O que são e como realizar seu manejo
O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta perene com alta capacidade de dispersão pelo vento e com excelente adaptabilidade as diferentes regiões brasileiras.
Por isso é uma planta de difícil controle e apresenta biotipos resistentes à molécula de glifosato dificultando ainda mais seu manejo.
Sendo uma planta perene com capacidade de formar perfilhos, possui um sistema radicular composto por rizomas curtos que acumulam grandes quantidades de amido.
Ela também produz sementes pilosas durante todo o ano e se dispersam facilmente pelo vento, podendo alcançar longas distâncias.
A buva (Conyza spp.), também é uma planta daninha que apresenta resistência ao glifosato, com elevada adaptação aos sistemas produtivos e alta produção de sementes.
A buva é uma planta anual com alta produção de sementes, apresenta formato piramidal e germina muito bem no período de entressafra, sendo esse um bom momento para controle.
Para evitar o surgimento de novos biotipos de capim-amargoso e buva, é preciso adotar a rotação de princípios ativos de herbicidas, pois, desta forma, se reduz a pressão de seleção.
Atenção!
Recomendam-se princípios ativos com diferentes mecanismos de ação, por isso a importância de se buscar acompanhamento técnico para melhor posicionamento de produtos.
As plantas de capim-amargoso apresentam maior sensibilidade a herbicidas nos estádios iniciais de desenvolvimento, desta forma, é preciso evitar que a planta se estabeleça e comece a formar rizomas e grandes touceiras.
Como realizar o controle?
Os herbicidas são muito eficientes quando as plantas apresentam entre 3 e 4 folhas, quando se inicia o perfilhamento, ou no rebrote a eficiência reduz muito, esta é ainda menor quando se forma touceiras.
Para fazer o controle químico destas plantas infestantes, é preciso fazer um levantamento da incidência destas plantas avaliando o estádio fenológico.