rebanho Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/rebanho/ Fri, 06 Jan 2023 19:45:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png rebanho Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/rebanho/ 32 32 Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#respond Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15466 A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.

Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O que é taxa de prenhez e como calcular?

A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.

Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:

  1. A taxa de serviço;
  2. A taxa de concepção.

A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:

Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas

Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:

Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços

A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:

Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         

Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.

A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!

Fatores que influenciam a taxa de prenhez

Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.

Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:

1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)

O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.

É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.

2. Proporcionar bem estar animal

Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.

3. Detectar corretamente o cio

A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.

Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

4. Atenção a qualidade do sêmen

Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.

É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.

5. Mão de obra de qualidade

Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.

Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.

Conclusão

Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

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Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/ https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/#respond Thu, 22 Sep 2022 13:33:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15363 Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade. Aprenda com esse e-book como chegar lá! O que você irá aprender com esse e-book? Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta; Tipos de bebedouros e qual o melhor […]

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Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade.

Aprenda com esse e-book como chegar lá!

O que você irá aprender com esse e-book?

  • Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta;
  • Tipos de bebedouros e qual o melhor para a sua realidade;
  • Cuidados práticos importantes com as fontes de água naturais;
  • Cálculo de vazão x tamanho;
  • Dicas práticas para avaliar a frequência de lavagem dos bebedouros.

A importância da água para os bovinos

A água é o nutriente mais importante para os bovinos e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.

Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.

Ficou interessado? Então esse e-book é para você. Obtenha-o agora e acesse as informações sempre que precisar!

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Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/#respond Fri, 12 Aug 2022 13:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14163 Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais? Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos […]

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Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais?

Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.

Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.

Baixe gratuitamente a Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.

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Vaca louca: conheça a doença e suas formas de prevenção https://blog.rehagro.com.br/vaca-louca-conheca-a-doenca-e-suas-formas-de-prevencao/ https://blog.rehagro.com.br/vaca-louca-conheca-a-doenca-e-suas-formas-de-prevencao/#respond Thu, 28 Jul 2022 19:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14015 Popularmente conhecida como “Vaca Louca”, a doença da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é causada por uma proteína denominada príon, que é naturalmente presente no cérebro de diversos mamíferos, porém, pode causar a enfermidade ao se multiplicar intensamente, levando a infecção. O nome popular se originou pelos sinais neurológicos apresentados pelos bovinos acometidos. O príon gera […]

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Popularmente conhecida como “Vaca Louca”, a doença da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é causada por uma proteína denominada príon, que é naturalmente presente no cérebro de diversos mamíferos, porém, pode causar a enfermidade ao se multiplicar intensamente, levando a infecção.

O nome popular se originou pelos sinais neurológicos apresentados pelos bovinos acometidos. O príon gera lesões cerebrais (encefalopatias) com vacúolos em forma de esponja (espongiforme), assim, os animais apresentam um comportamento incomum e agressivo.

Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)

Cérebro de bovino com vaca louca

Fonte: Liceu Sabin, Grego 2018.

 

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Origem da doença da vaca louca

A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) foi diagnosticada pela primeira vez em 1986 na Europa. Ficou mundialmente conhecida após um surto epidêmico na Grã Bretanha em 1992.

Estima-se que mais de 100 mil casos tenham ocorrido e os animais tiveram que ser sacrificados. Além disso, ficou evidenciado como uma doença zoonótica e isso levou a suspensão do consumo de carne bovina no país, gerando grandes impactos socioeconômicos.

O Príon é uma proteína celular normal presente em vários tipos de células do corpo dos ruminantes, mas o agente infectante apresenta afinidade pelo tecido neural. O agente é altamente estável e resistente ao congelamento, ressecamento e calor do cozimento normal, da pasteurização e da esterilização a temperatura e tempo usuais.

Dessa forma, há relatos que indicam que o surto foi devido a ingestão de alimentos contaminados por EEB.

Como os bovinos adquirem a doença?

Não há evidências científicas de que a EEB se transmita horizontalmente, ou seja, pelo contato direto entre bovinos ou entre bovinos e outras espécies contaminadas.

A possibilidade de contaminação vertical (da vaca para o bezerro), contaminação ambiental e por meio de fômites contaminados de tecido bovino é muito baixa. Uma atenção maior deve-se dar ao solo, pois o príon sobrevive lá por três anos, por isso recomenda-se que os cadáveres de animais com a doença sejam incinerados.

Existem duas principais formas de adquirir a doença: 

Caso de contaminação direta

É a forma mais conhecida da doença, decorrente da ingestão de carne contaminada pelo consumo de rações feitas com proteína animal, como por exemplo, farinha de carne e ossos.

Caso de origem atípica

Apesar de ser pouco discutido, é uma forma que deve ser investigada e merece bastante atenção, pois nela, naturalmente, o príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso e gera alterações cerebrais.

Os primeiros casos atípicos de EEB foram diagnosticados, quase que simultaneamente, na França e Itália, em 2004. Outros casos foram sendo identificados pelo mundo e os resultados do primeiro estudo sobre a epidemiologia das EEB atípicas analisou demonstrou que a média de idade dos bovinos acometidos era de 12 anos (variando entre 7 e 18 anos, sendo significativamente maior do que a média de idade da EEB clássica (média de 7 anos, variando entre 3 e 15 anos).

Para muitos pesquisadores e especialistas, o cenário mais condizente para origem da EEB atípica é a forma espontânea em decorrência de um processo natural de envelhecimento, com algumas características em comum com outras doenças, como por exemplo, o mal de Alzheimer.

E-book Sanidade do gado de corte

Sinais clínicos da doença da vaca louca

Até o óbito, a doença evolui de 14 semanas até 1 ano, porém, os sinais clínicos podem ser observados logo no início, caso tenha um diagnóstico preciso e habilidoso para interpretação precoce desses sinais.

Abaixo, segue uma tabela com todos os sinais que podem ser observados para auxiliar na identificação da EEB:

Sinais observados em bovinos para identificar vaca louca

Além dos sinais clínicos, é necessário realizar diagnósticos diferenciais para outras doenças que, por também afetarem o sistema nervoso, podem apresentar os mesmos sinais clínicos da EEB.

O uso de exames laboratoriais auxilia na identificação. Pode ser realizado o exame de sangue e exame de urina (urinálise). Outro exame que pode ser realizado é do líquido cerebrospinal, pois as encefalites causam alteração nesse líquido e a EEB não causa alterações.

É importante lembrar que as doenças neurológicas que mais acometem os ruminantes no Brasil, o botulismo e a raiva, apesar de não cursarem com alterações no líquido cerebrospinal, apresentam sinais neurológicos quase idênticos. Diante disso, a atenção deve ser redobrada.

Profilaxia da EEB

A retirada de proteína de origem animal da alimentação de ruminantes, em especial as farinhas de carne e osso, é o método mais indicado para profilaxia da EEB.

Em especial, é preciso atentar-se à bovinos idosos destinados ao abate, pois eles podem servir como fonte de contaminação por meio das farinhas obtidas na utilização visceral.

Ainda sobre bovinos idosos, devem ser frequentemente monitorados, e/ou serem abatidos em uma faixa etária segura entre 2 e 4 anos. Além de se resguardar da EEB atípica, não trará prejuízos econômicos à produção pela longa permanência no sistema.

No Brasil, apesar de proibido, ainda é muito comum a utilização de cama de frango (maravalha ou serragem) na alimentação de ruminantes. Os produtores, porém, correm sérios riscos de contaminação.

O monitoramento da EEB nos frigoríficos deve contemplar: dos cérebros de ruminantes suspeitos de raiva que apresentaram exames com resultado negativo, o acompanhamento dos rebanhos que tiveram animais importados da Europa nos últimos anos, acompanhamento do histórico da qualidade e do teor dos componentes da ração animal.

Panorama da vaca louca no Brasil

De acordo com classificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil é considerado território de risco irrisório para a ocorrência da EEB.

Em setembro de 2021, contudo, uma notícia chocou o país e o mercado de exportação: em Minas Gerais, um bovino começou a apresentar sinais clínicos e o diagnóstico foi confirmado como EEB.

O caso ganhou repercussão internacional e desencadeou um movimento de queda nos contratos futuros do boi gordo na B3 e no mercado físico, em virtude de maior cautela do setor quanto a uma possível restrição nas exportações de carne bovina. Pouco após o choque, foi divulgado que o bovino tinha 10 anos e que a EEB era atípica. O impacto econômico, porém, já havia acontecido. 

Considerações sobre a EEB

A Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como “vaca louca”, por ser uma doença pouco comum e que ainda tem um entendimento escasso sobre a sua patogenia, necessita de esforços profiláticos e diagnósticos precoces para impedir a disseminação.

Além disso, deve-se ter muita responsabilidade na identificação dos sinais clínicos, no diagnóstico e, sobretudo, histórico animal (nutrição e idade) para que não seja atribuída uma EEB clássica a uma EEB atípica, a fim de que, o mercado cárneo não sofra as consequências econômicas desse “mal entendido”.

Dicas importantes:

  • Não forneça aos ruminantes qualquer tipo de alimento que contenha proteína de origem animal, inclusive cama-de-aviário e os resíduos da exploração de suínos. É crime federal.
  • Caso seja preparada ração na propriedade com concentrados ou suplementos proteicos, é preciso ter a certeza de que não esteja misturando alimentos de risco. 
  • Atenção no controle dos alimentos destinados aos ruminantes, pois há o risco de haver contaminação no transporte, na armazenagem, na pesagem e no próprio cocho dos animais.
  • Se você notar um animal apresentando algum sinal de doença do sistema nervoso, como alterações do comportamento, dificuldades de locomoção, paralisia, andar cambaleante, entre outros, comunique às autoridades. 
  • O estudo pioneiro sobre a epidemiologia das EEB atípicas foi realizado em 2012, na França, e demonstrou que, ao contrário da EEB clássica, as formas atípicas eram mais frequentes em bovinos de aptidão corte, quando comparados com os de aptidão leite. Desta forma, produtores de corte devem redobrar a atenção

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Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

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Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/#comments Wed, 17 Nov 2021 15:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4864 O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico. Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é […]

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O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico.

Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.

Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.

Para obtenção de resultados satisfatórios é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.

 

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Monta natural (MN)

A técnica de acasalamento mais tradicional é a monta natural (MN), que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.

Esse método reprodução bovina é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.

Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:

  • Aumento de transmissão de doenças no rebanho;
  • Lesões em vacas devido ao tamanho e o peso dos touros;
  • Chances de lesionar o touro pela tentativa de monta;
  • Necessidade de manter mais touros na fazenda para obter uma relação adequada touro-vaca, comumente sendo utilizado um touro para cada trinta ou quarenta matrizes.

Quando consideramos a monta natural em um sistema sem estação de monta, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:

  • Datas de cobertura e partos desconhecidas;
  • Dificuldades no manejo de bezerros ao longo do ano;
  • Fertilidade das matrizes prejudicada pela susceptibilidade à sazonalidade climáticas e de forrageiras;
  • Avanços;
  • Paternidade desconhecida;
  • Redução da vida útil do touro devido ao desgaste pelo excesso de montas.

Além desses pontos levantados, vale destacar que o melhoramento genético nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.

Monta natural controlada (MNC)

Diante desse cenário, a monta natural controlada (MNC) surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.

Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.

A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.

Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.

O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. Neste tipo de manejo reprodutivo, é possível determinar um período do ano para a estação de monta, concentrando os partos na época mais favorável do ano.

A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.

Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.

Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.

Inseminação artificial (IA)

Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a inseminação artificial (IA) que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.

Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.

Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.

A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.

A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.

A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.

Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de manejo, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma estação de monta facilita bastante o manejo e concentração das atividades

Embora o custo inicial da inseminação artificial seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.

Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.

A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.

A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste sêmen em botijões contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.

A dificuldade de detecção de cio resulta em taxa de prenhez menores quando a inseminação artificial é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.

Inseminação artificial em tempo fixo (IATF)

Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na inseminação artificial em tempo fixo. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.

A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.

Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.

Webinar Protocolos da IATF

Saiba mais sobre reprodução bovina e melhoramento genético!

Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para gerar bons resultados.

Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.

É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve veterinários e zootecnistas para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas, inclusive a reprodução e melhoramento genético. Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Andrea Mobiglia

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E-book Manual de prevenção e controle da mastite bovina https://blog.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina/#respond Tue, 01 Jun 2021 15:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9313 O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e monitorar a saúde da glândula mamária. O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção. Saiba mais sobre o […]

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O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e monitorar a saúde da glândula mamária.

O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.

Saiba mais sobre o assunto no nosso e-book gratuito! Faça o download clicando no botão abaixo!

Manual de controle da mastite

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Contagem de células somáticas do leite: importância e como reduzir https://blog.rehagro.com.br/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/ https://blog.rehagro.com.br/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/#respond Wed, 16 Sep 2020 13:14:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8262 A CCS, ou contagem de células somáticas, consiste em uma importante ferramenta que indica a saúde da glândula mamária de vacas leiteiras. As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere. Vacas sadias e com boa […]

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A CCS, ou contagem de células somáticas, consiste em uma importante ferramenta que indica a saúde da glândula mamária de vacas leiteiras.

As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere.

Vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valores de CCS de até 200.000 células/mL de leite.

 

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Valores superiores indicam que há algum desequilíbrio na glândula mamária, possivelmente devido a ocorrência de mastite. Conforme demonstrado pela tabela abaixo, a elevação da contagem de células somáticas está diretamente associada à redução da produção de leite.

Tabela com prevalência de infecção associada à alta contagem de CCS¹ Perda de produção calculada como porcentagem da produção esperada a 200.000 cél./mL.
* Contagem de células somáticas do tanque de expansão

Em uma situação onde a CCS do rebanho no tanque de expansão é de 500.000 células/mL, por exemplo, estima-se que o percentual de quartos mamários infectados no rebanho seja próximo a 16% e que as perdas na produção de leite girem em torno de 6%.

Além das perdas na produção de leite, a elevação da CCS contribui de forma negativa também com o aumento dos custos com tratamentos, descarte de leite, alteração na composição do leite (diminuição da gordura, caseína e lactose no leite) e perda da bonificação no pagamento do leite pelos laticínios.

Em casos onde a contagem de células somáticas permanece elevada (> 200 mil células/mL) de forma crônica a tendência é de que a vaca seja descartada do rebanho, caracterizando assim um outro impacto negativo do aumento da CCS.

O gráfico abaixo representa a relação entre os valores de CCS e a produção de leite na primeira lactação e da segunda lactação em diante. Pode-se observar que a queda na produção de leite está diretamente associada ao aumento na contagem de células somáticas dos quartos mamários.

Relação entre a produção de leite e a contagem média de CCS

É devido a estes fatores que é de grande interesse do produtor e de grande relevância para os animais e para o sistema de produção atuar para diminuir a contagem de células somáticas do leite. Para isso torna-se necessário prevenir, controlar e monitorar a mastite no rebanho, eliminando as infecções existentes e reduzindo novas infecções.

Manual de controle da mastite

Aumento da contagem de células somáticas (CCS) e a mastite

Conforme já citado anteriormente, a mastite representa o principal fator para o aumento da CCS. Sendo assim, torna-se importante entender um pouco sobre esta enfermidade.

A mastite pode ser classificada de duas formas, quanto a sua apresentação ou em relação ao agente causador. Quanto a sua apresentação, a mastite pode ser clínica ou subclínica.

A mastite clínica é caracterizada por demonstrações evidentes de processo infeccioso na glândula mamária através da apresentação de grumos e/ou sangue no leite, inchaço, vermelhidão e dor no úbere ao toque, podendo ocorrer até mesmo febre e desidratação do animal.

Por sua vez, a mastite subclínica não apresenta sinais clínicos visíveis, apenas o aumento da contagem de células somática no leite.

Já em relação ao agente causador, a mastite pode ser classificada como contagiosa ou ambiental.

Nas mastites contagiosas, os microrganismos tipicamente envolvidos na infecção possuem boa adaptação ao úbere da vaca, como é o caso das bactérias Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae. Estes patógenos possuem como principais reservatórios o úbere infectado, sendo bastante disseminados durante as ordenhas, seja de uma vaca infectada para uma vaca saudável ou entre quartos mamários.

Os principais meios de disseminação dos agentes contagiosos são o uso do equipamento de ordenha contaminado e mal higienizado, uso de uma toalha/papel para secagem de mais de um teto (o ideal é utilizar uma ou até duas toalhas/papeis por cada teto) e a mão dos ordenhadores. As infecções contagiosas tendem a serem persistentes na glândula mamária e se apresentarem de forma subclínica, podendo ocorrer episódios clínicos intermitentes.

As melhores formas de controle e prevenção da mastite contagiosa se dão através da realização da linha de ordenha, higienização adequada dos equipamentos de ordenha, desinfecção dos tetos após a ordenha, identificação e segregação dos animais infectados, tratamento de vaca seca.

Por outro lado, as mastites ambientais são geralmente ocasionadas por patógenos oportunistas, ou seja, não são adaptados ao úbere da vaca. Devido a este fato, é comum que as mastites ambientais sejam transitórias e apresentem casos clínicos graves, gerando queda brusca na produção de leite e até mesmo o óbito do animal.

Os agentes mais identificados neste tipo de mastite são os coliformes (Escherichia coli, Klebsiella spp., ect) e os Streptococcus (exceto o S. agalactiae), estando bastante presentes no ambiente onde as vacas vivem.

Realizar um bom manejo do ambiente evitando o acúmulo de matéria orgânica representa uma medida preventiva e de controle fundamental para os casos de mastite ambiental.

Para eliminar as infecções existentes é necessário identificar quais são os animais contaminados. A detecção da mastite subclínica pode ser realizada com o auxílio do California Mastitis Test (CMT) ou da CCS eletrônica, na qual deve ser coletada uma amostra de cada animal com auxílio de coletores e enviadas ao laboratório.

O recomendado é que o monitoramento da CCS eletrônica seja feito no mínimo uma vez por mês. A realização do teste de CMT juntamente a definição da frequência para sua realização ficam a critério do médico veterinário que acompanha a propriedade.

Para detectar a mastite clínica é necessário realizar o teste da caneca de fundo escuro no início de cada ordenha de cada animal. Neste teste, coleta-se os três primeiros jatos de leite de forma vigorosa de cada teto, observando a presença ou não de grumos no leite.

Em casos positivos o leite ordenhado do quarto afetado deve ser desviado do tanque, sendo recomendado a coleta de uma amostra desse leite para que seja feita a cultura microbiológica no intuito de identificar o agente patogênico envolvido (bactéria, fungo, levedura, alga).

Os exames de cultura microbiológica podem ser feitos em laboratórios especializados ou na própria fazenda caso detenha os equipamentos necessários. Sua realização é extremamente importante para o entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e para definição dos tratamentos, uma vez que cerca de 50% dos cultivos microbiológicos não são indicativos de tratamento.

Assim como para a mastite subclínica, o auxílio do médico veterinário responsável pela propriedade é extremamente importante para a elaboração de protocolos de tratamento e estratégias de controle da mastite clínica.

Ações preventivas para auxiliar na redução de novos casos de mastite

Higiene e conforto no ambiente de permanência dos animais

O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo possível, não havendo acúmulo de matéria orgânica. Esta medida reduz as chances do animal se infectar com patógenos ambientais no intervalo entre as ordenhas. O local também deve conter sombreamento adequado de forma a reduzir os impactos do estresse térmico.

Adequada rotina de ordenha

São medidas importantes e essenciais: realização do teste da caneca para detecção de alterações no leite, realização de pré e pós-dipping e secagem dos tetos com um ou dois papéis/toalhas por teto. A premissa é de que a ordenha deve ser feita em tetos limpos e secos.

É importante que o tempo decorrido entre o teste da caneca e a colocação das teteiras seja em média de 1 minuto e meio, tempo que permite a melhor estimulação do animal e melhor atuação da ocitocina endógena para uma ordenha completa e gentil.

Para reduzir a infeção por patógenos contagiosos, as principais medidas são o uso do pós-dipping para eliminar os patógenos carreados pelas teteiras de uma vaca para outra, uso de luvas de forma higiênica pelos ordenhadores e limpeza e desinfecção adequada dos equipamentos de ordenha.

Outra ação que pode auxiliar na redução da contagem de células somáticas é o fornecimento de alimento de qualidade para as vacas logo após a ordenha. Esta prática evita que as vacas deitem imediatamente após o térmico da ordenha e que microrganismos adentrem à glândula mamária, já que nesse momento os esfíncteres dos tetos ainda estão abertos e assim permanecem por cerca de 30 minutos, facilitando a ocorrência de mastite.

Sequência de imagens mostrando uma rotina adequada de ordenha

Tratamento imediato de casos clínicos

Após a detecção de mastite clínica no teste da caneca de fundo escuro, o animal deve ser tratado o mais rápido possível. Quanto mais precoce for o início do tratamento, maior a chance de cura.

Outro fator que aumenta as chances de cura de casos clínicos é a cultura microbiológica, em que é possível direcionar o tratamento de acordo com a bactéria identificada.

Limpeza e manutenção do equipamento de ordenha

O aumento da ocorrência de mastite pode estar associado diretamente ao mau funcionamento do equipamento de ordenha, que pode acarretar no refluxo de leite para a glândula mamária, piora do escore de esfíncter de teto dos animais e ordenha incompleta do animal.

Outro fator que influencia diretamente na ocorrência de mastite é a limpeza inadequada dos equipamentos, que pode favorecer a contaminação dos animais durante a ordenha.

Terapia de vaca seca

Nesse tratamento são utilizados antibióticos intramamários de longa ação no momento da secagem das vacas com o objetivo de aumentar as chances de cura de infecções subclínicas existentes da lactação anterior e, também, evitar novas infecções no período seco. Deve ser realizado após a última ordenha da lactação, em todos os quartos mamários.

Há também a opção do uso do selante intramamário, que forma uma barreira física que impede a entrada de patógenos enquanto o tampão de queratina natural do animal não se formou.

Descarte e identificação de animais crônicos

Outro ponto importante é o descarte de animais que não respondem com sucesso aos tratamentos, além da segregação dos animais infectados através da linha de ordenha e divisão dos lotes.

Devemos lembrar que esses animais são fonte de infecção e devem ficar separados dos demais, sendo ordenhados por último. Em fazendas com problema por Staphylococcus aureus, os animais infectados por esta bactéria devem ser ordenhados por último e descartados assim que possível para evitar contaminação dos animais saudáveis. A taxa de cura das mastites por esta bactéria é extremamente baixa, ou até mesmo nula.

Outra bactéria que necessita de atenção especial é o Streptococcus agalactiae, entretanto, ao contrário do S. aureus, a taxa de cura varia de 80% a 100%. O método recomendado para tratamento e erradicação de S. agalactiae é a blitzterapia, que consiste no tratamento de todos os animais positivos para S. agalactiae durante a lactação com antibiótico intramamário por 3 dias com aplicação em todos os quartos mamários.

Feito este tratamento, deve-se realizar novas culturas no 7º e 14º dia após o tratamento e, somente assim, considerar o animal negativo e curado. Também é recomendado a realização da cultura microbiológica do leite das vacas e novilhas recém-paridas.

O monitoramento contínuo da situação no rebanho é outro fator imprescindível para a manutenção da baixa contagem de células somáticas no leite do tanque.

Através desse monitoramento objetiva-se ter um controle da ocorrência de novas infecções da mastite clínica e subclínica no rebanho, do número de casos crônicos e do perfil microbiológico dos agentes patogênicos. Esta ação permite construir uma base de dados que ajudará no entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e nas tomadas de decisão para reduzir a CCS do leite.

Realizando-se todas essas medidas é esperado sucesso na redução da contagem de células somáticas do leite e, consequentemente, na redução dos prejuízos causados pela mastite.

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Bruno Guimarães

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O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e controle da operação.

Acompanhando a evolução da atividade, as metodologias e as ferramentas disponíveis para realização da gestão eficiente também evoluíram.

Entretanto, algumas ferramentas há muito tempo utilizadas ainda são indispensáveis para o sucesso de qualquer projeto pecuário: o plano de negócios e o fluxo de caixa, que veremos neste artigo.

O fluxo de caixa representa um importante ponto da gestão dentro de qualquer empresa, seja ela rural (como uma fazenda), ou urbana.

Por meio dele, são avaliadas todas as entradas e saídas, ou seja, todo o fluxo de dinheiro em um determinado período de tempo, daquela empresa. Portanto, toda quantia financeira, movimentações que entram ou saem das contas da empresa são registradas no fluxo de caixa.

 

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Como deve ser a rotina de lançamento das informações do fluxo de caixa?

O primeiro passo para a realização de um fluxo de caixa eficaz e com informações precisas que auxiliem as tomadas de decisão dentro da propriedade é a criação de uma rotina para os lançamentos. 

Nessa rotina, é preciso estabelecer com muito critério um profissional capacitado e treinado para realização dessa função. Ele terá acesso a todas as informações de pagamentos e recebimentos da propriedade. Sendo assim, deve ser um colaborador organizado, comprometido e, acima de tudo, de confiança dos gestores.

No momento de inserir os dados no sistema ou planilha de fluxo de caixa, já deverá ter em mãos todas as informações relevantes, por exemplo:

  • Quem são os fornecedores ou clientes;
  • Datas de emissão;
  • Vencimento;
  • Recebimento e pagamento de cada um dos documentos lançados, juntamente com o número do documento.

Uma parte importante desses lançamentos é o plano de contas utilizado. Grosseiramente falando, cada uma das saídas e entradas será lançada com uma classificação específica.

Assim sendo, fica fácil para, posteriormente, avaliar quanto a fazenda gastou com milho, por exemplo, pois todas as notas fiscais de milho estarão lançadas em uma mesma conta gerencial. Isso irá ocorrer com outros insumos, e também com todos os recebimentos.

Além dessas ferramentas, existem algumas outras que podem auxiliar no controle dos números da fazenda.  Aqui, vamos focar no fluxo de caixa.

fluxo de caixa

Exemplo de gráfico ilustrando o fluxo de caixa.

Outro critério importante para o lançamento das informações que abastecerão o fluxo de caixa está ligado à conciliação bancária.

Para garantir confiabilidade às informações, é indispensável que todas as informações do fluxo de caixa estejam conciliadas com a conta bancária, ou seja, tudo que está no fluxo como entrada ou saída, também deve constar na conta corrente da propriedade, e o contrário também se aplica, tudo que está na conta corrente deve constar no fluxo de caixa, isso permite ter certeza que ao analisarmos o fluxo de caixa estaremos, realmente, avaliando os números e as informações de forma confiável.

O que compõe o fluxo de caixa?

A estrutura do fluxo de caixa é composta basicamente por três itens principais: entradas, saídas e o saldo acumulado.

As entradas no caixa da propriedade, independente da sua origem, toda quantia positiva que é somada ao caixa é considerada uma entrada, ou recebimento. Comumente, são oriundas da venda dos produtos daquela propriedade. Uma fazenda de cria, por exemplo, tem em sua principal fonte de entradas os valores advindos das vendas de bezerros, mas também pode ter entradas com venda de matrizes de descarte, aluguel de maquinários, resgate de investimentos financeiros, recebimento de recursos de empréstimos, etc.

Outro componente do fluxo de caixa são as saídas, ou todo e qualquer valor financeiro que gere desembolso ao caixa da propriedade, pagamento de insumos nutricionais, funcionários, energia dentre outros, são valores lançados como saídas.

Ao final de cada período avaliado, um mês por exemplo, a diferença entre as entradas e as saídas resulta no saldo de caixa daquele período.

O somatório dos saldos em dois ou mais desses períodos, representa o saldo acumulado. Exemplificando, em um determinado mês uma propriedade apresentou R$100.000,00 em entradas e R$80.000,00 em saídas, obtendo um saldo de R$20.000,00. No mês seguinte, os valores obtidos geraram um saldo positivo de R$25.000,00 e, por consequência, um saldo acumulado de R$45.000,00.

Representação de um fluxo de caixa com entradas, saídas e saldo acumulado

Representação de um fluxo de caixa.

Saldo Acumulado

O saldo acumulado é um importante ponto a ser avaliado em um fluxo de caixa, obtido através do somatório de cada fechamento, seja diário, semanal ou mensal. Quando estamos avaliando um fluxo de caixa projetando o futuro, ele nos aponta alguns pontos de extrema importância, como por exemplo a necessidade de capital de giro, também conhecida como “fundo de piscina”.

O “fundo de piscina”, como observado no gráfico abaixo, mostra qual a maior necessidade de caixa em um determinado período avaliado.

Representação gráfica do saldo acumulado em um fluxo de caixa

Gráfico representando o saldo acumulado de um fluxo de caixa. 

Observe assinalado em vermelho, na simulação acima, o momento do ano em que teremos a maior necessidade de caixa, de capital de giro, para poder suprir esses meses que por algum motivo o saldo acumulado está no negativo.

Importante nesse momento, é avaliar justamente os porquês desse saldo acumulado negativo e, principalmente, se existem alternativas para suprir esse “buraco”, por exemplo, com antecipações de receitas, adiamento de gastos, obtenção de empréstimos ou aporte pelo proprietário.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Prevendo o futuro via fluxo de caixa

Uma importante alternativa, fornecida pelo fluxo de caixa e que pode ser de grande valia para as propriedades é a possibilidade de visão de futuro. De fato, prever o futuro não é uma tarefa fácil, entretanto, com os lançamentos em dia, há uma real possibilidade da propriedade se programar quanto a suas demandas financeiras.

Para isso, dois pontos são extremamente importantes de serem administrados com atenção no fluxo de caixa: as contas a pagar e as contas a receber. Com o correto lançamento de todos os compromissos e contas que devemos pagar e receber, é possível que a propriedade se organize e preveja o futuro.

Essa avaliação pode ser realizada a curto e médio prazo. A curto prazo, sabemos por exemplo quanto a fazenda tem para receber e pagar na próxima semana e se o saldo da conta bancária é suficiente para quitar todas as obrigações daquele período.

Podemos citar como médio prazo a mesma situação para o próximo mês ou meses.

Mas afinal, qual a importância do fluxo de caixa?

O correto lançamento dos dados no fluxo de caixa é indispensável para a confiabilidade da ferramenta, entretanto, ele não deve ser utilizado apenas para o armazenamento desses dados, pelo contrário, a utilização dessa ferramenta é fundamental para que informações sejam levantadas e, a partir delas, seja possível a tomada de decisões em busca da maximização da eficiência em uma propriedade.

  • O fluxo de caixa permite que avaliemos de maneira simples, qual a condição do caixa. Ou seja: se o caixa está negativo ou positivo e em quanto está esse saldo.
  • Possibilita avaliar a situação financeira futura do negócio.
  • Permite avaliar quanto e quando será a maior necessidade de capital.
  • O fluxo de caixa, na implantação de um projeto, permite que avaliemos qual o período de payback dos valores investidos, ou seja, quando haverá o retorno de determinada quantia investida.
  • Demonstra se é necessário e quanto será necessário de capital externo para gerenciar o negócio.
  • As análises e o acompanhamento do fluxo de caixa permitem que evitemos o pagamento de juros e multas.

Conclusão

Em resumo, o fluxo de caixa é uma ferramenta relativamente simples, mas essencial para toda empresa. Ele nos permite a avaliação e a realização de importantes tomadas de decisões relativas ao sistema de produção.

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Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Cerca elétrica em sistemas de pastejo: saiba como é a utilização https://blog.rehagro.com.br/a-utilizacao-da-cerca-eletrica-em-sistemas-de-pastejo/ https://blog.rehagro.com.br/a-utilizacao-da-cerca-eletrica-em-sistemas-de-pastejo/#respond Wed, 15 Jul 2020 18:00:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7947 A forragem representa a principal fonte de alimento para a produção de bovinos de corte no Brasil. Um consenso entre técnicos e pecuaristas é que a criação dos animais a pasto permite ganhos produtivos e econômicos, isso porque o custo da arroba produzida em pastagens é significativamente menor do que o custo dessa mesma arroba, […]

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A forragem representa a principal fonte de alimento para a produção de bovinos de corte no Brasil. Um consenso entre técnicos e pecuaristas é que a criação dos animais a pasto permite ganhos produtivos e econômicos, isso porque o custo da arroba produzida em pastagens é significativamente menor do que o custo dessa mesma arroba, produzida no confinamento, por exemplo.

Entretanto, há um fator importante a se destacar, para que alcancemos bons resultados, tanto em desempenho zootécnico e principalmente em desempenho econômico financeiro. É indispensável que a utilização dessas pastagens seja realizada de maneira adequada e eficaz.

O manejo bem feito do pastejo e das pastagens é determinante para o sucesso na atividade, bem como para a obtenção dos resultados positivos, produzir a supracitada, arroba com menores custos, e isso só se faz possível com uma condução bem ajustada dos recursos forrageiros disponíveis.

Além de proporcionar boas possibilidades referentes ao ganho de peso, bem como a bons resultados econômicos, o manejo correto das pastagens e do pastejo, está diretamente relacionado à manutenção das condições dessa pastagem.

Estima-se que 80% das pastagens do Brasil, encontram-se em algum grau de degradação, esse fato se dá, entre outros motivos, principalmente pela falha no processo de condução de manejo dessas pastagens.

 

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De maneira resumida e direta, o manejo correto das pastagens se torna possível, basicamente, quando respeitamos as alturas daquela forrageira quando os animais entram e saem de uma determinada área empastada.

Outros fatores, como adubação, correção de solo, controle de invasora, localização de cochos e bebedouros e outros, compõem esse processo, mas o princípio básico de respeitar as alturas de entrada e saída é fundamental.

Esse princípio só se faz possível, quando conduzimos os animais às pastagens nesse momento ideal, para isso existem algumas ferramentas e métodos de pastejo. Basicamente, podemos citar alguns desses métodos:

  • Pastejo alternado, quando um mesmo lote alterna momentos de pastejo entre dois piquetes; 
  • Pastejo rotacionado quando um lote utiliza 3 ou mais piquetes para pastejar. 

Esses são exemplos de métodos de manejo que permitem essa condução de maneira eficiente.

Cada um desses métodos e suas variáveis, apresentam suas características, benefícios e pontos de ajuste, entretanto, um fator é indispensável nesse processo, independente de qual manejo se escolha, e principalmente no manejo rotacionado, a cerca, sendo um componente de extrema importância nesse contexto.

Somente com uma boa estrutura de cerca, é possível a condução desses animais, da maneira que nós desejamos. Existem algumas estruturas de cerca possíveis de serem utilizadas, e uma delas vem ganhando destaque: a cerca elétrica.

A cerca elétrica é uma alternativa importante que, diferente das cercas convencionais de arame liso, a “cerca paraguaia”, podem ser móveis e de grande praticidade. Permitindo a condução do pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.

A mobilidade e a praticidade da cerca elétrica ganham um destaque ainda maior, quando adotamos o pastejo rotacionado. A frequência da movimentação dos animais, e a necessidade de uma grande rede estrutural de cerca, são pontos que favorecem a utilização dessa tecnologia.

A cerca elétrica também tem encontrado muita resistência por parte dos produtores e funcionários devido à eficiência em segurar os animais na área delimitada, mas, quando se utiliza materiais de boa qualidade e a construção é criteriosa, a sua eficácia é muito alta.

Critérios como qualidade do aterramento, dimensionamento do aparelho eletrificador, vida útil do material, utilização de fio negativo, proteção contra descargas elétricas (raios) e uso de linha-mestra são muito importantes para o bom resultado deste tipo de cerca.

Como vantagens da cerca elétrica podemos citar, além do melhor aproveitamento das pastagens:

  • Fácil e rápida construção;
  • Facilita o manejo;
  • Amansa os animais;
  • Versátil;
  • Viável economicamente;
  • Ideal para sistemas de integração.

Dicas práticas para um bom funcionamento e vida útil da cerca é o grande “tripé” que garante a eficiência e a perfeita utilização de sistemas de cerca elétrica. Esse tripé é composto pela associação de potência adequada, isolamento eficiente e um aterramento bem feito.

Webinar Cercas Elétricas

Aterramento

Este é um dos pontos-chave para o sucesso da cerca elétrica, principalmente quando o solo não tem boa condutividade, em específico em estações secas.

Quando o animal toca ao mesmo tempo nos dois fios, tanto no fio positivo quanto fio terra (fase neutra), ele fecha o circuito via fio aterrado.

O número de hastes deve variar de acordo com o tamanho do aparelho, mas deve ter no mínimo 3 hastes. Existe um teste que indica a quantidade necessária para aterrar cada aparelho em cada tipo de solo. Esse teste consiste em medir a voltagem no aterramento após colocar 3 hastes em contato com a cerca e o solo (a uma distância de 100 metros do aterramento).

É muito importante que as hastes sejam aterradas em local que fique úmido mesmo na época da seca. Caso isto não seja possível, o aterramento deverá ser molhado com fartura e semanalmente na época de seca.

Lembrar que se a haste for de cobre, o fio de ligação deve ser de cobre e se for zinco, fio de ligação deve ser de zinco. A distância entre as hastes é de 3 metros. Quando o raio de distância do aparelho ultrapassar 1 Km, devem ser construídos aterramentos secundários no fio negativo usando uma ou duas hastes em cada aterramento.

Aterramento de cerca elétricaDiagrama de aterramento da cerca elétrica. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite.

Proteção contra raios

É outro fator muito importante. Deve ficar a uma distância de 20 metros do aterramento do aparelho. É feito no fio eletrificado, sendo que ele é interrompido com um isolador tipo castanha e interligado com uma mola própria (resistência).

Próximo à mola deve ser colocado o centelhador e este ligado ao fio eletrificado e ao aterramento contra raios. Este aterramento deve ter sempre uma haste a mais que o aterramento do seu respectivo aparelho. Em projetos muito longos, podem ser feitas outras proteções secundárias.

Esquema de ligação da proteção contra raios. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite.

Número e altura de fios

As cercas devem, no mínimo, ter dois fios (dois fios positivos ou um positivo e outro negativo), sendo que o fio de cima a uma altura 100-110 cm (positivo) e o fio de baixo (negativo) com 50-60 cm do solo.

Nas áreas de sequeiro onde há má distribuição de chuvas, também em projetos mais distantes (acima de 5 km de raio) e solos mais arenosos há a necessidade de que o fio de baixo seja sem choque (negativo).

Nas áreas irrigadas, como o uso será intensivo, a cerca pode ser com os dois fios positivos (devido ao solo úmido), o que torna esta cerca mais segura. O fio negativo deve acompanhar toda a cerca e em todas as passagens subterrâneas até que chegue ao aterramento principal do aparelho.

No aterramento, este fio deve ser ligado à haste mais distante do aparelho. O arame deve ser próprio para cerca elétrica (tripla camada de galvanização), mas o arame ovalado pode ser usado (é mais caro e tem vida útil menor).

Altura de fios da cerca elétricaEsquema de isolamento. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite. 

Dimensionamento do Aparelho

A recomendação do aparelho é que este tenha a potência de 1 Joule para 5 km de fio eletrificado (metade da distância recomendada pelos fabricantes), visando suprir possíveis perdas.

Importante ressaltar que, quanto mais intensificado for o sistema, maior será a demanda por potência, devido a pressão dos animais ser maior e mais frequente em sistemas com alta densidade demográfica.

Uso de Fio Subterrâneo

Nas passagens de porteiras e estradas é mais indicado o uso de fio subterrâneo com dupla camada de revestimento, ao contrário do fio aéreo ou de arames revestidos por mangueiras. Nestas passagens deve passar também o fio negativo (arame sem capa).

Uso de Catracas Isoladas

Nos casos de linhas de cercas mais longas (acima de 100 m) é indicado o uso de catracas isoladas para manter a boa tensão dos fios positivos (fácil manutenção). No caso das cercas de pivô onde os lances são curtos (50 metros) não há esta necessidade.

Madeira

Nas linhas longas há a necessidade do uso de esticadores nos cantos, com diâmetro acima de 10 cm. Nos lances curtos de pivô e nas estacas de meio pode ser usada madeira com diâmetro de 6-8 cm.

A distância entre estacas pode ser até de trinta metros (média de 20 m) No caso dos lances do pivô serão usadas 3 estacas por lance.

Isoladores

Os isoladores devem ser de bom isolamento e com proteção para raios UV. Os melhores são do tipo W ou anel, mas a mangueira própria também pode ser usada. Nos isoladores de canto é usado o tipo castanha.

Porteiras

É sugerido o uso de porteiras com molas de maior elasticidade (igual à do para-raios), com manopla isolante própria e o mesmo número e altura de fios existentes na cerca. Nestas porteiras elétricas, a largura deve ser de 6-8 metros. Também nos corredores, quando houver, a largura deve ser de 8 metros.

Porteira com cerca elétricaEsquema de isolamento das porteiras. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite. 

Área de Lazer

O mínimo de área por animal deve ser de 10 m2, onde houver mais espaço a área poderá ser de 20 m2 por animal. A sombra é muito importante e a sua projeção deve ter, no mínimo, 4 m2 por animal.

Aceiros

Com relação aos aceiros, os aparelhos quando bem dimensionados, suportam algumas perdas com o encosto do capim. Isto deve ser monitorado com o voltímetro e quando estiver sendo limitante, deve ser feito o aceiro químico (dessecante). Normalmente é feito no início do verão nas áreas de sequeiro e outra segunda vez (se necessário) nas áreas irrigadas.

Ligações

As ligações feitas nas passagens subterrâneas, nos cantos de cercas e nas emendas devem ser de boa qualidade e com grampo conector próprio.

No caso de desligar as cercas que não estão sendo usadas, ela deve ser feita com chave própria (chave faca). Para que não se gaste muitas chaves e para diminuir a administração, esta chave pode ser usada de maneira setorizada.

Linha-Mestra

Em projetos com raio muito grande (acima de 5 km), é necessário o uso de uma linha-mestra que leve energia para a cerca nas áreas mais distantes. Esta linha deve conter mais fios eletrificados (3 ou 4) e interligados entre si.

Painel Solar

Um grande avanço para utilização da cerca elétrica, é a disponibilidade da utilização de fontes de energia elétrica, fotovoltaicas, essa ferramenta permite que cercas elétricas sejam instaladas distantes da rede elétrica convencional, sem que haja perda da eficiência da utilização.

Considerações sobre a cerca elétrica

O uso de cerca elétrica é uma tecnologia bastante eficiente que permite ganhos imensuráveis, com a adoção de pastagens rotacionadas, seja em pivôs ou não.

Utilizar e demandar da estrutura correta para a implantação do processo é essencial para o perfeito funcionamento e garantia de sucesso dessa tecnologia. Um bom projeto garante o sucesso de seu uso, com baixos custos de manutenção.

Mãos à obra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

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Cristiano Rossoni

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Bebedouro para gado: saiba a importância da qualidade da água https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/#respond Wed, 17 Jun 2020 19:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7764 A busca pelo aumento da produtividade e da lucratividade na pecuária de corte passa por uma série de fatores, pesquisas e experimentos que são constantemente divulgados mostrando o impacto da genética, dos manejos sanitários, da eficiência no pastoreio e, principalmente, dentre outros fatores, da nutrição, no aumento da produtividade. Todavia, as ações e melhorias buscadas […]

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A busca pelo aumento da produtividade e da lucratividade na pecuária de corte passa por uma série de fatores, pesquisas e experimentos que são constantemente divulgados mostrando o impacto da genética, dos manejos sanitários, da eficiência no pastoreio e, principalmente, dentre outros fatores, da nutrição, no aumento da produtividade.

Todavia, as ações e melhorias buscadas nas dietas são quase sempre voltadas a fontes de volumosos e concentrados, porém, um fator determinante para o bom desempenho dos animais é a água. Entender o efeito e a importância de oferecer água em abundância e qualidade aos animais é fundamental.

 

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Apesar de parecer simples e básico, cenas como a mostrada na Figura 1, são ainda muito comuns e corriqueiras no Brasil. Não apenas em criações extensivas de gado a pasto, mas também em confinamentos. Encontramos com frequência fontes de água totalmente inadequadas ao consumo.

Água em más condições de usoFoto ilustrando as más condições de água em propriedade de bovinos de corte a pasto. (Fonte: Vinicius Costa, trainee da Equipe Corte do Rehagro).

Bebedouro com água em má qualidadeFoto de bebedouro em confinamento com má qualidade de água devido a falta de limpeza.  (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).

A variedade das fontes de água encontradas nas fazendas de gado de corte é muito alta, desde açudes e cacimbas, rios e lagoas naturais a estruturas de bebedouro bem dimensionadas com a manutenção em dia. Podendo ainda ser observadas em diversas fontes dentro da mesma propriedade.

Água e a sanidade do rebanho

O primeiro ponto que devemos chamar a atenção, está relacionado aos impactos diretos da qualidade da água na saúde dos animais.

Fontes de água contaminadas, principalmente em açudes, cacimbas ou mesmo em bebedores sem manutenção e que contém água provinda de fontes não adequadas, representam sérios riscos à saúde dos animais, e consequentemente impacto negativo na produção.

Diarreia, eimeriose, leptospirose, botulismo, verminoses são algumas das doenças que podem afetar diretamente a saúde do animal.

Doenças como o botulismo podem causar grandes prejuízos, levando ao um surto e morte de muitos animais de maneira instantânea em uma propriedade. Já a leptospirose pode causar prejuízos incalculáveis durante uma estação de monta, aumentando abortos e reduzindo a taxa de prenhez.

E-book Manual Sanitário da estação de monta

Pensando ainda em prejuízos diretos à saúde dos animais, os bezerros também são diretamente impactados. No início de suas vidas, ao contrário do que muitos pensam, a disponibilidade de uma fonte de água de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos bezerros.

Casos de diarreia não são incomuns em fazendas em que o acesso dos bezerros à água está muito aquém do desejável, aumentando a mortalidade dessa categoria.

Dependendo da temperatura e da dieta utilizada, um bovino consome em média 5 litros de água, por quilo de matéria seca (MS) ingerida, frequentando em média a fonte de água quatro vezes ao dia em sistema de pastejo.

Água e o impacto no desempenho

Além dos impactos já supracitados, que influenciam direta e imediatamente a saúde dos animais, um ponto se destaca e requer bastante atenção é o desempenho dos animais.

Citamos que o consumo de matéria seca é diretamente proporcional ao consumo de água pelos animais. 

Limitações ao acesso da água, como barreiras físicas, estreitamento dos trilheiros na chegada às fontes de água, baixa disponibilidade de água e principalmente, água de má qualidade, irão impactar diretamente no consumo de MS pelos animais.

Bovinos em bebedouro mal planejadoFoto de confinamento ilustrando a dificuldade de acesso dos animais no bebedouro devido abertura de buracos no solo ocasionados pela falta de planejamento para a limpeza de bebedouro, onde a água escorria dentro da baia. (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).

Um estudo realizado por Willms et al. (2002) mostrou que houve redução do consumo de MS e ingestão de água à medida que a água era “propositadamente” contaminada com fezes. Um cenário não incomum em fazenda, o que neste estudo resultou em resolução de aproximadamente 12,5% no consumo MS, como ilustrado no Gráfico 1.

 

Qualidade da água x consumo dos bovinosIngestão de água e matéria seca de bovinos a medida que a fonte de água era contaminada com fezes. (Fonte: Adaptado de Willms et al., 2002).

Diminuir consumo de matéria seca, por esse motivo, é sinônimo de menores desempenhos, BICA et al., 2006, mostraram em seus estudos que bovinos de corte com acesso a água de fonte artificial, bebedouro, apresentaram desempenhos de 0,105Kg ou 29% superiores aos animais que consumiam água de açudes.

Portanto, a água é o primeiro e o mais barato ingrediente da dieta de um ruminante, o cuidado e a preservação desse recurso, a disponibilidade de águas de boa qualidade podem determinar o sucesso da atividade.

Capacidade dos bebedouros

Em confinamento, a métrica se mantém, ou até mesmo se acentua. Confinamentos, são na prática locais com maiores densidades de animais por m², o consumo de água é maior devido às características das dietas e o acesso ao bebedouro é observado constantemente por vários animais ao mesmo tempo, implicando em uma característica muito importante das recomendações do bebedouro.

É importante que esses sejam de alta vazão, ou seja, que tenham grande capacidade e velocidade de enchimento.

Bebedouro de alta vazãoProjeto de bebedouro pequeno mas de alta vazão. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro). 

A utilização de bebedouros artificiais, foi um grande avanço e é uma grande necessidade ainda em muitas propriedades, em grandes piquetes, ou mesmo em confinamentos.

Grandes estruturas de bebedouros foram instalados com intuito de armazenar muita água, que fosse capaz de suprir as necessidades de todos os animais de um lote, porém essas estruturas com grandes capacidades de armazenamento, apresentam uma maior dificuldade de manutenção, é em tese mais difícil se limpar um bebedouro ou uma caixa d’água com grandes volumes do que um bebedouro pequeno.

Bebedouro com enchimento lentoBebedouro com vazão insuficiente, enchimento lento. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).

Se podemos observar vantagens em grandes estruturas para armazenar água para os bovinos, está justamente relacionado à diminuição de riscos de falta desse insumo tão importante.

Uma grande estrutura tem capacidade para garantir água aos animais por 2, 3 ou mais dias, mesmo se algum problema ocorrer com a distribuição da água.

Um ponto de atenção importante, quando pensamos em bebedouros menores, é a capacidade dessa estrutura em atender uma grande demanda por parte dos animais em um curto espaço de tempo.

A partir de então, passou-se a dar mais atenção à vazão dos bebedouros, estrutura menores, com grande capacidade de enchimento. São mais práticos, fáceis de limpar e podem atender, perfeitamente, a todos os animais.

Ainda em relação ao dimensionamento, quando falamos em tamanho de bebedouro, uma métrica utilizada são 2 cm lineares por cabeça, mas insistimos que mais importante do que o tamanho do bebedouro, e sempre relacionado ao sistema de produção, é importante avaliar a vazão do mesmo.

Manutenção e Limpeza

Independente da capacidade e da vazão do bebedouro, um ponto é indispensável em qualquer sistema de produção, a manutenção e limpeza dos bebedouros.

Principalmente quando pensamos em sistemas mais intensivos, como confinamentos, a frequência de manutenção e limpeza dos bebedouros requer atenção, e deve ser realizada no mínimo duas vezes por semana.

Dicas para limpeza:

  • Retire a água do bebedouro, deixando apenas um fundo;
  • Esfregue toda a superfície do bebedouro, incluindo paredes e fundo, com uma escova ou vassoura rígida. Caso necessário, utilize auxílio de produtos químicos para a limpeza, lembre caprichar no enxágue.);
  • Acabe de retirar a água e esfregar o fundo removendo toda sujeira, lodo e matéria orgânica;
  • Enxágue o bebedouro;
  • Deixe encher novamente.

Algumas plantas e estruturas de confinamento fazem avaliação e limpeza das fontes de água diariamente.

Alternativas podem ser utilizadas como auxílio à limpeza, no intuito de manter a água sempre em bom estado. A utilização de cloro e plantas aquáticas, por exemplo, também podem ser utilizadas e irão retardar o processo de sujeira da água, entretanto a limpeza, a lavagem do bebedouro é indispensável.

Cuidado com fontes alternativas, como criar peixes, essas culturas eliminam resíduos na água que afetam o desempenho de bovinos. Portanto, a maneira mais adequada e barata é manter uma rotina de limpeza na fazenda.

Custo de instalação

Um ponto de bastante indagação, principalmente por parte dos produtores, está relacionado ao custo de instalação dos bebedouros. Esse custo está associado a algumas particularidades, como distância do bebedouro à fonte de água e da quantidade de piquetes na fazenda, por exemplo. A quantidade de tubulação e mão de obra impactam nesse custo, além da própria estrutura.

Independente de maiores ou menores custos, a qualidade da água obtida em bebedouros artificiais, representa benefícios suficientes que justificam o investimento na infraestrutura.

Manejo das Pastagens

A instalação de bebedouros para gado, representa um benefício pouco comentado. Bovinos em pastejo preferem andar não mais de 200 metros de distância da água para pastejarem. Só o fazem quando consomem 50% da forragem disponível naquele raio e relutam a andar mais do que 600m de distância da água. Apenas andarão distâncias superiores a essa, quando consumirem mais do que 40 a 50% da forragem disponível.

Esse comportamento dos animais, quando a distância não está adequada, resulta em superpastejo em algumas áreas do piquete e subpastejo em outras, o que impacta diretamente no desempenho do animal. Além disso, ainda abre oportunidade de plantas invasoras em áreas mais prejudicadas pelo mau manejo do pastejo.

A localização adequada do bebedouro, tem potencial para maximizar a utilização dos piquetes, ressalvadas devidas proporções de possibilidades, pode ser uma grande opção.

Análise da água

Tomadas todas as providências de limpeza, manutenção e avaliação da capacidade de fornecimento, um passo importante é a realização periódica de análises da água fornecida aos animais.

Avaliação de fatores como acidez, alcalinidade, presença de sulfetos de hidrogênio, sulfatos de ferro e manganês, conteúdos sólidos totais dissolvidos, bactérias (coliformes fecais por exemplo) e população de algas devem ser realizadas, permitindo assim, controle e ações de melhoria na qualidade da água ofertada, respeitando as normativas e portarias do RIISPOA.

Relatório de análise da água

Relatório de análise da água. 

Conclusão

A qualidade da água na produção de bovinos é um ponto que merece grande atenção. Bovinos de corte podem beber mais de 50 litros de água por dia!

Fornecer água de qualidade e em abundância, não somente mitiga problemas sanitários dentro da propriedade, mas principalmente potencializa desempenho e maximiza resultados.

Vamos em frente?

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

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Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.

O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de volumosos, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.

 

 

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Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal. Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.

FDN e FDNfe

A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:

  • Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;
  • Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;
  • Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.

É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.

Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação. Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.

FDN e FDNfeA figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo. 

O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal. O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS). As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.

Requerimento mínimo de fibra efetiva

Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da Penn State (The Penn State Particle Separator). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo).

Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade. Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério. 

O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.

Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.

Requerimento de FDNfeRequerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.

Níveis de FDNfe dos alimentos

No gráfico a seguir, é visto que a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida. Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.

Fibra efetiva na dietaA influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. 

Nas dietas formuladas, principalmente em confinamentos, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.

Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.

Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração.

O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.

Insumos para bovinos

Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, como por exemplo a casquinha de soja e o caroço de algodão, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem.

A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.

Webinar Utilização de coprodutos

Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a dieta, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos como por exemplo, sobras no cocho e desempenho aquém do esperado para a dieta.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
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As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

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Qual a cerca ideal para produção de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/#comments Wed, 11 Mar 2020 17:00:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7065 O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano. De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a […]

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O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano.

De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a pasto.

As características descritas acima, representam um potencial em se produzir pastos de qualidade. Por consequência, permitem que se produza arrobas a baixo custo. Contudo, somente o potencial produtivo não se faz suficiente para que a produção atinja níveis satisfatórios. Também é necessário que transformemos esse potencial em real produção de carne.

 

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Manejo da pastagem e o manejo do pastejo

É importante que otimizemos todas essas “vantagens naturais” com objetivo de melhorar e maximizar a produção animal.

Existem várias estratégias e ferramentas que nos permitem aumentar a produção de arrobas em dado hectare. Seguem alguns exemplos de poderosas ferramentas que auxiliam na busca por melhores desempenhos dos animais e áreas:

  • Melhoramento genético do rebanho;
  • Suplementação mineral, proteica e/ou energética.

Entretanto, há dois fatores, de certa forma abrangentes, que são indispensáveis na busca pelo aumento da eficiência produtiva de animais criados a pasto: manejo da pastagem e o manejo do pastejo.

Exatamente o conjunto de ações que realizamos envolvendo os componentes solo-planta-animal serão denominados manejo da pastagem. Já a condução que proporcionamos aos animais para colheita da forragem produzida é o manejo do pastejo.

Somente adequando e aumentando ao máximo a eficiência no manejo da pastagem e do pastejo vamos conseguir, de fato, transformar todo nosso potencial produtivo em maiores produções de arrobas.

Dentre essas ações e ferramentas que utilizamos no manejo da pastagem, uma estrutura chama muita atenção por sua importância e também por ser, em muitos casos, negligenciada, a cerca. Isso mesmo, para se ter um pastejo adequado, é fundamental que tenhamos em nossa propriedade uma boa e eficiente estrutura de cerca.

A cerca na pecuária vem sendo utilizada e evoluindo ao longo dos últimos anos. Desde a época onde as cercas eram confeccionadas de pedra e valas até os dias de hoje, onde encontramos modernos sistemas automatizados de cerca e até mesmo cercas de campo magnético.

Além de proteger contra a fuga dos animais de uma propriedade, existe uma série de vantagens em se ter uma boa cerca. Veja algumas delas:

Separar os animais de diferentes categorias

Alguns exemplos são:

  • Em períodos ou estados reprodutivos diferentes;
  • Com peso, escore ou frame diferenciados;
  • Apresentando status sanitário especial, em quarentena por exemplo;
  • Grupos genéticos distintos;
  • Com exigências nutricionais diferenciadas.

Direcionar os animais pela propriedade

  • Corredores de acesso à currais, retiros ou outros pastos.

Limitar acesso dos animais em determinada localidade

  • Não permitir que os animais tenham acesso a uma nascente dentro do pasto;
  • Evitar o acesso de determinada categoria ao cocho, creep feeding.

Proporcionar o manejo adequado dos animais

  • É sabido que grandes extensões de pastagem é desfavorável para o pastejo uniforme dos animais. Sendo assim, a principal função de uma cerca dentro da propriedade é delimitar os piquetes e, por consequência, permitir a padronização e melhor utilização daquela forrageira por parte dos animais.

Mas afinal, qual a melhor opção de cerca para o meu negócio?

Existem, como citado acima, alguns tipos de cerca que podem auxiliar o produtor em diferentes finalidades. Cerca de arame farpado, cerca com arame liso “paraguaia”, cerca elétrica são os principais tipo de cercas encontrados em sistemas de pecuária de corte no Brasil.

Cada uma delas tem sua particularidade, seus benefícios e suas deficiências. Para conseguirmos alcançar o objetivo tratado nesse texto como principal, da cerca, devemos conhecer as características de cada um desses tipos e estabelecer qual será a melhor opção para nosso sistema.

Cerca de arame farpado

A cerca de arame farpado, talvez seja ainda a cerca mais utilizada por pecuaristas no Brasil e no mundo. Sua utilização se destaca em terrenos onde a topografia é mais acentuada, por exemplo:

  • Regiões de amplitude no relevo;
  • Regiões acidentadas;
  • Cercas que contém diversas mudanças de direção a cerca de arame farpada é preterida.

Pela menor elasticidade do arame farpado, esse tipo de cerca necessita de um menor espaçamento entre os postes de madeira.

No geral, o espaçamento não deve ser muito maior do que 3 a 5 metros entre os postes, exigindo ainda maior número de fios na cerca. As duas últimas características citadas, imprime na cerca de arame farpado, um maior custo de instalação quando comparamos com os outros dois tipos de cerca citados anteriormente.

Entretanto, pela menor necessidade de esticadores e pela praticidade na instalação, a mão de obra para se utilizar na instalação e manutenção desse tipo de cerca é fácil de se encontrar.

Cerca de arame liso

A cerca de arame liso, ao contrário da cerca de arame farpado tem maior elasticidade. Isso permite que o espaçamento entre os postes de suporte seja maior, mesmo necessitando de esticadores com menor intervalo.

No geral, cercas de arame liso permitem distância, não maiores do que 8m entre os postes. Justamente pela necessidade dos esticadores, a mão de obra para instalação e manutenção desse tipo de cerca requer um pouco mais de experiência.

A cerca de arame liso é recomendada, normalmente, para regiões mais planas e sem muita mudança de direção. Assim como na cerca de arame farpado o número de fios recomendado para uma boa cerca de arame liso são 5 fios.

Uma grande problemática, quando pensamos em cercas de arame farpado ou arame liso, principalmente em se tratando de divisões internas das propriedades, é o fato desses modelos de cercas serem fixas, ou seja, não há a possibilidade de movimentação ou mudança do local da cerca, sem que haja um grande desprendimento de tempo e recursos financeiros.

Cerca elétrica

A cerca elétrica é uma alternativa que se opõe as cercas convencionais de arame farpado ou liso, por poderem ser móveis e de grande praticidade, podendo ser utilizada para conduzir o pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.

Ao contrário do que se parece, a técnica não necessariamente precisa estar próximo a fontes de energia tradicionais, existem modernos eletrificadores que são alimentados por painéis solares.

Esta pode ser até 4 vezes mais barata do que as cercas convencionais, entretanto, exige uma mão de obra qualificada e um projeto bem elaborado. Os aparelhos utilizados na cerca elétrica devem, necessariamente, serem de boa qualidade, para garantir o choque no fio. Esse fio não é muito esticado para melhor eficiência.

Webinar Cercas Elétricas

Considerações finais

Avaliando essas características, percebemos que não existe um modelo de cerca ideal, e que cada sistema deve entender suas peculiaridades e alternativas, para então escolher o melhor tipo a ser utilizado.

Existe ainda a possibilidade de se utilizar outros tipos de maneira consorciada, por exemplo o entorno de um módulo de pastejo feito com um modelo de arame liso e suas divisórias realizada de maneira móvel com a elétrica. Conte para nós, qual melhor se adéqua ao seu sistema?

Sucesso na sua produção!

Dica extra!

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Tripanossomose bovina: principais sintomas, tratamento e como evitar https://blog.rehagro.com.br/tripanossomose/ https://blog.rehagro.com.br/tripanossomose/#respond Wed, 03 Oct 2018 14:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5202 A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado Trypanosoma vivax, que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos. A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas –  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) –  quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais […]

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A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado Trypanosoma vivax, que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos.

A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas –  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) –  quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais durante a aplicação de medicamentos e vacinas.

 

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A primeira ocorrência do T.vivax nas Américas foi na Guiana Francesa e, mais tarde, em outros países da América do Sul, Central e em algumas ilhas do Caribe. O primeiro relato na Venezuela foi em 1920 e em 1931 na Colômbia. Na época, importavam-se muitos animais da Venezuela para a Colômbia, então, acredita-se que essa doença tenha sido disseminada por meio da importação de gado.

No Brasil a T. vivax é considerada nova, mas não é tão recente assim, e já existe há muitos anos no norte do país. Lá, o estágio é de endemia e os transmissores são as moscas tabanídeos, que se adaptam a períodos chuvosos e são de difícil controle.

Tripanossomose bovina na América do Sul

Tripanossomose bovina no Brasil

Tripanossomose bovina no sudeste do Brasil

No sudeste o problema é a Stomoxys calcitrans, que se prolifera em ambientes úmidos e que tenham matéria orgânica. Na região norte, o parasita se instalou e os animais já adquiriram resistência à doença – é uma situação crônica.

Agora, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a tripanossomose chegou de surpresa por algum motivo, como pelo transporte de animais, e causou um estrago. Não existe programa de vacinação, mas é como se o gado do norte/nordeste fosse imunizado e o do sudeste não.

Em 2007 tivemos o primeiro caso de Trypanosoma vivax em Minas Gerais e o contágio na região nada tem a ver com as moscas hematófagas. O que mais temos visto é a doença ocorrer em animais na ordenha, principalmente devido ao uso da ocitocina.

Ao aplicar o hormônio na veia mamária da vaca, suga-se o sangue contaminado e transfere-se o parasita aos outros animais devido ao uso repetido da agulha infectada.

Em todas as fazendas que chegamos, que apresentam mortes e baixa produtividade por causa da doença, o problema está na ordenha. Geralmente, no estado, a T.vivax acomete animais livres da parasitose e que ainda não têm defesas para combatê-la.

Já em São Paulo, existe outra situação: os animais são atacados pelas moscas; então vemos bezerros, garrotes, vacas e bois reprodutores, todos infectados.

As usinas de cana de açúcar dão origem ao vinhoto, que é utilizado nas lavouras no processo de fertirrigação. Essa matéria orgânica é rica em nutrientes e favorece a reprodução das moscas. Por isso, como existem várias usinas no estado, a população de Stomoxys na região é altíssima.

Tripanossomose bovina em MG

Sinais clínicos da tripanossomose

Quando ocorre surto de Trypanosoma vivax numa fazenda, a produtividade é reduzida em torno de 50% a 60%. O parasita se instala no sangue, causando anemia e mucosas pálidas.

Em determinado momento do ciclo, ele se aloja nos linfonodos, provocando inchaço no local e hipertermia. Outros sintomas também são o emagrecimento e a cegueira, porque o parasita pode se hospedar na câmara anterior do olho.

Observamos o seguinte: após cerca de dois meses da entrada de um animal infectado na fazenda, o surto é iniciado. Neste momento, a produção de leite é reduzida em 40 – 60% e 5% dos que ficam doentes, morrem – o que representa cerca de 4 a 6 animais por fazenda; o tempo de vida após a infecção é de 15 a 21 dias.

Quando a parasitose é transmitida no momento da aplicação da ocitocina, a quantidade de sangue infectado que é repassado aos outros animais e a imunidade de cada um, impacta no desenvolvimento da doença. Se o animal é forte, bem alimentado, ele é mais resistente e demora a adoecer.

Vários trabalhos mostram que a tripanossomose quando ataca os machos causa uma inflamação nos testículos e epidídimos chamada orquite epididimite, ocasionando diminuição da fertilidade e deixando a qualidade do sêmen comprometida.

A T.vivax é uma doença muito inespecífica, não existe um sinal clínico que facilite a sua identificação. Um dos sintomas, como o aborto, por exemplo, é provocado por várias doenças como brucelose, leptospirose, neosporose, tristeza parasitária bovina, entre outras.

A tripanossomose é uma doença de rebanho aberto, de propriedades que compram e vendem gado. Em rebanhos fechados, geralmente, não há problema algum, porque não existe o risco de contágio por um animal externo infectado no momento da aplicação da ocitocina, por exemplo.

Animal com TripanossomoseAnimal com sinais clínicos de tripanossomose

A doença acomete humanos e outros animais?

Outros animais, como cães, cavalos e até mesmo nós, humanos, podemos contrair outros tipos de tripanossomose, que nada têm a ver com a que atinge os bovinos. Os equinos podem ser infectados pelo Trypanosoma evansi, já os cães e humanos, pelo Trypanosoma cruzi, a famosa doença de chagas.

Manual de controle da mastite

Tratamento da tripanossomose bovina

A doença tem tratamento, mas é preciso cuidado com o medicamento, dose e via a ser utilizada. Dependendo da forma como a parasitose é combatida, os animais podem adquirir resistência. Neste caso, após um ou dois meses da primeira infecção, o contágio volta a ocorrer, atingindo todo o rebanho.

Dessa forma, por erro de tratamento, a doença retorna e causa os mesmos transtornos, baixa de produtividade e mortes, como se nunca tivesse ocorrido na fazenda em questão.

O melhor tratamento é feito a base de “cloreto de isometamidium”. O medicamento deve ser aplicado na medida correta – 1mg/kg. Muitas pessoas, para fazer economia, utilizam meio miligrama por quilo, ou seja: a metade da dose.

Muitos dizem que o tratamento não funciona, mas não é bem assim. A eficácia perdura por um período aproximado de 3 meses – tempo necessário para o produtor controlar a infecção. Se o problema não é resolvido em sua essência, com a regulagem da ocitocina ou o controle das moscas, os surtos continuarão ocorrendo.

Quais erros podem ser evitados?

  • Compra de gado sem procedência.
  • Má aplicação de ocitocina.
  • Falta de controle de vetores.
  • Diagnóstico intuitivo. O diagnóstico do Trypanosoma vivax deve ser feito por um veterinário, pois a doença possui diversos sinais clínicos e é de difícil identificação.

O caminho para se prevenir tripanossomose nas fazendas é o cuidado com a compra de gado e esse é um desafio.

Mas, é possível driblar a doença e impedir que o rebanho seja contaminado no momento da ordenha, durante a aplicação da ocitocina. Utilizamos a estratégia de ter uma seringa para cada animal.

Dividimos as agulhas em dois potes – em um deles colocamos as agulhas limpas e no outro as que já foram utilizadas. Dessa forma, é impossível a contaminação. Logo depois de aplicar a ocitocina em todas as vacas, lavamos as seringas com água e sabão e pronto, podemos utilizá-las novamente.

Outra possível alternativa é a eliminação do uso de ocitocina. Vacas holandesas, Jersey, animais mais puros, produzem leite sem a necessidade de um bezerro ou da ocitocina como estímulo.

Já os animais mestiços, que precisam da estimulação externa, é possível treiná-los desde o nascimento. É um trabalho demorado, mas o melhor exemplo que podemos dar, é a Fazenda Santa Luzia, uma das maiores produtoras do país com animais Girolando, atendida pelo Rehagro Consultoria em Passos (MG). Hoje a propriedade não utiliza ocitocina.

Saiba mais!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Aditivos na dieta de bovinos leiteiros: como utilizar? https://blog.rehagro.com.br/aditivos-da-dieta-de-suas-vacas-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/aditivos-da-dieta-de-suas-vacas-de-leite/#respond Mon, 27 Aug 2018 18:59:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4993 A utilização de aditivos na dieta é uma ferramenta que pode auxiliar na melhoria da produtividade das vacas leiteiras. Após uma avaliação do rebanho e seu desempenho, eles podem ser indicados quando há a real necessidade de refinamento nutricional, lembrando que o manejo alimentar tem grande impacto sobre os resultados financeiros do produtor. Mas existem […]

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A utilização de aditivos na dieta é uma ferramenta que pode auxiliar na melhoria da produtividade das vacas leiteiras.

Após uma avaliação do rebanho e seu desempenho, eles podem ser indicados quando há a real necessidade de refinamento nutricional, lembrando que o manejo alimentar tem grande impacto sobre os resultados financeiros do produtor.

Mas existem alguns critérios que devem ser considerados na escolha do aditivo ideal para as suas vacas! Conheça alguns deles neste artigo!

 

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Avaliação do manejo nutricional

Uma das dificuldades no monitoramento do desempenho de bovinos de leite é justamente avaliar o manejo nutricional ou alguma intervenção nutricional na falta de um grupo controle.

Isso faz com que muitas das análises sejam feitas de maneira subjetiva e com fatores que possam confundir a resposta. O efeito do tempo ou da estação do ano é um exemplo disso.

Para que o monitoramento do manejo nutricional tenha algum valor do ponto de vista da tomada de decisão é necessário que:

  • Os dados coletados sejam representativos daquilo que realmente acontece no rebanho;
  • Tenham importância no desempenho animal e estejam relacionados à alimentação;
  • Sejam de fácil obtenção, passíveis de serem manipulados e de sofrerem intervenções através do manejo nutricional.

O uso de médias para a avaliação do desempenho animal, apesar de importante, é muitas vezes de pouco valor para a tomada de decisão. Já a visualização da distribuição dos dados de produção é muito importante para pesquisar oportunidades de melhoria no rebanho.

Esses dados devem ser provenientes de subgrupos do rebanho que apresentem características em comum, como número de lactações, dias em lactação, lote de produção e dieta fornecida.

Na análise de subgrupos dentro do rebanho em lactação, pode-se dividi-los em distintas categorias com base. Podemos citar:

  • Dias em lactação (vacas recém-paridas, vacas em meio de lactação e vacas no terço final de lactação);
  • Número de lactações (primeira, segunda, > 2 lactações);
  • Lote de produção.

Uma vez que os subgrupos tenham sido identificados, é necessário avaliar os dados mais recentes de desempenho animal quanto à produção de leite, produção de componentes do leite, contagem de células somáticas e incidência de distúrbios metabólicos.

Com os dados disponíveis, é possível analisá-los e determinar possíveis soluções e oportunidades para melhoria do desempenho do rebanho.

A avaliação dos dados de produção em relação ao número de dias em lactação para os diferentes subgrupos permite determinar pontos de estrangulamento no rebanho.

Fatores a serem considerados ao utilizar aditivos na dieta

Dentre a separação dos animais para a análise da utilização ou não de um aditivo, um importante fator a ser considerado é o estado fisiológico do animal ou o momento da curva de lactação que o animal se encontra.

Vacas no período de transição, por exemplo, possuem particularidades ao passarem por modificações em sua fisiologia e comportamento e, consequentemente, na exigência nutricional.

Fatores relacionados à nutrição e aos animais devem ser considerados, como:

  • Níveis de glicose, aminoácidos, lipídios e vitaminas nos alimentos;
  • Condição imunológica;
  • Adaptação à dieta;
  • Mobilização de reservas corporais;
  • Eficiência alimentar.

Tipos de alimentos e balanceamento de dieta para a categoria animal também são fatores importantes a serem considerados na possibilidade de suplementação de um aditivo.

A determinação desses fatores será fundamental para a escolha perfeita e maximização do retorno financeiro à utilização de um aditivo.

E-book Aditivos na Dieta dos Bovinos Leiteiros

Alterações do perfil de constituintes do leite

Vários aditivos da dieta de uma vaca leiteira estão relacionados a alterações do perfil de constituintes do leite. Alterações no perfil do leite podem levar a bonificações, como aumento dos teores de gordura e/ou proteína, que podem ser o alvo da utilização dos aditivos.

Deve-se tomar cuidado com o tipo de aditivo utilizado e sua interação com a dieta, pois alguns aditivos estão relacionados à queda na concentração de gordura do leite, mesmo sem haver queda significativa da produção total de gordura pela glândula mamária.

Aditivos na dieta e prevenção de doenças

Muitos aditivos têm sido desenvolvidos para tentar manter a vaca saudável no pós-parto, prevenindo a ocorrência de algumas doenças.

Uma prática comum para a prevenção da hipocalcemia no pós-parto é a utilização de aditivos aniônicos à dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.

Além disso, muitos dos aditivos utilizados no pós-parto para melhorar o perfil energético e ruminal já podem ser fornecidos antes do parto em doses inferiores, mas compatíveis com a ingestão de matéria seca dessa fase.

Mas atenção! Vários deles necessitam de um tempo de adaptação do animal e, principalmente, da microbiota ruminal. Por isso, as práticas de adaptação aos aditivos são recomendadas na maioria dos casos.

Portanto, lembre-se!

Um plano de alimentação e suplementação com aditivos para vacas em lactação deve considerar os estágios da curva de lactação, bem como as respostas esperadas para cada uma dessas fases.

Saiba mais!

A nutrição pode representar cerca de 50% dos custos de produção na pecuária leiteira e a habilidade em produzir comida de qualidade para as vacas tende a flexibilizar esse custo, consequentemente, refletindo de forma positiva no caixa da fazenda.

Dessa forma, um bom nutricionista tem valor inestimável para um produtor que busca alcançar melhores resultados financeiros.

Para capacitar profissionais que desejam atender a essa demanda do mercado, o Rehagro criou a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros.

Bruno Guimarães

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8 dicas para um projeto de sucesso na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/8-dicas-para-um-projeto-de-sucesso-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/8-dicas-para-um-projeto-de-sucesso-na-pecuaria-leiteira/#respond Thu, 14 Jun 2018 20:22:07 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4315 A primeira etapa obrigatória para a definição de um projeto de excelência é determinar o que você deseja fazer, ter um objetivo. Esse será o alvo de todo o trabalho. Na execução de um projeto de sucesso na pecuária leiteira, a definição do objetivo é como antes de iniciar uma viagem: precisamos definir o destino […]

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A primeira etapa obrigatória para a definição de um projeto de excelência é determinar o que você deseja fazer, ter um objetivo. Esse será o alvo de todo o trabalho.

Na execução de um projeto de sucesso na pecuária leiteira, a definição do objetivo é como antes de iniciar uma viagem: precisamos definir o destino para onde se está indo.

 

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1. Definição do objetivo

Todas as decisões a serem tomadas na elaboração de um projeto estarão sendo muito influenciadas pelo objetivo. Por isso deve-se dar atenção a uma clara definição do mesmo.

O objetivo de um projeto ou sistema de produção deve ser definido pelo(s) empresário(s). Somente o empresário ou a alta gestão de uma empresa pode definir o objetivo e toda empresa será um reflexo direto ou indireto do que pensa sua alta gestão.

É fundamental tomar alguns cuidados na definição do objetivo:

Defina um objetivo verdadeiro

É comum as pessoas dizerem que o objetivo de um negócio é ter o máximo retorno do capital investido, por saberem que essa é a proposta do mundo capitalista e que propostas diferentes seriam recriminadas ou até discriminadas.

Sempre que se define um objetivo, é importante que haja um aprofundamento nessa análise para se evitar uma definição superficial que não expresse os verdadeiros sentimentos do empresário.

Existem sistemas que não têm como objetivo central a máxima remuneração do capital, isso deve ser percebido e tratado com naturalidade.

Esses sistemas precisam ser tratados de acordo com o verdadeiro objetivo.

Qualidade de vida, adequação ao ideal de vida do empresário, nível de “stress” provocado pelo sistema, realização de um sonho pessoal, prazer e status podem ser fatores que alteram o objetivo de um sistema e devem ser considerados.

Se aprofunde no objetivo

A definição do objetivo deve ser feita de forma profunda, analisando a definição no contexto pessoal e profissional do empresário. Se o objetivo for o lucro, deve-se pensar qual é o objetivo daquele lucro.

  • Para onde a empresa e o empresário querem verdadeiramente ir?
  • O crescimento será indeterminado ou existe uma pretensão de crescer até determinado ponto e cuidar de outras prioridades?
  • Que nível de sacrifício se está disposto a fazer para atingir esse objetivo?
  • Esse projeto é o principal projeto de vida do empresário ou é só mais um projeto?
  • Quanto tempo o empresário pode esperar para atingir esse objetivo?
  • Qual a importância desse projeto na estabilidade futura desse empresário?

2. Perfil do empresário

Na definição do projeto é fundamental que se faça uma boa análise do perfil do empresário. Pondere as seguintes características:

Origem

O empresário tem origem relacionada com a atividade ou está interessado recentemente e não tem conhecimento amplo do negócio?

Gosto pessoal

As preferências pessoais do empresário devem ser conhecidas e levadas em consideração. Desde que isso não seja tecnicamente contra indicado deve-se tentar adequar o projeto às preferências pessoais do empresário.

Assim como a adequação de um funcionário a uma função relacionada com suas preferências pessoais é um fator de motivação, a adequação de um projeto às preferências do empresário deve motivá-lo.

Cuidado apenas para não abrir mão de definições técnicas importantes em função de preferências pessoais. Nesse caso, exercite a capacidade de argumentação e convença o empresário das razões para a melhor opção.

Disponibilidade de tempo e interesse em fazer a gestão do empreendimento

O empresário planeja fazer a gestão ou irá delegar para uma pessoa contratada? Se planejar fazer a gestão, qual é sua capacidade e experiência administrativa. Em uma gestão contratada o sistema pode substituir a pessoa e buscar o perfil ideal.

Quando o gestor é o próprio empresário, ele não pode ser substituído e por isso o sistema tem que investir em seu crescimento e estar compatível com suas limitações.

Capacidade de delegar responsabilidades

Especialmente nas situações em que a gestão será entregue a pessoas contratadas deve-se identificar a capacidade do empresário de fazê-lo com competência. Muitas vezes, a interferência errada do empresário que tem dificuldades de delegar poderes reais ao gestor complica o sistema.

A definição da estrutura administrativa é fundamental para uma boa definição do sistema. Um sistema deve ter complexidade compatível com a estrutura administrativa.

Capacidade de investimento

O dimensionamento e a velocidade de implementação de um sistema vão depender diretamente da capacidade de investimento do empresário.

Pretensão de lucro

Cada pessoa tem uma pretensão financeira diferente, em função do próprio horizonte que vislumbra. Isso é fundamental nos processos de contratação; não se deve contratar alguém que pretende ganhar R$ 5.000,00 por mês para ser ordenhador.

Da mesma forma, deve-se considerar a pretensão do empresário para a definição de um projeto. Um empresário acostumado a trabalhar com negócios milionários não deve ter uma fazenda com 40 vacas em lactação, pois não vai tratá-la como um negócio importante.

Por outro lado, um produtor rural que passou a vida gerenciando uma fazenda que cresceu dos 200 para os 600 litros diários vai se realizar se um projeto bem feito for capaz de levá-lo a uma produção de 1500 litros diários e não vai conviver bem com a ideia de possuir um mega projeto com 1000 vacas em lactação.

3. Definição das condições pré-existentes

A fazenda

Algumas vezes um projeto pode ser executado para um cliente que ainda não tem a fazenda. Nessa situação pode-se definir a fazenda ideal em função dos outros fatores de definição do sistema.

No entanto, na realidade prática oque acontece na maioria das vezes é o início do trabalho de definição do projeto para um cliente que já tem a fazenda. Nesse caso a fazenda é um fator muito importante de definição do sistema a ser usado e por isso deve-se fazer um bom diagnóstico.

  • Extensão da fazenda e das glebas: é fundamental que a área seja medida para que as decisões possam ser precisas. O investimento de medição de uma fazenda é feito uma vez só e vai melhorar todas as tomadas de decisão.
  • Topografia: com a fazenda medida pode-se fazer uma avaliação da topografia de cada gleba. Sugerimos a definição das áreas mecanizáveis e não mecanizáveis. Essa característica está intimamente ligada à possibilidade de intensificação.
  • Qualidade de solo: deve-se fazer uma boa avaliação da qualidade dos solos a serem trabalhados. A participação de um agrônomo com boa experiência é fundamental nessa etapa e a análise dos solos será fundamental para que se tenha uma visão adequada do nível de fertilidade pré-existente. A identificação da qualidade dos solos vai influenciar diretamente a escolha das opções forrageiras, determinar os trabalhos de recuperação a serem feitos e pode influenciar o cronograma de implantação do projeto.
  • Possibilidade de irrigação: a disponibilidade de água para irrigação e o estudo da viabilidade de outorga dessa água devem ser avaliados para que se pondere a viabilidade ou não de envolver irrigação no projeto.
  • Culturas pré-existentes: de preferência de posse do mapa com as medidas precisas de cada gleba, deve-se definir quais as culturas pré-existentes na fazenda. Nas glebas de pasto definir que espécie está presente e a condição em que está vegetando (bom estado ou degradado). Nas glebas de cultura (milho, soja, etc) é importante que se tenha uma referência das produções anteriores e que se faça uma avaliação do estado das glebas.

4. Clima e pluviometria

Na fase de diagnóstico é fundamental que se faça um bom estudo das condições climáticas da região. A variação climática ao longo do ano deve ser analisada cuidadosamente.

Deve-se buscar informações de estações meteorológicas próximas, de preferência com dados de muitos anos, para evitar ser influenciado por informações pouco precisas.

A temperatura e umidade ao longo do ano têm grande influência na definição da raça a ser usada, do desempenho animal esperado e das instalações a serem definidas. As opções forrageiras, estratégias agronômicas e a viabilidade de uso de irrigação também serão influenciadas pela temperatura e umidade.

O regime pluviométrico também deve ser bem estudado para dar base à montagem das estratégias agronômicas e de manejo animal.

5. Mercado

Faça uma análise de mercado dos produtos que serão vendidos pelo sistema. Se o sistema vai vender leite “in natura”, procure avaliar o mercado regional. Quem são os compradores, qual tem sido sua política, como o mercado regional se comporta ao longo do ano e como se compara com o de outras regiões do país.

Faça também uma análise do mercado nacional e mundial, tentando vislumbrar as tendências futuras.

Avalie também a possibilidade de verticalização do sistema. Para isso, pondere quais são os centros potencialmente consumidores, a que distância se situam e que perfil de produto poderia atendê-los.

Pondere também se o empresário tem perfil para assumir mais esse desafio e se o dimensionamento do sistema está compatível com o tipo de verticalização.

Analise o mercado de animais. A comercialização de animais pode ser importante para o sistema. Entenda como é o perfil do mercado de animais da região e avalie a possibilidade de atuar em outros mercados.

Associe isso à capacidade do empresário de fazer um bom marketing e boa condução das vendas. Avalie também, se for o caso, o mercado para compra de animais para implantação do projeto.

Faça um estudo no mercado dos produtos a serem comprados pelo sistema. Veja as opções regionais de subprodutos, analise a distância e a disponibilidade dos produtos que serão usados na alimentação e veja o mercado de corretivos e fertilizantes. Algumas regiões ganham competitividade por estarem situadas estrategicamente próximo ao mercado de insumos.

6. As pessoas

É muito importante que se faça uma análise do perfil das pessoas envolvidas no processo. Procure se aproximar das pessoas que trabalham nos diversos níveis da empresa.

Uma análise dessas pessoas vai apontar fatores importantes na definição do desafio de implementar o projeto e pode direcionar definições do sistema de produção a ser implementado. Alguns fatores devem ser observados:

  • As pessoas estão satisfeitas e têm uma relação positiva com a empresa?

A resposta a essa pergunta vai sinalizar a capacidade dos gestores de motivar a equipe e envolvê-los nos desafios da empresa. A implementação de sistemas mais complexos vai exigir esse tipo de habilidade.

  • As pessoas têm influência dos aspectos econômicos em suas decisões?

É comum a existências de empresas que por estarem ao longo dos anos trabalhando sem um planejamento adequado têm equipes que trabalham muitas vezes motivadas e satisfeitas mas sem qualquer relação com a eficiência econômica da atividade.

Nesse quadro, as decisões são geralmente voltadas para alta eficiência produtiva, mas desvinculadas de eficiência econômica. A alteração desse quadro vai demandar medidas firmes e por isso é importante que ele seja identificado.

  • As pessoas têm qualidade de vida?

Faça uma avaliação da qualidade de vida das pessoas. Avalie a qualidade das casas, do transporte, veja se as folgas, horários e férias são respeitados. Ao se intensificar um processo é fundamental que as pessoas tenham condições de vida adequadas para que possam evoluir com o treinamento.

  • Identifique as pessoas receptivas e as resistentes

Vão existir pessoas altamente receptivas e satisfeitas com o processo de mudança e outras que muitas vezes por se sentirem ameaçadas tornam-se resistentes. Procure conhecê-los melhor.

Incentive aquele que é receptivo e avalie o resistente. Muitas vezes uma condução habilidosa transforma o adversário em forte aliado. Tome cuidado para não tirar conclusões apressadas, procure conhecer bem as pessoas.

  • Qual o nível cultural das pessoas envolvidas?

Procure saber sobre a escolaridade e a experiência das pessoas que estarão envolvidas. A complexidade do sistema proposto ou a velocidade de implantação poderão ser influenciadas por esses fatores.

  • Qual a abertura para que se faça alguma alteração na equipe?

O empresário já tem confiança suficiente em seu trabalho para permitir que você proponha alguma mudança na equipe? Isso pode ser útil para que pessoas de difícil recuperação sejam substituídas.

Quando a implantação de um projeto envolve mudança de postura na equipe a substituição de algumas pessoas é quase inevitável. A inserção na equipe de pessoas de sua confiança e que já conheçam sua metodologia de trabalho pode ser um grande facilitador.

É importante que essa análise dessa hipótese seja feita na fase de diagnóstico para que se proponha um cronograma compatível com a velocidade de formação da equipe.

7. O rebanho

Determine a composição do rebanho atual. Divida os animais por categoria.

Faça uma avaliação individual dos animais. Defina uma metodologia para tal. Uma sugestão pode ser classificar por grau de sangue e também classificar a qualidade do animal. Exemplo:

  • Animal perfeito, altamente desejável para o sistema.
  • Animal com algum pequeno defeito, mas desejável para o sistema.
  • Animal com defeito, mas aceitável para o sistema.
  • Animal com defeito que o impede de permanecer no sistema, mas pode ser vendido sem ser para corte.
  • Animal de corte.
  • Faça uma avaliação da condição sanitária do rebanho. Verifique a condução anterior da sanidade, se os dados não forem absolutamente confiáveis refaça os exames. Problemas como tuberculose, brucelose, mastite e problemas de casco devem ser identificados antes mesmo de começar o trabalho. Evite detectar tarde demais algo capaz de mudar o contexto.
  • Faça um bom levantamento dos índices zootécnicos atuais. Isso vai permitir a boa definição do quadro anterior ao projeto e uma visão do desafio a ser assumido.

E-book Controle da mastite

8. Documente a realidade anterior

Não se esqueça de fazer uma boa caracterização da realidade anterior. Tire fotos, registre os índices zootécnicos e econômicos anteriores. Preocupe-se em fazer um bom arquivo do antes.

Como em qualquer processo de venda é muito importante que se tenha boas ferramentas.

A memória das pessoas é curta e quando se acostumam a uma nova realidade podem se esquecer da realidade anterior. 

Para uma adequada valorização dos resultados obtidos, prepare uma apresentação com o antes e o depois.

Isso pode ser fundamental para a motivação da equipe para novos desafios, pode ser ferramenta de venda de outros projetos ou pode ser usado para evidenciar o custo/benefício do recurso investido no projeto.

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