O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.
Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.
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Agente causador: Gibberella zeae. A principal forma assexuada do patógeno é Fusarium graminearum
Sintomas: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.
Condições favoráveis: A giberela é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.
Manejo: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.
Agente causador: Pyricularia oryzae
Sintomas: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.
Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de brusone nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.
Condições favoráveis: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.
Manejo: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção.
Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.
Agente causador: Pyrenophora tritici-repentis
Sintomas: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.
A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.
Condições favoráveis: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.
Disseminação: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.
Manejo: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.
Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.
O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de mancha-amarela. Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível.
Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.
Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.
Agente causador: Puccinia triticina
Sintomas: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.
Condições favoráveis: O desenvolvimento da ferrugem da folha ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.
Puccinia triticina sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.
Disseminação: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.
Manejo: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.
Agente causador: Barley yellow dwarf virus – PAV
Sintomas: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).
Disseminação: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, Rhopalosiphum padi, do outono à primavera, e por Sitobion avenae, na primavera.
Manejo: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.
O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.
Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.
Agente causador: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV)
Sintomas: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.
Condições favoráveis: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.
Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.
Disseminação: O vírus é transmitido por Polymyxa graminis, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.
Manejo: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.
Agente causador: Blumeria graminis f. sp. tritici
Sintomas: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.
Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.
Disseminação: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.
A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.
Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.
Manejo: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.
O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.
O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.
Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.
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]]>O post Alimentos volumosos para bovinos de corte: quais são os principais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a alimentação representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento.
A utilização de insumos de qualidade, concentrados e volumosos, é fundamental para o sucesso da atividade. Dessa forma, nutricionistas buscam, a cada dia, dietas mais energéticas, principalmente com a utilização de grãos com o objetivo de adensar a dieta.
Entretanto, alimentos volumosos exercem um papel importante nesse contexto e podem determinar a qualidade de uma dieta.
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O principal objetivo da utilização de alimentos volumosos em uma dieta de confinamento, é fornecer aos animais fibra fisicamente efetiva que irá, resumidamente, estimular a mastigação, ruminação, salivação e a motilidade ruminal, mantendo o rúmen saudável.
Contudo, alguns alimentos volumosos podem fornecer bons níveis de nutrientes, tornando-se alimentos completos e de grande importância para o sistema.
A eficiência na produção e/ou compra de volumosos para o confinamento pode determinar o sucesso da operação, além de custos competitivos, a qualidade do volumoso pode ser o diferencial dentro de um sistema de engorda de animais confinados.
As opções de volumosos são diversas, silagem de milho, bagaço de cana, silagem de capim, capulho de algodão, feno, são algumas das opções. O processo de escolha entre eles deve ser criterioso, levando em consideração fatores como:
A silagem de milho, entre os volumosos, é o mais tradicional alimento utilizado em confinamentos do Brasil. É um volumoso de qualidade ímpar, sendo uma excelente fonte energética, entre outras características.
Alguns pecuaristas adquirem a silagem de milho de outros produtores, no entanto, a produção na própria propriedade, em geral, representa menores custos finais. Todavia, o processo de produção e ensilagem demanda uma série de cuidados que irão impactar na classificação do alimento em um alimento de excelente qualidade.
Dentre os cuidados mais impactantes no processo de plantio, colheita e ensilagem do milho, estão:
Tabela com exemplos dos níveis nutricionais da silagem de milho. Fonte: 3RLab.
Dentre os fatores que podem dificultar a utilização da silagem de milho, estão:
A inclusão na dieta desse alimento volumoso depende dos objetivos de ganho esperado para os animais. A diminuição das porcentagens de silagem de milho na dieta estão ligadas ao aumento dos níveis de energia e ganho esperado. Todavia, recomenda-se que, em situações de manejo ajustado, as dietas tenham um mínimo de 15% de FDN, que poderá ser obtida com a inclusão da silagem de milho.
Portanto, a produção de silagem de milho requer investimentos, mas se apresenta como uma das melhores opções de volumosos para utilização em confinamentos.
Com o aumento da densidade das dietas de terminação, o bagaço de cana de açúcar passou a ser ainda mais utilizado nas dietas por confinadores. O principal motivador da utilização do bagaço, se deve ao grande potencial de efetividade da fibra desse insumo.
O bagaço de cana é um coproduto das indústrias de açúcar e álcool, onde a grande maioria de seus nutrientes é retirada para a obtenção desses produtos. Dessa forma, ele se torna um insumo rico em fibra fisicamente efetiva, mas pobre em nutrientes importantes, como energia e proteína.
Assim, sua inclusão é normalmente realizada com o mínimo necessário para atingir os níveis desejáveis de fibra fisicamente efetiva na dieta.
Bagaço de cana armazenado ao ar livre e sendo amostrado para monitorar o teor de matéria seca. Fonte: imagem cedida gentilmente pelo Dr. Fernando Camilo de seus arquivos pessoais.
Embora de baixo custo por tonelada, a baixa densidade desse volumoso pode encarecer o frete para a propriedade, sendo basicamente utilizado em regiões produtoras de cana de açúcar.
A silagem de capim ganhou grande destaque nos últimos anos. Embora sua utilização seja mais comum em sistemas de recria, durante o sequestro, a utilização desse alimento volumoso em confinamentos pode ser interessante em algumas ocasiões.
Ensilagem do capim sendo feita com milho fubá para aumentar o teor de matéria seca do produto final conservado. Fonte: arquivo pessoal Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
Diferente do bagaço de cana, onde praticamente desconsideramos os níveis nutricionais para formulação da dieta, a silagem de capim pode fornecer níveis interessantes de energia e proteína.
Ao contrário do milho, que é uma forrageira anual, o capim é uma forrageira perene, o que não demanda, necessariamente, o plantio e todos os processos envolvidos a cada safra, podendo inclusive ser utilizado de maneira oportuna em ocasiões onde o capim destinado à pastagem esteja “sobrando”.
No processo de ensilagem de capim, devemos ter atenção quanto ao teor de matéria seca (MS). Dificilmente, o capim atingirá níveis de MS suficientes para uma boa ensilagem, sem que o mesmo esteja “passado”.
Por esse motivo, além da adição de aditivos pode-se fazer necessário no momento da ensilagem a inclusão de algum insumo, como milho ou polpa cítrica, com intuito de aumentar os níveis de MS do material a ser ensilado, melhorando também o perfil nutricional desse volumoso.
A silagem de sorgo é uma alternativa interessante como fonte de volumoso para confinamentos. Todavia, sua utilização requer uma atenção especial no momento da ensilagem: por características anatômicas de seu grão, existe uma dificuldade maior em quebrá-lo no momento da colheita.
O grão do sorgo, rico em amido, provavelmente não será aproveitado pelos animais caso não seja quebrado no momento da colheita. Sendo assim, é quase indispensável a utilização de um cracker na colhedeira e a regulagem desse equipamento deve ser feita de maneira criteriosa e precisa.
Outras fontes de alimentos volumosos podem ser utilizadas para confecção de dietas de animais confinados, em suma o que dita qual será o insumo a ser utilizado, são boas oportunidades de compra, logística e estrutura de armazenamento.
O capulho de algodão, por exemplo, é um coproduto que pode ser utilizado no confinamento. Importante fonte de fibra, pode se tornar uma alternativa sazonal em regiões onde há significativa produção de algodão.
O feno, mais comum em dietas de vacas leiteiras, é um alimento interessante, mas exige maquinário específico para sua confecção, a fenação bem conduzida pode proporcionar fibra de boa qualidade com interessantes níveis nutricionais.
Área em que o capim foi enfardado. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.
A cana in natura, pode ser utilizada em confinamentos, de alta produtividade por hectare, a cana de açúcar pode proporcionar fibra efetiva e bons desempenhos em dietas bem ajustadas.
A utilização de alimento volumoso é fundamental, principalmente pensando em fornecer aos animais confinados uma fibra efetiva de qualidade. Além disso, a inclusão de um volumoso de qualidade pode enriquecer a dieta.
Estar atento às opções de mercado e à capacidade de armazenagem adequada do alimento volumoso é essencial para o sucesso da operação.
E lembre-se: a escolha do volumoso a ser utilizado deve sempre estar relacionada ao objetivo de desempenho zootécnico e econômico do confinamento.
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]]>O post Produtividade do trigo: qual o índice mais importante? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A Abitrigo aponta que a necessidade de consumo brasileiro é de 12,7 milhões de toneladas de trigo, mas produzimos bem menos que isso, portanto, acabamos importando esse grão, geralmente da Argentina.
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A alta no preço das commodities, no entanto, tem incentivado o crescimento da produção.
Segundo a Conab, na safra 21/22 a rentabilidade do triticultor teve um aumento de 10,6%.
A Conab ainda projeta que, para a safra de 2022, a expectativa seja de 9,6 milhões de toneladas de trigo. Outro fator positivo é que estão apostando no “trigo tropical” do cerrado, pois tem potencial quantitativo e qualitativo.
As novas técnicas de manejo permitem gerar sementes adaptadas ao clima. Assim, o ponto focal do sucesso futuro do trigo brasileiro, está na semente!
Aliás, não é segredo para ninguém a importância da semente em qualquer cultivo. Ela é o principal insumo da produção cerealista e pode representar 20% ou mais nos custos totais.
A qualidade da semente reflete diretamente na colheita. A importância da semente está desde o potencial germinativo, até a distribuição correta e uniforme do estande.
Claudio Isamu, que lecionou a disciplina de Ecofisiologia e Manejo das Lavouras visando elevadas produtividades (tópico Manejo da Cultura do Trigo – Pós Graduação em Produção de Grãos do Rehagro), explica que para obter altas produtividades em trigo, é preciso primeiro entender a semente.
E como a semente é o insumo mais importante e de forte impacto no custo de uma produção, o primeiro passo é saber: quantas sementes de trigo você vai precisar em um hectare?
Cláudio diz que já fez essa pergunta para vários profissionais da área, mas as respostas são sempre vagas ou inconsistentes.
“Produtores, consultores, representantes de empresa destinados à cultura trigo: quantos quilos de semente de trigo usamos por hectare? Aí escutamos: 180Kg, 200Kg, até 220Kg de semente. Eu digo a vocês: depende do PMS!”
No vídeo abaixo, com menos de 4 minutos, Cláudio explica detalhadamente e mostra como fazer esse cálculo de PMS para a cultura do trigo. Confira:
Soja e milho também são calculados por meio do PMS. No caso da soja, até a compra da semente leva isso em conta.
É um trabalho demorado, exige paciência e concentração, mas é extremamente necessário para garantir um estande adequado, alta produtividade e redução de custos com esse insumo, uma vez que estará calculado corretamente.
Outro ponto a se levar em conta são as características específicas da variedade e cultivar que você pretende produzir.
Seja triticultor, sojicultor ou demais cereais, a produção depende de muitos fatores, sejam eles climáticos ou de manejo.
Ano após ano a demanda por grãos aumenta, pois muitos são usados no consumo humano in natura, seus derivados como a farinha e também na alimentação animal.
Para produzir muito e alcançar resultados acima da média, é preciso se atualizar no mercado tecnológico, consumidor e cumprir as novas exigências do mercado agrário.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro foi eleito o melhor curso EAD do setor pela revista Exame e isso tem diversas razões. Primeiro, porque é um curso completo. Todos os professores são consultores, ou seja, eles lidam diariamente no campo e sabem as reais necessidades do produtor.
O curso aborda outros fatores de enorme importância para a produção de grãos, como:
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]]>O post Giberela no trigo: como identificar e realizar o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados por suas multifuncionalidades. São muitos subprodutos oriundos deste cereal, porém ele é limitante em condições climáticas.
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O Brasil, por ser um país tropical, não favorece muito o cultivo do trigo que se desenvolve mais plenamente em climas temperados. Isso restringe um pouco seu cultivo em nosso país, que em sua grande maioria se concentra no sul e alguns estados do sudeste.
O clima em si, não atrapalha apenas no desenvolvimento deste cereal, mas na ocorrência de doenças fúngicas e que em sua grande maioria está associada à alta umidade. É o caso da Giberela, conhecida também por fusariose do trigo.
A giberela, cujo agente causal é o fungo Gibberella zeae (Schwein.) Petch (anamorfo Fusarium graminearum Schwabe), é uma das principais doenças em trigo, sendo transmitida em sua grande maioria, pelas sementes contaminadas.
Esta doença se manifesta mais intensamente em regiões com excesso de chuva e temperaturas amenas durante os períodos de floração e maturação dos grãos, podendo ser encontrada de forma generalizada por todo o mundo.
A doença é mais frequentemente encontrada no trigo, mas também pode afetar a cevada, a aveia, o centeio e algumas gramíneas forrageiras.
A giberela é melhor reconhecida pelo branqueamento de flores na ponta. Infecções graves podem causar crestamento precoce ou branqueamento de todo o espinho. Outros sintomas incluem descoloração de bronzeado a marrom.
Normalmente um micélio rosado/laranja está presente na base das flores sob condições úmidas, e grãos que são enrugados, brancos e de aparência calcária. Peritécios (corpos escuros de frutificação) são produzidos dentro do micélio, posteriormente no processo de infecção. Espiguetas descoloridas e doentes são estéreis ou contêm sementes murchas/descoloridas (geralmente com uma tonalidade rosa ou laranja).

A transmissão do patógeno da semente para a plântula, ocorre entre as etapas de disseminação e colonização do seu ciclo de vida. Esse processo implica no transporte que proporciona uma infecção bem-sucedida, dando origem a uma planta doente.
Quanto à quantificação da transmissão, esta pode ser realizada através da detecção dos sintomas nas plantas, partindo do princípio de que o único meio de inoculação foi através da associação do patógeno com a semente.
Patógenos necrotróficos, em sua grande maioria e parte dos biotróficos, utilizam-se da semente como veículo de disseminação, abrigo e sobrevivência.
Dentre os fatores que afetam a transmissão dos patógenos a partir de sementes e, que podem afetar o estabelecimento do patógeno em uma cultura, destacam-se:
Existem ainda duas outras maneiras possíveis de estabelecimento do patógeno no interior das sementes: através do sistema vascular de plantas atacadas e através de órgãos fertilizadores, como grão de pólen contaminado ou infectado.
No caso da contaminação de sementes por patógenos, esta é comumente concretizada pela mistura mecânica do inóculo por ocasião da manipulação de plantas durante a colheita.
Tais fatores podem reduzir ou incrementar significativamente a passagem do patógeno para os órgãos foliares e/ou radiculares da planta hospedeira, refletindo no desenvolvimento da doença na lavoura.
A transmissão de patógenos através das sementes é capaz de propiciar:
Por se tratar de uma associação biológica, as taxas de transmissão planta-semente e semente-plântula são bastante influenciadas pelo ambiente e pelas características inerentes ao patógeno e ao hospedeiro.
A idade da planta, na ocasião da infecção, por exemplo, é um dos fatores que afeta a transmissão. De qualquer forma, essa relação biológica é afetada por fatores físicos, biológicos e por aqueles inerentes ao tipo de germinação das sementes.
Para patógenos habitantes do solo, como é o caso dos fungos pertencentes ao gênero Fusarium, o acesso à superfície dos frutos e sementes é favorecido pelo contato direto dessas estruturas com o solo ou através de respingos de chuva ou de irrigação por aspersão.
A giberela é considerada a doença do plantio direto. A sobrevivência saprofítica do patógeno em diversos hospedeiros, como espécies de plantas cultivadas, nativas e invasoras, assim como a facilidade de dispersão dos ascósporos, transportados a longa distância pelo vento, faz com que a giberela não seja controlada eficientemente pela rotação de culturas.
A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração, associada a períodos de molhamento contínuo, tem levado a danos significativos na cultura do trigo.
O escalonamento na época de semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos, são estratégias de escape que possibilitam que as plantas possam atingir o período de predisposição sob condições climáticas adversas ou menos favoráveis ao patógeno.
No Brasil, ainda não estão disponíveis pela pesquisa cultivares resistentes à doença. Há indicação de cultivares com diferentes níveis de tolerância.
A aplicação de fungicidas específicos na floração é uma estratégia recomendada. A eficácia de controle depende principalmente do fungicida e do momento de aplicação.
A eficácia de controle químico da giberela no campo e o rendimento de grãos de trigo são maiores quando as aplicações de fungicidas específicos são realizadas no início do estádio fenológico de floração.
Tabela 1 – Desempenho de fungicidas aplicados no início da floração sobre o rendimento de grãos, peso de mil grãos e incidência de Fusarium graminearum em grãos de trigo.
O maior rendimento de grãos foi obtido com o fungicida metconazole, diferindo estatisticamente da testemunha, com aumento relativo de 29,6%. Uma única aplicação de todos os fungicidas proporcionou aumento médio no rendimento de grãos em relação à testemunha de 24,3%, variando de 15,7% até 29,6% (Tabela 1).
Em termos gerais, é possível reduzir a incidência dessa doença fúngica por meios práticos. Como ela é uma doença que requer a umidade, é preciso fazer o manejo sanitário em restos culturais, caso opte pelo plantio direto.
O uso de cultivares tolerantes à doença também pode ajudar e, ainda, o manejo gradual de mudança de cultivares no plantio, sendo eles de ciclos distintos, auxilia na tolerância da planta e desfavorece a doença.
Por fim, se optar pelo tratamento químico, fique atento à qualidade do produto e principalmente a época de aplicação, que deve ser no início do florescimento.
Fonte: Brown et al. (2011)

A giberela é a principal doença apontada pelos triticultores, mas há outras como mancha-amarela e ferrugem. Todas elas reduzem significativamente a produção e, caso não sejam controladas, podem permanecer nos restos culturais e serem passadas às próximas culturas, comprometendo sua renda!
Além das doenças, há ainda as pragas e daninhas. Ou seja, é preciso entender de forma específica cada uma delas, se quiser alcançar os resultados que almeja em sua produção.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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O post Giberela no trigo: como identificar e realizar o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Mancha-amarela no trigo: impactos na produção e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O passo primordial, antes mesmo da sua identificação, é ter a segurança no uso de sementes de qualidade.
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Se mesmo assim, doenças como a mancha-amarela surgirem na lavoura, é necessário ficar atento, afinal, os danos são muitos. Quando o assunto é a proteção, conhecer bem a cultivar, saber executar um bom manejo, identificar com precisão as doenças, pode ser a base para trazer sucesso à sua lavoura.
No caso do trigo, que é uma cultura de inverno, boa parte de suas doenças são fúngicas, favorecidas pelo clima e umidade. Portanto, o cuidado precisa ser redobrado.
A ocorrência de doenças da parte aérea na cultura do trigo pode causar reduções significativas na produtividade e na qualidade de grãos.
A magnitude dos danos causados depende da suscetibilidade da cultivar, agressividade do patógeno, estádio de desenvolvimento da cultura no momento da infecção e das condições ambientais de cada ano e local.

Entre as doenças foliares do trigo, a mancha-amarela, causada pelos fungos Drechslera tritici-repentis e Drechslera siccans, aumentou significativamente em importância nos últimos anos, sendo encontrada em mais de 60% de levantamentos efetuados em campo.
As principais fontes de inóculo para a mancha-amarela são as sementes infectadas, os restos culturais e hospedeiros alternativos (azevém).
Os ascósporos e conídios, provenientes das fontes de inóculo, são os responsáveis pelo estabelecimento das lesões iniciais. Posteriormente, a produção de toxinas que causam clorose e necrose resulta no crescimento das lesões e contribui para o aumento da epidemia.
Os sintomas iniciais da doença são pequenas lesões, pontuações escuras, e evoluem para necroses com coloração marrom e halo amarelo, uma característica resultante da produção de toxinas do fungo.
Como componente do processo epidêmico da mancha-amarela, a expansão de lesão deve ser considerada na definição de estratégias de controle para a doença.
Estas lesões são elípticas, podendo atingir 12 mm de comprimento e são circundadas por um halo amarelo. Conidióforos e conídios longos são formados no centro das manchas.
Em áreas com problemas de mancha-amarela, a rotação de culturas não hospedeiras (aveia, nabo forrageiro, canola) por pelo menos um ano, pode ser eficiente para reduzir a quantidade de inóculo no campo, bem como o uso de sementes com boa qualidade sanitária.
Sempre que possível deve-se optar pelo uso de cultivares menos sensíveis à doença.
O tratamento de sementes com fungicidas é outra ferramenta importante, e deve ser realizado sempre que houver presença do patógeno na área ou na semente.
A aplicação foliar de fungicidas para controle da mancha-amarela é indicada após o aparecimento dos primeiros sintomas, quando atingido o limiar de dano econômico.
A maioria dos fungicidas foliares utilizados para o controle de mancha-amarela possuem os grupos químicos triazol ou estrobilurina, ou a mistura de ambos.
Os fungicidas utilizados são:
Fonte: Deuner (2013)
A melhor eficiência de controle foi constatada para o tratamento com a primeira aplicação de trifloxistrobina + protioconazol com adição do propiconazol e as duas subsequentes de trifloxistrobina + protioconazol, com eficiência de 72%.
Os maiores rendimentos foram observados nos tratamentos: três aplicações da mistura piraclostrobina + epoxiconazol (5.034,1 kg/ha); mesma mistura com adição de propiconazol na primeira aplicação (5.072,5 kg/ha); aplicações de trifloxistrobina + protioconazol, com propiconazol adicionado na primeira aplicação (4955,0 kg/ha).
As manchas foliares são melhores controladas pelos triazóis, respondendo positivamente à adição de mais triazol à mistura (triazol + estrobilurina).
Esse procedimento é fundamental em cenários favoráveis às manchas foliares, como cultivares suscetíveis, monocultura de trigo e condições ambientais favoráveis.
Segundo a indicação técnica da pesquisa do trigo, considera-se um bom controle, quando o fungicida apresenta eficiência superior a 70%, e controle regular quando a eficiência fica entre 50% e 70%.
O processo de melhoramento, por meio de seleção natural, ocorre a cada ano, a cada ciclo e novo cultivar. Isso significa que patógenos também evoluem com as plantas, o que torna seu controle cada vez mais difícil.
É necessário um planejamento desde a escolha da cultivar e testes de pureza, pois como você viu neste artigo, o inóculo da mancha-amarela vem principalmente de sementes infectadas com plantas hospedeiras.
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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A escala mais recomendada para a descrição dos estádios fenológicos de desenvolvimento do trigo é a de Zadoks, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas.
A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que o primeiro corresponde ao estádio principal de desenvolvimento, iniciando com a fase de germinação (estádio 0) e finalizando com a fase de maturidade fisiológica dos grãos (estádio 9), e o segundo formado pela subdivisão do estádio principal.
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Durante o ciclo de cultivo do trigo, ocorrem duas mudanças na morfologia externa das plantas:
A descrição dos diferentes estados externos e internos através dos quais a colheita de trigo pode ser feita através do uso de diferentes escalas, permitindo uma referência precisa dos diferentes estágios ou estados de desenvolvimento pelo qual a colheita passa.
A escala de Zadoks é a mais utilizada no cultivo de trigo e apenas descreve estados morfológicos externos de cultivo, que envolve algum desenvolvimento e outros processos de crescimento.
Esses estados devem ter levados em consideração ao analisar os estados e processos de desenvolvimento e os fatores que os regulam e modificam. A escala de Zadoks possui 10 fases numeradas de 0 a 9 que descrevem o cultivo.
Estádio fenológico do trigo e componentes de produção.



Tabela representando a escala decimal de desenvolvimento do trigo segundo Zadoks et al. (1974).

A escala de Zadoks nos permite, por meio de uma apreciação da morfologia exterior da cultura, tenha uma ideia do estado de desenvolvimento que acontece.
Essa escala é inestimável como uma ferramenta para unificar critérios e falar todo o mesmo idioma ao tomar uma decisão agronômica; Ex.: aplicação de fertilizantes, herbicidas, inseticidas, tratamento com fungicidas.
Para aplicar esta ferramenta corretamente no nível do lote, uma amostragem representativa deve ser realizada. Devem ser observadas plantas individuais e, a partir disso, será considerado que a colheita atingiu um certo estado quando o mesmo se manifestou em 50% das plantas observadas.
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]]>O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.
Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.
A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.
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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.
A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.
Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.
Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Onde:
Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.
Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.
Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.
Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.
O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.
A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.
A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.
Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.
Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.
Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.
Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:
A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.
Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.
Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.
Check list antes de iniciar a semeadura
Levantamento de plantas
Fertilizantes
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]]>O post NDVI: aplicações do índice de vegetação na adubação nitrogenada apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>São diversas as aplicações para o uso de mapas de NDVI como:
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O NDVI é dado pela relação:

onde:
O manejo da adubação nitrogenada é um dos fatores que promovem a variabilidade no potencial de produção, pela adubação realizada em taxa fixa, ignorando a variabilidade espacial existente nas lavouras. Sendo assim, a aplicação de uma dose fixa de nitrogênio em área total, pode resultar em aplicações desnecessárias, podendo possibilitar a contaminação do ambiente e reduzir a eficiência agronômica.
Atualmente as doses de recomendação de nitrogênio baseia-se no teor de matéria orgânica do solo, na expectativa de produção e no sistema de rotação de culturas adotados anteriormente. Entretanto em muitas situações, a aplicação de nitrogênio em cobertura apresenta baixa eficiência, em função do desconhecimento da demanda real das culturas no momento de aplicação.
O sensoriamento remoto, através do emprego de sensores proximais de vegetação, possibilita a leitura dos índices de vegetação, teor de clorofila nas folhas e da quantidade de biomassa vegetal da parte aérea. Os sensores proximais variam em função da quantidade de bandas utilizadas e do índice de vegetação utilizado pelo equipamento.
Para avaliação do NDVI visando a adubação nitrogenada na cultura do trigo pode ser avaliado no estádio de seis folhas totalmente expandidas. Maiores valores de NDVI devido ao maior acúmulo de biomassa deve-se à maior disponibilidade de nitrogênio, resultando em aumento no teor de clorofila nas folhas.
Quanto maior o acúmulo de biomassa fotossinteticamente ativa, maior a reflectância da radiação vermelha, resultando em um aumento no NDVI. O NDVI é mais uma ferramenta para diferenciar condições diferentes no cultivo de trigo no estádio de seis folhas totalmente expandidas, proporcionado pela variação na disponibilidade de nitrogênio na emergência das plantas.
Incrementos na concentração de nitrogênio promove alterações no espectro de reflectância que podem ser detectadas pelos sensores remotos. Folhas com baixa acumulação de nitrogênio, e consequentemente baixo conteúdo de clorofila contém alta reflectância na região do visível no espectro eletromagnético (400 a 700 nm) e baixa reflectância na região do infra vermelho, causando decréscimo no NDVI. Incrementos na quantidade de nitrogênio acumulado promove aumento no conteúdo de clorofila, e consequentemente maior absorção e menor reflectância no espectro do vermelho.
Na Figura 1, podemos observar o ajuste da regressão para as cultivares de trigo Quartzo e TBIO Sintonia. As doses de nitrogênio em cobertura com máxima eficiência técnica no estádio de seis folhas expandidas aplicadas na emergência das plantas, sendo correlacionadas com o valor de NDVI avaliado no momento da aplicação em cobertura. Valores mais baixos de NDVI correspondem a maiores doses de nitrogênio. Em contrapartida, quanto maior o NDVI no momento da cobertura com nitrogênio, indica maior acúmulo de nitrogênio nas brotações, menor resposta à aplicação de nitrogênio em cobertura e menor dose de nitrogênio a ser aplicada.
Para avaliação do NDVI na cultura do milho, foram geradas classes de alta, média e baixa produtividade, tendo como base a produtividade média de grãos de milho, a qual assume o valor de 100%. Assim as classes de potencial produtivo são geradas da seguinte forma: “baixa” (<90%), “média” (90 a 110%) e “alta” (>110%) (Figura 2).
Na figura 1, são apresentados os limites críticos de NDVI, determinados com base nas relações apresentadas na Figura 2. Com a utilização desse índice e de sensor de vegetação para estimativa das classes de potencial produtivo da cultura ao longo do ciclo de desenvolvimento, a expectativa de rendimento de grãos pode ser ajustada em cada estádio fenológico, o que confere melhor manejo nutricional quando comparado a aplicação em taxa fixa.
Os limites críticos de NDVI, que correspondem a diferentes classes de potencial produtivo do milho, podem ser empregados de maneira rápida e eficiente em um algoritmo de adubação nitrogenada em tempo real, através do potencial produtivo estimado pelo NDVI.
Como apresentado no decorrer do texto o índice de vegetação NDVI pode ser mais uma ferramenta utilizada pelo agricultor para realizar adubações nitrogenadas. A medida que as máquinas evoluem os sensores serão embutidos em equipamentos de aplicação de fertilizantes, possibilitando uma melhor aferição do potencial produtivo das culturas e possibilitar que o produtor realiza adubação nitrogenada de acordo com a necessidade das culturas.

Figura 1. Resposta em produtividade para aplicação de nitrogênio em cobertura para as cultivares Quartzo (A) e TBIO Sintonia (B) e relação entre nitrogênio e dose de máxima eficiência técnica e NDVI no estádio de seis folhas completamente expandidas. Fonte: Vian et al. (2018b)

Figura 2. Estimativa de classes de potencial produtivo da cultura do milho em função do NDVI. Fonte: Vian et al. (2018a)

Figura 3. Limites críticos de NDVI para definição de classes de potencial produtivo da cultura do milho em diferentes estádios fenológicos de desenvolvimento. Fonte: Vian et al. (2018a)

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]]>O post Ferrugem no trigo: prevenção e manejo do fungo causador apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume de produção, o que acaba não atendendo ao consumo interno, nisso, cresce a demanda por importações do cereal.
Nosso clima tropical, por vezes, cria uma atmosfera desfavorável, como alta umidade ou chuvas em época de colheitas e muitos grãos acabam germinando mesmo na espiga! Essas condições climáticas, podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, como a ferrugem, que trataremos neste artigo.
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Considerada uma cultura de inverno, o trigo é atualmente cultivado nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná (porque juntos detêm cerca de 90% da produção total), Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. São poucos os Estados produtores, porque a cultura exige condições bem específicas, como temperaturas amenas, o que não é facilmente observado no país.
Assim, conduzir eficientemente o manejo nas lavouras é fundamental para a obtenção de uma produção que seja representativa a ponto de suprir as demandas internas do mercado. Com isso, é possível manter bons preços não apenas nos grãos, mas também nos produtos alimentícios à base de trigo.
O manejo adequado da lavoura é um dos métodos mais eficientes para a melhora na qualidade do grão e, consequentemente, maior produtividade.
Um dos principais pontos a se trabalhar é o bom manejo fitossanitário, controlando de forma correta e sustentável as plantas daninhas, pragas e doenças. Afinal, há várias doenças, principalmente as fúngicas que são favorecidas pelo nosso clima e algumas podem até causar micotoxinas no trigo.
Nesse sentido, este artigo tem como objetivo auxiliar na correta identificação de uma das principais doenças, que afeta a cultura do trigo, além de apontar condições climáticas favoráveis para o seu desenvolvimento e formas de controle.
Uma das principais doenças capazes de causar grandes prejuízos aos triticultores em praticamente todas as regiões produtoras, é a ferrugem da folha do trigo, causada pelo fungo (Puccinia triticina).
Esta doença pode ser observada em todos os estádios de desenvolvimento da cultura, desde a emergência até a maturação, e as perdas em rendimentos de grãos podem chegar a 63%, dependendo das condições climáticas, severidade, suscetibilidade do cultivar e virulência da raça do patógeno.
A dispersão dos esporos deste fungo é favorecida pelo vento, e a ocorrência da doença por condições de temperatura, as quais podem variar entre 15 e 20 °C, e elevada umidade relativa do ar.
Sobre diferentes temperaturas e período de molhamento foliar, o período de infecção deste patógeno pode mudar. Relata-se que, para condições de temperatura de 10ºC, o período de molhamento foliar deve ser de 10 a 12 horas contínuas, porém, quando a 20ºC, o período cai para 3 horas contínuas.
É possível perceber que existe uma grande dependência entre esses dois fatores para que a doença ocorra na lavoura. Portanto, o produtor deve ficar em alerta para essas condições, monitorando diariamente a previsão do tempo para garantir um controle efetivo nas áreas.
A ferrugem é caracterizada pelo aparecimento de pústulas de formato ovalado, com esporos de coloração variando de amarelo-escuro a marrom-avermelhado, encontradas sobre a superfície foliar.
Na imagem a seguir, é possível observar essas pústulas ovaladas na folha, na cor característica de ferrugem, como citado no parágrafo anterior.
Fonte: EMBRAPA
O fungo Puccinia é considerado biotrófico, ou seja, significa que ele apenas sobrevive parasitando algum hospedeiro vivo, principalmente tigueras de trigo presentes na lavoura.
Devido à sua sobrevivência, as folhas de trigo não são levadas à senescência, portanto. Assim, com o aumento de sua incidência sobre o tecido vegetal, a fotossíntese é afetada e consequentemente, a produtividade também.
Como essa doença afeta bem a cultura do trigo, é necessário proceder a uma avaliação da lavoura e isso ocorre por meio de amostragens das folhas. É preciso definir uma quantidade representativa de toda a área e isso vai de caso a caso.
De acordo com a literatura, se for obtido 10-15% de incidência (presença) do fungo, pode-se optar em fazer o controle químico.
Outra forma de monitorar esta doença é através do uso da escala diagramática, criada para auxiliar na avaliação da incidência e severidade do patógeno e na eficiência de controle utilizado.
Fonte: ALVES et al., (2015)
A imagem acima mostra, de forma esquematizada, a escala de severidade da doença na folha, indo de 0,1% a 95%, que é o grau máximo de severidade desse fungo na cultura.
Para se obter um manejo eficiente da ferrugem da folha do trigo deve-se integrar os seguintes pontos:
Agora você sabe bem a importância de avaliar a severidade da ferrugem da folha no trigo, e seu grande impacto sobre a produtividade.
Apesar da ferrugem ocasionar perdas significativas nessa cultura, sua principal doença é a Giberella zeae, encontrada em 60% dos levantamentos em campo e que, se não controlada, permanece nos restos culturais e pode comprometer a próxima safra! Então, fique atento!
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]]>O post Trigo no Brasil: origem e histórico do cultivo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O trigo (Triticum sp.) é uma cultura de grande importância econômica e alimentícia, pois faz parte da dieta de praticamente toda a população mundial.
Hoje, boa parte do trigo é plantado em sistema de plantio direto, também com rotações de cultura. No entanto, historicamente o cultivo e a origem do trigo estão diretamente relacionados com a história e evolução da humanidade, o que demorou em partes sua domesticação.
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Ao contrário da origem do milho, que veio das Américas, alguns pesquisadores acreditam que o trigo originou de gramíneas silvestres, desenvolvidas às margens dos rios Eufrates e Tigre, na Ásia, entre 10.000 a 15.000 a.C.
Os primeiros relatos do registro de trigo domesticado (trigo-einkorn e trigo-amidoreiro) datam de 9.500 a.C. Percebe-se, então, a relação entre a evolução da humanidade e o cultivo dessa gramínea.

Os produtos derivados do trigo são variados e sua importância principal é pela qualidade e quantidade de proteínas.
Relatos apontam que o primeiro pão foi feito ainda na Idade da Pedra, por habitantes de um lago suíço, há mais de 8.000 anos. Já o pão à partir de uma massa fermentada, é atribuído aos egípcios há 5.000 anos.
Apesar do uso do trigo, e seus derivados, ser antigo, o cultivo deste cereal nas Américas ocorreu na era d.C. No Brasil ele foi introduzido por volta de 1534, no período colonial na Capitania Hereditária de São Vicente, que atualmente é o Estado de São Paulo.
Esta primeira iniciativa de cultivo teve pouco sucesso devido às condições climáticas, mas quando o cultivo migrou para o Sul do país, com clima e solo em condições favoráveis ao desenvolvimento da cultura, tiveram colheitas mais satisfatórias.
O cultivo de trigo no Brasil tem um histórico de altos e baixos devido a fatores fitossanitários e políticos. No século 18, o trigo quase desapareceu do país, pelo surgimento da ferrugem da folha, doença cujas perdas podem chegar a 60%.
Ao final do século 19, com a chegada dos alemães e italianos, o cultivo desse cereal foi mantido no Rio Grande do Sul, impulsionando sua produção.
No início do século 20, houve outra grande queda de produção de trigo no Brasil. Dessa vez, a enfermidade estava nas sementes importadas. Com isso o Ministério da Agricultura incentivou o plantio deste cereal, criando em 1919 duas estações de pesquisa: uma no Paraná e outra no Rio Grande do Sul, para auxiliar os triticultores.
O governo incentivou a triticultura no país, mas também desestimulou por causa de fraudes no setor e fechou acordos de compra de trigo americano. Com isso, a triticultura brasileira ficou em segundo plano, desvalorizando.
Após a Segunda Guerra Mundial, o governo passou a valorizar mais a produção com a chegada de maquinários próprios para esta cultura, no RS em 1960, se consolidando no país.
Entre a década de 1960 e 1970 o governo brasileiro criou políticas de incentivos à produção do cereal, baseada em preços de garantia, crédito agrícola a juros menores, seguro e criação de infraestrutura de suporte, que permitiu aumento de áreas plantadas, de produção e tornando o país praticamente autossuficiente.
Em 1974, com a criação da Embrapa Trigo, desenvolveram-se cultivares adaptadas ao clima da região, o que possibilitou maior êxito nas lavouras.
O crescimento da área cultivada e produção de trigo no Brasil eram notáveis, mas na década de 1980 houve uma forte crise econômica, aumentando a inflação e algumas políticas de negociação do trigo foram repensadas, a principal foi que o preço do trigo seria determinado em relação ao mercado externo, provocando queda no preço de venda do cereal. Assim, na década de 1990, parte dos agricultores substituíram o trigo por outras culturas.
Já no final da década de 90, o cenário tritícola voltou a ser estimulado, devido à crescente desvalorização da moeda brasileira, redução dos estoques de trigo mundial e aumento dos preços no mercado internacional. Com isso, no início dos anos 2000, firmaram novos acordos políticos com o governo, possibilitando incorporar novas áreas e expandir para outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo.
Então, agora você já conhece a origem e importância do trigo para o país e para o mundo. A produção, muitas vezes, é o foco do produtor, mas você sabia que o armazenamento correto desse grão é fundamental? Se mal armazenado, pode gerar fungos e causar micotoxinas no trigo.
Além disso, durante toda a produção, controlar plantas daninhas e pragas como o percevejo, é de suma importância para qualquer cultura, especialmente os cereais.
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]]>O post Micotoxinas no trigo: saiba como evitar a contaminação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Lidar com lavouras e obter renda por meio dela, vai muito além de semear e colher. Entre dispor as sementes no solo e colher os grãos, há pormenores que farão a lavoura ter fartura e lucro, ou prejuízo. Aliás, na ‘borda’ desses dois extremos (semeadura e colheita), ainda há:
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E, mesmo tendo tudo isso planejado e executado bem, há ainda as precauções que devem ser tomadas na pós-colheita, que é o caso de armazenamento, ensacamento, distribuição e comercialização. Grãos são organismos que transpiram e, como tal, precisam de uma umidade, por exemplo, que não o faça germinar ou ainda que seja propício aos fungos.
Tudo isso se reflete na qualidade do produto, que no caso do trigo, pode ainda passar aos subprodutos.
Então, neste artigo abordaremos um dos assuntos mais importantes quando se pensa em segurança alimentar, que é a presença de micotoxinas, especialmente em trigo armazenado.
A cada ano a população mundial cresce e com isso, a busca por aumento de produção de alimentos também. Diante disso, a cadeia produtiva, principalmente a primária, deve se movimentar para que possa disponibilizar a maior quantidade de produtos possíveis. No entanto, não é só produzir incessantemente, pois, nada adianta se estes produtos não apresentarem qualidade e segurança alimentar.
As micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas a partir do crescimento de fungos. Seu desenvolvimento ocorre em função de condições de temperatura e umidade quando propícias.
O surgimento pode ter início na produção dos grãos, ainda na lavoura, ou no processo de armazenamento, e os efeitos de sua presença são: perda de rendimento e produção de micotoxinas.
Essas micotoxinas, podem causar alterações não desejadas, como:
Durante o cultivo do trigo, a presença do fungo causador da doença Giberela (Fusarium) é o grande responsável pela produção de micotoxinas. Enquanto no armazenamento, os fungos Aspergillus e Penicillium são os responsáveis.
Estes fungos são considerados toxigênicos, portanto, é preciso se atentar à presença deles de modo a garantir qualidade e segurança alimentar aos produtos finais.
A presença destas micotoxinas em alimentos deve ser levada realmente a sério, pois, quando ingeridas, em quantidades suficientes, podem causar sintomas e afetar diversos órgãos, inclusive vitais, como:
Os sintomas variam de náuseas à falta de coordenação dos movimentos, podendo levar o indivíduo à morte.
Os produtos infectados podem, ainda, afetar de forma direta e indireta:
É relatado que a forma mais frequente de contaminação por micotoxinas é direta, onde se utiliza na alimentação, cereais, sementes oleaginosas e produtos derivados, os quais foram contaminados no processo pré e pós colheita.
De acordo com dado da FAO, cerca de 25% dos alimentos no mundo estão contaminados com micotoxinas e, confirmando ainda mais a importância desse artigo, os principais são:
Mesmo em lavouras tecnificadas, com adoção de agricultura de precisão, esses tipos de fungos podem aparecer ainda na lavoura, por isso requer mais atenção.
Devido aos efeitos negativos destas toxinas à saúde humana e animal, bem como no quesito econômico, foi estabelecido uma legislação específica que determina um valor de nível máximo de presença destas substâncias nos produtos alimentícios, que é denominada de LMT (Limites Máximos de Tolerância), criada pela ANVISA.
Atualmente são quatro micotoxinas que acometem os produtos à base de trigo:
De acordo com a legislação, até este ano de 2019, o limite máximo de tolerância deve ser reduzido em alguns produtos para algumas micotoxinas, fique por dentro:

A micotoxina Desoxinivalenol (DON) é a principal toxina que afeta a cultura do trigo e sua ocorrência está associada às espécies de fungos do complexo Fusarium graminearum, encontrado geralmente em cereais e responsável pela doença Giberela.
As condições climáticas de umidade elevada e temperaturas amenas, que já favorecem o surgimento de fungos, como a ferrugem em trigo, também favorecem a presença de DON durante o cultivo do grão.
Assim como a DON, a micotoxina ZEA também é produzido por fungos do gênero Fusarium, em especial F. graminearum e F. culmorum, as quais ocorrem ainda com a cultura no campo e sob condições de boa precipitação pluviométrica e temperaturas amenas.
A micotoxina OCRA é produzida pelos fungos Aspergillus carbonarius, A. ochraceus, A. selerotiorum e A. sulphureus, e sua ocorrência se dá em fase de pós-colheita, principalmente quando o produto conservado estiver com umidade acima de 13%.
Assim como a OCRA, a micotoxina AFLA é também produzida por fungos do gênero Aspergillus, sendo eles: Aspergillus flavus, A. parasiticus e A. nomius. Sua ocorrência também se dá em fase pós-colheita.
Fique atento! Como você pôde ver nesse artigo, os cuidados com a segurança alimentar, evitando o desenvolvimento de fungos e a produção de micotoxinas vão desde a lavoura, na armazenagem, mas também nos derivados, para não comprometer a saúde animal e humana.
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]]>O post Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a biologia do patógeno envolvido. Com essas informações em mãos é possível tomar as melhores decisões para a proteção da lavoura.
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Com quais doenças você já se deparou na cultura do trigo? Em qual fase de desenvolvimento da lavoura?
De todas as enfermidades do trigo, a brusone, chamada de branqueamento da espiga, é provavelmente a responsável pelos maiores prejuízos.
Causada pelo fungo Pyricularia grisea seus danos aparecem durante o espigamento da cultura. Quando sua infestação é alta e a eficiência de controle é baixa, as perdas podem chegar a 50% no rendimento de grãos.

Para conhecer melhor essa doença, fique atento aos 4 pontos mais importantes sobre a brusone que trataremos a seguir.
A ocorrência da doença é favorecida em condições de elevada precipitação pluvial, dias nublados e temperaturas variando entre 24 – 28°C. Locais onde o período de orvalho é longo, cerca de 15 horas, criam condições favoráveis à disseminação do patógeno, além de um período de 10-14 horas de molhamento sobre as espigas.
Os maiores danos com essa doença ocorrem quando as condições descritas coincidem com o período de desenvolvimento da lavoura, que vai do emborrachamento até o grão leitoso.
Uma das maneiras de gerenciar o risco da brusone é conhecer as características climáticas do local de cultivo, a época de florescimento da cultivar plantada e integrar essas informações à época de plantio da lavoura.
A brusone pode sobreviver em sementes infectadas, hospedeiros secundários ou em restos culturais, este último pode ser considerada a principal fonte de inóculo do patógeno.
Seus esporos são pequenos e leves, facilmente dispersos pelo vento e podendo atingir áreas muito distantes da fonte de origem, parecido com o que ocorre com as ferrugens.
As plantas que podem ser hospedeiras alternativas da brusone são: milho, milheto, arroz, cevada, azevém e algumas gramíneas nativas. Desta forma é importante observar a presença de plantas invasoras que podem hospedar o patógeno, bem como sucessão com plantas hospedeiras em áreas de ocorrência de brusone.
Os principais sintomas podem ser observados na espiga devido à sua descoloração, ela pode se tornar branca principalmente na sua metade superior (acima do ponto de infecção).
O principal ponto de infecção dessa doença na espiga é a ráquis, a qual uma vez infecta apresenta lesões escuro-brilhantes.
No campo é fácil identificar o patógeno, pois a espiga fica com uma coloração dupla, branco-palha acima da infecção e verde abaixo.
Em uma observação atenta da lavoura também possível identificar ocorrência de brusone nas folhas do trigo, causando lesões elípticas com margem de coloração marrom escuro e centro acinzentado. Os grãos nas espigas atacadas pela doença são menores e enrugados, isso ocorre devido à interrupção no fluxo de nutrientes a partir do ponto de infecção na ráquis.
Escala diagramática de brusone no trigo. / Fonte: EMBRAPA Trigo, Maciel (2015)
Folha de trigo com sintoma de brusone. / Fonte: EMBRAPA
O controle da brusone é bastante difícil, o manejo mais eficiente deve integrar:
Um dos entraves no controle químico é a dificuldade de atingir o alvo da aplicação por conta das características das espiguetas de trigo, o que pode resultar em índices de controle não satisfatórios.
Para melhorar o manejo da brusone é necessário ficar atento às condições climáticas durante a fase reprodutiva da cultura, iniciar a aplicação de fungicida no final do emborrachamento e repetir a pulverização no florescimento (cerca de 15 dias após a aplicação anterior). Nesse caso uso de adjuvantes específicos contribui para aumentar a eficiência da aplicação.
Diferença duas cultivares de trigo em relação à susceptibilidade a doenças.
A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.
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