raízes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/raizes/ Thu, 12 Jan 2023 18:45:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png raízes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/raizes/ 32 32 Tipos de poda do café: quais são e quando recomendar? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/#respond Sat, 05 Nov 2022 13:00:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8460 Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras. Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem […]

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Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras.

Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem ser realizadas e em que situações elas são recomendadas, para que não se recomende podas muito drásticas em situações em que não era necessário esse tipo de poda ou mesmo realizar podas menos drásticas em situações em que era preciso um maior reestabelecimento das lavouras.

Por isso, para decisão do tipo de poda a ser realizado é indispensável que se conheça a situação da lavoura, com intuito de se ter mais sucesso no manejo da poda.

 

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Principais tipos de poda do cafeeiro

Decote

É uma poda alta, em que se elimina a parte superior da copa dos cafeeiros.

Essa poda é recomendada para plantas que ainda possuem saia (ramos inferiores) e não estão adensadas, ela pode ser usada para reduzir a altura de plantas para realização de tratos culturais e de colheita mecanizada, para corrigir deformações ou mesmo para estimular brotações.

Este decote pode ser alto (2,0 a 2,5 m) ou baixo ( 1,2 a 1,8 m) dependendo da finalidade da poda.

Poda do tipo decote realizada em cafeeiro

Lavoura decotada (Foto: Henio Inácio Pereira)

Desponte

Essa poda consiste em cortar as extremidades dos ramos plagiotrópicos para estimular a maior ramificação. É recomendada para lavouras que ainda apresentem saia, que estão abertas, com o intuito de estimular brotações nos ramos.

Esqueletamento

É o corte na lateral da planta, deixando os ramos plagiotrópicos a um comprimento médio de 20 a 30 cm do ramo ortotrópico, com o intuito de promover a abertura da lavoura, visto que esse tipo de poda é recomendado para lavouras que estão adensadas, mas que ainda possuem saia.

Esse tipo de poda também é chamado safra zero, visto que no ano seguinte a essa poda o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, no entanto, no segundo ano após o corte, pode-se ter altas produtividades que podem compensar o ano sem produção.

Recepa

É uma poda drástica, recomendada normalmente para lavouras que perderam a saia (ramos inferiores) ou para cafeeiros muito depauperados, mas que ainda apresentam um bom stand de plantas e bom alinhamento da lavoura.

Essa poda é realizada cortando em uma altura de 0,3 a 0,4 m. Após a realização desta poda é importante determinar o número de hastes que se vai conduzir de acordo com o espaçamento e eliminar o excesso de hastes que irão brotar.

Poda do tipo recepa em cafeeiro

Lavoura de café recepada  (Foto: Henio Inácio).

Lavoura de café um ano após a poda recepa

Lavoura da cultivar Catucaí com um ano após a recepa. (Foto: Henio Inácio).

Já no caso, de lavouras que perderam a saia, possuem falha de stand, espaçamento inadequado ou alinhamento ruim, é recomendado a realização de um novo plantio, visando implantar a lavoura com um espaçamento adequado e melhorar o stand de plantas.

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas (Foto: Diego Baquião).

Lavoura de café em formação após uma poda ser realizada

Lavoura em formação. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Raízes x poda

A poda no cafeeiro acarreta em morte de parte das raízes, devido ao equilíbrio entre raiz e parte aérea, dessa forma quando realizada podas menos drásticas, como o decote, a porcentagem de raízes vivas são maiores, refletindo assim em menor gasto de energia para o crescimento dessas plantas.

No entanto, quando realizada podas mais drásticas, como é o caso da recepa e do esqueletamento, ocorre grande modificação do sistema radicular, acarretando em menor porcentagem de raízes vivas, dessa forma, a planta necessitará de mais energia para o seu restabelecimento, para posteriormente retomar a produção de frutos.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Portanto, para se recomendar a poda no cafeeiro, é preciso conhecer a situação da lavoura, para que a tomada de decisão do tipo de poda seja a que mais se encaixe nas condições que as plantas se encontram.

Além disso, é importante que se conheça os reflexos da poda nas plantas, e que este manejo seja planejado, visto que podas mais drásticas primeiramente irão vegetar para posteriormente produzir.

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Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

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Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/ https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/#respond Tue, 06 Oct 2020 15:30:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8289 O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines. Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies: Fusarium brasiliense sp. nov., Fusarium cuneirostrum sp. nov., Fusarium tucumaniae ; Fusarium […]

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O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines.

Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:

  1. Fusarium brasiliense sp. nov.,
  2. Fusarium cuneirostrum sp. nov.,
  3. Fusarium tucumaniae ;
  4. Fusarium virguliforme.

No Brasil a espécie prevalente é F. tucumaniae.

 

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Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do estádio fenológico da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas. Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.

Raiz da soja afetada pela podridão vermelha

Sintomas da podridão vermelha na soja

O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da doença a partir desses sintomas.

A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.

O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.

Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.

Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.

Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.

Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.

Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por Cadophora gregata, e do cancro da haste, causado por Diaporthe phaseolorum var. meridionalis.

A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.

Raiz de soja afetada pela podridão vermelha

Características da podridão vermelha

Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do nematoide do cisto da soja (Heterodera glycines) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.

O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.

Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de Fusarium spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.

Webinar Manejo da compactação do solo

O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.

Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.

Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.

Controle da podridão vermelha da raiz

Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.

Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.

Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.

A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de Fusarium spp.

A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (Sorghum bicolor) e trigo (Triticum aestivum) reduziu significativamente a população de Fusarium spp. No entanto, constatou-se que milho (Zea mays) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.

Folha com sintomas de podridão vermelha

O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.

No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de Fusarium spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.

Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.

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Análise nematológica: como amostrar o solo e raízes? https://blog.rehagro.com.br/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/ https://blog.rehagro.com.br/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/#comments Fri, 20 Jul 2018 12:56:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4757 Todo produtor deseja produzir cada vez mais e a agricultura é uma das poucas profissões nas quais o principal objeto e local de execução do trabalho, não variam: o solo! Então, saber fazer uma análise através da amostragem do solo e descobrir se há patógenos é primordial! Atenção, pois eles podem estar presentes no solo! […]

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Todo produtor deseja produzir cada vez mais e a agricultura é uma das poucas profissões nas quais o principal objeto e local de execução do trabalho, não variam: o solo! Então, saber fazer uma análise através da amostragem do solo e descobrir se há patógenos é primordial!

Atenção, pois eles podem estar presentes no solo! Conhecendo bem os fitonematoides, por exemplo, pode reduzir em até 12% sua perda na lavoura!

Genericamente chamados de fitonematoides, os nematoides parasitos de plantas, são vermes microscópicos e translúcidos. Medem de 0,3 a 3,0 mm e causam perdas anuais médias à produção agrícola mundial, estimadas em 12%, o que corresponde a bilhões de dólares de prejuízo.

 

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Amostragem de raízes

Praticamente, todas as espécies de plantas cultivadas, seja em plantio convencional ou plantio direto, sofrem danos causados por, pelo menos, uma espécie de nematoide. Algumas culturas, inclusive, são hospedeiras de várias espécies.

A maioria dos nematoides ataca, principalmente, partes subterrâneas, cujas lesões ficam visíveis em forma de caroço, recebendo o nome de galhas.

Fitonematóides nas raízesFoto: Dra. Neucimara Rodrigues Ribeiro

As galhas são os sintomas típicos da infecção por espécies de Meloidogyne.

Galhas MeloidogyneFoto: EMBRAPA – Soja

Quando adultas, as fêmeas possuem o corpo arredondado (forma de melão ou cabaça) e translúcido.  Sob condições favoráveis podem produzir até 500 ovos, em um período de 4 a 6 semanas.

Outras espécies de nematoides causam diferentes tipos de lesões, a exemplo dos nematoides das lesões radiculares, Pratylenchus spp.

Nematoides PratylenchusFotos: Dr. Jaime Maia dos Santos

Esses nematoides causam a necrose, o descolamento e a quebra do córtex (a casca se solta facilmente) das raízes.

Danos causados pelos nematoides

As alterações radiculares resultam em danos diretos, que depreciam o produto colhido, no caso de cultivares de soja, por exemplo, ocasionam a perda de vigor e clorose nas folhas.

Recomendações gerais para coleta de amostras nematológicas

A amostra deve ser representativa da área, de modo que permita conclusões seguras quanto à avaliação quantitativa e qualitativa da população de nematoides presentes. Para isso, vários cuidados devem ser tomados com relação ao tamanho e número das subamostras, profundidade e padrão da amostragem.

As amostras de solo devem ser coletadas na rizosfera das plantas com sintomas, incluindo-se no mesmo recipiente as raízes com injúrias ou galhas que forem encontradas.

Procedimentos para a amostragem do solo

As ferramentas necessárias para as coletas são: enxadão e/ou enxada, sacos plásticos, balde, etiquetas, caneta e ficha de campo.

1. Coletar amostras de SOLO e de RAÍZES;

2. As amostras devem estar com umidade natural, evitando-se ao máximo, condições de encharcamento ou excessivo ressecamento. NÃO SE DEVE ADICIONAR ÁGUA AO VOLUME COLETADO.

3. As amostras de solo e de raízes devem ser tomadas de 0 a 30 cm de profundidade, abrindo-se o solo em forma de V, tomar amostras junto às plantas que mostrem sintomas moderados de nematoses, evitando-se aquelas fortemente depauperadas

Amostra de solo

4. Coletar preferencialmente as raízes mais finas.

5. Durante a amostragem, deve-se caminhar em zigue-zague. Em áreas que apresentam o sintoma em reboleira, a amostragem deve ser feita nas plantas que se encontram na periferia, como mostra o esquema abaixo:

Amostra em zigue zagueAmostrar em zigue-zague ou na periferia da Reboleira

6. As subamostras de solo e raízes, coletadas nos baldes, devem ser misturadas, tomando-se uma amostra composta de, no mínimo, 500 gramas de solo e em torno de 50 gramas de raízes.

7. As amostras de solo + raízes deverão ser acondicionadas em saco plástico e devidamente identificadas. A FICHA DE IDENTIFICAÇÃO deve conter o maior número de informações possíveis tais como:

  • Número da amostra;
  • Local da amostragem;
  • Nome e telefone do proprietário;
  • Cultura atual (nome científico e/ou vulgar);
  • Culturas anteriores;
  • Tipo do solo;
  • Ocorrência de plantas daninhas;
  • Tratos culturais realizados;
  • Nome do coletor;
  • Data da Coleta;
  • Lavar as mãos e as ferramentas após cada coleta para evitar contaminação das amostras.

8. Lavar as mãos e as ferramentas, após cada coleta para evitar contaminação das amostras;

9. Manusear as amostras com cuidado, para evitar contaminação;

10. Enviar as amostras o quanto antes para o laboratório, NÃO deixá-las expostas ao sol. Se precisar, as amostras podem ser armazenadas, por algum tempo, na parte inferior da geladeira.

Qual a quantidade de amostras que deve-se coletar?

Para as culturas anuais, como soja, milho, trigo ou perenes, coletar aproximadamente, dez subamostras por hectare, misturá-las em um recipiente e destas fazer uma amostra composta por hectare.

De todo modo, caso o solo esteja com problemas de nematoide, a troca de sistema de plantio pode ser eficiente. Há relatos de redução de alguns nematoides quando adotado o sistema de plantio direto, porém, quando o assunto é redução de patógenos do solo, a rotação de cultura ainda é a mais recomendada.

E agora que você sabe a importância de amostrar solos e raízes por causa dos nematoides que causam vários danos, você também saberia identificar doenças em milho com sintomas semelhantes? Afinal, se avaliarmos apenas os sintomas visuais, nem sempre dá para afirmar, mas o diagnóstico preciso, é muito importante.

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