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]]>Existem duas linhas de pensamento que falam sobre a pós-colheita do café e sua relação com a qualidade:
Sem existir uma verdade absoluta, o que sabemos é que a pós-colheita tem um impacto muito importante na qualidade do café, e por isso requer uma maior atenção em suas etapas, pois, erros nesse processo podem comprometer a qualidade deste café, acarretando em prejuízos à bebida, e consequentemente ao preço de venda desse café.
Por isso, devemos ter atenção a vários processos, desde o tempo que o café fica amontoado após a colheita, até as condições e tempo de permanência na tulha de café.
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Diante disso, preparamos alguns pontos críticos que merecem atenção para quem busca a produção de cafés especiais!

Frutos cereja em terreiro suspenso. Fonte: Larissa Cocato da Silva
Quando se pretende produzir cafés de qualidade, o mapeamento é uma ferramenta importante para a tomada de decisão. Nisso, surgem duas grandezas:
Através desse mapeamento, será feita uma coleta de informações e por meio desses dados a tomada de decisões consegue ser mais assertiva, principalmente nas fases de colheita e de pós-colheita.
Antes de falarmos propriamente sobre a parte da recepção dos cafés, uma etapa que parece simples, porém também pode acarretar problemas, é na amontoa desse café colhido. Não se recomenda que o café fique mais de 6 horas amontoado, pois pode acontecer fermentações indesejáveis nesse café.
Já a recepção, em si, também é uma etapa importante desse sistema. A atenção maior nesse caso é quanto à higienização, pois as moegas precisam estar sempre limpas!
Essa parte é particularmente importante, pois se não estiverem limpas, pode ocorrer contaminação e isso vai refletir na qualidade final do café.
Existem vários pontos no manejo do café, e se ele for processado do tipo natural, alguns desses pontos se diferenciam, quando comparados ao cereja descascado.

Café cereja amarelo. Fonte: Larissa Cocato

Estádios de maturação do fruto vermelho. Fonte: Larissa Cocato
Alguns aspectos desse processo requerem maior atenção:
Frutos cereja. Fonte: Larissa Cocato
Nessa etapa, alguns cuidados devem ser tomados para a garantia da qualidade:
Cafés em grãos cereja. Fonte: Luiz Paulo Vilela
A parte do terreiro é a parte inicial da secagem desse café e como as demais, contém vários pontos que devemos nos atentar:
Em relação à secagem em secadores, os pontos de observações aumentam. Confira:
Em relação aos cafés do tipo cereja descascados, alguns pontos divergem do natural, ainda assim requerem sua atenção. Confira:
Café descascado no terreiro. Fonte: Rehagro
Tulha. Fonte: Vinicius Moribe
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Preço da saca do café: veja como aumentar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma das formas mais certeiras para conseguir agregar mais valor à saca de café, é a busca pela produção de cafés especiais.

Sacos de café em galpão
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Um café especial é definido de acordo com a SCA (Specialty Coffee Association) como todo café que atinge, no mínimo, 80 pontos na escala de pontuação na metodologia, que vai até 100.
Essa escala leva em consideração mais de 10 fatores e a classificação é feita de modo sensorial e experimental. São eles:

Classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe
O consumo de café tem crescido a cada dia, e somado a isso, a busca por cafés de qualidade também apresenta um aumento crescente.
De acordo com dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o consumo brasileiro em 2020 foi de 21,2 milhões de sacas, seguindo um ritmo de crescimento de 1,34% em relação ao mesmo período de 2019. O consumo em habitante ano está em 4,81 kg de café torrado (ABIC).
Apesar do consumo de café tradicional ainda dominar os lares, o mercado brasileiro de cafés premium tem crescido de forma acelerada, inclusive na pandemia.

Mudança no hábito de consumo de cafés. Fonte: Larissa Cocato
Além da produção de cafés de qualidade, que hoje tem apresentado grande procura e agregado valor ao preço de venda no nosso produto, a segmentação também pode ser uma ótima estratégia.
É possível notar essa valorização, por exemplo, com:
Portanto, buscar o aumento da qualidade do nosso café é uma ferramenta indispensável para quem busca aumentar o preço de venda da saca de café.
Isso é possível por meio de um manejo de pós-colheita adequado, envolvendo cuidados e higiene em todo processo, regulagens adequadas no processamento e boas condições de armazenamento.
Diante disso, a secagem do café, que é uma das etapas do manejo da pós-colheita, também apresenta grande influência na qualidade do café.
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]]>Assista ao conteúdo na íntegra e tire suas dúvidas sobre o assunto! Aperte o play no vídeo abaixo.
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]]>O post Colheita do café: a importância de um bom planejamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Por isso, diante desses fatores é importante o produtor e o técnico responsável observar a época de maturação dos frutos de sua região para fazer um bom planejamento de sua colheita e evitar atrasos que possam comprometer a safra subsequente.

Lavoura do cultivar Catuaí 62 (Foto: Luiz Paulo Vilela).
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A colheita do café é uma das operações que mais impacta no custo de produção, logo a escolha do método de colheita para cada lavoura é essencial para uma boa relação custo-benefício para o produtor. Ou seja, para definir a melhor estratégia de colheita que se encaixa em seu sistema de produção é importante saber a produtividade esperada de cada lavoura, a disponibilidade de máquina, mão de obra, número de dias que serão gastos para sua realização e a capacidade que os terreiros ou secadores mecânicos suportam.

Terreiro de café com café cereja descascado. (Foto: Paulo Henrique).
A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada, variando de acordo com a escala de produção, nível tecnológico, mão de obra e com o objetivo de cada fazenda.
O sistema de colheita manual é muito utilizado, e nele as operações da colheita são realizadas a partir do trabalho braçal. Quando falamos nesse tipo de colheita, geralmente lembramos dos produtores de regiões montanhosas, essa forma de colheita é um método muito utilizado por eles, e sabendo do impacto que o custo com mão de obra representa na colheita do café, é importante que esses produtores invistam na cultura, principalmente no aumento da produtividade e na qualidade da bebida.
Por isso é recomendado que a colheita ocorra no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento acarretando prejuízo ao produtor na época da comercialização.
No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente que provocam a vibração e queda dos frutos. É uma forma onde o rendimento é maior em relação à colheita manual.
O sistema de colheita mecanizado é muito utilizado em terrenos onde não há limitações com declividade. Isso permite um rendimento operacional maior e consequentemente reduzindo os custos de colheita. Para uma colheita mecanizada bem feita, é importante regular a velocidade da operação, vibração das hastes, tensão dos freios dos cilindros e verificar o número de passadas necessárias na lavoura.

Colheita mecanizada. (Foto: Paulo Henrique).
A colheita seja ela mecanizada ou manual, pode ser considerada um fator de estresse à planta, a partir disso a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura no período pós-colheita, levando a lavoura a maior produção de ramos plagiotrópicos para a safra subsequente.
De acordo com o trabalho de Bordin et al. (2019), que teve como objetivo quantificar as estruturas reprodutivas do cafeeiro após submetê-lo a diferentes épocas de colheita, os autores observaram que: realizando a colheita mais precoce a planta tem maior tempo para se recuperar do estresse causado pela colheita e pelo forte dreno advindo dos frutos. Além disso, o atraso na colheita também compromete o manejo de lavoura em que se vai realizar a poda e os tratos culturais.

Média das estruturas reprodutivas* quantificadas em cada parcela experimental: colheita precoce, colheita ideal e colheita tardia.
Por isso, um bom planejamento de colheita visando colher a planta antes, torna-se imprescindível para um bom crescimento e produção da safra seguinte.
Além disso, a colheita antecipada das lavouras é uma estratégia importante também em lavouras que serão podadas. Isso porque as plantas podadas mais cedo, têm mais tempo para seu crescimento vegetativo. Neste caso, pode-se optar até mesmo pela utilização de aceleradores de maturação, a fim de liberar essa planta o quanto antes.
A colheita do café deve ser vista como o início de um novo ciclo. Por isso, é importante planejar a colheita para não comprometer a safra subsequente e, assim, obter bons resultados.
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]]>O post Fermentação do café: saiba como funciona essa técnica apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Aliado a isso, também tem crescido a procura e interesse por cafés fermentados, visando a mesma estratégia, de agregar mais valor ao produto, somado ao diferencial de ampliar o mercado e de ter uma maior diversidade dentro da fazenda, contribuindo assim, para melhorar a lucratividade do produtor.
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A fermentação já é um processo conhecido, que ocorre por exemplo em pães, cervejas, vinhos, queijos, dentre outros. No entanto, no café, a fermentação sempre esteve mais associada a processos degradativos que aconteciam nos frutos, tanto na planta, quanto na pós-colheita.
Essa fermentação ruim, acontecia devido a ação de microrganismos saprófitas, que degradavam os frutos de café, consumindo as partes que têm açúcar e água no fruto, prejudicando assim as sementes do café.
Como resultado dessa fermentação, tínhamos principalmente, frutos ardidos, com sabores amargos e ásperos ao paladar, e também prejuízos à classificação física, uma vez que frutos ardidos são considerados defeitos na classificação.
Entretanto, atualmente, a fermentação trazida para a pós-colheita, é caracterizada pela condução e controle do processo fermentativo, onde é feito com microrganismos específicos que promovem um meio adequado as mudanças dentro da semente, mudanças essas que são para trazer melhor qualidade e novas nuances para a bebida. Sendo ela, totalmente o contrário daquela fermentação ruim, que não é controlada, trazendo complicações para a bebida.
A fermentação do café consiste na degradação natural da polpa e da mucilagem do fruto realizada por microrganismos. Como resultado desta degradação, são produzidos compostos que podem interferir no sabor e aroma da bebida final.
Em condições adequadas, a mucilagem que está presente nos frutos de café, é atacada por fungos e leveduras e são produzidas enzimas e ácidos orgânicos, estes vão quebrar os carboidratos, proteínas e polifenóis. Através da quebra desses compostos, são formados compostos menores, metabolizados, que vão ser precursores de aroma e sabor para o café.
Nesse sentido, essa fermentação boa vem com o intuito de agregar qualidade ao café, mas pensando dessa forma, então seria recomendado fermentar todos os cafés produzidos na fazenda? A fim de buscar melhora na sua bebida?
Para saber sobre isso, devemos responder a seguinte pergunta:
Não, realizar a fermentação de qualquer café não vai fazer ele se tornar um café especial.
Para isso, o café deve ter uma base de qualidade, para se conseguir agregar características que são bastante interessantes nesse processo fermentativo. Por isso, o acréscimo desses aromas e sabores diferenciados só ficam interessantes se eles tiverem uma base.
Portanto, deve-se monitorar os cafés no campo, para monitorar a qualidade desses talhões, a fim de tomar a decisão dos cafés a serem fermentados.
E pensando em cafés naturais e descascados, ambos podem ser fermentados?
Sim, apesar de haver diferenças nas quantidades de polpa em cada um deles, tanto os cafés naturais, quanto os cafés descascados podem ser fermentados.
Não somente devemos tomar a decisão de quais cafés serão fermentados na propriedade, mas também a decisão de qual o tipo de fermentação que vamos realizar nesses cafés.
Isso porque, existe mais de um tipo de fermentação, cada uma delas com sua particularidade e característica específica.
É caracterizada por fermentar o café em um sistema aberto, com a presença de oxigênio.
É caracterizada por fermentar o café em um sistema submergido em água limpa e, dessa forma, sem a presença de oxigênio.
É caracterizado por injetar CO2 no processo, dessa forma, é uma fermentação estritamente anaeróbia, sem oxigênio.
É semelhante à maceração carbônica, no entanto, sem a injeção de CO2. Dessa forma, existe uma pequena quantidade de oxigênio presente no início do processo, e à medida que a fermentação produz CO2, vai tornando o processo estritamente anaeróbico, ou seja, sem oxigênio.
É caracterizada pelo emprego de dois métodos de fermentação, independente de qual é o método.
Apesar de termos mais de um tipo de fermentação, cada uma com sua particularidade, todas necessitam de acompanhamento e controle das fermentações.
A fermentação pode ser influenciada por vários fatores, dentre eles:
Portanto, o tipo do microrganismo assim como a sua quantidade pode afetar e mudar todo o processo. Assim como, a polpa do café, em que, cada uma traz uma qualidade diferente, e podem ter diferenças também em relação à quantidade/qualidade da polpa nas diferentes cultivares.
A temperatura é um fator fácil de ser levantado, por meio de termômetros, e também muito importante para verificar se o processo de fermentação está acontecendo ou não, e se a gente já pode finalizar a fermentação.
O pH mede a acidificação do meio, por meio de pHmetros, e é importante para verificar se o processo está declinando, uma vez que a acidificação do meio, vem pela atividade desses microorganismos, acarretando em um ambiente acido ali.
Também, fatores como a qualidade da água, nos processos que possuem água influenciam na fermentação, e além disso, o local onde está sendo feito a fermentação deve ser bem limpo e higienizado a fim de evitar possíveis contaminações. Dessa forma, tornando-se imprescindível o controle dessas condições externas.
O tempo da fermentação também é fator fundamental a ser controlado. Isso porque a variação do tempo, pode acarretar em variações na qualidade e nas propriedades sensoriais do café.
Portanto, percebe-se que vários são os fatores que influenciam na fermentação do café. Por isso, devem ser anotados/acompanhados todas as condições do processo, para entender o que está acontecendo ali, e com isso, conseguir finalizar e repetir o processo.
Após o processo de fermentação, independente de qual deles foi utilizado, todo o café deve ser lavado para retirada dos resíduos do processo de fermentação e interromper a mesma, para assim passar para o processo de secagem.
Agregar mais valor ao seu produto é o segredo para alcançar maior vantagem competitiva no mercado e um maior retorno para o seu bolso.
Aqui no Rehagro, além de Consultora Técnica, sou coordenadora de um curso, que é o Curso Online Gestão na Produção de Café.
Nele, temos uma disciplina completa que fala sobre a Fermentação de Cafés e várias outras que falam sobre como podemos melhorar a qualidade dos grãos, o que aumenta o valor da saca no momento da comercialização e, consequentemente, a lucratividade. E ele vai muito além disso.
É um curso feito para quem tem o pé no cafezal e quer encontrar, em um só lugar, toda a informação que precisa sobre todo o processo produtivo do café, passo a passo, e a gestão da fazenda.
Você sairá preparado para ter a palavra final e conduzir suas equipes e lavouras rumo à produtividade máxima. E então, caberá a você aplicar o que aprendeu para construir um negócio de sucesso.

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Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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