úbere Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/ubere/ Tue, 17 Jan 2023 13:59:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png úbere Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/ubere/ 32 32 Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/ https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/#respond Thu, 21 Jul 2022 16:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13972 A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal. O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal. Além disso, […]

O post Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal.

O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.

Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.

Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:

No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.

Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.

Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.

Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.

Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.

Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.

Aumente os lucros com sua produção de leite!

Quer continuar aprendendo a melhorar a sua produção de leite?

Tenha acesso ao conteúdo completo de qualidade do leite, criação de bezerras, nutrição, reprodução, gestão da fazenda e mais no Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

O post Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/feed/ 0
Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/#respond Mon, 27 Jun 2022 19:05:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13467 Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção? Então, esse conteúdo é pra você! Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal? A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra […]

O post Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção?

Então, esse conteúdo é pra você!

Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?

A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.

Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:

  • Se devemos tratar;
  • Se devemos não tratar;
  • Se devemos direcionar um tratamento mais específico para os micro-organismos identificados na amostra.

E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?

Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:

Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:

1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.

Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.

2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.

Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.

Considerações finais

Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.

Já é um grande avanço, não é mesmo?

Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.

Aumente os seus lucros com a produção de leite!

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Conheça o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira e aprofunde o seu conhecimento sobre o controle da mastite e transforme os seus resultados financeiros!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

O post Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/feed/ 0
Mastite bovina: o que é, como tratar e os impactos para pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/#respond Thu, 15 Oct 2020 19:22:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8374 Você sabia que um produtor pode ter ganhos de R$55.000,00 por ano, a cada 100 animais em lactação, reduzindo a prevalência média anual de mastite subclínica de 50% para 20%? Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la? A mastite […]

O post Mastite bovina: o que é, como tratar e os impactos para pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você sabia que um produtor pode ter ganhos de R$55.000,00 por ano, a cada 100 animais em lactação, reduzindo a prevalência média anual de mastite subclínica de 50% para 20%?

Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la?

A mastite bovina, ou mamite, consiste na inflamação do tecido da glândula mamária. Essa inflamação pode ocorrer devido a traumas, lesões no úbere e até mesmo devido a alguma agressão química.

No entanto, a ocorrência deste quadro está ligada, na maioria das vezes, a contaminações por microorganismos de um ou mais quartos mamários via ducto do teto. A mastite geralmente é causada por bactérias, mas também pode ocorrer devido a fungos, algas ou leveduras.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Reação do sistema imune à mastite

Em resposta a infecção pela mastite, o sistema imune envia células de defesa ao local acometido para combater a invasão no tecido.

O estímulo lesivo da infecção e a ação das células de defesa levam ao aumento da resposta inflamatória tecidual que, além de eliminar o microrganismo invasor, visa também neutralizar toxinas produzidas pelos agentes infecciosos e restaurar o mais rápido possível o tecido mamário.

A associação das células de defesa (leucócitos) com as células de descamação do epitélio da própria glândula mamária representa as células somáticas. A resposta do organismo da vaca frente a um estímulo lesivo no úbere ocasiona aumento da contagem de células somáticas (CCS) no leite.

Células Somáticas

Como dito anteriormente, as células somáticas são compostas pelas células de descamação do epitélio da glândula mamária e pelas células de defesa do sistema imune que passam da corrente sanguínea para o leite. O aumento da CCS ocorre em casos de infecção/inflamação na glândula mamária.

Nem sempre as alterações na CCS são apresentadas de forma clara. Nos casos de mastite subclínica, conforme o próprio nome já diz, não são vistas alterações clínicas relevantes.

Por outro lado, nos casos de mastite clínica as alterações são perceptíveis, caracterizadas principalmente pela presença de grumos no leite e modificações no úbere da vaca, como dor, inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura.

Mastite subclínica

Conforme já dito, na mastite subclínica não é possível observar alterações no leite e no úbere do animal. No entanto, por ser uma infecção/inflamação da glândula mamária ela causa redução na produção de leite dos animais e pode acometer grande parte dos rebanhos.

Além disso, podem ocorrer alterações na composição do leite, como nos níveis de gordura, proteína e lactose. O aumento significativo na contagem de células somáticas afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.

A mastite subclínica geralmente é causada por agentes contagiosos como o Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium bovis, dentre outros. Na maioria dos casos é transmitida dos quartos mamários contaminados para os sadios durante o processo de ordenha, seja pelas mãos dos ordenhadores ou pelo uso compartilhado de toalhas e teteiras contaminadas.

Como diagnosticar a mastite subclínica?

Algumas ferramentas têm sido utilizadas para mensurar os valores da CCS e identificar os animais portadores de mastite subclínica.

Atualmente, a contagem eletrônica individual da CSS é o exame mais utilizado para o diagnóstico da mastite subclínica, sendo que valores acima de 200 mil células/mL indicam um comprometimento da saúde do úbere (método quantitativo).

Exames como o CMT (California Mastitis Test) permitem identificar de maneira mais subjetiva a doença subclínica, devido ser baseado em uma análise visual da reação que ocorre entre o leite e o reagente no momento do exame (método qualitativo).

Uma vez identificada a mastite subclínica, torna-se interessante conhecermos o perfil do agente que está ocasionando a infecção. Nesse sentido, a cultura microbiológica do leite representa uma importante ferramenta para identificação dos patógenos e direcionamento dos tratamentos.

Por ser uma doença subclínica e necessitar de ferramentas específicas de diagnóstico, a mastite subclínica é muitas vezes negligenciada pelo produtor, acarretando em importantes prejuízos ao sistema de produção.

Mastite clínica

Consiste na forma da doença em que é possível observar alterações nas características do leite, na glândula mamária e até mesmo no comportamento do animal.

Nas vacas com mastite clínica é possível observar a presença de grumos no leite e alterações no úbere como inchaço, aumento de temperatura local, vermelhidão, aumento da sensibilidade dolorosa e até endurecimento dos quartos mamários acometidos.

Nos casos mais graves os animais podem apresentar um comprometimento geral do estado clínico, ocorrendo alguns sintomas como apatia, prostração, febre, desidratação e redução do apetite. Os animais com mastite clínica grave podem vir a óbito em situações onde os casos não são atendidos de forma rápida e adequada.

E-book Manual de controle da mastite

Perdas econômicas causadas pela mastite

A mastite é uma doença que ocasiona grandes impactos negativos no sistema de produção de leite com perdas econômicas importantes. Dentre os gastos estão os custos com medicamentos para o tratamento de casos clínicos, descarte e morte de animais precocemente, custos com mão de obra, descarte do leite acometido e redução de produção dos animais doentes.

Devemos ter a consciência de que a redução da produção de leite dos animais doentes é o principal prejuízo da doença, sendo que muitas vezes não vemos essa redução que pode ir de 10 a 30%!

De forma específica, os prejuízos devido a mastite clínica envolvem descarte de leite, redução da produção a curto e longo prazo, custos com medicamentos e risco de antibiótico no leite. Já os prejuízos decorrentes da mastite subclínica são referentes a redução na produção de leite, sendo que esta forma de manifestação da doença representa cerca de 90 a 95% dos casos.

Nos Estados Unidos estima-se que o custo por caso de mastite seja de aproximadamente U$ 185/vaca/ano. Já na Europa a estimativa é de que este custo esteja por volta de € 190/vaca/ano. Em um estudo realizado no Brasil observou-se que a mastite subclínica foi responsável por uma redução de 17% no volume de produção de leite, representando uma perda de 2,4 bilhões de litros de leite/ano.

Controle da mastite

Para se alcançar sucesso no programa de controle da mastite é muito importante que os envolvidos na melhoria da qualidade do leite entendam cada etapa do processo, estejam abertos a receber treinamentos e percebam os benefícios que as ferramentas fornecem para o dia-a-dia no manejo dos animais. É essencial que durante o programa de controle exista um monitoramento periódico dos resultados obtidos.

O programa de 6 pontos de controle da mastite retrata ações fundamentais a serem realizadas para reduzir a ocorrência da doença. São eles:

  1. Higiene e conforto dos animais;
  2. Rotina de ordenha adequada;
  3. Tratamento dos casos clínicos de mastite com antimicrobianos (de preferência orientado pelo patógeno envolvido);
  4. Terapia de vaca seca;
  5. Limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha;
  6. Segregação e descarte dos casos crônicos.

Todas as medidas de controle visam reduzir o impacto econômico e os custos e, consequentemente, aumentar o lucro do produtor. O foco fica em prevenir novos casos de mastite e reduzir a duração dos casos existentes.

Melhore a sua margem de lucro com a produção de leite!

Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!

Com pequenos ajustes na rotina, você pode melhorar a sua margem de lucro, tornando a pecuária leiteira um negócio mais rentável para você e sua família.

Com esse objetivo, o Rehagro criou o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira. Nele, os professores ensinam como melhorar a gestão da nutrição, reprodução, criação de bezerras, sanidade, qualidade do leite e gestão financeira na propriedade.

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

O post Mastite bovina: o que é, como tratar e os impactos para pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/feed/ 0
Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas? https://blog.rehagro.com.br/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/ https://blog.rehagro.com.br/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/#comments Fri, 20 Jul 2018 13:34:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4767 Os cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos. É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem […]

O post Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Os cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos.

É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem o parto.

O tempo de gestação em bovinos varia de 280 a 300 dias, sendo o maior período observado em gados mestiços de raças zebuínas. Para a intensificação nos cuidados, é ideal que sejam formados lotes de vacas em final de gestação, o lote de transição pré-parto, onde se encontram animais de 90 a 30 dias antes do parto. Dos 30 dias ao parto, transferi-las para um piquete maternidade permite uma maior observação.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Piquete maternidade

O piquete maternidade deve possuir uma boa cobertura vegetal, ser fresco e ventilado (mas sem corrente de vento), limpo, com boa drenagem e sombreamento. São indicadas sombras móveis para se evitar acúmulo de barro, fezes e urina, principalmente visando à prevenção de mastites e metrites. Deve haver pelo menos 4 m² de sombra por animal.

A localização deve facilitar a observação dos sinais do parto, ter acesso à água e alimentação à vontade. As medidas recomendadas são de 56 m²/animal, com um espaço de cocho de 70 cm/animal.

É ideal que haja uma maternidade para vacas e outra para novilhas, evitando competições e prejuízos para as mais jovens.

Área de um piquete maternidadeExemplo de piquete maternidade

Sinais de proximidade do parto

  • 2 a 3 semanas pré-parto, ocorre aumento do úbere. Em primíparas, isto pode acontecer um pouco mais cedo.
  • 2 a 3 dias antes do parto os tetos se enchem e perdem a rugosidade. Ocorre relaxamento dos ligamentos e músculos da pelve (flanco) e da cauda.
  • Mais próximo ao parto, ocorre liberação de muco viscoso pela vagina. A vulva fica edemaciada. Ocorre produção e liberação de colostro.

Cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto

Estágio 1 do parto

No início do trabalho de parto, o animal fica agitado e inquieto, se afasta do grupo, fica tentando cheirar e lamber a vulva, se deita e se levanta diversas vezes, não come.

Estes sinais podem durar de 2 a 6 horas.

Vaca no estágio 1 do partoEstágio 1 do parto

Estágio 2 do parto

Ocorre o rompimento da 1ª bolsa, a de água (corioalantóica). Depois de aproximadamente 1 hora ocorre rompimento da segunda bolsa (amniótica). Ela libera um líquido mais viscoso que lubrifica o canal do parto. Logo que se rompe a bolsa de água, o útero já começa a contrair e o feto se insinua no canal, promovendo a dilação do mesmo.

Após 2 horas da ruptura da bolsa, já é possível ver o feto em pluríparas, e em primíparas normalmente após 4 h.

Em geral a posição mais confortável, e menos estressante para parir é a deitada. As vacas tendem a parir de pé quando o parto é anormal ou quando se sentem ameaçadas, por exemplo, com presença de cães e urubus.

Estudos mostram que este estresse durante o parto resulta em aumento de até 11% na mortalidade de bezerros.

Vaca no estágio 2 do partoEstágio 2 do parto

Estágio 3 do parto

Momento do nascimento à expulsão dos restos placentários. Pode variar de 30 min até 12 horas após o parto.

Problemas no parto

Analisando fazendas nos EUA, pesquisadores chegaram à conclusão que 2% das mortes de bezerros no útero estavam associadas ao parto demorado e à falta de assistência, e outros 2% morreram pelos mesmos motivos na primeira semana de vida.

A maioria das mortes está associada às distocias (partos difíceis). Por isso, sem dúvida, é preciso que o responsável pela maternidade esteja preparado para monitorar os partos, e caso seja necessário, intervir até certo ponto.

A intervenção deve ser considerada quando o parto não ocorreu 60 a 90 min após o aparecimento das membranas fetais em novilhas e, em vacas, de 30 a 60 min após o aparecimento das membranas fetais.

Em posição normal, o bezerro projeta primeiro as patas dianteiras acompanhadas pela cabeça (com o focinho voltado para fora) apoiada nas patas. Outras posições podem acontecer e cabe à experiência do técnico para identificar e intervir.

Toda e qualquer intervenção pode causar injúrias na vaca e no bezerro. Nunca se deve tentar romper as bolsas. É preciso checar todos os parâmetros vitais para intervenção e, caso seja preciso, optar por uma cesariana.

Cuidados com a vaca e o bezerro logo após o parto

Vacas

É importante avaliar condições fisiológicas e uterinas logo após o parto. Certificar-se da existência ou não de outro feto através do toque.

A utilização de soluções eletrolíticas, chamadas drench, é uma forma se antecipar aos efeitos provocados pela queda de apetite no período pós-parto, e consequentemente das doenças metabólicas provocadas pela diferença entre necessidades e consumo (balanço energético negativo). O fornecimento do drench é também uma forma de repor os nutrientes gastos durante o parto, principalmente energia.

Vaca recebendo o drenchFornecimento do drench para a vaca

Observe se o animal irá expulsar em até 12 horas os restos placentários. Caso isso não ocorra, adote medidas contra os efeitos da retenção de placenta.

Este período, crítico para as vacas, é um momento em que ocorrem diversas alterações fisiológicas e metabólicas. Qualquer problema aqui pode impactar na produção deste animal nesta lactação e nas seguintes.

Bezerros

Logo após o parto, o bezerro passa por alterações para que possa se adaptar à vida fora do útero. Imediatamente, inicia sua homeostasia respiratória, passa a regular o equilíbrio ácido-básico, a metabolizar carboidratos, gorduras e aminoácidos para produção de energia corporal. É importante remover todo muco da narina e da boca do bezerro. Se necessário, estimule  a respiração, fazendo cócegas na narina e massagem torácica.

Retirada de muco da narina de bezerroRetirada do muco das narinas

Neste momento, ele ainda não é eficiente na regulação da temperatura corporal. Além de possuir os pelos curtos, possui uma pequena massa corporal em relação à sua superfície corporal. Em função destas particularidades, sua temperatura diminui nas primeiras 12h de vida.

Assim, é recomendado secar o bezerro após o parto. Se as condições forem propícias, com ingestão de colostro, boa cobertura vegetal no piquete e ambiente favorável, entre 48 a 72h de vida sua temperatura estará normal.

E-book criação de bezerras leiteiras

Avaliação das condições fisiológicas do bezerro

É primordial examinar o bezerro e a vaca. Para melhor avaliar as condições fisiológicas dos bezerros, siga as seguintes pontuações:

1. Testar a movimentação da cabeça sob estímulo de água fria:

  • 0 pontos- ausente;
  • 1 ponto – diminuída;
  • 2 pontos – espontânea.

2. Testar a resposta aos estímulos interdigitais e palpebrais:

  • 0 pontos – ausente;
  • 1 ponto – reduzidos;
  • 2 pontos – existentes e intensos.

3. Testar a respiração:

  • 0 pontos – imperceptível;
  • 1  ponto – lenta e irregular;
  • 2  pontos – rítmica com profundidade normal.

4. Avaliar a cor das mucosas:

  • 0 pontos – branca azulada;
  • 1 ponto – azul;
  • 2 pontos – róseas avermelhadas.

Ao final da soma de pontos, avalie os resultados:

  • 7 a 8 pontos – bezerros sadios com boa vitalidade.
  • 4 a 6 pontos – bezerros deprimidos, com vitalidade diminuída e acidose leve a moderada.
  • 0 a 3 pontos – bezerros com pouca vitalidade, acidose severa.

Em condições normais os bezerros levam em média:

  • 3 minutos para posicionar a cabeça corretamente;
  • 5 minutos para assumirem a posição esternal;
  • Até 20 minutos após o parto, já tentam ficar em pé;
  • Em cerca de 60 minutos já estão de pé, procurando a teta da vaca.

Outros cuidados com a vaca e a cria após o parto

Em muitas ações, é possível contribuir muito com a sobrevivência do bezerro, como por exemplo, na cura de umbigo.

O umbigo é como uma porta aberta ao organismo do animal. Veia umbilical, artéria umbilical e úraco estão diretamente em contato com o ambiente e serão via de transporte direta de microorganismos para circulação animal e podem promover infecções em diferentes sistemas.

Para uma proteção adequada, a cura de umbigo deve ser feita da seguinte forma:

  • O ideal é não cortar. Fazê-lo somente nos casos em que o umbigo estiver muito grande e arrastando no chão
  • Mergulhar o coto umbilical em uma solução de iodo de concentração entre 7% a 10% durante 10 segundos. Repetir por pelo menos 3 dias.

Umbigo de bezerro sendo tratado

Fornecimento de colostro para bezerros

Fornecer colostro para o bezerro nas 6 primeiras horas de vida é de extrema importância. Após este período, a taxa de absorção diminui muito. Toda a proteção do bezerro durante as primeiras duas semanas de vida será promovida pelos anticorpos absorvidos do colostro. Como o contato com os agentes patogênicos muitas vezes acontece antes mesmo do contato com o colostro, é essencial garantir uma boa colostragem.

O colostro, além das imunoglobulinas, é também fonte energia, de fatores de crescimento e de muitos outros nutrientes importantes para sobrevivência do bezerro.

Para cada raça animal existe uma quantidade sugerida de colostro a ser oferecida. Em média os pesquisadores acreditam que 4 litros de um colostro de boa qualidade sejam capazes de suprir as necessidades do bezerro.

Observar se o animal conseguiu mamar o colostro é muito importante, mas sem dúvida a forma mais fácil de garantir que o bezerro foi bem colostrado, em termos de quantidade ingerida e qualidade do colostro, é oferecer via mamadeira ou através de sonda esofágica. Para utilizar a sonda, o conhecimento para tal é primordial.

Bezerros sendo alimentados com colostro

Após todos os cuidados, é preciso identificar os bezerros e direcioná-los ao bezerreiro.

Todo investimento em cuidados com a vaca e a cria antes do parto, no momento do parto e após irá refletir na produção das vacas e na sobrevivência dos bezerros.

Pronto para aprender mais?

Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

As aulas são online, 100% aplicáveis à sua realidade e você pode assistir de qualquer lugar do Brasil!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

O post Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/feed/ 13