práticas Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/praticas/ Wed, 14 Dec 2022 20:41:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png práticas Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/praticas/ 32 32 Práticas sustentáveis na agricultura: confira a adoção e seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/praticas-sustentaveis-na-agricultura-confira-a-adocao-e-seus-beneficios/ https://blog.rehagro.com.br/praticas-sustentaveis-na-agricultura-confira-a-adocao-e-seus-beneficios/#respond Wed, 06 Apr 2022 20:00:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12252 O Brasil é um dos mais importantes produtores de commodities e serviços agrícolas do mundo. Esse sucesso pode ser explicado por um conjunto de fatores, incluindo condições edafoclimáticas adequadas para atividades agrícolas que oferecem uma série de vantagens. O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo […]

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O Brasil é um dos mais importantes produtores de commodities e serviços agrícolas do mundo. Esse sucesso pode ser explicado por um conjunto de fatores, incluindo condições edafoclimáticas adequadas para atividades agrícolas que oferecem uma série de vantagens.

O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo e clima, além de investir em práticas que possam tornar a agricultura sustentável e otimizar os benefícios ambientais, econômicos e sociais.

Isso mostra claramente que a sustentabilidade não depende apenas da conservação e valorização dos recursos naturais, mas também de ganhos de produtividade e rentabilidade aos agricultores.

 

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Plantio direto: uma prática revolucionária

A prática do Plantio Direto tem causado uma revolução na agricultura brasileira, pois tem permitido o desenvolvimento de uma produção sustentável baseada na agricultura de conservação, envolvendo cobertura permanente do solo e sistemas de cultivo diversificados com mais de uma colheita por ano.

O plantio direto também levou à redução dos custos de produção, uma vez que são necessárias menos operações agrícolas, economizando combustível e custos de mão de obra.

Além disso, a qualidade e a saúde do solo podem ser melhoradas e restauradas, em particular os níveis de carbono e biodiversidade do solo podem aumentar os rendimentos agrícolas, ao longo do tempo, reduzindo a aplicação de fertilizantes, devido à redução da erosão, colocação mais precisa de fertilizantes e melhoria da saúde do solo. Por fim, minimiza-se o impacto das gotas de chuva no solo e o escoamento da água, mitigando os processos erosivos.

No Brasil, o plantio direto foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1970, por iniciativa de agricultores pioneiros do Paraná, como forma de controlar inicialmente o escoamento de água e a erosão do solo, mas posteriormente para melhorar a saúde e a produtividade do solo, integrando outras práticas complementares para construir sistemas conservacionistas.

Foi uma resposta ao uso de sistemas de preparo intensivo em áreas de produção de grãos que causavam severas perdas por erosão e degradação do solo, afetando a capacidade produtiva e a produtividade das culturas, nas décadas de 1970 e 1980.

A expansão do plantio direto

Entre 2006 e 2017, um aumento de 84,9% na área de lavouras na prática do plantio direto foi registrada no Brasil, passando de 17,9 para 33,0 milhões de ha.

Esse aumento da área de plantio direto foi observado em todas as cinco grandes regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). O número de propriedades sob a prática do plantio direto também passou de 507 mil para mais de 553 mil, ou seja, um aumento de 9,2%.

A maior expansão da área de plantio direto no Brasil entre 2006 e 2017 ocorreu na região Centro-Oeste, de 6,5 a 13,7 milhões de ha, um aumento de 110,4%. Essa expansão ocorreu com maior intensidade em Mato Grosso, atualmente o estado com maior área de plantio direto e área média de plantio direto no ranking nacional, superando a região Sul nesse período.

A expansão da área de plantio direto também foi de alta intensidade nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

Na região Sudeste, a área sob a prática do plantio direto expandiu de 1,4 para 2,9 milhões de ha, um aumento de 107,4% entre 2006 e 2017.

Há dois estados principais em termos de terras agrícolas nesta região: estado de São Paulo predominantemente no Atlântico Bioma Floresta onde a área de NT expandiu 113,0 % e o estado de Minas Gerais predominantemente no bioma Cerrado onde houve um aumento semelhante de 103,0 % na área de plantio direto.

A área sob plantio direto na região Nordeste passou de 1,2 para 3,3 milhões de ha, correspondendo a um aumento de 184,2%. Este aumento foi o resultado de diferentes fenômenos e esconde tendências opostas dentro dele.

Por um lado, um aumento acentuado da área total de plantio direto foi registrado nos estados da Bahia (BA), Maranhão (MA) e Piauí (PI), que pertencem à nova área de expansão dentro do bioma Cerrado denominada MATOPIBA. que inclui os três estados (MA, PI, BA) juntamente com o estado do Tocantins (TO) localizado na região Norte.

Na região Norte, a área total do plantio direto aumentou de 0,2 para 1,2 milhão de ha, ou seja, um aumento de 431%. Os estados do Tocantins, Pará e Rondônia, que juntos respondem por 93% da área do NT na região, foram os mais destacados.

Área de plantio direto em relação à área total de grãos

A área de cultivo anual no Brasil aumentou de 36,6 milhões de ha em 2006 para 52,7 milhões de ha em 2017, um aumento de 43,9% durante este período.

Enquanto isso, a área de cultivos anuais sob a prática do plantio direto nas propriedades que o utilizam como sistema exclusivo de manejo do solo no Brasil aumentou de 18,7 para 32,1 milhões de ha, ou seja, um aumento de cerca de 71,5%.

Com isso, o percentual de cultivos anuais sob plantio direto passou de 51,2 % em 2006 para 61,0 % em 2017. Sendo a prática do plantio direto um dos três princípios da agricultura sustentável, sua adoção e disseminação tem contribuído para a correspondente expansão da área de agricultura sustentável no Brasil.

Assim, o aumento da área de plantio direto indica uma melhora na sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura brasileira.

Os sete principais estados com maior adoção da prática de TN em 2017 são Mato Grosso (86,6%), Paraná (81,9%), Rio Grande do Sul (76,8%), Santa Catarina (71,3%), Goiás (70,7%), Distrito Federal (69,9%) e Mato Grosso do Sul (69,3%).

A adoção do sistema plantio direto foi um dos principais fatores que contribuíram para a expansão e ganhos de produtividade liderados por agricultores na agricultura brasileira.

O papel do plantio direto na mitigação das mudanças climáticas

A introdução do plantio direto em áreas de vegetação nativa reduz os estoques de carbono do solo entre 4% e 8% na camada de 0-30 cm após 20 anos de uso da terra em várias regiões do Brasil.

Esses dados mostram que a manutenção dos ecossistemas naturais deve ser uma prioridade para evitar possíveis perdas de carbono do solo com consequentes emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, ocasionado pelo revolvimento do solo.

Por outro lado, a adoção de plantio direto em áreas anteriormente manejadas por sistemas convencionais e pastagens é uma alternativa potencial para promover o sequestro de carbono em solos agrícolas nas diferentes regiões do Brasil.

Especificamente, a conversão do cultivo convencional para plantio direto promoveu aumentos médios nos estoques de carbono do solo não apenas nas camadas superficiais do solo (0-30 cm), mas também em perfis mais profundos (0-50 cm), e que variaram entre 9% e 25%.

Em áreas ≥ 20 anos após a conversão de cultivo convencional para plantio direto a taxa de sequestro foi de 0,63 Ton de C ha-1 ano-1, ou 17% do carbono do solo, enquanto em áreas ≥ 20 anos após a conversão de pastagem para plantio direto, a taxa de sequestro foi de 0,53 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% de carbono orgânico do solo.

O sequestro de carbono orgânico do solo é evidentemente uma função do tempo desde a conversão de cultivo convencional para plantio direto, com uma taxa de sequestro de 0,39 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo entre 4 e 10 anos após a conversão, e 0,59 Ton C ha-1 ano-1 ou 16% carbono orgânico do solo entre 17 e 26 anos.

Para a conversão de pastagem para plantio direto, o sequestro de carbono orgânico do solo varia com o tempo, onde em áreas com menos tempo desde a conversão (2-7 anos) a taxa de sequestro é de 0,05 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo, e em áreas com em um período mais longo (12-20 anos) a taxa de sequestro é de 0,45 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% carbono orgânico do solo.

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Alessandro Alvarenga

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Estádios fenológicos do feijão: ciclo de desenvolvimento de cada fase https://blog.rehagro.com.br/estadio-fenologico-do-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/estadio-fenologico-do-feijoeiro/#comments Tue, 26 Nov 2019 18:00:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6551 O estádio fenológico de uma cultura é desenvolvido principalmente para auxiliar no manejo nutricional e fitossanitário de uma lavoura. Desta forma, visando altas produtividades é preciso saber quais as principais etapas do ciclo da cultura podem mais ser afetadas por agentes bióticos e abióticos e quais requerem maior atenção. O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro […]

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O estádio fenológico de uma cultura é desenvolvido principalmente para auxiliar no manejo nutricional e fitossanitário de uma lavoura.

Desta forma, visando altas produtividades é preciso saber quais as principais etapas do ciclo da cultura podem mais ser afetadas por agentes bióticos e abióticos e quais requerem maior atenção.

O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro é dividido em dois momentos: estádio vegetativo (V) e reprodutivo (R).

 

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Estádio fenológico vegetativo

V0 – Germinação

Após a semeadura do feijão e com umidade no solo, as sementes irão embeber (inchar) e será desencadeado processos metabólicos, sendo observado a germinação. Nesta fase os cotilédones atingem a superfície do solo.

Estádio fenológico vegetativo V0Fonte: EMBRAPA 

V1 – Emergência

Este estádio é conhecido como “cotilédone ajoelhado”, onde os cotilédones se encontram visíveis acima da superfície do solo e começam a se separar, neste momento também pode ser observado a presença de folhas primárias. A partir deste estádio, até o V3 deve-se redobrar atenção com a presença de pragas de solo e desfolhadoras.

Nesse estádio é possível observar o ataque de patógenos de solo como: Rhizoctonia solani e Fusarium solani, para esses patógenos é necessário fazer um bom tratamento de sementes.

Estádio fenológico do feijão V1Fonte: EMBRAPA 

V2 – Folhas primárias

Esta fase tem início pela abertura completa das folhas primárias (unifolioladas) e termina com a abertura da primeira folha trifoliolada.

Estádio fenológico do feijão V2Fonte: EMBRAPA 

V3 – Primeira folha composta

Inicia-se com a primeira folha composta (trifoliolada) totalmente expandida e termina quando a segunda folha trifoliolada já se encontra também expandida e a terceira folha começa a se abrir.

Estádio fenológico do feijão V3Fonte: EMBRAPA 

V4 – Terceira folha trifoliolada

Inicia-se quando a terceira folha trifoliolada se encontra totalmente aberta. Este estádio é também caracterizado pelo início do desenvolvimento dos primeiros ramos secundários (engalhamento) e termina com o surgimento dos botões florais.

É o estádio mais longo do desenvolvimento do feijoeiro, podendo variar de cultivar para cultivar. Entre os estádios V3 e V4 recomenda-se fazer controle preventivo com fungicidas e aplicação de herbicidas para controle de folhas largas, bem como, adubação de cobertura e aplicação de Cobalto e Molibdênio foliar.

Estresses causados em V4 por déficit hídrico, competição com plantas daninhas, deficiência nutricional, fitotoxicidade de produtos podem afetar diretamente o crescimento do feijoeiro e consequentemente reduzir a produtividade.

Estádio fenológico do feijão V4Fonte: EMBRAPA 

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Estádio fenológico Reprodutivo

R5 – Período pré-floração

Neste estádio fenológico ocorre o desenvolvimento dos ramos secundários e dos botões florais e termina a partir da abertura da primeira flor. Nesta fase, déficit hídrico e temperaturas elevadas poderão reduzir a formação de flores, que irão  refletir em quebra de produtividade.

Estádio fenológico do feijão R5Fonte: EMBRAPA 

R6 – Floração

Este estádio inicia-se quando 50% das plantas apresentam flores abertas e termina quando 100% das flores estão abertas. O período compreendido entre o meio e o final do florescimento é mais sujeito ao abortamento de flores.

Estádio Fenológico do Feijão R6Fonte: EMBRAPA 

R7 – Formação das vagens

Neste momento, as flores que já estiverem fecundadas perdem suas pétalas e começa a formação das primeiras vagens, conhecidas como “canivetes”.

O final deste estádio fenológico ocorre quando as vagens atingirem seu comprimento máximo. Estresses hídricos neste período podem levar a formação de grãos chochos. Deve-se atentar à presença de lagartas desfolhadoras e percevejos e nesta fase faz-se aplicação preventiva de fungicidas.

Estádio Fenológico do Feijão R7Fonte: EMBRAPA 

R8 – Enchimento das vagens

Neste período ocorre o aumento do volume das vagens em decorrência do enchimento dos grãos. O final deste estádio é marcado pela perda da coloração verde dos grãos, os quais passam a adquirir coloração característica da cultivar, bem como, pela perda das folhas.

Em R8 ainda deve-se fazer o monitoramento de lagartas e percevejos, pois atacam diretamente os grãos em formação. A dessecação pode ser realizada ao final deste estádio, com objetivo de uniformizar a maturação das vagens.

Estádio Fenológico do Feijão R8Fonte: EMBRAPA 

R9 – Maturação

Neste momento, as vagens começam a secar e perder sua coloração e as sementes passam a ter brilho e cor específica da cultivar. Em R9 pode-se fazer a dessecação com produtos de contato, quando não tiver sido realizada ao final de R8.

Estádio Fenológico do Feijão R9Fonte: EMBRAPA 

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Doenças do feijão: veja as principais e como controlar https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro/#comments Thu, 28 Jun 2018 18:43:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4567 O cultivo do feijoeiro é uma das principais atividades agrícolas do país, tanto pela área cultivada quanto pelo valor agregado. Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o […]

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O cultivo do feijoeiro é uma das principais atividades agrícolas do país, tanto pela área cultivada quanto pelo valor agregado.

Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o manejo adequado.

Grãos de feijão cariocaGrãos de feijão carioca (Dama) com excelente qualidade fisiológica

 

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Existem mais de 200 doenças que afetam o feijoeiro, que podem ser causadas por fungos, bactérias e vírus. Na Tabela 1, são apresentadas as principais doenças que afetam o feijoeiro.

principais doenças do feijoeiroTabela 1. Algumas das principais doenças do feijoeiro

Doenças no cultivo do feijão de sequeiro e irrigado

O sistema de cultivo de feijão irrigado e a qualidade das sementes favorece a infecção de fungos de solos e pode aumentar a dispersão dos fungos que colonizam a parte aérea do feijoeiro.

No sistema de sequeiro podemos citar duas doenças que possuem potencial para causar sérios danos à cultura. São elas: a antracnose e o mofo-branco.

Neste artigo vamos dar foco a essas duas doenças que afetam a produtividade e a qualidade dos grãos.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Condições climáticas que favorecem o desenvolvimento da antracnose e do mofo-branco

A Antracnose tem seu desenvolvimento potencializado em temperaturas que variam entre 13ºC e 26ºC e com alta umidade relativa do ar.

A alta umidade também favorece a ocorrência de mofo-branco, porém a temperatura ótima para o desenvolvimento da doença está entre 15ºC e 25ºC e dias com pouca radiação solar.

Sintomas da antracnose e do mofo-branco

Os sintomas da antracnose podem se manifestar em toda parte aérea da planta, com o desenvolvimento da doença surgem lesões deprimidas de coloração marrom-escura tanto na haste quanto no caule da planta.

Nas folhas a manifestação da doença se dá na parte abaxial ao longo das nervuras que levam ao estrangulamento da nervura e adquirem coloração marrom-escura (Figura 2).

 Lesão de atracnose em folha de feijãoFigura 2. Lesão de atracnose em folha de feijão

Nas vagens as lesões são bem definidas com formato arredondado e com tamanho variável, possuem o centro da lesão claro e com um anel negro delimitando.

Vagem com sintoma de atracnoseFigura 3. Vagem com sintoma de atracnose

Os sintomas de mofo-branco apresentam inicialmente lesões encharcadas que atingem tanto a haste quanto o caule das plantas podendo se expressar nas folhas e vagens. Após a infecção do tecido ocorre a formação de micélio cotonoso (Figura 4).

Vagens com sintoma de mofo-brancoFigura 4. Vagens com sintoma de mofo-branco

Com a evolução da doença os tecidos apresentam podridão e as folhas das plantas ficam com aspecto carijó, amareladas.

Como realizar o manejo da antracnose e do mofo-branco?

  • Para evitar as perdas ocasionadas por essas doenças sugere-se evitar o plantio de feijão após feijão, evitando também áreas com histórico das doenças.
  • Realizar o planejamento do plantio a fim de evitar que a cultura seja cultivada em períodos frios principalmente a fase inicial da cultura.
  • Utilizar sementes de qualidade com certificação e realizar análise fitossanitária das mesmas.
  • Adotar o sistema de plantio direto visando aumentar a palhada no solo, em trabalhos atuais as palhadas de milheto e trigo tem se mostrado efetiva para o manejo das doenças.

Manejo químico para essas doenças

O manejo químico é outra ferramenta para se trabalhar com estas doenças. Na Tabela 2, são apresentados alguns dos principais ingredientes ativos e doses recomendas para controle de antracnose e mofo-branco.

Manejo de doenças do feijoeiroTabela 2. Ingredientes ativos recomendado para o manejo de antracnose e mofo-branco

Para a antracnose além dos dois ingredientes ativos citados na Tabela 2, é comum integrar ao manejo o uso de triazóis e estrobilurinas.

As aplicações para o manejo destas doenças devem ser realizadas de maneira sequencial com produtos separados ou associados variando de acordo com a pressão da doença.

A época e o número de aplicações são dependentes do sistema de cultivo, das condições climáticas e do estádio fenológico da lavoura.

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