saúde ruminal Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/saude-ruminal/ Thu, 05 Jan 2023 18:13:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png saúde ruminal Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/saude-ruminal/ 32 32 Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/#respond Thu, 01 Dec 2022 18:23:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16461 A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã. Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.   Sem tempo para ler agora? Baixe […]

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A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã.

Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Fases da alimentação das bezerras leiteiras

O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.

Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.

O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.

  1. Na primeira fase os animais são considerados pré-ruminantes e ingerem praticamente apenas o leite, a ingestão de alimentos sólidos é mínima.
  2. A segunda fase é chamada de transição, e dura até o desaleitamento. Nessa fase os animais aumentam a ingestão de alimentos sólidos e com isso a microbiota se multiplica rapidamente.
  3. A terceira fase se inicia no desaleitamento e perdura por toda vida, a alimentação é realizada apenas por alimentos sólidos. Nessa fase a energia é advinda da fermentação de carboidratos, das proteínas e dos lipídios, sendo que a proteína vem das bactérias e das fontes de proteínas não degradáveis no rúmen.

É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.

O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.

Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.

E-book criação de bezerras leiteiras

Os alimentos concentrados na dieta sólida

Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.

Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg  de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.

Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.

A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

Bezerro bebendo água

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.

Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.

Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.

A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.

A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.

Os alimentos volumosos na dieta sólida

Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:

  • Aumento do consumo de concentrado;
  • Estímulo ao desenvolvimento da camada muscular do rúmen;
  • Promoção de ruminação;
  • Manutenção da integridade da parede ruminal;
  • Redução de problemas comportamentais;
  • Aumento do Ph ruminal.

Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.

Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.

Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.   

O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.

Conclusão

Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.

O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.

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Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/#respond Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15267 Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores […]

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Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.

Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.

O que você irá aprender com este e-book?

  • Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;
  • Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e verminoses;
  • Precauções contra doenças como: botulismo, clostridioses, raiva e pneumonia;
  • Importância da qualidade da água e conservação dos alimentos;
  • Acidose ruminal.

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Cinética ruminal: o que é e qual a importância para o desempenho dos animais https://blog.rehagro.com.br/cinetica-ruminal-o-que-e-e-qual-a-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/cinetica-ruminal-o-que-e-e-qual-a-importancia/#respond Wed, 20 Jul 2022 19:00:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13955 É muito importante conhecermos a composição e digestibilidade dos alimentos, para formular dietas mais balanceadas que propiciem os animais expressarem o máximo do seu potencial produtivo. Logo, a cinética ruminal pode ser descrita como a curva de desaparecimento de cada fração dos alimentos, e explica a relação entre ingestão, digestão e desempenho dos animais.   […]

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É muito importante conhecermos a composição e digestibilidade dos alimentos, para formular dietas mais balanceadas que propiciem os animais expressarem o máximo do seu potencial produtivo.

Logo, a cinética ruminal pode ser descrita como a curva de desaparecimento de cada fração dos alimentos, e explica a relação entre ingestão, digestão e desempenho dos animais.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


No vídeo do quadro especial do Rehagro “ Por Dentro do Ensino”, o professor Dr. Danilo Milen explica que na medida que retiramos a forragem da dieta e aumentamos os níveis de concentrado, o volume ruminal diminui, e devido esse incremento nos níveis de concentrado temos mais nutrientes por quilo da dieta.

Esse aporte de substrato aumenta a fermentação e devido a redução no volume ruminal, proporcionalmente reduzimos a motilidade do rúmen, causando a queda na taxa de passagem e o aumento da degradação.

Pensando nisto, quando adotamos estratégias para desempenho máximo, muitas vezes são caracterizadas por fornecer aos animais dietas mais desafiadoras com altos níveis de concentrado, visando maximizar a quantidade de matéria seca dentro do rúmen e por isso, precisam de cuidados redobrados para não causar nenhum distúrbio digestivo.

É importante desenvolver o rúmen e a microbiota dos bezerros, pois quando esses forem submetidos a dietas com alto potencial fermentativo tenham papilas ruminais com capacidade de retirar os ácidos do rúmen rapidamente.

Então, o que dificulta o incremento de matéria seca (MS) na dieta dos animais?

 A motilidade ruminal. Logo, quanto menores os níveis de MS, maior será o estímulo que a parede ruminal faz, quanto maiores os níveis de MS menor será o estímulo, veja nas imagens abaixo.

Motilidade ruminal

Fonte: Professor Dr. Danilo Millen

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Grãos de destilaria do milho: DDG e WDG na alimentação dos bovinos https://blog.rehagro.com.br/graos-de-destilaria-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/graos-de-destilaria-do-milho/#comments Mon, 08 Jun 2020 17:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7713 O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio. Explorar todas as possibilidades da matéria prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne – tudo na produção de carne bovina é aproveitado. […]

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O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio.

Explorar todas as possibilidades da matéria prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne – tudo na produção de carne bovina é aproveitado.

Esse aproveitamento, entretanto, não deve se restringir às últimas etapas do sistema de produção. Frigoríficos têm grande eficiência no aproveitamento de 100% do animal abatido e as etapas anteriores, que sucedem o frigorífico, também devem seguir esse caminho.

 

 

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Um grande avanço nesse sentido está diretamente relacionado ao aproveitamento de coprodutos de outros negócios envolvidos no agro, a utilização de produtos advindos das cadeias produtivas do etanol (como por exemplo, os grãos de destilaria), do açúcar, do algodão e tantas outras, podem ser de grande valia na produção dos ruminantes.

Webinar Utilização de coprodutos

Além de diminuir a concorrência de utilização de produtos utilizados na alimentação humana, a utilização de coprodutos tem grande potencial quanto ao passivo ambiental.

A principal forma de interação e aproveitamento dos recursos está direcionada justamente a esses coprodutos, que são a cada dia mais utilizados na dieta de ruminantes. Casca de soja, torta de algodão, bagaço de cana, são alguns exemplos de “resíduos” de outras indústrias de grande importância para a nutrição de ruminantes.

Nos últimos anos, cresceu no Brasil, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, o número de agroindústrias que utilizam a destilação do milho na produção do etanol. Esse processo tem como resíduos subprodutos de grande potencial para a inclusão nas dietas de ruminantes.

Resíduo de grãos de destilaria de milhoResíduo úmido da destilaria do milho, conhecido como WDG (wet distillers grain). Fonte: Material complementar, aula César Borges, Pós Graduação Gado de Corte – Rehagro

Resumidamente, nesse processo, utiliza-se o amido presente no milho como substrato para a fermentação e para a produção do etanol. O material remanescente é um produto rico em proteína, gordura e fibra, mais concentrados do que originalmente encontrados no milho. A proporção desses materiais varia entre as indústrias de etanol, dependendo do processo fermentativo que adotam.

O cozimento do milho irá proporcionar a gelatinização do amido, enzimas alfa amilase, termoestáveis, são adicionadas ao material e quebram o amido em glicose, que por sua vez será utilizado por leveduras adicionadas ao processo em etanol e gás carbônico (CO2).

DDG e WDG

Os principais coprodutos de grãos de destilaria são grãos secos ou úmidos de destilaria, mais conhecido no Brasil pela sigla em inglês DDG e WDG (dried distillers grains with solubles e wet distillers grains, respectivamente). Esses coprodutos se diferem basicamente, como diz sua nomenclatura, pelo teor de umidade.

Alimentação com coprodutos de grãos de destilariaBovinos se alimentando. Fonte: FS Bioenergia.

Durante o processo de fabricação do etanol, o material fermentado passa por uma etapa de secagem, dando origem ao DDG e quando retirado antes da fase de secagem temos o WDG. Além da característica principal, relacionada à umidade, esse processo de secagem irá interferir em alguns pontos importantes quando avaliamos a utilização desses produtos na nutrição de ruminantes.

Antes de chegar à fazenda, e serem realizadas as devidas considerações sobre nutrientes e inclusões nas dietas, devemos pensar nos custos e na logística que envolve a utilização desses produtos.

O produto úmido, WDG, apresenta, em média, na sua composição, 65% de água, o que acarreta, consequentemente, em maiores custos tanto no transporte, tornando mais atrativo para propriedade vizinha da indústria.

Também devemos destacar a armazenagem deste produto. A umidade diminui a densidade do produto, sendo necessário maior espaço para estocagem, além de necessitar de maiores cuidados com o aparecimento de mofos.

A utilização do WDG deve ser realizada de forma relativamente rápida nas propriedades. Estima-se que o tempo de vida útil do produto gire em torno de 3 a 4 dias, quando armazenado da forma “convencional” nos galpões de fábrica de confinamento, devendo ser o abastecimento da propriedade com esse produto uma rotina diária.

Uma alternativa a esse problema, pode ser a ensilagem do produto, hoje em dia a principal forma de ensilagem do WDG é feita por bags. Muitos produtores têm aproveitado a baixa nos preços para estocar e ensilar esse material.

A umidade interfere ainda, nas possibilidades de trato para os animais, suplementação de menores consumos, por exemplo, são praticamente inviáveis com WDG, o suplemento como um todo fica bastante úmido, fazendo com que o mesmo, estrague com mais facilidade.

Grãos de destilaria WDGWDG. Fonte: Site da FS Bioenergia.

Em contrapartida, justamente por não passar por uma etapa do processo de secagem, o WDG tem normalmente menores custos do Kg de MS, quando comparados ao DDG. Ainda referente ao quesito umidade, outro benefício do WDG está relacionado à sua maior capacidade de mistura, diminuindo inclusive a seleção dos animais.

O DDG, por todos os motivos supracitados, parece ser então uma opção mais viável, principalmente àquelas propriedades que estão distantes geograficamente das grandes usinas de etanol.

Sua composição com 10 a 12% de umidade, normalmente, permite que esse produto seja armazenado como a maioria dos concentrados comumente utilizados em uma propriedade de corte, ou seja, nos barracões e expostos ao ar.

Por ser um produto de MS mais elevado (88 a 90% de MS), pode inclusive ser utilizado como suplementação de animais à pasto, tendo maior vida útil nos cochos quando comparado ao WDG.

Processo de ensilagem do WDGWDG sendo ensilado. Fonte: Acervo pessoal, Esp. Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.

Um adendo importante, que deve ser observado com bastante atenção em relação ao DDG, está relacionado justamente ao processo de secagem, onde, quando esse processo ocorre em demasia, pode levar à queima daquele material, levando à não disponibilização importante de alguns nutrientes.

Grãos de destilaria DDGDDG. Fonte: Site da FS Bioenergia

Tida algumas observações importantes sobre as características físicas desses produtos, principalmente em relação aos teores de MS e às consequências observadas em virtude da diferença entre esses produtos, a utilização e os níveis de inclusão desses coprodutos, passam a ser avaliadas pelas características bromatológicas dos mesmos.

Características comuns a esses grãos de destilaria do milho, justamente pelo processo fermentativo para produção de etanol utilizar o amido como substrato, são que esses nutrientes apresentam baixas concentrações, tanto no DDG quanto no WDG, em torno de 2 a 5%.

A principal forma de utilização desses coprodutos é como fonte proteica, e se justifica quando avaliamos os níveis de proteína desses materiais, sendo em média, 32% e 25 a 32% de proteína bruta no WDG e no DDG, respectivamente, sendo um substituto do farelo de soja.

Materiais comerciais podem variar quanto aos teores de proteína do produto, sendo vendido DDG com 19% de PB, por exemplo. Esses parâmetros devem ser observados na hora da compra para comparar preços.

Segundo uma pesquisa de Corrigan e colaboradores feita em 2006, podemos considerar, em inclusões superiores à 20% da dieta total, como fonte também energética, principalmente quando há a substituição do milho ao DDG.

Essa prática é mais usual em situações de suplementação à pasto dos animais. Nos confinamentos, inclusões próximas a 20% costumam suprir as exigências de proteína da dieta, e até mesmo alcançar valores superiores.

A substituição da fonte energética pode se justificar pelos níveis de NDT do DDG e do WDG, 90% e 98% respectivamente.

Armazenamento de DDGArmazenamento de DDG. Fonte: Acervo pessoal, Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.

Outro ponto de avaliação desses produtos, diz respeito aos níveis de PNDR, que podem ser até 2,6 vezes maior do que os níveis encontrados no farelo de soja, por exemplo, na média o WDG apresenta 55% de PNDR enquanto o DDG apresenta 60 a 70% da PB de proteína não degradável no rúmen.

Entre os pontos de atenção e cuidados em relação a utilização desses insumos, dois chamam atenção, o primeiro deles está relacionado à inibição de consumo. Estudos como de Klopfenstein e colaboradores, feito no ano de 2014, sugerem que inclusões superiores a 30% da MS da dieta podem inibir consumo refletindo em desempenhos inferiores.

Em contrapartida, estudos como Buckner e colaboradores obtiveram desempenhos semelhantes com inclusão de até 40% na dieta. Ainda como ponto de atenção, é importante sempre a análise dos níveis de enxofre desses produtos.

Portanto, a utilização dos grãos de destilaria, secos ou úmidos, são uma excelente alternativa, principalmente como substitutivos para fontes proteicas como o farelo de soja. Os valores da MS devem ser levados em consideração no momento da escolha de qual produto utilizar na propriedade.

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