O post Eficiência e sustentabilidade na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor e do agronegócio.
Ações rotineiras realizadas nas fazendas produtoras de leite reduzem a pegada ambiental e intensificam a produção sustentável.
Algumas dessas ações, justamente por serem de rotina, acabando caindo no modo automático e podem passar desapercebidas como sendo um evento de sustentabilidade.
Relembrá-las é sempre importante para que possam servir de exemplo e estímulo para as fazendas, não somente pela questão ambiental, mas também pelo aspecto econômico que elas representam à cadeia.
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Dados do último levantamento anual das 100 maiores propriedades leiteiras do Brasil feito pelo MilkPoint traçou como as fazendas estão atuando em relação à sustentabilidade ambiental. O fato é que todas as fazendas que compõe o ranking praticam pelo menos uma ação sustentável.
Trazer estas informações para a luz da sociedade é fundamental. Afinal, vide a representatividade e a importância do agronegócio e da pecuária leiteira nos quesitos sociais e econômicos.
O acondicionamento dos dejetos em esterqueiras para serem utilizados em lavouras e pastagens é a prática mais aplicada nas fazendas leiteiras do país, seguido pela geração e utilização de energias renováveis e pelo uso racional da água. Essas são apenas algumas das ações sustentáveis que fazem parte da extensa lista que é realidade nas propriedades.
Todas estas medidas são motivadas por fatores determinantes, como a preocupação ambiental dos produtores para manutenção dos recursos naturais, adequação à legislação ambiental, retorno financeiro das ações sustentáveis, atendimento das tendências de consumo e das demandas das empresas do setor lácteo.
Pautas ambientais na pecuária leiteira são comuns, se fazem necessárias e são atendidas com grande expressividade.
Engana-se quem pensa que o uso da água em propriedades leiteiras não é sustentável. Fazendas tecnificadas são projetadas para que grande parte do volume de água seja reutilizado diariamente em ciclos nas atividades corriqueiras, como limpeza de corredores, pista de trato e sala de espera.
Dados da Embrapa Gado de Leite mostram que a reciclagem de água nas fazendas leiteiras é responsável por uma economia hídrica de 82,5 a 86,0% em relação aos processos que não reaproveitam água residuária. O percentual economizado pode ser até maior em sistemas que possuem captação de água pluvial.
Estas informações afirmam e reafirmam que a reciclagem da água para limpeza das instalações nos sistemas de bovinos leiteiros gera redução considerável no consumo de água “limpa” e de energia elétrica. Prática sustentável de grandes benefícios para o meio ambiente, para a eficiência da fazenda e para o bolso do produtor.
Uma situação bastante usual encontrada nas fazendas leiteiras é o direcionamento das águas residuárias a sistemas de tratamento hídrico.
Junto ao volume de água vão também os dejetos sólidos e líquidos dos animais. Ao passar por etapas específicas de separação é possível obter produtos de grande valor ao final do processo com concentração de nutrientes.
A fertirrigação é uma das possibilidades de uso dos dejetos líquidos.
Estudos mostram que o aproveitamento de águas residuárias ricas em nutrientes na fertirrigação de lavouras e pastagens contribui para o aumento da produtividade da cultura, na qualidade do alimento, na economia de fertilizantes químicos e na melhoria de características físicas, químicas e biológicas do solo. Por meio deste biofertilizante é possível ter saneamento ambiental e restituir parte dos nutrientes consumidos pelas culturas.
Os benefícios vão além. A fermentação da biomassa dos dejetos em ambiente controlado, conhecido como biodigestor, é capaz de entregar uma fonte de energia para a fazenda, o biogás.
Com a canalização do biogás e ajustes relacionados à parte de energia nas instalações é possível viabilizar o funcionamento de diversos setores da fazenda, como, por exemplo, sistemas de ordenha, resfriamento térmico e escritório. A economia com energia elétrica se torna evidenciada nessa situação, contribuindo para redução desse item no custo de produção do leite.
Fazendas que dispõe de fertirrigação e biogás tendem a serem mais eficientes na produção de leite, tanto pelo aumento da produtividade e da qualidade da comida dos animais, na economia de fertilizantes químicos e no consumo de energia elétrica, quanto pelo uso racional dos recursos e dos insumos.
O modelo de criação dos rebanhos também pode ser um grande aliado à produção sustentável de leite. O sistema de Compost Barn, por exemplo, pode fornecer um excelente fertilizante orgânico para as áreas de produção de comida.
A cama dos animais, que geralmente é constituída por serragem, maravalha ou casca de café, passa por um processo de compostagem em que os microrganismos utilizam a matéria orgânica como substrato. Matéria orgânica que é formada pelo material da cama adicionado dos dejetos das vacas.
Após o ciclo de compostagem, a cama é retirada de forma total ou parcial e direcionada para as áreas de agricultura.
Assim como na fertirrigação, o uso da cama de compostagem nas lavouras também reduz a necessidade de fertilizantes químicos e contribui para melhorar as condições do solo e a produtividade das culturas, otimizando o custo de produção do volumoso.
A qualidade orgânica e química do material é elevada e o valor agregado nesse tipo de fertilizante orgânico também. Produtores que optem por não utilizar a cama compostada nas áreas de agricultura da propriedade conseguem vendê-la por preços atrativos no mercado.
Explorar positivamente a capacidade do sistema de produção é o caminho. Fazendas que adotam essa premissa caminham a passos largos para ter eficiência na atividade.
Tomando como base os exemplos citados anteriormente, uma fazenda que reutiliza águas residuárias, realiza fertirrigação e incorpora a cama de compostagem nas áreas de lavoura, por exemplo, é plenamente capaz de aumentar a produção de volumoso em quantidade e qualidade sem precisar aumentar um hectare sequer de área plantada.
Claro, sem deixar de associar essas práticas a uma condução agronômica coerente. Isso significa produzir mais com a mesma quantia de recursos.
Se a quantidade e a qualidade da comida produzida são maiores, logo mais vacas poderão ser alimentadas e a média de produtividade diária de leite por vaca também tende a aumentar.
Esse processo é conhecido como intensificação do uso da terra e o resultado dele é maior produção de leite com a mesma área. Em outras palavras, isso se resume em reduzir a pegada ambiental da atividade, contribuir para o sequestro de carbono e mitigar o impacto sobre os recursos naturais.
Assim como em toda atividade, seja ela do setor do agronegócio, industrial ou de comércio, há aqueles que contribuem para o meio ambiente por meio de uma produção sustentável e rentável e aqueles que ainda não despertaram para os benefícios desta prática.
Críticas construtivas e provocações sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira são sempre positivas, desde que sejam baseadas em fatos e não em deduções distorcidas com base em crenças e inverdades.
Uma tendência que já é realidade é a demanda da sociedade por uma produção de leite com sustentabilidade. Demanda que é bastante válida e necessária, afinal toda e qualquer atividade deve ser pautada em pilares sustentáveis, que envolve não somente a parte de ser ecologicamente correta, mas também de ser socialmente justa e economicamente viável.
A busca pela eficiência da fazenda é constante e anda lado a lado com a sustentabilidade. Trabalhar com práticas e processos de forma integrada, permite que os benefícios se retroalimentem.
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]]>O post Biofertilizantes na agricultura: saiba a sua importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Vários mecanismos são usados por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção de substâncias supressoras de fitopatógenos, proteção de plantas contra estresses abióticos e bióticos e desintoxicação de poluentes subterrâneos.
Levando em consideração as crescentes exigências de consumo na terra e os perigos decorrentes do uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, os biofertilizantes são considerados uma alternativa promissora e não tóxica aos agroquímicos sintéticos, incluindo controle de fungos e minimização da contaminação por micotoxinas.
Considera-se que a implementação de inoculantes microbianos supera as deficiências associadas às técnicas agrícolas baseadas em produtos químicos. A pesquisa sobre o uso generalizado de biofertilizantes, portanto, é uma das principais no trabalho científico para o desenvolvimento da agricultura sustentável.
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Biofertilizante é um termo que pode ser interpretado de várias maneiras. Não é difícil encontrar definições que identifiquem o biofertilizante como extrato de algas marinhas, resíduos urbanos compostos, misturas microbianas com constituintes não identificados ou produtos fertilizantes minerais enriquecidos com compostos orgânicos.
Curiosamente, os trabalhos de pesquisa científica apresentam uma interpretação muito ampla desse termo, representando desde adubos verdes, passando por estercos animais, até extratos de plantas.
O conceito de biofertilizante mudou junto com o estado do conhecimento sobre as associações que ocorrem entre os microrganismos do solo e as plantas. Substâncias que melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo, mas não os substituem (como os fertilizantes minerais) não devem ser determinadas como biofertilizante, mas como inoculante.
Da mesma forma, os microrganismos que potencializam o crescimento das plantas pela síntese de fitohormônios são considerados como fitoestimuladores ou bioestimulantes, enquanto aqueles que possuem a capacidade de biodegradar poluentes orgânicos são referidos como rizorremediadores. Nem todos os inoculantes microbianos, portanto, devem ser identificados diretamente como biofertilizantes.
O biofertilizante é um microrganismo individual que exerce propriedades promotoras de crescimento de plantas, mas no contexto agronômico, esse termo se refere ao produto composto por cepa(s) benéfica(s), que são úteis na mobilização de nutrientes, incluídos em um carreador, possuindo características que permitem seu armazenamento no momento especificado pelo produtor, e pronto para aplicação efetiva no solo ou planta.
Nesse ângulo, o biofertilizante também pode possibilitar a adição de substâncias que contribuem para a melhora da atividade dos microrganismos.
O termo “biofertilizante” não deve ser usado de forma intercambiável não apenas com termos como esterco vegetal ou animal, consórcio ou fertilizantes se referindo à combinação de compostos minerais e orgânicos, mas também, com bioestimulantes derivados de microrganismos (produtos à base de células microbianas mortas ou extratos de microrganismos origem).
O principal papel da aplicação de biofertilizantes é promover o crescimento das plantas sem efeitos colaterais prejudiciais para o meio ambiente e aumentar a produtividade das colheitas. A inoculação com biofertilizante aumentou o rendimento da cultura em média 16,2% em comparação com os controles não inoculados.
Os biofertilizantes microbianos desempenham um papel crucial na manutenção da fertilidade do solo no nível adequado e na melhoria de sua estrutura, influenciando a agregação das partículas do solo.
Eles também contribuem para:
Embora os biofertilizantes sejam uma abordagem comercialmente promissora na agricultura sustentável, existem alguns inconvenientes que os tornam menos competitivos, como vida útil limitada, falta de materiais adequados para produção, aumento da sensibilidade a altas temperaturas e dificuldades relacionadas ao armazenamento e transporte.
Além disso, os fertilizantes microbianos requerem maiores quantidades para fornecer às plantas um teor de nutrientes suficiente, sua eficácia depende das condições do solo prevalecentes na zona de aplicação e os resultados de sua ação são perceptíveis após uso prolongado.
Novas tecnologias, no entanto, estão sendo desenvolvidas para superar as desvantagens associadas à aplicação de biofertilizantes em ecossistemas agrícolas.
Os biofertilizantes constituem uma ferramenta promissora em ecossistemas agrícolas como fonte complementar, renovável e ecologicamente correta de nutrientes vegetais.
Como eles têm a capacidade de transformar elementos nutricionalmente importantes de formas não utilizáveis em formas altamente assimiláveis, sem efeitos deletérios no ambiente natural, eles são um componente importante do Sistema Integrado de Nutrientes Vegetais.
A aplicação de fertilizantes biológicos é considerada um elemento-chave para manter a fertilidade do solo e a produtividade das culturas em um nível suficientemente alto, indispensável para alcançar a sustentabilidade da agricultura.
Os biofertilizantes também podem ajudar a mitigar as armadilhas decorrentes da crescente demanda da população global por alimentos e da química generalizada nos agroecossistemas.
A mudança na abordagem das práticas agrícolas os torna uma parte vital da produção agrícola moderna e enfatiza a importância dos inoculantes biológicos nos próximos anos. Sabe-se que vários microrganismos da rizosfera exercem várias atividades promotoras de crescimento de plantas, mas muito poucos foram formulados na forma de biofertilizantes.
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]]>O post Práticas sustentáveis na agricultura: confira a adoção e seus benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo e clima, além de investir em práticas que possam tornar a agricultura sustentável e otimizar os benefícios ambientais, econômicos e sociais.
Isso mostra claramente que a sustentabilidade não depende apenas da conservação e valorização dos recursos naturais, mas também de ganhos de produtividade e rentabilidade aos agricultores.
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A prática do Plantio Direto tem causado uma revolução na agricultura brasileira, pois tem permitido o desenvolvimento de uma produção sustentável baseada na agricultura de conservação, envolvendo cobertura permanente do solo e sistemas de cultivo diversificados com mais de uma colheita por ano.
O plantio direto também levou à redução dos custos de produção, uma vez que são necessárias menos operações agrícolas, economizando combustível e custos de mão de obra.
Além disso, a qualidade e a saúde do solo podem ser melhoradas e restauradas, em particular os níveis de carbono e biodiversidade do solo podem aumentar os rendimentos agrícolas, ao longo do tempo, reduzindo a aplicação de fertilizantes, devido à redução da erosão, colocação mais precisa de fertilizantes e melhoria da saúde do solo. Por fim, minimiza-se o impacto das gotas de chuva no solo e o escoamento da água, mitigando os processos erosivos.
No Brasil, o plantio direto foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1970, por iniciativa de agricultores pioneiros do Paraná, como forma de controlar inicialmente o escoamento de água e a erosão do solo, mas posteriormente para melhorar a saúde e a produtividade do solo, integrando outras práticas complementares para construir sistemas conservacionistas.
Foi uma resposta ao uso de sistemas de preparo intensivo em áreas de produção de grãos que causavam severas perdas por erosão e degradação do solo, afetando a capacidade produtiva e a produtividade das culturas, nas décadas de 1970 e 1980.
Entre 2006 e 2017, um aumento de 84,9% na área de lavouras na prática do plantio direto foi registrada no Brasil, passando de 17,9 para 33,0 milhões de ha.
Esse aumento da área de plantio direto foi observado em todas as cinco grandes regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). O número de propriedades sob a prática do plantio direto também passou de 507 mil para mais de 553 mil, ou seja, um aumento de 9,2%.
A maior expansão da área de plantio direto no Brasil entre 2006 e 2017 ocorreu na região Centro-Oeste, de 6,5 a 13,7 milhões de ha, um aumento de 110,4%. Essa expansão ocorreu com maior intensidade em Mato Grosso, atualmente o estado com maior área de plantio direto e área média de plantio direto no ranking nacional, superando a região Sul nesse período.
A expansão da área de plantio direto também foi de alta intensidade nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Na região Sudeste, a área sob a prática do plantio direto expandiu de 1,4 para 2,9 milhões de ha, um aumento de 107,4% entre 2006 e 2017.
Há dois estados principais em termos de terras agrícolas nesta região: estado de São Paulo predominantemente no Atlântico Bioma Floresta onde a área de NT expandiu 113,0 % e o estado de Minas Gerais predominantemente no bioma Cerrado onde houve um aumento semelhante de 103,0 % na área de plantio direto.
A área sob plantio direto na região Nordeste passou de 1,2 para 3,3 milhões de ha, correspondendo a um aumento de 184,2%. Este aumento foi o resultado de diferentes fenômenos e esconde tendências opostas dentro dele.
Por um lado, um aumento acentuado da área total de plantio direto foi registrado nos estados da Bahia (BA), Maranhão (MA) e Piauí (PI), que pertencem à nova área de expansão dentro do bioma Cerrado denominada MATOPIBA. que inclui os três estados (MA, PI, BA) juntamente com o estado do Tocantins (TO) localizado na região Norte.
Na região Norte, a área total do plantio direto aumentou de 0,2 para 1,2 milhão de ha, ou seja, um aumento de 431%. Os estados do Tocantins, Pará e Rondônia, que juntos respondem por 93% da área do NT na região, foram os mais destacados.
A área de cultivo anual no Brasil aumentou de 36,6 milhões de ha em 2006 para 52,7 milhões de ha em 2017, um aumento de 43,9% durante este período.
Enquanto isso, a área de cultivos anuais sob a prática do plantio direto nas propriedades que o utilizam como sistema exclusivo de manejo do solo no Brasil aumentou de 18,7 para 32,1 milhões de ha, ou seja, um aumento de cerca de 71,5%.
Com isso, o percentual de cultivos anuais sob plantio direto passou de 51,2 % em 2006 para 61,0 % em 2017. Sendo a prática do plantio direto um dos três princípios da agricultura sustentável, sua adoção e disseminação tem contribuído para a correspondente expansão da área de agricultura sustentável no Brasil.
Assim, o aumento da área de plantio direto indica uma melhora na sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura brasileira.
Os sete principais estados com maior adoção da prática de TN em 2017 são Mato Grosso (86,6%), Paraná (81,9%), Rio Grande do Sul (76,8%), Santa Catarina (71,3%), Goiás (70,7%), Distrito Federal (69,9%) e Mato Grosso do Sul (69,3%).
A adoção do sistema plantio direto foi um dos principais fatores que contribuíram para a expansão e ganhos de produtividade liderados por agricultores na agricultura brasileira.
A introdução do plantio direto em áreas de vegetação nativa reduz os estoques de carbono do solo entre 4% e 8% na camada de 0-30 cm após 20 anos de uso da terra em várias regiões do Brasil.
Esses dados mostram que a manutenção dos ecossistemas naturais deve ser uma prioridade para evitar possíveis perdas de carbono do solo com consequentes emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, ocasionado pelo revolvimento do solo.
Por outro lado, a adoção de plantio direto em áreas anteriormente manejadas por sistemas convencionais e pastagens é uma alternativa potencial para promover o sequestro de carbono em solos agrícolas nas diferentes regiões do Brasil.
Especificamente, a conversão do cultivo convencional para plantio direto promoveu aumentos médios nos estoques de carbono do solo não apenas nas camadas superficiais do solo (0-30 cm), mas também em perfis mais profundos (0-50 cm), e que variaram entre 9% e 25%.
Em áreas ≥ 20 anos após a conversão de cultivo convencional para plantio direto a taxa de sequestro foi de 0,63 Ton de C ha-1 ano-1, ou 17% do carbono do solo, enquanto em áreas ≥ 20 anos após a conversão de pastagem para plantio direto, a taxa de sequestro foi de 0,53 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% de carbono orgânico do solo.
O sequestro de carbono orgânico do solo é evidentemente uma função do tempo desde a conversão de cultivo convencional para plantio direto, com uma taxa de sequestro de 0,39 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo entre 4 e 10 anos após a conversão, e 0,59 Ton C ha-1 ano-1 ou 16% carbono orgânico do solo entre 17 e 26 anos.
Para a conversão de pastagem para plantio direto, o sequestro de carbono orgânico do solo varia com o tempo, onde em áreas com menos tempo desde a conversão (2-7 anos) a taxa de sequestro é de 0,05 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo, e em áreas com em um período mais longo (12-20 anos) a taxa de sequestro é de 0,45 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% carbono orgânico do solo.
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]]>O post Gerenciamento de dados agrícolas e sustentabilidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor estão trabalhando incansavelmente para implementar novos padrões de administração e transparência; eles estão examinando dados, testando estratégias de gerenciamento e experimentando novas tecnologias.
As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores.
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Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos e os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos.
Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.
Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas do agronegócio devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis para proteger os dados do produtor e educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor.
Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ao produtor e adaptáveis às necessidades individuais de cada operação.
Como a eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados do produtor, é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados.
Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.
Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade.
A análise de dados, IA, drones e outras tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo.
Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.

Drone sobrevoando uma lavoura agrícola

Mapa com dados de uma lavoura
O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios, e é por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.
Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido.
Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.
A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros.
Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:

Figura 2

Figura 3
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de dados, maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post Estômatos abertos: o caminho para rendimentos altos e sustentáveis apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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]]>As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores.
Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos. Os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos. Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.
Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis para proteger os dados do produtor. Também é importante educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor. Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ao produtor e adaptáveis às necessidades individuais de cada operação.
A eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados agrícolas do produtor e é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados. Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.
Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade. Essas tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo.
Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.
O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios. É por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.
Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido.
Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.
A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros.
Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:
Além disso, os produtores podem fornecer informações detalhadas e precisas aos varejistas e consumidores que desejam transparência. Com essas novas vantagens no mercado, os produtores terão a oportunidade de aumentar a lucratividade nas próximas temporadas, criando valor em toda a cadeia de suprimentos.

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]]>O post Agricultura e mudanças climáticas: impactos e modificações no cenário agrícola apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças climáticas globais, ocorrerão modificações no cenário agrícola brasileiro.
Os impactos podem ser positivos, negativos ou neutros, pois as mudanças podem diminuir, aumentar ou não ter efeito sobre as plantas, doenças, pragas e outros organismos em cada região ou época, além dos demais componentes do agroecossistema.
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A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera tem atingido níveis significativamente altos nos últimos 650 mil anos. Desde 2000, a taxa de crescimento da concentração de CO2 está aumentando muito rapidamente em relação às décadas anteriores. O mesmo tem ocorrido para o gás metano (CH4), óxido de nitrogênio (N2O) e outros gases do efeito estufa.
Os modelos de previsão de mudanças climáticas do Centro de Distribuição de Dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) apresentam resultados bastante variáveis quanto ao comportamento da América do Sul. Contudo, todos preveem aumento de temperatura para todo o continente.
Quanto à precipitação as projeções indicam aumento de chuva em algumas regiões e diminuição em outras, podendo inclusive haver inversão em função da época do ano.
Sem dúvidas as mudanças climáticas também ocorrerão no Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais, como secas, enchentes e deslizamentos de encostas. Essas mudanças afetam diretamente a agricultura e as áreas florestais brasileiras
Alguns estudos simulando os impactos sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos já foram apresentados para o trigo, milho, soja, café, feijão e arroz.
Esses estudos têm previsto perdas econômicas anuais provocadas pelo aumento de 1ºC na temperatura, chegando a valores de 375 milhões de dólares para o café, somando os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, e 61 milhões de dólares para o milho em São Paulo.
Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre pragas, doenças, solos e outros aspectos do sistema produtivo agrícola.
Ao se considerar que a condição climática será de fato alterada, com base nos cenários previstos pelo IPCC (10) é possível formular algumas hipóteses sobre a dinâmica da agricultura no Brasil e no mundo.
Uma hipótese aceitável é sua migração para zonas temperadas, com boa possibilidade de ganho de produtividade nas espécies de ciclo fotossintético C4, denominação dada ao grupo de plantas das gramíneas (milho, sorgo e cana-de-açúcar)
Esse grupo apresenta características anatômicas e fisiológicas implicam em maior habilidade dessas plantas em conviver em ambientes mais quentes e com elevada irradiância solar, tornando-as supostamente mais aptas a suportar as condições que devem imperar nos verões das regiões temperadas.
Já as plantas C3 (feijão, soja, café), em contrapartida apresentam maior sensibilidade às condições de oferta ambiental abundante em relação à temperatura e à radiação solar.
Neste tipo de ambiente ocorre o fenômeno conhecido como fotorrespiração nessas espécies que é tido como um processo de autodefesa do aparelho fotossintético, principalmente em plantas expostas às altas intensidades luminosas, com o objetivo de dissipar o acúmulo de moléculas que, em condições ideais de temperatura e radiação, são úteis à célula, mas que, quando produzidos intensamente, podem se acumular e danificar as estruturas fotossintéticas.
Com base nessa breve comparação, parece razoável inferir que as espécies C4 estejam mais preparadas para a elevação da temperatura do que as espécies C3.
As porcentagens de perdas de área indicam níveis diferentes de impactos sobre as diferentes culturas, sendo que o milho, gramínea de ciclo C4, sofrerá menos com as altas temperaturas, pois apresenta aumento da taxa de fotossíntese para temperaturas de até aproximadamente 30ºC. Estimativas preliminares para a cana-de-açúcar para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, também apontam nessa direção.
Mostram melhor desempenho em ambientes tropicais com menor sazonalidade, onde as condições de temperatura e disponibilidade de água ocorrem de maneira adequada à manutenção do seu ciclo fenológico ao longo do ano.
Ao se considerar os novos cenários projetados pelos modelos climáticos, nos quais a temperatura deve se elevar ao longo de todo o ano e com mais intensidade no inverno e a chuva deve se concentrar durante os meses de verão, acentuando e prolongando o período de seca no inverno, é razoável formular a hipótese de que a deficiência hídrica neste período aumentará em comparação ao que se observa atualmente.
Consequentemente, as espécies perenes teriam maior dificuldade em suportar o estresse por falta d’água durante o período mais seco do ano, sendo mais prejudicadas que as culturas anuais.
Porém, as respostas fisiológicas às diferentes condições ambientais não são lineares e mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de adaptação.
Um exemplo é o comportamento de plantas crescendo em estufas com aumento da concentração de CO2, ocorrendo um fenômeno conhecido como “fertilização por CO2”. Em condições de campo esse comportamento não é tão claro.
Estão normalmente presentes em sistemas naturais e agrícolas, sendo um dos primeiros organismos a demonstrarem o efeito das mudanças climáticas devido à numerosa população, facilidade de reprodução e dispersão e curto espaço entre gerações.
Dessa forma, eles constituem um grupo fundamental como indicador biológico que precisa ser avaliado quanto aos impactos das mudanças climáticas além de serem responsáveis por perdas de produção e uma ameaça potencial à sustentabilidade dos agroecossistemas.
Alguns estudos têm demonstrado que a introdução de fungos endofíticos (vivem dentro da planta sem causar danos) em plantas de importância agronômica as torna mais resistentes a alterações do clima.
Dessa forma, a elevação do nível de CO2 atmosférico, por exemplo, pode afetar, além das relações entre a planta hospedeira e o microrganismo endofítico, também as relações entre insetos herbívoros e as plantas, e destes com os endofíticos.
Tal alteração ambiente pode causar efeitos na composição nutricional e em fatores aleloquímicos das folhas, sendo que para muitas plantas, a redução do valor nutricional resulta do aumento do conteúdo de amido e carboidratos e declínio no teor de nitrogênio. Essas alterações causam mudanças no consumo e crescimento de insetos herbívoros.
Como as folhas apresentam aumento da relação carboidrato/nitrogênio em ambientes com elevado teor de CO2, os insetos compensam parcialmente essa mudança aumentando as taxas de consumo.
É importante salientar que as respostas fisiológicas das diferentes plantas, patógenos e insetos às diferentes condições ambientais não são lineares e, mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de se adaptação. É preciso avançar nas simulações de cenários agrícolas que sejam mais próximos do futuro real e processos fisiológicos.
O desenvolvimento de pragas e doenças com base na alteração climática, as mudanças de métodos nos sistemas produtivos e as projeções de avanços tecnológicos devem ser passíveis de modelagem matemática e incorporáveis aos modelos hoje utilizados para que possamos compreender melhor as mudanças que estão por vir.
O Brasil por possui uma matriz energética relativamente limpa e, resolvida a questão do desmatamento e das queimadas, poderá deixar de ser um dos maiores emissores do mundo para ocupar uma posição de destaque no cenário ambiental global.
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