O post Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.
Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.
A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Fonte: De Vries (2011).
Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.
Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.
Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.
A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.
Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.
Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387
Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.
O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.
No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.
Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.
Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.
Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.
Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.
Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.
Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.
Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).
Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.
Entendido um pouco mais sobre o PEV e sua relação com o desempenho dos animais, que tal aprofundar seus conhecimentos na reprodução de bovinos leiteiros?
Conheça a Pós-Graduação em Pecuária Leiteira do Rehagro, torne-se um especialista na área e seja capaz de mudar a realidade e aumentar o faturamento da fazenda de seus clientes!
Aprenda com quem tem 20 anos de experiência no mercado do agronegócio, já formou mais de 25 mil alunos e atende mais de 1 milhão de litros de leite produzidos por dia!

O post Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.
Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.
Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.
No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.
Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.
Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100
Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.
Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100
Taxa de serviço %= 50%
Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.
O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).
Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.
A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.
Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.
O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.
Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.
A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.
Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.
Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.
Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).
De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.
O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.
Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.
Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.
Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.
Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.
Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.
O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.
Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.
Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).
A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.
Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia. Tenha acesso a todo o conhecimento que elas têm!

O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.
Para calcular a taxa de prenhez precisamos conhecer outros dois indicadores:
A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:
Taxa de serviço (%) = Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas
Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:
Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços
A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:
Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)
Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.
A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!
Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.
Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:
O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.
É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.
Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.
A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.
Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.
Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.
É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.
Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.
Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.
Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.
O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.
O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.
A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.
Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.
Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.
Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).
Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.
Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.
Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.
Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.
Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.
A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos
Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.
Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.
A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.
Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.
Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.
Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:
Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.
Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?
Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?
Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.
Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.
No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:
110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)
Para:
96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)
Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.
Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.
Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:
Período de lactação médio dessa fazenda:
376 dias – 45 dias = 331 dias.
Dessa forma o DEL médio será de:
331/2 = 166 dias.
O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.
Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.
Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).
Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.
Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!
Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.
O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.
Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.
Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.
Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?
Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.
A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.
O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.
Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.
Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.
Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.
Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.
Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.
Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.
Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.
Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.
O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?
A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:
O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.
Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.
Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.
Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.
Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.
Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.
“Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.
Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?
Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.
Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo:
Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.
Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.
Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.
Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.
É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.
Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.
Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.
O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu!
Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o parto é a retenção de placenta.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
É a não expulsão dos anexos fetais em um período mínimo de 12 horas após o parto.
A expulsão da placenta ainda é uma fase do parto. Depois que a vaca pariu e a placenta ainda está pendurada, ela ainda está tendo um parto.
Em até 12 horas, assumimos que a liberação dessa placenta é um processo fisiológico, comum, normal. No entanto, a partir de 12 horas, assumimos que isso seja algo patológico.
Quem já observou a placenta de uma vaca, pôde ver estruturas que parecem bolas, que chamamos de placentoma. O placentoma é formado pelo cotilédone fetal e pela carúncula materna, que estão unidos por um tecido de colágeno, um tecido conjuntivo que está prendendo essa estrutura.
Na vaca que está com a placenta retida, essa estrutura não foi degradada, e ela continua presa, como se aquela cicatriz não tivesse sido digerida.
Por isso, falamos hoje que a retenção de placenta é muito mais uma doença imune do que uma doença metabólica.
Por quê? Por algum motivo, o sistema imune da vaca não foi capaz de degradar essa estrutura, que continua ali ligada.
De início, nenhum.
A vaca que teve retenção de placenta não tem mais risco de morrer. Alguns trabalhos mostram que vacas que têm retenção de placenta produzem menos leite, mas em contrapartida, vários trabalhos mostram que a produção de leite é a mesma.
O principal ponto de atenção é que vacas com retenção de placenta têm a fertilidade comprometida. No entanto, não há nada que possa ser feito para minimizar esse problema.
Vemos que várias pessoas ainda utilizam prostaglandina, estradiol, ocitocina, mas não existe essa recomendação na literatura.
Hoje, a recomendação para retenção de placenta é não fazer nada.
Dê condições para que a vaca tenha consumo, para que ela coma, para que ela não tenha que disputar tanto no cocho, mas em termos de intervenção, não há algo para ser feito para a retenção de placenta.
Se aplicamos prostaglandina, antibiótico parenteral ou intravenoso, esse tratamento não vai fazer com que a placenta seja liberada mais rapidamente, não vai tratar a retenção de placenta.
Quando tratamos a retenção de placenta com antibiótico, o foco é reduzir a incidência da metrite.
Confira o vídeo com a explicação na íntegra com o especialista em reprodução, Guilherme Pontes.
Conheça o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira e tenha aulas com nossos consultores para todos os pilares de uma propriedade leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
O post Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.
Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.
Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.
Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.
Confira o vídeo com o especialista na íntegra:
Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.
Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo.
Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.
Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.
Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas
Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.
Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.
Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características.
Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
O post Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores?
Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – para você, que está querendo melhorar a sua atuação na pecuária leiteira.
Saiba mais sobre cada uma delas!
Mesmo antes da pandemia, o ensino à distância (EAD) ou online já vinha ganhando o coração de muitas pessoas no Brasil. E o isolamento acabou acelerando essa tendência, que continua forte mesmo com o final das restrições.
Como vantagens, as aulas online apresentam:
Sabemos que a rotina de quem trabalha com leite não é para os fracos! São muitas horas de trabalho e 1.001 coisas para resolver em um dia a dia mega corrido.
Assim, no Rehagro, cada aluno pode escolher o horário em que vai assistir às aulas.
No intervalo do almoço deu uma folga? Vamos lá! Sentou pra tomar seu café da tarde e está com o celular na mão? Já começa a assistir! Não parou pra nada hoje? Veja sua aula à noite.
Você monta seu horário para assistir às aulas online gravadas e assiste quantas vezes quiser!
Se você estiver se perguntando: “Mas como é possível encaixar uma aula inteira no meu dia?”, leia já o tópico abaixo!
Para que a flexibilidade de horário possa realmente funcionar na sua rotina, os cursos online do Leite no Rehagro têm aulas dinâmicas, de 15 minutos por dia.
Nossa intenção é que 100% do ensino seja proveitoso para você.
Por isso, vamos direto ao ponto, com conteúdo 100% aplicável à sua rotina na propriedade.
E se você tiver qualquer dúvida, temos a solução para você!
Está assistindo a sua aula e não entendeu um detalhe explicado pelo professor? Envie uma mensagem pela própria plataforma do Rehagro, por WhatsApp ou por e-mail e tenha sua dúvida respondida em até 24 horas.
Além disso, são agendados, com antecedência, encontros online ao vivo, pelo Zoom!
Neles, você fica frente a frente com os professores e colegas de todo o Brasil. É o momento para trocar informações, ideias, entender melhor como você pode aplicar aquele conhecimento na sua propriedade e ficar por dentro do conteúdo.
Eles acontecem à noite e, caso você não possa participar, eles ficam gravados para que você possa assistir depois, no horário em que preferir! Facilitamos a sua vida!
Eu não sei o que você já ouviu falar sobre o Rehagro, mas a maioria dos nossos 25.000 alunos tem algo unânime a dizer: nossos cursos são 100% aplicáveis.
Levamos isso tão a sério, que oferecemos suporte online individualizado para que cada aluno aplique o que aprendeu, por meio dos projetos aplicados.
Temos o compromisso de fazer com que nossos cursos tenham resultados reais na sua realidade, não importa onde você estiver em todo o Brasil, o sistema de produção que você trabalhe, o tamanho da propriedade. Temos o ensino certo para você.
No WhatsApp, temos o grupo da turma trocando experiências e discutindo os tópicos abordados nas aulas. Todos apaixonados pela produção de leite, assim como você, conversando sobre compra de insumos, uso de softwares, técnicas, notícias e como tornar a atividade cada vez mais lucrativa.
Com o ensino online do Rehagro, você economiza tempo e dinheiro se deslocando até o local da aula! Veja o curso da sua casa ou da sua propriedade.
Da cozinha, da sala ou do quarto!
Da sala de ordenha, da varanda da fazenda, ou encostado ali naquela cerca.
Tendo internet, está tudo certo!
Apesar do nome, o ensino à distância de qualidade pode oferecer grande proximidade entre você, professores e colegas.
Então, escolha a escola certa para fazer o curso online!
Confira aqui os cursos online disponíveis na pecuária leiteira:
Pensa naquela prosa boa! Lembra da última que você teve uma? Provavelmente, a que veio na sua cabeça aconteceu em carne osso! Aquela frente a frente, olhando no olho, não é mesmo?
Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.
Você é uma dessas pessoas?
Sim, presencialmente a gente fala mais, a gente espera o fim da aula e vai lá perguntar algo pro professor, a gente faz amizade com os colegas, troca informação de onde o vizinho está comprando milho melhor.
Ali na sala de aula, estarão colegas da sua região. Assim, aparecem oportunidades de troca de informações valiosas para você e a sua produção de leite.
Para algumas pessoas, ter aquele horário fixo marcado para assistir às aulas é algo muito positivo.
Naquele dia, naquela hora e naquele local, ela tem o compromisso com seu crescimento na pecuária leiteira. E isso é sagrado para elas!
Como você funciona melhor?
Procure cursos presenciais que fiquem próximos de você, para facilitar sua vida!
E quando estiver lá, aproveite para fazer o melhor networking! Solte a língua, faça contatos e aproveite!
Conheça aqui as localidades dos cursos presenciais da pecuária leiteira do Rehagro:
Um pouco lá, um pouco aqui. O método híbrido, ou semipresencial, tem aulas online e aulas presenciais!
É ideal para quem quer aproveitar as vantagens das duas modalidades: poder assistir parte das aulas em casa, economizando o deslocamento, e ainda ter o contato presencial com professores e colegas.
Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros funcionando neste formato.
As aulas online são todas ao vivo, com máxima interação entre alunos e professores e as aulas práticas de formulação de dietas no software são presenciais, com treinamento intensivo para que o profissional saia preparado para formular dietas para todas as categorias de bovinos leiteiros, inclusive vacas de alta produção.
Agora que você já conhece as principais características de cada modalidade de ensino, conta pra gente: qual é a que mais combina com você?
Vem pro nosso site e tenha mais informações dos nossos cursos na área da produção de leite!
O post Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante conhecido no mercado:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Para ter acesso a este e outros assuntos, siga-nos no Instagram! É só clicar AQUI.
Para assistir outros Webinars, clique AQUI!
O post Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>