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]]>O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente que ele possa enfrentar. Então, promover um genoma que favoreça todo o seu rebanho é o que o melhoramento genético busca fazer.
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O melhoramento genético de bovinos visa dar aos animais de um rebanho, características produtivas mais positivas.
Para se adaptar às mudanças dramáticas e novos rumos da economia mundial, os pecuaristas precisam usar tecnologias projetadas para maximizar a produtividade e trazer maiores relações custo-benefício.
Por isso, os produtores contam com programas de melhoramento genético que, se bem elaborados, podem identificar os melhores animais, com maior probabilidade de alcançar bons resultados.
Como vimos, o melhoramento genético é o processo de mudar certas populações, aumentando ou diminuindo a frequência de certos genes. Essa técnica é feita para melhorar o desempenho da população relevante, melhorando, assim, as características consideradas importantes.

Fonte: CPT.
Veja como podemos empregar a técnica de melhoramento genético:
O método é realizado de duas maneiras: primeiro por meio de seleção, incluindo a seleção de touros com maior valor genético, para influenciar a próxima geração, e depois por meio de sistemas de acasalamento para formar os casais reprodutores.
Esta é a forma mais rápida e eficiente de obter bons resultados por meio do melhoramento genético.
A inseminação artificial pode fornecer um grande número de criadores de material genético animal, com as melhores características. Como resultado, seu material genético será utilizado em diversos rebanhos, aumentando o número de descendentes.
Essa biotecnologia é usada para aumentar o número de animais com bons genes. Tem sido usado até para o rápido desenvolvimento da genética, especialmente em animais altamente férteis.
Devido ao desenvolvimento e redução do custo da fertilização in vitro, o processo se tornou mais acessível aos criadores, possibilitando a democratização do uso do sêmen de animais superiores.
A fertilização in vitro permite que as doadoras produzam até centenas de bezerros por ano, evitando o descarte precoce de fêmeas de alta produção, permitindo uma vida útil mais longa e aumentando a reprodução do gado apenas por meio de genética de ponta.
Saiba mais sobre os protocolos de IATF e o manejo reprodutivo de fêmeas. Assista a esse webinar completo e gratuito com tudo o que você precisa saber sobre essa biotecnologia.
Para determinar quais aspectos serão buscados no melhoramento genético de bovinos, é utilizada uma ferramenta chamada de objetivo de seleção.
Com essa abordagem, os criadores podem considerar a importância de cada característica, levando em conta o que é mais rentável em cada situação.
Dentre todos os argumentos citados, podemos considerar que a técnica atende todos os produtores, dos pequenos aos grandes, trazendo grandes benefícios para o rebanho e a saúde do animal.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.
O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

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]]>O post Sêmen bovino: por quanto tempo permanece viável no botijão? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens.
Porém, para ser realizada com sucesso a IATF precisa de alguns materiais básicos como: aplicador, luvas, descongelador, botijão de sêmen, entre outros.
Boas práticas durante o protocolo de inseminação são fundamentais para manter a integridade do material genético, principalmente quando se trata do botijão de sêmen afinal é dentro desse recipiente térmico que o material é mantido.
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Inicialmente, ele deve ser guardado em local fresco, sem incidência direta de luz solar, transportado com muito cuidado sempre na vertical e nunca deve ser inclinado para não correr o risco do conteúdo vazar.
Nitrogênio líquido. Ele é responsável por conservar as doses de sêmen em -196ºC durante tempo indeterminado desde que a quantidade seja mantida acima do mínimo.
Para que isso seja possível é necessário fazer a verificação periódica da quantidade de nitrogênio e garantir a integridade do material, para isso usamos a régua graduada, onde a quantidade mínima de nitrogênio não deve ser menor que 15 cm.

Utilização da régua graduada para mensurar a quantidade de nitrogênio líquido no botijão de sêmen. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro)
O nitrogênio líquido evapora rapidamente por isso o botijão não pode ficar muito tempo aberto, após o manejo é necessário fechá-lo, caso precise retirar mais doses de sêmen entre as inseminações é necessário abri-lo novamente.
Quando retiramos as doses de sêmen não devemos remover completamente a caneca (estrutura onde ficam as racks que armazenam as palhetas de sêmen), o ideal é que esta fique em contato com nitrogênio líquido por mais tempo, e todo o processo seja realizado de forma rápida.

Manejo correto para a retirada de amostras. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
Vários estudos comprovam que caso o descongelamento não seja realizado da forma correta os espermatozoides morrem durante o processo de descongelamento o impacta diretamente a taxa de prenhez da propriedade.
Atualmente existem muitas marcas disponíveis no mercado, porém o professor Douglas Costa dá uma indicação prática importante:
Não coloque muitas doses de uma vez no descongelador, pois isso fará com que a temperatura caia muito de forma rápida, logo, as paletas irão descongelar de forma irregular, comprometendo o material
Exemplo: caso o descongelador tenha 4 divisões uma opção é separá-lo com diferentes paletas de animais e raças distintas como na imagem.

Sugestão de como distribuir palhetas de sêmen no descongelador. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).
No nosso E-book Manual Sanitário da Estação de Monta você aprenderá dicas simples para controlar as principais doenças reprodutivas que podem afetar o seu rebanho.
A inseminação artificial oferece grandes benefícios aos produtores que optam por essa técnica, contudo a sua eficiência está diretamente ligada a mão de obra qualificada, instalações, manejo dos animais e dos equipamentos.
Quer saber mais sobre reprodução? Conheça a nossa Pós-Graduação Online em Produção de Gado de Corte. Além desse tema, também conversaremos sobre manejo nutricional, gestão financeira e econômica, sanidade animal e muito mais.
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]]>O post Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.
Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.
Para obtenção de resultados satisfatórios é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.
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A técnica de acasalamento mais tradicional é a monta natural (MN), que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.
Esse método reprodução bovina é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.
Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:
Quando consideramos a monta natural em um sistema sem estação de monta, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:
Além desses pontos levantados, vale destacar que o melhoramento genético nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.
Diante desse cenário, a monta natural controlada (MNC) surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.
Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.
A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.
Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.
O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. Neste tipo de manejo reprodutivo, é possível determinar um período do ano para a estação de monta, concentrando os partos na época mais favorável do ano.
A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.
Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.
Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.
Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a inseminação artificial (IA) que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.
Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.
Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.
A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.
A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.
A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.
Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de manejo, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma estação de monta facilita bastante o manejo e concentração das atividades
Embora o custo inicial da inseminação artificial seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.
Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.
A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.
A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste sêmen em botijões contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.
A dificuldade de detecção de cio resulta em taxa de prenhez menores quando a inseminação artificial é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.
Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na inseminação artificial em tempo fixo. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.
A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.
Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.
Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para gerar bons resultados.
Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.
É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.
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]]>O post Manual sanitário da estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, seu sucesso depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior à média.
Neste e-book, você saberá mais sobre o controle das principais doenças reprodutivas que podem acometer os rebanhos:
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]]>O post Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Acompanhando a evolução da atividade, as metodologias e as ferramentas disponíveis para realização da gestão eficiente também evoluíram.
Entretanto, algumas ferramentas há muito tempo utilizadas ainda são indispensáveis para o sucesso de qualquer projeto pecuário: o plano de negócios e o fluxo de caixa, que veremos neste artigo.
O fluxo de caixa representa um importante ponto da gestão dentro de qualquer empresa, seja ela rural (como uma fazenda), ou urbana.
Por meio dele, são avaliadas todas as entradas e saídas, ou seja, todo o fluxo de dinheiro em um determinado período de tempo, daquela empresa. Portanto, toda quantia financeira, movimentações que entram ou saem das contas da empresa são registradas no fluxo de caixa.
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O primeiro passo para a realização de um fluxo de caixa eficaz e com informações precisas que auxiliem as tomadas de decisão dentro da propriedade é a criação de uma rotina para os lançamentos.
Nessa rotina, é preciso estabelecer com muito critério um profissional capacitado e treinado para realização dessa função. Ele terá acesso a todas as informações de pagamentos e recebimentos da propriedade. Sendo assim, deve ser um colaborador organizado, comprometido e, acima de tudo, de confiança dos gestores.
No momento de inserir os dados no sistema ou planilha de fluxo de caixa, já deverá ter em mãos todas as informações relevantes, por exemplo:
Uma parte importante desses lançamentos é o plano de contas utilizado. Grosseiramente falando, cada uma das saídas e entradas será lançada com uma classificação específica.
Assim sendo, fica fácil para, posteriormente, avaliar quanto a fazenda gastou com milho, por exemplo, pois todas as notas fiscais de milho estarão lançadas em uma mesma conta gerencial. Isso irá ocorrer com outros insumos, e também com todos os recebimentos.
Além dessas ferramentas, existem algumas outras que podem auxiliar no controle dos números da fazenda. Aqui, vamos focar no fluxo de caixa.

Exemplo de gráfico ilustrando o fluxo de caixa.
Outro critério importante para o lançamento das informações que abastecerão o fluxo de caixa está ligado à conciliação bancária.
Para garantir confiabilidade às informações, é indispensável que todas as informações do fluxo de caixa estejam conciliadas com a conta bancária, ou seja, tudo que está no fluxo como entrada ou saída, também deve constar na conta corrente da propriedade, e o contrário também se aplica, tudo que está na conta corrente deve constar no fluxo de caixa, isso permite ter certeza que ao analisarmos o fluxo de caixa estaremos, realmente, avaliando os números e as informações de forma confiável.
A estrutura do fluxo de caixa é composta basicamente por três itens principais: entradas, saídas e o saldo acumulado.
As entradas no caixa da propriedade, independente da sua origem, toda quantia positiva que é somada ao caixa é considerada uma entrada, ou recebimento. Comumente, são oriundas da venda dos produtos daquela propriedade. Uma fazenda de cria, por exemplo, tem em sua principal fonte de entradas os valores advindos das vendas de bezerros, mas também pode ter entradas com venda de matrizes de descarte, aluguel de maquinários, resgate de investimentos financeiros, recebimento de recursos de empréstimos, etc.
Outro componente do fluxo de caixa são as saídas, ou todo e qualquer valor financeiro que gere desembolso ao caixa da propriedade, pagamento de insumos nutricionais, funcionários, energia dentre outros, são valores lançados como saídas.
Ao final de cada período avaliado, um mês por exemplo, a diferença entre as entradas e as saídas resulta no saldo de caixa daquele período.
O somatório dos saldos em dois ou mais desses períodos, representa o saldo acumulado. Exemplificando, em um determinado mês uma propriedade apresentou R$100.000,00 em entradas e R$80.000,00 em saídas, obtendo um saldo de R$20.000,00. No mês seguinte, os valores obtidos geraram um saldo positivo de R$25.000,00 e, por consequência, um saldo acumulado de R$45.000,00.

Representação de um fluxo de caixa.
O saldo acumulado é um importante ponto a ser avaliado em um fluxo de caixa, obtido através do somatório de cada fechamento, seja diário, semanal ou mensal. Quando estamos avaliando um fluxo de caixa projetando o futuro, ele nos aponta alguns pontos de extrema importância, como por exemplo a necessidade de capital de giro, também conhecida como “fundo de piscina”.
O “fundo de piscina”, como observado no gráfico abaixo, mostra qual a maior necessidade de caixa em um determinado período avaliado.

Gráfico representando o saldo acumulado de um fluxo de caixa.
Observe assinalado em vermelho, na simulação acima, o momento do ano em que teremos a maior necessidade de caixa, de capital de giro, para poder suprir esses meses que por algum motivo o saldo acumulado está no negativo.
Importante nesse momento, é avaliar justamente os porquês desse saldo acumulado negativo e, principalmente, se existem alternativas para suprir esse “buraco”, por exemplo, com antecipações de receitas, adiamento de gastos, obtenção de empréstimos ou aporte pelo proprietário.
Uma importante alternativa, fornecida pelo fluxo de caixa e que pode ser de grande valia para as propriedades é a possibilidade de visão de futuro. De fato, prever o futuro não é uma tarefa fácil, entretanto, com os lançamentos em dia, há uma real possibilidade da propriedade se programar quanto a suas demandas financeiras.
Para isso, dois pontos são extremamente importantes de serem administrados com atenção no fluxo de caixa: as contas a pagar e as contas a receber. Com o correto lançamento de todos os compromissos e contas que devemos pagar e receber, é possível que a propriedade se organize e preveja o futuro.
Essa avaliação pode ser realizada a curto e médio prazo. A curto prazo, sabemos por exemplo quanto a fazenda tem para receber e pagar na próxima semana e se o saldo da conta bancária é suficiente para quitar todas as obrigações daquele período.
Podemos citar como médio prazo a mesma situação para o próximo mês ou meses.
O correto lançamento dos dados no fluxo de caixa é indispensável para a confiabilidade da ferramenta, entretanto, ele não deve ser utilizado apenas para o armazenamento desses dados, pelo contrário, a utilização dessa ferramenta é fundamental para que informações sejam levantadas e, a partir delas, seja possível a tomada de decisões em busca da maximização da eficiência em uma propriedade.
Em resumo, o fluxo de caixa é uma ferramenta relativamente simples, mas essencial para toda empresa. Ele nos permite a avaliação e a realização de importantes tomadas de decisões relativas ao sistema de produção.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.


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]]>A importância desse método é o de ordenar os animais para fins de seleção, visando atingir o melhor valor econômico final.
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Para planejar um programa de melhoramento genético deve-se ter em mente os objetivos de seleção e os critérios a serem utilizados.
Após definidos estes requisitos é feita a observação fenotípica, do ambiente no qual o fenotípico foi coletado – quanto mais informações do ambiente, melhor – e obtêm-se também o Pedigree (genealogia/antecedentes do animal observado).
Atualmente, com o desenvolvimento da avaliação genômica, existe um auxílio na identificação de características que não têm análise fenotípica. Hoje, as características de precocidade sexual estão em foco, pois têm correlação positiva com o aumento da lucratividade nos sistemas de pecuária de corte.
Para indicar um bom programa de melhoramento genético deve-se observar o ganho genético do rebanho para os objetivos escolhidos e manter padrões de descarte de animais inferiores de forma concreta.
Entre os fatores que afetam o progresso genético do rebanho, estão: herdabilidade, intensidade de seleção, variação fenotípica e intervalo de geração.
Quando for medir os resultados do programa de melhoramento, colete os dados fenotípicos e armazene em softwares estatísticos, que realizam a análise de desempenho das características de ganho de peso, fertilidade, acabamento de carcaça, precocidade sexual, habilidade materna, peso da cria ao nascer etc.
Quer descobrir quais são os indicadores de alto impacto na pecuária de corte? Assista ao webinar com o especialista Vitoriano Dornas.
Basicamente deve-se selecionar os machos com a melhor DEP (Diferença esperada na progênie, ou seja, capacidade prevista de transmissão) e melhor acurácia para esse objetivo, levando em consideração as correlações de características e o fator ambiente, que pode afetar no produto final.
Como o Brasil é um país com vasto território, acaba sendo afetado por diversos fatores ambientais e, por isso, é necessário conhecer a genética que estamos selecionando, pois touros com melhores DEP’s e acurácia nem sempre vão nos apresentar o melhor valor fenotípico.
Também podemos considerar que há touros com boas DEP’s e baixos valores de acurácia. Isso nem sempre será a real situação, pois touros mais jovens normalmente vão apresentar menor acurácia que touros mais velhos, devido ao número de progênies testadas.
Hoje, para maximizar esses dados no melhoramento genético, já podemos contar com a genômica que reduz o intervalo de gerações. Identificar animais precocemente na desmama ou com 12 meses direciona maior pressão na seleção para características de precocidade.
Atualmente, no Brasil, a pecuária de corte enfrenta problemas relacionados à produtividade, devido à competição por área do sistema com a agricultura. Portanto, é preciso produzir mais em uma menor área, maximizando a eficiência produtiva.
A interação genótipo/ambiente é outro fator que devemos estar atentos – animais que são bons para o sistema a pasto nem sempre têm o mesmo resultado em confinamento – e com os mais diversificados fatores ambientais presentes no Brasil, é indicado um programa de melhoramento relacionado a eficiência dos animais no sistema que ele se encontra.
Diante disso, os programas de melhoramento devem trazer análises e avaliação de touros visando a interação genética/ambiente para maior assertividade de seleção. Os programas como genômica prometem resultados com menores gerações, o que é um ganho espetacular para a pecuária de corte.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.
Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:
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