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Uma das principais maneiras de intensificar o sistema de produção de carne é com a utilização do confinamento, principalmente quando o objetivo é a terminação dos animais para abate.

Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a alimentação representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento.

A utilização de insumos de qualidade, concentrados e volumosos, é fundamental para o sucesso da atividade. Dessa forma, nutricionistas buscam, a cada dia, dietas mais energéticas, principalmente com a utilização de grãos com o objetivo de adensar a dieta.

Entretanto, alimentos volumosos exercem um papel importante nesse contexto e podem determinar a qualidade de uma dieta.

 

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O principal objetivo da utilização de alimentos volumosos em uma dieta de confinamento, é fornecer aos animais fibra fisicamente efetiva que irá, resumidamente, estimular a mastigação, ruminação, salivação e a motilidade ruminal, mantendo o rúmen saudável.

Contudo, alguns alimentos volumosos podem fornecer bons níveis de nutrientes, tornando-se alimentos completos e de grande importância para o sistema.

A eficiência na produção e/ou compra de volumosos para o confinamento pode determinar o sucesso da operação, além de custos competitivos, a qualidade do volumoso pode ser o diferencial dentro de um sistema de engorda de animais confinados.

Afinal, qual volumoso devemos utilizar?

As opções de volumosos são diversas, silagem de milho, bagaço de cana, silagem de capim, capulho de algodão, feno, são algumas das opções. O processo de escolha entre eles deve ser criterioso, levando em consideração fatores como:

  • Custo;
  • Disponibilidade de compra;
  • Capacidade de produção;
  • Condições de armazenamento;
  • Valores nutricionais.

Silagem de milho

A silagem de milho, entre os volumosos, é o mais tradicional alimento utilizado em confinamentos do Brasil. É um volumoso de qualidade ímpar, sendo uma excelente fonte energética, entre outras características.

Alguns pecuaristas adquirem a silagem de milho de outros produtores, no entanto, a produção na própria propriedade, em geral, representa menores custos finais. Todavia, o processo de produção e ensilagem demanda uma série de cuidados que irão impactar na classificação do alimento em um alimento de excelente qualidade.

Dentre os cuidados mais impactantes no processo de plantio, colheita e ensilagem do milho, estão:

  • Correção e adubação do solo;
  • Época do plantio (sempre associada às características climáticas de cada região);
  • Escolha da variedade do híbrido a ser utilizada;
  • Época ideal para colheita (associada às características climáticas e principalmente às características do milho na colheita);
  • Porcentagem de matéria seca (%MS) da planta no momento da colheita (ideal: entre 32 a 38%);
  • Altura do corte;
  • Tamanho da partícula (ideal: entre 6 a 15 mm);
  • Quebra dos grãos de milho;
  • Boa compactação do material colhido;
  • Vedação adequada, com a lona adequada;
  • Bom manejo de retirada do material ensilado para carregar o vagão.

Tabela nutricionalTabela com exemplos dos níveis nutricionais da silagem de milho. Fonte: 3RLab.

Dentre os fatores que podem dificultar a utilização da silagem de milho, estão:

  • Custo de produção;
  • Necessidade de área e infraestrutura logística para plantio (maquinário e silo, por exemplo).

A inclusão na dieta desse alimento volumoso depende dos objetivos de ganho esperado para os animais. A diminuição das porcentagens de silagem de milho na dieta estão ligadas ao aumento dos níveis de energia e ganho esperado. Todavia, recomenda-se que, em situações de manejo ajustado, as dietas tenham um mínimo de 15% de FDN, que poderá ser obtida com a inclusão da silagem de milho.

Portanto, a produção de silagem de milho requer investimentos, mas se apresenta como uma das melhores opções de volumosos para utilização em confinamentos.

Bagaço de cana de açúcar

Com o aumento da densidade das dietas de terminação, o bagaço de cana de açúcar passou a ser ainda mais utilizado nas dietas por confinadores. O principal motivador da utilização do bagaço, se deve ao grande potencial de efetividade da fibra desse insumo.

O bagaço de cana é um coproduto das indústrias de açúcar e álcool, onde a grande maioria de seus nutrientes é retirada para a obtenção desses produtos. Dessa forma, ele se torna um insumo rico em fibra fisicamente efetiva, mas pobre em nutrientes importantes, como energia e proteína.

Assim, sua inclusão é normalmente realizada com o mínimo necessário para atingir os níveis desejáveis de fibra fisicamente efetiva na dieta.

Bagaço de canaBagaço de cana armazenado ao ar livre e sendo amostrado para monitorar o teor de matéria seca. Fonte: imagem cedida gentilmente pelo Dr. Fernando Camilo de seus arquivos pessoais.

Embora de baixo custo por tonelada, a baixa densidade desse volumoso pode encarecer o frete para a propriedade, sendo basicamente utilizado em regiões produtoras de cana de açúcar.

Silagem de capim

A silagem de capim ganhou grande destaque nos últimos anos. Embora sua utilização seja mais comum em sistemas de recria, durante o sequestro, a utilização desse alimento volumoso em confinamentos pode ser interessante em algumas ocasiões.

Ensilagem do capim Ensilagem do capim sendo feita com milho fubá para aumentar o teor de matéria seca do produto final conservado. Fonte: arquivo pessoal Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Diferente do bagaço de cana, onde praticamente desconsideramos os níveis nutricionais para formulação da dieta, a silagem de capim pode fornecer níveis interessantes de energia e proteína.

Ao contrário do milho, que é uma forrageira anual, o capim é uma forrageira perene, o que não demanda, necessariamente, o plantio e todos os processos envolvidos a cada safra, podendo inclusive ser utilizado de maneira oportuna em ocasiões onde o capim destinado à pastagem esteja “sobrando”.

No processo de ensilagem de capim, devemos ter atenção quanto ao teor de matéria seca (MS). Dificilmente, o capim atingirá níveis de MS suficientes para uma boa ensilagem, sem que o mesmo esteja “passado”.

Por esse motivo, além da adição de aditivos pode-se fazer necessário no momento da ensilagem a inclusão de algum insumo, como milho ou polpa cítrica, com intuito de aumentar os níveis de MS do material a ser ensilado, melhorando também o perfil nutricional desse volumoso.

Silagem de Sorgo

A silagem de sorgo é uma alternativa interessante como fonte de volumoso para confinamentos. Todavia, sua utilização requer uma atenção especial no momento da ensilagem: por características anatômicas de seu grão, existe uma dificuldade maior em quebrá-lo no momento da colheita.

O grão do sorgo, rico em amido, provavelmente não será aproveitado pelos animais caso não seja quebrado no momento da colheita. Sendo assim, é quase indispensável a utilização de um cracker na colhedeira e a regulagem desse equipamento deve ser feita de maneira criteriosa e precisa.

Outras fontes de volumosos

Outras fontes de alimentos volumosos podem ser utilizadas para confecção de dietas de animais confinados, em suma o que dita qual será o insumo a ser utilizado, são boas oportunidades de compra, logística e estrutura de armazenamento.

Capulho de algodão

O capulho de algodão, por exemplo, é um coproduto que pode ser utilizado no confinamento. Importante fonte de fibra, pode se tornar uma alternativa sazonal em regiões onde há significativa produção de algodão.

Webinar Utilização de coprodutos

Feno

O feno, mais comum em dietas de vacas leiteiras, é um alimento interessante, mas exige maquinário específico para sua confecção, a fenação bem conduzida pode proporcionar fibra de boa qualidade com interessantes níveis nutricionais.

Capim enfardadoÁrea em que o capim foi enfardado. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Cana in natura

A cana in natura, pode ser utilizada em confinamentos, de alta produtividade por hectare, a cana de açúcar pode proporcionar fibra efetiva e bons desempenhos em dietas bem ajustadas.

Conclusão

A utilização de alimento volumoso é fundamental, principalmente pensando em fornecer aos animais confinados uma fibra efetiva de qualidade. Além disso, a inclusão de um volumoso de qualidade pode enriquecer a dieta.

Estar atento às opções de mercado e à capacidade de armazenagem adequada do alimento volumoso é essencial para o sucesso da operação.

E lembre-se: a escolha do volumoso a ser utilizado deve sempre estar relacionada ao objetivo de desempenho zootécnico e econômico do confinamento.

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Como ter eficiência na produção de leite em épocas de altos preços de insumos? https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-auxiliar-na-producao-de-leite-em-epocas-de-altos-precos-de-insumos/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-auxiliar-na-producao-de-leite-em-epocas-de-altos-precos-de-insumos/#comments Tue, 23 Nov 2021 17:37:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9509 Há uma máxima na pecuária leiteira que diz que um bom produtor de leite deve ser, em primeiro lugar, um bom agricultor. Os números e as cifras relacionados à atividade leiteira podem explicar essa premissa, visto que o custo alimentar representa em torno de 50% do custo de produção de leite. Ou seja, a habilidade […]

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Há uma máxima na pecuária leiteira que diz que um bom produtor de leite deve ser, em primeiro lugar, um bom agricultor. Os números e as cifras relacionados à atividade leiteira podem explicar essa premissa, visto que o custo alimentar representa em torno de 50% do custo de produção de leite.

Ou seja, a habilidade em produzir comida de qualidade para as vacas tende a flexibilizar o custo de produção e, consequentemente, refletir de forma positiva no caixa da fazenda.

Contudo, mesmo tendo competência para produzir comida, ainda assim torna-se necessário recorrer ao mercado para adquirir outros insumos que compõem a dieta do rebanho leiteiro.

Oscilações habituais nos preços dos insumos são esperadas em determinadas épocas do ano. No entanto, o mercado está sujeito a variações atípicas que nem sempre podem ser previstas. Estes fatos exigem dos produtores e dos técnicos um profissionalismo e uma capacidade de planejamento da atividade cada vez mais aprimorada, visando sempre a eficiência de produção com maior retorno do negócio.

Acompanhe este texto e veja algumas dicas que podem auxiliar na eficiência da produção de leite em épocas de altos preços de insumos.

 

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Utilização de alimentos alternativos

Milho e soja são alimentos extremamente nutritivos para as vacas leiteiras e figuram como os principais componentes da dieta quando se pensa em concentrados energéticos e proteicos. Em épocas de milho e soja caros, buscar alimentos alternativos a eles ou que complementam a dieta representa uma opção interessante.

Entretanto, realizar estas alterações e adaptações na dieta não é uma tarefa fácil. Além do preço, variáveis como disponibilidade e qualidade nutricional do alimento substituto, níveis de inclusão e impacto da substituição no desempenho animal devem ser consideradas e analisadas. Planejar as compras e negociar bem os produtos também são dois pontos que interferem diretamente em situações como esta.

Confira abaixo alguns alimentos que podem ser utilizados como fontes alternativas na dieta de bovinos leiteiros.

Sorgo

Igualmente ao milho, os grãos de sorgo também são fonte de amido para os animais. No entanto, o amido do sorgo possui menor disponibilidade e menor digestibilidade em relação ao milho.

Uma das estratégias utilizadas para melhorar a digestibilidade do sorgo consiste no processamento dos grãos por moagem fina, associado ou não à confecção de silagem de grão úmido reidratado de sorgo.

O teor energético do sorgo seco, por exemplo, equivale a 80% do milho seco, sendo ambos processados com moagem fina (< 600 micras). Já o sorgo reidratado é equivalente ao milho seco com moagem fina e corresponde a cerca de 90% do milho reidratado.

Lavoura de sorgoLavoura de sorgo. Fonte: Embrapa

Vale ressaltar que para que o sorgo tenha o efeito de ensilagem, o tempo mínimo de estocagem deve ser de 60 dias e com granulometria fina.

Uma das características chamativas do sorgo é o seu preço, comumente inferior ao do milho. Em cenários de altos preços de milho e grande oferta de sorgo, a análise comparativa pode ser interessante.

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Resíduo de cervejaria

O resíduo de cervejaria consiste em um subproduto da indústria, o qual pode se apresentar na forma seca (25 – 30% de matéria seca) ou úmida (10 – 15% de matéria seca).

As suas características nutricionais chamam atenção para bons teores de proteína não degradável no rúmen (PNDR) e perfil considerável de aminoácidos essenciais, principalmente metionina e lisina.

A proximidade à polos e indústrias cervejeiras tende a ser um fator limitante do uso deste alimento nas propriedades, devido ao custo com frete associado ao transporte e armazenamento deste material com maiores teores de umidade.

Cevada Cevada. Fonte: CTRH

Polpa cítrica

Outro subproduto frequentemente utilizado como alimento alternativo nas dietas de bovinos é a polpa cítrica, oriunda da indústria de cítricos e que é processada e entregue na forma peletizada nas propriedades leiteiras.

O seu uso está baseado principalmente nos teores de pectina, carboidrato fermentável de rápida degradação ruminal capaz de substituir parcialmente o amido.

Por ser um alimento capaz de reter umidade do ambiente, durante o seu processamento na indústria é adicionado hidróxido (ou óxido) de cálcio em sua composição para auxiliar na secagem do produto. Este fato remete a dois pontos de atenção para o manuseio da polpa cítrica nas fazendas leiteiras.

  1. O armazenamento deste alimento que deve ser feito em local seco e bem ventilado devido a capacidade de retenção de umidade;
  2. Devido aos seus teores de cálcio, não sendo recomendado o uso em dietas de vacas em pré-parto.

Ao analisar o custo da polpa cítrica nota-se ser competitivo com o custo do milho boa parte das vezes. Além disso, o período de sua maior disponibilidade no mercado ocorre no período de entressafra dos grãos, o que torna o seu uso ainda mais interessante.

Polpa cítrica peletizadaPolpa cítrica peletizada. Fonte: Cutrale

Caroço de algodão

O caroço de algodão possui características peculiares, dado que sua composição energética é elevada e em sua cápsula externa há uma pluma, também conhecida como linter, que contribui para a efetividade da fibra na dieta, auxiliando na saúde ruminal.

O conteúdo energético deste alimento se deve praticamente ao seu alto teor de óleo, compelindo restrições importantes em sua inclusão na dieta para que não ocorram efeitos negativos na funcionalidade dos microrganismos ruminais e, como consequência, na síntese de gordura do leite pela glândula mamária.

Caroço de algodãoCaroço de algodão. Fonte: Andrea Mobiglia, Grupo Rehagro

DDG (Dry Distillers Grains)

O DDG, sigla para grãos secos de destilaria, trata-se de um subproduto do milho que apresentou uma expansão relativamente recente em seu uso nas fazendas leiteiras do Brasil devido ao aumento da produção nacional de etanol à base deste cereal.

As características energéticas e proteicas deste alimento são atrativas para sua inclusão nas dietas dos animais, podendo ser uma alternativa tanto ao milho quanto ao farelo de soja, por exemplo, ou até mesmo ser utilizado em combinação.

Uma observação importante a respeito deste produto é o seu teor proteico elevado. O processo de fermentação ao qual o milho é submetido para produção de etanol derivando o DDG pode fornecer leveduras para o produto, melhorando o seu perfil de aminoácidos.

Produção de volumoso de qualidade

A nutrição de vacas leiteiras não se resume apenas na oferta de concentrados. Pelo contrário, grande parte da quantidade total da dieta é composta por volumosos, sendo a silagem de milho um dos mais praticados e de maior valor nutricional.

Quando elaborada com planejamento, gerenciamento e de forma adequada, a silagem de milho apresenta dois pontos principais que contribuem de forma considerável para a qualidade e o custo da dieta. São eles:

  1. Ótimo teor de amido que reduz a necessidade de grandes suplementações com concentrados energéticos;
  2. Fibra fisicamente efetiva capaz de estimular a ruminação e a saúde do rúmen.

A produção de silagem de qualidade começa bem antes do plantio da semente. Ela depende também do manejo de fertilidade do solo, do local e da época para a realização do plantio, da escolha do híbrido adequado e do preparo e ajuste do maquinário necessário. Com todas estas variáveis alinhadas, maior é a tendência da silagem obter teores ótimos de amido e bons perfis de fibra fisicamente efetiva.

Webinar silagem de milho

Monitorar o ponto de colheita da lavoura é um detalhe de extrema importância para a qualidade da silagem. Caso ultrapasse o período ideal de colheita, a planta de milho acumula matéria seca (MS), reduz o teor de fibra em detergente neutro (FDN), aumenta os teores de lignina e reduz a sua digestibilidade.

Veja o gráfico a seguir. Nele está representada a relação do estágio de maturidade do milho com os teores de MS, amido e FDN.

Estágio de maturidade do milho

Gráfico 1 – Relação do estágio de maturidade do milho com os teores de matéria seca (MS), amido e fibra em detergente neutro (FDN). Fonte: Bal et al., 1997

Nos estágios iniciais de desenvolvimento a planta de milho possui os grãos pouco preenchidos por amido. Já no estágio de maturidade fisiológica, o teor de MS encontra-se elevado e a planta aumenta o teor de lignina em suas estruturas, fato que reduz sua digestibilidade por parte das vacas.

Assim sendo, o ponto ideal para a colheita do milho para silagem é quando a planta atinge entre 34 e 38% de MS e de 1/2 a 2/3 do grão preenchido por amido. Neste ponto o milho apresenta o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra.

Lavouras com boa saúde fitossanitária, boa nutrição e que não passaram por eventos extremos de estresse hídrico são capazes de atingir estes valores. No entanto, deve-se estar ciente que variações podem ocorrer em função do híbrido utilizado.

Após a silagem ter sido adequadamente colhida, compactada e armazenada, torna-se necessário enviar amostras do material ensilado para analisar a bromatologia e certificar a sua qualidade.

Para realizar a amostragem, o recomendado é que uma faixa de silagem seja removida do topo até a base do silo, em toda sua largura. Desta silagem removida, coletar 8 ou mais amostras em pontos aleatórios, colocando-as em um balde. Despejar as amostras em uma superfície limpa, separá-las em 4 partes iguais e enviar uma das partes para o laboratório.

Conclusão

Em épocas de elevação no preço dos insumos, ampliar a variedade de opções nutricionais consiste em um bom caminho. Isto deve ser feito de modo que seja viável para a fazenda e para os animais, sem que ocorram perdas na qualidade da dieta e queda no desempenho dos lotes.

Conforme discutido ao longo do texto, o uso de subprodutos representa uma oportunidade interessante. O recomendado é que a inclusão de qualquer subproduto na dieta de vacas leiteiras seja feita mediante o resultado de análises bromatológicas realizadas em laboratórios de referência, visto que estes alimentos passam por processamentos prévios e, portanto, podem apresentar variações consideráveis em seus teores nutricionais.

Além disso, e não menos importante, a inclusão deve ser feita respeitando os níveis nutricionais determinados para cada categoria animal e de acordo com a orientação do nutricionista responsável pela propriedade.

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Bruno Guimarães

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Silagem de milho: como produzir com qualidade? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/#comments Tue, 20 Jul 2021 17:33:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4795 A silagem de milho, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade. O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos. A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o […]

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A silagem de milho, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade. O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos.

A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o enfoque era a produção máxima de volume de massa verde por hectare, como forma de obter um alimento de baixo custo.

 

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Na década de 60 e 70, com a evolução do nível genético das vacas, passou-se a buscar a produção de uma silagem com maior teor de grãos. Estudos, na época, demonstravam que os grãos eram mais digestíveis que folhas e colmos. Entretanto, não havia um conhecimento da constituição química dessas silagens.

Nesse sentido, estudos recentes demonstraram que silagens com menores teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), que representa a fração fibrosa do alimento na parte verde da planta, combinada com alta proporção de grãos, resultam em silagem de melhor qualidade.

Mais recentemente, em estudos conduzidos em Lavras – MG, foi demonstrado que a constituição do grão de milho influenciava a qualidade da silagem. Neste trabalho, foi demonstrado que híbridos de milho com textura mole têm maior digestibilidade do que os híbridos de milho com textura dura.

Estes novos pensamentos são somatórios, ou seja, a produção de uma silagem de boa qualidade deve ter alta produção de toneladas por hectare, com alta proporção de grãos de textura mole e com baixo teor de Fibra em Detergente Neutro.

A produção de uma silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes:

  1. Plantio e condução agronômica;
  2. Colheita e ensilagem;
  3. Desensilagem e fornecimento.

Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas na qualidade final do produto. Nesse artigo, o foco será os dois últimos processos na produção de silagens.

Webinar Silagem de Milho

Colheita e ensilagem

Ponto de Colheita

O ponto de colheita é uma importante variável na produção da silagem de milho. Vários estudos foram conduzidos buscando determinar qual o melhor momento para colheita do volumoso e qual parâmetro pode ser utilizado para fazer essa determinação.

É importante entender que a planta de milho acumula matéria seca com o avançar de sua maturidade, mas também aumenta o seu teor de fibra em detergente neutro e lignina. À medida que o tempo passa, sua digestibilidade diminui.

O ponto ideal de colheita é quando a planta possui 30-35% de matéria seca (MS) ou 65 a 70% de umidade. Esse estágio é, geralmente, atingido quando a linha do leite está entre 1/2 e 2/3 do grão.

No entanto, a correlação entre linha de leite e porcentagem MS não é muito grande. Existe uma grande variação entre híbridos e anos de plantio e ela serve como uma referência prática. Portanto, a melhor maneira de se determinar o ponto adequado de colheita do milho e sorgo é através da determinação da matéria seca, utilizando-se, por exemplo, o aparelho de micro-ondas ou aparelhos de medição de umidade, como o Koster.

Forragens ensiladas com alto teor de umidade (20 a 27% de matéria seca) possuem um processo de fermentação muito ativo e, geralmente, estão associadas  a altas perdas de nutrientes por efluentes. Além disso, são consumidas em menor quantidade por animais em relação a forragens ensiladas com teores ótimos de matéria seca (30-35%).

Conforme demonstrado na figura 1, há um aumento no teor da matéria seca e amido do milho com o avanço de sua maturidade fisiológica. Portanto, com 2/3 da linha do leite é alcançado o máximo de amido na silagem.

Por outro lado, o teor de fibra na planta reduz até 2/3 da linha do leite. Esses dois fatores são explicados devido ao aumento da proporção de grãos na planta, que ocorrem até 2/3 da linha do leite (Bal et al. 1997). Então, com 2/3 da linha do leite há o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra na silagem de milho.

Teor de matéria secaFigura 1 – Teor de Matéria Seca (MS), Amido e Fibra em Detergente Neutro (FDN) de silagens de milho em quatros estágio de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)

O estádio ideal de colheita do milho tem duração aproximada de dez dias. Após esse período, o teor elevado de MS da planta aumenta as perdas na colheita e dificulta a compactação. Assim, atrasos na colheita por falhas no planejamento, chuvas, quebra de maquinário, entre outros fatores, podem prejudicar sensivelmente a qualidade da silagem produzida, o que certamente será traduzido em menor desempenho dos animais.

Quando se corta a planta de milho com o grão ainda leitoso, colhe-se somente o equivalente a 50% do potencial produtivo de grãos e 75% da forragem. Já no ponto ideal de colheita, quando a linha do leite está na metade do grão e a planta apresenta teor de matéria seca próxima a 35%, colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem.

Produção de leite Figura 2 – Produção de leite de vacas alimentadas com silagem em quatro estágios de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)

A produção de leite e produção de proteína na silagem com 2/3 da linha do leite foi maior do que para a silagem no estágio leitoso. Estatisticamente, não houve diferença para os outros estágios de maturação na produção de leite.

No entanto, a produção de proteína foi maior para silagem no estágio de 2/3 da linha do leite. Portanto, esses dados reforçam que o ponto ideal de colheita é quando a planta atinge 35% de matéria seca, existindo uma flexibilidade entre 32 e 35% de MS na planta inteira.

Altura de corte

O aumento na altura de corte pode ser uma estratégia para aumentar a concentração energética e diminuir o teor da Fibra em Detergente Neutro (FDN) na silagem. O teor de FDN está correlacionado à degradabilidade da matéria seca, que determina a quantidade de fibra da planta, correspondente às frações de celulose, hemicelulose e lignina (Mendes, 2006).

Segundo Dias (2002), os teores de lignina e FDN são inversamente proporcionais à degradabilidade in vitro da matéria seca.  Ao aumentar a altura de corte no momento da ensilagem, há redução na relação colmo/espiga, o que faz com que haja melhorias nas características nutricionais do alimento.

Vasconcelos (2004) observou diminuição na produção de matéria seca de 18,6 para 15,32 ton/ha quando a altura de corte foi aumentada de 0,1 m para 0,8 m respectivamente, representando uma redução de 17,7% na produtividade de matéria seca. Também foi constatado por Caetano (2001) redução na produção de matéria seca/ha. Segundo ele, essa redução foi de 25,6% quando aumentou a altura de corte de 0,5 m para 0,8 m.

Lauer (1998) citado por Caetano (2001) observou redução de 15% na produção de matéria seca/ha quando aumentou a altura de corte de 0,15 m para 0,45 m. O autor também atestou aumento da produção de leite em torno de 12% para a mesma elevação na altura de corte. Tal resultado se deu devido ao menor teor fibra e fração indigestível na silagem, resultando, assim, em uma redução de apenas 3% na produção de leite estimada por área.

Vasconcelos (2004) observou aumento de 10,9% (7,3 a 7,93%) no teor de proteína bruta (PB), redução de 8,8% (50,16 a 45,75%) no teor da FDN e redução de 14,85% (25,87 a 22,0%) no teor de FDA. Isso se deve à menor participação do colmo na massa ensilada, sendo que este apresenta alto teor de fibra.

Os principais constituintes da silagem de milho são carboidratos não fibrosos e FDN, sendo que o amido representa cerca de 70% da fração grão e a FDN 50% da fração haste (Sapienza, 1996). Qualquer alteração nessas duas frações representa modificações significativas na qualidade nutricional da silagem. Vale ressaltar que o aumento na altura de corte pode trazer melhorias nas características físico-química do solo, pois haverá maior residual de matéria vegetal na área (Caetano, 2001; Vasconcelos, 2004).

Portanto, o produtor deve priorizar suas necessidades de obtenção de máxima produção de forragem versus alta qualidade da silagem, para determinar qual altura de corte será adotada, sendo que isso pode variar em diferentes anos em função do potencial produtivo e qualidade da cultura (Shaver, 2000 citado por Caetano, 2001).

As perdas na produção de matéria seca deverão ser compensadas pela melhoria na qualidade nutricional da silagem. Para isso é necessário realizar uma análise econômica, e avaliar os custos de produção, para que assim possa haver maior segurança na tomada de decisão.

Tamanho de partícula da silagem

Em uma silagem de boa qualidade, o que se procura é picar o material em tamanhos de partícula de 6 a 15 mm, mantendo um tamanho médio de 8 mm.

Quando o corte da planta é inadequado, as partículas grandes dificultam a compactação, e a menor quebra dos grãos levará a um menor aproveitamento dos mesmos, fazendo com que apareçam inteiros nas fezes dos animais.

Silagens com tamanhos de partículas grandes reduzem a ingestão das vacas e, consequentemente, podem reduzir a produção de leite. A solução não está na troca do híbrido ou na antecipação do corte, mas em procedimentos simples como afiar as facas de corte da ensiladeira duas vezes ao dia e aproximá-las das contra-facas. Estas medidas, que não têm custo algum, resolvem facilmente esses problemas.

A redução no tamanho de partícula é favorável ao processo de fermentação da massa vegetal no silo pela compactação facilitada, pelo incremento na área de superfície da forragem, permitindo maior interação entre substrato e microrganismo, além de reduzir os custos de estocagem (Muck et al., 2003).

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Compactação da silagem de milho

O processo de enchimento e compactação deve ser feito de forma a distribuir por todo silo camadas uniformes de espessura média ao redor de 20 a 30 cm. Essas camadas devem ser espalhadas de forma a ficarem inclinadas em direção à entrada do silo ou porta.

A compactação deverá ser feita com passagens consecutivas do trator ou pá carregadeira sobre a massa já distribuída. O objetivo desta compactação é a expulsão do ar, controlando a respiração, a elevação da temperatura e favorecendo a ação das bactérias produtoras de ácido láctico e do rápido abaixamento do pH do material ensilado.

A densidade da silagem vai depender do tipo de implemento usado para compactação, como também do tempo total gasto na compactação por tonelada de forragem. A densidade da compactação é maximizada pela utilização de tratores mais pesados com pneus que aplicam um maior peso por unidade de superfície.

Devemos utilizar rodas mais finas para que possam fazer uma maior pressão por unidade de área.

Perdas de MSFigura 3 – Perdas de MS em cinco diferentes compactações. Adaptado de Ruppel et al. (1995)

Fases da ensilagem

O processo de ensilagem é constituído de quatro fases:

  1. Fase anterior ao fechamento do silo;
  2. Fermentação ativa;
  3. Fase estável;
  4. Pós-abertura.

Durante a fase anterior ao fechamento do silo, de pré-vedação, as células da planta e microrganismos aeróbicos presentes consomem o oxigênio, carboidratos solúveis e proteínas são convertidos em água, CO2, calor e amônia livre. Esta fase continua até que todo o oxigênio seja utilizado ou excluído, ou os carboidratos solúveis sejam consumidos.

Quando os níveis de oxigênio diminuem, a fase de fermentação ativa inicia. A produção de ácidos reduz o pH, chegando na faixa de 3,4 a 4,5. Nessa faixa baixa de pH, mantendo o material livre de oxigênio, o crescimento de todos os microrganismos é inibido e a silagem entra na fase estável.

Nesta fase, a qualidade nutricional da silagem pode ser mantida quase indefinidamente. No entanto, após a abertura do silo e exposição da silagem ao ar, o crescimento de microrganismos (bactérias, leveduras) é retomado com o consumo de ácido láctico, permitindo o aumento do pH e o crescimento de microrganismos que causam a diminuição da qualidade nutricional do material ensilado. Portanto, perdas significativas de matéria seca da silagem podem ocorrer durante a fase pós-abertura.

Quanto mais rápido o oxigênio é excluído da massa ensilada, mais rápido é observada a queda de pH durante a fermentação, inibindo o crescimento de microrganismos indesejáveis, que contribuem para diminuição da qualidade nutricional da massa ensilada. Portanto, os processos de colheita da forragem, transporte, compactação e vedação devem ser rápidos visando diminuir as perdas durante a fermentação e a queda do valor nutricional do material ensilado.

A densidade e a matéria seca (MS) do material ensilado determinam a porosidade da silagem, afetando a taxa com o que o ar penetra na massa ensilada durante a descarga do silo, deteriorando a silagem. Além disso, quanto maior a densidade, maior a capacidade de estocagem do silo. Portanto, maiores densidades do material ensilado diminuem os custos anuais de estocagem por aumentar a quantidade de silagem estocada e por diminuir as perdas do material ensilado no silo.

Lona, abaulamento e fechamento do silo

A contribuição mais expressiva da etapa de vedação do silo está em evitar a penetração de ar do ambiente externo para o interior. A vedação consiste em não permitir a entrada de ar e é feita através da cobertura do silo por uma lona e, sobre ela, uma camada de terra.

As lonas pretas comumente usadas nas fazendas têm trazido problemas como rasgos, furos, entre outros. Por isso, lonas de dupla face têm dado um melhor resultado. Além disso, tem a vantagem de refletir o calor, o que ajuda a não esquentar o material ensilado. As lonas a serem utilizadas devem ter 150 micras ou mais, para que possam durar mais tempo.

Outro ponto importante é cobrir a lona com terra, restos de capins e pneus, pois ajudam a protegê-la contra os raios solares, que podem danificá-la.

Outra operação relevante é cercar os silos com cerca de arame e tela para proteger a lona de possíveis animais que possam furá-la, como tatu, galinha, cães e o próprio rebanho, que pode se soltar e subir sobre os silos.

Desensilagem e Fornecimento

Maneje bem a face de retirada do silo

A face de retirada do silo deve ser mantida o mais plana possível e perpendicular ao solo e laterais. Isso minimiza a área de superfície exposta ao ar. A taxa de retirada do silo deve ser suficiente para prevenir a silagem exposta ao aquecimento e perdas associadas.

Em temperaturas mais altas, como as encontradas no Brasil central, recomenda-se a retirada de fatias de silo de pelo menos 30-35 cm por dia. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que favoreça a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem.

Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, diminuindo perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo deve ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.

Descarte a silagem deteriorada

Vedar o material ensilado com lona e colocar pesos sobre o material ensilado não é 100% efetivo no controle de perdas. Perdas por fermentação aeróbica sempre ocorrem em diversas magnitudes e o descarte das porções perdidas nem sempre é uma prática comum em fazendas. A inclusão de silagem deteriorada nas dietas de animais possui um grande impacto sobre o desempenho.

A adição de silagem deteriorada a dietas diminui o consumo de matéria seca e a digestibilidade de nutrientes (PB e FDN), além da produtividade animal. Portanto, o descarte das partes deterioradas de silos é uma prática de manejo importante.

Para fazer silagens de boa qualidade, práticas de manejo devem ser adotadas de maneira integrada, já que a negligência de um procedimento pode levar a uma descontinuidade de um processo adequado de preservação da forragem.

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Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/#respond Fri, 25 Jun 2021 15:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9371 Conheça o ranking dos principais híbridos do Brasil! Nesse evento do Top Silagem fizemos um comparativo de 30 híbridos das sementeiras mais importantes do país e apresentamos os resultados. Nele, o especialista Ricardo Peixoto irá falar sobre o impacto da qualidade da silagem de milho no custo de produção do leite. Aperte o play no […]

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Conheça o ranking dos principais híbridos do Brasil! Nesse evento do Top Silagem fizemos um comparativo de 30 híbridos das sementeiras mais importantes do país e apresentamos os resultados.

Nele, o especialista Ricardo Peixoto irá falar sobre o impacto da qualidade da silagem de milho no custo de produção do leite. Aperte o play no vídeo abaixo e assista ao conteúdo na íntegra!

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Padrão de ouro na recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas https://blog.rehagro.com.br/padrao-de-ouro-na-recria-melhores-praticas-na-criacao-de-bezerras-e-novilhas/ https://blog.rehagro.com.br/padrao-de-ouro-na-recria-melhores-praticas-na-criacao-de-bezerras-e-novilhas/#respond Fri, 09 Apr 2021 12:52:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5975 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença da palestrante Sandra Gesteira, Doutora em Ciência Animal pela UFMG, que teve como premissa o tema: “Padrão Ouro na Recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas”. Clique aqui e assista o webinar na íntegra.  

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença da palestrante Sandra Gesteira, Doutora em Ciência Animal pela UFMG, que teve como premissa o tema: “Padrão Ouro na Recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas”.

Clique aqui e assista o webinar na íntegra.

 

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Silagem de grãos úmidos: saiba como conservar https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-graos-umidos/ https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-graos-umidos/#comments Sun, 14 Jun 2020 14:04:17 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4231 A produção animal depende de grãos como, milho, sorgo e cevada como fontes principais de energia, sendo que, no Brasil, o milho exerce um importante papel na alimentação animal, sendo o cereal mais comumente utilizado para bovinos. Existem várias formas de utilização do milho, como silagem, milho grão inteiro, moído, floculado, etc. Dentre as várias […]

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A produção animal depende de grãos como, milho, sorgo e cevada como fontes principais de energia, sendo que, no Brasil, o milho exerce um importante papel na alimentação animal, sendo o cereal mais comumente utilizado para bovinos.

Existem várias formas de utilização do milho, como silagem, milho grão inteiro, moído, floculado, etc. Dentre as várias alternativas, o uso de silagem de grãos úmidos de milho pode constituir uma alternativa importante para a utilização desse cereal na alimentação animal.

Atualmente, a silagem de grãos úmidos é uma das tecnologias de maior expansão no setor produtivo pela sua eficiência na conservação do milho, reduzindo os custos com alimentação em criações de suínos e bovinos leiteiros.

 

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A tecnologia de ensilagem de grãos úmidos de milho já é descrita desde a década de 70 e utilizada por muitos confinadores nos Estados Unidos.

No Brasil, a silagem de grãos úmidos de cereais foi introduzida a partir de 1981 na região de Castro – PR pelos criadores de suínos e, posteriormente, utilizada na alimentação de bovinos de leite e de corte.

Webinar silagem de milho

A silagem de grãos úmidos

O uso desta tecnologia traz inúmeras vantagens, permitindo, por exemplo:

  • Antecipação da colheita, liberando terra para outras culturas;
  • Utilização de um sistema de armazenamento mais simples e econômico, evitando o ataque de roedores e carunchos nos grãos, diminuindo deste modo as perdas a campo;
  • Conservação do valor nutritivo por um maior período de tempo.

A silagem de grãos úmidos de milho consiste na conservação do milho grão, moído ou inteiro, com umidade entre 35 e 45%, pela fermentação e redução do pH.

A Tabela 1 apresenta a composição bromatológica do milho seco comparada com a silagem de grãos úmidos de milho, de acordo com o NRC (2001). Segundo dados do NRC (2001), a silagem de grãos úmidos de milho é mais energética do que o milho seco e apresenta pequena diferença na concentração de fibra.

Tabela com composição média do milho seco e do milho úmidoTabela 1. Composição média do milho seco moído e da silagem de grãos úmidos de milho. Fonte: Adaptado do NRC (2001).

Legenda: MS = matéria seca; NDT = nutrientes digestíveis totais; PB = proteína bruta; FDN = fibra insolúvel em detergente neutro; FDA = fibra insolúvel em detergente ácido; NEL = energia líquida para lactação; ME = energia metabolizável. 

É grande a variação da umidade observada nos diferentes trabalhos, mas esta está entre 27 – 36%. Apesar da grande variação da umidade, em geral, o valor nutritivo da silagem de grão úmido de milho apresenta melhores resultados quando o valor é próximo de 32%.

O armazenamento de grãos de milho sob a forma de silagem não é feito apenas para reduzir perdas. O armazenamento de grãos de milho, através da ensilagem, promove alterações químico-físicas nas moléculas do amido, facilitando a ação das enzimas amilolíticas microbianas ruminais e das enzimas pancreáticas na sua digestão.

Essas alterações podem ocorrer devido à elevação da temperatura no interior do silo no início do processo da ensilagem, promovendo a gelatinização dos grãos de amido, o que possibilita o seu maior aproveitamento pelos ruminantes.

A composição química da silagem de grãos úmidos de milho (Tabela 2) pode variar em função do teor de umidade no momento da ensilagem e da proporção de sabugo presente, entre outros fatores.

Apesar do aumento na digestibilidade do grão de milho neste tipo de silagem, alguns estudos têm mostrado que a solubilização do nitrogênio ocorre durante o período de fermentação e armazenagem da silagem de grãos úmidos, acarretando a diminuição no teor de nitrogênio proteico ao longo do tempo de armazenagem.

Tabela com composição química da silagem de grãos úmidos de milhoTabela 2. Composição química da silagem de grãos úmidos de milho. Variáveis DeBrabander et al. (1992) Jobim et al. (1997) Reis et al. (2000) Santos et al. (2000) Taylor e Kung Jr (2002)

Fonte: Jobim et al. (2003)

Benefícios da silagem de grãos úmidos

Apesar da pequena queda nos teores proteicos, é consenso que o uso de silagem de grãos úmidos de milho melhora a eficiência alimentar, seja devido ao desempenho semelhante com menor consumo ou por consumo semelhante com melhor desempenho.

Existem estudos americanos que obtiveram melhor eficiência alimentar entre 9 e 25%, com redução de consumo, quando se utilizou silagem grão úmido de milho.

Outros estudos mostram que as dietas contendo silagem de grãos úmidos de milho têm maior digestibilidade da matéria seca, matéria orgânica, nitrogênio não-protéico, extrato etéreo e nutrientes digestíveis totais (NDT) em comparação com rações de milho seco, por unidade de matéria seca.

No entanto, não foram observadas diferenças entre rações com silagem de grãos úmidos de milho ou milho seco para digestibilidade da proteína bruta e da fibra em detergente neutro (FDN).

Estes maiores valores de NDT podem ser explicados devido às alterações relacionadas ao amido, refletindo em um melhor padrão de fermentação ruminal da silagem de grão úmido de milho.

Os efeitos obtidos pelo processo de ensilagem do grão úmido de milho também refletem no ambiente rumenal, podendo promover redução da relação acetado:propionato em lactação, além de elevar a concentração de ácidos graxos voláteis do rúmen (acetato, propionato e butirato).

Essa alteração na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen foi observada em bovinos confinados durante 70 dias alimentados com silagem de grãos úmidos de milho, milho seco esmagado e misturas de ambos na proporção 67:33 e 33:67, respectivamente.

Nos animais alimentados com silagem de grãos úmidos de milho e as misturas, em relação ao milho seco esmagado, houve maior ganho de peso e melhor eficiência alimenta. Porém, nem todos os estudos apresentam diferenças na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen, mas na grande maioria sempre há aumento dos índices produtivos, seja na produção de leite ou de carne.

Com relação à produção e composição do leite, os estudos são contraditórios quanto a porcentagem de gordura.

Estudos constataram que vacas alimentadas com silagem de grãos úmidos de milho produziram mais leite (39,8 kg/dia) em relação às vacas que receberam grãos secos de milho (38,0 kg/dia) na dieta, uma diferença de 4,6% superior em produção de leite a favor da silagem de grãos úmidos.

Juntamente com a maior produção de leite, também houve maior produção de proteína (kg/dia) para as vacas que receberam silagem de grãos úmidos em relação às alimentadas com grãos secos na dieta.

Com isso, destaca-se que o aumento na digestibilidade do amido pode refletir em elevação na produção de leite, de proteína microbiana no rúmen e melhorar a utilização de nitrogênio pela vaca e, também, que a fermentação ruminal foi favorecida pela alta disponibilidade de amido, o que eleva a utilização da amônia ruminal e promove maior suprimento de energia para o animal.

Tabela com efeito do processamento dos grãos de milhoTabela 3. Efeito do processamento dos grãos de milho sobre a produção e composição do leite de vacas. Fonte: Adaptado de San Emeterio et al. (2000)

Wilkerson et al. (1997) registraram produção de 2,0 kg/dia de leite a mais para vacas da raça Holandesa que receberam silagem de grãos de milho na dieta ao comparar grãos úmidos e grãos secos, além de duas formas de processamento dos grãos (amassados ou moídos).

Além disso, o teor de proteína e de gordura no leite foram maiores para as vacas que receberam grãos moídos na dieta, independente da forma de conservação (Tabela 4).

Tabela com Ingestão de Matéria sec de vacas alimentadas com grãos de milho seco ou úmidosTabela 4. Ingestão de matéria seca, produção e composição do leite de vacas da raça Holandesa alimentadas com grãos de milho seco ou ensilados úmidos em diferentes formas de processamento.

Fonte: Adaptado de Wilkerson et al. (1997)

Atualmente, com a mudança nos conceitos sobre a eficiência do uso do amido pelos ruminantes, está comprovado o melhor desempenho animal quando alimentados com amido de alta degradação ruminal.

No entanto, no Brasil não têm sido realizado trabalhos científicos avaliando os possíveis benefícios do uso da silagem de grãos úmidos na alimentação de vacas leiteira, embora seja uma prática corrente em muitas regiões do país.

A partir dos resultados de estudos e das observações de campo nas fazendas brasileiras que utilizam a silagem de grão úmido de milho, pode se evidenciar que o processo de ensilagem de grãos úmidos de milho provoca alterações na conformação do amido do grão e, consequentemente, no local de digestão e na digestibilidade desse amido para ruminantes, resultando em mais energia disponível.

A maior quantidade de energia da silagem de grão úmido de milho, por sua vez, promove maior disponibilidade de energia para os processos produtivos do animal, como a produção de carne e leite.

Além disso, essa tecnologia pode contribuir para solucionar graves problemas de armazenagem de grãos nas fazendas, onde normalmente ocorrem grandes perdas qualitativas e quantitativas, em função do ataque de insetos e de ratos.

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Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/ https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/#respond Wed, 25 Mar 2020 18:11:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7175 Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte“. Nosso 23º Webinar da área! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. A transmissão foi um sucesso! Mais de 1.500 pessoas participaram da palestra e debateram sobre […]

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Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte“. Nosso 23º Webinar da área! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

A transmissão foi um sucesso! Mais de 1.500 pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Todas aproveitaram o momento de quarentena para aprimorarem seus conhecimentos. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. O agro não para!

Quem esteve no comando do evento online foi Thiago Bernardes, professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

O especialista falou sobre estratégias de produção, principalmente de alimentos energéticos para gado de corte em confinamento. Ele também explicou como o snaplage pode ser uma excelente alternativa para melhorar os resultados financeiros das fazendas.

Se você ainda não assistiu a explicação do professor, clique no link abaixo:

Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre silagem de espigas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

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Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

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Gestão na Pecuária de Corte

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Snaplage: por que utilizar a silagem de espiga de milho https://blog.rehagro.com.br/por-que-usar-snaplage/ https://blog.rehagro.com.br/por-que-usar-snaplage/#comments Fri, 03 Jan 2020 16:30:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6761 O setor produtivo do agronegócio se desenvolve a cada dia em busca de aumentar a rentabilidade e a remuneração dos envolvidos na atividade. Essa busca pode ser desenvolvida em algumas frentes diferentes como: Redução de custos; Aumento da produtividade; Eficiência na utilização de insumos; Melhoria na qualidade e disponibilidade dos ingredientes presentes nas dietas dos […]

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O setor produtivo do agronegócio se desenvolve a cada dia em busca de aumentar a rentabilidade e a remuneração dos envolvidos na atividade. Essa busca pode ser desenvolvida em algumas frentes diferentes como:

  • Redução de custos;
  • Aumento da produtividade;
  • Eficiência na utilização de insumos;
  • Melhoria na qualidade e disponibilidade dos ingredientes presentes nas dietas dos animais.

Essas são algumas das maneiras pelas quais é possível se investir para obtenção de melhores resultados.

 

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Pesquisadores e técnicos envolvidos na cadeia produtiva da pecuária de corte acompanham esse movimento, estudam e desenvolvem a cada dia perspectivas, ferramentas e alternativas para se alcançar melhores resultados.

Pensando no quesito melhoria da qualidade e disponibilidade dos alimentos ofertados nas dietas dos animais, principalmente em épocas de escassez de precipitações, uma alternativa muito utilizada e já bastante difundida é a silagem.

Originalmente, a ensilagem é um processo de armazenamento e conservação de alimentos, permitindo que esse alimento seja conservado por um longo período de tempo, para utilização em períodos onde a escassez de chuva limita a produção de pastagem, volumosos e/ou grãos.

Além da armazenagem em si, com passar dos anos e o avanço de estudos e pesquisas, percebeu-se que além de conservar os alimentos com baixa perda nutricional, a fermentação láctica produzida no processo de ensilagem permite ainda uma melhoria na disponibilidade de certos nutrientes presentes em determinados alimentos ensilados, é o caso por exemplo da silagem de grão úmido de milho ou sorgo.

Destaque para o grão de milho cultivado no Brasil, milho duro, que por suas características bromatológicas tem menor disponibilidade de amido, quando comparado com o milho dentado cultivado nos Estados Unidos, por exemplo.

Alguns alimentos são tradicionalmente ensilados e utilizados na alimentação de bovinos no Brasil, como silagem de planta inteira do milho e de sorgo, silagem de cana, silagem de capim, silagem do grão úmido de milho ou sorgo.

Webinar Silagem de espigas, grãos úmidos e grãos reconstituídos

Além desses métodos “mais comuns” podemos descrever: 

  • Earlage: silagem da espiga de milho;
  • Toplage: silagem da planta inteira adicionada a espigas do milho;
  • Stalklage: silagem da planta do milho, sem a espiga;
  • Snaplage :silagem da espiga com a palha.

Todos esses métodos são alternativas que vêm ganhando destaque na nutrição de bovinos de corte.

Por volta dos anos de 1960, na Itália, teve início o processo de ensilagem da espiga de milho com a palha, o snaplage. Essa tecnologia foi levada aos Estados Unidos logo em seguida, país onde já é mais difundida. Há aproximadamente 6 a 7 anos, começaram a aparecer as primeiras silagens snaplage no Brasil.

O milho representa uma fatia representativa nos custos com alimentação de rebanhos em todo o Brasil, principalmente na composição de dietas para animais em confinamento. O milho seco e moído é bastante utilizado em dietas desse sistema, porém o snaplage vem ganhando destaque buscando alternativas de melhores custos sem perder o mais importante: produtividade do rebanho.

O snaplage é composto por 75 a 80% de grão, 10 a 15% de sabugo e 5 a 10% de palha, sendo um alimento energético rico em fibras. Sendo assim, ele estimula a ruminação, e auxilia na manutenção da saúde ruminal.

Entretanto, o snaplage não deve ser considerado um alimento substituto da silagem de planta inteira do milho. Por mais que tenha boa presença de fibra, não é um volumoso, e sim um insumo com o objetivo de adensar as dietas e aumentar o aproveitamento do amido pelo ruminante.

A inclusão do snaplage na dieta de confinamento deve ser associada ao grão seco para evitar problemas metabólicos. Além disso, essa combinação resulta em melhor aproveitamento energético pelo ruminante.

Essa relação de grãos fermentados e grãos secos deve ser de 70:30, desde que atenda o balanço entre amido fermentável e fibra fisicamente efetiva para ruminação. Por se tratar de um alimento energético com fibra, a adição de outras fontes de volumoso é reduzida.

Veja a comparação dos parâmetros médios de silagem de planta inteira, grão úmido e snaplage na Tabela 1.

Tabela 1: Parâmetros bromatológicos médios de silagem de planta inteira, silagem de grão úmido e snaplage (Fonte: Rehagro Consultoria)

O processo do snaplage exige algumas especificidades, como a colheita. A adaptação de uma plataforma despigadora à máquina autopropelida parece uma alternativa viável economicamente para colher esse material. Ela permite que essa alternativa possa ser difundida em todas as regiões.

O ponto de colheita tido como ótimo para o snaplage, é quando o grão do milho apresenta em torno de 28% a 35% de umidade. Isso ocorre porque a espiga possui cerca de 5% de umidade acima do grão.

É importante essa análise ser feita de maneira criteriosa, pois o percentual correto e desejável de umidade é essencial para o processo adequado de fermentação e compactação da silagem.

O tempo de ensilagem desse alimento é de no mínimo 60 dias para garantir a máxima digestibilidade do amido, que é o principal nutriente do snaplage. A produtividade da matéria seca da silagem de espiga é outra vantagem. O rendimento geralmente é cerca de 15-20% maior que a silagem de grão úmido devido a presença da palha e sabugo. Isso pode representar menor custo por tonelada produzida.

Silagem de grão úmidoImagem 1: Silagem de grão úmido (Fonte: Rehagro Ensino)

Outro fator, que poucos levam em consideração, mas que merece uma ressalva importante, não está ligado diretamente à qualidade ou às características do alimento snaplage. Ele diz respeito aos seus benefícios indiretos na lavoura, como a colheita da espiga.

A técnica deixa na roça um volume interessante de matéria orgânica que pode ser utilizado como fonte de fibra para diversas categorias de animais. É importante colocá-las para pastejar na área ou para o processo de plantio direto, que é extremamente interessante e positivo.

Existem muitas alternativas a serem consideradas na busca pela eficiência produtiva dentro da cadeia da carne. Alimentos e insumos utilizados nas dietas são potencialmente os principais responsáveis pelo desempenho dos animais, principalmente em confinamento. Sendo assim, criar espaço e desmistificar ferramentas é fundamental para a evolução do processo.

A snaplage é um alimento rico, de grande potencial produtivo e econômico, e deve ser levado em consideração nas atividades onde se fornecem alimentos ensilados aos animais.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

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Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

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Tratamento racional de mastite clínica: uma visão imparcial baseada em ciência https://blog.rehagro.com.br/ratamento-racional-de-mastite-clinica-uma-visao-imparcial-baseada-em-ciencia/ https://blog.rehagro.com.br/ratamento-racional-de-mastite-clinica-uma-visao-imparcial-baseada-em-ciencia/#comments Fri, 30 Aug 2019 20:40:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6003 Nesta edição do WEBINAR LEITE GRATUITO, o palestrante José Carlos Pantoja, Doutor em Qualidade do Leite – Universidade de Wisconsin, Professor UNESP / Botucatu, falou sobre o tratamento racional de mastite clínica, com uma visão baseada em ciência. Não perca! Clique no botão abaixo para ter acesso:

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Nesta edição do WEBINAR LEITE GRATUITO, o palestrante José Carlos Pantoja, Doutor em Qualidade do Leite – Universidade de Wisconsin, Professor UNESP / Botucatu, falou sobre o tratamento racional de mastite clínica, com uma visão baseada em ciência.

Não perca! Clique no botão abaixo para ter acesso:

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Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira? https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos-na-pecuaria-leiteira-qual-a-realidade-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos-na-pecuaria-leiteira-qual-a-realidade-brasileira/#comments Wed, 28 Aug 2019 14:19:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5976 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do palestrante Matheus Moreira, Coordenador Técnico Equipe Leite Rehagro, Mestrando em Zootecnia/Produção Animal UFMG, que teve como premissa o tema: “Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira?”. Clique aqui e assista o webinar completo. 

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do palestrante Matheus Moreira, Coordenador Técnico Equipe Leite Rehagro, Mestrando em Zootecnia/Produção Animal UFMG, que teve como premissa o tema: “Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira?”.

gestão na pecuária leiteira

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Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-milho-da-escolha-do-hibrido-ao-cocho-ed-05/ https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-milho-da-escolha-do-hibrido-ao-cocho-ed-05/#comments Tue, 09 Oct 2018 12:46:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5270 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do professor da Universidade Federal de Lavras, Thiago Bernardes, palestrando sobre o tema: “Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho”. Veja durante a palestras, assuntos como: O que buscamos em um híbrido? Doenças na cultura do milho; Cuidados para garantir a eficiência do inoculante; […]

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do professor da Universidade Federal de Lavras, Thiago Bernardes, palestrando sobre o tema: “Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho”. Veja durante a palestras, assuntos como:

  • O que buscamos em um híbrido?
  • Doenças na cultura do milho;
  • Cuidados para garantir a eficiência do inoculante;
  • Quando colher o milho e muito mais.

Gestão na pecuária leiteira

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Milho para silagem: 5 dicas para obter alta produtividade https://blog.rehagro.com.br/milho-para-silagem/ https://blog.rehagro.com.br/milho-para-silagem/#comments Thu, 26 Jul 2018 18:18:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4829 Obter uma alta produtividade é o resultado que todo produtor deseja, e com a produção de milho para silagem não poderia ser diferente. Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra. Alguns […]

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Obter uma alta produtividade é o resultado que todo produtor deseja, e com a produção de milho para silagem não poderia ser diferente.

Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra.

Alguns assuntos que serão abordados já fazem parte da rotina de muitas propriedades, no entanto, alguns procedimentos ainda são pouco comuns em parte delas.

 

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Lavoura de milho para silagemLavoura de milho para silagem na Região de Sete Lagoas, MG

1. Conhecimento da fertilidade do solo da gleba, correções de solo e a adubação utilizada

Acredita-se que esse seja o primeiro passo a ser dado para o planejamento de todas as safras em qualquer fazenda. Com o aumento dos valores dos corretivos e fertilizantes, atualmente esses insumos podem representar quase 60% dos custos para produção de silagem de milho.

Assim, se o técnico conhecer bem a fertilidade da área, através de uma boa análise de terra é possível em muitos casos utilizar uma fórmula menos concentrada e reduzir o impacto do insumo fertilizante no custo final da lavoura.

Só para se ter uma ideia da importância da recomendação adequada de adubação, basta dizer que muitos produtores utilizam como adubo de plantio 400 kg/ha de NPK 08 28 16 ano após ano. Isso é justificado em muitos casos pelos baixos níveis de fósforo encontrados nos primeiros anos de cultivo em muitas áreas.

No entanto, à medida que as glebas são cultivadas, os teores de fósforo vão aumentando no solo. Assim, pode-se chegar numa situação em que o produtor passa a utilizar, por exemplo, a formulação NPK 10 20 10. Essa simples mudança de formulação poderá significar uma economia de cerca de 400 reais/ha, sem reflexos em perdas de produção.

Se for considerado um custo de 3.000 reais/ha, o produtor teria uma economia de 13%. No entanto, isso só será possível se o produtor contar com apoio técnico apropriado e utilizar essa ferramenta eficientemente em suas áreas.

A adubação deve ser equilibrada, e ser feita de acordo com as necessidades da cultura, expectativa de produção e fertilidade do solo, dentre outros. Assim, no exemplo anterior, o produtor de silagem poderia estar usando uma adubação excessiva em fósforo, com maior custo e baixa em potássio.

O milho é uma das culturas com maior necessidade de potássio para se atingir uma boa produtividade. Como 70 a 80% do potássio é armazenado nas folhas e colmo, quando se trata de uma lavoura de grãos, a maior parte do nutriente retorna ao solo, ao contrário de uma lavoura de silagem, em que toda planta é colhida.

Os dados para exemplificar esse fato foram extraídos de resultados de pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo. Na Tabela 1, a seguir, é feita uma comparação entre as necessidades de potássio para uma lavoura de grãos e para uma lavoura de silagem, em áreas com diferentes tetos produtivos.

Tabela com a extração média de nutrientes pela cultura do milho

Tabela 1. Extração média de nutrientes (kg/ha) pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem, para diferentes produtividades.

P para P2O5 e K para K2O multiplicar por 2,29 e 1,20, respectivamente. Fonte: Adaptado de Coelho et al. (2002)

Para reposição do potássio extraído, parte do nutriente pode ser adicionado no adubo de plantio (até 50 kg/ha), parte via adubação de cobertura, junto com o nitrogênio e parte antes ou imediatamente após a semeadura, aplicado a lanço. As quantidades e a melhor forma de aplicação deverão ser definidas pelo técnico, juntamente com o proprietário e/ou gerência da fazenda.

2. Manutenção do solo coberto a maior parte do tempo e adoção da semeadura direta/cultivo mínimo

Principalmente nas propriedades do Brasil Central, muitos produtores ainda cultivam suas áreas no sistema convencional, ou seja, colhem a silagem do milho com solo úmido, colocam o gado na “palhada” durante a época seca do ano e preparam o solo para um novo plantio no final do ano.

Geralmente, o preparo corresponde a uma aração, seguida de uma gradagem pesada e uma ou duas gradagens niveladoras, anteriores ao plantio.

Por outro lado, são inegáveis as dificuldades do sistema de semeadura direta nessas propriedades, pelo reduzido tamanho das áreas, dificuldade de equipamentos, compactação de alguns solos argilosos, em que a colheita ocorre com solo úmido.

Área de milho sob plantio diretoÁrea de milho sob plantio direto na Região de Sete Lagoas, MG – palhada de braquiária

Áreas de milho sob plantio direto   Áreas de milho sob plantio direto na Região de Norte de Minas – palhada de Crotalária

Mesmo diante dessas dificuldades práticas, é possível reduzir a frequência no preparo do solo, de três a quatro operações para uma ou duas, na pior das hipóteses. O que tem gerado bons resultados é a semeadura de uma cultura para cobertura morta do solo, imediatamente após o corte do milho (fevereiro-março).

A planta de cobertura deverá ser semeada o mais rápido possível após a colheita, para se aproveitar a umidade do solo e as chuvas remanescentes. Essa semeadura pode ser realizada com um único implemento, que subsola o solo, distribui as sementes e faz uma leve compactação das sementes com um rolo destorroador, ao invés das arações ou gradagens.

Além disso, o uso do subsolador é feito no final do período chuvoso, reduzindo os riscos com erosão. Como esse implemento não é comum em todas as propriedades, pode-se fazer a terceirização desse serviço, a aquisição do implemento em algumas propriedades ou mesmo compra associada.

Pode-se também utilizar um único implemento para preparo do solo, como o subsolador, e distribuir as sementes com o distribuidor de fertilizantes. A espécie de cobertura a ser utilizada depende da região e dos objetivos do técnico e proprietário. Pode-se inclusive fazer uma safrinha de sorgo, girassol ou feijão, dependendo da situação.

Áreas de milho sob plantio direto

3. Época da semeadura do milho

A presença de plantas de cobertura tem a função de proteção do solo, retenção de umidade, reciclagem de nutrientes e aumento da matéria orgânica, dentre outros.

Cerca de 60 dias antes da semeadura do milho, a área já deverá ter sido roçada, para que haja brotação e/ou germinação de ervas e a área seja manejada para um novo plantio.

O tempo entre a dessecagem e a semeadura é variável (15 a 30 dias) com a planta de cobertura. Esse tempo é importante para a redução da população de alguns insetos prejudiciais à cultura (lagartas, vaquinhas, besouros, dentre outros), além de permitir uma boa condição de plantio.

Para evitar riscos é sempre recomendável esperar um acumulado de chuva para o início da semeadura (cerca de 80 a 100 mm, dentro de 8 a 10 dias), além de previsões futuras de chuvas. No entanto, deve-se evitar desrespeitar a data recomendada de plantio para cada região.

Para a região central do Brasil existem dados na literatura mostrando perdas de 30 a 60 kg/ha para cada dia de atraso, após o dia 15 de novembro.

4. Qualidade de plantio e posicionamento dos híbridos

A qualidade da semeadura é essencial para que qualquer híbrido expresse seu potencial, quando todos os outros atributos estão adequados (correção de solo, adubação e clima apropriado).

Para que isso ocorra, além de um preparo de solo e/ou dessecagem (áreas de cultivo mínimo ou plantio direto), deve-se fazer uma pré-regulagem da semeadora com antecedência, escolha correta dos discos, no caso dos sistemas mecânicos e um bom tratamento de sementes de acordo com pragas da região, a fim de se evitar perdas de população que comprometam a produtividade final da lavoura.

Webinar silagem de milho

Geralmente, é recomendado o tratamento de sementes a base de carbamatos (tiodicarbe) para reduzir a população inicial das pragas de solo e mastigadores (lagartas). Para regiões com problemas de insetos sugadores, geralmente as sementes são tratadas com produtos a base de imidacloprid ou tiametoxan.

No caso específico do complexo de enfezamentos, doenças veiculadas pela cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, a principal medida a ser adotada é o uso de híbridos resistentes à doença.

Por outro lado, os híbridos também não podem ser escolhidos por modismo ou acaso. Os híbridos deverão ser escolhidos de acordo com sua adaptabilidade à região, época de plantio, altitude (abaixo de 400 metros, acima de 700 metros ou transição, entre 400 e 500 metros), tolerância às principais doenças que ocorrem na região e o potencial de produção.

É recomendado plantar mais de um híbrido na propriedade, principalmente porque as glebas são diferentes entre si. Nenhum híbrido é perfeito, sempre têm pontos fortes e fracos, que devem ser considerados por ocasião da seleção.

5. Manejo cultural do milho para silagem

Após a semeadura, devem ser efetuadas as operações de manejo (manejo de ervas, pragas, doenças, adubação, etc.). O milho é uma planta muito sensível à presença de ervas até o fechamento da lavoura (aproximadamente 40-50 dias após a semeadura).

Dessa forma, durante todo esse período a lavoura deverá ser monitorada. A melhor época de efetuar o controle de ervas é quando o milho atingir por volta de 3 a 4 folhas abertas, denominados de estágio V3 e V4 (12 a 20 dias, após a semeadura, dependendo do híbrido, época de semeadura, umidade, região, etc.).

Deverão ser avaliadas as ervas predominantes no local e aplicados os herbicidas de acordo com as espécies presentes (folhas largas ou estreitas).

O milho é uma cultura atacada por diversas pragas, sendo as principais a lagarta-do-cartucho, cigarrinhas-das-pastagens, broca-da-cana, lagarta-elasmo, lagarta-rosca, percevejos, dentre outras.

No caso das lagartas, mesmo com o tratamento de sementes, geralmente ocorrem prejuízos se não forem tomadas medidas de controle, posteriormente, ao se detectar os insetos na lavoura. O manejo dependerá da infestação na área.

Dessa forma, assim que houver 15 a 20% das plantas de milho raspadas pela lagarta-do-cartucho, será feito o controle. Existem no mercado mais de 100 produtos registrados para esse fim.

Além do controle de ervas e pragas, deve-se ficar atento com a melhor época de fazer a adubação de cobertura do milho. Como o milho é uma cultura que define seu potencial produtivo muito cedo (4 a 6 folhas abertas), não pode estar sujeito a nenhum estresse nessa época, principalmente relacionado à falta de nutrientes.

Assim, convencionou-se que a adubação de cobertura deverá ser realizada quando o milho estiver com 4 folhas totalmente formadas. Em certos casos, principalmente em solos arenosos e/ou áreas irrigadas essas adubações deverão ser divididas em mais de uma etapa.

A adubação deverá ser feita 7 a 10 dias após a capina, quando for utilizado algum herbicida do grupo sulfonil-uréia (Sanson ou Equip Plus) na capina. A quantidade de adubo empregada será de acordo com o potencial de cada área e estimativa de produção da lavoura.

O adubo será aplicado nas entrelinhas da cultura de milho e enterrado a 5 cm de profundidade, para se evitar perdas do nitrogênio por volatilização, na forma de amônia. Nos casos em que fonte de nitrogênio for o nitrato ou o sulfato de amônio e a propriedade dispuser de bons equipamentos para distribuição, a adubação de cobertura poderá ser feita a lanço.

No entanto, de nada adianta seguir todos esses passos de manejo para o milho para silagem a risca e negligenciar no momento correto da colheita. Para que a silagem tenha boa qualidade, além da lavoura produtiva e sadia, o material deverá ser colhido com matéria seca entre 30 a 33%, bem picado, a fim de que todos os grãos sejam bem danificados.

Outro ponto muito importante é qualidade da compactação e o tempo de fechamento do silo. Quanto maior a compactação e mais rápido o fechamento dos silos, melhor será a silagem.

Milho no ponto ideal de colheitaMilho no ponto ideal de colheita (1/2 do amido formado e com 32% de matéria seca).

É hora de melhorar sua margem de lucro no leite!

Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!

Com pequenos ajustes na rotina, você pode melhorar a sua margem de lucro, tornando a pecuária leiteira um negócio mais rentável para você e sua família.

Com esse objetivo, o Rehagro criou o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira. Nele, os professores ensinam como melhorar a gestão da nutrição, reprodução, criação de bezerras, sanidade, qualidade do leite e gestão financeira na propriedade.

O curso é dado pelos nossos melhores consultores, que já treinaram mais de 2.400 produtores de todo o Brasil, em todos os sistemas de criação. Eles lhe darão acompanhamento online individualizado para lhe ajudar a aplicar na prática tudo o que você aprendeu!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

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Formulação de dietas para bovinos leiteiros: veja passos essenciais https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/ https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/#comments Fri, 13 Jul 2018 14:19:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4714 O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor. Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão […]

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O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor.

Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.

 

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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele  poderá ser utilizado na composição da dieta.

As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.

As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.

O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.

Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

  • Ele irá promover ruminação?
  • Será benéfico para a microbiota desejável do rúmen, aquela que gera mais energia e proteína?
  • O alimento será degradado no rúmen ou chegará intacto ao intestino?
  • Ao chegar ao intestino ele será utilizado pelo animal ou nem será absorvido, sendo perdido nas fezes?

Fibra para dieta de bovinos leiteiros

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.

Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.

É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!

Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:

  1. A dieta que o nutricionista formulou com o auxílio do computador;
  2. A dieta que o tratador entendeu que é a correta ou que tem capacidade de preparar;
  3. A dieta, a que a vaca consome, com o todo o seu poder de seleção e capacidade de alimentação.

E-book Aditivos na Dieta dos Bovinos Leiteiros

Principais aspectos afetados por uma nutrição inadequada dos bovinos leiteiros

Baixa produtividade

A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.

Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.

As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:

  • Categoria – bezerras, novilhas, vacas secas, vacas em lactação;
  • Fase de lactação;
  • Nível de produção;
  • Idade da vaca;
  • Condição corporal.

O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.

Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.

Curva de lactação da dieta para bovinos leiteirosCurva de lactação / Fonte: Ideagri

A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.

Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.

Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.

Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!

Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.

Doenças nutricionais

Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.

Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?

A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.

Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.

Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.

“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.

Relação concentrado x volumoso

Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.

É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.

Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.

O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.

Úlcera de solaÚlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações

A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.

Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.

O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte

Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.

Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.

Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.

O valor do nutricionista na formulação de dietas para bovinos

  • Quanto vale uma vaca produtiva e saudável?
  • Qual o prejuízo no descarte de um animal prematuramente?
  • Quanto vale uma novilha chegando à idade correta à puberdade?
  • Quanto custa o tratamento de todo o rebanho com problemas nos cascos?
  • Quanto vale uma bezerra saudável e desmamada mais cedo?
  • Quanto custa o investimento em um insumo de qualidade que não deu o resultado esperado?

Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.

Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.

Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Bruno Guimarães

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