O solo \u00e9 um dos componentes mais essenciais para a agricultura. \u00c9 ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes<\/strong><\/a> que a cultura precisa e, de acordo com suas caracter\u00edsticas, pode aumentar significativamente o volume de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n
O termo gleba \u00e9 utilizado para \u00e1reas uniformes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas importantes do solo, tais como:\u00a0<\/span><\/p>\n
Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a \u00e1rea com base nas caracter\u00edsticas acima, tomando o cuidado para que uma gleba n\u00e3o seja superior a 10 ha<\/strong>.<\/span><\/p>\n
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Exemplo de divis\u00e3o de \u00e1rea: as glebas 1 e 2 s\u00e3o separadas em fun\u00e7\u00e3o do tipo de explora\u00e7\u00e3o, enquanto as glebas 3 e 4 s\u00e3o diferentes por causa da declividade.<\/span><\/p>\n
Como teremos amostras distintas, \u00e9 conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.<\/span><\/p>\n
Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxad\u00e3o + p\u00e1 de corte ou trado, balde e saco pl\u00e1stico com etiqueta de identifica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n
Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contamina\u00e7\u00f5es da amostra<\/strong>.<\/span><\/p>\n
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P\u00e1-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem<\/span><\/p>\n
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(Brasil, 2002)<\/span><\/em><\/p>\n
Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano<\/strong>, independente da cultura.<\/span><\/p>\n
Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplica\u00e7\u00f5es anuais de adubo levam alguns anos para alterar os n\u00edveis dos elementos no solo.\u00a0<\/span><\/p>\n
O efeito residual do calc\u00e1rio dispensa amostragens anuais.<\/span><\/p>\n
Solos com caracter\u00edsticas muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes<\/strong>.<\/span><\/p>\n
As an\u00e1lises de rotina s\u00e3o realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situa\u00e7\u00f5es, essa profundidade n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/span><\/p>\n
Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto<\/strong><\/a>, quanto em manuten\u00e7\u00e3o de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.<\/span><\/p>\n
Para implanta\u00e7\u00e3o de culturas perenes ou quando se usa gesso<\/strong><\/a>, s\u00e3o necess\u00e1rias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm).\u00a0<\/span><\/p>\n
A amostragem nas camadas subsuperficiais \u00e9 realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.<\/span><\/p>\n
Para a realiza\u00e7\u00e3o de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba<\/strong>. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com aux\u00edlio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.<\/span><\/p>\n
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Posi\u00e7\u00e3o adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.<\/span><\/p>\n
Se a ferramenta utilizada for o enxad\u00e3o, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com aux\u00edlio da p\u00e1 de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde pl\u00e1stico limpo.<\/span><\/p>\n
Essa opera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na \u00e1rea (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.<\/span><\/p>\n
N\u00e3o devem ser coletadas amostras em locais at\u00edpicos da paisagem<\/strong>, como nas proximidades das casas, galp\u00f5es, brejos, vo\u00e7orocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.<\/span><\/p>\n
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Sequ\u00eancia de opera\u00e7\u00f5es na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxad\u00e3o e p\u00e1-de-corte\u00a0<\/span><\/p>\n
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(Brasil, 2002)<\/span><\/em><\/p>\n
Ap\u00f3s a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco pl\u00e1stico limpo com etiqueta.\u00a0<\/span><\/p>\n
Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laborat\u00f3rio credenciado.\u00a0<\/span><\/p>\n
Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel encaminh\u00e1-las em menos de 12 horas<\/strong>, as amostras devem ser secas \u00e0 sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro res\u00edduo, e encaminhar para o laborat\u00f3rio logo que poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n
Preencha o formul\u00e1rio fornecido pelo laborat\u00f3rio, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados.\u00a0<\/span><\/p>\n
N\u00e3o deixe de realizar a an\u00e1lise do solo!<\/strong> \u00c9 um investimento muito pequeno comparado aos benef\u00edcios que ela propicia. \u00c9 por meio dela que voc\u00ea poder\u00e1 predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu m\u00e1ximo potencial produtivo.<\/span><\/p>\n
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela est\u00e1 propensa a passar ou mesmo tomar a decis\u00e3o segura de qual o melhor insumo para sua regi\u00e3o, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?<\/span><\/p>\n
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