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]]>As plantas daninhas causam maiores danos e prejuízos aos produtores agrícolas do que as pragas e doenças, constituindo-se a maior barreira para o desenvolvimento de muitas regiões do mundo. Além disso, promovem anualmente, perdas nas atividades agrícolas de aproximadamente 30%.
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As plantas daninhas presentes nas áreas de pastagem podem afetar diretamente a “utilização da forragem” por parte do animal em pastejo e a conversão alimentar:
1. Animais evitam as áreas infestadas por plantas daninhas, ocorrendo a seleção de pastejo, o que prejudica a utilização da pastagem;
Pastagem de tifton – Seleção de pastejo devido a presença de plantas daninhas.
2. Ambientes sombreados aumentam a relação haste/folha, diminuindo a qualidade da forrageira, prejudicando a conversão (GOULART et al., 2007).
De acordo com estudos realizados por Goulart e Corsi (2009) as plantas daninhas dificultam o pastejo em suas proximidades.
Plantas sem espinhos (ex: leiteiro) tem ação de impedir o acesso animal em até um raio de 1 m, enquanto que plantas com espinho (ex: Joá) impedem o consumo em um raio de até 1,5 m.
O objetivo deste artigo é discutir sobre o manejo químico de plantas daninhas em pastagens de tifton 85, levando em consideração as principais moléculas de ação herbicida disponíveis no mercado.
Antes de iniciar o manejo químico é muito importante realizar o levantamento das plantas daninhas infestantes, identificando as espécies presentes, levando em consideração a frequência de ocorrência, densidade populacional e a dominância sobre a forrageira.
Feito isso o próximo passo é definir qual herbicida é o mais indicado para tal situação.
Os herbicidas que possuem em sua fórmula estes ingredientes ativos, são indicados para o controle em pós-emergência de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas e semi-arbustivas.
São indicados para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas herbáceas, semi-arbustivas, arbustivas. Quando destinados ao controle de arbustos, elimine a parte aérea da planta, próximo ao solo e logo em seguida aplique o herbicida sobre o toco.
Obs: Cuidado com o ingrediente ativo “Picloram”, pois possui um longo período residual.
De acordo com Silva e Silva (2007), citado por Bibiano et al. (2012), o Picloram apresenta uma longa persistência nos solos (meia vida de 20 a 300 dias), ocorrendo sua degradação mais rápida em condições de calor e alta umidade.
Em função de seu longo efeito residual, em muitos casos, quando são implantadas culturas sensíveis como o feijão, soja, olerícolas, frutíferas entre outras, em áreas onde foi utilizado herbicida à base de picloram, ocorrem problemas de fitotoxidade que podem ser notados visualmente (BIBIANO et al 2012).
Bibiano et al. (2012) demonstrou em um ensaio experimental realizado na casa de vegetação na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina/MG, o efeito da contaminação do solo sobre a germinação em plantas de feijão.
Marca comercial utilizada foi o padron® (Picloram. sal trietanolamina 388 g/L), nas seguintes doses 0,000; 0,004; 0,008; 0,017; 0,033; 0,066; 0,133, 0,266 l .ha-1.
Plantas de feijão tratadas com diferentes doses de Picloram em pré-emergência, aos 5 dias após a semeadura (1 = 0,266 l.ha-1 de padron®)
São indicados para o controle em pós-emergência de mono e dicotiledôneas que se reproduzem por sementes, apresentando melhores resultados no controle das monocotiledôneas. São muito utilizados para o controle de plantas do gênero brachiaria.
Utilizados para o controle de plantas daninhas mono e dicotiledôneas em pré e pós-emergência, no entanto costuma ser mais eficiente no controle das dicotiledôneas.
O uso de produtos que apresentam associações entre os ingredientes ativos Diuron + MSMA é muito comum entre os produtores rurais. Geralmente, este manejo é adotado em áreas que apresentam altas infestações de monocotiledôneas (ex: braquiária, capim-colchão, etc), dicotiledôneas (ex: caruru, joá, guanxuma, etc) e possuem um vasto banco de sementes.
Estes tratamentos apresentam bons resultados em virtude dos produtos à base de Diuron serem excelentes no controle de dicotiledôneas e na pré-emergência das plantas daninhas em geral e os produtos a base de MSMA serem bastante eficientes no controle das monocotiledôneas.
Antes de realizar qualquer manejo químico, é imprescindível consultar um profissional especializado. A utilização de herbicidas de maneira errônea ou em momentos inoportunos causam impactos negativos no custo de produção além de prejudicar o meio ambiente.
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]]>A forrageira pode ser cultivada em solos arenosos, mistos e argilosos, devidamente corrigidos e adubados, não suportando apenas terrenos encharcados e ambientes sombreados.
Por não produzir sementes viáveis, o tifton é cultivado por meio de estruturas vegetativas, os estolões. As maneiras mais comuns de implantação da gramínea são em sulcos, em covas ou a lanço.
Recomenda-se realizar o plantio durante o período das águas (outubro a janeiro). O plantio em outras épocas é recomendado apenas em áreas irrigadas, em virtude das mudas serem muito sensíveis à falta de água e desidratarem facilmente.
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Acompanhe abaixo as etapas que englobam o plantio do tifton:
1. Escolha da área para cultivo
2. Análise química do solo
3. Correção do solo: se necessário, efetue as correções do solo – calagem, gessagem, potassagem, fosfatagem, além da adubação com outros macro e micronutrientes.
4. Preparação do solo para plantio: subsolagem, aração e gradagem. Essas operações servem para descompactar, destorroar e nivelar a área, melhorando assim as condições físicas do solo. Além disso, servem para diminuir a presença de plantas invasoras no momento da implantação da cultura.
5. Abertura dos sulcos de plantio: os sulcos de plantio podem ser abertos com o auxilio de uma enxada (pequenas áreas) ou com trator e um equipamento apropriado para abertura de sulcos. Recomenda-se que os sulcos fiquem espaçados de 0,5 a 1,0 metros, com profundidade de 10 a 15 cm.
6. Corte das mudas: as mudas de tifton, ou estolões, podem ser cortadas manualmente com uma enxada, ou com um equipamento acoplado ao trator (ceifadeira). Sempre que possível, deve-se cortar as mudas no dia do plantio. Se for necessário armazená-las, elas devem ficar sob a sombra e serem molhadas diariamente.
As mudas destinadas à formação de pastagens devem estar maduras e vigorosas, com cerca de 100 dias de idade, originadas de áreas livres de pragas, doenças e ervas.
Uma boa muda de tifton deve possuir raízes, colmos/estolões vigorosos e uma grande quantidade de gemas (Seghese, 2009). Mudas jovens, pequenas e tenras não devem ser utilizadas porque desidratam facilmente no sulco de plantio. (Moreira, 2003).
7. Distribuição das mudas: as mudas devem ser distribuídas de maneira uniforme na área de plantio. De acordo com Seghese (2009), são necessários de 4 a 5 t/ha, 3 t/ha e 2,5 t/ha de mudas, para o plantio a lanço, em covas e sulcos, respectivamente.
8. Cobertura das mudas: deve-se enterrar cerca de dois terços da muda (enterrio parcial), deixando o terço apical sem cobrir. Esta etapa pode ser realizada manualmente com o auxílio de uma enxada ou com uma grade niveladora semiaberta. As folhas e colmos que ficam para fora do solo são capazes de realizar uma pequena taxa de fotossíntese, ajudando no desenvolvimento das gemas que darão origem às novas raízes.
9. Compactação leve do solo: Esta etapa pode ser realizada com um rolo compactador ou pelo pisoteio (quando o plantio for realizado em uma área pequena), sendo importante para aumentar o contato da muda, mais especificamente das gemas que irão originar as raízes, com solo.
Quando em condições adequadas de umidade e temperatura, após cerca de 90 a 120 dias, a pastagem deve estar cobrindo cerca de 70% da área.
Neste momento, deve-se fazer o primeiro pastejo da área, passando com animais leves (ex: bezerras, novilhas), deixando que eles consumam cerca de 30% da forrageira disponível. Esta operação é importante para estimular a brotação e enraizamento do tifton.
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