vermífugos Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/vermifugos/ Wed, 23 Nov 2022 20:19:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png vermífugos Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/vermifugos/ 32 32 Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/#respond Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14047 Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá ver neste e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento; Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos; Vacinação dos animais; Desafios sanitários […]

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Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.

O que você irá ver neste e-book:

  • Manejo do bezerro e a importância da colostragem;
  • Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento;
  • Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;
  • Vacinação dos animais;
  • Desafios sanitários do confinamento;
  • Custos com prevenção e tratamento.

Não ignore a sanidade do rebanho

Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.

Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.

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Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/#respond Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8436 É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as […]

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É bastante comum nos depararmos com perguntas como:

  • Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?
  • Quando devo vermifugar os animais?
  • Com qual frequência devo vermifugar?
  • Qual o melhor vermífugo?

Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.

Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.

Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.

 

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Verminoses em bovinos

As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.

Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.

Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.

Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.

Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:

  • Emagrecimento;
  • Anemia;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia;
  • Abdômen dilatado;
  • Pelos arrepiados e sem brilho.

No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.

O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.

É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.

Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.

Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.

E-book criação de bezerras leiteiras

Principais verminoses de bovinos leiteiros

Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.

Ovos de vermes em microscópioFormato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

OPG e OOPG – Materiais e técnica

Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.

Materiais utilizados

  • Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;
  • Copo plástico (50 mL);
  • Água;
  • Solução de Sheater: para preparar a solução de Sheater deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água.;
  • Peneira pequena;
  • Balança de pesagem mínima de 1 grama;
  • Pipeta de Pasteur (3 mL);
  • Câmara de McMaster;
  • Microscópio óptico.

Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.

Exames de OPG e OOPGColeta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

Técnica

Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.

  1. Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheater.
  2. Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.
  3. Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.
  4. Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheater.
  5. Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheater.
  6. Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.

Técnica de exames de OPG e OOPGRealização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

Resultados de exames de OPG e OOPG

Interpretando os resultados

  • Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;
  • 300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;
  • Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.

Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.

Considerações sobre OPG e OOPG

A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.

O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.

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Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/#comments Mon, 25 Jun 2018 15:25:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4457 Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais. Dentro deste contexto, o […]

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Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais.

Dentro deste contexto, o controle de verminoses constitui uma prática importante, que tem como objetivo evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.

 

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Calcula-se que os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos estão por volta de 330 milhões de dólares/ano.

Além dos danos financeiros causados diretamente pelos parasitas, a utilização de antiparasitários é feita na maioria das vezes de maneira inadequada, aumentando ainda mais os prejuízos causados pelas verminoses.

No Brasil, os gastos com medicamentos antiparasitários no ano de 2000, foram de 223 milhões de dólares. Nem por isso o controle das verminoses é satisfatório. Segundo Bianchin (2000), as épocas de vermifugação são inadequadas, além disso, 80% das doses de anti-helmínticos são utilizadas erroneamente, no Brasil.

A partir destes fatos, se faz necessário a implantação de um programa de controle de verminoses eficaz e de baixo custo, que vise a eliminação dos agentes em épocas corretas, como uso racional de medicamentos antiparasitários.

Estratégias de combate às verminoses nos bovinos

O controle das verminoses pode ser baseado no ataque às formas de vida livre ou parasitária, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.

Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destacam-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.

A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias. Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.

Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.

E-book Sanidade do gado de corte

No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses. Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:

  • Curativo: neste tipo de controle, os animais são vermifugados apenas quando ocorrem sinais clínicos, numa explícita intenção de minimizar os custos de tratamento. No entanto, a alta prevalência de casos subclínicos no rebanho, associada a alta contaminação por ovos nas pastagens, acabam inviabilizando esta estratégia.
  • Supressivo: neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré- estabelecidos, durante todo o ano. Este procedimento pode implicar em dosificações desnecessárias, além do risco de criar resistência na população de vermes incidentes no rebanho.
  • Tático: tratamento onde os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou quando práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, rotação ou compras de animais torna oportuna a medicação.
  • Estratégico: esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações de pastagens e apresenta resultados a médio e longo prazo. Tem como principal característica, a utilização racional de vermífugos e manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, apresentando, com isso, o melhor custo benefício, dentre as formas de tratamento. 

Gráfico com as principais formas de tratamento de verminoses em bovinosCusto/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte : Embrapa Gado de Corte

Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.

Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes estão nas pastagens em épocas de chuva.

No entanto, durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens, e grande parte dos vermes está presente nos animais.

Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinosDinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.

Com isso, a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.

Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários. Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.

O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.

Quando vermifugar os animais?

A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.

No entanto, estudos vêm demonstrando que bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados. Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário ou médico veterinário, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.

Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.

No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.

Nos animais a partir da desmama até 24-30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal (Bianchin et al.,1996).

A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.

A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.

Doses anti-helmínticas por categoria animalCategoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)

Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficazIndicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).

Por fim, o produtor deve ter em mente que o controle estratégico, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas.

Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações.

Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.

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