O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.
Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.
Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.
O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post 4 principais doenças que acometem os bezerros apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.
Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Dentre as doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.
Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.
Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.
A diarreia consiste em uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.
Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.
Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.
Todavia, há aquelas diarreias de origem não infecciosa, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.
O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.
As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de sucedâneos de baixa digestibilidade.
Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.
Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.
Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:
Agentes comuns em bezerras como a Escherichia coli e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como Cryptosporidium spp. acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.
Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
Dinâmica da excreção de oocistos de Cryptosporidium spp. (Fonte: Leite, 2014.)
O processo de cura de umbigo representa um dos primeiros cuidados que se deve realizar com as bezerras logo após o nascimento, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microorganismos.
Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, a pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.
Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.
Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:
Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.
O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.
Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.

Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.
Sinais clássicos de problemas respiratórios em bezerras leiteiras envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).
Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, a pneumonia é a mais comum. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.
Além de uma boa colostragem, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.
Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.
O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
A tristeza parasitária bovina baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.
A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de dois agentes etiológicos intra-eritrocitários, sendo a bactéria Anaplasma marginale e o protozoário Babesia, com as espécies B. bigemina e B. bovis. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).
O agente Anaplasma marginale ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a Babesia sp. pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.
Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.
Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.
Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)
Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB
Essas são algumas das principais doenças que podem acometer as bezerras leiteiras e, por isso, merecem a atenção do produtor.
Ressaltando, juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

O post 4 principais doenças que acometem os bezerros apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Soro para bezerros: como auxiliar no tratamento da desidratação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios.
No caso da diarreia, a desidratação é ainda mais grave, pois à redução de consumo, soma-se grande perda de líquido nas fezes. A tabela a seguir mostra a perda de água e nutrientes nas fezes de bezerros com diarreia.
Excreção diária de constituintes fecais de bezerros sadios ou com diarreia (Adaptado de Wattiaux, 2000; Criação de novilhas)
Na maioria das vezes, a morte de bezerros com diarreia não é devido à infecção, mas à desidratação. A partir desta observação, o soro oral torna-se fundamental. Ele irá fornecer não apenas o líquido, mas também diversos minerais e energia para que o animal possa se recuperar.
Podem ser utilizadas formulações feitas na fazenda, como mostra o quadro abaixo, ou formulações comerciais.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Fórmula para preparação de 4 litros de soro para bezerros. Fonte: Antônio Ultimo de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho – EV/UFMG
Bezerros desidratados apresentam diversas alterações metabólicas que precisam ser corrigidas para uma melhor recuperação. Assim, cada um dos ingredientes da formulação tem sua importância e todos devem ser fornecidos na quantidade indicada.
A formulação apresentada deve ser misturada à água somente no momento do fornecimento.
Para facilitar o manejo, principalmente em rebanhos menores, uma dica é colocar em saquinhos plásticos a quantidade de cada ingrediente a ser utilizado por bezerro. Em um pacotinho coloca-se o bicarbonato de sódio, o cloreto de potássio e o sal comum. Em outro, a glicose de milho. Assim, no momento de fornecer o soro aos bezerros, é só misturar o conteúdo dos dois saquinhos plásticos a 4 litros de água.
É importante separar a glicose de milho, pois quando misturada ao outros ingredientes antes de ser colocada na água, a glicose “empedra” e fica difícil dissolvê-la na água.
O soro oral deve ser fornecido em um volume mínimo de 4 litros por bezerro por dia, desde o primeiro dia em que a doença for observada até que o animal esteja curado. Essa quantidade é a mínima necessária para uma bezerra de 50 kg com 8% de desidratação. O volume de soro a ser fornecido deve levar em conta a soma entre:
Sinais clínicos em função do grau de desidratação
A avaliação da hidratação é muito simples e pode ser feita analisando, entre outras coisas, as alterações:

Além de o soro oral ser fundamental no tratamento de bezerros com diarreia, é também uma ferramenta muito importante no tratamento de doenças como pneumonia e tristeza parasitária, ou em qualquer caso de desidratação.
Outro ponto importante é que o soro oral deve ser fornecido no mínimo 30 minutos após o fornecimento de leite. O bicarbonato de sódio, presente na formulação, pode interferir na digestão do leite se o fornecimento de leite e soro for feito em curto intervalo de tempo. Por isso, é muito importante que este intervalo entre o fornecimento de leite e soro seja respeitado.
No caso da pneumonia, o soro ajuda muito na recuperação do bezerro por fluidificar secreções e assim melhorar sua excreção e limpar as vias aéreas. Além disso, fornece alguns nutrientes, o que é importante visto que normalmente estes animais têm consumo reduzido de leite e ração.
Na tristeza parasitária, a ingestão de soro, combatendo a desidratação, ajuda a evitar uma redução muito grande do volume de sangue da bezerra, reduzindo as conseqüências da anemia. Essas bezerras ficam ofegantes para compensar a anemia, o que gera acidose, que pode ser corrigida com o uso do soro.
Os bezerros normalmente aceitam muito bem o soro oral. O soro pode ser colocado na vasilha de água para que a bezerra beba ou pode ser fornecido com mamadeira. Pode ser utilizada também sonda esofágica ou, nos casos graves de desidratação (acima de 8%), a terapia endovenosa. Essas últimas devem ser realizadas por pessoas treinadas.

O fornecimento de soro oral como terapia auxiliar no tratamento de bezerras é uma alternativa barata e que apresenta ótimos resultados. Manter os animais bem hidratados é fundamental para que haja uma boa recuperação, independente da doença.
O soro para bezerros, além de hidratar, estimula o apetite, ajudando ainda mais na recuperação. O uso do soro oral é prático e fácil, e por isso deve ser uma ferramenta sempre disponível nas fazendas como auxiliar ao tratamento de todas as doenças.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
As aulas são online, 100% aplicáveis à sua realidade e você pode assistir de qualquer lugar do Brasil!
O post Soro para bezerros: como auxiliar no tratamento da desidratação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Tristeza parasitária bovina: qual a melhor forma de atuar contra essa doença? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dentre elas estão a anaplasmose e a babesiose, sendo estas doenças ocasionadas pelas riquétsias e por protozoários, respectivamente.
No Brasil, Anaplasma marginale, Babesia bovis e Babesia bigemina são os principais patógenos envolvidos no complexo da TPB. Os prejuízos ocasionados pela tristeza parasitária bovina são altamente significativos, principalmente nas regiões endêmicas de sua ocorrência.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de fômites contaminados (agulha, bisturi etc.).
O agente Anaplasma marginale ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a Babesia sp. pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.
O carrapato representa um importante vetor da doença, principalmente da babesiose. As fêmeas do carrapato fixadas na epiderme dos bovinos se ingurgitam de sangue, ingerindo com ele o parasito.
Após completar o ciclo de vida parasitária, o carrapato abandona o hospedeiro e inicia a ovoposição no solo das pastagens, transmitindo à sua descendência os parasitos com os quais se infectou. A reconhecida transmissão efetiva de B. bovis se dará, portanto, pelas formas larvares do carrapato originada de teleóginas infectadas, e a B. bigemina, por ter um ciclo mais longo, será transmitida a partir do estágio de ninfa, até parte do estágio adulto do carrapato.
Vale ressaltar que o clima tropical/subtropical do Brasil é favorável à disseminação dos principais vetores do complexo da tristeza parasitária bovina.
A tristeza parasitária bovina pode ocorrer em qualquer fase da vida dos animais. No entanto, dados de campo do Rehagro envolvendo 15.940 casos clínicos demonstram que o período crítico para ocorrência da tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras se encontra entre 100 e 170 dias (3 a 6 meses de vida, aproximadamente).
Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade. Fonte: Rehagro Consultoria
Em regiões onde há flutuações periódicas na população de vetores devido às condições climáticas juntamente a estratégias inadequadas de controle contra ectoparasitas, os animais infectados tendem a apresentar mais casos com sintomatologia clínica aguda. Essa situação de desequilíbrio vetorial é chamada de instabilidade enzoótica.
A outra situação ocorre nas áreas endêmicas, onde a população de vetores está presente durante o ano todo. Nestas regiões, os animais apresentam maior resistência à infecção, pois desenvolvem certa imunidade nos primeiros meses de vida ao serem infectados quando ainda estão protegidos pelos anticorpos colostrais. Esta situação caracteriza áreas de estabilidade enzoótica, onde não são esperados surtos, nem altas taxas de mortalidade pela doença.
Outros fatores são predisponentes para o desenvolvimento do complexo da tristeza parasitária bovina, como falhas na transmissão da imunidade passiva (TIP), ocorrência de doenças concomitantes, instalações em condições sanitárias precárias, alta densidade animal, lotes sem divisão por faixa etária, nutrição inadequada, etc.
Todos estes fatores (isolados ou associados) reduzem as defesas imunológicas e aumentam os riscos dos animais contraírem a TPB, podendo até mesmo aumentaram a gravidade da doença.
A patogenia da Babesia nos bovinos está ligada à espécie (sendo B. bovis mais patogênica que a B. bigemina), cepa, taxa de inoculação, idade do animal, fatores de estresse. A babesiose tem um período de incubação de sete a vinte dias.
Quando um animal se torna infectado, ocorre uma multiplicação dos protozoários nas hemácias, levando-as à destruição por meio da lise celular. Desta forma, ocorre o desenvolvimento de hemólise grave levando a sinais clinicamente detectáveis.
Os mecanismos da patogenia da A. marginale provocam alterações na membrana celular das hemácias parasitadas. Essas alterações induzem à produção de anticorpos contra estas células e também contra as hemácias não parasitadas, que são retiradas da corrente sanguínea pelas células do sistema de defesa do animal, chamado sistema monocítico-fagocitário (SMF).
O período de incubação da A.marginale é variável de duas a quatro semanas, ou mais, pois depende da sensibilidade do hospedeiro e da quantidade de parasitas no sangue. Se houver inoculação com sangue contaminado o período pode ser de uma ou duas semanas, até cinco semanas.
Os sinais clássicos da doença incluem:
Casos graves de anemia podem ser acompanhados de aumento nas frequências respiratória e cardíaca.
Animais que são infectados com B. bovis podem apresentar babesiose cerebral, que se manifesta por sinais neurológicos de incoordenação, paralisia e convulsões.
Atualmente o exame de esfregaço sanguíneo consiste no método mais assertivo para o diagnóstico da TPB. A associação da aferição da temperatura retal e do monitoramento clínico com exame do esfregaço sanguíneo possibilita a identificação precoce dos animais infectados.
O ideal é que a aferição da temperatura retal seja adotada como exame de triagem dos animais, e, sendo assim, aqueles que apresentarem hipertermia (> 39,3°C) devem ser submetidos ao exame de esfregaço sanguíneo. A vantagem do esfregaço sanguíneo está na capacidade de diagnosticar a doença logo no seu início, direcionando o tratamento para o agente específico que está causando a doença.
Devido ao fato de a tristeza parasitária bovina ser caracterizada por quadros de anemia ocasionada pelos agentes etiológicos, o acompanhamento do hematócrito (Ht) – ou volume globular (VG) – dos animais permite conhecer o grau da anemia instaurada.
Diferente do esfregaço sanguíneo que é capaz de identificar a TPB logo no início, o exame de hematócrito geralmente indicará a gravidade do quadro algum tempo após a infecção, visto a necessidade dos agentes se instalarem primeiramente no organismo e só assim iniciarem a destruição dos glóbulos vermelhos ocasionando anemia.
A realização do exame de hematócrito consiste em um parâmetro extremamente importante para definição dos animais que necessitam repor o déficit de sangue através da transfusão sanguínea.
Um dos pontos que dificulta a adoção dos exames de esfregaço sanguíneo e hematócrito como formas de monitoramento da TPB nas propriedades é a necessidade de aquisição de equipamentos específicos, além da presença de mão de obra capacitada. Entretanto, ambos os exames representam as formas mais confiáveis para o diagnóstico e a condução dos casos clínicos da doença.
Já a palidez das mucosas ocular, vulvar, gengivais é o sinal clínico perceptível da doença, porém após o pico da parasitemia. Ou seja, o ponto mais baixo do hematócrito é após o pico da parasitemia, sendo percebida tardiamente.
Sinais clássicos da TPB em bezerras leiteiras: mucosas ocular e vulvar anêmicas e anorexia. Fonte: Rehagro consultoria
A prevenção e o controle dos casos de TPB é feita através da adoção de pontos básicos, como:
É necessário fazer um programa adequado de vacinação dos animais do rebanho para evitar doenças concomitantes com a TPB, fornecer dieta com qualidade e regularidade, detectar de forma precoce a doença e fazer o tratamento eficaz.
O tratamento para babesiose pode ser feito com diaceturato de diminazeno na dose de 3,5 a 7 mg/ kg ou imidocarb na dose de 1 a 3 mg/kg. Não se deve utilizar imidocarb em animais debilitados devido ao risco de intoxicação.
Já o tratamento de anaplasmose pode ser feito através de imidocarb – 1 a 3mg/kg ou tetraciclinas – 8 a 11 mg/kg ou tetraciclinas de ação prolongada (LA) – 20 a 30 mg/kg ou enrofloxacino – 7,5 mg/kg.
Independente da enfermidade, a hidratação do animal é extremamente importante para o reestabelecimento das condições eletrolíticas. Para os animais que se encontram em decúbito e desidratados, o ideal é realizar terapia intravenosa incialmente para auxiliar no retorno à posição em estação. Já aqueles animais que se estão desidratados, mas em pé, pode-se realizar a hidratação via oral com auxílio de sonda esofágica.
Casos onde o hematócrito se encontra abaixo de 12% e/ou a clínica do animal está desfavorável, recomenda-se realizar transfusão sanguínea na dose de 10 mL de sangue/kg.
Vale ressaltar que o animal doador de sangue deve ser examinado previamente quanto à presença ou não de TPB, coletando o seu sangue somente em casos negativos. Animais que são submetidos a mais de uma transfusão sanguínea possuem maior risco de desenvolverem reações hemolíticas, e, por isso, podem necessitar de terapia com corticoides.
Devemos ter foco basicamente em três pilares determinantes para a ocorrência da doença:
Além disso, diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para a sobrevivência dos animais infectados.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Tristeza parasitária bovina: qual a melhor forma de atuar contra essa doença? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>