O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.
Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?
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Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.
Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.
No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.
Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.
Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100
Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.
Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100
Taxa de serviço %= 50%
Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.
O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).
Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.
A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.
Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.
O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.
Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.
A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.
Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.
Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.
Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).
De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.
O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.
Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.
Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.
Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.
Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.
Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.
O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.
Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.
Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).
A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.
Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.
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]]>O post Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.
Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.
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Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.
Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.
Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.
Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.
Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.
Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.
O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.
Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.
Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.
Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.
Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.
O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.
O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).
A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.
Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.
Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.
No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.
Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.
Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.
Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.
Desejamos sucesso na atividade leiteira em sua fazenda e conte com o Rehagro para o planejamento e tomadas de decisão! Contribuímos diretamente para a produção de mais de 1 milhão de litros de leite por dia, nas fazendas sob nossa consultoria.
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]]>O post Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.
Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.
Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.
Será que o leite foi um bom negócio?
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Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?
Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.
Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.
Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?
Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.
Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.
Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!
Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.
A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?
Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.
O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.
Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.
Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?
Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.
No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!
Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).
O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.
Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!
Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.
Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.
Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.
Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!
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]]>O post Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.
Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.
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O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.
Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:
No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.
Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.
Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.
Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.
Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.
Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.
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]]>O post Benchmarking Rehagro Leite 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Veja as dicas para melhorar ainda mais os seus lucros e sua atuação na pecuária leiteira dos especialistas:
Vitor Barros – Coordenador do Núcleo de Gestão do Rehagro Leite;
Ernane Campos – Gerente de Negócios do Rehagro Leite.
Além disso, você fica sabendo:
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]]>O post Como tratar uma vaca com mastite? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo!
Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite?
Pois o período de carência é grande e provavelmente esse leite vai ser descartado e o produtor vai ficar no prejuízo. Como minimizar esse prejuízo?
“A vaca deu mastite? Algo tem que ser feito.”, afirma o especialista Prof. Nathan Fontoura.
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Primeiramente, o leite dessa vaca não pode mais ser jogado para o tanque e ser misturado com o leite saudável das demais vacas. Por quê?
Sobre o tratamento ou não, o correto hoje é que a gente tenha uma ferramenta que se chama cultura microbiológica na fazenda.
O ideal é que realizemos a cultura do leite do animal na própria fazenda. 24 horas após a realização dessa cultura, fazemos a leitura do resultado e aí sim, tenho a resposta correta se o animal deve ser tratado ou não.
Confira a explicação do Prof. Nathan no vídeo abaixo:
Hoje em dia, cerca de 50% a 60% dos casos de mastite que temos encontrado nas fazendas no Brasil não precisam ser tratados.
Porém, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica disponível na fazenda, ou se eu não tenho acesso a esse tipo de ferramenta, aí preciso tratar 100% dos casos, e de maneira mais rápida.
O maior prejuízo é se ele não tratar esse animal que precisa de tratamento e o animal diminuir sua produção.
Para cada caso clínico que o animal tem na lactação, o animal perde, em média, 200 litros de leite no restante da lactação caso tenhamos uma cura clínica e microbiológica perfeita, dentro do desejado.
Caso não tenhamos essa cura da maneira correta, provavelmente, a perda de produção de leite nesse animal vai ser ainda maior. Então, ao invés de perder 150, 200 litros, pode perder 250, 400, 500 litros de leite ou até mesmo o quarto mamário pode ser perdido como um todo.
Portanto, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica na fazenda, eu devo iniciar imediatamente o tratamento desse animal com o protocolo mais recomendado, deixado pelo veterinário na fazenda.
Caso eu tenha acesso à cultura microbiológica, em até 24 horas eu tenho a correta resposta se devo tratar ou não e qual é o tratamento mais adequado naquele caso clínico.
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]]>O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.
“Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.
Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:
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Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?
Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.
Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo:
Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.
Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.
Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.
Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.
É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.
Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.
Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.
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]]>O post 7 dicas para reduzir a ocorrência de doenças em vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!
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Formule uma dieta para fechar a exigência das vacas no pré e no pós-parto.
Dê boas condições para a vaca, reduza a disputa de cocho, separe novilhas de vacas no pré-parto, separe primíparas de multíparas, se for possível.
Se não for possível separá-las, trabalhe com espaçamento de cocho um pouco maior.
3. Dê conforto para as vacas
Faça com que essas vacas tenham conforto térmico adequado, que elas não passem por períodos de estresse, com picos de cortisol.
4. Tenha um ambiente limpo
Na prática, acostumamos nossos olhos a ver coisas ruins. As vacas precisam parir limpas. Vacas que têm um escore de sujidade maior na região perineal, na região da garupa, têm mais chances de ter metrite.
Então, foco na limpeza!
Confira a seguir o vídeo completo, com as 7 dicas na íntegra!
Tenha um bom manejo de vacas secas. As vacas precisam secar com um escore entre 3 e 3,5 e parir entre 3 e 3,5.
Se eu erro durante a lactação, essa vaca vai secar mais gorda. Se ela seca mais gorda, ela tem mais chances de adoecer na próxima lactação.
Se eu errar na escolha do touro e passar a ter muito auxílio a parto, muitos natimortos, eu passo a ter mais riscos de ter metrite, retenção de placenta, consequentemente reduzir o consumo dessas vacas, aumentando cetose e assim por diante.
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]]>O post Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores?
Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – para você, que está querendo melhorar a sua atuação na pecuária leiteira.
Saiba mais sobre cada uma delas!
Mesmo antes da pandemia, o ensino à distância (EAD) ou online já vinha ganhando o coração de muitas pessoas no Brasil. E o isolamento acabou acelerando essa tendência, que continua forte mesmo com o final das restrições.
Como vantagens, as aulas online apresentam:
Sabemos que a rotina de quem trabalha com leite não é para os fracos! São muitas horas de trabalho e 1.001 coisas para resolver em um dia a dia mega corrido.
Assim, no Rehagro, cada aluno pode escolher o horário em que vai assistir às aulas.
No intervalo do almoço deu uma folga? Vamos lá! Sentou pra tomar seu café da tarde e está com o celular na mão? Já começa a assistir! Não parou pra nada hoje? Veja sua aula à noite.
Você monta seu horário para assistir às aulas online gravadas e assiste quantas vezes quiser!
Se você estiver se perguntando: “Mas como é possível encaixar uma aula inteira no meu dia?”, leia já o tópico abaixo!
Para que a flexibilidade de horário possa realmente funcionar na sua rotina, os cursos online do Leite no Rehagro têm aulas dinâmicas, de 15 minutos por dia.
Nossa intenção é que 100% do ensino seja proveitoso para você.
Por isso, vamos direto ao ponto, com conteúdo 100% aplicável à sua rotina na propriedade.
E se você tiver qualquer dúvida, temos a solução para você!
Está assistindo a sua aula e não entendeu um detalhe explicado pelo professor? Envie uma mensagem pela própria plataforma do Rehagro, por WhatsApp ou por e-mail e tenha sua dúvida respondida em até 24 horas.
Além disso, são agendados, com antecedência, encontros online ao vivo, pelo Zoom!
Neles, você fica frente a frente com os professores e colegas de todo o Brasil. É o momento para trocar informações, ideias, entender melhor como você pode aplicar aquele conhecimento na sua propriedade e ficar por dentro do conteúdo.
Eles acontecem à noite e, caso você não possa participar, eles ficam gravados para que você possa assistir depois, no horário em que preferir! Facilitamos a sua vida!
Eu não sei o que você já ouviu falar sobre o Rehagro, mas a maioria dos nossos 25.000 alunos tem algo unânime a dizer: nossos cursos são 100% aplicáveis.
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Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.
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Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?
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]]>O post Biosseguridade na bovinocultura leiteira: qual a sua importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis e fazem parte de um mesmo ecossistema sanitário, que é a saúde única.
A título de conhecimento, biosseguridade e biossegurança são termos semelhantes, mas não sinônimos, sendo geralmente empregados de forma inadequada.
A biosseguridade refere-se à saúde animal, enquanto a biossegurança, por sua vez, remete a saúde humana. Por mais que haja estas diferenças, o que realmente importa no final é o objetivo único e igualitário de ambos os termos, que é de garantir o equilíbrio saudável da tríade epidemiológica ambiente, agente e hospedeiro.
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Implementar e assegurar processos com biosseguridade é um ponto fundamental na pecuária leiteira. Afinal, qualquer variação capaz de desestabilizar a tríade epidemiológica possui grande potencial para comprometer o desempenho dos animais e, como consequência, os resultados financeiros e econômicos da propriedade.
Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.
Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.
Exemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)
A cada vez que uma bezerra é desmamada ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.
Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.
O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.
No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.
Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.
Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e mastite por Staphylococcus aureus, por exemplo.
Brucelose e tuberculose são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).
Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.
Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.
Realização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães – Técnico Equipe Leite Rehagro)
A tripanossomose bovina consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.
Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.
A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.
O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do Trypanossoma vivax, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.
Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.
Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do Staphylococcus aureus.
A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.
Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por Staphylococcus aureus na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente S. aureus.
O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, CCS elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (S. aureus, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma spp. etc).
É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.
A biosseguridade no setor de ordenha não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.
Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.
Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.
O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.
Uso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)
Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida. Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.
Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.
Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.
A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.
Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.

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]]>O post Como melhorar a gestão de uma fazenda leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a dificultar e atrasar a sua chegada no local são bem maiores.
Este mesmo exemplo pode ser aplicado como uma analogia na pecuária leiteira. Vamos supor que a produção de leite ou a reprodução de seu rebanho não está boa e você decidiu otimizá-la. O que checar? Por onde começar? Quais atitudes tomar? Quais caminhos seguir?
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Ter informações seguras, confiáveis e certeiras da rotina da propriedade fazem toda a diferença nesta situação. Tais informações permitem o cálculo de indicadores que norteiam as ações dentro da fazenda, justamente por atuarem como um GPS que guia a gestão da propriedade.
Além disso, estes indicadores atuam também como termômetros, mensurando o desempenho do rebanho.
A gestão eficiente de uma fazenda leiteira só é alcançada por meio de indicadores. Tê-los em mão, portanto, é uma questão de empenho, rotina e dedicação.
Dados de uma fazenda de produção de leite.
Os indicadores são importantes ferramentas de gestão e de tomada de decisão. Eles se baseiam em dados reais que são utilizados para gerar números e taxas que apontam o desempenho de determinada ação ou processo.
Um exemplo comum a todos, são os indicadores que expressam o rendimento de desempenho de um veículo.
Um determinado carro pode ter uma autonomia de 480 km com 40 litros de combustível, enquanto um outro pode rodar 600 km com os mesmos 40 litros. Ou seja, o primeiro veículo possui um rendimento de 12 km/litro e já o segundo veículo possui um rendimento de desempenho maior, com 15 km/litro.
Veja que no exemplo citado temos mais de uma opção de expressarmos os indicadores, com diferentes unidades de medida.
O mesmo acontece na gestão de uma fazenda da pecuária leiteira. Podemos e devemos calcular indicadores para os mais diversos setores da atividade: produção de leite, reprodução, qualidade do leite, sanidade, gestão econômica e financeira etc.
A própria média de produção de leite do rebanho é um exemplo clássico de um indicador bastante acompanhado nas fazendas.
Para obtermos este número, basta dividirmos o volume total de leite produzido no dia pelo número de vacas em lactação. Se uma fazenda produziu 7.952 litros de leite no dia de hoje com um rebanho de 250 vacas em lactação, logo seu indicador de média de produção por vaca é de 31,8 litros de leite.
Perceba que este número é dinâmico e dependente de variáveis, assim como qualquer indicador. Neste exemplo, o volume total de leite produzido e o número de vacas em lactação são as variáveis que influenciarão no indicador de média de produção dos animais.
A mesma premissa é válida para diversos outros indicadores. Olhando agora para a reprodução, ao analisarmos o desempenho reprodutivo de um rebanho sempre verificamos números como taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez. Todos eles são indicadores e também possuem um perfil bastante dinâmico, ou seja, variam constantemente.
Exemplos de indicadores de uma fazenda de pecuária leiteira.
Outros dois pontos bastante importantes que são monitorados por indicadores nas fazendas são a qualidade do leite e a sanidade.
Conforme já discutido, a gestão eficiente de uma fazenda só é feita com base em indicadores. Os indicadores só são obtidos a partir de dados confiáveis. A coleta de dados confiáveis exige empenho, rotina e dedicação.
Portanto, a geração de indicadores se resume inicialmente no compromisso de implementar uma cultura de mensuração de desempenho e coleta de dados nas fazendas.
Pesagens de leite, partos, inseminações, secagens, casos de mastite, ganho de peso, desmama, mortes, dentre outros, são somente alguns exemplos de itens que compõem o grande universo de anotações que devem ser feitas na rotina de uma propriedade leiteira.
Com os dados em mãos, agora é hora de calcular os indicadores. Alguns são relativamente tranquilos de serem calculados sem o auxílio de ferramentas computacionais mais sofisticadas, como a média de produção de leite diária do rebanho, por exemplo.
Já para o cálculo de outros indicadores, como a taxa de serviço, o recomendado é que sejam utilizados softwares específicos de gerenciamento zootécnico do rebanho, visto apresentarem uma maior complexidade de tratamento dos dados e terem uma dinamicidade geralmente alta.
Concentrar todas as anotações e mensurações da fazenda (ou grande parte delas) em uma única base de dados, como em um software de gerenciamento zootécnico, pode ser benéfico, pois permite uma melhor análise e aproveitamento das informações. Lembrando que essa base de dados deve ser abastecida constantemente para que os indicadores gerados retratem a realidade atual da fazenda.
Exemplo de uma ficha de anotação e controle da mastite de uma fazenda leiteira
Uma conhecida frase de Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo brasileiro, diz que:
O Brasil é um país onde as pessoas acham muito, observam pouco e não medem praticamente nada.
Devemos ter consciência disso, compreender a importância de mensurar e coletar dados e internalizar este processo cada vez mais na pecuária leiteira, independente do tamanho do rebanho ou da propriedade.
Somente com a obtenção e análise de indicadores é que teremos a fazenda nas mãos, com condições seguras e confiáveis para tomarmos decisões assertivas na atividade. Qualquer coisa fora disso já permeia o caminho do achismo, colocando em grande risco o sucesso do negócio.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

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]]>O post Como ter eficiência na produção de leite em épocas de altos preços de insumos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ou seja, a habilidade em produzir comida de qualidade para as vacas tende a flexibilizar o custo de produção e, consequentemente, refletir de forma positiva no caixa da fazenda.
Contudo, mesmo tendo competência para produzir comida, ainda assim torna-se necessário recorrer ao mercado para adquirir outros insumos que compõem a dieta do rebanho leiteiro.
Oscilações habituais nos preços dos insumos são esperadas em determinadas épocas do ano. No entanto, o mercado está sujeito a variações atípicas que nem sempre podem ser previstas. Estes fatos exigem dos produtores e dos técnicos um profissionalismo e uma capacidade de planejamento da atividade cada vez mais aprimorada, visando sempre a eficiência de produção com maior retorno do negócio.
Acompanhe este texto e veja algumas dicas que podem auxiliar na eficiência da produção de leite em épocas de altos preços de insumos.
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Milho e soja são alimentos extremamente nutritivos para as vacas leiteiras e figuram como os principais componentes da dieta quando se pensa em concentrados energéticos e proteicos. Em épocas de milho e soja caros, buscar alimentos alternativos a eles ou que complementam a dieta representa uma opção interessante.
Entretanto, realizar estas alterações e adaptações na dieta não é uma tarefa fácil. Além do preço, variáveis como disponibilidade e qualidade nutricional do alimento substituto, níveis de inclusão e impacto da substituição no desempenho animal devem ser consideradas e analisadas. Planejar as compras e negociar bem os produtos também são dois pontos que interferem diretamente em situações como esta.
Confira abaixo alguns alimentos que podem ser utilizados como fontes alternativas na dieta de bovinos leiteiros.
Igualmente ao milho, os grãos de sorgo também são fonte de amido para os animais. No entanto, o amido do sorgo possui menor disponibilidade e menor digestibilidade em relação ao milho.
Uma das estratégias utilizadas para melhorar a digestibilidade do sorgo consiste no processamento dos grãos por moagem fina, associado ou não à confecção de silagem de grão úmido reidratado de sorgo.
O teor energético do sorgo seco, por exemplo, equivale a 80% do milho seco, sendo ambos processados com moagem fina (< 600 micras). Já o sorgo reidratado é equivalente ao milho seco com moagem fina e corresponde a cerca de 90% do milho reidratado.
Lavoura de sorgo. Fonte: Embrapa
Vale ressaltar que para que o sorgo tenha o efeito de ensilagem, o tempo mínimo de estocagem deve ser de 60 dias e com granulometria fina.
Uma das características chamativas do sorgo é o seu preço, comumente inferior ao do milho. Em cenários de altos preços de milho e grande oferta de sorgo, a análise comparativa pode ser interessante.
O resíduo de cervejaria consiste em um subproduto da indústria, o qual pode se apresentar na forma seca (25 – 30% de matéria seca) ou úmida (10 – 15% de matéria seca).
As suas características nutricionais chamam atenção para bons teores de proteína não degradável no rúmen (PNDR) e perfil considerável de aminoácidos essenciais, principalmente metionina e lisina.
A proximidade à polos e indústrias cervejeiras tende a ser um fator limitante do uso deste alimento nas propriedades, devido ao custo com frete associado ao transporte e armazenamento deste material com maiores teores de umidade.
Cevada. Fonte: CTRH
Outro subproduto frequentemente utilizado como alimento alternativo nas dietas de bovinos é a polpa cítrica, oriunda da indústria de cítricos e que é processada e entregue na forma peletizada nas propriedades leiteiras.
O seu uso está baseado principalmente nos teores de pectina, carboidrato fermentável de rápida degradação ruminal capaz de substituir parcialmente o amido.
Por ser um alimento capaz de reter umidade do ambiente, durante o seu processamento na indústria é adicionado hidróxido (ou óxido) de cálcio em sua composição para auxiliar na secagem do produto. Este fato remete a dois pontos de atenção para o manuseio da polpa cítrica nas fazendas leiteiras.
Ao analisar o custo da polpa cítrica nota-se ser competitivo com o custo do milho boa parte das vezes. Além disso, o período de sua maior disponibilidade no mercado ocorre no período de entressafra dos grãos, o que torna o seu uso ainda mais interessante.
Polpa cítrica peletizada. Fonte: Cutrale
O caroço de algodão possui características peculiares, dado que sua composição energética é elevada e em sua cápsula externa há uma pluma, também conhecida como linter, que contribui para a efetividade da fibra na dieta, auxiliando na saúde ruminal.
O conteúdo energético deste alimento se deve praticamente ao seu alto teor de óleo, compelindo restrições importantes em sua inclusão na dieta para que não ocorram efeitos negativos na funcionalidade dos microrganismos ruminais e, como consequência, na síntese de gordura do leite pela glândula mamária.
Caroço de algodão. Fonte: Andrea Mobiglia, Grupo Rehagro
O DDG, sigla para grãos secos de destilaria, trata-se de um subproduto do milho que apresentou uma expansão relativamente recente em seu uso nas fazendas leiteiras do Brasil devido ao aumento da produção nacional de etanol à base deste cereal.
As características energéticas e proteicas deste alimento são atrativas para sua inclusão nas dietas dos animais, podendo ser uma alternativa tanto ao milho quanto ao farelo de soja, por exemplo, ou até mesmo ser utilizado em combinação.
Uma observação importante a respeito deste produto é o seu teor proteico elevado. O processo de fermentação ao qual o milho é submetido para produção de etanol derivando o DDG pode fornecer leveduras para o produto, melhorando o seu perfil de aminoácidos.
A nutrição de vacas leiteiras não se resume apenas na oferta de concentrados. Pelo contrário, grande parte da quantidade total da dieta é composta por volumosos, sendo a silagem de milho um dos mais praticados e de maior valor nutricional.
Quando elaborada com planejamento, gerenciamento e de forma adequada, a silagem de milho apresenta dois pontos principais que contribuem de forma considerável para a qualidade e o custo da dieta. São eles:
A produção de silagem de qualidade começa bem antes do plantio da semente. Ela depende também do manejo de fertilidade do solo, do local e da época para a realização do plantio, da escolha do híbrido adequado e do preparo e ajuste do maquinário necessário. Com todas estas variáveis alinhadas, maior é a tendência da silagem obter teores ótimos de amido e bons perfis de fibra fisicamente efetiva.
Monitorar o ponto de colheita da lavoura é um detalhe de extrema importância para a qualidade da silagem. Caso ultrapasse o período ideal de colheita, a planta de milho acumula matéria seca (MS), reduz o teor de fibra em detergente neutro (FDN), aumenta os teores de lignina e reduz a sua digestibilidade.
Veja o gráfico a seguir. Nele está representada a relação do estágio de maturidade do milho com os teores de MS, amido e FDN.

Gráfico 1 – Relação do estágio de maturidade do milho com os teores de matéria seca (MS), amido e fibra em detergente neutro (FDN). Fonte: Bal et al., 1997
Nos estágios iniciais de desenvolvimento a planta de milho possui os grãos pouco preenchidos por amido. Já no estágio de maturidade fisiológica, o teor de MS encontra-se elevado e a planta aumenta o teor de lignina em suas estruturas, fato que reduz sua digestibilidade por parte das vacas.
Assim sendo, o ponto ideal para a colheita do milho para silagem é quando a planta atinge entre 34 e 38% de MS e de 1/2 a 2/3 do grão preenchido por amido. Neste ponto o milho apresenta o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra.
Lavouras com boa saúde fitossanitária, boa nutrição e que não passaram por eventos extremos de estresse hídrico são capazes de atingir estes valores. No entanto, deve-se estar ciente que variações podem ocorrer em função do híbrido utilizado.
Após a silagem ter sido adequadamente colhida, compactada e armazenada, torna-se necessário enviar amostras do material ensilado para analisar a bromatologia e certificar a sua qualidade.
Para realizar a amostragem, o recomendado é que uma faixa de silagem seja removida do topo até a base do silo, em toda sua largura. Desta silagem removida, coletar 8 ou mais amostras em pontos aleatórios, colocando-as em um balde. Despejar as amostras em uma superfície limpa, separá-las em 4 partes iguais e enviar uma das partes para o laboratório.
Em épocas de elevação no preço dos insumos, ampliar a variedade de opções nutricionais consiste em um bom caminho. Isto deve ser feito de modo que seja viável para a fazenda e para os animais, sem que ocorram perdas na qualidade da dieta e queda no desempenho dos lotes.
Conforme discutido ao longo do texto, o uso de subprodutos representa uma oportunidade interessante. O recomendado é que a inclusão de qualquer subproduto na dieta de vacas leiteiras seja feita mediante o resultado de análises bromatológicas realizadas em laboratórios de referência, visto que estes alimentos passam por processamentos prévios e, portanto, podem apresentar variações consideráveis em seus teores nutricionais.
Além disso, e não menos importante, a inclusão deve ser feita respeitando os níveis nutricionais determinados para cada categoria animal e de acordo com a orientação do nutricionista responsável pela propriedade.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros, que aborda de forma aprofundada as estratégias nutricionais que podem ajudá-lo a otimizar os custos, conduzir rebanhos à alta produtividade e aumentar a margem de lucro do produtor.

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]]>O post Padrão de ouro na recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o aumento da produção de leite e a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras.
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Nos anos 70, vacas de alta produção leiteira apresentaram taxa de concepção de aproximadamente 50%. Nos anos 90, o mesmo indicador se encontrava na casa dos 40% e hoje se encontra abaixo dos 40%.
Além disso, a taxa de concepção das novilhas tem sido mantida mais ou menos constante ao longo dos anos.
Diante dos fatos, a conclusão mais óbvia é de que o aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas.
Muitas pessoas tendem a acreditar que na medida em que a produção de leite aumenta, as vacas perdem fertilidade. No entanto, quando isso ocorre, elas se tornam mais exigentes em vários aspectos.
É fato que com o aumento na produção, as vacas passam a comer mais e consequentemente ter maior metabolismo dos hormônios esteróides (estradiol e progesterona) no fígado.
Com o aumento na produção de leite das vacas, houve também aumento na ingestão de matéria seca, o que tem levado a algumas alterações na fisiologia reprodutiva de vacas de alta produção leiteira.
Algumas dessas alterações envolvem o aumento na incidência de ovulações múltiplas e consequentemente maior incidência de partos gemelares, menor duração e intensidade dos estros, mais perdas de gestação, entre outras.
Diversas pesquisas têm sido realizadas para entender os mecanismos e desenvolver tecnologias que nos permitam minimizar os impactos causados por essas alterações.
Muitos desses estudos envolvem a manipulação hormonal do ciclo estral das vacas, com a utilização de estradiol e progesterona exógenos.
Outro aspecto de extrema relevância é o fato de que quanto maior a produção de leite da vaca maior é a quantidade de calor produzida.
O rúmen de vacas de elevada produção leiteira produz muito calor, acentuando os problemas provocados pelo estresse calórico nestes animais. Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar controlar e minimizar as perdas provocadas pelo estresse calórico.
De qualquer forma é fundamental oferecer boas condições térmicas para que elas possam produzir e reproduzir de forma mais eficiente.
Para avaliar se a propriedade apresenta problemas de estresse calórico basta medir a temperatura corporal de uma amostra do rebanho. Vacas com temperatura acima de 39,1ºC começam a apresentar perdas provocadas pelo estresse calórico.
Outro ponto de extrema importância para se maximizar a eficiência reprodutiva em vacas de alta produção leiteira é o bom manejo dessas vacas durante o período de transição, que compreende os 21 dias pré e pós parto.
Antes do parto é normal que ocorra queda na ingestão de matéria seca. No entanto, esta queda não pode ser tão acentuada. Assim, é fundamental que as vacas sejam movidas para o lote maternidade com boa condição corporal, uma vez que vacas obesas apresentam queda mais acentuada no consumo de matéria seca, agravando os problemas de saúde após o parto.
De modo geral, vacas que comem mais antes do parto, comerão mais após o parto, reduzindo a intensidade do balanço energético negativo e consequentemente retornando à ciclicidade ovariana mais cedo com maior fertilidade.
Assim, precisamos facilitar o acesso das vacas à comida de boa qualidade nesse período para maximizar a eficiência reprodutiva.
Além disso, vacas que perdem mais condição corporal após a parição demoram mais para retomar a ciclicidade ovariana, apresentam menor taxa de concepção e maior perda de gestação após a primeira inseminação.
Grande parte dos problemas que levam à ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros é a alta incidência de doenças após a parição, que estão associadas não só ao atraso ao retorno à ciclicidade ovariana, mas também pior fertilidade após a inseminação e alta incidência de perdas de prenhez.
Muitas dessas doenças estão relacionadas à queda de imunidade que vacas de alta produção leiteira enfrentam no período de transição. Assim, é necessário se atentar ainda mais ao balanceamento das dietas nesse período.
Dois componentes da dieta de extrema importância para o bom funcionamento do sistema imune são o cálcio e a vitamina E.
Vacas de alta produção leiteira precisam mobilizar grandes volumes de cálcio do sangue e dos ossos para produção do colostro.
Em alguns casos, isso estimula a ocorrência de hipocalcemia clínica e em outros, leva à ocorrência de hipocalcemia subclínica; ambas responsáveis pela maior incidência de inúmeras outras doenças que afetam não só a eficiência reprodutiva, mas também a produção de leite das vacas.
Além disso, grande parte da vitamina E (α-tocoferol) circulante no sangue é eliminada via colostro, que associado à menor ingestão de matéria seca dessas vacas no período pré-parto aumentam a exigência desse nutriente em vacas de elevada produção leiteira.
Dessa forma, ao formular dietas para vacas no período de transição é fundamental atentar a esses detalhes. Existem várias formas de controlar os problemas citados acima, como alterar o balanceamento do cálcio da dieta para minimizar a incidência de hipocalcemia subclínica, fornecer dietas aniônicas, fornecer às vacas a quantidade de vitamina E recomendada pelo NRC, entre outros.
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]]>É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, quais aspectos precisam de maior atenção para se maximizar a eficiência reprodutiva através da implementação e checagem de metas.
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A taxa de concepção é o resultado da divisão entre o número de vacas prenhes pelo número de inseminações feitas em determinado período.
A taxa de serviço é obtida através da divisão do número de inseminações pelo número de vacas aptas a cada intervalo de 21 dias.
É um indicador extremamente dinâmico, uma vez que o universo de vacas aptas muda diariamente, o que dificulta a obtenção do mesmo. Para cálculo da taxa de serviço é interessante se trabalhar com um software de gerenciamento de rebanho.
De um modo geral, grande parte dos produtores tendem a acreditar que sua taxa de serviço é alta, uma vez que todas as vacas são inseminadas em determinado momento. No entanto, a maior parte das fazendas apresenta baixa taxa de serviço.
De fato, a maior parte das vacas, senão todas, são realmente inseminadas. Porém, muitas vezes são inseminadas tardiamente.
Multiplique a taxa de concepção pela taxa de serviço e obtenha a taxa de prenhez. Essa taxa mede a velocidade em que as vacas aptas se tornam gestantes a cada intervalo de 21 dias.
É o período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o período de espera voluntário varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.
A maioria dos produtores não analisam esses índices, trabalham na intuição e acham que a eficiência reprodutiva do rebanho está satisfatória.
Mas, quando os dados concretos são obtidos e controlados, percebe-se os gargalos do sistema e as oportunidades de inseminação e técnicas reprodutivas que são deixadas de lado. Sempre há a possibilidade de inseminar uma quantidade maior de vacas e aumentar a lucratividade.
O importante é emprenhar a vaca no pós-parto o mais rápido possível e para isso precisamos ter:
Garantindo essa relação teremos como resultado um intervalo menor entre partos e consequentemente um DEL (dias em lactação) menor e maior produção de leite.
Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.
Se você não insemina essas vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena mas é maior que zero.
Esse manejo sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.
No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam. Se você quer ter alta taxa de concepção é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.
O grande segredo está num bom manejo no período de transição das vacas. Nós temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
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]]>Atuar de forma preventiva para minimizar os seus impactos representa um grande desafio e uma grande oportunidade para os diversos tipos de sistema de produção.
Animais em estresse térmico apresentam alterações clássicas que precisam ser identificadas para que o processo de resfriamento seja otimizado. Acompanhe neste texto um pouco sobre o que é o estresse térmico e quais são os principais sinais.
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Segundo West (2003), o termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido as alterações no ambiente.
De modo semelhante, Yousef (1985) define que o estresse térmico consiste na soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.
Nos países de clima tropical, como o Brasil por exemplo, é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.
O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.
Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor. Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.
Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.
Adaptado de Kadzere et al., 2002
Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção. A seleção genética para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois vacas que produzem mais leite ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação as vacas de menor potencial genético.
Com a menor capacidade de dissipação de calor, as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.
Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura do Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um amento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.
Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.
Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.
A temperatura corporal representa o principal indicador da termorregulação do organismo, estando relacionada à saúde, sucesso reprodutivo e produtividade dos animais.
No entanto, vale ressaltar que não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo.
Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.
Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.
Gaughan e colaboradores (2000) citam que a taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.
Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.
A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).
Resfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).
Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.
Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.
De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguinte sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:
Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.
Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.
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]]>Dessa forma, é muito importante definir estratégias nutricionais que permitam o oferecimento das quantidades ideais de nutrientes para os animais, permitindo que os mesmos atinjam alta performance.
Neste artigo, você verá algumas dicas sobre a importância da alimentação em sistema de produção de leite!
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Para que as vacas produzam uma determinada quantidade de leite, elas precisam de nutrientes, como: energia, proteína, fibra e minerais.
E existe alguma forma de otimizar os custos no oferecimento desses nutrientes? A resposta é sim.
O segredo para isso é oferecer exatamente o quanto elas precisam de cada nutriente, evitando desperdícios e, ao mesmo tempo, não deixando que falte nada para que elas possam atingir sua produtividade máxima.
Para isso, é fundamental conhecer dois pontos principais:
A quantidade de nutrientes que uma vaca precisa para produzir determinada quantidade de leite é o que se chama exigência nutricional. Ela depende de:
O período no qual a vaca se encontra também é um ponto de atenção. Vacas em período de transição, por exemplo, possuem uma necessidade de manejo alimentar específico.
Levando em consideração essas informações, é possível estabelecer a exigência nutricional correta para cada nutriente.
É fundamental conhecer quanto cada alimento pode fornecer de cada nutriente. Por exemplo, se a vaca precisa ingerir 3,2 kg de proteína por dia, é preciso se conhecer o teor de proteína de cada alimento a ser utilizado, para que possamos empregá-lo em quantidade suficiente.
Em alguns casos específicos, é indicado o uso de aditivos, quando há necessidade de melhoria ou refinamento nutricional do rebanho, ou parte dele.
Todo alimento tem algum teor de água em sua composição. Se retirarmos toda a água de uma amostra de 100 gramas de alimento, o peso final será a quantidade de matéria seca contida em 100 gramas.
Como a água, normalmente, é abundante e barata, quando se compra um alimento, é importante observarmos quanto de matéria seca ele tem.
Matéria seca = Peso do alimento – Peso da água contida nele
A energia está contida em todos os alimentos e é essencial para a produção animal. Quanto maior for a digestibilidade do alimento pelo animal, mais energético ele será. Por isso, uma forma de expressar a energia de um alimento é relacioná-la com sua digestibilidade.
A medida de energia chamada NDT (nutrientes digestíveis totais) é expressa em % da matéria seca (%MS) e reflete quanto do alimento pode ser digerido. Assim, se um alimento tem 90% de NDT e outro tem 60% de NDT, significa que o que tem 90% é mais digerível e, por isso, oferece mais energia disponível para o animal.
As proteínas são muito importantes porque fazem parte da estrutura do organismo (músculos, células) e são constituintes básicos dos produtos de origem animal (leite, carne). Assim, para que haja uma maior quantidade de proteína nesses produtos, maior será a exigência do animal para esse nutriente.
A unidade utilizada para medir a proteína nos alimentos é a Proteína Bruta (PB), normalmente expressa em (%MS).
A fibra é um nutriente presente nos alimentos de origem vegetal e corresponde à parede celular das plantas. A unidade utilizada é FDN, que expressa o teor total de fibra do alimento.
Os bovinos conseguem digerir a fibra dos vegetais (pasto) e produzem energia a partir dela. E lembre-se! Um nível mínimo de fibra na dieta é necessário para o funcionamento adequado do sistema digestivo dos ruminantes.
Os minerais são componentes inorgânicos que participam do metabolismo animal e, por isso, precisam ser fornecidos na dieta.
Os macrominerais são aqueles que devem estar em quantidades maiores, sendo supridos com alguns gramas por dia. Os macrominerais essenciais são: cálcio, fósforo, magnésio, sódio, enxofre, potássio e cloro.
Os microminerais também são essenciais, mas em quantidades muito baixas. Os principais microminerais essenciais são selênio, cobalto, zinco, manganês, cobre e iodo.
Agora, você já conhece os principais nutrientes e sabe como é importante conhecermos a exigência nutricional das vacas e a composição dos alimentos.
O próximo passo para ter sucesso na alimentação dos seus animais é saber como realizar a formulação de dietas para bovinos leiteiros.
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