O post Tiririca (Cyperus rotundus): como realizar o manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essas plantas invasoras podem trazer diversos malefícios, além da competição por água, luz, CO2 e nutrientes, elas podem servir como hospedeiras de pragas e doenças.
Destaca-se este problema no período mais seco, com falta de chuvas, devido a agressividade dessas plantas, principalmente as gramíneas, que possuem o metabolismo C4, dessa forma, apresentando maior eficiência do uso da água quando comparado ao cafeeiro, com metabolismo C3.
Por isso, essas plantas possuem grande poder de competição com cafeeiro, podendo resultar em atrasos no desenvolvimento das plantas, com posterior redução da produtividade.
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Nesse sentido, a tiririca (Cyperus rotundus L.) é uma planta daninha pertencente à família Cyperaceae, com altura em torno de 10 a 60 cm e reprodução quase exclusiva por tubérculos.
Devido a sua alta agressividade, essa planta pode exercer grande competição com o cafeeiro.
Tiririca (Cyperus rotundus). Fonte: techieoldfox
Por isso, como mostram as fotos abaixo, as plantas de café que possuem plantas de tiririca próximas, sentiram mais do que as plantas de café que estão com o solo exposto, isso porque, a competição das plantas invasoras não é somente por água, mas também por nutrientes.
Plantas de café sentido a seca e a mato competição exercida por plantas daninhas. (Foto: Diego Baquião)
Plantas de café na mesma época, sentindo menos a seca, sem a presença de plantas daninhas na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Souza et al. (1999) determinaram os teores de nutrientes e a relação C/N presente na matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (Tiririca), e encontraram os valores abaixo:
Valores dos macronutrientes da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Valores dos micronutrientes, carbono e a relação C/N da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Dessa forma, o manejo adequado de plantas invasoras é de grande valia, visando não possuir interferências no crescimento e desenvolvimento do cafeeiro.
Deve-se realizar um manejo de plantas daninhas em lavouras em formação e em lavouras adultas.
Esse manejo deve ser feito antes que as plantas invasoras atinjam o florescimento, principalmente quando jovens, pois seu controle é mais fácil, e a competição pelos nutrientes do cafeeiro será pequena.
O controle pode ser feito através da utilização de herbicidas, controle mecânico ou mesmo manejando plantas de cobertura na entrelinha.
No controle químico, pode se utilizar os herbicidas:
Destacando a importância de se rotacionar os modos de ação, evitando possíveis plantas resistentes, em alguns casos encontra-se plantas com determinada resistência e neste caso pode ser utilizado a aplicação sequencial do herbicida como é o caso do glyphosate.
A utilização de plantas de cobertura na entrelinha, além de atuar no controle de plantas invasoras por competição física, também atuam protegendo o solo contra erosão, ciclam nutrientes e estruturam o solo.
Entretanto, quando não manejadas, elas também podem exercer competição com o cafeeiro, por isso, recomenda-se que a braquiária fique com distancia de pelo menos 1 metro do cafeeiro.
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