O post Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o foco corretamente.
Veja as recomendações do especialista da Equipe Grãos do Rehagro, Fábio Pereira, para conquistar uma boa rentabilidade na próxima safra.
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Para a safra 22/23, a expectativa é que o preço médio da saca de soja diminua, enquanto os custos diretos, que são todos aqueles relacionados ao processo produtivo, seguem uma tendência a se manterem altos.
Na Safra 20/21, tivemos um lucro bruto de cerca de R$8.000,00/ha na produção de soja e uma margem bruta de aproximadamente 67%, o que representou um excelente resultado econômico para o produtor. No entanto, esses valores estavam fora da curva e, na Safra 22/23, a tendência é que eles retomem o equilíbrio, retornando para uma margem bruta em torno dos 40%.
Na Safra 18/19, uma margem bruta de 40% vinha com lucro bruto aproximado de R$2.000,00/ha. Para a Safra 22/23, o lucro bruto pode atingir aproximadamente o dobro desse valor absoluto, mas que representará a mesma margem bruta de 40% graças à inflação.
Antes, o lucro obtido permitia a compra de um trator, custeava insumos da safra seguinte e além disso fazia estoque. Hoje, com o dobro do lucro, o produtor não consegue comprar dois tratores e não compra insumos para duas safras, porque os investimentos mais que duplicaram de preço.
Para o milho, esse cenário requer ainda mais atenção. Graças aos altos custos de produção, o milho tem apresentado uma margem de lucro inferior à da soja.
A expectativa para a safra 22/23 é que os custos de produção desse grão continuem subindo, alcançando maiores patamares, com uma diminuição do lucro bruto e da margem bruta do produtor.
Diante desse cenário, o que fazer para segurar a margem?
É imprescindível ser eficiente nos custos e aumentar a produtividade.
É necessário estar atento ao mercado, estudá-lo e buscar informações com especialistas.
Para a soja, é interessante agir para garantir a margem dos 40-45%, que é uma referência interessante e ajuda a tomar decisões. Mais do que nunca, é essencial ter uma gestão muito bem feita.
Algumas perguntas podem ajudar a nortear a sua estratégia de gestão, como:
A gestão nas propriedades vem crescendo, mas muitas fazendas não conseguem obter indicadores. Ou quando os obtêm, não sabem o que fazer com eles. Por isso é fundamental entender onde você está para definir para onde você vai e traçar um caminho para chegar lá.
Atenção! Pode parecer uma saída, mas cortar custos pode comprometer a sua produtividade.
O adubo está caro – devo cortar? Cuidado!
Ser mais eficiente na utilização dos recursos para melhorar a produtividade pode ser um melhor caminho. Afinal, eles são o motor da geração do resultado!
Quer saber como melhorar sua produtividade, ter mais eficiência nos custos e fazer um bom planejamento e execução das atividades para alcançar uma boa margem de lucro na próxima safra?
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]]>O post Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017).
Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.
Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:
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O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.
Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:
Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:
Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.
Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.
Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.
Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:
Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.
Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).
Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.
O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.
Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.
Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.
Figura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).
A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.
Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.
O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:
Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).
Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.
Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.
Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.
Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.
Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.
A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.
A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.
Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:
Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.
A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.
Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:
Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.
Figura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO).
Figura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR).
Figura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG).
Figura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).
Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.
Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.
No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.
Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.
O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.
A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.
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]]>O post Gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse Webinar, realizado em parceria com a Agro1, Fábio Pereira, consultor sênior do Rehagro, debate sobre o assunto gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos.
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]]>O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.
O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.
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Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada – quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de aplicações de fungicidas, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.
O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.
Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.
Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a queda e o apodrecimento de vagens. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.
No enchimento de grãos (R5 e R6), as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.
Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.
Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.
O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.
As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras, alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas.
As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As folhas ficam amareladas e com necrose entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.
Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.
Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.
As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).
Cercospora kikuchii pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.
Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.
Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.
Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.
Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.
Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.
Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.
Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.
Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.
Sobrevivem em restos culturais.
Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.
O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas – os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de C. kikuchii, com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.
Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.
Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.
Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.
A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.
A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.
As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:
Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).
Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.
Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.
As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.
Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.
As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.
O fungo C. cassiicola pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.
Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.
Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.
Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para manchas com centros de coloração castanho-claro na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.
As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.
O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.
A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de C. sojina.
Os sintomas nas folhas iniciam por lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.
A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.
O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.
Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.
Os primeiros sintomas são manchas aquosas, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.
O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.
A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.
Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.
A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.
O manejo do mofo-branco deve ser realizado pela integração de medidas de controle, tais como:
O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.
É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).
A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.
O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.
O sintoma de infecção na raiz inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.
Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.
Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.
Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.
Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.
Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.
Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.
Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.
A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.
Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.
Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.
Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.
Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.
O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.
A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de Meloidogyne.
As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.
Pratylenchus brachyurus também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.
E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.
Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)<1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.
Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.
As plantas apresentam folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar. Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.
Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.
A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.
Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.
O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.
Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.
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]]>Hoje, a cadeia produtiva é responsável por mais que a metade das exportações e por cerca de 26% do produto interno bruto brasileiro, mesmo considerando a crise instalada com a pandemia do COVID-19.
Os dados do agronegócio no Brasil são surpreendentes. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a taxa de crescimento do PIB agropecuário, publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), têm sido também elevadas nos últimos anos, impulsionado pelo protagonismo da soja nas demandas dos principais países importadores, especialmente China e Estados Unidos.
O superávit do setor foi maior do que o da própria balança comercial, que registrou US$ 50,9 bilhões em receita líquida, enquanto o agronegócio excedeu a marca de US$ 100 bilhões (CEPEA, 2021).
A atividade agrícola para exportação tem sido um importante propulsor para o crescimento do produto interno brasileiro. O agronegócio hoje é responsável por 52,2% de tudo exportado no Brasil, e este resultado está ligado à alta produtividade motivada por incrementos tecnológicos usados no campo.
Percebe-se que o agronegócio no Brasil tem sido o propulsor da economia, mesmo em tempos difíceis vividos pela pandemia do COVID-19. O setor passou a ter uma participação de 26,1% do produto interno bruto no ano de 2020, segundo o estudo do CEPEA.
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O agronegócio é um dos setores econômicos mais dinâmicos no Brasil, levando a debates sobre como sua expansão pode oferecer oportunidades para o desenvolvimento local, superando a atual estratégia simplificada de expansão para novas fronteiras agrícolas com altos custos sociais e ambientais.
Com a perda relativa da participação industrial na economia, o agronegócio tornou-se fundamental para a balança comercial e um dos principais dinamizadores da economia brasileira, inclusive da indústria relacionada à produção agropecuária.
Em 2019, o agronegócio como um todo foi responsável por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (incluindo a produção agropecuária e a indústria a montante e à jusante da fazenda), enquanto a produção agropecuária apenas representou 5% do PIB nacional.
Estimativas apontam que a expectativa para a safra 21/22 de grãos e oleaginosas deve alcançar mais de 260 milhões de toneladas. O avanço é decorrente do uso intensivo de tecnologia e transformação digital associadas a técnicas inovadores de cultivo de solo, insumos e sementes melhoradas, georreferenciamento e uso de drones.
A atual situação de um ambiente de negócios liberal e globalizado em que o país se insere resulta na necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento baseado em oportunidades criadas por setores econômicos dinâmicos como é o caso do agronegócio.
Um desafio crucial é a consolidação de empresas de capital doméstico ao longo das cadeias produtivas do agronegócio feito no Brasil, em superação à crescente hegemonia das multinacionais estrangeiras.
Os setores com o maior número de empresas foram o de bioenergia (24%), o misto (diversas atividades, normalmente cooperativas mistas) (18%), o de proteína animal (15%) e o de grãos e óleos (11%).
Os setores com maior destaque em receita total foram o de proteína animal (30% da receita total), o de bioenergia (26%) e o de tradings (18%).
Das 100 maiores empresas de capital aberto do agronegócio brasileiro, 23 são cooperativas. Das 100 maiores empresas de capital aberto do agronegócio brasileiro, 88 foram fundadas no Brasil e 12 no exterior.
O Sudeste, Sul e Centro-Oeste representam as regiões de fundação da maioria das empresas nacionais do agronegócio brasileiro. As cooperativas possuem receita total média menor do que as empresas privadas. As empresas predominam nas regiões, mas no Sul as cooperativas também são expressivas.
Não se pode, portanto, deixar de perceber a grande diversidade em termos de setores abrangidos e regiões de origem das grandes empresas do agronegócio brasileiro, e um ambiente de negócios favorável certamente aumentará o dinamismo no setor.
Com isso, a principal contribuição que as políticas públicas podem trazer nesse contexto é assegurar regramentos claros e transparentes, que permitam que as empresas possam atuar de forma competitiva nos seus respectivos segmentos.
Como todo negócio, o setor também enfrenta dificuldades. A pandemia impôs sérias restrições à mobilidade de pessoal, o que dificultou a realização de alguns serviços no campo e ao apoio do setor de logística, responsável pelo transporte de insumos e produtos.
Além disso, o setor se viu ameaçado pela forte pressão do mercado mundial, que passou a exigir melhores práticas de preservação ambiental, entre elas o combate ao desmatamento e às queimadas.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
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]]>A adaptação dos insumos de produção localmente dentro de um campo e individualmente para cada unidade de produção permite um melhor uso dos recursos para manter a qualidade do meio ambiente enquanto melhora a sustentabilidade do fornecimento de alimentos. A agricultura de precisão fornece um meio de monitorar o sistema de produção de grãos e gerenciar a quantidade e a qualidade dos produtos agrícolas.
A agricultura de precisão, ou gestão baseada em informações de sistemas de produção agrícola, surgiu em meados da década de 1980 como uma forma de aplicar o tratamento certo no lugar certo na hora certa.
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O aumento da conscientização sobre a variação nas condições do solo e das culturas, combinado com o advento de tecnologias como sistemas globais de navegação por satélite (GNSS), sistemas de informações geográficas (GIS) e computadores, servem como os principais impulsionadores.
Inicialmente, a agricultura de precisão foi usada para adaptar a distribuição de fertilizantes às diferentes condições do solo em um talhão.
Desde então, outras práticas evoluíram, como orientação automática de veículos e implementos agrícolas, máquinas e processos autônomos, rastreabilidade de produtos, pesquisa na fazenda e softwares para o gerenciamento geral dos sistemas de produção agrícola.
Apesar das diferenças nos tipos de tecnologia e nas áreas de adoção, os objetivos da agricultura de precisão são três:
As variabilidades que têm influências significativas na produção agrícola podem ser categorizadas em seis grupos.
Distribuições de rendimento históricas e atuais.
Topografia do talhão – elevação, inclinação, aspecto e terraço; proximidade ao limite do talhão e córregos etc.
Infestação de ervas daninhas; infestação de insetos; infestação de nematoides; infestação de doenças; danos causados pelo vento.
Prática de condução da lavoura; híbrido/cultivar; taxa de semeadura da cultura; rotação de colheitas; aplicação de fertilizantes; aplicação de pesticidas; e padrão de irrigação.
Entre esses tipos de variabilidade, a variabilidade de rendimento é frequentemente considerada a variável dependente final, enquanto a maioria dos outros tipos de variabilidade são tratados como variáveis independentes.
A variável independente mais extensivamente estudada até hoje tem sido o nível de fertilidade do solo. De fato, a maioria das tecnologias de taxa variável para aplicações químicas foram desenvolvidas em aplicadores de fertilizantes.
Muitos tipos de variabilidade são de natureza espacial e temporal. A infestação de ervas daninhas serve como exemplo. Padrões espaciais de manchas de ervas daninhas podem mudar durante a estação de crescimento da cultura.
As variabilidades nos parâmetros climáticos são principalmente de natureza temporal. No entanto, o monitoramento intensivo da precipitação nos talhões também é importante para auxiliar na tomada de decisões para aplicações de fertilizantes.
O gerenciamento da variabilidade pode ser alcançado por duas abordagens: a abordagem baseada em mapas e a abordagem baseada em sensores.
Com as tecnologias disponíveis de GNSS, sensoriamento remoto, monitoramento de produtividade e amostragem de solo, a abordagem baseada em mapas é geralmente mais fácil de implementar.
Essa abordagem requer o seguinte procedimento: amostragem em grade de um campo, realização de análises laboratoriais de amostras de solo, geração de um mapa específico do local e, finalmente, utilização desse mapa para controle de um aplicador de taxa variável. Um sistema de posicionamento, como um GNSS, geralmente é necessário para essa abordagem.
A abordagem baseada em sensor, por outro lado, mede as propriedades desejadas, como propriedades do solo e da planta, usando sensores em tempo real de maneira ‘on-the-go’ (em movimento) e controla o aplicador de taxa variável com base nas medições.
As aplicações específicas do local de insumos agrícolas podem ser implementadas dividindo um campo em zonas de manejo menores que são mais homogêneas em propriedades de interesse do que o campo como um todo.
Uma zona de manejo é definida como “uma porção de um campo que expressa uma combinação homogênea de fatores limitantes de rendimento para os quais uma única taxa de um insumo de cultura específico é apropriada”.
Assim, as zonas de manejo dentro de um campo podem ser diferentes para diferentes insumos, e o delineamento de zonas de manejo para um insumo específico envolve apenas os fatores que influenciam diretamente a eficácia desse insumo no alcance de determinados objetivos.
Uma zona de manejo também pode ser delineada por mais de uma cultura específica. Neste caso, uma única taxa é aplicada para cada uma das entradas específicas dentro de uma zona. O número de zonas de manejo distintas dentro de um talhão é uma função da variabilidade natural dentro do talhão, do tamanho do talhão e de certos fatores de manejo.
O tamanho mínimo de uma zona é limitado pela capacidade do agricultor de gerir diferencialmente as regiões dentro de um campo. Se um GNSS estiver envolvido para controlar a aplicação ou guiar o implemento, parece não haver razão para restrições na forma da zona.
No entanto, na realidade, o padrão em que o equipamento de aplicação percorre o campo deve ser considerado ao delinear as zonas de gerenciamento.
A agricultura de precisão permite rastreamento e ajuste precisos da produção agrícola. As tecnologias de agricultura de precisão oferecem aos agricultores oportunidades de alterar a distribuição e o tempo de fertilizantes e outros agroquímicos com base na variabilidade espacial e temporal em um campo.
Os agricultores podem fazer análises econômicas com base na variabilidade do rendimento das culturas em um campo para obter uma avaliação precisa do risco. Conhecendo o custo dos insumos, os agricultores também podem calcular o retorno em dinheiro sobre os custos de cada hectare.
Certas partes dentro de um campo, que sempre produzem abaixo do ponto de equilíbrio, podem ser isoladas para o desenvolvimento de um plano de gerenciamento específico do local.
Embora os benefícios ambientais da agricultura de precisão não tenham sido mensurados sistemática e quantitativamente, algumas pesquisas têm revelado evidências positivas.
Um estudo realizado em dois campos adjacentes, um tratado com tecnologia de taxa uniforme para fertilizante nitrogenado e outro com tecnologia de taxa variável, demonstrou o efeito da tecnologia de taxa variável na redução da contaminação do lençol freático.
Com a disponibilidade de dados topográficos para campos implementados com tecnologias de agricultura de precisão, a interação entre o preparo do solo e a erosão do solo/água pode ser examinada e, assim, a redução da erosão pode ser alcançada.
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]]>O post Fungicidas: quais são os principais tipos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas classes.
1. Fungicida: é um defensivo agrícola usado com o objetivo de controlar ou acabar com fungos que atacam e reduzem produtividades em plantas.
2. Inseticida: de modo geral, são substâncias químicas e biológicas usadas para controle e combate de insetos-pragas que causam prejuízos às lavouras. Agem em todas as fases do inseto.
Só para a soja, são registrados mais de 350 tipos de fungicidas e mais de 340 em inseticidas. Há aqueles indicados para tratamento de sementes, os preventivos, os que agem diretamente na planta, e muitos outros. Por isso, é importante entender como é a ação desse tipo de defensivo em sua lavoura.
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De modo geral e informal, as pessoas costumam dividir os fungicidas entre aqueles que são protetores e aqueles que são sistêmicos.
Nosso antigo coordenador, facilitador e consultor Geraldo Gontijo, que também é mestre em Fitotecnia, com ênfase em vários cereais, como a soja e o milho, explica sobre os tipos de fungicidas no vídeo “Tipos de fungicidas“.
Se analisarmos de forma mais simplificada, os fungicidas do tipo protetor são aqueles com ações mais superficiais, enquanto os sistêmicos, são aqueles que agem mais profundamente na planta. No entanto, é muito comum ter confusão quanto aos sistêmicos, é o que explica Geraldo:
“É comum muitos pensarem que quando um determinado produto possui ação sistêmica, consegue se translocar de uma folha para a outra. Na verdade, todas as vezes em que falamos de sistematicidade, tanto de fungicida quanto de inseticida, é uma sistematicidade baixa!”
E isso está atrelado ao vaso condutor o qual o fungicida irá agir. Clique no link do vídeo acima e entenda melhor essa relação.
Soja e milho são culturas de alta intensidades produtivas, possuindo mais de uma safra ao ano. Isso significa que qualquer cuidado é pouco. Aliás, dependendo da doença, pragas ou até mesmo a planta daninha que surgir na lavoura, pode ocasionar mais de 80% de perdas. Dependendo da severidade, pode dar perda total e o produtor ter prejuízos grandiosos.
O melhor é sempre a prevenção do que o combate. Claro que quando o agente causal de dano surgir, é preciso agir, mas antecipar isso, deixando suas lavouras protegidas, pode ser a chave para a lucratividade garantida.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Como realizar o controle do capim-amargoso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além de causar enormes prejuízos, ela é de difícil controle. Há algumas que já adquiriram resistência a um dos principais, se não o principal, herbicida: glyphosate (glifosato). Por esse motivo, o custo para seu controle é ainda maior.
Essa planta daninha ainda possui outras características que dificultam e atrapalham a tentativa de controle, como:
E, quando o assunto é milho, o controle é ainda mais delicado, afinal, os 2 são da família das poaceae (gramíneas). É o que salienta o consultor em grãos e engenheiro agrônomo, Flávio Moraes:
Os principais graminicidas que podem controlar o amargoso, podem ter efeitos prejudiciais à cultura do milho.
No entanto, há uma solução sim para áreas com infestação de capim amargoso e nesse vídeo a seguir de apenas 3:03 minutos, Flávio explica qual técnica seguir, melhor época e dá dicas. Confira:
Cuidado com o herbicida o qual você vai optar para fazer o controle do capim-amargoso, isso porque além de alguns afetarem o milho, há aqueles que são residuais.
Flávio também exemplifica o que fazer nesses casos.
A cada ano que passa, a expectativa de produção de milho por hectare aumenta. A última média prevista pela Conab diz que, para a safra 2021/22 é de 90 sacas de milho por hectare, mas há quem consiga produzir acima de 200!
O impacto dessa gramínea é tão forte que, no caso da soja, por exemplo, pode ter perdas de 6 sacos por hectare.
Há outras plantas daninhas tão prejudiciais quanto, além das doenças e pragas. Para atingir altas produções e lucratividade, é preciso ter o controle e a segurança em suas lavouras.
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]]>O post Colheita mecanizada: principais pontos e o seu papel na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma importância. Uma colheita de grãos mal feita, inclusive, acarretará em mais perdas do que a aceitável e isso vai refletir no lucro final do produtor, que pode acabar sendo abaixo do esperado.
À medida que a tecnologia avança, maior é a intensidade de produção do setor agrário, com no mínimo 2 safras e em alguns casos até 3 safras por ano.
Como isso ocorre na mesma área, há ainda a rapidez na comercialização e tudo isso se torna possível com a colheita mecanizada, é o que aponta Alessandro Alvarenga, que é consultor técnico e coordenador em agricultura de precisão do Rehagro.
Ele exemplifica que, no caso do milho, ocorre esses dois tipos de colheita:
No milho, quando ele atinge a maturação, o colmo seca demais e ocorre queda de algumas espigas, pelo vento e demais fatores. A colhedora não tem a capacidade de colher esses, sendo necessária a colheita manual.
Apesar da colheita mecanizada ser vantajosa, por apresentar mais rapidez, ela também tem seus pontos negativos e um deles é a perda. Confira mais detalhes nesse vídeo do Alessandro com menos de 4 minutos:
É possível ter um bom rendimento em sua área, desde que você conduza de forma correta, precisa e com as técnicas adequadas.
Como dito mais acima, a colheita é a fase pela qual o produtor mais espera, mas ela não é a única. Para uma lavoura ser produtiva, é preciso um manejo adequado antes mesmo do plantio, iniciando pelo preparo do solo.
As fases são muitas até a comercialização e captação de lucro pelo produtor, mas com os avanços tecnológicos e o mercado demandando cada vez mais volume produtivo, os cerealistas precisam estar por dentro das novas tecnologias que tornarão isso possível.
Não precisa necessariamente ter máquinas de última geração, mas o conhecimento atualizado sim. Já existem tratores, colhedoras e sensores usados há anos, porém, nem sempre de forma correta e em seu máximo potencial.
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]]>Concomitantemente à sua importância em termos de produção, a cultura ainda se notabiliza pelos diversos usos. Estimativas apontam para mais de 3.500 aplicações deste cereal.
Além da relevância no aspecto de segurança alimentar, na alimentação humana e, principalmente, animal, é possível produzir com o milho uma infinidade de produtos, tais como combustíveis, bebidas, polímeros, etc.
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Da safra 2000/01 para a de 2017/18, a produção mundial de milho passou de 591 milhões de toneladas para 1,076 bilhão de toneladas, com aumento de 82%, principalmente por causa do uso como ração animal para a produção de frangos e suínos.
Segundo dados da USDA (2018a, 2018b) apenas dois países representam 58,9% da produção mundial de milho, sendo representado pelos Estados Unidos, com 34,5% (371 milhões de toneladas) da produção mundial, seguido da China, com 24,5% (263 milhões de toneladas).
Ao se agregarem Brasil e União Europeia aos dois maiores produtores mundiais, os 4 maiores produtores são responsáveis por 72,3% da produção mundial.
Alguns países destacam-se com aumento da produção bem acima da média mundial:
Gráfico 1: Principais países produtores de milho (Em 1.000 t). 2000/01 – 2005/06 – 2010/11 – 2017/18.t/. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
A Ucrânia merece destaque por ter apresentado um crescimento da produção em menos de duas décadas superior a 500%, passando a ser um dos principais players no comércio mundial de milho, e com a vantagem logística de estar mais próximo dos mercados consumidores do que os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina.
A importância do milho como maior cultura agrícola mundial e de sua comercialização, apresenta uma taxa de crescimento de 3,34% a.a., bem superior ao crescimento populacional, uma indicação do dinamismo do produto (USDA, 2018b).
Sua comercialização como commodity, no comércio internacional desse cereal, possui um percentual baixo em relação à produção, apenas de 14% em 2017/18.
A produção de milho no mundo tem aumentado a cada ano. É possível observar pelo aumento de produção e de produtividade ao longo dos últimos anos.
Os principais fatores que contribuíram com esse aumento de produção foram:
O Gráfico 2 apresenta os principais importadores mundiais. Apesar de em 2017/18 a União Europeia ter se destacado como a maior compradora de milho, individualmente o México é o maior cliente mundial, condição que deve se consolidar ainda mais na próxima década.
Para a próxima década, em 2027/28, a projeção é de que o México será o maior comprador de milho no planeta, seguido de Japão, Irã, Egito, União Europeia e Vietnã.
Há anos se espera que a China se torne em algum momento o maior comprador de milho do mundo, mas os aumentos de produção sucessivos do país têm frustrado esses planos.
Gráfico 2: Principais países importadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/2018. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
Segundo Contini et al. (2019) no relatório do USDA de novembro de 2018 os dados de produção e estoque de milho da China, mostram que a produção era maior que a estimativa divulgada.
Os estoques estimados para o final da safra 2018/19, que eram de 58 milhões de toneladas nos relatórios de setembro/2018, passaram para 208 milhões de toneladas nos relatórios em novembro. Sendo assim, não é provável que a China seja um relevante comprador de milho nos próximos anos.
No Gráfico 3 encontram-se os principais países exportadores de milho, no período de 2000/01 a 2017/18.
Em termos de volume exportado, no ano de 2000/01 foram 76,9 milhões de toneladas, passando para 90 milhões em 2010/11, e atingindo 151,1 milhões em 2016/17.
Considerando o período, o crescimento foi de 96,7%. Da mesma forma que a produção, as exportações também estão concentradas em poucos países.
Gráfico 3: Principais países exportadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/18. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
Em 2017/18, os Estados Unidos foram responsáveis por 24,1% das exportações totais de milho no mundo, diminuindo sua participação em relação a 2000/01, que era de 64,1%.
Nos últimos anos o Brasil se estabeleceu como o segundo maior exportador de milho no mundo, apresentando um crescimento de 302% (CONAB 2018b).
Os últimos 10 anos têm apresentado aumento no valor de comercialização e fatores climáticos, como a seca no Meio Oeste Americano no ano de 2012, contribuem para elevar o valor da ommodity no mercado internacional, segundo Contini et al. (2013).
O risco climático é um dos principais fatores que podem contribuir para a alta dos preços no mercado internacional, possibilitando com que países emergentes possam atuar como players no mercado internacional.
O milho é cultivado em todas as regiões do Brasil. Sua produção ocorre em diferentes épocas, face às condições climáticas das regiões.
O cultivo da primeira safra é semeado na primavera/verão e predomina na maioria das regiões produtoras, com exceção de regiões no Norte e Nordeste, em que, a época de chuvas tem maior concentração a partir do mês de janeiro, sendo o período de semeadura denominado segunda safra.
Na região Centro-Sul do Brasil o cultivo de milho é realizado após a colheita da soja, com semeio concentrado no verão/outono denominado segunda safra. Sendo assim, o sistema e o fluxo de produção em diferentes meses do ano trazem maior complexidade no entendimento do equilíbrio de oferta e demanda.
A mudança da época de semeadura do milho para a segunda safra ocorreu gradualmente desde o início da década de 1990.
Em 2006/07 representou 29% da produção nacional, em 2009/10 e 2010/11 foi de 39%. Na safra 2018/19 apresentou produção recorde de 74 milhões de toneladas.
A inversão da produção do verão para o inverno se estabeleceu de fato em 2011/12, quando a colheita da safrinha quase dobrou em relação ao ano anterior e passou pela primeira vez a safra de verão. Desde então a diferença só aumentou (Gráficos 6 e 7).
Gráfico 4: Área plantada de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019).
Gráfico 5: Produção de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20 – Fonte: CONAB (2019).
A produção brasileira de milho durante os últimos 40 anos pode ser visualizada no Gráfico 8.
O aumento da produção foi de 20 milhões de toneladas na safra 1976/77 a ponto de atingir o pico de 99 milhões em 2018/19.
O crescimento do Brasil é espetacular, com 4,67% ao ano (a.a.) na produção e 2,95% a.a. na produtividade (Conab, 2018a), dados superiores aos observados para o mundo (3,34% a.a.).
A produtividade média do milho brasileiro (4,9 t/ha), no entanto, está abaixo da mundial (5,65 t/ha), a produtividade norte-americana supera 11 t/ha (USDA,2018b).
Gráfico 6: Produção total de milho no Brasil – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019)
Este crescimento da produção só foi viável em decorrência do aumento da demanda doméstica, associado à evolução da avicultura e da suinocultura, e da demanda externa com o crescimento acentuado das exportações.
Na Tabela 1, observa-se que, entre 2014/15 e 2018/19, o consumo animal de milho aumentou 250 mil de toneladas, e as exportações aumentaram mais de 1 milhão de toneladas.
Tabela 1: Demanda de milho no Brasil (milhões de toneladas) – 2014/15 a 2018/19. – Fonte: Associação Brasileira das Indústrias do Milho (2019).
No âmbito nacional, a situação da produção de milho no Brasil em 2018/19 e perspectiva para a safra 2019/20, mostra que a produção passou do verão para o inverno, e a localização predominante foi do Sul para o Centro-Oeste.
O Mato Grosso passou a ser o maior produtor de milho no país com 31,3 milhões de toneladas, sendo que o milho segunda safra representou 95% da produção total na safra 2018/19 (Conab, 2019).
Cabe ressaltar que a mudança da produção de milho do verão para o inverno favoreceu as exportações, ao diminuir a competição com a soja por espaço nos portos.
Assim, os embarques de milho ganham força em julho, quando passam a diminuir os embarques de soja, e despencam em fevereiro do ano seguinte, após a colheita da oleaginosa.
O milho apresenta uma razoável distribuição regional. Os principais estados produtores são:
Juntos, foram responsáveis por 76% da safra nacional de milho em 2018/19. Esses números são suportados pela importância do milho no mercado nacional e internacional e pelo crescimento acentuado do milho de segunda safra.
Em algumas regiões dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, tem se observado o cultivo de milho terceira safra, os cultivos são semeados no outono/inverno devido ao período de chuvas.
Essa característica climática faz com que os produtores tenham grãos de alta qualidade para serem comercializados fora do período tradicional, próximo à colheita de milho nos Estados Unidos.
Há também a vantagem de estar próximo aos terminais portuários dos três estados, garantindo uma redução no frete para exportação da produção.
O PIB do agronegócio no Brasil teve alta de 1,87% em 2018, segundo o Cepea. Atualmente, o agronegócio sozinho representa 21,1% do PIB brasileiro. Além disso, é responsável por metade das exportações do país, o que demonstra grande poder sobre o saldo positivo na balança comercial brasileira.
O valor bruto da produção (VBP) do agronegócio alcançou R$536,5 bilhões em 2017, dos quais R$342,6 bilhões na produção agrícola e R$193,9 no segmento pecuário.
Em relação a esses valores, os 10 que mais se destacaram no ranking foram:
Figura 1: Valor bruto da produção no Brasil em 2017 (R$ bilhões). – Fonte: CNA (2019).
O setor agrícola absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros.
Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio.
Desses 30,5 milhões:
Quanto ao comércio internacional 44,1% das exportações brasileiras, em 2017, foram de produtos do agronegócio – também há forte contribuição do agronegócio para o desempenho da economia brasileira.
A importância econômica desse setor se dá pelo fato, que desde 2007 o superávit comercial do agronegócio brasileiro tem mais que superado o déficit comercial dos demais setores da economia brasileira, e garantido sucessivos superávits à Balança Comercial brasileira.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior exportador mundial de produtos agropecuários, aproximadamente US$ 96 bilhões. Ele fica atrás, apenas, da União Europeia, EUA e China.
Esse desempenho comercial superavitário com o resto do mundo, tem contribuído de forma decisiva para a estabilidade da taxa de câmbio e para a continuidade da política de flexibilização da política monetária, com reflexos importantes nos menores custos de crédito para toda a sociedade brasileira.
Gráfico 7: Saldo da balança comercial brasileira (US$ bilhões) – 1989 a 2017. – Fonte: MDIC e AgroStat/Mapa. Adaptado CNA.
Apesar dos desafios contemporâneos nos mercados doméstico e internacional, os destinos e a diversidade de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro aumentaram significativamente.
O milho tem sua importância mundial bem difundida, por servir de alimento humano, animal e ainda tem seus subprodutos. No entanto, apesar do Brasil estar crescendo em produção, produtividade e exportação, ainda fica abaixo da produção mundial.
Analisando as perspectivas futuras, a demanda por esse alimento tende a crescer cada vez mais. Isso significa: oportunidade!
Esse cereal é cultivado, comercialmente, 2 vezes ao ano e em todo o país, então há a oportunidade clara de crescimento nesse segmento, tanto para produtores quanto para profissionais que lidam nessa área.
Mas com grande expectativa de produção, também vêm grandes exigências. Estar por dentro do mercado, se atualizando e aprimorando seus conhecimentos pode ser a chave para seu sucesso.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro é um curso EAD que, inclusive, foi vencedor no ranking da revista Exame como o melhor curso à distância do Agro.
Isso porque ele é completo e pode te fazer dominar desde o planejamento assertivo das safras, a fisiologia das culturas, fertilidade, proteção e muito mais.

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]]>O post Germinação das sementes: o que é e como ocorre esse processo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de nada os demais processos.
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Conseguir visualizar o “nascimento” de uma plântula, quando a semente se rompe e inicia seu desenvolvimento, emitindo a primeira estrutura, que é a radícula, é realmente incrível.
Figura 1: Fenologia do milho. Fonte: Pioneer Sementes
Essa, porém, é apenas a parte visual externa, pois o mais importante ocorre internamente com substâncias, hormônios e transformações.
Todo o processo inicia com a entrada da água no embrião de uma semente. É o que explica Evandro Fagan, que é professor e pesquisador de fisiologia da produção do Rehagro.
“Quando a água entra, ela ativa a giberelina, que está na estrutura do embrião.” – pontua Evandro.
A giberelina é um tipo de hormônio vegetal que ajuda a regular diversos processos de desenvolvimento, então ela tem forte papel na germinação. Esse hormônio ainda ativa enzimas igualmente importantes para o processo.
A emissão da radícula só ocorre quando outro processo, dependente da giberelina e da ativação de enzimas, ocorre.
Evandro exemplifica com uma monocotiledônea, como o milho, e também mostra com uma dicotiledônea, como a soja. Os processos são parecidos, mas possuem suas diferenças.
Uma produção de grãos depende de muitos fatores, inclusive que vão além da lavoura. No entanto, entender detalhadamente o processo inicial do desenvolvimento de qualquer cultura agrícola, pode fazer toda a diferença.
Nesse caso da germinação, por exemplo, deixa claro a importância da disponibilidade de água nesse início. Mostra também que o processo diverge de acordo com o tipo de semente.
Entender cada fase de cada processo com propriedade de conhecimento, pode ser o que resultará em colheitas fartas depois, ou no manejo mais adequado em cada etapa do processo. E, claro, isso pode te destacar no mercado, seja como produtor ou especialista do setor.
Aprenda pontos importantes sobre a safra da soja com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.
O Rehagro é um grupo composto de vários segmentos e todos eles voltados para o agronegócio. Isso o torna completo e referência no assunto.
A faculdade Rehagro possui a Pós-graduação em Produção de Grãos, que é um curso em formato EAD e que já recebeu o título de melhor curso nessa modalidade no segmento agrícola pela revista Exame.
Além disso, todos os professores também prestam consultorias, ou seja, possuem vivência prática e atualizada das tendências de mercado.
Com essa pós-graduação, além da fisiologia, você ainda dominará:
Tudo para te tornar especialista de destaque e renome na área. Você terá acesso a dados e situações reais, com feedback personalizado e individual, para seu máximo desenvolvimento e desempenho.
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]]>O post Produtividade do trigo: qual o índice mais importante? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A Abitrigo aponta que a necessidade de consumo brasileiro é de 12,7 milhões de toneladas de trigo, mas produzimos bem menos que isso, portanto, acabamos importando esse grão, geralmente da Argentina.
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A alta no preço das commodities, no entanto, tem incentivado o crescimento da produção.
Segundo a Conab, na safra 21/22 a rentabilidade do triticultor teve um aumento de 10,6%.
A Conab ainda projeta que, para a safra de 2022, a expectativa seja de 9,6 milhões de toneladas de trigo. Outro fator positivo é que estão apostando no “trigo tropical” do cerrado, pois tem potencial quantitativo e qualitativo.
As novas técnicas de manejo permitem gerar sementes adaptadas ao clima. Assim, o ponto focal do sucesso futuro do trigo brasileiro, está na semente!
Aliás, não é segredo para ninguém a importância da semente em qualquer cultivo. Ela é o principal insumo da produção cerealista e pode representar 20% ou mais nos custos totais.
A qualidade da semente reflete diretamente na colheita. A importância da semente está desde o potencial germinativo, até a distribuição correta e uniforme do estande.
Claudio Isamu, que lecionou a disciplina de Ecofisiologia e Manejo das Lavouras visando elevadas produtividades (tópico Manejo da Cultura do Trigo – Pós Graduação em Produção de Grãos do Rehagro), explica que para obter altas produtividades em trigo, é preciso primeiro entender a semente.
E como a semente é o insumo mais importante e de forte impacto no custo de uma produção, o primeiro passo é saber: quantas sementes de trigo você vai precisar em um hectare?
Cláudio diz que já fez essa pergunta para vários profissionais da área, mas as respostas são sempre vagas ou inconsistentes.
“Produtores, consultores, representantes de empresa destinados à cultura trigo: quantos quilos de semente de trigo usamos por hectare? Aí escutamos: 180Kg, 200Kg, até 220Kg de semente. Eu digo a vocês: depende do PMS!”
No vídeo abaixo, com menos de 4 minutos, Cláudio explica detalhadamente e mostra como fazer esse cálculo de PMS para a cultura do trigo. Confira:
Soja e milho também são calculados por meio do PMS. No caso da soja, até a compra da semente leva isso em conta.
É um trabalho demorado, exige paciência e concentração, mas é extremamente necessário para garantir um estande adequado, alta produtividade e redução de custos com esse insumo, uma vez que estará calculado corretamente.
Outro ponto a se levar em conta são as características específicas da variedade e cultivar que você pretende produzir.
Seja triticultor, sojicultor ou demais cereais, a produção depende de muitos fatores, sejam eles climáticos ou de manejo.
Ano após ano a demanda por grãos aumenta, pois muitos são usados no consumo humano in natura, seus derivados como a farinha e também na alimentação animal.
Para produzir muito e alcançar resultados acima da média, é preciso se atualizar no mercado tecnológico, consumidor e cumprir as novas exigências do mercado agrário.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro foi eleito o melhor curso EAD do setor pela revista Exame e isso tem diversas razões. Primeiro, porque é um curso completo. Todos os professores são consultores, ou seja, eles lidam diariamente no campo e sabem as reais necessidades do produtor.
O curso aborda outros fatores de enorme importância para a produção de grãos, como:
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]]>O post 6 passos para o sucesso da produtividade na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em 2020, os produtores nacionais de milho exportaram mais de 35 milhões de toneladas desse grão.
A cada nova safra, a demanda aumenta, já que boa parte do que produzimos é consumido internamente. Então, o que é preciso para produzir cada vez mais e com qualidade?
Breno Araújo, que é mestre em fertilidade do solo e nutrição de plantas com foco em alta produtividade de milho e soja pela UFLA, explica que os campeões de produtividade possuem vários pontos em comum.
Esses produtores entenderam a curva de pré-requisitos para melhorar a produtividade do sistema de produção dentro das fazendas.
Será que você possui esses pontos ou pode consegui-los?
Há 6 pontos primordiais para quem almeja alcançar uma produtividade satisfatória e eles dependem de algo que muitos já conhecem: investimento.
No entanto, engana-se quem pensou em investimento financeiro, propriamente dito. O primeiro passo é um olhar mais criterioso para seu solo. Ele está apto para sua expectativa de colheita?
Veja na íntegra, em menos de 4 minutos, quais são os passos em comum que os campeões de produtividades fazem para atingirem esses resultados:
O solo precisa estar abastecido e equilibrado:
Breno ainda aponta que:
Em qualquer lugar do país que você observar os grandes campeões de produtividades, quem está produzindo bem e colocando dinheiro no bolso, eles têm esses fatores em comum.
Dominar as necessidades do seu solo, os requisitos exigidos de sua cultura, implantar corretamente em solo protegido e acompanhar o desenvolvimento de sua lavoura é o conjunto para o sucesso nas colheitas.
Ser um campeão em produtividade requer conhecimento de cada uma dessas fases e muitas outras. Não é um trabalho fácil, mas se feito corretamente, garante renda e lucratividade que perpassa gerações.
No curso online Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, você saberá desde os primeiros cuidados do solo até as mais recentes tecnologias de aplicação desses adubos.
O ensino é atualizado e prático, isso porque todos os professores atuam diretamente em campo, em fazendas de alto nível produtivo por meio de consultorias. Eles passarão esses conhecimentos para você!
Já são mais de 100 profissionais qualificados nesse curso, que já melhoraram a forma de trabalho e condução de suas lavouras.
Há várias técnicas que, quando executadas corretamente, torna possível atingir a alta produtividade. Além disso, ainda permite uma economia com insumos, uma vez que você será capaz de calcular com precisão a quantidade, dosagem e necessidade de aplicação.
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]]>O post Sistema de produção de grãos com alto potencial: planejamento e avaliação de aspectos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Há vários tipos de sistemas de produção de grãos que o produtor pode optar e dois deles possuem destaque maior: convencional e conservacionista.
Esse é um sistema que tem ficado cada vez mais para trás, por ser caro e não entregar tanto resultado quanto se espera.
Esse sistema tem ganhado cada vez mais adesão, por ser mais barato e com múltiplos benefícios, como a conservação da matéria orgânica, diminui a incidência de ervas daninhas, etc.
Iniciar um sistema de produção de grãos que seja de alto potencial produtivo, requer um planejamento e avaliação de vários aspectos.
Flávio Moraes, que é Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor técnico em produção de grãos, listou quais são esses aspectos a serem levados em conta.
“Quais são as condições edafoclimáticas da região onde estará sua cultura?” – esse é o primeiro ponto que ele citou. Confira mais no vídeo abaixo:
Além da escolha do sistema a ser adotado, é preciso entender qual modelo de safras anuais que você pretende seguir:
O arranjo que você vai optar, dita muito no planejamento que você vai seguir, principalmente o nutricional. Se você seguir com o sistema SPD, por exemplo, a cultura anterior tem relevância, já que a próxima será sobre a palhada dela.
Outro fator do SPD é que ele se subdivide em alguns métodos, como a rotação de culturas, que fornece fertilidade à cultura subsequente.
“Para ter sucesso no sistema de produção de grãos é necessário fazer um bom dimensionamento do nosso maquinário” – pontua Flávio.
A disponibilidade do seu maquinário, será suficiente para suprir sua expectativa de produção? Afinal, quanto mais produção você almeja, mais maquinários você precisa ter disponíveis e isso dentro da sua janela produtiva. Por exemplo, se você pretende produzir soja em Goiás, de modo geral a época de plantio vai de outubro a dezembro. Você terá semeadoras exatamente nessa época e em quantidades suficientes?
Antes mesmo do plantio, há ainda a correção e nutrição desse solo, de acordo com as necessidades da cultura.
O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.
E se você não tem disponibilidade de viagens, se seu tempo é mais corrido e não consegue estudar no horário comercial, saiba que o Curso de Gestão na Produção de Grãos é 100% Online!
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]]>O post Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo.
50% da soja consumida no mundo é originada no Brasil, mas pelas estimativas do Cepea, o gasto médio com fertilizante também deve subir mais de 50%. Assim sendo, ter um planejamento nutricional equilibrado e sem desperdícios, é de suma importância.
Todo nutriente possui um valor crítico para atender as necessidades das plantas. No caso do potássio, esse valor é de 120 mg/dm3 no solo, segundo o Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor em produção de grãos, Flávio Moraes.
Para plantar soja, porém, esse nível precisa estar acima desse valor? É possível produzir uma safra com quantidade abaixo do nível crítico?
Flávio lista em torno de 6 passos para entender o que deve ser levado em conta em relação ao plantio de soja e a quantidade necessária de potássio para atingir seus objetivos.
Essa é a primeira pergunta que se deve fazer. Por meio de estimativas e cálculos, no vídeo a seguir Flávio explica de forma simplificada o que você deve fazer, caso queira produzir soja e seu solo já apresente 140 mg/dm3 de potássio.
Saber o quanto sua cultura demanda de cada nutriente também faz toda a diferença.
“Para produzir 1 tonelada de grãos, a cultura da soja demanda 20 Kg de K2O por hectare”, cita Flávio.
No caso apresentado no vídeo em questão, o solo já possui uma “reserva” de 20 mg/dm3 e mesmo o valor parecendo baixo, não é. Isso significa economia a ser abatida no seu gasto final com potássio.
Um outro ponto a ser levado em conta é a conversão dos valores. Saber a quantidade disponível de potássio auxilia, mas é preciso transformar o valor para K2O e depois em quilos por hectare.
Além da economia, numa simulação onde o objetivo é colher 70 sacos de soja por hectare, só com essa quantidade de reserva, é possível garantir 20 sacos de soja!
Entender esses cálculos, técnicas e conseguir criar um planejamento e gestão de forma adequada é o que pode garantir uma maior produtividade. No entanto, saber calcular a quantidade de potássio necessário, de acordo com sua análise de solo, é apenas um dos passos para atingir esse objetivo.
O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.
Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.
Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:
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]]>A população humana está projetada para atingir 11 bilhões neste século, com o maior aumento nas nações em desenvolvimento. Este crescimento, em conjunto com o aumento do consumo per capita, exigirá grandes aumentos na produção de biocombustíveis e alimentos, o que vai exigir maior consumo de fertilizantes, como o nitrogênio.
Em última análise, a capacidade global de produção de alimentos será limitada pela quantidade de terra e recursos hídricos disponíveis e adequados para a produção agrícola, e pelos limites biofísicos no crescimento da cultura.
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Estimativa alimentação mundial – dados da FAO (Fonte: UFRGS)
Quantificar a capacidade de produção de alimentos em cada hectare de terras agrícolas atuais, de uma maneira consistente e transparente, é necessário para informar as decisões sobre:
Tudo o que visa afetar o rendimento futuro da safra e uso da terra deve ser analisado, para construir ações para incremento da produtividade pelos produtores por meio de suas redes de conhecimento.
A capacidade de produção da safra pode ser avaliada estimando-se o rendimento potencial e os níveis de rendimento com limitação de água, como referência para a produção agrícola sob, respectivamente, condições irrigadas e de sequeiro.

Milho irrigado – Fonte: Embrapa
A diferença entre a produtividade potencial e as produtividades obtidas, apresentam como oportunidade de incremento na produtividade, por meio do conhecimento dos fatores que causam a redução na produtividade, a fim de realizar o cultivo de forma sustentável.
A agricultura intensiva requer grandes quantidades de energia e isso influencia fortemente os preços dos alimentos.
As fazendas modernas são grandes consumidoras de combustível e eletricidade. Além disso, a produção de fertilizantes à base de nitrogênio também gasta energia e seu custo é fortemente influenciado pelos preços do petróleo e do gás natural.
Outro fator a considerar é que os solos tropicais são limitados por fósforo, cujos estoques mineráveis estão diminuindo e frequentemente localizados longe das regiões agrícolas tropicais. Os custos de produção, transporte e aplicação de fósforo irão aumentar claramente com os preços da energia.

Recorde de rocha fosfática pela Vale – Fonte: Exame
Apesar das demandas globais por energia, provavelmente irão dobrar até 2050, os avanços tecnológicos para acessar petróleo e gás natural em formações de xisto profundas podem ajudar a manter os preços da energia relativamente estáveis nas próximas 1–2 décadas.
No curto a médio prazo, suprimentos estáveis de energia poderiam apoiar a intensificação agrícola se os preços das safras aumentassem mais rapidamente do que os custos da energia.
Melhorias na eficiência do uso de nitrogênio na produção agrícola são críticas para enfrentar os desafios triplos de segurança alimentar, degradação ambiental e mudança climática. Essas melhorias dependem não apenas da inovação tecnológica, mas também de fatores socioeconômicos que atualmente são mal compreendidos.
A aplicação de fertilizantes sintéticos de nitrogênio (N) e fósforo (P), além de aumentar a produtividade agrícola, a aplicação em áreas agrícolas altera drasticamente:
As taxas de uso de fertilizantes N e P por unidade de área cultivada aumentaram em aproximadamente 8 vezes e 3 vezes, respectivamente, desde o ano de 1961 quando os levantamentos da IFA (International Fertilizer Industry Association) e da FAO (Food and Agricultural Organization) em nível de país a entrada de fertilizantes tornou-se disponível.

Padrões temporais de nitrogênio (N) e fósforo (P) globais de uso de fertilizantes em termos de quantidade total (tot) e taxa média por unidade de área de cultivo (média) por ano. Os gráficos de pizza mostram a proporção do uso de fertilizantes N e P nos cinco principais países consumidores de fertilizantes e outros no ano de 2013 – Fonte: Lu & Tian (2017) – Traduzido.
Considerando a expansão das áreas de cultivo, o aumento no consumo total de fertilizantes é ainda maior.
A entrada de fertilizante P mostra um padrão semelhante com o Brasil como o maior consumidor. É observado um aumento global na razão N/P do fertilizante em 0,8 g N g −1 P por década durante 1961–2013.
O nitrogênio é crucial para a produtividade das culturas. No entanto, hoje em dia mais da metade do N adicionado às plantações é perdido para o meio ambiente. Além de desperdiçar o recurso, isso gera:
Durante as últimas cinco décadas, a resposta dos sistemas agrícolas ao aumento da fertilização com nitrogênio evoluiu de forma diferente nos diferentes países do mundo.
Enquanto alguns países melhoraram seus desempenhos agroambientais, em outros o aumento da fertilização produziu baixos benefícios agronômicos e maiores perdas ambientais.
De forma geral, países que usam uma proporção maior de insumos de N da fixação simbiótica de N, em vez de fertilizantes sintéticos, têm uma melhor eficiência de uso de N.
A eficiência fotossintética e a tolerância ao estresse são exemplos de características que foram aprimoradas pela seleção natural por milhões de anos antes da domesticação das safras. Melhorar ainda mais essas características muitas vezes requer a aceitação de compensações que teriam reduzido a aptidão dos ancestrais da cultura onde eles evoluíram.
Exemplo: as melhorias no potencial de rendimento vêm, principalmente, da reversão da seleção anterior para a competitividade individual da planta, que entrava em conflito com a eficiência da comunidade planta, ou de compensações entre a adaptação às condições do passado e do presente.
Identificar compensações evolutivas, que impõem concessões agronômicas mínimas, pode apontar o caminho para melhorias adicionais no potencial de rendimento e outras características de nível de comunidade.
Os genótipos de culturas que beneficiam as culturas subsequentes merecem mais atenção. As inovações radicais nunca testadas pela seleção natural podem ter um potencial considerável, mas tanto as compensações quanto as sinergias costumam ser difíceis de prever.
O milho, por exemplo, é um dos cereais mais cultivados e importantes na alimentação humana e animal. Mesmo com os avanços genéticos, é inegável seu alto consumo de fertilizantes, em especial o nitrogenado. Mas o quão impactante é isso?
Nutricionalmente, a planta e o solo requerem atenção e, claro, isso culminará no preço final.
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]]>O post Enxofre para as plantas: importância na adubação do solo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A essencialidade do S para as plantas é devido à presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica.
O manejo do solo realizado de forma inadequada, resulta em redução no teor de matéria orgânica, associado ao uso de corretivos em superfície e fertilizantes concentrados com ausência de S, possibilita uma maior probabilidade de resposta das culturas à adubação sulfatada.
Assim, você vai entender o que torna o S um importante nutriente para o solo e planta, uma vez que ele interfere diretamente na qualidade dos grãos e até na defesa da planta.
O S é importante não somente como nutriente, mas também por seu papel no mecanismo de defesa da planta contra pragas e doenças. As plantas sadias contêm grande variedade de metabólitos secundários, muitos dos quais contendo Nitrogênio(N) e S em sua estrutura.
Esses compostos estão presentes seja em sua forma ativa biologicamente ou armazenados como precursores inativos, que são convertidos na forma ativa pela ação de enzimas em resposta ao ataque do patógeno ou da praga.
Embora o uso do enxofre elementar (S0) como fungicida seja muito antigo, pouco se sabe a respeito do modo como ele funciona.
Nos solos tropicais, o S está nas formas orgânicas e inorgânicas, sendo a primeira forma predominante (90%). Isso é comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono orgânico ou N total e os teores de S total ou orgânico.
O S orgânico pode ser dividido em duas frações distintas: ésteres e ligados diretamente ao carbono.
O S orgânico é gradualmente mineralizado à SO4-2. Pelo fato de a fração orgânica deste nutriente ser a predominante, a mineralização e imobilização regulam o ciclo no solo e controlam a disponibilidade de S às plantas.
O armazenamento de S orgânico significa suprimento constante deste elemento às plantas e, para isso, a manutenção de teores adequados de matéria orgânica no solo é fundamental!
As transformações de S no solo são controladas por processos bióticos e abióticos. A importância relativa de cada processo depende de fatores como:
Há ainda os processos de transformações bióticas que estão relacionadas aos processos de:
Já os processos abióticos ocorrem em função de:
Para determinar corretamente a necessidade de S, deve-se realizar análise de solo em duas profundidades, 0 a 20 cm e 20 a 40 cm, devido à mobilidade do nutriente no solo e o seu acúmulo em subsuperfície.
As fontes mais comuns de fertilizantes sulfatados simples têm o elemento na forma de sulfato:
A recomendação de fertilizantes sulfatados apresenta grande complexidade em função dos inúmeros fatores que controlam a dinâmica de S no solo. Alguns fatores que influenciam na resposta, são:
Nas recomendações típicas de S, as doses variam de 20 a 50 kg ha-1, dependendo do manejo, da cultura e do teor do elemento no solo.
Para o uso eficiente do gesso agrícola em regiões de subsolo ácidos requer uma correta diagnose baseada em critérios químicos que levem às recomendações seguras das doses a serem aplicadas.

Gesso agrícola. Fonte: Calcário Fosfarine
Os critérios para aplicação são avaliação da camada de 20 a 40 cm onde: teores de Ca < 0,4 cmolc dm-3 e/ou Al > 0,5 cmolc dm-3 e ou saturação por alumínio (m%) > 30%.
Para cálculo da dosagem sugere-se a seguinte fórmula:
NG (kg ha-1) = 50 * % argila
onde: NG – Necessidade de gessagem
Método que baseia em elevar a saturação de Ca na CTC efetiva na camada de 20 a 40 cm a 60%, sendo aplicado a seguinte fórmula:
NG (t ha-1) = (0,6 * (CTC efetiva – Ca (20 a 40 cm)) * 6,4
onde: NG – Necessidade de gessagem
Para avaliação da dose a ser aplicada, o monitoramento da análise de solo em profundidade deve ser considerada, para que se possa avaliar a redistribuição de cálcio no perfil do solo.

Distribuição relativa das raízes, no perfil de um solo do tipo latossolo argiloso. Na 1ª, sem a aplicação de gesso e na 2ª, com a aplicação de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa

Cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso, após um veranico de 25 dias. À esquerda, sem tratamento com gesso e à direita com tratamento de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa
Programas de adubação, que visam altas produtividades, devem considerar, além das necessidades de S da cultura, a reciclagem dos resíduos orgânicos.
Deve-se observar que a disponibilidade de S, a curto prazo, está ligada principalmente à quantidade e ao tipo de resíduos culturais, os quais dependem do sistema de rotação de culturas empregado, enquanto, a longo prazo, a disponibilidade de S está mais relacionada ao sistema de preparo do solo.
E fique atento! Cada um desses pontos, quando não analisados e respeitados, podem ocasionar perda de produção.
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Com ele, você conseguirá construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.
Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

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]]>Em uma propriedade rural, qualquer que seja sua característica, a sustentabilidade do negócio agrícola e pecuário, será atingida apenas se a gerência dessa propriedade for capaz de contemplar apropriadamente todos os fatores envolvidos no processo produtivo, tais como:
Todos esses, são aspectos indispensáveis na formulação de um negócio bem administrado.
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É primordial que a propriedade se atente aos quesitos ambientais, disponibilidade de mão de obra, bem como toda a equipe, recursos financeiros e materiais de que essa fazenda dispõe.
A união desses fatores, quando usados de forma adequada, é possível otimizar e gerar oportunidades e evitar imprevistos. Assim, a fertilidade do solo passa a ser fundamental.
Há uma gama de informações de pesquisa que, se bem utilizadas, permitem transformar solos pobres do Cerrado em solos tão ou mais produtivos do que os mais férteis do Brasil.
Os fatores de produção normalmente citados são: terra, trabalho e capital. Um quarto fator de produção, que é o conhecimento tecnológico, deve também ser incluído.
No processo de desenvolvimento econômico de diferentes nações, são utilizados todos esses fatores em combinações variadas e apropriadas para cada caso. Assim, países com pequenas dimensões territoriais, procuram fazer do trabalho, capital e tecnologia os maiores fatores propulsores do desenvolvimento.
Como exemplo, podem ser citados o Japão, a Holanda, alguns países asiáticos e os países nórdicos.
Por sua vez, existe uma corrente de pensamento econômico que defende o uso da terra em maior escala como fator propulsor do desenvolvimento em países de grandes dimensões territoriais.
Em nível mundial, essa corrente de pensamento já perdeu grande parte da sua importância, e o número de defensores hoje é relativamente pequeno e em declínio.
No Brasil, entretanto, existem grupos de teóricos que ainda defendem o uso de maiores áreas de terra e mais trabalho, considerados abundantes e de baixo custo, como os elementos-chave para o desenvolvimento.
Em consequência, no tocante ao aproveitamento agroindustrial da região do Cerrado, ainda ocorrem questionamentos sobre a tecnologia que está sendo gerada para o segmento agrícola.
Os críticos argumentam que o modelo de desenvolvimento agrícola do Cerrado é capital intensivo, sendo o país extremamente carente em capital e tendo como fatores abundantes terra e trabalho. Concluem, assim, que seria mais racional usar mais os fatores terra e trabalho e menos o fator capital, que é escasso.
Nesse ponto, é de se duvidar que o que acreditamos sobre domínio público do conhecimento em relação à pobreza generalizada dos solos do Cerrado seja verdadeiro.
Não é economicamente e cientificamente viável a produção comercial e em larga escala, nesses solos do Cerrado. De modo geral, eles são são do tipo:
A terra é abundante em quantidade, mas limitada na sua fertilidade. Além disso, a mão de obra deixou de ser abundante no meio rural e é limitada, seja por falta de qualificação profissional dos operários rurais, seja devido à atual legislação trabalhista para o campo, onerando os custos e reduzindo a competitividade em contraposição à mecanização dos processos.
O desenvolvimento econômico do Cerrado deve passar pela formação de um complexo agroindustrial forte e atuante que, além de propiciar o surgimento de um segmento agrícola tecnificado e produtivo, seja capaz de gerar empregos e renda para a região.
Até o final da década de 1970, não era comum a discussão sobre o tema relativo à eficiência do processo produtivo na região Centro-Oeste do Brasil. Naquela época, as políticas macroeconômicas eram voltadas para o desenvolvimento acelerado da região do Cerrado, como uma alternativa de produção de alimentos, especialmente, grãos.
Como um segundo objetivo, não menos importante, os governos da época estimularam a ocupação dessa região, baseados numa filosofia de integração dos espaços vazios, como fundamento para um processo duradouro de segurança nacional.
Um conjunto de fatores, representado por um ambiente econômico de programas voltados para essa região e de subsídios elevados para alguns insumos importantes para a agricultura, abriu espaço para certo nível de ineficiência no processo produtivo.
No início do desenvolvimento da agricultura no Cerrado, o grau de utilização das tecnologias, então existentes, deixava a desejar. Mesmo assim, vultosos investimentos foram realizados para possibilitar a formação de um parque produtivo na região.
A partir de determinado momento, os subsídios foram retirados e programas de desenvolvimento regional desativados em curto espaço de tempo.
Como consequência, os custos de produção foram bruscamente elevados, e os produtores viram-se ante uma necessidade imperativa: ou se ajustavam rapidamente à nova situação, diminuindo custos e aumentando a eficiência técnica e econômica, ou faliam.
A substituição do capital por terra pode ser viável em situações específicas, quando não existe pressão de uso sobre a terra e seu valor de mercado é relativamente baixo.
Essa situação ainda existe em algumas áreas diferenciadas do Cerrado. Nessas circunstâncias, pode existir um sistema de criação de gado (pecuária extensiva), produzindo cerca de 20 kg de carne por hectare por ano, como uma atividade econômica estável.
Outra alternativa é o uso da terra, por curtos períodos de tempo, para desenvolver atividades extrativas de carvão, lenha, madeira, fibras, oleaginosas, látex, frutos comestíveis, plantas medicinais e mesmo agricultura de subsistência.
Nesses sistemas de produção, tanto a terra como a mão de obra, podem ser utilizadas em maior quantidade em substituição ao capital. Contudo, esses sistemas de produção pouco intensivos no uso de capital e de tecnologia, foram importantes no passado, quando grande parte da população residia nas zonas rurais.
Atualmente, o valor agregado da produção obtida nesses sistemas é de importância marginal e eles não atendem mais às necessidades de uma população predominantemente urbana.
Pode-se afirmar que uma propriedade agrícola sustentável deve resultar da otimização do conjunto-solução de um sistema de equações do tipo:
As equações econômicas são, em geral, as que apresentam resultados mais rápidos e perceptíveis para as decisões tomadas.
Por isso mesmo, a preocupação com elas leva muitos a não obedecer às restrições de outras equações, como as biológicas, ambientais e a adotar o monocultivo de culturas que, comercialmente, sejam interessantes.
Por isso surgem exemplos indesejáveis de monocultivos como os da soja, do feijão e do algodão.
Nos últimos anos, houve investimentos vultosos na formação de recursos humanos especializados, de tal modo que, atualmente, já se dispõe de conhecimentos sobre vários componentes dessas equações.
A formação de indivíduos capazes de resolver sistemas de equações, não tem tido um investimento equilibrado, observando os limites e restrições desses sistemas.
Em outras palavras, dispõe-se de pessoas capacitadas para executar trabalhos de análise, mas poucos capazes de sintetizá-los, enxergando a propriedade agrícola como um todo e inserida num ambiente externo de dimensão global.
Essa é uma limitação de natureza técnica e pode restringir o sucesso nas análises, interpretações e recomendações de conjuntos de técnicas e práticas agrícolas.
A busca da eficiência, como toda aprendizagem, é um processo que leva tempo e exige sensibilidade administrativa e investimentos tanto em recursos materiais (novas máquinas e equipamentos, por exemplo) como em recursos humanos (mão de obra mais qualificada, inclusive na administração e na gerência dos estabelecimentos rurais).
A eficiência pode ser definida como a relação entre as saídas e as entradas no processo de produção agrícola, podendo ser medida em termos de unidades de valores monetários ou de energia entre outros. Essa relação deve ser maior que 1, numa ordem de grandeza que satisfaça o produtor rural e a sociedade.
Na agricultura, trabalha-se com fatores de difícil controle ou mesmo incontroláveis como:
Por sua vez, há fatores controláveis e todo o esforço deve ser despendido para controlá-los, tais como:
As interações constituem posto-chave do processo produtivo, uma vez que se pode aumentar bastante a eficiência, como as interações do tipo:
Há um elenco de interações e cabe ao empresário e administrador rural, tirar proveito delas.
Conhecer e saber usar as interações, significa ter como resultado do uso de dois ou mais desses fatores interativos, mais do que o somatório dos benefícios obtidos com o uso individual de cada fator.
Contudo, os mecanismos de controle dos chamados fatores controláveis da agricultura, requerem o uso de capital. A utilização pura e simples do ambiente natural do Cerrado não permite exercitar muitos desses controles.
Dentro do sistema de equações da produção, a ambiental é tão importante quanto a equação econômica, já mencionada.
A redução da área, até determinado limite, poderá resultar em maiores cuidados no seu uso e manejo, na sua conservação e na preservação de maior superfície com a cobertura vegetal natural. Tudo isso sem redução de produção e a um custo menor da unidade de produto obtido.
A preservação, por tempo prolongado do ambiente natural, pode proporcionar à pesquisa, a oportunidade para conhecer melhor o patrimônio genético da flora e da fauna regionais.
Isso é de extrema importância pela sua diversidade e para o estabelecimento do equilíbrio e da sustentabilidade dos sistemas de produção estabelecidos ou a se estabelecer.
O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.
Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

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]]>A fertilidade do solo pode ser modificada pelo homem com certa facilidade para se adequar às exigências das plantas cultivadas, como necessidade de enxofre e fósforo que é bem limitante em nossos solos. Trata-se, pois, de uma característica variável no tempo e com o manejo agrícola.
Preparo do solo.
Mesmo em condições naturais, o fluxo de nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera é dinâmico e, portanto, passível de mudanças, cujas magnitudes dependem das condições ecológicas locais e da interação com a exploração agrícola.
Em solo já cultivado, as mudanças dependem das condições iniciais de cultivo, do manejo adotado, da cultura trabalhada e das condições climáticas locais.
A agricultura moderna exige a determinação precisa do teor de nutrientes no solo e na planta, para permitir um manejo que aperfeiçoe a produção e que garanta altas rentabilidades, sem perdas de sustentabilidade no tempo, nem danos ambientais ao ecossistema, onde a atividade agrícola está inserida.
A análise de solo e a análise de tecido vegetal constituem as ferramentas apropriadas para isso, viabilizando a avaliação da fertilidade do solo. A partir dos resultados de análise do solo e de tecido vegetal, é possível tomar as decisões técnicas adequadas, levando em conta:

Para uso adequado das análises de solo e de tecido vegetal como ferramentas que permitem avaliar a fertilidade e recomendar a correção do solo e adubação das culturas, é importante o entendimento de alguns termos técnicos.
É a capacidade que o solo tem em fornecer nutrientes para as plantas. É caracterizada pelos teores disponíveis dos nutrientes:
Outra característica importante avaliada é a acidez ativa:
E, por fim, o teor de matéria orgânica (MO). Os teores disponíveis de nutrientes são medidos utilizando extratores químicos que simulam a extração de nutrientes pelas raízes das plantas.
A disponibilidade de um nutriente é a porção de seu teor total que o solo pode ceder às plantas durante todo seu ciclo. A esta porção chamamos de lábil ou de fator quantidade. Já a fração do nutriente que está na solução do solo e é facilmente disponível, podendo ser absorvida pelas plantas a qualquer momento, é denominada de fator intensidade.
A capacidade do solo em manter constante a concentração do nutriente na solução do solo, por meio de reposição a partir dos nutrientes adsorvidos às partículas minerais, chama-se fator capacidade.
Um solo fértil tende a manter os teores dos nutrientes na solução do solo razoavelmente constantes por longo período de tempo, mesmo em condições normais de cultivo. Um exemplo prático do uso desses conceitos é a análise de fósforo e enxofre no solo: os teores disponíveis desses nutrientes dependem estreitamente da capacidade tampão do solo, de modo que o teor de argila é amplamente utilizado como estimador dessa capacidade.
É o teor recuperado do solo por determinado extrator químico, que reflete a quantidade de nutriente que é absorvido e acumulado na planta em condições controladas de cultivo.
Há diversos extratores químicos e as interpretações dos teores são válidas para cada extrator específico.
Os elementos trocáveis, de modo geral, (K, Na, Ca, Mg e Al) são pouco influenciados pelos extratores usados no Brasil. No entanto, os teores de fósforo medidos pela resina trocadora de íons (Sistema IAC de Análise de Solo) e pelo extrator duplo ácido (Sistema Embrapa de Análise de Solo) são bem contrastantes em suas características e sensibilidade do fator capacidade tampão de fosfato.
Em geral, a sensibilidade da resina ao teor de argila do solo é baixa, tornando desnecessária a sua indexação com os teores de argila; já os extratores ácidos, especialmente o Mehlich-1, tem necessidade de classificação dos teores recuperados de fósforo em função do teor de argila do solo, como um estimador de sua capacidade tampão de fosfato.
É o nutriente presente na superfície das partículas do solo, que é facilmente trocável por outro íon de igual caráter eletrônico, vindo de um sal neutro (por exemplo, K+ do KCl substitui NH4+, Ca2+, Mg2+ e Al3+ adsorvido nas partículas da fração argila) ou de um ácido forte diluído (por exemplo, o ânion fosfato substitui o sulfato; o cloreto substitui o nitrato; ou o H+ do duplo ácido substituindo o K+ e o Na+).
Aqueles cuja deficiência impede que a planta complete seu ciclo vital. Não podem ser substituídos por outros com propriedades semelhantes.
Elementos que fazem parte de moléculas essenciais ao metabolismo da planta ou que participam diretamente nesse metabolismo.
Nem todos os elementos encontrados em grandes concentrações nas plantas são essenciais, pois as plantas possuem capacidade limitada de absorção seletiva, podendo absorver elementos não essenciais e até mesmo tóxicos.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em grandes quantidades normalmente em kg ha-1.
Fertilizante do tipo ureia granulada – fornece N.
Fonte: Carlos Dias (Embrapa)
Eles são subdivididos em macronutrientes primários (N, P e K) e secundários (Ca, Mg e S) em função de sua presença predominante ou não na maioria dos fertilizantes comercializados.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em pequenas quantidades, geralmente em g ha-1.
São eles: B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn.
A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução.
A escala de pH utilizada para medir a acidez ativa varia de 0 a 14.
Acidez por alumínio em plantas anuais. Fonte: Embrapa
A acidez trocável é representada pelo alumínio (Al3+).
A presença de alumínio no solo pode inibir o crescimento radicular e influenciar na disponibilidade de outros nutrientes e processos como a mineralização da matéria orgânica.
A correção do solo com calcário eleva o pH e insolubiliza o Al3+, tornando-o inofensivo para as raízes e processos do solo.
Insistir em não fazer calagem quando o Al3+ no solo é maior que 0,5 cmolc dm-3, não é recomendado, pois, pode trazer prejuízos com a queda da produtividade. Algumas culturas são mais sensíveis ao Al3+ que outras.
A acidez potencial é composta pela acidez trocável e não trocável e é representada pelo H+Al.
Pode ser obtida diretamente através do método do acetato de cálcio a pH 7.
O método baseia-se na relação existente entre o pH de uma solução tamponada, adicionada ao solo e o teor de H+Al.
A relação é dependente de atributos físicos, químicos e mineralógicos do solo.
A capacidade de troca catiônica (CTC) pode ser obtida por soma de bases, conforme a fórmula: CTC = Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+Al.
Em solos intemperizados, boa parte da CTC vem da matéria orgânica.
A capacidade de troca catiônica é um dado a ser considerado no manejo da adubação. Em solos de baixa CTC o parcelamento do nitrogênio e do potássio é necessário para evitar perdas por lixiviação.
A saturação por bases é a proporção da capacidade de troca catiônica ocupada pelas bases.
Todo aquele que pretende produzir, principalmente culturas anuais, precisa estar ciente que a análise do solo deve ser constante, ao menos a cada nova semeadura.
Conforme você pôde notar no artigo, entender os macro e micronutrientes são essenciais, pois as culturas são dependentes deles, no entanto, há também os limitantes, como o alumínio.
É possível reduzir as perdas ao se adequar o solo, mas mais do que isso, podemos mudar o foco, e nos perguntarmos: como torná-lo ainda mais produtivo? Como conseguir que seu solo esteja adubado o bastante para ter lavouras altamente produtivas?
Saiba mais com o artigo: “A fertilidade do solo para máxima eficiência produtiva: principais aspectos”

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]]>Figura 1. Fórmula do fósforo

Fonte: Rehagro
O P é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início conseguir fornecer este nutriente, maiores são as garantias de sucesso da cultura.
No entanto, os solos brasileiros são, predominantemente, Latossolos e pobres em P e isso limita a produção das plantas, que por sua vez, absorvem P da solução do solo.
Na solução do solo, o P constitui apenas uma fração de todo o fósforo presente no solo, podendo ser fornecido pela hidrólise do P inorgânico (Pi) ou pela mineralização do P orgânico (Po). Essas frações, por sua vez, são trocadas por compostos P mais estáveis por meio de reações lentas.
Portanto, o suprimento de P para as culturas depende das quantidades de Pi lábil, das taxas de transformação entre Pi lábil mais estáveis e do tamanho das taxas de transformação do reservatório de Po mineralizável no solo.
Figura 2. esquema didático da fosfatagem

Fonte: Rehagro
As principais fontes minerais de fósforo são o fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5), superfosfato simples ou super simples (16 a 18% de P2O5 e 18 a 20% de Ca – Cálcio), superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca) e termofosfato (18 % de P2O5, 9% de Mg – Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).
Um dos problemas na avaliação da reversibilidade da sorção é que o P sorvido sofre outras transformações com o tempo. O processo pode envolver: recristalização; difusão de estado sólido, ou múltiplos reservatórios de P que não estão em troca imediata com a solução ou que têm afinidades diferentes com o P.
Além dos processos inorgânicos, o turnover da matéria orgânica libera constantemente P na solução a partir da mineralização de Po que cria um reservatório de P “total disponível” dependente do tempo.
O P disponível deve ser definido com relação ao tipo de sistema de produção em que é medido, incluindo:
Sistemas de produção de grãos considerando a rotação de culturas, pastagens e o conceito de “sustentabilidade”, requerem que a compreensão e as capacidades analíticas se desenvolvam além do reservatório de nutrientes “imediatamente disponível”.
A escassez natural de (P) é um grande problema nos solos brasileiros. A ampla disponibilidade e uso de fertilizantes P, no entanto, tem transformado áreas do Cerrado consideradas improdutivas.
Figura 3. Mapa do fósforo acumulado no solo durante o cultivo no Brasil, com adição de fertilizante mineral entre 1960 e 2016.

Fonte: Pavinato et al. (2020)
As previsões para o uso de fertilizantes minerais fosfatados no Brasil devem aumentar de 3 a 5% ao ano na próxima década. Além disso, a quantidade de P aplicada por cultura também aumentou ano a ano nas últimas duas décadas (72 e 105% para soja e milho, respectivamente), com valores médios de 27,2 e 22,9 kg ha− 1 de P aplicados atualmente.
Apesar do aumento no uso de fertilizante P, a eficiência de seu uso ainda é muito menor do que o esperado.
Os baixos valores de eficiência estão associados à alta capacidade de fixação de P dos solos brasileiros e sua capacidade de ligar quase irreversivelmente nas superfícies de oxihidróxidos de Fe / Al.
Essa eficiência pode ser aumentada em até 80% em solos tropicais quando o pH do solo é corrigido frequentemente e as rotações de culturas são adequadas.
Outra maneira de melhorar a eficiência do uso de P é a estratégia de gestão 5R:
Há uma necessidade de adotar estratégias de manejo aprimoradas para explorar P acumulado e sua eficiência, se quisermos aumentar a produção agrícola global preservando os recursos naturais.
Algumas das estratégias mais promissoras incluem:
Quando o solo não está corrigido e adubado de acordo com as necessidades da cultura, isso reflete no volume e na qualidade da produção e, consequentemente, no bolso do produtor. Se você quer dominar as estratégias para evitar essas perdas, acesse o artigo abaixo:
Perdas de produção: solo inadequado

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]]>Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. Tubixaba tuxaua também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.
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Outro nematoide emergente, Aphelenchoides besseyi, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.
No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.
Não obstante, pela primeira vez, em 2015, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as pragas consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.
Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.
Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.
Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.
As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no sistema radicular do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos. Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à coexistência de mais de 100 espécies de fitonematoides, envolvendo cerca de 50 gêneros.
Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja. Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero Meloidogyne reconhecidas em todo o mundo.
Na cultura da soja nacional destacam-se Meloidogyne javanica e M. incognita. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.
Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.
Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.
Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.

Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.
No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.
É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a germinação das sementes, preferindo sempre as raízes jovens.
O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.
Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.
Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de outras doenças, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para Fusarium solani f. sp. glycines.
O nematoide-de-cisto-da-soja, Heterodera glycines, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo. É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.

Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para Meloidogyne, e completa-se em torno de três semanas.
A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.
Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas. Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), potássio (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por defensivos agrícolas, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.
Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.
Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.
Os nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.

É um endoparasita migrador que causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.
Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários. Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.
Rotylenchulus reniformis é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.
Até pouco tempo atrás, esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.

Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.
A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.
Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.
O manejo de R. reniformis pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a Meloidogyne spp. ou P. brachyurus, além do uso de cultivares resistentes.
As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a R. reniformis.
Atualmente, práticas de controle biológico fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno” alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.
Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.
São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:
As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.
A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.
O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a análise nematológica, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.
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]]>O post Produção de milho no Brasil: produtividade e sustentabilidade da atividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica. Além disso, também têm relação direta nos preços das commodities agrícolas e/ou pecuárias que compõem os sistemas produtivos em que o milho está inserido.
Para um cultivo com resultados satisfatórios quanto à produtividade, qualidade do produto, lucros e sustentabilidade da atividade, é preciso maior conhecimento sobre a planta de milho e seu ambiente de produção.
Dentre eles, podemos citar: fisiologia e fenologia da planta, condições climáticas, o momento do plantio, plantas daninhas, pragas e doenças.
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]]>O post Quebra da dominância apical na cultura da soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas foram gerados, bem como a adoção do sistema de plantio direto (SPD). Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.

Fonte: USDA/Boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020)
Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.
Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se fitohormônios e substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.
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Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos fitohormônios. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.
As citocininas (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. Elas podem causar a quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade.

Fonte: Inara Alves

Fonte: Inara Alves
A quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.
Acredita-se que ao utilizar herbicidas que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta.
A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.
A produtividade da cultura da soja é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:
Todos estes componentes são determinados por processos fenológicos como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.
A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.
A taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina.
A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.
A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade. Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.
As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo.
Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.
Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos ou tecidos.
Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica. Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores.
Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.
Mecanismos que levam à quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno. Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.
Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.

Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).
As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta.
Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.
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]]>O post Trigo no Brasil: origem e histórico do cultivo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O trigo (Triticum sp.) é uma cultura de grande importância econômica e alimentícia, pois faz parte da dieta de praticamente toda a população mundial.
Hoje, boa parte do trigo é plantado em sistema de plantio direto, também com rotações de cultura. No entanto, historicamente o cultivo e a origem do trigo estão diretamente relacionados com a história e evolução da humanidade, o que demorou em partes sua domesticação.
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Ao contrário da origem do milho, que veio das Américas, alguns pesquisadores acreditam que o trigo originou de gramíneas silvestres, desenvolvidas às margens dos rios Eufrates e Tigre, na Ásia, entre 10.000 a 15.000 a.C.
Os primeiros relatos do registro de trigo domesticado (trigo-einkorn e trigo-amidoreiro) datam de 9.500 a.C. Percebe-se, então, a relação entre a evolução da humanidade e o cultivo dessa gramínea.

Os produtos derivados do trigo são variados e sua importância principal é pela qualidade e quantidade de proteínas.
Relatos apontam que o primeiro pão foi feito ainda na Idade da Pedra, por habitantes de um lago suíço, há mais de 8.000 anos. Já o pão à partir de uma massa fermentada, é atribuído aos egípcios há 5.000 anos.
Apesar do uso do trigo, e seus derivados, ser antigo, o cultivo deste cereal nas Américas ocorreu na era d.C. No Brasil ele foi introduzido por volta de 1534, no período colonial na Capitania Hereditária de São Vicente, que atualmente é o Estado de São Paulo.
Esta primeira iniciativa de cultivo teve pouco sucesso devido às condições climáticas, mas quando o cultivo migrou para o Sul do país, com clima e solo em condições favoráveis ao desenvolvimento da cultura, tiveram colheitas mais satisfatórias.
O cultivo de trigo no Brasil tem um histórico de altos e baixos devido a fatores fitossanitários e políticos. No século 18, o trigo quase desapareceu do país, pelo surgimento da ferrugem da folha, doença cujas perdas podem chegar a 60%.
Ao final do século 19, com a chegada dos alemães e italianos, o cultivo desse cereal foi mantido no Rio Grande do Sul, impulsionando sua produção.
No início do século 20, houve outra grande queda de produção de trigo no Brasil. Dessa vez, a enfermidade estava nas sementes importadas. Com isso o Ministério da Agricultura incentivou o plantio deste cereal, criando em 1919 duas estações de pesquisa: uma no Paraná e outra no Rio Grande do Sul, para auxiliar os triticultores.
O governo incentivou a triticultura no país, mas também desestimulou por causa de fraudes no setor e fechou acordos de compra de trigo americano. Com isso, a triticultura brasileira ficou em segundo plano, desvalorizando.
Após a Segunda Guerra Mundial, o governo passou a valorizar mais a produção com a chegada de maquinários próprios para esta cultura, no RS em 1960, se consolidando no país.
Entre a década de 1960 e 1970 o governo brasileiro criou políticas de incentivos à produção do cereal, baseada em preços de garantia, crédito agrícola a juros menores, seguro e criação de infraestrutura de suporte, que permitiu aumento de áreas plantadas, de produção e tornando o país praticamente autossuficiente.
Em 1974, com a criação da Embrapa Trigo, desenvolveram-se cultivares adaptadas ao clima da região, o que possibilitou maior êxito nas lavouras.
O crescimento da área cultivada e produção de trigo no Brasil eram notáveis, mas na década de 1980 houve uma forte crise econômica, aumentando a inflação e algumas políticas de negociação do trigo foram repensadas, a principal foi que o preço do trigo seria determinado em relação ao mercado externo, provocando queda no preço de venda do cereal. Assim, na década de 1990, parte dos agricultores substituíram o trigo por outras culturas.
Já no final da década de 90, o cenário tritícola voltou a ser estimulado, devido à crescente desvalorização da moeda brasileira, redução dos estoques de trigo mundial e aumento dos preços no mercado internacional. Com isso, no início dos anos 2000, firmaram novos acordos políticos com o governo, possibilitando incorporar novas áreas e expandir para outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo.
Então, agora você já conhece a origem e importância do trigo para o país e para o mundo. A produção, muitas vezes, é o foco do produtor, mas você sabia que o armazenamento correto desse grão é fundamental? Se mal armazenado, pode gerar fungos e causar micotoxinas no trigo.
Além disso, durante toda a produção, controlar plantas daninhas e pragas como o percevejo, é de suma importância para qualquer cultura, especialmente os cereais.
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]]>O post Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.
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Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.
O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados.
Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.
Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica.
Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.
Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.
Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.
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Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.
Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.
Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O post Micronutrientes nas plantas: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Sistema radicular do milho: até qual profundidade as raízes crescem? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No ano de 2018, a equipe técnica do Rehagro avaliou o desenvolvimento das raízes de uma lavoura de milho segunda safra no Sul de Minas. Escavando o solo com cuidado para encontrar a derradeira raiz foi aberta uma trincheira de 3 m de profundidade.
Após a retroescavadeira abrir o buraco, usamos água para lavar o perfil do solo e nos mostrar as raízes. Esperado um dia para a drenagem da água, tinta branca e pincéis foram as ferramentas utilizadas para identificar e mostrarmos essa estrutura de extrema importância da planta, uma vez que elas são responsáveis por grande parte da absorção de água e nutrientes, fixação e conversão tudo isso em produtividade.
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Com cerca de 2,7 m de comprimento essas raízes garantiram uma produtividade de 140 sacas para essa lavoura. O resultado você pode conferir nas imagens abaixo.




Se você quiser saber como é possível estimular as plantas a um desenvolvimento desse confira o bate-papo entre os agrônomos Breno Araújo e Geraldo Gontijo.
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