taxa de concepção Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/taxa-de-concepcao/ Fri, 06 Jan 2023 14:56:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png taxa de concepção Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/taxa-de-concepcao/ 32 32 Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/#respond Tue, 27 Dec 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16868 Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV. É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV.

É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!

 

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O que é o período de espera voluntário e qual a sua função?

De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.

Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.

Mas como definir o PEV de uma fazenda?

A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Tabela com duração do período de espera voluntário

Fonte: De Vries (2011).

Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.

Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.

Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.

A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.

Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.

Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Tabela com informações da duração do PEV

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387

Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.

O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.

Como as fazendas têm trabalhado o PEV?

No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.

Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.

Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.

Webinar Redução de perdas gestacionais

Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.

Impactos do período de espera voluntário no rebanho

Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.

Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.

Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.

Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).

Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.

Saiba mais!

Entendido um pouco mais sobre o PEV e sua relação com o desempenho dos animais, que tal aprofundar seus conhecimentos na reprodução de bovinos leiteiros? 

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Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#respond Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15466 A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.

Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!

 

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O que é taxa de prenhez e como calcular?

A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.

Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:

  1. A taxa de serviço;
  2. A taxa de concepção.

A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:

Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas

Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:

Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços

A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:

Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         

Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.

A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!

Fatores que influenciam a taxa de prenhez

Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.

Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:

1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)

O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.

É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.

2. Proporcionar bem estar animal

Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.

3. Detectar corretamente o cio

A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.

Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

4. Atenção a qualidade do sêmen

Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.

É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.

5. Mão de obra de qualidade

Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.

Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.

Conclusão

Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

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Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 12:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15342 A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos. Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro. O […]

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A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos.

Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.

O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.

O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.

 

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DEL médio e retorno sobre o custo alimentar

Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.

A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.

Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.

Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.

Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).

Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.

Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.

Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.

Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.

Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.

A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Tabela com comparativo de retorno sobre custo alimentar

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos

Quais os ganhos financeiros ao otimizar os indicadores reprodutivos?

Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.

Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.

A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.

Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.

Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.

Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:

  1. Estratégia para o primeiro serviço;
  2. Estratégia para as re-inseminações;
  3. Estratégia para as vacas vazias no diagnóstico reprodutivo.

Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.

Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?

Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?

Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.

Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.

No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:

110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)

Para:

96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)

Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.

Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.

Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:

Período de lactação médio dessa fazenda:

376 dias – 45 dias = 331 dias.

Dessa forma o DEL médio será de:

331/2 = 166 dias.

O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.

Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.

Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).

Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.

Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!

Conclusão

Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.

O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.

Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.

Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!

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