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]]>Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem a seguir:

Porém, o mais importante não são os números (777) antes, é crucial entendermos de onde eles vêm.
São estudos de longa data comprovando que bezerros desmamados com 7 arrobas, seguindo de 7 arrobas produzidas na recria caracterizadas por serem as mais desafiadoras, e as 7 arrobas na terminação encaixa-se em um ótimo modelo em termos zootécnicos e principalmente econômico.
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O MAIS IMPORTANTE QUE DEVEMOS LEVAR É O CONCEITO E NÃO O NÚMERO.
Isso está ligado ao propósito do produtor dentro da propriedade, pois você pode buscar outros objetivos, e diferentes valores na hora de determinar as metas e mesmo assim conseguir resultados expressivos.
Você tem uma meta produtiva para cada fase do desenvolvimento dos bovinos de corte?
Para te ajudar com isso, separamos esse vídeo do Dr. Gustavo Siqueira, pesquisador da APTA, explicando o porque tão importante quanto conhecer a técnica, é ter um bom planejamento e gestão para desenvolver, mensurar e melhorar o seu sistema.
Busque sempre o maior ganho de peso a desmama, a melhor meta de ganho na recria, e a maneira mais eficiente de terminar os animais, baseado na realidade da propriedade.
Por isso o boi 777 traz a relevância de ter uma meta para cada etapa produtiva, afinal não adianta investir muito na cria, em detrimento da recria, ou vice e versa. É importante ter um equilíbrio do sistema e melhorar de forma contínua.
Logo, temos os conceitos de gestão, contornar, medir, analisar e consertar os problemas.
Quando falamos desse assunto não podemos deixar de falar sobre o nosso Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele você vai encontrar os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você aplicar.
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]]>Além dos ganhos “diretos” com aumento da produtividade, existe um fator determinante que corrobora com o processo de intensificação que é a diluição dos custos operacionais relacionados àquele sistema de produção, ou seja, produzir mais, em menos tempo e na mesma área permite a otimização dos custos envolvidos na operação da atividade.
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E dentre as tradicionais fases de um sistema de produção, cria, recria e engorda, a recria apresenta uma grande oportunidade dentro desse cenário apresentado acima que permite maior giro do negócio.
Ao longo dos próximos parágrafos vamos tratar sobre uma estratégia ainda pouco difundida e que pode representar grandes oportunidades, a Recria Intensiva a Pasto (RIP), e como esta estratégia, desenvolvida e pesquisada pelos professor Dr. Gustavo Siqueira e Dr. Flávio Dutra do APTA, se transformou em uma excelente alternativa para solucionar problemas de desempenho na fase da recria.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A RIP é um programa de suplementação realizado com os animais em fase de recria, período da vida do animal após a desmama até sua entrada em fase de terminação ou engorda, onde é chamado de boi magro.
Normalmente é considerado como recria o tempo em que os animais saem de 210 Kg ou 7 arrobas, até os 420 Kg, 14 arrobas.
Essa métrica da recria sendo de 7 a 14@ serve como balizamento, mas é muito comum encontrar sistemas que trabalham e consideram pesos diferentes para essa fase (desmama a boi magro), principalmente, em propriedades mais intensivas, onde o ganho ao longo da recria é maior, tanto à desmama quanto na entrada dos animais na fase de engorda seja ela a pasto ou em confinamento.
Há ainda propriedades que por diversos motivos desmamam bezerros mais leves e ou entram com os animais mais pesados na engorda, concentrando o maior ganho de peso na fase que a fazenda tem mais facilidade de obter melhores resultados.
A utilização da recria intensiva a pasto se dá principalmente pela alta demanda de animais para engorda, seja pela própria propriedade ou pelo mercado de maneira geral.
Intensificar a recria, permite que mais animais fiquem aptos a entrar na fase de engorda em menos tempo, isso aumenta consequentemente a oferta de animais para a engorda.
O longo período destinado a recria dos animais é entendido como um gargalo importante para as propriedades, criar estratégias para diminuir esse tempo de recria, aumentando a eficiência do sistema produtivo e a rentabilidade dentro dessa fase é de suma importância para a pecuária nacional.
A RIP dentre as estratégias disponíveis apresenta uma solução interessante para essa fase da vida dos animais, principalmente para proprietários que já trabalham com um certo nível de intensificação.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A RIP, consiste basicamente em um alto fornecimento de suplementação para os animais em recria. Espera-se que nessa estratégia seja alcançado ganho em torno de 800 gramas a 1 Kg de peso vivo por dia, por animal.
Levar os animais de 200 para 400 Kg em 8 meses, em uma recria já com bons níveis de produtividade os animais tendem a ganhar, em um ano, cerca de 200 Kg de peso vivo.
Com a estratégia para aumentar o consumo de suplementação dos animais é possível obter esse mesmo ganho individual no período de 8 meses, o que possibilita a diluição dos custos não alimentares de maneira significativa, além de ainda proporcionar um fornecimento de maior número de animais, em menos tempo, para a fase de engorda.
Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
A suplementação dentro dessa estratégia de recria, exige um cuidado especial. O grande objetivo dessa fase de vida dos animais é que ele se desenvolva, cresça e coloque carcaça, para isso é importante o ganho de “massa magra”, o foco deve ser o desenvolvimento muscular dos animais.
Para isso ser possível, a suplementação dos animais deve ser realizada com suplementos específicos com elevado teor de proteína para potencializar o crescimento e ganho de massa magra do animal.
Durante o período da seca, época em que as pastagens são inferiores quanto a disponibilidade e quantidade de proteína, os níveis de proteína do suplemento devem girar em torno de 25 %.
Já no momento de maior disponibilidade de forragem, período das águas, o suplemento é balanceado com níveis de proteína em torno de 20 a 22%, fornecendo assim entre 14-16% PB na dieta.
Fonte: Arquivo retirado das aulas do curso de Pós Graduação em Produção de Gado de Corte do Rehagro.
O consumo estipulado para que seja alcançado os desempenhos esperados, de 700g a 1kg/dia por animal, gira em torno de 1% do peso vivo dos animais, ou seja um animal em recria, de 300 Kg de peso vivo, terá seu consumo diário de suplemento em torno de 3kg.
A água é um componente essencial na produção animal em qualquer fase da vida e em qualquer nível de intensificação produtiva, sem água é impossível a produção animal, na pecuária, e principalmente em sistemas intensivos.
A água, de qualidade e com boa disponibilidade, exerce um grande e decisivo papel na produtividade dos animais, pois ela está diretamente relacionada ao desempenho dos animais.
Para um sistema de recria intensiva a pasto, um detalhe que se faz importante nesse quesito da água é a localização dos bebedouros.
Normalmente, os bebedouros ou as fontes de água dos animais são colocadas bem próximas ao cocho de suplementação, entretanto, quando há um objetivo de se suplementar esses animais com quantidades maiores de suplemento a tendência é que bebedouros muito próximos aos cochos tem um acúmulo de sujeira superior ao que teria em situações de suplementações de menor consumo.
Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Esse fato exige que os bebedouros sejam higienizados com uma frequência maior do que o de costume, recomendando-se ainda que, quando possível, sejam instalados bebedouros mais distantes dos cochos.
Bebedouros distantes 100 a 150 metros dos cochos permitem fácil acesso aos animais e evitam que grandes restos de alimento da boca dos animais caiam na água.
No percurso caminhando entre o bebedouro e o cocho os animais “limpam” a boca. Nesse tipo de suplementação, o que atrai a ida dos animais ao cocho é a própria ração, ao contrário do que acontece com a suplementação mineral, em que é indicado que os bebedouros fiquem próximos aos cochos para maximizar o consumo desse suplemento.
Portanto, nesse sistema intensivo os detalhes fazem toda a diferença para melhores resultados.
A necessidade de pastagem em quantidade e qualidade ótimas para a produção continua sendo fundamental em um sistema de recria com fornecimentos de suplemento de elevado consumo, entretanto, o impacto da menor disponibilidade de forragem no desempenho dos animais é menor quando se comparado a animais suplementados com consumos inferiores, como 0,3%, por exemplo.
Isso ocorre devido ao efeito substitutivo, onde grande parcela da exigência do animal e consumo ocorre via suplementação.
Um animal consome em média de 2,2% de seu peso vivo em matéria seca (MS) por dia, quando fornecemos 1% do PV via suplemento isso significa que o animal terá que pastejar “apenas” para consumir os outros 1,2% do PV, que é um pouco mais que 50% de sua demanda diária, reduzindo assim o tempo de pastejo e também o impacto da quantidade de forragem no desempenho dos animais.
Esse fator ganha grande importância quando pensamos em exploração da área possível para produção, sendo possível produzir maiores quantidades de animais e consequentemente de arrobas em uma mesma área, sem perder, é claro, o desempenho individual dos animais. Em outras palavras, há um aumento da taxa de lotação na propriedade e produção de arrobas por hectare.
Fonte: Arquivo pessoal de Vinicius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Como a maioria das ferramentas e tecnologias disponíveis para o processo de intensificação na produção animal, a RIP apresenta alguns desafios importantes.
O primeiro desafio a se chamar atenção está na estratégia nutricional geral da propriedade. Quando é realizado um programa nutricional, é de extrema importância que pensemos na fase seguinte à que o animal está, e principalmente, qual a estratégia nutricional para essa próxima fase, e isso ganha uma importância ainda mais relevante quando avaliamos a RIP.
Animais provenientes da recria intensiva a pasto devem seguir, prioritariamente, para um sistema de engorda igualmente intensivo, confinamento ou mesmo para uma TIP, terminação intensiva a pasto.
Caso contrário, há uma grande probabilidade de que, o investimento realizado na recria se perca na fase da engorda por a estratégia não atender a demanda nutricional maior do animal. A suplementação crescente deve ser uma meta e uma constante para sistemas intensivos.
Outro cuidado importante e de grande relevância para a ferramenta está relacionado ao ajuste preciso da dieta para que o animal em recria desempenhe bem e principalmente ele “cresça” sem que necessariamente inicie o processo de deposição de gordura nos tecidos.
Níveis de proteínas da dieta adequados para essa fase de crescimento, como ressaltadas anteriormente, são necessárias justamente para que se consiga manipular de forma extremamente eficiente a composição do ganho desses animais, proporcionando a ele condições de expressar seu potencial genético.
Toda essa preocupação e cuidados são necessários para evitar que esses animais “achatem” nesta fase.
O termo “achatar” é utilizado para definir uma situação onde animais de recria consomem uma dieta muito energética e pouco proteica, em que os animais passam a depositar gordura em sua carcaça, quando isso ocorre, esses animais diminuem o crescimento em massa magra, ou seja, deposição de músculo e, consequentemente de carcaça, refletindo em animais futuramente terminados com gordura em excesso, mas com baixo peso de carcaça. Parte dessa gordura será retirada no processo de abate, o que economicamente não se torna viável ao produtor.
Esses fatores reforçam e desaconselham a utilização de dietas de terminação nessa fase da vida dos animais, além de serem mais caras comprometem o crescimento animal.
O fornecimento de suplementação de elevado consumo dos animais em recria, requer uma série de cuidados e estratégias, também, voltados para a infraestrutura e logística da propriedade.
O espaçamento de cocho de ser semelhante a de animais em terminação 30-40 centímetros por cabeça, a distribuição do volume de alimento e a estrutura de água de qualidade exigem que a propriedade esteja preparada para a realização da RIP, ou podem por falhas nessa estrutura não obterem os resultados esperados.
Fonte: Arquivo pessoal de Hugo Martins, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.
Independente da época ou situação de produção, a eficiência na aquisição de insumos para a alimentação dos animais compõem uma das ou a principal determinante do sucesso econômico da atividade.
Em tempo de insumos superando as cotações a cada dia, em um sistema de alto risco pelos níveis de intensificação, o planejamento e a gestão da compra de insumos para a formulação do suplemento pode ser o principal fator para o sucesso dessa ferramenta.
A estratégia da recria intensiva a pasto vem sendo estudada com grande afinco pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios do estado de São Paulo (APTA- Colina), que desenvolve pesquisas para aprimorar a ferramenta e explorar o máximo potencial possível da mesma.
A implementação dessa tecnologia deve ser feita de forma criteriosa após uma boa análise das condições da fazenda. Um dos grandes gargalos apresentados na pecuária de corte se encontra justamente na fase de recria, normalmente longa e sem desempenhos satisfatórios, a RIP é uma grande ferramenta disponível, que quando bem trabalhada, pode solucionar esse problema.
Além disso, essa ferramenta pode proporcionar um aumento de oferta de boi magro por parte de confinadores ou mesmo dentro de sistema de ciclo completo, com isso aumenta-se a capacidade de acelerar o sistema e aumentar o giro e a rentabilidade do negócio.
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]]>Se tratando de proteína de origem animal, mais especificamente quando pensamos em carne bovina, o destaque é igualmente significativo. Detemos o título de maior rebanho comercial do mundo e de maiores exportadores de carne bovina.
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Em 2020, o Brasil exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de carne, o que representa mais de 14% do mercado internacional.
A tendência é de que esses números cresçam nos próximos anos, não somente em valores absolutos, ou seja em quantidade produzida e exportada, mas também em importância, aumentando o percentual que representamos na produção mundial. Algumas projeções, como a da USDA (Departamento de agricultura dos Estados Unidos) mostram que as exportações nacionais devem crescer em torno de 49% nos próximos 10 anos.
Todas essas perspectivas, no entanto, precisam de um suporte indispensável do próprio produtor. O pecuarista precisa corresponder a essa demanda e entregar não somente a quantidade demandada pelo mercado, mas principalmente, entregar um produto de qualidade que seja ainda capaz de gerar uma rentabilidade interessante ao fazendeiro.
Para isso precisamos avaliar nosso sistema de produção, sermos mais eficientes em produzir e gerar resultado. Um grande passo na busca desse objetivo vem sendo alcançado gerando por consequência o encurtamento do ciclo produtivo do boi.
Esse é um importante objetivo que podemos e precisamos buscar em nossos sistemas de produção, a média de idade de abate de bovinos diminuiu de forma importante no Brasil nos últimos anos.
Devemos continuar focados nesse trabalho, buscando produzir com eficiência e qualidade, reduzindo o tempo necessário para a produção de um animal pronto para o abate, isso não somente representa a melhoria na produtividade em todas as fases do sistema produtivo, como possibilita a maximização da produção por hectare.
Por diversos motivos a produção pecuária no Brasil foi conduzida de maneira extensiva e até extrativista durante longos anos.
Possibilitado pela grande margem de lucratividade por arroba comercializada há época, grandes lotes de animais eram destinados a extensas áreas de pastagens, sem maiores preocupações com a suplementação ou qualidade dessas pastagens os animais passavam 5, 6, 7 anos para atingirem as condições necessárias para o abate.
Com o avanço e a concorrência de outras atividades como a agricultura, o encurtamento das margens do negócio pecuário e o aumento da demanda pela carne, ficou evidente a necessidade de se acelerar o processo produtivo.
Ao contrário de sistemas extensivos, onde não há eficiência na produtividade por indivíduo nem tão pouco por hectare, sistemas intensivos permitem que os animais desempenhem melhores ganhos, as produtividades por hectare são muito superiores e o tempo de produção reduz de forma significativa.
O Brasil reduziu de forma impactante o tempo para o abate dos animais nos últimos anos e isso se fez possível graças a uma série de ações buscando o que hoje denominamos intensificação do sistema produtivo, em cada uma das fases do sistema.
A cria é a fase do sistema responsável por produzir bezerros que serão disponibilizados para o mercado ou serão utilizados na própria fazenda para recria e posteriormente engorda dos animais.
A fase conta com diferentes categorias:
Existem diferentes formas de se intensificar a fase da cria, a implementação de tecnologias e a consequente melhoria dos indicadores reprodutivos como taxa de concepção, taxa de prenhez a melhora no desempenho dos bezerros, com aumento do peso a desmama desses animais, são alternativas que precisamos alcançar ao longo desse processo.
O processo de intensificação dessa fase do sistema de produção passa pelo aumento da taxa de lotação das propriedades, a sensibilidade na melhoria dos resultados é significativa quando aumentamos a taxa de lotação das propriedades de cria, e com isso, é necessário que se invista em alternativas para o aumento da taxa de lotação em sistemas de cria.
A recria é o período da vida dos animais compreendido entre a desmama até a fase seguinte conhecida como engorda para os machos ou entrarem para reprodução no caso das fêmeas. Em alguns sistemas produtivos, a fêmea também é destinada ao abate, atendendo, muitas vezes, mercados de carne gourmet.
É o período de crescimento dos animais, que normalmente vai de 7 até 14@ nos machos, é de extrema importância entender que nessa fase da vida dos animais o grande objetivo é de crescimento e incremento de musculatura nos animais.
Isso impacta diretamente no planejamento nutricional dos animais, para deposição de musculatura é indispensável dietas bem balanceadas em proteína, principalmente.
Nessa fase da vida dos animais, temos uma grande oportunidade para melhoria no processo de intensificação, aumentar a taxa de lotação das propriedades, produzir mais animais em um mesmo espaço, e principalmente, melhorar o desempenho desses animais ao longo do ano.
A suplementação adequada ao longo das diferentes épocas do ano, permite que os animais desempenhem de forma satisfatória e crescente ao longo do ano, “entregando” cada vez mais rápido e em melhores condições para a fase de engorda.
A fase de engorda é a fase que desenvolve os animais entregues pela recria até o momento do abate, de 14 a 20@, por exemplo.
Nessa fase diferente da recria em que os animais depositam músculo, o grande objetivo é a deposição de gordura e o acabamento de carcaça, por isso as dietas devem ser ricas em energia.
Por algumas características observadas nessa fase do sistema de produção, a intensificação e o encurtamento da produção dos animais nessa fase, se desenvolveu muito nos últimos anos. A engorda de forma intensiva e eficiente se destaca quando comparada às outras fases do sistema de produção.
Grandes confinamento, alternativas de terminação a pasto e a mudança no perfil da dieta dos animais ao longo da engorda, permite que tenhamos resultados satisfatórios na aceleração dessa etapa do ciclo.
O que é possível observar hoje no cenário da cadeia produtiva da carne, é uma grande redução no tempo total na produção dos animais. De forma geral, principalmente pelos avanços e melhorias na engorda, a idade de abate dos animais reduziu nos últimos anos, mas ainda existe uma grande lacuna de oportunidade que precisa ser preenchida.
A afirmação é possível, pois existem propriedades trabalhando com eficiência e rentabilidade, abatendo animais pesados e bem acabados, com idades inferiores a 15 meses de idade, provavelmente não será a realidade da média nacional, mas esses casos demonstram que há uma possibilidade real de melhoria dentro dos sistemas.
Além do aumento da população mundial, e consequentemente o aumento da demanda por proteína de origem animal, o aumento do giro na produção do boi, permite melhores retornos financeiros e econômicos aos produtores.
Sim, a intensificação e consequente aceleração na produção é invariavelmente associada a maiores investimentos e despesas com a nutrição dos animais.
Entretanto, quando avaliamos o sistema como um todo, e observamos a possibilidade de maximizar a produtividade por hectare, a diluição do ágio existente entre as categorias e principalmente a diluição do custo operacional (todo o custo não nutricional envolvido na atividade) por cabeça, aumentando o giro do negócio, a conta se demonstra muito atrativa.
O aumento do giro, o boi de ciclo curto e o processo de intensificação são possíveis devido a um somatório de fatores. É indispensável entendermos que cada um dos pontos abaixo exerce um importante papel nesse processo.
A maximização na produção e principalmente um bom manejo que proporcione a colheita eficiente das pastagens pelos animais é o grande foco para o alcance do objetivo de produzir o boi do ciclo curto.
Cerca de 80% das áreas de pastagem no Brasil se encontram, segundo a Embrapa, em algum nível de degradação. Isso contradiz a busca pela produção eficiente, principalmente quando buscamos o encurtamento do ciclo produtivo.
Precisamos necessariamente, produzir mais forragem e de melhor qualidade na época propícia para isso, época das águas, e também precisamos conduzir nossas pastagens de maneira eficiente para que durante o período de menor produção, época da seca, nossos animais tenham acesso a uma massa seca que associada à suplementação adequada, proporcionará bons desempenhos aos animais, mesmo que durante esse período.
A utilização de estratégias de manejo, como pastoreio rotacionado, diferimento das pastagens, subdivisão das áreas de pastos, permitem maior eficiência na colheita além de preservar as pastagens do processo de degradação.
A produção a pasto nos permite a produção da arroba mais barata dentro do sistema de produção, desde que bem manejada e conduzida, permite bons desempenhos e longevidade ao sistema.
A adubação das áreas voltadas a produção de gramíneas tropicais para pasto, aumenta a cada ano e permite produção de forrageiras em excelentes volumes e de grande qualidade, propiciando aos animais condições ótimas para que expressem o máximo de seu potencial produtivo.
A pastagem será o ponto de maior relevância para a garantia do desempenho esperado dos animais em todas as fases do ciclo de produção.
Diversas estratégias nutricionais podem e devem ser utilizadas para a maximização do desempenho dos animais, permitindo e potencializando a produção do boi de ciclo curto.
As matrizes produtoras de bezerros, foram por anos negligenciadas pelo pecuarista, hoje já está claro que a nutrição das fêmeas ao longo do período reprodutivo é indispensável, não somente, para a eficiência da fase da cria, mas também para o bom desempenho dos animais ao longo de toda sua via.
O grande objetivo para essa categoria, é fornecer uma nutrição adequada para que essas fêmeas possam manter seu escore de condição corporal adequado, ao longo de todo o ano, e principalmente para que essas matrizes possam parir com um bom escore de condição corporal.
Quanto aos bezerros, a primeira fase da vida dos animais, é exatamente a fase que dará um start na busca pelo boi de ciclo curto, precisamos “arrancar” com a velocidade necessária para que não haja comprometimento do planejamento.
O principal alimento para a primeira etapa da vida dos animais, é o leite materno. Além do aporte materno e para maximização dos ganhos, nesse momento, a principal estratégia e ferramenta que utilizamos, pensando no aspecto nutricional, é a utilização do creep-feeding.
O creep-feeding é uma estrutura que utilizamos onde somente os bezerros acessam o cocho, que será abastecido com uma suplementação específica para essa categoria.
Os suplementos para os bezerros, devem conter em torno de 18 a 20% de proteína, pensando nas exigências de crescimento desses animais. Outro ponto importante é a utilização de ingredientes palatáveis incentivando o consumo desses animais.
O maior desempenho dos animais da recria é extremamente importante nesse processo de redução do ciclo, associado sempre, à maior produção por hectare.
Para atingir esses objetivos é necessário focar nas estratégias nutricionais pensando nas diferentes épocas do ano. Durante o período das águas, onde a oferta e a qualidade forrageira são excelentes, o intuito é maximizar a produção.
Ao longo do período de estiagem, o desafio é aproveitar ao máximo a massa de forragem devidamente diferida para as secas. A suplementação terá um papel determinante em fornecer proteína para esses animais, auxiliando na digestibilidade da forrageira e garantindo desempenhos satisfatórios.
Além das duas estações bem definidas, podemos ainda traçar estratégias nutricionais de suplementação para o período de transição águas-secas ou suplementação de outono, já pensando nos ajustes relacionados à mudança do perfil do capim.
A suplementação na recria deve, preferencialmente, ser crescente, a cada estação a disponibilidade da dieta (capim mais suplemento) deve proporcionar aos animais condições para um ganho excelente.
É justamente nesse momento e com essas ações que conseguimos reduzir o tempo da recria e por fim dar um importante passo para a produção do boi de ciclo curto.
Outras estratégias para a recria vêm sendo utilizadas de maneira crescente no Brasil, estratégias de suplementação de volumoso para os animais durante o período de estiagem, a utilização de suplementação de alto consumo (recria intensiva a pasto), permitem uma aceleração ainda maior da recria.
A engorda, como dito anteriormente, é a fase mais avançada no quesito nutrição de todas as fases.
São várias as opções nutricionais que permitem desempenhos excelentes nessa fase da vida dos animais, confinamento, terminação intensiva a pasto, semiconfinamento, são estratégias produtivas eficientes e que, quando bem conduzidas, permitem alcances significativos de desempenho dos animais.
Além de proporcionar boas condições de pastagem e nutricional aos animais, um fator é muito importante na busca produtiva do boi de ciclo curto: a genética.
A evolução genética dos animais do Brasil é relevante quando analisamos os últimos anos, animais precoces com grande capacidade produtiva se destacam e se encaixam perfeitamente no objetivo de produzir o boi de ciclo curto.
De acordo com a Nutreco, em média, no mundo todo, a produtividade dos animais encontra-se 30 a 40% abaixo do seu potencial genético, por conta de condições inadequadas de saúde.
Essa afirmação expressa muito bem a importância da sanidade no sistema produtivo em que almejamos a produção intensiva dos animais, sem uma perfeita gestão dos aspectos sanitários, todos os trabalhos acima citados serão insuficientes.
A sanidade representa, em média, 5 a 8% dos custos de uma propriedade de gado de corte, isso significa muito pouco quando pensamos nos benefícios que uma sanidade bem conduzida pode representar.
O objetivo é traçar uma estratégia sanitária de acordo com os desafios de cada propriedade, identificar os principais gargalos e focar na prevenção das doenças, principalmente das subclínicas.
A definição correta do sistema de produção adotado em uma propriedade é fundamental para o sucesso da fazenda, tanto para aumento da produtividade e principalmente para a rentabilidade do negócio.
A escolha do sistema é uma importante fase do projeto que deve estar presente em toda propriedade, e o primeiro passo do projeto, fundamental para a definição do sistema, é a realização de um diagnóstico.
Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade, onde hipoteticamente podemos compará-lo a uma fotografia, em que ao final do processo de diagnóstico obtemos um “retrato”.
Esse retrato associado às características gerais da propriedade permitem a escolha correta da fase ou das fases do sistema que vamos realizar na propriedade.
Somente com um sistema adequado às características da fazenda é possível o sucesso na produção animal.
A gestão do negócio como um todo é fundamental para o sucesso produtivo, a gestão financeira e econômica acompanha de forma relevante essa afirmação.
Conhecer os custos de produção e identificar cada um dos gargalos na propriedade, permite não somente a tomada de decisão correta, mas principalmente a avaliação de todas as outras estratégias que estão sendo realizadas.
Afinal de contas, o grande objetivo de todo o processo na produção do boi de ciclo curto, é o aumento da rentabilidade e remuneração da atividade pecuária.
Seguindo principalmente esses fatores supracitados o “encurtamento do ciclo”, a produção do boi de ciclo curto, ou a intensificação dos sistemas de produção permitem a maximização da utilização das propriedades, explora ao máximo o potencial genético dos animais, e quando bem realizada, garante a lucratividade do negócio.
Sabemos que o encurtamento do ciclo pode garantir uma lucratividade para a produção de gado de corte. Uma outra forma de aumentar esse lucro é saber qual o seu orçamento para definir o preço de venda.
Agora você já sabe alguns dos passos necessários para obter boiadas de ciclo curto e maximizar a margem de lucro das propriedades.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página.

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]]>O post Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.
Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.
Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.
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As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.
Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.
Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.
Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.
Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:
No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.
O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.
É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.
Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.
Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.
Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.
Formato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.
Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.
Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.
Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.
Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.
A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.
O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.
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Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.
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]]>Todos os cuidados a serem realizados com os animais recém-nascidos visam a manutenção de um bom status sanitário, possibilitando ao animal expressar um excelente desempenho desde o período inicial da vida.
A não execução de procedimentos essenciais nessa fase impactam diretamente a saúde e o desempenho do animal, prejudicando também sua desmama.
Entretanto, sabe-se que os cuidados com as bezerras recém-nascidas não começam somente após o parto, devendo ser planejados desde o acasalamento da matriz e passando por todo período gestacional.
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O colostro consiste na primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva devido aos seus elevados teores de gordura (6,7%), proteína (14,0%) e imunoglobulina (6,0%).
Essas funções do colostro são extremamente importantes para o neonato, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos (epiteliocorial) não permite a passagem de grandes moléculas para o feto e os bezerros recém-nascidos possuem pouca reserva energética no organismo.
Basicamente, os quatro pilares de uma colostragem adequada envolvem:

Todos os quatro pilares impactam diretamente na eficiência de colostragem das bezerras e no nível de proteção conferido a elas. Casos em que o colostro é ofertado após 6 horas do parto e/ou apresenta baixa concentração de IgG e alta contaminação microbiológica elevam consideravelmente os riscos das doenças perinatais.
O tempo máximo de 6 horas estipulado para realização do processo de colostragem se deve à circunstância de que após este período as vilosidades da mucosa intestinal reduzem a permeabilidade a moléculas grandes como os anticorpos.
Em eventos onde a bezerra não mame o colostro de forma espontânea através da mamadeira deve-se providenciar a colostragem via sonda esofágica de forma a garantir a execução deste procedimento.
A qualidade do colostro ofertado às bezerras é influenciada de modo multifatorial. As influências vão desde o período de ambientação da vaca no pré-parto até o modo como o colostro é ordenhado e armazenado. O perfil de anticorpos colostrais da fêmea gestante é moldado frente aos patógenos do ambiente, as vacinas utilizadas, ao padrão de nutrição, ao status de condição corporal, etc.
Já o perfil sanitário do colostro se estabelece conforme as condições de higiene adotadas durante os processos de ordenha e armazenamento, podendo ser avaliado através dos exames de cultivo microbiológico em laboratório.
A validação da qualidade imunológica do colostro ofertado às bezerras pode ser feita através da análise em colostrômetro ou refratômetro de Brix (óptico ou digital). A tabela abaixo apresenta a classificação dos valores colostrais referentes à sua qualidade imunológica:

As possíveis formas de oferta de colostro para as bezerras envolvem o colostro fresco, colostro refrigerado, colostro congelado e colostro em pó. Vale ressaltar que o principal motivo a se considerar para o armazenamento do colostro nas formas refrigerado e congelado consiste em sua qualidade imunológica.
Uma alternativa interessante para o aproveitamento de colostro de baixa qualidade constitui na sua associação a um colostro de boa qualidade, processo conhecido como enriquecimento de colostro.
A avaliação da eficiência de colostragem é feita através da dosagem das proteínas séricas totais da bezerra, verificando assim a transferência de imunidade passiva.
Uma amostra individual de sangue deve ser coletada 48 horas após a realização da colostragem, sendo armazenada em um tubo sem anticoagulante. Após o processo de coagulação ter ocorrido, instilar uma gota de soro no prisma de um refratômetro de g/dL ou Brix, ambos podendo ser óptico ou digital.
Resultados iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix indicam que a colostragem foi realizada da forma correta, oferecendo proteção ideal por anticorpos colostrais à bezerra. Em uma análise de rebanho, recomenda-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem eficiência na transferência de imunidade passiva, ou seja, valores de proteína sérica total iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix.
A anatomia umbilical dos bezerros é composta por uma veia, duas artérias e um úraco.
Logo após o nascimento e rompimento dos anexos fetais, a estrutura do umbigo configura uma porta de entrada de infecções para o organismo do animal. Esta é uma das principais razões pelas quais o procedimento de cura de umbigo constitui em um dos primeiros cuidados a serem realizados com as bezerras recém-nascidas.
Ao alcançar o cordão umbilical, agentes patogênicos podem perfazer o caminho das vias de acesso ao organismo (veia, artérias e úraco). De forma geral, a infecção umbilical é denominada de onfalite. No entanto, a nomenclatura da infecção gerada varia conforme a estrutura umbilical acometida. Exemplo:
Obs.: outras nomenclaturas de infecção umbilical são existentes conforme a associação das estruturas acometidas (veia + artéria, veia + úraco, artéria + úraco).
Processos de onfalite tendem a não ficarem restritos somente ao umbigo, ocasionando alterações em outras áreas do organismo das bezerras. Além da possibilidade de acarretar alterações físicas e fisiológicas, estudos demonstram que a ocorrência dos distúrbios gerados pelas infecções umbilicais possuem correlação com redução da produção de leite já na primeira lactação.
É importante ressaltar que quadros de onfalite não diagnosticados e/ou não tratados tendem a se complicar, ocasionando septicemia e levando os animais a óbito. O esquema a seguir demonstra algumas das possíveis alterações que podem ocorrer de acordo com a estrutura umbilical afetada:

O ideal é que a cura de umbigo seja realizada imediatamente após o nascimento da bezerra, podendo ser feita com tintura de iodo de 7 a 10%.
O processo recomendado é o de imergir o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo durante aproximadamente 30 segundos, adotando uma frequência mínima de 2 vezes por dia até o dia em que o umbigo seque e se desprenda do abdômen.
A conservação da tintura de iodo ao abrigo da luz solar e da matéria orgânica é essencial para garantir o seu desempenho, visto que o contato do produto com esses fatores reduz a sua bioeficiência.
É por esses motivos que se indica o armazenamento do iodo em um recipiente âmbar (reduz a passagem de radiação solar) do tipo copo sem retorno (evita o retorno de sujidade do ambiente para a tintura).
A avaliação das estruturas umbilicais quanto a presença ou não de processo infeccioso/inflamatório se dá através de palpação manual para classificação dos umbigos em uma escala de 0 a 2:
Ao analisar a eficiência da cura de umbigo em um rebanho, espera-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem escore umbilical 0.
Para obter uma boa eficiência de cura de umbigo torna-se essencial a utilização de um iodo de qualidade, podendo a tintura ser de origem comercial ou produzida na própria fazenda. A seguir segue uma sugestão de fórmula de tintura de iodo para fabricação na fazenda:
Fonte: Departamento de Clínica e Cirurgia de Ruminantes da UFMG
Macerar as 75 gramas de iodo metálico e as 25 gramas de iodeto de potássio, diluindo-as em 50 – 100 ml de água destilada. Acrescentar 900 – 950 ml de álcool absoluto até que a tintura complete 1 litro. Armazenar todo o líquido em um frasco de cor âmbar e ao abrigo da luminosidade. Transferir a tintura de iodo para o copo sem retorno quando necessário.
O procedimento de mochação tem como objetivo cauterizar de modo físico (ferro quente ou elétrico) ou químico (pasta cáustica) os cornos do animal, visando eliminar o risco de acidentes e complicações envolvendo tais estruturas.
Recomenda-se que este procedimento seja realizado em animais com idade inferios a 30 dias.
Algumas observações e cuidados devem ser adotadas previamente ao procedimento de mochação:

A anestesia dos cornos pode ser alcançada utilizando-se 5 ml de anestésico local 2% por corno ou 2 mL de anestésico local 5% por corno.
Todo o volume do anestésico deve ser aplicado na fossa localizada acima do globo ocular do animal com o auxílio de seringa e agulha 40×12 estéreis. Os dados apresentados abaixo referem-se aos efeitos de 4 técnicas de mochação sobre o comportamento de bezerras leiteiras:
Fonte: Adaptado de Sutherland et al., 2018
Através destes dados pode-se perceber a importância da utilização do anestésico local durante o procedimento de mochação.
Os animais que receberam aplicação de anestésico não tiveram seu comportamento alterado, fato que gera reflexo positivo no consumo de alimentos e contribui para o desenvolvimento das bezerras.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase são irrisórios ou muitas vezes inexistentes quando não há nenhum tipo de planejamento quanto ao uso de tecnologias para contornar esses desafios.
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O fato supracitado imprime uma segunda dificuldade aos produtores: o custo. Um importante fator impactante na rentabilidade do negócio na pecuária de corte é o custo operacional, ou seja, o custo ligado à operação do sistema.
Quanto maior o período de dias em que os animais ficam na propriedade, maior será o custo operacional por cabeça. Diferentemente, os custos ligados à nutrição onde, em tese, quanto maior o investimento, maiores são os ganhos e melhores são os resultados.
Sequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.
Os custos ligados ao operacional não significam melhores ganhos. Minimizar esses custos é fundamental para um bom retorno financeiro econômico da atividade.
Um animal que passa por todo um período das secas, sem ganhar peso, por exemplo, continua acumulando custo operacional sem produzir. Isso encarece muito o custo da arroba produzida ao final do processo produtivo.
Pensando nesses dois fatos importantes, sazonalidade na produção de forragem e diluição dos custos operacionais, algumas estratégias podem ser utilizadas dentro da propriedade com intuito de acelerar o processo de ganho dos animais.
Essas estratégias podem ser utilizadas independente da fase de vida do animal, cria, recria ou engorda.
Entretanto, uma estratégia vem chamando atenção: várias propriedades estão lançando mão do chamado “sequestro da recria”, “confinamento da recria” ou “resgate”. Elas também são alternativas de nomes a serem utilizados para classificar o processo de tratar no cocho os animais da recria no período da seca.
A estratégia é fornecer toda a dieta desses animais no cocho por um período pré-determinado. A estrutura utilizada pode ser de confinamento ou então reservada uma área da fazenda para esse fim.
O planejamento para que se tenha espaçamento de cocho adequado, insumos e logística para todo o período de resgate é fundamental para o sucesso da operação.
Como forma de exercício pensamos em uma propriedade de ciclo completo, onde os bezerros são desmamados no mês de maio. Esses bezerros serão apartados da mãe e deixarão de ter o fornecimento do leite em um período do ano altamente desafiador.
O momento de grande estresse pela desmama dos animais é sequenciado pelo momento que eles passam a depender exclusivamente de forragem em uma época de baixa oferta e qualidade.
Esse período (primeira seca dos animais), é um momento de grande desafio por parte dos produtores, uma vez que os animais estão em uma fase muito importante da vida. Um erro no manejo dessa categoria, pode proporcionar o fracasso de todo o sistema produtivo.
Além do desafio dos animais propriamente dito, um outro fator deve ser levado em consideração quando pensamos na estratégia de sequestro da recria: o “descanso” das áreas de pasto, no momento de escassez de chuva.
A produção de forragem nessa época do ano é limitada. Manter altas taxas de lotação nesse período é um risco, pois os animais procuram as rebrotas desse capim devido ao maior valor nutricional. Isso pode comprometer o desempenho das pastagens por um bom tempo, proporcionando aparecimento de invasoras e iniciando um processo de degradação.
Não significa que utilizar os pastos no período da seca seja um erro, pelo contrário, existem excelentes estratégias para utilização dos pastos durante essa época do ano. Entretanto, o sequestro da recria pode ser uma grande alternativa para poupar e recuperar as pastagens, mantendo os animais na propriedade e principalmente, com bom desempenho produtivo.
Sequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.
O tempo de resgate desses animais é variável, e depende muito do objetivo do produtor. Alguns pecuaristas trabalham com período de tempo mais curto, 60 a 90 dias de sequestro, a fim de favorecer a rebrota dos pastos.
Já outros produtores trabalham com confinamento da recria em um período maior de dias. Nesse último cenário, além dos ganhos com as pastagens, aceleram ainda mais o processo produtivo pela redução considerável do tempo da recria. Esses trabalham com até 150 dias de cocho da recria.
Colocar os animais no cocho para receberem a dieta no período das secas é de grande valia para as pastagens como dito anteriormente. Para os animais, essa ferramenta também é extremamente eficiente.
Animais oriundos de uma cria intensiva, com creep-feeding, bons pastos, filhos de matrizes com boa habilidade materna, entram nesse sistema logo após a desmama com 7 a 8 @ e mantêm a crescente no seu desenvolvimento.
Um detalhe importante e que deve ser levado em consideração, é exatamente o quando podemos permitir que esses animais ganhem peso durante o sequestro da recria, principalmente em resgates mais longos.
Não é recomendado que os animais ganhem mais de 600, 700 gramas por dia. O custo da produção da arroba nesse período até se justifica para um recriador, mas para pecuaristas que desejam dar sequência no processo produtivo desses animais no período das águas, esse custo pode ficar muito elevado.
Outro adendo importante é a exigência desses animais no “pós-sequestro”. Animais oriundos de uma cria bem-feita, que passam pelo resgate, são animais que requerem uma continuidade no processo de desenvolvimento. Sendo assim, é esperado que no período sequente das águas esses animais sejam devidamente suplementados para manterem o desempenho.
Portanto, o resgate de animais após a desmama é uma ferramenta muito eficiente. Ela requer infraestrutura, logística e investimentos, mas quando bem executada, proporciona grandes benefícios aos produtores.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.
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