soja Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/soja/ Thu, 05 Jan 2023 18:05:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png soja Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/soja/ 32 32 Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/ https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/#respond Fri, 02 Dec 2022 13:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16469 Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura. A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas. O manejo […]

O post Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura.

A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.

O manejo em pré-semeadura ou “dessecação” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.

A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.

A utilização isolada do glyphosate já não é mais garantia de uma boa dessecação.

Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o capim amargoso e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. Além disso, existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A vassourinha de botão

A planta daninha vassourinha de botão (Spermacoce sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.

Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.

As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.

A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao glyphosate, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.

Como controlar a vassourinha de botão? 

As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recursos, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.

O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.

Existem diferentes métodos para controle de plantas daninhas, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.

Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).

Os herbicidas são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.

O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o glyphosate, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.

Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de Spermacoce sp. com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.

Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao glyphosate. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.

A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.

Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%, equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.

Saiba mais!

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/feed/ 0
Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/#respond Tue, 22 Nov 2022 13:52:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16043 Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje? Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o […]

O post Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje?

Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o foco corretamente.

Veja as recomendações do especialista da Equipe Grãos do Rehagro, Fábio Pereira, para conquistar uma boa rentabilidade na próxima safra.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Quais são as expectativas para a safra 22/23 de Soja e Milho?

Para a safra 22/23, a expectativa é que o preço médio da saca de soja diminua, enquanto os custos diretos, que são todos aqueles relacionados ao processo produtivo, seguem uma tendência a se manterem altos.

Na Safra 20/21, tivemos um lucro bruto de cerca de R$8.000,00/ha na produção de soja e uma margem bruta de aproximadamente 67%, o que representou um excelente resultado econômico para o produtor. No entanto, esses valores estavam fora da curva e, na Safra 22/23, a tendência é que eles retomem o equilíbrio, retornando para uma margem bruta em torno dos 40%.

Na Safra 18/19, uma margem bruta de 40% vinha com lucro bruto aproximado de R$2.000,00/ha. Para a Safra 22/23, o lucro bruto pode atingir aproximadamente o dobro desse valor absoluto, mas que representará a mesma margem bruta de 40% graças à inflação.

Antes, o lucro obtido permitia a compra de um trator, custeava insumos da safra seguinte e além disso fazia estoque. Hoje, com o dobro do lucro, o produtor não consegue comprar dois tratores e não compra insumos para duas safras, porque os investimentos mais que duplicaram de preço.

Para o milho, esse cenário requer ainda mais atenção. Graças aos altos custos de produção, o milho tem apresentado uma margem de lucro inferior à da soja.

A expectativa para a safra 22/23 é que os custos de produção desse grão continuem subindo, alcançando maiores patamares, com uma diminuição do lucro bruto e da margem bruta do produtor.

Produção de milho no Brasil

O que fazer diante da incerteza do mercado?

Diante desse cenário, o que fazer para segurar a margem?

É imprescindível ser eficiente nos custos e aumentar a produtividade.

É necessário estar atento ao mercado, estudá-lo e buscar informações com especialistas.

Para a soja, é interessante agir para garantir a margem dos 40-45%, que é uma referência interessante e ajuda a tomar decisões. Mais do que nunca, é essencial ter uma gestão muito bem feita.

Algumas perguntas podem ajudar a nortear a sua estratégia de gestão, como:

  • Qual resultado você está buscando na atividade?
  • Qual o lucro, a margem que você espera?
  • Qual a referência? Qual potencial de resultado pode oferecer?
  • Qual o meu resultado hoje?
  • Quais indicadores mais impactam os resultados? Qual o principal indicador?

A gestão nas propriedades vem crescendo, mas muitas fazendas não conseguem obter indicadores. Ou quando os obtêm, não sabem o que fazer com eles. Por isso é fundamental entender onde você está para definir para onde você vai e traçar um caminho para chegar lá.

Atenção! Pode parecer uma saída, mas cortar custos pode comprometer a sua produtividade.

O adubo está caro – devo cortar? Cuidado!

Ser mais eficiente na utilização dos recursos para melhorar a produtividade pode ser um melhor caminho. Afinal, eles são o motor da geração do resultado!

Saiba mais!

Quer saber como melhorar sua produtividade, ter mais eficiência nos custos e fazer um bom planejamento e execução das atividades para alcançar uma boa margem de lucro na próxima safra?

Venha conhecer o Curso Gestão na Produção de Grãos.

Curso Gestão na Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/feed/ 0
Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/#respond Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10815 Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter […]

O post Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.

Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017). 

Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.

Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Projeções de produção de grãos no mundo

O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.

Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:

  1. China (+47 milhões de toneladas);
  2. Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);
  3. Brasil (+25 milhões de toneladas);
  4. Argentina (+17 milhões de toneladas);
  5. Ucrânia (+6 milhões de toneladas).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:

  • Brasil, 23,7%;
  • Ucrânia, 16,2%;
  • Argentina, 17,2%.

Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:

  1. México;
  2. Japão;
  3. União Europeia;
  4. Irã;
  5. Egito.

Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.

Futuro brasileiro para produção de grãos

Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.

Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.

Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:

  1. De 234,1 milhões de toneladas na safra 2018/19 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28. Ou seja, quase 30% a mais que o valor atual.
  2. A área plantada sairá dos atuais 62,6 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28. Ou seja, mais de 13% a mais de áreas necessárias.

Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.

Produção de grãos no Brasil para 2027-28Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).

Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.

Produção de milho no Brasil

Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.

Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.

Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.

Uso e ocupação de terras no BrasilFigura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).

Rotação de Culturas

A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.

O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:

  • Manutenção da umidade;
  • Aeração;
  • Temperatura;
  • Atividade macro e microbiológica do solo.

Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Como adotar esse sistema

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.

Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.

A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:

  • O tamponamento;
  • A resiliência dos solos;
  • Estabilidade nos solos de fertilidade construída;
  • Funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.

Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:

  • Uso da água;
  • Redução de custos;
  • Estabilidade produtiva e econômica;
  • Melhoria das condições de vida do produtor.

Principais sistemas de sucessão de culturas

Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Rotação de culturas no Centro OesteFigura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). 

Rotação de culturas no SulFigura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). 

Rotação de culturas no SudesteFigura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). 

Rotação de culturas no Norte e NordesteFigura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).

Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.

Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.

No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.

Atingindo alta produtividade e se destacando

Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.

O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.

A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.

Ele é um curso online e completo, onde você aprenderá desde o planejamento de safras com projetos, passando por fertilidade, proteção, fisiologia e muito mais.

Você pode tirar suas dúvidas no link abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/feed/ 0
Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/#respond Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13990 As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e […]

O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.

As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.

O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada – quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de aplicações de fungicidas, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.

O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.

Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.

Principais doenças da soja

  • Antracnose;
  • Cancro da haste;
  • Doença de final de ciclo – DFC;
  • Ferrugem asiática;
  • Mancha-alvo;
  • Mancha olho-de-rã;
  • Míldio;
  • Mofo-branco;
  • Oídio;
  • Podridão vermelha da raiz;
  • Nematoide de cisto;
  • Nematoide das galhas;
  • Nematoide das lesões radiculares;
  • Nematoide da haste verde da soja.

1. Antracnose

  • Agente causador: Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.

Sintomas

Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a queda e o apodrecimento de vagens. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.

No enchimento de grãos (R5 e R6), as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.

Condições favoráveis

Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.

Disseminação

Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.

Manejo da antracnose

O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.

2. Cancro da haste

  • Agente causador: Diaporthe aspalathi; D. caulivora.

Sintomas

As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras, alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas.

As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As folhas ficam amareladas e com necrose entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.

Condições favoráveis

Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.

Manejo do cancro da haste

As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).

3. Doença de final de ciclo – DFC

  • Agente causador
    • Crestamento foliar: Cercospora kikuchii;
    • Mancha-parda: Septoria glycines.

Sintomas

Cercospora kikuchii pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.

Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.

Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.

Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.

Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.

Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.

Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.

Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.

Condições favoráveis

Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais.

Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar

Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.

O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas – os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de C. kikuchii, com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.

4. Ferrugem asiática

  • Agente causador: Phakopsora pachyrhizi.

Sintomas

Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.

Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.

Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.

Condições favoráveis

A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.

Disseminação

A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo da ferrugem asiática

As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:

  1. Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);
  2. Utilização de cultivares resistentes;
  3. Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;
  4. Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.

Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).

Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.

5. Mancha-alvo

  • Agente causador: Corynespora cassiicola.

Sintomas

Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.

As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.

Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.

Condições favoráveis

As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.

Disseminação

O fungo C. cassiicola pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.

Manejo da mancha-alvo

Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.

Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

6. Mancha olho-de-rã

  • Agente causador: Cercospora sojina.

Sintomas

Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para manchas com centros de coloração castanho-claro na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.

Condições favoráveis

As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.

Disseminação

O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.

Manejo da mancha olho-de-rã

A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de C. sojina.

7. Míldio

  • Agente causador: Peronospora manshurica.

Sintomas

Os sintomas nas folhas iniciam por lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.

Condições favoráveis

A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.

Disseminação

O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.

Manejo do míldio

Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.

8. Mofo-branco

  • Agente causador: Sclerotinia sclerotiorum.

Sintomas

Os primeiros sintomas são manchas aquosas, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.

O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.

Condições favoráveis

A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.

Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.

Disseminação

A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.

Manejo do mofo-branco

O manejo do mofo-branco deve ser realizado pela integração de medidas de controle, tais como:

  • Utilização de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas;
  • Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;
  • Rotação e/ou sucessão com culturas não hospedeiras;
  • Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;
  • População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;
  • Emprego de controle químico, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;
  • Emprego do controle biológico por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;
  • Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.

9. Oídio

  • Agente causador: Erysiphe diffusa.

Sintomas

O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.

Condições favoráveis

É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).

Disseminação

A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.

Manejo do oídio

O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.

10. Podridão vermelha da raiz

  • Agente causador: Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.

Sintomas

O sintoma de infecção na raiz inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.

Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.

Condições favoráveis

Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.

Manejo da podridão vermelha da raiz

Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.

11. Nematoide de cisto

  • Agente causador: Heterodera glycines.

Sintomas

Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.

Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.

Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.

Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.

Disseminação

A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.

Manejo do nematoide de cisto

Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.

Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.

12. Nematoide das galhas

  • Agente causador: Meloidogyne spp.

Sintomas

Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.

Condições favoráveis

Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.

Disseminação

O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.

Manejo do nematoide das galhas

A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de Meloidogyne.

13. Nematoide das lesões radiculares

  • Agente causador: Pratylenchus brachyurus.

Sintomas

As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.

Disseminação

Pratylenchus brachyurus também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.

E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.

Manejo do nematoide das lesões radiculares

Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)<1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.

Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.

14. Nematoide da haste verde da soja

  • Agente causador: Aphelenchoides besseyi.

Sintomas

As plantas apresentam folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar. Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.

Condições favoráveis

Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.

Disseminação

A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.

Manejo do nematoide da haste verde da soja

Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.

Saiba mais!

O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

Veja mais sobre o assunto com o e-book completo e gratuito!

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Alessandro Alvarenga

O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/feed/ 0
Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/#respond Mon, 13 Dec 2021 20:34:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10576 A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção. Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo. 50% da soja consumida no mundo é […]

O post Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção.

Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo.

50% da soja consumida no mundo é originada no Brasil, mas pelas estimativas do Cepea, o gasto médio com fertilizante também deve subir mais de 50%. Assim sendo, ter um planejamento nutricional equilibrado e sem desperdícios, é de suma importância.

Todo nutriente possui um valor crítico para atender as necessidades das plantas. No caso do potássio, esse valor é de 120 mg/dm3 no solo, segundo o Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor em produção de grãos, Flávio Moraes.

Para plantar soja, porém, esse nível precisa estar acima desse valor? É possível produzir uma safra com quantidade abaixo do nível crítico?

Flávio lista em torno de 6 passos para entender o que deve ser levado em conta em relação ao plantio de soja e a quantidade necessária de potássio para atingir seus objetivos.

Qual sua expectativa de produção?

Essa é a primeira pergunta que se deve fazer. Por meio de estimativas e cálculos, no vídeo a seguir Flávio explica de forma simplificada o que você deve fazer, caso queira produzir soja e seu solo já apresente 140 mg/dm3 de potássio.

Saber o quanto sua cultura demanda de cada nutriente também faz toda a diferença.

Para produzir 1 tonelada de grãos, a cultura da soja demanda 20 Kg de K2O por hectare, cita Flávio.

No caso apresentado no vídeo em questão, o solo já possui uma “reserva” de 20 mg/dm3 e mesmo o valor parecendo baixo, não é. Isso significa economia a ser abatida no seu gasto final com potássio.

Um outro ponto a ser levado em conta é a conversão dos valores. Saber a quantidade disponível de potássio auxilia, mas é preciso transformar o valor para K2O e depois em quilos por hectare.

Além da economia, numa simulação onde o objetivo é colher 70 sacos de soja por hectare, só com essa quantidade de reserva, é possível garantir 20 sacos de soja!

Entender esses cálculos, técnicas e conseguir criar um planejamento e gestão de forma adequada é o que pode garantir uma maior produtividade. No entanto, saber calcular a quantidade de potássio necessário, de acordo com sua análise de solo, é apenas um dos passos para atingir esse objetivo.

Conquiste uma alta produtividade

O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

Curso Fertilidade do Solo e Nutrição das Plantas

O post Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/feed/ 0
Herbicidas pré-emergentes em soja: posicionamento e resultados atuais https://blog.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/ https://blog.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/#respond Mon, 08 Nov 2021 18:34:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9969 Neste Webinar, Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ, bate um papo sobre herbicidas pré-emergentes em soja. Assista ao conteúdo na íntegra! Não esqueça de se inscrever no canal, ativar o sininho de notificações e curtir o vídeo!

O post Herbicidas pré-emergentes em soja: posicionamento e resultados atuais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Neste Webinar, Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ, bate um papo sobre herbicidas pré-emergentes em soja.

Assista ao conteúdo na íntegra!

Não esqueça de se inscrever no canal, ativar o sininho de notificações e curtir o vídeo!

O post Herbicidas pré-emergentes em soja: posicionamento e resultados atuais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/feed/ 0
Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/#respond Thu, 19 Aug 2021 20:02:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9662 Neste Webinar, Maurício de Bortoli, consultor bi-campeão do CESB, apresenta dicas práticas de como construir um sistema “antifrágil” para a cultura da soja. Ele também mostra como reduzir os impactos das intercorrências dos ambientes onde plantamos e, assim, reagir a essas condições. Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra! Para mais conteúdos exclusivos […]

O post Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Neste Webinar, Maurício de Bortoli, consultor bi-campeão do CESB, apresenta dicas práticas de como construir um sistema “antifrágil” para a cultura da soja. Ele também mostra como reduzir os impactos das intercorrências dos ambientes onde plantamos e, assim, reagir a essas condições.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva no nosso canal no Youtube!

O post Dicas práticas do consultor bi-campeão do CESB apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/dicas-praticas-do-consultor-bi-campeao-do-cesb/feed/ 0
Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB 2021 https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-climatica-e-agricola-dos-campeoes-do-cesb-2021/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-climatica-e-agricola-dos-campeoes-do-cesb-2021/#respond Mon, 12 Jul 2021 17:17:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9436 A eficiência climática e agrícola está diretamente relacionada aos elevados desempenhos dos campeões no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto. Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra! Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva […]

O post Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A eficiência climática e agrícola está diretamente relacionada aos elevados desempenhos dos campeões no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja.

Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva no nosso canal no Youtube!

 

O post Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-climatica-e-agricola-dos-campeoes-do-cesb-2021/feed/ 0
O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/ https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/#respond Mon, 14 Jun 2021 12:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9361 O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras. Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha […]

O post O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras.

Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

O post O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/feed/ 0
Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/#respond Fri, 15 Jan 2021 12:54:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8730 No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis). Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição […]

O post Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis).

Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. Tubixaba tuxaua também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Outro nematoide emergente, Aphelenchoides besseyi, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.

No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.

Não obstante, pela primeira vez, em 2015, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as pragas consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.

Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.

Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.

Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.

As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no sistema radicular do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos. Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à coexistência de mais de 100 espécies de fitonematoides, envolvendo cerca de 50 gêneros.

Nematoide-das-galhas

Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja. Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero Meloidogyne reconhecidas em todo o mundo.

Na cultura da soja nacional destacam-se Meloidogyne javanica e M. incognita. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.

Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.

Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.

Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.

Nematoides das galhas

Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.

No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.

É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a germinação das sementes, preferindo sempre as raízes jovens.

O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.

Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.

Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de outras doenças, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para Fusarium solani f. sp. glycines.

Nematoide-de-cisto-da-soja

O nematoide-de-cisto-da-soja, Heterodera glycines, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo. É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.

Nematoide de cisto da soja

Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para Meloidogyne, e completa-se em torno de três semanas.

A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.

Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas. Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), potássio (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por defensivos agrícolas, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.

Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.

Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.

Nematoide-das-lesões-radiculares

Os nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.

Nematoide das lesões radiculares

É um endoparasita migrador que causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.

Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários. Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.

Nematoide-reniforme

Rotylenchulus reniformis é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.

Até pouco tempo atrás, esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.

Nematoide reniforme

Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.

A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.

Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.

O manejo de R. reniformis pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a Meloidogyne spp. ou P. brachyurus, além do uso de cultivares resistentes.

As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a R. reniformis.

Práticas de controle dos nematoides

Atualmente, práticas de controle biológico fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno” alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.

Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.

São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:

  • Fungos predadores com a produção de hifas modificadas em armadilhas para captura;
  • Fungos endoparasitas com produção de esporos que servem de alimento para nematoides;
  • Fungos oportunistas ou predadores de ovos, que colonizam e perfuram cascas de ovos de nematoides;
  • Fungos tóxicos, com produção de toxinas que imobilizam o nematoide antes da penetração das hifas.

As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.

A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.

O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a análise nematológica, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.

Obtenha melhores resultados na produção de grãos!

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/feed/ 0
Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio https://blog.rehagro.com.br/inoculacao-da-soja-aumente-a-produtividade/ https://blog.rehagro.com.br/inoculacao-da-soja-aumente-a-produtividade/#respond Fri, 18 Dec 2020 13:08:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8702 Em outubro de 2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre […]

O post Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em outubro de 2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio”.

Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Geraldo Gontijo, Coordenador, Consultor e Facilitador do Rehagro. Ele também é um dos nossos mestres renomados dos cursos de capacitação e pós-graduação.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

Seja um especialista em produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação Produção de Grãos

O post Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/inoculacao-da-soja-aumente-a-produtividade/feed/ 0
Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/ https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/#respond Thu, 03 Dec 2020 16:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8621 Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo. Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença […]

O post Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo.

Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença de Al tóxico e principalmente pelo impedimento físico.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A causa direta do excesso de Al tóxico é o engrossamento das raízes nas camadas superficiais do solo e restrição do crescimento da parte aérea em situação de limitação de chuvas.

As raízes não apresentam bom desenvolvimento em solos ácidos devido ao excesso de Al e/ou deficiência de Ca. De maneira geral, o crescimento das raízes é prejudicado pela presença de Al tóxico às plantas (Al3+e AlOH2+).

Solos manejados adequadamente sob sistema de plantio direto, não têm apresentado restrição ao crescimento de raízes devido à falta de Ca e/ou Al tóxico. Além disso, parte do Al tóxico pode ser complexado por ligantes orgânicos.

Desenvolvimento de raízes Desenvolvimento de raízes. (Foto: Alessandro Alvarenga)

Nas condições do Sul do Brasil, a acidez do solo limitou o crescimento radicular e a produção de trigo pela falta de água na fase do desenvolvimento vegetativo.

A calagem superficial proporcionou aumento de 66% no crescimento radicular até 60 cm de profundidade e aumento de até 140% na produtividade de trigo. Nos estudos de Joris et al. (2013), a calagem aumentou a densidade e o comprimento das raízes, absorção de nutrientes e produção de milho e soja sob estresse hídrico, comparado aos locais sem aplicação de calcário.

Segundo Caires et al. (2001), o crescimento radicular da soja não foi afetado pelas condições de acidez do solo com 1,5, 1,2 e 0,8 cmolc dm-3 de Ca e 28, 32 e 40% de saturação por Al, nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-40 cm, respectivamente.

Webinar Manejo da compactação do solo

Concentração das raízes e acidez subsuperficial

A concentração das raízes apenas na camada superficial do solo proporciona menores produtividade das culturas. Com a correção da acidez do solo no perfil, as culturas apresentam maior desenvolvimento radicular, proporcionado maiores produtividades.

A acidez subsuperficial apresenta-se como fator determinante para o crescimento do sistema radicular, tendo grande importância para o aumento do reservatório de água disponível durante os períodos de estresse hídrico. Além disso, a aplicação de calcário na superfície do solo, apresenta baixa eficiência na correção da acidez subsuperficial.

Nesse sentido, Veronesse et al. (2012) observaram que plantas de cobertura associadas à calagem promoveram melhoria nos parâmetros de acidez do solo, quando a dose aplicada é maior ou igual que a recomendada para saturação por bases (V) de 50%.

Plantas de cobertura apresentam como função, a liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular, formando complexo orgânico com alumínio (Al), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Dessa forma, além de neutralizar o Al tóxico, esses ácidos podem aumentar a mobilidade de Ca e Mg no perfil do solo.

A calagem com resíduos de aveia preta e nabo forrageiro, promoveu o aumento do pH e o teor de Ca, reduzindo o teor de Al na camada de 0 a 20 cm de profundidade.

Calagem com nabo forrageiroCalagem com nabo forrageiro. (Foto: Geraldo Gontijo)

O crescimento das raízes acompanha os efeitos químicos do solo, sendo favorável ao gradiente de correção da acidez, e após nove anos da calagem em superfície com dose de 3 ton ha-1 aumentou os teores de pH e Ca e reduziu os teores de Al até 60 cm de profundidade.

Franchini et al. (2001) observaram que a prática da calagem em superfície sem resíduo vegetal promoveu crescimento de raízes de trigo até 10 cm de profundidade, enquanto a calagem em superfície com resíduos de aveia e nabo favoreceu o crescimento das raízes até 20 cm de profundidade.

Manutenção da palhada no plantio direto

A manutenção da palhada proporciona melhores condições de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas.

A aplicação superficial de calcário sobre palhada de aveia preta não provocou aumentos no crescimento de raiz de milho e soja. Girardello et al. (2017) acrescentam que o menor crescimento do sistema radicular das culturas, inviabiliza o acesso a um maior volume de água e nutrientes em períodos de veranicos.

Plantas de sistema radicular robusto (braquiárias e milheto) contribuem para mobilização de nutrientes, recuperando aqueles deslocados para zonas inferiores (K, S, B) e auxilia a incorporação de outros menos móveis (P e Ca), além de aportar carbono e agregar os benefícios da matéria orgânica do solo em camadas mais profundas.

Sistema de plantio direto(Foto: Flávio Moraes)

Além da acidez, a restrição física pode apresentar como principal fator de impedimento ao crescimento radicular. A resistência do solo à penetração superior a 1,3 MPa afeta o desenvolvimento do sistema radicular no perfil. Isso porque reduz a macroporosidade do solo, a qual apresenta como indicador para a restrição do crescimento radicular do milho.

Diagnósticos qualitativos como a distribuição das raízes no perfil do solo, e quantitativos como o grau de acidez no perfil do solo, apresentam-se como ferramentas para auxílio na verificação da qualidade do manejo adotado e no estabelecimento de limites de acidez, que não afetam o desenvolvimento radicular das plantas em sistemas de produção de grãos.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/feed/ 0
Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto https://blog.rehagro.com.br/uso-de-subsoladores-e-escarificadores/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-subsoladores-e-escarificadores/#respond Mon, 30 Nov 2020 18:00:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8614 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar […]

O post Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar o solo quanto à compactação.

Imagem 1 – Penetrômetro

Compactação do solo

Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas. 

Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.

O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.

Trator com escarificador e subsolador

Imagem 2 – Trator com escarificador e subsolador acoplados

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.

Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:

  • Macroporosidade;
  • Disponibilidade de água;
  • Absorção de nutrientes.

O déficit desses fatores acaba gerando consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.

Manejo para solos compactados

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.

A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo.

Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

Webinar Manejo da compactação do solo

Escarificadores para SPD

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.

Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.

Já na pesquisa de Bellé (et. al, 2014) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.

Subsoladores para SPD

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro et. al, 2017).

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper et. al, 2005).

A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

Comparativo entre escarificadores e subsoladores

Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Ele observaram que:

A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores. 

No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.

Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.

Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de rotação e sucessão de culturas.

Rotação de culturas

Imagem 3 – Rotação de culturas – Fonte: Instituto Agro

Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante a área sem escarificação.

Práticas desejáveis para alta produtividade

Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior et. al) observaram que os sistemas de preparo de solo, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de milho.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Manejo de gramíneas

Imagem 4 –  Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido – Fonte: Embrapa

Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.

Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.

O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo, mas igualmente importantes são os fatores químicos e biológicos.

Sobre isso, os bioindicadores podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.

Conquiste uma alta produtividade

Por isso, o Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

Curso Fertilidade do Solo e Nutrição das Plantas

Alessandro Alvarenga

O post Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/uso-de-subsoladores-e-escarificadores/feed/ 0
Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência https://blog.rehagro.com.br/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/ https://blog.rehagro.com.br/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/#respond Fri, 20 Nov 2020 18:00:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8576 Quando falamos do aumento necessário da oferta de alimentos nos próximos anos devemos levar em conta que existem alguns fatores limitantes da produtividade, uns são abióticos e outros bióticos, como o caso das plantas daninhas que competem de várias formas com a cultura explorada economicamente. O fator biótico pode ser manejado e controlado de forma […]

O post Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Quando falamos do aumento necessário da oferta de alimentos nos próximos anos devemos levar em conta que existem alguns fatores limitantes da produtividade, uns são abióticos e outros bióticos, como o caso das plantas daninhas que competem de várias formas com a cultura explorada economicamente.

O fator biótico pode ser manejado e controlado de forma que a redução da produtividade seja baixa ou nula, porém devemos nos atentar ao realizar esse manejo para que não haja uma seleção de resistência dessas plantas daninhas.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A resistência de plantas daninhas é um tema que vêm sendo tratado nos últimos anos, entretanto é algo que já ocorre há muito tempo. Somente após o lançamento da soja com transgenia, que confere a resistência ao glifosato, que isso ficou mais evidente, pois uma molécula que oferecia controle eficiente de todas as daninhas na cultura da soja passou a ser utilizada com frequência nas áreas, e isso proporcionou a seleção de biótipos resistentes ao longo das safras, como exemplifica a figura abaixo.

Evolução da resistência de plantas daninhas à herbicidas.

Dessa maneira com o passar dos anos, doses elevadas do herbicida não surtiam efeito no controle e a tecnologia que era de grande ajuda, já não poderia ser utilizada sozinha.

No Brasil no final de 2018 já tínhamos 50 casos de resistência de plantas daninhas, sendo que 16 delas são casos de resistência múltipla (resistência a dois ou mais mecanismos de ação).

Para evitar a seleção devemos sempre optar pelo uso de herbicidas pertencentes a diferentes mecanismos de ação. Para exemplificar podemos falar de herbicidas muito usados na cultura da soja e que pertencem ao mesmo mecanismos de ação Lactofen, Fomesafen e Flumioxazim, todos inibidores da PROTOX, e agem no mesmo local na planta, e assim uma aplicação sequencial com esses princípios ativos aumentaria muito as chances de seleção das PD com genes de resistência.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Mecanismos de resistência aos herbicidas

Quando falamos no fator intrínseco da planta que possibilita a resistência, temos alguns mecanismos que podemos elencar como a causa da ineficiência do herbicida, como: a  alteração do local de ação do herbicida; a amplificação gênica; metabolização e compartimentalização do herbicida.

Alteração do local de ação

A alteração de local de ação é constituída por mutações que mudam a conformação do sítio de ação da molécula fazendo com que a rota que o herbicida iria inibir continue funcionando normalmente, geralmente ocorre a troca de aminoácidos da sequência da enzima afetada.

 Pode ser observada em plantas como Bidens pilosa (picão preto) Eleusine indica (pé de galinha) e Amaranthus palmeri (caruru) e os principais produtos afetados por esse mecanismo são inibidores da ALS, Triazinas e Dinitroanilinas.

Amplificação gênica

A amplificação gênica também chamada de super expressão pode ser definida de forma mais simples como a multiplicação acelerada das cópias de DNA que codificam para a enzima alvo do herbicida, dessa forma a aplicação da dose normalmente recomendada não é suficiente para controlar a planta.

Como exemplo temos a enzima EPSP inibida pelo glifosato. Com uma alta produção dessa enzima ou de algumas enzimas que estão presentes no caminho de inibição do herbicida, a planta não sentirá tanto e não será controlada com a aplicação da dose normal. Apesar desse mecanismo ter sido encontrado em plantas de caruru e relacionado ao herbicida glifosato, podem ocorrer com outros herbicidas.

Metabolização

Outro fator que faz com que a planta daninha seja resistente ao herbicida é a metabolização do mesmo, podendo fazer com que ele seja degradado rapidamente, perdendo seu papel de herbicida ou até mesmo conjugado com outra molécula presente na planta, ou seja, a planta produz algum composto responsável por se ligar ao herbicida e assim ele não consegue se ligar ao local de inibição e esses compostos formados são menos tóxicos. 

As principais enzimas responsáveis por essa degradação ou conjunção são a monoxigenase do citocromo P450 e a Glutationa. A atrazina é seletiva para o milho somente por conta da ação da glutationa que está presente na planta, fazendo com que haja uma destoxificação via essa enzima, a glutationa.

Compartimentalização

O isolamento do herbicida também é um mecanismo de resistência, menos frequente, porém não menos importante, ele consiste na compartimentalização da molécula maléfica à planta em locais onde não se atingirá o sítio de ação necessário, como o isolamento do herbicida no vacúolo celular, sendo assim o efeito é nulo sobre a síntese de proteínas, aminoácidos e outros compostos essenciais. 

Temos como um exemplo bastante conhecido, a Buva (Conyza spp.) que possui biótipos resistentes a glifosato. A planta de buva resistente possui a capacidade de sequestrar essa molécula e isolá-la no vacúolo.

Plantas de buva (conyza spp.) após a dessecação para plantio.Plantas de buva (conyza spp.) após a dessecação para plantio. Foto: Breno Ferraz 

Como proceder em caso de aplicações de herbicida que não surtiram efeito?

Devemos primeiro observar como foi a falha do controle, se foi em faixas, reboleiras, em plantas isoladas ou praticamente em área total e observar se foi somente uma espécie de planta que resistiu ao controle. 

Depois de observado esses pontos, prosseguimos com a análise dos fatores da tecnologia de aplicação realizando algumas perguntas que irão validar que tudo foi feito de maneira correta, como:

  • A dose aplicada foi a recomendada?
  • No momento da aplicação respeitamos as condições ótimas para a aplicação?
  • A altura de barra não proporcionou faixas sem a sobreposição?
  • O produto tem características que proporcionam entupimento de bicos?
  • No momento da aplicação as plantas ainda estavam estressadas pela falta de água no solo? 

Faixa de plantas daninhas em um campo não controladas por motivos da qualidade de aplicação.Faixa de plantas daninhas não controladas por motivos da qualidade de aplicação. Foto: Alessandro Alvarenga

Depois de avaliados esses pontos e não se encontrar falhas que proporcionaram esse não controle, há uma possibilidade de que essas plantas daninhas sejam resistentes ao herbicida e é necessária a retirada de sementes dessas plantas para que se faça testes com diferentes doses do herbicida e só assim chegarmos à conclusão da resistência.

Sendo assim para efetuar o controle das mesmas devemos optar por outro mecanismo de ação na hora da aplicação, podendo utilizar dois ou mais mecanismos de ação diferentes para controle, pois a chance de sobrevivência dessas plantas à aplicação de dois produtos de mecanismos distintos é bem menor.

Outro ponto é a aplicação no momento em que as plantas estão mais jovens, pois algumas espécies como a buva e capim amargoso são de mais fácil controle quando estão jovens, possibilitando assim uma maior eficiência e menor infestação.

Otimize seu manejo e aumente sua produtividade!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

O post Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/feed/ 0
Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/ https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/#respond Fri, 06 Nov 2020 18:32:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8471 O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa. As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo. A agregação […]

O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa.

As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.

A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

Microrganismos no solo

Microrganismos e estabilidade do solo

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.

A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.

Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.

As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.

Bactérias promotoras de crescimento

Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.

Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.

Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.

Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.

O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.

Webinar Manejo de nitrogênio para altas produtividades

Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.

A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.

As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.

A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.

As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.

Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.

Inoculantes bacterianos

Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.

Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.

De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.

Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.

Seja especialista em produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/feed/ 0
Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/ https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/#respond Sat, 17 Oct 2020 15:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8304 A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos. Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso […]

O post Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos.

Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso mais direcionado de recursos como fertilizantes e água. O ponto de partida para esta agricultura de precisão são os dados, cujos sensores e redes sem fio desempenham um papel fundamental na coleta.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Existem essencialmente três tipos de plataforma envolvidos na agricultura de precisão:

  1. Sistemas aéreos;
  2. Móveis baseados no solo;
  3. Sistemas estacionários.

Os sensores e a tecnologia de rede que os tipos de plataforma tendem a utilizar variam, embora também haja alguma sobreposição. Uma coisa que as plataformas compartilham, no entanto, é uma enorme diversidade nos conjuntos de recursos dos muitos produtos concorrentes que tratam desse espaço de aplicação.

Sistemas aéreos

As plataformas aéreas buscam coletar dados sobre culturas e campos de cima usando sensoriamento remoto. Os sensores podem estar localizados em aeronaves ou satélites pilotados, mas cada vez mais estão sendo transportados por veículos aéreos não tripulados (UAVs) – drones – de asa fixa ou multi-helicóptero.

Equipados com um sensor de posicionamento de precisão, como o módulo GNSS de precisão, os drones são particularmente adequados para o levantamento de campos de pequeno a médio porte para monitoramento da saúde vegetal, com aeronaves e satélites fornecendo levantamentos de área maiores.

O principal sensor no monitoramento da saúde da planta é uma câmera multiespectral que pode capturar imagens de alta resolução em luz visível e infravermelha próxima (NIR).

A maioria dos sensores de imagem pode fornecer essas imagens, embora a maioria das câmeras comerciais não. A chave para essa aparente contradição está na filtragem.

Área em propriedade rural rastreada via agricultura de precisão

Sensor de infravermelho

Para monitoramento da saúde da planta, no entanto, essa sensibilidade infravermelho (IR) é a melhor opção.

Área em uma propriedade rural sendo analisada por sensor de infravermelho

As folhas de plantas saudáveis refletem mais IR e absorvem mais luz vermelha do que as de plantas estressadas. Isso levou os cientistas vegetais a definir o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI) – (NIR – Vermelho) / (NIR + Vermelho) – como uma medida da saúde das plantas.

Com a filtragem certa e algum processamento básico de imagem, um sensor de imagem pode ser transformado em um sensor NDVI. As plataformas aéreas fornecem a perspectiva necessária para fazer o levantamento da saúde da planta de campos inteiros com um único sistema.

Webinar Ferramentas de agricultura de precisão

Elementos básicos para plataformas agrícolas móveis

Na maior parte, as necessidades de comunicação de rede das plataformas aéreas são mínimas.

Alguns sistemas oferecem links Wi-Fi para smartphones para oferecer resultados de pesquisas em tempo real. A maioria, entretanto, simplesmente armazena os dados da imagem em cartões removíveis para processamento posterior.

Esse uso de armazenamento em vez de link de rede também é comum em plataformas móveis de agricultura de precisão baseadas no solo, como acessórios de trator e veículos robóticos.

Os dados que seus sensores coletam podem ser exibidos em tempo real para o motorista, mas como plataformas aéreas, os dados raramente são enviados ao vivo para uma rede. Os tipos de sensores envolvidos, no entanto, são completamente diferentes.

Na maioria das vezes, essas plataformas móveis carregam sensores eletroquímicos que monitoram as condições de crescimento, incluindo fatores como pH, condutividade elétrica do solo (que se correlaciona com a produtividade da cultura), e teor de umidade do solo.

O sensor de raios gama detecta variações na radiação de fundo natural para avaliar a composição e estrutura do solo. Sensores ópticos ajudam a medir o conteúdo orgânico do solo, incluindo resíduos da colheita.

Esses sistemas móveis, fornecem um mapeamento de solo com resolução de grãos muito mais fina do que as técnicas de amostragem manual tradicional. O mapeamento, por sua vez, ajuda os agricultores a aplicar fertilizantes do tipo e quantidade que o solo precisa em qualquer local.

Mapeamento em uma área rural utilizando sensor

O tipo de precisão de mapeamento centimétrico que essas plataformas móveis oferecem exige mais do que sensoriamento de navegação por satélite, no entanto a navegação por satélite é normalmente precisa apenas em torno de um metro.

Para refinar ainda mais o posicionamento, algum tipo de unidade de medição inercial, pode ser necessária. O mesmo tipo de precisão que informa o esforço de mapeamento pode então ser usado para orientar a aplicação de sementes, fertilizantes e pesticidas, bem como para orientar o maquinário de colheita para evitar sobreposição durante a colheita.

As plataformas de agricultura de precisão que normalmente não requerem sensores de posição embutidos são os sistemas estacionários baseados no solo, embora ainda seja importante registrar sua posição quando colocados pela primeira vez. Também ao contrário de outros tipos de plataforma, os sistemas estacionários dependem fortemente dos recursos de comunicação de rede.

Uma variedade de opções de comunicação está sendo usada na agricultura, com a escolha frequentemente dependente da situação, incluindo celular, rede mesh, LPWAN (LoRa, SigFox, 6LoWPan e semelhantes) e configurações diretas de dispositivo para gateway. Outros oferecem plataformas de sensores estacionários com qualquer uma dessas opções de comunicação disponíveis como opções especificadas pelo cliente.

Uso de um sensor para monitoramento de lavoura de milho

Sistemas agrícolas estacionários

Esses sistemas estacionários também oferecem uma gama mais ampla de tipos de sensores do que as outras plataformas, o monitoramento ambiental, meteorológico localizado (temperatura, precipitação, insolação, vento e semelhantes) e sensores fitossanitários junto com monitores ambientais para comparar o crescimento real da planta com as expectativas.

Sistemas capturam e contam tipos específicos de pragas usando atração baseada em feromônios para identificar possíveis infestações. A umidade do solo (medida usando capacitância ou outras propriedades eletromagnéticas do solo), taxas de evapotranspiração, umidade das folhas (devido à chuva ou condensação), altura da planta e até mesmo a espessura dos caules ou o tamanho dos frutos em crescimento (dendometria) são todas as opções de sensores potenciais para agricultura.

Os sistemas estacionários são onde grande parte do desenvolvimento de produtos de sensores para agricultura de precisão tem ocorrido, em parte porque eles oferecem o maior potencial para vendas de volume.

Um único sistema de sensoriamento aéreo ou móvel pode atender a todos os campos do agricultor, mas a coleta de dados de granularidade suficiente para o máximo benefício exigirá a implantação de vários sistemas de sensores estacionários. As principais características de tais sistemas são energia solar, baixo custo e integração com redes de longa distância e serviços em nuvem para lidar com os dados.

Embora a agricultura de precisão tenha sido explorada por mais de uma década, o apoio a essa agricultura acionada por sensores ainda é uma indústria nascente. A adoção pode acontecer muito cedo.

A população mundial está a caminho de aumentar para mais de 9 bilhões nos próximos anos. O aumento estimado de 70% na produção de alimentos que a implementação total da agricultura de precisão se tornará necessária para atender a demanda. Para desenvolvedores, isso significa que ainda há um grande potencial para o mercado de sistemas de sensores agrícolas.

Saiba mais!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/feed/ 0
Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações https://blog.rehagro.com.br/inteligencia-artificial-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/inteligencia-artificial-na-agricultura/#respond Tue, 13 Oct 2020 18:00:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8296 A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos […]

O post Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis.

A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.

Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, que agora está aumentado e previsto para chegar a quase US$ 2.075 milhões até 2024. O mercado irá crescer a um CAGR crescente de 21% ao longo da previsão período.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores serão capazes de aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.

A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.

Hoje, a inteligência artificial tem um grande impacto na agricultura, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Inteligência artificial na agricultura

Inteligência artificial na agricultura

Monitorando a saúde da colheita

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.

Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.

Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.

Fornecendo insights baseados em imagens

Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a agricultura de precisão.

Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Gerenciando desafios ambientais

Desafios ambientais, como mudanças climáticas e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.

A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.

Agricultura de precisão

Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.

Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.

Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Fatores desafiadores e crescentes da IA ​​na agricultura

Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo.

Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.

Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA ​​global no mercado agrícola.

As aplicações de IA na agricultura abrangem robôs agrícolas, tratores autônomos, drones agrícolas, monitoramento da saúde da colheita, reconhecimento facial e sistemas de irrigação automatizados.

Saiba mais!

A Pós-Graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/inteligencia-artificial-na-agricultura/feed/ 0
Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/ https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/#respond Tue, 06 Oct 2020 15:30:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8289 O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines. Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies: Fusarium brasiliense sp. nov., Fusarium cuneirostrum sp. nov., Fusarium tucumaniae ; Fusarium […]

O post Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines.

Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:

  1. Fusarium brasiliense sp. nov.,
  2. Fusarium cuneirostrum sp. nov.,
  3. Fusarium tucumaniae ;
  4. Fusarium virguliforme.

No Brasil a espécie prevalente é F. tucumaniae.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do estádio fenológico da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas. Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.

Raiz da soja afetada pela podridão vermelha

Sintomas da podridão vermelha na soja

O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da doença a partir desses sintomas.

A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.

O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.

Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.

Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.

Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.

Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.

Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por Cadophora gregata, e do cancro da haste, causado por Diaporthe phaseolorum var. meridionalis.

A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.

Raiz de soja afetada pela podridão vermelha

Características da podridão vermelha

Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do nematoide do cisto da soja (Heterodera glycines) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.

O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.

Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de Fusarium spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.

Webinar Manejo da compactação do solo

O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.

Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.

Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.

Controle da podridão vermelha da raiz

Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.

Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.

Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.

A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de Fusarium spp.

A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (Sorghum bicolor) e trigo (Triticum aestivum) reduziu significativamente a população de Fusarium spp. No entanto, constatou-se que milho (Zea mays) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.

Folha com sintomas de podridão vermelha

O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.

No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de Fusarium spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.

Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.

Aumente a produtividade na produção de grãos!

A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.

Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.

Com eles, você pode dominar:

  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação;
  • Gestão financeira e econômica.

Seja esse profissional referência no mercado de grãos. Se especialize e se destaque no setor!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/feed/ 0
Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/ https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/#respond Sat, 03 Oct 2020 19:35:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5222 O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade? Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três […]

O post Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?

Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:

  1. Uniformidade da maturação dos grãos;
  2. Antecipação da colheita;
  3. Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.

Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.

Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

Webinar Manejo fisiológico da cultura da soja

Controle de plantas daninhas

Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.

Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.

Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.

Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.

Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.

A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.

A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.

Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Soja após dessecação

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Peso de mil grãos de soja após dessecação

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.

As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Produtividade da dessecação da soja

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.

Torne-se especialista na produção de grãos!

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

O post Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/feed/ 0
Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização https://blog.rehagro.com.br/uso-de-herbicidas-pre-emergentes-no-controle-de-plantas-daninhas/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-herbicidas-pre-emergentes-no-controle-de-plantas-daninhas/#respond Thu, 27 Aug 2020 16:30:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8105 Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável. Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência […]

O post Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável.

Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.

A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.

Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de plantas daninhas com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.

Devido à elevada utilização de herbicidas pré-emergentes nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado maior preocupação quanto à contaminação do ambiente e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.

Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.

Sua permanência e degradação no solo são processos chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.

Herbicidas pré-emergentes

Herbicidas e Soja RR®

No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida glyphosate deu-se no ano de 1998. A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.

Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao glyphosate favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.

Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.

Plantas daninhas na cultura da soja

No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.

Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja. Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.

Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo glyphosate, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência. Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do desenvolvimento da soja é determinante para o nível de dano na cultura.

A tecnologia é uma aliada para o aumento da lucratividade da sua lavoura. Saiba mais sobre o assunto com o e-book gratuito “Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas”. 

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Classes de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja

O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao glyphosate.

Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.

Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da cultura da soja.

Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (carryover), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.

O potencial de carryover depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.

Aplicação dos herbicidas

O consecutivo incremento da área de plantio do milho segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de carryover dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.

Diante disso, Rodrigues & Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a semeadura do milho em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.

Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.

No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.

Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada, tomando-se o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle, a fim de reduzir o risco do impacto ambiental que o efeito residual (carryover) possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.

Aumente os lucros de sua produção!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/uso-de-herbicidas-pre-emergentes-no-controle-de-plantas-daninhas/feed/ 0
Boro na produção de soja e milho: principais características https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/#respond Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7775 A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo […]

O post Boro na produção de soja e milho: principais características apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B).

O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.

Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o Azospirillum no milho e o Rhizobium na soja.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Outro ponto a ser levado em conta sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no desempenho na colheita da cultura.

Saiba mais sobre a utilização de micronutrientes no sistema de produção de grãos, com o webinar gratuito: “Utilização de micronutrientes”.

Webinar Utilização de micronutrientes

Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, doenças e as principais daninhas é igualmente importante.

Para quem produz ou pretende produzir, será benéfico para traçar estratégias de manejo, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.

Inclusive, as análises mostram que alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles. O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.

O uso de boro está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:

  • Absorção iônica;
  • Transporte e metabolismo de carboidratos;
  • Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;
  • Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.
  • Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.

E mais! A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.

Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:

  • Inibição do crescimento da planta, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.
  • Causa alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.

Boro no solo

No solo, o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H3BO3), que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, o que exige, portanto, uma adubação cautelosa.

A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H3BO3 e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. 

A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.

A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. 

No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.

Boro nas plantas

O boro é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.

A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:

  1. Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);
  2. Crescimento meristemático;
  3. Integridade e funcionamento da parede celular;
  4. Transporte de auxinas (AIA);
  5. Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;
  6. Atua no metabolismo de carboidrato.

Características de deficiência de boro

A deficiência de boro aparece, inicialmente, causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical.

Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.

Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.

Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.

Planta com deficiência de boroSintomas de deficiência do Boro

Fontes de boro

A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.

A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.

Basicamente, existem duas classificações para os boratos:

  1. Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento: conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.
  2. Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento: conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.

O boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).

Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.

A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.

A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os colóides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.

As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.

Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da Mancha-amarela em trigo, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.

É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.

Faça uma especialização em produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Ele é completo, online e aborda:

  • Fisiologia dos principais grãos, como: milho, soja, feijão, trigo e sorgo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação e outros;
  • Gestão financeira e econômica.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Boro na produção de soja e milho: principais características apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/feed/ 0
Quebra da dominância apical na cultura da soja https://blog.rehagro.com.br/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/#respond Wed, 03 Jun 2020 17:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7701 O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais. Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas […]

O post Quebra da dominância apical na cultura da soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais.

Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas foram gerados, bem como a adoção do sistema de plantio direto (SPD). Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.

Gráfico com boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020).

Fonte: USDA/Boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020)

Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.

Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se fitohormônios e substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta. 

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos fitohormônios. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.

As citocininas (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. Elas podem causar a quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade.

Fonte: Inara Alves

Fonte: Inara Alves

A quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.

Acredita-se que ao utilizar herbicidas que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta.

A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.

Componentes de produção da soja

A produtividade da cultura da soja é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:

  • número de nós e de hastes por planta;
  • densidade de plantas;
  • peso e número de sementes;
  • vagens por planta;
  • sementes por vagem.

Todos estes componentes são determinados por processos fenológicos como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.

A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.  

A taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina.

A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.

A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade. Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Herbicidas e fito hormônios visando a quebra da dominância apical

As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo.

Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.

Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos ou tecidos. 

Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica. Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores. 

Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja.  Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.

Mecanismos que levam à quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno. Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.

Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.

Interação entre a auxina e citocinina na regulação do desenvolvimento das gemas laterais na cultura de soja.

Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento   das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).

As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta.

Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.

Seja especialista em produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Fertilidade do solo e nutrição de lavouras;
  • Agricultura de precisão;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Gestão financeira e econômica da lavoura e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Quebra da dominância apical na cultura da soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/feed/ 0
Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/ https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/#respond Wed, 22 Apr 2020 17:00:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7331 Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo […]

O post Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Para que uma semente de soja ou milho possa ser considerada de alta qualidade, deve apresentar:

  1. Altas taxas de vigor, germinação e sanidade;
  2. Garantias de pureza física e varietal (genética);
  3. Não conter sementes de plantas daninhas.

Esses fatores respondem pelo desempenho da semente no campo, podendo ser avaliadas pelo estabelecimento da população de plantas desejadas para cada cultivar de soja e/ou híbrido de milho e indicadores de desempenho, tais como:

  • Palatabilidade;
  • Porcentagem de falhas, duplas e aceitáveis;
  • Coeficiente de variação (população instalada sendo avaliada no V3, ou seja, é importante conhecer bem os estádios fenológicos).

Avaliação do estabelecimento de lavourasFigura 1. Avaliação do estabelecimento de lavouras de soja e milho.

Como aqui, o foco é a semente, fatores como fase reprodutiva e polinização do milho, não serão avaliados.

Qualidade fisiológica da semente

Os lotes de sementes devem ser testados em laboratórios para avaliações por metodologias regulamentadas por lei. Com o resultado das análises, é gerado um Laudo de Análise de Sementes (LAS) que apresenta também a validade do teste de germinação.

De acordo com a IN 45 de 17/09/2013, sementes de soja devem apresentar germinação mínima de 80% e do milho 85%. A validade dos testes de germinação e infestação é de 12 meses. É permitido por lei a reanálise com prazo de validade de oito meses.

O teste de germinação avalia a capacidade da plântula germinar e o teste de vigor a capacidade da plântula desenvolver em condições anormais.

A maioria das lavouras de soja e milho no Brasil são conduzidas em regime de sequeiro e  que aumenta o risco de déficit hídrico, então o uso de sementes vigorosas é fundamental e aumenta a probabilidade de sucesso.

Para avaliação do vigor das sementes de soja, o teste mais realizado é o de tetrazólio que informa a viabilidade (germinação potencial), índice de vigor e causas da perda da qualidade fisiológica e o de envelhecimento acelerado que prediz o potencial de armazenamento do lote.

O vigor das sementes de milho é avaliado através do teste a frio, testando a germinação à 10°C e analisando se ela germina nessas condições de temperatura.

Webinar Inoculação da Soja

Teste de germinação na fazenda

Ao adquirirem lotes de sementes, os produtores precisam amostrar esse lote e encaminhá-lo a um laboratório, para análise de germinação e comprovar a alta qualidade.

Utilizar terra coletada da camada superficial de 0-20 cm, proveniente de áreas com histórico de boas produtividades, sem problemas fitossanitários, com qualidade química, física e biológica. 

A terra deverá ser seca, desboroada, peneirada e acondicionada em canteiros de 10 a 15 cm. Abrir sulcos com 3,0 cm de profundidade e de 1,5 a 2,0 m de comprimento espaçados em 10 a 15 cm entre eles, onde serão colocadas as sementes para o teste. 

Utilizar quatro repetições de 100 sementes cada por amostra, e cada repetição em um sulco, com sementes bem espaçadas entre si.

Após a semeadura, cobrir os sulcos e todas as sementes com terra peneirada com, no máximo, 4 cm de profundidade.

A irrigação inicial não deve ser feita imediatamente após a semeadura, mas sim na manhã seguinte com cerca de 10 mm, realizando-se irrigações diárias sucessivas, para repor a água evapotranspirada, até o teor de água do solo alcançar a capacidade de campo. 

As contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia, após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas, maior o vigor do lote de sementes. 

Com a leitura e média dos 4 sulcos de semeadura, faz-se a média e obtém a porcentagem média dessas emergências de plântulas a campo.

Seja especialista na produção de grãos!

O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.

E se você não tem disponibilidade de viagens, se seu tempo é mais corrido e não consegue estudar no horário comercial, saiba que o Curso de Gestão na Produção de Grãos é 100% Online! Você faz o seu horário nos melhores dias da sua agenda, sem desculpas para não ganhar mais por hectare.

Garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva! Clique e saiba mais!

Curso Gestão na Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/feed/ 0
Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/#respond Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7109 Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de […]

O post Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!

O aumento da adoção do sistema de plantio direto favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como cultivares de soja, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.

Aliás, criamos um e-book curto e de fácil leitura, mostrando justamente as principais doenças, daninhas e pragas que atingem o milho. Algumas delas são comuns em outros grãos, como o percevejo, ponto central deste artigo. Você pode baixá-lo gratuitamente, clicando no botão a seguir:

Produção de milho no Brasil

O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na cultura do milho. Então se você quiser um conhecimento mais aprofundado na produção deste cereal, para dimensionar estratégias em sua lavoura, confira o e-book.

E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero Dichelops (Diceraeus) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.

A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.

Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.

Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.

Tipos de percevejos que atacam lavourasFonte: COAMO

Percevejo-marrom da soja – Euschistus heros

Na soja, o percevejo-marrom normalmente completa três gerações. Durante o final do verão e o início do outono.

Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva daninha conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo, Euphorbia heterophylla L.. E. heros pode se alimentar, mas não se reproduz, em carrapicho-de-carneiro, Acanthospermum hispidum DC.

É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta. No outono, E. heros inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.

O adulto de E. heros apresenta coloração marrom escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.

A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.

As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom. Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.

Percevejo Marrom da SojaCiclo de vida Euschistus heros. Fonte: G.L.M. Rosa

Percevejo-barriga-verde – Dichelops melacanthus

Espécies do gênero Dichelops são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. D. melacanthus é frequentemente observada no Brasil.

Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a D. furcatus, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a D. phoenix, que tem poucos registros no Brasil.

O percevejo-barriga-verde D. melacanthus, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, trigo, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.

Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.

Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.

Os adultos de D. furcatus e D. melacanthus medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.

As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de E. heros, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.

Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.

Percevejo Barriga VerdePercevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.

Flutuação Populacional de Percevejo Barriga VerdeFlutuação populacional de Dichelops melacanthus, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. Fonte: Chiesa (2016)

Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho

No cerrado brasileiro, o percevejo marrom (E. heros) destaca-se como praga chave na cultura da soja, aumentando os custos de produção e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.

Adultos do percevejo marrom, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.

A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja nos estádios R4 e R5 podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².

Sementes de soja atacadas por P. guildinii tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (E. heros, N. viridula e D. melacanthus).

Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos (Tabela 1).

Entretanto, o dano causado por P. guildinii não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que N. viridula e E. heros. É possível que a área maior do canal alimentar de P. guildinii contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.

Danos causados por percevejos

Controle do percevejo na produção de grãos

O conhecimento na detecção de pragas e doenças no milho e demais grãos, como a mancha-alvo em soja, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.

Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.

Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (D. melacanthus) têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.

Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.

Danos de percevejo na cultura do milhoDanos de percevejo Dichelops melacanthus na cultura do milho.

Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.

Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos. É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o fungo Giberella zeae, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.

Se a dúvida surgiu na mente ou ficou inseguro, fique atento, pois sua lavoura pode ficar comprometida.

Proteja suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/feed/ 0
Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características https://blog.rehagro.com.br/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/#comments Mon, 23 Dec 2019 14:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6715 Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro! Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade à estresses hídricos, […]

O post Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro!

Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade à estresses hídricos, para realizar monitoramento/controle de pragas, doenças e plantas daninhas, visando altas produtividades e melhor utilização de recursos.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!

O desenvolvimento da soja pode ser dividido em dois momentos importantes:

  1. O período vegetativo (V), onde a planta está priorizando o seu crescimento e acúmulo de reservas
  2. O período reprodutivo (R) onde as flores se desenvolvem e inicia-se a formação do produto de interesse: o grão.

Estádio vegetativo (V)

O período vegetativo é subdivido e suas denominações podem ser com letras seguidas do (V) ou números.

Após a semeadura da cultivar de soja, bem como os tratos culturais necessários, como adubação potássica e o processo de embebição dessas sementes, dá-se início ao processo germinativo e ao período vegetativo, fique atento:

VE

Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea. Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma redução do estande. É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.

Período de emergência da plântulaFonte: Normam Neumaier

VC

Cotiledonar, onde os cotilédones se encontram totalmente desenvolvidos e completamente abertos, curvados para baixo e os bordos das folhas unifolioladas não mais se tocam. Esse período pode durar de 3 a 10 dias. Período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.

Período cotiledonarFonte: Normam Neumaier

V1

Completo desenvolvimento das folhas unifolioladas e a primeira folha trifoliolada com os bordos não mais se tocando. Caracterizado e identificado também pelo primeiro nó. Nesta fase, os patógenos de solo e pragas como coleópteros podem afetar o estabelecimento da cultura.

Estágio V1 da sojaFonte: Normam Neumaier

V2

Pode ser definido como o segundo nó ou a segunda folha trifoliolada, em que os bordos não mais se tocam. Do estádio V1 ao V2, é que se dá o início da nodulação e o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), portanto, neste momento deve ser observado de 4 a 8 nódulos por planta.

No estádio V2, o ataque de pragas e doenças de solo também devem ser monitorados e a partir daqui inicia-se o período de matocompetição, ou seja, plantas daninhas podem passar a competir com a soja por recursos (água, nutrientes e espaço).

Estádio V2 da sojaFonte: Normam Neumaier

V3 e V4 

A planta apresenta 3 nós e a terceira folha trifoliolada já se encontra com os bordos não mais se tocando e 4 nós e a quarta folha trifoliolada, com bordos não mais se tocando, respectivamente. Neste período compreendido entre V3 e V4, a presença de nódulos deverá aumentar onde serão observados no mínimo 10 nódulos por planta.

Estágio V3 da soja

V5 

A planta apresenta 5 nós e, neste momento, define-se a partir de processos fisiológicos, o potencial de nós que a planta poderá ter. Cada nó será responsável por um ramo lateral, cujas vagens serão formadas, portanto, este período é importante para definição do potencial da cultura.

Vn

Enésimo nó, este é o estádio anterior ao surgimento de flores e entrada no período reprodutivo.

Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

Webinar Manejo fisiológico da cultura da soja

Estádio Reprodutivo (R)

R1

Início do florescimento, ao menos uma flor aberta em qualquer parte da haste principal.

Estágio R1 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R2

Florescimento pleno e uma flor aberta em um dos 2 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.

No período compreendido entre R1 e R2, a planta se encontra mais sensível ao ataque de insetos praga, portanto, o monitoramento deve ser constante. A partir de R2, inicia-se a rápida acumulação de matéria seca e de nutrientes na planta, sendo este, o período recomendado para fazer a coleta de folhas para análise dos teores de nutrientes foliares e avaliação da qualidade nutricional do solo.

Estágio R2 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R3

Início do desenvolvimento das vagens, conhecido também como fase de canivetinho, onde as vagens apresentam até 5 mm de comprimento.

Este estádio é de grande importância para a definição de componentes de rendimento da planta, como número de vagens por planta. É também um período sensível às condições ambientais, onde o estresse hídrico pode causar abortamento de vagens.

Estágio R3 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R4

Vagens completamente desenvolvidas e apresentando cerca de 2 cm de comprimento em um dos 4 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida. A partir desse estádio, até R5.5, ocorre rápida acumulação de matéria seca pelas vagens.

Estágio R4 da soja

Fontes: Danilo Estevão e IPNI

R5 

Início da formação e rápido enchimento dos grãos, onde ocorre redistribuição de matéria seca e nutrientes das partes vegetativas para os grãos.

O estádio fenológico da soja R5 é subdividido em 5 pontos, onde correspondem ao enchimento dos grãos até atingirem seu tamanho potencial. Ataques de sugadores como percevejos é um grande limitante para o potencial produtivo.

Quando os ataques são nos estádios iniciais de R5 pode não haver formação de grãos e nos estádios mais tardios de R5 poderá ocorrer a redução do tamanho e peso dos grãos. Além disso, condições de estresse também poderão reduzir o peso dos grãos.

Estádio R5 da soja

  • R5.1 – grãos perceptíveis ao tato, equivalente à 10% da granação;
  • R5.2 – Granação de 11 a 25%;
  • R.3 – Granação de 26 a 50%;
  • R5.4 – Granação de 51 a 75%;
  • R5.5 – Granação de 76 a 100%.

R6

Grão verde ou vagem cheia, nesta fase o grão ocupa toda a cavidade da vagem. O rápido amarelecimento das folhas (senescência) começa após este estádio e continua acentuadamente até R8.

Estádio R6 da sojaFonte: IPNI

R7

Início da maturação fisiológica dos grãos, neste período será observado ao menos uma vagem madura, localizada na haste principal, com coloração marrom ou palha. A maturidade ocorre quando se cessa o acúmulo de matéria seca. Nesta fase, os grãos apresentam cerca de 60% de umidade e a partir daqui a umidade tende a cair.

Estádio R7 da sojaFonte: IPNI

R8 

Maturidade completa: neste período 95% das vagens encontram-se maduras e serão necessários cerca de 5 a 10 dias para que a umidade atinja 15% ou menos.

Desta forma, o momento de colheita dos grãos é crucial e a umidade adequada para esta tarefa é de 13%. Colheita com umidade pouco acima desse valor pode ser considerada, devendo lembrar que os custos com secagem para posterior armazenamento serão incluídos.

Dicas importantes para o momento da colheita para evitar perdas na lavoura e qualidade do grão:

  • Velocidade adequada;
  • Verificar abertura do côncavo da colhedora;
  • Avaliar velocidade do cilindro;
  • Aferir as peneiras e velocidade do ar de ventilação;
  • Regular altura de corte a fim de minimizar perdas.

Fique atento! Agora você já sabe todos os estádios fenológicos da soja, bem como as peculiaridades que podem acometer a lavoura em cada um deles. No entanto, existem doenças, como a mancha-alvo, que podem aparecer em qualquer um desses estádios e é preciso ficar atento.

Seja especialista em produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Ele é completo, online e aborda:

  • Fisiologia dos principais grãos, como: milho, soja, feijão, trigo e sorgo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação e outros;
  • Gestão financeira e econômica.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/feed/ 1
Mancha-alvo na cultura da soja: quais os sintomas e como tratá-la https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/ https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/#respond Mon, 25 Nov 2019 16:30:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6544 A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima. Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura […]

O post Mancha-alvo na cultura da soja: quais os sintomas e como tratá-la apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima.

Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura e as que demandam uma atenção maior, são as que podem afetar a soja em qualquer época. É o caso da mancha-alvo, que trataremos neste artigo.

mancha-alvo (Corynespora cassiicola) é uma doença fúngica, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo, por isso é preciso uma atenção maior a ela!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A sobrevivência deste patógeno depende de dois pontos principais: restos culturais e sementes.

No caso dos restos culturais, o patógeno pode sobreviver, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto, afinal, esses restos de culturas passadas, unindo com a umidade, favorecem diversos fungos e um deles é o da mancha-alvo.

E o outro ponto a ser observado, são as sementes. É o principal meio de disseminação da mancha-alvo! Elas precisam, portanto, serem de boa procedência e qualidade.

Ainda assim, é preciso observar que as condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).

Sintomas causados pela mancha-alvo

Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, o que pode causar podridões nas flores e vagens da planta.

O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme vai crescendo, apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.

As imagens a seguir, mostram os indícios dos sintomas em uma folha e na haste.

Folha e haste com sintomas de mancha-alvoFonte: EMBRAPA

Quando essa doença fúngica afeta a área das folhas, pode ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha de forma precoce, e isso, por si só, irá comprometer o enchimento de grãos. Ou seja, é preciso ficar atento durante todos os estádios fenológicos da planta!

Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura.

Quando essa doença ocorre nas lavouras de soja, em níveis elevados pode reduzir e comprometer a produtividade da soja em até 50%!

Portanto, nesse artigo, serão apresentados também, resultados de um estudo que buscou criar as ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo da mancha-alvo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.

Na imagem a seguir, é possível notar, tanto na folha normal de soja, quanto em escala em análise, os níveis de severidade da doença mancha-alvo.

Observe que da esquerda para a direita, o nível da severidade aumenta (de 1% a 52%) e, consequentemente, a incidência do sintoma mais visível que são as manchas circulares com halo amarelo e anéis concêntricos castanhos, aumentando e escurecendo, à medida que a doença avança.

Escala diagramática para avaliação da mancha-alvo da soja

Coleta de dados para utilização da escala diagramática

Muitos podem estar se perguntando: para que devo usar a escala diagramática? 

O uso desta escala serve para auxiliar o produtor ou engenheiro agrônomo a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura.

No entanto, a forma e o momento ideal para se fazer o controle da doença, fica a critério do responsável. Lembrando que, se for sistema de plantio direto, não apenas favorece doenças fúngicas como a mancha-alvo, mas também pragas, como o percevejo.

Caso proceda com a coleta de dados da escala diagramática, pode-se coletar um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias. Neste período, se for feita a aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas, mesmo assim.

Após a obtenção e conferência dos dados, os mesmos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar o gráfico. Com os dados e o gráfico feitos, será possível avaliar o progresso da doença e/ou eficácia do controle, caso já esteja fazendo.

Estratégias de manejo da mancha-alvo

Para a não ocorrência da mancha-alvo nas lavouras de soja, ou a menor incidência das mesmas, algumas estratégias podem e devem ser tomadas. Assim, o risco de comprometimento da produtividade da lavoura diminui. São eles:

  1. Uso de cultivares resistentes;
  2. Uso de sementes sadias e de boa procedência (como mencionado, a principal incidência da doença vem de sementes infectadas);
  3. Tratamento de sementes;
  4. Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;
  5. Uso de fungicidas.

Como pode perceber, o manejo existe desde a escolha da cultivar, ou seja, antes mesmo de implementar a lavoura, passa pelo tratamento de sementes, para evitar a incidência, mas também há manejo, caso a doença já esteja instalada.

Atenção, porém, ao optar pela 5ª estratégia: uso de fungicida!

É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.

Abaixo estão apresentados os resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:

Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:

  1. bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;
  2. piraclostrobina + fluxapiroxade;
  3. piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;
  4. trifloxistrobina + protioconazol;
  5. picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.

Qual combinação de produtos usar para o controle da mancha-alvo em soja? Isso depende muito da escolha do responsável técnico da área, pois como pode perceber, as cinco combinações se mostraram eficazes.

Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.

Bom… A mancha-alvo você já aprendeu, e pôde perceber que por ser fúngica, demanda alta umidade e temperatura amena. Existem várias doenças dessa natureza em grãos e a maioria se manifesta visualmente por manchas, que é o caso da mancha-amarela que já foi detectada em mais de 60% dos levantamentos em campo!

A diferença de uma lavoura farta para uma básica ou deficiente em produção está em saber manejar cada etapa do ciclo da cultura, bem como proteger a lavoura em todo o processo.

Seja especialista na produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Ele é completo, online e aborda:

  • Fisiologia dos principais grãos, como: milho, soja, feijão, trigo e sorgo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação e outros;
  • Gestão financeira e econômica.

Atualize-se e ganhe destaque no mercado. Clique e conheça mais!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Mancha-alvo na cultura da soja: quais os sintomas e como tratá-la apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/feed/ 0
Manejo Fisiológico da cultura da soja: pontos importantes para a safra https://blog.rehagro.com.br/manejo-fisiologico-da-cultura-da-soja-pontos-importantes-para-a-safra/ Fri, 24 May 2019 18:42:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5850 A 5ª edição do Webinar Grãos aborda o Manejo Fisiológico da cultura da soja: pontos importantes para a safra, com Evandro Fagan, Professor e Pesquisador no Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM. O Webinar trata dos seguintes temas: Influenciadores de perda de produtividades; Funções dos hormônios quais sejam crescimento; Defesas; Fases para produtividade […]

O post Manejo Fisiológico da cultura da soja: pontos importantes para a safra apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A 5ª edição do Webinar Grãos aborda o Manejo Fisiológico da cultura da soja: pontos importantes para a safra, com Evandro Fagan, Professor e Pesquisador no Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM.

Manejo fisiológico da cultura da soja - Webinar Grãos

O Webinar trata dos seguintes temas:

  • Influenciadores de perda de produtividades;
  • Funções dos hormônios quais sejam crescimento;
  • Defesas;
  • Fases para produtividade da cultura;
  • Como podemos atuar para auxiliar na formação de raízes e caixa produtiva.

Obtenha os melhores resultados!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação Produção de Grãos

 

O post Manejo Fisiológico da cultura da soja: pontos importantes para a safra apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Cultivar de soja: como realizar a escolha correta? https://blog.rehagro.com.br/como-escolher-a-cultivar-de-soja/ https://blog.rehagro.com.br/como-escolher-a-cultivar-de-soja/#respond Thu, 28 Feb 2019 20:28:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5614 Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja? Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais. […]

O post Cultivar de soja: como realizar a escolha correta? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja?

Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.

A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou plantio direto.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A soja é classificada como planta de dias curtos, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.

O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.

Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.

Grupos de maturação da sojaFonte: Alliprandini et al., (2009)

Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.

Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.

Cultivares determinadas

Neste tipo de hábito, as plantas atingem 90% de sua altura até o período de florescimento. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os estádios fenológicos.

Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um rácemo longo e muitas vagens no nó terminal.

Soja florescendoFonte: Agroprecision

Crescimento indeterminado

Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.

Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre de forma escalonada, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.

Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são  menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.

Atenção com o veranico

Em caso de se escolher trabalhar com sementes de soja, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.

Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo. Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na colheita dos grãos.

Cuidado com o Mofo Branco

Em áreas que ocorrem mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.

Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.

Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a mancha-alvo e, ainda, uma das principais pragas, que são os percevejos? Esteja atento!

Obtenha alta produtividade na produção de grãos!

O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.

E se você não tem disponibilidade de viagens, se seu tempo é mais corrido e não consegue estudar no horário comercial, saiba que o Curso de Gestão na Produção de Grãos é 100% Online! Você faz o seu horário nos melhores dias da sua agenda, sem desculpas para não ganhar mais por hectare.

Muito além da entrega de um ensino atual, nosso objetivo é aumentar a lucratividade dos nossos alunos, clientes e parceiros do agronegócio. As aulas melhoram significativamente os resultados de quem produz soja, milho, feijão e algumas culturas de inverno como o trigo e aveia. Os próprios alunos atestam acima de 92% de aplicabilidade!

Garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva! Clique e saiba mais!

Curso Gestão na Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Cultivar de soja: como realizar a escolha correta? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/como-escolher-a-cultivar-de-soja/feed/ 0