sementes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/sementes/ Wed, 14 Dec 2022 20:18:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png sementes Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/sementes/ 32 32 O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/ https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/#respond Mon, 14 Jun 2021 12:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9361 O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras. Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha […]

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O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras.

Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.

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Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/ https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/#comments Mon, 16 Nov 2020 17:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8476 O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito. Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área […]

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O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito.

Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.

Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.

A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.

 

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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.

Coeficiente de variação do estande de plantio

A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.

Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.

Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Coeficiente de variação

Onde:

  • CV = coeficiente de variação;
  • δ = desvio padrão;
  • μ = média.

Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.

Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.

Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

Fatores que interferem em uma boa plantabilidade

Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.

O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.

A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.

A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.

Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.

Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.

Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.

Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:

  • Nas semeadoras mecânicas a escolha do disco e anel apropriado é um dos fatores que interferem diretamente na qualidade da semeadura. Para sementes redondas deve-se optar por anel rebaixado, quanto ao disco deve-se optar pelo disco que entre apenas uma semente em cada furo;
  • Nas pneumáticas deve-se atentar a pressão do vácuo em cada uma das linhas, falta de vácuo pode causar falha e excesso de vácuo pode causar dupla. Outro fator é quanto a pressão do pneu da roda motriz, conferir a pressão garante uma melhor uniformidade de deposição das sementes.

A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.

Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.

Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.

Checklist semeaduraCheck list antes de iniciar a semeadura

Levantamento de plantasLevantamento de plantas

FertilizantesFertilizantes

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Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/ https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/#respond Fri, 06 Nov 2020 18:32:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8471 O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa. As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo. A agregação […]

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O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa.

As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.

A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.

 

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Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

Microrganismos no solo

Microrganismos e estabilidade do solo

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.

A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.

Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.

As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.

Bactérias promotoras de crescimento

Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.

Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.

Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.

Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.

O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.

Webinar Manejo de nitrogênio para altas produtividades

Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.

A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.

As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.

A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.

As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.

Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.

Inoculantes bacterianos

Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.

Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.

De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.

Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.

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Semeadura do milho e da soja à taxa variável de sementes https://blog.rehagro.com.br/semeadura-de-milho/ https://blog.rehagro.com.br/semeadura-de-milho/#comments Sun, 26 Jan 2020 16:30:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6921 Ao realizar um planejamento de semeadura de milho, a quantidade de sementes a serem utilizadas é um dos fatores que os produtores ficam atentos. Isso porque, invariavelmente, ocorre sobreposição de sementes nos arremates e bordaduras dos talhões, resultando em um desperdício. Devido aos altos custos de produção, diversos produtores estão explorando novas tecnologias para ajustar […]

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Ao realizar um planejamento de semeadura de milho, a quantidade de sementes a serem utilizadas é um dos fatores que os produtores ficam atentos. Isso porque, invariavelmente, ocorre sobreposição de sementes nos arremates e bordaduras dos talhões, resultando em um desperdício.

Devido aos altos custos de produção, diversos produtores estão explorando novas tecnologias para ajustar a utilização de sistemas de desligamento de seção. Os sistemas podem ser usados com diferentes implementos agrícolas como pulverizadores e semeadoras, controlando seções de bicos nos pulverizadores e linhas nas semeadoras.

Densidades de plantas que excedem a taxa ideal afim de maximizar a produtividade de grãos não apenas aumentam os custos de sementes, mas também podem reduzir os rendimentos.

As perdas econômicas e de rendimento de regiões com sobreposição de sementes, podem ser reduzidas usando a tecnologia de controle automático de seção em semeadoras, nas bordaduras dos talhões e arremates.

Semeadura do milhoRegião sem desligamento de seção (A) e região com desligamento de seção (B). (Fonte: Internet)

 

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Sistemas de semeaduras do milho e da soja

Semeadura do milho

Os sistemas de semeadura de taxa variável são relativamente novos no mercado, com a maioria sendo introduzida desde 2005.

Antes da disponibilidade de acionamentos hidráulicos, a maioria dos medidores de sementes da plantadeira mantinha o espaçamento das sementes por um acionamento fixo. O espaçamento envolvia o solo e girava a uma velocidade relativa à velocidade do solo da plantadeira.

As taxas de semeadura foram alteradas de campo para campo ou de colheita para colheita, mudando o disco para uma placa com um número diferente de sementes por rotação ou alterando a proporção de dentes entre as rodas dentadas da corrente.

O principal benefício dos sistemas de semeadura em taxa variável é um aumento no rendimento. Onde o principal fator que impulsiona o desempenho econômico é a variabilidade do solo.

Em áreas de produção muito uniformes, o retorno do investimento será baixo. Já em em áreas de produção heterogêneas com regiões de desempenho diferenciadas, o retorno do investimento será muito maior.

Além da redução no custo de sementes o sistema de desligamento de seção apresenta como vantagem o gerenciamento da distribuição de sementes, otimizando a gestão operacional da propriedade uma vez que exigem menos tempo de mão de obra para condução da semeadura.

As primeiras plantadeiras hidráulicas usavam um único motor hidráulico para acionar toda a plantadeira. Para reduzir custos, os sistemas mais novos incorporaram vários motores hidráulicos na plantadeira. No entanto, está disponível um corte de linha individual, utilizando um sistema de embreagem em cada unidade de linha que é capaz de desengatar o eixo de acionamento para reduzir ou eliminar a sobreposição de plantio em uma base de linha individual.

A maioria dos sistemas hidráulicos não é adequada para o plantio de contornos ou em terraços, pois a seção da plantadeira acionada por cada acionamento hidráulico deve operar na mesma velocidade.

Os dois sistemas de desligamento de seção utilizados atualmente, que gerencia individualmente as linhas de semeadura e que realiza o controle por seções de plantio (ex.: 4 linhas de plantio equivale uma seção) por meio de embreagem pneumática, embreagem elétrica e sistema hidráulico.

No entanto, semeadoras podem ser transformadas em semeadoras a taxa variável, ajustando a velocidade da unidade de medição de sementes. Isso efetivamente mudará a população da planta.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

A semeadura de taxa variável é realizada separando ou desconectando os sistemas de medidores de sementes da plantadeira da roda motriz do solo. Ao conectar um motor ou caixa de engrenagens (para alterar a velocidade da entrada da roda de terra), a taxa de propagação pode variar em movimento.

Segundo Corassa e colaboradores (2018) e Dagios (2018) a área de sobreposição de semeadura varia entre 2,5 e 5,5% da área de plantio.

Para o cultivo de milho o desligamento de seção proporciona um maior comprimento de espiga, aumento no número de grãos por espiga e maior peso de grão. De maneira geral para o cultivo de milho grão apresenta um incremento de 11 a 14% de produção nas regiões com desligamento de seção.

Espigas de milho com diferenças de acordo com o sistema de semeaduraEspigas de milho em regiões com desligamento de seção (a) e espigas de milho em regiões sem desligamento de seção (b). Fonte: Dagios – 2018

Semeadura da soja

A resposta do rendimento de soja à taxa de semeadura foi dependente do rendimento do ambiente de produção.

A taxa ótima de semeadura aumentou conforme os ambientes de produção foi reduzido. A taxa de semeadura pode ser reduzida em 18% para ambientes de alta produtividade em relação a ambientes de baixo rendimento, sem apresentar redução na produção.

A época do plantio interage com a resposta da produção à taxa de semeadura, em ambientes de alto rendimento, o plantio tardio diminuiu a produção independentemente da taxa de semeadura.

A semeadura em taxa variável de sementes reduz a taxa de sementes, identificando e semeando sementes apenas nas áreas que atendem aos requisitos de sementes.

Os VRAs baseados em sensores são equipados com sensores de matéria orgânica do solo que detectam os diferentes níveis de conteúdo de matéria orgânica no solo e ajustam a população da planta de acordo.

Os medidores de umidade do solo também são usados ​​para ajustes de profundidade e, assim, para ajustar a população da planta. A taxa de semente é variada ao conectar uma caixa de engrenagens ou um motor à semeadora de taxa variável de sementes.

Sensor para semeadura em taxa variávelSensor de matéria orgânica do solo para semeadura em taxa variável. Fonte: Precision Planting – 2019

Semeadura de duas taxas

A maioria desses dispositivos será compatível com um mapa de prescrição e pode ter duas ou mais taxas.

Um cenário de duas taxas pode ser um sistema que reduz as taxas de semeadura fora do alcance de um sistema de irrigação por pivô central, enquanto várias taxas podem ser necessárias para ajustar os tipos de solo (capacidade de retenção de água) e matéria orgânica.

Com o aumento do estudo para identificação da variabilidade que ocorre nas áreas de produção e definição de ambientes de produção começa a realizar estudos para semeadura de multi-híbridos/cultivares.

Área plantada com multi híbridoExemplo de área plantada com multi-híbrido.

Na semeadora multi-híbrido/cultivar, dois ou mais híbridos/cultivares podem ser plantadas em um único campo a taxas de semeadura variáveis ou híbridos/cultivares são armazenadas em caixas de retenção separadas, das quais são medidas por várias unidades de medição de motores elétricos em um único tubo de semente ou transportador de correia/escova.

Semeadora multi hibridoUm exemplo de unidade de linha de semeadora multi-híbrido/cultivar. Fonte: Sharda et al – 2018

Em um estudo avaliando a viabilidade da semeadura multi-cultivar de soja, Corassa e colaboradores (2018) identificaram que o desempenho da variedade de soja é diferido de acordo com o ambiente de produção.

Variedades de porte alto devem ser colocadas em ambientes de baixa produtividade, onde a redução e um aumento no número de vagens e no rendimento foi registrado.

Variedades de porte baixo devem ser colocadas em ambientes de alta produtividade, evitando o crescimento excessivo das plantas e a redução do rendimento.

Dentro do campo de arranjo de variedades aumentou o rendimento em 2,1% e 11,5% para ambientes de alta produtividade e baixa produtividade, respectivamente.

As perspectivas para a semeadura a taxa variável são positivas. As suas técnicas podem proporcionar aos produtores e técnicos a reflexão sobre suas decisões de manejo, para que tenham mais sucesso e, o melhor, a partir dados coletados na própria propriedade.

O aumento da adesão dos produtores à tecnologia é gradual e a precisão das ferramentas será aumentada conforme forem sendo entendidos os fatores principais que atuam na variabilidade espacial das áreas agrícolas.

Arranjo de variedades da sojaEstrutura teórica para o arranjo de variedades de soja de acordo com a classe de rendimento (baixa e alta). Fonte: Corassa et al (2018c).

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Buva no cafeeiro: como realizar o manejo dessa planta daninha? https://blog.rehagro.com.br/buva-no-cafeeiro-conyza-spp/ https://blog.rehagro.com.br/buva-no-cafeeiro-conyza-spp/#respond Thu, 04 Oct 2018 19:15:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5261 A buva ou voadeira (Conyza spp.) é uma planta anual, com alta produção de sementes, podendo produzir até 200.000 sementes por planta. Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.   Sem tempo para ler agora? […]

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A buva ou voadeira (Conyza spp.) é uma planta anual, com alta produção de sementes, podendo produzir até 200.000 sementes por planta.

Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.

 

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A planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada (Lorenzi, 2014), essa incidência de plantas daninhas podem interferir no desenvolvimento da cultura de interesse, devido a competição por água, luz, CO2 e nutrientes.

Nesse sentido, devemos ficar atentos a ocorrência de plantas invasoras, principalmente aquelas de difícil controle.

BuvaBuva (Conyza spp)

Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiroOcorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro.

Opções de manejo da buva

A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de outras plantas daninhas, como por exemplo a Buva.

Além disso, este manejo protege o solo e reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, visto que, serão realizadas apenas triações químicas na linha.

Nesse sentido, deve se estar atento a ocorrência dessas plantas na linha de plantio, uma vez que a buva pode exercer grande competição com o cafeeiro, e seu controle pode ser dificultado.

No controle químico, pode-se utilizar herbicidas inibidores da protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin, Carfentrazone-ethyl e Saflufenacil, ou também pode se utilizar o Metsulfuron.

A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.

E-book Braquiária

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/#comments Wed, 08 Aug 2018 13:08:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4920 Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto. Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.   Sem […]

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Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto.

Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.

 

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Monitorando os percevejos do milho

Percevejos do milho

Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.

Ponte Verde

Além do milho, os percevejos podem causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas podem se hospedar em algumas plantas daninhas, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.

Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.

Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.

Dessecação

Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.

Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.

Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.

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Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.

Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.

Lavoura estabelecida

O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.

Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.

Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:

  • Organofosforados;
  • Neonicotinóides;
  • Piretróides.

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O que é adubação verde? Saiba como implementar e seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/adubacao-verde-beneficios/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-verde-beneficios/#comments Tue, 12 Jun 2018 19:24:45 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4144 O atual contexto geopolítico tem sido pautado por questões de cunho ambiental, sobretudo pelo discurso do aquecimento global e do escasseamento dos recursos naturais; de cunho social, com as questões de miséria, fome e má distribuição de recursos financeiros; e de cunho econômico, com destaque para crise e seus efeitos sobre o mundo globalizado. Esse […]

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O atual contexto geopolítico tem sido pautado por questões de cunho ambiental, sobretudo pelo discurso do aquecimento global e do escasseamento dos recursos naturais; de cunho social, com as questões de miséria, fome e má distribuição de recursos financeiros; e de cunho econômico, com destaque para crise e seus efeitos sobre o mundo globalizado.

Esse cenário tem pressionado a atividade agrícola na direção de uma modernização dos processos, das técnicas e da própria filosofia de produção.

 

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No mundo contemporâneo, a agricultura moderna é aquela que considera, para os fins de produção, os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais.

Nesse sentido, deve ser dada atenção especial às tecnologias que contribuem para a reciclagem da matéria orgânica, como base para a manutenção da fertilidade do solo e para a nutrição das plantas, além da manutenção da atividade biológica do solo, o equilíbrio de nutrientes e a qualidade da água.

Dentre as diferentes tecnologias aplicáveis aos sistemas de produção, a adubação verde (ou plantas de cobertura) tem destaque, por sua capacidade de contribuir com a melhoria da fertilidade do solo e dos diversos benefícios que pode trazer aos sistemas agrícolas.

Segundo Souza e Alcântara (2008), a adubação verde pode ser definida como a prática utilizada para a fertilização do solo que consiste no cultivo de determinada planta, normalmente uma leguminosa, gramínea e outras, com a finalidade de proteger e melhorar o solo.

A adubação verde tem por foco o cultivo e manejo de diferentes plantas, visando à máxima produção de biomassa, tendo em vista os benefícios que ela pode trazer ao ser incorporada ao solo.

Características desejáveis para a adubação verde

As plantas de cobertura, ou adubo verde, possuem características que as tornam benéficas, o que justifica sua utilização, contribuindo para melhoria do solo do talhão ou área em que é empregada. Estas características são variadas e devem se adequar para cada sistema de cultivo.

Estas plantas devem ser rústicas, produzindo sementes em grande quantidade e de fácil obtenção. Isso é importante para o que o agricultor possa realizar um manejo simplificado, sem a necessidade de adquirir maquinários específicos, o que representaria gastos adicionais.

O desenvolvimento inicial intenso e sistema radicular vigoroso são ótimas características que permitem um fechamento rápido da área. Essa característica também contribui para o controle de plantas daninhas por supressão ou competição.

A adaptabilidade da planta ao clima e à fertilidade do solo é fundamental para que ela cresça adequadamente. Ainda que rústicas, é importante garantir uma condição mínima para sua nutrição, o que contribui para o seu melhor desempenho e a obtenção dos benefícios almejados.

O conhecimento da fenologia e do hábito de crescimento é extremamente importante para o planejamento de uso da adubação verde.

Essas características devem ser observadas para a modulação de um sistema, onde os adubos verdes possam ser utilizados em consórcio, rotação ou sucessão com os cultivos econômicos, sem que haja prejuízos por competição ou danos na colheita.

A relação C/N é uma característica dos adubos verdes que deve ser muito bem observada. Plantas da família das leguminosas produzem uma palhada de baixa relação C/N, facilmente degradada pelos microrganismos do solo, que ao encerrarem sua decomposição disponibilizam os nutrientes que estavam na palhada.

Já as plantas da família das gramíneas produzem uma biomassa de alta relação C/N, de difícil degradação. Devido a essa característica, é comum observar a imobilização de nitrogênio do solo pelos microrganismos durante a decomposição da palhada, o que pode prejudicar os cultivos agrícolas.

Além desses aspectos, palhadas de maior relação C/N oferecem melhor proteção do solo por ficarem mais tempo recobrindo sua superfície.

Outra característica importante é a sanidade dos adubos verdes, os quais não devem possuir pragas e patógenos em comum com a cultura principal. Pelo contrário, é interessante que contribuam com o controle ou redução da pressão de patógenos, ajudando a manter a cultura principal protegida.

Um exemplo típico é o caso das crotalárias, que funcionam como plantas armadilha, reduzindo a população de algumas espécies de nematoides de solo.

Benefícios da adubação verde

O cultivo periódico de plantas de cobertura, ou adubos verdes, traz uma série de benefícios, excepcionalmente no que diz respeito às qualidades físicas, químicas e biológicas do solo.

De acordo com Potafós (2005), o uso da adubação verde apresenta os seguintes benefícios:

  • Proteção contra a erosão do solo. Com o terreno coberto com planta ou palha, a energia das gotas de chuva é dissipada, impedindo a desagregação do solo e evitando o selamento superficial;
  • Aumento da infiltração de água no corpo do solo, possibilitando maior armazenamento e evitando o escorrimento superficial;
  • Possibilidade de aumentar a matéria orgânica do solo, pelo uso contínuo dessa prática;
  • Diminuição da amplitude de variação térmica do solo, mantendo a temperatura mais amena, o que permite o crescimento dos microrganismos e o retorno da vida no solo;
  • Papel de arado biológico, uma vez que as raízes dessas plantas normalmente são profundas e a sua decomposição futura cria galerias e macroporos, que são interessantes para promover o crescimento de microrganismos em profundidade e com isso romper barreiras físicas do solo;
  • Promoção da reciclagem de nutrientes pelo crescimento vigoroso do sistema radicular, que tem capacidade de explorar um volume maior de solo e com isso promover eficiente reciclagem de nutrientes;
  • Promoção de aumento da CTC efetiva do solo e da disponibilidade de macronutrientes e micronutrientes;
  • Colaboração com a diminuição da acidez potencial do solo, com consequente aumento na soma de bases e no V%;
  • Fornecimento de nitrogênio no caso de utilizar leguminosas (Fabaceae), para as culturas seguintes pelo processo de fixação biológica do nitrogênio;
  • Atuação na redução da população de plantas daninhas pelos processos de supressão e alelopatia. Nesse caso, é preciso um conhecimento das relações entre espécies;
  • Melhoria da eficiência no aproveitamento de adubos minerais pelas culturas seguintes e diminui a lixiviação de nutrientes, principalmente de nitrogênio;
  • Promoção da integração das atividades agrícolas, uma vez que algumas plantas de cobertura podem ser utilizadas como forragem na alimentação de animais;
  • Atuação no controle de fitonematoides, principalmente aqueles formadores de galhas e cistos, e na redução de inóculos de doenças e pragas, atuando na quebra do ciclo.

Cuidados com a adubação verde

O emprego dos adubos verdes deve ser bem planejado para evitar possíveis malefícios ou prejuízos com o seu uso.

As espécies utilizadas não devem apresentar dormência de sementes, sendo que em seu manejo é importante que sejam eliminadas antes de produzirem sementes viáveis. É necessário também que sejam de fácil eliminação. Tais cuidados devem ser tomados para que estas plantas não venham a se tornar plantas indesejáveis.

No caso de serem empregadas como cultivo intercalar, é importante observar o hábito de crescimento e vigor das plantas, para que não venham competir por recursos com a cultura agrícola, ou prejudicar a execução de algum trato cultural.

Além disso, as plantas utilizadas devem ter boa sanidade e não hospedar pragas ou doenças que possam vir a prejudicar a cultivo agrícola.

Exemplos de adubos verdes

Diversas plantas de diferentes famílias podem ser cultivadas como adubo verde ou plantas de cobertura.

As principais constituem-se de leguminosas, que agregam como diferencial a capacidade de fixar nitrogênio, e gramíneas, que possuem alta produtividade de matéria seca e um sistema radicular denso e vigoroso. Além dessas, podemos citar plantas de outras famílias menos comuns, como brássicas, asteráceas, amarantháceas e outras.

Tabela com informações de diferentes adubos verdesTabela 1. Produção de massa seca, fixação de nitrogênio, hábito de crescimento e ciclo de diferentes adubos verdes/plantas de cobertura. Fonte: Piraí sementes.

Por sua capacidade em agregar múltiplos benefícios ao solo, a adubação verde é uma alternativa técnica a ser implementada nos sistemas agrícolas como forma de melhorar o ambiente produtivo e a própria sustentabilidade na produção de alimentos.

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