreas sujeitas a ventos fortes.
Palhada da braquiária na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Para a escolha da cultivar a ser plantada, deve-se observar algumas características, pois cada cultivar possui sua particularidade.
A Brachiaria brizantha (Urochloa brizantha) ou braquiarão, apresenta crescimento entouceirado, dessa forma não cobrindo totalmente o terreno. Por isso, essa espécie não é recomendada para esse fim, visto que o terreno ficará exposto, não atendendo nosso objetivo de cobrir o solo.
Brachiaria brizantha. (Foto: Diego Baquião)
A Brachiaria decumbens (Urochloa decumbens) ou braquiarinha, é uma cultivar rústica, apresentando boa tolerância ao sombreamento.
Essa braquiária forma touceiras menores, o que proporciona maior cobertura da entrelinha do cafeeiro quando comparada a U. brizantha. Essa espécie é uma boa opção para o manejo do cafeeiro com a brachiaria, podendo ser usada com êxito.
Brachiaria decumbens (Foto: Larissa Cocato)
A Brachiaria ruziziensis (Urochloa ruziziensis) não apresenta tamanha rusticidade quando comparada com a U. decumbens, dessa forma sua formação na área é mais demorada.
No entanto, ela possui grandes vantagens, por entouceirar menos que as outras espécies citadas, ela cobre mais o terreno, demora mais para produzir sementes, se mantendo por mais tempo no período vegetativo e produzindo maior quantidade de massa por hectare. Portanto, essa espécie é uma ótima opção para ser utilizada no manejo com a cultura do café.
(Urochloa ruziziensis) (Foto: Diego Baquião)
Após a escolha da espécie de braquiária a ser colocada na área, é recomendado realizar o plantio com antecedência, deixando a braquiária já formada, e após isso realizar o plantio do café.
No entanto, normalmente as lavouras são arrancadas em julho/agosto e o novo plantio já será realizado em novembro. Neste caso, deve-se optar por semear a braquiária o quanto antes possível, podendo ser realizado o semeio após a abertura do sulco, ou antes da abertura, sendo este último preferido por alguns técnicos.
Para a implantação da braquiária, deve-se aplicar herbicida em área total, após 10 dias realizar o plantio com plantadoras próprias, ou pode ser feito a lanço com adubadoras, onde deve-se utilizar um sistema de rolo ou alguma adaptação que consiga cobrir as sementes na área, pois se não estiverem cobertas as sementes não irão germinar.
A quantidade de semente a ser utilizada irá depender da porcentagem de germinação das sementes e se elas são peletizadas ou não, sendo utilizado em torno de 10 a 20 kgs de sementes por hectare, podendo ser a braquiária decumbens (Urochloa decumbens) ou a braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis).
Para o manejo da braquiária, emprega-se duas práticas:
No período chuvoso, em lavouras de plantio, 1ª e 2ª safra e recepa, realiza-se roçadas alternadas nas ruas. Já em lavouras a partir da 3ª safra, pode-se roçar todas as ruas, e em ambos os casos, sempre que possível, é bom direcionar o mato para a projeção da saia do cafeeiro com o intuito de manter a umidade e fornecer nutrientes.
Manejo da Braquiária com linhas alternadas (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Na foto abaixo temos uma lavoura da cultivar Catuaí 62, com espaçamento 3,70 m 0,50 m, de 7 meses de idade, apresentando o manejo com linhas alternadas utilizando a Brachiaria Ruziziensis (Urochloa ruziziensis).
Manejo de lavoura nova com linhas alternadas utilizando a braquiária Ruziziensis (Urochloa ruziziensis). (Foto: Diego Baquião)
Já no período seco, realiza-se o controle em todas as ruas sem alternar, pois facilita na condução da arruação, salientando que o controle dessa gramínea na entrelinha é feito apenas através de roçadas, sem a utilização de herbicidas.
Na linha do cafeeiro, utiliza-se herbicidas para o controle de plantas invasoras a fim de não exercer competição. É importante destacar, que se deve respeitar uma faixa de controle de 100 cm de cada lado da linha do cafeeiro, de acordo com o estudo de Souza et al. (2006).
Isso porque, estudos mostram a interferência negativa no crescimento das plantas quando há aumento na densidade de plantas da espécie braquiária decumbens, acarretando em redução da área foliar (DIAS et al., 2004).
Braquiária na entrelinha do cafeeiro de lavouras adultas. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Muitos estudos mostram os benefícios proporcionados ao solo e até mesmo as plantas de café, quando manejado adequadamente a braquiária.
De acordo com Silva (2019) o manejo da braquiária na entrelinha do cafeeiro acarretou em maior vigor do cafeeiro tanto na época seca quando na época chuvosa, se comparado ao manejo com o solo exposto (sem cobertura) e a utilização do filme plástico de polietileno (mulching) utilizado na linha do cafeeiro.
Há relatos de efeitos alelopáticos na cultura do café com a utilização dessa gramínea, no entanto, não foi comprovado cientificamente esse tipo de efeito sobre a cultura do café (RAGASSI et al., 2013).
Portanto, o consórcio da braquiária na entrelinha do cafeeiro se mostra uma excelente estratégia de manejo para ser utilizada, isso porque, ela promove diversos benefícios, que pode acarretar em maior vigor as plantas.
Esses benefícios envolvem desde a proteção do solo, reduzindo assim a temperatura do solo e o impacto direto da água da chuva, e até mesmo na possibilidade de fornecimento de nutrientes através da mineralização da braquiária.
Vale ressaltar, que a braquiária deve ser bem manejada, para que não exerça competição com o cafeeiro e possa trazer prejuízos a produtividade da cultura.
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]]>O post Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.
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Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.
O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados.
Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.
Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica.
Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.
Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.
Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.
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Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.
Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.
Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O post Cultivar de soja: como realizar a escolha correta? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.
A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou plantio direto.
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A soja é classificada como planta de dias curtos, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.
O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.
Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.
Fonte: Alliprandini et al., (2009)
Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.
Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.
Neste tipo de hábito, as plantas atingem 90% de sua altura até o período de florescimento. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os estádios fenológicos.
Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um rácemo longo e muitas vagens no nó terminal.
Fonte: Agroprecision
Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.
Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre de forma escalonada, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.
Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.
Em caso de se escolher trabalhar com sementes de soja, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.
Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo. Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na colheita dos grãos.
Em áreas que ocorrem mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.
Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.
Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a mancha-alvo e, ainda, uma das principais pragas, que são os percevejos? Esteja atento!
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]]>O post Buva no cafeeiro: como realizar o manejo dessa planta daninha? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.
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A planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada (Lorenzi, 2014), essa incidência de plantas daninhas podem interferir no desenvolvimento da cultura de interesse, devido a competição por água, luz, CO2 e nutrientes.
Nesse sentido, devemos ficar atentos a ocorrência de plantas invasoras, principalmente aquelas de difícil controle.
Buva (Conyza spp)
Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro.
A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de outras plantas daninhas, como por exemplo a Buva.
Além disso, este manejo protege o solo e reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, visto que, serão realizadas apenas triações químicas na linha.
Nesse sentido, deve se estar atento a ocorrência dessas plantas na linha de plantio, uma vez que a buva pode exercer grande competição com o cafeeiro, e seu controle pode ser dificultado.
No controle químico, pode-se utilizar herbicidas inibidores da protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin, Carfentrazone-ethyl e Saflufenacil, ou também pode se utilizar o Metsulfuron.
A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O post Como realizar a análise da amostragem de solo corretamente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.
Para proceder a essa análise do solo, existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos.
O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo.
Quando uma amostragem é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.
O termo gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo, tais como:
Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que uma gleba não seja superior a 10 ha.

Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.
Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.
Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação.
Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contaminações da amostra.

Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem


(Brasil, 2002)
Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano, independente da cultura.
Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo.
O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.
Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.
As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.
Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.
Para implantação de culturas perenes ou quando se usa gesso, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm).
A amostragem nas camadas subsuperficiais é realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.
Para a realização de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.


Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.
Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com auxílio da pá de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.
Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na área (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.
Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.

Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte

(Brasil, 2002)
Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta.
Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado.
Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.
Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados.
Não deixe de realizar a análise do solo! É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu máximo potencial produtivo.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a biologia do patógeno envolvido. Com essas informações em mãos é possível tomar as melhores decisões para a proteção da lavoura.
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Com quais doenças você já se deparou na cultura do trigo? Em qual fase de desenvolvimento da lavoura?
De todas as enfermidades do trigo, a brusone, chamada de branqueamento da espiga, é provavelmente a responsável pelos maiores prejuízos.
Causada pelo fungo Pyricularia grisea seus danos aparecem durante o espigamento da cultura. Quando sua infestação é alta e a eficiência de controle é baixa, as perdas podem chegar a 50% no rendimento de grãos.

Para conhecer melhor essa doença, fique atento aos 4 pontos mais importantes sobre a brusone que trataremos a seguir.
A ocorrência da doença é favorecida em condições de elevada precipitação pluvial, dias nublados e temperaturas variando entre 24 – 28°C. Locais onde o período de orvalho é longo, cerca de 15 horas, criam condições favoráveis à disseminação do patógeno, além de um período de 10-14 horas de molhamento sobre as espigas.
Os maiores danos com essa doença ocorrem quando as condições descritas coincidem com o período de desenvolvimento da lavoura, que vai do emborrachamento até o grão leitoso.
Uma das maneiras de gerenciar o risco da brusone é conhecer as características climáticas do local de cultivo, a época de florescimento da cultivar plantada e integrar essas informações à época de plantio da lavoura.
A brusone pode sobreviver em sementes infectadas, hospedeiros secundários ou em restos culturais, este último pode ser considerada a principal fonte de inóculo do patógeno.
Seus esporos são pequenos e leves, facilmente dispersos pelo vento e podendo atingir áreas muito distantes da fonte de origem, parecido com o que ocorre com as ferrugens.
As plantas que podem ser hospedeiras alternativas da brusone são: milho, milheto, arroz, cevada, azevém e algumas gramíneas nativas. Desta forma é importante observar a presença de plantas invasoras que podem hospedar o patógeno, bem como sucessão com plantas hospedeiras em áreas de ocorrência de brusone.
Os principais sintomas podem ser observados na espiga devido à sua descoloração, ela pode se tornar branca principalmente na sua metade superior (acima do ponto de infecção).
O principal ponto de infecção dessa doença na espiga é a ráquis, a qual uma vez infecta apresenta lesões escuro-brilhantes.
No campo é fácil identificar o patógeno, pois a espiga fica com uma coloração dupla, branco-palha acima da infecção e verde abaixo.
Em uma observação atenta da lavoura também possível identificar ocorrência de brusone nas folhas do trigo, causando lesões elípticas com margem de coloração marrom escuro e centro acinzentado. Os grãos nas espigas atacadas pela doença são menores e enrugados, isso ocorre devido à interrupção no fluxo de nutrientes a partir do ponto de infecção na ráquis.
Escala diagramática de brusone no trigo. / Fonte: EMBRAPA Trigo, Maciel (2015)
Folha de trigo com sintoma de brusone. / Fonte: EMBRAPA
O controle da brusone é bastante difícil, o manejo mais eficiente deve integrar:
Um dos entraves no controle químico é a dificuldade de atingir o alvo da aplicação por conta das características das espiguetas de trigo, o que pode resultar em índices de controle não satisfatórios.
Para melhorar o manejo da brusone é necessário ficar atento às condições climáticas durante a fase reprodutiva da cultura, iniciar a aplicação de fungicida no final do emborrachamento e repetir a pulverização no florescimento (cerca de 15 dias após a aplicação anterior). Nesse caso uso de adjuvantes específicos contribui para aumentar a eficiência da aplicação.
Diferença duas cultivares de trigo em relação à susceptibilidade a doenças.
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]]>O post Adubação nitrogenada na cultura do milho: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por hectare no caso da soja. No entanto, a média nacional é menos animadora nesse aspecto, sendo 5 toneladas/ha de milho e 3,4 toneladas/ha de soja.
A queda na produtividade, na maioria das vezes, está ligada à baixa fertilidade do solo e manejo nutricional inadequado da lavoura.
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É possível transformar esse tipo de situação que causa prejuízo, em algo benéfico. Tendo o conhecimento adequado e aplicando em suas lavouras, a produção possui grandes chances de aumento, principalmente na cultura dos cereais.
Isso não implica, porém, no aumento da área de plantio. Com as técnicas corretas, você pode produzir mais no mesmo espaço. Uma delas é ter em mente o que sua cultura de fato precisa e o que ela exige nutricionalmente.
A exigência nutricional da cultura é fundamental para as tomadas de decisões quanto à fertilidade. Ela é determinada pela quantidade de cada nutriente extraído do solo pela planta (tabela 1).
É importante ter em mente que tanto os macronutrientes, quanto os micronutrientes, fazem total diferença à resposta da cultura, que pode produzir mais ou menos.
Um dos macronutrientes de maior impacto é o nitrogênio. Além de ser o nutriente que o milho mais absorve, em sua grande maioria, também é o de melhor custo-benefício.
Imagem 1. Adubação foliar com Nitrogênio líquido – Fonte: Revista Campo e Negócio
Para seguir adiante com a recomendação da quantidade de adubo nitrogenado ideal, uma série de fatores deve ser considerada, tais como:

Segundo Coelho e seus colaboradores (2007), para que um produtor de milho consiga atingir uma produção equivalente a 9,2 toneladas de grãos em um único hectare, serão necessários 185 Kg/ha de nitrogênio. Estes mesmos resultados são comprovados por Coelho e França (2005), como citados na tabela 1.
Já nas pesquisas feitas por Casagrande e Fornasieri Filho (2002), o aumento nas doses de nitrogênio resulta em teores maiores não só do próprio Nitrogênio (N), mas também de Fósforo (P), Enxofre (S) e Zinco (Zn) nas folhas de milho.
Repare que o fósforo também é um dos macronutrientes e tem sido cada vez mais limitante, então o uso do nitrogênio é extremamente necessário.
Além do mais, o enxofre, quando absorvido pela planta, também auxilia na defesa contra patógenos, no aumento da oferta de proteínas e aminoácidos essenciais e no controle hormonal para o crescimento. O mesmo é observado no micronutriente de zinco.
Tudo isso contribui para a qualidade final do milho.
Muito produtor cerealista acaba por tentar o caminho mais fácil que é a compra do fertilizante nitrogenado, mas muitos não sabem que até a origem desse macronutriente pode ter peso significativo.
A fonte de nitrogênio é importante para definir o modo de aplicação e em qual época será melhor aproveitada pela planta. Isso evita perdas e aumenta a velocidade de disponibilidade deste nutriente para a planta.
Para adubação na cultura do milho, são usadas basicamente, três fontes de nitrogênio:
Imagem 2. Ureia – fonte de N
Na pesquisa conduzida por Meira (2009), cuja finalidade do experimento era avaliar diferentes dosagens e fontes distintas de Nitrogênio, concluiu-se que a produção de grãos aumenta com o acréscimo na dosagem do nutriente, porém não há diferença entre as fontes de nitrogênio utilizadas.
Apesar do aumento do fornecimento de nitrogênio ter tido uma boa resposta, a superdosagem pode reduzir a produtividade e causar toxicidade na planta devido ao efeito salino, segundo Jandrey (2019 – Pioneer).
Assim sendo, é preciso ter cautela e conhecer muito bem sobre fertilizantes, necessidades da cultura e adequação ao seu solo.
Entre os estádios V3 a V6 é o período em que a planta tem maior demanda de nitrogênio, afinal, é nesse período de desenvolvimento que ela estará definindo o seu potencial produtivo.
No entanto, essa também é a melhor época para se realizar a adubação de cobertura, e por outro lado, a não aplicação do nitrogênio ou fornecimento fora da época recomendada pode causar grandes perdas de produção!
Imagem 3. Estádios fenológicos do Milho – Fonte: Mais Soja
Há a comprovação desse dado por Fancelli e Casadei (Tabela 2), onde as melhores respostas à produtividade de grãos ocorreram quando as adubações de cobertura foram feitas entre os estádios V2 e V6.
Tabela 2. Resposta à produtividade de grãos sob a aplicação de nitrogênio. Fonte: Fancelli e Casadei (dados não publicados)
A prática mais comumente usada entre os produtores é a aplicação de no máximo 1/3 da dose total de Nitrogênio, desde que esse valor não passe de 50 kg/ha de N na fase de cobertura.
O outros 2/3 desse fertilizante, aplicam a lanço ou incorporam entre estádios V3 até o V6.
Quando o solo onde a cultura se desenvolve é do tipo arenoso, o recomendado é que a dose seja parcelada em 2 ou 3 vezes.
Ainda assim, é possível observar que não existe a necessidade de fornecer nitrogênio em estádios fenológicos avançados. Isso porque, além de não contribuir para o aumento de produtividade, essa prática pode favorecer a ocorrência de doenças como helmintosporiose, ferrugem e cercosporiose.
O resultado benéfico a respeito da aplicação de N em estádios fenológicos iniciais é comprovado pela pesquisa conduzida por Uhart e Andrade, na publicação de 1995 e citada por Fancelli em publicação de 2010.
Os pesquisadores constataram ainda, que nos 15 dias após a floração, o milho remobilizou entre 28 kg/ha e 100 kg/ha de N absorvido nos estádios iniciais. Esse dado representa de 18% a 42% daquele presente na biomassa (planta).
Desse total mobilizado, cerca de 46 a 50% foi proveniente das folhas, enquanto de 54 a 60%, estava presente no colmo da planta.
É inegável, portanto, a importância desse nutriente à planta.
Fica claro que o nível de informações geradas pela pesquisa e comprovadas através de experimentações em campo, devem ser absorvidas pelo produtor que busca aprimorar o uso eficiente dos fertilizantes e obter elevadas produtividades.
Nesse quesito, buscar informações atualizadas, com quem entende do assunto, fará total diferença para aqueles que querem obter maiores produções e com qualidades dentro das exigências de mercado.
Culturas cerealistas, principalmente, demandam mais atenção, pois são anuais e de grande impacto econômico nacional.
O nitrogênio tem um grande peso, como dito neste artigo, mas também salientamos não ignorar os micronutrientes. Existe na fertilidade uma expressão conhecida como Lei do Mínimo que diz: “a produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor quantidade no solo, ainda que os demais estejam adequados, ele não supre essa necessidade.”
Tudo isso, unindo ainda a época de aplicação, se será por meio de sólidos ou líquidos, necessidade específica de cada cultura e do solo, faz com que seja necessário entender mais a fundo as várias etapas e processos da fertilidade.
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]]>O post Tifton 85: manejo químico de plantas daninhas em pastagens apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As plantas daninhas causam maiores danos e prejuízos aos produtores agrícolas do que as pragas e doenças, constituindo-se a maior barreira para o desenvolvimento de muitas regiões do mundo. Além disso, promovem anualmente, perdas nas atividades agrícolas de aproximadamente 30%.
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As plantas daninhas presentes nas áreas de pastagem podem afetar diretamente a “utilização da forragem” por parte do animal em pastejo e a conversão alimentar:
1. Animais evitam as áreas infestadas por plantas daninhas, ocorrendo a seleção de pastejo, o que prejudica a utilização da pastagem;
Pastagem de tifton – Seleção de pastejo devido a presença de plantas daninhas.
2. Ambientes sombreados aumentam a relação haste/folha, diminuindo a qualidade da forrageira, prejudicando a conversão (GOULART et al., 2007).
De acordo com estudos realizados por Goulart e Corsi (2009) as plantas daninhas dificultam o pastejo em suas proximidades.
Plantas sem espinhos (ex: leiteiro) tem ação de impedir o acesso animal em até um raio de 1 m, enquanto que plantas com espinho (ex: Joá) impedem o consumo em um raio de até 1,5 m.
O objetivo deste artigo é discutir sobre o manejo químico de plantas daninhas em pastagens de tifton 85, levando em consideração as principais moléculas de ação herbicida disponíveis no mercado.
Antes de iniciar o manejo químico é muito importante realizar o levantamento das plantas daninhas infestantes, identificando as espécies presentes, levando em consideração a frequência de ocorrência, densidade populacional e a dominância sobre a forrageira.
Feito isso o próximo passo é definir qual herbicida é o mais indicado para tal situação.
Os herbicidas que possuem em sua fórmula estes ingredientes ativos, são indicados para o controle em pós-emergência de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas e semi-arbustivas.
São indicados para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas, semi-arbustivas, arbustivas. Quando destinados ao controle de arbustos, elimine a parte aérea da planta, próximo ao solo e logo em seguida aplique o herbicida sobre o toco.
Obs: Cuidado com o ingrediente ativo “Picloram”, pois possui um longo período residual.
De acordo com Silva e Silva (2007), citado por Bibiano et al. (2012), o Picloram apresenta uma longa persistência nos solos (meia vida de 20 a 300 dias), ocorrendo sua degradação mais rápida em condições de calor e alta umidade.
Em função de seu longo efeito residual, em muitos casos, quando são implantadas culturas sensíveis como o feijão, soja, olerícolas, frutíferas entre outras, em áreas onde foi utilizado herbicida à base de picloram, ocorrem problemas de fitotoxidade que podem ser notados visualmente (BIBIANO et al 2012).
Bibiano et al. (2012) demonstrou em um ensaio experimental realizado na casa de vegetação na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina/MG, o efeito da contaminação do solo sobre a germinação em plantas de feijão.
Marca comercial utilizada foi o padron® (Picloram. sal trietanolamina 388 g/L), nas seguintes doses 0,000; 0,004; 0,008; 0,017; 0,033; 0,066; 0,133, 0,266 l .ha-1.
Plantas de feijão tratadas com diferentes doses de Picloram em pré-emergência, aos 5 dias após a semeadura (1 = 0,266 l.ha-1 de padron®)
São indicados para o controle em pós-emergência de mono e dicotiledôneas que se reproduzem por sementes, apresentando melhores resultados no controle das monocotiledôneas. São muito utilizados para o controle de plantas do gênero brachiaria.
Utilizados para o controle de plantas daninhas mono e dicotiledôneas em pré e pós-emergência, no entanto costuma ser mais eficiente no controle das dicotiledôneas.
O uso de produtos que apresentam associações entre os ingredientes ativos Diuron + MSMA é muito comum entre os produtores rurais. Geralmente, este manejo é adotado em áreas que apresentam altas infestações de monocotiledôneas (ex: braquiária, capim-colchão, etc), dicotiledôneas (ex: caruru, joá, guanxuma, etc) e possuem um vasto banco de sementes.
Estes tratamentos apresentam bons resultados em virtude dos produtos à base de Diuron serem excelentes no controle de dicotiledôneas e na pré-emergência das plantas daninhas em geral e os produtos a base de MSMA serem bastante eficientes no controle das monocotiledôneas.
Antes de realizar qualquer manejo químico, é imprescindível consultar um profissional especializado. A utilização de herbicidas de maneira errônea ou em momentos inoportunos causam impactos negativos no custo de produção além de prejudicar o meio ambiente.
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]]>O post Palma forrageira na alimentação animal: uma opção para o semiárido apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As adversidades climáticas, marcadas por má distribuição de chuvas e falta de grandes áreas adequadas à agricultura, restringem a utilização da terra, sendo a pecuária uma alternativa de menor risco.
No contexto da produção de leite, existe, nesta região, um grande potencial para a produção de alimentos, principalmente devido às altas temperaturas e luminosidade durante grande parte do ano, o que favorece crescimento de forrageiras tropicais, como a Brachiaria.
Somado a isso, em localizações específicas, os recursos hídricos estão disponíveis em abundância e a utilização da irrigação se torna uma opção promissora para a região.
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Fonte: IBGE (PPM, 2009)
No entanto, grande parte da produção ainda está concentrada em áreas do semiárido, que hoje corresponde a 53% do território do nordeste. Esta região é caracterizada pela irregularidade de chuvas, com precipitações anuais médias que giram entre 500 e 1000 mm, com grandes extensões abaixo de 700 mm, inviabilizando ou comprometendo a produção de forragens ou grãos (Lira, 1981).
Diante desta realidade, surgem alguns questionamentos:
A resposta é sim!
Exemplos disso estão nos números de produtividade de rebanho alcançados em estados como Alagoas e Pernambuco, que evidenciam o potencial destas regiões. E com certeza, um dos grandes diferenciais está na utilização da palma forrageira na alimentação dos rebanhos.
Comparação de Pernambuco e Alagoas em relação a outras áreas produtoras de leite do Brasil, 2001 / Fonte: Embrapa Gado de Leite (2003)
As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de ser utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.
Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.
A partir daí, centenas de trabalhos vem identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.
Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:
Palma gigante (Opuntia ficus-indica)
Palma Miúda ou doce (Nopalea cochenillifera)
Quando se fala em alimento de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, silagem de milho e silagem de sorgo.
E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.
Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.
Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muita estratégica em algumas regiões.
Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.
Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)
Comparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil
Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.
Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.
Em tempos onde o preço dos insumos alimentares como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.
Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).
Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.
Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão (Lima et al., 1981), tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.
É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?
Custos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / Adaptado de Suassuna (2009)
Custos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras
Apesar de ser considerada uma forragem, a palma forrageira apresenta características de um alimento concentrado, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.
Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à dieta, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empazinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.
Portanto, a escolha do volumoso que deverá ser associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que silagem de Milho e Sorgo.
Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, menos palma deve ser utilizada.
A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.
No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.
Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.
Estimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / Fonte (Ferreira, 2005)
Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN).
Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de capim Tifton nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.
Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.
A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de 2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.
No entanto, foi detectada diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.
Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.
Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.
A utilização da palma já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.
O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.
É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.
Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.
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]]>Se bem manejada, esta cultura pode produzir 150 a 200 toneladas/ha de massa verde em um único corte. A época de plantio deve ser baseada no objetivo da sua produção.
A baixa produtividade obtida por alguns produtores está diretamente ligada à utilização de práticas inadequadas de manejo como: controle de pragas e doenças, combate a plantas daninhas, adubação de cobertura, época de corte, dentre outras.
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A escolha da variedade a ser implantada vai depender de uma série de fatores como:
Tabela 1. Época de Colheita em Função do Ciclo de Maturação das Variedades /Fonte: Oliveira (2010)
Com base na finalidade do canavial e de acordo com o planejamento anual da fazenda, são definidas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:

Antes do plantio da cana, devem ser observados alguns fatores como:
O cumprimento de todas essas etapas e o monitoramento da cultura ao longo de todo o ciclo, aliado às condições ambientais favoráveis durante o ciclo da cultura, garante ao produtor a chance de explorar todo potencial produtivo da cana-de-açúcar.
Esse método é muito utilizado por pecuaristas com urgência de alimentos para os animais, pois proporciona rápida produção de alimento. O canavial apresenta baixa produtividade no primeiro ano.
Nesse sistema, o plantio da cana é realizado no início da estação chuvosa (outubro a dezembro). A planta tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de março a abril e nos próximos meses inicia-se o processo de maturação. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.
Abaixo, segue o custo de formação de um canavial na região central de Minas Gerais.
Tabela 2. Custo de Formação de Canavial na Região Central de Minas Gerais Safra 2011/2012
No sistema de cana-de-ano, deve ser tomado grande cuidado durante o plantio em solos sujeitos à erosão, já que ficará exposto durante toda a estação chuvosa.
É um método onde a cultura terá de 15 a 18 meses para se desenvolver, obtendo-se assim altas produtividades logo no primeiro ano. É um método muito usado por usinas e destilarias.
A cana de ano e meio é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março) época em que a planta encontra condições ideais de temperatura e umidade para seu desenvolvimento, permitindo assim brotação rápida e completo pegamento das mudas, reduzindo também o índice de doenças nos toletes.
O crescimento da planta é retomado com a chegada do inverno (abril a setembro) e finalmente tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de outubro a abril. Nos meses seguintes, a planta inicia o seu processo de maturação até completar 15 a 18 meses. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.
Uma grande vantagem desse sistema é que o plantio não coincide com a colheita e há um melhor controle de plantas daninhas e também menor incidência de doenças.
Na figura abaixo, é possível perceber o comportamento do desenvolvimento de uma cana-de-ano em relação a cana-de-ano-e-meio.
Figura 1: Ciclos de Cana-de-açúcar e variações na temperatura e pluviosidade na Região Centro-sul do Brasil. Fonte: Castro (1999) citado por Maximiliano (2002)
Esse sistema é adotado em propriedades em que há disponibilidade de irrigação, pois o plantio é realizado na época seca do ano.
O canavial apresenta altas produtividades já no primeiro ano, pois é possível controlar a disponibilidade de água no solo.
Experimento conduzido por Moura et al (2005) no município de Capim-PB, comprovaram que a irrigação contribui para uma maior produção de matéria verde do canavial quando comparada com um tratamento sem irrigação.
Figura 2. Produção de Cana-de-açúcar em relação a Diferentes Adubações de Cobertura em Áreas Com e Sem Irrigação /Fonte: Adaptado Moura, et al (2005)
O melhor sistema é aquele que atenderá as necessidades de cada produtor. Para isso, é necessário avaliar bem cada sistema levando em consideração a finalidade de sua produção e os recursos disponíveis em sua propriedade.
A cana-de-açúcar é uma cultura que se bem conduzida exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. Porém, só será produtivo durante todo esse tempo com produtividade alta se forem seguidas todas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e controle eficiente de plantas daninhas, colheita no período correto conforme recomendado pelo técnico responsável.
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]]>De maneira geral as plantas de café absorvem quatro vezes mais cálcio em relação ao magnésio. Esse nutriente apresenta papel importante como componente estrutural da clorofila e ativação enzimática, participando assim, de vários processos vitais no metabolismo das plantas, como fotossíntese, respiração, síntese de carboidratos e outros.

Folhas de cafeeiro com sintomas de deficiência de magnésio
Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café
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Atualmente alguns consultores e produtores trabalham para deixar o teor de Magnésio no solo acima de 1,5 Cmol/dm³, visto as altas produtividades alcançadas ocasionando em maior extração no solo.
Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de folha na cultura do café
Atualmente um dos fatores que mais ocasionam deficiência deste nutriente nas plantas é o alto teor de potássio no solo.
Em muitos casos a utilização de adubação com Potássio nas lavouras tem sido exagerada somando-se com a falta de fornecimento de Magnésio. No solo uma boa relação Ca:Mg:K seria 9:3:1 ou 25:5:1 o que na maioria dos casos não ocorre.

Deve-se tomar muito cuidado pois neste caso a lavoura apresenta agravamento nos sintomas das doenças que dificilmente são controladas por fungicidas.
Por ser um nutriente móvel, a deficiência de magnésio ocorre inicialmente nas folhas velhas, com clorose entre as nervuras, devido à redução no teor de clorofila.

O fornecimento do magnésio é feito normalmente por calcário com maiores teores de magnésio. Salientando a importância de se suprir a demanda de Mg via calcário, visto que, as outras fontes de Mg são mais dispendiosas quando comparado ao fornecimento pelo calcário.
Em lavouras que apresentarem deficiência desse nutriente, faz se o fornecimento por óxido de magnésio (45-54% de Mg) (Alcarde, 2007) ou por sulfato de magnésio (9% de Mg). Entretanto, esses casos são menos comuns, devido aos custos.
Além disso, alguns técnicos realizam aplicações via foliar com Mg no início e no fim do período seco, devido à dificuldade de absorção nesse período.
“Parâmetros para se trabalhar na interpretação de uma análise de solo“.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
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Além de ser uma fonte de adubo orgânico liberando gradualmente os nutrientes, a casca de café também tem como benefícios:
Além disso, ela atua no controle de crescimento de plantas invasoras na projeção da saia do café, tanto de maneira física, impedindo a germinação de sementes, como também de forma alelopática, como mostra o trabalho de Santos et al. (2001), que houve influência das coberturas mortas de casca de café (Coffea arabica L.) e casca de arroz (Oryza sativa L.) sobre o controle do Caruru-de-macha (Amaranthus viridis l.) em lavoura de café.
Fato extremamente vantajoso, visto que além de todos os benefícios citados acima, a casca de café pode ter influência no controle de plantas daninhas, podendo dessa forma diminuir os custos com triações na lavoura.
A casca de café fornece nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), com teores em torno de 1,5 de N, 0,15 de P e 3,0 de K, como mostra a tabela abaixo com a composição de NPK em alguns adubos orgânicos usados na cultura do café.
Esses macronutrientes possuem grande participação no metabolismo das plantas.
Fonte: Matiello et alli, Cultura do Café no Brasi l- Manual de Recomendações, Mapa Fundação Procafé, Ed 2010.
O potássio além de outras funções na planta é um nutriente com grande influência na qualidade de bebida. Vários autores comprovam esta afirmativa, como o estudo de (Silva et al., 1999) que avaliando diferentes fontes e doses de potássio concluíram que o aumento das doses desse elemento químico influencia diretamente na qualidade de bebida.
Garcia e colaboradores (2004) concluíram que a palha do café em coco, a palha do café despolpado e o pergaminho do café cereja descascado apresentam boas características para uso como adubo orgânico, porém, o pergaminho apresenta menor densidade e baixo valor nutricional.
Entretanto, deve-se estar atento também a lixiviação de potássio, um estudo comparando cinco tipos de resíduos do benefício de café, sendo eles:
Foi observado que na dose de 300 kg há-1 K2O obteve-se menor lixiviação de K com aplicação de K mineral nas cascas de café compostadas por um ano e café bóia.
Já as cascas de café cereja e do café natural seco em coco (normalmente utilizada na lavoura) apresentaram valores de lixiviação intermediários e a casca de café enriquecida e compostada por três anos foi o material que mais lixiviou (Zoca, 2012).
Dessa forma, a aplicação de K na forma de resíduos do benefício não evita perda por lixiviação, por isso deve-se considerar as possíveis perdas desse potássio oferecido pela casca de café.
Barros e colaboradores (2001) realizaram um trabalho comparando a produtividade da lavoura com a aplicação de palha de café seca, esterco e adubação exclusivamente química, e observaram que a associação de adubo químico e orgânico é extremamente benéfico a produção do cafeeiro em relação a adubação exclusivamente química, e além disso, nas doses 1,0, 2,0, e 4,0 Kg/cova de palha de café seca houve aumento crescente na produção.
Produção anual, média de cinco safras (1997/2001), em cafeeiros do cultivar Catuaí 44, do ensaio de doses e modos de aplicação de palha de café e esterco de gado associado ao adubo químico, na formação e produção do cafeeiro. Martins Soares – MG – 2001.
A recomendação para a casca é a aplicação de 5 a 10 toneladas por hectare. A aplicação dessa casca de café seca é feita em cobertura.
Deve-se sempre considerar o equilíbrio entre o potássio, cálcio e magnésio no solo, visto que a palha de café possui um alto teor de potássio e baixo teor de magnésio e cálcio, ressaltando que no solo esses nutrientes devem sempre ficar na relação adequada.
Outro importante fator a considerar é a respeito da utilização em lavouras de plantio, pois necessitam de pouco potássio .

Em relação ao armazenamento dessa casca, é recomendada que ela seja aplicada nas lavouras logo após a colheita.
Caso não seja possível essa prática, deve-se proteger com lona, para evitar a perda dos nutrientes por lixiviação devido a ação da chuva, ou realizar a compostagem da mesma com qualquer outra forma de esterco, enriquecendo ainda mais o material que poderá ser utilizado em lavouras em produção ou no sulco de plantio.
Mistura de esterco de curral e palha de café. Fonte: Diego Baquião
Aplicação da casca de café. Fonte: Diego Baquião
Por ser um resíduo da fazenda, não são necessárias despesas adicionais para a compra desse adubo orgânico, os custos gerados são apenas de sua aplicação na lavoura, considerando a importância de uma prática que não encareça os custos de produção, uma vez que quanto maior esses custos, menor o lucro do produtor.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação da secagem em secadores mecânicos.


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]]>Essas plantas invasoras podem trazer diversos malefícios, além da competição por água, luz, CO2 e nutrientes, elas podem servir como hospedeiras de pragas e doenças.
Destaca-se este problema no período mais seco, com falta de chuvas, devido a agressividade dessas plantas, principalmente as gramíneas, que possuem o metabolismo C4, dessa forma, apresentando maior eficiência do uso da água quando comparado ao cafeeiro, com metabolismo C3.
Por isso, essas plantas possuem grande poder de competição com cafeeiro, podendo resultar em atrasos no desenvolvimento das plantas, com posterior redução da produtividade.
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Nesse sentido, a tiririca (Cyperus rotundus L.) é uma planta daninha pertencente à família Cyperaceae, com altura em torno de 10 a 60 cm e reprodução quase exclusiva por tubérculos.
Devido a sua alta agressividade, essa planta pode exercer grande competição com o cafeeiro.
Tiririca (Cyperus rotundus). Fonte: techieoldfox
Por isso, como mostram as fotos abaixo, as plantas de café que possuem plantas de tiririca próximas, sentiram mais do que as plantas de café que estão com o solo exposto, isso porque, a competição das plantas invasoras não é somente por água, mas também por nutrientes.
Plantas de café sentido a seca e a mato competição exercida por plantas daninhas. (Foto: Diego Baquião)
Plantas de café na mesma época, sentindo menos a seca, sem a presença de plantas daninhas na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Souza et al. (1999) determinaram os teores de nutrientes e a relação C/N presente na matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (Tiririca), e encontraram os valores abaixo:
Valores dos macronutrientes da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Valores dos micronutrientes, carbono e a relação C/N da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Dessa forma, o manejo adequado de plantas invasoras é de grande valia, visando não possuir interferências no crescimento e desenvolvimento do cafeeiro.
Deve-se realizar um manejo de plantas daninhas em lavouras em formação e em lavouras adultas.
Esse manejo deve ser feito antes que as plantas invasoras atinjam o florescimento, principalmente quando jovens, pois seu controle é mais fácil, e a competição pelos nutrientes do cafeeiro será pequena.
O controle pode ser feito através da utilização de herbicidas, controle mecânico ou mesmo manejando plantas de cobertura na entrelinha.
No controle químico, pode se utilizar os herbicidas:
Destacando a importância de se rotacionar os modos de ação, evitando possíveis plantas resistentes, em alguns casos encontra-se plantas com determinada resistência e neste caso pode ser utilizado a aplicação sequencial do herbicida como é o caso do glyphosate.
A utilização de plantas de cobertura na entrelinha, além de atuar no controle de plantas invasoras por competição física, também atuam protegendo o solo contra erosão, ciclam nutrientes e estruturam o solo.
Entretanto, quando não manejadas, elas também podem exercer competição com o cafeeiro, por isso, recomenda-se que a braquiária fique com distancia de pelo menos 1 metro do cafeeiro.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>Esse cenário tem pressionado a atividade agrícola na direção de uma modernização dos processos, das técnicas e da própria filosofia de produção.
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No mundo contemporâneo, a agricultura moderna é aquela que considera, para os fins de produção, os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais.
Nesse sentido, deve ser dada atenção especial às tecnologias que contribuem para a reciclagem da matéria orgânica, como base para a manutenção da fertilidade do solo e para a nutrição das plantas, além da manutenção da atividade biológica do solo, o equilíbrio de nutrientes e a qualidade da água.
Dentre as diferentes tecnologias aplicáveis aos sistemas de produção, a adubação verde (ou plantas de cobertura) tem destaque, por sua capacidade de contribuir com a melhoria da fertilidade do solo e dos diversos benefícios que pode trazer aos sistemas agrícolas.
Segundo Souza e Alcântara (2008), a adubação verde pode ser definida como a prática utilizada para a fertilização do solo que consiste no cultivo de determinada planta, normalmente uma leguminosa, gramínea e outras, com a finalidade de proteger e melhorar o solo.
A adubação verde tem por foco o cultivo e manejo de diferentes plantas, visando à máxima produção de biomassa, tendo em vista os benefícios que ela pode trazer ao ser incorporada ao solo.
As plantas de cobertura, ou adubo verde, possuem características que as tornam benéficas, o que justifica sua utilização, contribuindo para melhoria do solo do talhão ou área em que é empregada. Estas características são variadas e devem se adequar para cada sistema de cultivo.
Estas plantas devem ser rústicas, produzindo sementes em grande quantidade e de fácil obtenção. Isso é importante para o que o agricultor possa realizar um manejo simplificado, sem a necessidade de adquirir maquinários específicos, o que representaria gastos adicionais.
O desenvolvimento inicial intenso e sistema radicular vigoroso são ótimas características que permitem um fechamento rápido da área. Essa característica também contribui para o controle de plantas daninhas por supressão ou competição.
A adaptabilidade da planta ao clima e à fertilidade do solo é fundamental para que ela cresça adequadamente. Ainda que rústicas, é importante garantir uma condição mínima para sua nutrição, o que contribui para o seu melhor desempenho e a obtenção dos benefícios almejados.
O conhecimento da fenologia e do hábito de crescimento é extremamente importante para o planejamento de uso da adubação verde.
Essas características devem ser observadas para a modulação de um sistema, onde os adubos verdes possam ser utilizados em consórcio, rotação ou sucessão com os cultivos econômicos, sem que haja prejuízos por competição ou danos na colheita.
A relação C/N é uma característica dos adubos verdes que deve ser muito bem observada. Plantas da família das leguminosas produzem uma palhada de baixa relação C/N, facilmente degradada pelos microrganismos do solo, que ao encerrarem sua decomposição disponibilizam os nutrientes que estavam na palhada.
Já as plantas da família das gramíneas produzem uma biomassa de alta relação C/N, de difícil degradação. Devido a essa característica, é comum observar a imobilização de nitrogênio do solo pelos microrganismos durante a decomposição da palhada, o que pode prejudicar os cultivos agrícolas.
Além desses aspectos, palhadas de maior relação C/N oferecem melhor proteção do solo por ficarem mais tempo recobrindo sua superfície.
Outra característica importante é a sanidade dos adubos verdes, os quais não devem possuir pragas e patógenos em comum com a cultura principal. Pelo contrário, é interessante que contribuam com o controle ou redução da pressão de patógenos, ajudando a manter a cultura principal protegida.
Um exemplo típico é o caso das crotalárias, que funcionam como plantas armadilha, reduzindo a população de algumas espécies de nematoides de solo.
O cultivo periódico de plantas de cobertura, ou adubos verdes, traz uma série de benefícios, excepcionalmente no que diz respeito às qualidades físicas, químicas e biológicas do solo.
De acordo com Potafós (2005), o uso da adubação verde apresenta os seguintes benefícios:
O emprego dos adubos verdes deve ser bem planejado para evitar possíveis malefícios ou prejuízos com o seu uso.
As espécies utilizadas não devem apresentar dormência de sementes, sendo que em seu manejo é importante que sejam eliminadas antes de produzirem sementes viáveis. É necessário também que sejam de fácil eliminação. Tais cuidados devem ser tomados para que estas plantas não venham a se tornar plantas indesejáveis.
No caso de serem empregadas como cultivo intercalar, é importante observar o hábito de crescimento e vigor das plantas, para que não venham competir por recursos com a cultura agrícola, ou prejudicar a execução de algum trato cultural.
Além disso, as plantas utilizadas devem ter boa sanidade e não hospedar pragas ou doenças que possam vir a prejudicar a cultivo agrícola.
Diversas plantas de diferentes famílias podem ser cultivadas como adubo verde ou plantas de cobertura.
As principais constituem-se de leguminosas, que agregam como diferencial a capacidade de fixar nitrogênio, e gramíneas, que possuem alta produtividade de matéria seca e um sistema radicular denso e vigoroso. Além dessas, podemos citar plantas de outras famílias menos comuns, como brássicas, asteráceas, amarantháceas e outras.
Tabela 1. Produção de massa seca, fixação de nitrogênio, hábito de crescimento e ciclo de diferentes adubos verdes/plantas de cobertura. Fonte: Piraí sementes.
Por sua capacidade em agregar múltiplos benefícios ao solo, a adubação verde é uma alternativa técnica a ser implementada nos sistemas agrícolas como forma de melhorar o ambiente produtivo e a própria sustentabilidade na produção de alimentos.
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