vacas leiteiras Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/vacas-leiteiras/ Fri, 20 Jan 2023 20:58:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png vacas leiteiras Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/vacas-leiteiras/ 32 32 Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/#respond Tue, 27 Dec 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16868 Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV. É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV.

É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!

 

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O que é o período de espera voluntário e qual a sua função?

De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.

Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.

Mas como definir o PEV de uma fazenda?

A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Tabela com duração do período de espera voluntário

Fonte: De Vries (2011).

Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.

Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.

Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.

A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.

Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.

Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Tabela com informações da duração do PEV

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387

Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.

O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.

Como as fazendas têm trabalhado o PEV?

No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.

Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.

Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.

Webinar Redução de perdas gestacionais

Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.

Impactos do período de espera voluntário no rebanho

Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.

Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.

Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.

Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).

Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.

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Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 20 Dec 2022 12:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16831 Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio! Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre […]

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Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio!

Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.

Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?

 

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Definindo a taxa de serviço

Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.

Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.

No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.

Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.

Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100

Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.

Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100

Taxa de serviço %= 50%

Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.

O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).

Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.

A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.

O que seria uma boa referência para taxa de serviço?

Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.

O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.

Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.

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Qual o impacto da taxa de serviço no sistema de produção?

A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.

Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.

E quais as consequências de um intervalo entre partos maior?

Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.

Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).

De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.

O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.

Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.

Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.

Como otimizar a taxa de serviço?

Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.

Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.

  • Como será o primeiro serviço pós-parto?
  • Qual será a estratégia para as reinseminações?
  • O que será feito com as vacas vazias ao toque?

Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.

O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.

Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.

Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).

Conclusão

A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.

Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.

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Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira? https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 06 Dec 2022 13:15:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16526 A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira? Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais […]

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A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira?

Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.

Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.

 

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Como fazer com que as vacas produzam mais leite?

Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.

Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.

Genética

Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.

Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.

Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.

Reprodução

Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.

O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.

Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.

Nutrição

Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.

Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.

Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.

Conforto

O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.

O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).

Saúde

A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.

Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.

Manual de controle da mastite

Aumento da capacidade de vacas em lactação

Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.

No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.

Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.

  • A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?
  • Será necessária a construção de novas instalações?
  • Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?
  • A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?
  • A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?
  • Será necessário a compra de algum maquinário?

Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.

Aumente a produtividade de sua fazenda!

Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.

Desejamos sucesso na atividade leiteira em sua fazenda e conte com o Rehagro para o planejamento e tomadas de decisão! Contribuímos diretamente para a produção de mais de 1 milhão de litros de leite por dia, nas fazendas sob nossa consultoria.

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Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/#respond Fri, 07 Oct 2022 13:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15532 O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante. Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras. […]

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O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante.

Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras.

Neste artigo nós iremos responder as seguintes dúvidas: O que é período de transição e qual a sua importância?

 

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Período de transição

O período de transição é o período entre a 3º semana pré-parto e a 3º pós-parto. É caracterizado por intensas alterações fisiológicas, nutricionais e metabólicas, ocorrências que expõem a vaca leiteira a distúrbios de saúde.

O que acontece com a vaca nesse momento?

Durante esse período, eventos como o rápido crescimento fetal, o desenvolvimento da glândula mamária, a colostragem e o início da produção de leite, aumentam consideravelmente as exigências nutricionais do animal.

No entanto, o consumo de alimentos não acompanha as exigências das vacas, na prática a ingestão de matéria seca cai expressivamente. Observe a representação abaixo:

Gráfico com consumo de matéria seca no período de transição de vacas leiteiras

Fonte: Educapoint

O desequilíbrio entre a quantidade de matéria seca ingerida e a quantidade exigida, ocasiona o balanço energético negativo. O organismo do animal, em uma tentativa de reverter esse quadro, começa a mobilizar fontes de energia alternativa a partir das reservas corporais. Essa ação, predispõe a vaca a uma série de doenças relacionadas ao metabolismo, como exemplo principal a cetose.

A importância do período de transição

O período de transição possui grande importância dentro do ciclo produtivo, afinal durante esse período as vacas ficam susceptíveis a doenças que podem afetar o parto, a lactação futura e o desempenho reprodutivo dos animais.

Dentre as doenças que podem ocorrer no período de transição, é possível destacar a cetose e esteatose hepática, hipocalcemia (febre do leite ou febre puerperal), mastite, acidose, laminite e o deslocamento de abomaso.

Esse período possui impacto direto na produtividade e na lucratividade da fazenda, afetando a quantidade de leite produzida e os gastos com sanidade dos animais.

Diante disso, é essencial planejar processos que visem minimizar os danos negativos do período de transição, visando reduzir a ocorrência e os gastos com as doenças recorrentes. Esse planejamento deve considerar principalmente o manejo nutricional adequado no pré-parto, afinal ele é fundamental para reverter ou reduzir o quadro de balanço energético negativo.

Webinar Período de Transição em vacas leiteiras

Conclusão

O período de transição é de extrema importância dentro do ciclo produtivo da fazenda, entender como ele ocorre e como prevenir as intercorrências ocasionadas por ele é essencial para se ter sucesso dentro da pecuária leiteira.

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Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#respond Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15466 A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.

Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!

 

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O que é taxa de prenhez e como calcular?

A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.

Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:

  1. A taxa de serviço;
  2. A taxa de concepção.

A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:

Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas

Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:

Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços

A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:

Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         

Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.

A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!

Fatores que influenciam a taxa de prenhez

Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.

Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:

1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)

O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.

É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.

2. Proporcionar bem estar animal

Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.

3. Detectar corretamente o cio

A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.

Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

4. Atenção a qualidade do sêmen

Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.

É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.

5. Mão de obra de qualidade

Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.

Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.

Conclusão

Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:12:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15347 Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados. Da mesma forma que em outras atividades, […]

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Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados.

Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.

Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.

Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.

Será que o leite foi um bom negócio?

 

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Eficiência e lucratividade na pecuária leiteira

Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?

Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.

Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.

Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?

Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.

Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.

Webinar Indices Zootécnicos

Resultados obtidos pelas fazendas

Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.

A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?

Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.

Lucro operacional conforme tamanho da área

O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Lucro operacional de acordo com tamanho da fazenda

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.

Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?

Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.

No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Lucro operacional de acordo com IILB

Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!

Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).

O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Lucro operacional de acordo com nota IILB

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.

Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!

Premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite

Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.

Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.

Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.

Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!

Aumente os seus lucros com a produção de leite!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira!

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 12:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15342 A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos. Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro. O […]

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A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos.

Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.

O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.

O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.

 

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DEL médio e retorno sobre o custo alimentar

Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.

A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.

Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.

Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.

Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).

Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.

Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.

Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.

Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.

Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.

A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Tabela com comparativo de retorno sobre custo alimentar

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos

Quais os ganhos financeiros ao otimizar os indicadores reprodutivos?

Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.

Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.

A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.

Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.

Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.

Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:

  1. Estratégia para o primeiro serviço;
  2. Estratégia para as re-inseminações;
  3. Estratégia para as vacas vazias no diagnóstico reprodutivo.

Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.

Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?

Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?

Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.

Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.

No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:

110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)

Para:

96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)

Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.

Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.

Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:

Período de lactação médio dessa fazenda:

376 dias – 45 dias = 331 dias.

Dessa forma o DEL médio será de:

331/2 = 166 dias.

O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.

Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.

Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).

Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.

Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!

Conclusão

Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.

O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.

Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.

Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!

Saiba mais!

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Bruno Guimarães

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Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/#respond Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14879 A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das […]

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A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras.

O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.

Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!

 

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O que é a cetose bovina?

A cetose é uma das principais doenças metabólicas das vacas leiteiras e geralmente acomete animais de alta produção no pós-parto. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.

A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado balanço energético negativo.

Na cetose primária esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.

Já nos quadros de cetose secundária, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.

Webinar Período de transição

Quais são os sintomas da cetose?

A cetose pode se apresentar na forma clínica e na forma subclínica.

Na cetose clínica há perda de escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados.

Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.

Em casos de cetose subclínica, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. 

A cetose subclínica gera grandes impactos produtivos e econômicos na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca.

Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.

Quais são as causas da cetose bovina?

O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.

Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como problemas de casco, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.

E-book Afecções de casco

Tratamento da cetose

O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa – a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.

Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os níveis de BHBA (beta- hidroxibutirato).

Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.

Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.

O uso de drench em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (drench), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.

Prevenção da cetose bovina

A prevenção da cetose se inicia antes da secagem dos animais com a implementação de um manejo nutricional adequado e balanceado.

Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.

A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.

A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.

O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50  (na escala que varia de 1-5).

Por fim, a promoção de um ambiente confortável, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.

Considerações

Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.

Se você deseja melhorar a sua capacidade de formulação de dietas para gado de leite, não perca tempo e inscreva-se na Pós-graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros!

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Brisa Sevidanes

Bruno Guimarães

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Mastite subclínica: o que fazer e como tratar https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/ https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/#respond Thu, 11 Aug 2022 19:27:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14251 “Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?” Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro. […]

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“Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?”

Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro.

 

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Identificação da mastite subclínica

Com os testes de CMT (California Mastitis Test) ou CCS (Contagem de Células Somáticas) eletrônica, podemos identificar as vacas que têm mastite subclínica.

A partir da identificação desses animais, podemos tomar algumas medidas, como:

  • Segregação do animal;
  • Fazer uma linha de ordenha;
  • Destinar o leite desse animal para consumo dos bezerros.

Essas ações vão fazer com que o leite da vaca com mastite subclínica não vá direto para o tanque ou que isolemos esses animais em um grupo de vacas que também têm a mastite subclínica.

E o que mais pode ser feito?

Além disso, esse animal que tem mastite subclínica, principalmente as vacas que têm mastite subclínica em mais de uma coleta, ou seja, que na coleta passada e na coleta atual têm uma CCS acima de 200.000 e, portanto, é considerada uma vaca crônica, são animais que possivelmente irão apresentar um resultado positivo quando eu fizer uma cultura microbiológica do leite. São animais que são economicamente mais viáveis da gente separar o leite, mandar para um laboratório ou fazer a cultura dentro da própria fazenda e, assim, identificar quais bactérias estão causando a mastite subclínica.”, explica o especialista Nathan Fontoura.

Confira sua explicação na íntegra no vídeo abaixo, em apenas 3 minutos:

No vídeo acima, o Prof. Nathan explica que nem sempre haverá algo a ser feito, mesmo nas vacas nas quais conseguimos identificar o microrganismo que está causando a mastite subclínica.

Se for identificada uma bactéria Gram-positiva, como um Streptococcus agalactiae ou um Streptococcus dysgalactiae, que tem um comportamento de contagioso, temos visto resultados em trabalhos científicos, e também na prática, que comprovam a viabilidade econômica do tratamento desse animal ainda na lactação.

Porém, algumas outras bactérias com Staphylococcus aureus, Pseudomonas e inúmeros outros microrganismos como algas e leveduras, não vão responder ou vão responder muito pouco ao tratamento durante a lactação e também no período seco, não sendo economicamente viável o tratamento desses animais.

Resumindo, a CCS eletrônica e o CMT podem ser uma pré-informação para selecionar as vacas nas quais iremos realizar a cultura microbiológica para termos uma correta tomada de decisão de tratar ou não aquele animal durante a lactação.

Porém, só podemos tomar essa decisão de maneira assertiva após o resultado da cultura microbiológica, para saber se o tratamento daquele animal é economicamente viável ou não.

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Planilha + Guia Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/ https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/#respond Thu, 11 Aug 2022 12:40:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14156 A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite. O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor. Com esse material você poderá calcular, de […]

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A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite.

O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.

Com esse material você poderá calcular, de acordo com a CCS encontrada no tanque:

  • A perda de produção diária de leite;
  • A perda de produção mensal de leite;
  • A perda de faturamento mensal;
  • A perda de faturamento anual.

Dessa forma, você pode descobrir o quanto está deixando de lucrar na sua propriedade e pode mostrar para os seus clientes o prejuízo que eles vêm tendo em decorrência à lata CCS do tanque.

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Bruno Guimarães

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Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14001 As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como […]

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As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.

Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.

Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?

Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.

 

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Conhecendo a IATF

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.

A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.

O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Inseminação artificial sendo feita em vaca

Tipos de protocolos de IATF

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Variações de protocolos de iatf

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.

Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.

Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.

Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.

Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.

Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.

Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.

Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.

O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

Protocolos IATF

Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?

A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:

  1. Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular – Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.
  2. Estrógeno alto durante o proestro – Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.
  3. Progesterona baixa no momento da inseminação – A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.
  4. Progesterona alta nos momentos pós inseminação – Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.

O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.

Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.

Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.

Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.

IATF como potencialização da reprodução

Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.

Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!

Saiba mais!

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Bruno Guimarães

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Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/ https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/#respond Thu, 21 Jul 2022 16:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13972 A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal. O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal. Além disso, […]

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A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal.

O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.

Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.

 

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O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.

Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:

No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.

Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.

Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.

Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.

Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.

Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.

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Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/#respond Mon, 27 Jun 2022 19:05:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13467 Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção? Então, esse conteúdo é pra você! Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal? A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra […]

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Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção?

Então, esse conteúdo é pra você!

Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?

A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.

 

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Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.

Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:

  • Se devemos tratar;
  • Se devemos não tratar;
  • Se devemos direcionar um tratamento mais específico para os micro-organismos identificados na amostra.

E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?

Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:

Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:

1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.

Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.

2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.

Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.

Considerações finais

Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.

Já é um grande avanço, não é mesmo?

Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.

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Como tratar uma vaca com mastite? https://blog.rehagro.com.br/como-tratar-uma-vaca-com-mastite/ https://blog.rehagro.com.br/como-tratar-uma-vaca-com-mastite/#respond Thu, 23 Jun 2022 13:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13439 Em casos de mastite em vacas, uma boa conduta e tratamento são muito importantes. Quando você passa por isso na sua fazenda, têm dúvidas de como procedes para evitar prejuízos? Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo! Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite? Pois o período de […]

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Em casos de mastite em vacas, uma boa conduta e tratamento são muito importantes. Quando você passa por isso na sua fazenda, têm dúvidas de como procedes para evitar prejuízos?

Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo!

Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite?

Pois o período de carência é grande e provavelmente esse leite vai ser descartado e o produtor vai ficar no prejuízo. Como minimizar esse prejuízo?

A vaca deu mastite? Algo tem que ser feito.”, afirma o especialista Prof. Nathan Fontoura.

 

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Primeiramente, o leite dessa vaca não pode mais ser jogado para o tanque e ser misturado com o leite saudável das demais vacas. Por quê?

  1. Porque esse leite não é próprio para consumo humano
  2. Porque esse leite tem altíssima CCS e alterações em sua composição, o que também afetaria a média do leite bom da fazenda.

Sobre o tratamento ou não, o correto hoje é que a gente tenha uma ferramenta que se chama cultura microbiológica na fazenda.

O ideal é que realizemos a cultura do leite do animal na própria fazenda. 24 horas após a realização dessa cultura, fazemos a leitura do resultado e aí sim, tenho a resposta correta se o animal deve ser tratado ou não.

Confira a explicação do Prof. Nathan no vídeo abaixo:

Hoje em dia, cerca de 50% a 60% dos casos de mastite que temos encontrado nas fazendas no Brasil não precisam ser tratados.

Porém, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica disponível na fazenda, ou se eu não tenho acesso a esse tipo de ferramenta, aí preciso tratar 100% dos casos, e de maneira mais rápida.

Manual de controle da mastite

Prejuízo para o produtor

O maior prejuízo é se ele não tratar esse animal que precisa de tratamento e o animal diminuir sua produção.

Para cada caso clínico que o animal tem na lactação, o animal perde, em média, 200 litros de leite no restante da lactação caso tenhamos uma cura clínica e microbiológica perfeita, dentro do desejado.

Caso não tenhamos essa cura da maneira correta, provavelmente, a perda de produção de leite nesse animal vai ser ainda maior. Então, ao invés de perder 150, 200 litros, pode perder 250, 400, 500 litros de leite ou até mesmo o quarto mamário pode ser perdido como um todo.

Portanto, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica na fazenda, eu devo iniciar imediatamente o tratamento desse animal com o protocolo mais recomendado, deixado pelo veterinário na fazenda.

Caso eu tenha acesso à cultura microbiológica, em até 24 horas eu tenho a correta resposta se devo tratar ou não e qual é o tratamento mais adequado naquele caso clínico.

Saiba mais!

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7 fatores que interferem no consumo de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/#respond Wed, 22 Jun 2022 16:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13429 O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso? Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Espaço de […]

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O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso?

Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.

 

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1. Espaço de cocho

Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.

Então, temos que garantir para essas vacas um espaço de cocho adequado, para que haja a menor queda possível no consumo de alimento.

2. Frequência, horário do trato e aproximação de comida

O ideal é fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.

Empurrando a comida para que estimule essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente em pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.

3. Manejo no período de transição

Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o manejo no período de transição com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:

4. Adaptação social

É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de hábito gregário, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.

Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.

Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.

5. Qualidade da forragem

Qualidade de forragem é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.

Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.

Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra e que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.

6. Condição corporal ao parto

É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa condição no momento do parto.

7. Conforto

É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.

Webinar Conforto térmico

Saiba mais!

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4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/#respond Wed, 22 Jun 2022 14:00:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13425 Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite. Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo. […]

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Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite.

Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.

Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.

Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:

 

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1. Diminuição do DEL no rebanho

Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?

Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.

Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo: 

2. Maior proporção de vacas em lactação

Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.

Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.

Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.

3. Acelera a transição de vacas primíparas para a segunda lactação, em que o animal produz mais

Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.

É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.

4. Maior retorno sobre o custo alimentar

Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.

Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.

Saiba mais!

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/ https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/#respond Tue, 21 Jun 2022 16:00:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13409 Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder? Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu! Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o […]

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Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder?

Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu!

Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o parto é a retenção de placenta.

 

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O que é a retenção da placenta?

É a não expulsão dos anexos fetais em um período mínimo de 12 horas após o parto.

A expulsão da placenta ainda é uma fase do parto. Depois que a vaca pariu e a placenta ainda está pendurada, ela ainda está tendo um parto.

Em até 12 horas, assumimos que a liberação dessa placenta é um processo fisiológico, comum, normal. No entanto, a partir de 12 horas, assumimos que isso seja algo patológico.

Quem já observou a placenta de uma vaca, pôde ver estruturas que parecem bolas, que chamamos de placentoma. O placentoma é formado pelo cotilédone fetal e pela carúncula materna, que estão unidos por um tecido de colágeno, um tecido conjuntivo que está prendendo essa estrutura.

Na vaca que está com a placenta retida, essa estrutura não foi degradada, e ela continua presa, como se aquela cicatriz não tivesse sido digerida.

Por isso, falamos hoje que a retenção de placenta é muito mais uma doença imune do que uma doença metabólica.

Por quê? Por algum motivo, o sistema imune da vaca não foi capaz de degradar essa estrutura, que continua ali ligada.

Qual o problema da retenção da placenta?

De início, nenhum.

A vaca que teve retenção de placenta não tem mais risco de morrer. Alguns trabalhos mostram que vacas que têm retenção de placenta produzem menos leite, mas em contrapartida, vários trabalhos mostram que a produção de leite é a mesma.

O principal ponto de atenção é que vacas com retenção de placenta têm a fertilidade comprometida. No entanto, não há nada que possa ser feito para minimizar esse problema.

Vemos que várias pessoas ainda utilizam prostaglandina, estradiol, ocitocina, mas não existe essa recomendação na literatura.

Hoje, a recomendação para retenção de placenta é não fazer nada.

Dê condições para que a vaca tenha consumo, para que ela coma, para que ela não tenha que disputar tanto no cocho, mas em termos de intervenção, não há algo para ser feito para a retenção de placenta.

Se aplicamos prostaglandina, antibiótico parenteral ou intravenoso, esse tratamento não vai fazer com que a placenta seja liberada mais rapidamente, não vai tratar a retenção de placenta.

Quando tratamos a retenção de placenta com antibiótico, o foco é reduzir a incidência da metrite.

Confira o vídeo com a explicação na íntegra com o especialista em reprodução, Guilherme Pontes.

Continue aprendendo!

Conheça o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira e tenha aulas com nossos consultores para todos os pilares de uma propriedade leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

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7 dicas para reduzir a ocorrência de doenças em vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 21 Jun 2022 14:06:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13412 Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras? Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada Formule uma dieta para fechar a […]

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Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras?

Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!

 

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1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada

Formule uma dieta para fechar a exigência das vacas no pré e no pós-parto.

2. Faça com que a vaca aumente o consumo de matéria seca (CMS)

Dê boas condições para a vaca, reduza a disputa de cocho, separe novilhas de vacas no pré-parto, separe primíparas de multíparas, se for possível.

Se não for possível separá-las, trabalhe com espaçamento de cocho um pouco maior.

3. Dê conforto para as vacas

Faça com que essas vacas tenham conforto térmico adequado, que elas não passem por períodos de estresse, com picos de cortisol.

4. Tenha um ambiente limpo

Na prática, acostumamos nossos olhos a ver coisas ruins. As vacas precisam parir limpas. Vacas que têm um escore de sujidade maior na região perineal, na região da garupa, têm mais chances de ter metrite.

Então, foco na limpeza!

Confira a seguir o vídeo completo, com as 7 dicas na íntegra!

5. Escore de condição corporal (ECC) adequado na secagem e no parto

Tenha um bom manejo de vacas secas. As vacas precisam secar com um escore entre 3 e 3,5 e parir entre 3 e 3,5.

6. Manejos adequados durante toda a lactação e período seco

Se eu erro durante a lactação, essa vaca vai secar mais gorda. Se ela seca mais gorda, ela tem mais chances de adoecer na próxima lactação.

7. Tenha uma escolha de touros adequada

Se eu errar na escolha do touro e passar a ter muito auxílio a parto, muitos natimortos, eu passo a ter mais riscos de ter metrite, retenção de placenta, consequentemente reduzir o consumo dessas vacas, aumentando cetose e assim por diante.

Saiba mais!

Quer continuar aprendendo sobre como cuidar melhor do seu rebanho para melhorar sua produção de leite?

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Venha conhecer o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

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Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/ https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/#respond Mon, 20 Jun 2022 21:12:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13403 Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas. Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas.

Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.

 

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1. Alta progesterona durante a condução do protocolo

Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.

2. Baixíssima progesterona no momento da inseminação

Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.

Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.

Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.

Confira o vídeo com o especialista na íntegra:

3. Alta progesterona após a inseminação

Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.

Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo. 

4. Duração adequada

Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.

Afinal, qual o melhor protocolo IATF?

Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.

Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas

Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.

Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.

Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características. 

Saiba mais!

Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Pós-Graduação em Pecuária Leiteira: especialização online com foco prático https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/ https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/#respond Tue, 07 Jun 2022 19:31:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13344 E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online? Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro? Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o […]

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E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online?

Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro?

Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o conhecimento é aplicável ao dia a dia das propriedades. É unânime!

 

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São mais de 25.000 alunos que indicam com segurança a melhor faculdade 100% focada em Agronegócio do Brasil.

Máxima aplicabilidade do conteúdo

Todas as aulas da Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira são dadas por professores que também são consultores, e carregam uma grande bagagem de experiência no campo.

Eles ensinam aquilo que você vai levar para a fazenda em que você atua, seja a sua ou de seus clientes, aplicar lá e colher os resultados em forma de lucratividade.

Nossos consultores, professores dessa especialização, atendem hoje mais de 110 fazendas de todos os portes, em vários estados do Brasil. Elas totalizam mais de 1 milhão de litros de leite por dia! Essas são algumas delas:

Fazendas atendidas pelo Rehagro

No nosso curso de pecuária leiteira, você terá acesso às mesmas técnicas e ferramentas usadas por elas.

Você aprenderá, passo a passo, o que nossos melhores profissionais fazem em suas rotinas para poder aplicar na sua também. Veja dados reais das fazendas atendidas.

Você terá aulas online gravadas, de 15 minutos por dia, que você pode assistir quando e onde quiser, e os encontros online ao vivo, frente a frente com nossa equipe, para tirar todas as suas dúvidas.

Além disso, temos o grupo fechado de WhatsApp, pelo qual você também se comunica com nosso time e troca experiências com colegas de todo o Brasil.

As dúvidas ainda podem ser tiradas pelo e-mail e pela plataforma de ensino Canvas.

Imagem da plataforma de ensino do RehagroPágina inicial da Plataforma de Ensino Canvas, utilizada na Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

Por qualquer canal que você escolha perguntar, sua resposta chegará a você em até 24 horas. É nosso compromisso!

Apoio individualizado para você aplicar esse conhecimento

Ainda perdido em como você vai pegar todo o conhecimento e levar aí para o seu campo de atuação? A gente te ajuda a fazer isso através dos projetos aplicados.

Você escolhe uma propriedade e conta com apoio individualizado para fazer um projeto voltado para ela para as diversas áreas dos módulos: nutrição, reprodução, qualidade do leite, criação de bezerros, gestão financeira e todas as outras.

Você não estará sozinho!

BÔNUS!

Para melhorar, os alunos inscritos recebem um super bônus:

  • 3 meses de acesso gratuito ao Ideagri, software de gestão pecuária usado por mais de 5.000 fazendas do Brasil;
  • Treinamento exclusivo para dominar o uso do software e empregá-lo nas fazendas em que você atua .

Transforme os resultados da sua produção de leite!

Já são mais de 1.600 profissionais formados na Pós-Graduação em Pecuária Leiteira!

Com nosso conhecimento prático, eles transformaram seus resultados na produção de leite.

E agora é o momento certo para que você faça o mesmo!

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/ https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/#respond Tue, 07 Jun 2022 18:37:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13326 Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor! Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores? Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – […]

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Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor!

Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores?

Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – para você, que está querendo melhorar a sua atuação na pecuária leiteira.

Saiba mais sobre cada uma delas!

Ensino à distância (EAD) ou Online

Mesmo antes da pandemia, o ensino à distância (EAD) ou online já vinha ganhando o coração de muitas pessoas no Brasil. E o isolamento acabou acelerando essa tendência, que continua forte mesmo com o final das restrições.

Como vantagens, as aulas online apresentam:

Flexibilidade de horário

Sabemos que a rotina de quem trabalha com leite não é para os fracos! São muitas horas de trabalho e 1.001 coisas para resolver em um dia a dia mega corrido.

Assim, no Rehagro, cada aluno pode escolher o horário em que vai assistir às aulas.

No intervalo do almoço deu uma folga? Vamos lá! Sentou pra tomar seu café da tarde e está com o celular na mão? Já começa a assistir! Não parou pra nada hoje? Veja sua aula à noite.

Você monta seu horário para assistir às aulas online gravadas e assiste quantas vezes quiser!

Se você estiver se perguntando: “Mas como é possível encaixar uma aula inteira no meu dia?”, leia já o tópico abaixo!

Aulas dinâmicas

Para que a flexibilidade de horário possa realmente funcionar na sua rotina, os cursos online do Leite no Rehagro têm aulas dinâmicas, de 15 minutos por dia.

Nossa intenção é que 100% do ensino seja proveitoso para você.

Por isso, vamos direto ao ponto, com conteúdo 100% aplicável à sua rotina na propriedade.

E se você tiver qualquer dúvida, temos a solução para você!

Suporte dedicado a você e encontros online ao vivo

Está assistindo a sua aula e não entendeu um detalhe explicado pelo professor? Envie uma mensagem pela própria plataforma do Rehagro, por WhatsApp ou por e-mail e tenha sua dúvida respondida em até 24 horas.

Além disso, são agendados, com antecedência, encontros online ao vivo, pelo Zoom!

Neles, você fica frente a frente com os professores e colegas de todo o Brasil. É o momento para trocar informações, ideias, entender melhor como você pode aplicar aquele conhecimento na sua propriedade e ficar por dentro do conteúdo.

Eles acontecem à noite e, caso você não possa participar, eles ficam gravados para que você possa assistir depois, no horário em que preferir! Facilitamos a sua vida!

Suporte online individualizado

Eu não sei o que você já ouviu falar sobre o Rehagro, mas a maioria dos nossos 25.000 alunos tem algo unânime a dizer: nossos cursos são 100% aplicáveis.

Levamos isso tão a sério, que oferecemos suporte online individualizado para que cada aluno aplique o que aprendeu, por meio dos projetos aplicados.

Temos o compromisso de fazer com que nossos cursos tenham resultados reais na sua realidade, não importa onde você estiver em todo o Brasil, o sistema de produção que você trabalhe, o tamanho da propriedade. Temos o ensino certo para você.

Grupo de WhatsApp com colegas de todo o Brasil

No WhatsApp, temos o grupo da turma trocando experiências e discutindo os tópicos abordados nas aulas. Todos apaixonados pela produção de leite, assim como você, conversando sobre compra de insumos, uso de softwares, técnicas, notícias e como tornar a atividade cada vez mais lucrativa.

Economia com deslocamento

Com o ensino online do Rehagro, você economiza tempo e dinheiro se deslocando até o local da aula! Veja o curso da sua casa ou da sua propriedade.

Da cozinha, da sala ou do quarto!

Da sala de ordenha, da varanda da fazenda, ou encostado ali naquela cerca.

Tendo internet, está tudo certo!

Saiba mais!

Apesar do nome, o ensino à distância de qualidade pode oferecer grande proximidade entre você, professores e colegas.

Então, escolha a escola certa para fazer o curso online!

Confira aqui os cursos online disponíveis na pecuária leiteira:

Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira

Ensino presencial

Pensa naquela prosa boa! Lembra da última que você teve uma? Provavelmente, a que veio na sua cabeça aconteceu em carne osso! Aquela frente a frente, olhando no olho, não é mesmo?

Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.

Você é uma dessas pessoas?

Integração com colegas e professores

Sim, presencialmente a gente fala mais, a gente espera o fim da aula e vai lá perguntar algo pro professor, a gente faz amizade com os colegas, troca informação de onde o vizinho está comprando milho melhor.

Ali na sala de aula, estarão colegas da sua região. Assim, aparecem oportunidades de troca de informações valiosas para você e a sua produção de leite.

Compromisso de horário marcado

Para algumas pessoas, ter aquele horário fixo marcado para assistir às aulas é algo muito positivo.

Naquele dia, naquela hora e naquele local, ela tem o compromisso com seu crescimento na pecuária leiteira. E isso é sagrado para elas!

Como você funciona melhor?

Saiba mais!

Procure cursos presenciais que fiquem próximos de você, para facilitar sua vida!

E quando estiver lá, aproveite para fazer o melhor networking! Solte a língua, faça contatos e aproveite!

Conheça aqui as localidades dos cursos presenciais da pecuária leiteira do Rehagro:

Curso Presencial Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Presencial em Pecuária Leiteira

Híbrido (Semipresencial)

Um pouco lá, um pouco aqui. O método híbrido, ou semipresencial, tem aulas online e aulas presenciais!

É ideal para quem quer aproveitar as vantagens das duas modalidades: poder assistir parte das aulas em casa, economizando o deslocamento, e ainda ter o contato presencial com professores e colegas.

Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros funcionando neste formato.

As aulas online são todas ao vivo, com máxima interação entre alunos e professores e as aulas práticas de formulação de dietas no software são presenciais, com treinamento intensivo para que o profissional saia preparado para formular dietas para todas as categorias de bovinos leiteiros, inclusive vacas de alta produção.

Saiba mais!

Conheça melhor o curso:

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Mãos à obra!

Agora que você já conhece as principais características de cada modalidade de ensino, conta pra gente: qual é a que mais combina com você?

Vem pro nosso site e tenha mais informações dos nossos cursos na área da produção de leite!

Cursos Pecuária Leiteira

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Biosseguridade na bovinocultura leiteira: qual a sua importância? https://blog.rehagro.com.br/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/#respond Thu, 07 Apr 2022 19:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12261 Por definição, o termo biosseguridade é conhecido como um conjunto de normas e procedimentos que visam prevenir a introdução e reduzir a circulação de agentes infecciosos em um sistema de produção. Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis […]

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Por definição, o termo biosseguridade é conhecido como um conjunto de normas e procedimentos que visam prevenir a introdução e reduzir a circulação de agentes infecciosos em um sistema de produção.

Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis e fazem parte de um mesmo ecossistema sanitário, que é a saúde única.

A título de conhecimento, biosseguridade e biossegurança são termos semelhantes, mas não sinônimos, sendo geralmente empregados de forma inadequada.

A biosseguridade refere-se à saúde animal, enquanto a biossegurança, por sua vez, remete a saúde humana. Por mais que haja estas diferenças, o que realmente importa no final é o objetivo único e igualitário de ambos os termos, que é de garantir o equilíbrio saudável da tríade epidemiológica ambiente, agente e hospedeiro.

 

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Implementar e assegurar processos com biosseguridade é um ponto fundamental na pecuária leiteira. Afinal, qualquer variação capaz de desestabilizar a tríade epidemiológica possui grande potencial para comprometer o desempenho dos animais e, como consequência, os resultados financeiros e econômicos da propriedade.

Biosseguridade desde as fases iniciais de vida dos bezerros

Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.

Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.

Vazio sanitário em fazenda leiteiraExemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)

A cada vez que uma bezerra é desmamada ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.

Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.

O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.

No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.

Controle do rebanho e da entrada de animais externos à fazenda

Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.

Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e mastite por Staphylococcus aureus, por exemplo.

Brucelose e tuberculose são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.

Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.

Exame de tuberculose em bovino leiteiroRealização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães – Técnico Equipe Leite Rehagro)

A tripanossomose bovina consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.

Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.

A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.

O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do Trypanossoma vivax, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.

Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.

Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do Staphylococcus aureus.

A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.

E-book Manual de controle da mastite

Saúde da glândula mamária, qualidade do leite e biosseguridade

Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por Staphylococcus aureus na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente S. aureus.

O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, CCS elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (S. aureus, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma spp. etc).

É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.

A biosseguridade no setor de ordenha não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.

Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.

Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.

O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.

Ordenha de vacas leiteirasUso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)

Garantindo a biosseguridade em sua propriedade!

Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida. Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.

Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.

Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.

A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.

Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Pré-sincronização como estratégia para aumentar concepção/reduzir perdas gestacionais https://blog.rehagro.com.br/webinar-perdas-gestacionais/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-perdas-gestacionais/#respond Wed, 16 Mar 2022 13:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11937 Neste Webinar leite, Roberto Sartori, professor da Esalq/USP e médico veterinário, debate sobre a pré-sincronização como estratégia para aumentar a concepção e reduzir perdas gestacionais. Ficou interessado? Assista ao conteúdo na íntegra! Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative o sino!  

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Neste Webinar leite, Roberto Sartori, professor da Esalq/USP e médico veterinário, debate sobre a pré-sincronização como estratégia para aumentar a concepção e reduzir perdas gestacionais.

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Pré-dipping e pós-dipping: pontos de controle da qualidade do leite https://blog.rehagro.com.br/pre-dipping-e-pos-dipping/ https://blog.rehagro.com.br/pre-dipping-e-pos-dipping/#respond Fri, 11 Mar 2022 13:30:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11904 A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, ao agente causador de mastite e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso. Sendo assim, um dos pontos chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes. […]

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A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, ao agente causador de mastite e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso. Sendo assim, um dos pontos chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes.

Para que isso seja possível, é fundamental adotarmos medidas simples de higiene dos tetos, garantindo a adequada desinfecção antes e após a ordenha. Uma dessas medidas é a utilização das soluções desinfetantes de pré-dipping e pós-dipping.

 

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Mas o que é o pré dipping e o pós-dipping? Quais as principais bases dessas soluções? Quais os principais pontos de atenção durante a utilização?

Copos Para Aplicação de Pré e Pós-dippingCopo sem retorno para aplicação de pré e pós-dipping. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)

Pré-dipping

O pré-dipping consiste em uma solução responsável pela desinfecção dos tetos antes da colocação das teteiras, reduzindo assim a contaminação da pele dos tetos e principalmente os casos de mastite por agentes ambientais. Além disso, a higienização dos tetos antes da ordenha contribui para a qualidade higiênica do leite, sendo um fator importante na redução da CBT (contagem bacteriana total) do leite do tanque.

Pontos de atenção

Para que a solução pré-dipping tenha a ação desinfetante esperada, é fundamental garantirmos alguns pontos:

  • A solução deve ser colocada em um copo sem retorno, evitando a contaminação da solução;
  • O copo do pré-dipping deve estar limpo;
  • A solução pré-dipping deve ser passada cobrindo todo o teto;
  • Os tetos muito sujos devem ser higienizados antes da utilização do pré-dipping para não perder seu efeito desinfetante;
  • O tempo de ação da solução nos tetos deve ser de pelo menos 30 segundos.

Além disso, é importante utilizarmos apenas produtos específicos que apresentem indicação para essa finalidade. Outros produtos desinfetantes que não possuem recomendação para uso em rotina de ordenha podem comprometer a integridade física da pele dos tetos e aumentar o risco de mastite, além de não termos a garantia de eficácia do produto ou da possibilidade de resíduo no leite.

Outro ponto de atenção refere-se a produtos que necessitam de diluição. Nesses casos, devemos garantir que a diluição do produto seja feita de forma correta e que a água utilizada para essa finalidade seja de qualidade (potável). O não cumprimento desses itens irá comprometer a eficácia do produto.

Equipamentos para ordenhaLimpeza e organização dos utensílios e equipamentos antes da ordenha. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)

Princípios ativos

Os princípios ativos mais comuns utilizados em soluções pré-dipping são:

  • Iodo;
  • Hipoclorito de sódio;
  • Clorexidina;
  • Ácido lático.
  • Um ponto importante em relação ao hipoclorito de sódio é que a solução é bastante volátil, sendo necessário manter o galão com o produto bem vedado.

Outro aspecto relevante é não utilizar o hipoclorito de sódio que encontramos em supermercados, mais conhecido como água sanitária, pois além de não ter recomendação para utilização em ordenha, a água sanitária possui soda cáustica em sua composição, que também compromete de modo considerável a integridade dos tetos.

Pré-dippingAplicação de pré-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)

Pós-dipping

Durante a ordenha os tetos entram em contato com as mãos dos ordenhadores e teteiras contaminadas, que contribuem para a transmissão de mastite por agentes do tipo contagiosos. Por esse motivo, precisamos garantir que os tetos após a ordenha também sejam desinfetados e com redução da carga de agentes causadores de mastite.

Manual de controle da mastite

Para essa desinfecção utilizamos a solução pós-dipping. Essa medida possui efeito sobre a incidência de novos casos de mastite e CCS (contagem de células somáticas) do rebanho.

Outro benefício da solução pós-dipping é manter a pele dos tetos bem hidratada e íntegra, contribuindo para redução dos casos de mastite. Assim como a solução pré-dipping, os pontos de atenção da solução pós-dipping incluem a higiene do copo sem retorno e garantir que o produto esteja cobrindo todo o teto.

Princípio ativo

O principal princípio ativo de soluções pós-dipping é o iodo, que possui atividade bactericida, fungicida e viricida, ressaltando a boa eficácia na prevenção de mastites contagiosas causadas por Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae.

Pós-dippingAplicação de pós-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)

Considerações finais

Considerando os prejuízos causados pela mastite, como gastos com medicamentos, descarte de leite e, principalmente, perda de produção, medidas de controle da mastite são fundamentais para a saúde do rebanho e rentabilidade da fazenda.

Com pequenos e simples ajustes na rotina de ordenha para garantir a correta desinfecção dos tetos antes e após a ordenha é possível produzir um leite de melhor qualidade e reduzir a incidência de mastite.

Produtor, como andam os casos de mastite em sua fazenda? Você conhece o impacto da mastite no seu sistema? Quanto de leite as suas vacas estão deixando de produzir? Quais ações você realiza para prevenir e controlar a incidência de mastite em suas vacas?

Por quê não conhecer mais de perto a sua fazenda, aprimorar a visão sobre o sistema e alavancar o desempenho e a rentabilidade?

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Gabriela Magioni

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Curva de lactação em vacas leiteiras: conceito e importância https://blog.rehagro.com.br/curva-de-lactacao/ https://blog.rehagro.com.br/curva-de-lactacao/#comments Thu, 10 Mar 2022 13:25:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11884 Há duas frases conhecidas que dizem que aquilo que não é medido, não pode ser gerenciado, e que uma pessoa sem dados é apenas uma pessoa com opinião. Ambas podem ser empregadas na atividade leiteira e merecem uma reflexão. Afinal, nenhuma ação pode ser empregada com segurança se não estiver pautada em dados confiáveis que […]

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Há duas frases conhecidas que dizem que aquilo que não é medido, não pode ser gerenciado, e que uma pessoa sem dados é apenas uma pessoa com opinião.

Ambas podem ser empregadas na atividade leiteira e merecem uma reflexão. Afinal, nenhuma ação pode ser empregada com segurança se não estiver pautada em dados confiáveis que retratam a realidade da atividade.

O principal produto da atividade leiteira é sem dúvidas a produção de leite, seguido pela venda de animais, da genética, etc. O leite é o responsável majoritário pela geração de receitas da propriedade. Somente esta afirmação já possui fundamentos o suficiente para justificar a mensuração da produção de leite da propriedade.

 

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Mas não é somente isso. Além da razão óbvia, por que devemos medir a produção de leite?

Um dos motivos é para avaliarmos a curva de lactação das vacas. Mas o que é a curva de lactação e quais informações podemos obter através dela?

Vacas Sendo Ordenhadas

Conhecendo a curva de lactação

Comumente representada no formato de gráfico, a curva de lactação ilustra a produção de leite das vacas ao longo dos períodos da lactação. Este modelo pode ser construído e analisado tanto para o indivíduo, quanto para grupos (primíparas e multíparas, por exemplo) ou rebanho.

Para a sua formação, é necessário ter duas informações básicas e principais: produção de leite e dias em lactação (DEL).

O valor de produção é obtido nas pesagens de leite periódicas. Já o DEL, como o próprio nome diz, representa a quantos dias aquele animal está produzindo leite naquela lactação. Nada mais é do que a diferença entre a data do dial atual e a data do último parto.

Com essas informações em mãos, basta arranjá-las em um gráfico, conforme o exemplo abaixo, onde o eixo X (horizontal) representa o DEL dos animais e o eixo Y (vertical) representa a produção de leite por indivíduo. Lembrando que cada marcador no gráfico representa uma vaca do rebanho.

Curva de Lactação de um Rebanho de VacasGráfico 1 – Curva de lactação de um rebanho de 94 vacas

Variações na curva de lactação

Em uma situação normal, a curva de lactação esperada é bastante semelhante ao exemplo mostrado no gráfico 1.

As vacas apresentam uma ascensão da produção de leite que vai do parto até por volta de 60 dias, geralmente, que é quando ocorre o pico de produção na espécie bovina.

Passado esse período, os animais tendem a manifestar um decréscimo gradual (6 a 10% por mês, em média) no leite à medida que o DEL avança. Fato natural que, ao longo do tempo, culmina com a secagem do animal, seja devido a gestação avançada ou a baixa produção.

Já em situações em que as vacas passam por grandes desafios, é muito comum observarmos uma curva de lactação anormal, onde o pico de produção é tardio.

Referências na literatura citam que cada litro de leite perdido no pico de produção pode resultar em 200 a 300 litros de leite perdidos ao final da lactação. Só este fato já explica a importância e a necessidade de mensurar a produção de leite das vacas e interpretar a curva de lactação.

Com o litro de leite sendo vendido a R$ 2,00, por exemplo, a perda econômica será de R$ 400,00 a R$ 600,00 por vaca em lactação nesta condição!

Veja o gráfico a seguir. Neste exemplo, as vacas estão chegando ao pico de lactação tardiamente, somente aos 100 a 110 de DEL (linha vermelha tracejada).

Esses casos quase sempre estão relacionados a algum evento que está influenciando negativamente no desempenho dos animais e resultando no atraso do pico de produção.

Doenças, dietas mal formuladas e manejo nutricional inadequado próximo ao parto ou no início da lactação, por exemplo, são três das principais causas que resultam nessa ocorrência.

Em resumo, qualquer fator que prejudique o consumo alimentar das vacas no início da lactação é capaz de atrasar o pico de produção.

Curva de Lactação AnormalGráfico 2 – Curva de lactação anormal com pico de produção tardio

Curva de lactação e ordem de parto

A curva de lactação possui algumas particularidades quando olhamos para aspectos como a ordem de parto dos animais. Ao observar a produção de primíparas e multíparas, por exemplo, notamos algumas diferenças.

Conforme já mencionado anteriormente, após o pico de lactação é natural que as vacas reduzam de forma gradual a produção de leite a cada mês. Geralmente, essa redução fica em torno de 6 a 10% por mês após o pico.

No entanto, o decréscimo não acontece na mesma proporção quando analisamos primíparas e multíparas. O esperado é que as primíparas decaem a produção por volta de 7% ao mês, enquanto este percentual para as multíparas fica em torno de 10%. Veja o gráfico 3.

Curva de Lactação de Primíparas e MultíparasGráfico 3 – Curva de lactação de primíparas e multíparas

Como a produção das primíparas cai de forma mais branda ao longo dos meses, é comum observarmos uma curva de lactação mais suave (flat) nessa categoria em relação às multíparas.

Note a diferença da inclinação da curva entre o pico e o fim da lactação de ambas as categorias. Essa taxa de queda é utilizada para estimarmos a produção dos animais após o pico de produção, além de analisarmos se a curva de lactação real está coerente com o que foi estimado, auxiliando na identificação de possíveis entraves na rotina da fazenda que estejam dificultando o desempenho dos animais.

Manual de controle da mastite

Curva de lactação e persistência de lactação

Por quanto tempo as vacas dão leite? Para responder essa pergunta devemos considerar algumas perspectivas, como: padrão racial, situação reprodutiva, nutrição, saúde. Enfim, uma série de fatores influencia no tempo de produção de leite pelas vacas, acontecimento que também é conhecido como persistência de lactação.

Vamos agora considerar alguns desses fatores e clarear um pouco o entendimento sobre como eles influenciam na persistência de lactação dos animais.

É fato que alguns padrões raciais tiveram maior intensidade de seleção genética para produção de leite ao longo dos anos e, por esse motivo, conseguem expressar melhor essa característica na atualidade. Vacas de rebanhos com padrão racial mais especializado geralmente apresentam maior persistência de lactação, ou seja, conseguem produzir leite por mais tempo.

Se pensarmos de forma associada a reprodução, em um cenário de intervalo entre partos de 12 meses, por exemplo, esperamos que as vacas produzam leite por volta de 10 meses e permaneçam secas próximo a 2 meses.

Logo, por mais que as vacas tenham persistência de lactação para produzir leite por mais tempo, elas deverão ter a lactação interrompida para que sejam secas e se preparem para o próximo parto.

Já ponderando nutrição e saúde, qualquer evento que reduza o consumo alimentar e prejudique o funcionamento adequado do metabolismo animal poderá abreviar o volume de leite e o tempo de produção das vacas. Dessa forma, a persistência de lactação será encurtada.

Considerações sobre a curva de lactação

Conhecer e analisar a curva de lactação do rebanho, além de ser uma ação essencial, representa uma grande oportunidade de identificação de gargalos na fazenda que estejam limitando o desempenho das vacas.

Qualquer sinal de produção de leite aquém do esperado deve ser investigado e corrigido. Condições inadequadas de manejo com as vacas próximo ao parto e/ou no início da lactação podem provocar eventos que impactarão em toda a lactação.

Ao final, o resultado será em menores resultados zootécnicos, econômicos e financeiros.

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Bruno Guimarães

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Sucedâneo no aleitamento de bezerras: dicas para correta utilização https://blog.rehagro.com.br/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/ https://blog.rehagro.com.br/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/#comments Tue, 30 Nov 2021 18:37:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5104 O aleitamento artificial consiste no tipo mais comum de criação de gado especializado para produção leiteira, pois permite a quantificação do custo na fase de cria, a racionalização dos animais separando as vacas de suas crias, a ordenha se torna mais higiênica e o controle da quantidade de alimento que está sendo consumida se torna […]

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O aleitamento artificial consiste no tipo mais comum de criação de gado especializado para produção leiteira, pois permite a quantificação do custo na fase de cria, a racionalização dos animais separando as vacas de suas crias, a ordenha se torna mais higiênica e o controle da quantidade de alimento que está sendo consumida se torna mais eficaz. Além disso, em sistemas de aleitamento artificial a ocorrência de doenças tende a ser menor.

Mas afinal, qual a melhor opção: fornecer leite limpo, leite de descarte ou sucedâneo lácteo para as bezerras? 

Quando há condições de se fornecer o leite limpo de vaca em condições adequadas de higiene, os resultados alcançados tendem a serem melhores, com melhor desempenho, menor incidência de diarreias e, consequentemente, menor mortalidade.

Além disso, não devemos desconsiderar o uso de leite de descarte quando em vista a disponibilidade de pasteurização e a correção do teor de sólidos.

Vamos abordar neste texto dicas a fim de garantir um correto aleitamento quando a decisão for utilizar sucedâneo como principal alimento para bezerras em aleitamento.

 

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Utilização do sucedâneo

O sucedâneo deve ter a sua utilização considerada principalmente em situações de adensamento de leite e quando não houver disponibilidade de leite limpo e/ou leite de descarte.

A decisão de quando utilizar o sucedâneo é específica para cada fazenda e deve ser considerada mediante análises de custo-benefício. Essa escolha é muitas vezes norteada pela redução de custos. A parte econômica da utilização de sucedâneo não deve ser ignorada, ao contrário, sua análise deve estar vinculada ao desempenho animal.

Além da redução de custos, outras vantagens podem ser ressaltadas quanto ao uso de sucedâneos, como desvincular o horário da ordenha ao horário do trato dos bezerros, evitar a transmissão vertical (via leite) de doenças da vaca para a bezerra, reduzir o uso de leite de descarte, facilidade de estoque e produto de consistência uniforme quando manejado corretamente.

A correta utilização do sucedâneo será fundamental para ter oportunidade de desfrutar dos benefícios citados. Sendo assim, é preciso atenção primeiramente na decisão da sua inclusão ou não na dieta. Por fim, caso a melhor opção seja sua utilização, será necessário foco em alguns pontos para compra de um produto que proporcione também boas condições de desenvolvimento às bezerras.

Assim como na oferta de leite para as bezerras, o uso de sucedâneo lácteo deve seguir algumas recomendações, como:

  • Ser ofertado sempre no mesmo horário;
  • Ser ofertado em temperatura constante (37 a 39ºC);
  • Evitar variações no volume fornecido;
  • Manter consistência na concentração de sólidos (12,5 a 15%).

O fornecimento de sucedâneo pode ser realizado através de mamadeira, amamentador automático, balde com bico, amamentador coletivo e balde sem bico. Vale ressaltar que a altura do balde com bico deve ser de aproximadamente 45 cm do chão, se assemelhando com a altura do úbere da mãe.

O ideal é que o sucedâneo utilizado seja produzido a partir de matéria prima de origem láctea.

No entanto, há aqueles que são produzidos a partir de matéria prima de origem vegetal. Os valores de fibra indicados no rótulo dos sucedâneos nos indicam se o produto possui mais ou menos proteína de origem vegetal.

E-book criação de bezerras leiteiras

Conforme será citado no próximo tópico, a recomendação é de que os sucedâneos apresentam teores de fibra inferiores a 0,15. Valores superiores apontam que há uma grande quantidade de proteínas vegetais, as quais as bezerras não conseguem digerir muito bem e podem desencadear distúrbios digestivos.

Observar o aspecto do sucedâneo algum tempo após sua diluição e mistura também é uma boa opção. Sucedâneos que apresentam decantação após serem diluídos corretamente e bem misturados geralmente não possuem uma qualidade nutricional que atenda às exigências das bezerras.

Qualidade de mistura de sucedâneos

Qualidade de mistura de sucedâneos. Note que o sucedâneo da esquerda apresentou boa qualidade de mistura e não decantou, enquanto o sucedâneo da direita não se misturou bem e decantou de forma considerável. Fonte: Professora Sandra Gesteira, UFMG

Características de um bom sucedâneo

Composição do sucedâneo

  • Composição deve conter 10-20% de gordura, 18-22% de proteína e fibra menor que 0,15%.
  • Maior parte da proteína deve ser originada de derivados do leite (Exemplos: proteínas do leite desnatado, proteínas do soro do leite, concentrado proteico de soro, etc);
  • Lactose deve ser a principal fonte de energia. A quantidade de substitutos não deve ser maior que 8 a 10% na MS para que o crescimento de tecidos corporais não seja prejudicado.
  • Utilizar diluição recomendada pelo fabricante, geralmente, é de 12,5% de sólidos totais por litro. A mensuração do teor de sólidos totais pode ser feita via refratômetro. Caso o refratômetro utilizado seja óptico, devemos somar o fator de correção de 1,1 à leitura obtida no refratômetro (ex.: leitura de refratômetro de 12, logo somamos 1,1 e o resultado do teor de sólidos totais é de 13,1%). No entanto, caso o refratômetro utilizado seja digital, o fator de correção passa a ser 1,5 (ex.: leitura de refratômetro de 12, logo somamos 1,5 e o resultado do teor de sólidos totais é de 13,5%).
  • Garantir a boa homogeneidade da solução.

Mas afinal, para que servem os sólidos totais? Os teores de sólidos totais auxiliam no desempenho da bezerra, fazendo com que a mesma ganhe peso e seja desaleitada mais rapidamente e com saúde.

Saiba mais!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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5 dicas importantes para a condução da atividade da pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/dicas-importantes-para-a-conducao-da-atividade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-importantes-para-a-conducao-da-atividade-na-pecuaria-leiteira/#comments Wed, 10 Nov 2021 12:27:23 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9932 Ao iniciar um negócio, uma das principais preocupações consiste na sua rentabilidade, para que todo o investimento feito seja retornado com uma margem de lucro significativa. Com a pecuária leiteira não é diferente: é preciso identificar os principais pontos do negócio, antes mesmo de iniciá-lo. Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser […]

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Ao iniciar um negócio, uma das principais preocupações consiste na sua rentabilidade, para que todo o investimento feito seja retornado com uma margem de lucro significativa. Com a pecuária leiteira não é diferente: é preciso identificar os principais pontos do negócio, antes mesmo de iniciá-lo.

Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser certeiro, prevenindo imprevistos e surpresas desagradáveis.

 

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Conhecendo o negócio leite

Independente do status da propriedade leiteira – se ela já se encontra em atividade, se iniciou a produção de leite há pouco tempo ou se ainda está apenas no papel – é importante conhecer de forma profunda e detalhada os pontos que a permeiam e que influenciam no seu resultado.

Esses pontos devem abranger não somente a propriedade de forma específica, mas também as pessoas envolvidas, a região onde ela está localizada e o mercado comprador/consumidor.

A melhor forma de conhecer a fazenda é por meio da ferramenta de Diagnóstico da Propriedade. Com ela é possível entender melhor o projeto, identificando as oportunidades, os riscos, alinhando as ações e atuando para melhorias.

Webinar Indicadores Econômicos e Zootécnicos

Construindo o diagnóstico da propriedade

Conforme já mencionado, o diagnóstico deve compreender fatores internos e externos da propriedade. O diagnóstico nada mais é do que um retrato da propriedade em um momento específico do tempo, relatando de forma detalhada todo o perfil da fazenda e da região.

Para organizar o raciocínio, podemos dividir os fatores em cinco grandes grupos:

1. Caracterização do mercado e do perfil da região

Avaliar qual a aptidão econômica da região, se há facilidade de obtenção de mão de obra qualificada, quais são os compradores de leite, se existe mercado de compra e venda de animais, quais os possíveis fornecedores de insumos, qual a facilidade de acesso e escoamento da produção etc.

Tais fatores permitem reconhecer se a propriedade está/estará inserida em algum determinado polo leiteiro que a beneficie, até mesmo agregue valor à produção de leite.

2. Geografia do terreno

Diz respeito à localização da propriedade, ao clima da região com as médias históricas de temperatura e pluviosidade ao longo do ano, ao relevo, ao tipo de solo, à disponibilidade de água, etc.

O conhecimento dessas variáveis permite, por exemplo, que saibamos qual o potencial agrícola da propriedade para a produção de comida dos animais.

3. Áreas, instalações e maquinários

Não basta apenas conhecer o relevo e o clima da propriedade: é necessário mensurar a sua área total e descrever a ocupação de cada divisão, como a extensão destinada à área de preservação permanente (APP), reserva legal, área mecanizável, área de manejo extensivo etc.

Compreender a divisão das áreas auxilia, por exemplo, na determinação de quantos hectares estão disponíveis para o plantio de milho para silagem ou então, quantos hectares podem ser trabalhados com pasto.

Além das áreas, devemos caracterizar também as instalações e os maquinários presentes na propriedade.

  • Qual a vida útil e o estado de conservação de cada um dos itens?
  • É possível trabalhar com o galpão de ordenha atual por mais 15 ou 20 anos?
  • O trator utilizado para a distribuição da dieta dos animais consegue realizar esta tarefa por mais quanto tempo?

Essas informações fazem a diferença quando pensamos na depreciação e na necessidade de aquisição/construção de novas unidades.

Trator de alimentos

4. Perfil do proprietário e dos colaboradores

Conhecer o perfil daqueles que lidam diretamente e diariamente com a propriedade faz toda a diferença.

  • Qual o perfil cultural e socioeconômico do proprietário?
  • Ele já possui experiências na pecuária leiteira?
  • Qual é o objetivo do produtor com a atividade pensando em volume de produção de leite, sistema de criação dos animais, remuneração, venda de genética, fabricação de produtos (laticínios, por exemplo)?
  • A atividade será conduzida pelo produtor mais como hobby ou terá a importância de ser a sua principal fonte de renda?
  • Há capital para investimento no negócio e/ou facilidade de obtenção de crédito?

Em relação aos colaboradores, qual é a mão de obra envolvida atualmente na propriedade com a produção de leite? Elaborar um organograma descrevendo o número de envolvidos com suas respectivas funções e remuneração recebida é uma excelente ideia!

Isto vale tanto para os colaboradores fixos quanto para aqueles esporádicos, como técnicos/consultores ou prestadores de serviço, por exemplo.

Esta etapa é de fundamental importância, assim como as demais já citadas. Por meio dela, podemos ter uma noção se os objetivos do proprietário e dos colaboradores estão alinhados com aquilo que a propriedade está retornando e com o potencial que ela pode entregar.

5. Sistema de produção, composição do rebanho e manejos realizados

Enfim, daremos foco específico aos animais e às rotinas. Categorizar o rebanho em grupos é o ideal, quantificando qual o número de vacas em lactação, vacas secas, recria de 0 a 12 meses, recria de 12 a 24 meses e recria acima de 24 meses, por exemplo.

Se, porventura, a propriedade possuir touro ou criação de machos leiteiros, estes também devem ser contabilizados na composição do rebanho em uma categoria específica. Junto com a composição do rebanho devemos informar qual o padrão racial dos animais e qual a distribuição de grau sanguíneo em casos de animais mestiços no rebanho.

Qual o sistema de produção adotado pela fazenda? Extensivo, semi-intensivo ou intensivo? A pasto, semiconfinamento ou confinamento total? Essa informação é básica e essencial para o diagnóstico!

A verificação e a descrição dos manejos realizados na propriedade devem ser muito bem-feitas, possibilitando compreender de forma clara quais ações são feitas na rotina.

  • Como é a reprodução das vacas e das novilhas?
  • É utilizada inseminação artificial? Se sim, com quais critérios?
  • Como ocorre a liberação das novilhas para reprodução?
  • Os animais em lactação são divididos em lotes? Se sim, com base em quais critérios?
  • Qual a produção de leite por lote?
  • Como é o manejo alimentar dos animais?
  • Quais alimentos compõem a dieta?
  • A dieta sofre variação entre as estações de chuva e seca?
  • Como as bezerras são criadas?
  • Qual o programa alimentar durante o aleitamento e após a desmama?
  • Quais as principais doenças que acometem os animais?
  • Existem protocolos de tratamento e calendário sanitário?
  • A fazenda realiza gestão financeira?

Todas estas perguntas relacionadas ao manejo, além de várias outras, estão atreladas aos indicadores da propriedade. Sendo assim, o recomendado é que, caso a fazenda trabalhe com indicadores, eles sejam mencionados juntos aos respectivos manejos, de modo a entender em que nível está a eficiência dos processos.

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5 dicas para diminuir problemas uterinos no pós-parto de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/problemas-uterinos-no-pos-parto/ https://blog.rehagro.com.br/problemas-uterinos-no-pos-parto/#respond Sun, 12 Sep 2021 18:09:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5098 Os problemas uterinos no pós-parto, infelizmente, são comuns em vacas leiteiras e sua incidência contribui para a redução da fertilidade, queda nos indicadores reprodutivos e uma consequente ineficiência econômica do sistema de produção. Afinal, todo aspecto que leve a um atraso na concepção trará prejuízos ao sistema. Dessa forma, conhecer os fatores de risco é […]

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Os problemas uterinos no pós-parto, infelizmente, são comuns em vacas leiteiras e sua incidência contribui para a redução da fertilidade, queda nos indicadores reprodutivos e uma consequente ineficiência econômica do sistema de produção.

Afinal, todo aspecto que leve a um atraso na concepção trará prejuízos ao sistema. Dessa forma, conhecer os fatores de risco é essencial para conseguir atuar na prevenção, adaptando o manejo reprodutivo, evitando danos à vaca e perdas ao sistema.

É importante salientar que o desenvolvimento de doenças uterinas no pós-parto estará relacionado à diferença no “tamanho” do desafio e as condições das vacas em vencer e superar o mesmo.

Portanto, é preciso atuar em proporcionar melhores condições ao animal a fim de que o desafio seja menor e suas condições imunes e de resposta sejam maiores.

 

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Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas uterinos no pós-parto são:

  • Balanço energético negativo;
  • Acúmulo de matéria orgânica no local do parto;
  • Animais com escore de condição corporal inadequado no momento do parto;
  • Distocias;
  • Nascimento de gêmeos;
  • Natimortos;
  • Retenção de placenta;
  • Abortos;
  • Estresse calórico;
  • Doenças infecciosas.

Baseado no conhecimento dessas dificuldades, trouxemos 5 dicas para diminuir a incidência de problemas uterinos no pós-parto e consequentemente melhorar os resultados reprodutivos e econômicos da fazenda.

1. Minimizar e monitorar balanço energético negativo

É preciso adoção de manejos que visem e estimulem um maior consumo dos animais como:

  • Fracionamento da dieta;
  • Aproximação do trato entre os horários de fornecimento da dieta;
  • Correto dimensionamento dos lotes;
  • Separação entre primíparas e multíparas;
  • Adequado balanceamento nutricional;
  • Boas condições de conforto.

Quanto ao monitoramento, uma boa opção são os programas de teste para cetose.

Para isso é necessário focar nas duas primeiras semanas após o parto e para que o teste seja realizado de forma adequada é preciso que uma gota de sangue do animal seja colocada em uma tira reagente já inserida no medidor que vai determinar a concentração sanguínea de BHBA em poucos segundos.

2. Utilização de dieta aniônica no pré-parto

A dieta aniônica é a alteração da composição mineral da dieta pré-parto e tem como objetivo principal evitar casos de hipocalcemia clínica e subclínica.

Somente a inclusão da dieta na propriedade não é suficiente para garantir que a mesma cumpra o seu objetivo. O monitoramento deve ser realizado por meio do pH urinário e mensurado nas vacas que estão ingerindo a dieta aniônica por pelo menos 5 dias até 3 semanas.

3. Boas condições higiênicas e de conforto para os animais

Quanto ao local de permanência dos animais no pré e pós-parto deve ser um ambiente limpo, com mínimo de estresse possível e, principalmente, provê-los de maior conforto.

Nesse sentido, um ponto importante é o sombreamento dos piquetes e demais locais onde esses animais permanecerão até o momento do parto, de modo a minimizar ao máximo o estresse térmico.

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4. Monitorar escore de condição corporal

Preconiza que vacas devem parir com um ECC de 3,0 a 3,25 (escala de 1 a 5), pois um ECC inferior a 3,0 é associado com reduzida produtividade e desempenho reprodutivo, enquanto que um ECC igual ou superior a 3,5 e associado com redução do consumo, bem como da produção leiteira e aumento no risco de incidência de doenças metabólicas.

A meta é 75% das vacas nesta condição na secagem e também ao parto.

5. Correta escolha de touros

Ficar atento a seleção do touro na característica facilidade de parto, como visto a ocorrência de distocias é um importante fator de risco para o desenvolvimento do problemas uterinos pós-partos.

Para criação de uma vaca produtiva é essencial uma vaca saudável, portanto, o sucesso nesse momento é fundamental para toda lactação. A recíproca também é verdadeira, negligenciar os pontos citados acima poderá trazer reflexo em toda vida produtiva do animal.

Não há dúvidas, o sucesso raramente é resultado de sorte, busquemos os melhores resultados através de bons manejos.

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Eficiência reprodutiva das vacas leiteiras: principais problemas enfrentados https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-reprodutiva-das-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-reprodutiva-das-vacas-leiteiras/#respond Tue, 31 Aug 2021 18:03:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9691 Quando pensamos na eficiência de uma fazenda leiteira automaticamente nos lembramos de ações rotineiras realizadas nos setores da reprodução, nutrição, sanidade etc. que, em conjunto, impactam diretamente no resultado da propriedade. Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos […]

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Quando pensamos na eficiência de uma fazenda leiteira automaticamente nos lembramos de ações rotineiras realizadas nos setores da reprodução, nutrição, sanidade etc. que, em conjunto, impactam diretamente no resultado da propriedade.

Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos constatar grande assertividade nestas ações que refletem na eficiência geral do negócio.

No entanto, para chegar em um nível considerável de eficiência é necessário percorrer constantemente caminhos contendo uma série infindável de variáveis que interferem no resultado.

 

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Entender o sistema como um todo, realizar o diagnóstico da propriedade para identificar os principais problemas e colocar em prática propostas de melhoria tende a ser um excelente recurso para clarear estes caminhos e amenizar as variáveis.

Dentre os setores que compõem uma fazenda leiteira, talvez a reprodução seja o de maior expressividade em termo gerais quando analisamos o impacto no sistema de produção como um todo, seja ele a curto, médio ou longo prazo.

Entretanto, isso não significa que a reprodução caminhe sozinha. Ela é altamente dependente dos outros setores e áreas, como nutrição, sanidade, recria, genética, produção de comida, mão de obra, dentre outros.

Quantificando os problemas relacionados à reprodução

Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira? Você é capaz de quantificá-las?

Seriam 5, 10, 15 ou até mesmo 50 possibilidades? Ou, quem sabe, até mais?! Há aqueles que dizem que os problemas relacionados à reprodução são infinitos!

De fato, não está errado quem pensa que são infinitas as possibilidades de problemas, pois tudo o que envolve a rotina de uma fazenda de leite pode interferir na reprodução dos animais, literalmente tudo.

Falta de comida, deficiência nutricional, volumoso de baixa qualidade, estresse térmico, doença, carrapato, ausência de rotina… Até mesmo se o responsável pelo manejo dormir mal ou não estiver bem, isto afeta a reprodução das vacas!

No entanto, há de concordar que se trabalharmos com o volume de intermináveis problemas a chance de conseguirmos alinhar a reprodução do rebanho de forma notável é mínima ou praticamente nula.

Devido a isso, para que haja sucesso reprodutivo, torna-se importante centralizarmos a energia e o foco das ações em poucos problemas, desde que eles sejam representativos e abranjam todos os aspectos da reprodução.

Respondendo então à pergunta realizada no início deste tópico:

Pergunta: Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira?

Resposta: 3! Isto mesmo, apenas TRÊS possibilidades de problemas!

Mas quais são eles?

Detalhando os problemas que afetam a eficiência reprodutiva

Conforme mencionado, são três as possibilidades de problemas reprodutivos em vacas leiteiras:

  1. Taxa de serviço: as vacas não estão sendo servidas (inseminadas, cobertas etc.).
  2. Taxa de concepção: as vacas não estão ficando gestantes.
  3. Perda de prenhez: as vacas não estão mantendo a gestação.

Quais os motivos específicos para cada uma destas possibilidades?

Taxa de serviço

A taxa de serviço consiste em um indicador amplamente utilizado para acompanhar e monitorar a reprodução das fazendas leiteiras.

Dos pontos que interferem em seu sucesso os principais são:

  • As condições anovulatórias (anestro);
  • A insuficiência na detecção de cio;
  • Ausência de rotina e de programas reprodutivos na fazenda.

A retomada da ciclicidade ovariana após o parto ocorre de forma gradual, estando bastante relacionada com o status metabólico do animal.

Vacas que passam por um período de transição desafiador (3 semanas antes do parto até 3 semanas após o parto), por exemplo, geralmente apresentam maior queda no consumo alimentar e, como consequência, necessitam mobilizar maior quantidade de reserva corporal para tentar atender as exigências nutricionais do organismo, desenvolvendo um balanço energético negativo mais acentuado.

Estes eventos contribuem para que parte da energia que seria utilizada para reprodução seja direcionada e priorizada para a mantença do animal e para produção de leite, reduzindo a atividade dos ovários e a expressão de cio.

Portanto, ajustar os manejos e reduzir ao máximo possível os desafios no período de transição é essencial para a reprodução das vacas no pós-parto.

Além da ciclicidade ovariana, a grande maioria das propriedades não detectam os episódios de cio com eficiência. Este fato pode estar relacionado ao nível de produção de leite dos animais, pois as vacas modernas de alta produção normalmente expressam cios de menor duração e intensidade e, além disso, boa parte das atividades de estro ocorrem no período noturno, momento em que geralmente não há colaboradores na fazenda.

Entretanto, grande parte das falhas na detecção de cio acontecem devido à ausência de rotinas e programas reprodutivos.

É bastante comum nos depararmos com fazendas que acreditam que a observação de cio somente nos instantes em que as vacas são guiadas dos lotes para a ordenha já é suficiente e que isto consiste em uma rotina reprodutiva. Um grande engano!

As rotinas reprodutivas devem ser elaboradas e seguidas de forma sistemática e fiel. Devem ser definidos dias específicos para que os manejos pré-determinados aconteçam, como por exemplo o dia para início e continuação dos protocolos de inseminação, observação de cio todos os dias com auxílio de ferramentas (bastão de cera, raspadinha etc.), dentre outros.

Estabelecer rotinas reprodutivas é sinônimo de organização e padronização do serviço, fornecendo melhores condições para a otimização da reprodução e visualização do cenário real do rebanho através de indicadores coerentes e que façam sentido.

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Taxa de concepção

Os fatores que influenciam na taxa de concepção são mais complexos, pois conforme já mencionado, tudo de forma geral na fazenda impacta na fertilidade das vacas. Podemos mencionar como alguns dos principais fatores que influenciam bastante na taxa de concepção:

  • Doenças;
  • Condição anovulatória;
  • Nutrição;
  • Estresse térmico;
  • Técnica de inseminação.

Doenças, condição anovulatória e nutrição estão intimamente relacionados.

Vacas que possuem consumo de matéria seca abaixo da necessidade nutricional e que, além disso, consomem dieta desbalanceada são mais propensas a desenvolverem doenças, tanto metabólicas quanto infecciosas. Vacas mal nutridas e doentes reduzem consideravelmente a condição ovariana e a fertilidade e, consequentemente, possuem menor taxa de concepção.

Portanto, a lição é clara: alimentar corretamente as vacas e prevenir a ocorrência de doenças contribui tanto para a taxa de serviço quanto para a taxa de concepção.

Vários estudos científicos objetivaram quantificar qual o impacto do estresse térmico na reprodução de vacas leiteiras. De forma majoritária e até mesmo unânime, os resultados comprovam que os animais submetidos ao estresse térmico possuem pior desempenho reprodutivo quando comparados àqueles criados em situações de conforto térmico.

A elevação da temperatura corporal das vacas exige a ativação de processos fisiológicos de termorregulação que alteram as rotas de equilíbrio do organismo, prejudicando a concepção.

Água, sombra, vento e tempo são os quatro pilares essenciais para a execução de um sistema adequado de resfriamento térmico dos animais.

Dentre os fatores citados, a técnica de inseminação tende a ser o que é mais bem compreendido. Logicamente, quando os passos da inseminação não são seguidos corretamente, a reprodução é afetada. Armazenamento e manejo do sêmen, temperatura de descongelamento, montagem dos equipamentos, higiene do processo e deposição correta do sêmen são alguns dos pontos que influenciam diretamente no resultado positivo da técnica.

Realizar auditorias periódicas pode ser uma boa estratégia para cercar surpresas negativas com este fator.

Perda de prenhez

O sucesso reprodutivo de um rebanho não consiste apenas em servir adequadamente as vacas de modo que elas obtenham boa concepção. É necessário que as gestações sejam mantidas para efetivamente gerarem um parto. Logo, as perdas de prenhez devem ser baixas.

De forma geral, a perda de prenhez está estreitamente relacionada com a taxa de concepção, sendo que grande parte dos problemas com concepção baixa envolvem uma perda de prenhez alta.

Ou seja, é muito comum que fazendas com baixa taxa de concepção possuam alta taxa de perda de prenhez antes do primeiro diagnóstico de gestação.

Logo, os fatores que influenciam na taxa de concepção e na perda de prenhez se assemelham bastante. Em vista disso, além dos fatores já citados no tópico sobre taxa de concepção, a técnica pela qual a vaca está emprenhando também possui relação com a perda gestacional (fertilização in vitro – FIV, transferência de embrião -TE, inseminação artificial – IA etc.).

Como exemplo, animais que emprenham por FIV geralmente possuem uma perda de prenhez superior aos animais que emprenham por IA.

Conclusão

Conforme discutido ao longo do texto, são inúmeros os problemas que influenciam na reprodução dos rebanhos leiteiros. Entretanto, estes problemas podem ser resumidos em basicamente três: taxa de serviço, taxa de concepção e perda de prenhez.

Realizar o diagnóstico situacional da reprodução do rebanho e identificar em qual destes pontos se encontra o problema reprodutivo da fazenda é essencial. Ter foco no direcionamento das ações de melhoria possibilita que a otimização da reprodução seja certeira e mais efetiva.

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Bruno Guimarães

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Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/#respond Fri, 25 Jun 2021 15:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9371 Conheça o ranking dos principais híbridos do Brasil! Nesse evento do Top Silagem fizemos um comparativo de 30 híbridos das sementeiras mais importantes do país e apresentamos os resultados. Nele, o especialista Ricardo Peixoto irá falar sobre o impacto da qualidade da silagem de milho no custo de produção do leite. Aperte o play no […]

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Conheça o ranking dos principais híbridos do Brasil! Nesse evento do Top Silagem fizemos um comparativo de 30 híbridos das sementeiras mais importantes do país e apresentamos os resultados.

Nele, o especialista Ricardo Peixoto irá falar sobre o impacto da qualidade da silagem de milho no custo de produção do leite. Aperte o play no vídeo abaixo e assista ao conteúdo na íntegra!

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Como detectar o cio em vacas leiteiras de forma eficiente? https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/#respond Wed, 15 Jul 2020 18:00:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7898 A maximização da eficiência reprodutiva do rebanho e a taxa de detecção de cio consiste em uma das chaves para o sucesso da atividade leiteira. A obtenção de boas taxas reprodutivas tende a contribuir para o aumento dos lucros da fazenda, pois eleva-se a proporção de vacas em fase inicial de lactação. Nesta fase, o […]

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A maximização da eficiência reprodutiva do rebanho e a taxa de detecção de cio consiste em uma das chaves para o sucesso da atividade leiteira. A obtenção de boas taxas reprodutivas tende a contribuir para o aumento dos lucros da fazenda, pois eleva-se a proporção de vacas em fase inicial de lactação.

Nesta fase, o fato de a produção de leite ser maior possibilita uma otimização do retorno sobre o custo alimentar. No entanto, para que haja maior proporção de vacas em fase inicial de lactação e otimização do retorno sobre o custo alimentar é necessário, dentre outros fatores, que haja eficiência reprodutiva.

Uma situação observada comumente no campo em grande parte das fazendas é a baixa taxa de serviço nos rebanhos leiteiros. Ou seja, uma menor proporção de vacas é servida (coberta, inseminada, etc) em comparação com o ideal.

O objetivo deste texto baseia-se em apresentar e discutir os principais métodos que auxiliam na detecção de cio e, consequentemente, no aumento do indicador da taxa de serviço e na maximização da eficiência reprodutiva.

É importante salientar que não basta apenas garantir o serviço reprodutivo para a vaca, sendo necessário também que ele ocorra no momento adequado e que a gestação se mantenha de forma saudável e venha a gerar um parto.

 

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Cio: no que consiste?

O cio, também conhecido como estro, é comumente referido como o dia zero (D0) do ciclo estral das fêmeas bovinas, consistindo no período da fase reprodutiva no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual (aceitação de monta), seguida de ovulação.

A duração média do cio é de aproximadamente 12 a 18 horas, sendo que a ovulação ocorre de 12 a 16 horas após o término do cio, ou 28 horas após o início do estro. No entanto, em vacas leiteiras de alta produção tem-se observado que a duração média do cio se encontra inferior a 8 horas.

O início das atividades que caracterizam o cio tende a ocorrer durante a noite, madrugada ou começo da manhã, conforme demonstrado pela figura a seguir.

Gráfico mostrando relação das atividades de cio de acordo com as horas do dia

Características relacionadas ao cio das vacas

No período do cio, os elevados níveis circulantes de estradiol promovem alterações anatômicas e comportamentais nas fêmeas bovinas.

Um conjunto de comportamentos e alterações características são manifestadas pelos animais antes, durante e depois do estro, sendo importante que o colaborador responsável pela observação de cio conheça tais comportamentos para que redobre sua atenção.

As principais alterações comportamentais das vacas devido ao cio envolvem:

  • Pressão do queixo sobre o períneo/garupa;
  • Tentativa de monta;
  • Agitação;
  • Micção frequente;
  • Perda de apetite.

Associado às alterações comportamentais estão as mudanças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea. Dentre elas, as principais são:

  • O edema e o avermelhamento da vulva;
  • A abertura da cérvix;
  • Corrimento muco-vaginal claro e viscoso.

A pergunta que fica é a seguinte: “Por que é tão difícil observar o cio?”.

De forma resumida, se deve ao fato de que as vacas leiteiras modernas apresentam uma série de fatores que contribuem para esta menor observação de cio, sendo os principais: maior produção de leite, menor duração do cio e maior desbalanço hormonal.

Estudos científicos, conforme demonstrado pelo gráfico a seguir, apontam que a duração do cio (horas) está associada a produção de leite (kg/dia), sendo que o cio tende a ser menor quanto maior for a produção de leite da vaca.

Este fato está relacionado em grande parte com a taxa de metabolismo das vacas, onde naquelas de alta produção tende a ser mais elevado, depurando de forma mais acelerada os hormônios esteroides e interferindo na duração do estro.

Gráfico mostrando a produção de leite de acordo com a detecção de cio

Outros estudos observaram a distribuição da duração do estro em vacas holandesas.

O encontrado foi de que aproximadamente 60% das vacas demonstraram atividade de cio por no máximo 8 horas. Destas vacas, 50% ficaram menos de 4 horas em estro. Veja o gráfico abaixo:

Gráfico mostrando a distribuição da duração do estro em vacas holandesas

Os dados e as informações apresentadas nos dois gráficos reforçam ainda mais a importância da adoção de estratégias e ferramentas auxiliares de identificação de cio.

É corriqueira a situação de vacas que não são identificadas em cio, não são trabalhadas reprodutivamente e contribuem para redução dos indicadores de eficiência reprodutiva e produtiva da fazenda.

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Métodos auxiliares de identificação do cio em vacas

A observação de aceitação de monta representa o método clássico para identificação de cio, no entanto apresenta alguns fatores limitantes para sua utilização isolada em rebanhos com maior produção de leite.

Conforme citado anteriormente, os sinais de cio frequentemente são expressos mais no período noturno, momento em que, geralmente, não há ninguém observando cio.

Além disso, o elevado consumo de matéria seca que é necessário para suprir as exigências nutricionais da alta produção de leite faz com que se eleve a taxa do metabolismo hepático das vacas, aumentando assim a depuração dos hormônios esteroides relacionados à reprodução. Esse fato contribui para redução da duração e intensidade dos sinais de estro.

A seguir serão discutidos alguns métodos/ferramentas que auxiliam no controle dos problemas relacionados à identificação de cio.

Raspadinha

A raspadinha consiste em um dispositivo semelhante a uma raspadinha de loteria que é colada na base da cauda do animal. No momento em que o animal é montado, a tinta da tira adesiva é removida, o que torna possível identificar que o animal aceitou monta.

Uma grande vantagem da utilização dessa ferramenta é identificar os animais que manifestaram cio durante a noite ou em momentos sem observação de cio. Uma das desvantagens é que utilizar em todo rebanho pode se tornar inviável economicamente.

Um ponto de atenção deve ser considerado quanto a utilização desta ferramenta em novilhas, uma vez que esta categoria animal normalmente apresenta cios mais intensos em comparação às vacas e possui instinto curioso, podendo contribuir para que a raspadinha seja desgastada com maior facilidade e até mesmo se solte do animal.

Uma das alternativas adotadas pelas fazendas para contornar esta situação consiste em associar o uso da raspadinha com o bastão de cera, que será discutido mais à frente. Esta associação aumenta a segurança e a certificação da identificação de cio.

Raspadinha para detecção de cio

Medidores de atividade

São ferramentas que se baseiam no aumento da atividade dos animais quando estão em estro. Além disso, alguns desses medidores atualmente conseguem realizar outras funções como identificar possíveis animais doentes, avaliação de estresse térmico e monitorar alimentação.

Os principais medidores disponíveis no mercado até o momento são pedômetros, colares e, recentemente, os brincos.

Por se tratar de dispositivos tecnológicos sujeitos a falhas, devemos nos lembrar de solicitar auditorias periódicas nestas ferramentas através do fabricante para que os resultados gerados sejam coerentes com as ocorrências de cio.

Caso as informações sejam repassadas incorretamente pelos dispositivos, as ações realizadas na rotina reprodutiva da fazenda também estarão incorretas.

Medidores de atividade em vacas leiteiras

Bastão de tinta

Consiste em pintar a base da cauda do animal e observar se o bastão passado foi apagado, indicando que o animal aceitou monta.

Esse manejo é realizado, geralmente, após a ordenha, na saída dos animais, aproveitando a passagem dos animais pelos currais de manejo. Fazendas que possuem canzis conseguem realizar esse manejo em momentos desvinculados da ordenha.

Todas as vacas em lactação devem ser pintadas para padronizar o manejo e evitar equívocos, inclusive vacas recém-paridas, vacas prenhes e vacas descarte.

No entanto, caso o rebanho seja menor e a situação reprodutiva dos animais seja facilmente conhecida de perto torna-se possível realizar o manejo do bastão de forma direcionada. Ou seja, em um rebanho de 30 vacas, por exemplo, sabemos de forma fácil e rápida quais são os animais que estão sendo e devem ser trabalhados na reprodução (vacas aptas, vacas inseminadas, vacas gestantes etc.).

Um outro tipo de manejo que algumas propriedades adotam é o uso de uma cor específica de bastão para cada situação reprodutiva. Por exemplo: as vacas inseminadas recebem bastão de cor amarela, as vacas gestantes recebem bastão de cor verde e as vacas aptas e vazias recebem bastão vermelho.

Vale ressaltar que esta estratégia deve ser pensada conforme a rotina da propriedade e do rebanho, justamente para que o emprego de cores variadas de bastão não complique as atividades e prejudiquem a eficiência desta técnica.

Técnica de bastão de tinta para detecção de cio

Considerações sobre a detecção de cio

O aumento da produção de leite e a otimização do custo alimentar das propriedades leiteiras passam, além de outros pontos, pela obtenção de eficiência reprodutiva.

Uma reprodução bem ajustada pode ser responsável por alcançar um DEL médio baixo no rebanho, ou seja, alcançar uma maior proporção de vacas em início de lactação produzindo mais leite.

A associação de métodos auxiliares de detecção de cio com outras ferramentas, tecnologias e estratégias torna-se interessante quanto mais intensificado for o sistema de produção. Identificar os pontos críticos de cada propriedade torna-se essencial para encontrar as oportunidades e atuar de modo a otimizar não só a reprodução, mas todos os setores da fazenda.

Além disso, adotar e seguir fielmente uma rotina reprodutiva é tão importante quanto o uso de ferramentas auxiliares de detecção de cio.

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Bruno Guimarães

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Se você quer que suas vacas leiteiras alcancem sua máxima produtividade, então precisa ter atenção redobrada no manejo alimentar no período de transição.

A importância da alimentação para a eficiência na produção de leite é fundamental em todos os estágios de produção, mas no período de transição, que compreende o intervalo de três semanas antes e três semanas após o parto, ocorrem grandes mudanças na fisiologia e no comportamento dos animais, o que gera grande impacto sobre a exigência nutricional.

Neste artigo, você verá algumas recomendações importantes para adequação do manejo de vacas no período de transição.

 

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Estimular a ingestão de matéria seca (MS)

A ingestão de nutrientes é essencial para garantir um balanço nutricional adequado, boa saúde, boa produção de leite e índices reprodutivos ideais.

Para que a fêmea no período de transição tenha uma ingestão de MS satisfatória, torna-se fundamental que pontos como escore de condição corporal, conforto térmico e manejo alimentar estejam adequados.

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Controle do peso corporal

Devemos evitar que as vacas ganhem peso durante o período seco, pois conforme se aproxima o parto, o risco de esteatose hepática aumenta, principalmente nos animais com maior escore de condição corporal. O risco maior se concentra nas três primeiras semanas pós-parto devido à mobilização das reservas corporais.

Nesse caso, o uso de colina pode ser uma alternativa para auxiliar na prevenção do ganho de peso. No entanto, ela deve ser fornecida na forma protegida para que não sofra degradação ruminal.

Ao ser absorvida, a colina protegida otimiza o transporte e a metabolização dos lipídeos, prevenindo a esteatose hepática e demais distúrbios.

Além disso, a colina tende a estimular a produção de leite (2,3 kg/dia), auxiliar na redução da ocorrência de retenção de placenta (28% a menos) e de mastite (22% a menos).

Oferecimento de dietas acidogênicas

As dietas acidogênicas (aniônicas) são conhecidas por promoverem ligeira acidose metabólica (pH sanguíneo de 7,38 – 7,40), induzindo uma melhor resposta dos receptores de paratormônio (PTH).

De forma resumida, essas duas alterações facilitam o processo de mobilização de cálcio no organismo e auxiliam na prevenção da hipocalcemia. Além disso, essa ligeira acidose metabólica induz uma acidose tubular a nível renal, que promove maior absorção de cálcio pelos rins.

Vacas que consomem dieta com diferença cátion-aniônica (DCAD) positiva, ou seja, dietas alcalogênicas, tendem a reduzir mais o consumo de MS quando comparadas às vacas alimentadas com dietas com DCAD negativo (dietas acidogênicas). A produção de leite também tende a seguir essa mesma resposta, exceto nas nulíparas, que não apresentam maior produção de leite quando alimentadas com dietas acidogênicas.

Nesse contexto, a avaliação do uso de aditivos pode ser uma alternativa interessante. Uma prática comum para a prevenção de distúrbios pós-parto é a utilização de aditivos na dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.

Nos gráficos abaixo, podemos observar que dietas com DCAD negativo podem reduzir a ocorrência de doenças como retenção de placenta, metrite e febre do leite.

Gráfico com risco de febre do leite em porcentagemDCAD e risco de febre do leite em vacas pluríparas

 

Gráfico com risco de retenção de placenta e metriteDCAD e risco de retenção de placenta ou metrite

Adequações para as dietas de pré-parto

  • Evitar a ingestão excessiva de calorias (ganho de tecido adiposo e condição corporal);
  • Reduzir esteatose hepática e cetose;
  • Prevenir hipocalcemia;
  • Fornecer quantidade adequada de proteína metabolizável.

Outras recomendações importantes durante o período de transição

  • Realizar a secagem das vacas com 230 dias de gestação, aproximadamente. O tempo para secagem varia conforme a média do período de gestação das fazendas, sendo que o ideal é um período seco entre 50 e 60 dias.
  • Promover condições para que as vacas apresentem adequado ECC na secagem (3,0 – 3,5), além de evitar grandes variações no ECC durante o período seco.
  • Oferecer conforto térmico durante todo o período seco, desde a secagem até o parto.
  • Mover as vacas para o lote de pré-parto faltando 25 dias, aproximadamente, para o parto.
  • Realizar o monitoramento de doenças no pré e pós-parto, promovendo diagnóstico precoce e tratamento adequado nos casos. As doenças ocasionam inflamação e danos teciduais, alteram a partição de nutrientes e fazem com que o organismo do animal entre no modo de sobrevivência, e não de produção/crescimento.

Agora, você já sabe algumas dicas para adequar o manejo nutricional das vacas no período de transição. A alimentação é um dos principais pilares de sucesso para um projeto leiteiro e pode representar até metade dos custos de produção.

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Bruno Guimarães

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Manejo sanitário de bovinos de leite: entenda a importância https://blog.rehagro.com.br/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite-entenda-a-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite-entenda-a-importancia/#respond Mon, 18 Mar 2019 14:51:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5631 Não há dúvidas de que o manejo sanitário de bovinos de leite seja de suma importância para a pecuária leiteira. A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade. As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do […]

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Não há dúvidas de que o manejo sanitário de bovinos de leite seja de suma importância para a pecuária leiteira.

A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.

As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.

Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite.

Estes são citados como as principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção.

 

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Importância do manejo nutricional de bovinos de leite

Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.

Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!

Lactação

Para que a vaca inicie uma lactação é necessária uma gestação seguida de parto. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no início da lactação.

Logo a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.

Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD e outras.

Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima eficiência reprodutiva e econômica para o sistema.

Manejo sanitário de bovinos de leite

Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros são as grandes perdas em consequência a lesões podais. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.

Os custos estão relacionados a menor produção de leite, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.

Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.

Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.

Manejo sanitário de bovinos de leite

Impactos econômicos da mastite bovina

Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a mastite.

“A mastite continua sendo a doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”

Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:

Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.

Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.

Manual de controle da mastite

Principais fatores de risco

Dentre os principais fatores de risco estão:

Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.

Mantenha o foco no manejo sanitário

É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.

Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente maior eficiência do sistema e maior lucratividade.

Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.

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Como melhorar a qualidade do leite? Saiba os principais parâmetros https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/#comments Thu, 04 Oct 2018 18:06:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5254 O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite. E isso é bem […]

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O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite.

E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores. Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.

O governo também reconhece a importância da qualidade do leite. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.

 

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Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:

  • Boa composição química e propriedades físicas;
  • Baixas quantidades na Contagem Bacteriana Total (CBT);
  • Baixas quantidades na Contagem Células Somáticas (CCS);
  • Ausência de agentes patológicos e contaminantes no leite.

Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.

Fatores importantes para a qualidade do leite

Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:

  • 3% de gordura;
  • 2,9% de proteína e;
  • 8,4% de sólidos totais.

Teor de gordura

Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal. Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de ácido acético e butírico, pela fermentação ruminal.

Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.

Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.

Utilização de ácidos graxos voláteis no leite

Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)

O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.

Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.

Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.

Fornecer uma dieta que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal (Mühlbach, 2004).

Segundo Sutton e Morrant (1989), outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.

Proteína

Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.

As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.

Lactose

A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.

Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico pelo rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.

Contagem de células somáticas (CCS)

Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a Contagem de Células Somáticas (CCS). Altos níveis de CCS são indicadores de mastite no rebanho. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.

Segundo Langoni (2000), a mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.

Manual de Controle da Mastite

Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:

  • Época do ano;
  • Raça;
  • Estágio de lactação;
  • Produção do leite;
  • Número de lactações;
  • Problemas de manejo;
  • Problemas nutricionais
  • Clima;
  • Doenças recorrentes.

Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:

  • Realizar sempre a higiene e desinfecção de todos os equipamentos e das mãos do ordenhador. Essa é uma medida que auxilia também na redução de infecção de vacas saudáveis pelos agentes da mastite, o que reduz o número de CCS da propriedade. A higiene adequada das teteiras entre uma ordenha e outra em propriedades que possuem grandes incidências de mastites subclínicas, gerou redução dessa doença de 96% para 47% (Amaral, 2004);
  • Realizar com os primeiros jatos de leite o teste da caneca de fundo escuro, que serve para observação de grumos, sangue ou qualquer outra secreção. Nas vacas onde tem essas alterações encontradas, deve-se fazer a ordenha das mesmas por último, evitando a disseminação de mastite pelo rebanho;
  • Realizar a limpeza e secagem dos tetos, realização do pré-dipping e do pós-dipping (Mendes, 2006);
  • Realizar o tratamento de todos os tetos das vacas secas, visando acabar com a mastite subclínica;
  • Evitar qualquer tipo de lesão nos tetos;
  • Fornecer alimento para os animais após a ordenha, para que os mesmos fiquem de pé até o fechamento do esfíncter do teto;
  • Descartar do rebanho animais que apresentem a mastite de forma crônica (Muller, 2002).

Composição do leite com elevada CCS

Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS). 

Contagem bacteriana total (CBT)

Outro indicador de qualidade do leite é a Contagem Bacteriana Total (CBT), que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.

A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por Streptococcus agalactiae, ou em surtos de Streptococcus uberis, ou Escherichia coli.

Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.

Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.

A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite (Mendes, 2006). Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.

A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. Segundo Álvares (2005) e Yamaguchi et al. (2006), a limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:

  1. Enxágue inicial com água morna de 35ºC a 45ºC por 5 minutos sem recircular. O pré enxágue retira restos de leite que ficam na tubulação;
  2. Limpeza Alcalino-Clorada com água a 65ºC-70ºC reciclando por 10 minutos, com variação na pressão de vácuo, para que o fluxo seja turbulento capaz de dissolver a gordura acumulada;
  3. Após a drenagem da solução de detergente alcalino, fazer o pós-enxague intermediário com água em temperatura ambiente por 5 minutos;
  4. Limpeza ácida com água a temperatura ambiente por 10 minutos.

Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.

Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha (Brasil, 2011).

Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.

Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite. (Machado, 2013).

Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:

  • Utilização de água tratada para qualquer procedimento, para a limpeza e higienização do complexo de equipamentos de ordenha;
  • A higiene pessoal do ordenhador deve sempre realizada;
  • Realização de pré-dipping e pós-dipping;
  • Manter a sala de ordenha sempre limpa;
  • Ter sempre todos os equipamentos de ordenha em boas condições de funcionamento;
  • Realizar a cada ordenha a limpeza e higienização de todos os equipamentos e utensílios;
  • Realizar a limpeza dos tanques sempre que o leite for recolhido pelo transportador.

Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.

Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.

Controle sanitário do rebanho leiteiro

O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.

Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a brucelose e tuberculose.

Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.

A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.

Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.

Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos antimicrobianos e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios (Souza et al., 2013).

Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.

Para evitar a presença de resíduos no leite, podem-se adotar algumas medidas como:

  • Conhecer bem qual a substância será utilizada previamente;
  • Usar somente substâncias específica para animais;
  • Armazenar de forma correta esses produtos e utilizá-los corretamente conforme a categoria de animal que está em tratamento. Pois, produtos utilizados para vacas secas possuem um tempo de carência maior que para as vacas lactantes;
  • Não realizar superdosagem desses produtos nos animais;
  • As vacas em tratamento devem ser ordenhadas por último, e seu leite deve ser descartado se esse animal está dentro do período de carência.
  • Observação e conhecimento do período de carência de todas as substâncias utilizadas.

Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.

Segundo Titto (1998), a composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de estresse térmico, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano (Posano et al. 1999).

O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. Segundo Smith (1989), a taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.

Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal (Machado, 1998). E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.

Segundo Matazzaro (2007), animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.

Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.

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O aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-leite-reduz-a-fertilidade-das-vacas/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-leite-reduz-a-fertilidade-das-vacas/#comments Mon, 27 Aug 2018 17:51:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4983 Vacas de elevada produção leiteira têm apresentado um aumento gradativo em problemas reprodutivos ao longo dos anos, aparentemente devido a causas multifatoriais. Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o […]

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Vacas de elevada produção leiteira têm apresentado um aumento gradativo em problemas reprodutivos ao longo dos anos, aparentemente devido a causas multifatoriais.

Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o aumento da produção de leite e a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras.

 

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Nos anos 70, vacas de alta produção leiteira apresentaram taxa de concepção de aproximadamente 50%. Nos anos 90, o mesmo indicador se encontrava na casa dos 40% e hoje se encontra abaixo dos 40%.

Além disso, a taxa de concepção das novilhas tem sido mantida mais ou menos constante ao longo dos anos.

Diante dos fatos, a conclusão mais óbvia é de que o aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas.

Aumento na produção de leite e a redução da fertilidade

Muitas pessoas tendem a acreditar que na medida em que a produção de leite aumenta, as vacas perdem fertilidade. No entanto, quando isso ocorre, elas se tornam mais exigentes em vários aspectos.

É fato que com o aumento na produção, as vacas passam a comer mais e consequentemente ter maior metabolismo dos hormônios esteróides (estradiol e progesterona) no fígado.

Com o aumento na produção de leite das vacas, houve também aumento na ingestão de matéria seca, o que tem levado a algumas alterações na fisiologia reprodutiva de vacas de alta produção leiteira.

Algumas dessas alterações envolvem o aumento na incidência de ovulações múltiplas e consequentemente maior incidência de partos gemelares, menor duração e intensidade dos estros, mais perdas de gestação, entre outras.

Diversas pesquisas têm sido realizadas para entender os mecanismos e desenvolver tecnologias que nos permitam minimizar os impactos causados por essas alterações.

Muitos desses estudos envolvem a manipulação hormonal do ciclo estral das vacas, com a utilização de estradiol e progesterona exógenos.

  • De modo geral, busca-se elevar a progesterona durante o desenvolvimento folicular e após a ovulação de modo a aumentar a fertilidade dos ovócitos e favorecer o desenvolvimento embrionário inicial.
  • Além disso, o estradiol durante o pró-estro também parece exercer papel fundamental na fertilidade das vacas. Assim, busca-se elevá-lo no pró-estro durante os protocolos para manipulação do ciclo estral, melhorando o transporte dos gametas e potencialmente exercendo algum papel direto na fertilidade dos gametas.

Outro aspecto de extrema relevância é o fato de que quanto maior a produção de leite da vaca maior é a quantidade de calor produzida.

O rúmen de vacas de elevada produção leiteira produz muito calor, acentuando os problemas provocados pelo estresse calórico nestes animais. Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar controlar e minimizar as perdas provocadas pelo estresse calórico.

De qualquer forma é fundamental oferecer boas condições térmicas para que elas possam produzir e reproduzir de forma mais eficiente.

Para avaliar se a propriedade apresenta problemas de estresse calórico basta medir a temperatura corporal de uma amostra do rebanho. Vacas com temperatura acima de 39,1ºC começam a apresentar perdas provocadas pelo estresse calórico.

Período de transição

Outro ponto de extrema importância para se maximizar a eficiência reprodutiva em vacas de alta produção leiteira é o bom manejo dessas vacas durante o período de transição, que compreende os 21 dias pré e pós parto.

Antes do parto é normal que ocorra queda na ingestão de matéria seca. No entanto, esta queda não pode ser tão acentuada. Assim, é fundamental que as vacas sejam movidas para o lote maternidade com boa condição corporal, uma vez que vacas obesas apresentam queda mais acentuada no consumo de matéria seca, agravando os problemas de saúde após o parto.

De modo geral, vacas que comem mais antes do parto, comerão mais após o parto, reduzindo a intensidade do balanço energético negativo e consequentemente retornando à ciclicidade ovariana mais cedo com maior fertilidade. 

Assim, precisamos facilitar o acesso das vacas à comida de boa qualidade nesse período para maximizar a eficiência reprodutiva.

Além disso, vacas que perdem mais condição corporal após a parição demoram mais para retomar a ciclicidade ovariana, apresentam menor taxa de concepção e maior perda de gestação após a primeira inseminação.

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Grande parte dos problemas que levam à ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros é a alta incidência de doenças após a parição, que estão associadas não só ao atraso ao retorno à ciclicidade ovariana, mas também pior fertilidade após a inseminação e alta incidência de perdas de prenhez.

Muitas dessas doenças estão relacionadas à queda de imunidade que vacas de alta produção leiteira enfrentam no período de transição. Assim, é necessário se atentar ainda mais ao balanceamento das dietas nesse período.

Dois componentes da dieta de extrema importância para o bom funcionamento do sistema imune são o cálcio e a vitamina E.

  • Cálcio: participa ativamente no processo de funcionamento das células de defesa, além de participar da condução de impulsos nervosos e contração muscular, entre outros.
  • Vitamina E: é um agente antioxidante que melhora o funcionamento das células de defesa em vacas que enfrentam qualquer grau de estresse oxidativo.

Vacas de alta produção leiteira precisam mobilizar grandes volumes de cálcio do sangue e dos ossos para produção do colostro.

Em alguns casos, isso estimula a ocorrência de hipocalcemia clínica e em outros, leva à ocorrência de hipocalcemia subclínica; ambas responsáveis pela maior incidência de inúmeras outras doenças que afetam não só a eficiência reprodutiva, mas também a produção de leite das vacas.

Além disso, grande parte da vitamina E (α-tocoferol) circulante no sangue é eliminada via colostro, que associado à menor ingestão de matéria seca dessas vacas no período pré-parto aumentam a exigência desse nutriente em vacas de elevada produção leiteira.

Dessa forma, ao formular dietas para vacas no período de transição é fundamental atentar a esses detalhes. Existem várias formas de controlar os problemas citados acima, como alterar o balanceamento do cálcio da dieta para minimizar a incidência de hipocalcemia subclínica, fornecer dietas aniônicas, fornecer às vacas a quantidade de vitamina E recomendada pelo NRC, entre outros.

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Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto.

Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente. Em poucos dias, as veias e artérias utilizadas na comunicação materno-fetal fecham-se. Paralelamente, os músculos dessa região também se unem, constituindo uma massa muscular.

 

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Até que todo este processo se complete, o umbigo é uma porta aberta para vários agentes causadores de diversas enfermidades.

Nesse período, caso o umbigo não seja adequadamente curado, pode infeccionar e provocar onfalite, impedindo a cicatrização e prolongando o tempo em que esta porta de comunicação permanece aberta, facilitando a ascendência de microrganismos. A cura do umbigo ganha mais importância na medida em que se consideram os aspectos sanitários gerais do rebanho.

Esse procedimento e a administração correta do colostro representam medidas indispensáveis que influenciarão diretamente na saúde do rebanho de qualquer criatório de gado bovino. Por esse motivo, deverão ser consideradas como medidas sanitárias prioritárias.

Além das enfermidades infecciosas, as hérnias, as neoplasias, os defeitos congênitos e as miíases também assumem grande importância no conjunto das onfalopatias dos bovinos. Por esta razão, deverão ser sempre consideradas ao estudar as enfermidades do umbigo do bezerro.

Anatomia do umbigo dos bezerros

O umbigo dos bezerros consiste de três estruturas que sofrem alterações anatômicas e funcionais por ocasião do nascimento.

  1. A veia umbilical dirige-se cranialmente em direção ao fígado;
  2. As artérias umbilicais dirigem-se em sentido caudal para a artéria hipogástrica;
  3. O úraco em direção à bexiga.

No momento do parto, ocorrem transformações anatomofisiológicas, a partir da ruptura do cordão umbilical e retração das artérias e da veia.

Inicia-se assim a respiração autônoma, devido à falta das trocas gasosas placentárias e ao aumento da tensão de gás carbônico. Quando o parto é normal, a queda séptica e mumificação do umbigo se dão dentro de dez dias.

Anatomia do umbigo do bezerro

Anatomia do umbigo dos bezerros

Umbigo dos bezerros visto por dentro

Patologias umbilicais

Pode-se classificar as patologias umbilicais em não infecciosas e infecciosas e estas em extra e intra-abdominal. A extra-abdominal recebe o nome de onfalite e as intra-abdominais, de acordo com o segmento afetado.

Processos não infecciosos

Hérnias

Hérnias presentes no umbigo do bezerro

Na região próxima ao umbigo, em consequência da saída de parte das vísceras através da abertura umbilical, anormalmente dilatada, pode-se produzir uma evasão do peritônio e partes externas da pele, traduzindo-se externamente por aumento de volume.

Partes do omento maior e eventualmente porções do intestino delgado podem ser facilmente repostos na cavidade abdominal por meio do anel herniário, exceto nas hérnias estranguladas.

As hérnias umbilicais, congênitas ou adquiridas, aparecem nos bezerros e demais animais domésticos. As pequenas hérnias umbilicais podem resolver-se espontaneamente, porém as hérnias umbilicais grandes ou estranguladas exigem correção cirúrgica. Quando forem adquiridas, podem estar relacionadas com traumatismos, principalmente coices, pisadas e ao transporte inadequado.

Este último é observado em propriedades rurais em que o vaqueiro tem o hábito de transportar o recém- nascido, do pasto para o curral, na cabeça das selas ou arreios, sem qualquer proteção.

Fibromas e neoplasias

Na cicatrização do umbigo, quando ocorrem aderências entre o anel umbilical, ligamentos e peritônio com as outras partes, geralmente se desenvolve um tecido conjuntivo que adquire consistência fibrosa, enrijecido, de aspecto irregular e tumoral.

Entre os vários fatores que podem provocar este quadro estão a cicatrização umbilical complicada, os traumatismos, o uso de substâncias ou produtos químicos, dentre outros.

Em casos de neoplasias malignas, o prognóstico é reservado, porém estas são raramente encontradas. Os fibromas e cicatrizes mal consolidadas, quando cirurgicamente corrigidos, são de bom prognóstico.

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Persistências e defeitos

A conexão tubular entre a bexiga e o umbigo, que se mantém após o nascimento, é conhecida como úraco persistente.

Por ocasião do nascimento, com a ruptura do cordão umbilical, o úraco deve fechar-se e a urina será então eliminada pela uretra. Uma série de causas foi sugerida para explicar a incapacidade do úraco em evoluir completamente.

Algumas delas são o rompimento precoce do cordão umbilical, a inflamação, a infecção e a excessiva manipulação física do neonato. Nos bezerros, o úraco persistente é menos comum, mas pode levar à septicemia. Caso o úraco não se feche em até 24 horas após o nascimento, indica-se a ressecção cirúrgica para reduzir a probabilidade de septicemia.

O úraco persistente pode ser corrigido cirurgicamente por ligadura ou cauterização. Quando não for possível a realização da cirurgia, indica-se o uso parenteral de antibióticos de largo espectro e a cauterização com nitrato de prata ou iodo-lugol.

Miíases (bicheiras)

As miíases ocorrem em praticamente toda a região tropical e subtropical. Os ovos da mosca Cochliomya hominivarax são depositados na periferia seca de qualquer ferimento.

Destes ovos eclodem larvas 11 horas após a postura. Elas penetram ativamente através da lesão, alimentam-se das secreções e tecidos vivos, crescem ocupando grande espaço subcutâneo e tornam-se adultas em quatro a sete dias.

Os ferimentos tomados por miíases caracterizam-se por discreto abaulamento em torno da abertura central, proporcionalmente pequena, deixando fluir uma secreção sero-sanguinolenta, que passa a purulenta alguns dias mais tarde.

O comprometimento do estado geral ocorre quando as miíases não são tratadas e ocorrem reinfestações. Pomadas, líquidos ou spray cicatrizantes acrescidos de inseticidas devem ser usados tanto preventiva como curativamente.

Em bezerros leiteiros, não é aconselhado aplicar ivermectina e seus similares no primeiro dia de vida. É possível observar em várias propriedades produtoras de leite, o aumento na mortalidade de bezerros, especialmente nos esquemas de manejo, em que é feita mais de uma aplicação, em intervalos curtos de tempo.

Processos infecciosos

As onfalopatias infecciosas dos bezerros são todos os processos infecciosos da região umbilical, podendo comprometer um ou vários vasos ou segmentos umbilicais da região extra ou intra-abdominal. Os processos inflamatórios do cordão umbilical, com ou sem herniação, são comuns em bezerros.

Em geral, há uma flora bacteriana mista, que inclui E. coli, Proteus sp., Staphylococcus sp., Actinotnycespyogenes, Fusobacterium necrophorum, Pasteureila sp., Salmonella typhimurium e até os agentes bacterianos da tuberculose.

São causas predisponentes dos processos infecciosos umbilicais:

  • Constituição anatômica anômala;
  • Condições do parto;
  • Tamanho do cordão umbilical exposto;
  • Ambiente contaminado;
  • Bezerros prematuros;
  • Retardo da limpeza lingual por parte da mãe;
  • Tratamentos inadequados com soluções sujas ou contaminadas;
  • Manuseio do umbigo por pessoas leigas;
  • Puxadas ou lambidas bruscas;
  • Traumas em quinas ou cantos dos bezerreiros.

As infecções na região umbilical podem levar a muitas lesões intra-abdominais, bem como a celulite ou a abscedação externa à parede corporal. Elas resultam em inchaço doloroso e aumento de volume palpável dos vasos umbilicais. Pode ocorrer bacteremia com localização em articulações, meninges, olhos, endocárdio e artérias terminais dos pés, orelhas e cauda.

A septicemia resultante de bactérias, que ascendem a partir dos vasos umbilicais ou do úraco, constitui sempre uma ameaça. As complicações tardias envolvem, frequentemente, infecção dos resquícios uracais, disfunção vesical ou infecção recorrente do trato urinário.

A infecção crônica da veia umbilical pode causar abscedação hepática, enquanto a infecção da artéria umbilical pode causar infecção crônica que envolve a bexiga.

O ato cirúrgico muitas vezes complementa o diagnóstico, pois permite a visualização e correção de alterações que não foram diagnosticadas clinicamente. A ultrassonografia é um meio de diagnóstico eficiente na detecção das patologias do umbigo, especialmente na identificação das lesões do úraco, que é a estrutura umbilical mais comumente afetada.

O exame ultrassonográfico, a cirurgia e o exame post mortem constituem excelentes opções para a identificação de anormalidades das estruturas umbilicais. Entretanto, aderências intra-abdominais, observadas durante o ato cirúrgico, nem sempre são diagnosticadas por intermédio do exame ultrassonográfico.

Onfalite

Onfalite é a inflamação da porção externa do umbigo, sendo comum em bezerros com dois a cinco dias de idade e representam cerca de 10% dos problemas umbilicais destes animais. Podem ser agudas, flegmonosas, subagudas ou crônicas encapsuladas ou apostematosas, na maioria das vezes fistuladas, exsudando pus.

O umbigo aumenta de volume, torna-se doloroso à palpação e pode estar obstruído ou drenando a secreção produzida por meio de uma pequena fístula. Acredita-se que o C. pyogenes seja o principal agente da onfalite, mas também são encontrados Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurela e outros agentes.

Enquanto as infecções subcutâneas geralmente permanecem circunscritas, levando a formação de abscessos ou fístulas, os agentes, as toxinas ou os produtos metabólicos localizados nos vasos sanguíneos podem alcançar outros órgãos e desencadear poliartrites, endocardites, pneumonias, nefrites, acompanhadas de emagrecimento e desenvolvimento retardado.

Onfaloflebite

Onfaloflebite é o processo inflamatório da veia umbilical e da porção externa do umbigo. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudato, que pode estar ou não exteriorizado. Pode ocorrer dor abdominal e durante a evolução muitas vezes ocorre hepatite, peritonite ou abscesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido.

Pode ser considerada a causa mais frequente de artrite séptica em bezerros, mas não deve ser considerada como a única rota de infecção das artrites hematogênicas.

É mais comum nos animais que não receberam o colostro, e a este respeito tem-se sugerido que a diminuição da acidez do estômago nestes animais, pode facilitar a passagem dos microrganismos, que seriam normalmente destruídos no trato gastrointestinal.

Onfaloarterite

Nas onfaloarterites, que são menos comuns, os abscessos surgem ao longo do trajeto das artérias umbilicais, desde o umbigo até as artérias ilíacas internas.

Os sinais clínicos são semelhantes aos da onfaloflebite: toxemia crônica, subdesenvolvimento e ausência de resposta à antibioticoterapia. O tratamento é a extirpação cirúrgica dos abscessos. As onfaloarterites levam, como consequência extrema da sua infecção ascendente, ao quadro de poliartrite.

Uraquite

Processo infeccioso intra-abdominal que acomete o úraco com ascendência à bexiga. A disseminação da infecção para a bexiga pode resultar em cistite e piúria.

O tratamento preferível também consiste em laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos. Acredita-se que o maior percentual de ocorrência nas onfalopatias (40,4%) é representado pelas uraquites.

Onfaloarterioflebite

É um processo infeccioso de uma ou duas artérias, conjuntamente com a veia umbilical, ascendente à região abdominal.

Onfalouracoflebite

Esta patologia é um processo infeccioso do úraco e veia umbilical com ascendência intra-abdominal ao fígado e à bexiga e ocorre em 9% dos casos das patologias umbilicais. Nestes casos, também são encontradas e broncopneumonias, abscessos hepáticos, artrites e enterites concomitantemente à leucocitose.

Onfalouracoarterite

É um processo infeccioso do úraco e das artérias umbilicais, com ascendência intra-abdominal à bexiga e à artéria hipogástrica.

Pode ocorrer em 17% das infecções umbilicais e há, concomitantemente, broncopneumonia, lesão hepática, inflamação da bexiga, artrite e raramente enterite.

Panvasculite umbilical

Processo infeccioso de todo o complexo umbilical, comprometendo a veia, as artérias e o úraco. Acredita-se que pode ocorrer em 9% das onfalopatias e o quadro clínico varia de acordo com a patologia intra-abdominal e sua relação com os órgãos ascendentes.

Infecções no umbigo dos bezerros

O diagnóstico das infecções umbilicais tem sido baseado na história clínica e nos achados físicos e hematológicos.

Outros meios de diagnóstico envolvem radiografia abdominal, fistulografia e urografia excretora. A ultrassonografia tem sido utilizada para avaliar as estruturas umbilicais internas. A palpação da região umbilical é utilizada para investigar a existência de onfalite.

Os sinais clínicos são o aumento de volume e a consistência da região umbilical, sensibilidade ao toque e vasos umbilicais endurecidos e espessados em maior ou menor grau.

Inflamação umbilical de bezerro

No caso de inflamação umbilical, deve-se proceder ainda a palpação da cavidade abdominal ventral, utilizando ambas as mãos, para pesquisar a ocorrência de cordões espessados e sensíveis.

Quando estes estiverem direcionados cranialmente, deve-se suspeitar de onfaloflebite e quando se posicionarem caudalmente, de onfaloarterite e uraquite.

Prejuízos econômicos

O prejuízo econômico causado pelas onfalopatias propriamente ditas, e também por aquelas enfermidades secundárias às lesões umbilicais, assumem papel fundamental em qualquer criatório bovino, seja ele leiteiro ou de corte.

Apesar da prevalência de infecções umbilicais nos rebanhos bovinos ser variável, a importância econômica é significativa, mas nem sempre é levada em consideração.

A perda econômica final do criatório com este tipo de problema é obtida pelo somatório dos prejuízos decorrentes dos óbitos, dos custos com medicamentos e assistência veterinária, do retardo no crescimento e da depreciação da carcaça.

Um estudo com objetivo de determinar os impactos das infecções e hérnias umbilicais sobre o ganho de peso corporal e a altura de novilhas criadas em fazendas leiteiras comerciais foi realizado por um período de três meses. O diagnóstico das infecções e hérnias umbilicais foi determinado pela inspeção e palpação da região umbilical.

Os resultados mostraram que durante o terceiro mês de vida, as infecções umbilicais reduziram o ganho médio diário em 96 gramas e o ganho de peso corporal ao final do período em 2,5 kg.

Houve também uma redução no crescimento de 0,7 cm. Os efeitos das hérnias umbilicais sobre o crescimento não foram significativos. Concluiu-se que a prevenção das infecções umbilicais pode melhorar o ganho médio diário de novilhas.

Profilaxia das enfermidades umbilicais

Recomenda-se o corte e a ligadura somente dos cordões umbilicais muito compridos (acima de 10 cm), reduzindo-o para dois centímetros. Em seguida o umbigo deve ser mergulhado, por 30 segundos, em uma solução de álcool iodado a 5%. Este procedimento deve ser repetido por mais três ou quatro dias. A mesma solução pode ser usada em mais de um bezerro, porém ao final do dia deve ser desprezada.

O produto deve ser aplicado sob a forma de imersão para permitir a entrada da solução desinfetante na “luz” do coto umbilical e não somente na parede externa do mesmo.

Lucci (1989), recomenda a desinfecção por emborcação de um vidro âmbar de boca larga, com solução de iodo, constituída por iodo puro, éter sulfúrico e álcool na proporção de 15:10:100. Inspeção diária e uso de spray com antissépticos e repelentes até que o umbigo caia.

Figueirêdo (1999) indica a embebição no iodo (álcool iodado a 10%) antes do corte (20 segundos) e novamente após o corte (1 minuto). Esta prática deve ser repetida duas vezes ao dia, até o terceiro dia e diariamente, até o oitavo dia.

Tratamento do umbigo

Para as infecções umbilicais dos bezerros, é necessário um tratamento geral e outro local.

O umbigo e zonas adjacentes devem ser limpos e desinfectados exaustivamente, o tecido necrosado eliminado e os trombos retirados com cuidado. Os abscessos serão abertos e esvaziados por completo. Na abertura umbilical podem ser colocados preparados antibióticos ou quimioterápicos, nas formas de suspensões, pomadas ou pós.

O tratamento geral pode ser realizado com altas doses de penicilina, sulfonamidas, oxitetraciclinas ou enrofloxacina. As correções cirúrgicas das hérnias umbilicais e as ressecções de estruturas umbilicais infeccionadas são procedimentos comumente utilizados em bovinos.

Para os fibromas umbilicais, o que se recomenda é um tratamento local, que pode ser somente paliativo, ou um procedimento definitivo, com a remoção total por meio do ato cirúrgico corretivo, sem a abertura do abdômen.

Para determinar a melhor forma de tratamento das hérnias, deve-se levar em consideração o tamanho do saco herniário, a largura do orifício herniário, a natureza do conteúdo, a aderência do mesmo ao saco interno e o encarceramento. O tratamento cirúrgico deve ser instituído após ter a certeza de que a resolução espontânea ou métodos não-cirúrgicos não serão suficientes para solucionar o problema.

Esta observação é válida somente para as hérnias com pequeno anel. Outro fator que o cirurgião deve sempre considerar é a possível hereditariedade das hérnias.

A técnica cirúrgica consiste em uma incisão elíptica, reposição do conteúdo herniário e fechamento das bordas do anel. A redução pode ser feita com o saco herniário fechado e, nos casos de presença de aderências, após a sua abertura. Na primeira situação as chances de contaminação bacteriana da cavidade abdominal são menores, porém o risco de recidiva é maior.

No segundo caso, ocorre o contrário: diminuem as recidivas, porém aumentam as possibilidades de peritonite. Para a oclusão do anel herniário deve-se utilizar sutura em jaquetão, somada à invaginação das aponeuroses dos músculos abdominais, através de pontos simples separados e fio não absorvível ou categute cromado.

Em hérnias recidivadas o uso de suturas simples com fio de algodão três zeros, com pontos de relaxamento tem apresentado bons resultados.

De modo geral, o tratamento para as onfalites consiste em exploração e excisão cirúrgicas, podendo ser necessário manter um canal para drenagem temporária. O tratamento precoce, com antibióticos e cuidados auxiliares, pode permitir a resolução antes do desenvolvimento da abscedação e distensão do úraco ou da veia e artérias umbilicais. A exploração intra-abdominal é recomendada para avaliar uma possível extensão interna da infecção.

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Como avaliar os índices zootécnicos na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras? https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos/#respond Thu, 26 Jul 2018 17:42:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4825 A eficiência reprodutiva tem impacto significativo na lucratividade e produtividade do rebanho leiteiro. Um dos fatores que devem ser utilizados de maneira correta para tomadas de decisões mais assertivas e um bom manejo reprodutivo são os índices zootécnicos. É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, […]

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A eficiência reprodutiva tem impacto significativo na lucratividade e produtividade do rebanho leiteiro. Um dos fatores que devem ser utilizados de maneira correta para tomadas de decisões mais assertivas e um bom manejo reprodutivo são os índices zootécnicos.

É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, quais aspectos precisam de maior atenção para se maximizar a eficiência reprodutiva através da implementação e checagem de metas.

 

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Principais índices zootécnicos que auxiliam na eficiência reprodutiva

Taxa de concepção

A taxa de concepção é o resultado da divisão entre o número de vacas prenhes pelo número de inseminações feitas em determinado período.

Taxa de serviço

A taxa de serviço é obtida através da divisão do número de inseminações pelo número de vacas aptas a cada intervalo de 21 dias.

É um indicador extremamente dinâmico, uma vez que o universo de vacas aptas muda diariamente, o que dificulta a obtenção do mesmo. Para cálculo da taxa de serviço é interessante se trabalhar com um software de gerenciamento de rebanho.

De um modo geral, grande parte dos produtores tendem a acreditar que sua taxa de serviço é alta, uma vez que todas as vacas são inseminadas em determinado momento. No entanto, a maior parte das fazendas apresenta baixa taxa de serviço.

De fato, a maior parte das vacas, senão todas, são realmente inseminadas. Porém, muitas vezes são inseminadas tardiamente.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Taxa de prenhez

Multiplique a taxa de concepção pela taxa de serviço e obtenha a taxa de prenhez. Essa taxa mede a velocidade em que as vacas aptas se tornam gestantes a cada intervalo de 21 dias.

Período de espera voluntário (PEV)

É o período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o período de espera voluntário varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.

Aumento da produtividade com os índices zootécnicos

A maioria dos produtores não analisam esses índices, trabalham na intuição e acham que a eficiência reprodutiva do rebanho está satisfatória.

Mas, quando os dados concretos são obtidos e controlados, percebe-se os gargalos do sistema e as oportunidades de inseminação e técnicas reprodutivas que são deixadas de lado. Sempre há a possibilidade de inseminar uma quantidade maior de vacas e aumentar a lucratividade.

O importante é emprenhar a vaca no pós-parto o mais rápido possível e para isso precisamos ter:

  • Alta taxa de serviço;
  • Alta taxa de concepção;
  • Baixa perda de prenhez.

Garantindo essa relação teremos como resultado um intervalo menor entre partos e consequentemente um DEL (dias em lactação) menor e maior produção de leite.

Manejo e controle da eficiência reprodutiva

Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.

Se você não insemina essas vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena mas é maior que zero.

Esse manejo sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.

No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam. Se você quer ter alta taxa de concepção é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.

Quais são essas estratégias?

O grande segredo está num bom manejo no período de transição das vacas. Nós temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:

  • Manipular o cálcio da dieta;
  • Trabalhar com dieta aniônica para reduzir a incidência de hipocalcemia;
  • Podemos aumentar a concentração de vitamina E no pré-parto para melhorar a imunidade.
  • Precisamos usar estratégias para minimizar o stress das vacas no pré-parto, porque assim nós conseguimos reduzir a concentração de cortisol, melhorar a imunidade das vacas e consequentemente melhorar a saúde também.

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Interações medicamentosas e a eficácia dos tratamentos em bovinos https://blog.rehagro.com.br/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/#comments Fri, 20 Jul 2018 18:58:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4812 A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos. Associando fármacos ou não, são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das […]

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A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos.

Associando fármacos ou não, são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das drogas utilizadas e a eficácia dos tratamentos bovinos que você faz em seus animais.

Os medicamentos podem interagir durante o preparo, no momento da absorção, na distribuição, na metabolização, na eliminação, no local de ação dos medicamentos devido à modificação do efeito bioquímico ou fisiológico de um medicamento quando associado a outro, etc.

 

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Pensando na associação de medicamentos, vamos começar falando do antagonismo e do sinergismo, pois é muito importante entender o que são e como funcionam, especialmente quando se trata do uso de antibióticos, muitos utilizados para o tratamento de animais no campo.

Conhecer o antagonismo e o sinergismo permite o uso mais consciente de medicamentos, como os antibióticos e, assim, contribui para a maior eficácia dos tratamentos bovinos.

Antagonismo e sinergismo

Apesar dos nomes, é muito simples entender como funcionam essas interações.

Por definição, antagonismo significa oposição, hostilidade, antipatia; posição ou situação contrária; rivalidade, luta. No caso de medicamentos, a resposta deles pode ser suprimida ou reduzida na presença de outro, muitas vezes, pela competição que há entre eles. Essas interações podem gerar respostas benéficas ou não.

Um exemplo de antagonismo com resposta benéfica é quando são aplicados medicamentos para reverter quadros de intoxicação. No segundo caso, um exemplo é a associação da penicilina com a tetraciclina, reduzindo a eficácia medicamentosa dessas bases e resultando em falhas no tratamento de infecções.

Já sinergia, significa ação simultânea em prol da realização de uma função; cooperação entre grupos que contribuem para constituição ou manutenção de determinada ordem. E no caso de medicamentos, a interação sinérgica resulta em efeito maior do que a simples soma dos efeitos isolados de cada um deles.

Das associações sinérgicas podem surgir efeitos terapêuticos ou tóxicos. Efeitos tóxicos são frequentes nas combinações de medicamentos com toxicidade nos mesmos órgãos como, por exemplo, corticosteróides e anti-inflamatórios não-esteroidais, que podem ter como consequência a ulceração gástrica.

E os efeitos terapêuticos podem ocorrer, por exemplo, quando se associa dois antibióticos de efeitos somatórios, como a penicilina e a enrofloxacina; ou como a sulfa e o trimetropim.

No campo, pensando em efeito somatório, o veterinário pode prescrever o uso associado de mais de um medicamento. Por exemplo, em infecções associadas a inflamações o veterinário pode recomendar que se utilize antibióticos e anti-inflamatórios na resolução; se houver dor e febre, analgésicos e antitérmicos são necessários; e em determinadas situações também é necessário associar antibióticos.

Outras vezes, o uso de medicamento tópico no local acometido, vem acompanhado de tratamento sistêmico, em que o produto é fornecido por via injetável. Em qualquer circunstância, é imprescindível o reconhecimento das eventuais interações existentes entre os medicamentos.

Interações benéficas terapeuticamente aumentam ou complementam a ação dos fármacos associados. Podem também exercer efeitos corretivos sobre as reações adversas consequentes do uso de um deles. Ou, ainda, podem tratar doenças coexistentes.

Um pouco mais sobre antagonismo e sinergismo na antibioticoterapia

No campo, é comum associar diferentes antibióticos para tratar animais. Por exemplo, há casos em que associa-se o antibiótico intramamário com o antibiótico parenteral (por via intramuscular ou endovenosa) para tratar mastite.

Ou então, para tratar uma ferida grave de um animal que apresente sintomas sistêmicos (apatia, febre, inapetência e etc.) usa-se antibiótico tópico associado a outro antibiótico parenteral.

Pegando o caso da mastite como exemplo, dependendo do antibiótico parenteral e do antibiótico intramamário utilizados para tratá-la, um pode potencializar o efeito do outro (sinergismo) ou pode anular o efeito do outro (antagonismo) e prejudicar o tratamento.

E-book Manual de controle da mastite

Para entender como o antagonismo e o sinergismo influenciam a eficácia de associação de antibióticos, é importante conhecer um pouco sobre a classificação deles.

Simplificando, os antibióticos podem ser divididos, dentre outros critérios, em:

  • Bactericidas e;
  • Bacteriostáticos.

De forma grosseira, os antibióticos bactericidas matam os microrganismos que se multiplicam no organismo. Já os antibióticos bacteriostáticos controlam o crescimento bacteriano ao inibir sua multiplicação, apenas impedindo seu crescimento e a evolução do estado infeccioso. A eliminação do microrganismo, neste caso, fica a cargo da imunidade do paciente.

A regra geral é que a associação de antibióticos de mesmo mecanismo de ação (bactericida com bactericida; ou bacteriostático com bacteriostático) gera efeito potencializador (sinérgico) e que a associação antibióticos com mecanismos de ação diferentes (bactericida com bacteriostático) gera efeito deletério (antagonismo).

É por isso que é interessante associar a sulfa ao trimetropim; a penicilina à enrofloxacina, dentre outros. E é por isso que não é interessante associar a penicilina à tetraciclina; ou sulfa à enrofloxacina, e assim por diante.

É claro que toda regra tem sua exceção, mas agindo segundo esta regra e não segundo a exceção, há maiores chances de assertividade.

São exemplos de antibióticos bactericidas:

  • Aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, amicacina, dentre outros);
  • Quinolonas;
  • Penicilinas;
  • Cefalosporinas.

São exemplos de antibióticos bacteriostáticos:

  • Cloranfenicol;
  • Tetraciclinas;
  • Macrolídios (eritromicina, tilosina, azitromicina, dentre outros);
  • Lincosaminas (clindamicina e lincomicina);
  • Sulfonamidas;
  • Trimetropim.

Interações durante o preparo de medicamentos

As interações que ocorrem durante o preparo se dão fora do organismo, quando dois ou mais medicamentos são administrados na mesma solução ou misturados no mesmo recipiente, ou quando são expostos de maneira inadequada ao ambiente.

Se houver incompatibilidade entre os agentes misturados, com o veículo adicionado ou com as condições ambientais a que o produto é exposto, pode-se inviabilizar a terapêutica clínica dele e frequentemente pode ocorrer precipitação ou turvação da solução; mudança de coloração do medicamento ou inativação do princípio ativo

Por exemplo, hábitos como:

  • expor à luz medicamentos acondicionados em vidros âmbar ou escuros, como no caso do iodo;
  • a diluição de produtos liofilizados (em pó) com líquidos que não os específicos para isso;
  • a exposição de vacinas a temperaturas acima do recomendado;
  • o uso repetido de uma mesma agulha para retirar o medicamento do frasco e para aplicá-lo no animal;
  • ou a associação de substâncias na mesma solução ou recipiente;

certamente podem contribuir para a inativação de substâncias e para a ocorrência de incompatibilidades.

Interações que modificam a absorção

Absorção é o processo de transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea. Fatores como o fluxo sanguíneo do Trato Gastrointestinal (TGI), pH, motilidade, dieta, presença de outras substâncias e o tipo de formulação farmacêutica interferem nesse evento. Por exemplo, há vermífugos orais que agem melhor quando administrados a animais em jejum.

O uso de medicamentos por vias não recomendadas pode prejudicar muito a ação deles, além de poder causar danos ao local em que eles foram administrados.

O uso de agulhas contaminadas para aplicar medicamentos pode causar infecções locais (abscessos) que impedem ou prejudicam a transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea.

Bovino recebendo tratamento com medicamento

Medicamentos com ações anticolinérgicas, como a atropina e seus derivados, que inibem a motilidade do TGI tendem a reduzir a absorção dos agentes coadministrados. O retardo da absorção de medicamentos pode representar uma situação clínica indesejável, especialmente quando há sintomas agudos como por exemplo, a dor ou febre alta e apatia grave, em função de infecções.

Interações que modificam a distribuição

Distribuição é o evento de deslocamento do medicamento da circulação sistêmica para os tecidos. Esta fase depende do Volume de distribuição aparente (Vd) e da fração de ligação dos medicamentos às proteínas do sangue. Medicamentos que possuem grande afinidade por essas proteínas, quando associados a outros, podem agir como deslocadores e aumentar a concentração livre do segundo, acarretando manifestações clínicas nem sempre benéficas.

Os medicamentos precipitadores, como o próprio nome diz, são capazes de arremessar outros agentes para fora do local de ação original e assim afetar o efeito farmacológico desejado. São exemplos, a aspirina, a fenilbutazona e as sulfonamidas, que são altamente ligados à proteína do sangue; e a furosemida, que altera a função renal.

Há ainda medicamentos, como a enrofloxacina, cujo efeito é muito influenciado pela alteração na dose administrada. São os medicamentos dose-dependente. Em casos de surtos infecciosos com efeitos agudos e graves, e causados por agentes susceptíveis à enrofloxacina, o aumento da dosagem deste medicamento para uma “dose de ataque” pode ser primordial.

Interações que modificam a metabolização

No processo de metabolização os medicamentos são transformados pelas enzimas do fígado em frações menores, hidrossolúveis. As interações que ocorrem nesta fase são precipitadas por medicamentos com capacidade de inibirem ou induzirem o sistema enzimático.

Interações que modificam a excreção

A maioria dos medicamentos é eliminada quase que totalmente pelos rins e a taxa de excreção de vários agentes pode ser modificada, por exemplo, por medicamentos associados que modifiquem o pH da urina. Nesses casos, os medicamentos podem ter ação por tempo menor do que o esperado, por exemplo.

injeção em gado - umas das formas de tratamentos bovinos

Diante de tantas informações, como saber qual interação medicamentosa usar?

O curso de medicina veterinária tem em sua grade curricular, dentre outros, a disciplina de farmacologia e de terapêutica, que tratam de aspectos como os tratados neste artigo. Portanto, os profissionais formados neste curso tem conhecimento para prescrever os medicamentos  e tratamentos mais adequados para cada caso.

Por isso, é de grande importância que todo tratamento, ou protocolo, seja elaborado e revisado por um médico veterinário, considerando, é claro, as características de cada animal, de cada rebanho e de cada propriedade.

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Principais impactos do estresse térmico na produção de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/estresse-termico-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/estresse-termico-em-vacas-leiteiras/#comments Mon, 09 Jul 2018 17:04:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4677 Os impactos do estresse térmico em vacas leiteiras se relacionam à redução na eficiência produtiva e reprodutiva dos animais. Além disso, geram distúrbios metabólicos e maiores chances do animal adoecer, devido à menor eficiência do sistema de defesa. Uma das reações fisiológicas mais imediatas ao estresse calórico é a redução no consumo de alimentos, estratégia […]

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Os impactos do estresse térmico em vacas leiteiras se relacionam à redução na eficiência produtiva e reprodutiva dos animais. Além disso, geram distúrbios metabólicos e maiores chances do animal adoecer, devido à menor eficiência do sistema de defesa.

Uma das reações fisiológicas mais imediatas ao estresse calórico é a redução no consumo de alimentos, estratégia para diminuir o metabolismo basal e manter a temperatura constante. A redução no consumo de alimentos é tanto maior quanto mais intenso for o estresse.

Autores citam que a 32ºC, o consumo alimentar de vacas holandesas em lactação tem queda de 20% e, a 40ºC, declina a zero. Consequentemente à diminuição na ingestão de alimentos, ocorre redução na produção e nos constituintes do leite, acarretando prejuízos aos produtores.

 

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Vaca deitada descansando embaixo de uma árvore

Alguns pesquisadores relatam que o maior volume de leite produzido por uma vaca acontece quando esta está deitada descansando.

O estresse por calor, também afeta o tempo de descanso de vacas leiteiras. Nas horas mais quentes do dia, elas preferem ficar em pé ao invés de se deitarem. Dessa forma, o tempo de descanso deitado é menor quando não se proporciona espaço de sombra e ventilação suficientes para os animais.

Em relação aos danos à eficiência reprodutiva, alguns autores citam que a duração do cio de vacas leiteiras é de aproximadamente 14 horas, podendo reduzir para 8 horas em períodos mais quentes, além de reduzir o número de aceitação de montas, impactando na taxa de serviço.

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O estresse calórico tem efeito negativo sobre a qualidade ocitária, reduzindo as taxas de fecundação, viabilidade e desenvolvimento embrionário. Ocorre, então, queda na taxa de prenhez.

Possíveis pontos de atuação

São implementadas duas estratégias diferentes para aumentar a produção de bovinos de leite em condições de clima quente.

  1. Uso de raças bovinas geneticamente adaptadas, ou seja, escolher as raças de acordo com o tipo de sistema e às condições ambientais do local.
  2. Alterar o ambiente para reduzir a intensidade do estresse térmico e permitir que as vacas produzam de acordo com o potencial genético máximo.

Medidas para diminuir o estresse térmico do animal

  • Sombreamento adequado para os animais;
  • Disponibilidade de água suficiente para os animais beberem, principalmente após a ordenha e nas horas mais quentes do dia;
  • Para animais confinados em Free stall, adequado sistema de resfriamento com ventiladores e aspersores, permanecendo ligados nas horas mais quentes do dia;
  • Para animais que não estão no Free stall, o fato de molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento;
  • Reduzir distâncias de deslocamento do animal.

Na sala de espera da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o menor tempo possível na sala de espera, além de proporcionar aos animas uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.

No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.

A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a utilização de sombrites, que são telas de fibra sintética e que devem fornecer de 60% a 80% de sombra.

A orientação das árvores ou da estrutura artificial deve ser planejada. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.

Para os animais que não estão confinados eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama. A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica isolando as áreas mais críticas.

A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.

Outro fato de extrema importância é a presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.

Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da dieta da vaca leiteira em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5ºC.

Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.

Outras ações que podem ser realizadas é manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.

O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma o aquecimento global que já pode ser notado, tenderá a ter efeitos ainda maiores.

Em se tratando de estresse calórico animal, deve ser promovido à integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.

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Estresse térmico em vacas leiteiras: como identificar? https://blog.rehagro.com.br/estresse-termico/ https://blog.rehagro.com.br/estresse-termico/#comments Mon, 09 Jul 2018 15:29:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4671 O estresse térmico em vacas leiteiras está presente em grande parte dos rebanhos, influenciando diretamente na saúde, reprodução e produção de leite dos animais. Atuar de forma preventiva para minimizar os seus impactos representa um grande desafio e uma grande oportunidade para os diversos tipos de sistema de produção. Animais em estresse térmico apresentam alterações […]

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O estresse térmico em vacas leiteiras está presente em grande parte dos rebanhos, influenciando diretamente na saúde, reprodução e produção de leite dos animais.

Atuar de forma preventiva para minimizar os seus impactos representa um grande desafio e uma grande oportunidade para os diversos tipos de sistema de produção.

Animais em estresse térmico apresentam alterações clássicas que precisam ser identificadas para que o processo de resfriamento seja otimizado. Acompanhe neste texto um pouco sobre o que é o estresse térmico e quais são os principais sinais.

 

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Conhecendo o estresse térmico

Segundo West (2003), o termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido as alterações no ambiente.

De modo semelhante, Yousef (1985) define que o estresse térmico consiste na soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.

Nos países de clima tropical, como o Brasil por exemplo, é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.

O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.

Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor. Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.

Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.

Zona termoneutraAdaptado de Kadzere et al., 2002

Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção. A seleção genética para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois vacas que produzem mais leite ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação as vacas de menor potencial genético.

Com a menor capacidade de dissipação de calor, as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.

Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura do Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um amento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.

Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.

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Como identificar um animal com estresse térmico

  • Animal ofegante, com aumento de salivação e transpiração;
  • Redução na ingestão de matéria seca;
  • Redução na produção de leite;
  • Aumento no consumo de água;
  • Aumento da frequência cardíaca e respiratória;
  • Temperatura retal maior que 39,1ºC.

Vaca com Estresse TérmicoVaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.

A temperatura corporal representa o principal indicador da termorregulação do organismo, estando relacionada à saúde, sucesso reprodutivo e produtividade dos animais.

No entanto, vale ressaltar que não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo.

Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.

Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.

Gaughan e colaboradores (2000) citam que a taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.

Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.

A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).

Resfriamento de vacas leiteirasResfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).

Monitorando o estresse térmico

Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.

Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.

De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguinte sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:

  • Respiração ofegante;
  • Boca aberta;
  • Língua para fora;
  • Aumento da salivação e da transpiração.

Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.

Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.

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Bruno Guimarães

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Palma forrageira na alimentação animal: uma opção para o semiárido https://blog.rehagro.com.br/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/#comments Wed, 27 Jun 2018 14:34:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4517 Nos últimos anos, a produção de leite na região Nordeste vem se destacando no cenário nacional, sendo considerada por alguns especialistas a nova fronteira do leite no país. As adversidades climáticas, marcadas por má distribuição de chuvas e falta de grandes áreas adequadas à agricultura, restringem a utilização da terra, sendo a pecuária uma alternativa […]

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Nos últimos anos, a produção de leite na região Nordeste vem se destacando no cenário nacional, sendo considerada por alguns especialistas a nova fronteira do leite no país.

As adversidades climáticas, marcadas por má distribuição de chuvas e falta de grandes áreas adequadas à agricultura, restringem a utilização da terra, sendo a pecuária uma alternativa de menor risco.

No contexto da produção de leite, existe, nesta região, um grande potencial para a produção de alimentos, principalmente devido às altas temperaturas e luminosidade durante grande parte do ano, o que favorece crescimento de forrageiras tropicais, como a Brachiaria.

Somado a isso, em localizações específicas, os recursos hídricos estão disponíveis em abundância e a utilização da irrigação se torna uma opção promissora para a região.

 

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Evolução da produção de leite nas regiões do BrasilFonte: IBGE (PPM, 2009)

No entanto, grande parte da produção ainda está concentrada em áreas do semiárido, que hoje corresponde a 53% do território do nordeste. Esta região é caracterizada pela irregularidade de chuvas, com precipitações anuais médias que giram entre 500 e 1000 mm, com grandes extensões abaixo de 700 mm, inviabilizando ou comprometendo a produção de forragens ou grãos (Lira, 1981).

Diante desta realidade, surgem alguns questionamentos:

  • Conseguimos manter boas médias de produção por vaca ou por área, em regiões onde a cana-de-açúcar ou o milho para silagem não se adaptam às condições climáticas?
  • Nestas condições, não existiria uma dependência por compra de grãos que inviabilizaria os projetos?
  • É possível produzir leite de maneira competitiva nestas regiões?

A resposta é sim!

Exemplos disso estão nos números de produtividade de rebanho alcançados em estados como Alagoas e Pernambuco, que evidenciam o potencial destas regiões. E com certeza, um dos grandes diferenciais está na utilização da palma forrageira na alimentação dos rebanhos.

Tabela com comparativo de produção de leite de Alagoas e Pernambuco com o restante do paísComparação de Pernambuco e Alagoas em relação a outras áreas produtoras de leite do Brasil, 2001 / Fonte: Embrapa Gado de Leite (2003)

Origem da utilização da palma forrageira no Brasil

As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de ser utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.

Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.

A partir daí, centenas de trabalhos vem identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.

Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:

  1. Opuntia ficus-indica (Palma redonda e Gigante);
  2. Nopalea cochenillifera (Palma miúda).

Palma gigantePalma gigante (Opuntia ficus-indica)

Palma Miúda ou docePalma Miúda ou doce (Nopalea cochenillifera)

Potencial da palma forrageira na alimentação de vacas de leite

Quando se fala em alimento de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, silagem de milho e silagem de sorgo.

E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.

Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.

Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muita estratégica em algumas regiões.

Produção de NDT para milho, sorgo e palma forrageira. Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.

Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)

Comparativo de produtividade entre palma forrageira e outros volumososComparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil

Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.

Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.

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A importância da palma forrageira na diminuição dos custos alimentares

Em tempos onde o preço dos insumos alimentares como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.

Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).

Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.

Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão (Lima et al., 1981), tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.

É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?

Custos de produção da palma forrageiraCustos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / Adaptado de Suassuna (2009)

Custos da matéria seca e natural da palma forrageiraCustos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras

Cuidados com a palma forrageira na dieta de vacas

Fornecer uma fonte de fibra na dieta (Balancear FDN)

Apesar de ser considerada uma forragem, a palma forrageira apresenta características de um alimento concentrado, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.

Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à dieta, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empazinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.

Portanto, a escolha do volumoso que deverá ser associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que silagem de Milho e Sorgo.

Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, menos palma deve ser utilizada.

Fornecer fonte de proteína

A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.

No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.

Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.

Estimativa do teor de proteína bruta na matéria seca da associação de palma forrageira com silagem de sorgoEstimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / Fonte (Ferreira, 2005)

Qual a quantidade de palma forrageira posso oferecer para as vacas?

Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN).

Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de capim Tifton nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.

Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.

A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de 2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.

No entanto, foi detectada diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.

Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.

Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.

Potencial da palma forrageira

A utilização da palma já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.

O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.

É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.

Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.

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Contagem bacteriana total (CBT) no leite: saiba como reduzir https://blog.rehagro.com.br/leite-como-reduzir-a-contagem-bacteriana-total/ https://blog.rehagro.com.br/leite-como-reduzir-a-contagem-bacteriana-total/#comments Mon, 18 Jun 2018 18:20:09 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4382 Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade? O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O Ministério de […]

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Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade?

O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.

O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2018 e 2019 a Instrução Normativa nº 77 com o objetivo de criar novos padrões de qualidade para o leite produzido no Brasil, fixando condições e requisitos mínimos de higiene-sanitária para a obtenção e coleta da matéria-prima, produção e comercialização do leite.

Basicamente, o leite, para ser caracterizado como de boa qualidade, deve apresentar as seguintes características:

  • Composição química adequada;
  • Reduzida contagem de células somáticas (CCS), não podendo ultrapassar a média geométrica trimestral de 500.000 CS/mL de leite;
  • Baixa contagem de bacteriana total (CBT) com limite de média geométrica trimestral de 300.000 UFC/mL de leite;
  • Ausência de agentes contaminantes (antibióticos, pesticidas, adição de água e sujidades).

Os produtores que não se adaptarem às novas normas estão sujeitos a sanções por parte dos laticínios.

 

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A indústria tem adotado programas de “pagamento por qualidade”, com enfoque sobre os teores de gordura e proteína, influenciados pela nutrição, sobre a CCS, principalmente relacionada com a saúde da glândula mamária, e, sobre a CBT, reflexo das condições de higiene na ordenha e armazenamento do leite.

E o que o produtor pode fazer para produzir leite com maior porcentagem de gordura e proteína? Quais práticas podem ser implementadas na fazenda para reduzir a CCS e a CBT do leite, garantindo sua bonificação máxima?

As respostas para essas perguntas envolvem práticas de manejo relacionadas a diferentes segmentos dentro da propriedade.

Como alterar a composição do leite?

A composição média do leite pode variar em função de vários fatores como raça, estágio da lactação, idade do animal, estação do ano, alimentação e a saúde da glândula mamária.

De todos os fatores descritos acima, apenas os dois últimos podem ser manipulados pelo produtor rural, alterando a composição do mesmo.

Vários são os componentes do leite. O que se apresenta em maior proporção é a água, em torno de 87,5% do leite, sendo os demais formados principalmente por gordura, proteína e lactose, todos sintetizados na glândula mamária.

As proteínas representam entre 3% e 4% dos sólidos encontrados no leite de vaca. A porcentagem de proteína varia, dentre outros fatores, com a raça e é proporcional à quantidade de gordura.

Isso significa que quanto maior a porcentagem de gordura no leite, maior será a de proteína. O potencial de alteração do teor de proteína do leite por meio da nutrição é modesto, em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.

A gordura é o componente que mais apresenta variação (3-9%) e pode ser influenciada por uma série de fatores nutricionais que interagem entre si como a quantidade e qualidade da fibra fornecida e a proporção volumoso/concentrado da dieta.

Dessa forma, a alimentação balanceada e com ingredientes de boa qualidade podem afetar de forma positiva a porcentagem de gordura e proteína do leite produzido.

A contagem de células somáticas (CCS)

Uma das causas que exerce influência extremamente prejudicial sobre a composição e as características físico-químicas do leite é a mastite, acompanhada por um aumento na CCS no leite.

Normalmente são células de defesa do organismo que migram do sangue para o interior da glândula com o objetivo de combater agentes agressores e células de descamação da glândula mamária, por isso animais mais velhos tendem a apresentar CCS mais alta.

A CCS no leite, faz parte de um exame laboratorial específico, que expressa o número de células somáticas por mililitro de leite, também pode ser quantificada pelo California Mastitis Test (CMT).

Quando analisada individualmente, é um método de diagnóstico da mastite subclínica; quando analisada no tanque, pode servir como indicativo do padrão de qualidade do leite cru.

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e as indústrias estão preocupados com as consequências da mastite nos rebanhos brasileiros, pois essa doença reduz a concentração dos componentes do leite (caseína, principalmente), reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor.

Ou seja, a mastite causa prejuízo para todos, desde o produtor rural até o consumidor.

Manual de controle da mastite

Como diminuir a CCS do leite?

A resposta para esta pergunta está na prevenção contra a mastite.

Deve-se, portanto:

  • Manter a máxima higiene durante a ordenha (luvas e equipamentos limpos e desinfetados);
  • Retirar os 3-4 primeiros jatos de cada teto em uma caneca de fundo escuro, e tratar imediatamente os tetos que apresentarem grumo, sangue pus ou leite aquoso, identificar e separar o animal. Fazendas que utilizarem o sistema de cultura na fazenda, aguardar as 24 horas e tomar decisão de acordo com o resultado.
  • Imergir os tetos em solução bactericida antes da ordenha (pré-dipping);
  • Secar com papel ou toalhas, com atenção especial a ponta dos tetos;
  • Acoplar as teteiras em tetos limpos e secos;
  • Imergir imediatamente os tetos em solução bactericida após a ordenha (pós-dipping);
  • Alimentar os animais logo após a ordenha para que os mesmos permaneçam em pé até o fechamento do esfíncter;
  • Estabelecer linha de ordenha, de acordo com o limite operacional de cada fazenda, mas sempre buscando ordenhar animais sadios na frente;
  • Regular a bomba de vácuo para evitar injúrias nos tetos;
  • Descartar vacas com problemas de mastite crônica;
  • Realizar terapia de vaca seca;
  • Anotar em planilhas simples, informações importantes, como a identificação das vacas e dos tetos que tiveram mastite clínica e as datas de ocorrência, o nome dos antimicrobianos usados para o tratamento das mastites e as datas de aplicação.

Contagem bacteriana total (CBT)

A CBT indica a contaminação bacteriana do leite e reflete a higiene de obtenção e conservação do mesmo. É expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL).

De acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), a CBT admitida no leite cru refrigerado é de até 300.000 UFC/mL, em uma média geométrica trimestral.

As bactérias estão em todos os lugares, como na água, na poeira, na terra, na palha, no capim, nos corpos e pelos das vacas, nas fezes, na urina, nas mãos do ordenhador, nos insetos e em utensílios de ordenha sujos.

As bactérias são classificadas como patogênicas, capazes de causar doenças ao homem e deteriorantes, capazes de alterar os componentes do leite, tornando-o impróprio para o consumo e para a indústria.

Como diminuir a contagem bacteriana total do leite?

Como as bactérias estão em todos os lugares, o produtor deve adotar as seguintes medidas para que o leite não seja contaminado:

  • Manter a sala ou local de ordenha sempre limpos; usar roupas limpas para ordenhar as vacas;
  • Utilizar água de boa qualidade (potável);
  • Lavar as luvas e mantê-las desinfetadas durante a ordenha;
  • Imergir os tetos em solução desinfetante antes e após a ordenha;
  • Secar os tetos com um papel toalha descartável por teto;
  • Lavar os equipamentos e utensílios após cada ordenha com água aquecida, usando os detergentes de acordo com o manual do fabricante dos mesmos;
  • Trocar borrachas e mangueiras do equipamento de ordenha na frequência recomendada pelo fabricante ou quando ocorrerem rachaduras;
  • Lavar os tanques de refrigeração, usando água aquecida e detergentes adequados cada vez que o leite for recolhido pelo transportador.

Mesmo que o produtor mantenha a máxima higiene na ordenha, alguma contaminação vai ocorrer no leite.

Mas se o leite for refrigerado imediatamente após a ordenha, isso vai inibir a multiplicação das bactérias e evitar que o leite seja rapidamente deteriorado.

Por isso, a IN 77 estabelece que o leite deve estar a 4ºC quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta. O tempo máximo de conservação do leite na propriedade deve ser de, no máximo, 48 horas.

Leite de qualidade deve ser uma meta de todo produtor, uma vez que representa benefícios para toda a cadeia produtiva. Ganha o produtor, que poderá receber mais pelo seu produto, a indústria com a melhoria da matéria-prima e, também, o consumidor, que terá acesso a produtos de melhor qualidade e mais seguros.

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Controle de mastite e qualidade do leite: principais pontos de atuação https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/#comments Mon, 18 Jun 2018 12:20:13 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4342 As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira. A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e […]

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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.

A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é à toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade. 

 

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Vários são os agentes que podem causar mastite, mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, o principal deles, demandando grandes esforços e conhecimento para o seu controle.

Qualidade do leite e controle da mastite staphylococcus aureus

O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária.

Na figura a seguir, é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F).

Ilustração de glândula mamária com mastiteEsquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus.

A próxima figura demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.

Lesões na glândula mamária provocadas pela mastiteVisualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite.

Diagnóstico da mastite

O S. aureus se comporta de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a identificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. O S. aureus causa, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos.

Portanto, o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como por exemplo, sua introdução, disseminação ou controle.

Controle da qualidade do leite

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através do cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira asséptica, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia.

Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S. aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.

Controle da mastite

Controle da mastite

Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:

  1. Rotina higiênica de ordenha, focando na desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping);
  2. Funcionamento adequado do equipamento de ordenha;
  3. Terapia de vaca seca (TVS) em todos os quartos mamários;
  4. Segregação e/ou linha de ordenha;
  5. Tratamento de casos clínicos e alguns subclínicos;
  6. Descarte de animais com infecção crônica;
  7. Melhoria do “status” imunológico dos animais via redução de estresse, suplementação adequada de vitaminas e minerais ou mesmo vacinações.

Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.

Pós-Dipping

A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é fundamental para evitar que microrganismos contagiosos como o S.aureus se instalem na superfície dos tetos ou no canal do teto. Portanto, toda a superfície dos tetos deve ser coberta pelo produto a fim de reduzir a população de S. aureus no rebanho e, por consequência, reduzir a ocorrência de novas infecções.

Segregação / linha de ordenha

Identificar os animais infectados e ordenhá-los após os animais sadios é fundamental para o controle do S.aureus. A glândula mamária infectada é o principal reservatório deste agente no sistema e sua disseminação ocorre no momento da ordenha. Portanto, separar os animais doentes para o final da ordenha evita a ocorrência de novas infecções.

Terapia com antibióticos

O S. aureus é um agente invasivo, que se aloja em áreas profundas da glândula, geralmente com formação de microabscessos. Nessas áreas, a penetração do antibiótico é geralmente reduzida, o que dificulta a eliminação desse agente via antibioticoterapia.

Além disso, o S. aureus é, geralmente, resistentes a alguns antimicrobianos (especialmente β-lactâmicos). Portanto, a eliminação de infecções intramamárias de S. aureus pelo tratamento com antibióticos durante a lactação, normalmente, é antieconômica e de baixa eficácia.

Por outro lado, o tratamento com antibióticos na secagem do animal (terapia de vaca seca -TVS) permite a infusão de um produto de maior duração na glândula, o que aumenta a eficiência do tratamento. Taxas de cura giram em torno de 20 a 85% e, portanto, a infusão de todos os quartos de todas as vacas na secagem é um método essencial para o controle do S. aureus.

Uma estratégia interessante e comprovada por nossa equipe recentemente se refere à associação de uma vacina contra S. aureus à terapia de vaca seca. Essa associação aumentou a taxa de cura em 48% se comparada à TVS sozinha.

Taxa de cura pós-partoTaxa de cura pós-parto de quartos mamários de vacas submetidas ou não à vacinação na secagem em associação à terapia de vaca seca (TVS)

Em resumo, diagnosticar e controlar a mastite por S. aureus são tarefas difíceis e que exigem orientação e dedicação. Não raramente, temos encontrado propriedades que revelaram o controle desse agente durante os anos, chegando, em certos casos, a prevalências superiores a 50% no rebanho.

Em um cenário futuro, onde a qualidade do leite estará interferindo cada vez mais na remuneração do produtor, relevar o controle desse agente hoje pode trazer perdas econômicas irreparáveis e até mesmo inviabilizar muitas propriedades.

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Quantas vezes as vacas devem ser ordenhadas? https://blog.rehagro.com.br/quantas-vezes-as-vacas-devem-ser-ordenhadas/ https://blog.rehagro.com.br/quantas-vezes-as-vacas-devem-ser-ordenhadas/#comments Thu, 14 Jun 2018 14:58:49 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4245 Para que práticas eficientes de manejo de ordenha das vacas sejam adotadas, é necessário um bom conhecimento da fisiologia da lactação e dos fatores que interferem com a síntese de leite. A produção de leite depende, dentre outros fatores, da manutenção do número de células alveolares, da capacidade de síntese dessas células e da eficiência […]

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Para que práticas eficientes de manejo de ordenha das vacas sejam adotadas, é necessário um bom conhecimento da fisiologia da lactação e dos fatores que interferem com a síntese de leite.

A produção de leite depende, dentre outros fatores, da manutenção do número de células alveolares, da capacidade de síntese dessas células e da eficiência do reflexo de ejeção de leite.

Os hormônios têm papel importante na lactação, mas sem a remoção frequente do leite, mesmo com um adequado perfil hormonal, a síntese não persiste.

Por outro lado, a lactação não é mantida por um longo tempo, mesmo com uma frequente remoção do leite. Desta forma, a secreção e a remoção do leite estão estritamente associadas.

 

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Qual a quantidade ideal de ordenhas?

A frequência das ordenhas e, consequentemente, o aumento ou a redução nos intervalos entre ordenhas alteram a produção e a composição do leite.

Erdman e Varner, em 1995, avaliaram os resultados experimentais sobre alteração na frequência de ordenhas em animais da raça Holandesa e encontraram os seguintes resultados fixos:

  • A redução no número de ordenhas, de duas para uma, provocou queda na produção de leite de 6,2kg/dia;
  • O aumento nas ordenhas, de duas para três, provocou um aumento de 3,5kg leite/dia, aumentou a quantidade de proteína e gordura produzida e provocou queda na porcentagem de proteína e gordura;
  • O aumento nas ordenhas, de duas para quatro, provocou um aumento de 4,9kg leite/dia, aumentou a quantidade de proteína e de gordura e provocou queda na porcentagem de proteína e gordura.

Estudos conduzidos na província de Quebec, no Canadá, com vacas Holandesas de 8.000kg de leite/lactação em média, mostraram as alterações de produção, em porcentagem, relatando os seguintes números:

  • Quando passou de duas para três ordenhas, a produção de leite aumentou 11,6% e a proteína, 0,4%, entretanto a gordura teve uma diminuição de 1,07%. Esse trabalho nos fornece mais alguns dados interessantes que muitas vezes esquecemos de levar em consideração quando pretendemos alterar a frequência das ordenhas.
  • Quando se passou de 2 para 3 ordenhas, teve-se um aumento de 10,9% nos gastos com concentrado, 3,75% nos gastos com forragens e 2,5 horas de trabalho diário.

Clarck et al (2006) compararam sistemas de vacas leiteiras a pasto, sendo realizada uma ou duas ordenhas diárias, avaliando a produção de leite, produção de Matéria Seca (MS) e contagem de células somáticas (CCS) de vacas Holstein-friesians e Jerseys.

  • As vacas Hosltein-Friesians ordenhadas uma vez produziram 31,2% a menos de leite e 29,4% menos de MS, quando comparada com as Hosltein-Friesians ordenhadas duas vezes ao dia.
  • As Jerseys ordenhadas uma vez produziram 22,1% a menos de leite e 19,9%  a menos de MS. A produção de leite por hectare foi 17,7% e 9% menores para Hosltein-Friesians e Jerseys, ordenhadas uma vez em relação às ordenhadas duas vezes ao dia, respectivamente.
  • Vacas ordenhadas uma vez possuíram maior CCS durante todo o ano para as duas raças.

Manual de controle da mastite

Pontos importantes na decisão do número de ordenhas

Apesar do aumento de produção, alguns outros pontos são importantes na tomada de decisão da alteração do número de ordenhas.

Por exemplo, para vacas em pasto, dependendo da distância do pasto à sala de ordenha, o aumento do número de ordenhas irá elevar o gasto energético desses animais, já que elas terão de ir mais vezes/dia à sala de ordenha.

Segundo o Agriculture Research Council (EUA) as vacas gastam 0.03 Mcal de Energia Líquida por kilo de peso vivo para andar 1 km na vertical, isso significa que, em terras com grande declividade o gasto energético com deslocamento pode se elevar consideravelmente, sendo esse um fator que pode não levar esses animais a um aumento de produção esperado.

Quando estamos trabalhando com vacas confinadas, os desgastes dos cascos, já que os animais irão andar mais sobre concreto, um menor tempo disponível para elas ficarem se alimentando e deitadas, pois terão de gastar parte do tempo caminhando até a sala de ordenha, na sala de espera e em ordenha, podem ocorrer.

Mas, independente se as vacas são confinadas ou a pasto, o fato é que os bovinos ingerem alimentos durante o dia com picos de consumo no nascer e no pôr do sol, e que quanto mais tempo as vacas passam na sala de ordenha, menos tempo elas têm para se alimentar e descansar, atividades fundamentais para manter níveis elevados de produção.

É preciso também lembrar que um maior número de ordenhas, apesar de benéfico à saúde da glândula mamária, exige mais do animal, sendo necessário um bom manejo nutricional. Logo, o custo da alimentação é também um fator importante a ser considerado.

Além dos maiores custos com alimentação, é preciso considerar outros custos envolvidos, tais como a capacidade operacional da sala de ordenha, a necessidade de mão-de-obra extra, maiores gastos com materiais de ordenha, energia elétrica, manutenção de máquinas, forma de pagamento do leite ( se por produção ou percentagem de sólidos) e etc.

Todos esses pontos são de grande importância na decisão de aumentar ou diminuir o número de ordenhas, lembrando sempre que cada fazenda é um caso diferente e devemos ter em mente as vantagens e desvantagens dessas mudanças.

O que importa ao final é que as alterações proporcionem um maior retorno financeiro para a empresa rural.

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Cisto folicular em vacas: o que é e como resolver o problema? https://blog.rehagro.com.br/cistos-foliculares/ https://blog.rehagro.com.br/cistos-foliculares/#comments Sun, 06 May 2018 18:57:41 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4083 Ao longo dos anos, com o aumento da capacidade de produção de leite das vacas especializadas, os problemas reprodutivos também vêm crescendo gradativamente. Tais problemas reprodutivos passam por: Redução nas taxas de concepção; Atrasos na primeira ovulação pós-parto; Redução na duração e/ou intensidade do estro; Aumento da ocorrência de partos gemelares; Aumento da incidência de […]

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Ao longo dos anos, com o aumento da capacidade de produção de leite das vacas especializadas, os problemas reprodutivos também vêm crescendo gradativamente.

Tais problemas reprodutivos passam por:

  • Redução nas taxas de concepção;
  • Atrasos na primeira ovulação pós-parto;
  • Redução na duração e/ou intensidade do estro;
  • Aumento da ocorrência de partos gemelares;
  • Aumento da incidência de cistos foliculares.

Normalmente, toda vaca recém parida passa por um período no qual não ocorrem ovulações em períodos regulares, podendo, entretanto, se estender até o terço inicial da lactação ou se prolongar no decorrer do período lactacional, como no caso da ocorrência de cistos foliculares.

 

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O que são os cistos foliculares?

Cistos foliculares são folículos que não ovularam e continuam seu crescimento, atingindo um diâmetro mínimo de 20 mm, persistindo por pelo menos 10 dias e com ausência de corpo lúteo. Podem ocorrer casos isolados ou múltiplos em um mesmo ovário ou nos dois.

Historicamente, os cistos ovarianos eram associados à ninfomania, ou seja, os animais com presença de cisto apresentavam cios irregulares e muitas vezes constantes, geralmente com manifestação acentuada.

Atualmente, o que se vê com maior frequência são animais que não apresentam comportamento estral e têm a patologia identificada no exame ginecológico para diagnóstico de gestação ou avaliação rotineira de animais vazios.

Os cistos são formados devido a falhas no processo fisiológico de regulação da ovulação, que envolve uma comunicação hormonal entre Hipotálamo, Hipófise (Pituitária) e Ovários, chamado eixo reprodutivo:

Eixo reprodutivo dos bovinosEixo reprodutivo dos bovinos (Fonte: adaptado de Anais XV Novos Enfoques)

Nas vacas císticas, o estradiol não consegue estimular o hipotálamo a liberar GnRH e, consequentemente, não há pico de LH e ovulação.

A maioria dos animais com presença de cistos apresenta concentrações anormais de progesterona na circulação sanguínea, o que provavelmente interfere na capacidade do estradiol estimular o hipotálamo a liberar GnRH.

Em animais com presença de cistos foliculares e concentrações anormais de progesterona, é comum o aparecimento de novos cistos, que muitas vezes substituem os cistos mais velhos. A esse fenômeno dá-se o nome de “turnover”.

Para a eliminação dos cistos é interessante eliminar o turnover entre eles. Pesquisas apontam que em vacas císticas existem células produtoras de progesterona na parede folicular, o que leva aos níveis anormais de progesterona na circulação e consequente formação dos novos cistos. Porém, a origem do primeiro cisto ainda não está completamente definida.

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Como tratar os cistos foliculares? 

Atualmente, não é possível prevenir a ocorrência de cistos foliculares, uma vez que não se conhece exatamente os fatores envolvidos na sua formação inicial.

Dessa forma, a melhor maneira de reduzir os prejuízos causados pela ocorrência dessa condição anovulatória nas vacas de leite é identificar e tratar os cistos o mais cedo possível.

A avaliação reprodutiva periódica das vacas permite uma identificação das estruturas císticas, facilitando a tomada de decisão quanto ao tratamento a ser empregado para eliminação da condição.

O tratamento dos cistos ovarianos normalmente é baseado na administração de GnRH, que elimina a capacidade funcional do cisto. Para se evitar a formação de um novo cisto após a administração de GnRH, é interessante a aplicação de prostaglandina F2α, que elimina as células produtoras de progesterona.

Também é indicado administração de uma nova dose de GnRH ou Estradiol, que induz a uma nova ovulação. Em resumo, para o tratamento de cistos foliculares indica-se a utilização de um protocolo de sincronização de ovulação.

Protocolo tipo OvsynchExemplo de protocolo tipo Ovsynch

A ocorrência de cistos foliculares se tornou comum nos rebanhos atuais, principalmente nos animais mais especializados para a produção de leite. Seu maior impacto econômico está no aumento dos dias em aberto do animal, com aumento do período de serviço e consequente aumento no intervalo entre partos.

A identificação precoce e o tratamento da patologia são as melhores formas de reduzir o impacto da ocorrência dos cistos nos animais produtores de leite.

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