O cons\u00f3rcio milho (<\/span>Zea mays<\/span><\/i>) com braqui\u00e1ria (<\/span>Urochloa spp.<\/span><\/i>) tem como objetivos a produ\u00e7\u00e3o de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de gr\u00e3os sob sistema de plantio direto<\/strong><\/a> (SPD), e produ\u00e7\u00e3o de forragem para alimenta\u00e7\u00e3o de animais, produtores que visam a integra\u00e7\u00e3o lavoura pecu\u00e1ria (ILP)<\/strong> com suplementa\u00e7\u00e3o alimentar para o gado e res\u00edduo de palha. <\/span><\/p>\n
No Brasil o cons\u00f3rcio de milho com plantas de cobertura<\/strong><\/a> no outono\/inverno \u00e9 uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produ\u00e7\u00e3o e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econ\u00f4mico. <\/span><\/p>\n
No cons\u00f3rcio de milho com braqui\u00e1ria tem sido adotada uma taxa de semeadura<\/strong><\/a> de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do h\u00edbrido para cada regi\u00e3o e de 7 a 15 quilos por hectare de braqui\u00e1ria, dependendo das condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n
A semeadura da braqui\u00e1ria pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de plantas daninhas<\/strong><\/a>, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produ\u00e7\u00e3o de forragem.<\/span><\/p>\n
Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da capacidade competitiva interespec\u00edfica das esp\u00e9cies cultivadas<\/strong>, no entanto, sem deixar de levar em considera\u00e7\u00e3o o controle integrado de plantas daninhas. Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a ado\u00e7\u00e3o de sistemas de cultivo de ILP, por\u00e9m com grande capacidade de expans\u00e3o.<\/span><\/p>\n
Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesej\u00e1veis da competi\u00e7\u00e3o interespec\u00edfica entre a cultura do milho e as esp\u00e9cies forrageiras \u00e9 o uso de herbicidas. <\/span><\/p>\n
Gra\u00e7as ao baixo custo operacional, em fun\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supress\u00e3o adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produ\u00e7\u00e3o de massa.<\/span><\/p>\n
Um dos fatores limitantes para utiliza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica \u00e9 a disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho<\/strong> que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as esp\u00e9cies forrageiras (Tabela 1). <\/span><\/p>\n
Um dos principais agravantes da utiliza\u00e7\u00e3o de herbicidas diz respeito \u00e0 dose e ao est\u00e1dio da forrageira no momento da aplica\u00e7\u00e3o, sendo indicado ap\u00f3s iniciar forma\u00e7\u00e3o do perfilho (Figura 1).<\/span><\/p>\n
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Braqui\u00e1ria ap\u00f3s o controle de plantas daninhas.<\/span><\/p>\n
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Rela\u00e7\u00e3o de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplica\u00e7\u00e3o em p\u00f3s-emerg\u00eancia na cultura do milho em cons\u00f3rcio com forrageiras.<\/span><\/p>\n
Aliar o manejo adequado das esp\u00e9cies forrageiras evitando a competi\u00e7\u00e3o interespec\u00edfica entre as culturas do milho e as esp\u00e9cies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em cons\u00f3rcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, j\u00e1 que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira \u00e9 a mesma necess\u00e1ria para o adequado controle da flora invasora.<\/span><\/p>\n
\u00a0Al\u00e9m disso, a baixa disponibilidade de t\u00e9cnicas e, principalmente de mecanismos de a\u00e7\u00e3o de herbicidas que se ad\u00e9quam ao sistema de cons\u00f3rcio limita ainda mais a implanta\u00e7\u00e3o do sistema. Outro agravante \u00e9 o crescente aumento no aparecimento de bi\u00f3tipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas<\/strong>, dificultando a recomenda\u00e7\u00e3o de at\u00e9 ent\u00e3o utilizados, como atrazine e nicosulfuron.<\/span><\/p>\n
A redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de plantas daninhas \u00e9 outro benef\u00edcio dos sistemas consorciados, sendo observados redu\u00e7\u00f5es significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produ\u00e7\u00e3o. Quando uma forrageira \u00e9 utilizada como cobertura \u00e9 adequadamente implantada e conduzida, os benef\u00edcios podem ser observados a longo prazo.<\/span><\/p>\n
O cons\u00f3rcio milho braqui\u00e1ria aumenta a massa total de res\u00edduos e inibe a presen\u00e7a de plantas daninhas de dif\u00edcil controle no ano de seu cultivo. A reinfesta\u00e7\u00e3o por buva<\/strong><\/a> ocorre ap\u00f3s um ano sem cons\u00f3rcio e de capim amargoso<\/strong><\/a> ap\u00f3s dois anos sem cons\u00f3rcio, por\u00e9m em menores quantidades do que na sucess\u00e3o soja-milho safrinha.<\/span><\/p>\n
Dessa forma, tendo a braqui\u00e1ria integrada ao sistema de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os ou at\u00e9 mesmo ao ILP (Figura 2), possibilita a produ\u00e7\u00e3o de alimentos com menor emiss\u00e3o de gases de efeito estufa<\/strong><\/a>, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegeta\u00e7\u00e3o o ano todo.<\/span><\/p>\n
Lavoura de milho consorciada com braqui\u00e1ria.<\/span><\/p>\n
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