O post Tipos de poda do café: quais são e quando recomendar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem ser realizadas e em que situações elas são recomendadas, para que não se recomende podas muito drásticas em situações em que não era necessário esse tipo de poda ou mesmo realizar podas menos drásticas em situações em que era preciso um maior reestabelecimento das lavouras.
Por isso, para decisão do tipo de poda a ser realizado é indispensável que se conheça a situação da lavoura, com intuito de se ter mais sucesso no manejo da poda.
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É uma poda alta, em que se elimina a parte superior da copa dos cafeeiros.
Essa poda é recomendada para plantas que ainda possuem saia (ramos inferiores) e não estão adensadas, ela pode ser usada para reduzir a altura de plantas para realização de tratos culturais e de colheita mecanizada, para corrigir deformações ou mesmo para estimular brotações.
Este decote pode ser alto (2,0 a 2,5 m) ou baixo ( 1,2 a 1,8 m) dependendo da finalidade da poda.

Lavoura decotada (Foto: Henio Inácio Pereira)
Essa poda consiste em cortar as extremidades dos ramos plagiotrópicos para estimular a maior ramificação. É recomendada para lavouras que ainda apresentem saia, que estão abertas, com o intuito de estimular brotações nos ramos.
É o corte na lateral da planta, deixando os ramos plagiotrópicos a um comprimento médio de 20 a 30 cm do ramo ortotrópico, com o intuito de promover a abertura da lavoura, visto que esse tipo de poda é recomendado para lavouras que estão adensadas, mas que ainda possuem saia.
Esse tipo de poda também é chamado safra zero, visto que no ano seguinte a essa poda o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, no entanto, no segundo ano após o corte, pode-se ter altas produtividades que podem compensar o ano sem produção.
É uma poda drástica, recomendada normalmente para lavouras que perderam a saia (ramos inferiores) ou para cafeeiros muito depauperados, mas que ainda apresentam um bom stand de plantas e bom alinhamento da lavoura.
Essa poda é realizada cortando em uma altura de 0,3 a 0,4 m. Após a realização desta poda é importante determinar o número de hastes que se vai conduzir de acordo com o espaçamento e eliminar o excesso de hastes que irão brotar.

Lavoura de café recepada (Foto: Henio Inácio).

Lavoura da cultivar Catucaí com um ano após a recepa. (Foto: Henio Inácio).
Já no caso, de lavouras que perderam a saia, possuem falha de stand, espaçamento inadequado ou alinhamento ruim, é recomendado a realização de um novo plantio, visando implantar a lavoura com um espaçamento adequado e melhorar o stand de plantas.

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas (Foto: Diego Baquião).

Lavoura em formação. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
A poda no cafeeiro acarreta em morte de parte das raízes, devido ao equilíbrio entre raiz e parte aérea, dessa forma quando realizada podas menos drásticas, como o decote, a porcentagem de raízes vivas são maiores, refletindo assim em menor gasto de energia para o crescimento dessas plantas.
No entanto, quando realizada podas mais drásticas, como é o caso da recepa e do esqueletamento, ocorre grande modificação do sistema radicular, acarretando em menor porcentagem de raízes vivas, dessa forma, a planta necessitará de mais energia para o seu restabelecimento, para posteriormente retomar a produção de frutos.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.
Portanto, para se recomendar a poda no cafeeiro, é preciso conhecer a situação da lavoura, para que a tomada de decisão do tipo de poda seja a que mais se encaixe nas condições que as plantas se encontram.
Além disso, é importante que se conheça os reflexos da poda nas plantas, e que este manejo seja planejado, visto que podas mais drásticas primeiramente irão vegetar para posteriormente produzir.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O post Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!
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A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.
O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira
No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.
A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.
A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira
No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.
Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.
Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.
A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Foto: Joana Oliveira
Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.
Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.
No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:
Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.
Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.
Exemplo:
i = 700 vibração/ 1000 m/h = 0,7 (Colheita seletiva)
Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.
Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Foto: Joana Oliveira
A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:
Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.
Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.
Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Secagem do café em terreiro: importância e cuidados durante o processo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O café, após a colheita no campo, possui certa umidade, que irá variar de acordo com o estado de maturação sendo necessário fazer sua secagem para que não ocorra fatores que venham a prejudicar a qualidade do produto.
O processo mais comum de secagem é feito em terreiros e secadores. Dentre esses existem vários tipos, sendo mais comuns os de terra, os de concreto e os de lama asfáltica.
Existe também a variação entre secadores verticais e horizontais, podendo ainda ser classificados como pré-secadores e secadores.
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O café no terreiro será depositado numa superfície que poderá variar de acordo com a propriedade e assim será exposto ao sol para retirar a umidade dos grãos.
O revolvimento do café precisa ser feito a cada hora, movimentando os grãos no sentido em que a incidência da radiação solar tenha a melhor distribuição sobre eles, ou seja, caso essa movimentação seja manual é extremamente importante que a sombra do terreiro esteja à sua frente ou atrás.
Após alguns dias, os grãos terão perdido um pouco da umidade. Assim, no final do dia é preciso aproveitar a massa quente do café e enleirar no sentido da declividade do terreiro. No dia seguinte, esparramar o café somente quando o orvalho do terreiro já tiver evaporado.
O tempo de secagem poderá variar de 8 até 30 dias de acordo com o tipo de café, terreiro e condições climáticas. Um ponto importante a ser empregado para uma melhor secagem é a separação de lotes a partir da época de colheita, umidade e homogeneidade dos lotes.
Veja a seguir o quadro que considera alguns pontos importantes em função do tipo de terreiro a ser empregado na propriedade:
* x: não é recomendado; v: recomendado
O dimensionamento do terreiro é um ponto fundamental a ser considerado e pode ser calculado de acordo com a fórmula abaixo:
S = 0,02 x Q.t / n
Onde:
Exemplo: Para uma propriedade com uma colheita de 1.000 sacas e rendimento de 450 Lt/sc de café beneficiada, teremos 450.000 Lt de café da roça, com 12 dias de média para a completa secagem do café no terreiro e um período de 90 dias de colheita.
S = 0,02 x Q x t / n
S = 0,02 x (450.000) x 12 / 70
S = 1.200 m²
De acordo com os cálculos, o dimensionamento do terreiro será de 1.200 m².
A secagem completa do café no terreiro poderá onerar muito os custos dependendo do tamanho da produção, porque poderá exigir grande área e mão-de-obra. Por isso, é necessário adaptar e planejar a estrutura de secagem conforme a produção da propriedade.
É importante lembrar que quanto maior o tempo de secagem do café no terreiro, maiores também serão os riscos de deterioração do produto devido às condições climáticas que poderão ocorrer.
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]]>O post Adubação nitrogenada no cafeeiro: saiba a importância e evite perdas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Considerando que buscamos sempre a produtividade máxima econômica, (ponto onde a produção gera a maior rentabilidade da atividade) torna-se necessária obtenção do equilíbrio entre os diferentes nutrientes a fim de buscarmos incremento produtivo de nossas lavouras.
Este correto equilíbrio nos fará ter base para produções elevadas a partir de adubações anuais de reposição e suprimento da demanda produtiva da safra seguinte.
Gráfico retirado do site da ANDA.
Para tanto, práticas como a avaliação da fertilidade do solo, diagnóstico das deficiências da lavoura (podem ser reais ou induzidas), análise da demanda de macro e micro nutrientes, proporção entre nutrientes no solo e folhas, identificação das carências através de sintomas foliares, devem ser realizadas a fim de obtermos um diagnóstico atual e, a partir deste ponto, começarmos a planejar as práticas seguintes de manejo.
Passamos então ao exame do potencial atual das lavouras e delineamento das metas para o futuro em termos de produtividade.
A relevância desses detalhes é reforçada pelo elevado preço dos adubos nitrogenados, assim como sua considerável participação no custo de produção.
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O nitrogênio é importante na expansão da área foliar, no crescimento da vegetação e na formação dos botões florais, sendo essencial na atividade fotossintética.
As deficiências de nitrogênio ocorrem principalmente na época de granação dos frutos, em função de adubações insuficientes, problemas no sistema radicular, falta de chuva que impede a sua absorção do solo ou excesso, pois adubos nitrogenados são facilmente lixiviados, principalmente os nitratos.
A deficiência é crítica nas lavouras com alta carga pendente e principalmente se estas lavouras forem de primeira safra, visto que apresentam baixa relação folha fruto.
Nas plantas com deficiência, as folhas adultas da base do ramo para a extremidade e, principalmente, nos ramos com carga, perdem o brilho e a cor verde escura, passando para verde limão.
Quando a deficiência se acentua as folhas amarelecem, iniciando pelas nervuras e caminhando para as folhas mais novas, chegando ao ponto de desfolha e seca de ponteiros depauperando a planta.
A matéria orgânica é a principal fonte de nitrogênio no solo, onde cerca de 85% do N encontra-se na forma orgânica, e o seu teor depende do processo de mineralização.
De acordo com a recomendação oficial, as doses de N baseiam-se em função do rendimento esperado e do teor de nutriente na folha para cafeeiros em produção.
São recomendadas, em média, doses de até 450 Kg por ha de N por ano agrícola, fornecidos no período chuvoso, de setembro a março, compreendendo as fases de floração, frutificação e desenvolvimento vegetativo. Existem poucos trabalhos de pesquisa realizados para fundamentar uma recomendação específica de adubação de formação, ou seja, antes da 1ª safra.
A eficiência da adubação nitrogenada é conhecida apenas indiretamente, por meio da resposta da cultura em termos de produção.
O melhor aproveitamento dos fertilizantes pelo cafeeiro, principalmente o N, está relacionado com o efeito de doses e parcelamentos e, sobretudo com a época de adubação. A absorção de nitrogênio pelo café é intensificada a partir do quarto mês do florescimento, coincidindo com o período de granação e maturação.
A época de aplicação dos adubos nitrogenados é determinada em função de:
É recomendado que as adubações nitrogenadas sejam feitas em três a quatro parcelas, devido a alta quantidade aplicada por ano e seus problemas com volatilização e lixiviação.
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]]>O post Poda do cafeeiro: a época pode interferir no crescimento e na produção? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Após a colheita, o produtor deve se preocupar com a realização de um pós-colheita de qualidade e chega a hora da realização da poda que deve ser planejada com antecedência.
E é importante lembrar que, como em toda etapa do processo produtivo, há uma época própria para garantir sua eficiência máxima.
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Lavoura decotada. (Foto: Diego Baquião).
Estudos realizados por Matiello et al. (2008) concluíram que a poda do tipo esqueletamento juntamente com a realização do decote em cafeeiros do cultivar Mundo Novo 379/19, quando realizada mais cedo, nos meses de julho e agosto, apresentaram recuperação mais rápida nas brotações e produções iniciais mais altas, como mostra a Tabela 1.

Tabela.1 Produtividades, em sacas/ha, na primeira safra, em cafeeiros esqueletados e decotados em diferentes épocas, no ensaio em Varginha-MG, 2008. Adaptado: PROCAFÉ, 2008.
A foto abaixo mostra o crescimento dos ramos plagiotrópicos em diferentes meses de poda, de julho à dezembro, dessa forma evidenciando o maior desenvolvimento daqueles ramos em que a poda foi realizada mais cedo.

Ramos Plagiotrópicos em diferentes meses de poda. Fonte: GARCIA, A.L.A.
Da mesma forma, Pereira et al. (2007) realizaram um estudo com a poda tipo recepa comparando duas épocas de poda, uma feita logo após a colheita (julho 2002) e outra poda tardia, em janeiro de 2003.
Concluíram que a melhor época de poda de se podar o cafeeiro é logo após a colheita, isso porque a estação chuvosa propicia melhores condições de recuperação da planta.
Dessa forma, esse tipo de poda após a colheita faz com que após dois anos o cafeeiro já apresente capacidade vegetativa de produção.

Tabela.2 Comprimento e diâmetro do broto, diâmetro da saia e número de plagiotrópicos de cafeeiros, em julho de 2004, em função de duas épocas de poda.
*As médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem-se significativamente entre si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Lavora recepada, do cultivar Catucaí. (Foto: Henio Inácio).
Para a poda tipo decote, Santinato (2012) realizou um estudo comparando épocas para realização de podas do tipo decote, nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, sendo avaliada a poda em três anos (2010, 2011 e 2012).
Na primeira safra após a poda, a época mais indicada para poda foi o mês de agosto e setembro. A poda tardia, nos meses de outubro e novembro, proporciona redução da produção na primeira safra, mas de acordo com o estudo, essa produção foi recuperada na segunda safra para a poda no mês de outubro e na terceira safra para o mês de novembro.

Tabela.3 Produção em função da época de poda por decote em cafezal nas condições de clima e solo na região dos cerrados de Araguari,MG.
* Tratamentos seguidos das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Ducan a 5% de probabilidade.

Lavoura do cultivar Mundo Novo, decotada com altura de 1,80 m (Foto: Diego Baquião).
Por isso a época de poda pode interferir no crescimento e produção do cafeeiro, principalmente em podas mais drásticas como é o caso da recepa e esqueletamento, isso porque a planta irá possuir mais tempo para vegetar novamente, dessa forma apresentando maiores produtividades na primeira safra.
Já no caso de poda do tipo decote, poda menos drástica, a primeira produção também é afetada pela poda mais tardia, no entanto, essa produção média pode ser recuperada nas safras seguintes.
Apesar disso, a poda (decote) tardia acarreta em atraso econômico a curto prazo, devido a redução da produção das primeiras safras. Portanto, é recomendado a realização da poda o quanto antes, para que a planta apresente maior crescimento vegetativo para produzir e não comprometer as próximas safras.
A decisão de realização da poda varia de acordo com a situação da lavoura, como a presença ou ausência de saia, adensamento, falhas, ocorrência de geadas, stand de plantas, entre outros fatores.
Após a decisão de podar a lavoura, além da escolha do tipo de poda a ser realizado, é importante ter atenção a época da sua realização, pois ela pode afetar o desenvolvimento da planta e consequentemente a produtividade das próximas safras, isso porque, a lavoura podada mais cedo tem mais tempo para vegetar.
O planejamento é chave no sucesso da produção do café!
Planeje sua poda com antecedência, conheça os tipos, qual deles é o mais recomendado para a lavoura naquele momento e tome a melhor decisão para beneficiar sua produtividade!
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]]>O post Colheita de café como elemento de qualidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os frutos de café colhidos na época e modo correto constituem matéria prima ideal para um posterior processamento de um café de qualidade.
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A colheita representa a operação mais importante, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira, tendo grande participação no custo de produção e no número de trabalhadores além, de influenciar diretamente na qualidade do produto.
A desuniformidade de maturação dos frutos é uma das principais dificuldades a serem superadas para realização de uma boa colheita do café. Frutos no estágio pós maturação podem sofrer influências negativas por fermentação quando os grãos cereja evoluem para passas ou secos, tendo como agravante a possibilidade de aumentar a quantidade de cafés de chão ou de varrição, pois os frutos caem facilmente.
Outro problema são os frutos verdes que causam prejuízos na classificação por tipo, no peso de grão, no rendimento de colheita, no desgaste da planta, na qualidade da bebida e no valor do produto.
Desse modo a colheita deve ser iniciada quando a lavoura ou talhão apresentar pequena quantidade de cafés verdes, menor que 20%, e estiver ainda com pequena quantidade de frutos passas ou secos. Não podemos dizer qual época devemos iniciar a colheita, pois a época ideal de maturação dos frutos depende da região, variedade, sistema de plantio, face de exposição do terreno e do regime de chuvas.
Atentos a todos estes fatores podemos generalizar que o período de colheita vai de março/ Abril até setembro sendo que em alguns casos pode prolongar até novembro/ dezembro, sendo de junho a agosto os meses onde se realizam a maior parte da colheita em nosso país. (Cultura do café no Brasil Manual de Recomendações Procafé ed.2005)
Cabe ao produtor observar em suas lavouras os estágios mais avançado de maturação para fazer planejamento da colheita e evitar prejuízos, tanto colhendo alta porcentagem de cafés verdes como em estágio avançado de maturação.
Neste sistema de colheita o café é derriçado sobre panos de plástico que são colocados sobre o chão ao lado de cada pé de café ou ao longo da linha.
Os panos são colocados para evitar que o café colhido entre em contato com a terra e com cafés que caíram antes do início da colheita, cafés de varrição fermentados. Sendo por isso o modo mais adequado para regiões com invernos úmidos o que facilita a fermentação que é indesejável. Além disso, facilita a abanação, processo em que são separados os frutos de folhas e galhos e também colabora no transporte e processamento do café no terreiro, pois evita que impurezas como terra e pedras se misturem com o café.
A colheita compreende três operações: Derriça do café da planta, rastelação/varrição e levantamento do café do chão/abanação.Tarefas que representam respectivamente, em média 65, 15, e 20% do trabalho. (Manual de Recomendações PROCAFÉ, 2005)
O rendimento operacional da colheita por derriça manual no pano foi avaliado em um trabalho realizado por técnicos do ex – IBC no sul de Minas onde foram colhidas várias lavouras de duas variedades, Mundo Novo e Catuaí, em diversos níveis de produtividade. Verificou-se a necessidade variável de 15 a 60 homens/dia para a colheita de mil cafeeiros (espç. 4X 1,5), sendo essa necessidade crescente com o aumento da carga, não sendo esse acréscimo proporcional.
Nas lavouras de Catuaí de porte baixo onde não se exigiu escada o rendimento foi 38% superior em relação ao mundo novo com idêntica idade e produtividade.
A derriça é uma prática usada quase que somente no Brasil, pois como a maturação é mais igualada o café pode ser retirado de uma só vez, o que não impede a opção pela colheita seletiva (a dedo) praticada em algumas fazendas.
O café pode ser derriçado no chão em regiões com inverno mais seco com terrenos arenosos, onde a passagem do fruto maduro para o seco ocorre rapidamente não ocorrendo a fermentação que é indesejável. Esse tipo de derriça é muito usada em cafezais muito adensados, onde a colocação do pano é difícil.
Para se adotar esse tipo de prática temos que tomar alguns cuidados, principalmente em anos mais úmidos, tais como:
Esse sistema é muito pouco usado no Brasil. É muito usado na Colômbia e América Central e em quase totalidade das regiões cafeeiras do mundo. Esse tipo de colheita é em função da maturação desigualada dos frutos, sendo colhidos somente os frutos maduros e a colheita pode ocorrer em 10 a 16 passadas ao ano. No Brasil quase que somente no Nordeste se usa esse tipo de colheita, em sua maioria familiar.
Nesses casos de colheita a dedo ou catação o preparo de cafés descascados ou despolpados é quase uma obrigação, pois produz um café de possível melhor qualidade, dependendo do pós-colheita, aumentando a remuneração do produtor e compensando o seu maior custo de colheita, além de facilitar a secagem.
Mesmo sendo um sistema pouco utilizado pela maioria dos cafeicultores no Brasil vejo neste sistema uma boa alternativa para pequenos agricultores e agricultura familiar, pois se conjugado com um pós-colheita bem feito compensa a pequena escala produzida com um maior valor agregado por unidade.
O rendimento da colheita a dedo do café cereja é de 80 a 100 litros/ pessoa/dia (Informe Agropecuário EPAMIG,nº162 1989).
Dispomos hoje de vários modos de colheita para diversas situações cabendo o produtor ou técnico responsável escolher o modo que mais se adequar a sua propriedade e condição da região. Vale ressaltar que sendo a colheita o fator que mais onera o custo de produção da cafeicultura, deve ser o principal item a ser observado na tomada de decisão.
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