O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.
Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.
A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.
A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.
Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.
Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Onde:
Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.
Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.
Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.
Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.
O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.
A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.
A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.
Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.
Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.
Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.
Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:
A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.
Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.
Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.
Check list antes de iniciar a semeadura
Levantamento de plantas
Fertilizantes
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
Com ela, você vai dominar técnicas como:
Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.
A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.
A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.
Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.
As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.
Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.
Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.
Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.
Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.
O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.
Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.
A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.
As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.
A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.
As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.
Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.
Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.
Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.
De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.
Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
Com ela, você vai dominar técnicas como:
Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Moraes fala que o plantio é a primeira etapa para aqueles que querem atingir altas produtividades. Ele é um dos fatores que mais interferem no potencial produtivo da cultura, pois investimos em sementes e fertilizantes e, muitas vezes, ocorrem falhas ao colocar a quantidade adequada de sementes e fertilizantes por hectare.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!
Se tiver dúvidas ou considerações da semeadura da 2ª safra, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!
O post Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Proteção da cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>
No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro.
O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que são muito importantes para garantir altas produtividades das lavouras. Geraldo ensina como identificar os estádios decisivos e garantir a sanidade foliar da lavoura. O especialista explica três pontos essenciais:
Se você gostaria de aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto, não pode perder a oportunidade de assistir a este vídeo!
Se tiver dúvidas ou considerações, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!
O post Proteção da cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Semeadura do milho e da soja à taxa variável de sementes apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Devido aos altos custos de produção, diversos produtores estão explorando novas tecnologias para ajustar a utilização de sistemas de desligamento de seção. Os sistemas podem ser usados com diferentes implementos agrícolas como pulverizadores e semeadoras, controlando seções de bicos nos pulverizadores e linhas nas semeadoras.
Densidades de plantas que excedem a taxa ideal afim de maximizar a produtividade de grãos não apenas aumentam os custos de sementes, mas também podem reduzir os rendimentos.
As perdas econômicas e de rendimento de regiões com sobreposição de sementes, podem ser reduzidas usando a tecnologia de controle automático de seção em semeadoras, nas bordaduras dos talhões e arremates.
Região sem desligamento de seção (A) e região com desligamento de seção (B). (Fonte: Internet)
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Os sistemas de semeadura de taxa variável são relativamente novos no mercado, com a maioria sendo introduzida desde 2005.
Antes da disponibilidade de acionamentos hidráulicos, a maioria dos medidores de sementes da plantadeira mantinha o espaçamento das sementes por um acionamento fixo. O espaçamento envolvia o solo e girava a uma velocidade relativa à velocidade do solo da plantadeira.
As taxas de semeadura foram alteradas de campo para campo ou de colheita para colheita, mudando o disco para uma placa com um número diferente de sementes por rotação ou alterando a proporção de dentes entre as rodas dentadas da corrente.
O principal benefício dos sistemas de semeadura em taxa variável é um aumento no rendimento. Onde o principal fator que impulsiona o desempenho econômico é a variabilidade do solo.
Em áreas de produção muito uniformes, o retorno do investimento será baixo. Já em em áreas de produção heterogêneas com regiões de desempenho diferenciadas, o retorno do investimento será muito maior.
Além da redução no custo de sementes o sistema de desligamento de seção apresenta como vantagem o gerenciamento da distribuição de sementes, otimizando a gestão operacional da propriedade uma vez que exigem menos tempo de mão de obra para condução da semeadura.
As primeiras plantadeiras hidráulicas usavam um único motor hidráulico para acionar toda a plantadeira. Para reduzir custos, os sistemas mais novos incorporaram vários motores hidráulicos na plantadeira. No entanto, está disponível um corte de linha individual, utilizando um sistema de embreagem em cada unidade de linha que é capaz de desengatar o eixo de acionamento para reduzir ou eliminar a sobreposição de plantio em uma base de linha individual.
A maioria dos sistemas hidráulicos não é adequada para o plantio de contornos ou em terraços, pois a seção da plantadeira acionada por cada acionamento hidráulico deve operar na mesma velocidade.
Os dois sistemas de desligamento de seção utilizados atualmente, que gerencia individualmente as linhas de semeadura e que realiza o controle por seções de plantio (ex.: 4 linhas de plantio equivale uma seção) por meio de embreagem pneumática, embreagem elétrica e sistema hidráulico.
No entanto, semeadoras podem ser transformadas em semeadoras a taxa variável, ajustando a velocidade da unidade de medição de sementes. Isso efetivamente mudará a população da planta.
A semeadura de taxa variável é realizada separando ou desconectando os sistemas de medidores de sementes da plantadeira da roda motriz do solo. Ao conectar um motor ou caixa de engrenagens (para alterar a velocidade da entrada da roda de terra), a taxa de propagação pode variar em movimento.
Segundo Corassa e colaboradores (2018) e Dagios (2018) a área de sobreposição de semeadura varia entre 2,5 e 5,5% da área de plantio.
Para o cultivo de milho o desligamento de seção proporciona um maior comprimento de espiga, aumento no número de grãos por espiga e maior peso de grão. De maneira geral para o cultivo de milho grão apresenta um incremento de 11 a 14% de produção nas regiões com desligamento de seção.
Espigas de milho em regiões com desligamento de seção (a) e espigas de milho em regiões sem desligamento de seção (b). Fonte: Dagios – 2018
A resposta do rendimento de soja à taxa de semeadura foi dependente do rendimento do ambiente de produção.
A taxa ótima de semeadura aumentou conforme os ambientes de produção foi reduzido. A taxa de semeadura pode ser reduzida em 18% para ambientes de alta produtividade em relação a ambientes de baixo rendimento, sem apresentar redução na produção.
A época do plantio interage com a resposta da produção à taxa de semeadura, em ambientes de alto rendimento, o plantio tardio diminuiu a produção independentemente da taxa de semeadura.
A semeadura em taxa variável de sementes reduz a taxa de sementes, identificando e semeando sementes apenas nas áreas que atendem aos requisitos de sementes.
Os VRAs baseados em sensores são equipados com sensores de matéria orgânica do solo que detectam os diferentes níveis de conteúdo de matéria orgânica no solo e ajustam a população da planta de acordo.
Os medidores de umidade do solo também são usados para ajustes de profundidade e, assim, para ajustar a população da planta. A taxa de semente é variada ao conectar uma caixa de engrenagens ou um motor à semeadora de taxa variável de sementes.
Sensor de matéria orgânica do solo para semeadura em taxa variável. Fonte: Precision Planting – 2019
A maioria desses dispositivos será compatível com um mapa de prescrição e pode ter duas ou mais taxas.
Um cenário de duas taxas pode ser um sistema que reduz as taxas de semeadura fora do alcance de um sistema de irrigação por pivô central, enquanto várias taxas podem ser necessárias para ajustar os tipos de solo (capacidade de retenção de água) e matéria orgânica.
Com o aumento do estudo para identificação da variabilidade que ocorre nas áreas de produção e definição de ambientes de produção começa a realizar estudos para semeadura de multi-híbridos/cultivares.
Exemplo de área plantada com multi-híbrido.
Na semeadora multi-híbrido/cultivar, dois ou mais híbridos/cultivares podem ser plantadas em um único campo a taxas de semeadura variáveis ou híbridos/cultivares são armazenadas em caixas de retenção separadas, das quais são medidas por várias unidades de medição de motores elétricos em um único tubo de semente ou transportador de correia/escova.
Um exemplo de unidade de linha de semeadora multi-híbrido/cultivar. Fonte: Sharda et al – 2018
Em um estudo avaliando a viabilidade da semeadura multi-cultivar de soja, Corassa e colaboradores (2018) identificaram que o desempenho da variedade de soja é diferido de acordo com o ambiente de produção.
Variedades de porte alto devem ser colocadas em ambientes de baixa produtividade, onde a redução e um aumento no número de vagens e no rendimento foi registrado.
Variedades de porte baixo devem ser colocadas em ambientes de alta produtividade, evitando o crescimento excessivo das plantas e a redução do rendimento.
Dentro do campo de arranjo de variedades aumentou o rendimento em 2,1% e 11,5% para ambientes de alta produtividade e baixa produtividade, respectivamente.
As perspectivas para a semeadura a taxa variável são positivas. As suas técnicas podem proporcionar aos produtores e técnicos a reflexão sobre suas decisões de manejo, para que tenham mais sucesso e, o melhor, a partir dados coletados na própria propriedade.
O aumento da adesão dos produtores à tecnologia é gradual e a precisão das ferramentas será aumentada conforme forem sendo entendidos os fatores principais que atuam na variabilidade espacial das áreas agrícolas.
Estrutura teórica para o arranjo de variedades de soja de acordo com a classe de rendimento (baixa e alta). Fonte: Corassa et al (2018c).
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
Aprenda a aumentar os lucros de sua produção de grãos com o Curso Gestão na Produção de Grãos do Rehagro. Clique e saiba mais!
O post Semeadura do milho e da soja à taxa variável de sementes apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Reforma de pastagem: as 5 principais etapas para uma realização bem feita apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o escore corporal adequado e nem mesmo lotação elevada.
Muitos pecuaristas almejam reformar a pastagem, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Para que a reforma de pastagem seja eficiente é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.
Calendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.
Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda.
É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.
A partir da escolha da área, é feita a escolha da forrageira, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.
O manejo de reforma de pastagem inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de se conhecer a real situação da fertilidade do solo sem uma correta amostragem e uma análise feita em um bom laboratório.
É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.
Divisão da área em glebas para amostragem de solos.
Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.
Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.
O calcário deve ser aplicado com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.
Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembrando que esta atividade deve ser realizada antes do período chuvoso, assim como a gessagem.
A aplicação de gesso agrícola no solo tem como objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.
Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve levar em consideração, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).
Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.
A aração é um processo que visa revolver a terra, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.
Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para que o manejo (plantio e adubação) não seja prejudicado, é importante realizar a gradagem.
A gradagem deve ser realizada quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.
É de grande importância termos cautela na compra da semente, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.
O maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maior as chances de sucesso com o plantio, pois não haverá sementes de outras espécies sendo “plantadas” podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras
Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.
Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .
Para operacionalizar a semeadura, temos que levar em consideração o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.
Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, podemos não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida, perdendo quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.
Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o manejo, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.
Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.

Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.
Deve-se apenas monitorar o manejo, ajustando sempre a lotação animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:
As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.
O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.
Para saber mais informações, visite nossa página:
O post Reforma de pastagem: as 5 principais etapas para uma realização bem feita apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>