O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.
Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?
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Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.
Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.
No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.
Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.
Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100
Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.
Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100
Taxa de serviço %= 50%
Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.
O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).
Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.
A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.
Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.
O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.
Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.
A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.
Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.
Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.
Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).
De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.
O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.
Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.
Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.
Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.
Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.
Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.
O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.
Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.
Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).
A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.
Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.
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]]>O post Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.
Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.
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Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.
Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.
Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.
Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.
Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.
Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.
O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.
Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.
Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.
Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.
Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.
O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.
O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).
A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.
Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.
Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.
No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.
Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.
Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.
Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.
Desejamos sucesso na atividade leiteira em sua fazenda e conte com o Rehagro para o planejamento e tomadas de decisão! Contribuímos diretamente para a produção de mais de 1 milhão de litros de leite por dia, nas fazendas sob nossa consultoria.
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]]>O post Gestão no Agronegócio: o que é? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Basicamente é:
Uma empresa rural ou urbana precisa de ferramentas gerenciais simples e que sejam aplicáveis à sua realidade.
Muitas vezes, metodologias complexas, que prometem análises extremamente detalhadas, não saem do papel, levando ao insucesso da sua utilização. Antes de tudo, é preciso definir aonde se quer ir.
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Antes de definir as metas, é necessário lembrar que toda meta deve ter objetivo, prazo e valor. Muitas são as fazendas que não sabem para onde estão indo, qual é o objetivo do trabalho ou do projeto e quando pretendem atingir este objetivo.
Depois de definida a meta, é preciso planejar e definir ações que nos permitam percorrer um caminho em direção a esta meta, através de bons planos de ação. Problemas irão surgir ao percorrer este caminho e, quando eles aparecerem, ferramentas gerenciais que levem a uma boa análise devem ser utilizadas na busca de soluções.
A seguir serão discutidos, de forma sucinta, passos a serem seguidos para se modificar a gestão das empresas rurais:
Método PDCA: método de controle de processos segundo Campos, V.F. (1996).
Para que o conhecimento técnico e gerencial seja colocado em prática, é preciso investir tempo no treinamento da equipe. Desta forma, praticando a gestão, as pessoas estarão adquirindo “conhecimento prático”.
Nesta fase, a liderança da empresa ou setor deverá buscar levar o conhecimento à equipe, servindo de facilitador à aplicação do mesmo.
Geralmente, para que as metas sejam atingidas, é essencial realizar mudanças e, para que elas ocorram com sucesso, devem-se difundir os conhecimentos necessários e auxiliar na sua aplicação.
Um gestor precisa ter mente aberta e ser capaz de olhar o mundo e adequar seu negócio. A gestão de um negócio precisa estar continuamente monitorando o mundo a sua volta e sempre estar questionando se as decisões tomadas anteriormente, mesmo àquelas acertadas, ainda são as melhores.
Uma mudança na conjuntura pode fazer com que o sistema precise ser repensado. Os conceitos precisam ser constantemente revistos e a pessoa deve estar disposta a evoluir. A gestão precisa se mostrar aberta e dinâmica, pois velocidade de ação nesses momentos pode ser questão de sobrevivência.
Cada vez mais se torna necessário à profissionalização do agronegócio, com o produtor rural tratando sua propriedade como um negócio, uma empresa, se tornando um empresário rural e exigindo do produtor uma visão administrativo-financeira do negócio.
Algumas ferramentas podem auxiliar o produtor, como o orçamento e o fluxo de caixa.
Orçamento é um plano detalhado de aquisições e uso de recursos materiais e financeiros. Permite que o responsável pelos controles financeiros, quer seja o empresário, ou o gestor, ou um assistente técnico, acompanhe o fluxo de recursos da empresa. Representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos e formais.
O orçamento tem uma grande ligação com o longo prazo da empresa e continuação da organização, pois também possibilita estabelecer o elo gerencial entre a atuação de curto prazo da empresa e suas estratégias maiores.
Estrategicamente o orçamento é muito importante, pois permite que o empresário trace metas para compra de mercadorias/insumos, vendas de animais em períodos mais propícios, etc. Ao implantar a metodologia de gestão por resultados em uma propriedade rural, é comum que sejam levantados questionamentos como:
Estas são algumas perguntas fundamentais a serem respondidas para que se tenha eficácia na construção do orçamento. Para todas elas, é fundamental que os três pilares básicos da gestão (LIDERANÇA / CONHECIMENTO TÉCNICO / FERRAMENTAS DE GESTÃO) estejam devidamente alinhados e consolidados.
Quando se almeja construir um orçamento, deve-se ter como ponto de partida qual é o resultado desejado. É comum identificar planejamentos orçamentários feitos sem que seja avaliado o resultado a ser atingido. Na gestão por resultado, o orçamento partirá tendo como base o resultado financeiro e econômico previamente definido pelo proprietário.
A base para o orçamento de uma fazenda de leite é a evolução de rebanho, onde serão consideradas as variações de quantidade de animais em cada categoria ao longo do ano, de acordo com o objetivo do proprietário. O orçamento traçado pode ser baseado em números de outras propriedades que tenham o mesmo segmento e padrão de produção da empresa analisada e, logicamente, tenham bons números para serem usados como modelo. Outros números que podem ajudar a traçar o orçamento são os da própria fazenda, desde que ela tenha esses dados anotados.
O fluxo de caixa é a demonstração das saídas e entradas de recursos financeiros na empresa, funcionando assim como uma grande agenda dos compromissos financeiros da propriedade.
Através do fluxo de caixa o proprietário ou gestor obtém informações do caixa mensal e até mesmo diário da empresa rural utilizando essa ferramenta para auxiliar na tomada de decisões.
O conhecimento do momento de maior entrada ou saída de capital da empresa possibilita ao gestor:
Como ferramenta de gestão, deve sempre ser avaliado em conjunto com o orçamento detalhado mensal, pois somente com o fluxo de caixa não será possível enxergar o futuro da empresa, principalmente os compromissos futuros ainda não estabelecidos.
O acompanhamento do orçamento ajuda o empresário rural a não perder o foco do projeto estabelecido, pois o capital que está na conta bancária e que parece estar sobrando, quando melhor analisado, pode ser usado para a compra estratégica de insumos da safra.
Para iniciar a análise de fluxo de caixa, é preciso registrar quanto a empresa tem em caixa, ou seja, o saldo atual. E então, coletar os dados em notas fiscais, contas a pagar e a receber. Planilhas de Excel ou softwares específicos podem ser utilizados para auxiliar nos registros.
Já pensou estar inserido no mercado de trabalho antes mesmo de se formar?
Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.
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]]>O post Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.
Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.
Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.
Será que o leite foi um bom negócio?
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Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?
Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.
Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.
Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?
Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.
Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.
Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!
Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.
A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?
Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.
O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.
Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.
Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?
Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.
No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!
Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).
O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.
Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!
Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.
Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.
Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.
Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira!
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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]]>O post Suplementação de bezerros de corte: principais formas e como fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Do nascimento a desmama é a etapa da vida do animal em que se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente 25 a 35% do peso final de abate.
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O leite proporciona nutrientes imprescindíveis à cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido ele cresce.
Entretanto, a relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria) diminui bastante de intensidade, depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de 3 a 4 meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte origina-se de outras fontes que não somente do leite materno.
Para suprir as possíveis deficiências nutricionais, determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.
O Creep-feeding ou cocho privativo, que é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.
Ainda que haja indicativos de uma melhora da eficiência reprodutiva da vaca, o creep-feeding visa principalmente ao bezerro. Tem como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no cocho.
Exemplo de creep-feeding
Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Para que isso ocorra, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo: reunir às crias alguns bezerros mais velhos que já conhecem o sistema, servindo como exemplo, e espalhar ração do lado de fora do cercado, de maneira que as vacas possam treinar suas crias a comer, e posteriormente permitir o acesso ao cocho, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.
O Creep-grazing ou pasto privativo, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como azevém, aveia, tifton, milheto etc.
As instalações (exigências são parecidas às do creep-feeding) são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.
Representação do método creep-grazing
Além dessas duas formas de suplementação, pode ser utilizado a desmama precoce, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.
Para a maior eficiência do sistema, todavia, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.
Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta sem que as mesmas tenham que ficar por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.
Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em pastagens adequadas, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do creep-grazing (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).
Além do pasto, aconselha-se suplementar os bezerros com uma ração concentrada, a mesma do creep-feeding, até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.
É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400 g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.
Portanto, em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.
A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.
Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.
Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro. No entanto, é essencial atentar-se que um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.
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Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
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]]>O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, recria e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção. Com isso, o peso dos bezerros a desmama é fundamental para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute das propriedades.
Entre o nascimento e a desmama, há a etapa da vida do animal onde se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente de 25 a 35% do peso final do abate.
O leite proporciona nutrientes imprescindíveis e de grande relevância para o desempenho da cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido e mais saudável ele cresce.
A relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria), no entanto, diminui bastante de intensidade depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de três a quatro meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte se origina de outras fontes que não somente do leite materno.
Para suprir as possíveis deficiências nutricionais e potencializar os ganhos dos animais nessa etapa da vida, determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.
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O creep-feeding ou cocho privativo, é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.
Ainda que haja indicativos da melhoria na eficiência reprodutiva da vaca, o creep-feeding favorece principalmente ao bezerro, tendo como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no cocho.
Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Para que isso ocorra, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo:

O creep-grazing ou pasto privativo, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como azevém, aveia, tifton, milheto etc.
As instalações (exigências são parecidas às do creep-feeding), são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.

Além dessas duas formas de suplementação, pode ser utilizada a desmama precoce, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.
Para a maior eficiência do sistema, porém, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.
Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta, sem que elas fiquem por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.
Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em pastagens adequadas, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do creep-grazing (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).
Além do pasto, é aconselhado suplementar os bezerros com uma ração concentrada – a mesma do creep-feeding – até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.
É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.
A suplementação utilizada, no creep, por exemplo, deve receber a devida atenção no momento da formulação, contendo em média, de 18 a 20% de proteína.
Em alguns casos, é interessante a utilização de produtos palatabilizantes na suplementação para fomentar e aumentar o consumo por parte dos bezerros.
Outro ponto de importância para o sistema como um todo é a possibilidade de fornecer aos animais nessa fase da vida, aditivos na suplementação, como salinomicina, monensina dentre outros. Estes, atuam como coccidiostáticos, no controle da coccidiose, o que apresenta grande importância para a fase de grande acometimento da eimeriose.
Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.
A capacidade e a melhoria desse indicador está diretamente relacionado ao nível de intensificação da propriedade, quanto maior a taxa de lotação da propriedade, maior a eficiência nos manejos reprodutivos e sanitários com as matrizes e suas crias, e o peso de desmama influenciam diretamente nesse indicador de tamanha importância para propriedades de cria.
A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.
Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.
Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro. É essencial, no entanto, observar se um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.

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]]>Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens.
Porém, para ser realizada com sucesso a IATF precisa de alguns materiais básicos como: aplicador, luvas, descongelador, botijão de sêmen, entre outros.
Boas práticas durante o protocolo de inseminação são fundamentais para manter a integridade do material genético, principalmente quando se trata do botijão de sêmen afinal é dentro desse recipiente térmico que o material é mantido.
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Inicialmente, ele deve ser guardado em local fresco, sem incidência direta de luz solar, transportado com muito cuidado sempre na vertical e nunca deve ser inclinado para não correr o risco do conteúdo vazar.
Nitrogênio líquido. Ele é responsável por conservar as doses de sêmen em -196ºC durante tempo indeterminado desde que a quantidade seja mantida acima do mínimo.
Para que isso seja possível é necessário fazer a verificação periódica da quantidade de nitrogênio e garantir a integridade do material, para isso usamos a régua graduada, onde a quantidade mínima de nitrogênio não deve ser menor que 15 cm.

Utilização da régua graduada para mensurar a quantidade de nitrogênio líquido no botijão de sêmen. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro)
O nitrogênio líquido evapora rapidamente por isso o botijão não pode ficar muito tempo aberto, após o manejo é necessário fechá-lo, caso precise retirar mais doses de sêmen entre as inseminações é necessário abri-lo novamente.
Quando retiramos as doses de sêmen não devemos remover completamente a caneca (estrutura onde ficam as racks que armazenam as palhetas de sêmen), o ideal é que esta fique em contato com nitrogênio líquido por mais tempo, e todo o processo seja realizado de forma rápida.

Manejo correto para a retirada de amostras. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
Vários estudos comprovam que caso o descongelamento não seja realizado da forma correta os espermatozoides morrem durante o processo de descongelamento o impacta diretamente a taxa de prenhez da propriedade.
Atualmente existem muitas marcas disponíveis no mercado, porém o professor Douglas Costa dá uma indicação prática importante:
Não coloque muitas doses de uma vez no descongelador, pois isso fará com que a temperatura caia muito de forma rápida, logo, as paletas irão descongelar de forma irregular, comprometendo o material
Exemplo: caso o descongelador tenha 4 divisões uma opção é separá-lo com diferentes paletas de animais e raças distintas como na imagem.

Sugestão de como distribuir palhetas de sêmen no descongelador. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
No nosso E-book Manual Sanitário da Estação de Monta você aprenderá dicas simples para controlar as principais doenças reprodutivas que podem afetar o seu rebanho.
A inseminação artificial oferece grandes benefícios aos produtores que optam por essa técnica, contudo a sua eficiência está diretamente ligada a mão de obra qualificada, instalações, manejo dos animais e dos equipamentos.
Quer saber mais sobre reprodução? Conheça a nossa Pós-Graduação Online em Produção de Gado de Corte. Além desse tema, também conversaremos sobre manejo nutricional, gestão financeira e econômica, sanidade animal e muito mais.
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Por exemplo, quando o encarregado da fazenda passa uma instrução para outro colaborador sobre determinada atividade. Geralmente o que observamos é uma “ordem” do tipo:
“Por favor, pegue esse trator, carregue 50 sacos do adubo de cobertura e jogue naquela lavoura próxima ao mata-burro”.
Em seguida, o colaborador consciente do risco que corre se ficar perguntando demais (diga-se de passagem, o “chefe” tem um jeitão sistemático e não gosta muito de conversar), simplesmente acata a ordem, pega o trator e dentro de suas experiências e conhecimentos, executa o que foi compreendido daquilo que lhe foi “ordenado”.
Contando assim, pode-se deduzir que a atividade foi resolvida com êxito, mas sabemos que nem sempre é desta forma que acontece.
Se foi ou não o adubo correto, a maneira como o adubo foi distribuído, se ao final sobrou ou faltou e o tratorista precisou improvisar solução para conseguir distribuir por toda a área etc., isso só se descobre após os resultados, que muitas vezes podem ser desastrosos, em termos de produtividade por área, falta de adubo para outras lavouras específicas, custo de produção entre outros.
Casos como os citados acima são tão comuns no dia a dia das fazendas e demais empresas do agronegócio que as pessoas passam a acreditar ser normal as coisas funcionarem desta maneira e se acomodam, não buscando novas formas de agir para que esta realidade mude. Apesar destas situações serem tão recorrentes, existe solução.
Todos os resultados dentro das empresas, sejam eles de sucesso ou fracasso estão relacionados direta ou indiretamente com a qualidade da comunicação interpessoal, ou seja, a comunicação entre as pessoas. Tendo conhecimento disso é possível entender a importância de sabermos nos comunicar bem para que haja pouca ou nenhuma perda na mensagem passada.
Para isso o emissor (falante) da informação deve assegurar que o receptor (ouvinte) tenha compreendido de forma clara o que foi passado. Além disso, o receptor tem a responsabilidade de checar se o que ele compreendeu da informação é o que o emissor desejava que ele tivesse entendido.
Em resumo, as duas pessoas devem se responsabilizar, pois a comunicação é o que o outro entende e não somente o que nós queremos informar.

A boa notícia é que podemos desenvolver a habilidade de comunicação. Para isso, devemos ficar atento a 5 pontos:
Para que haja comunicação eficaz dentro das organizações é necessário saber ser assertivo, claro, consistente e completo. Pois todos esses pontos irão interferir na forma que o ouvinte irá receber e interpretar a mensagem.
As pessoas são diferentes, viveram experiências diferentes e isso influencia na compreensão. Cada pessoa possui uma maneira de receber, codificar e armazenar informações externas, existem as pessoas visuais, auditivas, cinestésicas e as digitais.
Após passar uma mensagem é recomendado que você questione o ouvinte sobre o que foi compreendido da mensagem. Caso tenha solicitado que a pessoa faça uma atividade, peça para ela explicar o que deve ser realizado. “De tudo isso que conversamos, o que você entendeu que deve ser feito?”.
Para que o receptor fale quando algo não ficou claro, não foi compreendido é indicado que se construa ambiente de confiança onde ele se sinta seguro e confortável para se expressar.
Se autoavaliar é importante para entender se você consegue se expressar bem e caso contrário, mostra a necessidade de desenvolver esta habilidade. Se pergunte: “Estou conseguindo ser claro na hora de passar a mensagem?” “Estou utilizando as palavras, tom de voz e expressões corporais coerentes com o que desejo informar?”.
Outra maneira de se avaliar é acompanhar o que acontece após passar uma informação. Isso dará retorno se você foi ou não um bom transmissor de ideias.
Sabendo desses pontos, você buscará medidas para melhorar a comunicação dentro da sua propriedade ou demais empresas do agronegócio, com seus clientes, pares, líderes e liderados?
As pessoas são a principal força de uma organização, pois elas geram os resultados que a empresa necessita.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu o Curso Gestão de Pessoas e Equipes, onde são abordados temas como Comunicação e Feedback, Liderança e Desenvolvimento de Equipe, Gestão Responsável e as principais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.
Com o melhor do online, as aulas gravadas são de 15 minutos por dia, permitindo que você monte seu próprio horário! Além disso, são realizados os encontros online ao vivo para tirar todas as suas dúvidas com os professores, que são gestores de grande experiência no campo.
Todo o conteúdo tem foco 100% prático e cada aluno recebe acompanhamento individualizado para aplicar tudo o que aprendeu na sua própria propriedade, por meio dos projetos aplicados.
Além disso, temos um suporte dedicado a você, respondendo dúvidas dentro de 24 horas pela plataforma, WhatsApp ou e-mail.
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]]>O post 6 passos para o sucesso da produtividade na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em 2020, os produtores nacionais de milho exportaram mais de 35 milhões de toneladas desse grão.
A cada nova safra, a demanda aumenta, já que boa parte do que produzimos é consumido internamente. Então, o que é preciso para produzir cada vez mais e com qualidade?
Breno Araújo, que é mestre em fertilidade do solo e nutrição de plantas com foco em alta produtividade de milho e soja pela UFLA, explica que os campeões de produtividade possuem vários pontos em comum.
Esses produtores entenderam a curva de pré-requisitos para melhorar a produtividade do sistema de produção dentro das fazendas.
Será que você possui esses pontos ou pode consegui-los?
Há 6 pontos primordiais para quem almeja alcançar uma produtividade satisfatória e eles dependem de algo que muitos já conhecem: investimento.
No entanto, engana-se quem pensou em investimento financeiro, propriamente dito. O primeiro passo é um olhar mais criterioso para seu solo. Ele está apto para sua expectativa de colheita?
Veja na íntegra, em menos de 4 minutos, quais são os passos em comum que os campeões de produtividades fazem para atingirem esses resultados:
O solo precisa estar abastecido e equilibrado:
Breno ainda aponta que:
Em qualquer lugar do país que você observar os grandes campeões de produtividades, quem está produzindo bem e colocando dinheiro no bolso, eles têm esses fatores em comum.
Dominar as necessidades do seu solo, os requisitos exigidos de sua cultura, implantar corretamente em solo protegido e acompanhar o desenvolvimento de sua lavoura é o conjunto para o sucesso nas colheitas.
Ser um campeão em produtividade requer conhecimento de cada uma dessas fases e muitas outras. Não é um trabalho fácil, mas se feito corretamente, garante renda e lucratividade que perpassa gerações.
No curso online Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, você saberá desde os primeiros cuidados do solo até as mais recentes tecnologias de aplicação desses adubos.
O ensino é atualizado e prático, isso porque todos os professores atuam diretamente em campo, em fazendas de alto nível produtivo por meio de consultorias. Eles passarão esses conhecimentos para você!
Já são mais de 100 profissionais qualificados nesse curso, que já melhoraram a forma de trabalho e condução de suas lavouras.
Há várias técnicas que, quando executadas corretamente, torna possível atingir a alta produtividade. Além disso, ainda permite uma economia com insumos, uma vez que você será capaz de calcular com precisão a quantidade, dosagem e necessidade de aplicação.
Se você busca safras de alto volume produtivo, alta qualidade e investimento eficiente em insumo, conheça mais sobre o curso:
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]]>O post 5 dicas para diminuir problemas uterinos no pós-parto de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Afinal, todo aspecto que leve a um atraso na concepção trará prejuízos ao sistema. Dessa forma, conhecer os fatores de risco é essencial para conseguir atuar na prevenção, adaptando o manejo reprodutivo, evitando danos à vaca e perdas ao sistema.
É importante salientar que o desenvolvimento de doenças uterinas no pós-parto estará relacionado à diferença no “tamanho” do desafio e as condições das vacas em vencer e superar o mesmo.
Portanto, é preciso atuar em proporcionar melhores condições ao animal a fim de que o desafio seja menor e suas condições imunes e de resposta sejam maiores.
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Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas uterinos no pós-parto são:
Baseado no conhecimento dessas dificuldades, trouxemos 5 dicas para diminuir a incidência de problemas uterinos no pós-parto e consequentemente melhorar os resultados reprodutivos e econômicos da fazenda.
É preciso adoção de manejos que visem e estimulem um maior consumo dos animais como:
Quanto ao monitoramento, uma boa opção são os programas de teste para cetose.
Para isso é necessário focar nas duas primeiras semanas após o parto e para que o teste seja realizado de forma adequada é preciso que uma gota de sangue do animal seja colocada em uma tira reagente já inserida no medidor que vai determinar a concentração sanguínea de BHBA em poucos segundos.
A dieta aniônica é a alteração da composição mineral da dieta pré-parto e tem como objetivo principal evitar casos de hipocalcemia clínica e subclínica.
Somente a inclusão da dieta na propriedade não é suficiente para garantir que a mesma cumpra o seu objetivo. O monitoramento deve ser realizado por meio do pH urinário e mensurado nas vacas que estão ingerindo a dieta aniônica por pelo menos 5 dias até 3 semanas.
Quanto ao local de permanência dos animais no pré e pós-parto deve ser um ambiente limpo, com mínimo de estresse possível e, principalmente, provê-los de maior conforto.
Nesse sentido, um ponto importante é o sombreamento dos piquetes e demais locais onde esses animais permanecerão até o momento do parto, de modo a minimizar ao máximo o estresse térmico.
Preconiza que vacas devem parir com um ECC de 3,0 a 3,25 (escala de 1 a 5), pois um ECC inferior a 3,0 é associado com reduzida produtividade e desempenho reprodutivo, enquanto que um ECC igual ou superior a 3,5 e associado com redução do consumo, bem como da produção leiteira e aumento no risco de incidência de doenças metabólicas.
A meta é 75% das vacas nesta condição na secagem e também ao parto.
Ficar atento a seleção do touro na característica facilidade de parto, como visto a ocorrência de distocias é um importante fator de risco para o desenvolvimento do problemas uterinos pós-partos.
Para criação de uma vaca produtiva é essencial uma vaca saudável, portanto, o sucesso nesse momento é fundamental para toda lactação. A recíproca também é verdadeira, negligenciar os pontos citados acima poderá trazer reflexo em toda vida produtiva do animal.
Não há dúvidas, o sucesso raramente é resultado de sorte, busquemos os melhores resultados através de bons manejos.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto.
Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!
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]]>O post Fertilidade do solo para alcançar máxima eficiência produtiva da lavoura apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em uma propriedade rural, qualquer que seja sua característica, a sustentabilidade do negócio agrícola e pecuário, será atingida apenas se a gerência dessa propriedade for capaz de contemplar apropriadamente todos os fatores envolvidos no processo produtivo, tais como:
Todos esses, são aspectos indispensáveis na formulação de um negócio bem administrado.
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É primordial que a propriedade se atente aos quesitos ambientais, disponibilidade de mão de obra, bem como toda a equipe, recursos financeiros e materiais de que essa fazenda dispõe.
A união desses fatores, quando usados de forma adequada, é possível otimizar e gerar oportunidades e evitar imprevistos. Assim, a fertilidade do solo passa a ser fundamental.
Há uma gama de informações de pesquisa que, se bem utilizadas, permitem transformar solos pobres do Cerrado em solos tão ou mais produtivos do que os mais férteis do Brasil.
Os fatores de produção normalmente citados são: terra, trabalho e capital. Um quarto fator de produção, que é o conhecimento tecnológico, deve também ser incluído.
No processo de desenvolvimento econômico de diferentes nações, são utilizados todos esses fatores em combinações variadas e apropriadas para cada caso. Assim, países com pequenas dimensões territoriais, procuram fazer do trabalho, capital e tecnologia os maiores fatores propulsores do desenvolvimento.
Como exemplo, podem ser citados o Japão, a Holanda, alguns países asiáticos e os países nórdicos.
Por sua vez, existe uma corrente de pensamento econômico que defende o uso da terra em maior escala como fator propulsor do desenvolvimento em países de grandes dimensões territoriais.
Em nível mundial, essa corrente de pensamento já perdeu grande parte da sua importância, e o número de defensores hoje é relativamente pequeno e em declínio.
No Brasil, entretanto, existem grupos de teóricos que ainda defendem o uso de maiores áreas de terra e mais trabalho, considerados abundantes e de baixo custo, como os elementos-chave para o desenvolvimento.
Em consequência, no tocante ao aproveitamento agroindustrial da região do Cerrado, ainda ocorrem questionamentos sobre a tecnologia que está sendo gerada para o segmento agrícola.
Os críticos argumentam que o modelo de desenvolvimento agrícola do Cerrado é capital intensivo, sendo o país extremamente carente em capital e tendo como fatores abundantes terra e trabalho. Concluem, assim, que seria mais racional usar mais os fatores terra e trabalho e menos o fator capital, que é escasso.
Nesse ponto, é de se duvidar que o que acreditamos sobre domínio público do conhecimento em relação à pobreza generalizada dos solos do Cerrado seja verdadeiro.
Não é economicamente e cientificamente viável a produção comercial e em larga escala, nesses solos do Cerrado. De modo geral, eles são são do tipo:
A terra é abundante em quantidade, mas limitada na sua fertilidade. Além disso, a mão de obra deixou de ser abundante no meio rural e é limitada, seja por falta de qualificação profissional dos operários rurais, seja devido à atual legislação trabalhista para o campo, onerando os custos e reduzindo a competitividade em contraposição à mecanização dos processos.
O desenvolvimento econômico do Cerrado deve passar pela formação de um complexo agroindustrial forte e atuante que, além de propiciar o surgimento de um segmento agrícola tecnificado e produtivo, seja capaz de gerar empregos e renda para a região.
Até o final da década de 1970, não era comum a discussão sobre o tema relativo à eficiência do processo produtivo na região Centro-Oeste do Brasil. Naquela época, as políticas macroeconômicas eram voltadas para o desenvolvimento acelerado da região do Cerrado, como uma alternativa de produção de alimentos, especialmente, grãos.
Como um segundo objetivo, não menos importante, os governos da época estimularam a ocupação dessa região, baseados numa filosofia de integração dos espaços vazios, como fundamento para um processo duradouro de segurança nacional.
Um conjunto de fatores, representado por um ambiente econômico de programas voltados para essa região e de subsídios elevados para alguns insumos importantes para a agricultura, abriu espaço para certo nível de ineficiência no processo produtivo.
No início do desenvolvimento da agricultura no Cerrado, o grau de utilização das tecnologias, então existentes, deixava a desejar. Mesmo assim, vultosos investimentos foram realizados para possibilitar a formação de um parque produtivo na região.
A partir de determinado momento, os subsídios foram retirados e programas de desenvolvimento regional desativados em curto espaço de tempo.
Como consequência, os custos de produção foram bruscamente elevados, e os produtores viram-se ante uma necessidade imperativa: ou se ajustavam rapidamente à nova situação, diminuindo custos e aumentando a eficiência técnica e econômica, ou faliam.
A substituição do capital por terra pode ser viável em situações específicas, quando não existe pressão de uso sobre a terra e seu valor de mercado é relativamente baixo.
Essa situação ainda existe em algumas áreas diferenciadas do Cerrado. Nessas circunstâncias, pode existir um sistema de criação de gado (pecuária extensiva), produzindo cerca de 20 kg de carne por hectare por ano, como uma atividade econômica estável.
Outra alternativa é o uso da terra, por curtos períodos de tempo, para desenvolver atividades extrativas de carvão, lenha, madeira, fibras, oleaginosas, látex, frutos comestíveis, plantas medicinais e mesmo agricultura de subsistência.
Nesses sistemas de produção, tanto a terra como a mão de obra, podem ser utilizadas em maior quantidade em substituição ao capital. Contudo, esses sistemas de produção pouco intensivos no uso de capital e de tecnologia, foram importantes no passado, quando grande parte da população residia nas zonas rurais.
Atualmente, o valor agregado da produção obtida nesses sistemas é de importância marginal e eles não atendem mais às necessidades de uma população predominantemente urbana.
Pode-se afirmar que uma propriedade agrícola sustentável deve resultar da otimização do conjunto-solução de um sistema de equações do tipo:
As equações econômicas são, em geral, as que apresentam resultados mais rápidos e perceptíveis para as decisões tomadas.
Por isso mesmo, a preocupação com elas leva muitos a não obedecer às restrições de outras equações, como as biológicas, ambientais e a adotar o monocultivo de culturas que, comercialmente, sejam interessantes.
Por isso surgem exemplos indesejáveis de monocultivos como os da soja, do feijão e do algodão.
Nos últimos anos, houve investimentos vultosos na formação de recursos humanos especializados, de tal modo que, atualmente, já se dispõe de conhecimentos sobre vários componentes dessas equações.
A formação de indivíduos capazes de resolver sistemas de equações, não tem tido um investimento equilibrado, observando os limites e restrições desses sistemas.
Em outras palavras, dispõe-se de pessoas capacitadas para executar trabalhos de análise, mas poucos capazes de sintetizá-los, enxergando a propriedade agrícola como um todo e inserida num ambiente externo de dimensão global.
Essa é uma limitação de natureza técnica e pode restringir o sucesso nas análises, interpretações e recomendações de conjuntos de técnicas e práticas agrícolas.
A busca da eficiência, como toda aprendizagem, é um processo que leva tempo e exige sensibilidade administrativa e investimentos tanto em recursos materiais (novas máquinas e equipamentos, por exemplo) como em recursos humanos (mão de obra mais qualificada, inclusive na administração e na gerência dos estabelecimentos rurais).
A eficiência pode ser definida como a relação entre as saídas e as entradas no processo de produção agrícola, podendo ser medida em termos de unidades de valores monetários ou de energia entre outros. Essa relação deve ser maior que 1, numa ordem de grandeza que satisfaça o produtor rural e a sociedade.
Na agricultura, trabalha-se com fatores de difícil controle ou mesmo incontroláveis como:
Por sua vez, há fatores controláveis e todo o esforço deve ser despendido para controlá-los, tais como:
As interações constituem posto-chave do processo produtivo, uma vez que se pode aumentar bastante a eficiência, como as interações do tipo:
Há um elenco de interações e cabe ao empresário e administrador rural, tirar proveito delas.
Conhecer e saber usar as interações, significa ter como resultado do uso de dois ou mais desses fatores interativos, mais do que o somatório dos benefícios obtidos com o uso individual de cada fator.
Contudo, os mecanismos de controle dos chamados fatores controláveis da agricultura, requerem o uso de capital. A utilização pura e simples do ambiente natural do Cerrado não permite exercitar muitos desses controles.
Dentro do sistema de equações da produção, a ambiental é tão importante quanto a equação econômica, já mencionada.
A redução da área, até determinado limite, poderá resultar em maiores cuidados no seu uso e manejo, na sua conservação e na preservação de maior superfície com a cobertura vegetal natural. Tudo isso sem redução de produção e a um custo menor da unidade de produto obtido.
A preservação, por tempo prolongado do ambiente natural, pode proporcionar à pesquisa, a oportunidade para conhecer melhor o patrimônio genético da flora e da fauna regionais.
Isso é de extrema importância pela sua diversidade e para o estabelecimento do equilíbrio e da sustentabilidade dos sistemas de produção estabelecidos ou a se estabelecer.
O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.
Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

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]]>O post Adubação nitrogenada no cafeeiro: saiba a importância e evite perdas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Considerando que buscamos sempre a produtividade máxima econômica, (ponto onde a produção gera a maior rentabilidade da atividade) torna-se necessária obtenção do equilíbrio entre os diferentes nutrientes a fim de buscarmos incremento produtivo de nossas lavouras.
Este correto equilíbrio nos fará ter base para produções elevadas a partir de adubações anuais de reposição e suprimento da demanda produtiva da safra seguinte.
Gráfico retirado do site da ANDA.
Para tanto, práticas como a avaliação da fertilidade do solo, diagnóstico das deficiências da lavoura (podem ser reais ou induzidas), análise da demanda de macro e micro nutrientes, proporção entre nutrientes no solo e folhas, identificação das carências através de sintomas foliares, devem ser realizadas a fim de obtermos um diagnóstico atual e, a partir deste ponto, começarmos a planejar as práticas seguintes de manejo.
Passamos então ao exame do potencial atual das lavouras e delineamento das metas para o futuro em termos de produtividade.
A relevância desses detalhes é reforçada pelo elevado preço dos adubos nitrogenados, assim como sua considerável participação no custo de produção.
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O nitrogênio é importante na expansão da área foliar, no crescimento da vegetação e na formação dos botões florais, sendo essencial na atividade fotossintética.
As deficiências de nitrogênio ocorrem principalmente na época de granação dos frutos, em função de adubações insuficientes, problemas no sistema radicular, falta de chuva que impede a sua absorção do solo ou excesso, pois adubos nitrogenados são facilmente lixiviados, principalmente os nitratos.
A deficiência é crítica nas lavouras com alta carga pendente e principalmente se estas lavouras forem de primeira safra, visto que apresentam baixa relação folha fruto.
Nas plantas com deficiência, as folhas adultas da base do ramo para a extremidade e, principalmente, nos ramos com carga, perdem o brilho e a cor verde escura, passando para verde limão.
Quando a deficiência se acentua as folhas amarelecem, iniciando pelas nervuras e caminhando para as folhas mais novas, chegando ao ponto de desfolha e seca de ponteiros depauperando a planta.
A matéria orgânica é a principal fonte de nitrogênio no solo, onde cerca de 85% do N encontra-se na forma orgânica, e o seu teor depende do processo de mineralização.
De acordo com a recomendação oficial, as doses de N baseiam-se em função do rendimento esperado e do teor de nutriente na folha para cafeeiros em produção.
São recomendadas, em média, doses de até 450 Kg por ha de N por ano agrícola, fornecidos no período chuvoso, de setembro a março, compreendendo as fases de floração, frutificação e desenvolvimento vegetativo. Existem poucos trabalhos de pesquisa realizados para fundamentar uma recomendação específica de adubação de formação, ou seja, antes da 1ª safra.
A eficiência da adubação nitrogenada é conhecida apenas indiretamente, por meio da resposta da cultura em termos de produção.
O melhor aproveitamento dos fertilizantes pelo cafeeiro, principalmente o N, está relacionado com o efeito de doses e parcelamentos e, sobretudo com a época de adubação. A absorção de nitrogênio pelo café é intensificada a partir do quarto mês do florescimento, coincidindo com o período de granação e maturação.
A época de aplicação dos adubos nitrogenados é determinada em função de:
É recomendado que as adubações nitrogenadas sejam feitas em três a quatro parcelas, devido a alta quantidade aplicada por ano e seus problemas com volatilização e lixiviação.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.
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]]>O post O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.
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]]>Neste artigo, abordaremos justamente como a Inteligência Artificial (IA) tem atuado no manejo e monitoramento de lavouras, trazendo mais produtividade, maiores escaladas e precisão nos negócios agrícolas.
O setor agrícola, agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras.
O acesso a um grande número de equipamentos e tecnologias de ponta, como o sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros, revolucionou totalmente este setor.
A inteligência artificial é uma tecnologia vital na atualidade da agricultura digital, que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. Ela pode melhorar a eficiência agrícola de várias maneiras.
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Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.
Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.
A IA não só oferece a possibilidade de reduzir o custo e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.
A tecnologia pode determinar rapidamente:
Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.
Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a germinação e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).
O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.
Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.
A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.
Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.
A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.
Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo.
Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.
Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.
Além disso, trazem mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.
Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.
Com a ajuda da tecnologia de visão computacional e dados coletados com base em drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta e acelerar a agricultura de precisão.
Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje.
As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo, levantamento e mapeamento do solo.
Desafios ambientais como mudança climática e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.
Ele ajuda a lidar com as mudanças climáticas, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.
No processo da agricultura de precisão, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das mesmas com a ajuda da inteligência artificial. Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas aplicar na zona certa.
Ajuda a impedir a aplicação excessiva desses defensivos e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.
Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Apesar de um grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda existe uma falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo. Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura, pode ser um fator de restrição à digitalização do setor agrícola.
Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA global no mercado agrícola.
As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:
Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.
Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.
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]]>O post Manejando pastagens para alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado: Rodrigo Amorim, pesquisador da EMBRAPA – Gado de corte.
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]]>O post Como detectar o cio em vacas leiteiras de forma eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesta fase, o fato de a produção de leite ser maior possibilita uma otimização do retorno sobre o custo alimentar. No entanto, para que haja maior proporção de vacas em fase inicial de lactação e otimização do retorno sobre o custo alimentar é necessário, dentre outros fatores, que haja eficiência reprodutiva.
Uma situação observada comumente no campo em grande parte das fazendas é a baixa taxa de serviço nos rebanhos leiteiros. Ou seja, uma menor proporção de vacas é servida (coberta, inseminada, etc) em comparação com o ideal.
O objetivo deste texto baseia-se em apresentar e discutir os principais métodos que auxiliam na detecção de cio e, consequentemente, no aumento do indicador da taxa de serviço e na maximização da eficiência reprodutiva.
É importante salientar que não basta apenas garantir o serviço reprodutivo para a vaca, sendo necessário também que ele ocorra no momento adequado e que a gestação se mantenha de forma saudável e venha a gerar um parto.
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O cio, também conhecido como estro, é comumente referido como o dia zero (D0) do ciclo estral das fêmeas bovinas, consistindo no período da fase reprodutiva no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual (aceitação de monta), seguida de ovulação.
A duração média do cio é de aproximadamente 12 a 18 horas, sendo que a ovulação ocorre de 12 a 16 horas após o término do cio, ou 28 horas após o início do estro. No entanto, em vacas leiteiras de alta produção tem-se observado que a duração média do cio se encontra inferior a 8 horas.
O início das atividades que caracterizam o cio tende a ocorrer durante a noite, madrugada ou começo da manhã, conforme demonstrado pela figura a seguir.

No período do cio, os elevados níveis circulantes de estradiol promovem alterações anatômicas e comportamentais nas fêmeas bovinas.
Um conjunto de comportamentos e alterações características são manifestadas pelos animais antes, durante e depois do estro, sendo importante que o colaborador responsável pela observação de cio conheça tais comportamentos para que redobre sua atenção.
As principais alterações comportamentais das vacas devido ao cio envolvem:
Associado às alterações comportamentais estão as mudanças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea. Dentre elas, as principais são:
A pergunta que fica é a seguinte: “Por que é tão difícil observar o cio?”.
De forma resumida, se deve ao fato de que as vacas leiteiras modernas apresentam uma série de fatores que contribuem para esta menor observação de cio, sendo os principais: maior produção de leite, menor duração do cio e maior desbalanço hormonal.
Estudos científicos, conforme demonstrado pelo gráfico a seguir, apontam que a duração do cio (horas) está associada a produção de leite (kg/dia), sendo que o cio tende a ser menor quanto maior for a produção de leite da vaca.
Este fato está relacionado em grande parte com a taxa de metabolismo das vacas, onde naquelas de alta produção tende a ser mais elevado, depurando de forma mais acelerada os hormônios esteroides e interferindo na duração do estro.

Outros estudos observaram a distribuição da duração do estro em vacas holandesas.
O encontrado foi de que aproximadamente 60% das vacas demonstraram atividade de cio por no máximo 8 horas. Destas vacas, 50% ficaram menos de 4 horas em estro. Veja o gráfico abaixo:

Os dados e as informações apresentadas nos dois gráficos reforçam ainda mais a importância da adoção de estratégias e ferramentas auxiliares de identificação de cio.
É corriqueira a situação de vacas que não são identificadas em cio, não são trabalhadas reprodutivamente e contribuem para redução dos indicadores de eficiência reprodutiva e produtiva da fazenda.
A observação de aceitação de monta representa o método clássico para identificação de cio, no entanto apresenta alguns fatores limitantes para sua utilização isolada em rebanhos com maior produção de leite.
Conforme citado anteriormente, os sinais de cio frequentemente são expressos mais no período noturno, momento em que, geralmente, não há ninguém observando cio.
Além disso, o elevado consumo de matéria seca que é necessário para suprir as exigências nutricionais da alta produção de leite faz com que se eleve a taxa do metabolismo hepático das vacas, aumentando assim a depuração dos hormônios esteroides relacionados à reprodução. Esse fato contribui para redução da duração e intensidade dos sinais de estro.
A seguir serão discutidos alguns métodos/ferramentas que auxiliam no controle dos problemas relacionados à identificação de cio.
A raspadinha consiste em um dispositivo semelhante a uma raspadinha de loteria que é colada na base da cauda do animal. No momento em que o animal é montado, a tinta da tira adesiva é removida, o que torna possível identificar que o animal aceitou monta.
Uma grande vantagem da utilização dessa ferramenta é identificar os animais que manifestaram cio durante a noite ou em momentos sem observação de cio. Uma das desvantagens é que utilizar em todo rebanho pode se tornar inviável economicamente.
Um ponto de atenção deve ser considerado quanto a utilização desta ferramenta em novilhas, uma vez que esta categoria animal normalmente apresenta cios mais intensos em comparação às vacas e possui instinto curioso, podendo contribuir para que a raspadinha seja desgastada com maior facilidade e até mesmo se solte do animal.
Uma das alternativas adotadas pelas fazendas para contornar esta situação consiste em associar o uso da raspadinha com o bastão de cera, que será discutido mais à frente. Esta associação aumenta a segurança e a certificação da identificação de cio.

São ferramentas que se baseiam no aumento da atividade dos animais quando estão em estro. Além disso, alguns desses medidores atualmente conseguem realizar outras funções como identificar possíveis animais doentes, avaliação de estresse térmico e monitorar alimentação.
Os principais medidores disponíveis no mercado até o momento são pedômetros, colares e, recentemente, os brincos.
Por se tratar de dispositivos tecnológicos sujeitos a falhas, devemos nos lembrar de solicitar auditorias periódicas nestas ferramentas através do fabricante para que os resultados gerados sejam coerentes com as ocorrências de cio.
Caso as informações sejam repassadas incorretamente pelos dispositivos, as ações realizadas na rotina reprodutiva da fazenda também estarão incorretas.

Consiste em pintar a base da cauda do animal e observar se o bastão passado foi apagado, indicando que o animal aceitou monta.
Esse manejo é realizado, geralmente, após a ordenha, na saída dos animais, aproveitando a passagem dos animais pelos currais de manejo. Fazendas que possuem canzis conseguem realizar esse manejo em momentos desvinculados da ordenha.
Todas as vacas em lactação devem ser pintadas para padronizar o manejo e evitar equívocos, inclusive vacas recém-paridas, vacas prenhes e vacas descarte.
No entanto, caso o rebanho seja menor e a situação reprodutiva dos animais seja facilmente conhecida de perto torna-se possível realizar o manejo do bastão de forma direcionada. Ou seja, em um rebanho de 30 vacas, por exemplo, sabemos de forma fácil e rápida quais são os animais que estão sendo e devem ser trabalhados na reprodução (vacas aptas, vacas inseminadas, vacas gestantes etc.).
Um outro tipo de manejo que algumas propriedades adotam é o uso de uma cor específica de bastão para cada situação reprodutiva. Por exemplo: as vacas inseminadas recebem bastão de cor amarela, as vacas gestantes recebem bastão de cor verde e as vacas aptas e vazias recebem bastão vermelho.
Vale ressaltar que esta estratégia deve ser pensada conforme a rotina da propriedade e do rebanho, justamente para que o emprego de cores variadas de bastão não complique as atividades e prejudiquem a eficiência desta técnica.

O aumento da produção de leite e a otimização do custo alimentar das propriedades leiteiras passam, além de outros pontos, pela obtenção de eficiência reprodutiva.
Uma reprodução bem ajustada pode ser responsável por alcançar um DEL médio baixo no rebanho, ou seja, alcançar uma maior proporção de vacas em início de lactação produzindo mais leite.
A associação de métodos auxiliares de detecção de cio com outras ferramentas, tecnologias e estratégias torna-se interessante quanto mais intensificado for o sistema de produção. Identificar os pontos críticos de cada propriedade torna-se essencial para encontrar as oportunidades e atuar de modo a otimizar não só a reprodução, mas todos os setores da fazenda.
Além disso, adotar e seguir fielmente uma rotina reprodutiva é tão importante quanto o uso de ferramentas auxiliares de detecção de cio.
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]]>O post Manejo sanitário de bovinos de leite: entenda a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.
As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.
Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite.
Estes são citados como as principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção.
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Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.
Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!
Para que a vaca inicie uma lactação é necessária uma gestação seguida de parto. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no início da lactação.
Logo a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.
Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD e outras.
Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima eficiência reprodutiva e econômica para o sistema.
Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros são as grandes perdas em consequência a lesões podais. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.
Os custos estão relacionados a menor produção de leite, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.
Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.
Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.

Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a mastite.
“A mastite continua sendo a doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”
Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:
Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.
Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.
Dentre os principais fatores de risco estão:
Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.
É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.
Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente maior eficiência do sistema e maior lucratividade.
Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.
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]]>O post Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.
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Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.
Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.
O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.
Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.
Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.
Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):
Ciclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow
Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.
Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.
Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.
Sabendo-se alguns dos efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:
A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.
O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.
Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.
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]]>Ao longo da história da humanidade, o trabalho e a educação têm desempenhado juntos, quatro funções na vida das pessoas:
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Muitas mudanças centradas no indivíduo vêm ocorrendo em nossos dias dentro das empresas, sejam elas empresas rurais ou não.
A nossa empresa é tão boa quanto os nossos funcionários. Nossos colaboradores são tão bons quanto o nosso gerenciamento. Então, podemos pensar que a diferença das empresas está nos processos e estes são realizados por pessoas.
A diferença das pessoas está na maneira de gerenciar. No entanto, o discurso é muito diferente da prática. Estudos em empresas nacionais demonstram que os principais problemas enfrentados na gestão de pessoas estão relacionados com a comunicação, relações humanas, delegação e liderança. Sendo que a somatória destes representa 55% dos problemas.
Isto confirma a importância de trabalhar os recursos humanos da nossa empresa. A necessidade de conhecimento que envolvem aspectos do relacionamento humano é praticamente uma constante, independentemente do nível hierárquico na empresa.
Com base nestes conhecimentos pode-se desenvolver e evoluir habilidades e competências para gestão de pessoas dentro do negócio. Entendemos que não somente os conceitos e conhecimentos técnicos são responsáveis para o sucesso do negócio e sustentabilidade. Precisamos, também, entender de gente.
Estes conhecimentos que envolvem os recursos humanos da empresa compõem a base da gestão de pessoas e podem ser agrupados em áreas como autoconhecimento, perfil pessoal e comportamental, habilidades de comunicação, competências de liderança, planejamento e ferramentas gerenciais, habilidades certas nos cargos certos e desenvolvimento interpessoal.
Atualmente, qualquer tarefa que se pense, necessita de pessoas qualificadas nos aspectos pessoais e profissionais, buscando uma relação respeitosa e madura entre todos os envolvidos no sistema de produção.
O autoconhecimento consiste em entender como as experiências que vivemos podem influenciar nossa forma de pensar e agir. Trabalha e desenvolve a inteligência emocional, nossa capacidade de gerenciar e administrar nossas emoções, ter autocontrole, por exemplo.
As pessoas são diferentes, pensam diferentes. Conhecer, analisar e identificar o perfil pessoal e comportamental de si mesmo assim como da equipe de trabalho é outra área de extrema importância para saber como lidar com as pessoas. Estamos falando em desenvolver habilidades de liderança, características essenciais de gestores de sucesso. Desenvolver nossa comunicação e relacionamento interpessoal.
Estas habilidades e competências estão associadas ao planejamento e utilização de ferramentas de gestão. Analisar o cenário externo no ambiente econômico, político e legal, tecnológico, sociocultural, natural e demográfico sob a ótica otimista, pessimista e provável, ajuda a nortear o caminho da propriedade.
Outra análise importante ocorre dentro da empresa, é a análise interna. Nesta análise devemos considerar os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças. Ainda podemos avaliar novas empresas do mercado e produtos substitutos, o poder de barganha com fornecedores e clientes, e a rivalidade de concorrentes.
Após este levantamento teremos uma decisão embasada, de maneira consistente, para definirmos o objetivo da empresa. Então, é somente com a definição do objetivo que podemos traçar metas para alcançá-lo. Mas, para atingirmos as metas precisamos ter um plano de ação.
O Plano de ação é desenvolvido com a ferramenta conhecida como 3Q1POC, que permite alcançarmos resultados planejados. É uma sigla representada por 6 caracteres fundamentais para o processo de planejamento e permite maiores chances de cumprimento das ações, define as responsabilidades, monitora as atividades previstas e realizadas facilitando a visualização por parte de todos.
Outras ferramentas gerenciais de gestão são: organograma, regulamento interno, descrição de cargos e tarefas, agenda macro, checklist, anotação de anomalias e auditorias.
Já pensou estar inserido no mercado de trabalho antes mesmo de se formar?
Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.
Autor: Emerson Alvarenga, Médico Veterinário | Coordenador de Gestão de Pessoas – Rehagro
O post Gestão de pessoas em fazendas: você está fazendo do jeito certo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Milho para silagem: 5 dicas para obter alta produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra.
Alguns assuntos que serão abordados já fazem parte da rotina de muitas propriedades, no entanto, alguns procedimentos ainda são pouco comuns em parte delas.
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Lavoura de milho para silagem na Região de Sete Lagoas, MG
Acredita-se que esse seja o primeiro passo a ser dado para o planejamento de todas as safras em qualquer fazenda. Com o aumento dos valores dos corretivos e fertilizantes, atualmente esses insumos podem representar quase 60% dos custos para produção de silagem de milho.
Assim, se o técnico conhecer bem a fertilidade da área, através de uma boa análise de terra é possível em muitos casos utilizar uma fórmula menos concentrada e reduzir o impacto do insumo fertilizante no custo final da lavoura.
Só para se ter uma ideia da importância da recomendação adequada de adubação, basta dizer que muitos produtores utilizam como adubo de plantio 400 kg/ha de NPK 08 28 16 ano após ano. Isso é justificado em muitos casos pelos baixos níveis de fósforo encontrados nos primeiros anos de cultivo em muitas áreas.
No entanto, à medida que as glebas são cultivadas, os teores de fósforo vão aumentando no solo. Assim, pode-se chegar numa situação em que o produtor passa a utilizar, por exemplo, a formulação NPK 10 20 10. Essa simples mudança de formulação poderá significar uma economia de cerca de 400 reais/ha, sem reflexos em perdas de produção.
Se for considerado um custo de 3.000 reais/ha, o produtor teria uma economia de 13%. No entanto, isso só será possível se o produtor contar com apoio técnico apropriado e utilizar essa ferramenta eficientemente em suas áreas.
A adubação deve ser equilibrada, e ser feita de acordo com as necessidades da cultura, expectativa de produção e fertilidade do solo, dentre outros. Assim, no exemplo anterior, o produtor de silagem poderia estar usando uma adubação excessiva em fósforo, com maior custo e baixa em potássio.
O milho é uma das culturas com maior necessidade de potássio para se atingir uma boa produtividade. Como 70 a 80% do potássio é armazenado nas folhas e colmo, quando se trata de uma lavoura de grãos, a maior parte do nutriente retorna ao solo, ao contrário de uma lavoura de silagem, em que toda planta é colhida.
Os dados para exemplificar esse fato foram extraídos de resultados de pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo. Na Tabela 1, a seguir, é feita uma comparação entre as necessidades de potássio para uma lavoura de grãos e para uma lavoura de silagem, em áreas com diferentes tetos produtivos.

Tabela 1. Extração média de nutrientes (kg/ha) pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem, para diferentes produtividades.
P para P2O5 e K para K2O multiplicar por 2,29 e 1,20, respectivamente. Fonte: Adaptado de Coelho et al. (2002)
Para reposição do potássio extraído, parte do nutriente pode ser adicionado no adubo de plantio (até 50 kg/ha), parte via adubação de cobertura, junto com o nitrogênio e parte antes ou imediatamente após a semeadura, aplicado a lanço. As quantidades e a melhor forma de aplicação deverão ser definidas pelo técnico, juntamente com o proprietário e/ou gerência da fazenda.
Principalmente nas propriedades do Brasil Central, muitos produtores ainda cultivam suas áreas no sistema convencional, ou seja, colhem a silagem do milho com solo úmido, colocam o gado na “palhada” durante a época seca do ano e preparam o solo para um novo plantio no final do ano.
Geralmente, o preparo corresponde a uma aração, seguida de uma gradagem pesada e uma ou duas gradagens niveladoras, anteriores ao plantio.
Por outro lado, são inegáveis as dificuldades do sistema de semeadura direta nessas propriedades, pelo reduzido tamanho das áreas, dificuldade de equipamentos, compactação de alguns solos argilosos, em que a colheita ocorre com solo úmido.
Área de milho sob plantio direto na Região de Sete Lagoas, MG – palhada de braquiária
Áreas de milho sob plantio direto na Região de Norte de Minas – palhada de Crotalária
Mesmo diante dessas dificuldades práticas, é possível reduzir a frequência no preparo do solo, de três a quatro operações para uma ou duas, na pior das hipóteses. O que tem gerado bons resultados é a semeadura de uma cultura para cobertura morta do solo, imediatamente após o corte do milho (fevereiro-março).
A planta de cobertura deverá ser semeada o mais rápido possível após a colheita, para se aproveitar a umidade do solo e as chuvas remanescentes. Essa semeadura pode ser realizada com um único implemento, que subsola o solo, distribui as sementes e faz uma leve compactação das sementes com um rolo destorroador, ao invés das arações ou gradagens.
Além disso, o uso do subsolador é feito no final do período chuvoso, reduzindo os riscos com erosão. Como esse implemento não é comum em todas as propriedades, pode-se fazer a terceirização desse serviço, a aquisição do implemento em algumas propriedades ou mesmo compra associada.
Pode-se também utilizar um único implemento para preparo do solo, como o subsolador, e distribuir as sementes com o distribuidor de fertilizantes. A espécie de cobertura a ser utilizada depende da região e dos objetivos do técnico e proprietário. Pode-se inclusive fazer uma safrinha de sorgo, girassol ou feijão, dependendo da situação.

A presença de plantas de cobertura tem a função de proteção do solo, retenção de umidade, reciclagem de nutrientes e aumento da matéria orgânica, dentre outros.
Cerca de 60 dias antes da semeadura do milho, a área já deverá ter sido roçada, para que haja brotação e/ou germinação de ervas e a área seja manejada para um novo plantio.
O tempo entre a dessecagem e a semeadura é variável (15 a 30 dias) com a planta de cobertura. Esse tempo é importante para a redução da população de alguns insetos prejudiciais à cultura (lagartas, vaquinhas, besouros, dentre outros), além de permitir uma boa condição de plantio.
Para evitar riscos é sempre recomendável esperar um acumulado de chuva para o início da semeadura (cerca de 80 a 100 mm, dentro de 8 a 10 dias), além de previsões futuras de chuvas. No entanto, deve-se evitar desrespeitar a data recomendada de plantio para cada região.
Para a região central do Brasil existem dados na literatura mostrando perdas de 30 a 60 kg/ha para cada dia de atraso, após o dia 15 de novembro.
A qualidade da semeadura é essencial para que qualquer híbrido expresse seu potencial, quando todos os outros atributos estão adequados (correção de solo, adubação e clima apropriado).
Para que isso ocorra, além de um preparo de solo e/ou dessecagem (áreas de cultivo mínimo ou plantio direto), deve-se fazer uma pré-regulagem da semeadora com antecedência, escolha correta dos discos, no caso dos sistemas mecânicos e um bom tratamento de sementes de acordo com pragas da região, a fim de se evitar perdas de população que comprometam a produtividade final da lavoura.
Geralmente, é recomendado o tratamento de sementes a base de carbamatos (tiodicarbe) para reduzir a população inicial das pragas de solo e mastigadores (lagartas). Para regiões com problemas de insetos sugadores, geralmente as sementes são tratadas com produtos a base de imidacloprid ou tiametoxan.
No caso específico do complexo de enfezamentos, doenças veiculadas pela cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, a principal medida a ser adotada é o uso de híbridos resistentes à doença.
Por outro lado, os híbridos também não podem ser escolhidos por modismo ou acaso. Os híbridos deverão ser escolhidos de acordo com sua adaptabilidade à região, época de plantio, altitude (abaixo de 400 metros, acima de 700 metros ou transição, entre 400 e 500 metros), tolerância às principais doenças que ocorrem na região e o potencial de produção.
É recomendado plantar mais de um híbrido na propriedade, principalmente porque as glebas são diferentes entre si. Nenhum híbrido é perfeito, sempre têm pontos fortes e fracos, que devem ser considerados por ocasião da seleção.
Após a semeadura, devem ser efetuadas as operações de manejo (manejo de ervas, pragas, doenças, adubação, etc.). O milho é uma planta muito sensível à presença de ervas até o fechamento da lavoura (aproximadamente 40-50 dias após a semeadura).
Dessa forma, durante todo esse período a lavoura deverá ser monitorada. A melhor época de efetuar o controle de ervas é quando o milho atingir por volta de 3 a 4 folhas abertas, denominados de estágio V3 e V4 (12 a 20 dias, após a semeadura, dependendo do híbrido, época de semeadura, umidade, região, etc.).
Deverão ser avaliadas as ervas predominantes no local e aplicados os herbicidas de acordo com as espécies presentes (folhas largas ou estreitas).
O milho é uma cultura atacada por diversas pragas, sendo as principais a lagarta-do-cartucho, cigarrinhas-das-pastagens, broca-da-cana, lagarta-elasmo, lagarta-rosca, percevejos, dentre outras.
No caso das lagartas, mesmo com o tratamento de sementes, geralmente ocorrem prejuízos se não forem tomadas medidas de controle, posteriormente, ao se detectar os insetos na lavoura. O manejo dependerá da infestação na área.
Dessa forma, assim que houver 15 a 20% das plantas de milho raspadas pela lagarta-do-cartucho, será feito o controle. Existem no mercado mais de 100 produtos registrados para esse fim.
Além do controle de ervas e pragas, deve-se ficar atento com a melhor época de fazer a adubação de cobertura do milho. Como o milho é uma cultura que define seu potencial produtivo muito cedo (4 a 6 folhas abertas), não pode estar sujeito a nenhum estresse nessa época, principalmente relacionado à falta de nutrientes.
Assim, convencionou-se que a adubação de cobertura deverá ser realizada quando o milho estiver com 4 folhas totalmente formadas. Em certos casos, principalmente em solos arenosos e/ou áreas irrigadas essas adubações deverão ser divididas em mais de uma etapa.
A adubação deverá ser feita 7 a 10 dias após a capina, quando for utilizado algum herbicida do grupo sulfonil-uréia (Sanson ou Equip Plus) na capina. A quantidade de adubo empregada será de acordo com o potencial de cada área e estimativa de produção da lavoura.
O adubo será aplicado nas entrelinhas da cultura de milho e enterrado a 5 cm de profundidade, para se evitar perdas do nitrogênio por volatilização, na forma de amônia. Nos casos em que fonte de nitrogênio for o nitrato ou o sulfato de amônio e a propriedade dispuser de bons equipamentos para distribuição, a adubação de cobertura poderá ser feita a lanço.
No entanto, de nada adianta seguir todos esses passos de manejo para o milho para silagem a risca e negligenciar no momento correto da colheita. Para que a silagem tenha boa qualidade, além da lavoura produtiva e sadia, o material deverá ser colhido com matéria seca entre 30 a 33%, bem picado, a fim de que todos os grãos sejam bem danificados.
Outro ponto muito importante é qualidade da compactação e o tempo de fechamento do silo. Quanto maior a compactação e mais rápido o fechamento dos silos, melhor será a silagem.
Milho no ponto ideal de colheita (1/2 do amido formado e com 32% de matéria seca).
Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!
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]]>O post Como avaliar os índices zootécnicos na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, quais aspectos precisam de maior atenção para se maximizar a eficiência reprodutiva através da implementação e checagem de metas.
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A taxa de concepção é o resultado da divisão entre o número de vacas prenhes pelo número de inseminações feitas em determinado período.
A taxa de serviço é obtida através da divisão do número de inseminações pelo número de vacas aptas a cada intervalo de 21 dias.
É um indicador extremamente dinâmico, uma vez que o universo de vacas aptas muda diariamente, o que dificulta a obtenção do mesmo. Para cálculo da taxa de serviço é interessante se trabalhar com um software de gerenciamento de rebanho.
De um modo geral, grande parte dos produtores tendem a acreditar que sua taxa de serviço é alta, uma vez que todas as vacas são inseminadas em determinado momento. No entanto, a maior parte das fazendas apresenta baixa taxa de serviço.
De fato, a maior parte das vacas, senão todas, são realmente inseminadas. Porém, muitas vezes são inseminadas tardiamente.
Multiplique a taxa de concepção pela taxa de serviço e obtenha a taxa de prenhez. Essa taxa mede a velocidade em que as vacas aptas se tornam gestantes a cada intervalo de 21 dias.
É o período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o período de espera voluntário varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.
A maioria dos produtores não analisam esses índices, trabalham na intuição e acham que a eficiência reprodutiva do rebanho está satisfatória.
Mas, quando os dados concretos são obtidos e controlados, percebe-se os gargalos do sistema e as oportunidades de inseminação e técnicas reprodutivas que são deixadas de lado. Sempre há a possibilidade de inseminar uma quantidade maior de vacas e aumentar a lucratividade.
O importante é emprenhar a vaca no pós-parto o mais rápido possível e para isso precisamos ter:
Garantindo essa relação teremos como resultado um intervalo menor entre partos e consequentemente um DEL (dias em lactação) menor e maior produção de leite.
Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.
Se você não insemina essas vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena mas é maior que zero.
Esse manejo sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.
No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam. Se você quer ter alta taxa de concepção é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.
O grande segredo está num bom manejo no período de transição das vacas. Nós temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post Cana-de-açúcar: uma cultura de fácil condução apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.
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Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha, embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.
Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas. Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas que vão desde a correção do solo para o plantio das mudas até a colheita da planta.
O primeiro passo para uma boa correção é ter um profundo conhecimento desse solo.
Para isso é preciso ter em mãos os resultados da análise de solo, colhida e interpretada por um técnico responsável. Essa prática será um fator decisivo no sucesso da lavoura, pois é a partir dela que será feito o planejamento de adubos e fertilizantes.
Quando a amostragem de solo e a interpretação desses dados não são feitas corretamente, corre-se o risco de compra excessiva ou insuficiente de corretivos e fertilizantes, ocasionado assim uma queda de produtividade.

A calagem tem como principal objetivo reduzir a acidez do solo, elevando o valor do pH.
O valor de pH em água considerado ideal para um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das culturas é de 5,5 a 6,5. Nesta faixa, as plantas terão condições ideais para absorção e aproveitamento dos nutrientes extraídos do solo.
A acidez do solo, quando excessiva, pode causar limitações no desenvolvimento da cultura comprometendo a sua produtividade. Sabe-se que para uma boa correção da acidez do solo é necessário a aplicação no mínimo 90 dias antes do plantio.
Dentre as características já citadas, o calcário tem várias vantagens com fornecimento de Ca e Mg para o solo, aumentar a eficiência de outros fertilizantes, melhora a atividade microbiana.
O uso do gesso agrícola é determinado através da interpretação da análise de solo e tem como principais funções fornecer Ca e redução da toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais (20 a 40 cm). Recomenda-se a aplicação do gesso agrícola quando: Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m%): > 30%.
As mudas devem ser obtidas da cana-planta com 10-12 meses de idade, devem estar sadias, com colmos eretos e bom desenvolvimento. Para o plantio de 1 hectare serão necessários 10 toneladas de colmo.
Devem ser plantas vigorosas, resistente a pragas e a doenças, com alta produção de colmos e sacarose, ausência de joçal e floração.
É recomendado o espaçamento entre linhas de 1,0-1,5m, dependendo do tipo de solo e da variedade a ser plantada. Profundidade do sulco em torno de 0,40 m cobrindo as mudas com 0,10m de terra. As plantas são dispostas no sulco no sentido pé com ponta de maneira que fique de 15 a 18 gemas por metro e os toletes picados a cada 3 a 4 gemas.
Após a distribuição das mudas no sulco e picagem dos toletes é recomendado o tratamento com inseticida para evitar a o ataque de pragas iniciais que atacam a cultura, principalmente formigas e cupins.
Antes do plantio das mudas, deve-se ter um cuidado no combate das plantas daninhas, para que não tragam problemas na condução da lavoura.
Atualmente, têm sido usadas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:
Neste caso, realiza-se o plantio junto com início da estação chuvosa (setembro a novembro). Mesmo apresentando menor potencial produtivo no primeiro ano é o método mais utilizado pelos pecuaristas, pois a produção de volumoso é rápida.
No entanto, o que se observa nas propriedades é essa regra não está sendo seguida. Isso devido ao atraso nas atividades pré-plantio e também à escassez de chuvas em muitas regiões, reduzindo ainda mais o potencial produtivo da lavoura no primeiro ano após o plantio.

Outro cuidado que deve ser tomado é a escolha de áreas que apresentem menor risco de erosão, já que o solo ficará exposto durante grande parte da estação chuvosa.
Uma exigência é procurar solos com grande disponibilidade de água e nutrientes já que a cultura iniciará a formação dos colmos e terá pouco tempo com boa disponibilidade de água para se desenvolver, isso se tratando de áreas não irrigadas.
Esse método é recomendado nas fazendas somente em casos de urgência por alimento.
É um sistema muito adotado por usinas e destilarias. O canavial tem altas produtividades já no primeiro ano, pois terá de 15 a 18 meses para crescer e desenvolver. Pode ser cultivada em solos de baixa a alta fertilidade e cultivares de ciclo precoce, médio e tardio.
Neste método de cultivo, a cana é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março). A planta inicia o seu desenvolvimento no fim do período chuvoso. Com a chegada do inverno, o desenvolvimento da planta fica mais lento durante cinco a seis meses (abril a setembro). Nos meses seguintes (outubro a abril), a planta paralisa o seu crescimento e só então amadurece nos meses seguintes até completar 15 a 18 meses.
Uma grande vantagem desse sistema é que a cultura aproveita os meses do ano com condições ideais de umidade e temperatura para o desenvolvimento das plantas, garantindo o pegamento das mudas.
Esse método é adotado em propriedades onde há irrigação disponível, obtendo altas produtividades já no primeiro ano. Neste sistema, podem ser plantados cultivares de ciclo precoce, médio ou tardio.

Deve-se tomar um cuidado imenso com o ataque de formigas após o plantio das mudas, pois essas pragas podem reduzir o seu estande necessitando, em alguns casos, de fazer o replantio da área.
Recomenda-se o plantio de variedades de todos os ciclos (precoce, médio e tardio) para se ter disponível plantas com alto teor de energia e matéria seca ao longo do ano.
A escolha da cultivar é um fator de suma importância para o sucesso da sua lavoura. Desejam-se variedades adaptadas à região e compatíveis com o sistema de produção, com boa resistência a pragas e doenças, alta produtividade de matéria seca.
Aconselha-se o combate no pré-plantio das plantas daninhas para que não haja problemas após a implantação da lavoura. Culturas infestadas podem ter a produção comprometida pela infestação por plantas daninhas, diminuindo o estande e reduzindo a vida útil do canavial.
Uma má condução do canavial pode comprometer a sua lavoura e aumentar o custo por hectare, tornando assim a sua produção inviável financeiramente.
É indispensável o acompanhamento do técnico durante a condução da lavoura, pois ele terá ferramentas e dicas práticas para uma boa condução da lavoura, levando-o a altas produtividades e canaviais bem duradouros.
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]]>O post Formulação de dietas para bovinos leiteiros: veja passos essenciais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.
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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele poderá ser utilizado na composição da dieta.
As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.
As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.
O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.
Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.
Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.
É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!
Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:
A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.
Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.
As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:
O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.
Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.
Curva de lactação / Fonte: Ideagri
A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.
Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.
Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.
Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!
Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.
Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.
Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?
A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.
Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.
Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.
“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.
Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.
É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.
Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.
O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.
Úlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações
A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.
Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.
O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte
Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.
Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.
Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.
Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.
Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.
Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

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]]>O post Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.
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Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.
Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.
São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.
Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:
Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.
Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.
Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.
Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.
Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.
Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.
A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.
Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.
Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.
A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.
Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.
Exemplo de “descrição de cargo”
Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.
O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.
Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.
Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.
A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.
No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.
Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.
Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.
Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:
Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.
Treinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio
Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.
Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.
O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.
Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:
Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.
A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.
O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.
Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu o Curso Gestão de Pessoas e Equipes, onde são abordados temas como Comunicação e Feedback, Liderança e Desenvolvimento de Equipe, Gestão Responsável e as principais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.
Com o melhor do online, as aulas gravadas são de 15 minutos por dia, permitindo que você monte seu próprio horário! Além disso, são realizados os encontros online ao vivo para tirar todas as suas dúvidas com os professores, que são gestores de grande experiência no campo.
Todo o conteúdo tem foco 100% prático e cada aluno recebe acompanhamento individualizado para aplicar tudo o que aprendeu na sua própria propriedade, por meio dos projetos aplicados.
Além disso, temos um suporte dedicado a você, respondendo dúvidas dentro de 24 horas pela plataforma, WhatsApp ou e-mail.
Se você deseja ter acesso a esses conteúdos e muito mais, venha conhecer o curso!
Autor: Emerson Alvarenga / Médico Veterinário, Coordenador e facilitador de Gestão de Pessoas – Rehagro
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]]>O post Adubação nitrogenada na cultura do milho: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por hectare no caso da soja. No entanto, a média nacional é menos animadora nesse aspecto, sendo 5 toneladas/ha de milho e 3,4 toneladas/ha de soja.
A queda na produtividade, na maioria das vezes, está ligada à baixa fertilidade do solo e manejo nutricional inadequado da lavoura.
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É possível transformar esse tipo de situação que causa prejuízo, em algo benéfico. Tendo o conhecimento adequado e aplicando em suas lavouras, a produção possui grandes chances de aumento, principalmente na cultura dos cereais.
Isso não implica, porém, no aumento da área de plantio. Com as técnicas corretas, você pode produzir mais no mesmo espaço. Uma delas é ter em mente o que sua cultura de fato precisa e o que ela exige nutricionalmente.
A exigência nutricional da cultura é fundamental para as tomadas de decisões quanto à fertilidade. Ela é determinada pela quantidade de cada nutriente extraído do solo pela planta (tabela 1).
É importante ter em mente que tanto os macronutrientes, quanto os micronutrientes, fazem total diferença à resposta da cultura, que pode produzir mais ou menos.
Um dos macronutrientes de maior impacto é o nitrogênio. Além de ser o nutriente que o milho mais absorve, em sua grande maioria, também é o de melhor custo-benefício.
Imagem 1. Adubação foliar com Nitrogênio líquido – Fonte: Revista Campo e Negócio
Para seguir adiante com a recomendação da quantidade de adubo nitrogenado ideal, uma série de fatores deve ser considerada, tais como:

Segundo Coelho e seus colaboradores (2007), para que um produtor de milho consiga atingir uma produção equivalente a 9,2 toneladas de grãos em um único hectare, serão necessários 185 Kg/ha de nitrogênio. Estes mesmos resultados são comprovados por Coelho e França (2005), como citados na tabela 1.
Já nas pesquisas feitas por Casagrande e Fornasieri Filho (2002), o aumento nas doses de nitrogênio resulta em teores maiores não só do próprio Nitrogênio (N), mas também de Fósforo (P), Enxofre (S) e Zinco (Zn) nas folhas de milho.
Repare que o fósforo também é um dos macronutrientes e tem sido cada vez mais limitante, então o uso do nitrogênio é extremamente necessário.
Além do mais, o enxofre, quando absorvido pela planta, também auxilia na defesa contra patógenos, no aumento da oferta de proteínas e aminoácidos essenciais e no controle hormonal para o crescimento. O mesmo é observado no micronutriente de zinco.
Tudo isso contribui para a qualidade final do milho.
Muito produtor cerealista acaba por tentar o caminho mais fácil que é a compra do fertilizante nitrogenado, mas muitos não sabem que até a origem desse macronutriente pode ter peso significativo.
A fonte de nitrogênio é importante para definir o modo de aplicação e em qual época será melhor aproveitada pela planta. Isso evita perdas e aumenta a velocidade de disponibilidade deste nutriente para a planta.
Para adubação na cultura do milho, são usadas basicamente, três fontes de nitrogênio:
Imagem 2. Ureia – fonte de N
Na pesquisa conduzida por Meira (2009), cuja finalidade do experimento era avaliar diferentes dosagens e fontes distintas de Nitrogênio, concluiu-se que a produção de grãos aumenta com o acréscimo na dosagem do nutriente, porém não há diferença entre as fontes de nitrogênio utilizadas.
Apesar do aumento do fornecimento de nitrogênio ter tido uma boa resposta, a superdosagem pode reduzir a produtividade e causar toxicidade na planta devido ao efeito salino, segundo Jandrey (2019 – Pioneer).
Assim sendo, é preciso ter cautela e conhecer muito bem sobre fertilizantes, necessidades da cultura e adequação ao seu solo.
Entre os estádios V3 a V6 é o período em que a planta tem maior demanda de nitrogênio, afinal, é nesse período de desenvolvimento que ela estará definindo o seu potencial produtivo.
No entanto, essa também é a melhor época para se realizar a adubação de cobertura, e por outro lado, a não aplicação do nitrogênio ou fornecimento fora da época recomendada pode causar grandes perdas de produção!
Imagem 3. Estádios fenológicos do Milho – Fonte: Mais Soja
Há a comprovação desse dado por Fancelli e Casadei (Tabela 2), onde as melhores respostas à produtividade de grãos ocorreram quando as adubações de cobertura foram feitas entre os estádios V2 e V6.
Tabela 2. Resposta à produtividade de grãos sob a aplicação de nitrogênio. Fonte: Fancelli e Casadei (dados não publicados)
A prática mais comumente usada entre os produtores é a aplicação de no máximo 1/3 da dose total de Nitrogênio, desde que esse valor não passe de 50 kg/ha de N na fase de cobertura.
O outros 2/3 desse fertilizante, aplicam a lanço ou incorporam entre estádios V3 até o V6.
Quando o solo onde a cultura se desenvolve é do tipo arenoso, o recomendado é que a dose seja parcelada em 2 ou 3 vezes.
Ainda assim, é possível observar que não existe a necessidade de fornecer nitrogênio em estádios fenológicos avançados. Isso porque, além de não contribuir para o aumento de produtividade, essa prática pode favorecer a ocorrência de doenças como helmintosporiose, ferrugem e cercosporiose.
O resultado benéfico a respeito da aplicação de N em estádios fenológicos iniciais é comprovado pela pesquisa conduzida por Uhart e Andrade, na publicação de 1995 e citada por Fancelli em publicação de 2010.
Os pesquisadores constataram ainda, que nos 15 dias após a floração, o milho remobilizou entre 28 kg/ha e 100 kg/ha de N absorvido nos estádios iniciais. Esse dado representa de 18% a 42% daquele presente na biomassa (planta).
Desse total mobilizado, cerca de 46 a 50% foi proveniente das folhas, enquanto de 54 a 60%, estava presente no colmo da planta.
É inegável, portanto, a importância desse nutriente à planta.
Fica claro que o nível de informações geradas pela pesquisa e comprovadas através de experimentações em campo, devem ser absorvidas pelo produtor que busca aprimorar o uso eficiente dos fertilizantes e obter elevadas produtividades.
Nesse quesito, buscar informações atualizadas, com quem entende do assunto, fará total diferença para aqueles que querem obter maiores produções e com qualidades dentro das exigências de mercado.
Culturas cerealistas, principalmente, demandam mais atenção, pois são anuais e de grande impacto econômico nacional.
O nitrogênio tem um grande peso, como dito neste artigo, mas também salientamos não ignorar os micronutrientes. Existe na fertilidade uma expressão conhecida como Lei do Mínimo que diz: “a produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor quantidade no solo, ainda que os demais estejam adequados, ele não supre essa necessidade.”
Tudo isso, unindo ainda a época de aplicação, se será por meio de sólidos ou líquidos, necessidade específica de cada cultura e do solo, faz com que seja necessário entender mais a fundo as várias etapas e processos da fertilidade.
Se você busca o aprimoramento dos conhecimentos em fertilidade, o Curso Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas é feito para você.
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]]>O post Manejo do mato no cafezal: qual a relação entre eles? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O mato é formado por plantas herbáceas, chamadas de ervas ou plantas daninhas, ou plantas invasoras do cafezal. Corresponde às ervas que crescem no meio das lavouras de café, aproveitando as áreas livres, principalmente em lavouras de formação e podadas.
Por um lado, o mato representa uma concorrência em água, luz e nutrientes com os cafeeiros, por outro, também traz benefícios como proteção do solo contra erosões e excesso de temperatura, promove maior infiltração de água, reciclagem de nutrientes e, em lavouras de formação, também atua como quebra ventos, por meio da manutenção de mato em uma faixa central da rua da lavoura, principalmente em áreas onde ocorre muita incidência de vento.
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Para conseguir que as plantas daninhas atuem como quebra vento, pode-se trabalhar com capinas mecânicas alternadas, ou seja, roça uma rua e pula uma.
Veja o exemplo na foto abaixo:

Lembrando que é muito importante deixar a linha do cafeeiro limpa, o controle do mato nessa faixa é chamado de trilhação.
A trilhação pode ser feita com enxadas ou com herbicidas. É essencial deixar essa faixa limpa porque ali são feitas as adubações e as aplicações de defensivos de solo e qualquer mato que esteja lá concorre com o cafeeiro.
A época mais importante para o controle do mato, quando se estabelece maior concorrência entre essas plantas e o cafeeiro é entre outubro e março.
Porém, sem um controle adequado, as plantas daninhas se multiplicam e crescem de forma rápida, retirando do solo os nutrientes e água necessários ao crescimento do cafeeiro.
Estudos mostram que lavouras onde o mato não foi controlado o ano todo tiveram uma perda de ate 43% da produção, lavouras sempre limpas não tiveram perdas e com capina de outubro a março tiveram 7%. (fonte: Miguel et all, Anais do 8º CBPC, p. 44-6).
O mato pode abrigar pragas do cafeeiro, como adultos do bicho-mineiro, nematóides e cigarrinhas, dificultando o controle. Por outro lado, atrai vespas inimigas naturais das pragas.
Quando se fala de mato em lavouras de café, cada um tem o seu posicionamento a respeito da condução. O importante é estar aberto às novidades e fazer testes para que as lavouras de café paguem os custos e tenham produtividade.
Leia mais sobre como alguns pontos podem ser importantes e determinantes para a fertilidade do solo.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!
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]]>O post Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta.
Para alcançar o máximo de fertilidade é preciso conhecer o solo da propriedade, peculiaridades e características para que o manejo seja muito bem feito e que os resultados na lavoura sejam fantásticos.
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Algumas características são tão determinantes para se trabalhar a fertilidade do solo que são denominadas “Leis da Fertilidade do Solo”.
É necessário conhece-las para definir as ações e conseguir atuar na melhoria da fertilidade do solo e alcançar máxima produtividade:
“A produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam disponíveis e em quantidade adequada”.
A Lei do Mínimo nos permite concluir que a planta precisa de todos os 14 nutrientes em suas quantidades adequadas para uma produção sustentável e em grande escala.
“Ao se adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção é obtido com a primeira dose. Com aplicações sucessivas do nutriente, os incrementos de produção são cada vez menores”.
A Lei dos Incrementos Decrescentes dita que o aumento da produção com aplicação de fertilizantes e corretivos não é linear.
O manejo correto da fertilidade é responsável pela maior parcela dos ganhos de produtividade obtidos com o uso de práticas culturais recomendadas para as diversas culturas.
Isto quer dizer que, se avaliarmos a fertilidade do solo de maneira correta, aplicaremos a quantidade correta de fertilizantes e corretivos necessária para explorarmos o máximo de produção que aquela cultura pode nos oferecer. Por isso, conhecer os conceitos básicos sobre fertilidade do solo é fundamental.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:
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Além de ser uma fonte de adubo orgânico liberando gradualmente os nutrientes, a casca de café também tem como benefícios:
Além disso, ela atua no controle de crescimento de plantas invasoras na projeção da saia do café, tanto de maneira física, impedindo a germinação de sementes, como também de forma alelopática, como mostra o trabalho de Santos et al. (2001), que houve influência das coberturas mortas de casca de café (Coffea arabica L.) e casca de arroz (Oryza sativa L.) sobre o controle do Caruru-de-macha (Amaranthus viridis l.) em lavoura de café.
Fato extremamente vantajoso, visto que além de todos os benefícios citados acima, a casca de café pode ter influência no controle de plantas daninhas, podendo dessa forma diminuir os custos com triações na lavoura.
A casca de café fornece nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), com teores em torno de 1,5 de N, 0,15 de P e 3,0 de K, como mostra a tabela abaixo com a composição de NPK em alguns adubos orgânicos usados na cultura do café.
Esses macronutrientes possuem grande participação no metabolismo das plantas.
Fonte: Matiello et alli, Cultura do Café no Brasi l- Manual de Recomendações, Mapa Fundação Procafé, Ed 2010.
O potássio além de outras funções na planta é um nutriente com grande influência na qualidade de bebida. Vários autores comprovam esta afirmativa, como o estudo de (Silva et al., 1999) que avaliando diferentes fontes e doses de potássio concluíram que o aumento das doses desse elemento químico influencia diretamente na qualidade de bebida.
Garcia e colaboradores (2004) concluíram que a palha do café em coco, a palha do café despolpado e o pergaminho do café cereja descascado apresentam boas características para uso como adubo orgânico, porém, o pergaminho apresenta menor densidade e baixo valor nutricional.
Entretanto, deve-se estar atento também a lixiviação de potássio, um estudo comparando cinco tipos de resíduos do benefício de café, sendo eles:
Foi observado que na dose de 300 kg há-1 K2O obteve-se menor lixiviação de K com aplicação de K mineral nas cascas de café compostadas por um ano e café bóia.
Já as cascas de café cereja e do café natural seco em coco (normalmente utilizada na lavoura) apresentaram valores de lixiviação intermediários e a casca de café enriquecida e compostada por três anos foi o material que mais lixiviou (Zoca, 2012).
Dessa forma, a aplicação de K na forma de resíduos do benefício não evita perda por lixiviação, por isso deve-se considerar as possíveis perdas desse potássio oferecido pela casca de café.
Barros e colaboradores (2001) realizaram um trabalho comparando a produtividade da lavoura com a aplicação de palha de café seca, esterco e adubação exclusivamente química, e observaram que a associação de adubo químico e orgânico é extremamente benéfico a produção do cafeeiro em relação a adubação exclusivamente química, e além disso, nas doses 1,0, 2,0, e 4,0 Kg/cova de palha de café seca houve aumento crescente na produção.
Produção anual, média de cinco safras (1997/2001), em cafeeiros do cultivar Catuaí 44, do ensaio de doses e modos de aplicação de palha de café e esterco de gado associado ao adubo químico, na formação e produção do cafeeiro. Martins Soares – MG – 2001.
A recomendação para a casca é a aplicação de 5 a 10 toneladas por hectare. A aplicação dessa casca de café seca é feita em cobertura.
Deve-se sempre considerar o equilíbrio entre o potássio, cálcio e magnésio no solo, visto que a palha de café possui um alto teor de potássio e baixo teor de magnésio e cálcio, ressaltando que no solo esses nutrientes devem sempre ficar na relação adequada.
Outro importante fator a considerar é a respeito da utilização em lavouras de plantio, pois necessitam de pouco potássio .

Em relação ao armazenamento dessa casca, é recomendada que ela seja aplicada nas lavouras logo após a colheita.
Caso não seja possível essa prática, deve-se proteger com lona, para evitar a perda dos nutrientes por lixiviação devido a ação da chuva, ou realizar a compostagem da mesma com qualquer outra forma de esterco, enriquecendo ainda mais o material que poderá ser utilizado em lavouras em produção ou no sulco de plantio.
Mistura de esterco de curral e palha de café. Fonte: Diego Baquião
Aplicação da casca de café. Fonte: Diego Baquião
Por ser um resíduo da fazenda, não são necessárias despesas adicionais para a compra desse adubo orgânico, os custos gerados são apenas de sua aplicação na lavoura, considerando a importância de uma prática que não encareça os custos de produção, uma vez que quanto maior esses custos, menor o lucro do produtor.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
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